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Rev. Assoc. Med. Bras. vol.45 número3

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Academic year: 2018

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Rev Ass Med Brasil 1999; 45(3): 198

1 9 8

Editorial

Avaliação do desempenho dos graduandos em medicina

ção de novas metodologias de ensino. E a avaliação? Continua sendo freqüentemente um teste de múl-tipla escolha nem sempre bem elaborado.

O avaliado muitas vezes desconfia do processo de avaliação, repassando para terceiros a responsabi-lidade pelos eventuais fracassos. Para minimizar essa questão, a avaliação deve ser fruto de uma negociação entre avaliadores e avaliados.

A avaliação, dentro do processo ensino-aprendi-zagem, pode ser:

• do aluno • do professor • do processo

Conforme o momento, a avaliação pode ser: • diagnóstica

• formativa • somativa

A avaliação pode ser planejada objetivando: • o domínio cognitivo

• o domínio afetivo • o domínio psicomotor

Daí, a importância do trabalho do Prof. Luiz Ernesto de Almeida Troncon e seus colaboradores, cujo título resumido é Avaliação do desempenho dos graduandos em Medicina, publicado na página 217

desta edição da RAMB. Esse trabalho, realizado na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP, apresenta e discute o programa de avaliação termi-nal do desempenho dos graduandos para estimar a eficácia do currículo na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.

Como secretário do Centro de Desenvolvimento de Educação Médica (CEDEM) da Faculdade de Medicina – USP, tive a oportunidade de acompa-nhar pessoalmente as atividades do referido pro-grama. Foi possível observar, entre outros aspec-tos, a interação professor/aluno dentro de uma proposta avaliatória.

O procedimento em questão é impar no cenário da educação médica brasileira, pois procura avaliar conhecimentos, habilidades e atitudes.

Eduardo Marcondes

Secretário do CEDEM - Centro de Desenvolvimento de Edu-cação Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

O processo ensino/aprendizagem (PEA) flui atra-vés da interação de quatro etapas, a saber:

• Objetivos • Conteúdos • Metodologias • Avaliação

Tais etapas são dependentes entre si, de tal sorte que uma boa representação gráfica poderia ser a seguinte:

Objetivos

Avaliação Conteúdos

Metodologias

A relação entre uma etapa e a subsequente não é de simples vizinhança, digamos assim. Em outras palavras, ao nos preocuparmos com o conteúdo, não

cessa a preocupação com os objetivos e assim por

diante. Há, entre uma etapa e outra, uma relação plástica de moldagem.

Convém lembrar que o processo ensino-aprendi-zagem (PEA), que é o todo, é maior do que a soma das partes:

PEA > 0 + C + M + A

Porém, cada parte tem a marca do todo. O pre-sente ensaio refere-se, em particular, a uma das citadas etapas, a avaliação que depende muito dos

objetivos, dos conteúdos e das metodologias. A avaliação já foi definida como “um procedimen-to do qual o avaliado foge”. É verdade! Ninguém aceita de livre vontade ser avaliado; quando o é, ocorre por imposição de fatores e circunstâncias que a pessoa não pode controlar.

Entre as quatro etapas do processo ensino-aprendizagem, a mais importante é a avaliação, porque é ela que identifica o resultado final do processo, vale dizer, a qualidade do ensino. A ava-liação é “feedback” para os demais elos do processo ensino-aprendizagem. Revela, por exemplo, que os conteúdos estão inadequados.

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