• Nenhum resultado encontrado

Contratos, Convênios (e termos similares)

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Contratos, Convênios (e termos similares)"

Copied!
20
0
0

Texto

(1)

Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais

- Aula 08 -

Prof. Renato Fenili

Março de 2014

Contratos, Convênios (e termos similares)

Contrato = acordo de vontades, na conformidade da lei, e

com a finalidade de adquirir, resguardar, transferir,

conservar ou modificar direitos.

(2)

CONTRATOS

ASPECTO DESCRIÇÃO

Contratos são

bilaterais

Os contratos são acordos entre partes, tratando-se, portanto, de um negócio jurídico bilateral. Diferem, portanto, dos atos jurídicos, que são unilaterais.

As vontades são autônomas

O princípio da autonomia da vontade estipula que sempre será necessária a livre-manifestação de vontade do particular para a formação de vínculo contratual (até mesmo quando este contrato for efetuado com a Administração Pública). CONTRATOS ASPECTO DESCRIÇÃO As vontades têm objetivos opostos

Não há convergência de vontades em um contrato,

mas apenas a satisfação recíproca dos interesses. Quando a Administração Pública firma um contrato com um particular, por exemplo, geralmente ela tem por interesse o fornecimento de um material ou serviço, ao passo que ao particular interessa o pagamento ($).

A convergência de vontades é encontrada em outro instituto jurídico, denominado convênio.

Contrato administrativo = ajuste que a Administração

Pública, agindo nesta qualidade, firma com particular ou

com outra entidade administrativa para a consecução de

objetivos de interesse público, nas condições estabelecidas

pela própria Administração.

Conceitos iniciais

Tipos de contratos com a Administração Pública

Contrato

Da

Administração

Administrativo

(3)

1. (CESPE / IBAMA / 2012) Todo contrato celebrado pela administração pública será considerado um contrato administrativo

Quando a Administração Pública firmar contratos com particulares, sem que figure na qualidade de Poder Público, seus contratos não serão do gênero “administrativo”, mas sim regidos por normas de direito privado.

Ex.: Locação de imóveis, quando a Administração figura como locatária.

A questão está ERRADA.

CONTRATOS ADMINISTRATIVOS CARACTERÍSTICA DESCRIÇÃO Formalismo

Os contratos administrativos são sempre formais, produzidos por escrito.

Há apenas uma exceção: o contrato verbal de pequenas compras, feito por suprimento de fundos. Veja o parágrafo único do artigo 60 da Lei de Licitações e Contratos:

“Parágrafo único. É nulo e de nenhum efeito o contrato verbal com a Administração, salvo o de pequenas compras de pronto pagamento [...]” Ainda, a publicação do resumo do conteúdo do contrato (na imprensa oficial) deve se dar no prazo máximo de 20 dias, contados a partir do quinto dia útil do mês seguinte ao de sua assinatura, sendo condição indispensável para sua eficácia.

Onerosos

Há remuneração ao particular relativa à contraprestação do objeto do contrato.

CONTRATOS ADMINISTRATIVOS

CARACTERÍSTICA DESCRIÇÃO

Comutativos

As partes do contrato são compensadas reciprocamente. À Administração cabe o cumprimento ou execução do contrato; ao particular, a remuneração. Pessoalidade

Os contratos administrativos são contratos pessoais. A celebração intuitu personae (= “em consideração à pessoa”) exige que a execução do contrato seja efetuada pela mesma pessoa (física ou jurídica) que aceitou a obrigação perante a Administração.

Já que os contratos administrativos são resultantes de um procedimento licitatório (com as ressalvas dos casos de dispensa e inexigibilidade de licitação), não há como se falar em subcontratação para o fornecimento de um objeto.

A empresa vencedora de um convite para a manutenção de um tomógrafo, por exemplo, passou, durante o certame, por um exame de suas qualidades técnicas e de seu status fiscal durante a fase de habilitação. Assim, uma eventual subcontratação desta vencedora envolve uma outra empresa que sequer passou pelo crivo da Administração.

No entanto, a Lei nº 8.666/93, em seu artigo 72, prevê a possibilidade de subcontratação parcial, desde que haja previsão específica em edital e no contrato. Neste caso, a Administração estabelece os limites das partes do objeto do contrato cuja execução poderá ser subcontratada.

CONTRATOS ADMINISTRATIVOS CARACTERÍSTICA DESCRIÇÃO A Administração age na qualidade de Poder Público

A finalidade de um contrato administrativo é a tutela do interesse público. Por esse motivo fundamental, a Administração é legalmente investida de prerrogativas especiais que assegurem o adequado cumprimento do contrato. Tais prerrogativas (privilégios) subordinam o interesse do particular ao interesse da coletividade. Estamos falando das cláusulas exorbitantes, abordadas a seguir.

As cláusulas exorbitantes

São as que diferenciam os contratos administrativos dos demais acordos situados no âmbito do Direito Privado. O termo “exorbitante” é empregado no sentido de que o conteúdo das cláusulas extrapola as cláusulas usuais do Direito Privado.

As cláusulas exorbitantes são as constantes dos artigos 56 e 58 da Lei nº 8.666/1993 e referem-se às hipóteses de exigência de garantia, poder de alteração unilateral do contrato, possibilidade de rescisão unilateral, poder de fiscalização, entre outras.

(4)

AS CLÁUSULAS EXORBITANTES

EXIGÊNCIA / PODER DESCRIÇÃO

Exigência de

Garantia

Trata-se de montante a ser pago pelo contratado, que fica sob os cuidados da Administração e é restituído após a execução do contrato. Serve como facilitador na aplicação de multas, visto que assegura diretamente o recebimento do valor pela Administração.

A garantia poderá ser prestada nas formas de caução em

dinheiro, títulos da dívida pública, seguro-garantia e fiança

bancária, usualmente não excedendo a 5% do valor do contrato. A exceção a esse percentual é provida pelo §3º do artigo 56 da Lei de Licitações e Contratos:

“§ 3º Para obras, serviços e fornecimentos de grande vulto envolvendo alta complexidade técnica e riscos financeiros consideráveis, demonstrados através de parecer tecnicamente aprovado pela autoridade competente, o limite de garantia previsto no parágrafo anterior poderá ser elevado para até

dez por cento do valor do contrato.”

AS CLÁUSULAS EXORBITANTES

EXIGÊNCIA / PODER DESCRIÇÃO

Alteração unilateral do

contrato

A possibilidade de alteração unilateral do contrato visa à

melhor adequação do acordo ao interesse público. Esta alteração incide sempre sobre as cláusulas regulamentares ou de serviço (as que dispõem sobre o objeto a ser executado), e nunca sobre as cláusulas econômico-financeiras e monetárias. Rescisão unilateral do contrato

Dentre as situações em que são cabíveis a rescisão unilateral do contrato pela Administração, podemos citar: atraso injustificado no início da execução do contrato, descumprimento ou cumprimento irregular do acordo, lentidão no cumprimento, paralisação da execução do contrato, subcontratação (desde que não prevista no edital), ocorrência de caso fortuito ou de força maior etc.

AS CLÁUSULAS EXORBITANTES

EXIGÊNCIA / PODER DESCRIÇÃO

Poder de fiscalização /

ocupação temporária

O acompanhamento dos contratos é normatizado pelo artigo 67 da Lei de Licitações e Contratos. Um representante da Administração – o fiscal de contrato – é designado, agindo de modo a regularizar, dentro de sua competência, as eventuais faltas e os defeitos observados.

Quando o objeto do contrato for a prestação de um serviço essencial (fornecimento de água, energia elétrica etc.), a Administração pode assumir o objeto do contratado, bem como ocupar e utilizar o local, instalações, equipamentos, material e até pessoal empregados na execução do contrato e essenciais à sua continuidade.

Manutenção do Equilíbrio Financeiro

Na realidade, esta cláusula exorbitante não se trata de prerrogativa da Administração, mas sim de uma restrição à sua atuação. Afinal, apesar de o contrato administrativo visar unicamente ao interesse público, ele há de ser interessante (financeiramente) ao particular, sob o risco de não se encontrar uma parte que se disponha a contratar com o Poder Público. Caso haja a alteração unilateral de uma cláusula regulamentar que implique maiores ônus ao contratado, a Administração deverá ajustar economicamente o acordo.

2. (CESPE / MDIC / 2008) São características do contrato administrativo: formalismo, comutatividade e bilateralidade.

As três características foram abordadas anteriormente, e são alusivas ao contrato administrativo. A bilateralidade, ainda, é aplicável aos contratos jurídicos de forma geral.

(5)

3. (FCC / TRE – TO / 2011) Dentre outras, são características dos contratos administrativos:

a) comutatividade e formalidade.

b) informalidade e natureza intuitu personae.

c) onerosidade e inexistência de obrigações recíprocas para as partes. d) presença de cláusulas exorbitantes e unilateralidade.

e) consensualidade e informalidade.

Comutatividade e formalidade são características alusivas ao contrato administrativo. A assertiva A está correta. Com relação às demais alternativas, vemos que informalidade, inexistência de obrigações recíprocas e unilateralidade não são referentes aos contratos administrativos.

A questão está CERTA.

4. (CESPE / FUB / 2009) No contrato administrativo é vedada a existência de cláusulas exorbitantes, pela necessidade de paridade de condições das partes envolvidas.

Como vimos, o contrato administrativo é situado na esfera do Direito Público, e atende às demandas da supremacia do interesse público. Assim, há cláusulas que garantem a preponderância do interesse coletivo sobre o particular – as cláusulas exorbitantes.

A questão está ERRADA.

5. (CESPE / DPE – AL / 2009) As cláusulas exorbitantes incidem nos contratos administrativos, desde que expressamente previstas.

As cláusulas exorbitantes, previstas na Lei de Licitações e Contratos, alcançam todos os contratos administrativos, independentemente de previsão expressa.

Geralmente, os editais e contratos apenas dão maior especificidade às cláusulas exorbitantes, fazendo constar informações como tabela de multas (por dia de atraso, por exemplo), valor da garantia a ser retida (limitada a 5% do valor do contrato) etc.

A questão está ERRADA.

6. (CESPE / TRT 10ª Região / 2013) Para os fins legais, somente será considerado contrato o ajuste firmado entre a administração pública e particular que seja assim expressamente denominado em documento formal por escrito.

É possível o contrato verbal com a Administração, para fins de pequenas compras de pronto pagamento.

(6)

7. (CESPE / TRT 10ª Região / 2013) Contratos de compra de pequeno valor e com pagamento imediato podem ser celebrados verbalmente pela administração pública.

Lei 8.666/93, Art. 60, Parágrafo único. É nulo e de nenhum efeito o contrato verbal com a Administração, salvo o de pequenas compras de pronto pagamento, assim entendidas aquelas de valor não superior a 5% (cinco por cento) do limite estabelecido no art. 23, inciso II, alínea "a" desta Lei, feitas em regime de adiantamento.

A questão está CERTA.

8. (CESPE/ TJ – AL / 2008) Os contratos administrativos poderão ser legalmente alterados unilateralmente pela administração, quando houver modificação do projeto ou das especificações, para melhor adequação técnica aos seus objetivos.

“Art. 65. Os contratos regidos por esta Lei poderão ser alterados, com as devidas justificativas, nos seguintes casos:

I - unilateralmente pela Administração:

a) quando houver modificação do projeto ou das especificações, para melhor adequação técnica aos seus objetivos;

b) quando necessária a modificação do valor contratual em decorrência de acréscimo ou diminuição quantitativa de seu objeto, nos limites permitidos por esta Lei;”

Lembre-se que a alteração unilateral somente é possível quando referente a cláusulas regulamentares ou de serviço. As cláusulas inerentes a aspectos econômico-financeiros e monetários não são passíveis de alteração unilateral.

A questão está CERTA.

9. (CESPE / TRT 10ª Região / 2013) Contratos de compra de pequeno valor e com pagamento imediato podem ser celebrados verbalmente pela administração pública.

Lei 8.666/93, Art. 60, Parágrafo único. É nulo e de nenhum efeito o contrato verbal com a Administração, salvo o de pequenas compras de pronto pagamento, assim entendidas aquelas de valor não superior a 5% (cinco por cento) do limite estabelecido no art. 23, inciso II, alínea "a" desta Lei, feitas em regime de adiantamento.

A questão está CERTA.

10. (CESGRANRIO / Petrobrás / 2011) O regime jurídico dos contratos administrativos instituído pela Lei nº 8.666/1993 veda que a Administração Pública imponha ao contratado alterações unilaterais decorrentes de modificações de projeto ou de suas especificações. PORQUE

A equação econômico-financeira dos contratos administrativos deve ser mantida durante toda a vigência contratual.

Analisando-se as afirmações acima, conclui-se que:

a) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira. b) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda não justifica a primeira.

c) a primeira afirmação é verdadeira, e a segunda é falsa. d) a primeira afirmação é falsa, e a segunda é verdadeira. e) as duas afirmações são falsas.

(7)

10. (resolução) Existe a previsão legal de imposição, pela Administração Pública, de alterações unilaterais em contratos administrativos, quando houver modificação do projeto ou das especificações, para melhor adequação técnica aos seus objetivos (alínea “a”, inciso I, art. 65 da Lei nº 8.666/93). Assim, a primeira afirmação está errada.

Já a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro é prevista em diversas passagens da Lei de Licitações e Contratos, das quais destaca-se:

Art. 58. O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta Lei confere à Administração, em relação a eles, a prerrogativa de: I - modificá-los, unilateralmente, para melhor adequação às finalidades de interesse público, respeitados os direitos do contratado; § 2o Na hipótese do inciso I deste artigo, as cláusulas econômico-financeiras do contrato deverão ser revistas para que se mantenha o equilíbrio contratual.

Dessa forma, a segunda afirmação está correta. Resposta: D.

Obrigatoriedade do instrumento do contrato

11. (CESPE / DPE – AC / 2012) O instrumento de contrato é obrigatório em todas as modalidades de licitação.

A questão está ERRADA.

OBRIGATÓRIO • Nos casos de concorrência

e tomada de preços • Dispensas e inexigibilidades

cujos valores estejam compreendidos nos limites

das modalidades concorrência e tomada de

preços.

FACULTATIVO • Demais casos Obs.: há a substituição por outros instrumentos menos

complexos, tais como cartas-contrato, notas de empenho, autorização de

compra etc.

12. (CESPE / TJ – RO / 2012) O instrumento de contrato é facultativo em licitações realizadas pelas modalidades concorrência e tomada de preços.

Lei 8.666/93, Art. 62. O instrumento de contrato é obrigatório nos casos de concorrência e de tomada de preços, bem como nas dispensas e inexigibilidades cujos preços estejam compreendidos nos limites destas duas modalidades de licitação, e facultativo nos demais em que a Administração puder substituí-lo por outros instrumentos hábeis, tais como carta-contrato, nota de empenho de despesa, autorização de compra ou ordem de execução de serviço.

(8)

Cláusulas necessárias em todo o contrato

Art. 55. São

cláusulas necessárias

em todo contrato as que

estabeleçam:

I -

o objeto e seus elementos característicos

;

II -

o regime de execução

ou a forma de fornecimento;

III -

o preço e as condições de pagamento

, os critérios,

data-base e periodicidade do

reajustamento

de preços, [...]

IV -

os prazos de início de etapas de execução, de conclusão,

de entrega, de observação e de recebimento definitivo,

conforme o caso;

V -

o crédito pelo qual correrá a despesa

[...]

VI - as garantias oferecidas para assegurar sua plena

execução, quando exigidas;

VII -

os direitos e as responsabilidades das partes, as

penalidades cabíveis e os valores das multas

;

Art. 55. São

cláusulas necessárias

em todo contrato as que

estabeleçam:

VIII - os casos de rescisão;

IX - o reconhecimento dos direitos da Administração, em caso

de rescisão administrativa prevista no art. 77 desta Lei;

X - as condições de importação [...]

XI -

a vinculação ao edital de licitação

ou ao termo que a

dispensou ou a inexigiu, ao convite e à proposta do licitante

vencedor;

XII - a legislação aplicável à execução do contrato e

especialmente aos casos omissos;

XIII - a obrigação do contratado de manter, durante toda a

execução do contrato, em compatibilidade com as obrigações

por ele assumidas, todas as condições de habilitação e

qualificação exigidas na licitação.

13. (CESGRANRIO / BNDES / 2010) Todo contrato administrativo com o Poder Público deve possuir as cláusulas essenciais, sob pena de nulidade por desrespeito ao princípio da legalidade. De acordo com o art. 55 da Lei n° 8.666/93, NÃO é considerada cláusula necessária no contrato administrativo:

a) a vinculação ao edital de licitação ou ao termo que a dispensa. b) as especificações técnicas e os parâmetros mínimos de desempenho.

c) os direitos e as responsabilidades das partes. d) o objeto e seus elementos característicos.

e) os prazos de início de etapas de execução, conclusão e entrega. Os incisos destacados em negrito (I, IV, VII e XI) referem-se às alternativas “d”, “e”, “c” e “a”, respectivamente. Deste modo, a alternativa “b” retrata uma cláusula que não é necessária em contratos administrativos.

(9)

Possibilidade de subcontratação

A subcontratação parcial, pelo particular, é exceção

ao personalismo, ou à celebração intuitu personae.

Neste sentido, vejamos o que a Lei de Licitações e

Contratos normatiza em seu artigo 72:

“Art. 72. O contratado, na execução do contrato, sem

prejuízo das responsabilidades contratuais e legais, poderá

subcontratar partes da obra, serviço ou fornecimento, até

o limite admitido, em cada caso, pela Administração.”

A possibilidade de subcontratação parcial deverá ter

previsão expressa no edital e no contrato.

Subcontratação

O §3º do artigo 13 da Lei nº 8.666/93 veda a

subcontratação nos casos de prestação de serviços

técnicos profissionais especializados:

“§ 3

o

A empresa de prestação

de serviços técnicos

especializados

que apresente relação de integrantes de seu

corpo técnico em procedimento licitatório ou como

elemento de justificação de dispensa ou inexigibilidade de

licitação, ficará obrigada a garantir que os referidos

integrantes realizem

pessoal e diretamente

os serviços

objeto do contrato.”

Subcontratação

14. (CESPE / OAB / 2007.1) A administração pode alterar, de forma unilateral, os contratos que celebrar. No entanto, no que se refere à alteração quantitativa, a lei estabelece, como limite para os acréscimos e supressões nas obras, serviços ou compras, o percentual de 50% em relação ao valor original do contrato.

...apenas para reforçar a teoria.

(10)

Supressão / Acréscimo

Art. 65, § 1

o

O contratado fica obrigado a aceitar, nas

mesmas condições contratuais, os acréscimos ou

supressões que se fizerem nas obras, serviços ou compras,

até 25% (vinte e cinco por cento) do valor inicial atualizado

do contrato, e, no caso particular de reforma de edifício ou

de equipamento, até o limite de 50% (cinquenta por

cento) para os seus acréscimos.

§ 2

o

Nenhum acréscimo ou supressão poderá exceder os

limites estabelecidos no parágrafo anterior, salvo:

II - as supressões resultantes de acordo celebrado entre os

contratantes

Supressão / Acréscimo

Supressão / Acréscimo

SITUAÇÃO PORCENTAGEM (%)

Obras, serviços ou compras 25%

Reforma de edifício ou de equipamento 50% Supressão consensual

(fruto de acordo entre as partes)

Qualquer valor

15. (CESPE / OAB / 2007.1) A administração pode alterar, de forma unilateral, os contratos que celebrar. No entanto, no que se refere à alteração quantitativa, a lei estabelece, como limite para os acréscimos e supressões nas obras, serviços ou compras, o percentual de 50% em relação ao valor original do contrato.

O limite, neste caso, é de 25%.

(11)

Responsabilidades solidária e subsidiária

Responsabilidades solidária e subsidiária

Responsabilidade

subsidiária

Responsabilidade

solidária

Há um devedor

principal

” e outro

reserva

”. Quando o

principal não cumpre sua

obrigação, o “reserva”

responde

subsidiariamente. Ex.:

fiador.

Não há devedores

“principal” e “reserva”,

mas sim devedores que

respondem de forma

conjunta

,

com igual

intensidade

.

Art. 71. O contratado é responsável pelos encargos

trabalhistas,

previdenciários,

fiscais

e

comerciais

resultantes da execução do contrato.

§ 1o A inadimplência do contratado, com referência aos

encargos trabalhistas, fiscais e comerciais não transfere à

Administração Pública a responsabilidade por seu

pagamento, nem poderá onerar o objeto do contrato [...]

§ 2o

A Administração Pública responde solidariamente

com o contratado pelos encargos previdenciários

resultantes da execução do contrato

[...]

Responsabilidade solidária

Responsabilidade solidária

Encargos

trabalhistas, fiscais,

comerciais

• Apenas

responsabilidade

principal do

contratado

Encargos

previdenciários

• Responsabilidade

solidária

da

Administração

(12)

IV - O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do empregador, implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações, desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial.

V - Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente, nas mesmas condições do item IV, caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n.º 8.666, de 21.06.1993, especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada.

Responsabilidade subsidiária – Súmula 331 / TST

16. (CESPE / ANAC / 2009) A administração pública responde solidariamente com o contratado pelos encargos previdenciários resultantes da execução do contrato.

No caso de encargos previdenciários, a responsabilidade é solidária.

A questão está CERTA.

17. (FCC / TRT 3ª Região / 2009) Conceitua-se como subsidiária a responsabilidade trabalhista da empresa que:

a) integra o mesmo grupo econômico da empresa empregadora. b) presta serviços ao Estado e descumpre a legislação trabalhista. c) responde pelos créditos dos trabalhadores contratados pela empresa que lhe presta serviços.

d) participa do consórcio de empregadores rurais, em relação às obrigações previdenciárias.

e) presta serviços relacionados a emprego temporário.

Responsabilidade subsidiária → créditos trabalhistas. Resposta: C.

(13)

Art. 57. A duração dos contratos regidos por esta Lei ficará

adstrita à vigência dos respectivos créditos orçamentários, exceto

quanto aos relativos:

I - aos projetos cujos produtos estejam contemplados nas metas

estabelecidas no Plano Plurianual, os quais poderão ser

prorrogados se houver interesse da Administração e desde que isso tenha sido previsto no ato convocatório;

II - à prestação de serviços a serem executados de forma

contínua, que poderão ter a sua duração prorrogada por iguais e

sucessivos períodos com vistas à obtenção de preços e condições mais vantajosas para a administração, limitada a sessenta

meses;

IV - ao aluguel de equipamentos e à utilização de programas de

informática, podendo a duração estender-se pelo prazo de até 48

(quarenta e oito) meses após o início da vigência do contrato.

Duração dos contratos

Art. 57. A duração dos contratos regidos por esta Lei ficará

adstrita à vigência dos respectivos créditos orçamentários, exceto

quanto aos relativos:

V - às hipóteses previstas nos incisos IX, XIX, XXVIII e XXXI do art. 24, cujos contratos poderão ter vigência por até 120 (cento e vinte) meses, caso haja interesse da administração

IX – possibilidade de comprometimento da segurança nacional; XIX – compras de material pelas Forças Armadas;

XXVIII – fornecimento de bens e serviços que envolvam alta complexidade tecnológica e defesa nacional;

XXXI – contratações visando às atividades fins das ICTs (Instituição Científica e Tecnológica: órgão ou entidade da administração pública que tenha por missão institucional, dentre outras, executar atividades de pesquisa básica ou aplicada de caráter científico ou tecnológico)

Duração dos contratos

Duração dos contratos administrativos

SITUAÇÃO DURAÇÃO

Projeto contemplado no PPA Até término da vigência do PPA

Serviços contínuos 60 meses

Aluguel de equipamentos / utilização de programas de informática

48 meses Tecnologia e defesa nacional 120 meses

18. (CESPE / MI / 2009) Na prestação de serviços a serem executados de forma contínua, é permitida a prorrogação do contrato por períodos iguais e sucessivos, com vistas à obtenção de preços e condições mais vantajosos para a administração, até o máximo de 60 meses.

Trata-se do inciso II do art. 57 da Lei de Licitações e Contratos.

(14)

Fiscalização de contratos

Art. 67. A execução do contrato deverá ser acompanhada e fiscalizada por um representante da Administração especialmente designado, permitida a contratação de terceiros para assisti-lo e subsidiá-lo de informações pertinentes a essa atribuição.

§ 1o O representante da Administração anotará em registro próprio todas as ocorrências [...], determinando o que for necessário à regularização das faltas ou defeitos observados. § 2o As decisões e providências que ultrapassarem a competência do representante deverão ser solicitadas a seus superiores em tempo hábil para a adoção das medidas convenientes.

Art. 68. O contratado deverá manter preposto, aceito pela Administração, no local da obra ou serviço, para representá-lo na execução do contrato

Fiscalização de contratos

19. (CESPE / ANTAQ / 2009) A execução do contrato deverá ser acompanhada e fiscalizada por representante da administração, especialmente designado para tanto, permitida a contratação de terceiros para substituí-lo.

Os terceiros ao qual o enunciado faz alusão são os assistentes, que têm a incumbência de subsidiar (e não de substituir) o fiscal do contrato.

A questão está ERRADA.

(15)

 o não cumprimento ou cumprimento irregular de cláusulas

contratuais pelo contratado, especificações, projetos ou prazos;

 a lentidão do seu cumprimento [...];

 o atraso injustificado no início da obra, serviço ou

fornecimento;

 a paralisação da obra, do serviço ou do fornecimento, sem

justa causa e prévia comunicação à Administração;

 a subcontratação total ou parcial do seu objeto, não

admitidas no edital e no contrato;

 razões de interesse público, de alta relevância e amplo

conhecimento;

 ocorrência de caso fortuito ou força maior que impeça a

execução do contrato.

Motivos para a Rescisão Ulilateral (art 78.)

20. (CESPE / FUB / 2009) Ocorrendo atraso injustificado no início da execução do contrato, é cabível ao administrador público rescindir unilateralmente o contrato.

Trata-se do inciso IV do art. 78 da Lei de Licitações e Contratos.

A questão está CERTA.

21. (CESPE / OAB / 2007.1) A administração pode rescindir o contrato, de forma unilateral, na ocorrência de caso fortuito ou força maior, não ficando obrigada ao pagamento de qualquer indenização.

Os artigos XII a XVII do artigo 78 da Lei de Licitações e Contratos tratam dos casos em que a empresa contratada não teve culpa na rescisão. Dessa forma, veja o que nos traz § 2º do artigo 79:

§ 2o Quando a rescisão ocorrer com base nos incisos XII a XVII do artigo anterior, sem que haja culpa do contratado, será este ressarcido dos prejuízos regularmente comprovados que houver sofrido, tendo ainda direito a:

I - devolução de garantia;

II - pagamentos devidos pela execução do contrato até a data da rescisão;

III - pagamento do custo da desmobilização. A questão está ERRADA.

22. (CESPE / FUB / 2009) Mesmo que esteja injustificadamente atrasado o pagamento pela administração pública por 70 dias, não poderá o contratado interromper a execução de um contrato.

(16)

22. (Resolução) À suspensão da execução do contrato – sempre pela parte prejudicada – dá-se o nome de oposição da exceção do contrato não cumprido (exceptio non adimpleti contractus).

Em conformidade com o princípio da continuidade do serviço público, não caberia a suspensão da execução do contrato pelo particular, mesmo se a Administração permanecesse sem remunerá-lo pelo objeto. Ao particular – claramente prejudicado – somente restaria a indenização futura pelos prejuízos acumulados.

A Lei nº 8.666/1993 limitou o prazo de inadimplência da Administração durante o qual o particular não pode suspender a execução do contrato. Vejamos o inciso XV do artigo 78 desta Lei:

Art. 78. Constituem motivo para rescisão do contrato:

XV - o atraso superior a 90 (noventa) dias dos pagamentos devidos pela

Administração decorrentes de obras, serviços ou fornecimento, ou parcelas destes, já

recebidos ou executados, salvo em caso de calamidade pública, grave perturbação da ordem interna ou guerra, assegurado ao contratado o direito de optar pela suspensão do cumprimento de suas obrigações até que seja normalizada a situação;

A questão está CERTA.

23. (CESPE / TCU / 2009) Aplica-se aos contratos administrativos a

exceptio non adimpleti contractus, na hipótese de atraso injustificado,

superior a 90 dias, dos pagamentos devidos pela administração pública.

...apenas para reforçar a teoria.

A questão está CERTA.

Convênios, Contratos de Repasse, Termos de Parceira

e instrumentos similares

São entidades não estatais sem fins lucrativos, que

desenvolvem atividades de interesse público.

(17)

São entidades não estatais sem fins lucrativos, que

desenvolvem atividades de interesse público.

“Sujeitos não estatais, isto é,

de direito privado

, que, em

paralelismo com o Estado, desempenham cometimentos

que este poderia desempenhar por se encontrarem no

âmbito de interesses seus, mas não exclusivamente seus”

(Celso Antônio Bandeira de Mello)

Terceiro Setor

Terceiro Setor (Entidades Paraestatais)

Entidades paraestatais Organizações Sociais (Contrato de Gestão) Organizações de Sociedade Civil de Interesse Público (Termo de Parceria) Serviços Sociais Autônomos

É uma “forma de ajuste entre o Poder Público e entidades

públicas ou privadas

para a realização de objetivos de

interesse comum, mediante mútua colaboração”.

Convênio

CONCEITO DESCRIÇÃO (Decreto nº 6.170/2007) Convênio

(inciso I do art. 1º) É o acordo, ajuste ou

qualquer outro instrumento que discipline a transferência de recursos financeiros de dotações consignadas nos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União e tenha como partícipe, de um lado, órgão ou entidade da administração pública federal, direta ou indireta, e, de outro lado, órgão ou entidade da administração pública estadual, distrital ou municipal, direta ou indireta, ou ainda, entidades privadas sem fins lucrativos, visando à execução de programa de governo, envolvendo a realização de projeto, atividade, serviço, aquisição de bens ou evento de interesse recíproco, em regime de mútua cooperação;

(18)

Convênio

 Programa Governamental: 1444.6235-0033 - Vigilância, Prevenção e Controle Doenças e Agravos - Controle da Dengue Emenda nº 71200013

 Órgão Concedente (é quem “oferece” o convênio): MINISTÉRIO DA SAÚDE

 Órgão Convenente (é quem celebra o convênio com o concedente): SECRETARIA DO ESTADO DE SAÚDE E DEFESA CIVIL DO RIO DE JANEIRO

 Objetivos: estudos e pesquisa de ações contra a dengue / realização de cursos e seminários / intensificação das ações e prevenção da dengue

 Valor depositado pelo concedente (= valor do repasse, depositado pelo Ministério da Saúde): R$8.360.000,00  Valor depositado pelo convenente (= valor da

contrapartida):10% do valor anterior (no mínimo)

(19)

24. (CESPE / ABIN / 2010) A aprovação do plano de trabalho é o primeiro passo para a celebração de convênio pelos órgãos ou entidades da administração pública. O plano de trabalho deverá conter as razões que justifiquem a celebração do convênio, a descrição do objeto a ser executado, as metas a serem atingidas e, quando envolver obras que exijam estudos ambientais, deverá conter também a licença ambiental prévia.

O enunciado está de acordo com o art. 21 da Portaria Interministerial MP / MF / MCT nº 127/2008.

A questão está CERTA.

CONCEITO DESCRIÇÃO

Contrato de Repasse

 (inciso II do art. 1º do Decreto nº

6.170/07) É o instrumento administrativo por meio do qual a transferência dos recursos financeiros se processa por intermédio de instituição ou agente financeiro público federal, atuando como mandatário da União;  Há um intermediário! Termo de parceria

• (art. 9º da Lei nº 9.790/99) É o ajuste firmado entre o Poder Público e as entidades qualificadas como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), para desenvolvimento e execução de atividades consideradas de interesse público.

 É uma relação entre Governo e OSCIP!

CONCEITO DEFINIÇÃO

Contrato de Gestão

 Ajuste celebrado pelo Poder Público com

órgãos e entidades da Administração direta, indireta e entidades privadas

qualificadas como organizações sociais,

para lhes ampliar a autonomia gerencial, orçamentária e financeira.

 Poder Público + Autarquia ou Fundação =

Agência Executiva!

Resulta em....

Contrato de

Gestão com...

Poder

Público

Administração Direta ...Autarquia ou Fundação Pública ...Agência Executiva ...Entidade do Terceiro Setor ...Organização Social

(20)

“São pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, instituídas por iniciativa de particulares, para desempenhar serviços sociais não exclusivos do Estado, com incentivo e fiscalização pelo Poder Público, mediante vínculo jurídico instituído por meio de contrato de gestão”.

“São pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, instituídas por iniciativa de particulares, para desempenhar serviços sociais não

exclusivos do Estado, com incentivo e fiscalização pelo Poder Público,

mediante vínculo jurídico instituído por meio de termo de parceria”.

Organizações Sociais:

Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público:

OS OSCIP

Semelhanças

São pessoas privadas Não possuem fins lucrativos

Apresentam objetivos sociais cujas finalidades são de interesse público

Diferenças

Há obrigatoriedade de participação de agentes do Poder Público no Conselho de

Administração

Não há obrigatoriedade de

participação de agentes do Poder Público no Conselho de

Administração Firma contrato de gestão Firma termo de parceria Há o intuito de que assumam

atividades desempenhadas por entidades da Administração Pública, resultando na extinção destas.

A qualificação da entidade como OSCIP em nada afeta a existência ou as atribuições de

entidades ou de órgãos da Administração Pública.

25. (CESPE / TRF 3ª Região / 2011) Denomina-se contrato de gestão o instrumento que, passível de ser firmado entre o poder público e as OSCIPs, seja destinado à formação de vínculo de cooperação para o fomento e a execução das atividades de interesse público.

O instrumento firmado entre o poder público e uma OSCIP é chamado de termo de parceria. Contrato de gestão, como vimos, dá-se entre o poder público e uma organização social.

Referências

Documentos relacionados

b) Convênio é o acordo ou ajuste que disciplina a transferência de recursos financeiros de dotações consignadas nos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União e tem

instrumento de sua formalização, pelo inadimplemento de quaisquer das cláusulas pactuadas, particularmente quando constatadas a utilização dos recursos em desacordo

I - convênio - acordo, ajuste ou qualquer outro instrumento que discipline a transferência de recursos financeiros de dotações consignadas no orçamento municipal e que tenha

CONVÊNIOS E CONTRATOS DE REPASSE – CONCEITO E LEGISLAÇÃO Convênio é todo e qualquer instrumento formal que discipline a transferência de recursos financeiros dos orçamentos

Convênio: É acordo ou ajuste que discipline a transferência de recursos financeiros de dotações consignadas nos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União e tenha

VIII - Convênio - acordo, ajuste ou qualquer outro instrumento que discipline a transferência de recursos financeiros de dotações consignadas no

I - convênio - instrumento qualquer que discipline a transferência de recursos públicos e tenha como partícipe órgão da administração pública federal

§ 4º Os recursos de convênio, enquanto não utilizados, serão obrigatoriamente aplicados em cadernetas de poupança de instituição financeira pública federal se