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Acórdão 00776/ ª Câmara

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Academic year: 2021

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ACÓRDÃO TC-776/2020-8 – 2ª CÂMARA

PRESTAÇÃO DE CONTAS ANUAL – EXERCÍCIO DE 2017 – REGULAR COM RESSALVA – QUITAÇÃO – DETERMINAR – RECOMENDAR – CIÊNCIA - ARQUIVAR.

O CONSELHEIRO SUBSTITUTO JOÃO LUIZ COTTA LOVATTI:

I. RELATÓRIO:

Tratam os presentes autos da Prestação de Contas Anual da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Alegre - FAFIA, sob a responsabilidade do Sr. Mauricio Alves

do Amaral e da Sra Vera Lucia Miranda Vailant, na função de Ordenadores de

Despesas no exercício financeiro de 2017.

Inicialmente, o Núcleo de Controle Externo de Contabilidade constatou que os arquivos encaminhados foram assinados eletronicamente pela gestora responsável, Sra. Vera Lucia Miranda Vailant, Diretora da Faculdade de Filosofia Ciências e Letra de Alegre - FAFIA, e pela contabilista responsável, Sra. Michele Viana Moreira Tannure, CRCES-013107/O-4.

Em seguida, elaborou o Relatório Técnico Contábil RTC nº 156/2019-1 e a Instrução Técnica Inicial – ITI 308/2019-7 sugerindo a citação dos responsáveis para

Acórdão 00776/2020-8 - 2ª Câmara

Processo: 04250/2018-1

Classificação: Prestação de Contas Anual de Ordenador Exercício: 2017

UG: FAFIA - Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Alegre Relator: João Luiz Cotta Lovatti

Responsável: VERA LUCIA MIRANDA VAILANT, MAURICIO ALVES DO AMARAL Identificador: 0A6AA-29ACB-AD445

Assinado por SERGIO MANOEL NADER BORGES 26/08/2020 17:56 Assinado por DOMINGOS AUGUSTO TAUFNER 26/08/2020 18:11 Assinado por LUIS HENRIQUE ANASTACIO DA SILVA 26/08/2020 19:59 Assinado por JOAO LUIZ COTTA LOVATTI 27/08/2020 07:19 Assinado por LUCIRLENE SANTOS RIBAS 27/08/2020 14:07

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apresentarem razões de justificativas e documentos que julgassem pertinentes quanto aos achados abaixo relacionados:

Item RTC/Descrição do achado Responsável

3.2.1.1 - Divergência nas informações do arquivo tvdisp e extratos bancários.

MAURICIO ALVES DO AMARAL; VERA LUCIA MIRANDA VAILANT 3.4.2.1 – Não comprovação do montante devido e pago

de contribuição previdenciária patronal e dos servidores ao regime geral de previdência em 2017, bem como termo de parcelamento das contribuições previdenciárias remanescentes.

3.5.2.1 Ausência de cobrança de valores inscritos em dívida ativa.

4.1 – Descumprimento de deliberações expedidas por meio do Acórdão TC 01331/2018-1 – SEGUNDA CÂMARA e Acórdão TC - 964/2016 – SEGUNDA CÂMARA

Considerando os fatos narrados no Relatório Técnico Contábil RTC nº 156/2019-1 e na Instrução Técnica Inicial – ITI 308/2019-7, o Secretário de Controle Externo do Núcleo de Controle Externo de Contabilidade e Economia (NCE), decidiu Citar os responsáveis, Sr. Mauricio Alves do Amaral e Sra. Vera Lucia Miranda Vailant, para que no prazo de 30 (trinta) dias improrrogáveis apresentassem as razões de justificativas, bem como, os documentos que entendessem necessários, por meio da Decisão SEGEX 295/2019-3.

Após regular citação (Termos de Citação nºs 514/2019 - 8 e 515/2019 - 2), foram apresentadas justificativas (Protocolo 8464/2019-8), sendo os autos encaminhados à área técnica para emissão de opinião conclusiva quanto ao aspecto contábil da PCA.

A documentação foi examinada pelo Núcleo de Controle Externo de Contabilidade por meio da Instrução Técnica Conclusiva 3072/2019-2, que analisou o seu conteúdo quanto ao aspecto técnico-contábil e o disposto na legislação pertinente e opinou no sentido de que este Tribunal de Contas julgue IRREGULARES as contas do Sr. Mauricio Alves do Amaral e da Sra. Vera Lucia Miranda Vailant, no exercício de funções de ordenadores de despesas na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Alegre no exercício de 2017, na forma do art. 84, inciso III, alínea “d”, da Lei Complementar 621/2012, aplicando-lhe a MULTA prevista no artigo 135, I e IV da mesma Lei, em razão da manutenção da seguinte irregularidade:

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2.2 não comprovação do montante devido e pago de contribuição previdenciária patronal e dos servidores ao regime geral de previdência em 2017, bem como termo de parcelamento das contribuições previdenciárias remanescentes. (ITEM 3.4.2.1 DO RTC 156/2019-1); e

O Núcleo de Controle Externo de Contabilidade sugeriu ainda determinar ao atual ordenador de despesas, ou a quem lhe vier a substituir, para que:

 Promova a conciliação dos valores relativos às contribuições patronais devidas no exercício de 2017 com os respectivos registros contábeis e, sendo porventura constatados valores contabilizados/pagos ou parcelados a maior, providencie sua devida compensação; e

 Adote medidas administrativas visando a apuração de responsabilidade pelo recolhimento em atraso das obrigações previdenciárias relativas ao exercício de 2017, na forma prescrita na IN TC 32/2014, visando elidir o dano ao erário provocado pelo pagamento de juros de mora e multas, visto que estas despesas não atendem ao interesse público.

O representante do Ministério Público de Contas, Dr. Luis Henrique Anastácio da Silva manifestou-se de acordo com a área técnica, pugnando pela irregularidade da prestação de contas, sem prejuízo da aplicação de multa e da expedição das determinações ali sugeridas (Parecer 00071/2020-6).

Assim instruídos, vieram-me os autos para emissão de voto.

É o Relatório.

II. FUNDAMENTAÇÃO:

Compulsando o feito, inicialmente observo que este se encontra devidamente instruído, apto, portanto, a um julgamento de mérito, eis que observados todos os trâmites legais e regimentais.

Nos termos da documentação acostada aos autos, os responsáveis pela Prestação de Contas Anual da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Alegre - FAFIA, na função de Ordenadores de Despesas no exercício financeiro de 2017 são os seguintes gestores (peça 56 - documento: Prestação de Contas Anual 18038/2018):

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Período Gestão: 16/02/2016 até 02/08/2017

Ato de Nomeação: Decreto 9817/2016 do dia 16/02/2016  Vera Lucia Miranda Vaillant - Cargo: Diretor Período Gestão: 03/08/2018 até o momento

Ato de Nomeação: Decreto 10.625/2017 do dia 03/08/2017

A documentação carreada aos autos em cotejo com as manifestações da Área Técnica e do Ministério Público de Contas tornam desnecessárias maiores considerações eis que comprovam as irregularidades apuradas, visto que as razões apresentadas não foram capazes de elidir as objeções da área técnica.

Inicialmente, o Relatório Técnico Contábil nº 156/2019-1 informou que a Prestação de Contas foi encaminhada a este Tribunal, por meio do sistema CidadES em 26/03/2018, nos termos do art.139 do Regimento Interno do TCEES (Resolução TC 261/2013), observando o prazo regimental.

II.1. DA GESTÃO ORÇAMENTÁRIA, PATRIMONIAL E FINANCEIRA:

O Relatório Técnico RTC 156/2019-1 apresenta análise da consistência dos dados encaminhados pela responsável, e evidenciados no Balanço Orçamentário, Balanço Financeiro, Balanço Patrimonial, Demonstração das Variações Patrimoniais e Disponibilidades e Registros Patrimoniais, tal como demonstrado a seguir:

II.1.1 O Balanço Financeiro e o Balanço Orçamentário em relação aos restos a pagar não processados. Base Legal: arts. 85, 101, 102 e 103 da Lei 4.320/1964.

O valor da inscrição de restos a pagar não processados (exercício atual) informado no Balanço Financeiro está em conformidade com o total da despesa empenhada subtraído o total da despesa liquidada informada no Balanço Orçamentário, conforme demonstrado na tabela abaixo:

Tabela 1) Restos a Pagar não Processados

Balanço Financeiro (a) 0,00

Balanço Orçamentário (b) 0,00

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II.1.2 O Balanço Financeiro e o Balanço Orçamentário em relação aos restos a pagar processados. Base Legal: arts. 85, 101, 102 e 103 da Lei 4.320/1964

O valor da inscrição de restos a pagar processados (exercício atual), informada no Balanço Financeiro está em conformidade com o total da despesa liquidada subtraído o total da despesa paga informada no Balanço Orçamentário, conforme demonstrado na tabela abaixo:

Tabela 2) Restos a Pagar Processados

Balanço Financeiro (a) 182.411,65

Balanço Orçamentário (b) 182.411,65

Divergência (a-b) 0,00

II.1.3 Da análise da execução orçamentária na dotação Reserva de Contingência informada no Balanço Orçamentário. Base Legal: art. 5º, Inciso III, da Lei Complementar 101/2000; art. 5º da Portaria MOG 42/1999; art. 8º da Portaria STN/SOF 163/2001

Verificou-se, com base nas informações do Balanço Orçamentário, ausência de execução orçamentária na dotação da Reserva de Contingência.

Tabela 3) Execução de despesa na dotação Reserva de Contingência

Despesas Empenhadas 0,00

Despesas Liquidada 0,00

Despesas Paga 0,00

II.1.4 Da análise de execução orçamentária na dotação Reserva do RPPS informada no Balancete da Execução Orçamentária da Despesa. Base Legal: art. 8º da Portaria STN/SOF 163/2001

Verificou-se, com base nas informações do Balancete da Execução Orçamentária da Despesa (BALEXOD), ausência de execução orçamentária na dotação da Reserva do RPPS.

Tabela 4) Execução de despesa na dotação Reserva do RPPS

Despesas Empenhadas 0,00

Despesas Liquidada 0,00

(6)

II.1.5 Da análise entre o Balanço Financeiro e o Balanço Orçamentário em relação à receita orçamentária. Base Legal: artigos 85, 101, 102 e 103 da Lei 4.320/1964

O total da receita orçamentária (exercício atual) informado no Balanço Financeiro está em conformidade com o total da receita orçamentária informado no Balanço Orçamentário, conforme demonstrado na tabela abaixo:

Tabela 5) Total da Receita Orçamentária

Balanço Financeiro (a) 1.685.244,74

Balanço Orçamentário (b) 1.685.244,74

Divergência (a-b) 0,00

II.1.6 Da análise entre o Balanço Financeiro e o Balanço Orçamentário em relação à despesa orçamentária. Base Legal: artigos 85, 101, 102 e 103 da Lei 4.320/1964

O total da despesa orçamentária (exercício atual) informado no Balanço Financeiro está em conformidade com total da despesa orçamentária informado no Balanço Orçamentário, conforme demonstrado na tabela abaixo:

Tabela 6) Total da Despesa Orçamentária

Balanço Financeiro (a) 1.762.290,58

Balanço Orçamentário (b) 1.762.290,58

Divergência (a-b) 0,00

II.1.7 Da análise entre o Balanço Financeiro e o Balanço Patrimonial em relação ao saldo do exercício anterior da conta Caixa e Equivalentes de Caixa. Base Legal: artigos 85, 101, 103 e 105 da Lei 4.320/1964

O saldo da conta Caixa e Equivalentes de Caixa (exercício anterior) informado no Balanço Financeiro está em conformidade com o informado no Balanço Patrimonial (coluna exercício anterior), conforme demonstrado na tabela abaixo:

Tabela 7) Conta Caixa e Equivalentes de Caixa (exercício anterior)

Balanço Financeiro (a) 3.568.987,15

Balanço Patrimonial (b) 3.568.987,15

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II.1.8 Da análise entre o Balanço Financeiro e o Balanço Patrimonial em relação ao saldo do exercício atual da conta Caixa e Equivalentes de Caixa. Base Legal: artigos 85, 101, 103 e 105 da Lei 4.320/1964

O saldo da conta Caixa e Equivalentes de Caixa (exercício atual) informado no Balanço Financeiro está em conformidade com o informado no Balanço Patrimonial (coluna exercício atual), conforme demonstrado na tabela abaixo:

Tabela 8) Conta Caixa e Equivalentes de Caixa (exercício atual)

Balanço Financeiro (a) 165.068,38

Balanço Patrimonial (b) 165.068,38

Divergência (a-b) 0,00

II.1.9 Da análise entre a Demonstração das Variações Patrimoniais e o Balanço Patrimonial em relação ao resultado patrimonial. Base Legal: artigos 85, 101, 104 e 105 da Lei 4.320/1964

O resultado patrimonial apurado na Demonstração das Variações Patrimoniais (DVP) está em conformidade com o resultado do exercício no patrimônio líquido do Balanço Patrimonial, conforme demonstrado na tabela abaixo:

Tabela 9) Resultado Patrimonial Exercício atual DVP (a) 15.011,71 Balanço Patrimonial (b) 15.011,71 Divergência (a-b) 0,00 Exercício anterior DVP (a) -84.667,28 Balanço Patrimonial (b) -84.667,28 Divergência (a-b) 0,00

II.1.10 Da análise entre os totais dos saldos devedores e dos saldos credores. Base Legal: artigos 85, 86 e 88 da Lei 4.320/1964

Os saldos devedores devem ser iguais aos saldos credores, observando o método das partidas dobradas:

Tabela 10) Comparativo dos saldos devedores e credores

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Ativo (BALPAT) – I 823.684,53

Variações Patrimoniais Diminutivas (DEMVAP) - II 1.770.360,55

Saldos Credores (b) = III – IV + V 2.594.045,08

Passivo Total = Passivo Exigível + Patrimônio Líquido (BALPAT) – III 823.684,53

Resultado Exercício (BALPAT) – IV 15.011,71

Variações Patrimoniais Aumentativas (DEMVAP) - V 1.785.372,26

Divergência (c) = (a) - (b) 0,00

II.1.11 Da análise da despesa executada em relação à dotação atualizada. Base Legal: artigos 85, 90, 91, 102 da Lei 4.320/1964

O valor da despesa executada no Balanço Orçamentário não excedeu dotação orçamentária atualizada, conforme demonstrado na tabela abaixo:

Tabela 11) Execução da Despesa Orçamentária

Despesa Empenhada (a) 1.762.290,58

Dotação Atualizada (b) 1.788.000,00

Execução da despesa em relação à dotação (a-b) -25.709,42 II.1.12 Do confronto entre o saldo contábil das disponibilidades e o saldo

bancário evidenciados no Termo de Verificação das Disponibilidades

A conciliação entre os registros constantes dos extratos bancários e contábeis, no encerramento do exercício financeiro de 2018, relativos às disponibilidades financeiras em conta corrente/aplicação refletem adequadamente os saldos constantes dos extratos bancários.

Tabela 12) Termo de Verificação das Disponibilidades

Banco Agência Conta Tipo da Conta Complemento da Conta Fonte de Recurso

Saldo Contábil (a) Saldo Bancário Saldo Bancário Conciliado (b) Diferença (b-a) 021 590 9 1 7@2@@ 1 - 000 - 0000 26.411,02 25.622,00 26.411,02 0,00 104 169-4 10 1 6@2@@ 1 - 000 - 0000 128.674,36 128.674,36 128.674,36 0,00 104 0169-4 168-5 1 4@2@@ 1 - 000 - 0000 0,00 0,00 0,00 0,00 104 1723 1723 1 5@2@@ 1 - 000 - 0000 9.983,00 9.983,00 9.983,00 0,00 TOTAL 165.068,38 164.279,36 165.068,38 0,00

Tabela 13) Caixa e Equivalentes de Caixa (Saldo Contábil)

Contas Contábeis Balanço Patrimonial

(a)

TVDISP (b)

Diferença (a-b)

(9)

II.1.13 Da análise entre o saldo contábil dos demonstrativos contábeis e o valor dos inventários de bens

A análise dos registros patrimoniais restringiu-se à avaliação dos valores demonstrados nas contas de estoques e de bens móveis, imóveis e intangíveis e constatou que foram devidamente evidenciados em suas respectivas contas contábeis do Balanço Patrimonial.

Tabela 14) Estoques, Imobilizados e Intangíveis

Descrição Balanço Patrimonial (a) Inventário (b) Diferença (a-b) Estoques 0,00 0,00 0,00 Bens Móveis 142.963,38 142.963,38 0,00 Bens Imóveis 0,00 0,00 0,00 Bens Intangíveis 0,00 0,00 0,00

II.1.14 Da análise do relatório e do Parecer do Controle interno

De acordo com a Área Técnica desta Corte: “Ao analisar o Relatório e o Parecer Conclusivo do Controle Interno, exigidos no §2º do art. 82 da Lei Complementar Estadual 621/2012, no §4º do art. 135 do Regimento Interno do TCEES e na IN 43/2017, conclui-se que as contas foram julgadas com parecer de regular com ressalvas. As ressalvas decorreram da ausência de pessoal com habilitação contábil.

A UG não tem Unidade Executora de Controle Interno, o que fez com que o controle interno da Faculdade fosse abarcado totalmente pelo Controle Interno da Prefeitura.”

II.2. DOS INDÍCIOS DE IRREGULARIDADE NO RELATÓRIO TÉCNICO 156/2019-2 E NA INSTRUÇÃO TÉCNICA INICIAL 308/156/2019-2019-7.

Análise inicial da PCA revela indícios de irregularidades relacionados a divergência nas informações do arquivo tvdisp e extratos bancários, não comprovação do montante devido e pago de contribuição previdenciária patronal e dos servidores ao regime geral de previdência em 2017, bem como termo de parcelamento das contribuições previdenciárias remanescentes, ausência de cobrança de valores inscritos em dívida ativa e descumprimento de deliberações expedidas por meio do Acórdão TC 01331/2018-1 – SEGUNDA CÂMARA e Acórdão TC - 964/2016 –

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SEGUNDA CÂMARA e, apresentadas as justificativas, realizada análise conclusiva por meio da ITC 3072/2019-2 e emitido o Parecer Ministerial, passa-se ao mérito das ações inquinadas:

II.2.1 Divergência nas informações do arquivo tvdisp e extratos bancários. (item 3.2.1.1 do RTC 156/2019-1). Base Legal: art. 85 da Lei 4320/64.

Sobre a irregularidade apontada no item 3.2.1.1 do Relatório Técnico Contábil RTC 156/2019 - burla ao art. 85 da Lei 4320/64, a instrução processual, traz a seguinte narrativa:

Embora os saldos apresentados nos extratos bancários, arquivo extban, sejam iguais àqueles apresentados no termo de verificação de disponibilidade, arquivo TVDISP, a agencia e número de conta bancária, constante dos extratos bancários, estão diferentes daqueles apresentados no TVDISP, para as seguintes contas:

Tabela 14) Termo de Verificação das Disponibilidades

Banco Agência Conta

Saldo Contábil (a) Saldo Bancário Saldo Bancário Conciliado (b) Diferença (b-a) ARQUIVO TVDISP 021 590 9 26.411,02 25.622,00 26.411,02 0,00 EXTRATO BANCÁRIO 021 138 1143401-6 26.411,02 25.622,00 26.411,02 0,00 ARQUIVO TVDISP 104 169-4 10 128.674,36 128.674,36 128.674,36 0,00 EXTRATO BANCÁRIO 104 169-4 168-5 128.674,36 128.674,36 128.674,36 0,00

Justifica a responsável que o fato decorreu do registro das contas por ordem sequencial e não pela numeração atribuída pela instituição bancária, sem alteração no quantitativo monetário, e que o erro de digitação já foi corrigido conforme documentos apresentados na Peça Complementar 13852-2019-8 (doc. 74).

Análise técnica confirma a justificativa apresentada, destacando que as cópias das telas do sistema, relativo ao “Ano de Trabalho: 2019” comprovam os domicílios bancários registrados pelos devidos números (ITC 3072/2019).

Diante do exposto, o Núcleo de Controle Externo de Contabilidade sugeriu que seja considerado sanado o presente indicativo de irregularidade, sendo acompanhado pelo douto Representante do Ministério Público de Contas.

Corroboro a análise técnica e acolho as justificativas.

II.2.2 Não comprovação do montante devido e pago de contribuição previdenciária patronal e dos servidores ao regime geral de

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previdência no exercício 2017, bem como termo de parcelamento das contribuições previdenciárias remanescentes. (item 3.4.2.1 do RTC 156/2019-1). Fundamentação legal: Art. 85, 87, 102 e 103 da Lei 4.320/64 e artigo 15, I c/c 22, I e II da Lei Federal nº 8212/1991.

Reporta o item 3.5 do Relatório Técnico 156/2019-1 que as peças integrantes da PCA demonstram a seguinte situação no empenho, liquidação e pagamento de obrigação previdenciárias patronal e inscrição e baixa de contribuições do empregado na FAFIA: Regime de Previdência Empenhado (A) Liquidado (B) Pago (C) Folha de Pagamento (D) % Registrado (B/D*100) % Pago (C/D*100) Regime Geral de Previdência Social - Patronal 263.902,97 263.902,97 79.751,40 0,00 0,00 0,00 Regime de Previdência Inscrições (A) Baixas (B) Folha de Pagamento (C) % Registrado (A/C*100) % Recolhido (B/C*100) Regime Geral de Previdência Social - Empregado 105.918,70 26.296,28 0,00 0,00 0,00

Demonstram esses números divergência nos valores das contribuições retidas dos servidores (registrada/baixada) e devidas pelo empregador (liquidada/paga) nos valores de R$ 79.622,42 e R$ 184.151,57, base 31/12/2017, respectivamente.

Nas justificativas a responsável apresenta cópia das Guias de Previdência Social – GPS pagas referente às competências 01, 02 e 03/2017 nos valores de R$27.192,11 (patronal R$ 19.294,89 e retido R$ 7.897,22), R$ 27.497,40 (patronal R$ 17.854,67 e retido R$ 9.642,73) e R$ 29.054,03 (patronal R$ 17.451,38 e retido R$ 8.747,03), respectivamente, sendo que nesta última estão incluídos R$ 2.855,62 de mora/multa por atraso.

Quanto às demais competências daquele exercício, período de

apuração/competência 04 a 13/2017, afirma não terem sido realizados os recolhimentos e os valores foram inscritos em restos a pagar de 2017, pactuando-se termo de parcelamento em fevereiro de 2018 de valores de R$79.631,72 (empregados - DEBCAD 14.607.143-3) e R$ 182.411,65 (patronal - DEBCAB 14.607.144-1), conforme extraído da Peça Complementar 13852-2019-8 (Doc. 74).

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Os comprovantes de recolhimento das parcelas do período compreendido entre os meses 04 e 13 de 2017 no Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – SEFIP combinado com aqueles já apresentados, referente ao primeiro trimestre de 2017, permite do quadro de contribuições pela Área Técnica (ITC 3072/2019), demonstrado a seguir:

Regime de Previdência Empenhado (A) Liquidado (B) Pago (C) Folha de Pagamentos (D) % Registrado (B/D*100) % Pago (C/D*100) RGPS - Patronal 263.902,97 263.902,97 262.163,05 235.612,01 112,01% 111,27% Totais 263.902,97 263.902,97 262.163,05 235.612,01 112,01% 111,27% Regime de Previdência Inscrições (A) Baixas (B) Folha de Pagamento (C) % Registrado (A/C*100) % Recolhido (B/C*100) RGPS - empregado 105.918,70 105.928,00 107.448,07 98,58% 98,59% Totais 105.918,70 105.928,00 107.448,07 98,58% 98,59%

Denota-se que ao inscrever em restos a pagar o montante de R$ 182.411,98 e na Dívida Flutuante o valor de R$ 79.631,72 relacionados aos fatos acima narrados, estabelece-se um liame de pertencimento dessas obrigações ao exercício 2017 (art. 35 da Lei 4.320/1964) conforme explicitado no demonstrativo acima.

Entretanto, inscrever restos a pagar sem lastro financeiro afigura manobra contábil destinada a afrouxar a rigidez do regime orçamentário na demonstração das receitas e despesas previstas em confronto com as realizadas (art. 102 da Lei 4.320/1964), afetando a análise e interpretação dos resultados econômicos e financeiros e o real conhecimento da composição patrimonial (art. 85 da Lei 4.320/1964), configurando-se em endividamento vez que deveriam configurando-ser inscritos até o limite de disponibilidade de caixa (art. 55, III, “b” da LRF).

O reflexo da postergação de pagamentos relacionados ao sistema de previdência social experimentado no próprio exercício 2017, onde o atraso no recolhimento na competência 04/2017, pago em 23/05/2017, gerou encargos de multa e juros de R$2.855,62 (doc. 74, fl.18) ou por cinco anos, conforme ajustado com o INSS, gerando encargos equivalente a R$ 61.185,89, sendo R$ 52.408,67 relativo a multas e R$8.777,22 a juros (doc. 74, fl. 58), acarretando perda total de R$ 64.041,51 para a Unidade Gestora.

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A despeito disso, o fato discriminado na citação refere-se a não comprovação do montante devido e pago de contribuição previdenciária patronal e dos servidores ao regime geral de previdência no exercício 2017, bem como termo de parcelamento das contribuições previdenciárias remanescentes. (item 3.4.2.1 do RTC 156/2019-1) e tal sucedido foi adequadamente demonstrado nos documentos apresentados (doc. 74) e com isso deve ser afastada a irregularidade nos termos em que foi

apurada, remanescendo a inconsistência entre o valores liquidados e pagos e a folha de pagamentos, cabendo a imposição de ressalva para conciliação dos

valores relativos às contribuições patronais devidas no exercício de 2017 com os respectivos registros contábeis e, sendo porventura constatados valores contabilizados/pagos ou parcelados a maior, providencie sua devida compensação. Decerto, salta aos olhos a ocorrência de outro tipo de irregularidade, com perda patrimonial de R$ 64.041,51 para a FAFIA, com repercussão nos exercícios fiscais dos próximos anos, caracterizando prática de ato antieconômico que resulta dano ao erário, hipótese prevista no art. 1º, inciso IV da Instrução Normativa IN Nº 32/2014,

impondo-se a determinação ao Coordenador Geral do Sistema de Controle Interno do Município de Alegre para instaurar Tomada de Contas Especial com

fito de caracterização ou elisão do dano (art. 7º da referida IN).

II.2.3 Ausência de cobrança de valores inscritos em dívida ativa” (item 3.5.2.1 do RTC 156/2019-1): Base legal: Artigos 39, 85, 87, 88 da Lei 4320/1964; art. 37, caput, da Constituição Federal, art. 45, § 2º da Constituição Estadual; art. 14 da Lei Complementar 101/2000 (LRF), arts. 1º, 2º, 3º e 4º da Lei 6.830/1980 e art. 10, inciso X, da Lei 8.429/1992.

Aponta o documento técnico (item 3.5.2.1 do RTC 156/2019-1) a seguinte situação:

Tabela 21) Informações complementares sobre a Dívida Ativa

Inscrições no Exercício (a) 139.785,95

Saldo Final no Exercício (b) 515.652,77

Baixas por recebimento no Exercício (c) 39.658,43

Percentual de recebimento em relação às inscrições no

exercício (c/a) 28,37%

Percentual de recebimento em relação ao saldo final (c/b) 7,69%

Fonte: Processo TC 04250/2018-1 - Prestação de Contas Anual/2017 [...]

A Lei Complementar nº 101, de 04 de maio de 2000, Lei de Responsabilidade Fiscal, foi editada com o objetivo de garantir uma melhor gestão dos recursos públicos. Fundada na

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responsabilidade fiscal e na transparência pública, estabeleceu normas visando o alcance do equilíbrio sustentável das contas públicas.

Dentre suas premissas, a lei impôs aos administradores públicos, além da limitação dos gastos, uma melhor gestão das receitas públicas, dentre as quais se destaca a instituição e efetiva arrecadação das receitas de competência do ente da federação.

Nesse contexto e sob a ótica da gestão financeira a cargo dos ordenadores de despesas, avaliamos, com base nas demonstrações contábeis e demais peças integrantes da prestação de contas anual da FAFIA, se os atos de gestão praticados pelos gestores responsáveis no decorrer do exercício de 2017 evidenciam o exercício de ações voltadas para o cumprimento das determinações contidas na Lei de Responsabilidade Fiscal, em especial, se a dívida ativa está sendo objeto de cobrança administrativa e/ou judicial.

Na Tabela 22, acima, demonstrou-se valores extraídos das demonstrações contábeis, evidenciando os registros de ativos nas contas contábeis representativas da dívida ativa da unidade gestora. Constata-se que os valores inscritos em dívida ativa acumulavam R$ 515.652,77 no final do exercício, sendo que fora inscrito nesse período o montante de R$ 139.785,95 e recuperados apenas R$ 39.658,43 no mesmo período. Verifica-se, portanto crescimento dos valores inscritos ao longo dos anos sem que se evidencie uma baixa (recuperação/recebimentos) consistente no período, fato que leva a interpretar uma baixa taxa de recebimento dos valores inscritos.

Desta forma, sugere-se citar o gestor para que apresente justificativas, mediante documentação que entender pertinente, em relação ao baixo índice de recuperação da dívida ativa não tributária.

Citados sobre o apontamento retro, os responsáveis pela Prestação de Contas Anual da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Alegre - FAFIA, na função de Ordenadores de Despesas no exercício financeiro de 2017, trouxeram a seguinte argumentação:

Conforme demonstrado na tabela 21 (Informações complementares sobre a Dívida ativa- Processo TC 04250/2015-1), verificou-se o crescimento de valores inscritos ao longo dos anos sem que se evidencie uma baixa consistente no período.

Esta Autarquia vem lutando incessantemente na cobrança de mensalidades em atraso, conforme declaração de nosso advogado Michael Rodrigues Pinto e arquivos de execuções fiscais ajuizadas na 1ª Vara da Comarca de Alegre/ES, mas o mesmo relata em sua declaração que todos os processos foram julgados improcedentes, justificando a necessidade de apelo da Instituição ao Tribunal de Justiça objetivando a reforma da sentença. Alguns recursos tiveram provimento nos processos, esses se encontram em fase de expropriação de bens, mas a maioria dos recursos foram improvidos por inadequação da via eleita, acarretando em arquivamento das demandas na Comarca de origem.

A FAFIA não pode negar a liberação de documentação de seus alunos como Diplomas, Certificados, Históricos, Declarações e outros, o que inviabiliza o recebimento das dívidas, ficando um enorme saldo de possíveis receitas, computadas como entradas para cobrir despesas, que não se consegue receber, causando transtornos a IES, muitas vezes, gerando despesas que não se consegue suprir. A Instituição, por ser pública, acaba sendo engessada nas cobranças, gerando uma prática de inadimplência que parece comum aos alunos e classe política no Município. Vários planos de negociação vêm sendo feitos com os alunos no sentido de minimizar os prejuízos causados à Instituição, mas isso não impede a inscrição em dívida ativa da maioria deles. Sem o devido reconhecimento e cobrança judicial não é possível o recebimento desses valores, ficando a Faculdade a mercê dos alunos e da Justiça, enfraquecendo as medidas adotadas para forçar a quitação das mensalidades.

Mesmo diante da negativa de tantos processos, o saldo ainda consta na prestação de contas, pois muitos alunos ainda não retiraram seus diplomas por acreditar que estando atrasados não possam pegar, com isso se consegue ainda receber uma pequena parcela dessas inadimplências.

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Esperando ter nessa justificativa a compreensão e ajuda do Tribunal no sentido de reforçar junto a Justiça a importância de tais cobranças, esperando mudar essa realidade, solicitamos a reavaliação do quesito.

Segundo a instrução processual, constatou-se a ausência de cobrança de valores inscritos em dívida ativa, tendo em vista que os registros contábeis evidenciam o crescimento de valores inscritos ao longo dos anos sem que se evidencie uma baixa consistente no mesmo período.

Neste sentido, os gestores responsáveis informam o ajuizamento de demandas judiciais referentes a execuções fiscais em tramitação perante a 1ª Vara da Comarca do município de Alegre/ES (conforme relacionado às págs. 96/154 – Peça Complementar 13852-2019-8), evidenciando 223 processos arquivados e 77 em tramitação.

Observa-se ainda, segundo esclarece a defesa, que vêm sendo mantidos planos de negociação com os alunos, apesar das dificuldades enfrentadas para recebimento desses valores.

Por fim, informam ainda os responsáveis a existência de valores inscritos em dívida ativa, sem expectativa de recebimento, mesmo diante de todos esforços desenvolvidos. O Núcleo de Controle Externo de Contabilidade constata que medidas vêm sendo adotadas pelos responsáveis visando a cobrança dos valores inscritos em dívida ativa da FAFIA e, diante disso, opina para que seja considerado sanada a irregularidade. Em razão da análise técnica retro, afasto a presente irregularidade.

II.2.4 Descumprimento de deliberações expedidas por meio do Acórdão TC 01331/2018-1 – SEGUNDA CÂMARA e Acórdão TC - 964/2016 – SEGUNDA CÂMARA” (item 4.1 do RTC 156/2019-1).

Aponta a instrução processual que houve descumprimento por parte do jurisdicionado das deliberações contidas nos Acórdãos TC 1331/2018-1 e TC - 964/2016, ambos prolatados pela 2ª Câmara deste Tribunal.

Sobre a irregularidade apontada o Relatório Técnico Contábil 156/2019, traz a seguinte narrativa (item 4.1):

Acórdão TC 01331/2018-1 – SEGUNDA CÂMARA: 1.3 DETERMINAR ao atual gestor que:

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1.3.1. Adote as providências necessárias para a APURAÇÃO e o REGISTRO CONTÁBIL de todas as suas dívidas decorrentes de parcelamentos junto ao INSS, especialmente o montante incluído no parcelamento de que tratam os arts. 1° a 9° da Lei n° 12.810/2013, e que realize o PAGAMENTO à Prefeitura da parte que lhe cabe no referido parcelamento, através de suas dotações orçamentárias;

1.3.2. Adote as medidas administrativas necessárias, nos termos do art. 2º da IN TCEES 32/14, a fim de apurar a totalidade dos encargos financeiros incidentes sobre recolhimento de contribuições previdenciárias em atraso, relativas aos exercícios de 1999 a 2014, bem como a responsabilidade e o ressarcimento aos cofres do autarquia, tendo em vista que tal Documento assinado digitalmente.

[...]

1.4 RECOMENDAR ao atual gestor que adote as providências para que sejam evidenciadas com transparência e em contas específicas de contribuições previdenciários –INSS, no Balancete de Verificação, no Balanço Patrimonial e no Demonstrativo da Dívida Fundada, os valores exatos e integrais das inscrições e baixas dos parcelamentos previdenciários realizados pela FAFIA

Acórdão TC - 964/2016 – SEGUNDA CÂMARA

3. Determinar à atual Diretora da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Alegre - FAFIA, para que adote as providências necessárias visando à apuração e o registro de todas as dívidas da autarquia decorrentes de parcelamentos junto ao INSS, especialmente o montante incluído no parcelamento de que tratam os arts. 1° a 9° da Lei n° 12.810/2013, e que realize o pagamento à Prefeitura da parte que lhe cabe no referido parcelamento, através de suas dotações orçamentárias, demonstrando-as na próxima prestação de contas a ser encaminhada a este Tribunal;

4. Notificar os Srs. Paulo Lemos Barbosa, Prefeito Municipal de Alegre, e Roberto Carneiro da Rosa e Tristão da Costa Soares, Controlador Geral do município de Alegre, para que, tomem as medidas administrativas necessárias, nos termos do art. 2º da IN TCEES 32/14, a fim de apurar a totalidade dos encargos financeiros incidentes sobre recolhimento de contribuições previdenciárias em atraso, relativas aos exercícios de 1999 a 2014, bem como a responsabilidade e o ressarcimento aos cofres do município, tendo em vista que tal despesa é considerada ilegítima e contrária à finalidade pública, impondo-se a sua glosa, informando, ainda, a esta Corte de Contas sobre o resultado obtido.

5. Notificar o Sr. Paulo Lemos Barbosa, Prefeito Municipal de Alegre, para que solicite da FAFIA, o ressarcimento das parcelas pagas pela Prefeitura Municipal de Alegre, referentes ao montante da FAFIA incluído no parcelamento de que tratam os arts. 1° a 9° da Lei n° 12.810/2013;

6. Recomendar aos gestores responsáveis para que efetuem as retificações de informações contábeis dentro do estabelecido na Norma Brasileira de Contabilidade NBCT 16.5.

Conforme se depreende das decisões transcritas acima as ações determinadas se resumem aos seguintes fatos:

1) Reconhecimento e repasse à Prefeitura dos valores devidos pela autarquia ao INSS que foram objeto de parcelamento e pagamento pela Prefeitura nos termos da Lei n° 12.810/2013;

2) Instauração de procedimento administrativo a fim de apurar a responsabilidade pelo recolhimento em atraso das contribuições previdenciárias entre 1999 e 2014 e a totalidade dos

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encargos financeiros e multas incidentes sobre tais recolhimentos, visto que são consideradas despesas contrárias ao interesse público, impondo-se se ressarcimento ao erário.

Após tomar ciência da decisão a gestora encaminhou documentação ao Tribunal que foi juntada ao presente processo para análise, conforme Protocolo 06464/2018-6.

Analisando tais documentos constata-se que, em relação ao primeiro ponto informa a gestora que:

Durante o Exercício de 2014, aguardando posição do Setor Financeiro da Prefeitura Municipal , que também foi notificado a passar o valor total a ser registrado já com juros e multas, terminamos o ano sem registrar o valor devido ao INSS encampado no parcelamento geral da Prefeitura Municipal de Alegre, o que consequentemente foi alvo de Análise no Balanço Geral de 2014, que determinou novamente que adote as providências necessárias para a APURAÇÃO e o REGISTRO CONTÁBIL de todas as suas dívidas decorrentes de parcelamentos junto ao INSS, especialmente o montante incluído no parcelamento e, que realize o PAGAMENTO à Prefeitura da parte que lhe cabe no referido parcelamento, através de suas dotações orçamentárias. (Item 1.3.1)

[...]

Findando o Exercício de 2015 e 2016 sem relatórios expedidos pela Prefeitura Municipal para Registros e Apuração da Dívida encampada, recebemos Citações do mesmo teor das anteriores que estão ainda em fase de Defesa. Cansados de ser notificados pelo mesmo item, com a mudança de governo, pedimos ao Setor Financeiro da Prefeitura Municipal de Alegre que realizasse pelo menos os cálculos referente a Dívida Encampada já com juros e multa, para o correto registro no Balanço Geral 2017, pois em Processo de Monitoramento formado pelo TCE ao Prefeito, foi pedido que formasse uma comissão para apurar e posteriormente notificar a FAFIA que peça a restituição dos juros e multas do período (1999 a 2013) do INSS sem recolhimento e que viraram objeto de parcelamento encampado pela PMA em 2013, resta informar que o ano de 2013 não possui dívidas de INSS. Com o valor do Parcelamento (parte FAFIA) encampado no mandato de então Prefeito Paulo Lemos Barbosa, REGISTRAMOS o valor no Balanço Geral de 2017 conforme ANEXO 1.

Conforme informa a gestora os registros de tais obrigações foram realizados em 2017, conforme comprova encaminhando Balancete Contábil anexo. Verifica-se em tal balancete e no balanço de encerramento do exercício de 2017 da FAFIA e notas explicativas o registro na conta contábil 224139900000 - OUTROS TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES FEDERAIS A RECOLHER do valor de R$ 4.065.745,50 (Quatro milhões, sessenta e cinco mil, setecentos e quarenta e cinco reais e cinquenta centavos), como pode ser verificado no Demonstrativo da Dívida Fundada (Peça 20 - Prestação de Contas Anual 18003/2018-3 DEMDIFD - ORIGINAL - DEMDIFD.pdf), Notas Explicativas (Peça 40 - Prestação de Contas Anual 18023/2018-1 NOTEXP - ORIGINAL - 02_NOTEXP_14.pdl) e Balancete de Encerramento de 2017 (Peça 16 - Prestação de Contas Anual 17999/2018-6 BALVERF - ORIGINAL - BALVERF.pdf).

Entretanto há que se ressaltar que tal dívida é com a municipalidade e não mais com a órgãos federais, tendo em vista que vem sendo paga mediante parcelamento negociado entre a prefeitura e a autarquia federal.

Não se observou decréscimo do valor inscrito em 2017, fato que leva à conclusão de que os valores devidos pela autarquia à prefeitura não vêm sendo repassados. A gestora acrescentou que,

Quanto ao início de pagamento, pode-se observar que não houve débito apurado na conta contábil 224139900000, pois a FAFIA encontra-se totalmente desprovida de fundos para arcar tal dívida com a Prefeitura Municipal de Alegre. Várias reuniões foram realizadas no Ministério Público no decorrer deste exercício visando uma solução, mas até agora não chegou-se a nenhum resultado. A Faculdade encerrou o exercício de 2017 com 440 ( quatrocentos e quarenta ) alunos matriculados ( com valor médio de mensalidade a R$ 350,00) ,o que não quer dizer que estudarão essa quantidade no exercício de 2018, pois existem as desistências, que andam altas devido a crise econômica, e para completar não temos até o momento novos inscritos para o primeiro ano dos cursos oferecidos pela FAFIA, mas implementações de cursos a distancias já autorizados pelo MEC estão em andamento. Além da quantidade de alunos ser pequena e mensalidade com valor baixo, a inadimplência aumentou muito, como pode-se observar na conta contábil 12111050000 - Divida Ativa Não Tributária.

Como visto a determinação foi cumprida, contudo, recomenda-se ao atual gestor reavaliar a classificação contábil dessa dívida e na próxima prestação de contas comprovar o repasse dos valores à prefeitura na medida da quitação das parcelas, dividindo o valor entre curto e longo prazo conforme o vencimento.

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Quanto a este item, a FAFIA aguarda a posição da Prefeitura Municipal de Alegre até o momento, uma vez que, o Acordão TC-1236/2017, item 1.4, determina a Prefeitura a tomar medidas administrativas para cobrança dos encargos financeiros.

[...]

Ante o exposto, esperando ter atendido aos itens Citados, espera o subscritor que suas contas sejam reavaliadas e tidas como boas, com sua aprovação pelo Plenário desse Tribunal de Contas, por ser de plena Justiça.

Em pesquisa no sistema não encontramos nenhuma informação acerca da instauração de TCE ou outra informação que indicasse a adoção de providências em relação à apuração desses fatos. A gestora da unidade alegou que está aguardando o posicionamento do poder executivo para a adoção das providências.

Em que pese a determinação ter sido dirigida, também, ao chefe do poder executivo municipal, a responsabilidade primária pela adoção das medidas é do responsável pela gestão do órgão, conforme disposto no artigo 83 da Lei Complementar 621/2012, que se transcreve adiante:

Art. 83. A autoridade administrativa competente, sob pena de responsabilidade solidária, adotará providências com vistas à instauração de tomada de contas especial para a apuração dos fatos, a identificação dos responsáveis e a quantificação do dano, quando caracterizadas:

I - omissão do dever de prestar contas;

II - não comprovação da aplicação de recursos repassados pelo Estado ou Município; III - ocorrência de desfalque ou desvio de dinheiro, bens ou valores públicos; IV - ocorrência de extravio, perda, subtração ou deterioração culposa ou dolosa de valores e bens;

V - concessão irregular de quaisquer benefícios fiscais ou de renúncia de receitas de que resulte dano ao erário;

VI - prática de qualquer ato ilegal, ilegítimo, irregular ou antieconômico de que resulte dano ao erário;

VII - outras hipóteses previstas em lei ou regulamento

De acordo com o artigo 2º da IN TC nº 32/2014,

Art. 2º Ocorrendo uma das hipóteses previstas no artigo 1º, a autoridade competente deverá providenciar, antes da instauração da tomada de contas especial, a imediata adoção das medidas administrativas necessárias para a Instrução Normativa TC nº 32/2014caracterização ou elisão do dano, observados os princípios constitucionais e administrativos, no prazo de até 120 (cento e vinte) dias a contar:

I - da data do evento ou, quando desconhecida, da data da ciência do fato pela autoridade competente; II - da data fixada para a apresentação da prestação de contas, nos casos de omissão da prestação ou da falta de comprovação da aplicação de recursos repassados mediante convênio, acordo ou outro instrumento congênere.

Entretanto, considerando que o transito em julgado dos Acórdãos em referência de deu em 22/06/2017 (Peça 21 - Certidão de Trânsito em Julgado 00777/2017-2 – Processo TC 02532/2014-4) e o, mais recente, em 01/02/2019 (Peça 26 - Certidão de Trânsito em Julgado 00165/2019-1 - Processo TC 05958/2018-8 – recurso de reconsideração interposto contra Acórdão TC 01236/2017-1), vencido, portanto, o: prazo para a adoção das medidas administrativas, em relação ao acórdão não recorrido, sugere-se

Citar a atual gestora e o atual Chefe do Poder Executivo Municipal de Alegre para que apresentem razões de justificativa em relação ao descumprimento das determinações contidas nos Acórdãos citados, ficando cientes que o descumprimento de determinações do Tribunal está sujeito a aplicação de penalidades previstas.

Nos termos da instrução processual, os responsáveis pela PCA da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Alegre referente ao exercício financeiro de 2017, apresentaram a seguinte justificativa:

No que se refere a este Acórdão, vale ressaltar que a FAFIA não teve qualquer envolvimento com a negociação da dívida do INSS parcelada e paga por parte da Prefeitura Municipal, tomou

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conhecimento do fato somente a época da contabilização no final do ano quando buscou entender junto à Receita Federal o ocorrido, já que a própria Prefeitura não sabia informar o fato.

A Receita forneceu, após várias investidas, cópia de autorização assinada pelo então Prefeito Paulo Lemos. Na época não sabíamos nós que ele o havia feito sem a autorização da Câmara, o que tomamos conhecimento através do próprio Tribunal de Contas, nessa época ele já não estava mais na Prefeitura.

A FAFIA, em reunião com o Prefeito Municipal, Secretário de Finanças, Procuradoria e Controladoria Municipal, já orientou sobre a legalização do fato junto a Câmara de Vereadores sem a devida efetivação por parte deles, não sabendo nós os motivos porque não o fizeram.

Diante do exposto e de nossos esforços, não pode a FAFIA ser culpabilizada por um fato que independe dela a solução, já que não pode enviar a Câmara projeto de lei para aprovação da negociação e não tem como arcar com os valores devidos, o que sua receita não comportaria. Assim sendo, a FAFIA aguarda a posição da Prefeitura Municipal de Alegre, uma vez que o Acordão TC-1236/2017, item 1.4, determina que a Prefeitura tome medidas administrativas para cobrança dos encargos financeiros.

As justificativas e a documentação apresentadas foram examinadas pelo Núcleo de Controle Externo de Contabilidade por meio da Instrução Técnica Conclusiva 3072/2019-2, que assim se posicionou:

Conforme transcrito, os citados alegam que não tiveram envolvimento na negociação da dívida junto ao INSS, o que afirmam ter ocorrido sem autorização legislativa, cujos detalhes vieram a conhecer somente por ocasião da sua contabilização.

Com isso, os defendentes entendem não lhes caber qualquer responsabilização, inclusive quanto à apuração dos encargos financeiros decorrentes.

Em que pese tal alegação, como bem destacado no RT nº 156/2019-1, a competência primária pela adoção de tais medidas é do responsável pela gestão do órgão que deve agir, tão logo tome ciência dos fatos, sob pena de responsabilidade solidária.

Ademais, tratando-se de contribuições previdenciárias não pagas até a data de seu vencimento, estas já acumulavam encargos financeiros mesmo antes de incluídas no referido parcelamento previdenciário.

Pois bem, superada essa fase de justificativas, mais uma vez deixou-se de demonstrar a instauração de procedimento administrativo a fim de apurar a responsabilidade pelo recolhimento em atraso das contribuições previdenciárias entre 1999 e 2014 e a totalidade dos encargos financeiros e multas incidentes sobre tais recolhimentos.

Tal determinação foi realizada por duas ocasiões. A primeira nos autos do Processo TC 02532/2014-4, relativo à PCA de 2013, conforme Acórdão 00964/2016-2 – Segunda Câmara, que transitou em julgado em 25 de abril de 2017, direcionado ao gestor, ao Chefe do Poder Executivo Municipal e ao responsável pelo Controle Interno, da seguinte forma:

[...]

3. Determinar à atual Diretora da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Alegre - FAFIA, para que adote as providências necessárias visando à apuração e o registro de todas as dívidas da autarquia decorrentes de parcelamentos junto ao INSS, especialmente o montante incluído no parcelamento de que tratam os arts. 1° a 9° da Lei n° 12.810/2013, e que realize o

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pagamento à Prefeitura da parte que lhe cabe no referido parcelamento, através de suas dotações orçamentárias, demonstrando-as na próxima prestação de contas a ser encaminhada a este Tribunal;

4. Notificar os Srs. Paulo Lemos Barbosa, Prefeito Municipal de Alegre, e Roberto

Carneiro da Rosa e Tristão da Costa Soares, Controlador Geral do município de Alegre, para que, tomem as medidas administrativas necessárias, nos termos do art. 2º da IN TCEES 32/14, a fim de apurar a totalidade dos encargos financeiros incidentes sobre

recolhimento de contribuições previdenciárias em atraso, relativas aos exercícios de 1999 a 2014, bem como a responsabilidade e o ressarcimento aos cofres do município, tendo em vista que tal despesa é considerada ilegítima e contrária à finalidade pública, impondo-se a sua glosa, informando, ainda, a esta Corte de Contas sobre o resultado obtido.

5. Notificar o Sr. Paulo Lemos Barbosa, Prefeito Municipal de Alegre, para que solicite da FAFIA, o ressarcimento das parcelas pagas pela Prefeitura Municipal de Alegre, referentes ao montante da FAFIA incluído no parcelamento de que tratam os arts. 1° a 9° da Lei n° 12.810/2013; (g.n)

Entretanto, como houve mudança na gestão municipal, os notificados para adotarem as providências quanto à apuração de danos ao erário, foram, respectivamente, o Sr. José Guilherme Gonçalves Aguiar, Prefeito Municipal de Alegre à época, e o Sr. Daniel Ferreira Suhet, Coordenador Geral de Controle Interno da Prefeitura de Alegre, conforme se observa nas peças 7, 8 e 9 do referido processo, as notificações foram realizadas em 16/02/2017, porém não consta informação quanto ao recebimento das mesmas pelos notificados.

A segunda nos autos do Processo TC 03439/2015-3 e TC 05958/2018-8 (Recurso de Reconsideração) relativos à PCA de 2014, conforme Acórdão 01331/2018-1 que reformou o Acórdão 1236/2017 – Segunda Câmara e transitou em julgado na data de 31 de janeiro de 2019, direcionado ao atual gestor da FAFIA, mas manteve as determinações conforme segue

Ante o exposto, opina-se pelo CONHECIMENTO do Pedido de Revisão em apreço, uma vez presentes os pressupostos genéricos e específicos, com fulcro na previsão do art.171, incisos I e III, da Lei Complementar 621/2012, e, no MÉRITO, pela PROCEDÊNCIA, sugerindo a reforma do Acórdão 1236/2017 –Segunda Câmara e a REGULARIDADE da Prestação de Contas Anual da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Alegre, referente ao exercício de 2014, sob a responsabilidade da Sra. Roseane Maria Souza dos Santos, nos termos do artigo 84, inciso I da LC 621/2012, sem prejuízo das

determinações ao atual gestor da FAFIA no que tange as alíneas a.1 e a.2 do Acórdão

1236/2017 da Segunda Câmara, a seguir reproduzidas: (g.n.): [...]

a.2) adote as medidas administrativas necessárias, nos termos do art. 2º da IN TCEES 32/14, a fim de apurar a totalidade dos encargos financeiros incidentes sobre recolhimento de contribuições previdenciárias em atraso, relativas aos exercícios de 1999 a 2014, bem como a responsabilidade e o ressarcimento aos cofres do autarquia, tendo em vista que tal despesa é considerada ilegítima e contrária à finalidade pública, impondo-se a sua glosa, informando, ainda, a esta Corte de Contas sobre o resultado obtido.

Nos termos da documentação acostada aos autos, infere-se que a Sra. Vera Lucia Miranda Vailant, gestora à época e responsável pelas contas de 2018, foi notificada do Acórdão em 13/02/2019, conforme AR / Contrafé 01037/2019-7, acostado à peça 31 do Processo TC 05958/2018-8.

Ainda de acordo com a equipe técnica, no primeiro caso, não foi determinado ao então gestor da FAFIA a apuração e houve sucessão quanto ao Chefe do Poder Executivo Municipal de Alegre e ao responsável pelo Controle Interno do mesmo

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município e, assim, os atuais gestores não foram chamados para se pronunciarem no presente processo. No segundo caso, em decorrência da interposição de recursos, ocorreu o trânsito em julgado da decisão após o encaminhamento da PCA de 2017 (26/03/2018), não cabendo a cobrança nesta PCA.

Por tais motivos, a área técnica deste Tribunal de Contas opina pelo afastamento da irregularidade em tela; porém, pelo monitoramento das determinações em processo apartado, já que envolvem gestores de UG’s distintas.

A respeito disso oportuno destacar a existência do processo TC 2458/2020 que trata de fiscalização na modalidade monitoramento acerca das determinações contidas no Acordão TC 1331/2018 – Plenário, Processo TC 5958/2018, e que se confunde com a determinação sugerida.

Além disso, ao instruir a Prestação de Contas Ordenador da FAFIA, exercício 2018, objeto do processo TC 12343/2019, o Relatório Técnico 582/2019 trata especificamente do Monitoramento das Decisões proferidas nos Acordãos: 964/2016 (TC 2532/2014), 1331/2018 (TC 5958/2018), 1442/2018 (TC 7140/2016) e 1595/2018 (TC 5514/2017), parecendo demonstrar a existência de monitoramento em curso.

Em razão das explicações e verificações vertidas na análise técnica retro, afasto a presente irregularidade.

III. DISPOSITIVO:

Ante o exposto, acompanho parcialmente o entendimento da Área Técnica e do Ministério Público Especial de Contas, Proponho VOTO no sentido de que o Colegiado aprove a seguinte minuta de Acórdão que submeto à sua consideração.

JOÃO LUIZ COTTA LOVATTI Relator

1. ACÓRDÃO TC-776/2020-8

VISTOS, relatados e discutidos estes autos, ACORDAM os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo, reunidos em sessão da Segunda Câmara, ante as razões expostas pelo relator, em:

(22)

1.1. Acolher as justificativas e julgar REGULAR COM RESSALVA a Prestação de

Contas Anual da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Município de Alegre - FAFIA, referente ao exercício financeiro de 2017, sob a responsabilidade do Sr.

Mauricio Alves do Amaral (16/02/2016 até 02/08/2017) e da Sra. Vera Lucia Miranda Vailant (03/08/2018 em diante) Diretores, nos termos do art

.

84, inciso II, da Lei Complementar nº 621/2012, dando-lhes quitação com fulcro no art. 86 da referida Lei.

1.2. Determinar ao (à) atual Diretor(a) da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras

de Alegre - FAFIA, para que promova a conciliação dos valores relativos às contribuições patronais devidas no exercício de 2017 com os respectivos registros contábeis e, sendo porventura constatados valores contabilizados/pagos ou parcelados a maior, providencie sua devida compensação.

1.3. Determinar ao Coordenador Geral do Sistema de Controle Interno do Município de Alegre para instaurar Tomada de Contas Especial com fito de caracterização ou elisão do dano (art. 7º da Instrução Normativa N º 32/2014) provocado pelo pagamento de juros de mora e multas com perda patrimonial de R$ 64.041,51 (sessenta e quatro mil, quarenta e um reais e cinquenta e um centavos).

1.4. Recomendar ao atual Prefeito Municipal de Alegre que identifique pagamentos

realizados pela Prefeitura Municipal de Alegre ao INSS de obrigações assumidas pela FAFIA, incluído no parcelamento de que tratam os arts. 1° a 9° da Lei n° 12.810/2013.

1.5. Ciência aos interessados.

1.6. Após o trânsito em julgado, arquive-se. 2. Unânime.

3. Data da Sessão: 14/08/2020 – 18ª Sessão Ordinária da 2ª CÂMARA 4. Especificação do quórum:

4.1 Conselheiros: Sérgio Manoel Nader Borges (presidente), Domingos Augusto

Taufner e Luiz Carlos Ciciliotti da Cunha.

(23)

CONSELHEIRO SERGIO MANOEL NADER BORGES

Presidente

CONSELHEIRO SUBSTITUTO JOÃO LUIZ COTTA LOVATTI

Relator

CONSELHEIRO DOMINGOS AUGUSTO TAUFNER CONSELHEIRO LUIZ CARLOS CICILIOTTI DA CUNHA

Fui presente:

PROCURADOR DE CONTAS LUIS HENRIQUE ANÁSTÁCIO DA SILVA

Procurador-geral

LUCIRLENE SANTOS RIBAS

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