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Índice
Introdução ... 3 1. Caracterização Regional... 5 1.1. História... 5 1.2. Localização ... 6 1.3. Região... 7 1.4. Acessibilidades... 8 1.5. Cultura e Património ... 111.6. Meio Ambiente e Qualidade de Vida ... 14
2.Caracterização Demográfica... 16
2.1. Evolução Populacional por freguesias... 17
2.2. Densidade populacional por freguesias em 1991 e 2001... 18
2.3. Estrutura Etária... 20
2.4. Taxa de Natalidade e Taxa de Mortalidade ... 21
2.5. Estado Civil da População Residente ... 22
2.6. População Estrangeira na População Residente ... 23
3. Caracterização Sócio-Famíliar ... 28
3.1. Estruturas Famíliares ... 28
3.2. Vulnerabilidade Social... 32
3.2.1.Desafiliações – Institucionalização ... 33
3.2.2.Desafiliação – Vulnerabilidade Social, 3ª Idade... 34
3.2.3.Pessoas Com Deficiência ... 34
3.3. Famílias Clássicas segundo a actividade económica... 36
4.Caracterização Habitacional... 38
4.1. Habitacional Clássica... 39
4.2. Habitação Arrendada ... 39
5.Caracterização Sócio-Educativa... 46
5.1.Níveis de Ensino atingido na população residente ... 46
5.2.Níveis de Analfabetismo ... 48
5.3. Escolas do Concelho do Marco de Canaveses ... 48
5.3.1. Pré – Escolar ... 52
5.3.2. Ensino Básico, 1º Ciclo... 56
5.3.3. Ensino Básico - 2º Ciclo... 60
5.3.4. Ensino Básico - 3º Ciclo... 62
5.3.5. Ensino Secundário ... 65
5.3.6. Ensino Especial... 65
6. Caracterização Sócio-económica ... 68
6.1. Estrutura Sócio-económica do Concelho ... 68
6.2. Actividades Económicas e sua Localização ... 68
6.3. Emprego no Concelho... 70
6.3.1. População Economicamente Activa ... 70
6.4. Desemprego no concelho ... 72
7. Caracterização do Sector da Saúde... 75
7.1. Número de Utentes por Unidade de Saúde... 77
7.2. Distribuição de Médicos por Unidade de Saúde ... 78
7.3. Número Médio de Utentes por Médico ... 78
8. Caracterização da Acção Social Concelhia... 81
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8.1.1. Programas / Medidas ... 81
8.1.2.RMG/RSI ... 81
8.1.3. Intervenção Social da CDSS Porto, no concelho, 2004 ... 83
8.2. Prestações de Acção Social referente ao ano de 2004 ... 83
8.2.1. Pensionistas ... 84
8.3. Instituições Particulares de Solidariedade Social ... 85
8.4. Gabinete de Acção Social – Município do Marco de Canaveses... 86
8.5. Instituições Particulares de Solidariedade Social ... 88
9. Caracterização da Justiça ... 97
10. Caracterização - Segurança versus Criminalidade ... 99
10.1.Caracterização das queixas efectuadas em 2002 e 2003 ... 99
10.2. Acção Social da GNR... 102
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Introdução
A Rede Social é definida na Resolução do Conselho de Ministros 197/97 de 18 de Novembro, como “um fórum de articulação e congregação de esforços e baseia-se numa adesão livre por parte de entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos que nela queiram participar”.
Tem, desta forma, como finalidade o combate à pobreza e exclusão social através do desenvolvimento de estruturas de parceria, introduzindo dinâmicas de planeamento estratégico participado, de intervenções sociais a levar a adiante.
Uma das diligências iniciais, previstas no Programa de Implementação da Rede Social no Município do Marco de Canaveses, é a elaboração de um Pré-Diagnóstico Social, que funcione como uma base para a construção de um Diagnóstico Social deste município, pois só conhecendo bem as características e especificidades do nosso concelho se pode intervir e participar activamente no processo de desenvolvimento a estabelecer.
O Pré-Diagnóstico Social, aqui apresentado irá permitir uma melhor compreensão e apreensão da realidade social do concelho. Aqui, encontra-se explanada e apresentada uma caracterização da actual situação do concelho que servirá de base à elaboração do já referido Diagnóstico Social do Marco de Canaveses. Deve, no entanto, ter-se presente que esta actual abordagem do concelho, sublinha mais uma vez um carácter preliminar enquanto instrumento síntese de um diagnóstico social a efectuar, nomeadamente na produção de nova informação, mais recente.
A abordagem aqui apresentada, prende-se inicialmente com a relação existente entre as tipificações das situações de pobreza e exclusão social e o território geográfico em causa. A definição metodológica utilizada na selecção dos indicadores a serem avaliados inicialmente neste pré-diagnóstico, foi em função do agrupar de variáveis que tendem a estar relacionadas com o binómio território/especificidade de traços de pobreza e exclusão desta região.
Este documento sendo produto de pesquisas e recolhas diversas, dispõe de um conjunto de dados, já dissociados e trabalhados, provenientes dos últimos Censos de 2001 e de recolhas junto de alguns parceiros, o que nos permite uma panóplia alargada de indicadores oficiais acerca dos perfis da população.
O Diagnóstico Social do concelho do Marco de Canaveses pretende-se que seja um elemento inovador, introduzido pelo Programa Rede Social, na medida em que constitui uma primeira tentativa, desenvolvida no âmbito do Conselho Local de Acção Social do Marco de
4 Canaveses, de produção de um conhecimento sistematizado e articulado dos problemas sociais do município e das freguesias.
Em traços gerais, o Diagnóstico Social deseja-se constituído como um instrumento de conhecimento alargado da realidade social do concelho, assentando na seguinte premissa: “Conhecer bem para bem intervir”, pois efectivamente, os fenómenos relacionados com a pobreza e a exclusão social apresentam-se como fenómenos complexos, sendo multidimensionais e dinâmicos.
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1. Caracterização Regional
1.1. História
De acordo com estudos etimológicos, o primeiro elemento do topónimo principal do concelho (“Marco”) terá sido atribuído a esta terra pelo facto de aqui ter existido uma marca de pedra, que assinalava a divisão das freguesias de Fornos, S. Nicolau e Tuías.
Canaveses, por sua vez deriva de “canavês” que significa terreno onde se cultiva câneve, ou
seja cânhamo. Esta designação é assim alusiva à cultura do cânhamo, outrora abundante nesta região.
Uma outra explicação para o topónimo tem origem numa lenda. Conta-se que a Rainha D. Mafalda teria passado pelas obras da ponte que mandara construir, e cheia de sede, pediu água aos pedreiros. Como o acesso ao rio era muito difícil, um deles ofereceu uma cana para que a Rainha bebesse directamente do rio. A Rainha, ao devolve-la terá dito “Guardai porque a cana é boa às
vezes”.
A história do concelho passa pela história da velha vila de Canaveses. Mendo Gil foi o seu primeiro administrador conhecido. Durante os anos de 1255 a 1384, o senhorio pertenceu a D. Gonçalo Garcia e seus descendentes. Em 1384, D. João I, deu-o a João Rodrigues Pereira, parente de Nuno Álvares. Já no reinado de D. João II era posse da coroa, sendo um meirinho nomeado pelo Rei que administrava e nomeava os juízes, procuradores e tabeliões. No séc. XIX, foi integrada no concelho de Soalhães e em meados do mesmo século, no de Marco.
O concelho do Marco de Canaveses, foi criado em 1852 por decreto de D. Maria II, por anexação dos concelhos de Benviver, Canaveses, Soalhães, Portocarreiro, parte dos de Gouveia e Santa Cruz de Riba Tâmega. A vila foi elevada a cidade em 1993, mediante a aprovação na Assembleia da Republica Portuguesa se alterou para Cidade do Marco de Canaveses, assentimento este publicado no Diário da Republica nº 153, de 02/07/1993.
Deste concelho não pode ainda ficar dissociado o nome de Cármen Miranda, uma célebre cantora nascida no Marco de Canaveses a 9 de Fevereiro de 1909. Morreu em 1955, com apenas 46 anos.
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Ordenação Heráldica
Conforme publicação no Diário da Republica, III Série, Nº 47 de 25 de Fevereiro de 1994, o Brasão, a Bandeira e o Selo do concelho do Marco de Canaveses apresentam a seguinte ordenação heráldica:
Brasão: Escudo de negro, ponte de sete arcos, ameada de prata, lavrada de negro, movente
de flancos sobre um pé ondado de prata e azul; em chefe, um chafariz de ouro, repuxando água de prata. Coroa mural de cinco torres de prata. Listel branco com a legenda em maiúsculas a negro “MARCO DE CANAVESES”.
Bandeira: gironada de branco e negro. Cordão e borlas de prata e negro. Haste e lança de
ouro.
Selo: circular, com as peças do escudo sem indicação de cores e metais, tudo envolvido por
dois círculos concêntricos onde corre a legenda “ Câmara Municipal do Marco de Canaveses”.
1.2. Localização
O concelho do Marco de Canaveses pertence ao distrito administrativo do Porto, encontrando-se integrado na região de turismo da Serra do Marão.
Este concelho faz fronteira a Norte com o concelho de Amarante, a Poente com o de Penafiel, a Nascente com o de Baião e a Sul com o Cinfães.
É banhado pelo rio Tâmega, que o atravessa de Nordeste a Sudoeste e pelo Douro que o limita a Sul.
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1.3. Região
É uma micro-região, com microclima situada na baía hidrográfica entre-os-rios Douro e o Tâmega e as fraldas do Marão, com privilegiada situação nos caminhos entre o litoral e o interior, têm 202,02 km2 de superfície, repartidos em termos geofísicos, pelas suas actuais 31 Freguesias:
Esta região, do distrito do Porto pertence, à Região de Ribadouro, conjuntamente com Baião e Amarante.
A união entre a Região de Ribadouro e a Região de Basto (Cabeceiras, Celorico, Mondim, e Ribeira de Pena), leva este concelho a pertencer ao Agrupamento de Baixo Tâmega.
8 É composta por vertentes bastante declivosas e por vales encaixados, o que se explica pela natureza litológica do terreno. Preponderam as rochas graníticas e de alteração difícil.
Aqui predominam as altitudes entre os 200m e os 600m, sendo que é na Serra da Aboboreira e na de Montedeiras as cotas mais elevadas. Os pontos mais altos são, como curiosidade respectivamente a estas duas serras, 807m e 663m.
1.4. Acessibilidades
Rede Viária do Concelho do Marco de Canaveses
O concelho do Marco de Canaveses é servido por uma rede viária, em razoável estado de conservação, com uma malha radial, com centro na Cidade do Marco de Canaveses, a qual é constituída pelas freguesias de: Fornos, Rio de Galinhas, S. Nicolau e Tuías.
O presente capítulo visa a descrição sumária dos principais eixos de circulação, os quais serão descritos da periferia para o centro indicando a sua orientação geográfica, as freguesias servidas no seu percurso, o seu estado de conservação e a nomenclatura associada.
Eixo Norte:
Poderá referir-se que o mesmo segue a barreira natural existente, o Rio Tâmega.
9 de conservação, que canaliza o tráfego proveniente, da parte do concelho de Amarante, e serve no seu percurso até à entrada da ponte sobre o Rio Tâmega, as portas da cidade, as freguesias de: Toutosa, Sto. Isidoro (através da sua ligação com a EM 1250 e EM 1250-1), Sobre Tâmega, Constance (através da sua ligação com a EM 1243) e Banho e Carvalhosa (através da ligação EM 1240 e EM 568).
Na margem esquerda está implantada a EN 210, em bom estado de conservação, canaliza igualmente parte do tráfego proveniente do concelho vizinho de Amarante, servindo no seu percurso essencialmente a freguesia de Várzea de Ovelha e Aliviada, sendo coadjuvada para o efeito pela EM 570.
Eixo Nordeste:
O mesmo é baseado na EN 101-5, encontra-se em bom estado de conservação, canaliza para o centro o tráfego proveniente de parte do concelho vizinho de Amarante e serve no seu percurso as freguesias de: Folhada, Várzea de Ovelha e Aliviada e Tabuado.
Eixo Este:
O mesmo é baseado na EN 321-1 e na variante, recentemente construída, a qual termina no centro da freguesia de Soalhães, que a breve prazo ligará ao concelho vizinho de Baião. As artérias encontram-se em bom estado de conservação, canalizam para a cidade o tráfego proveniente do concelho vizinho de Baião e servem no seu percurso a freguesia de Soalhães, sendo a EN o seu principal eixo estruturante.
Eixo Sudeste:
O mesmo é baseado na EN 211, encontra-se em bom estado de conservação, canaliza parte do tráfego proveniente dos concelhos vizinhos de Baião e Cinfães, este através da barragem de Carrapatelo, e no seu percurso para o centro serve as freguesias de: Paredes de Viadores, Freixo e Paços de Gaiolo (através da EM 642).
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Eixo Sul:
O mesmo é baseado na EM 584 e EM 1264, encontra-se em razoável estado de conservação, servindo no seu percurso para o centro as freguesias de: Penha Longa, Manhuncelos, Freixo e Paços de Gaiolo (através da sua ligação com a EM 1280).
Eixo Sudoeste:
Poderá referir-se que o mesmo se baseia na EN 210, encontrando-se em bom estado de conservação, e canaliza o tráfego proveniente de parte dos concelhos vizinhos de Castelo de Paiva e Penafiel. No seu percurso para o centro serve as freguesias de: Torrão, Várzea do Douro, Alpendorada e Matos, Favões, Vila boa do Bispo, Ariz, Magrelos, S. Lourenço do Douro e Sande (através da sua ligação com a EN 320); Avessadas e Rosém (através da ligação com a EM 1262). É um dos eixos com maior afluência de tráfego.
Eixo Oeste:
Poderá referir-se que o mesmo se baseia na EM 585, encontrando-se em razoável estado de conservação, e canaliza o tráfego proveniente de parte do concelho vizinho de Penafiel, servindo nos seu percurso, até as portas da cidade, as freguesias de: Vila Boa de Quires, Maureles (através da ligação com a EM 588) e Sobre Tâmega.
Eixo Noroeste:
Deverá definir-se este eixo como a grande porta de entrada do concelho, já que a variante à EN 211 liga a cidade à A4, pelo que grande parte do tráfego exterior ao concelho elege este eixo para aceder à cidade do Marco de Canaveses. Assim além da referida variante existe a EN 211 que no seu percurso para o centro serve as freguesias de Vila Boa de Quires, Constance e Sobre Tâmega.
Variante Sul:
Este eixo apesar de não confluir para o centro como o restantes, tem uma grande importância para a rede viária concelhia, dado que orienta todos os fluxos viários do sul do concelho, encontra-se em razoável estado de conservação, está implantado ao longo da margem direita do Rio Douro, e serve no seu percurso as freguesias de: Torrão, Várzea do Douro, Alpendorada e Matos, Magrelos, S. Lourenço do Douro, Sande, Penha Longa e Paços de Gaiolo.
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1.5. Cultura e Património
O artesanato apresenta neste concelho características muito próprias e que será interessante referir a esta altura.
É usual, nesta região, o trabalho dos linhos, bordados e rendas, a confecção de mantas em “trapos e farrapos”, não esquecendo a tanoaria, os canteiros em granito de Alpendorada e Várzea do Douro e os trabalhos do cobre de Paredes de Viadores.
(Cantaria) (Bordados)
Teares manuais serviam para tecer as mantas de “trapos” e ainda para tecerem o bragal com o linho que as mulheres fiavam.
(Tecelagem) (Folhelho) (Chapéus de Palha)
Apresenta-se aqui como significativo neste contexto de artes e ofícios, a indústria das Folhelheiras, que trabalhando o folhelho, provindo da espiga de milho, elaboravam colchões que tinham sucesso nas vendas da época.
12 A indústria de cariz marcadamente caseiro e familiar, que representa uma das expressões do artesanato marcoense, é a dos chapéus de palha. Em princípio encontra-se circunscrita a duas freguesias, Maureles e Vila Boa de Quires.
O folclore é das mais fortes componentes tradicionais do concelho. Os instrumentos musicais característicos são o banjolim, o cavaquinho, a viola breaguesa e ramaldeira, a concertina, o bombo, os ferrinhos e os guizos.
A Gastronomia do concelho caracteriza-se pela sua riqueza e diversidade, destacando-se o cabrito com arroz de forno, o anho assado e a lampreia.
No domínio da doçaria tradicional, salienta-se o Pão de Ló, as Cavacas de Freixo, e de Favaios e os Biscoitos da Duriense.
Deve aqui mencionar-se também a conhecida relação desta população com as “superstições”, sendo estas um reflexo de uma sociedade tradicional, sabendo-se que o facto supersticioso no Marco de Canaveses está de certa forma implantado.
Pode, como exemplo histórico conhecido de todos, referir-se o caso do lugar de Oliveira, na Freguesia de Soalhães em Fevereiro de 1933, em que uma mulher, sob o pretexto de que estava possessa pelo demónio, é queimada viva na convicção de que o diabo fugia e o corpo ressuscitava.
Pode dizer-se que há uma certa tendência geral e inata ao supersticioso nesta população ao longo da sua história.
Estes e outros temas de interesse serão explorados de uma forma mais circunstanciada e pormenorizada no decorrer do Diagnóstico Social do concelho, pois qualquer região não deve estudar ou examinar o presente, sem ter em mente a sua história e o seu passado, sendo que este presente se constrói em futuro.
Salienta-se ainda que esta região é bastante rica no que concerne ao seu património cultural, histórico e humano – social.
13 (Obras do Fidalgo – Freguesia de Vila Boa de Quires) (Ponte do Arco – Freguesia de Várzea de Ovelha e Aliviada)
(Igrejas de S. Nicolau e Sta. Maria – Freguesias de S. Nicolau e Sobre Tâmega) (Pontes sobre o Tâmega)
(Castro de Arados) (Memorial de Alpendorada)
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1.6. Meio Ambiente e Qualidade de Vida
Como já foi descrito, entre o Douro e o Tâmega, onde começa o Marão, situa-se o concelho do Marco de Canaveses. Esta excelente localização faz-nos desfrutar de paisagens naturais magníficas, desde vales e montanhas até praias fluviais.
Devido ao elevado aumento populacional e consequente degradação do meio ambiente, a autarquia tem como uma das maiores preocupações, e por conseguinte área de grande investimento, o Ambiente.
No que se refere a projectos de protecção e valorização do Ambiente no Marco de Canaveses podemos encontrar o Parque de Montedeiras; as praias fluviais; o encerramento da lixeira municipal em 2001, sendo agora todos os resíduos sólidos urbanos transportados para o novo aterro inter-municipal do Baixo-Tâmega, localizado em Codessoso - Celorico de Basto; a construção do parque da cidade que teve início em 2001; comemoração municipal do Dia da Árvore a 28 de Fevereiro.
(Praia Fluvial de Bitetos – Freguesia de Várzea do Douro) (Praia Fluvial – Freguesia de Vila Boa do Bispo)
No Marco de Canaveses, existem 6 E.T.A.R.´s: duas E.T.A.R’s na cidade, (lugar Ponte das Tábuas, freguesia de Fornos e Lugar Ribeirinha, freguesia de S. Nicolau), uma na freguesia de Favões, duas na freguesia de Alpendorada (uma junto à bacia do Tâmega e outra junto à bacia do Douro), e por último uma E.T.A.R. Compacta na freguesia de Várzea do Douro (lugar de Bitetos). Para além destas 6 E.T.A.R’s, possui duas Estações Elevatórias de Águas Residuais (E.E.A.R.), situadas no lugar do Vau, freguesia de S. Nicolau, e no lugar de Ponte das Tábuas, freguesia de Fornos.
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(E.T.A.R. de Alpendorada e Matos) (E.T.A.R. da Cidade)
No que concerne ao abastecimento de água, o Município encontra-se dotado de 5 sistemas de abastecimento de água: sistema de Tabuado, Soalhães, Sande e Penha Longa, sistema de Montedeiras, (sistemas abastecidos por captações subterrâneas) e sistema do Tâmega (abastecido por uma captação superficial situada na albufeira do Tâmega, denominado por E.T.A. – Estação de Tratamento de Águas do Semealho).
Actualmente o Município encontra-se em fase de elaboração dos mapas de ruído, que irão traduzir o estado acústico do local e as influências das fontes de ruído mais relevantes.
Os mapas são apresentados de uma forma sistematizada e seleccionada, e são uma ferramenta importante no planeamento urbano, desenvolvimento urbanístico, definição de zonas de actividade e controlo de ruído. A sua conclusão está prevista para 31 de Outubro de 2005.
Com a crescente consciencialização da sociedade civil, esta edilidade vai continuar a promover a protecção ambiental, investindo em diversas áreas tais como: ampliação da rede actual de esgotos e distribuição de água, beneficiação de espaços verdes e recolha de resíduos.
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2.Caracterização Demográfica
Em relação à caracterização demográfica do concelho do Marco de Canaveses, no que concerne à evolução da população residente nos últimos dez anos, pode salientar-se, que a população tem vindo a aumentar constantemente. De acordo com os últimos dados do INE, o volume de população residente é de 52.419 habitantes, distribuída pelas 31 freguesias existentes no Marco de Canaveses com uma densidade populacional de 262.20 habitantes por km2. A sede do concelho reparte-se pelas freguesias de Fornos, Rio de Galinhas, S. Nicolau e Tuías, representando, no seu conjunto cerca de 17% da população e constituindo a maior concentração urbana do concelho.
População Residente no Concelho do Marco de Canaveses, segundo o Sexo
Fonte: INE (Censos 2001)
Na análise populacional do Marco de Canaveses em 2001, esta é composta por 52.419 habitantes residentes, sendo 26.628 mulheres e 25.791 homens.
Sexo Total Mulher Homem MH
26.628 25.791 52.419
(
Vista Panorâmica da Cidade do Marco de Canaveses)0 10.000 20.000 30.000 40.000 50.000 60.000 26.628 25.791 52.419 M H MH
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2.1. Evolução Populacional por freguesias
A característica fundamental da evolução demográfica do concelho do Marco de Canaveses, reside no aumento sistemático da população residente. Este crescimento natural da população, superou sempre as saídas emigratórias: na década de sessenta, em mais de 3.000; na década de setenta, em mais de 4.000.
Evolução Populacional por freguesias – variação numeral entre 1991 – 2001
Freguesias N.º de Habitantes Ano 1991 N.º de Habitantes Ano 2001 Variação Numeral (1991 e 2001) Alpendorada e Matos 4234 4883 +649 Ariz 1309 1772 +463 Avessadas 1149 1242 +93 Banho e Carvalhosa 1411 1470 +59 Constance 1310 1639 +329 Favões 1149 1098 -51 Folhada 731 736 +5 Fornos 2843 3303 +460 Freixo 674 745 +71 Magrelos 882 982 100 Manhuncelos 447 504 +57 Maureles 450 402 -48 Paços de Gaiolo 1340 1092 -248 Paredes de Viadores 1223 1185 -38 Penha Longa 2086 2196 +110 Rio de Galinhas 1381 1841 +460 Rosém 167 208 +41 S. Lourenço do Douro 1004 951 -53 S. Nicolau 269 491 +222 Sande 2204 2009 -195 Soalhães 3733 3817 +84 Sobre Tâmega 1217 1124 -93 Stº Isidoro 1474 1583 +109 Tabuado 1240 1387 +147 Torrão 937 948 +11 Toutosa 747 557 -190
18
Tuías 2148 3218 +1070
Várzea de Ovelha e Aliviada 2277 2294 +17
Várzea do Douro 1851 2015 +164
Vila Boa de Quires 3498 3635 +137
Vila Boa do Bispo 2748 3085 +337
Total em Marco Canaveses 48133 52419 +4286
Fonte: INE
Na análise da evolução populacional por freguesia entre os anos de 1991 e 2001, verifica-se que houve um aumento de 4286 habitantes. Como pode ver-se na maior parte das freguesias registou-se um aumento, nomeadamente na freguesia de Tuías onde se assinala um aumento de 1070 habitantes. Contudo, houve em algumas freguesias uma diminuição a nível populacional, a freguesia onde se verificou maior diminuição foi a freguesia de Magrelos com menos 21 habitantes em 2001 que em 1991. Pode apurar-se ainda que outras freguesias mantiveram o seu número de habitantes, não havendo qualquer alteração.
As discrepâncias na evolução populacional por freguesias, poderão indiciar factores, tais como, deslocações da população para uma zona com maior acesso a equipamentos sociais e colectivos, procura de trabalho, impossibilidade de permanência no local de origem por motivos habitacionais ou outros.
Em síntese, em todo o concelho do Marco de Canaveses entre os anos de 1991 e 2001 notou-se um ligeiro aumento de 269 habitantes.
2.2. Densidade populacional por freguesias em 1991 e 2001
Ano 1991 Ano 2001 Freguesias Área Geográfica / Km2 N.º de Habitantes Densidade Populacional N.º de Habitantes Densidade Populacional
Alpendorada e Matos 10,54 4234 460 Hab. /Km2 4883 463 Hab. /Km2
Ariz 4,04 1309 438 Hab. /Km2 1772 439 Hab. /Km2
Avessadas 6,12 1149 202 Hab. /Km2 1242 203 Hab. /Km2
Banho e Carvalhosa 4,93 1411 295 Hab/km2 1470 311 Hab/km2
Constance 4,78 1310 345 Hab. /Km2 1639 343 Hab. /Km2
Favões 2,96 1149 374 Hab. /Km2 1098 371 Hab. /Km2
Folhada 8,90 731 83 Hab. /Km2 736 83 Hab. /Km2
Fornos 3,40 2843 911 Hab. /Km2 3303 972 Hab. /Km2
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Magrelos 2,57 882 391 Hab. /Km2 982 382 Hab. /Km2
Manhuncelos 4,32 447 116 Hab. /Km2 504 117 Hab. /Km2
Maureles 3,17 450 125 Hab. /Km2 402 127 Hab. /Km2
Paços de Gaiolo 7,35 1340 149 Hab. /Km2 1092 149 Hab. /Km2
Paredes de Viadores 8,94 1223 133 Hab. /Km2 1185 133 Hab. /Km2
Penha Longa 10,79 2086 202 Hab. /Km2 2196 204 Hab. /Km2
Rio de Galinhas 2,10 1381 874 Hab. /Km2 1841 877 Hab. /Km2
Rosém 5,03 167 41 Hab. /Km2 208 41 Hab. /Km2
S. Lourenço do Douro 4,07 1004 233 Hab. /Km2 951 234 Hab. /Km2
S. Nicolau 0,82 269 576 Hab. /Km2 491 598 Hab. /Km2
Sande 8,56 2204 236 Hab. /Km2 2009 235 Hab. /Km2
Soalhães 24,03 3733 159 Hab/ km2 3817 159 Hab/ km2
Sobre Tâmega 2,83 1217 399 Hab. /Km2 1124 397 Hab. /Km2
Santo Isidoro 3,79 1474 418 Hab. /Km2 1583 418 Hab. /Km2
Tabuado 6,83 1240 203 Hab. /Km2 1387 203 Hab. /Km2
Torrão 1,47 937 646 Hab. /Km2 948 645 Hab. /Km2
Toutosa 1,00 747 559 Hab. /Km2 557 557 Hab. /Km2
Tuías 6,44 2148 501 Hab. /Km2 3218 500 Hab. /Km2
Várzea de Ovelha e
Aliviada 14,38 2277 160 Hab. /Km2 2294 160 Hab. /Km2
Várzea do Douro 4,79 1851 418 Hab. /Km2 2015 421 Hab. /Km2
Vila Boa de Quires 16,18 3498 222 Hab. /Km2 3635 225 Hab. /Km2
Vila Boa do Bispo 12,48 2748 246 Hab. /Km2 3085 247 Hab. /Km2
Fonte: Município do Marco de Canaveses (Ano 1991 e 2001)
No quadro acima, apresenta-se os valores relativos à densidade populacional, revelando o número de habitantes por km2 de área geográfica no ano de 1991 e de 2001, por freguesias. De acordo com o quadro comparativo, a freguesia com maior número de habitantes é Alpendorada e Matos com 4.858 habitantes, isto é, 9,3 % da população residente em Marco de Canaveses, e tem uma densidade populacional de 460 habitantes por km2 em 1991. Em 2001 esta freguesia apresenta 4.883 habitantes, isto é, 9,3 % da população residente. A freguesia de Rosém possui uma área geográfica de 5,03 km2, e a nível populacional é a que apresenta menor número de habitantes no concelho, 207 habitantes e uma densidade populacional de 41 habitantes por km2 em 1991. Em 2001 aumentou apenas para 208 habitantes, mantendo a densidade populacional de 41 habitantes por km2.
20 Soalhães com 24,03 km2 havendo em 1991, 3.817 habitantes e registando uma densidade populacional de 159 habitantes por km2. A freguesia que ocupa uma menor dimensão no concelho é S. Nicolau com 0,82 km2, registando em 1991, 491 habitantes e com uma densidade populacional de 598 habitantes por km2. Em 2001 esta freguesia não sofreu alterações a este nível.
Em síntese, observa-se não existir grandes diferenças entre a década de 1991 – 2001, uma vez que houve apenas um pequeno aumento da população neste intervalo de dez anos no concelho. As pequenas diferenças são mais visíveis na freguesia de Fornos, onde se verifica um aumento de 61 habitantes por km2, visto no ano 1991 a densidade populacional ser de 911 habitantes por km2 e em 2001 ser de 977 habitantes por km2. Parte-se do princípio, que esta freguesia será a que mais contribuiu para o aumento da densidade populacional concelhia. Outra diferença prende-se com a freguesia de Magrelos que em 1991 tinha uma densidade populacional de 391 habitantes por km2 e, em 2001 a sua densidade populacional diminui para 382 habitantes por km2, registando-se uma diminuição de 9 habitantes por km2.
2.3. Estrutura Etária
População Residente, segundo o Sexo e Grupos Etários
Menos de 15 anos 15 a 60 anos Mais de 60 anos
Mulher Homem MH Mulher Homem MH Mulher Homem MH 5.532 5.742 11.274 16.812 16.889 33.701 4.284 3.160 7.444
Fonte: INE (Censos 2001)
População Residente, segundo Grupos Etários ( Sexo Masculino)
Menos de 15 anos 15 a 60 anos Mais de 60 anos
População Residente, segundo Grupos Etários (Sexo Feminino)
Menos de 15 anos
15 a 60 anos Mais de 60
anos
Descrevendo o quadro e gráficos relativos à população residente segundo grupos etários e sexo, constata-se em termos de números, que a população no grupo etário com menos de 15 anos é constituído por 5.532 mulheres e 5.742 homens num total de 11.274 residentes. No grupo etário dos 15 aos 60 anos é composto por 16.812 mulheres e 16.889 homens, num conjunto de 33.701 residentes pertencentes a este grupo etário. Por último, o grupo etário com mais de 60 anos é formado por 4.284 mulheres e 3.160 homens, num global de 7.444 residentes.
21 Comparando entre os dois sexos, feminino e masculino, não se realçam grandes diferenças significativas.
2.4. Taxa de Natalidade e Taxa de Mortalidade
Evolução da Taxa de Natalidade e da Taxa de Mortalidade
Anos Nados Vivos Óbitos Saldo Fisiológico Taxa de Natalidade ( ‰) Taxa de Mortalidade ( ‰) 1960 1215 427 788 30,9 10,9 1970 1225 421 804 29,1 10,0 1981 962 373 589 20,9 8,1 1991 759 394 365 15,8 8,2
2001 – Dados ainda não disponíveis Fonte: Município do Marco de Canaveses
Relativamente aos dados observados mais relevantes, apesar de nascerem menos crianças em 2001 (apenas 759) ainda se registam no concelho um grande número de óbitos, 394. Comparando com as décadas anteriores, não houve uma correspondente diminuição de casos de óbitos (427 casos em 1960 e 394 casos em 1991) se comparados com o decréscimo do número de dados vivos, registados de 1960 para 1991 (1.215 e 759, respectivamente). 0 5 10 15 20 25 30 35 Taxa de Natalidade (‰) 1960 1970 1981 1991 ANO 0 2 4 6 8 10 12 Taxa de Mortalidade (‰) 1960 1970 1981 1991 ANO
22 Pode observar-se, que a Taxa de Natalidade tem vindo a diminuir, de 1960 a 1991, para metade (de 30,9% para 1,8% respectivamente), indiciando uma tendência futura de contínuo decréscimo.
Na Taxa de Mortalidade, observa-se a mesma tendência, (10,9% em 1960 e 8,2% em 1991) embora muito mais esbatida, apontando para um aumento da esperança de vida, devido, muito provavelmente à evolução da medicina e da qualidade de vida, tendencialmente progressiva da sociedade de hoje enquadrada no quadro nacional e europeu.
2.5. Estado Civil da População Residente
População Residente no Concelho do Marco de Canaveses, segundo o Estado Civil e o Sexo
Solteiro Casado Viúvo Separado Divorciado
M H MH M H MH M H MH M H MH M H MH
10.512 11.396 21.908 13.737 13.692 27.429 2.025 511 2.536 163 87 250 191 105 296
Fonte: INE (Censos 2001)
So lt eiro
C asad o
V iúvo
Sep arad o D ivo rciad o
0 5.000 10.000 15.000 20.000 25.000 30.000 População Residente Homens e Mulheres
Analisando a população residente em 2001 no concelho, segundo o seu estado civil e sexo, observa-se que, de 52.419 residentes, 21.908 pertencem ao estado civil de solteiro (subdividindo-se em 10.512 mulheres e 11.396 homens), no estado civil de casado 27.429 (13.737 mulheres e 13.692 homens). No que respeita ao estado civil de viúvo encontram-se 2.536 habitantes, (2.025 pertencem
23 ao sexo feminino e 511 pertencem ao sexo masculino).
Os estados civil de separado e divorciado, representam apenas uma pequena parte da população residente decompondo-se num total de 250 residentes em estado de separado (163 mulheres e 87 homens) e 296 residentes no estado de divorciado (191 mulheres e105 homens).
2.6. População Estrangeira na População Residente
População Residente com Nacionalidade Portuguesa, segundo o Sexo
Fonte: INE (Censos 2001)
No concelho do Marco de Canaveses, dos 52.419 residentes, 51.765 têm nacionalidade portuguesa (26.322 mulheres e 25.443 homens), os restantes têm outra nacionalidade. Nacionalidade Portuguesa M H MH 26.322 25.443 51.765
Dos restantes 240 residentes no concelho com nacionalidade estrangeira, dividem-se em
nacionalidade europeia, nacionalidade africana, e nacionalidade brasileira e outros demais nacionalidades.
População Residente, segundo a Nacionalidade Europeia e o Sexo
Alemanha Espanha França Reino Unido Outros UE
M H MH M H MH M H MH M H MH M H MH
5 4 9 7 3 10 22 20 42 6 4 10 6 5 11
Fonte: INE (Censos 2001)
Como pode ver-se 82 residentes têm nacionalidade europeia, destacando-se nacionalidade alemã (9), espanhola (10), francesa (42) e Reino Unido (10). Os restantes (11) têm outra nacionalidade europeia não descriminada.
26.322 25.443
51.765
24
População Residente, segundo Nacionalidade Africana e o Sexo
Fonte: INE (Censos 2001)
Neste quadro relativo à população residente com nacionalidade africana, divide-se a população com nacionalidade referente aos PALOP’s – Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa - (48) e outros países de África (10), num total de 58.
PALOPS Outros África
Mulher Homem MH Mulher Homem MH
27 21 48 2 8 10 0 10 20 30 40 50 Total Total
PALOPS Outros África
População Residente com outra nacionalidade, segundo o Sexo
Brasil Outros
Mulheres Homens Mulheres Homens
25 17 40 32
Fonte: INE (Censos 2001)
No entanto, a grande fatia de população residente com nacionalidade estrangeira são os residentes com nacionalidade brasileira (42) e
com outra nacionalidade não especificada (72). 0 5 10 15 20 25 30 35 40 M H M H Brasil Outros 0 5 10 15 20 25
Ale Esp Fra UK Outros
EU
M H
M H
25
População Residente, segundo as migrações, de residência habitual
População Residente 2001
População que não mudou de concelho
M H MH M H MH 26.628 25.791 52.419 25.675 24.759 50.434
Fonte: INE (Censos 2001)
Pode observar-se que 50.434 das 52.419 pessoas residentes no concelho em 2001, não mudou de concelho. As diferenças entre os dois sexos, mostram que são mais mulheres (25.675) a mudar de concelho, do que homens (24.759). 23.500 24.000 24.500 25.000 25.500 26.000 26.500 27.000 M H M H Pop. Residente em 2001
Pop. que não mudou de concelho
O fenómeno das emigrações internas, temporárias ou definitivas, foi sempre marcante. A atracção urbana do grande Porto, ligado à oferta de trabalho às supostas melhorias da condição de vida, é neste concelho secular. O Porto foi sempre a grande cidade dos sonhos e das promessas.
População residente segundo zonas de proveniência, por concelho de residência habitual (Imigrante no concelho)
Fonte: INE (Censos 2001)
Provenientes de Outro
Concelho Provenientes do Estrangeiro
M H MH M H MH 391 373 764 122 209 331 0 100 200 300 400 M H M H
Outro concelho Estrangeiro
Relativamente aos imigrantes no concelho, 764 provieram de outro concelho e 331 provieram do estrangeiro, notando-se uma ligeira diferença entre o sexo feminino (122) e o sexo masculino (209), provieram mais homens do estrangeiro do que mulheres, caso inverso, embora não muito relevante, no que respeita aos provenientes de outro concelho, onde conclui-se que provieram mais mulheres (391) que homens (373).
Saldo das Migrações Internas
Os movimentos migratórios, (provocados pela busca de trabalho noutras paragens), configura-se num relativo desequilíbrio a dois níveis: um no que se refere à população potencial activa (15-64) que quase nunca é esperada, isto é, emigra; outro na distribuição da população por
26 sexos que caracteriza-se pelo excedente de homens nos primeiros estratos etários, e o inverso, nas idades entre os 20 e os 40 anos. Apesar de tudo, é inegável a dominância geral do estrato jovem.
Em 2001, a percentagem desta faixa etária, bastante importante para o futuro do concelho, era de 21%. Questão importante por si, obriga a questionar a escola que há, em função do que se quer e o emprego que há, em função dessa escolaridade.
Fonte: INE (Censos 2001)
Nas migrações internas registadas em
2001, verifica-se uma maior tendência da população afluir de outro concelho para o concelho do Marco de Canaveses (764), do que a que se desloca do concelho do Marco de Canaveses para outro concelho (517), registando-se um saldo de 247 pessoas. Conclui-se que, no saldo das migrações internas, o valor é ligeiramente superior no sexo feminino (142) do que no masculino (105). No caso de provenientes de outro concelho, verifica-se o mesmo (M-391, H- 377). O inverso acontece, analisando o caso da população que se desloca do concelho do Marco de Canaveses para outro concelho, onde são mais os residentes pertencentes ao sexo masculino (268) do que sexo feminino (249).
Provenientes de Outro concelho
Do concelho para outro concelho
Saldo das Migrações Internas M H MH M H MH M H MH 391 373 764 249 268 517 142 105 247 0 50 100 150 200 250 300 350 400 M H M H M H Provenientes de Outro concelho Do concelho p/ outro concelho Migrações Internas
Imigrante no concelho, proveniente de Macau e Timor-Leste
Fonte: INE (Censos 2001)
Imigrante no concelho proveniente do estrangeiro
Alemanha França EUA PALOP África do Sul Venezuela Brasil Canadá Outros
M H MH M H MH M H MH M H MH M H MH M H MH M H MH M H MH M H MH
22 36 58 29 28 57 4 5 9 3 4 7 2 2 4 1 3 4 13 10 23 4 2 6 44 118 162
Fonte: INE (censos 2001)
Provenientes de Macau Provenientes de Timor-leste M H MH M H MH 0 0 0 0 1 1
27 0 20 40 60 80 100 120 140 M H M H M H M H M H M H M H M H M H
Alemanha França EUA PALOP África do Sul
Venezuela Brasil Canadá Outros
Segundo os Censos de 2001, os imigrantes com maior notação são provenientes da Alemanha (58) França (57), mas sobretudo de outros países (162) não especificados.
28
3. Caracterização Sócio-Famíliar
A família é um micro-sistema integrado no sistema comunidade, que interage com os mais variados subsistemas existentes neste macro sistema que é o mundo. É no seio desta, que a criança nasce, cresce e vive as suas primeiras experiências de vida, que modela e reproduz padrões de comportamento, aprende e interioriza os valores e normas sociais. Ela, família, tem um papel preponderante principalmente nos primeiros anos de vida, onde a criança busca as necessidades mais básicas de sobrevivência e, não tão menos importante, a necessidade de amor e carinho.
Pode ainda acrescentar-se que, as estruturas familiares são indicadores que traduzem riscos de ruptura familiar, nomeadamente o isolamento social (famílias monoparentais, intergeracionais, idosos a viverem sozinhos ou pessoas institucionalizadas).
3.1. Estruturas Familiares
Famílias Clássicas
As Famílias Clássicas, são famílias constituídas por conjunto de indivíduos que residem no mesmo alojamento e que têm relações de parentesco entre si.
Famílias Residentes
Famílias Clássicas
52.164 16.075
Fonte: INE (censos 2001)
Analisando, as famílias clássicas nas famílias residentes, verifica-se que das 52.164 famílias residentes, 16.075 são famílias clássicas, ou seja representam 30,9% das famílias a residir no concelho do Marco de Canaveses Residentes Famílias Classicas Famílias 52.164 16.075 0 10.000 20.000 30.000 40.000 50.000 60.000
Famílias Clássicas, segundo a dimensão (Pessoas)
Com 1 Com 2 Com 3 Com 4 Com 5 Com 6 Com 7 Com 8 Com 9
Com 10
ou + Total 1.487 3.523 4.465 4.265 1.525 529 185 62 34 31 16.106
29 0 500 1.000 1.500 2.000 2.500 3.000 3.500 4.000 4.500 5.000 Com 1 Com 2 Com 3 Com 4 Com 5 Com 6 Com 7 Com 8 Com 9 Com 10 ou + F am íl ias C lássi cas se g u n d o a d im en são ( P esso as)
Analisando as famílias clássicas, segundo o número de pessoas que as constituem, observa-se
que das 16.106 existentes no concelho do Marco de Canaveses, grande parte das famílias clássicas são constituídas por 3 pessoas (4.465), seguindo-se as famílias com 4 pessoas (4.265) e as com 2 pessoas (3.523). Estas famílias representam 76,1% do total das famílias clássicas (16.106). As famílias constituídas por 5 pessoas (1.525), e as constituídas por 1 pessoa (1.487), representam 18,7% do total, e as famílias constituídas por 6 (529), 7 (185), 8 (62), 9 (349) e 10 ou mais pessoas (31), representam apenas 5,2% das famílias clássicas no concelho.
Famílias Clássicas, segundo o tipo de Família
Fonte: INE (Censos 2001)
Dentro das famílias clássicas residentes no concelho, 1.711 são famílias sem qualquer núcleo familiar, 12.758 com 1 núcleo, 451 famílias com 2 núcleos e 26 famílias com 3 ou mais núcleos.
Sem Núcleos Com 1 Núcleo Com 2 Núcleos
Com 3 ou + Núcleos 1.711 12.758 451 26 0 2.000 4.000 6.000 8.000 10.000 12.000 14.000 Marco de Canaveses 1711 12758 451 26 Sem Núcleos Com 1 Núcleo Com 2 Núcleos Com 3 ou +
30
Famílias Clássicas com 1 Núcleo
Fonte: INE (censos 2001)
Nas famílias clássicas com 1 Núcleo, nos casais “de direito”, isto é, casados com registo, 2.872 não têm filhos e 9.583 têm filhos. Nos casais “de facto”, ou seja, em união de facto, 105 não têm filhos e 198 têm filhos.
Casal “de direito” Casal “de facto” Sem Filhos Com Filhos Sem Filhos Com Filhos 2.872 9.583 105 198 0 2.000 4.000 6.000 8.000 10.000 Sem Filhos Com Filhos Sem Filhos Com Filhos Casal "de direito" Casal "de facto"
31
Famílias Clássicas Monoparentais
Fonte: INE (Censos 2001)
Nas famílias clássicas com um núcleo, contabiliza-se neste quadro as famílias monoparentais no concelho. Em 2001, haviam 1.103 famílias monoparentais (937 são mães com filhos e 166 são pais com filhos). A tendência natural é haver mais mães com filhos do que pais com filhos, representando esta uma ínfima parte neste tipo de famílias clássicas. Pai Com Filhos Mãe Com Filhos 166 937 Famílias Monoparentais 166 937 0 100 200 300 400 500 600 700 800 900 1000
Com Filhos Com Filhos
Pai Mãe
Famílias Clássicas Intergeracionais
Fonte: INE (censos 2001)
As famílias clássicas intergeracionais existentes no concelho subdividem-se em 33 famílias de casais avô e avó com netos, 23 avós com netos e apenas 1 avô com netos.
Avós Com Netos Avô Com Netos Avó Com Netos 33 1 23 0 5 10 15 20 25 30 35
Com Netos Com Netos Com Netos
32
3.2. Vulnerabilidade Social
Define-se vulnerabilidade social como sendo as famílias que estão perfeitamente integradas, mas que tem alguma característica que poderá potenciar algum nível de exclusão social. De alguma forma, encontram-se permanentemente numa situação de maior susceptibilidade a algumas problemáticas, no que concerne ao apoio que a própria família restrita pode indiciar, nomeadamente, famílias monoparentais, intergeracionais, famílias numerosas e população feminina sozinha, pessoas institucionalizadas sejam elas crianças, adultos e idosos.
Nº famílias monoparentais 944
Nº Avós com netos 52
Nº de famílias com mais de 5
elementos 2.366
Pop. Feminina 15 - 64 anos 8.873
Fonte: ISSS, GSI, Março 2004
Como pode observar-se os grupos vulneráveis com maior risco de gerar problemas sociais são as famílias monoparentais (944), e avós com netos (52) 2.366 são famílias numerosas constituídas por mais de 5 elementos, e por último a população feminina entre os 15 e os 64 anos onde contabiliza-se 8.873 mulheres. 944 52 2.366 8.873 0 1.000 2.000 3.000 4.000 5.000 6.000 7.000 8.000 9.000 Nº famílias monoparentais Nº Avós com netos Nº de famílias com mais de 5 elementos Pop. Feminina 15-64 anos
33
Taxa de Vulnerabilidade Social
Tx. Isolados + 65 anos 15,8
% Famílias monoparentais 5,9
% Avós com netos 0,3
% Famílias + 5 elementos 14,7
Fonte: ISSS, GSI, Março 2004
Em relação à taxa de vulnerabilidade social apresenta-se um outro quadro respeitante ao ano 2004. Pode constatar-se que, relativamente ao isolamento social, 15,8% são idosos com mais de 65 anos; 5,9% famílias monoparentais, 0,3% avós com netos e 14,7% famílias com mais de 5 elementos. 15,8 5,9 0,3 14,7 0 2 4 6 8 10 12 14 16 Tx. Isolados + 65 anos % Famílias monoparentais % Avós com netos % Famílias + 5 elementos
3.2.1.Desafiliações – Institucionalização
A Família Institucional é constituída por um conjunto de indivíduos residentes num alojamento colectivo.
Fonte: ISSS, GSI, Março 2004
Como pode ver-se, existem 135 idosos institucionalizados, 129 pessoas em famílias institucionais, e 20 pessoas portadoras de deficiência também institucionalizadas. Relativamente a crianças institucionalizadas ou sinalizadas pela CPCJ – Comissão de Protecção a Crianças e Jovens em risco - não se encontram nenhuma.
Convém salientar que a CPCJ em Marco de Canaveses encontra-se actualmente em fase de implementação.
Idosos Institucionalizados 135
Crianças Institucionalizadas 0
Pessoas portadoras de deficiências
institucionalizadas 20
Crianças Sinalizadas C.P.C.J. 0
Pessoas em famílias Institucionais 129
135 0 20 0 129 0 20 40 60 80 100 120 140 Idosos Institucionalizados Pessoas portadoras de defciências intitucionalizadas Pessoas em famílias Institucionais
34
3.2.2.Desafiliação – Vulnerabilidade Social, 3ª Idade
Fonte: ISSS, GSI, Março 2004
Em relação ao problema do envelhecimento populacional, que existem 5.867 pessoas no concelho com 65 ou mais anos, e 52.225 dentro das famílias clássicas. 926 possuem 1 pessoa com 65 anos ou mais.
Conclui-se que este tipo de problema de envelhecimento populacional ao nível nacional, não se verifica, neste concelho, com tanta proeminência.
População residente 65 ou mais 5.867
Pessoas em famílias clássicas 52.225
Famílias clássicas com 1 pessoa com 65 ou
mais 926 926 52.225 5.867 0 10.000 20.000 30.000 40.000 50.000 60.000 População residente 65 ou mais Pessoas em famílias clássicas Famílias clássicas com 1 pessoa com 65
ou mais
3.2.3.Pessoas Com Deficiência
População residente deficiente, segundo tipo de deficiência e sexo, por grau de incapacidade atribuído
Auditiva Visual Motora Mental Paralesia
Cerebral Outra deficiência
M H MH M H MH M H MH M H MH M H MH M H MH
Marco de
Canaveses 81 101 182 218 248 466 191 383 574 179 205 384 41 50 91 139 220 359
Sem grau atribuído 56 69 125 164 150 314 98 139 237 78 75 153 10 20 30 74 99 173
Inferior a 30% 4 7 11 12 36 48 13 47 60 19 26 45 4 2 6 14 42 56
De 30% a 59% 7 8 15 18 33 51 25 55 80 32 34 66 2 4 6 13 33 46
De 60% a 80% 8 4 12 9 17 26 27 87 114 24 28 52 6 7 13 14 31 45
Superior a 80% 6 13 19 15 12 27 28 55 83 26 42 68 19 17 36 24 15 39 Fonte: INE (Censos 2001)
35 0 50 100 150 200 250 300 350 Auditiva MH 125 11 15 12 19 Visual MH 314 48 51 26 27 Motora MH 237 60 80 114 83 Mental MH 153 45 66 52 68 Paralesia Cerebral MH 30 6 6 13 36 Outra deficiência MH 173 56 46 45 39 Sem grau atribuído Inferior a 30% De 30% a 59% De 60% a 80% Superior a 80%
No que respeita ao quadro da população residente deficiente, segundo o tipo de deficiência e sexo, por grau de incapacidade atribuído, verifica-se que, a maioria concentra-se no tipo de deficiência motora (574 pessoas), e visual (466 pessoas). A deficiência mental, auditiva e paralesia cerebral (384, 182 e 91 respectivamente) são, também, relevantes nesta população, contudo existem 359 pessoas deficientes com outro tipo de deficiência não especificada.
No que respeita ao grau de incapacidade, na sua maioria não tem grau atribuído, e as que possuem, dividem-se pelos graus acima enumerados. Porém, o tipo de deficiência que apresenta maior grau de incapacidade atribuída, é a deficiência mental, como é já comum neste tipo de deficiência. A que apresenta menor grau de incapacidade atribuída, é a deficiência visual.
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População Residente Deficiente, segundo sexo, por grau de incapacidade atribuído
Total
M H MH Marco de Canaveses 849 1.207 2.056
Sem grau atribuído 480 552 1.032
Inferior a 30% 66 160 226
De 30% a 59% 97 167 264
De 60% a 80% 88 174 262
Superior a 80% 118 154 272 Fonte: INE (Censos 2001)
Neste gráfico pode visualizar-se melhor a problemática da deficiência segundo o sexo, e conclui-se que, existe uma maior concentração de pessoas portadoras de deficiência no masculino do que no feminino. E na maioria dos casos, principalmente no sexo feminino, não têm grau de incapacidade atribuído.
849
1.207
Total M Total H
3.3. Famílias Clássicas segundo a actividade económica
Famílias Clássicas, sem Actividade Económica
Fonte: INE (censos 2001)
Nas famílias clássicas sem actividade económica, a grande fatia são as reformadas (4.246), seguindo-se as incapacitadas permanentes para o trabalho e outras situações (375 e 373, respectivamente). Famílias Clássicas M H MH Estudantes 3 5 8 Domésticos 271 5 276 Reformados 1.530 2.716 4.246 Incapacitados Permanentes para o Trabalho 73 302 375 Outras 42 331 373 0 500 1.000 1.500 2.000 2.500 3.000
Estudante Doméstico Reformado Incapacitada
Permanante para o Trabalho Outras Situações M H
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Famílias Clássicas com Actividade Económica
Fonte: INE (censos 2001)
Na análise das famílias clássicas com
actividade económica, 10.492 encontram-se empregadas e 336 desempregadas. Das empregadas 9.968 são homens e apenas 524 são mulheres. Das desempregadas 293 são homens e 43 são mulheres. Famílias Clássicas M H MH Empregados 524 9.968 10.492 Desempregados 43 293 336 0 2.000 4.000 6.000 8.000 10.000 Empregados Desempregados M H
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4.Caracterização Habitacional
A Habitação está consagrada na Constituição da República Portuguesa como um direito que assiste a todos, e deve ser entendida como uma necessidade básica a observar.
Segundo Maslow, na sua “pirâmide” de necessidades humanas, a seguridade e bem-estar do ser humano dependem, em larga escala, das bases piramidais que são primariamente as necessidades fisiológicas, seguidas de imediato pelas necessidades de abrigo e segurança.
Sendo a habitação um requisito primário da condição humana, as condições de habitabilidade podem ser um mecanismo gerador de situações de pobreza e de maior vulnerabilidade à exclusão social, podendo contribuir para um desajustamento familiar e social.
No âmbito da apreciação da situação habitacional da população do concelho, realizou-se uma breve análise do número de alojamentos existentes, segundo as formas de ocupação e tipo de edifícios onde se situam, tendo por base informativa os dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística. Por outro lado, efectuou-se uma pequena recolha de informação nos dados que o Município possui em relação aos pedidos de comparticipação na recuperação de imóveis.
Deve entender-se por alojamento, o local distinto e independente que, pelo modo como foi construído, reconstruído, ampliado ou transformado, se destina à habitação, normalmente, de um agregado familiar.
. Total geral de habitações clássicas existentes, estejam elas ocupadas ou vagas Total geral ocupados e
vagos 20.306
Como pode verificar-se, através do quadro acima apresentado, existem em Marco de Canaveses cerca de 20.306 fogos habitacionais clássicos, segundo o INE (Ref. 2001).
Dos pontos avaliativos eleitos, foram também analisadas as instalações e infra-estruturas existentes nos alojamentos (electricidade, sanitários, água canalizada, banho ou duche, entre outras).
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4.1. Habitacional Clássica
Residência Habitual Uso Sazonal/ Secundário Total 15.791 2.487 18.278Fonte: INE (Censos 2001)
Assim, e como foi referido anteriormente, no concelho do Marco de Canaveses existem cerca de 15.791 habitações clássicas de residência habitual.
Com uso sazonal ou como residência secundária, verifica-se a presença neste concelho de 2.487. Os restantes fogos, não se encontram habitados, ou estão em situação de abandono.
Residência Habitual Secundário Uso Sazonal/ 15.791 2.487 0 2.000 4.000 6.000 8.000 10.000 12.000 14.000 16.000
Alojamentos não clássicos
Pessoas em alojamentos clássicos 52.164
Pessoas em alojamentos não clássicos 61
Fonte: INE (Censos 2001)
Por alojamento não clássico, entende-se, um local onde habitam pessoas, diariamente, sem que no entanto o espaço tenha as características de habitabilidade necessárias. Normalmente as habitações construídas de paus, plásticos, chapas, entre outras, são o seu mais fidedigno exemplo. As cortes, construídas para albergar animais e que estão, neste momento a ser usadas como habitação de seres humanos, também encontram-se neste item avaliadas.
52.164 61 0 10.000 20.000 30.000 40.000 50.000 60.000 Pessoas em alojamentos clássicos Pessoas em alojamentos não clássicos
4.2. Habitação Arrendada
Por habitação arrendada, entende-se, alojamentos clássicos de residência habitual, não ocupados pelo proprietário. Por outro lado, a habitação subarrendada varia segundo o regime de ocupação.
40
Fonte: INE (Censos 2001)
De um total de 4.991 focos habitacionais arrendados neste concelho, 177 encontram-se em situação de subarrendamento.
Salienta-se que, nesta região é comum a presença de alojamentos rurais, cuja habitação implica o trabalho dos terrenos agrícolas, sem que isso represente uma “renda” em dinheiro a auferir pelo proprietário.
Total Arrendados Subarrendado
4.991 177 4.991 177 0 500 1.000 1.500 2.000 2.500 3.000 3.500 4.000 4.500 5.000 Total Subarrendado
Contratos de Renda Social
Alojamentos Arrendados
Alojamentos Arrendados 3.629
Contratos de Renda Social 142
Fonte: INE 2003
Dos 3.629 focos de alojamentos arrendados ocupados, diariamente, 142 deles são de contratos de renda social, comparticipada.
Alojamentos
Arrendados Contratos de renda social 3.629 142 0 1.000 2.000 3.000 4.000 Sobrelotação Lotação normal 4.852 Alojamentos Sobrelotados 3.915 Fonte: INE, 2003
Dos alojamentos arrendados e ocupados no concelho do Marco de Canaveses, 3.915 encontram-se sobrelotados.
É de salientar que este número elevado verifica-se nos alojamentos arrendados, o que em relação aos alojamentos próprios já não tem uma presença tão proeminente.
4.852 3.915 0 500 1.000 1.500 2.000 2.500 3.000 3.500 4.000 4.500 5.000
Lotação normal Alojamentos Sobrelotados
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Alojamentos Clássicos, de residência habitual, segundo instalações e infra-estruturas existentes
Alojamentos Clássicos
Total Alojamentos Clássicos de
Residência Habitual 15.791
Alojamentos Clássicos C/Electricidade, Retrete, Água e
Sistema de Aquecimento 10.813
Fonte: INE (Censos 2001)
Dos alojamentos clássicos de residência habitual, 10.813 têm instalação eléctrica, retrete, água e algum tipo de sistema de aquecimento.
Os restantes 4.978 fogos habitacionais apresentam algumas falhas, sejam elas só de algum dos elementos referidos, ou da sua totalidade. Total Alojamentos Clássicos de Residência Habitual Alojamentos Clássicos C/Electricidade, Retrete, Água e Sistema de Aquecimento 15.791 10.813 0 2.000 4.000 6.000 8.000 10.000 12.000 14.000 16.000
Alojamentos Familiares, ocupados como residência habitual, segundo instalações eléctricas, nos alojamentos Instalações de Electricidade Com Electricidade Sem Electricidade Alojamentos Familiares 15.748 71 Famílias Clássicas 16.033 73 Pessoas residentes 52.088 137
Fonte: INE (Censos 2001)
Como pode verificar-se pela observação do quadro anterior, a rede de distribuição de electricidade registou, bons resultados, sendo que em 2001 de 16.033 famílias residentes no concelho, 73 não possuem ainda electricidade. 15.748 71 16.033 73 52.088 137 0 10.000 20.000 30.000 40.000 50.000 60.000
Alojamentos Famílias Clássicas Pessoas residentes
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Alojamentos familiares, ocupados como residência habitual, segundo instalações existentes (água canalizada), nos alojamentos
Fonte: INE (Censos 2001)
Relativamente à água canalizada, verifica-se, que na maior parte dos casos, quer nos alojamentos, quer nas famílias clássicas, ou mesmo nas pessoas residentes, provêm da rede particular (11.182, 11.411 e 37.814, respectivamente). No que respeita a água fora do alojamento mas no edifício, apenas numa pequena parte dos casos se verifica isso, nomeadamente 185 nos alojamentos, 186 nas famílias clássicas e 563 nas pessoas residentes. A rede pública fornece 3.771 alojamentos, 3.823 as famílias clássicas, e 12.057 as pessoas residentes. Proveniente da rede pública Proveniente da rede particular Fora do alojamento mas no edifício Alojamentos Familiares 3.771 11.182 185 Famílias clássicas 3.823 11.411 186 Pessoas residentes 12.057 37.814 563 563 185 11.182 3.771 186 11.411 3.823 37.814 12.057 0 5.000 10.000 15.000 20.000 25.000 30.000 35.000 40.000
Proveniente da rede pública Proveniente da rede particular Fora do alojamento mas no edifício Alojamentos Familias clássicas Pessoas residentes
Fonte: INE (Censos 2001)
Nas situações sem água canalizada nos alojamentos, 419 provém de fontanário ou bica, 214 de furo ou poço particular e 48 de outra forma não especificada. Nas famílias clássicas, 423 a água provém de fontanário ou bica, 215 de furo ou poço particular e 48 de outra forma e pessoas residentes 1.097 a água provem de fontanário ou bica, 563 de furo ou poço e 131 de outra forma indeterminada. Proveniente fontanário ou bica Proveniente de furo ou poço particular Outra forma Alojamentos Familiares 419 214 48 Famílias clássicas 423 215 48 Pessoas residentes 1.097 563 131 419 214 48 423 215 48 563 1.097 131 0 200 400 600 800 1000 1200 Proveniente fontanário ou bica Proveniente de furo ou poço particular Outra forma
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Alojamentos familiares, ocupados como residência habitual, segundo instalações existentes (Banho ou Duche), nos alojamentos
Fonte: INE (Censos 2001)
No que respeita à instalação de banho ou duche, 13.973 dos alojamentos têm instalação de banho e duche, mas 1.846 não têm. No caso das famílias clássicas, 14.236 possuem instalação de banho ou duche, contudo 1.870 dos casos não possuem qualquer instalação de banho ou duche. Por fim, as pessoas residentes 47.024 dos casos têm instalação de banho ou duche, no entanto 5.201 não têm instalação de banho ou duche.
Com instalação de banho ou duche Sem instalação de banho ou duche Alojamentos Familiares 13.973 1.846 Famílias clássicas 14.236 1.870 Pessoas residentes 47.024 5.201 13.973 1.846 14.236 1.870 47.024 5.201 0 5000 10000 15000 20000 25000 30000 35000 40000 45000 50000
Alojamentos Familias clássicas Pessoas residentes
Com instalação de banho ou duche Sem instalação de banho ou duche
Alojamentos familiares, ocupados como residência habitual, segundo instalações existentes (Sistema de Aquecimento), nos alojamentos
Fonte: INE (Censos 2001)
Neste quadro, referente ao aquecimento não central, na maioria dos casos têm a lareira como forma de aquecimento, nomeadamente 6.069 os alojamentos, 6.197 as famílias clássicas e 20.557 as pessoas residentes. Os aparelhos móveis também são um recurso frequente, 3.959 no caso dos alojamentos, 4.024 no caso das famílias clássicas e 12.699 no caso das pessoas residentes. O uso de aparelhos fixos
como forma de aquecimento é o menos utilizado, dos aqui apresentados, visto apenas 1.227 nos alojamentos, 1.256 nas famílias clássicas e 4.226 nas pessoas residentes, utilizarem este tipo de aparelho. Lareira Aparelhos fixos Aparelhos móveis Alojamentos Familiares 6.069 1.227 3.959 Famílias clássicas 6.197 1.256 4.024 Pessoas residentes 20.557 4.226 12.699 6.069 1.227 3.959 6.197 1.256 4.024 4.226 20.557 12.699 0 5000 10000 15000 20000 25000
Lareira Aparelhos fixos Aparelhos móveis
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Fonte: INE (Censos 2001)
Ainda há, segundo o quadro, muitos alojamentos sem nenhum tipo de aquecimento, nomeadamente as pessoas residentes, 11.548 casos. Sem aquecimento Alojamentos Familiares 3.624 Famílias clássicas 3.685 Pessoas residentes 11.548 3.624 3.685 11.548 0 2000 4000 6000 8000 10000 12000 Alojamentos Familias clássicas Pessoas residentes
Alojamentos Familiares, ocupados como residência habitual, segundo instalações sanitárias, nos alojamentos
Fonte: INE (Censos 2001)
A questão dos esgotos é bastante pertinente. Desta forma, conclui-se que, é bastante evidente os casos de alojamentos familiares ligados a sistema particular de esgotos, contudo começa a verificar-se alojamentos familiares ligados à rede pública de esgotos. Nos casos não especificados os dados não são muito relevantes.
Ligado à rede pública de esgotos Ligado a sistema particular de esgotos Outros casos Alojamentos Familiares 2.867 10.815 198 Famílias clássicas 2.907 11.012 203 Pessoas residentes 9.292 36.689 617 2.867 2.907 9.292 10.815 11.012 36.689 198 203 617 0 5000 10000 15000 20000 25000 30000 35000 40000
Ligado à rede pública de esgotos
Ligado a sistema particular de esgotos
Outros casos
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Fonte: INE (Censos 2001
Como pode observar-se ainda são muitos os casos que não têm retrete, principalmente nas pessoas residentes, 1.122. Também no caso de retrete fora do alojamento, mas no edifício tem grande visibilidade, 1.706.
Retrete fora do alojamento mas no edifício Sem retrete Alojamentos Familiares 355 642 Famílias clássicas 382 649 Pessoas residentes 1.122 1.706 355 642 382 649 1.122 1.706 0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600 1800
Alojamentos Familias clássicas Pessoas residentes