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TRATAMENTO ETIOLOGICO DA DOENÇA DE CHAGAS

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TRATAMENTO ETIOLOGICO DA

DOENÇA DE CHAGAS

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(Ç) 1996. Ministério da Saúde

É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte:

2ª edição revisada e ampliada

Coordenação de Comunicação, Educação e Documentação – COMED/ ASPLAN/FNS

Gerência Técnica de Editoração

Setor de Autarquias Sul, Quadra 04, Bloco "N", sala 514 70058-902 -Brasília -DF

Distribuição e Informação

Gerência Técnica de Doença de Chagas -Coordenação de Controle de Doenças Transmitidas por Vetores -Departamento de Operações. Setor de Autarquias Sul, Quadra 04, Bloco "N" Sala 713

70058 -902 -Brasília -DF Tiragem: 30.000 exemplares

Impresso no Brasil/Printed in Brazil

Impressão/ Acabamento: Área de Produção Gráfico-Editorial- ASCOM/GM/MS

Tratamento Etiológico da Doença de Chagas - 2ª edição Brazília: Fundação Nacional de Saúde. Coordenação de Controle de Doenças Transmitidas por vetores - Gerência Técnica de Doença de Chagas

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Índice

Introdução ...5

Capítulo 1 Tratamento Etiológico da Doença de Chagas...7

Tratamento da Fase Aguda ...7

Tratamento na Infecção Congênita ... ...7

Tratamento na Fase Crônica ...8

Tratamento na Infecção Acidental ...9

Tratamento no Contexto de Transplante de Órgãos ...10

Tratamento na Vigência da Reativação ...10

Doses ...11

Efeitos Adversos ...12

Contra-indicações ...13

Avaliação de Cura ...13

Médico Capacitado a Tratar... 14

Onde Efetuar o Tratamento ...14

Novos Medicamentos...15

Disponibilidade dos Medicamentos ...15

Capítulo 2 Critérios de Avaliação do Tratamento Etiológico da Doença de Chagas...17 Introdução...17 Procedimentos ...17 Indicação do Tratamento ...17 Exames Pré- Tratamento ...18 Prescrição da Droga ...19

Critérios de Acompanhamento do Tratamento Específico ...20

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Aspectos Éticos ...21

Instrumentos de Coleta de Dados ... 21

Capítulo 3 Métodos Diagnósticos Adicionais para Centro de Pesquisa ...23

. Introdução ...23

Métodos Parasitológicos Disponíveis ...23

Técnicas Sorológicas ...24

Controle Pós- Tratamento ...25

Anexo A Ficha de Acompanhamento Clínico-Laboratorial de Paciente Chagásico Submetido a Tratamento Específico ...27

Anexo B Lista de Centros de Referência ...28

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O manual sobre "Tratamento Etiológico da Doença de Chagas" é destinado aos médicos que atendem pacientes com essa infecção na rede do Sistema Único de Saúde- SUS.

O objetivo deste documento é oferecer informações, as mais recentes relativas ao tratamento da enfermidade, suas indicações, normas para administração e restrições.

A Fundação Nacional de Saúde reuniu vários especialistas no assunto para a produção deste guia que se espera possa preencher, de forma clara e sucinta, uma importante lacuna dentro das publicações relacionadas à Doença de Chagas.

Esta segunda edição foi ampliada, com a introdução de dois novos capítulos - Critérios de A valiação do Tratamento Etiológico da Doença de Chagas e Métodos Diagnósticos Adicionais para Centro de Pesquisa.

A pretensão foi a de fornecer objetivamente informações acerca do conhecimento acumulado e abrangência do tema Tratamento, para que possam ser melhor aplicados no dia a dia dos profissionais.

Introdução

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Capítulo 1

Tratamento Etiológico da Doença de Chagas

Tratamento da Fase Aguda

A fase aguda é a modalidade da doença na qual, por definição, evidencia-se o Trypanosoma cruzi pelo exame direto no sangue periférico ( a fresco ou com coloração, com ou sem concentração) .

A presença de quadro clínico sugestivo e a detecção de anticorpos IgM anti-tripanossoma no soro permitem diagnosticar a fase aguda.

Independentemente de qualquer que tenha sido o mecanismo da transmissão, os pacientes nessa fase devem sempre ser tratados, uma vez que mais de 60% deles podem ser curados, em termos parasitológicos e sorológicos.

Tratamento na Infecção Congênita

Os critérios para o diagnóstico da fase aguda congênita são os mesmos referidos no diagnóstico da fase aguda adquirida. O reconhecimento de que a mãe está infectada pelo T. cruzi faz pensar em transmissão congênita.

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Freqüentemente, a infecção é diagnosticada em sua fase crônica. A persistência das provas sorológicas positivas seis meses após o parto indica ter havido transmissão congênita. O T. cruzi pode ser evidenciado pelo xenodiagnóstico ou hemocultura.

O tratamento específico deve ser efetuado e é mais eficiente quanto mais próximo do parto for instituído. Tratamento na Fase Crônica

O tratamento está indicado nos casos de infecção recente. Na prática, todas as crianças com sorologia positiva.

Em termos de assistência individual e em caráter de investigação, é válida a tentativa de tratamento da forma indeterminada, da forma cardíaca incipiente e da forma digestiva com coração normal ou comprometido de maneira incipiente. Existindo megaesôfago, recomenda-se realizar tratamento sintomático do mesmo, para assegurar o livre trânsito do medicamento e, conseqüentemente, sua absorção.

O tratamento específico ainda não é recomendável em termos de programa de saúde pública. O assunto requer pesquisas suplementares, sobretudo para avaliar se os medicamentos antiparasitários disponíveis coíbem a progressão da doença. Além disso, o tratamento exige acompanhamento médico individualizado, pois os

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fármacos, utilizáveis, por vezes causam importantes efeitos adversos, inviabilizando a operacionalidade da aplicação em larga escala.

Tratamento na Infecção Acidental

A infecção acidental pode ocorrer nos profissionais de saúde que exercem atividades laboratoriais e o risco é concreto, suscitando necessidade de se adotar atenção e cuidados a fim de evitar acometimento pelo T. cruzi. Se presumível, também interpretada como infecção iminente, ou confirmada, o tratamento deve ser iniciado após o acidente. Providenciar coleta de sangue para realização de provas sorológicas antes do início de tratamento, que merecerão repetições posteriores em seguimento evolutivo.

Usar benznidazol 7 -10mg/kg, durante dez dias. É recomendável à execução, previamente, de provas sorológicas no soro de quem vai desenvolver tarefas em laboratórios, providenciando-se avaliações periódicas.

Especulativamente, pode-se mencionar que, eventual receptor de transfusão de sangue proveniente de doador com doença de Chagas, deve ser tratado da mesma forma referida para o caso de acidente laboratorial.

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Tratamento no Contexto de Transplantes de Órgãos

No transplante de órgãos é necessário sempre saber se o doador ou o receptor tem doença de Chagas. O transplante de órgão de indivíduo infectado pelo T. cruzi pode motivar transmissão da parasitose ao receptor, pelo menos quando utilizado órgão de doador vivo e com morte cerebral. Por outro lado, em receptor acometido de doença de Chagas não raramente sucede reativação da tripanossomose, em virtude de imunodepressão. As manifestações clínicas da reativação diferem das encontradas habitualmente na fase aguda. Daí a importância do monitoramento laboratorial constante e adequado.

Em ambos os casos é recomendável que recebam benznidazol: 5 mg/kg/dia, durante 60 (sessenta) dias.

Tratamento na Vigência da Reativação

A reativação da doença de Chagas em imunodeprimidos de várias modalidades pode ocorrer em virtude de motivos diversos. Considerando a freqüente prevalência da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), convém verificar se os infectados estão concomitantemente acometidos pela parasitose, providenciando exames sorológicos diagnósticos prévios, antes de uma possível reativação, mormente se evidenciados componentes epidemiológicos sugestivos.

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Sempre, que for reconhecida a reativação parasitária, comumente acompanhada de variados tipos de manifestações clínicas, é necessário instituir tratamento por meio de benznidazol ou nifurtimox, usando as doses habitualmente tidas como adequadas e especificadas nestas normas. O período de emprego deve ser o suficiente para controlar o evento.

Cogita-se agora de recorrer à quimioprofilaxia, mas faltam estudos capazes de apontar qual a melhor orientação, acatável em sentido prático.

Doses

Benznidazol - Adultos: 5 mg/kg/dia, durante 60 dias. Crianças: 5 -10 mg/kg/dia, durante 60 dias. A quantidade diária deve ser tomada em duas ou três ocasiões, com intervalos de oito ou doze horas.

Nifurtimox - Adultos: 8-10 mg/kg/dia, durante 60 a 90 dias. Crianças: 15 mg/kg/dia, durante 60 a 90 dias. A quantidade diária deve ser tomada em três ocasiões, com intervalos de oito horas.

O benznidazol é o medicamento preferido.

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Efeitos Adversos

As reações de toxicidade e os efeitos colaterais devidos ao benznidazol e ao nifurtimox são semelhantes. O nifurtimox, porém, causa mais comumente manifestações pertinentes ao aparelho digestivo, tais como epigastralgia, hiporexia, náusea, vômitos e emagrecimento, enquanto que o benznidazol provoca, com maior freqüência, dermopatia.

Adiante estão relatados os principais efeitos colaterais motivados pelos dois antiparasitários em questão.

• Alterações hematológicas, por hipersensibilidade: leucopenia e plaquetopenia por vezes com púrpura e agranulocitose. Felizmente a intensa depressão da medula óssea é acontecimento raro. A febre em geral acompanha os danos significativos, que impedem reinício da administração dos fármacos referidos.

• Dermopatia, por hipersensibilidade, de intensidade variável, ocorrendo em cerca de 30% dos usuários das drogas antiparasitárias principalmente de benznidazol. Quando intensa, exige suspensão do tratamento. Tem lugar por volta do nono dia posterior ao início da medicação. A linfadenopatia, em certas oportunidades, acompanha o processo dermatológico.

• Polineuropatia: tem relação com a dose utilizada e, portanto, é mais provável que se manifeste quando recomendadas as doses maiores. A dose diária de

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benznidazol de 5 mg/kg provoca esta manifestação secundária em 10% a 30% dos casos e surge quase sempre no final do período de tratamento.

Quando utilizados para tratamento de crianças e na fase aguda, ambos os medicamentos são melhor tolerados.

Contra-Indicações

Benznidazol ou nifurtimox não devem ser recomendados a pacientes grávidas e em afecções consideradas graves associadas à doença de Chagas. A valiação da Cura

E assunto controverso, ainda está sob avaliação em investigações científicas.

Quanto à fase aguda e à crônica recente deve-se efetuar acompanhamento através de hemocultura e/ou xenodiagnóstico e provas sorológicas. Negatividade prolongadamente repetida tem sido considerada como tradutora de cura.

Em relação à fase crônica, excluída a recente, as dificuldades atuais para formar juízo sobre a cura são reais. Entre elas, sobrepõe-se o significado de exames sorológicos convencionais positivos quando métodos de natureza parasitológica evidenciam negatividade. Alguns autores acentuam a importância da desaparição dos anticorpos líticos, na forma da lise mediada pelo complemento, como critério de cura.

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Tratamentos são viáveis, conforme indicam estas normas e sempre deverão ficar registrados, para possibilitar julgamentos por parte de pesquisadores. Seguimento clínico é aconselhável e só é conveniente prescrever antiparasitário específico quando há diagnóstico adequado, ou seja, baseado em demonstração do T. cruzi ou positividade de testes sorológicos através de, no mínimo, duas técnicas diferentes.

. Médico Capacitado a Tratar

Benznidazol e nifurtimox situam-se no contexto dos medicamentos de alta complexidade, isto é, só podem ser recomendados por profissional que conhece bem particularidades com eles relacionadas e à própria doença de Chagas.

Fase aguda é situação emergencial. Requer tratamento sempre bem conduzido, pois pode envolver gravidade e afigura-se curável em razoável número de casos. Médico sem experiência no caso citado deve procurar colega. ou instituição credenciada para ser orientado. Onde Efetuar o Tratamento

Pacientes que se encontram na fase aguda precisam ser tratados em regime de internação. Na fase crônica o tratamento pode ser feito em ambulatório ou em unidade básica de saúde, sempre sob supervisão de médico experiente.

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Novos Medicamentos

Presentemente só é possível utilizar o benznidazol, pois o nifurtimox deixou de ser fabricado.

Representam percalços ainda os esquemas prolongados, várias manifestações colaterais adversas e a eficácia muitas vezes parcial. Além disso, as reativações, em imunodeprimidos, paulatinamente exigirão maior atenção, sobretudo em virtude da infecção pelo HIV e da AIDS dela decorrente, que se encontram em plena expansão. Assim, almejamos poder contar com novos e melhores fármacos. Universidades e outras instituições devem ser enfática e decisivamente estimuladas para o desenvolvimento de novas drogas.

Disponibilidade dos Medicamentos

E desejável que o Ministério da Saúde garanta o suprimento do benznidazol a profissionais e instituições capacitadas a realizarem o tratamento. Além disso, deve ser vetada a venda desse fármaco sem que conste de receitas emitidas por médicos.

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Capítulo 2 Critérios da Avaliação do Tratamento Etiológico Da Doença de Chagas

Introdução

Este segundo capítulo destina-se aos clínicos que atendem indivíduos infectados com o Trypanosoma cruzi e que pretendem realizar o tratamento etiológico, em nível ambulatorial ou em centros de pesquisa.

O objetivo deste documento, fruto de reunião de especialistas convocados pela FNS em dezembro de 1996, é o de fornecer as informações necessárias ao seguimento dos pacientes tratados.

Procedimentos

• Indicações do Tratamento

De acordo com o primeiro capítulo, os pacientes com indicação terapêutica específica incluem os indivíduos portadores de:

- infecção aguda - infecção congênita

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- Infecção crônica recente (incluindo crianças e adolescentes soros- positivos).

- Infecção crônica, na forma indeterminada e formas clínicas iniciais.

• Exames Pré-tratamento

- Antes de iniciar o tratamento deve-se confirmar a infecção pela realização de, no mínimo, duas provas sorológicas entre as técnicas convencionais

(imunofluorescência indireta (IFI), hemaglutinação indireta (HAI) e técnica imunoenzimática (ELISA). Estas reações devem ser quantitativas, considerando-se que a diminuição dos títulos pós tratamento parece constituir, hoje, um bom indicador de "caminho" para a negativação sorológica, a qual traduz cura. Portanto, só excepcionalmente, deve-se iniciar a terapêutica sem a titulação das reações.

- Armazenamento de Soro: deve-se separar no mínimo 2 m1 de soro do paciente, que deverá ser convenientemente armazenado em refrigerador (freezer com temperaturas de -15°C a -25°C) ou conservado em geladeira misturado em partes iguais com glicerina p.a. (*) (por exemplo 2,0 ml de soro + 2,0 m1 de glicerina). Rotular a alíquota de

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(*) a glicerina poderá ser fornecida, mediante solicitação, pela Fundação Nacional de Saúde, Gerência Técnica de Chagas

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soro (esparadrapo ou etiqueta não descolável), caneta indelével contendo identificação do paciente e data. Recomenda-se que o sangue seja coletado após jejum de, no mínimo, oito horas. Este soro servirá de referência para comparação com soros obtidos em diferentes momentos após o tratamento, com o intuito de verificar o comportamento da concentração de anticorpos. - A avaliação inicial inclui o hemograma para

contagem de leucócitos e plaquetas, assim como exames básicos como eletrocardiograma (ECO) convencional, radiografia de tórax em p A e/ou ecocardiograma. Quando possível, deve-se solicitar o estudo radiológico do esôfago e do intestino grosso.

• Prescrição da Droga

- Benznidazol ("Rochagan") Adultos: 5 mg/kg/dia durante 60 dias.

- Crianças: 5 - 10 mg/kg/dia, durante 60 dias.(**) A quantidade diária deve ser tomada em duas ou três vezes, com intervalos de oito ou doze horas. • Critérios de Acompanhamento do Tratamento Específico (**) Em escolares e adolescentes com peso até 40 kg, recomenda-se a dose de 7, 5 mg/kg/dia, esquema efetivo segundo trabalho recente de Andrade e col, (1996) Casos de transmissão congênita: dose de 10 mg/kg/dia.

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- Efeitos adversos: deverão ser avaliados clínica e laboratorialmente os possíveis efeitos adversos da medicação, já referidos no primeiro capítulo.

- A Avaliação Clínica: inclui o acompanhamento de reações cutâneas, que, se presentes, deverão ser acompanhadas, em regime ambulatorial, durante os primeiros quinze dias de tratamento.

- A Avaliação Laboratorial: inclui a realização de hemograma em tomo do vigésimo dia de tratamento, para detectar eventuais alterações hematológicas. (vide página 12 do primeiro capítulo )

• Eficácia do Tratamento

- Acompanhamento Clínico: o paciente deverá retomar a cada 6,-12 meses, cabendo ao clínico solicitar os exames que julgar convenientes (no mínimo ECG, Rx tórax e/ou ecocardiograma, anualmente). Este acompanhamento clínico deverá ser continuado por, pelo menos, cinco anos.

- Seguimento Sorológico: idealmente deverá ser realizado a cada 6 -12 meses, utilizando os mesmos testes sorológicos inicialmente realizados. A negativação persistente da sorologia convencional significa cura. A queda mantida de, pelo menos três títulos em cada teste sorológico,

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quando comparado ao título obtido nos testes sorológicos iniciais, poderia corresponder a eficácia terapêutica, assunto ainda em estudo. Em cada coleta de sangue deverá ser armazenada uma alíquota de soro, nas mesmas condições assinaladas no item "armazenamento" de soro deste capítulo.

• Aspectos Éticos

- Deve ser assegurado o acompanhamento do paciente para identificação dos possíveis efeitos colaterais.

- Deve ser assegurado o acompanhamento clínico por pelo menos cinco anos.

- Deve-se obter o consentimento para utilização das amostras de soro conservadas, para estudos futuros.

• Instrumentos de Coleta de Dados

- As informações clínicas e laboratoriais básicas deverão ser registradas em ficha padronizada, de acordo com o anexo "A".

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Capítulo 3

Métodos Diagnósticos Adicionais

para Centros de Pesquisa

Introdução

Este capítulo destina-se a médicos especializados em tratamento específico, que geralmente atuam no âmbito de Instituições de Pesquisa, visando homogeneizar certos procedimentos utilizados no seguimento de pacientes chagásicos tratados. Na medida em que o médico não especialista deseja interagir com um destes grupos, ou incluir no seu seguimento outros exames, poderá fazê-lo no seu protocolo com alguns dos procedimentos a seguir discriminados, sem descuidar o seguimento sorológico, por técnicas convencionais, como descrito no 2° capítulo e considerado como "padrão" até o presente.

O seguimento pode ser realizado por métodos parasitológicos e sorológicos.

Métodos Parasitológicos Disponíveis

• Os exames parasitológicos existentes, são os seguintes:

- Xenodiagnóstico com 40 ninfas de triatomíneos, tanto natural como artificial.

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- Hemocultivo, segundo técnica preconizada por Luz e cols. (1994).

- PCR: a técnica de reação polimerásica em cadeia (PCR = Polymerase Chain Reaction) traz o potencial de se poder detectar quantidades mínimas de DNA de T. cruzi em amostras de sangue de pacientes infectados com o parasito. Em conseqüência de sua elevada sensibilidade, esta técnica pode ser utilizada para pesquisar a eventual presença de parasitos circulantes em pacientes tratados. A PCR deve ser realizada em centros regionais de pesquisa, sendo que a coleta de sangue pode ser efetuada em ambulatório, desde que diluída em partes iguais com o tampão "guanidina-EDTA". Nestas condições as amostras podem permanecer à temperatura ambiente por 30 dias, até o seu processamento no Laboratório especializado. Técnicas Sorológicas

- Além de sorologia convencional, já discutida no capítulo 2, existem técnicas não convencionais, que geralmente requerem condições ou equipamento especial, só disponíveis em centros de pesquisa, quais sejam:

- Lise mediada por complemento, utilizando parasitos vivos. Atualmente existem pesquisas

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que empregam a citometria de fluxo executar este exame.

- Westem blot: consiste em eletroforese do parasito e posterior contato dos antígenos com os soros dos pacientes.

- Emprego de antígenos purificados recombinantes e peptídios sintéticos, por meio de técnicas imunoenzimáticas, "dot blot" ou quimioluminiscência.

Controle Pós-Tratamento

- A valiação parasitológica: xenodiagnóstico e/ou hemocultivo realizados cada mês ou cada dois meses, nos dois primeiros anos após o tratamento. A seguir, cada 3 a 6 meses, de acordo com as possibilidades de cada centro. O valor absoluto destes exames decorre de sua positividade, que, se presente após o tratamento, indica inequivocamente fracasso terapêutico. Resultados negativos não excluem fracasso terapêutico, tendo em conta a baixa sensibilidade destas técnicas.

- PCR: Periodicidade a cada seis meses

- Sorologia Convencional com HAI, lFI e ELISA a cada seis meses

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que empregam a citometria de fluxo executar este exame.

- Westem blot: consiste em eletroforese do parasito e posterior contato dos antígenos com os soros dos pacientes.

- Emprego de antígenos purificados recombinantes e peptídios sintéticos, por meio de técnicas imunoenzimáticas, "dot blot" ou quimioluminiscência.

Controle Pós-Tratamento

- A valiação parasitológica: xenodiagnóstico e/ou hemocultivo realizados cada mês ou cada dois meses, nos dois primeiros anos após o tratamento. A seguir, cada 3 a 6 meses, de acordo com as possibilidades de cada centro. O valor absoluto destes exames decorre de sua positividade, que, se presente após o tratamento, indica inequivocamente fracasso terapêutico. Resultados negativos não excluem fracasso terapêutico, tendo em conta a baixa sensibilidade destas técnicas.

- PCR: Periodicidade a cada seis meses

- Sorologia Convencional com HAI, lFI e ELISA a cada seis meses

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- Teste de lise mediada por complemento; de seis em seis meses

- Outras Técnicas como: citometria de fluxo, quimiolu-miniscência e emprego de antígenos recombinantes têm sido estudados e poderão vir a se constituir em padrões como critério de avaliação do tratamento etiológico.

Seria interessante o estudo das cepas de T. cruzi isoladas dos pacientes por xenodiagnóstico e/ou hemocultivo, com a finalidade de testar a suscetibilidade das mesmas aos quimioterápicos em uso clínico.

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Anexo A

Ficha de Acompanhamento Clínico-Laboratorial de Paciente Chagásico Submetido a Tratamento Específico

Registro nº... Nome: ... Data:... Endereço: ...

Telefone de contato: ...

Data de Nascimento: ... Sexo: ... Peso: ... Sorologia Inicial: Título

IFI ... HAI ... ELISA ...

A valiação Clínica: ECG ... RX Tórax ... RX Esôfago ... ECO Opaco ... Forma Clínica: ... Tratamento: Data Início .../ .../ ...

Posologia Utilizada ... Reações Adversas: ... Data Finalização ..../.../...

Local: ...Médico Responsável: ... Retornos: Data:.../..../... Observações ... Forma Clínica ... Sorologia ... Médico Responsável ... Data:.../..../... Observações ... Forma Clínica ... Sorologia ... Médico Responsável ... 27

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Anexo B

Lista de Centros de Referência

Tratamento

Belo Horizonte: Dr. Joaquim Romeu Cançado, UFMG

Telefone: (031) 224-2335 das 08:00 as 12:00 Fax: (031) 273-4234

Dra. Eliane Gontijo, UFMG

Telefone: (031) 239- 7453/226-5744 Fax: (031) 222-0300

Bahia: Dra. Sônia Gumes Andrade (Testes experimentais) Telefone: (071) 359-4320

Fax: (071) 359-4292

Brasília: Dra. Vanize Macedo, Núcleo de Medicina Tropical, UnB Telefone: (061) 273-5008

Fax: (061) 273-2811

Goiânia: Dr. Anis Rassi, Hospital São Salvador Telefone: (062) 2121044

Dra. Ana Lúcia S. S. Andrade, IPTSP, UFG Telefone: (062) 261-6389

Fax: (062) 261-6389

Recife: Dr. Wilson Oliveira Júnior, Ambulatório de Doença de Chagas do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, UPE Telefone: (081) 421-1077 rama1 183

Fax: (081) 226-6426

Rio de Janeiro: Dr. José Rodrigues Coura, Fiocruz Telefone: (021) 280-3740 Fax: (021) 260-6707

São Paulo: Dr. Abílio Fragata Filho, Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, Faculdade de Taubaté

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Telefone: (011)549-1144 ramal 155 Fax: (011) 591-2684 ou (011) 571-2279

Dr. Vicente Amato Neto, Hospital das Clínicas, USP Telefone: (011) 881-8144

Fax: (011) 881-8158 Uberaba: Dr. Aluízio Prata

Telefone: (034) 312-7722 R/ 2179 Sorologia para Tripanossomíase Americana

Belo Horizonte: Dra. Eliana Furtado Moreira, FUNED, SES Telefone: (031) 332-9738

Fax: (031) 332-2534

Goiânia: Dr. Alejandro O. Luquetti, Lab. Chagas, HC, UFG Telefone: (062) 202-1800 ramal 1071

Fax: (062) 202-1500

São Paulo: Dra. Eufrozina Umezawa, IMTSP, USP Telefone: (011) 852-3622

Recomendação: Quem estiver interessado em trabalhar com procedimentos especiais, tais como: PCR, caracterização de cepas e antígenos recombinantes, solicitar o endereço dos responsáveis à Gerência Técnica da Doença de Chagas:

Dra. Vilma Ramos Feitosa (Gerente Técnico ) Dr. Lúcio Flávio Castro Nasser

Fundação Nacional de Saúde

SAS -Quadra 04 -Bloco N -Sala 713 Telefone e Fax: (061) 321-1721. Brasília -DF

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Elaboradores do 1° Capítulo

Abílio Augusto Fragrata Filho Alejandro Luquetti Ostennayer

A\uízio Prata Anis Rassi

Eliana Dias Gontijo Humberto de Oliveira Ferreira José Rodrigues Coura

Joaquim Romeu Cançado Sônia Gumes Andrade Vanize Oliveira Macedo

Vicente Arnato Neto Wilson de Oliveira Júnior

Zigman Brener

Presidente

Aluízio Prata

Relator

Vicente Arnato Neto

Elaboradores do 2° e 3° Capítulos

Abílio Fragata Filho Alejandro Luquetti Ostennayer

Ana Lúcia S.S. de Andrade

Anis Rassi Eliane Dias Gontijo Eufrozina Umezawa José Franco da Silveira

Joaquim Romeu Cançado Octávio Fernandes Sônia Gumes Andrade Vanize Oliveira Macêdo Wilson de Oliveira Júnior

Zigman Brener

Presidente

Zigman Brener

Relator

Alejandro Luquetti Ostennayer

Promotores

Antônio Carlos Silveira Antonia Lins Femandes Carlos

João Carlos Pinto Dias Lúcio Flávio Castro Nasser

Márcio Costa Vinhaes Vilma Ramos Feitosa

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