GERÊNCIA DE PLANOS, METAS E POLÍTICAS DE SAÚDE
Relatório do:
2º Ciclo de Avaliação da Secretaria
Municipal de Saúde com a
Estrutura Comum de Avaliação
FLORIANÓPOLIS, SC.
Criado/atualizado 27/07/12
Page 1 of 240 Relatório
Nome do Projeto:
Projeto de Realização do 2º Ciclo de Avaliação da Secretaria Municipal de Saúde com a Estrutura Comum de Avaliação
Data: 25/05/2012 Versão: 0.01 Rascunho(R)/Final(F): F
Autor: Leandro Pereira Garcia, Edenice Reis da Silveira, Daniela Baumgart de Liz Calderon
Líder (owner): Mário José Bastos Júnior
Cliente: Gerência de Planos, Metas e Políticas de Saúde
Número do Documento:
Criado/atualizado 27/07/12
Page 2 of 240 Histórico de revisões
Data da próxima revisão:
Data de Revisão
Data da próxima revisão
Sumário de Mudanças Mudanças
Criado/atualizado 27/07/12
Page 3 of 240 Aprovações
Este documento requer as seguintes aprovações. Uma cópia assinada deve ser inserida na Pasta de Documentos do Projeto.
Nome Assinatura Cargo/Função Date de
emissão Vers ão Mário José Bastos Júnior Diretor de Planejamento, Informação e Captação de Recursos/ Patrocinador do Projeto 02/02/2012 0.01 Edeníce Reis da Silveira Gerente de Planos, Metas e Políticas de Saúde/Executivo do Projeto 02/02/2012 0.01 Leandro Pereira Garcia Técnico da Gerência de Planos, Metas e Políticas de Saúde/Gerente do Projeto 02/02/2012 0.01 Daniela B. L Calderon Técnico da Gerência de Planos, Metas e Políticas de Saúde/Membro do Time do Projeto 02/02/2012 0.01
Criado/atualizado 27/07/12
Page 4 of 240 Distribuição
Este documento foi distribuído para:
Nome Cargo/Função Data de
emissão
Criado/atualizado 27/07/12
Page 5 of 240 Visão Geral
Propósito O Relatório de Autoavaliação da Estrutura Comum de Avaliação-ECA tem como propósito:
-Explicar o que é a ECA e os benefícios em sua utilização; -Dar orientações breves de como a Avaliação foi conduzida;
-Transcrever de forma inteligível as planilhas de consenso das Equipes de Autoavaliação, no que se referem a Pontos Fortes, Pontos Frágeis, Pontuação e Evidências;
-Apresentar as sugestões de melhoria advindas das Equipes de Autoavaliação.
-Realizar comparação com a avaliação do ano interior;
Criado/atualizado 27/07/12
Page 6 of 240 Conteúdo Este Relatório cobrirá os seguintes tópicos.
CONTEÚDO
Sumário Executivo ... 9
Introdução ... 13
A Estrutura Comum de Avaliação ... 16
Projeto do 2º Ciclo de Autoavaliação ... 19
Equipes de Autoavaliação ... 19
DIAGNÓSTICO SITUACIONAL ... 24
E1-Diminiuir as iniquidades socias e melhorar a saúde do Cidadão/Usuário, respeitando-o e orientando-se as suas necessidades.31 E1D1-Os determinantes socioeconômicos, ambientais, demográficos, biológicos e comportamentais, as condições de saúde da população e as iniquidades em saúde devem nortear a criação e a distribuição dos serviços da Secretaria Municipal de Saúde. ... 31
E1D2-Os serviços devem ser orientados para o Cidadão/Usuário, focando-se, além das necessidades em saúde, a aceitabilidade e a satisfação para com os mesmos ... 75
E1D3-O impacto benéfico da Secretaria Municipal de Saúde na sociedade florianopolitana, para além dos resultados com saúde, deve ser maximizado ... 97
Criado/atualizado 27/07/12
Page 7 of 240
E2-Desenvolver parcerias relevantas, inclusive com a comunidade .... 103
E2D1-As relações da secretaria com outros entes da sociedade deve ser aprimorada. ... 103
E2D2-A comunidade deve ser empoderada e a participação social na saúde fortalecida. ... 104
Resumo-Estratégia 2 ... 104
E3-Otimizar a utilização de recursos e maximizar o desempenho dos serviços ... 105
E3D1-O planejamento deve alinhar todos os seviços que compõem a Secretaria, primando pela melhor utilização de recursos da Secretaria ... 105
E3D2-A utilização de recursos financeiros, técnológicos, materias e informacionais deve ser otimizada ... 108
E3D3-Devem ser desenvolvidos serviços públicos adequados à melhor evidência científica disponível, seguros, contínuos, efetivos e eficientes 113
E3D4-Os serviços da Secretaria Municipal de Saúde devem ser acessíveis à 100% da população de Florianópoilis ... 120
Resumo-Estratégia 3 ... 121
E4-Promover o crescimento e desenvolvimento do Trabalhador do SUS ... 123
E4D1-Os trabalhadores do SUS devem ser desenvolvidos quantitativamente e qualitativamente. ... 123
E4D2-Desempenho e satisfação do trabalhador do SUS devem ser
ponderados de forma a se atingir o ponto ótimo nesta relação. ... 125
Criado/atualizado 27/07/12
Page 8 of 240
E5-Desenvolver a Liderança ... 128
E5D1-A liderança deve alinhar a instituição, por meio da comunicação e do desenvolvimento da sua Missão, Visão e Valores, mantendo sua coesão frente à instabilidade do ambiente externo ... 128
E5D2-A liderança deve consolidar, como sistema de gestão, a Gestão da Qualidade Total. ... 129
E5D3-A liderança deve gerar a motivação dos trabalhadores. ... 129
E5D4-O líder deve partilhar responsabilidades ... 130
Resumo-Estratégia 5 ... 134
Comparação entre 1º e 2º Ciclo de Autoavaliação: ... 136
Referências Bibliográficas ... 138
Introdução ... 141
Dados do 2º Ciclo de Autoavaliação: ... 141
Avaliação dos Critérios: ... 142
Respostas dos Critérios ... 147
Critérios de Meios ... 147
Critérios de resultados ... 166
Criado/atualizado 27/07/12
Page 9 of 240
SUM ÁRIO EXECUTIVO
A Organização Mundial de Saúde define três objetivos para um sistema de saúde [1]: melhorar as condições de saúde de sua população; promover boa responsividade (respeito ao ser humano e orientação para o usuário); e proporcionar uma contribuição financeira justa. Infelizmente, a forma de tributação, principal fonte de financiamento da Secretaria Municipal de Saúde, não está sob sua alçada, o que impossibilita a inclusão deste último objetivo em seu planejamento estratégico [2].
Para se melhorar as condições de saúde da população o conhecimento dos determinantes socioeconômicos, ambientais, demográficos, biológicos e comportamentais, as condições de saúde da população e as iniquidades em saúde são fundamentais.
A população de Florianópolis cresce e envelhece em ritmo acelerado. Este envelhecimento, porém, não se dá de forma homogênea. A esperança de vida ao nascer de uma menina é de 81,7 anos. Para um menino, a esperança é de 73,6 anos. Além disso, a taxa de fecundidade está extremamente baixa, impossibilitando a reposição populacional apenas com os nascidos no município.
Florianópolis é predominantemente urbana com pessoas dos sexos masculinos e feminino praticamente na mesma proporção. Quanto à distribuição de cor/raça há predominância de brancos.
Economicamente, a redução da população jovem levou a uma redução da razão de dependência do município. Apesar de ser uma capital com bom produto interno bruto per capita quando comparada a outras capitais brasileiras, mais de 80% das pessoas com mais de 10 anos recebem até 5 salários mínimos.
Ao contrário do que acontece com a esperança de vida ao nascer, a desigualdade salarial prejudica as mulheres, que ganham, em média, 33% a menos que os homens. Desigualdades de rendimento são encontradas também entre raças. Assim, brancos ganham, em média, o dobro dos negros.
A cidade apresenta bons indicadores educacionais. A taxa de analfabetismo é baixa, e reduz-se ano a ano. Atualmente, cerca de 60% dos munícipes acima de 10 anos tem ao menos o segundo grau completo. Dos alunos que frequentam a escola, 62% o fazem em instituições públicas.
Há um pequeno percentual de favelização, sendo que 3,4% da população moram em aglomerados subnormais (favelas, invasões, grotas, baixadas, comunidades, vilas, ressacas, mocambos, palafitas, entre outros assentamentos irregulares).
Quanto aos hábitos de vida dos florianopolitanos, com relação à alimentação, há uma pequena tendência de aumento entre adultos que consomem frutas e hortaliças cinco ou mais dias por semanas, e que consomem cinco ou mais porções diárias de frutas e hortaliças; quanto ao consumo de alimentos com alto teor de colesterol, o consumo de carnes com excesso de gordura apresenta pequena tendência de queda e o de leite integral, pequena tendência de aumento; já o percentual de florianopolitanos em condição de inatividade física apresentou grande
Criado/atualizado 27/07/12
Page 10 of 240 redução e os que tendem a assistir a mais de três horas de televisão, apresentam pequeno aumento.
Quanto à assistência à saúde, há indícios de que Florianópolis acertou ao investir na atenção primária, o que a fez receber diversos prêmios e alcançar posição de destaque no último ano.
O município apresentou grande expansão da cobertura da Estratégia de Saúde da Família e, se esta for calculada com 1 equipe de saúde da família para cada 3450 pessoas, Florianópolis apresenta hoje 89,6% de cobertura.
Interessante notar que a taxa de internação por causas sensíveis à atenção primária apresentou grande redução nos últimos anos, mostrando forte correlação como o aumento de cobertura da Estratégia de Saúde da Família no município. Embora não haja subsídios que permitam garantir uma relação de causalidade entre os dois fenômenos, a sua correlação é muito forte. A taxa de mortalidade geral, a mortalidade infantil e os anos potenciais de vida perdidos-APVPs por todas as causas também apresentaram queda entre os dois últimos triênios. A principal causa de perda de anos potenciais em Florianópolis são as causas externas, que corresponde a praticamente à soma dos anos perdidos com neoplasias e doenças do aparelho circulatório, segundo e terceiro lugar, respectivamente.
Os principais serviços de saúde oferecidos pela Secretaria provêem da Vigilância em Saúde, pelos Centros de Saúde e pelas unidades de Média e Alta Complexidade, porém a maioria destes serviços não segue etapas de qualificação sistemática, como o PDCA - planejamento, execução, avaliação e ajuste.
A qualificação da rede é fundamental, pois mesmo com boa cobertura da Estratégia de Saúde da Família e com serviços de vigilância e média complexidade com boa estrutura, a prevalência tanto de sobrepeso quanto de obesidade apresentaram aumentos significativos nos últimos anos e a autoavaliação do estado de saúde apresentou discreta tendência de piora. Assim como o sobrepeso e a obesidade, o percentual de adulto que referem diagnóstico médico de hipertensão e diabetes também aumentou. Não se conseguiu reduzir a prevalência de tabagismo (2006 a 2010); e houve um aumento do consumo abusivo de álcool entre maiores de 18 anos, e um grande aumento de homens que referem dirigir após o consumo abusivo de bebida alcoólica, mostrando a necessidade de se aprimorar as intervenções de promoção da saúde e de se estabelecerem parcerias adequadas para abarcar este problema.
As metas de cobertura da vacinação com a tetravalente; de cura de tuberculose e hanseníase; a proporção de nascidos vivos de mães com no mínimo sete consultas de pré-natal, e a razão exames citopatológicos não são alcançadas, sendo que este último indicador vem apresentando piora. Têm-se proposto 1 equipe para cada 2500 habitantes em Áreas de Interesse Social – AIS, e 1 equipe para 3000 nas demais áreas, como forma adicional de qualificação do trabalho das equipes. Utilizando-se estes parâmetros, observa-se que 65% das equipes de saúde da família, atualmente, possuem excedente populacional.
Criado/atualizado 27/07/12
Page 11 of 240 Outros pontos que precisam de qualificação são os serviços de complexidade que tem mostrado tendências de piora dos tempos médios para consulta especializada e dos tempos médio para marcação de exames quando comparados os dois últimos triênios e a linha de cuidado das neoplasias, pois o percentual de seguimento/tratamento informado de mulheres com diagnóstico de lesões intraepiteliais de alto grau do colo do útero mostra queda de 2010 para 2011, com resultado de 0,57 neste ano, muito aquém da meta de 1,0; e a razão de exames de mamografia realizados em mulheres de 50 a 69 apresenta uma tendência de piora.
Como preconizado pela Organização Mundial de Saúde, um sistema de saúde não pode buscar atingir as necessidades de saúde de sua população, sem considerar sua responsividade (respeito ao ser humano e orientação para o usuário), além disso, é importante para todos os tipos de organizações, medirem diretamente a satisfação dos seus usuários/cidadãos acerca de sua imagem global, dos produtos e serviços que prestam, do grau de receptividade da organização e do grau de envolvimento dos usuários/cidadãos nos processos da organização. Porém, responsividade e satisfação não são mensuradas proativamente na Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis e a única ferramenta para esta avaliação é a ouvidoria. Também não há informações do impacto da Secretaria sobre o meio ambiente e sobre os determinantes sociais.
Portanto, é fundamental modelar os processos-chave (que geram saúde e responsividade), definindo indicadores de desempenho para avaliá-los e melhorá-los sistematicamente.
Isso se aplica também aos processos intermediários da Secretaria. Por exemplo, os fornecedores de insumos são escolhidos mediante processo licitatório, geralmente, com critério de menor preço, entretanto não há indicadores formais para avaliação dos mesmos, o que propiciaria um acompanhamento adequado de seu desempenho.
Para se atingirem adequadamente as necessidades em saúde da população e bons níveis de responsividade são necessários, além de parcerias, o planejamento da utilização dos recuros e dos serviços da Secretaria. Atualmente, o planejamento da Secretaria busca alinhá-la à sua Visão, desdobrando objetivos e indicadores em todos os níveis da organização, elaborando plano de ações para o mesmo e monitorando e avaliando as metas da organização.
A avaliação do ambiente externo ainda não está adequada para a elaboração dos Planos.
Outro ponto de grande falha no planejamento é a não segmentação e o não envolvimento adequado do cidadão/usuário na elaboração dos planos. Atualmente, há vários pontos de engajamento do cidadão/usuário como parceiro, sendo os principais, as Conferências de Saúde, o Conselho Municipal de Saúde, os Conselhos Locais de Saúde, quem vêm apresentando aumento substancial.
Há preocupação com a transparência, a informação e a formação do usuário/cidadão, sendo apresentado o monitoramento dos indicadores do plano e do
Criado/atualizado 27/07/12
Page 12 of 240 pacto na câmara de vereadores trimestralmente e no Conselho Municipal de Saúde mensalmente, de forma a promover educação permanente e são realizadas capacitações formais para conselheiros municipais e locais. Porém, a participação na co-produção dos serviços ainda é pequena, aumentando o risco dos serviços não atingirem as reais necessidades e expectativas do munícipe florianopolitano.
Para a expansão da rede, pagamento dos fornecedores e execução do planejado é fundamental a expansão do financiamento do sistema. Florianópolis apresentou um aumento de cerca de 90% dos recursos próprios aplicados em Saúde de 2002 a 2010, passando de 10,94% para 19,07%, nos últimos anos, ocorreu uma pequena desaceleração. Porém, não é possível, manter a estrutura da Secretaria Municipal de Saúde, apenas com o financiamento advindo do Município. Assim, é fundamental um relacionamento adequado com Estado e Ministério, possibilitando a captação de verba destes entes federativos. A Evolução do Percentual dos Gastos Diretos do Ministério da Saúde, transferidos à SMS aumentou, o que não se observou com os Gastos do Estado. No todo, os gastos médios com Saúde por habitante (vindo de todas as fontes), sob responsabilidade do município de Florianópolis, mesmo após a correção pela inflação, mais do que triplicaram de 2002 a 2010. Apesar do aumento no financiamento, os custos aumentaram de forma desproporcional. A liquidez corrente da Secretaria, que mede o grau de solvência da organização, isto é, da capacidade que esta tem que gerar caixa suficiente para pagar aos seus fornecedores e credores, no prazo acordado, apresentou uma queda considerável de 2008 a 2011 encontrando-se próxima a 1, o que coloca a Secretaria em grande risco de insolvência de curto prazo.
A estrutura de um sistema de saúde serve, principalmente, para dar suporte aos serviços de saúde prestados por pessoas. Assim, as pessoas (trabalhadores do SUS) são a Secretaria Municipal de Saúde e constituem o seu ativo mais importante[3].
Nos últimos anos, houve um aumento na participação da despesa com pessoal na despesa total com saúde. Os dados sobre a evolução de recursos humanos apresentam discordância quando se avaliam SIGRH, Sistema Joaquina ou Folha de Pagamento. O que dificulta sua avaliação. Mas, em qualquer destes sistemas, há uma grande expansão até 2009 e uma desaceleração no crescimento bruto do número de trabalhadores do SUS municipal, após este período.
A gestão de pessoas precisa de readequações urgentes, sob pena de não se conseguir promover a qualificação dos serviços citadas acima. Atualmente, não há um sistema de gestão das competências ou um sistema de trabalho que estimule a melhoria do desempenho das pessoas e das equipes. Além disso, o desempenho do trabalhador não é avaliado sistematicamente, apenas no período probatório. Por fim, apesar de ser uma meta do Plano Municipal de Saúde, a Secretaria ainda não realizou medições da satisfação e motivação dos trabalhadores do SUS municipal.
Apesar da necessidade melhorias em vários pontos, que sempre existirá, os avanços da Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis são notórios. Um possível
Criado/atualizado 27/07/12
Page 13 of 240 indicador de qualidade para corroborar a afirmação é que, quando comparados os dois últimos triênios, a quantidade de pessoas que não possui plano de saúde e atualmente têm o Sistema Único de Saúde como seu prestador de serviços de saúde aumentou.
INTRODUÇ ÃO
A Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SMS) iniciou, no final de 2009, a implementação de ferramentas de gestão e autoavaliação modernas, de forma sistemática, para o desenvolvimento de seu planejamento. Naquele ano, apenas duas unidades de saúde faziam planejamento de saúde formal, mas de forma desalinhada do Plano Municipal de Saúde 2007-2010. A retomada do planejamento sistemático na Secretaria se deu através da elaboração um estudo-piloto da utilização do Balanced Scorecard (BSC) como ferramenta para implantar a gestão por desempenho na instituição. No final de 2010, com o estudo-piloto bem sucedido e com 12 unidades realizando planejamento formal, decidiu-se por reelaborar o Plano Municipal de Saúde. Para tanto, introduziu-se uma ferramenta de autoavaliação, baseada nos conceitos da Gestão da Qualidade Total e largamente utilizada por organizações públicas ao redor do mundo, principalmente na Europa, a Estrutura Comum de Avaliação (ECA). Esta ferramenta foi utilizada para produzir um retrato da SMS. O diagnóstico dela advindo, por sua vez, subsidiou a elaboração da Identidade Institucional (Missão, Visão e Valores), que se deu de forma participativa, envolvendo mais de 160 pessoas, entre trabalhadores e gestores da Secretaria, representantes da comunidade e parceiros como Universidade Federal de Santa Catarina, Câmara de Vereadores, Secretaria de Estado da Saúde, Ministério da Saúde e Ministério Público. Da Identidade Institucional e do Diagnóstico, elaboraram-se os objetivos estratégicos, diretrizes, indicadores e metas utilizando-se novamente o BSC, também de forma participativa.
Provavelmente, pela discussão do tema “qualidade” durante as oficinas de autoavaliação e durante a apresentação de seus resultados, o mesmo aparece na Missão, na Visão e nos Valores da Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis [2]:
Missão: “Promover saúde para todos, com qualidade.”
Valores: “Compromisso com a qualidade”
Visão: “Oportunizar o acesso de 100% da população a um sistema público de saúde, com Gestão da Qualidade Total e ordenado pela Estratégia de Saúde da Família até 2014.”;
A ECA é uma ferramenta desenhada para organizações públicas que estão inicindo o movimento pela Gestão da Qualidade Total. Na SMS, a Estrutura Comum de Avaliação, ao mesmo tempo em que influencia a construção da Missão, dos Valores e da Visão da Secretaria, vai ao encontro de sua concretização.
Criado/atualizado 27/07/12
Page 14 of 240 Muitos dos avanços relatados por organizações européias podem ser observados também na SMS, como por exemplo:
• Maior sensibilização para o tema “qualidade”: como já foi citado no início do texto o tema aparece na Missão, na Visão e nos Valores da Secretaria;
• Maior sensibilização para a importância da satisfação do usuário: o Plano Municipal de Saúde e a Programação de Saúde de grande parte das unidades que planejaram possuem objetivos nesta área;
• Maior sensibilização quanto à aferição de resultados e quanto ao ciclo de melhoria continuada - PDCA: um dos grandes problemas apontados pela primeira autoavaliaçao foi que a SMS não monitorava e avaliava sistematicamente seus resultados. Atualmente todas as unidades que realizam planejamento o fazem com base na busca de resultados mensuráveis (metas). Além disso, um sistema de monitoramento e avaliação eletrônico foi desenvolvido para permitir monitorar sistematicamente as ações realizadas e o resultado por elas obtido. Permitindo à Secretaria avançar de uma organização que planeja-executa, para uma organização que planeja-executa-checa-ajusta, ou seja, para uma organização que aprende e melhora continuamente.
• Implementação de processos chaves: o diagnóstico havia apontado para a necessidade de formalização de processos-chave. Após a avaliação, desenvolveu-se trabalho com alunos da graduação em gestão pública da UDESC, que mapearam processos em Diretorias da SMS, visando sensibilizar os Diretores para a importância e os benefícios desta prática.
• Avaliação dos Resultados Relativos às Pessoas: outro ponto frágil apontado no diagnóstico foi a inexistência de resultados relativos às pessoas. Atualmente, o Plano Municipal de Saúde e a grande maioria das unidades que realizaram planejamento possuem metas com relação à satisfação dos trabalhadores. • Introdução ao bench learning: o sistema de monitoramento e avaliação possui
campo específico para preenchimento de bench learning e identificação de boas práticas. Embora esta ainda não seja uma prática rotineira da maioria das unidades, várias já o realizaram visando ao aprimoramento de seus processos. • Desenvolvimento das lideranças: vários objetivos foram traçados, tanto para o
Secretário Municipal de Saúde, quanto para unidades que planejaram, a fim de desenvolver a comunicação da Missão, Visão e Valores da Secretaria, o que é fundamental para manter sua coesão; além de objetivos para o desenvolvimento de novos sistemas de gestão; e de uma liderança compartilhada e motivadora.
Criado/atualizado 27/07/12
Page 15 of 240 Segundo Juran [4], “qualidade” será o mote do Século XXI. A expansão da utilização de instrumentos da Gestão da Qualidade Total na Europa, parece confirmar suas previsões. Florianópolis possuí o maior Ìndice de Desenvolvimento Humano entre as capitais brasileiras, o que se reflete em seus indicadores de saúde, como a mortalidade infantil, que, também entre as capitais, é a menor. Porém, ainda estamos longe dos indicadores de países de primeiro mundo. A útilização da ECA têm impulsionado melhorias estruturais que visam a coduzír a Secretaria Municipal de Saúde à Excelência. Ela ainda permite que Florianópolis compare-se com países europeus, otimizando sua curva de aprendizagem para a produção de um sistema de saúde mais equänime, efetivo e eficiênte.
Criado/atualizado 27/07/12
Page 16 of 240
A ESTRUTUR A COM UM DE AVALI AÇ ÃO
A ECA é uma ferramenta desenhada para organizações públicas que estão inicindo o movimento pela Gestão da Qualidade Total, modelo que originou ferramentas já utilizadas pelo Sistema Único de Saúde- SUS, como a “Avaliação para Melhoria da Qualidade da Estratégia Saúde da Família – AMQ”, o “Instrumento de Autoavaliação para o Planejamento em Assistência Farmacêutica – IAPAF”, e o “Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade-PMAQ”; sendo gratuita e fácil de usar.[4]
O principal objetivo da ECA é melhorar o desempenho de organizações dos setores públicos através da autoavaliação e guiá-las rumo aos valores da Gestão da Qualidade Total ou seja rumo à excelência. Organizações excelentes trabalham dentro dos princípios de excelência, que são [5]:
• Princípio 1: orientação para resultados
A organização concentra-se em resultados. São obtidos resultados para todos os stakeholders da organização (autoridades, os cidadãos/usuários, parceiros e pessoas que trabalham na organização) com relação às metas que foram definidas.
• Princípio 2: foco no Cidadão/Usuário
A organização concentra-se nas necessidades de ambos (Cidadãos e Usuários), assim como em seu potencial. Envolve-os no desenvolvimento de produtos e serviços e na melhoria do desempenho organizacional.
• Princípio 3: liderança e constância de propósito
Este princípio une uma lideraça visionário e inspiradora à constância de propósito em um ambiente em transformação. Líderes estabelecem uma declaração de missão clara, os valores que devem nortear a organização e uma visão compartilhada de futuro e criam e mantêm um ambiente interno em que as pessoas possam estar totalmente envolvidas na realização dos objetivos da organização.
Criado/atualizado 27/07/12
Page 17 of 240 • Princípio 4: gestão por processos e fatos
Este princípio orienta a organização a partir da perspectiva de que um resultado desejado é alcançado mais eficientemente quando os recursos relacionados e as atividades são gerenciados como um processo e decisões eficazes são baseadas na análise de dados e informações.
• Princípio 5: desenvolvimento e envolvimento das pessoas
Pessoas são a essência de uma organização em todos os níveis e seu total envolvimento possibilita o uso de suas habilidades para benefício da organização. A contribuição dos trabalhadores deve ser maximizada através de seu desenvolvimento e envolvimento e da criação de um ambiente de trabalho com compartilhamento de valores e de uma cultura de confiança, abertura, empoderamento e reconhecimento.
• Princípio 6: aprendizagem, inovação e melhoria contínuas
Excelência é desafiar o status quo e realizar mudança através da aprendizagem contínua, gerando inovação e oportunidades de melhoria. Portanto, melhoria contínua deve ser um objetivo permanente da organização.
• Princípio 7: desenvolvimento de parceria
Organizações do setor público precisam de outros para atingir suas metas e devem, portanto, desenvolver e manter parcerias valorosas. Uma organização e seus fornecedores são interdependentes e um relacionamento mutuamente benéfico aumenta a capacidade de geração de valor para ambos.
• Princípio 8: responsabilidade social das organizações
Organizações do setor público têm que assumir a sua responsabilidade social, buscar a sustentabilidade ecológica e tentar atender as maiores expectativas e exigências da comunidade local e global.
A ECA é constituída por três blocos de construção: o dos “meios” de que a organização dispõe, o dos “resultados” que ela atinge a partir de tais meios e o da “inovação e aprendizagem”. Os dois primeiros blocos são decompostos em nove critérios, que buscam compor uma visão de toda a organização:
Criado/atualizado 27/07/12
Page 18 of 240 1) Liderança;
2) Planejamento e Estratégia;
3) Pessoas (Trabalhadores do SUS); 4) Parcerias e Recursos; e
5) Processos; No Bloco Resultados:
6) Resultados Orientados para o Cidadão/Usuário; 7) Resultados Relativos às Pessoas;
8) Impacto na Sociedade; e
9) Resultados do Desempenho-Chave.
Estrutura Comum de Avaliação - ECA
Fonte: CAF 2006.
Esses nove critérios são ainda decompostos em 28 subcritérios e exemplificados com as melhores práticas de organizações da União Européia. Por ser realizada sob a mesma base de critérios, a ECA permite a comparação entre as organizações públicas e o estabelecimento de padrões-ouro de desempenho, otimizando a curva de aprendizado e acelerando a melhoria de qualidade das organizações.
Além disso, ela permite que as organizações avancem do modelo “planejar-executar” para o modelo de qualidade total “planejar-executar-checar-ajustar” (PDCA). Essas duas práticas, comparação com padrões-ouro e PDCA, são práticas-chave para alavancar o desempenho da Secretaria, de forma a potencializar seus recursos e promover uma melhor saúde para a população de Florianópolis. [2]
Criado/atualizado 27/07/12
Page 19 of 240
PROJETO DO 2º CICLO DE AUTO AVALI AÇ ÃO
O presente projeto seguiu o que foi sugerido no “CAF 2006 - Estrutura Comum de Avaliação - Melhorar as organizações públicas através da autoavaliação” [6], até o passo 6, buscando corrigir o que foi identificado como falha no 1º Ciclo de Autoavaliação através da utilização da planilha do “CAF External Feedback” [5].
Os passos foram os seguintes:
Passo 1-Decidir como organizar e planejar a autoavaliação.
Passo 2-Divulgar projeto de autoavaliação.
Passo 3-Criar uma ou mais Equipes de autoavaliação.
Passo 4-Organizar a formação.
Passo 5-Realizar a autoavaliação.
Passo 6-Elaborar um relatório que descreva os resultados da autoavaliação.
EQUIPES DE AUTOAVALIAÇÃO
As equipes de autoavaliação foram constituídas com base em critérios pré-definidos, e estão descritas abaixo.
Criado/atualizado 27/07/12
Page 20 of 240 Equipe 1: Liderança
Nº Nome Cargo/Função
1 João José Cândido da Silva Secretário Municipal de Saúde
2 Clécio Espezim Secretário Adjunto de Saúde
3 Marly Denise Wuerges de Aquino
Coordenadora do Centro de Saúde do Saco Grande
4 Marynes Terezinha Reibnitz Coordenadora do Programa de Saúde Bucal
5 Flávia Henrique Diretora do Distrito Sanitário Centro
Equipe 2: Pessoas e Resultados Relativos às Pessoas
Nº Nome Cargo/Função
1 Cleusa Rosália Pacheco de Souza Gerência de Controle Interno e Ouvidoria
2 Armindo Santoro Diretor do Distrito Sanitário Sul
3 Marcelo Florentino Coordenador do Núcleo de Educação
Permanente
4 Francisca Daussy Coordenadora de Integração-Ensino Serviço
5 Matheus da Silva Kretzer Coordenador do CS Saco dos Limões
Criado/atualizado 27/07/12
Page 21 of 240 Equipe 3: Processos
Nº Nome Cargo/Função
1 Karin Cristine Geller Diretora de Regulação, Avaliação, Controle e Auditoria
2 Antônio Anselmo Granzotto de Campos
Diretor de Vigilância em Saúde
3 Carlos Daniel Moutinho Diretor de Atenção Primária
4 Mariza Dircéia Hoffmann Rigo Diretora do Distrito Sanitário Norte
5 Jardel Correa de Oliveira Coordenador da CFT
6 André Rosito Marquardt Coordenador do CAPS AD
Equipe 4: Planejamento e Resultados do Desempenho-Chave
Nº Nome Cargo/Função
1 Mario José Bastos Júnior
Diretor de Planejamento, Informação e Captação de Recursos
2 Edenice Reis da Silveira Gerente de Planos, Metas e Políticas de Saúde
3 Jorge Ernesto Sérgio Zepeda
Gerente de Atenção Primária à Saúde
4 Matheus Pacheco Coordenador do Distrito Sanitário Continente
5 Alessandra Esmeraldino Supervisora de Atenção Básica do Distrito Sanitário Leste
Criado/atualizado 27/07/12
Page 22 of 240 Equipe 5: Resultados Orientados para o Cidadão/Usuário
Nº Nome Cargo/Função
1 Márcia Suely Del Castanhel Gerente de Programas Estratégicos
2 Monich Cardoso Gerente de Vigilância Epidemiológica
3 Maria Cristina Itocazo Técnica da Vigilância em Saúde
4 Maria da Graça Dutra Diretora do Centro de Controle de
Zoonoses
5 Misouri Paixão Gerência de Unidades Básicas de Saúde
6 Paulo Vinícius Nascimento Fontanive
Coordenador do Centro de Saúde do Santinho
7 Dannielle Fernandes Godoi Coordenadora do Distrito Sanitário Leste
8 Sênen Diba Hauff Técnica do Núcleo de Educação
Criado/atualizado 27/07/12
Page 23 of 240 Equipe 6: Impacto na Sociedade/Parcerias e Recursos
Nº Nome Cargo/Função
1 Eleudemar Ferreira Rodrigues
Diretor do Fundo Municipal
2 Daniela Barbosa Pacheco Gerente de Contratos e Convênios
3 Ruy Martins Iversen Diretor do Centro de Zoonoses (Vigilância Ambiental)
4 Milton Coelho Pires Gerente de Orçamento
5 Marcos César Pinar Assessoria de Interação Comunitária
6 Decka Cortese Técnica da Gerência de Tecnologia e
Criado/atualizado 27/07/12
Page 24 of 240
DI AGNÓSTICO SITU ACION AL
O presente relatório tem como base os questionários respondidos e consensuados pelas Equipes de Autoavaliação. A resposta das Equipes de Autoavaliação encontra-se compilada no Anexo 1 do preencontra-sente documento. Para a complementação do diagnóstico, foram utilizadas informações de outras fontes. Assim, quando os dados do diagnóstico forem provenientes das Equipes, os mesmos serão marcados com “Anexo 1”; quando houver outra fonte, a mesma aparecerá entre parênteses e nas Referências Bibliográficas.
Este relatório deve subsidiar o ajuste da Programação de Saúde 2012 dos níveis tático e estratégico da Secretaria Municipal de Saúde, realizada ano passado, e a elaboração da Pré-programação de Saúde 2013, que servirá de base para a elaboração da Lei Orçamentária Anual daquele Ano.
Para facilitar a sua utilização, o presente relatório foi organizado com base na estrutura do Pacto Municipal de Saúde. Este instrumento objetiva alinhar a Secretaria Municipal Internamente, em seus níveis estratégico, tático e operacional, e externamente, com Ministério da Saúde e Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, à sua Visão.
A arquitetura do Pacto Municipal de Saúde tem como fundamentação o Balanced Scorecard-BSC utilizado pela Secretaria, que possui 5 perspectivas, como explicado abaixo:
-Perspectia 1) Liderança: A liderança é fundamental para o estabelecem uma declaração de missão clara, os valores que devem nortear a organização e uma visão compartilhada de futuro e para a criação e manutenção de um ambiente interno em que as pessoas possam estar totalmente envolvidas na realização dos objetivos da organização.
-Perspectiva 2) Crescimento e Desenvolvimento do Trabalhador do SUS: A partir de uma liderança forte e de um clima organizacional propício, torna-se possível promover o crescimento quantitativo e desenvolvimento qualitativo do trabalhador do SUS municipal. Os trabalhadores são a Secretaria e constituem o seu ativo mais importante. Assim, a forma como os trabalhadores interagem uns com os outros e gerem os recursos disponíveis influência decisivamente o sucesso da organização, sendo fundamental o seu desenvolvimento para que haja suporte ao planejamento e estratégia e ao eficaz funcionamento dos processos organizacionais.
-Perspectiva 3) Recursos e Serviços: Com uma liderança forte e trabalhadores em quantidade suficiente e com alto grau de desenvolvimento, é possível otimizar a utilização dos recursos (materiais, tecnológicos, informacionais, financeiros) para se maximizar o desempenho dos serviços prestados pela Secretaria.
Criado/atualizado 27/07/12
Page 25 of 240 -Perspectivas 4) Parcerias: Liderança e Trabalhadores também são fundamentais para a formação de parcerias, sem as quais não se pode abarcar plenamente a saúde de uma população. A parceria existe quando há colaboração com outra entidade ou com a comunidade, numa base comercial ou não, visando um objetivo comum e criando, assim, uma mais valia para a Secretaria, para os seus usuários e para outras partes interessadas.
Perspectiva 5) Usuário/Cidadão e Sociedade: Finalmente com bons serviços e boas parcerias, a Secretaria conseguirá gerar bons resultados em saúde, em responsividade, com um bom impacto sócio-ambiental no município de Florianópolis.
Baseado nestas premissas, e traduzindo-as de forma mais concreta para toda a rede de saúde municipal, elaboraram-se as estratégias para estruturação do Pacto Municipal de Saúde. O Pacto possui, então, 5 estratégias, correspondendo a cada uma das perspectivas do Balanced Scorecard. Cada estratégia é desdobrada em diretrizes. Estas, por sua vez, dão origem a objetivos, que são mensurados por indicadores.
Criado/atualizado 27/07/12 Page 26 of 240 Cód. Estratégia Estratégia Cód. Diretrizes Diretrizes Cód Objetivo Objetivo E1 Diminiuir as iniquidades sociais e melhorar a saúde
do Cidadão/Usuário, respeitando-o e
orientando-se as suas necessidades.
E1D1
Os determinantes socioeconômicos, ambientais, demográficos, biológicos e comportamentais, as
condições de saúde da população e as iniquidades em saúde devem nortear a criação e
a distribuição dos serviços da Secretaria Municipal de Saúde.
E1D1O1
Atuar nos determinantes de saúde, reduzindo a ocorrência de agravos à
saúde.
E1D2
Os serviços devem ser orientados para o Cidadão/Usuário, focando-se, além das necessidades em saúde, a aceitabilidade e a
satisfação para com os mesmos
E1D2O1 Melhorar a satisfação do usuário do SUS
E1D3
O impacto benéfico da Secretaria Municipal de Saúde na sociedade florianopolitana, para além dos resultados com saúde, deve ser maximizado
E1D3O1
Proteger o meio ambiente por meio do gerenciamento
de resíduos de lixo produzidos
E2
Desenvolver parcerias relevantes, inclusive com a
comunidade
E2D1 As relações da secretaria com outros entes da
sociedade devem ser aprimoradas E2D1O1
Promover a integração interinstitucional na execução de políticas de
Criado/atualizado 27/07/12
Page 27 of 240 E2D2
A comunidade deve ser empoderada e a
participação social na saúde fortalecida E2D2O1 Estimular a participação social, por meio dos conselhos locais de saúde
E3
Otimizar a utilização de recursos e maximizar o desempenho dos serviços
E3D1
O planejamento deve alinhar todos os serviços que compõem a Secretaria, primando pela melhor utilização de recursos da Secretaria
E3D1O1
Promover pactuação integrada e avaliação dos
indicadores do Pacto Municipal de Saúde
E3D2
A utilização de recursos financeiros, tecnológicos, materiais e informacionais deve
ser otimizada.
E3D2O1 Otimizar os recursos da SMS Florianópolis
E3D3
Devem ser desenvolvidos serviços públicos adequados à melhor evidência científica disponível, seguros, contínuos, efetivos e
eficientes E3D3O1 Adequar os cuidados e intervenções em saúde, baseando-os no conhecimento técnico-científico existente E3D3O2
Oferecer atenção em saúde, continuadamente, promovendo a integralidade
e a longitudinalidade nas Unidades
Criado/atualizado 27/07/12
Page 28 of 240 recursos e maximizar o
desempenho dos serviços
efetivos, de forma a alcançar os resultados
pretendidos
E3D4
Os serviços da Secretaria Municipal de Saúde devem ser acessíveis a 100% da população de
Florianópolis
E3D4O1 Oportunizar acessibilidade em 100% da população
Criado/atualizado 27/07/12 Page 29 of 240 E4 Promover o crescimento e desenvolvimento do Trabalhador do SUS E4D1
Os trabalhadores do SUS devem ser desenvolvidos quantitativamente e qualitativamente E4D1O1 Desenvolver, qualitativamente e quantitativamente, o trabalhador da Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis E4D2
Desempenho e satisfação do trabalhador do SUS devem ser ponderados de forma a se
atingir o ponto ótimo nesta relação
E4D2O1
Modernizar a Gestão de Recursos Humanos na Secretaria de Saúde de Florianópolis, utilizando a
gestão por desempenho.
E4D2O2
Avaliar a satisfação dos Trabalhadores do SUS do
Centro de Saúde.
E5
Desenvolver a Liderança
E5D1
A liderança deve alinhar a instituição, por meio da comunicação e do desenvolvimento da sua Missão, Visão e Valores, mantendo sua coesão
E5D1O1
Divulgar a missão, visão e valores da Secretaria Municipal de Saúde de
Criado/atualizado 27/07/12
Page 30 of 240 frente à instabilidade do ambiente externo. Florianópolis.
E5D2 A liderança deve consolidar, como sistema de
gestão, a Gestão da Qualidade Total. E5D2O1
Consolidar a Gestão da Qualidade Total. E5D3 A liderança deve gerar a motivação dos
trabalhadores. E5D3O1
Gerar motivação e apoiar os trabalhadores.
E5D4 O líder deve partilhar responsabilidades. E5D4O1
Estabelecer dispositivos que assegurarem a co-responsabilização.
Criado/atualizado 27/07/12
Page 31 of 240 O diagnóstico da Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis, no 2º Ciclo de Avaliação com a Estrutura Comum de Avaliação é o que se segue:
E1-DIMINIUIR AS INIQUIDADES SOCIAS E MELHORAR A SAÚDE DO CIDADÃO/USUÁRIO, RESPEITANDO-O E ORIENTANDO-SE AS SUAS NECESSIDADES.
E1D1-OS DETERMINANTES SOCIOECONÔMICOS, AMBIENTAIS,
DEMOGRÁFICOS, BIOLÓGICOS E COMPORTAMENTAIS, AS CONDIÇÕES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO E AS INIQUIDADES EM SAÚDE DEVEM NORTEAR A CRIAÇÃO E A DISTRIBUIÇÃO DOS SERVIÇOS DA SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE.
O conhecimento dos determinantes socioeconômicos, ambientais, demográficos, biológicos e comportamentais, as condições de saúde da população e as iniquidades em saúde é fundamental para uma oferta adequada de serviços de saúde.
DETERMINANTES SOCIOECONÔMICOS E DEMOGRÁFICOS
Os determinantes socioeconômicos e demográficos dizem respeito às características demográficas e socioeconômicas, contextuais e dos indivíduos, relacionadas com a produção de agravos à saúde e serão os primeiros a serem abordados.
Criado/atualizado 27/07/12
Page 32 of 240 A população de Florianópolis foi projetada, para 2011, em 427.298 pessoas, sendo predominantemente urbana (96,2%) [7].
Criado/atualizado 27/07/12
Page 33 of 240 Florianópolis apresenta crescimento extremamente acelerado, principalmente devido à imigração, sendo que sua população cresceu 124% de 1980 à 2010, sendo a cor/raça predominante é a branca. [7]
Criado/atualizado 27/07/12
Page 34 of 240 Além de crescer, Florianópolis envelhece. Assim, a quantidade de crianças de 0 a 10 anos manteve-se praticamente constante de 1991 a 2000, na verdade, já a população entre 20 e 29 anos aumentou 70% no mesmo período. Quando se comparam os anos de 2000 e 2010, observa-se uma diminuição da população abaixo de 20 anos e um grande aumento da população com 20 anos ou mais. [7]
Criado/atualizado 27/07/12
Page 35 of 240 Este fenômeno é corroborado com o índice de envelhecimento, que é dado pelo número de pessoas de 60 e mais anos1 de idade, para cada 100 pessoas menores de 15 anos de idade, na população residente em determinado espaço geográfico, no ano considerado. Este índice mais que dobrou de 1991 a 2009. [8]
Criado/atualizado 27/07/12
Page 36 of 240 A expectativa de vida ao nascer, também vem aumentando. O que mostra melhoria na qualidade de saúde da população. Este aumento é mais acentuado em mulheres, levando a uma diferença brutal. Assim, entre as mulheres, a expectativa em 2010 era de 81,7 anos, enquanto que no sexo masculino não chegava aos de 74 anos. [9]
Criado/atualizado 27/07/12
Page 37 of 240 O decréscimo na população de jovens levou a uma redução da razão de dependência total, ou seja, a parcela de população economicamente ativa aumentou, quando comparada à população não economicamente ativa. Porém, se avaliada somente a população idosa, a razão de dependência aumentou [8]
Criado/atualizado 27/07/12
Page 38 of 240 A taxa de fecundidade na Grande Florianópolis é de 1,46 [9], muito inferior aos 2,1 necessários para assegurar a reposição populacional [10]. Isso pode fazer com que, com o envelhecimento dos adultos atuais, a razão de dependência volte a subir, piorando o desempenho econômico de Florianópolis.
Criado/atualizado 27/07/12
Page 39 of 240 Atualmente, a parcela economicamente ativa corresponde a 64,48% da população. Desta parcela, 95% encontravam-se ocupada em 2010. [7]
Criado/atualizado 27/07/12
Page 40 of 240 Apesar do alto gral de ocupação, apenas 20% da população ganha mais de 5 salários mínimos. [7]
Criado/atualizado 27/07/12
Page 41 of 240 A população de Florianópolis trabalha quase que excluivamente no próprio município. E uma parcela conciderável (quase 20%) no próprio domicíllio. [7]
Criado/atualizado 27/07/12
Page 42 of 240 A distribuição de pessoas com rendimentos é praticamente igual entre os sexos 50,5% das pessoas acima de 10 anos que possuem rendimentos são homens e 49,5% são mulheres. Mas as mulheres ganha, em geral, um terço a menos que os homens. [7]
Criado/atualizado 27/07/12
Page 43 of 240 Esta desigualdede é observada também entre raças. Com amarelos e brancos recebendo o dobro de pardos e negros [7].
Criado/atualizado 27/07/12
Page 44 of 240 Florianópolis apresenta bons índices de alfabetização, que melhoram ano a ano.[7]. A taxa de analfabetismo aumenta com a idade, mas, mesmo entre pessoas de idade mas avançada, ela apresentou redução. Diminui também a quantidade de crianças cuidadas por pessoas analfabetas.
Criado/atualizado 27/07/12
Page 45 of 240 O nível de instrução no município é bom, cerca de sessenta por cento das pessoas com 10 anos ou mais, concluiram o nível médio e/ou o superior. A imensa maioria das crianças e adolescentes frequentam as escolas, e mais de 60% fazem-no em escolas públicas.
Criado/atualizado 27/07/12
Criado/atualizado 27/07/12
Page 47 of 240 Interessante observar que a proporção de alfabetizados em Florianópolis é maior em jovens e adultos de aglomerados subnormais (favelas, invasões, grotas, baixadas, comunidades, vilas, ressacas, mocambos, palafitas, entre outros assentamentos irregulares) [7] do que na população geral
Para realizar-se esta e todas as outras avaliações de proporção entre a população de aglomerados subnormais, dividiu-se a população dos residentes nestes aglomerados, pela população total do município e multiplicou-se por 100. Assim, 3,41% da população de Florianópolis moram em aglomerados subnormais. Se o grupo populacional fosse homogêneo, essa mesma taxa (3,41%) deveria aparecer quando se calcula a proporção das características da população dos aglomerados, com relação à população geral. Atualmente, existem 13 aglomerados subnormais, com 17573 moradores. [7]
Os aglomerados subnormais apresentam uma proporção muito maior de crianças e adolescentes e uma população muito menor de idosos. Há uma distorção quando se avalia idosos acima de 95 anos, causada pela pequena quantidade de pessoas nestes grupo.
Criado/atualizado 27/07/12
Page 49 of 240 A distribuição cor/raça também mostra a grande heterogeneidade da população que vive nestes aglomerados, quando comparada à população geral. Assim, a proporção de negros, por exemplo, é aproximadamente cinco vezes maior que a observada na população geral; a proporção de brancos, praticamente igual; e a proporção de amarelos é aproximadamente 7 vezes menor.
Page 50 of 240 Do mesmo modo, a proporção de pessoas com rendimento de até ¼ do salário mínimo é 5 vezes maior do que o observado na população geral; e a proporção de pessoas com rendimento superior a 5 salários mínimos é 15 vezes menor.
Page 51 of 240 Os rendimentos nos aglomerados são, em geral, 60% dos rendimentos observados na população geral.
DETERMINANTES AMBIENTAIS
Os determinantes ambientais são fatores físicos, químicos e biológicos do ambiente que atuam como determinantes de agravos à saúde.
Page 52 of 240 Os domicílios em Florianópolis são basicamente de alvenaria, 90%, com até dois quartos. Água canalizada está presente em 99,89% das residências. . [7]
Nos aglomerados subnormais, a média de residente por domicílio é de 3,5. O abastecimento de água, nestes aglomerados é realizado, basicamente, pela rede geral de distribuição de água, 97,41%. Aproximadamente 95% dos domicílios
Page 53 of 240 possuem rede de esgotamento, geral ou pluvial, ou fossa. Com relação ao lixo, 99,88% possuem o lixo coletado e energia elétrica provenientes da companhia de distribuição. [7]
Page 54 of 240 Um problema notório da cidade está relacionado à mobilidade. Cerca de 30% das pessoas que trabalham fora do domicílio já gastam mais de 30 minutos, para se deslocarem para seus trabalhos. [7]
Page 55 of 240 A situação não da mobilidade não é simples, e agrava-se com o aumento de automóveis por pessoas. Atualmente, são 57 veículos para cada 100 habitantes. [7]
Page 56 of 240
DETERMINANTES COMPORTAMENTAIS E BIOLÓGICOS
Os determinantes comportamentais e biológicos dizem respeito a atitudes, práticas, crenças, comportamentos e fatores biológicos individuais que condicionam, predispõem, influenciam a ocorrência de agravos à saúde.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, um pequeno conjunto de fatores de risco responde pela grande maioria das mortes por doenças crônicas não transmissíveis - DCNTs e por fração substancial da carga de doenças devida a essas enfermidades. Dentre esses fatores, destacam-se o tabagismo, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, a obesidade, as dislipidemias (determinadas principalmente pelo consumo excessivo de gorduras saturadas de origem animal), a ingestão insuficiente de frutas, legumes e verduras e a inatividade física. [11]
Atualmete, um dos estudos mais completos sobre estes temas é o VIGITEL, conduzido anualmente pelo Ministério da Saúde.
TABAGISMO:
O VIGITEL considera fumante todo indivíduo que fuma, independentemente da freqüência e intensidade do hábito de fumar, e ex-fumante todo indivíduo que, tendo fumado no passado, não mais o faz. [12]
Page 57 of 240
FUMANTES
Percentual de adultos (com idade maior ou igual a 18 anos) fumantes, por sexo – Florianópolis [12]
A avaliação realizada pelas Equipes de Autoavaliação no 2º Ciclo de Autoavaliação com a Estrutura Comum de Avaliação mostra que a prevalência de tabagismo em adultos, também demonstra uma tendência de estabilidade. Para a sua melhoria, devem-se fomentar os grupos terapêuticos para tabagismo, trabalhar em parceria com a Vigilância em Saúde, Ações que aliem a Política Nacional de Promoção de Saúde devem ser estimuladas e priorizadas com vista ao melhor desempenho do indicador e os desdobramentos para outros indicadores de saúde.
Page 58 of 240
EX-FUMANTES
Percentual de adultos (com idade maior ou igual 18 anos) ex-fumantes, por sexo – Florianópolis [12]
Page 59 of 240
TABAGISMO DE 20> CIGARROS/DIA
Percentual de adultos (com idade maior ou igual 18 anos) que fumam 20 ou mais cigarros por dia, por sexo - Florianópolis. [12]
Page 60 of 240
FUMANTES PASSIVOS EM DOMICILIO
Percentual de adultos (com idade maior ou igual 18 anos) fumantes passivos no domicílio, por sexo - Florianópolis. [12]
Page 61 of 240
FUMANTES PASSIVOS EM LOCAL DE TRABALHO
Percentual de adultos (com idade maior ou igual 18 anos) fumantes passivos no local de trabalho, por sexo - Florianópolis. [12]
Page 62 of 240
CONSUMO ALIMENTAR
Serão focalizados indicadores do consumo de alimentos saudáveis e não saudáveis. No primeiro caso, avaliou-se a freqüência de consumo de frutas e hortaliças (legumes e verduras) em 5 ou mais dias da semana (consumo regular de frutas e hortaliças). No segundo caso, avaliou-se o hábito de consumir carnes vermelhas gordurosas ou frango com pele sem a remoção da gordura visível desses alimentos, o hábito de consumir leite integral e o consumo freqüente de refrigerantes. [11]
Percentual de adultos (com idade maior ou igual 18 anos) que consomem frutas e hortaliças cinco ou mais dias por semana, por sexo – Florianópolis [12]
Page 63 of 240
CONSUMO RECOMENDADO DE FRUTAS E HORTALIÇAS
A Organização Mundial de Saúde recomenda a ingestão diária de pelo menos 400 gramas de frutas e hortaliças, o que seria equivalente, aproximadamente, ao consumo de cinco porções desses alimentos. A quantidade de porções de frutas e hortaliças consumidas habitualmente pelos indivíduos é estimada pelo VIGITEL a partir de questões sobre o número de frutas ou sucos de frutas consumidos por dia e sobre o hábito de consumir hortaliças cruas (na forma de saladas) ou cozidas no almoço e no jantar. Essas questões são perguntadas apenas para indivíduos que informam consumir frutas e hortaliças em cinco ou mais dias da semana. O cômputo do total diário de porções é feito considerando-se cada fruta ou cada suco de fruta como equivalente a uma porção. Entretanto, para assegurar a necessária diversificação da dieta, limita-se, em três o número máximo de porções diárias computado para frutas e em um o número máximo computado para sucos. No caso de hortaliças, computa-se um número máximo de quatro porções diárias, situação que caracteriza indivíduos que informam o hábito de consumir hortaliças cruas no almoço e no jantar e hortaliças cozidas também no almoço e no jantar. A freqüência de adultos que consomem cinco ou mais porções diárias de frutas e hortaliças é denominada consumo recomendado de frutas e hortaliças. [11]
Percentual de adultos (com idade maior ou igual 18 anos) que consomem cinco ou mais porções diárias de frutas e hortaliças, por sexo – Florianópolis [12]
Page 64 of 240
CONSUMO DE CARNES COM EXCESSO DE GORDURA
A freqüência de adultos que referem o hábito de consumir carne vermelha gordurosa ou frango com pele, sem remover a gordura visível desses alimentos é denominado, pelo VIGITEL, consumo de carnes com excesso de gordura. [11]
Percentual de adultos (com idade maior ou igual 18 anos) que costumam consumir carnes com excesso de gordura*, por sexo - Florianópolis. [12]
Page 65 of 240
CONSUMO DE LEITE COM TEOR INTEGRAL DE GORDURA
Percentual de adultos (com idade maior ou igual 18 anos) que costumam consumir leite com teor integral de gordura, por sexo – Florianópolis [12]
Page 66 of 240
CONSUMO REGULAR DE REFRIGERANTES
Percentual de adultos (com idade maior ou igual 18 anos) que consomem refrigerantes cinco ou mais dias por semana, por sexo – Florianópolis [12]
Page 67 of 240
CONSUMO REGULAR DE FEIJÃO
O Guia Alimentar para a População Brasileira (Brasil, 2005) recomenda a ingestão de pelo menos uma porção diária de feijão ou outra leguminosa (ervilha seca, grão-de-bico, lentilha, soja) pelo alto teor em fibras e ferro encontrado nesses alimentos, além de sua relativa baixa densidade energética (uma porção de feijão corresponde a aproximadamente 5% das calorias diárias) desde que evitadas preparações com alto teor de gordura. A combinação de uma parte de feijão para duas de arroz, típica da culinária brasileira, assegura proteínas de alta qualidade na dieta. [11]
Percentual de adultos (com idade maior ou igual 18 anos) que consomem feijão cinco ou mais dias por semana, por sexo – Florianópolis [12]
ALEITAMENTO MATERNO
Não há dados sobre a proporção de crianças menores de 4 meses com aleitamento exclusivo.
Page 68 of 240
ATIVIDADE FÍSICA
As oportunidades para indivíduos adultos serem fisicamente ativos podem ser classificadas em quatro domínios: no trabalho, no deslocamento para o trabalho, nos deveres domésticos e no lazer. O sistema VIGITEL indaga os entrevistados sobre atividades físicas praticadas nesses quatro domínios, o que permite a construção de vários indicadores do padrão de atividade física. Nesta publicação, são apresentados apenas dois indicadores: a freqüência da prática de atividade física suficiente no lazer e a freqüência da condição de inatividade física. [11]
ATIVIDADE FÍSICA SUFICIENTE NO TEMPO LIVRE (LAZER)
Acompanhando recomendações internacionais, o VIGITEL considera atividade física suficiente no lazer a prática de pelo menos 30 minutos diários de atividade física de intensidade leve ou moderada em cinco ou mais dias da semana ou a prática de pelo menos 20 minutos diários de atividade física de intensidade vigorosa em três ou mais dias da semana. Caminhada, caminhada em esteira, musculação, hidroginástica, ginástica em geral, natação, artes marciais, ciclismo e voleibol foram classificados como práticas de intensidade leve ou moderada; corrida, corrida em esteira, ginástica aeróbica, futebol, basquetebol e tênis foram classificados como práticas de intensidade vigorosa. [11]
Percentual de adultos (com idade maior ou igual 18 anos) que praticam atividade física suficiente no tempo livre (lazer)*, por sexo – Florianópolis [12]
Page 69 of 240 A avaliação realizada pelas Equipes de Autoavaliação no 2º Ciclo de Autoavaliação com a Estrutura Comum de Avaliação mostra que a prevalência de atividade física suficiente no tempo livre em adultos demonstra uma tendência à estabilidade nos últimos anos, sendo necessário ampliar as parcerias com a Fundação de Esportes e a oferta das Academias da Saúde, além de fortalecer o trabalho dos educadores físicos pelo NASF.
ATIVIDADE FÍSICA NO TEMPO LIVRE (LAZER) OU NO DESLOCAMENTO
Neste caso são considerados tanto os indivíduos que praticam atividade física no tempo livre (lazer) conforme critérios já descritos e, também, aqueles que se deslocam para o trabalho ou escola de bicicleta ou caminhando e que despendem pelo menos 30 minutos diários no percurso de ida e volta. [11]
Percentual de adultos (com idade maior ou igual 18 anos) que praticam atividade física no tempo livre e ou no deslocamento*, por sexo – Florianópolis [12]
Page 70 of 240
INATIVIDADE FÍSICA
O VIGITEL atribui a condição de (completa) inatividade física aos indivíduos que informam que: 1) não praticaram qualquer atividade física no lazer nos últimos três meses; 2) não realizavam esforços físicos intensos no trabalho (não andavam muito, não carregavam peso e não faziam outras atividades equivalentes em termos de esforço físico); 3) não se deslocavam para o trabalho a pé ou de bicicleta por um trajeto de no mínimo 10 minutos (até 2009, não havia um tempo determinado); e 4) não eram responsáveis pela limpeza pesada de suas casas. [11]
Percentual de adultos (com idade maior ou igual 18 anos) fisicamente inativos*, por sexo – Florianópolis [12]
Page 71 of 240
HÁBITO DE ASSISTIR À TELEVISÃO
O tempo gasto em comportamentos sedentários está fortemente relacionando ao seu aumento de risco de se contrair doenças, havendo múltiplas evidências de que o número de horas diárias que o indivíduo despende vento televisão aumenta sua exposição à obesidade, diabetes tipo II, doenças cardiovasculares e síndrome metabólica. [11]
Percentual de adultos (com idade maior ou igual 18 anos) que assistem a três ou mais horas de televisão por dia, por sexo – Florianópolis. [12]
Page 72 of 240
CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS
Nesta publicação focalizam-se dois indicadores do consumo de bebidas alcoólicas: a freqüência de consumo abusivo (mais de quatro doses (mulheres) ou mais de cinco doses (homens) de bebidas alcoólicas em uma mesma ocasião dentro dos últimos 30 dias) e a freqüência de condução de veículo motorizado após o consumo abusivo de bebidas alcoólicas. Considera-se como dose de bebida alcoólica uma dose de bebida destilada, uma lata de cerveja ou uma taça de vinho. [11]
CONSUMO ABUSIVO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS
A freqüência de adultos que, nos últimos 30 dias, consumiram em uma única ocasião mais de quatro doses (mulheres) ou mais de cinco doses (homens) de bebidas alcoólicas é denominada consumo abusivo de bebidas alcoólicas. [11]
Percentual de adultos (com idade maior ou igual 18 anos) que, nos últimos 30 dias, consumiram mais do que quatro doses (mulher) ou cinco doses (homem) de bebida alcoólica em uma mesma ocasião, por sexo – Florianópolis [12]
Page 73 of 240
DIRIGIR APÓS O CONSUMO ABUSIVO DE BEBIDA ALCOÓLICA
A freqüência de adultos que, nos últimos 30 dias, referiram conduzir veículos motorizados após o consumo abusivo de bebida alcoólica em pelo menos uma ocasião. [11]
Percentual de adultos (com idade maior ou igual 18 anos) que, nos últimos 30 dias, em pelo menos uma ocasião, conduziram veículos motorizados após consumo abusivo de bebida alcoólica, por sexo – Florianópolis [12]
Page 74 of 240
PROTEÇÃO CONTRA RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA
Considera-se como proteção eficaz contra raios ultravioleta o uso de filtro solar e/ou de chapéu/sombrinha e roupas adequadas. O indicador de proteção contra a radiação ultravioleta adotado pelo VIGITEL leva em conta a proporção de indivíduos que não costumam se expor ao sol por mais de 30 minutos por dia ou o fazem utilizando filtro solar e ou chapéu/sombrinha e roupas adequadas. [11]
Percentual de adultos (com idade maior ou igual a 18 anos) que referem se proteger contra a radiação ultravioleta, por sexo – Florianópolis. [12]