TÍTULO: A EFETIVAÇÃO DO ACESSO À JUSTIÇA NO DIREITO DE FAMÍLIA COM BASE NA RESOLUÇÃO 125 DO CNJ E SEUS RESULTADOS NO CEJUSC DE LINS/SP
TÍTULO:
CATEGORIA: CONCLUÍDO
CATEGORIA:
ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS
ÁREA:
SUBÁREA: DIREITO
SUBÁREA:
INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO CATÓLICO SALESIANO AUXILIUM
INSTITUIÇÃO:
AUTOR(ES): YURI ANDERSON VICENTINO DA SILVA
AUTOR(ES):
ORIENTADOR(ES): MA. MEIRE CRISTINA QUEIROZ SATO
ORIENTADOR(ES):
COLABORADOR(ES): ALIFFER HENRIQUE DOS SANTOS, MÁRIO NISHIMOTO
RESUMO
O presente trabalho utilizando-se do método dedutivo e da pesquisa qualitativa, quantitativa e descritiva, através do levantamento bibliográfico e da coleta e análise de dados, investigou se a conciliação e mediação são métodos eficazes de solução de conflitos nos litígios pertencentes à seara do Direito de Família, tendo como base o Centro Judicial de Solução de Conflitos e Cidadania da cidade de da Comarca de Lins/SP. A busca pelo Judiciário para a solução dos conflitos e litígios familiares fomenta a necessidade da formação de um acordo ou decisão judicial, no qual as partes almejam a concretização de suas vontades e interesses. Isso tornou ainda maior a necessidade da criação de um sistema alternativo de solução de conflitos mais ágil, idôneo e menos desgastante, visando dirimir por completo o conflito instalado nas relações familiares. A Resolução nº 125 do Conselho Nacional de Justiça trouxe importantes inovações no cenário jurídico brasileiro por meio da Política Judiciária Nacional de Tratamento Adequado de Conflitos, apresentando os atuais meios alternativos de solução de conflitos e os CEJUSCs, tornando-se um marco importante na construção da cultura de paz. O presente estudo demonstrará a importância e efetividade desses métodos nas demandas familiares visando um processo mais célere e humanizado, nos quais as próprias partes buscam resolver o conflito entre elas, por meio do diálogo, da escuta e do respeito às divergências existentes, buscando uma solução reciprocamente satisfatória, benéfica e mais humanizada, facilitando a continuação da relação jurídica entre as partes.
INTRODUÇÃO
O Direito de Família é o ramo do Direito que tutela juridicamente as demandas ocorrentes nos núcleos familiares caracterizando-se como um direito dinâmico e sensível tendo em vista o seu objeto. Nesse contexto, visando celeridade e a real efetividade nas contendas familiares e promovendo o acesso à justiça, a proposta do presente artigo é verificar a possibilidade de aplicação e efetividade dos Meios Alternativos de Solução de Conflitos nas divergências familiares.
O presente trabalho foi desenvolvido no PIBIC ciclo ago/2017-jul/2018 do UniSALESIANO Lins/SP e foi dividido em três capítulos. Nos dois primeiros capítulos serão expostos os aspectos constitucionais garantidores do acesso à justiça, apresentando, de maneira sintética, o conceito e sua relação com a Resolução nº 125 do CNJ, haja vista ser este um importante marco na implementação dos Métodos Alternativos de Solução de Conflitos no Brasil, bem como será demonstrada a importância de sua ampliação para o Direito de Família.
No terceiro capítulo serão apresentadas questões conexas aos Centros Judiciários de Solução de Conflitos como instrumentos de ampliação e celeridade do acesso à justiça e os resultados obtidos através da pesquisa realizada no CEJUSC da Comarca de Lins/SP, verificando se a aplicação dos Métodos Alternativos de Solução de Conflitos é eficaz e traz benefícios ao Direito de Família.
OBJETIVOS
O presente trabalho científico tem por objetivo analisar a contribuição e eficácia da aplicabilidade dos Métodos Alternativos de Solução de Conflitos nas demandas envolvendo o Direito de Família sempre visando a celeridade e a possibilidade de continuação jurídica entre as partes, logo promovendo o direito fundamental ao Acesso à Justiça, tendo como base analítica o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania de Lins/SP.
Diante dos fatos sugestionados surgem alguns questionamentos: 1. A mediação familiar é eficaz para a solução de conflitos familiares? 2. Os Métodos de Solução de Conflitos promovem a celeridade processual e acesso à justiça para as famílias? 3. A estrutura judiciária da Comarca de Lins/SP é suficiente para atender as demandas envolvendo as famílias linenses?
METODOLOGIA
No presente projeto de pesquisa optou-se pelo método dedutivo e da pesquisa qualitativa, quantitativa e descritiva, através do levantamento bibliográfico e da coleta e análise de dados. Fazendo o levantamento através da legislação brasileira, jurisprudências, doutrinas, livros, artigos científicos e publicados na internet, bem como coletando dados dos atendimentos no CEJUSC de Lins.
DESENVOLVIMENTO
CAPÍTULO 1: CONCEITO E ASPECTOS CONSTITUCIONAIS DO ACESSO À JUSTIÇA LIGADOS AO DIREITO DE FAMÍLIA
1.1 Conceito e natureza jurídica do “acesso à Justiça”
No âmbito do ordenamento jurídico constitucional brasileiro, o acesso à Justiça, é tido como uma garantia fundamental expressa no artigo 5ª, inciso XXXV, da Constituição Federal de 1988: “a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito”. No entanto, o simples ingresso numa demanda processual não deve ser tido como a viabilização do acesso à justiça, assim, devendo seu conceito ser ampliado, pois o
[...] acesso à justiça, no mundo contemporâneo, deve ser compreendido como a garantia de entrada a um justo processo, capaz de proporcionar a resolução de controvérsias com rapidez, segurança e efetividade, mediante a implementação de mecanismos de pacificação social [...] (ROCHA, SALOMÂO, p.7, 2015).
Logo, a garantia ao acesso à justiça é um fim em si mesmo, pois ao estar viabilizando algum direito, estará se exercendo a garantia ao acesso à justiça e,em razão de sua importância, aquele sempre deve estar adaptando-se constantemente a dinamicidade da evolução dos conflitos afim que se atinja seus objetivos jurídicos e sociais.
1.2 Direito de Família e acesso à Justiça: uma abordagem consensual dos conflitos
Assim como todo núcleo social, a família também tem suas divergências de pensamento, ideais e vivências, ocasionando conflitos que, se não resolvidos, acabam ocasionando rupturas profundas no seio familiar. Por esta razão, o Direito de Família sempre está em busca da efetiva proteção e resolução das demandas pertinentes aos envolvidos na lide.
Tendo em vista o abarrotamento do Poder Judiciário brasileiro frente a promoção efetiva do acesso à justiça, passam a existir os Métodos Alternativos de Solução de Conflitos, como uma forma mais humana e menos contenciosa na busca de uma resolução de determinado litígio por meio do consenso entre as partes, cumprindo o papel da pacificação social, cidadania e acesso à justiça, depreendendo-se que:
Novas abordagens no tratamento das controvérsias sugerem que a tônica é encontrar os pontos comuns nos interesses de ambas as partes. No modelo consensual, busca-se o “ganha-ganha”, de modo que os envolvidos sejam aptos a se compor e alcançar uma situação mais favorável em relação aos seus interesses, por intermédio de conversações e debates. (TARTUCE, 2015, p. 85).
CAPÍTULO 2: OS MEIOS ALTERNATIVOS DE SOLUÇÃO DE CONFLITOS E A RESOLUÇÃO N. 125 DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA
2.1 Generalidades e surgimento dos Meios Alternativos de Solução de Conflitos
Nas relações humanas, os conflitos sempre estiveram presentes.Ora marcado por disputas, interesses ou controvérsias envolvendo a vida pública, ora envolvendo particulares assim como nas relações familiares.
[...] sinônimo de embate, oposição, pendência, pleito; no vocabulário jurídico, prevalece o sentido de entrechoque de ideias ou de interesses em razão do qual se instala uma divergência entre fatos, coisas ou pessoas. Por haver diversas nomenclaturas para esse recorrente fenômeno nas relações pessoais, a expressão conflito é muitas vezes usada como sinônimo de controvérsia, disputa, lide e litígio (TARTUCE, 2015, p.3). Esta natureza litigiosa do conflito a muito se deve a chamada “cultura de litigância”, pois “o acesso ao Poder Judiciário foi tradicionalmente considerado a via natural de enfrentamento de conflitos [...]” (GABBAY, FALECK, TARTUCE, 2013, p. 9) e, por muitas vezes, esse caminho é o grande causador de rupturas nas relações familiares, devido aos milhares de processos surgindo diariamente, assim não conseguindo um tratamento mais humanizado ao litígio, logo, não proporcionando efetividade ao mesmo.
Neste contexto, surgem os Meios Alternativos de Solução de Conflitos (“MASCs”) ou Alternative Dispute Resolution(ADRs), uma nova forma de abordagem as controvérsias: métodos que priorizam a autocomposição, ou seja, onde as próprias partes, por si só, possuem o poder de dirimir seus próprios conflitos, com a criação da cultura de paz e inclusão social, produzindo cidadãos melhores enquanto ser humanos, no que tange a própria capacidade humana em solucionar conflitos de forma não violenta, representando uma alternatividade na resolução de uma demanda processual frente ao convencional método pela procura de um terceiro, o Estado-juiz, para sua solução.
2.2 Espécies de Meios Alternativos no Direito Brasileiro e o Direito de Família: a conciliação e a mediação
Com o advento da Resolução nº 125 do Conselho Nacional de Justiça, os Métodos Alternativos de Solução de Conflitos passaram a fazer parte das formas de acesso à justiça, de forma menos conflituosa, especialmente através da conciliação e da mediação.
A conciliação, eventualmente podendo ser chamada de negociação, é uma técnica de autocomposição, ou seja, em um conflito é dada autonomia às partes para que as mesmas cheguem juntas a um consenso final.
Por sua vez, a mediação prevista também na Resolução nº 125 do CNJ e regulada pela Lei 13.140 de 26 de junho de 2015 consiste no método consensual de resolução de conflitos através da atuação de um terceiro imparcial que atua para facilitar a comunicação entre os envolvidos e contribuir para que eles possam encontrar formas produtivas para lidar e resolver a disputa que os envolvem.
Diferentemente da conciliação onde não há vínculo anterior entre as partes, na mediação o mesmo existe e o mediador conduzirá a sessão e o diálogo entre as partes auxiliando-as a compreender a dimensão dos interesses em conflito de modo que elas possam, pelo restabelecimento da comunicação, restabelecer por si mesmas as relações que as envolvem e identificar soluções que gerem benefícios mútuos, sendo este método de resolução o mais adequado para resolução efetivas das demandas familiares, haja vista que:
Há uma gama de sentimentos inerentes às situações que culminam em um processo judicial, especialmente as que envolvem famílias e, portanto, relações complexas, que englobam uma multiplicidade de afetos e configurações (MASCARENHAS, 2011, p. 196).
A garantia da manutenção do vínculo de afeto e proximidade dos membros da instituição familiar por meio do diálogo demonstra que a mediação se trata da melhor e mais satisfatória forma de solução de conflito dentro do Direito de Família.
Com a implantação da Resolução do CNJ e com suas as inovações legislativas, houve notável reflexo na estrutura processual judiciária, trazendo inclusive inovações nas disposições do novo Código de Processo Civil promulgado em 2015, que elevou os métodos alternativos de solução de conflitos a normas fundamentais do Código de Processo Civil que em seu art. 3º, §3º expressa: “a
conciliação, a mediação e outros métodos de solução consensual de conflitos deverão ser estimulados por juízes, advogados, defensores públicos e membros do Ministério Público, inclusive no curso do processo judicial”.
Nesse sentido, faz-se imperial uma mudança na postura dos tribunais e magistrados, haja vista que não basta tratar os processos e partes como meros objetos de sentença, mas sim com um olhar pacificador.
CAPÍTULO 3: OS CEJUSCs COMO INSTRUMENTOS DE AMPLIAÇÃO DO ACESSO À JUSTIÇA: uma análise dos resultados obtidos nos CEJUSC da Comarca de Lins/SP
3.1 Os Centros Judiciários de Resolução de Conflitos sob a ótica da Resolução N. 125 do CNJ e a Instalação do CEJUSC da Comarca de Lins/SP
No Capítulo III (Seção II), da Resolução N. 125 do Conselho Nacional de Justiça, que trata das atribuições dos Tribunais de Justiça, está, dentre elas, a regulamentação para a criação dos Centros Judiciários de Solução de Conflitos (CEJUSCs), sendo estes núcleos unidades do Poder Judiciário, responsáveis pela gestão das audiências de conciliação e mediação, bem como também a prestação de serviços de orientação ao cidadão.
Nesse ínterim, os CEJUSCs atenderão as principais características da Política Nacional de Tratamento de Conflitos: a) a conciliação e a mediação serão instrumentos de pacificação social, solução e prevenção de contendas; b) consolidação dos meios alternativos de solução de conflitos frente a Política Nacional de Tratamento de Conflitos do Poder Judiciário; c) solução justa, pacífica e efetiva perante os órgãos do Poder Judiciário.
3.1.1 A instalação do CEJUSC da Comarca de Lins/SP.
O presente trabalho teve como parâmetro para verificação da efetividade dos métodos alternativos da solução de conflitos o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) da comarca de Lins, estado de São Paulo. Para acrescentar tais resultados neste trabalho foi realizada uma entrevista pessoal no
dia 20 de outubro de 2016 às 16:30 horas nas dependências do órgão com o Chefe de Seção Judiciário Mário Nishimoto, bem como no dia 19 de maio de 2017 às 16:00 horas com o objetivo de atualizar os dados pesquisados.
Conforme informações cedidas pelo chefe de seção, o CEJUSC de Lins foi inaugurado em 19 de dezembro de 2012 graças à parceria entre o Tribunal de Justiça, o UniSALESIANO Lins/SP e os Cartórios Extrajudiciais da Comarca.
No Centro Judiciário somente são realizadas sessões de conciliação e mediação Processuais e Pré-Processuais na Área Cível e Família. O procedimento do CEJUSC é totalmente digital e o serviço é gratuito, colaborando para o acesso da população linense de maneira célere, sem despesas com documentos, produção de provas e custas judiciais.
O CEJUSC de Lins conta com instalações de qualidade, tendentes a colaborar para que o usuário se sinta acolhido no ambiente. Assim sendo, a disposição dos móveis, cor das paredes e a sala onde acontecem as sessões são todas organizadas com o objetivo de trazer leveza e colaborar para o diálogo pessoal das partes, desmistificando a frigidez e a apreensão culturalmente atribuída ao Poder Judiciário.
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1Foto: Simulação de uma mediação familiar. Na foto acima se observa o ambiente da sala onde são realizadas a mediação. Em uma visão geral verifica-se que a sala tem cores claras e os móveis e detalhes da sala (como o vaso de flores ao centro da mesa) colaboram para a criação de um ambiente mais amistoso ao diálogo. O posicionamento do mediador (no centro da foto) mostra-se equidistante em relação as partes já que as qualidade
RESULTADOS
Conforme informações levantadas na entrevista, o número de atendimentos processuais e pré-processuais na seara do direito de família desde a instalação do CEJUSC até o mês de maio/2017 foi de 1202 (mil duzentos e dois) atendimentos, sendo que, de acordo com o tema deste trabalho, se dividem conforme o Gráfico 1 abaixo:
Através da análise do gráfico é possível traçar o perfil dos casos atendido no CEJUSC de Lins/SP, ou seja, todas as demandas direcionadas a mediação no Direito de Família são de ex-casais, sejam eles anteriormente casados ou conviventes, como também aqueles que tiveram filhos durante o namoro ou oriundos de um breve relacionamento afetivo, sendo a grande maioria ações de alimentos.
Por meio dos processos de conciliação e mediação, a inserção do cidadão na seara judiciária e a resolução dos conflitos por meios próprios de diálogo pelas partes conflitantes traz grandes benefícios não só com relação a celeridade nas demandas judiciais, mas também no processo de inclusão social dos cidadãos da comarca de Lins.
Indagado acerca da prática da mediação que se faz mais presente no meio judiciário e social, Mário relata que o conhecimento acerca das atividades do
de imparcialidade, aptidão e lideranças devem estar visíveis às partes. A mesa redonda possibilita dispor as partes equidistantes entre si e também com relação ao mediador, retirando o cunho de rivalidade e facilitando a comunicação. Além disso, a mesa redonda permite acomodar melhor os participantes e afasta a ideia de hierarquia. Na foto acima todos os presentes são funcionários do CEJUSC que colaboraram ativamente para a conclusão deste trabalho.
CEJUSC tem se disseminados gradativamente na cidade e que tem gerado a busca pela população de formas mais céleres e menos burocráticas que o ambiente dos fóruns.
Assim, com base no gráfico apresentado, bem como por meio da entrevista realizada, por meio do método dedutivo, compreende-se que o Centro Judiciário de Solução de Conflitos de Lins tem buscado, e desde seu atendimento tem colaborado para que isso efetivamente ocorra, um atendimento humanizado e de qualidade ao cidadão.
A utilização cada vez maior dos métodos alternativos de solução de conflitos tem colaborado para a propagação da cultura de paz e para o entendimento da importância do diálogo pessoal e receptivo dentro do município, no qual as próprias partes envolvidas encontram uma solução efetiva para o conflito facilitando assim o entendimento que o procedimento foi justo e que ambas tem maturidade para dirimir essas questões por si sós, ocorrendo um processo de empoderamento do cidadão.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A Resolução nº 125 aprovada pelo CNJ inovou ao dispor expressamente em seu texto a Política Judiciária Nacional de tratamento adequado dos conflitos de interesses no âmbito do Poder Judiciário, demonstrando a importância e a necessidade de implantação dos Métodos Alternativos de Solução de Conflitos com o fulcro de colaborar com o acesso à ordem jurídica justa e soluções efetivas, inclusive trazendo reflexos no Código de Processo Civil de 2015.
Dentre os métodos de solução de conflitos, notadamente a mediação é o meio mais hábil para dirimir as questões intrínsecas ao direito de família tendo em vista que suas técnicas são preferencialmente utilizadas nos casos em que existe vínculo anterior entre as partes.
A criação dos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania pela Resolução 125 do CNJ tornou-se um marco importante na construção de uma “cultura de paz”, sobretudo nos conflitos familiares, colaborando para a diminuição dos desgastes e dos desarranjos no entendimento dos familiares e reduzindo-se o tempo das demandas nas ações de família com o intuito de promover a aproximação das partes conflitantes.
Concluída a fase de coleta de dados da pesquisa e análise dos dados obtidos, verificou-se que tais instrumentos de pacificação social quando aplicados à realidade social do Município de Lins, tem colaborado de maneira positiva nas demandas familiares, garantindo o devido acesso à justiça e celeridade na solução dos conflitos de âmbito familiar, colaborando com a preservação dos vínculos familiares e das relações afetivas entre os integrantes da família, ensejando o respeito às divergências existentes, buscando uma solução reciprocamente satisfatória, benéfica e mais humanizada, garantindo um atendimento de qualidade às famílias e o respeito à dignidade de todos os envolvidos.
FONTES CONSULTADAS
AZEVEDO, A. G. de. Manual de Mediação Judicial. 1ª ed. Brasília: FUB, CEAD, 2013.
BRASIL. Resolução n. 125 do Conselho Nacional de Justiça. Disponível em: <http://www.cnj.jus.br/busca-atos-adm?documento=2579> Acesso em: 01 jun 2017. FALECK, D. GABBAY, D. M. TARTUCE, F. Meios Alternativos de Solução de Conflitos. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2013.
GROSMAN, C. F. (Organizadoras). Mediação no Judiciário:Teoria na prática e prática na teoria. 1ª ed. São Paulo: Primavera Editorial – p. 77-99.
MEDINA, E. B. de M. Meios alternativos de solução de conflitos. Porto Alegre: Sérgio Antônio Fabri Editor, 2014.
MUNIZ, M. B. A emoção do mediador na construção do processo de mediação. In: GROSMAN, Claudia Frankel. MANDELBAUM, Helena Gurfinkel (Organizadoras). Mediação no Judiciário:Teoria na prática e prática na teoria. 1ª ed. São Paulo: Primavera Editorial – p. 132-176.
SAMPAIO, A. M. B. M. Conflito e sua ressignificação por meio da cultura da
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TARTUCE, F. Mediação nos Conflitos Civis. 2ª ed. São Paulo: Método, 2015. TARTUCE, F. Direito Civil - direito de família. V. 5. 9. ed. rev., atual e ampl. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: METODO, 2014.