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UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS FACULDADE DE ESTUDOS SOCIAIS

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS FACULDADE DE ESTUDOS SOCIAIS

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM

DESENVOLVIMENTO REGIONAL _ PRODERE

A BUBALINOCULTURA NO ESTADO DO AMAZONAS

Avaliação econômico-financeira em unidades produtivas no Município de Itacoatiara

IZABEL CRISTINA NOGUEIRA SEABRA

MA NAUS O utubro de 2008

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS FACULDADE DE ESTUDOS SOCIAIS

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DESENVOLVIMENTO REGIONAL _ PRODERE

IZABEL CRISTINA NOGUEIRA SEABRA

A BUBALINOCULTURA NO ESTADO DO AMAZONAS

Avaliação econômico-financeira em unidades produtivas no Município de Itacoatiara

D issertação apresentada ao Programa de Mestrado em D esenvolvimento

Regional (PROD ERE) da

U niversidade Federal do Amazonas, como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em D esenvolvimento Regional.

Orientador: Professor Dr

o

Francisco Mendes Rodrigues

MANAUS Outubro de 2008

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Ficha Catalográfica

(Catalogação realizada pela Biblioteca Central da UFAM)

S438b

Seabra, Izabel Cristina Nogueira

A bubalinocultura no estado do Amazonas: avaliação econômico- financeira em unidades produtivas no município de Itacoatiara / Izabel Cristina Nogueira Seabra. - Manaus: UFAM, 2008.

141 f.; il. color.

Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Regional) Universidade Federal do Amazonas, 2008.

Orientador: Prof. Dr. Francisco Mendes Rodrigues

1. Bubalinocultura - Amazonas 2. Bubalinocultura Aspectos econômicos I. Rodrigues, Francisco Mendes II. Universidade Federal do Amazonas III. Título

CDU 636.03:636.293.2(811.3)(043.3)

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IZABEL CRISTINA NOGUEIRA SEABRA

A BUBALINOCULTURA NO ESTADO DO AMAZONAS

Avaliação econômico-financeira em unidades produtivas no Município de Itacoatiara

D issertação apresentada ao Programa de Mestrado em D esenvolvimento

Regional (PROD ERE) da

U niversidade Federal do Amazonas, como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em D esenvolvimento Regional.

A provada em 17 de deze mbro de 2008

BANCA EXAMIDORA

Professor Dr

o

Francisco Mendes Rodrigues Universidade Federal do Amazonas

Professor Dr

o

Rogério Perin Embrapa - Amazonas

Professor Dr

o

Roberval Monteiro Bezerra de Lima

Embrapa - Amazonas

(6)

Aos meus amores, Luciana Conegundes Costa e Isaías Conegundes Seabra;

Á minha mãe, Alzira Nogueira Seabra;

E em memória de meu pai, Abelardo Tomé Seabra e de meu irmão, Calbi Nogueira Seabra

Dedico.

(7)

A Deus, pela honra e pela glória dessa conquista;

Aos meus familiares, pela dedicação e amor;

Ao meu orientador Francisco Mendes Rodrigues, partícipe dessa jornada;

Aos amigos , por participarem dessa vitória, Aos colegas de curso do PRODERE,

A UFAM, pela oportunidade,

Agradeço.

(8)

CANÇÃO AO AMOR

Se não houve frutos Valeu o perfume das flores Se não houve flores Valeu a sombra das folhas E se não houve folhas Valeu a intenção da semente do economista e médico ERNESTO CHE GUEVARA.

(9)

R RE ES SU U MO M O

O setor agrícola enfrenta dois desafios: o aumento da produção de alimentos e a preservação do meio ambiente. A pecuária nacional, especificamente a criação do búfalo se impõe como uma possível saída, sendo a espécie considerada ideal para Amazônia. A expansão da fronteira agrícola em direção à região Norte já é uma realidade econômica, e destarte a pecuária ser acusada de principal motor do desmatamento da Amazônia, já existem indicadores que recomendam que a criação de búfalos, dentro de uma gestão eficiente de recursos, poderá ser uma solução para o uso sustentável do solo amazônida, particularmente, a área de várzea. Esta pesquisa tem por escopo estudar a atividade da bubalinocultura no Amazonas por intermédio de um diagnóstico econômico-financeiro em unidades produtivas selecionadas no município de Itacoatiara. A pesquisa é de caráter não-experimental e descritivo e usa investigação do tipo teórico-empírica, pois confronta os fatos por meio da observação empírica de um número determinado de sistemas de produção existentes no município de Itacoatiara, nicho mais importante para a pecuária da região do Médio Amazonas.

Dados estatísticos analisados demonstram uma nova reconfiguração econômica-espacial da Amazônia que se expressa no desempenho do setor agropecuário, com a consolidação das novas frentes agrícolas em contínua expansão, em direção a região amazônica, paradoxalmente, o Amazonas apresenta indicadores muito baixos para a Região Norte. A partir da avaliação econômico-financeira em unidades produtivas selecionadas foram determinadas funções de custo e projetados números mínimo de animais por fazenda; a relação custo médio x preço médio da arroba de búfalo determinou uma receita líquida condizente com o mercado nacional; foi também detectado que a situação econômico-financeira é favorável à realização de investimentos; a estrutura de capital é razoável, e mesmo possuindo baixa liquidez mantém alta performance operacional do EBITDA, haja vista que a média do GAC foi de 2,31 convergindo para uma situação de economia de escala; a rentabilidade média apurada de 7,40% ficou dentro do contexto de rentabilidade regional e nacional. A pesquisa demonstrou que a criação do boi verde , em condições de alta competitividade por meio de uma sustentabilidade biológica, econômica, ambiental e social, poderá alavancar um crescimento vertical da atividade no estado do Amazonas. À guisa conclusiva, alertamos que a Amazônia precisa de um projeto nacional que atenda aos princípios da sustentabilidade e respeite os limites ecossistêmicos, urge adotarmos um novo conceito de crescimento econômico que atenda aos valores econômicos e sociais da região e aos princípios ecológicos planetários. Esse processo de reorganização do espaço político brasileiro e amazônico é uma exigência de uma geopolítica de libertação, integração e desenvolvimento da economia mundial.

Palavras-chaves: bubalinocultura - Amazonas; bubalinocultura aspectos econômicos.

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AB A BS ST TR RA AC CT T

The agricultural sector faces two challenges: the increase of the food production and the preservation of the environment. Cattle the national one, specifically the creation of the buffalo if imposes as a possible exit, being the species considered ideal for Amazonian.

The expansion of the agricultural border in direction to the region North already is a economic reality, the cattle one to be accused with main engine it deforestation of the Amazonian, already pointers exist that they recommend that the creation of buffalos, inside of an efficient management of resources, could be a solution for the sustainable use of the ground Amazonian man, particularly, the fertile valley. This research has for target to study activity of the buffalo ranching in Amazon for intermediary of an economic-financial diagnosis in selected productive units in the city of Itacoatiara. The research is of not-experimental and descriptive character and uses inquiry of the type theoretician-empiricist, therefore it collates the facts by means of the empirical comment of a definitive number of existing systems of production in the city of Itacoatiara, niche more important for the cattle one of the region of the Amazon Medium. Dialyzed statistical demonstrate a new economic-space reconfiguration of the Amazonian that if express in the performance of the farming sector, with the consolidation of the new agricultural fronts in continuous expansion, in direction the Amazon region, paradoxically, Amazon very presents low pointers for the Region North. From the evaluation economic-financier in selected productive units functions of cost and projected numbers minimum of animals for farm had been determined; the relation average cost x average price of the arroba of buffalo determined a net revenue with the national market; also it was detected that the situation economic-financier is favorable to the accomplishment of investments; the capital structure is reasonable, and same possessing low liquidity it keeps high operational performance of the EBITDA, has seen that the average of the GAC was of 2,31 converging to a situation of scale economy; the refined average yield of 7,40% was inside of the context of regional and national yield. The research demonstrated that the creation of `green bull', in conditions of high competitiveness by means of biological , economic a sustainability, ambient and social, a vertical growth of the activity in the state of Amazon will be able to leverage.

To it stews conclusive, we alert that the necessary Amazonian of a national project that takes care of to the principles of the sustainability and respects the ecosystem limits, urges to adopt a new concept of economic growth that takes care of to the economic and social values of the e region to the planetary ecological principles. This process of reorganization of the space Brazilian and Amazonian politician is a requirement of a release geopolitics, integration and development of the world-wide economy.

Word-keys: creation of buffalos-Amazonas; creation of buffalos-economic aspects.

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LI L IS ST TA A DE D E TA T AB BE EL LA AS S

TaTabbeellaa 11. .FoForrmmaa ddee apapururaaççããoo dodo CCuussttoo FiFixxo oee VaVarriiáávveell ((eemm R$R$))...229 9 TaTabbeellaa 22. .FoForrmmaa ddee apapururaaççããoo dodo CCuussttoo ToTottaall (e(emm R$R$))...330 0 TaTabbeellaa 33. .FoForrmmaa ddee apapururaaççããoo dodoss CuCuststooss MéMéddiiooss ((eemm R$R$))...332 2 TaTabbeellaa 44. .DeDemmoonnssttrraattiivvoo dodo ReRessuullttaaddoo dodo ExExeerrccíícciioo...441 1 TaTabbeellaa 55. .FoForrmmaa ddee apapururaaççããoo dodo iinnddííccee dede LiLiqquuiiddeezz CCoorrrreennttee...444 4 T

Taabbeellaa 66. .EsEsttrruuttuurraa ddee RReecceeiittaa e eCCuussttooss dede prproodduuççããoo...998 8 T

Taabbeellaa 77. .DeDemmoonnssttrraattiivvoo dodo ReRessuullttaaddoo dodo ExExeerrccíícciioo ddaass UnUniiddaaddeess SSeelleecciioonnadadasas...10103 3 T

Taabbeellaa 88. .AgAgrruuppaammeennttooss dodo BaBallaannçoço PaPattrriimmoonniiaall dadass UnUniiddadadeess SeSelleecciioonnaaddaass...10104 4 T

Taabbeellaa 99. .ReRennddaa LLííqquuiidda aee CuCussttoos sTToottaaiiss e eMéMéddiiooss dadass UnUniiddadadeses SeSelleecciioonanaddaass...10105 5 T

Taabbeellaa 110.0. IInnddiiccaaddoorreess EcEcoonnôômmiiccooss e eFFiinnaanncceeiirrooss dadass UUnniiddaaddeess SeSelleecciioonanaddaass...10107 7 T

Taabbeellaa 111.1. IInnddiiccaaddoorreess EcEcoonnôômmiiccooss e eFFiinnaanncceeiirrooss dadass UUnniiddaaddeess SeSelleecciioonanaddaass...11110 0 TaTabbeellaa 112.2. TTaaxxaa dede rerennddiimmeenntoto dda aPPoouuppaannççaa...11112 2 TaTabbeellaa 113.3. CuCussttoo ddee ooppoorrttuunniiddaaddee e eluluccrroo exexttrraaoorrddiinnáárriioo dadass ununiiddaaddeess sseelleecciioonnaaddaass....11113 3

TaTabbeellaa 114.4. PPrreeççoo mmééddiioo @ @BúBúffaalloo e eBoBoii,, memerrccaaddoo nnacaciioonnaall e erreeggiioonnalal...11114 4

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LI L IS ST TA A D D E E FI F IG GU UR RA AS S

FiFigguurraa 11.. TTipipooss dede esesttrruuttuurraa dede cacappiittaall...446 6 FiFigguurraa 22.. MaMappaa dada ddisisttrriibbuuiiççããoo ddoo rreebbaannhhoo bboovvininoo nnoo BrBraassiill,, ananoo 11999900...668 8 FiFigguurraa 33.. MaMappaa dada ddisisttrriibbuuiiççããoo ddoo rreebbaannhhoo bboovvininoo nnoo BrBraassiill,, ananoo 22000044...669 9 FiFigguurraa 44.. MaMappaa dada mmiiccrroorrrreeggiiããoo dede ItItaaccooaattiiaarraa...882 2 F

Fiigguurraa 55.. EEststrruuttuurraa ddee cacappiittaall dadass ununiiddaaddeess pprroodduuttiivvasas seselleecciioonnadadaass...10104 4

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LI L IS ST TA A DE D E GR G ÁF FI IC C OS O S

GrGrááffiiccoo 1.1. EfEfeettiivvoo bobovivinnoo nnosos 1010 EsEsttaaddosos mamaiiooreress prproodduuttoorreess,, 19199900//004)4)...666 6 GrGrááffiiccoo 2.2. CoCompmpaarraattiivvo oeennttrree aass ininffoorrmmaaççõõeess dodo FAFAOO,, IIBBGGEE e eABABCCBB,, ananoo 20200077...775 5 GrGrááffiiccoo 3.3. GrGrááffiiccoo dada didissttrriibbuuiiççããoo gegeoogrgrááffiiccaa dede bububbaalliinnooss pporor rereggiiããoo,, anano o22000066...778 8 GrGrááffiiccoo 4.4. CoCompmpaarraattiivvo oeennttrree aass ininffoorrmmaaççõõeess dodo IBIBGGEE e eIIDDAAMM,, 20200066...881 1 GrGrááffiiccoo 5.5. PaParrttiicciippaaççããoo rreellaattiivvaa dodo núnúmmeerroo dede crcriiaaddoorreess nnoo AAmmaazzoonnaass,, aannoo 20200088...884 4

GrGrááffiiccoo 6.6. QuQuaannttiittaattiivvoo ppoorr ttiippoo dede crcriiaaççããoo nnoo MMuunniiccííppiioo dde eIIttaaccooaattiiaarraa,, 22000033//22000066...885 5

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L L IS I ST TA A DE D E QU Q U AD A DR R OS O S

QuQuadadrroo 1.1. CrCreesscciimmeennttoo dodo ququanantitittaattiivvoo dede bobovviinnosos 19197700//22000077...771 1 QuQuadadrroo 2.2. CrCreesscciimmeennttoo dodo ququanantitittaattiivvoo dede bububbaalliinnooss 11979700//22000707...772 2 QuQuadadrroo 3.3. QuQuaannttiittaattiivvoo ddee bobovviinnooss popor rrereggiiããoo,, aannoo 20200066...777 7 QuQuadadrroo 4.4. QuQuaannttiittaattiivvoo ddee bububbaalliinnosos poporr rereggiiããoo,, aannoo 22000066...778 8 QuQuadadrroo 5.5. QuQuaannttiittaattiivvoo ddee cacabbeeççaass dede bobovviinnooss e ebbuubbaalliinnooss,, ReReggiiããoo NoNortrtee,, ananoo 20200606...779 9 QuQuadadrroo 6.6. EfEfeettiivvoo dodo rerebbananhoho dede bobovviinnosos nanass ReReggiiõõeess ddoo EsEstt.. dodo AmAmaazzoonnaass,, 20200088...883 3

QuQuadadrroo 7.7. EfEfeettiivvoo dodo rerebbananhoho dede bobovviinnosos nana ReReggiiããoo ddoo MMééddiioo AmAmaazzoonnaass,, 20200088...883 3

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L LI IS ST TA A DE D E AB A BR RE EV VI IA AT TU U RA R AS S

A B C B A s s oc i a ç ã o B r a sil e ir a d e Cr i a do r e s de B úf a los

A C A t i v o Ci r cu l a n te

A T A t i v o T o t al

B A S A B a n c o da A ma z ô ni a S / A

B C A B a n c o de C r é d i t o de Ama z ô ni a

B P B a l a n ç o P at r i mo ni a l

C E P EA C e n t r o d e E s t u do s A v a n ç a d os e m E c o no mi a A p l i c a d a

C F C us t o s F i xos

C I MA C o mi s s ã o I n t e r mi n is t e r i a l s o br e o M e i o A mb i e n t e

C Me C us t o M é di o

C S S L C on t r i b u i ç ã o S oc i a l So br e o L u c r o L í q ui d o

C T C us t o s T o ta i s

C V C us t o s V a r i á ve i s

D F D e s p e s a s F i n a n c e i r a s

D R E D e mo ns t r a t i vo d o Re su l t a d o do E x e r c í c i o

E B I TD A E a r ni n g B e fo r e I nt e re st , T a x e s , D e pr e c i at i o n an d A m o r t i za t i o n

E MB R A P A E mp r e s a Br a s i l e ir a de P e s qu i s a A gr op e c u á r i a

E s al q E s c o l a Su pe r i o r de A gr i c u l t ur a L ui z de Q u e i r o z

F A O F o o d an d A g ri c ul t u re O r g an i z a t i o n G A C G r a u de A la v a n c a g e m Co mbi n a d a

G A F G r a u de A la v a n c a g e m F i na n c e i r o

G A O G r a u de A la v a n c a g e m O pe r a c i o n a l

I B A MA I n s t i t ut o Br a si l e ir o do M e i o A mbi e nt e

(16)

I B F I n t e r n at i o na l B uf f a l o F e d e r a t i on

I B GE I n s t i t ut o Br a si l e ir o d e G e o g r a f i a e E s t at í s ti ca

I D A M I n s t i t ut o de D e s e nv o l vi me n t o A gr op e c u á r i o d o E s t a d o do A ma z o n a s

I N C R A I n s t i t ut o N a c i o na l de Co l o ni z a ç ã o e R e f or ma A g r á r i a

I R P J I mp os t o d e R e n da de P e s s oa Ju r íd i c a

L A I R L u c r o A nt e s do I mp os t o d e R e n da

L A J I D A L u c r o A nt e s do s J ur os , I mp o s t os , D e p r e c i a çã o e A mo r t i z a ç ã o

L B L u c r o Br uto

L C L i q u i de z Cor r e n t e

L L E L u c r o L í qui d o do E x e r c í c i o

L O L u c r o O pe r a c i o n a l

ML M a r g e m L í q ui d a

P C P a s s i vo C ir c ul a n t e

P L P a t r i mô n io L í qu i do

R A R e n t a bi l i da d e d o A t iv o

R O B R e c e i t a O pe r a c i on a l Br ut a

R O L R e c e i t a O pe r a c i on a l L í qu i d a

R P L R e n t a bi l i da d e d o P a t ri mô ni o L í q u i do

S E P L A N S e c r e t a r i a d e P l a n e j ame n t o do E st a do d o A ma z on a s

S P V E A S u pe r i nt e nd ê n c i a d o P l a n o d e Va l o r i z a ç ã o E c o nô mi c a d a A ma z ô n i a

S U D A M S u pe r i nt e nd ê n c i a d e D e s e nv o l vi me n to d a A ma z ôn i a

T I R T a xa I n t e rn a d e Re to r n o

U P S U n i da de s P r o du t i va s Se l e c i o na da s

U S P U n i ve r s i da de de S ã o P a u l o

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SU S UM M ÁR Á RI IO O

1

1.. ININTTRROODDUUÇÇÃÃOO..................................................................................................................................................................................................................116 6

2 2.. FUFUNNDDAAMMEENNTTAAÇÇÃÃOO TETEÓÓRRIICCAA......................................................................................................................................................224 4

2.2.11 CCuussttooss pprroodduuttiivvosos......................................................................................................................................................................................................225 5 2.1.1 Custos Econômicos x Custos Contábeis... 25

2.1.2 Custo Fixo, Custo Variável e Custo Total... 27

2.1.3 Apuração dos Custos Médios ... 30

2.2.22 DDeemmoonsnsttrraaççõõeess FFiinnaanncceeiirraass......................................................................................................................................................................332 2 2.2.1 Balanço Patrimonial ... 33

2.2.1.1 Estrutura do Balanço Patrimonial... 34

2.2.2 Demonstrativo do Resultado do Exercício ... 40

2.2.33 AAvvaalliiaaççããoo EcEcoonnômômiiccoo--FFiinnaanncceeiirraa....................................................................................................................................................442 2 2.3.1 Liquidez ... 42

2.3.2 Estrutura de capital ... 45

2.3.3 Alavancagem ... 47

2.3.4 EBITDA ou LAJIDA ... 51

2.3.5 Avaliação da Rentabilidade ... 53

2.3.5.1 Giro do Ativo... 54

2.3.5.2 Margem Líquida ... 56

2.3.5.3 Rentabilidade do Ativo... 56

2.3.5.4 Rentabilidade do Patrimônio Líquido ... 57

2.3.5.5 O conflito entre Rentabilidade e Liquidez... 59

2.2.44 AA PePeccuuáárriiaa e ea aBBuubbaalliinnooccuullttuurraa..........................................................................................................................................................660 0 2.4.1 Alteração do Padrão Locacional da Pecuária no Brasil... 60

2.4.2 Pecuária: bovinocultura X bubalinocultura... 69

2.4.3 O Fortalecimento da Pecuária na Região Norte ... 76

2.4.4 A Atividade da Bubalinocultura no Amazonas ... 79

2.4.5 A Atividade da Bubalinocultura em Itacoatiara ... 81

2.4.6 Sustentabilidade Econômica e Ambiental ... 85

2.4.7 Búfalos: Solução ou Problema ... 90

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3.3. MEMETTOODDOOLLOOGGIIAA..........................................................................................................................................................................................................995 5

4 4.. ANANÁÁLLIISSEE EE ININTTEERRPPRREETTAAÇÇÃÃOO DODOSS RERESSUULLTTAADDOOSS........................................................................10102 2 4.1 Análise dos Dados Coletados ... 102

4.2 Determinação dos Custos médios e Função de lucro ... 105

4.3 Avaliação Econômico-Financeira nas unidades selecionadas... 107

4.4 Estimativa da Rentabilidade nas Unidades Selecionadas... 109

4.5 Custo de Oportunidade e Lucro Extraordinário ... 111

4.6 Conclusão ... 116

5.5. COCONNSSIIDDEERRAAÇÇÕÕEESS FIFINNAAIISS..................................................................................................................................................................11118 8

6.6. REREFFEERRÊÊNNCCIIAASS............................................................................................................................................................................................................12125 5

A APPÊÊNNDDIICCEE....................................................................................................................................................................................................................................13130 0

A ANNEEXXOOSS............................................................................................................................................................................................................................................13135 5

(19)

16

1. 1 . IN I NT TR RO OD DU Ç ÃO Ã O

D ois grandes desafios deverão ser enfrentados pela humanidade dentro do espaço rural no milênio que se inicia: o aumento da produção de alimentos e a conservação do meio ambiente. O aumento da produção de ali mentos perpassa na adoção do conhecimento existente nas instituições de ensino superior e de pesquisas nacionais e internacionais, com o setor produtivo rural e, conseqüente mente aumentar as possibilidades de uma sobrevivência com dignidade para o homem do ca mpo, proporcionando ganhos de competitividade dos produtos agrícolas, aumento da produtividade, redução dos custos e melhorias no processamento da produção e comercialização de produtos agrícolas.

N esta perspectiva, situa-se a pecuária nacional no primeiro plano no mercado mundial de carne bovina, o que revela expressivo potencial exter no e interno para a bubalinocultura, que é u ma atividade e m crescente expansão na pecuária internacional, graças às características intrínsecas do búfalo doméstico (Bubalus bubalis). Apesar de para alguns, ser considerado um animal bravo e até mes mo selvagem, a sua docilidade e facilidade de manejo quando criados em condições apropriadas, faz desta espécie ser considerada pela F AO (Órgão de

(20)

17

A gricultura e Alimentação das N ações U nidas), como a ideal para ser utilizado e m colônias agropecuárias, em especial em países superpopulosos, como é o caso da China, Í ndia, P aquistão e o Brasil.

Também pela extre ma rusticidade, alta taxa de fertilidade e grande resistência às enfer midades, esta espécie é hoje considerada como excelente opção e m ter mos de produção de carne, leite e derivados, força motriz, couro e outros subprodutos, a exe mplo, o ester co. Portanto, o búfalo é do ponto de vista zootécnico, um dos animais domésticos que apresenta qualidades inexploradas e m vários países, inclusive no Brasil, face à sua reconhecida capacidade de adaptação aos mais variados ecossistemas.

O Brasil é o atual líder mundial de exportação de carne bovina respondendo por 19% do comércio internacional de carne, e é o segundo maior consumidor de carne, apresentando em mé dia 35,5 Kg de consumo per capta (ABCB, 2005). Apesar dessas referências, à primeira vista, indicare m oportunidades e expectativas positivas no espaço rural, entende-se que as grandes empr esas de agronegócios impuseram um modelo de co mpetição global que excluem os pequenos produtores e m face de sua incapacidade e m atenderem às exigências de grandes escalas produtivas e a padronização de produtos e processos (Malafaia &

Barcellos, 2007).

A expansão da fronteira agrícola e m dir eção à região N orte já é uma realidade econômica. I mporta em estudar os atores e a conjuntura das forças econômicas que avançam e m direção as áreas ainda não

(21)

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desmatadas. Soma-se a esta questão, a acusação de que a pecuária é o motor do desmatamento da Amazônia (Margulis, 2001) porém já existe m trabalhos que alé m de negar tal afir mação, aponta m que a criação de búfalos, dentro de uma gestão eficiente de recursos, poderá ser uma solução para o uso sustentável do solo amazônida, particular mente, a área de várzea, por exemplo, os trabalhos concluídos no Projeto PróVárzea (S antos, 2004).

N o Brasil, a criação do búf alo é favorecida pelos fatores ecossistêmicos e poderá ser viabilizada mais facil mente em áreas em que a criação de bovinos seria mais difícil, como regiões alagadas a exe mplo do que acontece na Ilha de Marajó, reduto inicial deste tipo de criação no nosso país. Além disso, é conhecida a grande capacidade dos búfalos engordarem co m forragens grosseiras e converter pastagens nativas e m ganho de peso. Isso é muito útil e m um país com as características do Brasil, no qual encontramos gigantescas áreas de pastagens naturais, ideais para a criação de búfalos.

H istoricamente, a A mazônia apresenta reduzida capacidade de sustentação econômica para as atividades agropecuárias. O elevado custo de transporte, os problemas de infra-estrutur a e assistência técnica colaboram para os problemas conjunturais do setor. E somente com a imple mentação dos grandes planos gover namentais na Amazônia nas décadas de 60 e 70, a região começou a se integrar ao centro sul do país.

N esse contexto, a pecuária, considerada u ma atividade adequada para

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colonizar a região, passou a ser cada vez mais introduzida em áreas aptas e e m condições de assegurar um bom desempenho.

Investigar a distribuição territorial da pecuária é de crucial importância para se entender a dinâmica da pecuária quer do ponto de vista setorial, quer espacial. Entre os anos de 1990 e 2004, o rebanho bovino se expandiu na A mazônia Legal1 a uma taxa média anual de 7,4%, cujo ritmo de evolução foi cerca de três vezes maior que o observado para o Brasil como um todo, da orde m de 2,4%. Nesse período, o crescimento do rebanho brasileiro foi de 39,0%, com seu efetivo bovino passando de 147,1 milhões para cerca de 204,5 milhões de cabeças.

(IBG E, Censo Agropecuário de 2006).

N o A mazonas, apesar das condições climáticas favoráveis, a atividade ca minha na contra- mão, pois o rebanho vem apresentando sucessivas quedas, reduzindo a sua importância econômica. Em 2006 a esti mativa do quantitativo do rebanho indicava uma redução de mais de 21% em r elação a 2003. (IDAM, 2007). I mperativo, portanto, investigar as condicionantes desta queda do quantitativo do rebanho no Estado, conhecer o perfil da atividade, sua importância e rentabilidade.

Segundo a análise e recomendação de diferentes órgãos nacionais e internacionais, FAO_Food and Agriculture Organization, IBF _International Buffalo Federation, o Banco Mundial e a EMBRAPA_E mpresa Brasileir a de Pesquisa Agropecuária, a A mazônia e

1 Amazônia Legal, denominação usada a partir de 1966 que engloba os Estados do Amazonas, Acre, Pará, Amapá, Roraima, Rondônia, Tocantins, Oeste do Maranhão e parte de Mato grosso (Freitas, 2005, pág. 25).

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20

o estado do A mazonas, apresentam características alta mente favoráveis para o desenvolvimento em médio prazo de um sistema de produção ani mal baseado na bubalinocultura.

V ale (2002) relata que existem várias publicações da FAO, que recomendam o búfalo como o ani mal ideal para a A mazônia e m face de existência na região dos seguintes aspectos positivos:

1. Condições ecológicas altamente favoráveis para a adaptação dos bubalinos, água e m abundância, irradiação solar e fácil cresci mento de biomassa;

2. P ossibilidade da utilização racional das áreas de pastagens nativas de terra inundável e semi-inundável;

3. V iabilidade da utilização pela bubalinocultura de sub- produtos de outras culturas regionais já estabelecidas, tais como mandioca, banana, frutas regionais e cuja massa verde não aproveitada, serve co mo alimentação para os bubalinos;

4. Maior resistência a doenças infecto-contagiosas;

5. Escassez de leite in natura a nível regional, assim co mo produtos lácteos queijos, manteiga etc., existindo um mercado promissor;

6. Produção de carne atual é insuficiente para atender a demanda regional.

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21

Conhecimentos tecnológicos gerados e agregados sobre essa espécie animal, e m especial os relacionados com o manejo, ali mentação, sanidade, biotecnologia da reprodução e processamento tecnológico dos produtos a serem lançados no mercad o consumidor, são aspectos de fundamental i mportância para o aumento da produtividade, principalmente da produção leiteira. A partir de infor mações atualizadas e diversificadas, torna-se possível orientar a criação de maneira ma is efetiva, per mitindo promover facil mente essa atividade e obter aumento nos atuais índices de produção e produtividade do rebanho regional.

Urge investigar se o fomento a bubalinocultura no Estado do A mazonas, por meio de um programa especial, co m apoio político, associado ao setor privado, poderá esti mular o desenvolvimento da indústria de laticínios em nível regional, melhorando as condições econômicas do pequeno e do médio produtor rural, além de poder proporcionar ações integradas no setor da Educação, Saúde e A gropecuária, com o desenvolvimento de sistemas de produção apropriados.

U ma vez reconhecida que a região é propícia ao desenvolvimento da bubalinocultura resta avaliar economica mente a atividade, analisar a situação econômico-financeira, conhecer a relação receita x custos, e esti mar a rentabilidade e o retorno associado aos sistemas d e produção existentes.

Esta pesquisa teve como objetivo ger al o estudo da atividade da bubalinocultura no A mazonas por inter médio de um diagnóstico

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22

econômico-financeiro em unidades produtivas selecionadas no município de Itacoatiara.

O s objetivos específicos propostos foram:

Propor uma função de lucro por unidade produtiva selecionada;

Deter minar o custo médio de produção por unidade animal e confrontar com preço da arroba para aferir receita líquida;

Avaliar a situação econômico-financeir a das unidades produtivas selecionadas;

Estimar a rentabilidade méd ia por unidade animal nas unidades produtivas selecionadas.

A estrutura do trabalho foi divida em tópicos: o tópico 1 explicita a justificativa, os objetivos gerais e específicos. O tópico 2 expõe a fundamentação teórica, revisando os conceitos micr oeconômicos relativos aos custos de produção e as técnicas que foram utilizadas para a avaliação econômico-financeira, bem como a estimativa da rentabilidade.

Também versa sobre a alter ação do padrão locacional da pecuária no Brasil e apresenta as estatísticas a respeito da atividade da bubalinocultura no Brasil, no A mazonas e município de Itacoatiara.

O tópico 3 trata da metodologia utilizada na elaboração da pesquisa e o tópico 4 expõe os dados gerais coletados nas unidades produtivas estudadas, a esti mativa do custo médio por unidade animal, a análise econômico-financeira e a estimativa de r entabilidade. També m

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23

expõe o mercado de preços nacional e regional com vistas a co mpor um quadro de referência para o confronto entre o custo médio por unidade ani mal e o preço da arroba do búfalo. O tópico ainda registra as conclusões relativas a pesquisa.

O tópico 5 registra as considerações finais, expondo uma análise mais ampla observadas na pesquisa, bem co mo as recomendações para trabalhos futuros. O último tópico expõe as referências bibliográficas que servira m de base para a elaboração deste trabalho.

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24

2

2. . FU F UN ND DA A ME M EN NT TA ÇÃ Ã O O T TE ÓR RI IC CA A

O estudo da microeconomia é u m dos ramos das ciências econômicas que se ocupa do estudo das unidades produtivas e consumidoras dos bens e serviços econô micos. Podemos estabelecer que um estudo microeconômico, geralmente, divide-se em três comparti mentos: (a) a teoria do consumidor; (b) a teoria do produtor e (c) a for mação de preços e mercados. O foco deste trabalho é a teoria do produtor, a qual se ocupa do estudo da oferta, mais especifica mente a teoria dos custos de produção.

O s conceitos relativos aos custos de produção fora m baseados nos custos em função da quantidade produzida ou vendida, a mparados substancialmente nas obras de F ergusson (1989); Samuelson ( 1995);

Baidy a et al (1999); V ar ian (1994), Cunha (2004) e Mendes (2005). Os conceitos que servira m de base para a análise dos dados coletados são apresentados a seguir.

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25

2.1 Custos p rodutivos

O estudo da teoria dos custos per mite o conheci mento da estrutura dos custos decorrentes do processo produtivo e m uso na e mpresa. O objetivo do estudo é a mini mização dos custos para maximizar o lucro, haja vista que os custos da empresa permite m conhecer se há oti mização dos recursos produtivos alocados em seu processo produtivo.

2.1.1 Custos Econômicos x Custos Contábeis

O s custos representa m dese mbolsos financeiros de recursos monetários da empr esa devido ao uso dos fatores de produção. U ma das tarefas mais importantes para uma e mpr esa é o seu custeamento, ou seja, custear suas atividades de f or ma correta e clara per mitindo o levanta me nto do resultado ou o lucro do período.

G enericamente, podemos estabelecer que, para os contadores interessam apenas e tão somente os custos explícitos e para os economistas, além dos custos explícitos, é crucial a apuração dos custos implícitos. I mporta salientar a diferença conceitual:

a) Custos Exp lícitos

Representa m todos os desembolsos registrados pela contabilidade convencional, envolvem desembolso de caixa os quais são possíveis de

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26

serem comprovados por meio de documentos comprobatórios.

Genericamente são classificados em custos fixos e custos variáveis.

b) Custos Imp lícitos ou de Oportunidade

São custos que não envolve m desembolso financeiro para a e mpresa. Não podem ser comprovados por meio de documentos, surge m das oportunidades do mercado e das análises das alternativas de utilização do capital da empresa.

Podemos então, afir mar que custos contábeis são os custos explícitos e custos econômicos são os custos explícitos mais os custos implícitos, e por conseqüência, os custos econômicos serão maiores que os custos contábeis.

A partir da deter minação dos custos explícitos e i mplícitos é possível a apuração do lucro, e dependendo de sua performance podemos denominar de Lucro Nor mal, quando a receita total é maior que os custos contábeis; e Lucro Extraordinário, quando a receita total supera os custos econômicos.

N esta pesquisa, foi utilizado como parâmetro para a determinação do custo de oportunidade, a rentabilidade nominal obtida na poupança no mercado financeiro brasileiro.

(30)

27

2.1.2 Custo Fixo, Custo Variável e Custo Total

A classificação de custos que interessa no mo mento é aquela que inter-relaciona o uso dos fatores de produção com os dispêndios necessários para obtê-los, assim podemos classificar em dois tipos de custos:

Custos Fixos (CF) são custos decorrentes da utilização de f atores produtivos fixos. São independentes do volume de produção, portanto, não sofrem variações em função da quantidade produzida ou vendida.

A classificação dos custos fixos depende do setor e m que a e mpresa atua, porém é possível exe mplificar generica mente alguns itens de custos fixos comuns: gastos com aluguéis; custos de conservação e manutenção; alguns tipos de i mpostos (IPVA, IPTU , por exemplo);

gastos com juros; gastos com seguros. Na hipótese de não haver produção (produção zero) a empr esa terá que possuir recursos para pagar os custos fixos. Por exemplo: mes mo não produzindo a e mpresa terá que pagar o aluguel para o locador.

Para atender as especificidades do setor em estudo serão considerados custos fixos operacionais: despesas com manutenção de cercas e benfeitorias, manutenção de tratores e veículos, despesas com combustíveis, aquisição de peças e serviços, a estimativa de depreciação do período, as despesas administrativas e financeiras.

Custos Variáveis (CV) são custos decorrentes da utilização de fatores produtivos variáveis. São totalmente dependentes do volume de

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28

produção e, portanto, variam e m função da quantidade produzida ou vendida.

A classificação dos custos variáveis també m depende do setor e m que a empresa atua, porém é possível exe mplificar genericamente alguns itens de custos variáveis co muns: gastos com ma térias-primas; ener gia elétrica; mão-de-obr a direta; gastos com prêmios pela produtividade ou comissões. Na hipótese de não haver produção (produção zero) a e mpr esa não incorrerá em custos variáveis. Por exe mplo: se não houver produção, não haverá gastos com ma téria-prima, pois nada se e mprega (ou consome) de fatores variáveis.

Para atender as especificidades do setor em estudo serão considerados custos variáveis: Compr a de gado, insumos (sal mineralizado, sal proteinado, ração, vacinas, vermífugos, sêmen), folha de pagamentos e gastos com pastagens (limpeza, calcário, sementes).

Custo Total (C T) é o total de custos que a empresa incorre ao comprar os fatores ou recursos usados na produção.

Para os fins desta pesquisa a quantidade produzida, geralmente denominada de produção total, será relativa a quantidade de búfalos existentes nas unidades produtivas selecionadas para estudo.

O custo total é obtido pela soma do custo fixo mais o custo variável. A fór mula 1 expõe a metodologia de cálculo.

Fórmula 1. Custo Total (CT) C T = CF + CV

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29

O nde:

CF são os custos fixos CV são os custos variáveis

Custo Total (C T). A tabela 2 demonstra a apuração do custo total, e m que o volume de produção ou vendas será representado pela quantidade de búfalos existentes nas unidades produtivas selecionadas, os custos fixos correspondem ao uso dos fatores fixos e não varia m confor me a quantidade de animais aume nta.

N a hipótese de operar mos em curto prazo (com pelo me nos u m fator fixo de produção), apurados os custos fixos de R$ 220,00 e custos variáveis seja m estabelecidos em diferentes números de búfalos existentes, para estimar mos uma hipótese de pr evisão dos custos.

U ni d ad e A n i m al ( Qt de . b úf al o s )

C us t o Fi x o ( C F )

C u st o V a r i áv e l ( C V )

0 2 20 , 0 0 0 , 00

2 2 20 , 0 0 2 0 0, 00

5 2 20 , 0 0 3 0 0, 00

7 2 20 , 0 0 4 0 0, 00

9 2 20 , 0 0 5 0 0, 00

10 2 20 , 0 0 6 0 0, 00

11 2 20 , 0 0 8 0 0, 00

12 2 20 , 0 0 1 . 0 0 0, 0 0

Tabela 1. Forma de apuração do Custo Fixo e Variável (em R$) Fonte: a autora

A pós conhecer mos os custos fixos e variáveis, podemos notar que o custo fixo é mesmo em todos os volumes de produção e o custo variável sofre alter ação justamente porque depende da quantidade de búfalos. Agora podemos apurar o custo total da empresa, a saber:

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U ni d a d e

A n i m a l ( Qt d e .

bú f al o s )

C u s t o Fi x o ( C F )

C u s t o V ar i á v e l ( C V )

C u s t o T o ta l ( C T = C F + C V )

0 22 0, 00 0, 00 22 0 , 0 0 + 0, 0 0 = 2 20 , 0 0

2 22 0, 00 2 0 0, 0 0 22 0 , 00 + 2 0 0, 00 = 4 2 0 , 0 0 5 22 0, 00 3 0 0, 0 0 22 0 , 00 + 3 0 0, 00 = 5 2 0 , 0 0 7 22 0, 00 4 0 0, 0 0 22 0 , 00 + 4 0 0, 00 = 6 2 0 , 0 0 9 22 0, 00 5 0 0, 0 0 22 0 , 00 + 5 0 0, 00 = 7 2 0 , 0 0 1 0 22 0, 00 6 0 0, 0 0 22 0 , 00 + 6 0 0, 00 = 8 2 0 , 0 0 1 1 22 0, 00 8 0 0, 0 0 22 0 , 00 + 8 0 0, 00 = 1 . 0 20 , 0 0 1 2 22 0, 00 1 . 0 00 , 0 0 22 0 , 0 0 + 1. 0 0 0, 00 = 1 . 2 20 , 0 0 Tabela 2. Forma de apuração do Custo Total (em R$)

Fonte: a autora

A tabela 2 revela o comportamento típico dos custos: fixo, variável e total, pois ao aumentar mos a quantidade de búfalos, os custos fixos per manecem inalter ados e custos totais se eleva m devido aos custos variáveis associados aos fatores variáveis, quanto maior a produção, maior o consumo de bens e serviços inter mediários, fazendo com que os custos decorrentes do processo produto aumente m.

Confor me os estudos miroeconômicos clássicos, esse fenômeno ocorre e m curto prazo, pois a pr odução aumenta em função das diferentes combinações de fatores variáveis.

2.1.3 Apuração d os Custos Médios

A classificação dos custos e m fixos e variáveis e posterior apuração do custo total per mite u ma primeir a análise dos custos, porém, é crucial a deter minação custos médios ou custos unitários para uma avaliação mais acurada da produção. Observe as fór mulas usuais:

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Custo Fixo Méd io (CFme) é custo fixo unitário num determinado nível de produção, seu cálculo deriva da divisão do custo fixo pela quantidade de búfalos. A fórmula 2 expõe a metodologia de cálculo.

Fórmula 2. Custo Fixo Médio (CF me) C Fme = CF/Qb

O nde:

CF são os custos fixos Q b quantidade de búfalos

Custo V ariável Médio (CVme) é custo variável unitário num deter minado nível de produção, seu cálculo der iva da divisão do custo variável pela quantidade de búfalos, confor me demonstrado a seguir:

Fórmula 3. Custo Variável Médio (CV me) CVme = CV/Qb

O nde:

CV são os custos variáveis Q b quantidade de búfalos

Custo Médio (Cme) també m denominado custo total médio (CT me) é utilizado para deter minar o custo padrão de uma unidade produzida; é a deter minação do custo unitário da produção. Seu cálculo deriva da divisão do custo total de produção (CF + CV) num deter minado nível de produção pela quantidade de búfalos:

Fórmula 4. Custo Médio (Cme) ou Custo Total Médio (CT me) Cme = CFme + CVme

O nde:

CF me são os custos fixos médios CV me são os custos variáveis

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É possível obter o custo médio (Cme) por meio da divisão do custo total (CT) pela quantidade de búfalos, assim:

Fórmula 5. Custo Médio (Cme) ou Custo Total Médio (CT me) Cme = CT/Qb

O nde:

CT são os custos totais Q b quantidade de búfalos

A tabela 3 demonstra a for ma de apur ação dos custos médios custo médio (Cme) por meio da soma do CFme e do CV me, assim:

U ni d a d e

A n i m a l ( Q t d e .

b ú f a l os )

C u s t o F i xo Mé d i o ( C F m e = C F / Q b )

C u st o V ar i áv e l Mé d i o ( C V m e =C V / Qb )

C u s t o T ot al Mé d i o ( C m e = C F m e + C V m e )

0 22 0, 00 0 , 0 0 2 20 , 0 0 + 0 , 00 = 2 2 0, 0 0

2 2 2 0, 0 0 / 2 = 11 0, 00 20 0, 00 / 2 = 1 00 , 0 0

1 10 , 0 0 + 10 0 , 00 = 2 1 0, 00 5 2 20 , 0 0/ 5 = 4 4, 00 3 0 0, 0 0 / 5 = 60 , 0 0 4 4, 00 + 6 0 , 00 = 1 0 4, 0 0 7 2 20 , 0 0/ 7 = 3 1, 42 4 0 0, 0 0 / 7 = 57 , 1 4

31 , 4 2 + 57 , 1 4 = 8 8, 5 6 9 2 20 , 0 0/ 9 = 2 4, 44 5 0 0, 0 0 / 9 = 55 , 5 5

24 , 4 4 + 55 , 5 5 = 7 9, 79 1 0 2 2 0, 0 0 / 10 = 2 2, 00 60 0, 00 / 1 0 = 60 , 0 0

22 , 0 0 + 60 , 0 0 = 8 2, 0 0

1 1 2 2 0, 0 0 / 11 = 2 0, 00 80 0, 00 / 1 1 = 72 , 7 2 20 , 0 0 + 72 , 7 2 = 9 2, 7 2 1 2 2 2 0, 0 0 / 12 = 1 8, 33 1. 00 0, 00 / 1 2 = 83 , 3 3 1 8, 33 + 8 3 , 00 = 1 0 1, 6 6

Tabela 3. Forma de apuração dos Custos Médios (em R$) Fonte: a autora

2.2 D emonstrações Fin anceiras

A s demonstrações financeiras representa m à forma técnica que evidencia os fatos patrimoniais ocorridos em deter minada gestão administrativa.

A estrutura das de monstrações financeir as aqui expostas são e mbasadas nas obras de três autores: Braga (1992); H oji (2003) e N eves

& Viceconti (2003) e na Lei no. 6.404 de 15 de deze mbro de 1976 e suas

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alterações, principalmente com as mudanças tr azidas pela Lei no. 11.638 de 28 de deze mbro de 2007.

A s demonstrações financeiras exigidas por lei e que serão objeto do estudo são: (a) Balanço Patrimonial e (b) D emonstrativo do Resultado do Exercício.

2.2.1 Balanço Patrimonial

É uma de monstração contábil que tem por objetivo mostrar a situação financeira e patri monial de uma entidade numa determinada data, representando, portanto, uma posição estática da mes ma. O Balanço apresenta os A tivos (bens e direitos) e Passivos (exigibilidades e obrigações) e o P atrimônio Líquido, resultante da diferença entre o total de ativos e passivos.

O balanço patrimonial é uma das peças extraídas dos livros contábeis, que faz parte do conjunto das demonstrações financeir as, representa de for ma sintética o patrimônio da empresa em deter minado mo mento, elaborado segundo os princípios contábeis geralmente aceitos.

O balanço patrimonial é a demonstração que apresenta todos os bens e direitos da empresa e apresenta a posição patrimonial e financeira e u ma e mpresa em dado mo mento. A infor mação que esse de monstrativo fornece é total mente estática e, muito provavelmente, sua estrutura se apresentará relativamente diferente algum te mpo após seu encer rame nto do exercício social.

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2.2.1.1 Estrutura do Balanço Patrimonial

O demonstrativo contábil denominado Balanço P atrimonial é elaborado em for ma equacional, sendo o lado positivo representado pelo A tivo, que são os direitos e os bens e o lado negativo representado pelo Passivo representando as obrigações, e a difer ença entr e A tivo e Passivo, é o P atrimônio Líquido que representa o investimento dos proprietários na constituição da empr esa.

Ativo

N o ativo, as contas devem s er dispostas e m or dem decrescente de liquidez, os ele mentos r egistrados estão estruturados nos seguintes subgrupos: 1) A tivo Circulante; 2) Ativo Realizável a Longo Prazo; 3) A tivo P ermanente.

O critério de classificação das contas do A tivo está no § 1º do artigo 178 da Lei 6.404/76, que define: N o ativo, as contas são dispostas e m ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos nelas registradas no seguinte grupo: a) Ativo circulante; b) Ativo realizável a longo prazo; c) A tivo per manente, dividido em investimentos, ativo imobilizado e ativo diferido.

Ativo Circulante

O ativo circulante subdivide-se em: a) D isponível; b) Direitos Realizáveis no Exercício Seguinte; c) Estoques; d) Despesas A propriáveis no Exercício Seguinte. A tivo Circulante: é composto pelas contas de liquidez imediata, e sua classificação está estabelecida no

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artigo 179, item I da Lei 6.404/76, do seguinte modo: I no ativo circulante: as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do exercício social subseqüente e as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte.

D eve-se entender como disponível, as contas onde são registrados os valores que representa m o dinheiro em caixa, os saldos disponíveis e m contas de movimento bancário, os saldos de contas relativas aos ativos imediatamente liquidáveis.

D ireitos Realizáveis no Exercício Seguinte, classifica m-se neste subgrupo: a) saldos relativos a aplicações em valores mobiliários, operações no mer cado aberto e saldos de recursos para os quais não haja uma necessária aplicação no mo mento; b) contas a receber, com vencimentos para o exercício seguinte.

D espesas Apropriáveis no Exercício S eguinte, registram-se neste subgrupo os valores das despesas antecipadas, devem ser apropriado como os prêmios de seguros e despesas financeiras diferidas, referentes a financia mentos apropriáveis no exercício seguinte.

Ativo Realizável em Longo Prazo

Confor me o ornamento legal, a composição deste agrupamento é composto, a saber:

I - Direitos Realizáveis após o encerramento do Exercício Seguinte: Neste subgrupo serão registradas, dentre outras contas, as que representam os seguintes direitos, realizáveis após o encerramento do

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exercício seguinte: Duplicatas a Receber , Adiantamentos ou E mpréstimos a Fornecedores ou a Sociedade Coligada ou Controlada, A diantamentos ou Empr éstimos a Diretores.

II- Despesas A propriáveis após o encerramento do Exercício Seguinte: São registradas neste subgrupo, as despesas antecipadas, referentes a encargos financeiros exigíveis após o exer cício seguinte ao do encerra mento do Balanço. O item II do Art. 179 da Lei 6.404/76 estabelece que:

II no ativo realizável e m longo prazo: os direitos realizáveis após o tér mino do exercício seguinte, assim como os derivados de vendas, adiantamentos ou empr éstimos a sociedades coligadas ou controladas (art. 243), diretores, acionistas ou participantes do lucro da companhia, que não constituírem negócios usuais na exploração objeto da companhia.

Ativo Perm anente

D ivide-se e m tr ês subgrupos: a) Investimentos; b) I mobilizado; c) D iferido.

Investimentos, este subgrupo divide se em: a) as participações per manentes em outras sociedades; b) os empreendimentos relativos ao plantio de florestas destinados à proteção do solo ou à preservação do meio a mbiente, sem que se destinem à manutenção da atividade da e mpresa; c) as aplicações em Incentivos Fiscais, após o recebimento do Certificado de Investimento (CI), quando houver a intenção de manter

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37

estes valores como investimentos; d) as importâncias aplicadas na aquisição de imóveis, desde que não sejam para revenda ou destinadas à manutenção das atividades da e mpresa ( ex: imóveis para aluguel); e) as aplicações em ouro, quando não constare m do objeto social da pessoa jurídica.

I mobilizado, consta m nesse subgrupo os bens e os direitos que tenham por objeto bens destinados para a manutenção das atividades da e mpresa ou exercidos com essa finalidade, abrange até as atividades de propriedade industrial ou comercial. Subdivide e m: máquinas, equipamentos, construções, direito de exploração de minas e jazidas, reservas florestais, patentes de invenções e marcas, fór mulas e processo de fabricação, ponto comer cial e outros direitos de idêntica natureza, deverão ser classificados neste subgrupo, classifica-se ta mbé m, as benfeitorias realizadas em i móveis de terceiros.

A tivo Diferido, neste subgrupo figuram as seguintes aplicações: a) os juros pagos ou creditados aos acionistas durante o período que anteceder ao início das operações sociais; b) as despesas pré- operacionais ou pré-industriais, quando não se identificare m co m elementos específicos do A tivo P er manente I mobilizado ou de Investimentos; c) as despesas com pesquisas científicas ou tecnológicas, quando não exercida opção para apropriação direta em conta de resultado; d) as despesas com o desenvolvimento de jazidas ou minas; e) as despesas com a reestruturação, reorganização ou modernização das e mpresas; f) as benfeitorias ou construções em i móveis locados, se m

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direito a indenização, cujo contrato tenha prazo deter minado; g) as despesas com prospecção e cubagem de jazidas e depósitos, realizadas por concessionárias de pesquisas ou lavra mineral, sob orientação técnica de engenheiro de minas; h) a parte dos custos, encargos e despesas operacionais, registrados durante o período em que a empresa, e m fase inicial de operação, utilizou apenas parcial mente os seus equipamentos ou as suas instalações.

Passivo

E m ordem decrescente de exigibilidade, as contas do passivo são estruturadas nos seguintes grupos: a) P assivo Circulante b) Passivo Exigível em Longo Prazo c) Resultados de Exercícios F uturos d) Patrimônio Líquido Segundo o § 2º do Art. 178 da Lei 6.404/76 estabelece que: No passivo, as contas serão classificadas nos seguintes grupos: a) P assivo circulante; b) Passivo exigível a longo prazo; c) Resultados de exercícios futuros; d) Patrimônio líquido, dividido e m capital social, reservas de capital, reservas de reavaliação, reser vas de lucros e lucros ou prejuízos acumulados.

N o Passivo Circulante são escrituradas as obrigações da empr esa, inclusive financiame ntos para aquisição de direitos do A tivo P er manente, vencíveis no exercício seguinte. Neste grupo classifica m se os seguintes subgrupos: a) Fornecedores; b) E mpréstimos Bancários; c) O brigações Tributárias; d) Obrigações Sociais; e) P rovisão para o I mposto de Renda e Contribuição Social.

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A s principais contas do passivo circulante são: fornecedores:

origina-se das operações de compra a prazo, no mercado nacional ou exter ior, de matérias-primas destinadas ao processo produtivo, mercadorias com a f inalidade de revenda ou outros materiais ou insumos.

D uplicatas a Pagar Coligada ou Controlada: refere-se às obrigações da sociedade originárias de transações nor mais a prazo, de coligadas ou controladas, como se fossem qualquer outro fornecedor. Tributos a Pagar/Recolher: compr eende as obrigações relativas a impostos, taxas e contribuições. Salários e Encargos Sociais: co mpõem-se das obrigações da empr esa para com s eus empr egados e aos agentes ar recadadores de contribuições sociais, bem co mo as obrigações conhecidas co mo previsíveis e calculáveis na data do balanço. Empr éstimos e Financiamentos de Instituições Financeiras: compr eendem os recursos obtidos pela e mpresa junto a instituições financeiras do país com a finalidade de financiar imobilizações ou o próprio giro do negócio. Alé m das contas descritas aci ma, podemos encontrar muitas outras contas no passivo circulante, tais co mo: adianta mentos, contas a pagar, dividendos, gratificações e participações, emprésti mos em moeda estrangeira etc.

Passivo Exigível em L ongo Praz, são as contas que representam as obrigações vencíveis após o encerramento do exercício seguinte, incluindo financiamentos para aquisição de direitos do Ativo Per manente. Classificam-se neste grupo as seguintes contas: a) Financiamentos; b) Hipotecas; c) Parcela mentos de D ébitos F iscais e Sociais; d) Créditos de E mpresas Coligadas e Controladas; e) Pr ovisão

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para o Imposto de Renda e Contribuição S ocial sobre lucros cuja tributação seja diferida.

Resultados de Exercícios Futuros referem-se às receitas diferidas e antecipadas, conforme exige a legislação vigente, as contas que devem integrar os resultados de exercícios futuros deve m ser as receitas de exercícios futuros e os seus custos e suas despesas correspondentes.

Patrimônio Líquido é a diferença entre o A tivo e o Passivo Exigível, que representa a primeira orige m de recursos da empr esa. As contas que constitue m esse grupo são as seguintes: a) Capital S ocial b) Reservas de Capital c) Reservas de Reavaliação d) Reservas de Lucros e) Lucros ou Prejuízos Acumulados.

2.2.2 Demonstrativo d o Resultado d o Exercício

A D emonstração do Resultado do Exercício _ DRE é u m demonstrativo financeiro que serve para exprimir co m clareza o resultado que a empresa obteve no exercício social. A DRE mostra a conseqüência - o lucro ou o prejuízo - das operações da e mpr esa realizadas e m u m deter minado período de te mpo, be m co mo os ele mentos de despesas e receitas que deter minar am esse resultado positivo ou negativo.

O modelo de estrutura de DRE que iremos utilizar para a finalidade da pesquisa é condizente co m figura apresentada na tabela 4:

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Receita Operacional Bruta (ROB) (-) deduções e abatimentos

(=) Receita Operacional Líquida (ROL) (-) Custo variáveis

(=) Lucro Bruto (-) Custos fixos (=) Lucro Operacional

(-) Custos não-operacionais (ou extra operacionais) (=) Lucro Líquido Antes do Imposto de Renda (LAIR) (-) Previsão para o imposto de renda

(-) Provisão para Contribuição social sobre o Lucro Líquido

(=) Lucro Líquido Depois do Imposto de Renda (LLE) Tabela 4. Demonstrativo do Resultado do Exercício

Fonte: a autora

Os conceitos relativos aos custos fixos e variáveis fora m explicitados anter ior mente.

A Lei 6404/76 classificou as despesas e receitas financeiras como elementos de natureza operacional. O ponto de vista da A dministração Financeira dif ere neste critério, pois, entende que o Lucro O peracional deve corresponder ao resultado das operações principais da e mpr esa, independente mente das despesas geradas pelos empr ésti mos e financia mentos e das receitas oriundas das aplicações de recursos te mporaria mente disponíveis.

O objetivo principal dos administradores financeiros é maximizar a riqueza da empresa ou o preço da ação da e mpresa. O objetivo secundário é maximizar o lucro por ação.

No esforço para obter lucros ótimos, u ma e mpresa pode negligenciar o risco, ou seja, decisões de investimentos baseadas e m

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custos elevados podem causar o desapareci mento do lucro ou fazê-lo flutuar excessivamente, e isso pode levar à insolvência ou a uma grande parcela de incertezas.

Investidores e credores buscam e m u ma e mpresa os retornos mais elevados possíveis e menor risco possível. Os credores não querem que a e mpresa mudanças desnecessárias, que poderiam levá-la à uma situação de insolvência técnica2.

2.3 Avaliação Econômico-Financeira

A s técnicas e conceitos selecionados para esta pesquisa fora m e mbasados nas obras de cinco autores-chaves, a saber: Braga (1992);

G itman (2001); G roppelli & Nikbakht (2002) e H oji (2003).

2.3.1 Liqu id ez

A administração da liquidez é certa mente u m dos problema s mais importantes enfrentado pelos gestores financeiros, pois a administração dos Ativos e Passivos Circulantes está inti mamente relacionada com o nível de risco que a administração da e mpresa está disposta a enfrentar.

E m ter mos de possibilidades extremas: quanto maior for a concentração de investimentos da empresa em ativos líquidos, como caixa, aplicações imediata liquidez, em relação ao volume de suas

2 A insolvência técnica refere-se a incapacidade da empresa em honrar suas dívidas.

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dívidas de curto prazo, maior será sua liquidez e, portanto, menor o nível de riscos que estará assumindo. Em outro extremo, teríamos o direcionamento do investimento para os ativos de longo prazo de realização, deixando uma proporção menor de ativos líquidos para cobertura de dívidas de curto prazo. N este caso, o risco será maior, pois o pagame nto pontual das dívidas em curto prazo dependerá de novos financia mentos e da velocidade da realização dos Ativos Circulantes menos líquidos como Estoques e D uplicatas a Receber.

O indicador de liquidez de uma e mpresa revela a capacidade de pagamento que ela te m, e m deter minado mo mento, para atender todos os seus compromissos por meio da realização de seus Ativos. Portanto, revelam a situação financeir a da empresa e m deter minado período de te mpo.

Para os fins desta pesquisa foi utilizado apenas o índice de liquidez corrente, uma vez que este indicador evidencia a capacidade que a e mpresa te m para honrar suas dívidas em curto prazo3.

A liquidez cor rente revela se há recursos financeiros para a realização das dívidas em curto prazo, e assim, garantir o equilíbrio das entradas e saídas de caixa.

Fórmula 6. Índice de Liquidez Corrente (LC) LC = AC / PC

3 Curto prazo, período correspondente aos próximos 12 meses a partir da publicação do Balanço Patrimonial.

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