COLÉGIO ESTADUAL HELENA KOLODY – E.M.P. TERRA BOA - PARANÁ
Professora Leonilda Brandão da Silva
E-mail: [email protected]
• Ainda hoje é possível o surgimento de novas ssp?
• Como é chamado o processo que leva ao surgimento de novas espécies?
• Quando temos uma população?
• Quais são os fatores evolutivos?
• Como as transformações no ambiente podem
influen-ciar no aparecimento de novas espécies?
• O que é isolamento geográfico? E reprodutivo?
• Por que entre os aborígenes da Austrália não há
gru-po sanguíneo B nem AB?
• Qual o significado ESPÉCIE?
• O que significa subespécie ou raça geográfica?
• Existem raças na espécie humana? PROBLEMATIZAÇÃO
•Ssp de lagartos c/ morfologia bem semelhantes,
mas com ≠s genéticas, são encontradas nas
margens direita e esquerda do
rio São Francisco.
•Há cerca de 12 mil anos, o rio não corria para o
mar, mas desaguava em um lago.
•Qdo passou a desaguar no oceano ele deve ter
separado em duas uma população de lagartos
que vivia ao redor do lago.
•As 2 populações deve ter evoluído ≠. Surgiram
assim 2 ssp de lagartos. 1milhão de anos.
Especiação por isolamento geográfico no vale do rio São Francisco, no norte da Bahia – p . 140
• São as populações que evoluem. Uma população é formada por um conjunto de indivíduos da mesma espécie q se cruzam entre si. • A evolução pode ser definida como uma mudança,
ao longo do tempo, da frequência dos alelos de uma população. A parte da Biologia que estuda como
essa mudança ocorre é a Genética das populações. • Se um alelo é responsável por uma característica útil
à sobrevivência ou à reprodução, o no de indivíduos
portadores desse alelo tende a aumentar na popula-ção por selepopula-ção natural, com isso a frequência des-se alelo também aumenta. O oposto ocorre com
alelos que prejudicam a sobrevivência..
EVOLUÇÃO: uma mudança na frequência dos alelos da população
•Em 1908, Hardy e Weinberg
demons-traram que na ausência de fatores
evo-lutivos (mutações, seleção natural,
migração, deriva genética, etc.) a
fre-quência dos alelos não muda ao longo
das gerações.
• Como vimos a mutação e a seleção natural são fato-res evolutivos, uma vez que alteram a frequência gê-nica da população.
• A mutação pq introduz novos alelos na população. A
seleção natural porque faz com que alguns genótipos tenham maior sucesso reprodutivos que outros.
• Exemplo: a frequencia de bactérias com alelos que conferem resistência a determinado antibiótico au-menta em ambientes com antibióticos e a frequência dos alelos que não confere resistência diminui.
• A migração também altera essa frequência ao provo-car o fluxo de alelos de uma população para outra. • O último fator evolutivo é a deriva genética.
• Corresponde à entrada (imigração) ou à
saída (emigração) de indivíduos em uma
população.
• Pelos processos migratórios é possível
que genes novos sejam introduzidos em
uma população, contribuindo para o
au-mento da variabilidade genética dessa
população.
• A frequência dos alelos em uma população
pode mudar devido ao acaso.
• Isso pode ser observado mais facilmente em popula-
ções pequenas.
• Uma alteração na frequência de alelos pode ser
percebi-da mais facilmente quando enchentes, terremotos, in-cêndios, ou outras catástrofes provocam a morte de grande no de indivíduos de forma não seletiva. Essa
re-dução drástrica é chamada Efeito Gargalo.
• Há grande perda de variabilidade genética, e a
distribui-ção genética das populações poderá ser bastante afeta-da, apenas alguns indivíduos das várias ssp sobrevive-rão e somente os genes presentes neles composobrevive-rão o no-vo conjunto gênico que pode não ser representatino-vo da população original.
• Uma alteração na frequência alélica ocorre ainda qdo um pequeno grupo de indivíduos migra para um novo
habitat. Nesse grupo a distribuição dos alelos pode
ser diferente da população original: deriva genética
chamado efeito do fundador.
Deriva Genética de Efeito do Fundador
• Exemplo: Por que entre os aborí-genes da Austrália não há grupo sanguíneo B nem AB?
Aparentemente, o alelo para o gru-po B estava ausente na pequena população que colonizou a Austrá-lia e originou os aborígenes.
•Uma ESPÉCIE é formada por um grupo de
po-pulações capazes de se cruzar e originar
fi-lhos férteis, mas que não são capazes de
cru-zar com outros grupos.
•Essa definição não se aplica aos organismos
fósseis e nem aos seres de reprodução
asse-xuada. Nesses casos, podem ser usados
cri-térios de semelhanças morfológicas e
gené-ticas, análise DNA.
Define a ESPÉCIE como o menor
grupo de indivíduos que
compartilham um ancestral comum
mais exclusivo.
CONCEITO FILOGENÉTICO DE
ESPÉCIE
• A raposa ártica é encontrada ao norte dos EUA e a
raposa cinzenta no sul.
• Análises genéticas mostram que as duas descendem de uma mesma sp ancestral. Como explicar isso?
• Suponhamos que uma população inicial de raposas tenha se dividiu em duas.
• Uma migrou para o sul e outra para o norte.
• Durante certo período permaneceram isoladas, sem cruzamentos. Desse modo, cada população evoluiu separadamente, sem ocorrer intercâmbio de genes entre elas. Ancestral Isolamento geográfico Migração Norte Sul
•As
barreiras que impedem o cruzamento
entre as populações podem ser
represen-tadas, por obstáculos geográficos, como um
rio,
uma cadeia de montanhas
ou grandes
distâncias entre as populações.
•A imposição dessas
barreiras é chamada
Isolamento Geográfico.
• O clima do norte dos EUA é mais frio do que o sul. • Então uma vez isoladas em condições ambientais
distintas, as mutações selecionadas em cada ambi-ente devem ser diferentes.
• Mutações que favoreçam a sobrevivência em regiões frias serão selecionadas positivamente nas raposas do norte (pelagem mais densa) e negativamente nas raposas do sul (pelagem menos densa).
• O acúmulo seletivo de mutações pode fazer as rapo-sas do norte ficarem cada vez mais ≠s das do sul. • Essas diferenças vão se acumulando a ponto de
ca-racterizar a formação de 2 ou mais subespécies ou raças geográficas.
Migração
Ancestral
Isolamento geográfico
Figura 10.4 – p. 144
Raposa ártica é encon-trada ao norte dos EUA
Raposa cinzenta da região sul
• As subespécies são populações da mesma sp q vivem geograficamente isoladas e por isso acabaram desen-volvendo diferenças genéticas, mas poderiam cruzar entre si, caso o isolamento terminasse. Nesse caso, po-deriam reproduzir-se e recombinar seus genes e suas características, não teríamos mais duas subespécies.
• Entretanto, persistindo o isolamento geográfico
chega-se a um ponto em q as diferenças genéticas impedirão o cruzamento entre as populações.
• Quando, por isolamento geográfico, uma população se
torna ≠ da original e atinge um isolamento reprodutivo, dizemos que surgiu uma nova espécie (especiação).
• Isso deve ter ocorrido com as duas populações de
rapo-sas dos EUA.
Raposa ártica é encon-trada ao norte dos EUA.
Alopex lagopus
Raposa cinzenta da região sul. Urocyon cinereorgenteus
ESPECIAÇÃO:
processo que leva a
formação de novas
espécies a partir de
uma espécie
ances-tral.
•Assim, os indivíduos de uma espécie estão
isolados reprodutivamente dos indivíduos de
outras espécies
•Isso quer dizer que uma espécie
não troca
ge-nes com a outra, mesmo que elas habitem a
mesma re-gião.
•Não há fluxo gênico entre duas espécies
; os
novos genes surgidos por mutação em uma
espécie não passam para outra.
•Por isso cada espécie segue seu
“caminho
e-volutivo”.
Isolamento geográfico Isolamento reprodutivo: duas espécies Duas raças diferentes
Os mecanismos responsáveis pelo
isolamento reprodutivo podem ser:
• Pré-zigóticos
• Pós-zigóticos
Mecanismos Pré-zigóticos: impedem o encontro dos gametas ou dos casais. Não há acasalamento nem fecundação.
• Isolamento estacional, sazonal ou temporal: se re-produzem em épocas diferentes.
• Isolamento comportamental ou etológico: diferen-tes rituais de acasalamento.
• Isolamento mecânico: não existe “ajuste” entre as peças genitais do casal.
• Isolamento gamético: incompatibilidade entre ga-metas (morte dos gaga-metas).
• Isolamento ecológico: vivem na mesma área, mas em diferentes habitats.
Até meados do século XIX, leões e tigres eram co-muns na Ásia. Os dois animais não se cruzavam
porque os leões vivem nas savanas e os tigres, nas florestas.
Leões e tigres podem se cruzar em cativeiro, produ-zindo descendentes férteis. Isso ñ ocorre na natureza porque essas duas espécies vivem em habitat ≠s:
LIGRES ou liger
(lê-se láiguer)
leões c/
tigre-sas - Ligre do sexo masculino é
estéril,
mas o
do sexo feminino pode ter filhotes.
- Inviabilidade do híbrido: as ≠s genéticas
en-tre os híbridos impede o desenvolvimento do
embrião.
- Esterilidade do híbrido:
este não é capaz de
produzir gametas funcionais, o que pode ser
causado por falta por diferenças no número
ou na estrutura dos cromossomos herdados
dos pais, que prejudica o pareamento na
me-iose.
- Ex.
burro e mula resultantes do cruzamento
entre o jumento (2n=62) e a égua (2n=64).
• A mula (C) e o burro
são híbridos estéreis,
resultante do
cruza-mento entre
jumento
(A)
- Equus asinus e
égua
(B)
-
Equus
caballus ou entre a
jumenta e o cavalo.
C - Mula B - Égua A - Jumento• Os tentilhões de Darwin são muito semelhantes entre si,
e diferem principalmente no tipo de bico que está adap-tado ao tipo de alimentação.
• Darwin supôs que as várias espécies teriam surgido de
um grupo pequeno vindo do continente sul-americano.
• Análises de DNA confirmaram essa hipótese.
• Ocasionalmente, alguns descendentes desse grupo
mi-graram para outras ilhas do arquipélago.
• Em cada ilha a população se adaptou a um tipo de
co-mida disponível. As ilhas estão muito distante entre si, de modo que a migração é muito rara.
• O isolamento geográfico, seguido de isolamento
repro-dutivo, levou à formação de várias espécies.
O processo pelo qual
uma espécie se
es-palha por vários
am-bientes e origina um
nº grande de
espé-cies diferentes é
chamado irradiação
adaptativa.
• Outro exemplo de
irradiação adaptativa
são os mamíferos, pois, de um ancestral, surgiu um gran-de nº gran-de espécies diferentes, adaptadas aos mais variados modos de vida.ESPECIAÇÃO SEM
ISOLAMENTO GEOGRÁFICO – p. 149
•Em alguns casos, o intercâmbio de genes pode
ser impedido sem que ocorra isolamento
geo-gráfico e pode surgir novas espécies por:
− Especiação simpátrica
: especiação que
ocor-re em uma população que vive na mesma
á-rea.
− Especiação alopátrica
: especiação que
ocor-re em espécies isoladas geograficamente.
• Uma modalidade de especiação simpátrica ocorre em plantas pela formação de indivíduos poliploides, como o trigo, na batata, no algodão e tabaco.
• A poliploidia pode acontecer qdo são produzidos game-tas diploides (2n) por causa da não disjunção dos cro-mossomos durante a meiose.
• Se gametas 2n fecundarem outros 2n, forma-se
indiví-duos tetraploides (4n), comum em plantas com flores. Por que podemos considerar os indivíduos tetraploides como nova espécies?
• Se um gameta 2n – produzido pelo tetraploide – fecundar
um gameta haploide (planta normal) -, formará uma plan-ta triploide (3n).
• Essa planta é um híbrido estéril, pois tem no ímpar de
cromossomos e não ocorre emparelhamento na meiose, assim os gametas não são formados. Forma-se assim uma nova espécie.Ex. Laranja-da-baía (não produz sementes).
• Cerca de 40% das espécies de plantas cultivadas são poliploides.
• Os triticale é um cereal híbrido que foi obtido no cru-zamento do trigo com o centeio, sendo mais resis-tente a condições de acidez do solo que o trigo.
• É utilizado principalmente na alimentação de animais.
Testes: p. 175 e 176
1, 4, 5, 6, 8, 9
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• Ainda hoje é possível o surgimento de novas ssp?
• Como é chamado o processo que leva ao surgimento de novas espécies?
• Quando temos uma população?
• Quais são os fatores evolutivos?
• Como as transformações no ambiente podem
influen-ciar no aparecimento de novas espécies?
• O que é isolamento geográfico? E reprodutivo?
• Por que entre os aborígenes da Austrália não há
gru-po sanguíneo B nem AB?
• Qual o significado ESPÉCIE?
• O que significa subespécie ou raça geográfica?
• Existem raças na espécie humana? PROBLEMATIZAÇÃO