35,2% superior ao de igual período de 2007. Este valor foi constituído da seguinte forma:
(em R$ milhões) 1º Sem/08 variação participação Brasil 8.013 39,3% 35,9% América do Norte 7.738 40,1% 34,7% América Latina 2.243 33,9% 10,0% Aços Especiais 4.321 21,6% 19,4% TOTAL 22.315 35,2% 100,0%
•Cabe salientar que, a partir do 2º trimestre deste ano, a operação de negócios Aços Especiais, que antes contemplava apenas as unidades no Brasil e na Espanha, passou a consolidar também a Macsteel, nos Estados Unidos, cuja aquisição foi concluída em 23 de abril.
Lucro líquido
•No 1º semestre de 2008, o lucro líquido consolidado atingiu R$ 3,2 bilhões, 38,3% superior ao do mesmo período de 2007. A margem líquida foi de 16,0% no período. (em R$ milhões) 1º Sem/08 1º Sem/07 variação
Brasil (excluída var. cambial1) 1.380 928 48,7%
América do Norte 776 565 37,4% América Latina 304 257 18,3% Aços Especiais 376 292 28,8% Subtotal 2.836 2.042 38,9% Variação cambial1 378 282
34,0% TOTAL 3.214 2.324 38,3% 1 - Efeito cambial sobre dívidas e aplicações financeiras em dólares contratadas pelas empresas no Brasil, líquida de imposto de renda.
EBITDA*
O EBITDA* (lucro líquido antes de juros, impostos, depreciação e amortizações), alcançou R$ 4,7 bilhões nos primeiros seis meses do ano, crescimento de 51,7% sobre o valor obtido no mesmo período de 2007. A margem EBITDA* alcançou 23,6% contra 21,0% no 1º semestre do ano passado.
•O EBITDA* alcançado no período teve a seguinte origem:
(em R$ milhões) 1º Sem/08 1º Sem/07 variação Brasil 2.028 1.172 73,0% América do Norte 1.558 989 57,5% América Latina 445 308 44,5% Aços Especiais 700 650 7,7% TOTAL 4.731 3.119 51,7% Produção
•Nos primeiros seis meses deste ano, a produção de aço bruto (placas, blocos e tarugos)
totalizou 10,8 milhões de toneladas, 25,6% a mais que no mesmo período de 2007.
•Em laminados, a produção alcançou 9,2 milhões de toneladas, apresentando um
crescimento de 27,6% no período. Exportações
•Os embarques ao exterior, a partir do Brasil, totalizaram 1,4 milhão de toneladas no 1º
(Padrão contábil internacional de acordo com os pronunciamentos emitidos pelo International Accounting Standards Board – IASB)
Produção e Vendas
• No 2º trimestre de 2008, a produção de aço bruto das empresas Gerdau atingiu 5,6 milhões de toneladas, apresentando um crescimento de 26,2% em relação ao volume produzido no 2º trimestre de 2007. No período comparado, foram consolidadas as produções da Chaparral e da Macsteel, nos Estados Unidos.
• No Brasil, particularmente, o crescimento de 15,8% na produção de aço bruto
deve-se, em parte, ao novo alto-forno na Gerdau Açominas. As operações na América do Norte apresentaram um crescimento de 39,1%, motivado, principalmente, pela incorporação do volume produzido pela Chaparral. O mesmo aconteceu com a operação de negócios Aços Especiais, onde a consolidação da Macsteel a partir de 23 de abril possibilitou um aumento do volume produzido de 599 mil toneladas no 2º trimestre de 2007 para 831 mil toneladas no 2º trimestre de 2008 (+38,6%). Na América Latina, as condições de mercado permitiram aumentar a produção de aço em 4,7% no período. Produção (1.000 toneladas) 2o Trim. de 2008 2o Trim. de 2007 Variação 2T08/2T07 1o Trim. de 2008 Variação 2T08/1T08 Aço Bruto (placas, blocos e tarugos)
Brasil 1 2.024 1.748 15,8% 1.893 6,9% América do Norte 2 2.272 1.633 39,1% 2.202 3,2% América Latina 3 517 494 4,7% 453 14,1% Aços Especiais 4 831 599 38,7% 579 43,5% Total 5.644 4.474 26,2% 5.127 10,1% Laminados Brasil 1 1.241 1.036 19,8% 1.185 4,7% América do Norte 2 2.183 1.587 37,6% 2.089 4,5% América Latina 3 560 514 8,9% 548 2,2% Aços Especiais 4 805 595 35,3% 577 39,5% Total 4.789 3.732 28,3% 4.399 8,9%
1 - Não inclui operações de aços especiais
2 - Não inclui México e operações de aços especiais (Macsteel) 3 - Não inclui operações no Brasil
4 - Inclui operações de aços especiais no Brasil, na Europa e nos EUA
Obs.: as informações acima não contemplam dados das empresas com controle compartilhado e joint ventures.
2T07 3T07 4T07 1T08 2T08
Brasil América do Norte
América Latina Aços especiais
2T07 3T07 4T07 1T08 2T08
Brasil América do Norte
América Latina Aços especiais
• Em laminados, a produção alcançou 4,8 milhões de toneladas no 2º trimestre deste
ano, evolução de 28,3% em relação ao volume produzido no 2º trimestre de 2007. Assim como em aço bruto, também em laminados, as novas capacidades adicionadas no período foram os maiores responsáveis pelo crescimento apresentado.
• As vendas consolidadas do 2º trimestre de 2008 atingiram 5,5 milhões de toneladas,
32,1% superiores ao volume vendido no 2º trimestre de 2007. A consolidação de empresas adquiridas da metade do ano passado para cá teve uma importante contribuição para o crescimento apresentado no período.
Vendas Consolidadas 1 (1.000 toneladas) 2o Trim. de 2008 2o Trim. de 2007 Variação 2T08/2T07 1o Trim. de 2008 Variação 2T08/1T08 Brasil 2 1.818 1.478 23,0% 1.621 12,2% Mercado interno 1.284 954 34,6% 1.175 9,3% Exportações 534 524 1,9% 446 19,7% América do Norte 3 2.268 1.577 43,8% 2.158 5,1% América Latina 4 624 573 8,9% 621 0,5% Aços Especiais 5 785 532 47,6% 540 45,4% Total Consolidado 5.495 4.160 32,1% 4.940 11,2%
1 - Excluídas as vendas para empresas controladas. 2 - Não inclui operações de aços especiais
3 - Não inclui México e operações de aços especiais (Macsteel) 4 - Não inclui operações no Brasil
5 - Inclui operações de aços especiais no Brasil, na Europa e nos EUA
Obs.: as informações acima não contemplam dados das empresas com controle compartilhado e joint ventures.
• A demanda nos diversos setores consumidores de aços longos, tais como construção
civil, automotivo e implementos agrícolas, continuou favorável no período, proporcionando um aumento de 34,6% nas vendas da Gerdau no mercado doméstico durante o 2º trimestre deste ano se comparado ao de igual período de 2007.
• Nos Estados Unidos e Canadá, a
consolidação de novas unidades
contribuiu para o aumento de 43,8% nas vendas do 2º trimestre de 2008 em relação ao 2º trimestre de 2007.
• Na América Latina, as vendas evoluíram
8,9% no 2º trimestre de 2008,
comparando com o mesmo período de 2007, refletindo as boas condições de mercado na região.
• Em Aços Especiais, a consolidação da
Macsteel a partir de 23 de abril, proporcionou um aumento das vendas desses produtos em 47,6% no 2º trimestre deste ano se comparado ao 2º trimestre de 2007.
2T07 3T07 4T07 1T08 2T08
Mercado interno Exportações América do Norte América Latina Aços especiais
1 Excluídas as vendas para empresas controladas
Resultados
• No 2º trimestre de 2008, a receita líquida de vendas consolidada atingiu R$ 11,1 bilhões, apresentando uma evolução de 47,2% em relação ao 2º trimestre de 2007. A maior demanda por produtos siderúrgicos em todas as regiões onde a Gerdau possui operações, bem como a consolidação de novas empresas no período, impulsionou o crescimento alcançado no trimestre.
• As operações no Brasil (mercado interno mais exportações) contribuíram com 32,2%
para a receita líquida consolidada do trimestre. Enquanto isso, as unidades na América no Norte foram responsáveis por 37,6% e as empresas na América Latina por 10,0%. A operação de negócios Aços Especiais contribuiu com os demais 20,2% da receita líquida do período.
Receita Líquida (R$ milhões) 2o Trim. de 2008 2o Trim. de 2007 Variação 2T08/2T07 1o Trim. de 2008 Variação 2T08/1T08 Brasil 1 3.576 2.425 47,5% 2.906 23,0% América do Norte 2 4.170 2.628 58,7% 3.509 18,8% América Latina 3 1.113 845 31,7% 950 17,2% Aços Especiais 4 2.241 1.643 36,4% 1.579 41,9% Total 11.100 7.541 47,2% 8.944 24,1%
1 - Não inclui operações de aços especiais
2 - Não inclui México e operações de aços especiais (Macsteel) 3 - Não inclui operações no Brasil
4 - Inclui operações de aços especiais no Brasil, na Europa e nos EUA
Obs.: as informações acima não contemplam dados das empresas com controle compartilhado e joint ventures.
reduzida de 74,9%, no 2º trimestre de 2007, para 73,2%, no 2º trimestre de 2008, proporcionando uma melhora da margem bruta de 25,1% para 26,8% no período. Atribui-se isso à evolução dos preços dos produtos siderúrgicos no mercado internacional, que superaram ligeiramente os custos das principais
matérias-primas em função,
principalmente, dos preços pré-fixados em contratos de fornecimento.
• As despesas com vendas, somadas às
despesas gerais e administrativas,
igualmente sofreram uma redução em relação à receita líquida. No 2º trimestre de 2008 representaram 6,7% e no mesmo período de 2007 eram de 8,5%. Essa
redução deve-se, principalmente, à
diluição dos custos fixos embutidos nessas
contas em função do crescimento
substancial do volume de vendas no período. 18,8% 34,1% 39,9% 20,1% 24,6% 26,6% 2 6 , 8 % 2 5, 1% 18,7% 22,2% 10 15 20 25 30 35 40 45 2T07 3T07 4T07 1T08 2T08
B rasil A mérica do No rte A mérica Latina Co nso lidado A ço s especiais EBITDA* (R$ milhões) 2o Trim. de 2008 2o Trim. de 2007 Variação 2T08/2T07 1o Trim. de 2008 Variação 2T08/1T08 Brasil 1 1.208 612 97,4% 821 47,1% América do Norte 2 875 469 86,6% 683 28,1% América Latina 3 289 185 56,2% 156 85,3% Aços Especiais 4 375 331 13,3% 325 15,4% Total 2.747 1.597 72,0% 1.985 38,4%
1 - Não inclui operações de aços especiais
2 - Não inclui México e operações de aços especiais (Macsteel) 3 - Não inclui operações no Brasil
4 - Inclui operações de aços especiais no Brasil, na Europa e nos EUA Composição do EBITDA* (R$ milhões) 2o Trim. de 2008 2o Trim. de 2007 Variação 2T08/2T07 1o Trim. de 2008 Variação 2T08/1T08 Lucro líquido 2.124 1.146 85,3% 1.090 94,9% Provisão p/IR e CS 649 296 119,3% 308 110,7%
Resultado financeiro líquido (435) (149) 191,9% 164 -
Depreciação e amortizações 409 304 34,5% 423 (3,3%)
mesmo período de 2007. O menor crescimento das despesas operacionais no período e o melhor desempenho das empresas avaliadas por equivalência patrimonial foram os principais responsáveis para que o EBITDA* apresentasse um aumento bastante superior à receita líquida do período.
• A margem EBITDA*, em termos consolidados,
alcançou 24,7% contra 21,2% no 2º trimestre de 2007. 17,8% 25,2% 21,0% 21,9% 25,9% 2 4 , 7% 2 1, 2 % 16,7% 20,1% 10 15 20 25 30 2T07 3T07 4T07 1T08 2T08
B rasil A mérica do No rte A mérica Latina Co nso lidado A ço s especiais
• O resultado da equivalência patrimonial sobre os investimentos em empresas
não-consolidadas atingiu R$ 81,9 milhões no trimestre contra R$ 33,0 milhões no 2º trimestre de 2007.
• No 2º trimestre de 2008, em função da valorização do real frente ao dólar norte-americano, ocorreu um resultado financeiro positivo de R$ 434,8 milhões. O mesmo aconteceu no 2º trimestre de 2007, quando foi de R$ 148,9 milhões. O efeito cambial sobre ativos e passivos foi de R$ 558,3 milhões no 2º trimestre deste ano contra R$ 249,0 milhões no mesmo período de 2007.
• Como conseqüência do melhor desempenho operacional e dos ganhos financeiros, o
lucro líquido consolidado atingiu R$ 2,1 bilhões no 2º trimestre de 2008, 85,4% superior ao de igual período do ano anterior. A margem líquida evoluiu de 15,2% para 19,1%. Lucro Líquido (R$ milhões) 2o Trim. de 2008 2o Trim. de 2007 Variação 2T08/2T07 1o Trim. de 2008 Variação 2T08/1T08 Brasil 1
(excluída var. cambial5
) 886 451 96,5% 494 79,4% América do Norte 2 467 258 81,0% 310 50,6% América Latina 3 209 134 56,0% 95 120,0% Aços Especiais 4 213 139 53,2% 162 31,5% Subtotal 1.775 982 80,8% 1.061 67,3% Variação cambial 5 349 164 112,8% 29 1.103,4% Total 2.124 1.146 85,3% 1.090 94,9%
1 - Não inclui operações de aços especiais
2 - Não inclui México e operações de aços especiais (Macsteel) 3 - Não inclui operações no Brasil
4 - Inclui operações de aços especiais no Brasil, na Europa e nos EUA
5 - Efeito cambial sobre dívidas e aplicações financeiras em dólares contratadas pelas empresas no Brasil.
Investimentos
• Os investimentos em ativo imobilizado somaram US$ 380 milhões no 2º trimestre de
2008, acumulando US$ 659 milhões no período de janeiro a junho deste ano.
• Em aquisições de empresas, tanto as anunciadas quanto as concluídas neste ano, a
Gerdau aplicou US$ 3,3 bilhões, destacando-se a Macsteel, cuja operação custou US$ 1,7 bilhão, incluindo dívidas assumidas.
Aquisições (inclui dívidas assumidas) - 246 246 América Latina 3
287 298 585
Imobilizado 62 53 115
Aquisições (inclui dívidas assumidas) 225 245 470
Aços Especiais 4
32 2.658 2.690
Imobilizado 32 62 94
Aquisições (inclui dívidas assumidas) - 2.596 2.596
Total Consolidado 504 3.467 3.971
Imobilizado 279 380 659
Aquisições (inclui dívidas assumidas) 225 3.087 3.312
1 - Não inclui operações de aços especiais
2 - Não inclui México e operações de aços especiais (Macsteel) 3 - Não inclui operações no Brasil
4 - Inclui operações de aços especiais no Brasil, na Europa e nos EUA Obs.: Aquisições contemplam as anunciadas e as concluídas neste ano
Passivo Financeiro
• A dívida líquida (empréstimos e financiamentos, mais debêntures, menos
disponibilidades e títulos e valores mobiliários), em 30 de junho deste ano, totalizava R$ 10,9 bilhões, representando 1,4 vezes o EBITDA* gerado nos últimos doze meses.
• Levando-se em consideração apenas a dívida bruta (empréstimos e financiamentos,
mais debêntures), 19,1% eram de curto prazo (R$ 3,1 bilhões) e 80,9% de longo prazo (R$ 13,3 bilhões).
• Em 30 de junho, a dívida bruta era composta por 18,8% em reais, 16,2% em moeda
estrangeira contratada pelas empresas no Brasil e 65,0% em diferentes moedas contratadas pelas subsidiárias no exterior.
• As disponibilidades de caixa, somadas às aplicações financeiras, somavam R$ 5,6
bilhões em junho, dos quais 45,3% estavam em moeda estrangeira, principalmente dólares norte-americanos.
Endividamento
(R$ milhões) 30.06.2008 31.12.2007
Curto Prazo
Moeda nacional (Brasil) 796 1.163
Moeda estrangeira (Brasil) 570 496
Empresas no exterior 1.777 880
Total 3.143 2.539
Longo Prazo
Moeda Nacional (Brasil) 2.306 2.555
Moeda estrangeira (Brasil) 2.095 2.570
Empresas no exterior 8.939 8.239
Total 13.340 13.364
Dívida Bruta 16.483 15.903
Disponibilidades e aplicações financeiras 5.557 5.139
Dívida Líquida 10.926 10.764
• O cronograma de pagamento da dívida de longo prazo, incluindo as debêntures, era o
• Os principais indicadores do endividamento das empresas Gerdau, no final de junho, eram os seguintes:
Indicadores 30.06.2008 31.12.2007
Dívida líquida / Capitalização líquida total 34,2% 39,3%
Dívida bruta / EBITDA*1
2,1x 2,5x
Dívida líquida / EBITDA*1
1,4x 1,7x
1 – Acumulado dos últimos 12 meses
Resultados das empresas não-consolidadas
• No 2º trimestre de 2008, as empresas abaixo relacionadas, nas quais a Gerdau tem controle compartilhado ou joint ventures, ou são empresas associadas, não foram consolidadas e seus resultados foram avaliados por equivalência patrimonial:
Gallatin Steel Company, nos EUA;
Bradley Steel Processors e MRM Guide Rail, no Canadá;
Armacero Industrial y Comercial S.A., no Chile;
Multisteel Business Holdings Corp. e subsidiárias, na República Dominicana;
Corsa Controladora, S.A. de C.V. e subsidiárias, no México;
SJK Steel Plant Limited, na Índia;
Corporación Centroamerica del Acero S.A., na Guatemala
Dona Francisca Energética S.A., no Brasil.
• Essas empresas, considerando-se as respectivas participações acionárias,
comercializaram 302,1 mil toneladas de produtos siderúrgicos no trimestre, o que resultou em uma receita líquida de vendas de R$ 561,4 milhões. A equivalência patrimonial dessas participações acionárias foi de R$ 81,9 milhões no 2º trimestre de 2008.
*EBITDA é o lucro líquido antes de juros, impostos, depreciação e amortizações. O EBITDA não é uma
medida utilizada nas práticas contábeis adotadas no Brasil, nos princípios contábeis em IFRS ou nos princípios contábeis geralmente aceitos nos Estados Unidos da América (USGAAP), não representando o fluxo de caixa para os períodos apresentados e não deve ser considerado como sendo uma alternativa ao lucro líquido na qualidade de indicador do desempenho operacional ou como uma alternativa ao fluxo de caixa na qualidade de indicador de liquidez. O EBITDA não tem um significado padronizado e nossa definição de EBITDA pode não ser comparável ao EBITDA ou EBITDA ajustado conforme definido por outras companhias. Ainda que o EBITDA não forneça, de acordo com as práticas contábeis
utilizadas no Brasil e nos Estados Unidos da América, uma medida do fluxo de caixa operacional, nossa administração o utiliza para mensurar nosso desempenho operacional. Adicionalmente, entendemos que determinados investidores e analistas financeiros utilizam o EBITDA como indicador do desempenho operacional de uma companhia e/ou de seu fluxo de caixa.
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INTERINAS CONSOLIDADAS
EM 30 DE JUNHO DE 2008 E DE 2007
Elaboradas em conformidade com o padrão contábil internacional estabelecido pelo International
Accounting Standards Board – IASB (conhecidos como International Financial Reporting Standards –
IFRS) e consubstanciado na instrução CVM nº 457, de 13 de julho de 2007.
Aos Acionistas e Administradores da Gerdau S.A.
Rio de Janeiro – RJ
1. Efetuamos uma revisão especial das Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas da Gerdau S.A. e Controladas
(“Companhia”) referentes ao semestre findo em 30 de junho de 2008, compreendendo o balanço patrimonial consolidado levantado em 30 de junho de 2008, as demonstrações consolidadas do resultado referentes ao trimestre e semestre findos em 30 de junho de 2008 e de 2007, as demonstrações consolidadas das mutações do patrimônio líquido e de fluxos de caixa referentes aos semestres findos em 30 de junho de 2008 e de 2007 e as respectivas notas explicativas e relatório de desempenho, elaboradas sob a responsabilidade da Administração da Companhia.
2. Nossa revisão foi efetuada de acordo com as normas específicas estabelecidas pelo IBRACON – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, em conjunto com o Conselho Federal de Contabilidade – CFC, e consistiu, principalmente, em: (a) indagação e discussão com os administradores responsáveis pelas áreas contábil, financeira e operacional da Companhia quanto aos principais critérios adotados na elaboração das Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas; e (b) revisão das informações e dos eventos subseqüentes que tenham, ou possam vir a ter, efeitos relevantes sobre a situação financeira e as operações da Companhia.
3. Baseados em nossa revisão especial, não temos conhecimento de nenhuma modificação relevante que deva ser feita nas Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas acima referidas, para que estas estejam de acordo com o padrão contábil internacional emitido pelo International Accounting Standards Board – IASB.
4. Anteriormente, examinamos o balanço patrimonial consolidado referente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2007 preparado de acordo com o padrão contábil internacional emitido pelo International Accounting Standards Board – IASB, apresentado para fins de comparação, sobre o qual emitimos parecer de auditoria, sem ressalvas, datado de 12 de fevereiro de 2008.
5. As práticas contábeis adotadas no Brasil diferem, em certos aspectos significativos, das normas de acordo com o padrão contábil internacional emitido pelo International Accounting Standards Board – IASB. As informações relacionadas à natureza e ao efeito dessas diferenças estão apresentadas na Nota 30 às Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas.
Rio de Janeiro, 6 de agosto de 2008.
DELOITTE TOUCHE TOHMATSU Fernando Carrasco
Auditores Independentes Contador
BALANÇOS PATRIMONIAIS CONSOLIDADOS (Valores expressos em milhares de reais)
Nota 30/06/2008* 31/12/2007 ATIVO CIRCULANTE
Caixa e equivalentes de caixa 4 2.042.962 2.026.096
Aplicações financeiras
Títulos para negociação 5 3.426.244 2.836.903
Títulos disponíveis para venda 5 88.221 276.374
Contas a receber de clientes 6 4.525.362 3.172.316
Estoques 7 7.489.684 6.056.661
Créditos tributários 8 400.783 598.317
Pagamentos antecipados 97.238 108.690
Ganhos não realizados com derivativos 16 266 14
Outras contas a receber 212.239 237.602
18.282.999 15.312.973
ATIVO NÃO-CIRCULANTE
Aplicações financeiras 5 86.313
-Créditos tributários 8 581.299 594.894
Imposto de renda/contribuição social diferidos 9 900.601 933.851
Ganhos não realizados com derivativos 16 65.359 1.553
Pagamentos antecipados 100.062 110.207
Depósitos judiciais 18 225.477 223.735
Outras contas a receber 522.893 290.783
Gastos antecipados com plano de pensão 20 463.272 417.723
Investimentos avaliados por equivalência patrimonial 11 1.260.782 628.242
Outros investimentos 11 18.623 18.623 Ágios 12 7.450.423 6.043.396 Intangível 13 1.263.337 1.073.715 Imobilizado 10 16.332.441 15.827.944 29.270.882 26.164.666 TOTAL DO ATIVO 47.553.881 41.477.639
As notas explicativas da Administração são parte integrante das Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas * Revisados pelo auditor independente na extensão descrita no relatório de 06 de agosto de 2008
BALANÇOS PATRIMONIAIS CONSOLIDADOS (Valores expressos em milhares de reais)
Nota 30/06/2008* 31/12/2007 PASSIVO CIRCULANTE
Fornecedores 3.449.245 2.586.634
Empréstimos e financiamentos 14 3.011.824 2.500.985
Debêntures 15 131.185 38.125
Impostos e contribuições sociais a recolher 17 777.789 462.311
Salários a pagar 526.459 518.098
Dividendos a pagar 11.205 392
Perdas não realizadas com derivativos 16 1.648 1.964
Outras contas a pagar 499.329 478.639
8.408.684 6.587.148
PASSIVO NÃO-CIRCULANTE
Empréstimos e financiamentos 14 12.585.912 12.461.128
Debêntures 15 753.988 903.151
Imposto de renda/contribuição social diferidos 9 2.612.559 2.315.771
Perdas não realizadas com derivativos 16 10.752 16.106
Provisão para contingências 18 435.630 489.103
Beneficios a empregados 20 661.822 794.125
Obrigações por compra de ações 16-f 555.264 889.440
Outras contas a pagar 458.390 379.589
18.074.317 18.248.413
PATRIMÔNIO LÍQUIDO 22
Capital social 14.184.805 7.810.453
Ações em tesouraria (123.453) (106.667)
Ajustes de avaliação patrimonial 8.129 13.723
Reserva legal - 278.713
Lucros acumulados 4.736.944 5.765.616
Ajustes cumulativos de conversão para moeda estrangeira (1.952.461) (1.049.333)
ATRIBUÍDO A PARTICIPAÇÃO DO CONTROLADOR 16.853.964 12.712.505
PARTICIPAÇÕES DOS ACIONISTAS MINORITÁRIOS 4.216.916 3.929.573
TOTAL DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO 21.070.880 16.642.078
TOTAL DO PASSIVO E DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO 47.553.881 41.477.639
As notas explicativas da Administração são parte integrante das Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas * Revisados pelo auditor independente na extensão descrita no relatório de 06 de agosto de 2008
Nota 30/06/2008* 30/06/2007* 30/06/2008* 30/06/2007* RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS 24 11.099.928 7.540.920 20.044.438 14.876.061
Custo das vendas 28 (8.119.679) (5.647.105) (14.931.856) (11.213.506)
LUCRO BRUTO 2.980.249 1.893.815 5.112.582 3.662.555
Despesas com vendas 28 (182.676) (159.677) (334.159) (302.495)
Despesas gerais e administrativas 28 (558.483) (480.498) (1.064.349) (915.375)
Outras receitas operacionais 57.425 17.820 83.668 27.913
Outras despesas operacionais (40.614) (11.930) (40.614) (11.930)
LUCRO OPERACIONAL 2.255.901 1.259.530 3.757.128 2.460.668
Resultado da equivalência patrimonial 81.874 32.961 142.707 68.017
LUCRO ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO E DOS IMPOSTOS 2.337.775 1.292.491 3.899.835 2.528.685
Receitas financeiras 29 226.425 184.804 346.144 429.178
Despesas financeiras 29 (361.428) (252.963) (714.972) (489.236)
Variação cambial, líquida 29 558.346 249.002 601.968 426.843
Ganhos e (perdas) com derivativos, líquido 29 11.449 (31.974) 37.355 27.953
LUCRO ANTES DOS IMPOSTOS 2.772.567 1.441.360 4.170.330 2.923.423 Provisão para imposto de renda e contribuição social
Corrente 9 (559.886) (279.029) (893.758) (573.158)
Diferido 9 (88.847) (16.472) (62.621) (26.341)
(648.733) (295.501) (956.379) (599.499)
LUCRO LÍQUIDO DO PERÍODO 2.123.834 1.145.859 3.213.951 2.323.924
ATRIBUÍDO A:
Participação do controlador 1.863.596 944.242 2.737.978 1.941.155
Participação dos minoritários 260.238 201.617 475.973 382.769
2.123.834 1.145.859 3.213.951 2.323.924
Lucro básico por ação - ordinária e preferencial 23 1,34 0,71 2,01 1,46
Lucro diluído por ação - ordinária e preferencial 23 1,33 0,71 2,00 1,46
As notas explicativas da Administração são parte integrante das Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas * Revisadas pelo auditor independente na extensão descrita no relatório de 06 de agosto de 2008
dos controladores dos minoritários patrimônio líquido
Ajustes de Ajustes cumulativos
Capital social Ações em tesouraria avaliação patrimonial Reserva legal Lucros acumulados de conversão para moeda estrangeira Saldo em 31/12/2006 7.810.453 (109.609) - 159.109 3.030.459 (259.130) 10.631.282 3.556.934 14.188.216
Lucro líquido do período - - - - 1.941.155 - 1.941.155 382.769 2.323.924
Despesa com plano de opções de ações reconhecido no período - - - - 2.792 - 2.792 - 2.792
Opções de ações exercidas durante o período - 1.570 - - 1.332 - 2.902 - 2.902
Dividendos/juros sobre o capital próprio - - - - (299.267) - (299.267) (129.346) (428.613)
Ajustes cumulativos de conversão para moeda estrangeira - - - (418.186) (418.186) (143.915) (562.101)
Participações de minoritários sobre alocação do valor justo - - - 24.648 24.648
Efeito de minoritários sobre entidades consolidadas - - - - 18.345 - 18.345 (150.699) (132.354)
Ganhos não realizados em aplicações disponíveis para venda - - 26.978 - - - 26.978 - 26.978
Saldo em 30/06/2007* 7.810.453 (108.039) 26.978 159.109 4.694.816 (677.316) 11.906.001 3.540.391 15.446.392
Saldo em 31/12/2007 7.810.453 (106.667) 13.723 278.713 5.765.616 (1.049.333) 12.712.505 3.929.573 16.642.078
Lucro líquido do período - - - - 2.737.978 - 2.737.978 475.973 3.213.951
Aumento de Capital por emissão de ações 2.885.058 - - - 2.885.058 - 2.885.058
Aumento de Capital por capitalização de reservas 3.489.294 - - (273.525) (3.215.769) - - -
-Despesa com plano de opções de ações reconhecido no período - - - - 3.486 - 3.486 - 3.486
Opções de ações exercidas durante o período - 33.473 - - (23.430) - 10.043 - 10.043
Dividendos/juros sobre o capital próprio - - - - (473.897) - (473.897) (154.367) (628.264)
Ajuste de Destinação proposta à Assembléia Geral - - - (5.188) 5.188 - - -
-Ajustes cumulativos de conversão para moeda estrangeira - - - (903.128) (903.128) (166.239) (1.069.367)
Participações de minoritários sobre alocação do valor justo - - - 11.207 11.207
Efeito de minoritários sobre entidades consolidadas - - - - (62.228) - (62.228) (184.806) (247.034)
Obrigações por compra de ações - - - 298.248 298.248
Ações em tesouraria - (50.259) - - - - (50.259) - (50.259)
Ganhos não realizados em instrumentos financeiros derivativos - - 16.568 - - - 16.568 9.210 25.778
Perdas não realizadas em aplicações disponíveis para venda - - (22.162) - - - (22.162) (1.883) (24.045)
Saldo em 30/06/2008* 14.184.805 (123.453) 8.129 - 4.736.944 (1.952.461) 16.853.964 4.216.916 21.070.880
As notas explicativas da Administração são parte integrante das Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas * Revisados pelo auditor independente na extensão descrita no relatório de 06 de agosto de 2008
Nota 30/06/2008 30/06/2007 Fluxo de caixa da atividade operacional
Lucro líquido do período (inclui participação dos minoritários) 3.213. 951 2.323.924 Ajustes para reconciliar o lucro líquido ao fluxo de caixa das
atividades operacionais:
Depreciação e amortização 831. 439 590.650
Equivalência patrimonial (142. 707) (68.017)
Variação cambial (601. 968) (434.527)
Ganhos com derivativos, líquido (37. 354) (50.842)
Benefícios pós-emprego 19. 402 59.388
Remuneração baseada em ações (39. 680) 4.648
Imposto de renda e contribuição social diferido 62. 621 26.341 Perda na alienação de imobilizado e investimento 24. 941 18.648 Provisão para perda em aplicações financeiras disponíveis para venda 63. 152 - Provisão de créditos de liquidação duvidosa 11. 743 7.647 Provisão para passivos tributários, cíveis e trabalhistas (40. 317) 109.695
Distribuição de joint ventures 63. 729 65.339
Receita de juros de aplicações financeiras (241. 036) (361.273) Despesa de juros sobre dívidas financeiras 489. 617 347.282
3.677. 533 2.638.903 Variação de ativos e passivos:
Aumento de contas a receber (1.215. 743) (795.625)
Aumento de estoques (1.326. 624) (170.584)
(Redução) aumento de contas a pagar (167. 265) 350.343
Redução de outros ativos 706. 911 80.439
(Redução) aumento de outros passivos (130. 663) 574.904
Aplicações financeiras de títulos para negociação (2.887. 823) (83.706) Resgate de aplicações financeiras de títulos para negociação 2.543. 548 1.519.425
Caixa proveniente das atividades operacionais 1.199. 874 4.114.099
Pagamento de juros de empréstimos e financiamentos (454. 115) (327.472) Pagamento de imposto de renda e contribuição social (484. 615) (423.689) Caixa líquido proveniente das atividades operacionais 261. 144 3.362.938 Fluxo de caixa das atividades de investimento
Adições de imobilizado, intangível e diferido (967. 367) (1. 372.388)
Pagamentos na aquisição de empresas 3.6 (2.772. 715) (789.883)
Juros recebidos sobre aplicações financeiras (72. 297) (155.966) Caixa líquido usado nas atividades de investimento (3.812. 379) (2. 318.237) Fluxo de caixa das atividades de financiamentos
Aumento de capital/ações em tesouraria 2.901. 966 - Dividendos e juros sobre o capital próprio pagos (661. 955) (836.809)
Financiamentos obtidos 3.509. 942 1.592.076
Pagamentos de financiamentos (2.321. 239) (1. 626.289)
Financiamentos com empresas ligadas, líquido 282. 315 (141.046) Resgate cotas fundo investimentos consolidados - (78.582) Caixa líquido proveniente de (usado em) atividades de financiamentos 3.711. 029 (1. 090.650) Efeito de variação cambial sobre o caixa e equivalentes de caixa (142. 928) (49.507) Aumento do caixa e equivalentes de caixa 16.866 (95.456) Caixa e equivalentes de caixa no início do período 2.026.096 1.070.524 Caixa e equivalentes de caixa no final do período 2.042.962 975.068 As notas explicativas da Administração são parte integrante das Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas
* Revisadas pelo auditor independente na extensão descrita no relatório de 06 de agosto de 2008
NOTA 1 -INFORMAÇÕES GERAIS
Gerdau S.A. é uma sociedade anônima de capital aberto, com sede no Rio de Janeiro – RJ, Brasil, empresa holding integrante do Grupo Gerdau, dedicado, principalmente, à produção e à comercialização de produtos siderúrgicos em geral, através de usinas localizadas no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Guatemala, México, Peru, República Dominicana, Uruguai, Venezuela, Estados Unidos, Canadá, Espanha e Índia.
O Grupo Gerdau tem uma capacidade instalada de 26 milhões de toneladas de aço bruto por ano, produzindo aço em fornos elétricos, a partir de sucata e ferro-gusa adquiridos, em sua maior parte, na região de atuação de cada usina (conceito de
mini-mill), bem como produzindo aço a partir de minério de ferro (em altos-fornos e via redução direta), além de possuir
unidades voltadas exclusivamente à produção de aços especiais. É o maior reciclador de sucata da América Latina e está entre os maiores do mundo.
O mercado mais importante é o setor industrial, onde fabricantes de bens de consumo, tais como automóveis e aparelhos para uso doméstico e comercial, utilizam, basicamente, perfis nas várias especificações disponíveis, seguindo o setor da construção civil, que demanda grande volume de vergalhões e arames para concreto. Também são bastante numerosos os consumidores de pregos, grampos e arames, muito utilizados na agropecuária.
As Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas da Gerdau S.A. e empresas controladas (em conjunto, a “Companhia”) foram aprovadas pelo Comitê de Divulgação em 06/08/2008.
NOTA 2 -RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS 2.1 – Base de apresentação
As Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas da Companhia foram preparadas para o período de seis meses findo
em 30/06/2008 e estão de acordo com International Accounting Standards (IAS) No 34, que trata dos relatórios contábeis
interinos. As Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas foram preparadas de acordo com International Financial
Reporting Standards (IFRS) e as interpretações do International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC),
que estavam em vigor em 30/06/2008.
A preparação das Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas de acordo com o IAS 34 requer o uso de certas estimativas contábeis por parte da Administração da Companhia. As áreas que envolvem julgamento ou o uso de estimativas, relevantes para as Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas, estão demonstradas na nota 2.18. As Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas foram preparadas utilizando o custo histórico como base de valor, exceto pela valorização de certos ativos não-circulantes e instrumentos financeiros.
A Companhia adotou todas as normas, revisões de normas e interpretações emitidas pelo IASB que estavam em vigor em 30 de junho de 2008.
2.2 – Conversão de saldos em moeda estrangeira a) Moeda funcional e de apresentação
As Demonstrações Financeiras de cada controlada incluída na consolidação da Companhia e aquelas utilizadas como base para avaliação dos investimentos pelo método de equivalência patrimonial são preparadas usando-se a moeda funcional de cada entidade. A moeda funcional de uma entidade é a moeda do ambiente econômico primário em que ela opera. Ao definir a moeda funcional de cada uma de suas subsidiárias a Administração considerou qual a moeda que influencia significativamente o preço de venda de seus produtos e serviços, e a moeda na qual a maior parte do custo dos seus insumos de produção é pago ou incorrido. As Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas são apresentadas em reais (R$), que é a moeda funcional e de apresentação da Gerdau S.A..
As transações em moeda estrangeira são convertidas para a moeda funcional usando-se a taxa de câmbio vigente na data da transação. Os ganhos e perdas resultantes da diferença entre a conversão dos saldos ativos e passivos, em moeda estrangeira, no encerramento do período, e a conversão dos valores das transações, são reconhecidos na demonstração do resultado.
c) Empresas do grupo
Os resultados e a posição financeira de todas as controladas incluídas no consolidado e investimentos avaliados por equivalência patrimonial (nenhuma das quais situadas em economias hiperinflacionárias) que têm a moeda funcional diferente da moeda de apresentação, são convertidos pela moeda de apresentação, conforme abaixo:
i) os saldos ativos e passivos são convertidos à taxa de câmbio vigente na data de encerramento das Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas;
ii) as contas de resultado são convertidas pela cotação média mensal do câmbio; e
iii)todas as diferenças resultantes de conversão de taxas de câmbio, são reconhecidas no patrimônio líquido, na conta “Ajustes cumulativos de conversão para moeda estrangeira”.
2.3 – Ativos financeiros
a) Caixa e equivalentes de caixa
Caixa e equivalentes de caixa incluem caixa, contas bancárias e investimentos de curto prazo com liquidez imediata e vencimento original de 90 dias ou menos e com baixo risco de variação no valor de mercado, sendo demonstrados pelo custo acrescido de juros auferidos.
b) Aplicações financeiras
A Companhia classifica suas aplicações financeiras nas seguintes categorias: títulos mantidos até o vencimento, títulos disponíveis para venda e títulos para negociação ao valor justo reconhecido com contrapartida no resultado (títulos para negociação). A classificação depende do propósito para o qual o investimento foi adquirido. Quando o propósito da aquisição do investimento é a aplicação de recursos para obter ganhos de curto prazo, estes são classificados como títulos para negociação; quando a intenção é efetuar aplicação de recursos para manter as aplicações até o vencimento, estes são classificados como títulos mantidos até o vencimento, desde que a Administração tenha a intenção e possua condições financeiras de manter a aplicação financeira até seu vencimento. Quando a intenção, no momento de efetuar a aplicação, não é nenhuma das anteriores, tais aplicações são classificadas como títulos disponíveis para venda.
Quando aplicável, os custos incrementais diretamente atribuíveis à aquisição de um ativo financeiro são adicionados ao montante originalmente reconhecido.
As aplicações financeiras mantidas até o vencimento são mensuradas pelo custo de aquisição acrescido por juros, correção monetária, variação cambial, menos perdas do valor recuperável, quando aplicável, incorridos até a data das Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas.
As aplicações financeiras para negociação são mensuradas pelo seu valor justo. Os juros, correção monetária e variação cambial, quando aplicável, assim como as variações decorrentes da avaliação ao valor justo, são reconhecidos no resultado quando incorridos.
As aplicações financeiras disponíveis para venda são mensuradas pelo seu valor justo. Os juros, correção monetária e variação cambial, quando aplicável, são reconhecidos no resultado quando incorridos. As variações decorrentes da avaliação ao valor justo, com a exceção de perdas do valor recuperável, são reconhecidas em conta específica do patrimônio líquido quando incorridas. Os ganhos e perdas registrados no patrimônio líquido são baixados para o resultado do exercício no momento em que essas aplicações são realizadas em caixa ou consideradas não recuperáveis.
Estão apresentadas a valores de realização, sendo que as contas a receber de clientes no mercado externo estão atualizadas com base nas taxas de câmbio vigentes na data das Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas. A provisão para riscos de crédito foi calculada com base na análise de riscos dos créditos, que contempla o histórico de perdas, a situação individual dos clientes, a situação do grupo econômico ao qual pertencem, as garantias reais para os débitos e a avaliação dos consultores jurídicos, e é considerada suficiente para cobrir eventuais perdas sobre os valores a receber. Informações referentes a abertura do contas a receber em valores a vencer e vencidos, além da provisão para risco de crédito estão demonstradas na nota 6. d) Deterioração de ativos financeiros
Ativos financeiros são avaliados a cada data de balanço para identificação de eventual deterioração de ativos (impairment). São considerados deteriorados quando existem evidências de que um ou mais eventos tenham ocorrido após o reconhecimento inicial do ativo financeiro e que tenham impactado o fluxo estimado de caixa futuro do investimento. 2.4 – Estoques
Os estoques estão demonstrados pelo menor valor entre o valor líquido de realização (valor estimado de venda no curso normal dos negócios, menos o custo estimado para realizar a venda) e o custo médio de produção ou preço médio de aquisição. As provisões para estoques de baixa rotatividade ou obsoletos são constituídas quando consideradas necessárias pela Administração. A Companhia custeia seus estoques por absorção, utilizando a média móvel ponderada para este.
2.5 – Imobilizado
São avaliados ao custo histórico, acrescido de correção monetária, quando aplicável nos termos do IAS 29, deduzido das respectivas depreciações, à exceção dos terrenos, que não são depreciados. A Companhia agrega mensalmente ao custo de aquisição do imobilizado em formação os juros incorridos sobre empréstimos e financiamentos considerando os seguintes critérios para capitalização: (a) período de capitalização ocorre quando o imobilizado encontra-se em fase de construção, sendo encerrada a capitalização de juros quando o item do imobilizado encontra-se disponível para utilização; (b) os juros são capitalizados considerando a taxa média ponderada dos empréstimos vigentes da data da capitalização; (c) os juros capitalizados mensalmente não excedem o valor das despesas de juros apuradas no período de capitalização; e (d) os juros capitalizados são depreciados considerando os mesmos critérios e vida útil determinados para o item do imobilizado ao qual foram incorporados.
A depreciação é calculada pelo método linear, a taxas que levam em consideração a vida útil estimada dos bens.
Custos subseqüentes são incorporados ao valor residual do imobilizado ou reconhecidos como item específico, conforme apropriado, somente se os benefícios econômicos associados a estes itens forem prováveis e os valores mensurados de forma confiável. O saldo residual do item substituído é baixado. Demais reparos e manutenções são reconhecidas diretamente no resultado quando incorridas.
O valor residual e a vida útil estimada dos bens são revisados e ajustados, se necessário, na data de encerramento do exercício.
O valor residual dos itens do imobilizado é baixado imediatamente ao seu valor recuperável quando o saldo residual exceder o valor recuperável (nota 2.7).
2.6 – Intangível
É avaliado ao custo de aquisição, deduzido da amortização acumulada e perdas por redução do valor recuperável, quando aplicável. Os ativos intangíveis são compostos principalmente por certificados de redução de emissão de carbono e fundos de comércio, que representam a capacidade de geração de valor agregado de companhias adquiridas com base no histórico de relacionamento com clientes. Os ativos intangíveis que possuem vida útil definida são amortizados considerando a sua utilização efetiva ou um método que reflita o benefício econômico do ativo intangível. O valor residual dos itens do intangível é baixado imediatamente ao seu valor recuperável quando o saldo residual exceder o valor recuperável (nota 2.7).
2.7 – Provisão para recuperação dos ativos de vida longa
Existem normas específicas para analisar a recuperação dos ativos de vida longa, principalmente o ativo imobilizado e o ágio. Na data de cada demonstração financeira, a Companhia analisa se existem evidências de que o valor contábil de um ativo não será recuperado. Caso se identifique tais evidências, a Companhia estima o valor recuperável do ativo.
O valor recuperável de um ativo é o maior valor entre: (a) seu valor justo menos custos que seriam incorridos para vendê-lo, e (b) seu valor de uso. O valor de uso é equivalente aos fluxos de caixa descontado (antes dos impostos) derivados do uso contínuo do ativo até o final da sua vida útil.
Independentemente da existência de indicação de não recuperação de seu valor contábil, saldos de ágio originados da combinação de negócios e ativos intangíveis com vida útil indefinida têm sua recuperação testada pelo menos uma vez por ano.
Quando o valor residual contábil do ativo exceder seu valor recuperável, a Companhia reconhece uma redução do saldo contábil deste ativo (impairment ou deterioração).
Para os ativos registrados pelo custo, a redução no valor recuperável é registrada no resultado do período. Se não for determinado o valor recuperável de um ativo individualmente, é realizada a análise do valor recuperável da unidade geradora de caixa à qual o ativo pertence.
Exceto com relação à redução no valor do ágio, a reversão de perdas reconhecidas anteriormente é permitida. A reversão nestas circunstâncias está limitada ao saldo depreciado que o ativo apresentaria na data da reversão, supondo-se que a reversão não tenha sido registrada.
2.8 – Investimentos
a) Investimentos em empresas controladas
A Companhia classifica seus investimentos entre investimentos avaliados por equivalência patrimonial e outros investimentos. Os investimentos são mensurados e registrados conforme descrito na nota 11.
A Companhia consolidou integralmente as Demonstrações Financeiras de todas as empresas controladas. Considera-se existir controle quando a Companhia detém, direta ou indiretamente, a maioria dos direitos de voto em Assembléia Geral ou tem o poder de determinar as políticas financeiras e operacionais, a fim de obter benefícios de suas atividades. Nas situações em que a Companhia detenha, em substância, o controle de outras entidades constituídas com um fim específico, ainda que não possua a maioria dos direitos de voto, estas são consolidadas pelo método de consolidação integral.
A participação de terceiros no patrimônio líquido e no lucro líquido das controladas é apresentada separadamente no balanço patrimonial consolidado e na demonstração consolidada do resultado, respectivamente, na rubrica de “Participação dos acionistas minoritários”.
Para as aquisições de empresas realizadas a partir de 01/01/2006, data da transição para o IFRS pela Companhia, os ativos, passivos e passivos contingentes de uma subsidiária são mensurados pelo respectivo valor justo na data de aquisição. Qualquer excesso do custo de aquisição sobre o valor justo dos ativos líquidos identificáveis adquiridos é registrado como ágio. Nos casos em que o custo de aquisição seja inferior ao valor justo dos ativos líquidos identificados, a diferença apurada é registrada como ganho na demonstração dos resultados do exercício em que ocorre a aquisição. A participação dos acionistas minoritários é apresentada pela respectiva proporção do valor justo dos ativos e passivos identificados. Os resultados das subsidiárias adquiridas ou vendidas durante o período estão incluídos nas demonstrações dos resultados desde a data da sua aquisição ou até a data da sua alienação, respectivamente, quando aplicável. As transações e saldos significativos entre essas empresas foram eliminados no processo de consolidação. As mais-valias decorrentes das transações entre empresas do Grupo Gerdau são igualmente anuladas.
Sempre que necessário são efetuados ajustes às Demonstrações Financeiras das empresas controladas tendo em vista a uniformização das respectivas práticas contábeis de acordo com o IFRS aplicadas pela Companhia.
b) Investimentos em empresas com controle compartilhado e joint ventures
Empresas com controle compartilhado e joint ventures são aquelas nas quais o controle é exercido conjuntamente pela Companhia e por um ou mais sócios. Os investimentos em empresas com controle compartilhado são reconhecidos pelo método de equivalência patrimonial, desde a data que o controle conjunto é adquirido. De acordo com este método, as participações financeiras sobre empresas com controle compartilhado são reconhecidas no balanço patrimonial consolidado ao custo de aquisição, e são ajustadas periodicamente pelo valor correspondente à participação da Companhia nos resultados líquidos e outras variações no patrimônio líquido destas empresas. Adicionalmente, o saldo dos investimentos poderão ser reduzidos pelo reconhecimento de perdas por recuperação do investimento (impairment).
As perdas em empresas com controle compartilhado em excesso ao investimento efetuado nessas entidades, não são reconhecidas, exceto quando a Companhia tenha assumido compromissos de cobrir essas perdas.
Qualquer excesso do custo de aquisição de um investimento financeiro sobre o valor justo líquido dos ativos, passivos e passivos contingentes da empresa controlada em conjunto na respectiva data de aquisição do investimento é registrado como ágio. O ágio é adicionado ao valor do respectivo investimento financeiro e a sua recuperação é analisada anualmente como parte integrante do investimento financeiro. Nos casos em que o custo de aquisição seja inferior ao valor justo dos ativos líquidos identificados, a diferença apurada é registrada como ganho na demonstração dos resultados do período em que ocorre a aquisição.
Adicionalmente, os dividendos recebidos destas empresas são registrados como uma redução do valor dos investimentos. Os ganhos e perdas em transações com empresas com controle compartilhado são eliminados, proporcionalmente à participação da Companhia, por contrapartida do valor do investimento financeiro nessa mesma empresa com controle compartilhado.
c) Investimento em empresas associadas
Uma empresa associada é uma entidade na qual a Companhia exerce influência significativa, através da participação nas decisões relativas às suas políticas financeiras e operacionais, mas que não detém controle ou controle conjunto sobre essas políticas.
Os investimentos financeiros em empresas associadas encontram-se registrados pelo método da equivalência patrimonial. De acordo com este método, as participações financeiras sobre empresas associadas são reconhecidas no balanço consolidado ao custo, e são ajustadas periodicamente pelo valor correspondente à participação nos resultados líquidos destas em contrapartida de ganhos ou perdas em ativos financeiros e por outras variações ocorridas nos ativos líquidos adquiridos. Adicionalmente, as participações financeiras poderão igualmente ser ajustadas pelo reconhecimento de perdas por recuperação do investimento (impairment).
As perdas em empresas associadas em excesso ao investimento efetuado nessas entidades, não são reconhecidas, exceto quando a Companhia tenha assumido compromissos de cobrir essas perdas.
Qualquer excesso do custo de aquisição de um investimento financeiro sobre o valor justo líquido dos ativos, passivos e passivos contingentes da empresa associada na respectiva data de aquisição do investimento é registrado como ágio. O ágio é adicionado ao valor do respectivo investimento e a sua recuperação é analisada anualmente como parte integrante do investimento financeiro. Nos casos em que o custo de aquisição seja inferior ao valor justo dos ativos líquidos identificados, a diferença apurada é registrada como ganho na demonstração dos resultados do período em que ocorre a aquisição. Adicionalmente, os dividendos recebidos destas empresas são registrados como uma diminuição do valor dos investimentos.
Os ganhos e perdas em transações com empresas associadas são eliminados, proporcionalmente à participação da Companhia na empresa associada, por contrapartida do valor do investimento nessa mesma associada.
2.9 Passivos financeiros e instrumentos patrimoniais a) Classificação como dívida ou patrimônio
Instrumentos de dívida ou instrumentos patrimoniais são classificados de uma forma ou outra de acordo com a substância dos termos contratuais.
b) Empréstimos e financiamentos
Estão demonstrados pelos valores de contratação, acrescidos dos encargos pactuados, que incluem juros e atualização monetária ou cambial incorridos.
Quando aplicável estes são demonstrados pelo valor justo, líquido dos custos de transação incorridos e são subsequentemente mensurados ao custo amortizado usando o método da taxa de juros efetiva.
c) Instrumentos de patrimônio
Um instrumento patrimonial é baseado em um contrato que demonstre a participação nos ativos de uma entidade após serem deduzidos todos os seus passivos.
d) Garantias financeiras de contratos passivos
Garantias financeiras de contratos passivos são mensuradas inicialmente pelo valor justo do desembolso considerado provável e subsequentemente mensuradas pelo maior entre o montante da obrigação segundo o contrato e o montante inicialmente reconhecido menos, se aplicável, amortização acumulada.
2.10 – Imposto de renda e contribuição social corrente e diferido
A despesa de imposto de renda e contribuição social corrente é calculada de acordo com as bases legais tributárias vigentes na data de apresentação das Demonstrações Financeiras nos países onde as subsidiárias e associadas da Companhia operam e geram resultado tributável. Periodicamente a Administração avalia posições tomadas com relação a questões tributárias que estão sujeitas a interpretação e reconhece provisão quando há expectativa de pagamento de imposto de renda e contribuição social conforme as bases tributárias.
Imposto de renda e contribuição social diferidos são reconhecidos, em sua totalidade, sobre as diferenças geradas entre os ativos e passivos reconhecidos para fins fiscais e correspondentes valores reconhecidos nas Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas. Entretanto, o imposto de renda e contribuição social diferidos não são reconhecidos se forem gerados no registro inicial de ativos e passivos em operações que não afetam as bases tributárias, exceto em operações de combinação de negócios. Imposto de renda e contribuição social diferidos são determinados considerando as taxas (e leis) vigentes na data de preparação das Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas e aplicáveis quando o respectivo imposto de renda e contribuição social forem realizados.
Imposto de renda e contribuição social diferidos ativos são reconhecidos somente na extensão em que seja provável que existirá base tributável positiva para a qual as diferenças temporárias possam ser utilizadas e prejuízos fiscais possam ser compensados.
2.11 – Benefícios a empregados
A Companhia possui diversos planos de benefícios a empregados incluindo planos de pensão e aposentadoria, assistência médica, participação nos lucros, bônus, pagamento com base em ações e outros benefícios de aposentadoria e desligamento. A descrição dos principais planos de benefícios concedidos aos empregados da Companhia estão descritas nas notas 20 e 25.
Os compromissos atuariais com os planos de benefícios de pensão e aposentadoria e os compromissos atuariais relacionados ao plano de assistência médica são provisionados com base em cálculo atuarial elaborado anualmente por atuário independente, de acordo com o método da unidade de crédito projetada, líquido dos ativos garantidores do plano, quando aplicável, sendo os custos correspondentes reconhecidos durante o período aquisitivo dos empregados. Eventuais superávits com planos de benefícios a empregados também são contabilizados, reconhecidos até o montante provável de redução nas contribuições futuras da patrocinadora para estes planos.
O método da unidade de crédito projetada considera cada período de serviço como fato gerador de uma unidade adicional de benefício, que são acumuladas para o cômputo da obrigação final. Adicionalmente, são utilizadas outras premissas atuariais, tais como estimativa da evolução dos custos com assistência médica, hipóteses biológicas e econômicas e, também, dados históricos de gastos incorridos e de contribuição dos empregados.
Os ganhos e perdas atuariais gerados por ajustes e alterações nas premissas atuariais dos planos de benefícios de pensão e aposentadoria e os compromissos atuariais relacionados ao plano de assistência médica são reconhecidas no resultado do exercício, segundo o método do corredor, conforme descrito na nota 20.
2.12 – Outros ativos e passivos circulantes e não-circulantes
São demonstrados pelos valores de realização (ativos) e pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos e variações monetárias incorridas (passivos).
2.13 – Transações com partes relacionadas
Os contratos de mútuos entre as empresas no Brasil são atualizados pela variação mensal do CDI. Os contratos com empresas no exterior são atualizados por encargos (Libor + 3% a.a.) mais variação cambial, quando aplicável. As transações de compras e vendas de insumos e produtos são efetuadas em condições e prazos semelhantes às transações com terceiros não relacionados. 2.14 – Distribuição de dividendos
É reconhecida como passivo no momento em que os dividendos são aprovados pelos acionistas da Gerdau S.A.. O estatuto social da Gerdau S.A. prevê que, no mínimo, 30% do lucro anual seja distribuído como dividendos; portanto, a Gerdau S.A. registra provisão, no encerramento do exercício social, no montante do dividendo mínimo que ainda não tenha sido distribuído durante o exercício até o limite do dividendo mínimo obrigatório descrito acima.
2.15 – Reconhecimento da receita de vendas
A receita de vendas é apresentada líquida dos impostos e dos descontos incidentes sobre esta. Os impostos sobre vendas são reconhecidos quando as vendas são faturadas, e os descontos sobre vendas quando conhecidos. As receitas de vendas de produtos são reconhecidas quando o valor das vendas é mensurável de forma confiável, a Companhia não detém mais controle sobre a mercadoria vendida ou qualquer outra responsibilidade relacionada à propriedade desta, os custos incorridos ou que serão incorridos em respeito a transação podem ser mensurados de maneira confiável, é provável que os benefícios econômicos serão recebidos pela Companhia e os riscos e os benefícios dos produtos foram integralmente transferidos ao comprador. Os fretes sobre vendas são incluídos no custo das vendas.
2.16 – Investimentos em prevenção de danos ao meio ambiente
Os gastos relacionados ao atendimento de regulamentos ambientais são considerados como custo de produção, quando se referirem a gastos rotineiros e usuais, ou capitalizados quando incorridos, quando se referirem a projetos de longo prazo que gerarão retorno em prazo superior a um ano.
2.17 – Contratos de arrendamento (leasing)
Os contratos de leasing dos quais parcela relevante dos riscos e direitos de propriedade são mantidos pelo locador, são classificados como leasing operacional. Os pagamentos realizados nos contratos de leasing operacionais são registrados no resultado do exercício de forma linear durante o período de vigência desses contratos.
2.18 - Uso de estimativas
Na elaboração das Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas é necessário utilizar estimativas para contabilizar certos ativos, passivos e outras transações. Para efetuar estas estimativas, a Administração utilizou as melhores informações disponíveis na data da preparação das Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas, bem como a experiência de eventos passados e/ou correntes, considerando ainda pressupostos relativos a eventos futuros. As Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas incluem, portanto, estimativas referentes principalmente à seleção da vida útil do ativo imobilizado (nota 10), estimativa do valor de recuperação de ativos de vida longa, provisões necessárias para passivos contingentes (nota 18), determinações de provisões para imposto de renda (nota 9), determinação do valor justo de instrumentos financeiros (ativos e passivos) e outras similares (nota 16). O resultado das transações e informações quando da efetiva realização podem divergir das estimativas.
2.19 – Aplicação de julgamentos e práticas contábeis críticas na elaboração das Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas
Práticas contábeis críticas são aquelas que são tanto (a) importantes para demonstrar a condição financeira e os resultados e (b) requerem os julgamentos mais difíceis, subjetivos ou complexos por parte da Administração, freqüentemente como resultado da necessidade de fazer estimativas que têm impacto sobre questões que são inerentemente incertas. À medida que aumenta o número de variáveis e premissas que afetam a possível solução futura dessas incertezas, esses julgamentos se tornam ainda mais subjetivos e complexos. Na preparação das Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas, a Companhia adotou variáveis e premissas derivadas de experiência histórica e vários outros fatores que entende como razoáveis e relevantes. Ainda que estas estimativas e premissas sejam revistas pela Companhia no curso ordinário dos negócios, a demonstração da sua condição financeira e dos resultados das operações freqüentemente requer o uso de julgamentos quanto aos efeitos de questões inerentemente incertas sobre o valor contábil dos seus ativos e passivos. Os resultados reais podem ser distintos dos estimados sob variáveis, premissas ou condições diferentes. De modo a proporcionar um entendimento de como a Companhia forma seus julgamentos sobre eventos futuros, inclusive as variáveis e premissas utilizadas nas estimativas, incluímos comentários referentes a cada prática contábil crítica descrita a seguir: a) Imposto de renda diferido
O método do passivo (conforme o conceito descrito no IAS 12 - liability method) de contabilização do imposto de renda é usado para imposto de renda diferido gerado por diferenças temporárias entre o valor contábil dos ativos e passivos e seus respectivos valores fiscais. O montante do imposto de renda diferido ativo é revisado a cada data das Demonstrações Financeiras e reduzido pelo montante que não seja mais realizável através de lucros tributáveis futuros. Ativos e passivos fiscais diferidos são calculados usando as alíquotas fiscais aplicáveis ao lucro tributável nos anos em que essas diferenças temporárias deverão ser realizadas. O lucro tributável futuro pode ser maior ou menor que as estimativas consideradas quando da definição da necessidade de registrar, e o montante a ser registrado, do ativo fiscal.
b) Benefícios de pensão e pós-emprego
A Companhia reconhece sua obrigação com planos de benefícios a empregados e os custos relacionados, líquidos dos ativos do plano, adotando as seguintes práticas:
i) O custo de pensão e de outros benefícios pós-emprego adquiridos pelos empregados é determinado atuarialmente usando o método da unidade de crédito projetada e a melhor estimativa da Administração da performance esperada dos investimentos do plano para fundos, crescimento salarial, idade de aposentadoria dos empregados e custos esperados com tratamento de saúde. A taxa de desconto usada para determinar a obrigação de benefícios futuros é uma estimativa da taxa de juros corrente na data do balanço, sobre investimentos de renda fixa de alta qualidade, com vencimentos que coincidem com os vencimentos esperados das obrigações;
ii) Os ativos do plano de pensão são avaliados a valor de mercado;
iii) Os custos do serviço passado decorrente de correções do plano são amortizados linearmente pelo período médio remanescente de serviço dos empregados ativos na data da correção;