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Metabolismo e Endocrinologia

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Academic year: 2021

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Metabolismo e Endocrinologia

“Glicogénese, glicogenólise e gliconeogénese”

(a) glicogénese e glicogenólise – sequência e regulação coordenada

(b) síntese do glicuronato e derivados das oses (glicolípidos, proteoglicanos e glicoproteínas)

(c) gliconeogénese – sequência, regulação não hormonal e pontos comuns e diferentes com a glicólise

Mestrado Integrado em Engenharia Biomédica

2007/2008

 

 

Grupo 7 

Tiago Robalo, 58481 

Carlos Lúcio, 58511 

Carlos Santiago, 58445 

(2)

fosfoglicomutase

a) Glicogénese – 

sequência e regulação 

Grandes quantidades de glicose‐6‐P dentro da célula provocam um aumento da pressão osmótica. Nessas  condições a água terá tendência a entrar para dentro da célula, provocando um aumento do seu volume e  eventual lise. Por isso, a glicose‐6‐P (G‐6‐P) vai ser armazenada sob a forma de um polímero: o glicogénio –  polissacárido  pouco  solúvel  bastante  ramificado  e  constituído  exclusivamente  por  monómeros  de  glicose  unidos entre si por ligações ‐1,4 e a‐1,6 (nas ramificações).

 

A  glicogénese  é  composta  por  um  conjunto  de  reacções  que,  a  partir  de  G‐6‐P,  levam  à  formação  de  glicogénio. A sequência de reacções que a caracterizam (e respectivas enzimas intervenientes) está descrita  na seguinte imagem:                        A necessidade de recorrer a um composto intermédio activo (UDP‐glicose) advém do facto de a adição de  glicose  a  uma  molécula  de  glicogénio  com  libertação  de  Pi  (através  da  glicose‐1‐P)  não  é  ser  termodinamicamente  favorável,  uma  vez  que  o  potencial  de  transferência  de  fosfato  das  ligações  C‐O‐P  normais é bastante baixo. Por isso, a glicose‐1‐P vai ser activada, i.e., vai ser transformada numa espécie  com alto potencial de transferência de fosfato, a UDP‐glicose, o que lhe permite doar glicose à extremidade  4' de uma cadeia de glicogénio. 

No  entanto,  a  enzima  glicogénio  sintase  só  é  capaz  de  adicionar  resíduos  de  glicose a uma cadeia de glicogénio já existente. A formação de uma molécula  nova  de  glicogénio  é  feita  através  da  intervenção  da  glicogenina  (G).  Esta  inicia  a  formação  de  uma  molécula  de  glicogénio  com  a  adição  de  uma  molécula  de  UDP‐glicose  a  ela  mesmo,  formando  uma  ramificação  de  glicogénio  (a  vermelho)  que  servirá  como  base  (primer)  para  a  actuação  da 

glicogénio sintase, como é possível visualizar na imagem adjacente. Por outro 

lado,  a  formação  de  ligações  (1‐6)  (ramificações)  é  catalisada  pela  glicosil‐(4–

>6)‐transferase 

(enzima  ramificadora).  A  sua  acção  passa  por 

transferir segmentos terminais de glicogénio de  cerca de 7 resíduos de glicose para o grupo OH  no  carbono  6  de  um  resíduo  de  glicose  (que  pode estar na mesma ou noutra cadeia). 

 

A regulação  da glicogénese faz‐se ao nível da glicogénio sintase.  Esta  enzima  possui  duas  formas:  a  desfosforilada,  que  activa  a  enzima  –  glicogénio  sintase  a,  e  a  fosforilada,  menos  activa  –  glicogénio  sintase  b;  a  regulação  desta  enzima  é,  portanto,  feita  através  da  acção  de  outras  enzimas  que  a  fosforilam/desfosforilam.  Estas  enzimas  são  essencialmente  a  GSK3  (glicogénio  sintase  cinase  3)  e  a  PP1  (fosfoproteína  fosfatase), respectivamente. A acção PP1 é ela própria promovida  pela  presença  de  glicose,  de  glicose‐6‐P  e  de  insulina  e  é  inibida  pela  acção  da  glicagina  (no  fígado)  e  da  epinefrina.  A  insulina  é  também responsável por inibir a GSK3, favorecendo ainda mais a  desfosforilação da sintase.    UDP-glicosil transferase glicogénio sintase Glicogénio

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Glicogenólise – 

sequência e regulação 

A glicogenólise é a sequência de reacções que permite a degradação  do glicogénio em glicose pela acção conjunta de três enzimas, como  se pode ver na imagem à direita: 

A  glicogénio  fosforilase  só  consegue  actuar  em  resíduos  de  glicose  que estejam a mais de 4 resíduos de distância de uma ramificação.  Nesse  caso,  a  enzima  desramificadora  entra  em  acção  e,  como  o  nome  indica,  desramifica  a  cadeia  de  glicogénio,  transferindo  três  resíduos  de  glicose  de  um  ramo  limite  para  outro  ramo;  o  último  resíduo  da  ramificação  (com  uma  ligação  (1‐6))  é  eliminado  por  hidrólise,  dando  como  resultado  glicose  livre  e 

glicogénio  desramificado,  possibilitando,  assim,  que  fosforilase 

continue  a  glicogenólise.  A  fosfoglicomutase 

cataliza  a  isomerização  de  G‐1‐P  a  G‐6‐P;    esta  pode  ser  utilizada  na  glicólise  (com  fim  à 

obtenção  de  energia).  A  enzima  glicose‐6‐fosfatase,  presente  nos  hepatócitos  (e  10%  no  córtex  renal),  é  capaz  de  formar  glicose a partir da glicose‐6‐P, permitindo que seja enviada para  os tecidos onde é necessária. 

 

A  regulação  da  glicogenólise  dá‐se  ao  nível  da  glicogénio 

fosforilase. Esta possui também uma forma fosforilada, activa – 

glicogénio fosforilase a –, e uma desfosforilada, menos activa. A  fosforilase b é fosforilada pela fosforilase cinase b, que, por sua  vez, é regulada pela PKA (proteína cinase A). Os intervenientes  nesta  regulação  e  a  sua  acção  são  descritos  no  esquema  à  esquerda. 

 

b)

  A  síntese  do  glicuronato  ocorre  no  fígado  e  trata‐se  de  uma  via  alternativa  à  oxidação  da  glicose,  mas  que  não  leva  à  formação  de  ATP. O UDP‐glicuronato é sintetizado a partir da glicose. No primeiro  passo a glicose é fosforilada formando‐se G‐6‐P por acção da enzima 

hexocinase; depois a G‐6‐P sofre isomerização originando glicose‐1‐P  

por  acção  da  enzima  fosfoglicomutase;  a  G‐1‐P,  por  acção  da  UDP‐

glicose pirofosforilase, converte‐se em  UDP‐glicose, sendo a reacção 

feita  com  UTP;  a  conversão  da  UDP‐glicose  em  UDP‐glicuronato  envolve  uma  desidrogenase  dependente  do  NAD+;  em  seguida,  forma‐se Glicuronato por acção da cinase dos nucleósidos difosfatos,  formando‐se  aqui  o  UTP,  utilizado  já  anteriormente;  concluindo,  a  reacção final que se obtém será: 

 

Glicose + ATP + UTP + 2 NAD+ → UDP‐glicurónico + ADP + PPi + 2 NADH 

 

Os glícidos conjugados são oligossacarídeos ligados covalentemente a  outras  biomoléculas  (proteínas  e  lípidos)  dando  origem  a  uma  biomolécula  activa.  Existem  3  tipos  (são  produtos  derivados  de  aminoaçúcares): Proteoglicanos, Glicoproteínas e Glicolípidos. 

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Glicosaminoglicanos  (GAG)  são  glícidos  complexos  de  elevado  peso  molecular,  constituídos  por  aminoaçúcares e uronatos, em sequências repetitivas de dissacarídeos. Na maioria dos GAG, um ou mais  grupos  hidroxilo  do  aminoaçúcar  estão  esterificados  com  sulfato  (GAG  sulfatado),  com  excepção  do  hialuronato. Este é também excepção porque não se liga covalentemente a proteínas. Alguns exemplos de  glicoseaminoglicanos são o já referido hialuronato, sulfato de condroitina, sulfato de queratano e 

heparina. 

Proteoglicanos são proteínas unidas por ligação covalente a uma ou mais cadeias de glicosaminoglicanos; 

existem  associados  aos  elementos  estruturais  dos  tecidos  (ósseo  e  conjuntivo)  e  fazem  parte  macromoléculas  da  superfície  celular  ou  da  matriz  extracelular.  Formam‐se  através  de  uma  ligação  covalente indirecta através de uma ponte de trissacáridos entre o glicosaminoglicano e a cadeia 

peptídica.  Esta  ligação  ocorre  no  retículo  endoplasmático  e  pode  ser de 3 tipos: 

 

y Ligação  O‐glicosídica  entre  xilose  (Xyl)  e  serina  (Ser)  →  transfere‐se  uma  Xyl  da  UDP‐Xyl  para  a  serina  e  adicionam‐se mais 2 galactose (Gal) → Gal‐Gal‐Xyl‐Ser;

y Ligação  O‐glicosídica  entre  GalNAc  (N‐acetilgalactosamina)  e  Ser  (ou  treonina  (Thr))  (presente no sulfato de  queratano II)  → transfere  ‐se uma GalNAc da UDP‐GalNAc para  a 

Ser (ou Thr)

y Ligação N‐acetilglicosamina entre GlcNAc e o grupo amina da asparagina (Asn) (síntese usa  oligossacárido‐PP‐dolicol)

O posterior alongamento da cadeia dá‐se no aparelho de Golgi e a terminação ocorre por sulfatação.    

Glicoproteínas  são  proteinas  unidas  por  ligações  covalentes  a 

quantidade  variável  de  oligossacáridos  (com  menos  de  15  resíduos  glicídicos  cada)  isolados  ou  dispersos  ao  longo  da  molécula  proteica.  Existem  em  quase  todos  os  seres  vivos  nos  meios  intracelulares  (complexo  de  golgi,  retículo  endoplasmático  (onde  são  formadas),  lisossomas  e  glândulas  secretórias) e extracelulares (na folha externa da membrana, no  sangue e na matriz extracelular). 

A classificação de glicoproteínas é feita de acordo com as ligações  entre os péptidos e os oligossacáridos: uma ligação O‐glicosídica,  entre o OH de um resíduo de serina ou treonina e um açúcar, ou  uma  ligação  N‐glicosídica,  entre  o  NH2  de  um  resíduo  de 

asparagina (Asn) e um açúcar.  

Na  biossíntese  de  glicoproteínas com ligações O‐ glicosídicas  há  transferência  de  açúcares  provenientes  de 

açúcares‐nucleótidos  apropriados,  envolvendo  um  conjunto  de 

glicosiltransferases  de  glicoproteína  ligadas  à  membrana  actuando  de 

forma sequencial; cada transferase é geralmente específica para um tipo  particular  de  ligação.  Estas  enzimas  estão  localizadas  em  vários  sub‐ compartimentos do aparelho de Golgi sendo a O‐glicosilação feita após a  tradução, em determinados resíduos de Ser ou Thr. 

Nas  glicoproteínas  com  ligações  N‐glicosídicas  temos  de  ter  em  conta  três  principais  classes:  complexas,  híbridas  e  ricas  em  manose.  Estas  classes  possuem  em  comum  um  pentassacárido  Man3GlcNAc2,  mas 

diferem nas restantes ramificações. 

A  primeira  fase  da  síntese  deste  tipo  de  glicoproteínas  é  a  síntese  e  transferência  do  oligossacárido‐PP‐dolicol,  em  que  o  Dolicol(um  composto  poliisoprenóide  constituído  por  17‐20  unidades  isoprenóides  repetidas)  deve  ser  fosforilado  pela  dolicol  cinase,  usando  ATP  como  doador de fosfato. 

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Nos  seguintes  passos  da  cadeia,  as  reacções  evoluem  no  sentido  de  formar  o  oligossacarídeo  Glc3Man9GlcNAc2‐PP‐dolicol  que  é  transferido  em  bloco  para  o  resíduo  Asn  da  proteína  do  lúmen  do  RE 

rugoso  pela transferase (enzima presente na membrana do RER), formando a glicoproteína.   

Os glicolípidos encontram‐se na folha exterior da membrana celular, principalmente em células do tecido  nervoso,  têm  um  importante  papel  no  reconhecimento  e  contacto  entre  as  células  sendo  resultantes  da  ligação  covalente  entre  a  cabeça  polar  de  um  fosfolípido  e  um  oligossacáridos.  Existem  dois  tipos:  Gliceroglicolípidos e Esfingoglicolípidos. 

Os  gangliósidos  são  um  exemplo  de  esfingoglicolípidos,  que  são  glicolípidos.  Os  gangliósidos  são  sintetizados a partir de ceramida (sintetizada no RE, importante na sinalização molecular) à qual se adiciona  açúcares  activados  e  ácido  siálico.  A  maioria  das  enzimas  que  transferem  açúcares  para  esta  via  dos  açúcares dos nucleótidos, glicosiltransferases, são encontradas no aparelho de Golgi, sendo este o local da  síntese dos gangliósidos. 

 

c) Gliconeogénese – 

sequência e regulação 

A  gliconeogénese  e  glicólise  não  são  exactamente  idênticas:  apesar  de  ocorrerem  em  grande  parte  no  citosol, a primeira ocorre também na mitocôndria; sete das dez reacções da glicólise são reversíveis (∆G 0) e inversas às da gliconeogénese, mas as restantes três são irreversíveis (∆G << 0 – muito exergónicas) e  não  se  podem  dar  na  gliconeogénese,  sendo  necessário  a  acção  de  enzimas  diferentes.  Como  ambos  os  processos  possuem  reacções  irreversível,  globalmente,  são  irreversíveis  na  célula.  As  três  reacções  irreversíveis que distinguem a gliconeogénese da glicólise são: 

 

• Conversão do piruvato em fosfoenolpiruvato (PEP): 

A  reacção  que  ocorre  não  é  a  inversa  da  catalisada  pela  piruvato  cinase  (da  glicólise)  uma  vez  que  a  variação energia de Gibbs (∆G) é muito negativa, o que a torna irreversível. Em vez disso, a obtenção de  PEP  a  partir  do  piruvato  (fosforilação  do  piruvato)  é  efectuada  numa  sequência  de  reacções  que  requer  enzimas do citosol e da mitocôndria, podendo ocorrer a partir de duas vias: uma principal e predominante,  em que o precursor é o piruvato ou alanina; e uma alternativa, que utiliza piruvato proveniente do lactato. 

Via principal 

O piruvato presente na mitocôndria da conversão da alanina  em  piruvato  por  transaminação  dentro  desta  ou  provém  do  citosol.  A  piruvato  carboxilase,  uma  enzima  da  mitocôndria  que requer a biotina como coenzima (transportador de HCO3– 

activado), converte esse pirutavo em oxaloacetato:   

Como  o  oxaloacetato  não  atravessa  a  membrana  da  mitocôndria,  antes  de  ser  enviado  para  o  citosol  tem  de  ser  reduzido  a  malato  pela  malato  desidrogenase  mitocondrial,  desprotonando NADH mitocondrial:    No citosol, o malato é reoxidado a oxaloacetato, recuperando  o NADH esta reacção é catalisada pela malato desidrogenase  citosólica:   

O  oxaloacetato  é  então  convertido  a  PEP  pela 

fosfoenolcarboxinase citosólica, que requer Mg2+ e GTP como  dador do grupo fosfato: 

 

A  reacção  global  da  conversão  do  piruvato  em  fosfoenolpiruvato pode ser descrita pela seguinte equação: 

 

 

Como ∆G = ‐16,7 kJ/mol, nas condições celulares a reacção é  irreversível.  Esta  via  permite  também  que  haja  um  balanço  entre a produção e consumo de NADH no citosol durante a gliconeogénese, pois permite que NADH seja  “transportado” da mitocôndria para o citosol. 

(6)

Via alternativa  

Utiliza  lactato  como  precursor  do  piruvato.  Este  é  convertido  em  piruvato  pela  lactato  desidrogenase  com  formação  de  NADH.  O  piruvato  entra  na  mitocôndria,  onde  é  convertido  a  oxaloacetato  pela 

piruvato  carboxilase.  O  oxaloacetato  é  convertido  directamente  em  PEP  pela  PEP  carboxicinase  mitocondrial e transportado para o citosol, prosseguindo para os restantes passos da gliconeogénese. 

Nesta  via,  o  oxaloacetato  é  convertido  directamente  em  PEP  pois  não  é  necessário  formar  NADH  no  citosol, uma vez que este já se formou durante a conversão de lactato em piruvato. 

 

• Conversão da frutose 1,6‐bisfosfato em frutose 6‐fosfato: 

A  reacção  é  catalisada  pela  frutose  1,6‐bisfosfatase,  Mg2+  dependente,  que  promove  a  hidrólise  do  C1 

fosfatado (e não a transferência do grupo fosfato para ADP):  ∆G=‐22,2KJ/mol    • Conversão da glicose‐6‐fosfato em glicose  É a reacção final da gliconeogénese. Ocorre a desfosforilação da glicose 6‐fosfato pela acção da glucose‐6‐ fosfatase, activada por Mg2+, hidrolisando o carbono fosfatado sem formação de ATP.   ∆G=‐33,4KJ/mol  Esta enzima só se encontra nas células hepáticas e renais. É por este motivo que não ocorre gliconeogénese  nos  músculos,  cérebro  e  restantes  tecidos.  Existem  dois  ciclos  pelos  quais  a  glicose  consumida  nestes  tecidos é regenerada: ciclo da glicose‐lactato (Cori) e da glicose‐alanina. O lactato resulta da degradação de  glicose  em  meio  anaeróbio,  enquanto  a  alanina  pode  ser  obtida  por  aminação  do  piruvato.  O  lactato/alanina presente nos tecidos é transportado pelo sangue até ao fígado onde se dá a gliconeogénese  e a glicose resultante é transportada de volta.  Comparando as reacções globais da glicólise e da gliconeogénese:           Gliconeogénese    Glicólise      podemos constatar que são diferentes. A gliconeogénese é dispendiosa em termos energéticos, dado que  por cada molécula de glicose formada é necessário consumir seis grupos fosfato de alta energia (4 ATP e 2  GTP) e ainda duas moléculas de NADH.     Regulação da gliconeogénese:  • A piruvato carboxilase é promovida pela acetil‐CoA (que inibe  o  complexo  piruvato  desidrogenase)  –  é  um  modelador  alostérico  positivo  da  gliconeogénese.  A  concentração  de  acetil‐CoA pode aumentar devido, por exemplo, à degradação  de  ácidos  gordos  em  grande  quantidade  ou  quando  as  necessidades  energéticas  da  célula  estão  satisfeitas  (a  fosforilação  oxidativa  diminui,  assim  como  o  consumo  de  NADH, inibindo o ciclo do citrato). É inibida por ADP, também  por  modelação  alostérica,  que  se  encontra  em  maiores  concentrações quando houve um gasto energético elevado e  a concentração de ATP está diminuida. 

• Na reacção de conversão da frutose 1,6‐bisfosfato em frutose  6‐fosfato,  a  enzima  frutose  1,6‐bisfosfatase  que  a  catalisa  é  inibida por AMP, que sinaliza carência energética (carência de  ATP),  e  também  inibida  pela  frutose  2,6‐bisfosfato,  que  favorece a fosfofruto cinase‐1 (reacção da glicólise). A frutose  2,6‐bisfosfato  mantém  um  controlo  alostérico  recíproco,  o  que  garante  que  apenas  umas  das  vias  esteja  activa  e  que,  portanto, não haja gasto desnecessário de energia. 

Referências

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