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CHAMADA PÚBLICA RC/PEE 001/2016 REGULAMENTO

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CHAMADA PÚBLICA RC/PEE 001/2016

CHAMADA PÚBLICA RC/PEE 001/2016

A AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S/A, pessoa jurídica de direito privado, sociedade por ações, concessionária do serviço público de distribuição de energia elétrica, doravante denominada simplesmente de RGE SUL, inscrita no CNPJ/MF sob n° 02.016.440/0001-62, com sede à Rod. Engenheiro Miguel Noel Nascentes Burnier, 1755 - km 2,5 - Parque São Quirino- Campinas - Estado de São Paulo, vem, pela presente, noticiar a realização da CHAMADA PÚBLICA para a finalidade de selecionar "propostas de projetos" de conservação de energia e uso racional de energia elétrica para integrar o Programa de Eficiência Energética da RGE SUL, cumprindo o disposto na legislação federal de energia elétrica e da regulamentação emanada da Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, em especial a Lei n° 9.991, de 24 de julho de 2000, Lei n° 11.465, de 28 de março de 2007, Lei n° 12.212, de 20 de janeiro de 2010 e a Resolução Normativa n° 556, de 18 de junho de 2013, ou a que vier substituí-la, como também em decorrência do contrato de concessão dos serviços e instalações de energia elétrica firmado entre RGE SUL e o Poder Concedente.

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CHAMADA PÚBLICA RC/PEE 001/2016

SUMÁRIO

1. OBJETIVO ... 4 2. PARTICIPANTES ELEGÍVEIS ... 4 3. RECURSOS FINANCEIROS ... 5

4. TIPOLOGIAS ELEGÍVEIS DE PROJETOS ... 5

5. FLUXO DE PAGAMENTOS DOS PROJETOS ... 6

6. CRONOGRAMA DA CHAMADA PÚBLICA ... 6

7. PARÂMETROS DEFINIDOS PELA ANEEL ... 7

8. PARÂMETROS DEFINIDOS PELA CONCESSIONÁRIA ... 7

8.1. Definições para os diagnósticos energéticos ... 7

8.2. Parâmetros definidos para materiais e equipamentos ... 10

8.3. Requisitos sobre custos e orçamentos ... 12

8.4. Valores limite para as "propostas de projetos" ... 13

8.5. Fator de coincidência na ponta – FCP ... 14

8.6. Fator de utilização – FU ... 14

8.7. Aquecimento solar de água ... 14

8.8. Medição e verificação de resultados ... 15

8.8.1. Estratégia de medição e verificação ... 15

8.8.2. Plano de medição e verificação ... 16

8.8.3. Relatório de medição e verificação ... 16

8.9. Taxa de desconto ... 17

8.10. Mão de obra própria – MOP ... 17

8.11. Transporte ... 17

8.12. Administração própria – ADM ... 17

8.13. Ações de marketing e divulgação ... 17

8.14. Treinamento e capacitação ... 18

8.15. Custos evitados de energia e demanda ... 19

8.16. Período de execução do projeto... 19

8.17. Auditoria Contábil e Financeira ... 20

8.18. Cálculo de Viabilidade – Relação Custo Benefício (RCB) ... 20

9. FORMA DE APRESENTAÇÃO DOS PROJETOS ... 20

9.1. Forma de apresentação do diagnóstico energético ... 20

9.2. Itens a serem apresentados no projeto: ... 22

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CHAMADA PÚBLICA RC/PEE 001/2016

10. SELEÇÃO DOS PROJETOS ... 23

10.1. Critérios para pontuação e classificação das propostas ... 24

10.2. Prazo de apresentação e protocolo de entrega ... 25

10.3. Comissão julgadora ... 26

10.4. Divulgação do resultado ... 26

11. CLIENTES COM FINS LUCRATIVOS ... 27

12. CLIENTES SEM FINS LUCRATIVOS ... 27

13. DOCUMENTOS DA CHAMADA PÚBLICA ... 27

14. OUTRAS INFORMAÇÕES ... 28

14.1. Esclarecimentos e informações adicionais ... 29

14.2. Confirmação de informações prestadas nos projetos ... 30

14.3. Saldo dos recursos financeiros... 30

15. COMPLIANCE ... 30

ANEXO A – GLOSSÁRIO ... 31

ANEXO B – CARTA DE APRESENTAÇÃO ... 34

ANEXO C – MODELO DE RELATÓRIO ... 35

ANEXO D – TABELAS DE MATERIAIS E EQUIPAMENTOS ... 38

ANEXO E – CRITÉRIOS DE SELEÇÃO DE PROJETOS ... 40

ANEXO F – CONTRATO DE DESEMPENHO ... 47

ANEXO G – NOTA PROMISSÓRIA ... 65

ANEXO H – TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA – COM REPASSE... 66

ANEXO I – CARTA DE SOLICITAÇÃO DE REPASSE FINANCEIRO ... 78

ANEXO J – TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA – SEM REPASSE ... 79

ANEXO K – DESCARTE DE MATERIAIS E FONTES INCENTIVADAS ... 90

Índice de Tabelas

Tabela 1 – Disponibilidade dos recursos para as diferentes tipologias de projeto. ... 5

Tabela 2 – Relação dos módulos do PROPEE vigentes. ... 7

Tabela 3 – Custos evitados de energia (CEE – R$/MWh) e demanda (CED – R$/kW). ... 19

Tabela 4 – Critérios de seleção para os projetos apresentados. ... 25

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CHAMADA PÚBLICA RC/PEE 001/2016

INTRODUÇÃO

O Programa de Eficiência Energética - PEE da RGE SUL é executado anualmente em atendimento à cláusula do Contrato de Concessão de Distribuição de Energia Elétrica, à Lei n° 9.991/2000, Lei n° 11.465/2007 e Lei n° 12.212/2010. A legislação aplicável à matéria determina que as concessionárias e permissionárias de serviços públicos de distribuição de energia elétrica devem aplicar, anualmente, a partir de abril 2007, o valor equivalente a 0,50 % (zero vírgula cinquenta por cento) de sua receita operacional líquida anual no desenvolvimento de programa para o incremento da eficiência energética no uso final de energia elétrica, através de projetos executados em instalações de CLIENTES. Os critérios para aplicação dos recursos e procedimentos necessários para apresentação do Programa a ANEEL estão estabelecidos na Resolução Normativa ANEEL n° 556, de 18 de junho de 2013, e nas normas que porventura venham a substituí-la.

1.

OBJETIVO

Selecionar por meio da presente CHAMADA PÚBLICA1 propostas de projetos2 de eficiência

energética no uso final de energia elétrica, para unidades consumidoras3 pertencentes à área

de concessão da RGE SUL, visando o cumprimento de obrigações legais da RGE SUL com a ANEEL, nos termos ditados nas Leis n° 9.991/2000, n° 11.465/2007 e n° 12.212/2010, que tem por objetivo incentivar o desenvolvimento de medidas que promovam a eficiência energética e o combate ao desperdício de energia elétrica.

2.

PARTICIPANTES ELEGÍVEIS

Poderão participar da CHAMADA PÚBLICA em pauta todos os CLIENTES atendidos na área de concessão da RGE SUL, que estejam em dia com suas obrigações legais perante a RGE SUL, além de empresas legalmente habilitadas para a execução de serviços de eficiência energética, fabricantes e comerciantes de equipamentos.

As propostas de projeto deverão seguir o formato de diagnósticos energéticos e podem ser apresentados tanto pelos clientes diretamente beneficiados ou por empresas especializadas em eficiência energética, conforme formalização obrigatória através de carta de apresentação (Anexo B). A apresentação de diagnósticos energéticos de eficiência energética deverá ser feita por tipologia, conforme apresentado no Item 4.

Clientes beneficiários enquadrados na lei das micro e pequenas empresas (Lei Complementar nº 123, 14 de dezembro de 2006), poderão apresentar diagnósticos energéticos com valores maiores ou iguais a R$ 30.000,00 (trinta mil reais). Não poderão participar desta CHAMADA PÚBLICA as empresas de eficiência energética que tenham qualquer tipo de restrição cadastral (SPC/SERASA/CAPITAL SOCIAL) ou que tenham sido excluídas da Lista de Fornecedores da RGE SUL/CPFL, por motivo comercial, técnico ou jurídico.

1Ver definição de "chamada pública", no Glossário - Anexo A.

2Ver definição de "proposta de projeto", no Glossário - Anexo A.

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3.

RECURSOS FINANCEIROS

O valor disponibilizado para a CHAMADA PÚBLICA em tela é da ordem de R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais), contemplando as tipologias de projetos relacionadas no Item 4. Na eventualidade de existir saldo financeiro disponível na conta do Programa de Eficiência Energética, nos termos da legislação aplicável à espécie, poderão ser aprovados diagnósticos energéticos acima dos valores disponibilizados, desde que atendam os requisitos especificados e os critérios eleitos para sua seleção, conforme estabelecido na presente CHAMADA PÚBLICA, e haja interesse da RGE SUL.

4.

TIPOLOGIAS ELEGÍVEIS DE PROJETOS

Poderão ser apresentados diagnósticos energéticos para as tipologias de projeto mostradas na Tabela 1, de acordo com as definições da Resolução Normativa n° 556, de 18 de junho de 2013, e aos Procedimentos do Programa de Eficiência Energética – PROPEE4 da Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL. Nesta CHAMADA PÚBLICA serão aceitos projetos de “Melhoria de Instalação5”, não sendo aceitos projetos de Gestão Energética6 Municipal,

projetos pilotos, projetos voltados a clientes residenciais de baixo poder aquisitivo com TSEE, nem de iluminação pública. A Tabela 1 mostra a distribuição dos recursos disponíveis entre as diferentes tipologias, além dos valores mínimos a serem considerados nos projetos.

Tabela 1 – Disponibilidade dos recursos para as diferentes tipologias de projeto.

Tipologia

Valores mínimos por projeto

Total de Recursos Disponíveis Clientes com fins lucrativos

Clientes sem fins lucrativos Micro/Pequena Média/Grande Residencial7 - - 100.000,00 600.000,00 Industrial 30.000,00 300.000,00 - 1.500.000,00 Comercial 30.000,00 200.000,00 - 500.000,00 Poder Público - - 100.000,00 600.000,00 Serviço Público - 200.000,00 100.000,00 500.000,00 Rural 30.000,00 200.000,00 100.000,00 300.000,00 TOTAL 4.000.000,00

4 Ver definição de "Procedimentos do Programa de Eficiência Energética – PROPEE", no Glossário - Anexo A.

5 Ver definição de "melhoria de instalação", no Glossário - Anexo A.

6 Ver definição de "gestão energética", no Glossário - Anexo A.

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CHAMADA PÚBLICA RC/PEE 001/2016

5.

FLUXO DE PAGAMENTOS DOS PROJETOS

O projeto como um todo deve ser executado com recursos do próprio cliente proponente, e a RGE SUL fará o repasse financeiro (depósito em conta bancária) em dois momentos distintos, relativos aos custos de materiais (aquisição dos equipamentos necessários à obra) e serviços (diagnóstico energético, medições iniciais, substituição dos equipamentos propostos, medições finais, descarte dos materiais retirados e relatório final).

O repasse do valor dos materiais será feito após a chegada dos mesmos no local da obra e fiscalização por parte da RGE SUL. Estando o material em conformidade com o que foi proposto e aprovado, o cliente deverá emitir a Carta de Solicitação de Repasse Financeiro e enviar à RGE SUL para depósito do valor correspondente.

Com relação aos valores de serviço, a RGE SUL fará um único depósito do valor referente à soma dos custos de serviço do projeto no término do mesmo. O depósito será realizado depois do recebimento da Carta de Solicitação de Repasse Financeiro elaborada pelo cliente e comprovação da realização de cada item de serviço (diagnóstico, implementação, medições, descarte e relatório final).

A comprovação do diagnóstico, medições e relatório final será feita mediante a entrega destes documentos. O descarte poderá ser comprovado com laudo ou certificado de descarte, e a implementação será verificada com visitas ao local para avaliação da execução do projeto (fiscalização dos equipamentos instalados). Com relação às medições finais, estas deverão estar contidas no Relatório Final, também acompanhadas dos certificados válidos de calibração aplicáveis.

6.

CRONOGRAMA DA CHAMADA PÚBLICA

Nesta seção estão descritas, em ordem cronológica, todas as datas pertinentes para a seleção de diagnósticos energéticos na CHAMADA PÚBLICA. Na Figura 1 estão indicadas as datas da CHAMADA PÚBLICA.

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CHAMADA PÚBLICA RC/PEE 001/2016

Os diagnósticos energéticos deverão seguir o modelo apresentado no Anexo C deste Edital.

7.

PARÂMETROS DEFINIDOS PELA ANEEL

Todos os diagnósticos energéticos deverão obedecer, obrigatoriamente, todas as disposições constantes no documento "Procedimentos do Programa de Eficiência Energética - PROPEE", elaborado pela "Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL", conforme a versão vigente à época da disponibilização da CHAMADA PÚBLICA. A Tabela 2 mostra as versões vigentes na data de publicação deste edital.

8.

PARÂMETROS DEFINIDOS PELA CONCESSIONÁRIA

A RGE SUL define os seguintes parâmetros que deverão ser utilizados na elaboração dos diagnósticos energéticos. O atendimento a estes itens irá atribuir pontos para a proposta conforme apresentado no Item 10.

8.1. Definições para os diagnósticos energéticos

a) Caso os diagnósticos energéticos contemplem mais de uma unidade consumidora com mais de um nível de tensão de fornecimento, deverá constar o detalhamento por unidade consumidora dos resultados esperados. No caso de se não dispor do detalhamento em separado das unidades consumidoras beneficiadas, o benefício do projeto deverá ser valorado considerando o nível de tensão mais alto.

b) Caso os diagnósticos energéticos contemplem mais de uma unidade consumidora no mesmo nível de tensão de fornecimento, deverá constar o detalhamento por unidade consumidora dos resultados esperados.

8Ver definição de "medição e verificação", no Glossário - Anexo A.

Tabela 2 – Relação dos módulos do PROPEE vigentes.

MÓDULO VERSÃO VIGENTE

1 – Introdução Revisão 0 02/07/2013

2 - Gestão do programa Revisão 1 27/09/2013

3 - Seleção e implantação de projetos Revisão 1 27/09/2013

4 - Tipologias de projeto Revisão 1 27/09/2013

5 - Projetos especiais Revisão 0 02/07/2013

6 - Projetos com fontes incentivadas Revisão 1 27/09/2013

7 - Cálculo da viabilidade Revisão 1 27/09/2013

8 - Medição e verificação8 de resultados Revisão 1 27/09/2013

9 - Avaliação dos projetos e programa Revisão 0 02/07/2013

10 - Controle e fiscalização Revisão 1 27/09/2013

Critérios de seleção para chamadas públicas de projeto Revisão 0 02/07/2013

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c) Cada diagnóstico energético deverá contemplar CLIENTES com fins lucrativos ou sem fins lucrativos. Caso sejam enviados diagnósticos energéticos que beneficiem simultaneamente CLIENTES com fins lucrativos e sem fins lucrativos, o projeto será classificado automaticamente como com fins lucrativos.

d) Uma mesma unidade consumidora não poderá fazer parte de mais de um diagnóstico energético. Caso sejam apresentados dois ou mais diagnósticos energéticos, objetivando a eficientização de uma mesma unidade consumidora, será considerado somente o diagnóstico energético mais bem classificado de acordo com os critérios estabelecidos no Item 10.1 do presente regulamento, ficando os demais automaticamente desclassificados. e) Somente serão aceitos diagnósticos energéticos que contemplem a eficientização de usos finais de energia elétrica, ou seja, a substituição de materiais e equipamentos existentes por outros mais eficientes, nos quais ambos utilizem energia elétrica. Não será permitida a substituição parcial ou total da energia elétrica por gás, energéticos fósseis ou biomassa. f) Os diagnósticos energéticos que contemplem deslocamento de cargas ou automação de

processos serão aceitos, desde que também estejam contempladas a eficientização energética dos usos finais envolvidos.

g) Os diagnósticos energéticos que contemplarem a inclusão de geração de energia elétrica a partir de fontes incentivadas, em atendimento ao disposto Módulo 6 - Projetos com Fontes Incentivadas do "Procedimentos do Programa de Eficiência Energética - PROPEE", serão aceitos desde que contemplem instalações que estiverem sendo (dentro desta CHAMADA PÚBLICA) ou já tiverem sido eficientizadas (comprovadas através do Relatório Final do projeto).

h) Os diagnósticos energéticos deverão contemplar, no item avaliação, a medição e verificação dos resultados em conformidade ao "Protocolo Internacional de Medição e Verificação de Performance - PIMVP9 - Janeiro de 2012 - EVO 10000 - 1:2012 (Br)",

disponibilizado no endereço eletrônico www.cpfl.com.br, obedecendo os requisitos mínimos estabelecidos no Item 8.8.

i) As empresas de eficiência energética que se associarem a clientes para apresentação de propostas para esta CHAMADA PÚBLICA deverão alocar no mínimo um Gerente de Projeto, preferencialmente PMP, e um profissional obrigatoriamente certificado pela EVO em M&V (CMVP), preferencialmente pertencentes ao quadro próprio de colaboradores. j) O CLIENTE e a empresa de eficiência energética contratada se obrigam a cumprir e

divulgar rigorosamente, a Política Anticorrupção da CPFL ENERGIA; a Lei Anticorrupção n.º 12.846, de 1º de agosto de 2013 e demais normas aplicáveis e que visam à prevenção e o combate da corrupção e, ainda, oferecer treinamentos anticorrupção.

k) O CLIENTE e a empresa contratada declaram e garantem que não estão envolvidos e não se envolverão, direta ou indiretamente, por intermédio de seus funcionários, subcontratados, prepostos, administradores, diretores, conselheiros, sócios ou acionistas, assessores, consultores, parte relacionada direta ou indiretamente, durante o cumprimento das obrigações previstas neste contrato, em qualquer atividade ou prática que constitua

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CHAMADA PÚBLICA RC/PEE 001/2016

uma infração aos termos das Leis Anticorrupção, tais como, sem se limitar a prometer, oferecer ou dar, direta ou indiretamente, vantagem indevida a agente público, a partidos políticos, candidatos a cargos políticos, ou a terceira pessoa a eles relacionada; financiar; custear, patrocinar ou de qualquer modo subvencionar a prática dos atos ilícitos; utilizar-se de interposta pessoa física ou jurídica, para ocultar ou dissimular seus reais interesses ou a identidade dos beneficiários dos atos praticados; frustrar, fraudar, impedir, perturbar, obter vantagem ou benefício indevido no tocante a licitações e contratos administrativos; impedir, afastar ou procurar afastar licitante, por meio de fraude ou oferecimento de vantagem de qualquer tipo; fraudar licitação pública ou contrato dela decorrente; criar, de modo fraudulento ou irregular, pessoa jurídica para participar de licitação pública ou celebrar contrato administrativo; obter vantagem ou benefício indevido, de modo fraudulento, de modificações ou prorrogações de contratos celebrados com a administração pública, sem autorização em lei, no ato convocatório da licitação pública ou nos respectivos instrumentos contratuais; manipular ou fraudar o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos celebrados com a administração pública e dificultar atividade de investigação ou fiscalização de órgãos, entidades ou agentes públicos, ou intervir em sua atuação, inclusive no âmbito das agências reguladoras e dos órgãos de fiscalização do Sistema Financeiro Nacional.

l) O CLIENTE e empresa contratada declaram e garantem que não se encontram, assim como seus funcionários, subcontratados, prepostos, administradores, diretores, conselheiros, sócios ou acionistas, assessores, consultores, parte relacionada, direta ou indiretamente (i) sob investigação em virtude de denúncias de suborno e/ou corrupção; (ii) no curso de um processo judicial e/ou administrativo ou foram condenados ou indiciados sob a acusação de corrupção ou suborno; (iii) listados em alguma entidade governamental, tampouco conhecidos ou suspeitos de práticas de terrorismo e/ou lavagem de dinheiro; (iv) sujeitos a restrições ou sanções econômicas e de negócios por qualquer entidade governamental; e (v) banidos ou impedidos, de acordo com qualquer lei que seja imposta ou fiscalizada por qualquer entidade governamental.

m) O CLIENTE e a empresa contratada declaram que, direta ou indiretamente, não ofereceram, prometeram, pagaram ou autorizaram o pagamento em dinheiro, deram ou concordaram em dar presentes ou qualquer coisa de valor e, durante a vigência deste contrato, não irão ofertar, prometer, pagar ou autorizar o pagamento em dinheiro, dar ou concordar em dar presentes ou qualquer coisa de valor a qualquer pessoa ou entidade, pública ou privada, com o objetivo de beneficiar ilicitamente a RGE SUL e/ou seus negócios.

n) O CLIENTE e a empresa contratada declaram que, direta ou indiretamente, não irão receber, transferir, manter, usar ou esconder recursos que decorram de qualquer atividade ilícita, bem como não irão contratar como empregado ou de alguma forma manter relacionamento profissional com pessoas físicas ou jurídicas, envolvidas com atividades criminosas, em especial fraude, corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e terrorismo.

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p) O não cumprimento das Leis Anticorrupção por parte do CLIENTE e empresa contratada será considerado uma infração grave a este contrato e conferirá à RGE SUL o direito de, imediatamente, declará-lo resolvido, independentemente de aviso, notificação ou qualquer outra formalidade, sendo o CLIENTE e a empresa contratada responsáveis pelas perdas e danos a que der causa, e, ainda, pelo pagamento de multa contratual não compensatória, no valor a ser definido, sem prejuízo, ainda, de responder por penalidades previstas em legislação aplicável.

8.2. Parâmetros definidos para materiais e equipamentos

a) A vida útil e perdas aplicadas a materiais e equipamentos deverão ser utilizadas conforme tabela apresentada no Anexo D. Caso os materiais e equipamentos utilizados possuam características diferentes daquelas apresentadas no Anexo D, ou não estejam nele listados, estas características deverão ser comprovadas, obrigatoriamente, através da apresentação de catálogos técnicos.

b) Caso o diagnóstico energético contemple a substituição de um equipamento que foi instalado com recurso de CHAMADA PÚBLICA ou PROJETO IMPLEMENTADO anterior e que ainda esteja dentro do seu período de vida útil, o diagnóstico energético apresentado será automaticamente desqualificado. Quando o diagnóstico energético tratar de uma unidade consumidora beneficiada em uma CHAMADA PÚBLICA ou PROJETO IMPLEMENTADO anterior, deve ser comprovado que os equipamentos existentes não foram adquiridos com recursos advindos do "Programa de Eficiência Energética - PEE". c) As lâmpadas fluorescentes tubulares deverão possuir índice de reprodução de cores (IRC)

> 65%.

d) As lâmpadas LED deverão possuir fator de potência (FP) > 0,92, distorção harmônica total (THD) < 10% para 127 V e (THD) < 20% para 220 V e as suas eficiências luminosas (lm/W) devem ser discriminadas no diagnóstico energético.

e) Os equipamentos de uso final de energia elétrica utilizados nos diagnósticos energéticos deverão ser, obrigatoriamente, energeticamente eficientes. No âmbito desta CHAMADA PÚBLICA, considera-se equipamento energeticamente eficiente aquele que:

 Possuir o selo PROCEL10 de economia de energia, ou simplesmente selo PROCEL.

 Possuir etiqueta A de desempenho energético (Etiqueta Nacional de Conservação de Energia - ENCE), do Programa Brasileiro de Etiquetagem - PBE11 caso não existam no mercado nacional os equipamentos com selo PROCEL necessários ao projeto.

 For mais eficiente dentro da listagem do PBE, devendo ser obrigatoriamente o equipamento mais eficiente disponível (na eventualidade de não existirem equipamentos com selo PROCEL ou com etiqueta A de desempenho energético). Neste caso, a escolha do equipamento deverá ser devidamente justificada, apresentando a tabela do PBE mais recente.

10 Ver definição de "Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica - PROCEL", no Glossário - Anexo A.

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 For o mais eficiente disponível, caso o equipamento necessário ao projeto não seja contemplado pelo PBE.

 No caso específico de reatores para lâmpadas fluorescentes tubulares T8 de 16 W e 32 W, em decorrência da carência de equipamentos disponíveis comercialmente com selo PROCEL, poderão ser utilizados outros equipamentos desde que atendam os requisitos mínimos: fator de potência (FP) > 0,92, distorção harmônica total (THD) < 10 % para 127 V e (THD) < 20 % para 220 V e fator de fluxo luminoso (FFL) > 0,90.

f) Para o diagnóstico energético que contemple o uso final condicionamento ambiental, os coeficientes de eficiência energética dos equipamentos existentes poderão ser obtidos através de:

 Dados do Programa Brasileiro de Etiquetagem – PBE, disponibilizado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia – INMETRO.

 Dados de fabricantes, através de dados de placa ou catálogos.

 Dados de medições realizadas. No caso de obtenção através de medições, estas deverão ser apresentadas de forma gráfica no diagnóstico energético, realizadas com equipamento analisador de energia durante um período maior ou igual a 24 (vinte e quatro) horas, apresentando o detalhamento das condições de apuração. Deverão ser fornecidos o certificado de calibração do equipamento de medição emitido com data de inferior a 1 (um) ano da medição, os procedimentos de medição utilizada, bem como todas as informações necessárias para comprovar o regime de utilização do sistema a ser eficientizado. A comissão julgadora da presente CHAMADA PÚBLICA poderá solicitar ao CLIENTE a repetição das medições na presença de técnicos da concessionária.

g) Para o diagnóstico energético que contemple o uso final sistemas motrizes, o carregamento, o rendimento nominal e o rendimento no ponto de carregamento do equipamento existente poderão ser obtidos através de dados de medições realizadas, procedendo a estimativa através do software "BDmotor", disponível no endereço eletrônico do PROCEL INFO, na seção simuladores (www.procelinfo.com.br). No caso de obtenção através de medições, estas deverão ser apresentadas de forma gráfica no diagnóstico energético, realizadas com equipamento analisador de energia durante um período maior ou igual a 24 (vinte e quatro) horas, apresentando o detalhamento das condições de apuração. Deverão ser fornecidos o certificado de calibração do equipamento de medição emitido com data de inferior a 1 (um) ano da medição, os procedimentos de medição utilizada, bem como todas as informações necessárias para comprovar o regime de utilização do sistema a ser eficientizado. A comissão julgadora da presente CHAMADA PÚBLICApoderá solicitar ao CLIENTE a repetição das medições na presença de técnicos da concessionária.

h) Para os diagnósticos energéticos que contemplem o uso final sistemas de refrigeração, os dados de consumo dos equipamentos existentes poderão ser obtidos através de:

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 Dados de fabricantes, através de dados de placa ou catálogos.

 Dados de medições realizadas. No caso de obtenção através de medições, estas deverão ser apresentadas de forma gráfica no diagnóstico energético, realizadas com equipamento analisador de energia durante um período maior ou igual a 24 (vinte e quatro) horas, apresentando o detalhamento das condições de apuração. Deverão ser fornecidos o certificado de calibração do equipamento de medição emitido com data de inferior a 1 (um) ano da medição, os procedimentos de medição utilizada, bem como todas as informações necessárias para comprovar o regime de utilização do sistema a ser eficientizado. A comissão julgadora da presente CHAMADA PÚBLICA poderá solicitar ao CLIENTE a repetição das medições na presença de técnicos da concessionária.

i) Todos os materiais e equipamentos que vierem a ser substituídos deverão, obrigatoriamente, ser descartados de acordo com as regras estabelecidas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei n° 12.305, de 2 de agosto de 2010), pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA e demais normas aplicáveis à matéria.

j) No caso da substituição de equipamentos de condicionamento ambiental e/ou refrigeração, a(s) empresa(s) contratada(s) para realização do descarte deverá(ão), obrigatoriamente, obedecer ao disposto na ABNT NBR 15833 - Manufatura reversa - Aparelhos de refrigeração.

8.3. Requisitos sobre custos e orçamentos12

a) Os custos para elaboração do diagnóstico energético deverão ser alocados dentro da rubrica "mão de obra de terceiros".

b) Será necessária a apresentação de três orçamentos para comprovação dos custos. c) Para todos os materiais e equipamentos a serem utilizados nos diagnósticos energéticos

deverão ser apresentados, obrigatoriamente, pesquisa de preço através de 3 (três) orçamentos. O diagnóstico energético deverá utilizar o orçamento de menor valor.

d) Para os custos de "mão de obra de terceiros" deverão ser apresentados 3 (três) orçamentos. O diagnóstico energético deverá utilizar o orçamento de menor valor.

e) Para os custos com "marketing" deverão ser apresentados 3 (três) orçamentos. O diagnóstico energético deverá utilizar o orçamento de menor valor.

f) Para os custos com "treinamento e capacitação" deverão ser apresentados 3 (três) orçamentos. O diagnóstico energético deverá utilizar o orçamento de menor valor.

g) Para o "descarte de materiais" deverão ser apresentados 3 orçamentos. O diagnóstico energético deverá utilizar o orçamento de menor valor.

h) Para os custos de "medição e verificação" deverão ser apresentados 3 (três) orçamentos. O diagnóstico energético deverá utilizar o orçamento de menor valor. Equipamentos que

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vierem a ser adquiridos nos diagnósticos energéticos para serem utilizados nas medições não serão de forma alguma remunerados pela RGE SUL.

i) No caso da utilização da mão de obra do próprio CLIENTE, os custos advindos da utilização desta mão de obra não serão de forma alguma reembolsados com recursos do "Programa de Eficiência Energética - PEE", devendo ser computados obrigatoriamente como contrapartida.

j) Todos os custos deverão ser acompanhados de planilha comparativa de preços, indicando todos os materiais e serviços. Os orçamentos devem estar em nome do consumidor proponente e devem constar de forma clara e detalhada a quantidade de materiais e serviços a serem fornecidos, preços unitários e valor total.

k) Custos com manutenção NÃO devem compor o valor da proposta e não serão reembolsados.

l) Não serão aceitas contrapartidas nos custos inerentes à RGE SUL (mão de obra própria, transporte e administração própria).

Os valores dos orçamentos deverão ser organizados numa planilha comparativa conforme modelo abaixo, discriminando claramente os itens a que se referem.

Item Orçamento 1 Orçamento 2 Orçamento 3

Orçamento considerado

Empresa R$ Empresa R$ Empresa R$ Empresa R$

Implementação Descarte

M&V Etc...

8.4. Valores limite para as "propostas de projetos"

a) O custo com recursos próprios com "acessórios" (fita isolante, soquetes, parafusos, conectores, etc.) não poderá ser maior que 1% (um por cento) do custo do item "materiais e equipamentos".

b) O custo com recursos próprios de "medição e verificação" não poderá ser maior que 5% (cinco por cento) do custo total do o projeto.

c) A soma dos custos totais com "administração própria" e "marketing" não poderá ser maior que 5% (cinco por cento) do custo total do o projeto.

(14)

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e) Os valores dos projetos que ultrapassarem os valores limite estabelecidos para esta CHAMADA PÚBLICA deverão ser obrigatoriamente, computados como contrapartida, sendo que estes recursos poderão advir do próprio CLIENTE13 e/ou de terceiros14.

8.5. Fator de coincidência na ponta – FCP

O FCP é o fator a ser considerado para o cálculo da potência média na ponta, que é utilizado para o cálculo de redução de demanda no horário de ponta. O valor do FCP deverá ser menor ou igual a 1 (um) e o cálculo deste fator deverá utilizar a equação abaixo para todos os usos finais, com exceção do uso final "aquecimento solar de água", que deverá utilizar a metodologia proposta no Item 8.7.

n u p x n d x n m F C P = - - -

792 Onde:

nup: Número de horas por dia de utilização do sistema a ser eficientizado no horário de ponta. Para a RGE SUL, o horário de ponta a ser considerado deverá ser menor ou igual a 3 (três) horas e está compreendido entre 18h00 e 21h00.

nd: Número de dias úteis (segunda-feira a sexta-feira) ao longo do mês em que se utiliza o sistema a ser eficientizado no horário de ponta. Nesta CHAMADA PÚBLICA considera-se um mês padrão com 22 (vinte e dois) dias úteis mensais.

nm: Número de meses, no período de um ano, em que se utiliza o sistema a ser eficientizado. Considera-se um ano padrão com 12 (doze) meses.

792: Número de horas equivalente às horas de ponta disponíveis ao longo de um ano (3 horas de ponta diárias x 22 dias úteis por mês x 12 meses por ano).

Deve-se apresentar memória de cálculo, horários de utilização da carga e demais informações necessárias para comprovar o FCP proposto.

Caso a equação acima não seja compatível com o regime de utilização do sistema a ser eficientizado, deverá ser apresentado no diagnóstico energético o cálculo detalhado do FCP, justificando cada parâmetro utilizado.

8.6. Fator de utilização – FU

O fator de utilização a ser considerado nos diagnósticos energéticos deverá ser menor ou igual a 1 (um), devendo ser apresentadas todas as informações necessárias para comprovar o fator de utilização proposto.

8.7. Aquecimento solar de água

Para os diagnósticos energéticos que utilizarem sistemas de aquecimento solar de água, para a fração solar deve-se utilizar FS = 0,60.

Para o cálculo do fator de coincidência na ponta - FCP deverão ser apresentados os cálculos de forma detalhada, sempre justificando cada parâmetro utilizado. O valor do FCP deverá ser menor ou igual a 1 (um), podendo ser utilizada a equação abaixo para sua determinação:

13 Ver definição de "recursos do CLIENTE", no Glossário - Anexo A.

(15)

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Onde:

nbp: Número médio de banhos por dia no horário de ponta por unidade consumidora. tb: Tempo médio de banho, em minutos.

nc: Número de chuveiros por unidade consumidora.

180: Minutos equivalentes a 3 (três) horas de ponta. Em caso de dificuldades na obtenção do fator de coincidência, utilizar FCP = 0,10.

8.8. Medição e verificação de resultados

A medição e verificação (M&V) de resultados é uma etapa muito importante para a execução dos projetos de eficiência energética. Todo o processo deverá ser elaborado em conformidade ao estabelecido no "Procedimentos do Programa de Eficiência Energética - PROPEE", conforme item 6 deste regulamento, e ao "Protocolo Internacional de Medição e Verificação de Performance" - PIMVP - Janeiro de 2012 - EVO 10000 - 1:2012 (Br). Quanto ao processo de M&V, o mesmo é dividido em 3 (três) etapas principais a serem executadas em diferentes estágios de projetos de eficiência energética.

8.8.1. Estratégia de medição e verificação

A estratégia de M&V deverá ser elaborada de forma preliminar na fase de diagnóstico energético, uma vez que se dispõe do conhecimento obtido sobre a estrutura (materiais e equipamentos) e o funcionamento da instalação, onde se conhece o uso da energia e sua relação com a rotina da instalação. Neste ponto devem ser definidas as bases para as atividades de M&V:

a) Variáveis independentes: Verificar quais variáveis (clima, produção, ocupação, etc.) explicam a variação da energia e como poderão ser medidas (local, equipamentos, períodos de medição - linha de base e de determinação da economia).

b) Fronteira de medição: Determina o limite, dentro da instalação, onde serão observados os efeitos da ação de eficiência energética15, isolado por medidores, e eventuais efeitos

interativos com o resto da instalação.

c) Opção do PIMVP: Preferencialmente as opções A ou B.

d) Opção C: Admite-se seu uso quando for substituído um único equipamento em uma instalação e quando o consumo deste for igual ou maior a 10% (dez por cento) do total da instalação. Esta opção também poderá ser utilizada quando o desempenho energético de toda a instalação estiver sendo avaliado, não apenas o da ação de eficiência energética. e) Opção D: Admite-se nos casos em que nenhuma outra opção seja praticável, atendendo a

todas as disposições constantes no PIMVP.

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f) Modelo do consumo da linha de base: Em geral, uma análise de regressão entre a energia medida e as variáveis independentes.

g) Amostragem: O processo de amostragem cria erros, uma vez que nem todas as unidades em estudo são medidas, portanto deve-se tomar cuidado para obter os níveis de precisão (10%) e de confiança (95%) almejados.

h) Cálculo das economias: Definir como será calculada a economia de energia e a redução de demanda na ponta.

8.8.2. Plano de medição e verificação

Após as medições do período de referência (período de linha de base) e o estabelecimento completo do modelo do consumo e demanda da linha de base, deve-se elaborar o plano de M&V, contendo todos os procedimentos e considerações para o cálculo das economias, conforme o Capítulo 5 do PIMVP e demais disposições da ANEEL sobre o assunto.

Em resumo, o plano de M&V deve ser estabelecido após a realização das medições dos equipamentos existentes nas instalações beneficiadas pelos diagnósticos energéticos, seguindo os procedimentos estabelecidos na estratégia de M&V, devendo incluir a discussão dos seguintes tópicos, os quais estão descritos com maior profundidade no PIMVP.

 Objetivo das ações de eficiência energética;

 Opção do PIMVP selecionada e fronteira de medição;  Linha de base, período, energia e condições;

 Período de determinação da economia;  Bases para o ajuste;

 Procedimento de análise;  Preço da energia;

 Especificações dos medidores;

 Responsabilidades de monitoramento;

 Precisão esperada (conforme definido pela ANEEL, neste caso deverá ser perseguida uma meta "95/10", ou seja, 10% de precisão com 95% de confiabilidade);

 Orçamento;

 Formato de relatório;  Garantia de qualidade.

Também deverão ser incluídos os tópicos específicos adicionais previstos no Capítulo 5 do PIMVP, referentes à utilização da opção A e da opção D.

8.8.3. Relatório de medição e verificação

Uma vez terminada a implantação das ações de eficiência energética, devem ser procedidas as medições de consumo e demanda e das variáveis independentes relativas ao mesmo período, observando o estabelecido na estratégia de M&V e no plano de M&V, de acordo com o Capítulo 6 do PIMVP e demais documentos pertinentes.

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procedimentos estabelecidos na estratégia e no plano de M&V, devendo conter uma analise completa dos dados observando as seguintes questões, as quais estão descritas com maior profundidade no PIMVP.

 Observação dos dados durante o período de determinação da economia;  Descrição e justificação de quaisquer correções feitas aos dados observados;  Para a Opção A deverão ser apresentados os valores estimados acordados;  Informação de preços utilizados de demanda e energia elétrica;

 Todos os pormenores de qualquer ajuste não periódico da linha de base efetuado;  A economia calculada em unidades de energia e monetárias (conforme definição da

ANEEL, as economias deverão ser valoradas sob os pontos de vista do sistema elétrico e do CLIENTE);

 Justificativas (caso sejam observados desvios na avaliação ex post16 em relação à

avaliação ex ante17, os mesmos deverão ser considerados e devidamente justificados).

8.9. Taxa de desconto

A taxa de desconto a considerar será a mesma especificada no Plano Nacional de Energia - PNE, vigente na data de submissão do projeto. Para a presente CHAMADA PÚBLICA deve-se considerar a taxa de desconto de 8 % (oito por cento) ao ano.

8.10. Mão de obra própria – MOP

Este item refere-se às despesas com mão de obra da RGE SUL. Todos os diagnósticos energéticos deverão apresentar as despesas referentes à mão de obra própria da RGE SUL, considerando o percentual de 5% do valor do projeto.

8.11. Transporte

Este item refere-se às despesas da RGE SUL com viagens para reuniões de acompanhamento e inspeção dos serviços a serem realizados durante a execução do projeto. Todos os diagnósticos energéticos irão considerar despesas referentes a estas viagens como sendo 0,5 % do custo total do projeto.

8.12. Administração própria – ADM

Todos os diagnósticos energéticos deverão apresentar as despesas referentes à administração própria da RGE SUL, calculada como sendo 0,3 % do custo total do projeto.

8.13. Ações de marketing e divulgação

As ações de marketing consistem na divulgação das ações executadas em projetos de eficiência energética, buscando disseminar o conhecimento e as práticas voltadas à eficiência energética, promovendo a mudança de comportamento do CLIENTE.

16Ver definição de "avaliação ex post", no Glossário - Anexo A.

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Toda e qualquer ação de marketing e divulgação dentro da CHAMADA PÚBLICA deverá seguir as regras estabelecidas pelo "Procedimentos do Programa de Eficiência Energética - PROPEE", observando especialmente o uso das logomarcas do "Programa de Eficiência Energética - PEE" e da "Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL", disponíveis em

www.cpfl.com.br, e da logomarca da RGE SUL. Toda e qualquer divulgação deve ser

previamente aprovada pela RGE SUL, devendo obrigatoriamente fazer menção ao "Programa de Eficiência Energética - PEE", executado pela RGE SUL e regulado pela "Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL".

Este item refere-se às despesas com ações que visam divulgar as ações de eficiência energética executadas no projeto, buscando disseminar o conhecimento e as práticas voltadas à eficiência energética, promovendo a mudança de comportamento do CLIENTE.

Todos os diagnósticos energéticos deverão prever despesas referentes às ações de divulgação no valor máximo de R$ 30.000 (trinta mil reais), limitados a 4,2 % do custo total do Projeto. Este custo deverá ser alocado no quadro Custos por Categoria Contábil e Origens dos Recursos, no item CUSTOS INDIRETOS, subitem “Marketing”.

As seguintes ações deverão ser realizadas pelo cliente:

 Elaborar, confeccionar e instalar em local de grande circulação dentro de suas instalações uma placa informativa de obra com as principais informações do projeto, como o objetivo, valor investido no projeto, previsão de energia economizada18 e redução de demanda na

ponta19, prazo de execução, logomarca da RGE SUL e do Programa de Eficiência Energética da ANEEL.

 Confeccionar folders orientativos sobre o uso inteligente de energia elétrica, e das principais ações realizadas no cliente. O quantitativo deverá ser igual ao número de funcionários existente nas instalações do cliente, acrescidos de mais 100 (cem) unidades que serão entregues à RGE SUL para divulgação dos resultados.

 Confeccionar adesivos que serão utilizados em interruptores, próximo aos equipamentos de iluminação, ar condicionado, dentre outros, conscientizando sobre o uso inteligente de energia elétrica.

 Confeccionar adesivos e/ou placas para identificação dos equipamentos eficientizados. As propostas da placa informativa de obra, adesivos e dos folders, deverão ser submetidas à RGE SUL para aprovação.

8.14. Treinamento e capacitação

As ações de treinamento e capacitação visam estimular e consolidar as práticas de eficiência energética nas instalações onde houve projetos do "Programa de Eficiência Energética - PEE", bem como difundir os seus conceitos. A execução de ações de treinamento e capacitação

18Ver definição de "energia economizada", no Glossário - Anexo A.

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caracteriza-se como uma atividade obrigatória, devendo estar prevista em todo e qualquer diagnóstico energético submetido a esta CHAMADA PÚBLICA.

Toda e qualquer ação de treinamento e capacitação dentro da CHAMADA PÚBLICA deverá seguir as regras estabelecidas pelo "Procedimentos do Programa de Eficiência Energética - PROPEE", observando especialmente o disposto no Módulo 4 - Tipologias de Projeto, Seção 4.3 - Outras Ações Integrantes de Projeto, Item 3 - Treinamento e Capacitação.

8.15. Custos evitados de energia e demanda

Este item refere-se ao custo evitado de energia (CEE) e custo evitado de demanda (CED) que deverão ser utilizados nos diagnósticos energéticos a serem apresentados na presente CHAMADA PÚBLICA para a RGE SUL.

Para cálculo da relação custo-benefício (RCB)20 dos diagnósticos energéticos, deverão ser

utilizados os valores de CEE e CED apresentados na Tabela 3.

Tabela 3 – Custos evitados de energia (CEE – R$/MWh) e demanda (CED – R$/kW). Nível de Tensão CEE

(R$/MWh) CED (R$/kW) A2 (88kV a 138kV) 335,32 142,09 A3a (30kV a 44kV) 339,86 133,75 A4 (2,3kV a 25kV) 344,07 360,47 B1 Residencial 204,96 845,66

Fonte: Resolução ANEEL n° Nº 2.059, de 12 de abril de 2016, para FC = 75 % e k = 0,15

Estes custos serão adotados para os cálculos dos benefícios dos projetos, e serão reavaliados na ocasião do carregamento dos projetos que vierem a ser aprovados. Caso haja uma redução destes valores que torne o projeto inviável, o mesmo será cancelado ou será necessário inserir uma contrapartida do cliente para trazer o projeto de volta à região de viabilidade.

8.16. Período de execução do projeto

Os diagnósticos energéticos de Eficiência Energética deverão, obrigatoriamente, observar o período de execução máximo de 12 (doze) meses, contados a partir da data de assinatura do instrumento contratual. Os cronogramas físicos para execução dos projetos deverão conter, no mínimo, as seguintes etapas:

Etapa 1: Celebração do instrumento de contrato/termo de cooperação com a RGE SUL; Etapa 2: Relatório inicial para carregamento do projeto na ANEEL;

Etapa 3: Medição e Verificação (Plano de Medição e Verificação, Medições Inicial e Final); Etapa 4: Aquisição de equipamentos e materiais;

Etapa 5: Contratação de serviços e/ou Mão de obra de terceiros; Etapa 6: Execução da obra (substituição de equipamentos);

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Etapa 7: Descarte de materiais substituídos e/ou retirados; Etapa 8: Elaboração de relatórios parciais;

Etapa 9: Acompanhamento do projeto; Etapa 10: Treinamento e Capacitação;

Etapa 11: Relatório final para encerramento do projeto, apresentando os resultados obtidos pelo projeto, as ações realizadas, documentações de comprovação das ações e registro fotográfico das medidas implementadas.

8.17. Auditoria Contábil e Financeira

Todos os projetos passarão por uma “Auditoria Contábil e Financeira”. A Auditoria será realizada por pessoa jurídica inscrita na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e sua contratação ficará a cargo da concessionária.

Todas as informações necessárias para a Auditoria deverão ser fornecidas pela unidade consumidora beneficiada, quando solicitado. Os custos com a contratação da Auditoria serão da RGE SUL.

8.18. Cálculo de Viabilidade – Relação Custo Benefício (RCB)

O principal critério para avaliação da viabilidade econômica de um projeto do PEE da ANEEL é a relação custo benefício (RCB) que ele proporciona. O benefício considerado é a valoração da energia economizada e da redução da demanda na ponta durante a vida útil do projeto para o sistema elétrico. O custo são os aportes feitos para a sua realização (do PEE, do CLIENTE ou de terceiros). Os diagnósticos energéticos deverão ter sua viabilidade econômica calculada conforme o Módulo 7 (Cálculo da Viabilidade) do PROPEE.

9.

FORMA DE APRESENTAÇÃO DOS PROJETOS

Os projetos de eficiência energética deverão ser apresentadas de acordo com disposto no "Procedimentos do Programa de Eficiência Energética - PROPEE", disponível no endereço eletrônico www.cpfl.com.br e demais exigências estabelecidas nesta CHAMADA PÚBLICA. 9.1. Forma de apresentação do diagnóstico energético

O diagnóstico energético é uma avaliação detalhada das ações de eficiência energética na instalação da unidade consumidora de energia, resultando em um relatório contendo a descrição detalhada de cada ação de eficiência energética e sua implantação, o valor do investimento, economia de energia e/ou redução de demanda na ponta relacionada, análise de viabilidade e estratégia de medição e verificação a ser adotada.

As informações mínimas que deverão ser apresentadas no diagnóstico energético estão detalhadas no Módulo 4 - Tipologias de Projeto do PROPEE, Seção 4.4 - Dados de Projeto, Item 3.2 - Roteiro Básico para Elaboração de Projetos. Conforme Item 8.8.1 também deverá ser consolidada a estratégia de M&V.

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ANEEL". Pelo mesmo motivo, a RGE SUL reserva-se o direito de efetuar alterações no diagnóstico energético, sem a necessidade de prévia autorização do CLIENTE.

É importante ressaltar que o Diagnóstico Energético deverá conter todas as medições iniciais realizadas, além do certificado de calibração dos instrumentos utilizados, dentro de seu prazo de validade.

Os cronogramas físicos apresentados no diagnóstico energético e aprovados pela RGE SUL serão considerados como sendo definitivos, sendo, portanto, utilizados como base para estabelecer as obrigações contratuais referentes ao prazo de execução dos projetos de eficiência energética.

Em resumo, o diagnóstico energético consiste num relatório contendo, entre outros pontos definidos pela RGE SUL, uma estimativa do investimento em ações de eficiência energética, economia de energia, redução de demanda na ponta, a estratégia de M&V preliminar e o valor do diagnóstico energético para definição e descrição das ações de eficiência energética que serão implementadas. As informações necessárias no diagnóstico são:

a) Dados da empresa executora dos trabalhos (razão social, CNPJ, nome do responsável técnico, endereço completo, telefone fixo e celular), se aplicável.

b) Apresentação do CLIENTE e informações sobre suas atividades, bem como o horário de funcionamento de cada unidade consumidora pertencente a "proposta de projeto".

c) Apresentação dos objetivos do diagnóstico energético.

d) Apresentação dos insumos energéticos utilizados, quando for o caso.

e) Apresentação da avaliação das instalações físicas e dos procedimentos operacionais da unidade consumidora com foco no consumo de energia elétrica.

f) Apresentação do histórico de consumo de, pelo menos, os últimos 12 (doze) meses de cada unidade consumidora a ser beneficiada.

g) Apresentação da estimativa da participação de cada uso final de energia elétrica existente, (por exemplo: iluminação, condicionamento ambiental, sistemas motrizes, refrigeração, etc.) no consumo mensal de energia elétrica da unidade consumidora.

h) Apresentação da análise preliminar das possíveis oportunidades de economia de energia para os usos finais de energia elétrica escolhidos, descrevendo a situação atual e a proposta.

i) Apresentação da avaliação da economia de energia e redução de demanda na ponta com base nas ações de eficiência energética identificadas. Calcular o percentual de economia do consumo de energia elétrica prevista em relação ao consumo anual apurado no histórico de consumo apresentado dos últimos 12 (doze) meses.

(22)

CHAMADA PÚBLICA RC/PEE 001/2016

regulamento. Deverá ser apresentado um cronograma das etapas necessárias para a execução do projeto de eficiência energética, conforme Item 8.16 da presente CHAMADA PÚBLICA.

k) Para sistemas de iluminação, deve-se considerar no diagnóstico a procura de evidências quanto ao tipo de reator existente (eletromagnético e/ou eletrônico) e suas respectivas perdas, pois estes dados influenciam na estimativa de economia e na avaliação dos resultados do projeto.

l) Apresentação da descrição detalhada do horário de funcionamento de cada ambiente. m) Apresentação da estratégia de M&V preliminar, conforme Item 8.8.1 do presente

regulamento.

n) Apresentação dos custos para realização do diagnóstico energético.

Para os diagnósticos energéticos que forem aprovados e classificados, porém não forem selecionados para execução, irão compor um "cadastro de reserva projetos21" e poderão ser

utilizados caso exista uma sobra de recursos em outras tipologias de projetos nesta CHAMADA PÚBLICA e haja interesse da RGE SUL.

9.2. Itens a serem apresentados no projeto:

a) Diagnóstico energético das instalações a serem contempladas, conforme disposto no Item 9.1 deste regulamento.

b) Uma cópia impressa do diagnóstico energético, dos orçamentos pertinentes (conforme definido no Item 8.3 deste regulamento), catálogos, memorial de cálculo (planilhas eletrônicas utilizadas) e a documentação para habilitação listada no Item 9.3 do presente regulamento.

c) Uma cópia em mídia eletrônica do diagnóstico energético, dos orçamentos pertinentes (conforme definido no Item 8.3 deste regulamento), catálogos e memorial de cálculo (planilhas eletrônicas utilizadas). Todos os arquivos eletrônicos devem estar desprotegidos, permitindo assim sua edição.

d) A comprovação da "experiência em projetos semelhantes" será feita através de atestado de capacidade técnica da empresa responsável pelo diagnóstico energético, fornecidos por pessoas jurídicas de direito público ou privado. O atestado de capacidade técnica deverá explicitar que a empresa responsável pelo diagnóstico energético possui experiência em elaboração de projetos no âmbito do "Programa de Eficiência Energética - PEE" e/ou das ações de eficiência energética nos usos finais envolvidos no diagnóstico energético. A comprovação da experiência em projetos semelhantes é necessária para fins classificatórios do projeto, sendo que sua não comprovação não implicará na desclassificação do mesmo.

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CHAMADA PÚBLICA RC/PEE 001/2016

e) Apresentar os documentos relacionados no Item 9.3, válidos na data de entrega do projeto na RGE SUL.

OBS.: Deverá ser enviada cópia eletrônica do processo, numa pasta organizada e nomeada de acordo com os itens acima, contendo todos os documentos solicitados, abertos para edição. 9.3. Documentos para habilitação

a) Carta de apresentação do projeto assinada pelos dirigentes responsáveis pelo CLIENTE interessado, conforme modelo apresentado no Anexo B deste regulamento. A carta deverá ser em papel timbrado do CLIENTE ou, na falta deste, com a aplicação do carimbo do CNPJ do CLIENTE.

b) Cópia do contrato social ou estatuto social do CLIENTE contemplado.

c) Carta do CLIENTE (assinada por seu representante legal) ou parecer jurídico, concordando com os termos constantes no instrumento contratual a ser firmado com a RGE SUL, conforme disposto nos Itens 11 e 12 do presente regulamento.

d) Cópia do cartão de identificação do "Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica - CNPJ". e) Prova de regularidade para com a Fazenda Municipal.

f) Prova de regularidade para com a Fazenda Estadual. g) Prova de regularidade para com a Fazenda Federal. h) Certidão negativa de débito expedida pelo INSS. i) Certificado de regularidade do FGTS - CRF.

j) Certidão negativa de inadimplência perante a Justiça do Trabalho.

k) Apresentação de cópia da ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), referente à elaboração do "diagnóstico energético".

10. SELEÇÃO DOS PROJETOS

A seleção dos projetos será realizada pela Comissão Julgadora respeitando as seguintes condições:

a) O CLIENTE deverá se manter adimplente com todas as obrigações legais com a RGE SUL desde a apresentação do projeto até o término da obra (se vier a ser classificado e implementado).

b) O projeto deverá possuir relação custo-benefício (RCB):

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CHAMADA PÚBLICA RC/PEE 001/2016

 menor ou igual a 0,75 (zero vírgula setenta e cinco) no caso de projetos que beneficiem CLIENTES com fins lucrativos.

c) Os projetos deverão ser entregues até a data e horário limites definidos no Item 5, sob protocolo, no endereço estabelecido no Item 10.2 deste regulamento.

d) Os projetos deverão atender a todos os parâmetros definidos pela ANEEL, Item 7 do presente regulamento.

e) Os projetos deverão atender a todos os parâmetros definidos pela RGE SUL, Item 8 deste regulamento.

f) Os projetos deverão atender todas as disposições estabelecidas nesta CHAMADA PÚBLICA.

g) Os projetos serão pontuados conforme os critérios estabelecidos no Item 10.1 do presente regulamento e classificados em ordem decrescente, até o limite dos recursos orçamentários disponibilizados na presente CHAMADA PÚBLICA.

h) Em caso de empate entre os projetos apresentados, serão usados sucessivamente os critérios de desempate apresentados a seguir:

 A menor relação custo-benefício (RCB) apontada nos projetos, considerando 2 (duas) casas decimais, desconsiderando-se as demais.

 O maior valor de energia economizada (EE) apontada nos projetos, considerando 2 (duas) casas decimais, desconsiderando-se as demais.

 O maior valor de redução de demanda em horário de ponta (RDP) apontada nos projetos, considerando 2 (duas) casas decimais, desconsiderando-se as demais. i) Persistindo ainda o empate entre os projetos apresentadas, será realizado sorteio, em data

a ser designada pela RGE SUL, e previamente comunicada aos interessados, que poderão participar da sessão a ser realizada.

O não atendimento às exigências especificadas neste regulamento de CHAMADA PÚBLICA implicará na desqualificação automática do projeto.

10.1. Critérios para pontuação e classificação das propostas

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CHAMADA PÚBLICA RC/PEE 001/2016

Tabela 4 – Critérios de seleção para os projetos apresentados.

10.2. Prazo de apresentação e protocolo de entrega

A presente CHAMADA PÚBLICA terá iniciada sua vigência e seu encerramento conforme data definida no Item 5 do presente regulamento. Os interessados na apresentação de projetos de eficiência energética deverão, obrigatoriamente, observar e cumprir o prazo estabelecido. O período de entrega dos projetos de eficiência energética está definido no Item 5 desta CHAMADA PÚBLICA, devendo as propostas de projetos ser entregues, sob protocolo, nos seguintes endereços:

RGE SUL

RCRP – GERÊNCIA DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA Bloco 3 – 4° Andar – Lado Esquerdo

LUIZ CARLOS LOPES JÚNIOR

Rod. Engenheiro Miguel Noel Nascentes Burnier, 1755 - km 2,5 Parque São Quirino - CEP: 13088-140, Campinas – SP

Ou

RGE SUL

PROGRAMA DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA LETICIA DOTTA RECH

Rua Presidente Roosevelt, 68

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CHAMADA PÚBLICA RC/PEE 001/2016

a) Na parte frontal: RGE SUL

A/C Comissão Julgadora da CHAMADA PÚBLICA RC/PEE 001/2016 RCRP – GERÊNCIA DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

Bloco 3 – 4° Andar – Lado Esquerdo LUIZ CARLOS LOPES JÚNIOR

CHAMADA PÚBLICA RC/PEE 001/2016

Rod. Engenheiro Miguel Noel Nascentes Burnier, 1755 - km 2,5 Parque São Quirino - CEP: 13088-140, Campinas – SP

Ou

RGE SUL

PROGRAMA DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA LETICIA DOTTA RECH

Rua Presidente Roosevelt, 68

Centro - CEP: 93010-060, São Leopoldo – RS b) Na parte posterior:

Identificação e endereço do remetente

Os projetos poderão ser entregues diretamente no Protocolo Geral da RGE SUL ou então remetidas através do correio para o endereço mencionado acima.

Esclareça-se que na opção do CLIENTE interessado em remeter os projetos através do correio, este assume a inteira responsabilidade pelo recebimento dos projetos pela RGE SUL até a data e horário limite estabelecido no Item 5 do presente instrumento.

Na eventualidade dos projetos, apesar de postada no correio em data anterior à estabelecida neste instrumento, vir a ser entregue posteriormente à data e horário limite fixado, a RGE SUL não terá qualquer responsabilidade pelo atraso na entrega, resultando como consequência para o interessado, a não aceitação de seus projetos para análise e deliberação.

10.3. Comissão julgadora

A comissão julgadora será constituída por empregados da RGE SUL/CPFL, a qual terá a incumbência de qualificar e classificar os projetos apresentados na presente CHAMADA PÚBLICA.

10.4. Divulgação do resultado

(27)

CHAMADA PÚBLICA RC/PEE 001/2016

11. CLIENTES COM FINS LUCRATIVOS

Por determinação da Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, todos os projetos de eficiência energética cujo beneficiário possua fins lucrativos deverão ser feitos mediante contrato de desempenho22. O objetivo principal do contrato de desempenho é evitar a

transferência de recursos públicos para unidades consumidoras com fins lucrativos. No Anexo F é apresentado o contrato de desempenho a ser firmado entre as partes.

É importante ressaltar que os CLIENTES que desenvolvam atividades com fins lucrativos deverão providenciar uma carta de fiança bancária no valor de 10 % do total do projeto, com vigência por 12 meses. Os bancos que são aceitos pela RGE SUL para obtenção desta carta estão relacionados no Contrato de Desempenho, Anexo F-VI. Estes CLIENTES deverão ainda apresentar uma Nota Promissória, conforme o Anexo G deste documento.

12. CLIENTES SEM FINS LUCRATIVOS

Para os CLIENTES que desenvolvam atividades sem fins lucrativos, será firmado um termo de cooperação técnica, o qual é apresentado no Anexo H (com repasse financeiro) ou Anexo J (sem repasse financeiro).

Os clientes que executarem o projeto por contratação própria terão seus custos reembolsados por repasse financeiro por parte da RGE SUL (Anexo H). Os clientes do poder público (regidos pela Lei 8.666) que optarem poderão ter o projeto contratado (turn key) pela própria RGE SUL, sendo que nesta modalidade (Anexo J) não haverá repasse financeiro pelo fato da RGE SUL já ter suportado o custo de sua realização.

O beneficiário deverá comprovar que exerce atividades sem fins lucrativos. Caso este deixe ou falhe em comprovar o desenvolvimento de atividades sem fins lucrativos, ou ainda apresente projeto que contemple simultaneamente unidades consumidoras com e sem fins lucrativos, ficará automaticamente classificado como "com fins lucrativos", ficando sujeito ao disposto no Item 11 desta CHAMADA PÚBLICA.

13. DOCUMENTOS DA CHAMADA PÚBLICA

A RGE SUL disponibilizará o regulamento desta CHAMADA PÚBLICA, o "Procedimentos do Programa de Eficiência Energética - PROPEE", da "Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL", o "Protocolo Internacional de Medição e Verificação de Performance - PIMVP - Janeiro de 2012 - EVO 10000 - 1:2012 (Br)" e a planilha eletrônica para cálculo da relação custo-benefício - RCB 23 de projetos de eficiência energética, no endereço eletrônico

www.rgesul.com.br, no período definido no Item 5, como também nos seguintes endereços:

22Ver definição de "contrato de desempenho", no Glossário - Anexo A.

23 A utilização da planilha eletrônica disponibilizada como sugestão é opcional, podendo o CLIENTE utilizar outra forma de cálculo. A RGE não se

(28)

CHAMADA PÚBLICA RC/PEE 001/2016

RGE SUL

RCRP – GERÊNCIA DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA Bloco 3 – 4° Andar – Lado Esquerdo

CHAMADA PÚBLICA RC/PEE 001/2016

Rod. Engenheiro Miguel Noel Nascentes Burnier, 1755 - km 2,5 Parque São Quirino - CEP: 13088-140, Campinas – SP

Ou

RGE SUL

PROGRAMA DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA LETICIA DOTTA RECH

Rua Presidente Roosevelt, 68

Centro - CEP: 93010-060, São Leopoldo – RS

14. OUTRAS INFORMAÇÕES

Os autores dos projetos propostos não serão de forma alguma remunerados pela RGE SUL em decorrência da não execução dos mesmos, bem como não é defeso aos mesmos reivindicar ganhos eventuais auferidos pelas unidades consumidoras e a própria RGE SUL.

A execução do projeto que vier a ser selecionado pela RGE SUL através da presente CHAMADA PÚBLICA condiciona-se a:

a) Aprovação prévia do Diretor Presidente da RGE SUL.

b) Autorização da "Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL" para execução do projeto, quando necessário.

c) Celebração de instrumento contratual com a RGE SUL, em conformidade com a Lei Estadual n° 15.608, de 16 de agosto de 2007, de acordo com o disposto nos Itens 11 e 12 do presente regulamento.

d) Apresentação de cópia da "Anotação de Responsabilidade Técnica - ART", referente à elaboração do "diagnóstico energético", conforme Item 9.3.

Os projetos aprovados na presente CHAMADA PÚBLICA que por alguma razão alheia a RGE SUL não for implementado, o interessado ficará suspenso de apresentar projetos por um período de 2 (dois) anos.

Os projetos aprovados deverão ser executados à custa do CLIENTE, que deverá apresentar evidências desta execução e demais critérios contidos neste Edital. Haverá uma fiscalização por parte da RGE SUL para comprovação da realização das atividades para aprovar o repasse financeiro por parte da RGE SUL.

Referências

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