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EIXO TEMÁTICO III
Protagonismo Social
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40215 - Vulnerabilidades da gestante em situação de rua: importância dos cuidados de enfermagem
Cláudia Oliveira Santos1; Carolina Ferreira Barros1; Mariza Araújo dos Santos Dias1; Samylla Maira Costa Siqueira2 Introdução: Considera-se população em situação de rua o grupo populacional heterogêneo que possui em comum a
pobreza extrema, os vínculos familiares interrompidos ou fragilizados e a inexistência de moradia convencional regular, e que utiliza áreas públicas como espaço de moradia e de sustento, de forma temporária ou permanente, bem como as unidades de acolhimento para pernoite temporário ou como moradia provisória. Objetivo: Descrever as vulnerabilidades da gestante em situação de rua e a importância dos cuidados de enfermagem a este público. Método: Revisão integrativa da literatura desenvolvida em julho de 2019 na Scientific Electronic Library Online (SCIELO), Bireme e manuais do Ministério da Saúde. Analisou-se nesse trabalho um total de 6 publicações. Resultados: Viver na rua expõe as pessoas em situação de rua a diversos fatores de risco que ampliam sua vulnerabilidade, no caso da gestante pode-se identificar a precariedade das condições de vida e a dificuldade de acesso aos pode-serviços de saúde. A qualidade da atenção pré-natal representa uma das prerrogativas governamentais na atenção à saúde materna e perinatal. Portanto, conhecer as características do processo de atenção pré-natal contribui para o estabelecimento de ações adequadas, para a prevenção, diagnóstico e manuseio clínico de possíveis problemas obstétricos. O Ministério da Saúde (MS), ao eleger a criação da política pública de saúde para a População em Situação de Rua (PSR), que tem como um dos seus objetivos trabalhar a Redução de Danos (RD), assume a responsabilidade da promoção da equidade, garantindo o acesso dessa população a outros atendimentos no SUS, por meio da implantação das equipes de Consultório na Rua. Sendo assim entendemos que a realização de ações educativas no decorrer de todas as etapas do ciclo gravídico-puerperal é um cuidado de enfermagem caracterizado como relevante, pois é no pré-natal que a mulher deverá ser mais bem orientada para que possa viver o parto de forma positiva, ter menos riscos de complicações no puerpério e mais sucesso na amamentação. Considerações finais: A população de rua é heterogênea, ou seja, tem histórias de vidas singulares e específicas, mas que são perpassadas por problemas comuns, que gera quebra ou comprometimento nos vínculos familiares e afetivos. O cuidado à gestante em condição de rua requer atenção especial quanto à assistência presente nas orientações detalhadas a cada uma, como forma de promoção à saúde e prevenção dos agravos no percurso da gestação, além do cuidado continuado no período pós-parto.
Descritores: Enfermagem; População em situação de rua; Gestação; Saúde da mulher. Referências:
1. Araújo AS et al. O Contexto da gestante na situação de rua e vulnerabilidade: seu olhar sobre o pré-natal. Revista de enfermagem UFPE on line., 2017; 11(Supl. 10):4103-10.
2. Brasil. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome – MDS. Pesquisa Nacional Sobre a População em Situação de Rua. Brasilia: 2008;
3. Costa SL et al. Gestantes em situação de rua no município de Santos, SP: reflexões e desafios para as políticas públicas. Saúde Sociedade. 2015; 24(3):1089-1102.
4. Kitaoka DG, Souza GB, Veras RM. População em Situação de Rua de Salvador: Uma Reflexão Sobre vulnerabilidde familiar e qualidade de vida. III Encontro Bahiano de Estudos em Cultura. UFBA: 2011;
5. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo – TJSP. Política de Atenção à Gestante: Apoio profissional para uma decisão amadurecida sobre permanecer ou não com a criança. São Paulo -SP
_____________________________________________________________ 1Acadêmicas de Enfermagem da UNIJORGE. Salvador-BA, Brasil.
2Enfermeira, mestra e doutoranda em Enfermagem pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), docente do curso de Enfermagem do Centro
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40636 - Sentidos da violência obstétrica para mulheres participantes da exposição “sentidos do nascer”
Marina Dumont Pena; Daniella Telles Fonseca; Dayanne Alves Mendes; Sônia Lansky; Kleyde Ventura de Souza; Érica Dumont Pena.
RESUMO
Introdução: A violência contra as mulheres no contexto obstétrico tem sido discutida a partir dos conceitos de violência
institucional e de violência obstétrica propriamente dita. Trata-se de um conceito em disputa que pretende nomear práticas que, na contramão do Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento, não tem por base as evidências científicas e invisibilizam a autonomia, liberdade de escolha e os direitos de cidadania e a individualidade de cada mulher. A violência obstétrica, para além da dimensão universal contida nos direitos, diz respeito dimensões particulares e, desta forma, a análise da violência exige a compreensão dos sentidos singulares, pessoais, micropolíticos e não somente as dimensões macrossocial e macropolíticas do fenômeno. Objetivo: Analisar os sentidos da violência obstétrica para mulheres que participaram da exposição “Sentidos do Nascer”. Método: Estudo descritivo de abordagem qualitativa realizado por contatos telefônicos pós-parto com 415 mulheres que participaram da exposição “Sentidos do Nascer” em 2015 e 2016, em Belo Horizonte e região metropolitana. A interpretação dos dados ocorreu por análise temática. O estudo seguiu as determinações da Resolução 196/96, que regulamenta as normas de pesquisa envolvendo seres humanos. Obteve-se autorização no Comitê de Ética em Pesquisa (COEP) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), sob o parecer número CAAE – 39525114.8.1001.5149. Resultados: A violência obstétrica para as mulheres revela-se nos diversos momentos do nascimento, como pré-natal, parto e pós-parto. Esta diz respeito à formas de participação da própria mulher, da equipe de saúde e do(a) acompanhante, sendo as relações humanas o seu principal componente. No presente trabalho as relações propulsoras de violência foram analisadas como constituintes das categorias: via de parto, acompanhante durante o trabalho de parto, negligências e intervenções durante o parto.
Considerações finais: Os sentidos da violência obstétrica nos convidam a um diálogo com as evidências científicas da
atenção obstétrica e também com as mulheres, para que possamos, profissionais e usuários do serviço de saúde, reconhecer o que faz bem e o que violenta o outro. Trata-se de um encontro sofisticado, que envolve saber científico, saber popular, que demanda conhecer leis e, sobretudo a alteridade.
Descritores: Violência contra a mulher; Violência de Gênero; Parto humanizado; Assistência ao Parto; Parto Normal;
Humanização da assistência.
Referências:
1. Santos SCR, Souza FN. Violência institucional obstétrica no Brasil: revisão sistemática. Estação Cient. 2015; 5(1):57-68.
2. Fornari LF, Madureira AB, Labronici LM, Mantovani MF. Violência institucional em unidades básicas de saúde sob o olhar de usuárias. Cogitare Enferm. 2014; 19(4):673-8.
3. Tesser C, Knobel R, Andrezzo H, Diniz S. Violência obstétrica e prevenção quaternária: o que é e o que fazer. Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade [Internet]. 2015 [Citado em 2018 Jan 23]; 10(35): 1-12. Disponível em: https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/1013
4. Brasil. Lei nº 17.097, de 17 de novembro de 2017, dispõe sobre a implantação de medidas de informação e proteção à gestante e parturiente contra a violência obstétrica no Estado de Santa Catarina. Diário Oficial de Santa Catarina, Florianópolis, 2017.
5. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 569 de 01 de junho de 2000. Institui o Programa de Humanização no pré-natal e nascimento, no âmbito do Sistema Único de Saúde. Brasília (DF); 2000.
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40935 - Sinais de início do trabalho de parto segundo profissionais da rede cegonha
Ivelise Fhrideraid Alves Furtado da Costa1; Fernanda Albuquerque Oliveira2; Ana Raquel Silva Souza3;
Nayranna Fernanda Ribeiro Barbosa Andrade4; Liliane de Almeida Cardoso5; Rosilene Santos Baptista6
Introdução: Sinais de início de trabalho de parto são definidos de formas discrepantes por parturientes e profissionais
de saúde. Sabendo-se que determinar o momento adequado para assistência ao parto normal previne resultados desfavoráveis para a mulher e é um dos componentes da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher.
Objetivo: Identificar os sinais de início de trabalho de parto, segundo os profissionais que realizam o acompanhamento
pré-natal e o acolhimento obstétrico na rede cegonha. Método: Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo retrospectivo de corte transversal, com abordagem quantitativa de dados primários. A pesquisa foi realizada no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida e em Unidades Básica de Saúde da Família, na cidade de Campina Grande-PB, no período de agosto de 2017 a julho de 2019. A amostragem foi composta por 84 enfermeiros. Como instrumento de coleta de dados foi utilizado formulário contendo variáveis de interesse do estudo. Efetuou-se estatística descritiva por meio de medidas de frequência absoluta e relativa para as variáveis categóricas. Para toda a estatística adotou-se o nível de significância de 5%. Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Estadual da Paraíba, sob registro CAAE: 87854418.3.0000.5187. Resultados: Quanto aos sinais de início do trabalho de parto os entrevistados citaram a saída do tampão mucoso (86,30%, n=63), contrações que aumentam sua força constantemente(71,23%, n=52), dor que inicia na região lombar e migra para o púbis (65,75%, n=48), bem como a associação dos três sinais supracitados (47,94%, n=35).Também foram citadas contrações uterinas com padrão diferente das recomendações do ministério da saúde e do colégio americano de ginecologistas e obstetras (73,68%, n=56), perdas vaginais (69,73%, n=53) e dilatação uterina (19,73%%, n=15). Assim como a associação de tais eventos contrações e perdas vaginais (52,63%, n=40); contrações, perdas vaginais e dilatação (10,52%, n=8); só contrações (15,76%, n=12). Conclusão: Portanto, o estudo possibilitou compreender que não há apenas um sinal ou sintoma que seja definitivo para identificação do início de trabalho de parto, mas que se deve levar em consideração a subjetividade e multifatoriedade que envolve o atendimento, reconhecendo cada sinal e sintoma e conduzir à intervenção necessária. Assim, sugere-se o aperfeiçoamento do preparo para o parto a fim de colaborar para uma melhor assistência.
Descritores: Serviços de saúde materno-infantil; Acolhimento; Início do Trabalho de Parto; Trabalho de parto. Referências:
1. ACOG. The American College of Obstetricians and Gynecologists. How to tell when labor begins. Washington: ACOG, n. 004, 2 p., 2011.
2. ACOG. The American College of Obstetricians and Gynecologists. Approaches to Limit Intervention During Labor and Birth. Washigton: ACOG, nº 687, 9 p., 2017.
3. Ministério da Saúde (Br), Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Manual de Acolhimento e Classificação de Risco em Obstetrícia [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2017 p.: 6-10; 14-17; 23; 28; 29 p.
4. Ilha CB. Saberes e práticas de enfermeiras acerca do acolhimento com classificação de risco em centro obstétrico. Santa Maria. Dissertação de Mestrado em Enfermagem. Instituto Fiocruz; 2017.
5. Oliveira EC, Barbosa SMS, MELO EP. A importância do acompanhamento pré-natal realizado por enfermeiros. Rev Científica FacMais 2016, 7(3): 24-38.
6. Ministério da Saúde (Br), Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de ações programáticas e estratégicas. Rede cegonha. Brasília: Ministério da Saúde; 2013. Disponível em:
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/folder/rede_cegonha.pdf
1Enfermeira, Doutoranda em Enfermagem. Universidade de Pernambuco. 2Enfermeira. Universidade Estadual da Paraíba
3Acadêmica de Enfermagem. Universidade Estadual da Paraíba 4Acadêmica de Enfermagem. Universidade Estadual da Paraíba 5Acadêmica de Enfermagem. Universidade Estadual da Paraíba
6Enfermeira, Doutora em Enfermagem. Universidade Federal do Ceará, Professora doutora nível C. Universidade Estadual da Paraíba.
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41063 - O perfil das mulheres em privação de liberdade
Milena Popadiuk1; Marisa da Silveira2; Eliz Cristine Maurer Caus3 ; Jaqueline Fatima Previatti Veiga4
Introdução: A população feminina privada de liberdade é a minoria no sistema prisional, mas as taxas expandiram-se
nos últimos anos, com isso trazendo dificuldades aos sistemas carcerários¹. Objetivo: Este trabalho teve por objetivo estudar o perfil das mulheres em privação de liberdade. Sendo a escolha do tema caracterizada em razão a indagação pela questão, devido ao impacto que causa na sociedade, as rotulações criadas, e isso tudo intensifica-se quando o público é feminino. Método: Para que isto se fizesse possível, utilizou-se um questionário com perguntas abertas e fechadas, com 16 mulheres as quais se encaixaram nos critérios de inclusão sendo: ser mulher, maior de 18 anos, estar privada de liberdade e manifestar desejo em participar da pesquisa. Resultados: Para a análise dos dados coletados, elaborou-se quadros ordenando o material de forma clara em tópicos: Perfil da População estudada; Perfil das Mulheres diante do encarceramento; Perfil das Condicionalidades de Saúde das Mulheres encarceradas; Comportamentos de risco. Como resultados tivemos, mulheres com idade entre 18 e 24 anos, solteiras, sem filhos, com ensino fundamental incompleto e donas de casa. Diante do encarceramento encontram-se mulheres em prisão, em razão ao artigo 33, que remete ao tráfico de drogas, com tempo de cárcere de 1 a 5 anos, sendo aprisionamento primário, a maioria recebe visitas femininas. Nas condicionalidades de saúde, as mesmas relatam o uso de medicamentos da classe antidepressiva, mas nenhuma remete-se em dizer qual a doença portadora em relação a medicação em uso. Entre os comportamentos de riscos observamos que mais da metade das mulheres submeteram-se ao uso de drogas por no mínimo quatro anos e no máximo dezoito anos, estes mesmos dados estão relacionados com o comportamento tabágico e alcoólico.
Conclusão: Concluindo-se que o perfil das mulheres estudadas em privação de liberdade é jovem, com vícios,
acompanhadas de um histórico criminoso, advindo de uma parceria masculina, a maioria adoecida e com prejuízos na saúde mental.
Descritores: Mulheres; Privadas de liberdade; Perfil sócio demográfico; Referências:
1. Braga AGM. Entre a soberania da lei e o chão da prisão: a maternidade encarcerada. Revista Direito Gv, [s.l.], 2015; 11(2):523-46.
1Acadêmica de enfermagem da Universidade do Contestado- Campus Mafra/SC.
2Enfermeiro, Especialista em enfermagem obstétrica. Maternidade Dona Catarina Kuss, SES SC. 3Mestre em enfermagem. Docente na Universidade do Contestado- Campus Mafra.
4Enfermeiro, Mestre em Desenvolvimento regional. Docente na Universidade do Contestado- Campus Mafra.
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41069 - Vídeo sobre aleitamento materno: tecnologia na educação em saúde
Rafaeli Musial Scorupski; Ana Paula Xavier Ravelli; Laryssa de Col Dalazoana Baier; Suellen Viencoski Skupien; Luciana Julek
Introdução: A educação em saúde permeia todas as etapas do ciclo gravídico-puerperal, visto que colabora para a
promoção de saúde e qualidade de vida do binômio mãe/filho1,2. Nesse cenário,o uso da Tecnologia da Informação e
Comunicação (TIC - Web 2.0) pode contribuir para a educação em saúde facilitando o ensino-aprendizado frente ao tema aleitamento materno, utilizando a internet e suas ferramentas. A TIC pode ser utilizada como um meio para tratar
a informação e dissipá-la na rede, contribuindo para a promoção do cuidado via online3.Objetivo: Estruturar vídeos
educativos sobre Aleitamento Materno utilizando tecnologias em saúde e aplicar instrumento de avaliação quanto à funcionalidade dos vídeos educativos acerca da temática abordada. Método: Estudo descritivo, de abordagem quantitativa e social. A coleta de dados aconteceu com 4 profissionais especialistas em Saúde da Mulher e 38 acadêmicos do curso de Bacharelado em Enfermagem da 1ª, 2ª e 3ª séries pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, nos meses de março e abril de 2018, a partir de questionários estruturais visando a avaliação dos vídeos educativos
inseridos no website YouTube® e divulgados por meio do Facebook®, tendo se apropriado de Pasquali4 e Escala de Likert.
A análise dos dados foi desenvolvida pela estatística descritiva, a partir de frequência simples. Parecer COEP 1.055.927 de 08 de maio de 2018. Resultados: Os resultados foram satisfatórios, atingindo ≥60% acertos evidenciando que a ferramenta educativa facilita o processo ensino-aprendizagem. Conclusão: A estruturação dos vídeos educativos evidenciou que as tecnologias podem ser utilizadas como instrumentos facilitadores da educação em saúde, pois contribuem para a autonomia do usuário e para a prática do enfermeiro junto à comunidade.
Descritores: Aleitamento Materno; Educação em Saúde; Enfermagem; Tecnologia de informação; Referências
1. Silva DSS, Oliveira M, Souza ALTD, Silva RM. Promoção do aleitamento materno: políticas públicas e atuação do enfermeiro. Cadernos UniFOA. 2017;135–40.
2. Alves JS, Oliveira MIC, Rito RVF. Orientações sobre amamentação na atenção básica de saúde e associação com o aleitamento materno exclusivo. Ciência & Saúde Coletiva. 2018; 23(4):1077-88.
3. Santos MSM. TICS com jogos educacionais na educação inclusiva para alunos com necessidade educacional especial em deficiência intelectual [Artigo de Conclusão de Curso]. Sant'Ana do Livramento: Especialização em Mídias de Educação, Universidade Federal de Santa Maria; 2017.
4. Dalmolin A, Girardon-Perlini NMO, Coppetti LC, Rossato GC, Gomes JS, Silva MEN da. Vídeo educativo como recurso para educação em saúde a pessoas com colostomia e familiares. Rev Gaúcha Enferm. 2016; 37-41.
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41208 - Educação em aleitamento materno de forma lúdica e didática em roda de gestantes e puérperas
Larissa Valeska Maria da Silva Brito1; Paula Tayanne de Oliveira Gonçalves2; Renata de Miranda Correia3
Introdução: O aleitamento materno é uma das práticas que mais traz benefícios para a criança e a mãe. A Organização
Mundial de Saúde (OMS) recomenda que o aleitamento exclusivo aconteça até os seis meses de vida, sendo ele ordenhado ou da própria mama. Como forma de incentivo a essa prática, iniciativas devem ocorrer desde o pré-natal até o puerpério, e para isso, cuidados são desenvolvidos durante as consultas, em espaços criados com a introdução do tema de forma lúdica e didática, dando cada vez mais poder a essas mulheres, potencializando assim o cuidado. No curso de enfermagem, na Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (FACHO), é realizada roda de gestante como instrumento didático, onde é organizada pelos alunos que estavam em estágio obrigatório em Saúde da Mulher, com o auxílio das suas docentes. Objetivos: Descrever a importância da educação em aleitamento materno de forma lúdica e didática em roda de conversa com gestantes e puérperas, durante o pré-natal e pós-natal, em uma Instituição de Ensino Superior. Método: Trata-se de um relato de experiência de uma atividade realizada em uma Instituição de Ensino Superior, no município de Olinda. Foram convidadas para participar da roda de conversa as mulheres atendidas nos ambulatórios escola de pré-natal e puericultura da FACHO, onde participaram 05 gestantes e 02 puérperas. Acontecem 04 rodas de gestantes por ano na Instituição. Resultados: A roda de gestantes iniciou com a apresentação das gestantes e puérperas que estavam presentes, e a partir disso, atividades e dinâmicas foram realizadas pelos alunos da FACHO, visando entender o conhecimento dessas mulheres acerca do aleitamento materno. Uma dinâmica de Mitos e Verdades foi feita, buscando desmentir todas as afirmações errôneas que perpassam no dia a dia das mesmas. O resultado foi positivo, pois foi perceptível que a educação em aleitamento materno acontece de forma correta com essas mulheres durante as consultas de pré-natal. Considerações finais: A educação em aleitamento materno deve acontecer durante as consultas de pré-natal para que não haja dificuldade ou dúvida durante o pós-natal e puerpério, visto que a amamentação é um dos cuidados mais importantes para a mãe e o bebê, trazendo benefícios que perduram por toda a vida. São nessas rodas de conversas que todos os conhecimentos acerca do aleitamento materno são compartilhados, e dúvidas são esclarecidas, de forma descontraída, confortável e integrativa.
Descritores: Educação em saúde; Aleitamento materno; Enfermagem; Gestante; Puerpério. Referências:
1. Batista MR, Veleda AA, Coelho DF, Cordova FP. Orientações de profissionais de saúde sobre o aleitamento materno: o olhar das puérperas. Journal of nursing and health 2017; 7(1): 25-37
2. Nunes GP, Negreira AS, Costa MG, Sena FG, Amorim CB, Kerber NPC. et al. Grupo de gestantes como ferramenta de instrumentalização e potencialização do cuidado. Cidadania em Ação – Revista de Extensão e Cultura, 2017; 1(1):1-16
1Estudante de enfermagem. Faculdade de Ciências Humanas de Olinda 2Estudante de enfermagem. Faculdade de Ciências Humanas de Olinda
3Enfermeiro, Mestre em saúde coletiva. Faculdade de Ciências Humanas de Olinda
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41262 - Oficina com gestantes: estratégia de desmistificação dos mitos sobre aleitamento materno
Jaqueline Alves Pires¹, Telmara Menezes Couto², Railana da Silva Moreira³, Lorena do Nascimento dos Santos4, Melissa
Angelica Costa Sakelliou5, Marcela Luz Nascimento6.
Introdução: O aleitamento materno (AM) é imprescindível para nutrição dos lactentes por proporcionar aporte
nutricional que contribui no desenvolvimento e crescimento infantil. Essa prática auxilia na redução da morbimortalidade por causas comuns na infância, além do vínculo estabelecido entre mãe e filho, vínculo este que pode sofrer influências através dos mitos fortalecidos no contexto sociocultural1-4. Objetivo: Relatar a experiência vivenciada
na oficina com as gestantes sobre os mitos do Aleitamento Materno. Método: Trata-se de um relato de experiência de uma oficina com gestantes realizada por três enfermeiras e uma bolsista da graduação em enfermagem, integrantes do Grupo de Estudo sobre a Saúde da Mulher no Período Gravídico Puerperal (GESTAR) um educador físico e 3 residentes de enfermagem obstétrica. A oficina ocorreu na Casa da Gestante, vinculada a uma maternidade escola, no município de Salvador-BA em março de 2019. As participantes foram sete gestantes e um companheiro de uma das participantes.
Resultados: No primeiro momento houve explicação e distribuição do termo de consentimento de imagem. Posterior a
isso, o educador físico realizou exercícios de relaxamento, alongamento corporal e massagens. As facilitadoras da atividade e gestantes se apresentaram e por fim, deram início a atividade sobre o aleitamento materno, a qual consistia em perguntas ou afirmações, dentro de bexigas, que poderiam ser mitos ou verdades sobre o AM. A medida que as participantes respondiam as perguntas, traziam relatos de vivências anteriores e discutiam com as demais, além das facilitadoras compartilharem sobre a temática e se utilizarem de recursos materiais, a saber: mamas de plástico e bonecas para demonstrações técnicas de amamentação. No momento final foi ressaltada a relevância do partilhar saberes e esclarecimento de dúvidas persistentes após a dinâmica. Conclusão: As gestantes embora tivessem conhecimentos e vivências dos círculos sociais sobre mitos que permeiam o AM, conseguiram distinguir as evidências cientificamente comprovadas mediante respostas expostas pela maioria durante a dinâmica. Dessa forma, observamos a importância das atividades de educação em saúde, as quais proporcionam o compartilhamento de informações, saberes e vivências que permitem o desenvolvimento da capacidade individual e coletiva das gestantes, auxiliando-as na tomada de medidas que oportunizem a experiência na amamentação.
Descritores: Aleitamento Materno; Desenvolvimento Infantil; Gestantes; Educação em Saúde.
Referências:
1. Algarves TR, Julião AMS, Costa HM. Aleitamento Materno: Influência de mitos e crenças no desmame precoce. Rev. Saúde em Foco 2015; 2(1): 151-167.
2. Barbosa LN, Santos NC, Moraes MAM, Rizzardi SD, Corrêa EC. Prevalência de práticas educativas acerca do aleitamento materno exclusivo (AME) em Cuiabá - MT. Esc. Anna Nery 2015; 19(1): 147-153.
3. Cirino IP, Soares CC, Sousa FVO, Sousa RRC, Lima LHO, Oliveira EAR. Educação em saúde: promovendo o aleitamento materno, um relato de experiência. R. Interd. 2017; 9(4): 181-186.
4. Saúde da criança: nutrição infantil: aleitamento materno e alimentação complementar/Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2009. 112 p.: il. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos) (Cadernos de Atenção Básica, n. 23).
_____________________________
1 Enfermeira, Mestranda em enfermagem. Universidade Federal da Bahia.
² Enfermeira, Doutora em enfermagem, Docente da Escola de Enfermagem da Universidade Federal da Bahia. ³ Enfermeira, Especialista em enfermagem obstétrica. Maternidade Tssyla Balbino.
4 Enfermeira. Universidade Salvador.
5 Enfermeira, Especialista em enfermagem obstétrica. Universidade Salvador. 6 Enfermeira, Especialista em enfermagem obstétrica. Hospital Português da Bahia.
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41342 - O cuidar do enfermeiro na atenção básica: uma percepção das profissionais do sexo
Itamara Barbosa Souza1; Everaldo de Lima Gomes Junior2; Hulda Alves de Araújo Tenório3;
Amanda Lourenço dos Santos4; Paulo Ciriaco Filho5; Geovanna Ferreira da Silva6.
Introdução: O Ministério do Trabalho e Emprego entende que a prostituição é uma troca de sexo por dinheiro, sem
vínculo afetivo entre aqueles que a realizam. As pessoas que sobrevivem dessa atividade vivem a margem da sociedade onde o preconceito e o estigma social comprometem os direitos as políticas sociais, dentre elas a assistência à saúde. Na atenção básica, os enfermeiros são profissionais em destaque, visto que lidam diretamente com os usuários do serviço fazendo consultas de enfermagem, atuando com os mais diferentes sujeitos, no intuito de favorecer a promoção
à saúde e a redução de agravos1-4. Objetivo(s): Compreender a percepção das profissionais do sexo sobre o cuidado de
enfermagem na atenção básica. Método: Trata-se de um estudo qualitativo, descritivo, realizado em 2018 com 13 profissionais do sexo do município de Coruripe – AL. Utilizou-se uma entrevista com roteiro semiestruturado composto por 15 perguntas que versavam sobre a percepção das pesquisadas frente ao cuidar do enfermeiro na atenção básica. Os dados oriundos da pesquisa foram analisados e agrupados. Atenderam-se às recomendações éticas, sendo a pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Faculdade Estácio de Alagoas, com o processo número 2. 617.115 e CAAE: 85828218.3.0000.5012, em 24 de Abril de 2018. Resultados: As pesquisadas confirmaram que o estigma negativo de sua profissão prevalece nos tempos contemporâneos, porém demonstraram conhecimento sobre os riscos biológicos, físicos e psíquicos oriundos da atividade profissional. Referem sentir o preconceito de alguns profissionais da atenção básica, exceto na assistência da Enfermeira com quem tem maior vínculo. Conclusão: Percebe-que o enfermeiro em sua prática diária segue os princípios éticos e morais, proporcionando uma assistência igualitária e de acesso universal a todos os usuários, livre de preconceito e de descriminação. Entretanto observa-se que, alguns profissionais de saúde parecem não garantir o cuidado baseado nos princípios doutrinários do Sistema Único de Saúde, limitando, dessa forma, suas ações a julgamentos. Diante deste contexto, o acesso a pessoas em situação de prostituição aos serviços de saúde fica comprometido deixando esses indivíduos susceptíveis a doenças e agravos inerentes a profissão.
Descritores: Profissionais do Sexo; Cuidados de Enfermagem; Atenção Primária à Saúde; Promoção da Saúde; Saúde da
Mulher.
Referências:
1. Leitão EF, Costa LLS, Brêda MZ, Albuquerque MCS, Jorge JS. A prática cotidiana de saúde das profissionais do sexo. Rev. bras. promoç. Saúde [Internet]. 2012; 25(3):295-304. [citado em 05 Mar 2018]. Disponível em:
http://periodicos.unifor.br/RBPS/article/view/2259/2487
2. Penha JC, Aquino CBQ, Neri EAR, Reis TGO, Aquino PS, Pinheiro AKB. Fatores de risco para doenças sexualmente transmissíveis em profissionais do sexo do interior piauiense Brazil. Rev. gaúch. enferm. [Internet]. 2015; 36(2):63-69. [citado em 20 Mar 2018]. Disponível em:
https://seer.ufrgs.br/RevistaGauchadeEnfermagem/article/view/52089/34186
3. Penha JC, Cavalcanti SDC, Carvalho SB, Aquino PS, Galiza DDF, Pinheiro AKB. Caracterização da violência física sofrida por prostitutas do interior piauiense. Rev. bras. enferm. [Internet]. 2012; 65(6):984-990. [citado em 10 Abr 2018] Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/reben/v65n6/a15v65n6.pdf
4. Villa EA, Cândido MCRM, Siste LF. A assistência à saúde das profissionais do sexo no Brasil: uma revisão integrativa. J. nurs. health. [Internet]. 2016; 1(1):92-102. [citado em 10 Abr 2018]. Disponível em: https://periodicos.ufpel.edu.br/ojs2/index.php/enfermagem/article/view/6054/5332
1Graduanda de Enfermagem. Faculdade Estácio de Alagoas. 2Graduando de Enfermagem. Faculdade Estácio de Alagoas. 3Enfermeira, Mestre. Docente na Faculdade Estácio de Alagoas. 4Enfermeira, Graduada. Faculdade Estácio de Alagoas
5Enfermeiro, Especialista em Educação Permanente em Saúde . Secretária Municipal de Saúde de Feliz Deserto – AL 6Graduanda de Enfermagem. Faculdade Estácio de Alagoas.
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41397 - Grupo de gestantes vivendo com HIV: da informação ao empoderamento e produção do
protagonismo social
Joyce dos Santos Barros1; Géssyca Cavalcante de Melo2; Larissa Caina Barbosa de Azarias1;
Syumaura Apoliane Conceição de Araújo1; Vitória Rejane de Lira1; Ketlenn Franciellen Oliveira de Lima1
Introdução: Segundo Hernandes1 é essencial a existência de uma equipe multidisciplinar preparada para lidar com os
conflitos das gestantes vivendo com HIV, além de educá-las quanto às medidas para prevenção da transmissão vertical.
Objetivo: relatar a experiência discente na participação de um grupo de gestantes. Metodologia: relato de experiência
com descrição das ações a partir da vivência discente em um grupo de gestantes vivendo com HIV que acontece semanalmente em um serviço ambulatorial especializado da Secretaria Municipal de Saúde, onde as gestantes são convidadas a debater, a fim de esclarecer dúvidas com duas enfermeiras do Programa Municipal de Infecções Sexualmente Transmissíveis HIV/Aids. Os dados foram coletados durante dois encontros do grupo no mês de agosto, os encontros acontecem antes e depois das consultas das gestantes agendadas com a equipe do serviço. Resultados: durante o grupo, a principal estratégia utilizada é a conversação com mediação pelas enfermeiras. As gestantes trocam informações, debatem a situação de saúde atual, expõem como estão lidando com o processo da gestação, maternidade e tratamento antirretroviral, e como tem sido o pré-natal neste serviço; são preparadas sobre a suspensão da amamentação; compartilham dificuldades, tanto emocionais, quanto sociais, e preocupações que por vezes são comuns entre elas. Durante o final do terceiro trimestre também há a construção conjunta do plano de parto e definição da via de parto de acordo com os critérios estabelecidos no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Prevenção da
Transmissão Vertical de HIV, sífilis e hepatites virais2. Todo trabalho é voltado para adesão ao tratamento e prevenção
da transmissão vertical. O espaço é rico em informações sobre promoção da saúde, prática de exercício físico regular, alimentação saudável e bons hábitos de vida. Conclusão: é notável o esclarecimento e riqueza de informações que o grupo gera em cada gestante acerca do entendimento da transmissão vertical, o conhecimento da assistência que deve ser prestada durante trabalho de parto, parto e puerpério. Além de esse processo gerar ao final um protagonismo social, percebido principalmente pela participação ativa das mulheres na construção do Plano de parto, existe a grande contribuição para o fortalecimento de vínculo com a equipe o que auxilia também na adesão ao tratamento para além da gestação.
Descritores: Doenças sexualmente transmissíveis; Gravidez; Cuidado pré-natal; Transmissão vertical. Referências:
1. Hernandes CP, Rocha RK, Hausmann A, Appelt JB, Marques CM. Análise qualitativa dos sentimentos e
conhecimentos acerca da gestação e do HIV em gestantes soropositivas e soronegativas. J. Health Biol Sci. 2019; 7(1):32-40. Acesso em 18 ago de 2019. Disponível em:
https://periodicos.unichristus.edu.br/jhbs/article/view/2211
2. Brasil, Ministério da Saúde. Secretaria de vigilância em saúde. Departamento de condições crônicas e infecções Sexualmente transmissíveis. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Prevenção da Transmissão Vertical do HIV, sífilis, e Hepatites Virais. Brasília: Ministério da saúde, 2019. 248p. Acesso em 15 de ago de 2019. Disponível em: www.aids.gov.br › pt-br
1Acadêmica de Enfermagem. Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas
2Enfermeira, Doutoranda em Enfermagem. Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas
E-mail para contato: [email protected]
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41472 - Ações de saúde que contribuem para realização do autocuidado no sistema prisional feminino
Nathalya Anastacio dos Santos Silva1; Jéssica Kelly Alves Machado da Silva1; Marianny Medeiros de Moraes1;
Lucas Candido da Silva1; Bárbara Maria Gomes da Anunciação2; Amuzza Aylla Pereira dos Santos3
Introdução: Existe um descaso com as pessoas privadas de liberdade, elas são submetidas a condições desumanas e
insalubres, aumentando a sua vulnerabilidade às doenças¹. As ações de saúde são porta de entrada para o acesso ao serviço de saúde, partir do momento que o indivíduo faz parte de uma ação e obtém o conhecimento, resulta na promoção do autocuidado e na busca de uma assistência à saúde qualificada². Objetivo: Analisar como as ações de saúde contribuem no autocuidado das mulheres que vivem em situação de cárcere. Método: Trata-se de uma pesquisa descritiva quantitativa, aprovada pelo comitê de ética de pesquisa com seres humanos CAAE nº 57828516.0.0000.5013. Para realizá-la, foi aplicado um formulário semiestruturado com mulheres encarceradas, em um estabelecimento prisional na capital de Alagoas. Resultados: Foi encontrado que (69,91%) das mulheres participaram de pelo menos uma ação de saúde enquanto estiveram privadas de liberdade, essas ações contribuíram significativamente para autocuidado. As ações realizadas na perspectiva do cuidado à saúde contribuem na mudança de vida, pois, essas ações incentivam o autocuidado trabalhando na questão do acesso das mulheres à saúde de forma preventiva. As ações de saúde que obtiveram o maior percentual de participação foi de (69,62%), o tema abordado foi câncer de mama, relacionado a prevenção e autoexame possibilitando autocuidado e detecção precoce da doença para diagnóstico e tratamento em tempo hábil, já (54,43%) participaram de ações voltadas a Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s), porém existe uma necessidade expressada pelas reeducandas por mais ações que trabalhem as questões relacionadas a IST’s e sua forma de transmissão. Quando indagada a busca do serviço de saúde após o cumprimento da pena (92,75%) das mulheres afirmaram que buscarão os serviços de saúde, portanto é explícita as mudanças relacionadas ao cuidado com a saúde e ao autocuidado. Conclusão: Com isso, é importante que as ações de saúde sejam realizadas visando uma melhoria na assistência e nos cuidados pessoais principalmente, disseminando conhecimento entre as mulheres brasileiras, e essencialmente, mulheres que estão privadas de liberdade, para que seja feita com efetividade a promoção a saúde dentro do sistema penitenciário¹. As ações de saúde contribuem no autocuidado, levando empoderamento acerca do seu próprio corpo, bem como suas necessidades em saúde e seus direitos enquanto cidadãs sem que haja qualquer discriminação.
Descritores: Educação em saúde; Mulheres; Prisões; Saúde da mulher. Referências:
1. Xavier LDA et al. Câncer de colo uterino e infecção sexualmente transmissível: percepção das mulheres privadas de liberdade [internet]. Recife; 2017. [Acesso em: 20 ago. 2019]. Disponível em:
https://pdfs.semanticscholar.org/b016/9718d4902f2b8074fa901b8f7ef4c7b2249e.pdf
2. Costa ES et al. Mulheres encarceradas: perfil, sexualidade e conhecimento sobre infecções sexualmente transmissíveis [internet]. Teresina; 2017. [Acesso em: 24 ago. 2019]. Disponível em:
https://www.mastereditora.com.br/periodico/20170504_223633.pdf
1Acadêmica em Enfermagem. Universidade Federal de Alagoas.
2Enfermeira. Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social do Estado de Alagoas. 3Enfermeira, Doutora em Ciências da Saúde. Universidade Federal de Alagoas
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41473 - Ações de saúde relacionadas ao cuidado corporal em mulheres privadas de liberdade: relato de experiência
Nathalya Anastacio dos Santos Silva1; Jéssica Kelly Alves Machado da Silva1; Marianny Medeiros de Moraes1;
Karlayne Reynaux Vieira de Oliveira2; Bárbara Maria Gomes da Anunciação3; Amuzza Aylla Pereira dos Santos4
Introdução: O déficit de conhecimento acerca da higiene corporal é um dos fatores contribuintes para o
desenvolvimento de doenças infecciosas dentro do sistema prisional. Essa carência, traz impactos negativos à saúde da mulher, de forma que elas acabam não tendo acesso às medidas de prevenção e promoção à saúde dentro do sistema prisional dificultando assim o autocuidado¹. Objetivo: Relatar os impactos relacionadas aos cuidados corporais das mulheres privadas de liberdade. Método: Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência a respeito das ações de saúde realizadas por discentes em um presídio feminino do estado de Alagoas, sendo aprovado pelo comitê de ética com o nº CAAE 57828516.0.0000.5013. Resultados: As ações de saúde sobre higiene dentro do sistema prisional demonstraram que as mulheres encarceradas possuem um déficit sobre o cuidado corporal com enfoque na higiene íntima, pois, algumas práticas como o compartilhamento de materiais de uso pessoal, são situações comuns no sistema prisional. Alguns dos relatos relacionados aos hábitos de higiene praticados pelas reeducandas, trazem consequências negativas, pois colocam em risco sua saúde, provocando a disseminação de agravos. Nesse sentido as ações de saúde foram elaboradas pensando em construir junto com as reeducandas estratégias que fortaleçam o autocuidado na prevenção e promoção da saúde. Conclusão: Evidencia-se que existe uma preocupação, relacionada aos cuidados com a higiene, pois as mesmas reconhecem o ambiente em que vivem e entendem que estão mais suscetíveis a agravos e doenças infecciosas, com isso, é necessário que se ofereça ações de saúde para essas mulheres, pois, a educação em saúde, modifica práticas e comportamentos e ajuda a empoderar mulheres oferecendo saúde, conhecimento e autocuidado, independente do ambiente em que as mulheres estejam.
Descritores: Saúde da mulher; Enfermagem; Prisões; Mulheres Referências:
1. Strazza L et al. Estudo de comportamento associado à infecção pelo HIV e HCV em detentas de um presídio de São Paulo, Brasil [internet]. São Paulo; 2007. [Acesso em: 17 ago. 2019]. Disponível em:
http://www.scielo.br/pdf/csp/v23n1/20.pdf
2. Fernandes AC, Honorato EL. A saúde e o abandono das mulheres no sistema penitenciário brasileiro [internet]. 2017. [Acesso em: 20 ago. 2019]. Disponível em:
https://www.conteudojuridico.com.br/consulta/Artigos/50154/a-saude-e-o-abandono-das-mulheres-no-sistema-penitenciario-brasileiro.
3. Santos MVd et al. A saúde física de mulheres privadas de liberdade em uma penitenciária do estado do Rio de Janeiro [internet]. Rio de Janeiro; 2017. [Acesso em: 20 ago. 2019]. Disponível em:
http://www.scielo.br/pdf/ean/v21n2/1414-8145-ean-21-02-e20170033.pdf.
1Acadêmica em Enfermagem. Universidade Federal de Alagoas.
2Enfermeira, Mestranda em Enfermagem. Universidade Federal de Alagoas 3Enfermeira. Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social do Estado de Alagoas. 4Enfermeira, Doutora em Ciências da Saúde. Universidade Federal de Alagoas
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41590 - Experiências exitosas: ações de saúde para gestantes em privação de liberdade
Marianny Medeiros de Moraes1; Nathalya Anastacio dos Santos Silva1; Jéssica Kelly Alves Machado da Silva1;
Bárbara Maria Gomes da Anunciação2; Raíssa Rafaella Santos Moreno da Silva1; Amuzza Aylla Pereira dos Santos3
Introdução: As ações educativas com grupos de gestantes são compreendidas como uma estratégia que oportuniza os
profissionais a conhecer a maneira como as mulheres lidam com a gravidez, além de favorecer o esclarecimento de suas dúvidas e contribuir na autonomia do cuidado.¹ No sistema prisional, essas estratégias devem ser condizentes com a realidade de uma gestação em vulnerabilidade, decorrente das condições pouco saudáveis oferecidas nestas instituições.² Objetivo(s): Relatar as experiências exitosas do Grupo de Estudos e Pesquisas na Saúde da Mulher e Vulnerabilidades (GEPSMUV) durante as ações de saúde com as gestantes em situação prisional. Método: Trata-se de um estudo descritivo de natureza qualitativa, na modalidade relato de experiências, a partir da vivência do GEPSMUV, composto por acadêmico de enfermagem, durante as ações de saúde com as gestantes em situação prisional. As ações de saúde aconteceram em quatro encontros, no período de maio a julho, obtendo a participação de seis gestantes em condição de encarceramento, no Estabelecimento Prisional Feminino Santa Luzia. Resultados: A primeira ação foi desenvolvida junto com Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que proporcionou as gestantes um momento de beleza e a realização de artes gestacionais. Posteriormente, foram realizados mais três encontros junto à equipe de saúde do estabelecimento prisional. Utilizou-se como instrumento metodológico, a roda de conversa, cujo as temáticas abordadas foram baseadas nas recomendações do Ministério da Saúde e da Política Nacional de Atenção às Mulheres em Situação de Privação de Liberdade e Egressas do Sistema Prisional (PNAMPE), tais como: incentivo ao parto normal, preparo para o parto, sinais e sintomas do parto, métodos não farmacológicos para o alívio da dor, violência obstétrica com ênfase para descriminação da mulher em situação prisional. Pôde-se observar que mesmo com as dificuldades de realizar educação em saúde em um estabelecimento prisional, devido às condições impostas pela equipe de segurança, as atividades ofertadas as gestantes foram de suma importância para favorecer o alivio do estresse psicológico e da angústia de gestar em cárcere, além favorecer o protagonismo dessas mulheres. Conclusão: Evidencia-se que as experiências foram exitosas, no sentido em que as execuções das ações de saúde proporcionaram aos acadêmicos de enfermagem a condução de suas práticas profissionais de acordo com as especificidades da população prisional.
Descritores: Gravidez; Prisões; Educação em saúde; Extensão comunitária. Referências:
1. Tostes NA, Seidl EMF. Expectativas de gestantes sobre o parto e suas percepções acerca da preparação para o parto. Temas Piscol. 2016; 24(2): 681-693. Disponível em: http://pepsic.bvsalud
.org/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S1413-389X2016000200015&lng=pt &nrm=iso
2. Militão LP, Kruno RB. Vivendo a gestação dentro de um sistema prisional. Saúde (Santa Maria). 2014; 40 (1): 75-84. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/revistasaude/a rticle/view/918 0/pdf1
¹Acadêmica de enfermagem. Universidade Federal de Alagoas
2Enfermeiro, Especialista em gestão de saúde. Sistema Prisional Alagoano 3Enfermeira, Doutora em Enfermagem. Universidade Federal de Alagoas
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41634 - Vulnerabilidade de adolescentes usuárias de álcool e drogas com o filho hospitalizado
Viviane de Melo Souza1; Rosangela da Silva Santos2
Introdução: Recorte da dissertação intitulada “A transição de mãe adolescente em consumo problemático de álcool,
crack e cocaína em relação a hospitalização do seu filho”. Objetivos: Analisar a vulnerabilidade de mães adolescentes em consumo problemático de álcool, crack/cocaína em relação a internação do seu filho. Método: Pesquisa descritiva, de abordagem qualitativa utilizou o método a Narrativa de Vida. A pesquisa ocorreu em duas maternidades, no estado do Rio de Janeiro. As participantes foram 10 mães adolescentes, entre 13 a 18 anos, em consumo problemático de álcool, crack/cocaína cujo filho encontrava-se internado na UTI neonatal. A análise ocorreu simultaneamente às transcrições e desenvolveu-se a análise temática. As narrativas foram gravadas e teve como pergunta norteadora: “Fale-me a respeito de sua vida que tenha relação com a internação de seu filho”. Projeto aprovado pelo comitê de ética em pesquisa da UERJ (CAAE: 03768818.7.0000.5282) e das instituições coparticipantes (SMS-RJ CAAE: 03768818.7.3002.5279 e HGNI-RJ CAAE: 03768818.7. 3001.5254). Resultados: Das narrativas emergiu a categoria: A vulnerabilidade das mães adolescentes em consumo problemático de álcool, crack/cocaína em relação a internação do filho. Evidenciou a vulnerabilidade individual, social e programática, pelas dificuldades financeiras para visitar o filho internado, violência, etnia negra em maior incidência, baixos índices de escolaridade e renda familiar, festas e não adesão ao sexo seguro. Duas adolescentes referem prática abortiva, e duas a perda de um natimorto. Prevalência de internação neonatal: prematuridade seguido de sífilis congênita. A idade gestacional alternou entre 27 a 41 semanas e peso de nascimento entre 690g a 4.190g. Apgar diversificado: 0 a 9, no primeiro e quinto minuto. Parto vaginal foi predominante. Discussão: O uso da droga favorece a alienação que o vício possibilita, tendo influência de terceiros para o envolvimento da adolescente com a droga, sendo o álcool socialmente aceitável e a primeira escolha. A vida sexual precoce evidencia o sexo desprotegido, a violência sexual e a comercialização do sexo pelo consumo da droga. A gestação demora a ser identificada, sendo expostas à problemas gestacionais e neonatais. Conclusão: O uso do álcool, crack/cocaína demonstra influência maior no grupo dos adolescentes, de caráter precoce, influenciada por terceiros, assim como modismo, ostentação, festas como opções para as classes mais inferiorizadas.
Descritores: Adolescente; Enfermagem; Vivência; Efeitos da droga; Hospitalização. Referências:
1. Bessler, D. Práticas de cuidado à mulher no ciclo gravídico puerperal com histórico de consumo de álcool e outras drogas: perspectiva da enfermagem. Dissertação (mestrado) – Universidade do Estado do Rio de Janeiro,
Faculdade de Enfermagem; 2018.
2. Bertaux, D. Narrativas de vida: a pesquisa e seus métodos. Natal: EDUFRN, p. 89- 118, 2010.
3. Ayres, JRCM; França, JI; Calazans, GJ; Salleti Filho, HC. O conceito de vulnerabilidade e as práticas de saúde: novas perspectivas e desafios. Promoção da saúde: conceitos, reflexões, tendências. Rio de janeiro, Fiocruz, 2003. P. 117-139.
4. Brasil. Portaria GM nº 3.088, de 23 de dezembro de 2011. Institui a rede de atenção psicossocial para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do sistema único de saúde (sus). Brasília: 2011.
5. Brasil. Lei 8.069, de 13 de Julho de 1990. Estatuto da Criança e do Adolescente. Brasília: Ministério da Justiça, 1990.
1Enfermeira. Especialista em Enfermagem Neonatal. Mestranda em Enfermagem pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. 2Enfermeira. Docente do curso de Pós-graduação Stricto-Sensu da Universidade do Estado do Rio de Janeiro
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41863 - Desafios do enfermeiro obstetra no processo assistencial: implicabilidade das questões de gênero
Josielson Costa da Silva1; Nadson Brasil dos Santos do Rego2; Louise Lisboa de Oliveira Villa3
; Climene Laura de Camargo4;
Ridalva Dias Martins Felzemburgh5.
Introdução: Historicamente a assistência ao parto era uma exclusividade feminina, uma prática de mulheres e entre
mulheres. Embora seja crescente o número de homens trabalhando na enfermagem, tal profissão ainda carrega preconceitos estereotipados direcionados à atuação do ser masculino junto aos cuidados obstétricos, contribuindo para dificuldades de gênero enfrentadas pelo enfermeiro que atua nesta área. Objetivo: O estudo tem por objeto discutir as dificuldades do gênero masculino no que tange as realizações de suas práticas assistenciais na obstetrícia. Método: Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência. Resultados: A inserção no mercado de trabalho predominantemente feminino constitui um desafio para o homem que desenvolve cuidados obstétricos, a construção relacional paciente/profissional no campo da enfermagem obstétrica pelo gênero masculino busca driblar cotidianamente tabus e modelos hegemônicos do processo assistencial e a desvinculação da figura masculina com características de força física, insensibilidade e ausência de sentimentos emotivos. O cuidado desenvolvido quase que na sua totalidade por mulheres passa a ser realizados por homens; a discussão e planejamento de intervenções no campo feminino, no que tange as questões assistências, requerem deste profissional um olhar sensível e holístico, até então, voltados para trabalhos exigentes da força, da coragem e manutenção do sistema econômico. Conclusão: Assim, as questões de gênero quando não discutidas podem maximizar as dificuldades enfrentadas pelo enfermeiro obstetra no seu campo de atuação. Por outro lado, conseguem despertar neste profissional sentimento de superação e autovalorização na busca pelo cuidado humanizado, individualizado e profissional, contribuindo assim para o crescimento e protagonismo da enfermagem junto à sociedade.
Descritores: Enfermagem obstétrica; Enfermeiro; Parto; Humanização Referências:
1. Costa KS. Homens na enfermagem: inserção, vivência e trajetória profissional. Dissertação – Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2016. 196p.
2. Ribeiro JF, Oliveira KS, Lira JAC, Chagas DC, Branca SBP, Lima FFL, Galvão TCCP, Coelho DMM. Contentamento de puérperas assistidas por enfermeiros obstetras. Ver enferm UFPE on line, Recife, 2018; 12(9);2269-75.
3. Santos ES, Takahashi RT. Resgatando a trajetória profissional do enfermeiro do sexo masculino: um enfoque fenomenológico. R. Bras. Enferm. Brasília. 2000; v.53, n.2, p. 183-192.
1Enfermeiro. Doutorando em Enfermagem e Saúde. Mestre em Enfermagem. Professor da Universidade Federal da Bahia 2Enfermeiro. Especialista em Obstetrícia. Enf. Obstetra da Maternidade de Referência da Bahia.
3Enfermeira Mestre em Enfermagem. Enfermeira do Hospital Universitário Edgar Santos. 4Enfermeira. PhD em Enfermagem. Professora da Universidade Federal da Bahia. 5Enfermeira. PhD em Enfermagem. Professora da Universidade Federal da Bahia.
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41927 - Amamentação exclusiva em mães universitárias e sua relação com o apoio de companheiros e familiares
Bruno Severo Gomes¹; Rafaela Barbosa da Silva²; Nayale Lucinda Andrade Albuquerque³; Maria Eliane Barbosa de Araújo4; Edson Candido da Silva5; Geisyane Grazielle Feitosa6
Introdução: A prática do aleitamento materno exclusivo (AME) dentre seus benefícios na redução da mobirmortalidade
infantil, mostra-se frágil no cenário das mães universitárias na tentativa de conciliar atividades acadêmicas e maternas. Nesse contexto, o parceiro e familiares tornam-se preditores no incentivo a continuidade do AME reduzindo o desmame precoce numa premissa de cuidado ao binômio mae-filho. Objetivo: analisar a associação entre o apoio de pais e familiares e o aumento da frequência do Aleitamento Materno exclusivo em mães universitárias. Método: estudo transversal, descritivo, quantitativo e inferencial. A pesquisa obteve amostras por conveniência, censo, perfazendo um total de 192 mães universitárias realizada no período de março a setembro de 2017 em plantões de 12h nos turnos (manhã, tarde e noite) nos 92 cursos de graduação presencias e 05 a distância dos dez centros acadêmicos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) campus Recife. Como, inclusão mães regularmente matriculadas em amamentação ou que amamentaram seus filhos na graduação. E, exclusão mães com período letivo trancado a mais de 6 meses e mães com deficiência auditiva pela inabilidade da autora. Seguiu-se normas da resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde, e foi aprovada no Comitê de Ética e Pesquisa com Seres Humanos do Centro de Ciências da Saúde da UFPE, CAEE nº 61808916.2.0000.5208. As participantes foram informadas previamente sobre os objetivos da pesquisa, por meio do Consentimento Livre e Esclarecido sendo respeitado o sigilo e resguardado o direito das mesmas se retirarem a qualquer momento. Para coleta de dados aplicação de um questionário com perguntas socioculturais e obstétricas durante as atividades acadêmicas. A análise de dados da estatística descritiva por distribuição de probabilidade e para inferenciais o teste de Qui-quadrado p<0,05 gerados no pacote estatístico SPSS for Windows, 22.0 de 2013. Resultados: Houve associação entre o tempo de AME e apoio dos companheiros na oferta do leite materno ordenhado, as mães que obtiveram o apoio dos companheiros 56,1% amamentaram de (4-6meses) exclusivamente e 22,4% mais de 6 meses. Do apoio recebido no pós-parto o companheiro se destaca com 74% e pais com 70,8%. Conclusão: O processo do AME e suas dificuldades no contexto das mães universitária depende do suporte e garantia de seus direitos em redes de apoio, social familiar e seus companheiros como preditores no aumento da frequência dessa prática.
Descritores: Amamentação; Universidades; Estudantes; Apoio Social, Paternidade Referências:
1. Figueiredo MC, Bueno MP, Ribeiro CC, Lima PA, Silva IT. Human milk bank: the breastfeeding counseling and the duration of exclusive breastfeeding. Rev Bras Crescimento Desenvolv Hum [serial on the Internet]. 2015 [access: 2016 Dec 05]; 25(2):204-10. DOI: http://dx.doi.org/10.7322/JHGD.103016
2. Barbieri MC, Bercini LO, Brondani KJ, Ferrari RA, Tacla MT, Sant’anna FL. Aleitamento materno: orientações recebidas no pré-natal, parto e puerpério. Semin Ciênc Biol Saúde [periódico na Internet]. 2015 [acesso: 05 dez 2016];36(Supl 1):17-24. DOI: 10.5433/1679-0367.2014v35n2p17
3. Soares LS, Bezerra MAR, Silva DC, Rocha RC, Rocha SS, Tomaz RAS. Vivência de mães na conciliação entre aleitamento materno e estudos universitários. Av Enferm. 2017; 35(3):284-92. DOI:
http://dx.doi.org/10.15446/av.enferm.v35n3.61539
4. Victora CG, Hort, BLA, Mola CL, Quevedo L, Pinheiro RT, Gigante DP, Gonçalves H, Barros FC. Associação entre amamentação e inteligência, escolaridade e renda aos 30 anos de idade: um estudo em uma coorte de nascimentos no Brasil. Helen Gonçalves, Fernando C. Barros. Lancet, 2015
5. Silva PP, Silveira RB, Mascarenhas MLW, Silva MB, Kaufmann CC, Albernaz EP. A percepção das mães sobre o apoio paterno: influência na duração do aleitamento materno. Rev. paul. pediatr. 2012;30(3):306-13. _____________________________
1 Biólogo, Pós-Doutor em Medicina Tropical. Universidade Federal de Pernambuco
²Enfermeira, Mestre em Ciências da Saúde. Universidade Federal de Pernambuco
³Enfermeira, Doutoranda em Saúde Integral. Instituto de Medicina Integral Fernando Figueira
4Enfermeiranda, Estudante de Enfermagem. Centro Universitário Tabosa de Almeida 5Enfermeiro, Especialista em Saúde da Mulher. Faculdade São Miguel
6Enfermeiranda, Estudante de Enfermagem. Centro Universitário UniFavip Wyden
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41933 - Participação paterna no incentivo e apoio à amamentação de seus filhos
Josielson Costa da Silva1; Nadson Brasil dos Santos do Rego2; Anderson Reis de Sousa3;
Gleide Regina de Sousa Almeida Oliveira4; Rita de Cassia Calfa Vieira Gramacho5; Climene Laura de Camargo6
Introdução: O conceito de pai tem sofrido alterações nos últimos anos, consequência das transformações pelas quais o
mundo, especialmente no campo político, econômico, científico e cultural, vem passando. A responsabilidade paterna inclui o apoio e o incentivo na participação ativa no processo de amamentação, contribuindo assim, para um maior desenvolvimento da criança, melhor vínculo entre pai e bebê, além de fortalecer os laços familiares. Objetivo: Descrever as ações praticadas por pais que contribuem no incentivo e apoio da amamentação de seus filhos. Método: Trata-se de uma pesquisa ação de abordagem qualitativa desenvolvida com um grupo de pais que apoiam a amamentação. A amostra é composta por 11 homens que acompanharam o nascimento de seus filhos numa maternidade pública da cidade de Salvador no estado da Bahia. O estudo considerou o envolvimento desses pais no processo do cuidado incluindo a amamentação e após leitura e assinatura do termo de consentimento os mesmos foram convidados a serem fotografados com seus filhos e compuseram a campanha de incentivo a amamentação no agosto dourado. A exposição fotográfica foi visualizada por mais de 700 pessoas em eventos itinerantes na cidade de Salvador. As imagens e as falas transcritas para exposição sustentaram as discussões do trabalho. A pesquisa faz parte de um projeto maior envolvendo a saúde do homem aprovada pelo comitê de ética. Resultados: O envolvimento paterno nos cuidados junto ao recém-nascidos vão desde o segurar no colo ao auxiliar na oferta de leite materno ordenhado. Os discursos dos pais apontam grandes avanços do processo de paternidade efetiva e detalham ações como: ajudar sua companheira nos serviços domésticos enquanto ela descansa, contribuir com os cuidados diários do seu filho, incentivar a amamentação, apoiando nos momentos de estresse vivenciado pela mulher, acompanhar seu filho junto as consultas de seguimentos com profissionais de saúde e ofertar amor e carinho para o crescimento e desenvolvimento saudável. Conclusão: Conclui-se que a participação paterna quando estimulada possui impacto direto no processo do cuidado de recém-nascidos com êxito no processo de estimulação a amamentação exclusiva. O modelo hegemônico masculino tende a ser modificado nos tempos atuais destacando o envolvimento dos homens nos afazeres domésticos e assistência direta aos seus filhos.
Descritores: Amamentação; Paternidade; Recém-nascido; Enfermagem neonatal; Referências:
1. Almeida JA, Novak FR. Amamentação: um híbrido natureza - cultura. J Pediatr (Rio J). 2004; 80(Supl.):119-25 2. Rêgo RM, Souza AM, Rocha TN, Alves MD. Paternidade e amamentação: mediação da enfermeira. Acta Paul
Enferm. 2016; 29(4):374-80.
3. Maycock B, Binns C, Dhaliwal S, Tohotoa J, Hauck Y, Burns S, et al. Education and support for fathers improves breastfeeding rates: a randomized controlled tria. J Hum Lact. 2013; 29(4):484-90.
1Enfermeiro. Mestre em Enfermagem. Professor da Universidade Federal da Bahia
2Enfermeiro. Especialista em Obstetrícia. Enf. Obstetra da Maternidade de Referência da Bahia. 3Enfermeiro. Mestre em Enfermagem. Professor da Universidade Federal da Bahia.
4Enfermeira. Mestre em Enfermagem. Docente do Centro Universitário Jorge Amado. 5Enfermeira.Enfermeira Obstetra. Maternidade Tsylla Balbino