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DOENÇA DE CHAGAS PARASITOLOGIA

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Academic year: 2022

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DOENÇA DE CHAGAS

PARASITOLOGIA

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DOENÇA DE CHAGAS

CONTEÚDO: LAIO TERRANOVA

CURADORIA: JULIANA BRENANDE

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SUMÁRIO

AGENTE ETIOLÓGICO ... 4

CICLO BIOLÓGICO ... 4

CICLO BIOLÓGICO NO HOSPEDEIRO VERTEBRADO ... 5

CICLO BIOLÓGICO NO HOSPEDEIRO INVERTEBRADO ... 5

INFECTIVIDADE ... 5

PERÍODO DE INCUBAÇÃO ... 6

FASE AGUDA ... 6

FASE CRÔNICA ... 6

DIAGNÓSTICO ... 7

CONTROLE ... 7

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AGENTE ETIOLÓGICO

É o Trypanosoma cruzi, um protozoário flagelado.

O nome é derivado do grego trypano- (broca) e -soma (corpo), por causa do mo- vimento em forma de saca-rolhas. O epí- teto específico “cruzi” foi dado pelo seu descobridor, Carlos Chagas, em homena- gem ao seu mestre, o médico Oswaldo Cruz. O T. cruzi pode apresentar as seguin- tes formas durante o seu ciclo vital:

Amastigota: forma ovoide, de pequena dimensão e pouca mobilidade.

Tripomastigota: corpo celular longo e achatado, com cinetoplasto redondo e posteriorizado. O flagelo atravessa toda a extensão da célula, aderido pela membrana ondulante.

Epimastigota: forma alongada e fusi- forme, com cinetoplasto discoide e

próximo ao núcleo. O flagelo emerge longe da extremidade anterior, colado à membrana celular pela membrana on- dulante.

Adaptado de https://es.wikipedia.org/wiki/Ar- chivo:Trypanosomatid_Cellular_Forms.png

CICLO BIOLÓGICO

Tipo: Heteroxênico (isto é, se completa apenas se o parasito infestar mais de um hospedeiro).

Hospedeiro vertebrado: humanos e outros mamíferos.

Hospedeiro invertebrado: hemípteros da subfamília Triatominae.

O T. cruzi é um parasita obrigatório, e passa por uma fase de multiplicação intra- celular no hospedeiro vertebrado (homem e outros mamíferos) e extracelular no in- seto vetor (triatomíneos). O T. cruzi se re- produz apenas assexuadamente, por di- visão binária!

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Adaptado de https://www.cdc.gov/parasites/chagas/biology.html

CICLO BIOLÓGICO NO HOSPE- DEIRO VERTEBRADO

CICLO BIOLÓGICO NO HOSPE- DEIRO INVERTEBRADO

INFECTIVIDADE

Transmissão pelo vetor: As formas in- fectantes para o homem são os tripo- mastigotas metacíclicos contidos nas fezes dos insetos, que penetram facil- mente através das mucosas e das

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6 conjuntivas ou de qualquer solução de

continuidade da pele.

Transfusão sanguínea: Importância do controle rigoroso em bancos de san- gue.

Transmissão congênita: O diagnóstico diferencial é feito pelo encontro do T.

cruzi na placenta ou pesquisa de anti- corpos IgM anti T. cruzi no soro do re- cémnascido.

Transmissão oral: destacam-se surtos relatados através do consumo de caldo de cana e açaí relatados no país.

• Também pode ocorrer através de aci- dentes de laboratório e transplantes.

PERÍODO DE INCUBAÇÃO

Varia entre uma e três semanas. Nas infec- ções transfusionais, esse período costuma ser mais longo e pode estender-se até mais de 60 dias.

FASE AGUDA

Inicia através das manifestações locais, quando o T. cruzi penetra na conjuntiva (sinal de Romaña) ou na pele (chagoma de inoculação). Pode ser sintomática ou as- sintomática (mais frequente), a depender do estado imunológico do hospedeiro. As manifestações gerais são febres, edema localizado e generalizado, hepatomegalia, esplenomegalia, e às vezes, insuficiência cardíaca e perturbações neurológicas. O óbito, quando ocorre, é devido a

meningoencefalite aguda ou a insuficiên- cia cardíaca por miocardite aguda difusa.

FASE CRÔNICA

Após a fase aguda, os sobreviventes pas- sam por um longo período assintomático (10 a 30 anos). Esta fase é chamada de forma indeterminada, pois têm um prog- nóstico incerto: tanto podem evoluir para as formas crônicas típicas, como permane- cer latentes.

Forma indeterminada/latente: Cerca de metade dos paciente chagásicos que passaram pela fase aguda perten- cem a esta forma, caracterizada pelos seguintes parâmetros: positividade de exames parasitológicos ou sorológicos;

ausência de sintomas; eletrocardio- grama convencional normal; coração, esôfago e cólon radiologicamente nor- mais (sem megas).

Fase crônica sintomática: Podem ins- talar-se depois de um intervalo assin- tomático de latência ou imediatamente ao período agudo. Os sintomas se ma- nifestam em duas formas principais: a cardíaca e a digestiva.

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@jalekoacademicos Jaleko Acadêmicos @grupoJaleko

DIAGNÓSTICO

Origem e história de viagem do paciente, presença dos sinais de entrada (sinal de Romana e/ou chagoma de inoculação), acompanhados de sintomas fazem suspei- tar de fase aguda da doença de Chagas. As alterações cardíacas (reveladas pelo ECG), do esôfago e do cólon (reveladas pela ra- diogrtafia) fazem suspeitar da fase crônica da doença.

No período agudo: A parasitemia é alta e se recomenda principalmente a pes- quisa de parasitos no sangue através de exames parasitoscópicos do sangue (a fresco, gota espessa, coloraçao por Giemsa), punção-biópsia de linfonodo, imunofluorescência, a hemaglutinação etc.

Na fase crônica: A parasitemia é baixa e por isso são mais indicadas as provas imunológicas; o xenodiagnóstico e a cultura ou a inoculação em animais de laboratório.

CONTROLE

Como não existem tratamentos eficazes, nem estratégias de imunização, o controle da endemia restringe-se ao combate aos triatomíneos, interrompendo o ciclo para- sitário, e à melhoria das habitações rurais.

A transmissão transfusional deve ser evi- tada pela exclusão de candidatos a doado- res que sejam positivos nos testes soroló- gicos para o T. cruzi. e pela adição de subs- tâncias tripanossomicidas ao sangue, sempre que não for possível a identificação e a exclusão dos doadores suspeitos.

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