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Anatomia e Fisiologia Humana

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Academic year: 2021

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Anatomia e

Fisiologia

Humana

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SUMÁRIO

Sistema Respiratório ... 1

Aparelho Circulatório ... 6

Sistema Digestório ... 12

Aparelho urinário ... 24

Referências Bibliográficas ... 33

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Sistema Respiratório

Vias Aéreas

O caminho que o oxigênio faz do meio ambiente até a célula é longo e se inicia pelas vias aéreas. As vias aéreas se dividem em superiores e inferiores.

Vias Aéreas Superiores

São compostas pela cavidade nasal, cavidade oral e faringe.

Vias aéreas inferiores

São formadas pela laringe, traquéia, brônquios e brônquios.

Anatomia

Fossas nasais

São duas cavidades paralelas que começam nas narinas e terminam na faringe. Elas são separadas uma da outra por uma parede cartilaginosa denominada septo nasal. Em seu interior há dobras chamadas cornetos nasais, que forçam o ar a turbilhonar. Possuem um revestimento dotado de células produtoras de muco e células ciliadas, também presentes nas

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4 porções inferiores das vias aéreas, como traquéia, brônquios e porção inicial dos bronquío los.

No teto das fossas nasais existem células sensoriais, responsáveis pelo sentido do olfato. Têm as funções de filtrar, umedecer e aquecer o ar.

Faringe

É um canal comum aos sistemas digestório e respiratório e comunica-se com a boca e com as fossas nasais. O ar inspirado pelas narinas ou pela boca passa necessariamente pela faringe, antes de atingir a laringe.

Laringe

É um tubo sustentado por peças de cartilagem articuladas, situado na parte superior do pescoço, em continuação à faringe. O pomo-de-adão, saliência que aparece no pescoço, faz parte de uma das peças cartilaginosas da laringe. A entrada da laringe chama-se glote. Acima dela existe uma espécie de “lingüeta” de cartilagem denominada epiglote, que funciona como válvula. Quando nos alimentamos, a laringe sobe e sua entrada é fechada pela epiglote. Isso impede que o alimento ingerido penetre nas vias respiratórias.

É um tubo de aproximadamente 1,5 cm de diâmetro por 10-12 centímetros de comprimento, cujas paredes são reforçadas por anéis cartilaginosos. Bifurca-se na sua região inferior, originando os brônquios, que penetram nos pulmões. Seu epitélio de revestimento muco-ciliar adere partículas de poeira e bactérias presentes em suspensão no ar inalado, que são posteriormente varridas para fora (graças ao movimento dos cílios) e engolidas ou expelidas.

Pulmões

Os pulmões humanos são órgãos esponjosos, com aproximadamente 25 cm de comprimento, sendo envolvidos por uma membrana serosa denominada pleura. Nos pulmões os brônquios ramificam-se profusamente, dando origem a tubos cada vez mais finos, os bronquíolos. O conjunto altamente ramificado de bronquíolos é a árvore brônquica ou árvore respiratória. Cada bronquíolo termina em pequenas bolsas formadas por células epiteliais achatadas (tecido epitelial pavimentoso) recobertas por capilares sangüíneos, denominadas alvéolos pulmonares.

Diafragma

A base de cada pulmão apoia-se no diafragma, órgão músculo-membranoso que separa

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5 o tórax do abdômen, presente apenas em mamíferos, promovendo, juntamente com os músculos intercostais, os movimentos respiratórios. Localizado logo acima do estômago, o nervo frênico controla os movimentos do diafragma (ver controle da respiração)

Fisiologia

A respiração é o processo biológico através do qual ocorre a troca de oxigênio e gás carbônico entre a atmosfera e as células do organismo. Possui dois componentes: a ventilação e a perfusão. A ventilação é o processo mecânico através do qual o ar rico em oxigênio entra pelas vias aéreas até os pulmões e o ar rico em dióxido de carbono segue o caminho inverso.

A perfusão consiste na passagem do sangue pelos capilares alveolares pulmonares para captar o oxigênio do ar alveolar e liberar o dióxido de carbono para ser excretado.

Ventilação Pulmonar

É dividida em duas fases: a inspiração e a expiração. Durante a inspiração o diafragma e os músculos intercostais se contraem fazendo com que o diafragma se rebaixe e se retifique e a caixa torácica aumente de volume. Durante a expiração o diafragma e os músculos intercostais relaxam fazendo com que o diafragma se eleve e as costelas retomem a sua posição original, com isso o volume da caixa torácica diminui, e o ar é forçado para fora do

pulmão e das vias aéreas. A inspiração é um ato ativo que requer contração muscular enquanto a expiração é um ato passivo. Este mecanismo de ventilação é automático e realizado a uma frequência de 12 a 20 movimentos por minuto por um adulto em repouso, a esta frequência chama-se frequência respiratória.

Perfusão

Consiste na passagem do sangue através dos capilares pulmonares. Os capilares pulmonares estão em íntimo contato com os alvéolos pulmonares e consequentemente com o ar alveolar. O sangue venoso chega aos capilares pulmonares, libera dióxido de carbono e capta oxigênio do ar alveolar, e se transforma em sangue arterial rico em oxigênio. Esta troca de dióxido de carbono por oxigênio nos pulmões é chamada de hematose.

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RESPIRAÇÃO RESUMO

O corpo humano realiza dois tipos de respiração: a celular e a pulmonar. A primeira é um processo que ocorre no interior das células e é responsável pela obtenção de energia. A segunda, por sua vez, é responsável por disponibilizar oxigênio para as células realizarem a respiração celular e retirar o gás carbônico resultante desse processo do nosso corpo.

A respiração pulmonar inicia-se com a entrada do ar pelas fossas nasais. Nessa região, o ar é filtrado e umedecido graças à presença de pelos e muco. Além disso, em razão do tecido conjuntivo da cavidade nasal ser amplamente vascularizado, o ar é aquecido nesse local. Nas fossas nasais, também existem células sensoriais que permitem o sentido do olfato.

Após passar pelas fossas nasais, o ar segue em direção à faringe, uma estrutura comum ao sistema digestório e respiratório. Em seguida, vai em direção à laringe, que é um tubo longo onde ocorre pequena retenção de partículas e onde se localizam as pregas vocais, que permitem a fala.

Conectada à laringe, localiza-se a traqueia, um tubo formado por 15 a 20 peças de cartilagem em forma de C que impedem que essa estrutura entre em colapso. Na traqueia, existe um tecido ricamente vascularizado que permite que o ar se mantenha úmido e aquecido. Além disso, existem glândulas seromucosas e células caliciformes que produzen secreção que atua na retirada de partículas. Os cílios presentes nesse local ajudam a deslocar o muco juntamente às partículas até a faringe, onde ele é engolido.

A traqueia então se bifurca em dois brônquios, que penetram nos pulmões. Os brônquios ramificam- se até que resultam nos bronquíolos, os quais também se ramificam. Assim como na traqueia, o ar é aquecido, umidificado e limpo na região dos brônquios e bronquíolos.

Na extremidade dos bronquíolos, encontram-se os alvéolos pulmonares, que são estruturas que se assemelham a pequenos sacos ou câmaras. Essas estruturas estão bastante próximas aos capilares, característica que permite a realização de trocas gasosas, conhecidas como hematose.

Nos capilares, o oxigênio presente no interior dos alvéolos difunde-se para o interior do capilar e liga- se à hemoglobina. O oxigênio é então levado pelo sangue para todas as células do corpo para que possa ser usado no metabolismo celular. O gás carbônico presente no sangue, por sua vez, faz o caminho inverso, passando dos capilares para o interior dos alvéolos, de onde segue pelas vias respiratórias para fora do corpo.

O processo de respiração pulmonar só é possível graças a dois movimentos respiratórios:

a inspiração, que garante a entrada do ar, e a expiração, que permite a saída do ar. Na inspiração, o músculo do diafragma desce e os músculos intercostais contraem-se. Isso ocasiona um aumento da

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7 caixa torácica e diminuição da pressão em seu interior, permitindo a entrada de ar. Já na expiração, o diafragma sobe, os músculos intercostais relaxam, a caixa torácica diminui e a pressão no interior aumenta, forçando a saída do ar.

Aparelho Circulatório

O aparelho circulatório (cardiovascular) é o responsável pela circulação do sangue através de todo o organismo. Seus componentes são o sangue, o coração e os vasos sanguíneos. O sangue circula através de dois circuitos paralelos: a circulação pulmonar e a circulação sistêmica. A circulação sistêmica (grande circulação) carrega o sangue oxigenado (arterial) desde o ventrículo esquerdo para todas as regiões do organismo e traz de volta o sangue pobre em oxigênio (venoso) até o átrio direito. A circulação pulmonar (pequena circulação) leva o sangue pobre em oxigênio desde o ventrículo direito até os pulmões e o traz o sangue oxigenado de volta até o átrio esquerdo.

Sangue

É um fluido complexo composto de uma parte líquida e de elementos celulares. A parte líquida do sangue é chamada de plasma e contem várias substâncias entre as quais os

anticorpos e os fatores da coagulação. Os elementos celulares são as hemácias (glóbulos vermelhos ou eritrócitos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas. As hemácias contém hemoglobina e são responsáveis pelo transporte de oxigênio desde os pulmões até as células do organismo, elas vivem apenas algumas semanas e quando envelhecidas são retiradas da circulação pelo baço e fígado. Os leucócitos são células responsáveis pela nossa defesa imunológica, além de produzirem os anticorpos eles atacam diretamente os microorganismos visando a sua destruição. As plaquetas participam do processo de coagulação. As hemácias e plaquetas são produzidas pela medula óssea e os leucócitos pela medula óssea, linfonodos e baço. O volume de sangue circulante corresponde de 7 a 8% do peso corporal. Assim um indivíduo de 70 kg apresenta em média de 4,9 a 5,6 litros de sangue.

Coração

É a bomba que promove a circulação do sangue através dos vasos sanguíneos. É um órgão oco, composto de um tipo especial de músculo involuntário, o músculo estriado cardíaco, é do tamanho aproximado de um punho fechado. A sua camada muscular é chamada de miocárdio, que é revestido por delgadas camadas de tecido conjuntivo denominadas

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8 internamente de endocárdio e externamente de epicárdio. Seu suprimento sanguíneo provém das artérias coronárias; estas quando se ocluem levam à interrupção do fluxo sanguíneo para uma parte do miocárdio levando à morte por isquemia desta parte, no fenômeno que é conhecido como infarto do miocárdio.

O coração localiza-se no tórax logo atrás do esterno e acima do diafragma. Está contido dentro de um saco de tecido fibroso e inelástico chamado de saco pericárdico. O saco pericárdico possui no seu interior uma pequena quantidade de fluido com função lubrificante que serve para que as contrações cardíacas se façam sem que o coração sofra atrito

Uma parede chamada septo separa o coração em um lado direito e um lado esquerdo que não apresentam comunicação direta entre si. Cada lado apresenta uma câmara superior chamada de átrio e uma câmara inferior chamada de ventrículo. Os átrios possuem a função de coletar o sangue o passar aos ventrículos que são bem mais musculosos e tem a função de bombear o sangue para as circulações sistêmica e pulmonar. O sangue venoso pobre em oxigênio e rico em dióxido de carbono e resíduos do metabolismo celular volta ao coração através das veias cavas e desemboca no átrio direito. Do átrio direito o sangue passa ao ventrículo direito de onde será bombeado para os pulmões através das artérias pulmonares.

No pulmão o sangue sofre a hematose e retorna para o átrio esquerdo através das veias pulmonares (pequena circulação). O ventrículo esquerdo recebe o sangue do átrio esquerdo e o bombeia para todo o organismo através da aorta (grande circulação).

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9 O coração bombeia em média 5 litros de sangue por minuto quando em repouso. O volume de sangue bombeado por cada lado do coração em um minuto é chamado de débito cardíaco. A contração dos ventrículos é chamada de sístole e o seu relaxamento de diástole.

Os ruídos cardíacos que escutamos quando auscultamos o coração com um estetoscópio são chamados de bulhas cardíacas e são resultado do fechamento das válvulas cardíacas

A frequência com que o coração contrai é denominada de frequência cardíaca. No adulto em repouso varia de 60 a 80 batimentos por minuto.

Vasos sanguíneos

São as artérias, arteríolas, capilares, veias e vênulas.

Artérias

São os vasos que saem levando sangue do coração para a circulação pulmonar ou sistêmica. A principal artéria do organismo é a aorta, que se origina do ventrículo esquerdo e termina no abdome onde se bifurca formando as artérias ilíacas comuns que irrigam os membros inferiores. A aorta dá origem a vários ramos que irrigam praticamente todas as partes do corpo.

A artéria pulmonar se origina do ventrículo direito, se bifurca em um ramo direito e um ramo esquerdo que seguem para os respectivos pulmões.

Enquanto a aorta leva sangue oxigenado (arterial) para abastecer todas as células do organismo e a artéria pulmonar leva o sangue pobre em oxigênio (venoso) para sofrer a

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10 hematose no pulmão. Perceba que apesar de ser uma artéria a artéria pulmonar carrega sangue venoso e não arterial como poderia se concluir à primeira vista. Isto é porque considera-se sangue venoso todo aquele que esteja retornando das células em direção ao pulmão para ser oxigenado e sangue arterial todo aquele que já tenha passado pelo pulmão e esteja sendo levado para irrigar o organismo.

Arteríolas

As artérias vão se bifurcando e se ramificando até formarem as arteríolas que são os vasos arteriais de menor calibre antes de se chegar nos capilares.

Capilares

São os vasos sanguíneos de menor calibre e sua parede pode ter apenas uma camada de células de espessura. Estão distribuídos por todo o organismo formando uma rede que está em intimo contato com todas as células. Suas paredes finas permitem que haja troca de substâncias entre as células dos tecidos e o sangue: oxigênio e nutrientes são liberados para as células que por sua vez se desfazem do dióxido de carbono e dos resíduos metabólicos.

Veias

Após banharem todos os tecidos os capilares se agrupam formando veias de calibre diminuto chamadas de válvulas. A válvulas vão se agrupando em veias cada vez mais calibrosas que finalmente desembocam em uma das duas veias cava. A veia cava superior drena todo o sangue venoso da metade superior do corpo e a veia cava inferior da metade interior. Ambas desembocam no átrio direito. As veias pulmonares drenam o sangue recém- oxigenado nos pulmões para o átrio esquerdo, portanto apesar de veias, transportam sangue arterial. A pressão no interior das veias é bastante inferior à pressão arterial, por isso enquanto o sangramento arterial se faz em jatos o venoso se faz por derramamento.

A infusão de medicamentos e soluções se faz através de cateteres posicionados no interior das veias.

Pressão arterial

É a pressão no interior das artérias; quando o ventrículo esquerdo se contrai ele ejeta

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11 uma quantidade de sangue dentro da circulação sistêmica através da aorta causando uma elevação desta pressão basal. Ao valor basal da pressão arterial chamamos pressão arterial diastólica ou mínima, ao valor máximo ou pico de pressão chamamos pressão arterial sistólica ou máxima. A pressão arterial é medida em milímetros de mercúrio (mm/Hg) com o auxílio do esfigmomanômetro. Os valores normais se situam entre é 60 e 90 mm/Hg para a pressão diastólica 100 e 140 mm/Hg para a pressão sistólica.

Pulso

A variação da pressão dentro das artérias durante o ciclo cardíaco produz uma onda de pressão que pode ser sentida como um impulso à palpação. Os melhores locais do corpo para se palpar os pulsos são onde artérias calibrosas se encontram próximo à superfície cutânea.

Pulso carotídeo no pescoço, femoral na raiz da coxa, radial no punho, braquial no braço, axilar na axila e pedioso no dorso do pé.

Coagulação

O organismo dispõe de mecanismos capazes de estancar a hemorragia sempre que houver lesão de um vaso, se não houvesse estes mecanismos toda hemorragia poderia ser fatal. A coagulação é processo pelo qual um coágulo é formado na área lesada do vaso sanguíneo com o fim de estancar a hemorragia. Inicialmente as plaquetas circulantes aderem no local da lesão liberando substância que estimulam a formação de uma rede de fibrila onde as células sanguíneas são aprisionadas formando o coágulo. A maioria dos ferimentos para de sangrar espontaneamente devido a este mecanismo.

COMO FUNCIONA

O sistema cardiovascular pode ser dividido em duas partes principais: a circulação pulmonar

(pequena circulação), que leva o sangue do coração aos pulmões e dos pulmões de volta ao coração; e a circulação sistêmica (grande circulação), que leva o sangue do coração para todos os tecidos do organismo através da artéria aorta.

A fisiologia do sistema cardiovascular é composta por diversas etapas, que incluem:

1. O sangue vindo do corpo, pobre em oxigênio e rico em gás carbônico flui através das veias cavas até o átrio direito do coração;

2. Ao encher, o átrio direito envia o sangue até o ventrículo direito;

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12 3. Quando o ventrículo direito fica cheio, ele bombeia o sangue através da válvula pulmonar

até as artérias pulmonares, que vão suprir os pulmões;

4. O sangue flui para os capilares nos pulmões, absorvendo o oxigênio e eliminando gás carbônico;

5. O sangue rico em oxigênio, flui através das veias pulmonares até o átrio esquerdo no coração;

6. Ao encher, o átrio esquerdo envia o sangue rico em oxigênio até o ventrículo esquerdo;

7. Quando o ventrículo esquerdo fica cheio, ele bombeia o sangue através da válvula aórtica e pela aorta, levando o sangue rico em oxigênio para todo o corpo.

Por fim, o sangue que irrigou os vários órgãso e tecido do corpo, perde sua concentração de oxigênio e volta ao coração, dando início a todo o processo novamente.

O sangue circula de maneira contínua pelo nosso corpo, sendo impulsionado pela contração do coração. Para realizar um circuito completo pelo organismo, o sangue deve passar duas vezes pelo coração, sendo a nossa circulação, portanto, do tipo dupla.

Ao chegar ao nosso coração, vindo do corpo, o sangue encontra-se rico em gás carbônico. Ele é trazido por meio das veias cavas inferior e superior, que o lançam no interior do átrio direito. Do átrio direito, ele passa para o ventrículo direito, que irá bombeá-lo em direção aos pulmões. O sangue é levado para os pulmões pelas artérias pulmonares. Após sofrer a hematose nos pulmões, ele, agora rico em oxigênio, retorna ao coração por meio das veias pulmonares.

Essas veias lançam o sangue no interior do átrio esquerdo. O sangue então flui para o ventrículo esquerdo, sendo impulsionado para o corpo por meio da artéria aorta. Essa artéria então se ramifica,

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13 levando sangue para diferentes partes do corpo. Nos tecidos, ele fornecerá oxigênio e receberá gás carbônico, produzido no processo de respiração celular pelas células.

Essas trocas gasosas ocorrem nos capilares. Estes vão se unindo, formando vênulas e veias, que conduzirão o sangue novamente para o coração. Por fim, as veias cavas superior e inferior lançam o sangue rico em gás carbônico no átrio direito, reiniciando o ciclo.

Sistema Digestório

Introdução

O trato digestório e os órgãos anexos constituem o sistema digestório. As estruturas do trato digestório incluem: boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso, reto e ânus. Os órgãos digestório acessórios são os dentes, a língua, as glândulas salivares, o fígado, vesícula biliar e o pâncreas.

Funções

1- Destina-se ao aproveitamento pelo organismo, de substâncias estranhas ditas alimentares, que asseguram a manutenção de seus processos vitais.

2- Transformação mecânica e química das macromoléculas alimentares ingeridas (proteínas, carboidratos, etc.) em moléculas de tamanhos e formas adequadas para serem absorvidas pelo intestino.

3- Transporte de alimentos digeridos, água e sais minerais da luz intestinal para os capilares sanguíneos da mucosa do intestino.

4- Eliminação de resíduos alimentares não digeridos e não absorvidos juntamente com restos de células descamadas da parte do trato gastro intestinal e substâncias secretadas na luz do intestino.

Mastigação: Desintegração parcial dos alimentos, processo mecânico e químico.

Deglutição: Condução dos alimentos através da faringe para o esôfago.

Ingestão: Introdução do alimento no estômago.

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14 Digestão: Desdobramento do alimento em moléculas mais simples.

Absorção: Processo realizado pelos intestinos.

Defecação: Eliminação de substâncias não digeridas do trato gastro intestinal.

Órgãos Anexos:

glândulas parótidas

glândulas submandibulares glândulas sublinguais fígado

pâncreas

Boca

A boca também referida como cavidade oral ou bucal é formada pelas bochechas (formam as paredes laterais da face e são constituídas externamente por pele e

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15 internamente por mucosa), pelos palatos duro (parede superior) e mole (parede posterior) e pela língua (importante para o transporte de alimentos, sentido do gosto e fala). O palato mole se estende posteriormente na cavidade bucal como a úvula, que é uma estrutura com forma de letra V e que está suspensa na região superior e posterior da cavidade bucal.

A cavidade da boca é onde o alimento é ingerido e preparado para a digestão no estômago e intestino delgado. O alimento é mastigado pelos dentes, e a saliva, proveniente das glândulas salivares, facilita a formação de um bolo alimentar controlável. A deglutição é iniciada voluntariamente na cavidade da boca. A fase voluntária do processo empurra o bolo da cavidade da boca para a faringe – a parte expandida do trato digestório – onde ocorra a fase automática da deglutição.

Dentes

Os dentes são estruturas cônicas, duras, fixadas nos alvéolos da mandíbula e maxila que são usados na mastigação e na assistência à fala.

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16 Crianças têm 20 dentes decíduos (primários ou de leite). Adultos normalmente possuem 32 dentes secundários. Na época em que a criança está com 2 anos de idade, provavelmente já estará com um conjunto completo de 20 dentes de leite. Quando um adulto jovem já está com algo entre 17 e 24 anos de idade, geralmente está presente em sua boca um conjunto completo de 32 dentes permanentes.

Língua

A língua é o principal órgão do sentido do gosto e um importante órgão da fala, além de auxiliar na mastigação e deglutição dos alimentos. Localiza-se no soalho da boca, dentro da curva do corpo da mandíbula.

Faringe

A faringe é um tubo que se divide em três partes: nasal (nasofaringe), oral (orofaringe) e laringea (laringofaringe).

A faringe comunica-se com as vias nasal, respiratória e digestória. O ato da deglutição normalmente direciona o alimento da garganta para o esôfago, um longo tubo que se esvazia no estômago.

Durante a deglutição, o alimento normalmente não pode entrar nas vias nasal e respiratória em razão do fechamento temporário das aberturas dessas vias. Assim durante a deglutição, o palato mole move- se em direção a abertura da parte nasal da faringe; a abertura da laringe é fechada quando a traquéia move-se para cima e permite a uma prega de tecido, chamada de epiglote, cubra a entrada da via respiratória. O movimento da laringe também simultaneamente puxa as cordas vocais e aumentando a abertura entre a parte laríngea da faringe e o esôfago. O bolo alimentar passa pela parte laríngea da faringe e entra no esôfago em 1-2 segundos

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17 Esôfago

O esôfago é um tubo que se estende entre a faringe e o estômago. A presença de alimento no interior do esôfago estimula a atividade peristáltica, e faz com que o alimento mova-se para o estômago.

Estômago

O estômago é o segmento mais dilatado do tubo digestório, em virtude dos alimentos permanecerem nele por algum tempo, necessita ser um reservatório entre o esôfago e o intestino delgado.

O estômago é divido em 4 áreas (regiões) principais: cárdia, fundo, corpo e piloro.

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18 O fundo, que apesar do nome, situa-se no alto, acima do ponto onde se faz a junção do esôfago com o estômago. O corpo representa cerca de 2/3 do volume total.

Para impedir o refluxo do alimento para o esôfago, existe uma válvula (orifício de entrada do estômago - óstio cárdico ou orifício esofágico inferior), a cárdia, situada logo acima da curvatura menor do estômago. É assim denominada por estar próximo ao coração. Para impedir que o bolo alimentar passe ao intestino delgado prematuramente, o estômago é dotado de uma poderosa válvula muscular, um esfíncter chamado piloro (orifício de saída

do estômago -óstio pilórico).

Intestino delgado

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19 Os principais eventos da digestão e absorção ocorrem no intestino delgado,

portanto sua estrutura é especialmente adaptada para essa função. Sua extensão fornece grande área de superfície para a digestão e absorção, sendo ainda muito aumentada pelas pregas circulares, vilosidades e microvilosidades. O intestino delgado retirado numa é de cerca de 7 metros de comprimento, podendo variar entre 5 e 8 metros (o comprimento de intestino delgado e grosso em conjunto após a morte é de 9 metros). O intestino delgado, que consiste em duodeno, jejuno e íleo, estende-se do piloro até a junção ileocecal onde o íleo une-se ao ceco, a primeira parte do intestino grosso.

Duodeno: é a primeira porção do intestino delgado.

Jejuno: é a parte do intestino delgado que faz continuação ao duodeno.

Íleo: é o último segmento do intestino delgado que faz continuação ao jejuno.

Distalmente, o íleo desemboca no intestino grosso num orifício que recebe o nome de óstio ileocecal.

Intestino grosso

O intestino grosso mede cerca de 6,5 centímetros de diâmetro e 1,5 metros de comprimento, ele se estende do íleo até o ânus. O intestino grosso absorve a água com tanta rapidez que, em cerca de 14 horas, o material alimentar toma a consistência típica do bolo fecal. O intestino grosso é mais calibroso que o intestino delgado, por isso recebe o nome de intestino grosso. O calibre vai gradativamente afinando conforme vai

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20 chegando no canal anal.

O intestino grosso é dividido em 4 partes principais: ceco (cecum), cólon (ascendente, transverso, descendente e sigmóide), reto e ânus.

A primeira é o ceco, segmento de maior calibre, que se comunica com o íleo. Para impedir o refluxo do material proveniente do intestino delgado, existe uma válvula localizada na junção do íleo com o ceco - válvula ileocecal (iliocólica). No fundo do ceco, encontramos o Apêndice Vermiforme.

A porção seguinte do intestino grosso é o cólon, segmento que se prolonga do ceco até o ânus.

Cólon Ascendente - Cólon Transverso - Cólon Descendente - Cólon Sigmóide.

O reto recebe este nome por ser quase retilíneo. O canal anal apesar de bastante curto (3 centímetros de comprimento) é importante por apresentar algumas formações essenciais para o funcionamento intestinal, das quais citamos os esfincteres anais.

O esfíncter anal interno é o musculares lisas circulares,

mais profundo, e resulta de um espessamento de fibras sendo consequentemente involuntário. O esfíncter anal externo é constituído por fibras musculares estriadas que se dispõem circularmente em torno do esfíncter anal interno, sendo este voluntário. Ambos os esfíncteres devem relaxar antes que a defecação possa ocorrer.

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21 Funções do Intestino Grosso

Absorção de água e de certos eletrólitos;

Síntese de determinadas vitaminas pelas bactérias intestinais;

Armazenagem temporária dos resíduos (fezes);

Eliminação de resíduos do corpo

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22 Peristaltismo

Ondas peristálticas intermitentes e bem espaçadas movem o material fecal do ceco para o interior do colo ascendente, transverso e descendente. Á medida que se move através do colo, a água é continuamente reabsorvida das fezes, pelas paredes do intestino, para o interior dos capilares. As fezes que ficam no intestino grosso por um período maior perdem o excesso de água, desenvolvendo a chamada constipação.

Ao contrário, movimentos rápidos do intestino não permitem tempo suficiente para que ocorra a reabsorção de água, causando diarréia.

Peritônio

O peritônio é a mais extensa membrana serosa do corpo. A parte que reveste a parede abdominal é denominada peritônio parietal e a que se reflete sobre as vísceras constitui o peritônio visceral. O espaço entre os folhetos parietal e visceral do peritônio é denominada cavidade peritoneal.

Órgãos anexos

O aparelho digestório é considerado como um tubo, recebe o líquido secretado por diversas glândulas, a maioria situadas em suas paredes como as da boca, esôfago, estômago e intestinos.

As glândulas salivares são divididas em 2 grandes grupos: glândulas salivares menores e glândulas salivares maiores. A saliva é um líquido viscoso, claro, sem gosto e sem odor que é produzido por essas glândulas e pelas glândulas mucosas da cavidade da boca.

Glândulas salivares menores: constituem pequenos corpúsculos ou nódulos

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23 disseminados nas paredes da boca, como as glândulas labiais, palatinas linguais e

molares.

Glândulas salivares maiores: são representadas por 3 pares que são as parótidas, submandibulares e sublinguais.

Fígado

O fígado é a maior glândula do organismo, e é também a mais volumosa víscera abdominal. Sua localização é na região superior do abdômen, logo abaixo do diafragma, ficando mais a direita.

O fígado é dividido em lobos, um lobo direito e um lobo esquerdo, sendo o direito pelo menos duas vezes maior que o esquedo.

O fígado é um órgão vital, sendo essencial o funcionamento de pelo menos 1/3 dele - além da bile que é indispensával na digestão das gorduras - ele desempenha o importante papel de armazenador de glicose e, em menor escala, de ferro, cobre e vitaminas. A função digestiva do fígado é produzir a bile, uma secreção verde amarelada, para passar para o duodeno. A bile é produzida no fígado e armazenada na vesícula biliar, que a libera quando gorduras entram no duodeno. A bile emulsiona a

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24 gordura e a distribui para a parte distal do intestino para a digestão e absorção.

Outras funções do fígado são:

Metabolismo dos carboidratos;

Metabolismo dos lipídios;

Metabolismo das proteínas;

Processamento de fármacos e hormônios;

Excreção da bilirrubina;

Excreção de sais biliares;

Armazenagem;

Fagocitose;

Ativação da vitamina D.

Pâncreas

O pâncreas produz através de uma secreção exócrina o suco pancreático que entra no duodeno através dos ductos pancreáticos, uma secreção endócrina produz glucagon e insulina que entram no sangue. O pâncreas produz diariamente 1200 – 1500ml de suco pancreático. O pâncreas divide-se em cabeça (aloja-se na curva do duodeno), colo, corpo (dividido em três partes: anterior, posterior e inferior) e cauda.

DIGESTÃO RESUMO

Na boca, a saliva já inicia o processo de digestão. A enzima amilase salivar (ptialina) "quebra" as grandes moléculas de amido (existentes nos carboidratos - pão, macarrão, etc.) em moléculas menores, de maltose. Da boca, o bolo alimentar desce pela faringe, pelo esôfago e chega ao estômago. No estômago, onde ocorre produção de suco gástrico, a pepsina (outra enzima), em meio ácido (presença de ácido clorídrico), inicia a

"quebra" das proteínas. Do estômago, o bolo alimentar passa ao intestino delgado, onde será banhado por sucos digestivos produzidos pelo pâncreas, pelo fígado e pela parede do intestino. A primeira porção do intestino delgado é conhecida como duodeno (por ter cerca de doze dedos de comprimento). Nessa região a tripsina, uma enzima produzida pelo pâncreas, continua o processo de "quebra" das proteínas iniciado no estômago e a amilase pancreática continua o processo de digestão do amido.

No duodeno se processa ainda a digestão das gorduras, onde a bile (fabricada pelo fígado e

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25 armazenada na vesícula biliar) é despejada e emulsifica a gordura. Ela transforma as "gotas grandes"

de gordura em "gotas menores" (como o detergente faz na louça engordurada), aumentando a superfície de contato da lípase, uma enzima produzida pelo pâncreas, com as moléculas de gordura.

Assim, os lipídeos ou gorduras são transformados em componentes mais simples, os ácidos graxos e o glicerol, os quais podem passar pelas paredes dos intestinos. A região seguinte do intestino delgado pode ser subdividida em jejuno (por ser encontrado geralmente vazio) e íleo (palavra de origem grega que significa voltear - onde o intestino delgado faz circunvoluções no interior de nosso ventre). Nessa região, as enzimas conhecidas como peptidases completam a transformação das proteínas em aminoácidos e a maltase (uma enzima produzida pela parede do intestino) transforma a maltose em duas moléculas de glicose. Outros açúcares também são digeridos nessa região. Na porção final (íleo) ocorre a absorção das moléculas dos alimentos que já foram quimicamente transformadas pelas enzimas e assim são capazes de passar pela parede do intestino e ganhar o sangue, que distribuirá essas moléculas a todas as células do corpo. Nessa região, grande parte da água existente no bolo alimentar também é absorvida. Os restos alimentares não digeridos chegam ao intestino grosso, onde continua ocorrendo a absorção de água, e são formadas as fezes pastosas que saem do corpo através do ânus.

Aparelho urinário

O aparelho urinário promove a filtragem de todo o sangue do organismo retirando resíduos provenientes do metabolismo celular. Estes resíduos precisam ser eliminados porque são tóxicos se acumulados no organismo. E composto pelos rins, ureteres, bexiga urinária e uretra.

Rins

Os rins situam-se na parte dorsal do abdome, logo abaixo do diafragma, um de cada

lado da coluna vertebral, nessa posição estão protegidos pelas últimas costelas e também por uma camada de gordura. São órgãos excretores. Possui uma cápsula fibrosa, que protege o córtex (cor amarelada) mais externo, e a medula (avermelhada) mais interna. Cada rim é formado de tecido conjuntivo, que sustenta e dá forma ao órgão, e por milhares ou milhões de unidades filtradoras, os néfrons, localizados na

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26 região renal.

Néfrons

O néfron é uma longa estrutura tubular microscópica são responsáveis pela filtração do sangue e remoção das excreções.

Função

A função dos rins é filtrar o sangue, removendo os resíduos nitrogenados produzidos pelas células, sais e outras substâncias em excesso. Além dessa função excretora, os rins também são responsáveis pela osmorregulação em nosso organismo. Controlando a eliminação de água e sais da urina, esses órgãos mantêm a tonicidade do sangue adequada às necessidades de nossas células.

Ureteres

Estreitos órgãos tubulares que levam a urina dos rins até a bexiga urinária. São retroperitoneais e dificilmente são lesados no trauma.

Bexiga urinária

Órgãos muscular oco localizado na pelve anterior responsável pelo armazenamento da urina até a hora da sua eliminação. Possui paredes bastante elásticas e pode armazenar grandes volumes de urina.

Uretra

Órgão tubular que faz a comunicação da bexiga com o meio externo. E mais curta na mulher que no homem, já que neste passa pelo interior do pênis.

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27 Funcionamento dos néfrons

O néfron é a parte funcional do rim, sendo essencial no processo de formação da urina. Há cerca de um milhão de néfrons em cada rim. Eles são constituídos por um longo túbulo, denominado de túbulo néfrico, e pelo corpúsculo renal.

O corpúsculo renal é constituído por capilares, que se ramificam da artéria renal e são envoltos por uma cápsula renal ou glomerular (cápsula de Bowman). Nessa região, ocorre a formação do filtrado glomerular por meio do processo de filtração do sangue, que impede a passagem dos elementos figurados do sangue e grandes proteínas.

O túbulo néfrico pode ser dividido em três partes:

Túbulo contorcido proximal: região onde ocorre

a reabsorção de íons, água e nutrientes do filtrado glomerular no processo de formação da urina;

Alça néfrica (alça de Henle): região onde ocorre a reabsorção de água do filtrado. Essa região possui inúmeros canais formados por proteínas, que tornam o local permeável à água.

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Túbulo contorcido distal: região que regula o pH e a concentração de K+ (potássio)e de NaCl (cloreto de sódio) no organismo.

O túbulo distal desemboca em um ducto ou túbulo coletor de maior calibre e que carrega o filtrado até a pelve renal. No ducto coletor, ocorre a formação da urina a partir do processamento final do filtrado.

Na espécie humana, há dois tipos de néfrons no rim:

Néfron cortical: associado com a alça néfrica curta, adentra apenas em uma pequena porção da medula;

Néfron justamedular: associado com a alça néfrica longa, adentra profundamente na medula.

FORMAÇÃO DA URINA

A urina é formada a partir da filtração do sangue que passa no interior dos néfrons. De maneira resumida, podemos dizer que o processo de formação da urina ocorre em três etapas:

1. Filtração 2. Reabsorção 3. Secreção

Inicialmente o sangue arterial chega sob alta pressão nos capilares do glomérulo. Nesse momento, a pressão faz que parte do plasma saia em direção à cápsula de Bowman. Essa passagem de plasma é conhecida como filtração. O filtrado formado é muito semelhante ao plasma no interior dos vasos sanguíneos, entretanto, não possui proteínas nem células do sangue. O material proveniente da filtração segue para os túbulos renais, local onde ocorre a reabsorção. Nessa etapa, as substâncias importantes que não devem ser perdidas são reabsorvidas. Quase 99% da água filtrada no corpúsculo, por exemplo, é absorvida. A grande reabsorção é também verificada para glicose e aminoácidos.

No túbulo proximal ocorre a maior parte da reabsorção de água e sódio, duas substâncias essenciais para o funcionamento do corpo. Estima-se que cerca de 67% a 80% de íons Na+ e água são absorvidos do filtrado nessa etapa. Na alça de Henle e no túbulo distal, substâncias também são reabsorvidas.

Além da reabsorção, ocorre a secreção no túbulo renal, que é um processo oposto ao da reabsorção.

Na secreção, as substâncias presentes nos capilares são lançadas no interior do túbulo renal, o que garante a sua eliminação pela urina. Substâncias tóxicas do metabolismo e medicamentos, por exemplo, são excretadas no túbulo proximal.

Ao final dessas três etapas temos a urina formada. Sendo assim, podemos dizer que a urina é o produto formado pelo filtrado glomerular, retirando-se o que foi reabsorvido e somando-se o que foi secretado.

Curiosidades:

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Quando muita glicose é encontrada na urina, significa que não houve completa absorção dessa substância. Esse problema é conhecido como glicosúria e é comum em diabéticos.

Cerca de 180 litros de fluido de plasma são filtrados no processo de formação de urina. Entretanto, apenas 1 a 2 litros de urina são eliminados diariamente. Isso pode ser explicado pelo processo de reabsorção

Atividades

1. (UFMG) Observe este esquema, em que está representado um procedimento clínico: É INCORRETO afirmar que esse procedimento possibilita a

a) redução de uréia presente no sangue periférico.

b) remoção de água do plasma sangüíneo.

c) retirada de proteínas do sangue periférico.

d) simulação de funcionamento do néfron.

2 (UFMG) A doença celíaca consiste em um distúrbio inflamatório do intestino delgado, que ocorre em indivíduos com sensibilidade ao glúten e à ingestão de trigo, centeio ou cevada. Analise estas duas figuras, em que está representada uma região do intestino delgado em um indivíduo normal – I – e em um indivíduo com doença celíaca – II:

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30 Considerando-se a alteração estrutural representada na Figura II, é INCORRETO afirmar que indivíduos portadores de doença celíaca podem apresentar

a) baixa produção de hemoglobina.

b) diminuição da densidade mineral óssea.

c) aumento da absorção de água.

d) retardo do crescimento corporal.

3. (UFSC) "Os seres vivos necessitam de um suprimento de energia capaz de manter sua atividade metabólica. Essa energia é extraída dos alimentos, que podem ser produzidos pelos próprios organismos, no caso dos autótrofos, ou obtidos a partir de uma fonte orgânica externa, no caso dos heterótrofos. As substâncias orgânicas, tais como proteínas, carboidratos e lipídios, devem ser desdobradas em compostos mais simples e mais solúveis, de tal maneira que possam ser assimiladas pelo organismo. A esse processo de transformação dos alimentos em compostos relativamente mais simples, absorvíveis e utilizáveis denominamos digestão.

" W. R. Paulino. "Biologia Atual", Ed. Ática, 1996. p. 296.

Com relação a esse assunto, assinale a(s) proposição(ões) VERDADEIRA(S).

(01) A mastigação, a deglutição e os movimentos peristálticos constituem a digestão química.

(02) A água e os sais minerais são absorvidos, pelo tubo digestivo, sem transformação química. (04) A digestão do amido é rápida e ocorre em dois momentos: na boca, pela ação da amilase salivar e no estômago, sob a ação das peptidases.

(08) A bile não tem enzimas, mas apresenta sais biliares, que emulsificam os lipídios, transformando- os em gotículas menores que facilitam a digestão das gorduras.

(16) Os nutrientes digeridos são absorvidos principalmente no intestino delgado, onde as células epiteliais das vilosidades apresentam expansões digitiformes - as microvilosidades -, que aumentam, consideravelmente, a superfície de absorção dos nutrientes.

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31 (32) Pessoas que tiveram sua vesícula biliar extirpada não apresentam dificuldade em digerir lipídios e, por isso, podem fazer uma dieta rica em gorduras.

4. (UFRS) Tiago comeu um sanduíche de pão francês com queijo, presunto e manteiga, acompanhado de um copo de suco de laranja sem açúcar. Relacione cada um dos itens do lanche de Tiago, listados na coluna 1, com as principais enzimas que atuarão na sua digestão, indicadas na coluna 2.

Coluna 1 ( ) pão francês ( ) manteiga ( ) presunto ( ) queijo

( ) suco de laranja Coluna 2

1 - pepsina 2 - lipase 3 - amilase 4 - sacarase

A seqüência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é a) 3 - 2 - 1 - 1 - 4.

b) 4 - 3 - 2 - 1 - 3.

c) 1 - 4 - 3 - 2 - 2.

d) 1 - 3 - 2 - 4 - 4.

e) 2 - 1 - 4 - 3 - 3.

5. (UECE) Dentre os fatores a seguir, assinale aqueles que predispõem o organismo humano para a aterosclerose, podendo contribuir para o funcionamento anormal do coração.

a) Hipertensão e estresse.

b) Consumo exagerado de sal e prática regular de exercícios físicos.

c) Lazer e dieta pobre em gordura animal.

d) Idade (diminuição da aterosclerose com o aumento da idade) e obesidade.

6. (UFPE) Os vasos sanguíneos presentes no organismo do homem diferem em vários aspectos. Com relação a esse assunto, analise as proposições abaixo.

( ) No interior das artérias existem válvulas que impedem o retorno do sangue, uma vez que o refluxo sanguíneo é realizado sob alta pressão.

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32 ( ) Tecido conjuntivo, muscular e epitelial são observados em artérias e veias, todavia, o tecido muscular é mais exuberante nas artérias.

( ) Os capilares, constituídos por um tipo de tecido epitelial ( o endotélio), possibilitam as trocas entre o sangue e os tecidos.

( ) Os capilares diferenciam-se das veias quanto as quantidades relativas de colágeno (maior nas veias) e quanto ao número de fibras elásticas e camadas de células musculares lisas (menor nos capilares).

( ) Impulsionado pelos batimentos cardíacos, as veias sofrem distensão e pulsam. Graças à essa pulsação e ao grande número de fibras elásticas existente nas veias, o sangue pode fluir das extremidades do corpo até o coração.

7. (FGV) Suponha a seguinte situação: o preparador físico de um time brasileiro de futebol propôs uma nova estratégia para treinamento de seus atletas. Os jogadores realizariam exercícios físicos respirando através de equipamento que simulava condições de baixa pressão atmosférica. Este treinamento deveria preceder, em semanas, as viagens para os jogos que iriam se realizar em cidades de alta altitude, como La Paz, na Bolívia. Segundo o preparador físico da equipe, este treinamento poderia melhorar a condição física do atleta quando dos jogos.

Questionado sobre o porquê desse treinamento, o preparador físico explicou que:

I. Para o ar penetrar no tubo respiratório e chegar aos pulmões, é necessário haver uma diferença entre a pressão atmosférica e a pressão existente na cavidade torácica. Quanto menor a diferença, menor a quantidade de ar que chega aos pulmões.

II. II. Em cidades de alta altitude, como La Paz, a pressão atmosférica é menor que a pressão existente na cavidade torácica, o que impede a captação de ar pelos

pulmões.

III. III. O treinamento fortaleceria a musculatura intercostal e o diafragma dos atletas, permitindo que pudessem inspirar mesmo sob as condições de baixa pressão atmosférica das cidades onde os jogos se realizariam.

IV. IV. Para que o oxigênio atmosférico chegue aos tecidos do corpo, é necessário que se ligue às proteínas da superfície da membrana das hemácias, o que ocorre nos alvéolos pulmonares.

V. V. O treinamento estimularia o organismo a aumentar a produção de hemácias. O atleta submetido a esse treinamento, ao chegar a cidades de alta altitude, já teria um aumento na concentração de hemácias, facilitando a captação do pouco oxigênio presente nos alvéolos pulmonares.

São corretas as afirmações a) I e V, apenas.

b) II e III, apenas.

c) I, III e V, apenas.

d) I, II, III e IV, apenas.

e) I, II, III , IV e V.

8. (UFV-MG) Observe o esquema abaixo, em que os números I, II, III, IV e V indicam alguns componentes envolvidos com a respiração humana.

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33 Assinale a afirmativa INCORRETA:

a) A inspiração ocorre com a participação do tecido V.

b) As cordas vocais estão localizadas na região I.

c) A cavidade peritoneal está representada por III.

d) O órgão II possui cartilagem que evita seu colabamento.

e) O processo denominado hematose ocorre no órgão IV.

9. (MACKENZIE) O gráfico mostra a variação da concentração de glicose no sangue de 3 pessoas, supondo que, após a primeira medida, cada pessoa ingeriu uma solução de glicose. A respeito dos resultados expressos no gráfico, considere as afirmações I, II, III e IV.

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34 I. O indivíduo 1 apresenta funcionamento deficiente do pâncreas.

II. A ingestão da solução de glicose provocou a liberação de insulina no indivíduo 2.

III. O indivíduo 3 tem uma produção excessiva de insulina, tornando-o hipoglicêmico.

IV. Injeções de insulina poderiam corrigir a curva do indivíduo

1. Dessa forma, estão corretas a) I, II, III e IV.

b) I, II e IV, somente.

c) I e II, somente.

d) II, III e IV, somente.

e) I, II e III, somente.

10. (PUC-RJ) Para considerarmos um exame de urina como normal, em um indivíduo da espécie humana, devemos encontrar nesta urina somente as seguintes substâncias:

a) água, uréia e proteína.

b) água, açúcar e proteína.

c) água, açúcar e uréia.

d) água, amônia e açúcar.

e) água, uréia e sais.

11. (PUC-MG) A figura a seguir esquematiza a circulação sanguínea humana passando por vários órgãos onde o sangue pode sofrer alterações. Na figura os números indicam alguns vasos sanguíneos.

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35 Com base nos esquemas e em seus conhecimentos, é correto afirmar, EXCETO:

a) O sangue contido em III, embora seja venoso, pode ser mais rico em nutrientes do que o contido em VI.

b) Artérias e veias da pequena circulação ligam o coração ao sistema nervoso, e entupimentos da carótida podem provocar aterosclerose.

c) O sangue que circula em IV deve ter menos glicose e menos ureia que o sangue que circula em III.

d) O sangue contido em V é arterial enquanto o sangue que circula em II é venoso. gabarito

REFERÊNCIAS

SILVERTHORN, D. U. Fisiologia humana: uma abordagem integrada. 5 ed. Porto Alegre: Artmed, 2010 TORTORA, G. J. Corpo humano: fundamentos de anatomia e fisiologia. 6 ed. Porto Alegre: Artmed, 2005.

GALVÃO, V. S. O ensino da fisiologia humana. Um

JOLY, A.B. Botânica. Introdução à Taxonomia Vegetal. EDUSP, São Paulo, 2002 NABORS, M.W. Introdução à Botânica. Roca, São Paulo, 2012.

MOURA, M. V. L. P.; ROSA, M. M. T.; LIMA, H. R. P. Ensino de Botânica – Vivências e Propostas – Edur – UFRRJ – 2013.

https://projetomedicina.com.br/materia/simulados/

Digestão - Biologia - Colégio Web (colegioweb.com.br) https://brasilescola.uol.com.br/biologia/anatomia-humana.htm https://www.preparaenem.com/biologia/anatomia-fisiologia.htm https://morfoanatomiavegetal.wordpress.com/tecidos-vegetais/

http://www.planetabio.com.br/

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=19667 https://www.infoescola.com/biologia/anatomia-vegetal/

https://biologiaparabiologos.com.br/ensino-de-biologia-vegetal-no-ensino-medio/

Referências

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