• Nenhum resultado encontrado

E STÁGIO PROFISSIONALIZANTE DO6 º ANO

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2019

Share "E STÁGIO PROFISSIONALIZANTE DO6 º ANO"

Copied!
10
0
0

Texto

(1)

Aluna

: Sara Isabel Chaves Martins

: 2009304

Turma

: 3

Junho de 2015

RELATÓRIO FINAL | ESTÁGIO PROFISSIONALIZANTE DO 6º ANO

NOVA MEDICAL SCHOOL

Faculdade de Ciências Médicas

(2)

ÍNDICE

INTRODUÇÃO...2

SÍNTESE DOS ESTÁGIOS...2

Cirurgia...2

Medicina...3

Saúde Mental...4

Medicina Geral e Familiar...6

Pediatria...6

Ginecologia e Obstetrícia...7

(3)

I. INTRODUÇÃO

O Mestrado Integrado em Medicina engloba 6 anos de curso, sendo o 6º e último um ano profissionalizante, onde se insere o Estágio Profissionalizante. Os alunos passam por diferentes especialidades, onde têm a oportunidade de exercer uma prática clínica orientada e tutelada.

O presente relatório, elaborado no âmbito do Estágio Profissionalizante do 6º ano do Mestrado Integrado em Medicina, pela Faculdade de Ciências Médicas da Nova Medical School (FCM-NMS), tem como finalidade a descrição das principais atividades por mim desempenhadas ao longo deste ano, dos aspetos que considerei serem os mais positivos, bem como daquelas que foram para mim as maiores dificuldades. Este Estágio decorreu entre 15 de setembro de 2014 e 22 de maio de 2015, dividindo-se por 6 Estágios Parcelares.

Considero que os principais objetivos deste Estágio foram: uma abordagem clínica e humana na relação médico-doente; contacto com o doente de forma mais autónoma, permitindo uma melhor perceção do impacto que a doença tem na sua vida; integração de conhecimentos teóricos com a prática clínica; ganho de aptidões para a realização de determinados gestos terapêuticos e do exame objetivo; contacto com aquelas que são as patologias mais frequentes e mais representativas de cada especialidade; contacto direto com o Serviço de Urgência (SU), e a integração numa equipa hospitalar e perceção da sua dinâmica.

Este relatório encontra-se dividido em três secções: a primeira sendo a presente nota introdutória; de seguida faço, por ordem cronológica, um resumo de cada um dos estágios parcelares por que tive oportunidade de passar, descrevendo de forma sucinta as atividades desenvolvidas no decurso de cada um; por fim, concluo com uma reflexão crítica, onde abordo de forma global o Estágio Profissionalizante, relatando o cumprimento ou incumprimento dos objetivos do mesmo, bem como dando a minha opinião em relação a determinados assuntos que considero de relevo.

II. SÍNTESE DOS ESTÁGIOS

(4)

semana de aulas teóricas, 4 semanas de Cirurgia Geral sob tutoria do Dr. João Sousa Ramos, 2 semanas de Anestesiologia sob tutoria do Dr. Fábio Lavos Martins e 1 semana de Serviço de Urgência (SU).

Durante as 4 semanas de Cirurgia Geral, frequentei: o Bloco Operatório, onde assisti a inúmeras cirurgias e participei como 2ª ajudante numa delas (herniorrafia inguinal); a Enfermaria, onde assisti semanalmente à visita clínica, tendo praticado também o exame objetivo dirigido e redigido os diários clínicos dos doentes; a Consulta Externa de Cirurgia Geral, onde ajudei na remoção de agrafos cirúrgicos; o SU.

Durante as 2 semanas de Anestesiologia, pude frequentar: o Bloco Operatório e a Unidade de Cuidados Anestésico-Cirúrgicos (UCPA), onde pude realizar uma intubação endotraqueal e observar a realização dos diversos procedimentos anestésicos; a Consulta de Avaliação Anestésica, onde avaliei a classificação de Mallampati dos doentes e assisti à realização da anamnese dirigida à avaliação anestésica; a Consulta da Dor, onde me foi permitido adquirir uma maior consciência acerca da grande associação que existe entre doença neoplásica e dor crónica, bem como a associação de humor deprimido.

Na última semana de estágio teve lugar o Mini Congresso, onde os alunos de 6º ano apresentaram um caso com que tinham contactado durante o estágio. Fiz, juntamente com dois colegas, uma apresentação intitulada “Caso Clínico - Icterícia Indolor”, tendo ainda assistido às

restantes apresentações elaboradas pelos meus colegas.

Atribuí a este estágio um balanço positivo, pela competência e profissionalismo dos tutores, bem como do restante pessoal da equipa médica, que possibilitaram a aquisição de novos conhecimentos teóricos e práticos essenciais para a formação de qualquer futuro médico.

Considerei ainda muito proveitoso o facto de ter observado a articulação existente com outras especialidades, sob uma perspetiva integrativa, uma vez que até ao momento apenas as tinha conhecido na sua componente individual.

(5)

de Curry Cabral (HCC), sob regência do Prof. Doutor Fernando Nolasco e tutoria da Dra. Claudia Mihon.

Frequentei a Enfermaria, assistindo semanalmente à visita clínica, onde apresentei alguns doentes, tendo tido doentes a meu cargo, fazendo a anamnese, exame objetivo e redação do seu diário clínico, para além de discutir posteriormente cada um dos casos com a minha tutora, propondo exames complementares de diagnóstico (ECD) e terapêutica adequados; a Consulta Externa de Medicina Interna; o SU, que frequentei no Hospital de S. José, onde também ajudei na realização da anamnese e exame objetivo dirigidos, redação de diários clínicos em contexto de urgência, bem como na sugestão de qual a atitude terapêutica mais adequada a cada caso.

Assisti a Sessões Clínicas no Serviço, todas as 4ª feiras, a Aulas Teórico-Práticas, lecionadas no HCC ao longo do estágio, e ainda a Seminários, que decorriam na FCM-NMS, todas as 4ª feiras, durante as primeiras 6 semanas de estágio. Realizei, ao longo do estágio, histórias clínicas que discuti posteriormente com a minha tutora, apenas com fins de formação. No último dia de estágio, foi-me atribuído um doente de forma aleatória, e foi-me dada 1h para fazer a colheita da história clínica e respetiva redação, que foi depois alvo de avaliação pelo diretor do Serviço (Dr. Nuno Riso) e pela minha tutora. Realizei ainda, juntamente com os meus colegas, uma

apresentação intitulada “Doença Inflamatória Intestinal”, que foi apresentada na última semana de

estágio para os tutores e médicos assistentes, e que foi alvo de avaliação.

Foi um estágio que considerei de extrema utilidade nesta fase formativa, uma vez que permitiu a consolidação, de forma vasta e muito completa, dos conhecimentos previamente adquiridos. Para isso contribuiu, sem dúvida, a autonomia que me foi concedida, que me permitiu colocar em prática vários conhecimentos e, assim, consolidá-los muito mais facilmente, para além do excelente acompanhamento que tive, não apenas por parte da minha tutora, como por todos os membros do Serviço, que sempre se mostraram disponíveis e com vontade de ensinar.

(6)

26/01 a 20/02 de 2015, sob regência do Prof. Doutor Fernando Miguel Teixeira Xavier, e tutoria do Dr. Bruno Trancas.

Durante este estágio, frequentei o Internamento do Serviço de Psiquiatria, que penso ter sido uma grande vantagem, uma vez que me permitiu contactar com aquelas que são as patologias mais representativas desta especialidade, bem como observar determinadas peculiaridades, como seja o seu manuseamento destes doentes em contexto de internamento, em praticamente tudo diferente daquele utilizado noutras especialidades, como a própria duração do internamento, cuja média é maior do que aquela que se verifica noutras áreas; o SU, onde também pude observar as peculiaridades da abordagem ao doente neste contexto, para além de ter presenciado uma situação frequente nesta especialidade: a do doente sob internamento compulsivo; as atividades do Hospital de Dia, que frequentei juntamente com as terapeutas ocupacionais e alguns dos doentes internados, e que me permitiu tomar consciência da importância da estimulação dos doentes, que muitas vezes apresentam um comportamento diferente daquele que assumem habitualmente no internamento.

Assisti às Sessões Clínicas e às reuniões com as Equipas Comunitárias, que decorriam às 4ª feiras no HFF. Nestas reuniões eram debatidas questões pontuais e relevantes acerca dos doentes internados, dos que estavam a ser seguidos na comunidade ou ainda dos que participavam nas atividades do Hospital de Dia, havendo um cariz de integração de informações e troca de opiniões, de forma a que a abordagem a cada um dos doentes fosse a mais adequada possível. Colhi também uma história clínica psiquiátrica, de um doente com diagnóstico de esquizofrenia, tendo posteriormente redigido uma Vinheta Clínica, que foi alvo de discussão e avaliação pelo meu tutor. Realizei ainda, juntamente com os meus colegas, um trabalho intitulado

“Psicoterapias”, que foi apresentado na penúltima semana de estágio e alvo de discussão.

(7)

4) Medicina Geral e Familiar: Este estágio, sob regência da Prof. Doutora Isabel Santos, teve uma duração total de 4 semanas, decorrendo entre 23/02 e 20/03 de 2015. Teve lugar na

Unidade de Saúde Familiar (USF) Luísa Todi (meio urbano – Setúbal), sob tutoria da Dra. Maria

José Hilion.

Realizei, o Diário do Exercício Orientado (DEO), alvo de discussão e avaliação na FCM-NMS, no último dia de estágio. Deste faziam parte, para além de outros componentes, uma Análise de Situação, onde discuti a prescrição de ECD numa doente que estava a ser alvo de diagnóstico diferencial entre patologia pulmonar ou cardíaca, e uma Apresentação de Caso, de uma doente que selecionei de entre as que compareceram à consulta.

Foi um estágio gratificante e muito útil para o futuro, principalmente pelo contacto e prática de uma Medicina Familiar. Apercebi-me do papel importante, e por vezes menosprezado, que a estrutura familiar desempenha na vida social e no bem estar físico e psicológico dos utentes. Por outro lado, percebi também o papel fulcral que o médico desempenha na prevenção primária e no

manuseamento, em simultâneo, das várias patologias do doente, funcionando como um “elo de ligação” entre outras especialidades que o doente frequente. No decorrer das diversas consultas, notei uma elevada prevalência de casos sociais, destacando a importância de questionar diretamente o utente acerca destas questões, de forma a que possa ser feito o devido acompanhamento. Achei também interessante a existência de uma forte relação empática entre o médico e a grande maioria dos seus utentes, algo que é muito mais frequentemente observado nesta especialidade, devido à longa duração da relação médico-doente. Fui sempre muito bem acompanhada pela minha tutora, o que contribuiu grandemente para a assimilação dos conhecimentos transmitidos, bem como para a consolidação dos anteriormente adquiridos.

5) Pediatria: Este estágio teve uma duração de 4 semanas, tendo decorrido entre 23/03 e 24/04 de 2015 (férias da Páscoa: 30/03 e 3/04 de 2015), no Hospital Dona Estefânia (HDE), sob regência do Dr. Luís Varandas e tutoria do Dr. António Bessa.

Através de sorteio, foi-me atribuída a “subespecialidade” de Pediatria Médica. Frequentei a

(8)

tendo-me sido permitido, por vezes, a realização de pequenos gestos do exame objetivo, como a auscultação cardiopulmonar e a palpação abdominal, observando de seguida a respetiva redação dos diários clínicos; a Consulta de Pediatria Médica; a Consulta de Imunoalergologia, que frequentei apenas durante uma manhã, mas que me deu a oportunidade de adquirir algumas noções básicas desta especialidade, com a qual nunca tinha contactado anteriormente; o SU, onde pude contactar com as principais patologias em idade pediátrica, bem como observar as particularidades da abordagem, em muito diferente da utilizada com doentes em idade adulta.

Assisti a Sessões Clínicas, que tinham lugar às 3ª e 5ª feiras, no anfiteatro do HDE. Assisti também a duas Aulas Teórico-Práticas de Imunoalergologia, na biblioteca do Serviço de Imunoalergologia. Realizei uma história clínica pediátrica, de uma doente com diagnóstico de bacteriémia oculta, que posteriormente discuti e corrigi com o meu tutor. Realizei também,

juntamente com uma colega, um Seminário com o título “Otite Média Aguda”, que foi apresentado

no último dia de estágio, perante diversos médicos assistentes, e sujeito a discussão e avaliação pelos mesmos. Assisti igualmente à apresentação dos restantes seminários pelos meus colegas.

Considero que foi um bom estágio, também essencial para a formação do futuro médico, uma vez que se trata de uma especialidade com bastantes peculiaridades. No entanto, tenho pena de não ter tido um acompanhamento mais sólido. Isto deve-se ao elevado número de Internos e alunos no Serviço onde fiquei, pelo que era por vezes difícil desempenhar determinadas atividades, como a observação dos doentes e redação de diários clínicos, de forma autónoma, tendo na maioria das vezes apenas observado a sua realização.

6) Ginecologia e Obstetrícia: Este estágio teve uma duração de 4 semanas, entre 27/04 e 22/05 de 2015, decorrendo na Maternidade Dr. Alfredo da Costa, sob regência do Prof. Doutor Miguel Xavier e tutoria da Dra. Catarina Júlio e Dra. Sílvia Vieira.

(9)

Ginecologia; o Serviço de Procriação Medicamente Assistida, onde pude acompanhar todo o processo desde que o casal decide iniciar o tratamento até à transferência dos embriões, tendo tido a oportunidade de adquirir conhecimentos nesta área, com que nunca tinha contactado. Nas 2 semanas dedicadas à Obstetrícia, frequentei: a Consulta de Diabetes e Gravidez; a Consulta de Alto Risco, onde pude ficar a compreender melhor os vários fatores de risco para a gravidez, bem como qual deve ser o comportamento adotado pelas grávidas que, para um mesmo fator de risco, pode ser diferente, consoante a idade gestacional, idade materna e outros fatores; a Enfermaria da Medicina Materno-Fetal; o Bloco Operatório de Obstetrícia. Ao longo destas 4 semanas, frequentei também, por um período total de 48h, o SU.

Realizei uma apresentação, individual, intitulada “Distúrbios Hipertensivos da Gravidez –

Pré-eclâmpsia”, que apresentei no penúltimo dia de estágio, para os meus colegas e para a Dra. Ana

Campos, tendo sido alvo de discussão e de avaliação.

Trata-se de um estágio que foi muito completo diversificado, tendo tido a oportunidade de passar por diversos serviços, pelo que considero ter sido extremamente formativo. Tive sempre um bom acompanhamento, quer por parte das minhas duas tutoras, quer pelo restante pessoal da Maternidade com quem contactei, que se mostraram simpáticos e sempre dispostos a ensinar.

III. REFLEXÃO CRÍTICA

Considero que o Estágio Profissionalizante é um elemento chave na finalização do Mestrado Integrado em Medicina. Ao permitir a passagem por diversas áreas da Medicina, permite a transmissão e consolidação de conhecimentos que são essenciais a qualquer futuro médico, independentemente da especialidade a que se dedique futuramente.

(10)

outros Hospitais com capacidade formativa, para além daqueles designados pela Faculdade, como se verificou no Estágio Parcelar de Medicina Geral e Familiar e no Estágio Clínico Opcional. Penso que esta medida permitiria uma diminuição da sobrecarga dos tutores, que teriam maior disponibilidade para cada um dos alunos sob sua tutoria.

Embora não faça parte do Estágio Profissionalizante, gostaria de referir a importância que considero ter tido a Unidade Curricular Opcional, em que escolhi fazer um Estágio Clínico em Gastrenterologia. Foi-me assim permitido contactar com uma área com a qual tinha contacto pouco antes, podendo aprofundar e adquirir alguns conhecimentos, bem como ficar a compreender melhor a dinâmica da especialidade. Uma experiência que considerei, sem dúvida, enriquecedora e de relevância nesta fase formativa.

Gostaria ainda de mencionar que, infelizmente, ao contrário do que gostaria, não tive muitas oportunidades de comparecer a determinados Congressos ou Jornadas, ou de realizar outras atividades formativas complementares. Isto deve-se, em parte, ao facto de, durante todo o curso, ter residido em Setúbal, fazendo todos os dias cerca de 3h de viagem, o que por vezes dificultou o acesso a estas atividades. Por outro lado, algumas destas tinham um determinado custo que, embora compreensível, também condicionou o meu acesso. No entanto, terminado agora o Mestrado Integrado em Medicina e tendo maior facilidade de acesso, pretendo comparecer mais assiduamente a estas atividades.

Referências

Documentos relacionados

O Museu Digital dos Ex-votos, projeto acadêmico que objetiva apresentar os ex- votos do Brasil, não terá, evidentemente, a mesma dinâmica da sala de milagres, mas em

De seguida, vamos adaptar a nossa demonstrac¸ ˜ao da f ´ormula de M ¨untz, partindo de outras transformadas aritm ´eticas diferentes da transformada de M ¨obius, para dedu-

nhece a pretensão de Aristóteles de que haja uma ligação direta entre o dictum de omni et nullo e a validade dos silogismos perfeitos, mas a julga improcedente. Um dos

Equipamentos de emergência imediatamente acessíveis, com instruções de utilização. Assegurar-se que os lava- olhos e os chuveiros de segurança estejam próximos ao local de

•   O  material  a  seguir  consiste  de  adaptações  e  extensões  dos  originais  gentilmente  cedidos  pelo 

Com o objetivo de compreender como se efetivou a participação das educadoras - Maria Zuíla e Silva Moraes; Minerva Diaz de Sá Barreto - na criação dos diversos

Completado este horário (09h do dia 24 de fevereiro), a organização encerra os revezamentos e fecha a área de troca, não sendo mais permitida a entrada de nenhum atleta

No caso de falta de limpeza e higiene podem formar-se bactérias, algas e fungos na água... Em todo o caso, recomendamos que os seguintes intervalos de limpeza sejam respeitados. •