Ficha de Unidade Curricular
Unidade Curricular
Designação: Design Cerâmica e Vidro II Área Científica: Design de Produto
Ciclo de Estudos: Licenciatura (despacho 25545-AL/2007) Carácter: Obrigatória
Ano Lectivo: 2008/2009 Semestre: 3º
ECTS: 9
Tempo de Trabalho:
Horas de Contacto : 120 - Prático e Laboratorial (PL) Horas de Trabalho Autónomo: 123
Total: 243
1. Pré-requisitos:
2. Objectivos/resultados de aprendizagem gerais 3. Objectivos/resultados de aprendizagem específicos:
4. Objectivos/resultados de aprendizagem transversais (ou partilhados com outras UC) 5. Objectivos complementares (não tem)
6. Conteúdo programático completo (em português) 7. Metodologia de aprendizagem
8. Avaliação de conhecimentos e competências 9. Bibliografia recomendada
10. Bibliografia complementar 11. Recursos físicos
12. Distribuição de horas totais de trabalho em 20 semanas por conteúdos programáticos e por métodos pedagógicos
1. Pré-Requisitos:
O discente deverá ter competências na área, do Desenho, das Tecnologias de Produção, das Ciências Sociais e Humanas e dos Estudos Críticos que lhe permitam prosseguir no sentido do alargamento e aprofundamento dos seus conhecimentos e compreensão, bem como no incremento da sua capacidade em resolver problemas.
2. Objectivos de Aprendizagem Gerais:
O aluno deve:
- desenvolver uma pratica metodológica de desenvolvimento de ideias - conhecer e aplicar uma estrutura de projecto faseada
- criar mecanismo de identificação de conjunturas que possam ser resolvidas através da disciplina de projecto.
- saber comunicar as suas ideias - ter capacidade de trabalho em equipa
3. Objectivos de Aprendizagem Específicos:
Pretende-se que o discente:
- Dê respostas viáveis tecnicamente, mas também esteticamente enquadradas;
- Conheça e domine os materiais cerâmicos, através do seu manuseamento, de forma lúdica, e operativa, em práticas laboratoriais;
- Saiba concretizar uma selecção e sua aplicação em projecto de materiais, tecnologias e processos produtivos, de forma funcional, económica, ambiental e socialmente adequada.
- Projecte em contextos específicos/simulados, fundamentando opções de projecto com base em investigação adequada a esses cenários.
- Desenvolva processos de investigação que revelem uma prática interdisciplinar.
- Desenvolva e aplique metodologias específicas para os exercícios de projectos, nomeadamente metodologias de apoio à criatividade e desenvolvimento de ideias (brainstorming) e metodologias de avaliação e tomada de decisão;
- Saiba definir uma estratégia de comunicação dos conteúdos do exercício de projecto.
- Apresente oralmente os projectos criando os enquadramentos necessários ao pleno
entendimento dos mesmos, conseguindo gerar sentimentos de apetência em relação aos
mesmos
4. Objectivos de Aprendizagem Transversais:
Capacidade de exprimir oralmente, de produzir textos e representar graficamente as suas ideias.
Capacidade de trabalhar autonomamente;
Compreensão de textos em língua inglesa;
Saber relacionar diferentes áreas do saber;
Conhecimentos sobre técnicas e práticas de múltiplas tecnologias oficinais Dominar as ferramentas de desenho por computador
5. Objectivos complementares Não tem
6. Conteúdos Programáticos:
1. O Espaço Habitado 1.1. Enquadramento geral
2 . Projecto 1 – Revestimentos - Concurso de Design – Apresentação do Briefing 2.1. Enquadramento geral
2.2. Qualidades operacionais
2.3. Características intrínsecas e extrínsecas 2.3.1. Matéria, superfície e cor
3.3.2. Comunicação
2.4 Apresentação e análise de casos de estudo 2.5. Identificação dos campos de actuação 2.6. Desenvolvimento do projecto
2.6.1. Pesquisa de materiais e de pré-existências – desenvolvimento de painel de inspiração 2.6.2. Estudos Preliminares
2.6.3. Desenvolvimento de propostas 2.6.4. Selecção
2.6.5. Especificações técnicas e funcionais 2.6.6. Execução tridimensional
2.6.7. Verificação da eficácia do produto 2.6.8. Correcções / alterações ao projecto
2.6.9. Apresentação do portefólio de desenvolvimento do projecto: Painel de inspiração,
esboços, memória descritiva e conceptual, desenhos técnicos, cartazes de apresentação,
maquetes e protótipos.
3. Projecto 2 – Pertencer ao Lugar – Apresentação do Briefing 3.1. Identificação dos campos de actuação
3.2. Desenvolvimento do projecto
3.2.1. Pesquisa de materiais e de pré-existências – desenvolvimento de painel de inspiração 3.2.2. Estudos Preliminares
3.2.3. Desenvolvimento de propostas 3.2.4. Selecção
3.2.5. Especificações técnicas e funcionais 3.2.6. Execução tridimensional
3.2.7. Verificação da eficácia do produto 3.2.8. Correcções / alterações ao projecto
3.2.9. Apresentação do portefólio de desenvolvimento do projecto: Painel de inspiração, Esboços, memória descritiva e conceptual, desenhos técnicos, cartazes de apresentação, maquetes e protótipos.
4. Avaliação Final
7. Metodologia de Aprendizagem:
Com o intuito de incrementar as capacidades criativa e de iniciativa, o pensamento critico e a comunicação desenhou-se o seguinte método:
7. a. Presencial:
Metodologia Expositiva: Apresentação dos temas, e de assuntos periféricos, explanando enquadramentos a vários níveis, com apoio de meios audiovisuais, convites a especialistas das matérias para apresentação de palestras, e visitas de estudo sempre que tal se verifique vantajoso e possível.
Metodologia de Trabalho Prático - Sessões de brainstorming com o intuito de estimular a capacidade de comunicação e colaboração, assim como o espírito de trabalho de equipa.
Abordagem e desenvolvimento dos projectos, numa dinâmica atelier/oficina
Desenvolvimento de maquetes e modelos, verificação do seu funcionamento, e concretização de protótipos.
Acompanhamento individual e colectivo das actividades (concepção, projecto e maquetagem) que poderá remeter o aluno(a) a docentes de outras áreas do conhecimento científico ou a entidades creditadas a melhorar/complementar o desenvolvimento das propostas.
Visitas de Estudo e aulas abertas
Desenvolvimento de projectos em parceria.
7.b. Autónoma:
Estudo da Bibliografia Geral e Complementar;
Desenvolvimento de projecto em percurso autónomo;
Prática oficinal para exercitar as competências operacionais.
8. Avaliação de Competências:
8.a. Formas, critérios e ponderações
A classificação final é obtida através do cálculo da média ponderada das classificações resultantes nos diferentes factores de avaliação:
Formula de cálculo aplicada: CF – Classificação final=0.15FC +0.85FAP
Sendo que para as diferentes factores de avaliação estão previstos os seguinte critérios e ponderações:
Avaliação Continua Factores comportamentais Pond.
Critérios Assiduidade Autonomia Interesse Empenho Evolução Trabalho colaborativo *
1º Projecto Factores associados ao projecto
Critérios Pesquisa e
Painel de inspiração visual
Conceito e Contexto
Esboços Processo de desenvolvi
mento
Maquetes e modelos
Desenhos técnicos
Protótipos, Verificação e
Produção
Pond.
final
Ponderação parcial 15% 15% 15% 15% 15% 10% 15% 35%
Apresentação e defesa dos projectos Critérios Organização da
informação
Linguagem e rigor científico
Criatividade Aspecto gráfico
Fotografia Identidade Oralidade
Ponderação parcial 15% 15% 15% 15% 10% 15% 15% 15%
2º Projecto Factores associados ao projecto
Critérios Pesquisa e
Painel de inspiração visual
Conceito e Contexto
Esboços Processo de desenvolvi
mento
Maquetes e modelos
Desenhos técnicos
Protótipos, Verificação e
Produção
Pond.
final
Ponderação parcial 15% 15% 15% 15% 15% 10% 15% 40%
Apresentação e defesa dos projectos Critérios Organização da
informação
Linguagem e rigor científico
Criatividade Aspecto gráfico
Fotografia Identidade Oralidade
Ponderação parcial 15% 15% 15% 15% 10% 15% 15% 10%
* A considerar no âmbito de cada projecto, no caso dos alunos que completam a Unidade Curricular por Frequência
8.b. Avaliação por frequência
AC – Avaliação continua (obrigatória) – avaliação referente ao trabalho desenvolvido no decorrer das aulas, do percurso do aluno e do esforço e dedicação relativos à disciplina, assim como da sua assiduidade e interesse demonstrado.
AF – Avaliação final (obrigatória) – avaliação dos portefólios relativos aos projectos desenvolvidos durante o semestre lectivo.
8.c. Avaliação por exame final
Quem não obtiver frequência ou prescindir da avaliação periódica, assim como assim como quem desejar realizar melhoria de nota, poderá optar por um exame final como consta no artigo 51º do Regulamento Geral da Formação Graduada e Pós-graduada no Instituto Politécnico de Leiria Regimes Aplicáveis a Estudantes em Situações Especiais, o qual consiste numa prova oral., de acordo com o artigo 52º do referido regulamento.
A prova consiste na apresentação e defesa do Portefólio dos projectos cujos enunciados serão divulgados no decorrer do semestre ao qual a avaliação diz respeito.
CF – Classificação final – avaliação do portefólio de desenvolvimento dos projectos realizados, aplicados os critérios previstos para a avaliação dos factores associados ao projecto (FAP) na Avaliação Continua.
9. Bibliografia Recomendada:
Amaral, F. et al . (2002). Mobiliário dos Espaços Urbanos em Portugal. Mirandela: João Azevedo Editores.
Benyus, J. (2002). Biomimicry - Innovation Inspired by Nature. New York: Harper Perennial.
Bonsieppe; g. ( ). teoria e prática do design industrial . Lisboa: centro português de design Brandão,p. & remesar. a. espaço publico e a interdisciplinaridade, Lisboa: centro português de Bruguera, j. ( ). manual prático de cerâmica
Carmona, M. et al. Public Spaces Urban Places.
Cooper; emmanuel (1993). a history of world pottery . chilton book co.
Cullen, G.(1975). A Paisagem Urbana. Lisboa:Editorial Presença
Cunha, L. (1984). Desenho Técnico. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.
Esarq- UIC | Cátedra de Cerâmica – UIC (ed.). (2005). Materiales Cerâmicos 1. Barcelona:
Cátedra de Cerâmica-UIC.
Esarq- UIC | Cátedra de Cerâmica – UIC (ed.). (2006). Materiales Cerâmicos 2. Barcelona:
Cátedra de Cerâmica-UIC.
Fuad-luke, A. (2002). The eco-design hand book. London: Thames and Hudson.
Gehl, j. & gemzoe,l. novos espaços urbanos, gustavo gili, amadora
Henriques, P (ed.). (2000). O Azulejo em Portugal no séc. XX. Lisboa: Edições Inapa.
Koolhaas, R. et al. Mutaciones. Barcelona: Actar
Lancaster, M. (2000). Colourscape. London: Academy Editions.
Lefteri, C. (2003). Ceramics. Mies, Switzerland: Rotovision Book.
Lefteri, C. (2003). Glass. Mies, Switzerland: Rotovision Book.
Lynch, k. a imagem da cidade, edições 70, lisboa
Manzini, E. (1993). A Matéria da Invenção . Lisboa : CPD.
Marshall, T. Transforming Barcelona. Routledge
Montero, M. Burle Marx, El Paisage Lírico. México: Gustavo Gili.
Mougthing, J. Urban Design, Green Dimension.
Museu de les Ciences Naturals de la Ciutadella (ed.). (2004). Les altres Arquitectes. Barcelona:
Gustavo Gilli.
Panero, J. & Zelnick, M.(2002) Dimensionamento humano para espaços interiores. Barcelona:
Editora Gustavo Gili, SA
Papanek, V. (1985). Design for the Real World: human Ecology and Social Change. London:
Thames and Hudson.
richardson, p. xs: big ideas, small buildings, thames and hudson,london
Richardson, P..(2007). Xs Ecológico: Grandes Ideas para pequenos Edificios. Barcelona: Gustavo Gili
Smith, W. (1998). Princípios de Ciência e Engenharia dos Materiais. Lisboa: McGraw –Hill.
Tardiveau, A. et al. (2006). Moldear Ensamblar Proyectar. La Cerâmica en Arquitectura. Castellon:
Ascer.
va. Design de Espaço público: Deslocação e Proximidade. Lisboa: CPD
va. Design Urbano Inclusivo. Lisboa: CPD
10. Bibliografia Complementar:
Arnheim, R. (2001). Arte e Percepção Visual. São Paulo: Pioneira | Thomson Learning.
Holtzschue, L. (2002). Understanding Color, An Introduction for Designers – 2
ndEdition. New York:
John Wiley and Sons, inc..
Itten, J. (2001). Art de la Couleur. Dessain et Tolra.
Itten, J. (1997). Design and Form: The Basic Course at the Bauhaus. London: Thames and Hudson.
Mau, B. et al (2004). Massive Change. London: Phaidon Press Limited.
Pallasmaa, J. (2005).The eyes of the Skin – Architecture and the Senses. Chichester, UK: John Willey & Sons Ltd.
Rocha, C. (2000). Plasticidade do papel e Design. Lisboa: Plátano Editora Norman, D. (2001). The Design of Everyday Things. London: The MIT Press Va. (1997).Manual de Gestão de Design. Lisboa: CPD
http://www.ekwc.nl/
http://www.framemag.com/
http://www.teracrea.com/
http://www.designguide.tv/
http://www.cumella.net/quefem.htm http://www.ideo.com/
http://www.domusweb.it/
http://www.metropolismag.com/cda/
http://mocoloco.com/
http://www.droog.com/
http://www.designagainstcrime.com/index.php http://www.proximityworldwide.com/
http://www.biomimicryinstitute.org/
http://www.unchs.org/categories.asp?catid=9 http://www.worldchanging.com/
http://worldshelters.org/
http://www.toddecological.com/
http://www.bfi.org/
10. Recursos Físicos:
10.a. Instalações:
Espaço dedicado em exclusivo à disciplina de Design Cerâmica e Vidro, de forma a que se crie uma dinâmica de atelier, com a ocupação do espaço pelos alunos fora do momento da aula, a fim de estreitar a proximidade com a escola, e um maior envolvimento na unidade curricular.
Características: espaço amplo, com água, instalação eléctrica adequada, localizado perto das oficinas de Cerâmica, Vidro e de Gesso, com boas condições lumínicas naturais e artificiais e com uma área adequada ao nº médio de alunos inscritos no 2º ano, sendo que para o efeito deve ser considerada a atribuição de um espaço individual de trabalho mínimo de 3m2 de acordo com a características e os objectivos deste curso
10.b. Equipamento, ferramentas e consumíveis:
Mobiliário: Bancada/Mesa de trabalho individual Cadeira/banco individual
Armário/cacifo individual c/fechadura Quadro
Eq. Informático (fixo/dedicado): 1 posto de trabalho/5 alunos.
(Hardware) Intel Dual Core, USB port, 1 GB memória do sistema, , HDD, 120 GB, gravador DVD, Placa gráfica min. 128MB Impressora A3; Mesa de digitalização A4 com rato e caneta sem fios.
(Software) Windows 2000/XP ou Mac OS 9.x/10.x, Solidworks, Autocad 2008, Adobe Illustrator, Zprint, Microsoft Office, 3D Max Eq. Audiovisual (fixo/dedicado): Projector vídeo
Eq. Informático (móvel/partilhado): (Hardware); (software),
Eq. Audiovisual (móvel/partilhado): televisão, leitor DVD, Leitor VHS, projector de diapositivos, Ferramentas: a adquirir pelos alunos de acordo com a especificidade da unidade curricular
10.c. Condições de acesso e utilização:
Acesso livre a alunos inscritos no 2º ano do curso de acordo com as regras de utilização definidas
em regulamento específico.
12. Distribuição de horas totais de trabalho em 20 semanas por conteúdos programáticos e por métodos pedagógicos
Semana 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
1º exercício 2º exercício 1º+2º 2º
Conteúdos programáticos
1.1.
2.1 2.2 2.3
2.4 2.5 2.6.1.
2.6.2 2.6.2 2.6.4
2.6.5 2.6.6
3.
3.1
2.6.7 2.6.8
3.2.1 3.2.2 3.2.3 3.2.3
3.2.4 3.2.5
3.2.6 2.6.9 3.2.6 3.2.7
3.2.8 3.2.9 Total
horas
PL
Total horas
contacto 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 120
Estudo
autónomo 8 8 6 6 6 8 8 6 6 6 8 8 8 8 8 3 3 3 3 3 123
E-aprendizagem Total horas
autónomo
Total
Horas/semana 16 16 14 14 14 16 16 14 14 14 16 16 16 16 16 3 3 3 3 3 243
Nota:
1. As horas de contacto decorrem ao longo de 15 semanas 2. O estudo autónomo decorre ao longo de 20 semanas.