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Bases da Hereditariedade

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Academic year: 2021

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A escuridão do conhecimento!

O conhecimento era rídiculo antes do surgimento do conceito mendeliano de fatores (genes) e do desenvolvimento da biologia celular impulsionada pelo uso dos micróscópios.

Algumas teorias proliferavam:

Telegonia – geração a distância; características de um macho

poderiam reaparecer na progênie da fêmea com outros machos;

Pangênese – cada parte do corpo era secretada comopequenas

partículas para se unir e formar o embrião;

Homúnculo – miniaturas de seres pasados pelas células

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Os naturalistas propuseram teorias evolutivas demonstrando que as

espécies são passíveis de mudanças ao longo das gerações.

Naturalista francês Jean Lamarck „‟características adquiridas são hereditárias”

Monge austro-húngaro Gregor Mendel (1822-1884) “trabalhando com experimentos de

cruzamentos de ervilhas, postulou que fatores (genes) são responsáveis pela hereditariedadë” 1.Os descendentes recebem uma igual contribuição de fatores de seus progenitores.

2. Durante a divisão das células germinativas, esses fatores (genes) segregam-se independentemente, reunindo-se novamente no embrião.

Paper publicado na revista da Sociedade de Ciência Natural de Brno: Veruche uber Pflanzenhybriden “Experimentos com plantas híbridas’’

Charles Darwin “Teoria da Evolução por Seleção Natural”, trabalho histórico: A Origem das

Espécies – 1859

NO ENTANTO, A FORMA COMO AS CARACTERÍSTICAS HEREDITÁRIAS ERAM TRANSMITIDAS DE GERAÇÃO PARA GERAÇÃO AINDA CONTINUAVA UM

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Friedrich Miescher descobriu nos núcleos de glóbulos

brancos a presença de um composto de natureza

ácida, rico em fósforo e em nitrogênio, desprovido de

enxofre e resistente à ação da pepsina (enzima proteolítica). Esse composto, que aparentemente era constituído de moléculas grandes, foi denominado

nucleína.

Com o progresso da Biologia Celular, surgiram

evidências demonstrando que os eventos hereditários

se davam a um nível celular.

1869 Descoberta da Nucleína

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O alemão Walter Flemming utilizou novos corantes récem-descobertos para descobrir corpos com formato de bastão dentro do núcleo das células, que denominou "cromossomos".

(a partir do grego chroma, que significa cor)

Walter Flemming também descreveu seu comportamento

durante a divisão celular, associando estas estruturas com a

herança de características.

Durante a divisão das células germinativas, os grupos de cromossomos se dividem em duas metades iguais, processo o qual deu o nome de meiose, da palavra grega “diminuição‟‟. Restaurando o número inicial de cromossomos após a fecundação.

EVENTO QUE CORROBORA COM A TEORIA APRESENTADO ANTERIORMENTE POR MENDEL

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O dinamarquês Wilhelm Johannsen introduziu o termo "gene" para descrever a unidade mendeliana da hereditariedade. Ele também utilizou os termos "genótipo" e "fenótipo" para diferenciar as características genéticas de um indivíduo de sua aparência externa.

1909: Genótipo e Fenótipo: Afinal

quem é quem?

o Fenótipo

por exemplo, a diversidade humana

Genótipo + Ambiente = Fenótipo

Fenótipo = Conjunto de características físicas (macroscópicas, microscópias, químicas, ...)

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Em 1902, o norte-americano Walter Sutton e o alemão Theodor Boveri

deram início à teoria cromossômica da hereditariedade

As "partículas" da hereditariedade estariam localizadas nos cromossomos.

Ao longo da primeira metade do século XX, experimentos foram realizados para investigar a natureza biológica dos fatores hereditários presentes nos cromossomos:

Frederick Griffths (1928) Princípio Transformante

Oswald T. Avery, Colin M. MacLeon, MacLyn McCarty (1944)

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Frederick Griffith (inglês) realiza experimentos com bactérias que causam pneumonia que forneceram

evidências que a informação genética está contida em uma molécula específica. A natureza deste ´fator

de hereditariedade´, no entanto, ainda era desconhecida.

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Através de experimentos similares ao de Griffith, Oswald Theodore Avery, Colin M. MacLeod e Maclyn

McCarty demonstraram que a molécula que continha as informações transmitidas de geração a geração

era o ácido desoxirribonucléico (DNA).

1944:

DNA:

Enfim...

A

famosa

molécula

da

hereditariedade!

Oswald Theodore Avery

1907 – Laboratório de Hoagland (Nova Iorque) 1913 – Instituto Rockfeller

1944 – comprova experimentalmente que DNA confere a capacidade transformante

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Esta confirmação veio por meio do experimento com um vírus bacteriófago (T2) por Alfred Hershey e

Martha Chase. Este experimento confirmou que o príncipio transformante era o DNA e que a informação era

transmitida às gerações seguintes (hereditariedade).

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Propriedades e Estrutura do

DNA

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Em 1880, Albrecht Kossel (foto) demonstrou que a nucleína continha bases nitrogenadas em sua estrutura, explicando o fato da nucleína ser rica em nitrogênio. Nove anos depois, Richard Altmann, obteve a nucleína com alto grau de pureza, comprovando sua natureza ácida e dando-lhe, então, o nome de ácido nucleico.

1880-1890: Das Bases Nitrogenadas ao Ácido

Nucléico

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Levene identifica a desoxirribose e ribose como sendo as pentoses constituintes dos ácidos nucleicos. Os termos "ácido desoxirribonucléico" (DNA) e "ácido ribonucléico" (RNA) se tornam de uso comum.

1931: DNA e RNA: Ácidos Nucléicos recebem

sua denominação definitivo!

Phoebus Aaron Theodor Levene

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Comparação entre um ribonucleotídio e

um desoxiribonucleotídio

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•Funções:

• Moeda corrente de energia nas células (ATP)

• Segundo mensageiro da ação hormonal (AMPc)

• Como parte da estrutura molecular das coenzimas

• Como constituintes do DNA e do RNA

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Phoebus Aaron Theodor Levene

Conclui que o componente básico dos ácidos nucléicos era uma unidade constituída por uma base nitrogenada ligada a uma pentose, e esta por sua vez, ligada a um fosfato. Esta unidade foi denominada de nucleotídeo. Conclui também que o ácido nucléico seria um polímero, uma molécula composta por vários nucleotídeos unidos entre si, ou seja, um polinucleotídeo.

1931: Dos Ácidos Nucléicos aos Nucleotídeos

Açúcar

Açúcar

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1950: Nucleotídeos são unidos por ligações fosfodiéster.

Alexander Robertus Todd

Demostrou que os nucleoídeos estão unidos a grupos fosfatos nas posições 3‟ e 5‟ das moléculas de desoxirribose, ligações chamadas de fosfodiéster

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DNA e RNA :

-

Ligação fosfodiéster

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DNA e RNA:

-

Estrutura covalente

-Hidrólise e resistência

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Erwin Chargaff

Universidade de Columbia – New York – USA

Dosou as quantidades de cada base nitrogenada no DNA, e definiu algumas regras:

1. A quantidade de A é sempre igual a de T, a quantidade de C é sempre igual a de G. Mas a quantidade de A + T não é necessariamente igual a de G + C.

2. A quantidade total de nucleotídeos pirimidina (T + C) é sempre igual a quantidade total de nucleotídeos purina (A + G).

3. Essa proporção: A + T e G + C varia entre diferentes organismos, mas é igual entre diferentes tecidos de um mesmo organismo.

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JAMES WATSON & FRANCIS CRICK

Watson

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Rosalind Elsie Franklin, Abordando inicialmente a

forma A do DNA (fracamente hidratada) produz as melhores imagens de difração de raio X de DNA já obtidas até então.

Rosalind Franklin

(1920-1958)

A difração de raio X dá impulso para

para estudo de biomoléculas como

DNA

Imagem de difração de raio X do DNA

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Para formular o modelo definitivo, Watson & Crick se

aproveitaram:

• Informações químicas definidas por Chargaff; • Ligação fosfodiéster descrita por Alexander Todd;

• Fórmulas químicas das bases nitrogenadas passadas por David Donohue (um ex-aluno de Linus Pauling);

• As difrações de raio X de Rosalind Franklin definindo o arranjo tridimensional atômico da espiral de DNA;

“o relatório de R. Franklin vazou e as informações sobre o diâmetro da espiral (20A), a distância entre as bases (3,4A), valor da altura de um giro da espiral (34A) chegaram a Watson & Crick;

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1953: O modelo da dupla hélice para o

DNA... Um marco histórico!

Prêmio Nobel Medicina 1962: F. Crick, J. Watson e D. Wilkins

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Formas do DNA

Forma B – forma mais encontrada do DNA, em

condições normais(descrita por Watson e Crick).

Forma A - Quando há pouca água disponível

para interagir com a dupla hélice, o DNA pode assumir a conformação A-DNA.

Forma Z - O DNA, em solução com altas

concentrações de cátions, assume a conformação Z-DNA. Em eucariotos o DNA tende a assumir a conformação de Z-DNA em regiões metiláveis (que podem ser silenciadas).

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As bases púricas e pirimídicas dos ácidos nucléicos podem assumir diferentes formas

tautoméricas (isômeros de conversão fácil, diferindo nas posições dos hidrogênios)

R – representa grupo fosfato e açucar

Guanine and thymine can have alternate molecular structures based on different locations of a particular hydrogen atom.

A keto structure occurs when the

hydrogen atom bonds to a nitrogen atom within the ring. An enol structure occurs when the hydrogen atom bonds to an nearby oxygen atom that sticks out from the ring. These two types of structures are known as tautomers. Both guanine and thymine can switch easily from one tautomer to another. The change in shape affects the three-dimensional shape of the molecule. Cytosine and adenine also form tautomers called imino and amino forms.

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Bases nitrogenadas na forma cetônica prevalecem no DNA e

permitem a interação por pontes de hidrogênio entre CG e

AT

Formação de pontes de hidrogênio entre

bases

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Formação de pontes de hidrogênio na fita

dupla do DNA

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Referências

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