• Nenhum resultado encontrado

fundadas nas mesmas razões.

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "fundadas nas mesmas razões."

Copied!
29
0
0

Texto

(1)

ANALOGIA

• É forma de autointegração da lei (art. 3 CPP,

art. 4 LINDBR), aplica-se a um fato não regido

pela norma jurídica. Trata-se de uma

disposição legal aplicada a fatos semelhantes

(2)

• Segundo Miguel Reale: estendemos a um caso

não previsto aquilo que o legislador previu

para outro semelhante, em igualdade de

razões. Se o sistema do Direito é um tudo que

obedece a certas finalidades fundamentais, é

de se pressupor que, havendo identidade de

razão jurídica, haja identidade de disposição

nos casos análogos.

(3)

• Não confundir com analogia enquanto forma

de interpretação da lei penal.

• Exp. Drogas, furto noturno, violenta emoção.

• Analogia (enquanto INTEGRAÇÃO) pode ser

aplicada em prejuízo do réu?

• No direito penal não, mas no processo

(4)

• 6ª. Turma do Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o Recurso Especial nº. 1.420.960, decidiu que as lacunas da lei podem ser preenchidas pela interpretação extensiva ou aplicação analógica de outras normas especiais.

• Para tanto, aplicou-se o disposto no art. 3º. do Código de Processo Penal, rejeitando o recurso de um empresário que queria a devolução de um avião monomotor apreendido por ordem judicial durante as investigações feitas pela Polícia Federal em 2008. A aeronave está sendo utilizada pelo Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais.

• A defesa sustentou nas razões recursais que a utilização do avião apreendido por órgão do poder público é ilegal, uma vez que não se admite a aplicação analógica da permissão concedida pela Lei de Drogas (Lei nº. 11.343/2006).

(5)

• O relator, Ministro Sebastião Reis Júnior, afastou a

ilegalidade do uso da aeronave por um órgão público,

aplicando o art. 61 da Lei de Drogas, que prevê o uso de bens apreendidos quando houver interesse público, apontando que o próprio Código de Processo Penal

autoriza essa analogia, e citando um precedente do próprio Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do Inquérito nº. 603.

• Ainda segundo o Ministro, para o uso da analogia não importa a natureza da situação concreta nem a natureza da lei de onde se extrai a norma, ressaltando a preocupação em se evitar que o bem se deteriore no decorrer do processo judicial.

(6)

• Para ele, “observada, de um lado, a

inexistência de norma condizente no Código de

Processo Penal para a utilização de bens

apreendidos por órgãos públicos e verificada,

de outro lado, a existência de norma nesse

sentido no ordenamento jurídico, é possível o

preenchimento da lacuna por meio da

analogia, sobretudo se presente o interesse

público em evitar a deterioração do bem.”

(7)

• É possível aplicar regras do CPC, por analogia, ao

processo penal?

• SIM. A analogia é vedada no Direito Penal, salvo se beneficiar o réu (analogia in bonam partem). No

processo penal, não existe esta mesma vedação, tendo em vista que as normas processuais não são incriminadoras. Veja a autorização expressa prevista

no CPP para a aplicação analógica:

• Art. 3º A lei processual penal admitirá interpretação

extensiva e aplicação analógica, bem como o suplemento dos princípios gerais de direito.

(8)

• Precedente no caso "Mensalão"

• O STF já admitiu que as partes (MP e defesa) tivessem prazo em dobro para recorrer (embargos de declaração) no caso do “Mensalão”, utilizando como argumento justamente o fato de que havia, no caso, um litisconsórcio passivo (vários réus), com advogados diferentes, devendo, portanto, ser aplicada, por analogia, a regra prevista no art. 191 do CPC (STF. Plenário. AP 470 Vigésimo Segundo AgR/MG, rel. orig. Min. Joaquim Barbosa, red. p/ o acórdão Min. Teori Zavascki, 17/4/2013).

(9)

ESPÉCIES

• A) Analogia legis: em face da lacuna da lei,

aplicamos a norma positivada que rege o caso

semelhante.

• Referido método se baseia nas lacunas das leis

existentes

que

após

uma

interpretação

integrativa aplica a mesma disciplina a casos

semelhantes.

• B) analogia iuris: são aplicados princípios

jurídicos ante a omissão da lei.

• Exp. Princípios gerais do direito, princípio in

dubio pro reu.

(10)

Interpretação da lei processual

• Classificação

• A) autêntica ou legislativa: é realizada pelo

próprio legislador que, através de outro texto

de lei, faz os esclarecimentos necessários

sobre determinado assunto.

• Exp. Art. 302, CPP define o que seria prisão

(11)

• B)

doutrinária

ou

científica:

é

a

interpretação/aplicação do direito conferida

pelos juízes e tribunais.

• Exp. Art. 103-A CF. súmula vinculante uma

das finalidades é dar interpretação e

finalidade de determinadas normas jurídicas.

• Obs:

decisão

judicial,

precedentes,

(12)

Quanto ao modo ou aos meios

empregados

• A) literal, gramatical ou sintática: é a forma

mais simples, leva-se em conta o texto da lei

no sentido literal. Cumpra-se a lei!!!

• B) teológica: busca-se a finalidade da norma,

da vontade da lei (??)

• C) lógica: utiliza-se das regras do raciocínio e

conclusão para compreender o espírito da lei.

(13)

• D) histórica: analisa o contexto histórico da lei

• E) sistemática: as normas se inter-relacionam,

considera a norma como inserida em um

todo.

(14)
(15)

Interpretação quanto ao resultado

• A) declarativa: há uma correspondência entre o texto da lei e aquilo que ela desejou externar

• B) restritiva: a norma disse mais do desejava, cabendo ao interprete restringir o seu alcance.

• C) extensiva ou ampliativa: a lei ficou aquém do que desejava, sendo necessário ampliar o seu alcance. • D) progressiva, adaptativa, evolutiva: o direito é

dinâmico e os fenômenos sociais não são estanques, sendo necessária a atualização da norma diante do contexto social

(16)

• Atualmente as principais decisões se dão a

partir da interpretação conforme a

(17)

Tema debatido nas ADC’s 43 e 44

• Em conclusão de julgamento, o plenário, por maioria, indeferiu medida cautelar em ações declaratórias de constitucionalidade e conferiu interpretação conforme a Constituição ao art. 283, do Código de Processo Penal.

• Art. 283. Ninguém poderá ser preso senão em

flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado ou, no curso da investigação ou do processo, em virtude

(18)

• Dessa forma, permitiu a execução provisória

da pena após a decisão condenatória de

segundo grau e antes do trânsito em julgado

Inf. 837. O Tribunal assentou que a execução

provisória de acórdão penal condenatório

proferido em grau de apelação, ainda que

sujeito a recurso extraordinário ou especial,

não compromete o princípio constitucional

da presunção da inocência afirmado pelo art.

5º, LVII, da CF/88

(19)

LEI PROCESSUAL PENAL NO TEMPO

• Sistemas de Solução:

• 1) Unidade processual: a lei que inicia o processo o regerá até o final. Não é adotado no Brasil.

• 2) Sistema das fases processuais: a lei que iniciou a fase processual a regerá até o final (fases:postulatória, instrutoria e decisória). Não é adotado no Brasil.

• 3) Sistema do isolamento dos atos processuais; ou

princípio do efeito imediato; ou ainda princípio do

tempus regit actum: a lei processual aplica-se desde logo,

sem prejuízo da validade dos atos praticados sob a vigência da lei anterior. É o nosso sistema (art. 2º CPP)

(20)

• Art. 2

o

A lei processual penal aplicar-se-á

desde logo, sem prejuízo da validade dos atos

(21)

LEI PROCESSUAL PENAL NO TEMPO

• Lei processual possui eficácia imediata, atingindo inclusive os processos que já estão em curso

• Princípio do tempus reget actum: atos anteriores continuam válidos, porém atos futuros deverão se realizar pelos ditames da nova lei.

• Em suma: a lei processual penal possui aplicação imediata, pouco importando se gravosa ou benéfica

ao réu.

• Atos praticados anteriores a nova lei: permanecem válidos com fundamento no direito adquirido, ato jurídico perfeito e coisa julgada (art. 5, inc. XXXVI, CF).

(22)

• Caso a lei seja penal (direito de punir do

Estado) deverá observar o art. 5, XL, CF “a lei

não retroagirá, salvo para beneficiar o réu”.

(23)

• Normas penais puras - dizem respeito a tipificação de delitos, pena máxima e mínima, regime de cumprimento, etc.

Valem as regras do Direito Penal: retroatividade da lei penal

mais benigna e irretroatividade da lei penal mais gravosa.

Normas processuais penais puras - regulam o início,

desenvolvimento ou fim do processo e os diferentes institutos processuais.

• Ex: perícias, rol de testemunhas, ritos, etc. Vale o princípio

da imediatidade, onde a lei será aplicada a partir dali, sem

efeito retroativo e sem que se questione se mais gravosa ou

(24)

• Normas mistas - possuem caracteres

penais (direito de punir do Estado e/ou

interferem na liberdade do indivíduo) e

processuais penais.

• Aplica-se a regra do Direito Penal, ou

seja, a lei benigna é retroativa e a mais

gravosa não.

• Ex: normas que regulam a representação,

ação penal, queixa-crime, perdão, renúncia,

perempção, prisões, etc.

(25)

• Sum. 611 STF: se a sentença condenatória já

houver transitado em julgado, caberá ao juízo

das execuções a aplicação da lei nova mais

benigna”.

(26)

• Exp. Concurso material entre estupro e atentado violento ao pudor antes da lei 12.015/09.

• Exp. Receptação de animal

• Art. 180-A. Adquirir, receber, transportar, conduzir, ocultar, ter em depósito ou vender, com a finalidade de produção ou de comercialização, semovente domesticável de

produção, ainda que abatido ou dividido em partes, que deve saber ser produto de crime: (Incluído pela Lei nº 13.330, de 2016)

• Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. (Incluído pela Lei nº 13.330, de 2016) •

(27)

• Art. 180 - Adquirir, receber, transportar, conduzir ou ocultar, em

proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de crime, ou influir para que terceiro, de boa-fé, a adquira, receba ou

oculte: (Redação dada pela Lei nº 9.426, de 1996)

• Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 9.426, de 1996)

• Receptação qualificada (Redação dada pela Lei nº 9.426, de 1996)

• § 1º - Adquirir, receber, transportar, conduzir, ocultar, ter em depósito, desmontar, montar, remontar, vender, expor à venda, ou de qualquer forma utilizar, em proveito próprio ou alheio, no

exercício de atividade comercial ou industrial, coisa que deve

saber ser produto de crime: (Redação dada pela Lei nº 9.426,

de 1996)

(28)

• Alberto e Adriano foram presos em flagrante delito. O juiz que analisou a prisão em flagrante concedeu a Alberto a liberdade provisória mediante o recolhimento de fiança arbitrada em um salário mínimo. Quanto a Adriano, foi-lhe decretada a prisão preventiva. Antes que o autuado Alberto recolhesse o valor da fiança e que a DP impetrasse habeas corpus em favor de Adriano, entrou em vigor lei processual penal nova mais gravosa, que tratou tanto da fiança quanto da prisão preventiva.

(29)

• Art. 2º. “À prisão preventiva e à fiança

aplicar-se-ão os dispositivos que forem mais

favoráveis.

Referências

Documentos relacionados

De fato, a aplicação das propriedades da regra variável aos estudos lingüísticos além da fonologia não constitui assunto tranqüilo, seja porque a variável passa a ser

A transição do regime de bandas cambiais para o regime de metas para a inação com câmbio utuante foi a mudança de política monetária mais signicativa ocorrida no Brasil desde o

A vitória de Roberto Azevêdo na disputa pela posição de diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) provocou grande alívio em Brasília.. Depois que a União

- Conscientização = baseia-se na relação dialética consciência-mundo = processo permanente, pois histórico = desvelamento da realidade, desmitologização =

Sendo assim, do devido processo legal que advêm da circunstância da pretensão punitiva estatal na seara administrativa, ê decorrência lógica o princípio constitucional da

Ao refletir sobre suas experiências, muitas mulheres perceberam que há uma enorme desvalorização do seu traba- lho por parte dos maridos e também da própria comunidade, que

Pensar a questão ética que perpassa o tratamento da obesidade, colocando em pauta os modos como isso circula no senso comum e na ciência, favorece abordar a obesidade não

Processo de se examinar, em conjunto, os recursos disponíveis para verificar quais são as forças e as fraquezas da organização.