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Biblioteca Digital do IPG: O jogo como elemento na resolução de problemas

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Mestrado em Educação Pré-Escolar e

Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico

Relatório de Estágio da Prática de Ensino

Supervisionada

Andreia Filipa Costa Nunes

junho | 2016

Escola Superior de

Educação, Comunicação

e Desporto

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Instituto Politécnico da Guarda

Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto

Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico

Relatório de Prática de Ensino

Supervisionada

Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do

1.º Ciclo do Ensino Básico

Andreia Filipa Costa Nunes

junho | 2016

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Instituto Politécnico da Guarda

Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto

Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico

Relatório de Prática de Ensino

Supervisionada

Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do

1.º Ciclo do Ensino Básico

Orientador: Professor Doutor Pedro Tadeu

Andreia Filipa Costa Nunes

Relatório de Estágio da Prática de Ensino Supervisionada, apresentado à Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto, do Instituto Politécnico da Guarda, para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Educação Pré – Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico.

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Resumo

A elaboração deste relatório tem como propósito a realização de uma reflexão crítica, consistente e fundamentada de toda a experiência acumulada durante a Prática de Ensino Supervisionada, este encontra-se organizado em três capítulos.

O primeiro referente ao “Enquadramento Institucional”, em que a primeira parte remete para a “Caracterização das Instalações e Recursos das Instituições” e a segunda parte diz respeito à “Caraterização Socioeconómica e Psicopedagógica dos alunos”.

Relativamente ao segundo capítulo, “Descrição do Processo de Prática de Ensino Supervisionada”, este integra a experiência de ensino/aprendizagem no Pré-Escolar e 1.º Ciclo do Ensino Básico.

No que concerne ao terceiro capítulo, este diz respeito ao aprofundamento do tema escolhido, “O jogo na resolução de problemas no 1.º Ciclo do Ensino Básico”, e é apresentada uma prática docente relacionada com a mesma. Foi aplicado um questionário a quatro alunos, com o objetivo de perceber o desenvolvimento do raciocínio matemático através da aplicação de jogos LEGO, realçando, assim, neste estudo, a importância da utilização de jogos na resolução de problemas no ensino/aprendizagem da Matemática, visto que estes podem ser um instrumento muito vantajoso e benéfico para o domínio de competências matemáticas.

Palavras-chave: Prática de Ensino Supervisionada; Jogos LEGO; Matemática; Resolução de Problemas.

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Abstract

The preparation of this report aims to carry out a critical reflection, consistent and substantiated all the experience accumulated during the Supervised Teaching Practice, this is organized into three chapters.

The first refers to the "Institutional Framework" in the first part refers to the "Characterization of the facilities and resources of the institutions" and the second part concerns the "Socio-Economic Characterization and Psycho-Pedagogical of students".

For the second chapter, "Description of Teaching Practice Process Overseen", this is part of the learning experience / learning in pre-school and 1st cycle of basic education.

Regarding the third chapter, this relates to the issue of deepening chosen, "The game in solving problems in the 1st cycle of basic education" and presents a teaching practice related to the same. A questionnaire was given to four students, in order to realize the development of mathematical reasoning by applying LEGO games, highlighting thus this study, the importance of using games in problem solving in the teaching / learning of mathematics, as these can be a very useful and beneficial tool to the domain of mathematical skills.

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Agradecimentos

A elaboração e concretização deste trabalho só foi possível com a colaboração de várias pessoas, cujo contributo desejo agradecer.

Ao Orientador, Professor Doutor Pedro Tadeu, pela aceitação de orientar este trabalho e colaboração prestada na realização de todo este projeto.

A todos os docentes que me orientaram nas cadeiras e seminário que constituíram o corpo curricular deste curso.

À minha família, especialmente ao meu namorado, que sempre soube apoiar, encorajar e compreender os momentos em que o privei da minha presença e atenção.

A todos os meus amigos e colegas que me deram coragem, força e vontade de vencer as dificuldades nesta reta final.

Às colegas que comigo constituíram grupo de trabalho e que tiveram sempre uma palavra de apoio, nomeadamente à Guida Gomes, Daniela Tavares e Dina Silva.

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Índice geral

Resumo ... VII Abstract ... IX Agradecimentos ... XI Índice geral ... XIII Índice de figuras ... XV Índice de quadros ... XVII Índice de gráficos ... XIX Siglas e abreviaturas ... XXI

Introdução ... 23

Capítulo I ... 25

Enquadramento Institucional ... 27

I. Caracterização das Instalações e Recursos Humanos das Instituições ... 28

II. Caracterização Socioeconómica e Psicopedagógica das crianças/alunos ... 33

Capítulo II ... 41

Descrição do Processo de PES ... 43

I. Experiência de Ensino Aprendizagem na Educação Pré-Escolar ... 44

a. Área de Formação Pessoal e Social ... 45

b. Área de Expressão e Comunicação ... 45

1. Domínio das Expressões ... 46

1.1. Domínio da Expressão Motora ... 46

1.2. Domínio da Expressão Dramática ... 47

1.3. Domínio da Expressão Plástica ... 48

1.4. Domínio da Expressão Musical ... 50

2. Domínio da Linguagem Oral e Abordagem Escrita ... 51

3. Domínio da Matemática ... 52

c. Área de Conhecimento do Mundo ... 53

II. Experiência de Ensino Aprendizagem no Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico ... 54

a. Área da Expressão e Educação ... 56

1. Expressão e Educação Físico-Motora ... 56

2. Expressão e Educação Musical ... 57

3. Expressão e Educação Dramática... 58

4. Expressão e Educação Plástica ... 58

b. Área de Estudo do Meio ... 60

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d. Área da Matemática ... 63

Capítulo III ... 65

O jogo na resolução de problemas no 1.º Ciclo do Ensino Básico ... 67

I. Fundamentação teórica ... 67

a. Conceito de problema... 67

b. Estratégias na resolução de problemas ... 68

c. Importância do professor na resolução dos problemas ... 68

d. O jogo como elemento na resolução de problemas ... 69

II. Metodologia ... 71

a. Amostra ... 72

b. Instrumento de recolha de dados... 72

c. Caracterização dos jogos LEGO ... 73

d. Apresentação e análise dos resultados ... 73

e. Considerações finais ... 81

Conclusão ... 83

Referências bibliográficas... 85 Apêndices ...Erro! Indicador não definido.

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Índice de figuras

Figura 1- Município da Guarda ... 27

Figura 2- Jardim de Infância das Lameirinhas ... 28

Figura 3- Escola Básica Espírito Santo ... 30

Figura 4- Planta da sala de aula da turma do 2.º ano ... 31

Figura 5- Crianças a realizarem jogos no pátio ... 47

Figura 6 - Dramatização da história "A borboleta Bibi e as suas descobertas” ... 48

Figura 7 - Criança a pintarem uma letra com o dedo ... 49

Figura 8 - Construção do "relvinhas" ... 50

Figura 9 - Crianças a cantarem o Hino de Portugal ... 51

Figura 10 - Registo da música “Coelhinho da Páscoa” ... 52

Figura 11 - Registo de ovos de diferentes tamanhos (ovo pequeno, ovo médio e ovo grande) .. 53

Figura 12 - Árvore da Primavera ... 54

Figura 13 - Construção de um mocho em origami ... 60

Figura 14 – Cartaz da constituição da planta ... 61

Figura 15 - Cartaz dos adjetivos ... 63

Figura 16 - Jogo do bingo ... 64

Figura 17 - Grupo a jogar "Shave a sheep" ... 74

Figura 18 - Grupo a jogar “Kokoriko” ... 75

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Índice de quadros

Quadro 1- Crianças que usufruem de almoço e de prolongamento de horário na A.A.F. no Jardim de Infâncias das Lameirinhas ... 35 Quadro 2- Caracterização do agregado familiar das crianças do Jardim de Infância das Lameirinhas ... 36 Quadro 3- Caracterização das habilitações académicas dos pais dos alunos do 2.ºano da Escola Básica Espírito Santo ... 39 Quadro 4 - Resultados dos questionários (antes e depois dos jogos LEGO) ... 77

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Índice de gráficos

Gráfico 1- Idades do grupo do Jardim de Infância das Lameirinhas ... 34 Gráfico 2- Caracterização da turma quanto ao género da turma de 2.ºano da Escola Básica Espírito Santo ... 38 Gráfico 3- Situação de emprego dos pais dos alunos do 2.ºano da Escola Básica Espírito Santo ... 40 Gráfico 4 - Número de ocorrências dos fatores utilizados na escala do aluno J (antes e depois) 77 Gráfico 5 - Número de ocorrências dos fatores utilizados na escala do aluno A (antes e depois) ... 78 Gráfico 6 - Número de ocorrências dos fatores utilizados na escala do aluno M (antes e depois) ... 78 Gráfico 7 - Número de ocorrências dos fatores utilizados na escala do aluno R (antes e depois) ... 79 Gráfico 8 - Questão número 8: “Recorda-se de várias ocorrências abstratas de um determinado evento, mesmo após um período de tempo mais longo” ... 80 Gráfico 9 - Questão número 1: “É persistente no desempenho das tarefas, mesmo na presença de possíveis distrações” ... 80 Gráfico 10 – Questão número 23: “Adota a sua maneira de ganhar o jogo, apesar da atitude dos outros jogadores para com o jogo” ... 81

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Siglas e abreviaturas

PES – Prática de Ensino Supervisionada CAF – Componente de Apoio à Família CEB – Ciclo do Ensino Básico

EN. ED. – Encarregado de Educação

OCEPE – Orientações Curriculares da Educação Pré-Escolar ME – Ministério da Educação

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Introdução

Este documento surge no âmbito da unidade da Prática de Ensino Supervisionada III, que mostra os resultados do trabalho cujo tema é “O jogo na resolução de problemas no 1.º Ciclo do Ensino Básico”.

A disciplina de Matemática é temida pela maioria dos alunos, talvez pela maneira como é ensinada. Normalmente deparamo-nos nas escolas com o ensino tradicional, onde o professor expõe no quadro os conteúdos que julga serem importantes, torna-se pois fulcral refletirmos em novos aspetos ligados ao ensino.

Nos últimos anos, começaram a ser utilizadas outras metodologias de ensino não só na área de matemática, mas também nas outras, onde o aluno deixa de ser um “depósito” de conteúdos, passando a ser um dos construtores do conhecimento, assim, procurei ao longo deste relatório, e sempre que possível, explorar estes novos conceitos.

Este relatório encontra-se dividido em três capítulos.

O primeiro capítulo faz referência ao “Enquadramento Institucional” que se encontra organizado em duas partes, a primeira refere-se à Educação Pré-Escolar, nomeadamente, ao Jardim-de-Infância das Lameirinhas, onde foi realizada a PES I. A segunda parte diz respeito ao 1.º Ciclo do Ensino Básico, nomeadamente a Escola Básica do Espírito Santo, onde se realizou a PES II e onde conduzi a minha investigação. Desta forma, em cada uma das partes realizou-se uma caracterização da instituição, bem como a caraterização da turma.

No segundo capítulo, “Descrição do Processo de Prática de Ensino Supervisionada”, integramos algumas experiências de ensino e aprendizagem que realizamos ao longo da Educação Pré-Escolar e do 1.º ciclo.

O terceiro capítulo, que faz parte da investigação realizada “O jogo na resolução de problemas no 1.º Ciclo do Ensino Básico”, foi realizado um estudo, por questionário, a quatro alunos de uma turma de 2.º ano tendo como objetivo aplicar vários jogos LEGO e verificar a evolução dos alunos.

Nesta sequência, o jogo é entendido como estratégia facilitadora do ensino-aprendizagem de conteúdos matemáticos, partindo da consideração de que, enquanto atividade lúdica e educativa, ele pode tornar mais significativas as aulas dessa disciplina, superando o caráter formalista que a envolve.

Contudo, cabe ao professor escolher os jogos que permitam a exploração do potencial no desenvolvimento de todas as habilidades (raciocínio lógico e intuitivo), o que pode ser realizado por meio de uma metodologia de resolução de problemas.

Neste trabalho, tento mostrar como os jogos matemáticos podem-nos ajudar em sala de aula, tornando as aulas mais divertidas e interessantes.

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Para isto, procurei definir o conceito de problema, identificar as estratégias que se podem recorrer na resolução de problemas assim como a importância que o professor tem na resolução e análise dos mesmos, e por fim mostrar como o Jogo poderá ser um bom elemento na área da Matemática.

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Enquadramento Institucional

Durante os momentos de observação, cooperação e intervenção nos diferentes contextos educativos, pude desenvolver as minhas ações no Jardim de Infância das Lameirinhas (PES I), nas salas dos 3 e 4 anos, e na Escola Básica Espírito Santo (PES II), 2.º ano.

Ambas as instituições em estudo situam-se na cidade da Guarda, na freguesia da Sé. É uma cidade portuguesa com 31 224 habitantes, inserida num concelho com cerca de 712,11 km² de área e 42 541 habitantes, segundo os Censos realizados no ano de 2011. O município (Figura 1) é limitado a nordeste pelo município de Pinhel, a leste por Almeida, a sudeste pelo Sabugal, a sul por Belmonte e pela Covilhã, a oeste por Manteigas e por Gouveia e a noroeste por Celorico da Beira. É ainda capital de distrito, que tem uma população residente de 173 831 habitantes.

A freguesia da Sé, com 17 km², onde se encontram as duas instituições em estudo, ladeada pelas freguesias da S. Miguel, Arrifana, S. Vicente, Casal de Cinza, Vila Garcia, Panóias de Cima, Aldeia do Bispo, Vale de Estrela e Maçainhas de Baixo, tem, atualmente, cerca de 7.000 habitantes, dos quais cerca de 2.000 são crianças em idade escolar. Esta freguesia é, predominantemente, urbana, sendo o sector terciário, nomeadamente os serviços, que emprega a maior parte da população ativa, uma vez que se encontram todos os organismos do Estado (Fonte: http://www.freg-seguarda.pt).

Figura 1- Município da Guarda

(Fonte: http://capeiaarraiana.pt/2011/10/18/distrito-da-guarda-pode-perder-212-freguesias/)

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I.

Caracterização das Instalações e Recursos Humanos das Instituições

Jardim de Infância das Lameirinhas

O Jardim de Infância de Lameirinhas (Figura 2) situa-se num bairro da cidade da Guarda.

Este existe desde o ano letivo 1986/87 e está a funcionar no edifício da Escola do 1º Ciclo do Ensino Básico de Lameirinhas desde 1989 ocupando uma parte do rés-do-chão e a cave.

Nesta instituição existem duas salas de atividades letivas, uma sala polivalente onde funciona a CAF, uma sala de educadoras, uma sala de espera, as respetivas instalações sanitárias, e uma arrecadação, comum com a escola de 1º ciclo do ensino básico, onde está instalada a caldeira de aquecimento para todo o edifício escolar.

Salas de atividades: cada sala de atividades, com cerca de 63 m² tem o chão revestido a madeira (tacos envernizados) e possui três janelas amplas para a frente do edifício e duas para trás. Existe uma área com uma banca de mármore e uma zona de água sendo o chão de mosaicos, e mais utilizada em atividades de expressão plástica e pintura. O aquecimento das salas é a partir da caldeira central. Cada sala tem ainda uma pequena arrecadação.

A instituição possui junto às salas de atividades um pequeno átrio interior, sendo o único espaço a utilizar quando o tempo está mau. É comum à Escola do 1º ciclo o que traz alguns inconvenientes, nomeadamente no acesso ao WC, ao telefone, à campainha do portão de entrada exterior, e à sala da CAF.

Figura 2- Jardim de Infância das Lameirinhas (Fonte própria)

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As instalações sanitárias, com cerca de 9 m² comuns às duas salas, comportam três sanitas para crianças e uma para adultos, dois lavabos para crianças e um para adultos. O acesso é feito pelo átrio.

Na ligação do átrio à escadaria, que dá acesso à sala da CAF, está um pequeno hall com 7,8 m². Junto a este, existe uma sala de apoio com 5 m², onde se atendem os encarregados de educação ou outros utentes, e onde são feitas reuniões pontuais.

A sala da CAF, com cerca de 69 m², é onde se faz o acolhimento das crianças, o prolongamento de horário e funciona ainda como refeitório (nos lanches e no almoço).

Das instalações sanitárias da CAF fazem parte duas casas de banho:

 Uma para as crianças com necessidades educativas especiais, com 7 m², com sanita adaptada, e lavatório.

 E a outra, com uma área de 18 m², tem uma bancada com quatro lavatórios, quatro sanitas e um poliban.

A sala de educadoras, com 11 m², encontra-se o telefone e o arquivo, e é também onde se realizam as reuniões do pessoal docente e não docente.

A sala de espera, com 10 m², é o local onde os pais esperam pelas crianças na hora de saída; neste espaço arruma-se o material de psicomotricidade e são realizadas exposições temporárias dos trabalhos das crianças.

O vestiário, com 3 m², é onde se colocam os casacos e as mochilas das crianças.

A arrecadação na cave é ampla e com duas divisões, comum ao Jardim de Infância e à Escola do 1º ciclo. Uma primeira divisão, mais pequena, onde está instalada a caldeira de aquecimento (que funciona com o gás natural) para todo o edifício escolar. A outra divisão maior, funciona como espaço amplo, onde é guardado o mobiliário e material escolar que é usado ocasionalmente.

O espaço exterior está vedado com gradeamento, é bastante amplo, e constituído por:  Polidesportivo vedado a rede, com o piso de cimento.

 À volta do edifício existe revestimento a tijoleira, havendo dois espaços com o chão de placas de espuma, um a nordeste e outro a sul do edifício escolar.  A utilização destes espaços exteriores está condicionada aos horários da Escola

do 1º Ciclo do Ensino Básico.

 Atrás do edifício existem espaços destinados a jardinagem, que por não serem devidamente tratados oferecem algum perigo ao nível de segurança, pois sempre que o tempo permite as crianças brincam no exterior. Este espaço encontra-se desprovido de qualquer tipo de equipamento necessário ao desenrolar das atividades no exterior, nomeadamente baloiços, escorregas, zonas que permitam à criança o contato com relva, água, zonas de sombra,

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horta, etc. Apenas existe uma caixa de areia.

A instituição está equipada com sistema de emergência (porta, alarme de fumo, sinalização interior e exterior).

De uma maneira geral, o Jardim de Infância possui as condições necessárias para o seu bom funcionamento.

Escola Básica Espírito Santo

A Rua Paiva Couceiro vai do antigo Largo do Espírito Santo, junto à Porta de El-Rei, entroncado com as Ruas de S. Vicente, da Liberdade e antigos Bombeiros Voluntários da Guarda, seguindo na direção poente até ao cruzamento da Rua 31 de Janeiro com a Estrada Nacional 16.

No Largo situa-se a Escola Básica Espírito Santo (Figura 3).

Esta é um edifício de Plano Centenário. Tendo surgido em concurso no ano de 1940, para comemorar a Fundação (1140) e a Restauração da independência de Portugal (1640). Deste modo, o Governo deliberou que se iriam organizar festas especiais para celebrar estes acontecimentos, ao mesmo tempo que se deu início a um certo número de obras de fomento e de instrução. Para suprimir as carências de edifícios escolares e integrado nas comemorações Centenárias de 1940, Salazar delineou um Plano dos Centenários, que projetava a construção de 12500 salas de aula do Ensino Primário num período de dez anos, até 1950 (Carvalho, citado por Cordeiro, 1995, p. 43). No entanto, o Decreto-Lei nº 40481, de 31 de Dezembro de 1955, foi mais longe e prolongou por mais cinco anos o período experimental do Plano dos Centenários, distinguindo edifícios rurais e urbanos. O tipo rural apresentava um piso, destinando-se apenas a um género e

Figura 3- Escola Básica Espírito Santo (Fonte própria)

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Figura 4- Planta da sala de aula da turma do 2.º ano (Fonte própria)

sem recreio coberto. O projeto urbano incluía dois subtipos: centenário urbano para um género, com uma entrada, átrio e uma escada; e o centenário urbano para os dois géneros, com duas entradas, dois átrios e duas escadas. Dispunham de recreio coberto, no qual se localizavam os sanitários (idem, 1995).

Sem dúvida, foi neste âmbito que surgiu a nossa escola e estas foram as razões que caracterizaram a sua tipologia Plano Centenário até 1955, dado que inclui elementos arquitetónicos caraterísticos da região em que foi construída, nomeadamente chaminés, pilares em alvenaria de pedra, janelas em arco, entre outros (a data da construção constava numa placa que era geralmente colocada nas fachadas).

As escolas para os dois géneros eram divididas em dois blocos: de um lado salas das raparigas, do outro, salas de rapazes, as relações entre ambos eram estritamente proibidas.

As escolas de tipo Centenário foram os primeiros edifícios a serem arquitetados sem residência para professores.

A escola do Espírito Santo é um edifício já com alguma idade, mas bem conservada, pois, sofreu obras de recuperação há poucos anos. Possui quatro salas de aulas, distribuídas por dois pisos, uma sala para ensino especial, que serve também de biblioteca, um pequeno recinto onde se encontra a fotocopiadora e algum material didático, um salão polivalente, que é utilizado para as atividades de Expressão Físico - Motora e como espaço de recreio, quando as condições atmosféricas não permitem ir para a rua. Tem ainda, oito instalações sanitárias, dois dos quais para professores, um duche e um logradouro/pátio à volta da escola.

Ergue-se inserida no meio citadino, praticamente no centro histórico, situando-se nas proximidades de uma das portas da muralha da Cidade – A Porta de El-Rei. Pertence ao Agrupamento de Escolas Afonso de Albuquerque, do qual depende a sua organização, agindo em conformidade com o Regulamento Interno do mesmo Agrupamento.

A escola possui dois pisos, constituídos por um hall de entrada, que permite o acesso ao andar superior, quatro salas de aula, duas no piso de cima e outras duas no piso de baixo sendo uma delas a sala de aula do 2.ºano (Figura 4), uma pequena sala para o telefone e para o pessoal auxiliar, um pavilhão polivalente, três blocos WC e uma biblioteca, que serve também como sala de reunião de professores.

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Legenda da Planta da Sala de Aula

Mesa dos professores estagiários

Cadeira dos professores estagiários

Secretária do professor

Cadeira do professor

Mesa dos alunos

Cadeira dos alunos

Quadro Giz

Quadro Interativo

Estante

Armários de material escolar

Porta de entrada

Janela

Nesta escola pode-se ter acesso a diversos materiais manipuláveis/específicos, como por exemplo: os blocos lógicos, as barrinhas de Cuisenaire, o Tangram, o Ábaco e o Geoplano. Estes materiais revelam-se cruciais para a nossa Prática Pedagógica, como fundamenta Montessori (1948, p. 78), a utilização de materiais na sala de aula são fundamentais para auxiliar a criança na construção dos seus próprios conhecimentos. Estes tipos de materiais, por exemplo, os blocos lógicos, as barras cuisenaire, e os calculadores multibásicos, são importantes instrumentos de avaliação na resolução de problemas de aritmética, assim como o geoplano, pentaminós e o

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tangram para avaliar as capacidades de resolver problemas relacionados com geometria (Damas, Oliveira, Nunes e Silva, 2010).

O salão Polivalente não sendo um espaço vocacionado por excelência para a Expressão e Educação Física, é neste espaço que esta ocorre, uma vez que cumpre os requisitos básicos para satisfazer os seus objetivos. Serve também de espaço de recreio quando as condições meteorológicas não permitem que as crianças brinquem no espaço exterior.

Na minha perspetiva, esta escola apresenta excelentes condições, permitindo que as aprendizagens sejam diversificadas e motivadoras. Tem bons espaços, não só ao nível pedagógico, mas também recreativo/lúdico, indo ao encontro do que preconiza Nóvoa (1992, p. 31).

Consideramos que todas as salas de aula são espaçosas, possuem boa iluminação natural, comportando o limite máximo estabelecido por lei de 26 alunos, e bem apetrechadas com computadores, uma com quadro interativo, armários, aquecimento central, facilitando todo o processo de ensino e aprendizagem e tornando-as num espaço acolhedor.

A escola é vedada por um gradeamento, o que lhe garante um nível de segurança necessário, impedindo a entrada de estranhos e protegendo os utentes face a acidentes ou perigos de qualquer natureza. O pátio é extenso e possibilita às crianças brincar, correr e saltar à vontade durante os intervalos das aulas. Não abundam, contudo, espaços verdes, mas a verdade é que focos de poluição, também não existem nas proximidades, o que confere uma certa qualidade ambiental. Encontra-se apetrechado de equipamentos, o que proporciona a prática de exercício físico e brincadeiras divertidas, o que se revela profícuo. No entendimento de Bento (1991, p. 24), é o movimento que permite à criança encontrar um conjunto de relações (sujeito, coisa, espaço) necessárias ao seu desenvolvimento motor.

As crianças que frequentam a escola são deixadas pelos pais à porta da mesma, pois a maior parte dos alunos não habitam nas imediações da escola, ou seja, provêm de diversos bairros e aldeias. Após, terem terminado as atividades letivas de cada dia, a maioria das crianças, salvo raras situações, cujos pais vêm buscá-los ao portão da escola, vão para uma Instituição – Santa Luzia – de ocupação de tempos livres, que superintende a guarda das crianças e se situa mesmo ao lado da escola.

II.

Caracterização Socioeconómica e Psicopedagógica das crianças/alunos

No que concerne à caraterização de um grupo, é relevante conhecer as crianças com que nos deparamos na sala de atividades, para que o sucesso escolar seja alcançado. No ato educativo o conhecimento das caraterísticas das crianças para definirmos os nossos objetivos e estratégias é essencial, pois a escola tem que se adaptar às crianças que tem, pois a Lei de Bases do Sistema Educativo (artigo 4º, 2012, p. 3350), num dos seus princípios orientadores, aponta para promover

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a equidade social, criando condições para a concretização da igualdade de oportunidades para todos.

Na construção do conhecimento, nas diversas aprendizagens efetuadas pelas crianças (aprendizagens ativas, significativas, diversificadas, integradas e socializadoras) são membros ativos, pois cada uma constrói a sua própria aprendizagem, adaptando-a ao seu nível de desenvolvimento e às suas capacidades. Parafraseando Tavares e Alarcão (1990, p. 15), o educando não é um ser passivo, puro recetor de estímulos exteriores, mas um agente ativo, capaz de criar o seu próprio mundo e de se encontrar em evolução contínua como resultado de experiência que vai adquirindo.

Jardim de Infância das Lameirinhas

O grupo é constituído por nove crianças (Gráfico 1). Pode dizer-se que é um grupo homogéneo de três/ quatro anos, embora haja uma criança com cinco anos; quatro crianças ainda têm três anos (duas do género feminino e duas do género masculino) e quatro crianças já têm quatro anos (três do género feminino e uma do género masculino).

Neste grupo estão integradas duas crianças de etnia cigana.

0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4 4,5

3 anos 4 anos 5 anos Número de crianças

Gráfico 1- Idades do grupo do Jardim de Infância das Lameirinhas

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A maioria das crianças reside na cidade da Guarda e pertence ao Bairro das Lameirinhas, à exceção de uma criança que reside em Vale de Estrela e é transportada pelos serviços de autarquia.

Quase todas as crianças usufruem do almoço, mas apenas duas ficam no prolongamento de horário na A.A.F. (Quadro 1).

IDADE

AAF

NEE

ALMOÇO

PROLG.

3

4

0

0

4

4

1

0

5

1

1

0

TOTAL

9

2

0

Quadro 1- Crianças que usufruem de almoço e de prolongamento de horário na A.A.F. no Jardim de Infâncias das Lameirinhas

Embora o grupo seja homogéneo em termos de idade, é heterogéneo em termos de desenvolvimento, vivências, interesses e necessidades.

Numa primeira observação, pude dizer que, na sua maioria, são crianças com bom aspeto a nível de higiene e bem cuidadas. Estas crianças revelam autonomia a nível físico e encontram-se numa faencontram-se de descoberta de si mesmo e dos outros. Como preconiza Mogilka (1999), a autonomia é a capacidade de definir as suas próprias regras e limites, sem que estas precisem de ser impostas por outrem, ou seja, a autonomia é a capacidade do indivíduo de se autorregular. Desta forma, a autonomia implica que a pessoa seja capaz de encontrar um equilíbrio entre as características pessoais e as limitações colocadas pelo meio.

Relativamente à caraterização do agregado familiar (Quadro 2), posso inferir que quatro deles se declararam desempregados.

NOME AGREGREGADO

FAMILIAR PROFISSÃO HABILITAÇÕES IDADE EN.

ED. RESIDÊNCIA

João Vaz

Pai Desempregado 6.º ano 27

Mãe Lameirinhas Mãe Desempregada 9.º ano 24

Irmão 6

Iris Guerra

Mãe Desempregada 11.º ano 21

Mãe Vale de Estrela

Avós

(36)

Isabel Gonçalves

Mãe Administrativo Licenciatura 40 Rua Dr.

Pissara de Matos

Irmãos 12 e 5

Diogo Loureiro

Pai Técnico Ótica 12.º ano 33

Mãe Lameirinhas

Mãe Secretária Licencatura 31

Tiago Osório

Pai Técnico

Informática 12.º ano 34 Mãe Rua 5 de

Outubro

Mãe Enfermeira Licenciatura 32

Maria João Fernandes

Pai Vendedor 4.º ano x

Mãe Lameirinhas

Mãe Vendedora 6.º ano x

Irmã x

Iara Pires

Pai

Vendedor

4.º ano

32

Mãe Lameirinhas

Mãe

Desempregada

6.º ano

36

2 Irmãs

7 e 4

Irmão

11

Paula

Pai

Vendedor

4.º ano

25

Mãe Lameirinhas

Mãe

Vendedora

5.º ano

24

2 Irmãos

5 e 6

Irmã

8

Miguel

Dias

Pai

Empreiteiro

11.º ano

40

Mãe Lameirinhas

Mãe

Enfermeira

Licenciatura

42

Irmão

7

Quadro 2- Caracterização do agregado familiar das crianças do Jardim de Infância das Lameirinhas

A maior parte do grupo tem preferência pelo cantinho das bonecas, a área da garagem e construções e, para além disso, também demonstram gosto pelas histórias e dramatizações.

Relativamente à relação social, as crianças ainda sentem dificuldade em partilhar os objetos com os seus pares, especialmente os que trazem de casa, uma vez que se encontram na fase do egocentrismo; nestes momentos de tensão, recorrem à intervenção da educadora para gerir os pequenos conflitos através do diálogo.

Nestas situações, é necessária uma atenção redobrada por parte do adulto à reação de frustração que pode surgir de várias formas: com agressão, com ansiedade, com regressão (voltar

(37)

a ser bebé), com autoagressão, isolamento, terrores noturnos, doenças imaginárias e até paragem do seu desenvolvimento.

Este grupo é muito extrovertido e irrequieto, sendo assim necessário incutir-lhes a capacidade de aceitação de regras e o seu cumprimento, perceber a razão das normas que decorrem da vida em grupo: o esperar pela sua vez, saber ouvir o outro, arrumar o que desarrumaram, são algumas regras que são impostas ao longo das atividades.

Ao nível da expressão verbal, nem todas as crianças deste grupo conseguem relatar acontecimentos ou recontar histórias simples, muitas vezes referenciam o episódio que as marcou ou que gostaram mais. Observámos, contudo, que respondem a perguntas simples; já utilizam o “eu” em vez do nome próprio; usam frases simples, mas ainda não conseguem articular bem alguns sons (r intercalar, l inicial, …).

Este grupo, nas atividades da expressão plástica, não tem grandes dificuldades no manuseamento do lápis, do marcador ou do pincel. O mesmo não acontece na utilização da tesoura. Assim, o recorte é muitas vezes substituído pela picotagem, em prol de uma maior perfeição no produto final.

Os seus trabalhos estão diretamente relacionados com as suas vivências familiares, do meio ou imaginárias. Começam agora a organizar, embora de forma rudimentar, o espaço-folha.

Escola Básica Espírito Santo

A turma, onde realizei o meu estágio, encontra-se num 2.º ano de escolaridade na Escola do Ensino Básico do Espirito Santo e trabalha sob orientação do professor Joaquim Emanuel. É constituída por vinte e seis alunos, dos quais doze são rapazes e catorze são raparigas (Gráfico 2). Sete destes alunos completaram os sete anos, após o início do ano letivo, o que demonstra que provêm de matrículas condicionais, ou seja nasceram entre 16 de setembro e 31 de dezembro. A idade cronológica relaciona-se com o desenvolvimento cognitivo, o que pode interferir nas aprendizagens a adaptação ao ritmo escolar.

11 11,5 12 12,5 13 13,5 14 14,5 Masculino Feminino Número de alunos

(38)

Gráfico 2- Caracterização da turma quanto ao género da turma de 2.ºano da Escola Básica Espírito Santo

Assim, concluímos que temos uma turma maioritariamente feminina, mas suficientemente equilibrada quanto à relação número de meninos/ meninas. Há mais duas meninas, o que no universo de 26 crianças, não é representativo.

Os alunos desta turma residem quase todos na cidade da Guarda e maioritariamente nas proximidades da escola. Todavia há dois que moram noutras localidades. Alguns residem noutros bairros da cidade da Guarda e estão matriculados nesta escola pelo facto de os seus avós ou outros familiares próximos residirem neste local e ainda por nas proximidades haver um ATL (Casa de Santa Luzia), que acolhe crianças desde o berçário e cuida delas em horários coincidentes ao horário de trabalho dos pais.

A influência do meio é decisiva nos primeiros anos de vida e evidencia-se com o decorrer dos anos. É no seio da família que se aprende a falar, a distinguir o que se faz do que não se faz, que se aprendem certos comportamentos (obedecer, não mentir, ser delicada) e os princípios que regem a sociedade. Segundo Benavente (1996) é a partir do meio em que se insere e mediante o que a família lhe proporciona, que estabelece ou não contacto com livros, com brinquedos, através dos quais viajará e aprenderá muito, que a sua curiosidade será desperta e tomará certas direções.

Por todas estas razões, conhecer as habilitações académicas dos pais (Quadro 3) e caraterizar, ainda que de forma não aprofundada, o nível sociocultural e socioeconómico destes, assuma-se uma tarefa importante.

Alunos 1º Ciclo 2º Ciclo 3º Ciclo E. Secundário Licenciatura

Mestrado

Aluno A

P

M

Aluno B

P

M

Aluno C

P

M

Aluno D

P/M

Aluno E

P

M

Aluno F

M

P

Aluno G

P/M

Aluno H

P

M

Aluno I

P/M

Aluno J

P

M

Aluno K

P

M

(39)

Aluno L

P

M

Aluno M

M

P

Aluno N

P/M

Aluno O

P/M

Aluno P

P/M

Aluno Q

M

P

Aluno R

P

M

Aluno S

P

M

Aluno T

P/M

Aluno U

P/M

Aluno V

P

M

Aluno W

P

M

Aluno X

P

M

Aluno Y

P/M

Aluno Z

P

M

Quadro 3- Caracterização das habilitações académicas dos pais dos alunos do 2.ºano da Escola Básica Espírito Santo

Nesta tabela, encontram-se os níveis de ensino que os pais dos alunos possuem. É de referir que a letra P corresponde ao pai; M corresponde à mãe; P/M corresponde ao pai e à mãe. Depreende-se que o nível académico é variado. Os dados refletem um pai e uma mãe que têm apenas o 1º ciclo completo, correspondente ao 4º ano atualmente. Catorze têm o 3º ciclo completo, o que corresponde ao 9º ano atual. Dezanove têm o ensino secundário completo, o designado hoje por 12º ano de escolaridade. Doze possuem licenciatura e quatro têm um mestrado. Relativamente à profissão dos pais e à sua situação de emprego (Gráfico 3), podemos deduzir que sete deles se declararam desempregados, o que num universo de cinquenta e dois só representa 13,5%, o que não é muito significativo. Contudo, há casos em que ambos estão desempregados, e há ainda aqueles em que o membro empregado aufere rendimentos baixos, atendendo à sua baixa qualificação/formação, o que pode interferir no ambiente que envolve a criança, na sua motivação para aprender e na sua satisfação pessoal.

(40)

Gráfico 3- Situação de emprego dos pais dos alunos do 2.ºano da Escola Básica Espírito Santo

Nesta turma não existe, neste momento, nenhum aluno sinalizado com Necessidades Educativas Especiais, contudo há um caso, que abordamos nas reflexões conjuntas e todos considerámos ser proveitoso ser analisado pela Equipa do apoio Especial.

Nesta turma diagnostiquei vários fatores que são entrave a uma aprendizagem efetiva e regular. Estes são imponderáveis que nem sempre a escola pode controlar, mas aos quais queremos e devemos dar resposta.

Considerei, neste caso, aspetos tais como comportamentos inadequados, falta de atenção/concentração, falta de métodos e hábitos de trabalho, falta de motivação, atrasos de anos anteriores mais precisamente imaturidade.

É de referir que, ao longo da Prática Pedagógica, foram incrementados os aspetos enumerados, a fim de colmatar lacunas: desinibição e persistência por parte dos alunos, em fazerem-se entender; autonomia nas tarefas; organização e hábitos de trabalho; respeito pelo ritmo da aprendizagem; cooperação nas tarefas ou trabalho mútuo; espírito de iniciativa; reforço positivo; valorização das produções dos alunos; ensino individualizado.

0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 Empregados Desempregados Número de pais

(41)
(42)
(43)

Descrição do Processo de PES

A Prática de Ensino Supervisionada (PES) representa o primeiro contacto com a realidade complexa em que se desenvolvem as atividades educativas.

Neste contexto, a PES é considerada um processo de aprendizagem fundamental para o educando, a qual permite a este enfrentar desafios para uma prática futura proveitosa e eficiente, tendo ainda a oportunidade de colocar em prática as metodologias que adquiriu no processo de ensino-aprendizagem, interligando desta forma a teoria e a prática e ainda estar em contacto com a realidade educativa. Esta promove ao aluno responsabilidade nas ações desenvolvidas, assiduidade, autonomia na elaboração e realização das atividades, programar e prever resultados.

Como preconiza o Decreto-Lei nº 43/2007, de 22 de fevereiro, a PES constitui um momento privilegiado e insubstituível de aprendizagem e mobiliação dos conhecimentos, capacidades, competências e atitudes, adquiridas nas restantes unidades curriculares. Acarreta também a oportunidade para a realização de práticas profissionais adequadas a situações concretas na sala de aula, na escola e na articulação desta com o meio envolvente.

A PES é uma componente de inegável importância e justifica a sua inclusão na fase final dos currículos dos cursos de formação de professores por representar um momento essencial do futuro docente, que lhe permite uma especialização profissional de aplicação prática dos conhecimentos adquiridos. A organização desta Prática no currículo obedece a uma conceção epistemológica de racionalidade técnica, tal como apresenta Gomes (1992, p.98):

Os currículos são normativos, com a sequência de conhecimentos dos princípios científicos relevantes, seguidos da aplicação destes princípios e de um practicum, cujo objectivo é aplicar na prática quotidiana os princípios da ciência estudada. Dentro da racionalidade técnica, o desenvolvimento de competências profissionais deve colocar-se, portanto, após o conhecimento científico básico e aplicado, pois não é possível aprender competências e capacidades de aplicação antes do conhecimento aplicável.

Deste modo, a PES promove uma função fundamental no nosso currículo, em que proporciona uma aproximação à realidade da sala e da escola, promovendo a uma reflexão teórica sobre a prática, tendo como principal objetivo constatar a realidade do meio escolar.

Em jeito de síntese, pode dizer-se que a PES, para além de contribuir para o desenvolvimento, quer profissional, quer pessoal do estagiário, futuro professor, também contribui para o seu desenvolvimento social, pelo contacto que se estabelece com colegas professores com diferentes experiências e lições para dar e que terão um papel importante na sua ação reflexiva sobre o seu próprio desempenho na prática pedagógica. Não esquecendo também

(44)

os momentos de convívio e troca informal de informações, perspetivas, aprendizagens, mas também de receios e inseguranças.

I.

Experiência de Ensino Aprendizagem na Educação Pré-Escolar

A experiência da PES, na educação Pré-Escolar, decorreu no Jardim de Infância das Lameirinhas, com um grupo de nove crianças com idades de três e os quatro anos, entre o dia 25 de fevereiro de 2014 e o dia 18 de junho de 2014, com a supervisão da docente Filomena Velho e como docente cooperante a Educadora Henriqueta Abrantes.

O nível Pré-Escolar é o período mais decisivo do desenvolvimento da criança, em que ela faz uma série de aprendizagens e desperta para o mundo que a rodeia, é essencial que se lhe proporcione oportunidades de se poder expressar e comunicar com os outros (MEU/DGEB, 1982).

Sem dúvida que a educação Pré-Escolar pode e deve desempenhar um papel importantíssimo no desenvolvimento harmonioso da criança, permitindo uma convivência aberta entre as crianças que as levará a um enriquecimento profundo ao nível social e também intelectual. Nesta sequência, o cérebro de uma criança desenvolve-se a uma velocidade impressionante nos primeiros anos de vida. Por consequente, a educação Pré-Escolar é crucial, uma vez que pode criar os alicerces para o desenvolvimento pessoal e social do ser humano.

Assim, é neste nível de ensino que a criança terá acesso a muitos brinquedos e programas educativos, como por exemplo: músicas, histórias, filmes infantis, livros, conversas informais, entre outros recursos. Este acesso é fundamental, pois essas atividades estimulam o cérebro, e quanto mais estimulado, melhor é o desempenho da criança em todo o processo de aprendizagem.

Mediante isso, a criança precisa, sem dúvida, apresentar um bom desenvolvimento físico e boa saúde, para que haja um bom equilíbrio.

A frequência no Pré-Escolar permite à criança desenvolver a segurança e o equilíbrio afetivo, conhecer o seu corpo, desenvolver capacidades motoras, adquirir progressivamente autonomia, relacionar-se com os outros e respeitá-los, comunicar e expressar-se através de diferentes linguagens, desenvolver a imaginação e a criatividade, aprender fazendo e experimentando, observar e compreender o meio onde vive.

Assim sendo, este nível de ensino tem de estar organizado de modo a que a criança encontre um ambiente motivador e facilitador das experiências que permitem a aprendizagem.

Com isto, segundo Diez (1989, p. 103), o educador deve ser:

motivador, que entusiasma, em vez de repetidor de receitas (…), criativo, que suscita a actividade (…) dialogante, que aceite a pessoa e o outro e a ajuda a ser ela mesma

(45)

(…), humilde, que cria situações de pesquisa (…), integrador, que promova a cooperação (…), globalização, que forma mentes capazes de sintetizar e de sistematizar (…), aberto, que aceita os novos valores.

Neste âmbito, o papel do educador revela-se de extrema importância por ser um orientador que facilita as experiências educativas e de comunicação.

Este nível de ensino possui um documento que orienta a vários níveis designado por Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar (Ministério da Educação, 1997), este contém um conjunto de princípios auxiliares para os educadores, considerando-os como construtores e gestores do currículo.

Na elaboração das planificações realizadas ao longo da PES I tivemos sempre em consideração as conceções prévias das crianças e a articulação entre as áreas e domínios referidos pelo Ministério da Educação.

Nesta sequência, será feita uma descrição geral das estratégias utilizadas para o desenvolvimento de cada área de conteúdo da educação Pré-Escolar.

a. Área de Formação Pessoal e Social

A área de Formação Pessoal e Social é considerada uma área transversal, pois todas as componentes devem contribuir para desenvolver e promover nas crianças atitudes e valores que lhes permitam tornarem-se cidadãos conscientes com capacidades de resolverem problemas da vida. Como preconiza o Ministério da Educação (1997, p. 51), a importância dada à área de Formação Pessoal e Social decorre ainda na perspetiva que o ser humano se constrói em interação social, sendo influenciado e influenciando o meio que o rodeia.

Nesta sequência, esta área vai promover e incutir nas crianças valores que não poderão ser “ensinados”, mas que serão compreendidos a partir da convivência com os outros. Dando importância à capacidade de autoconfiança, autoestima e independência, refletindo-se no saber ser e no saber fazer, desenvolvendo, assim, a sua própria identidade.

No Apêndice 1 apresenta-se uma atividade sobre os direitos e os deveres das crianças.Os objetivos referentes à área de formação pessoal e social são: saber apresentar-se dizendo o seu nome completo e idade; reconhecer e diferenciar os direitos dos deveres da criança; perceber o que é um cartão de cidadão e para que serve; promover atitudes e valores que permitam à criança ser um cidadão consciente e solidário, capaz de intervir e com capacidade para resolver problemas.

b. Área de Expressão e Comunicação

Esta área encontra-se dividida em três domínios que se interrelacionam: o domínio das Expressões, o domínio da Linguagem Oral e Abordagem à Escrita e o domínio da Matemática.

(46)

Esta é a área em que se distinguem vários domínios. Segundo o Ministério da Educação (1997, p.56) esta área engloba as aprendizagens relacionadas com o desenvolvimento psicomotor e simbólico que determinam a compreensão e o progressivo domínio de diferentes formas de linguagem.

1.

Domínio das Expressões

Dentro deste domínio distinguem-se quatro vertentes: a Expressão Motora, a Expressão Plástica, a Expressão Dramática e a Expressão Musical, sendo que cada uma tem uma especificidade própria, embora não seja possível serem vistas de forma totalmente independente. Como refere o Ministério da Educação (1997, p.57):

o domínio das diferentes formas de expressão implica diversificar as situações e experiências de aprendizagem, de modo a que a criança vá dominando e utilizando o seu corpo e contactando com diferentes materiais que poderá explorar, manipular e transformar de forma a tomar consciência de si próprio na relação com os objectos.

1.1. Domínio da Expressão Motora

A Expressão Motora é considerada um domínio fundamental para o desenvolvimento global das crianças, através da aquisição de destrezas motoras, hábitos e atitudes indispensáveis para uma vida ativa e participativa por parte das mesmas.

Contudo, as crianças ao entrarem para a educação Pré-Escolar já possuem algumas aquisições motoras básicas, assim, e como é preconizado pelo Ministério da Educação (1997, p. 58):

a educação pré-escolar deve proporcionar ocasiões de exercício da motricidade global e também da motricidade fina, de modo a permitir que todas e cada uma aprendam a utilizar e a dominar melhor o seu próprio corpo.

Neste âmbito, é ao longo da educação Pré-Escolar que as crianças vão estabelecendo relações com o seu próprio corpo e com o mundo envolvente, pelo simples facto de ser fulcral para o seu processo de desenvolvimento e aprendizagem.

Concretamente neste domínio, deslocava-se, semanalmente, um professor de educação física à instituição, contudo, durante a PES I realizámos várias atividades de Expressão Motora. No Apêndice 2, como foi a última semana de PES I e como estava um tempo agradável para se brincar no pátio, realizámos jogos mais lúdicos (Figura 5), como por exemplo o jogo “Macaquinho Chinês”, o jogo da apanhada, o jogo da “batata quente”, o jogo da “Cabra Cega”, entre outros. Nesta sequência, os objetivos ao nível do domínio da expressão motora são:

(47)

desenvolver a motricidade global; utilizar o próprio corpo em habilidades gerais e variadas de perícia e manipulação; coordenar movimentos corporais e aprender a utilizar o seu corpo.

Os jogos realizados no âmbito da expressão motora, assumem um papel crucial, devido ao facto de a criança desenvolver a sua atividade relacional, não só com o meio que a envolve, mas também através da relação que estabelece com os outros. O Ministério da Educação (1997, p.59) reitera que os jogos de movimento com regras progressivamente mais complexas são ocasiões de controlo motor e de socialização, de compreensão e aceitação de regras e de alargamento de linguagem.

1.2. Domínio da Expressão Dramática

A Expressão Dramática é uma forma da criança se autodescobrir, de se afirmar, de tomar contacto com diferentes situações sociais e de pôr à prova a sua imaginação e criatividade. De acordo com o Ministério da Educação (1997, p. 59), a expressão dramática é um meio de descoberta de si e do outro, de afirmação de si próprio na relação com o(s) outro(s) que corresponde a uma forma de se apropriar de situações sociais.

Esta vertente deve ser considerada como uma forma natural de educar e ajudar as crianças na relação consigo próprias, com o seu corpo, com os outros e com o mundo, respeitando as suas características individuais, a sua liberdade, as suas opiniões e o seu poder criativo.

De acordo com Sousa (2003b, p.39):

os objetivos da expressão dramática, visam essencialmente o desenvolvimento da personalidade, autoeducar-se, satisfazer algumas necessidades fundamentais tais como: expressão de sentimentos, criatividade, ludismo, desempenho de papéis.

Poder-se-á trabalhar a Expressão Dramática de diferentes formas, através de jogos dramáticos tais como: jogos de imitação, jogos de mímica, dramatizações de histórias conhecidas ou inventadas, representações com fantoches, sombras chinesas, entre outras.

Figura 5- Crianças a realizarem jogos no pátio (Fonte própria)

(48)

No Apêndice 3 apresenta-se uma dramatização realizada no Fantocheiro, a história “A borboleta Bibi e as suas descobertas” de autoria própria (Figura 6), em que os objetivos seriam: utilizar diversas formas de representação e expressão, no sentido de aumentar as suas capacidades de expressão; promover a utilização de técnicas e de recursos mais básicos das diversas formas de representação e expressão de forma a aumentar as suas possibilidades comunicativas e expressivas; desenvolver a linguagem oral como forma de relacionamento com os outros.

1.3. Domínio da Expressão Plástica

A Expressão Plástica é fulcral no desenvolvimento das crianças ao nível do Pré-

-Escolar, pelo simples facto de estimular a comunicação, a criatividade, a sensibilidade e aumentar a concentração e expressão das crianças.

Nesta sequência, esta vertente trabalha a motricidade fina, que se complementa com a expressão motora e recorre a materiais específicos que servem de mediadores desta expressão.

Na planificação em apêndice, Apêndice 4, as crianças picotaram as letras da palavra Primavera e pintaram com o dedo (Figura 7), sendo os objetivos para essa atividade: utilizar diversas formas de representação e expressão, no sentido de aumentar as suas capacidades de expressão; promover a utilização de técnicas e de recursos mais básicos das diversas formas de representação e expressão de forma a aumentar as suas possibilidades comunicativas e expressivas; explorar a criatividade e fomentar a motricidade fina.

Figura 6 - Dramatização da história "A borboleta Bibi e as suas descobertas”

(49)

Assim, a Expressão Plástica é considerada uma área fundamental para a iniciação das aprendizagens instrumentais básicas: leitura e escrita, sendo que, é através da pintura, do desenho, da modelagem de formas que a criança acede ao símbolo gráfico, à sua compreensão e utilização. Neste âmbito, a criança ao pintar, joga, trabalha, exprime-se e comunica com as outras crianças e com os adultos. Segundo Stern (1977, p.25), a pintura, para além de ser um jogo, o jogo mais sério, o mais convidativo, o mais duradouro de todos os jogos (…) e o mesmo efémero, é também trabalho, mas um trabalho “agradável”, e, sem dúvida, um meio que as crianças utilizam para comunicar e entender-se com os que as rodeiam. Este tipo de diálogo é muito interessante, não só pelas cores e formas que emprega, mas pela forma como as reproduz no papel, com um entusiasmo que se mistura com segurança e felicidade.

Assim sendo, a pintura é uma atividade que, para além de exercitar as faculdades sensoriais, mentais e afetivas das crianças, é uma atividade lúdica e, consequentemente, favorável para as mesmas, considerando-se desta forma a atividade de expressão plástica a mais “enriquecedora”.

Como preconiza o Ministério da Educação (1997), no Pré-Escolar as crianças trabalham também a expressão plástica a duas dimensões e a três dimensões. A duas dimensões fazem-no através da modelagem (areia molhada, barro, plasticina, pasta de papel). A três dimensões utilizam materiais pouco dispendiosos, tais como, os canos de plástico de diferentes diâmetros, que se podem encaixar e torcer; materiais de desperdício: caixas, frascos, tacos de madeira e tampas, porque podem atingir dimensões que permitem construções de grande volume. Este tipo de trabalhos remetem para o Domínio da Matemática. No Apêndice 5, o grupo construiu um “relvinhas” (Figura 8), ou seja, uma atividade a três dimensões. Os objetivos foram: promover a utilização de técnicas e de recursos mais básicos das diversas formas de representação e expressão

Figura 7 - Criança a pintarem uma letra com o dedo (Fonte própria)

(50)

de forma a aumentar as suas possibilidades comunicativas e expressivas; fomentar a motricidade fina de cada criança.

1.4.Domínio da Expressão Musical

A música tem um importante papel na formação da criança, uma vez que, além de adquirir sensibilidade aos sons, ela desenvolve diversas qualidades, como concentração, coordenação motora, socialização, respeito a si e ao grupo, disciplina e outras características que colaboram na formação do indivíduo.

Assim, a Expressão Musical deve acompanhar a criança em todo o seu processo de crescimento, desde a Educação Pré-Escolar até aos níveis de educação superior adaptando-se em cada momento às suas capacidades e interesses.

De acordo com Stabile, citado por Estevão, este afirma que:

A música e a dança permitem a expressão pelo gesto e pelo movimento, que traz satisfação e alegria. A criança aprende e se desenvolver através dela (Stabile citado por Estevão, 2002, p. 34).

Neste âmbito, este domínio revela uma grande importância na educação na medida em que valoriza a necessidade da criança organizar as suas perceções auditivas, contribuindo para cultivar a sensibilidade e imaginação e possibilita o desenvolvimento da expressão e da criatividade.

No Apêndice 6, o grupo aprendeu e cantou o Hino de Portugal (Figura 9), sendo os objetivos desta atividade: aprender e cantar a música; memorizar a música; desenvolver o ritmo; perceber a importância do Hino de Portugal.

Figura 8 - Construção do "relvinhas" (Fonte própria)

(51)

2.

Domínio da Linguagem Oral e Abordagem Escrita

A comunicação é vital no desenvolvimento da criança, implicando a participação ativa de ambos os interlocutores, isto é, da criança e do adulto, e requerendo oportunidades comunicativas e a existência de múltiplas razões que levem ao desejo e à necessidade de comunicar.

Nesta sequência, o domínio da linguagem oral e abordagem assume um papel relevante no desenvolvimento da criança na medida em que a valorização do ensino da língua portuguesa como matriz de identidade e suporte de aquisições múltiplas faz parte dos princípios da organização curricular do ensino básico e secundário (Ministério da Educação, 1997, p.66).

Quando as crianças convivem em ambientes verbalmente estimulantes, aprendem novos conceitos, alargam o vocabulário, adquirem um maior domínio da expressão oral e aprendem a ter prazer em brincar com as palavras, inventar sons e descobrir as relações entre essas mesmas palavras.

Como defende Sim-Sim, Silva e Nunes (2008, p. 35) é importante escutar as crianças, conversar com elas, criar espaços para o diálogo, estimular a expressão oral e o desejo de comunicar favorecem o desenvolvimento da competência comunicativa, em geral, e o desenvolvimento da linguagem oral, em particular.

Neste contexto, e como preconiza o Ministério da Educação (1997, p.68), é função do educador alargar intencionalmente as situações de comunicação, em diferentes contextos, com diversos interlocutores, conteúdos e intenções que permitam às crianças dominar progressivamente a comunicação como emissores e como receptores.

Assim sendo, no final da Educação Pré-Escolar, espera-se que as crianças mobilizem um conjunto de conhecimentos linguísticos determinantes na aprendizagem da linguagem escrita e

Figura 9 - Crianças a cantarem o Hino de Portugal (Fonte própria)

(52)

no sucesso escolar. Pela sua importância, salientam-se a capacidade de interação verbal, a consciência fonológica e a manifestação de comportamentos emergentes de leitura e de escrita.

Neste contexto, uma das atividades realizadas foi o registo da música do Coelhinho da Páscoa (Figura 10), em que os objetivos eram: promover o desenvolvimento da linguagem oral de todas as crianças; reconhecer as diversas rimas presentes na música; cantar a música (Apêndice 7).

3. Domínio da Matemática

Uma vez que a Matemática é uma área que influencia fortemente a estruturação do pensamento e, consequentemente, a tomada de decisões na vida corrente, ela deve estar presente nos primeiros anos de escolaridade de uma criança, ou seja, a Matemática deve ser trabalhada no decorrer da Educação Pré-Escolar.

Nesta sequência, o modo como este domínio é trabalhado no Pré-Escolar é de extrema importância, dado que o desenvolvimento Matemático de uma criança nesta idade condiciona o sucesso das aprendizagens futuras (Castro e Rodrigues, 2008).

Segundo o Ministério da Educação (1997), as noções matemáticas vão sendo adquiridas pelas múltiplas possibilidades que o quotidiano proporciona, isto é, as crianças vão-se familiarizando com a Matemática a partir das atividades espontâneas e lúdicas que realizam na sala de aula.

Como preconiza Spodek (2002, p. 334), é importante que as crianças pequenas aprendam não apenas conteúdos matemáticos, mas que se envolvam nos processos matemáticos: procurando padrões, raciocinando acerca de dados, resolvendo problemas e comunicando as suas ideias e resultados.

Figura 10 - Registo da música “Coelhinho da Páscoa” (Fonte própria)

(53)

Neste contexto, e de acordo com o Ministério da Educação (1997), as noções matemáticas que devem ser trabalhadas na Educação Pré-Escolar, tendo sempre em conta o que as crianças já sabem, ou seja, aproveitando os conhecimentos e experiências que elas já adquiriram, como: as noções de espaço e de tempo; a classificação de objetos, que irá constituir a base para a formação de conjuntos de objetos e para seriação e ordenação de objetos; e a noção de número, que conduzirá à procura e formação de padrões.

Portanto, cabe ao educador aproveitar as situações que surgem em contexto de sala de aula, para encorajar as crianças a desenvolverem raciocínio lógico e matemático, com vista à aquisição do gosto por esta área e à utilidade da mesma noutras aprendizagens.

Neste domínio, a planificação em apêndice (Apêndice 7) foi abordada a noção de pequeno, médio e grande (Figura 11) através de três ovos da Páscoa. Nesta sequência, o grupo desenhou um ovo grande, um ovo médio e um ovo pequeno. Esta atividade tinha como objetivos: favorecer o aparecimento de comportamentos emergentes do pensamento lógico-matemático; Fomentar a comparação de objetos de diferentes tamanhos.

c. Área de Conhecimento do Mundo

A área de Conhecimento do Mundo tem como objetivo sensibilizar as crianças para a descoberta do meio em que estão inseridas, usufruindo também da participação de diferentes intervenientes para o desenvolvimento do seu processo educativo.

Segundo o Ministério da Educação (1997, p.81), esta área não abrange apenas o alargamento de saberes básicos imprescindíveis à vida social mas também supõe a abordagem de aspectos científicos que ultrapassam a experiência directa da criança e as suas vivências imediatas.

Nesta sequência, e antes de iniciarem a Educação Pré-Escolar, as crianças já têm certos conhecimentos sobre o mundo que as rodeia, no entanto, é através da interação com ele que elas

Figura 11 - Registo de ovos de diferentes tamanhos (ovo pequeno, ovo médio e ovo grande)

(54)

se desenvolvem, aprendem e encontram respostas às suas dúvidas. Assim, o apaio do educador permite aprofundar as questões, facilitando a construção de conceitos mais rigorosos a partir dos saberes das crianças (Ministério da Educação, 1997, p.82).

Relativamente às experiências de aprendizagem relacionadas com a área de Conhecimento do Mundo, estas devem ser realizadas de forma transversal e não serem vistas como atividades isoladas, permitindo desta forma o enriquecimento das outras áreas curriculares (idem). Assim, o educador deverá contribuir para esse enriquecimento pois, tal como refere o Ministério da Educação (1997, p.83), tem o dever de escolher criteriosamente quais os assuntos que merecem maior desenvolvimento, interrogando-se sobre a sua pertinência, as suas potencialidades educativas, a sua articulação com outros saberes e as possibilidades de alargar os interesses do grupo e de cada criança, despertando assim a curiosidade das crianças e o seu pensamento crítico, para o qual nos remete um dos princípios pedagógicos referidos na Lei-Quadro de Educação Pré-Escolar (Lei nº 5/97, de 10 de Fevereiro, art.10º).

Neste contexto, e no Apêndice 8, as crianças pintaram com o dedo flores para enfeitarem a árvore da Primavera exposta na sala (Figura 12). Os objetivos desta atividade foram: aprender a valorizar a natureza; perceber as características de uma planta; estimular, nas crianças, a curiosidade e a capacidade de identificar características das vertentes natural e social da realidade envolvente; promover a capacidade de organização temporal, espacial e lógica de observações, factos e acontecimentos.

II.

Experiência de Ensino Aprendizagem no Ensino do 1.º Ciclo do Ensino

Básico

A experiência da PES, no Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico, decorreu na Escola Básica Espírito Santo, com uma turma de 2.º ano com vinte e seis alunos, entre o dia seis de

Figura 12 - Árvore da Primavera (Fonte própria)

Referências

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