PLANO DE AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL
ANO 2017
COMISSÃO PRÓPRIA DE AVALIAÇÃO DA UFSC
Representantes Docentes
Sérgio Luiz Ferreira (presidente) – Campus de Blumenau Cláudio Macedo de Souza
Cláudio Michel Poffo – Campus de Araranguá Irineu Afonso Frey
Representantes dos Servidores Técnico-Administrativos
Amarilis Laurenti – Campus de Joinville Kauê Tortato Alves – Campus de Curitibanos
Lucia Gomes Beuter Soraia Selva da Luz
Representante Discentes
Lucas Oliveira Florindo (Graduação) Meirielle Tainara de Souza (Pós-graduação)
Representante dos Egressos
Maria Armênia Müller Wendhausen
Representante da Sociedade Civil Organizada
Elisiani Cristina de Souza de Freitas Noronha
APOIO TÉCNICO-ADMINISTRATIVO
SUMÁRIO
LISTA DE FIGURAS ... 3
APRESENTAÇÃO ... 4
1. INTRODUÇÃO... 5
2. OBJETIVOS ... 6
3. AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL DA UFSC: UMA BREVE RETROSPECTIVA ... 7
4. PLANO DE AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL DE 2016 ... 10
4.1. Sensibilização da Comunidade Universitária ... 11
4.2. Preparação dos Instrumentos de Coleta de Dados ... 12
4.3. Coleta e Sistematização de Dados ... 14
4.4. Análise e Diagnóstico da Realidade Institucional ... 15
4.5. Divulgação dos Resultados ... 15
4.6. Proposição e Implantação de Ações ... 16
4.7. Meta-avaliação ... 16
5. CRONOGRAMA DOS PROCESSOS DE AVALIAÇÃO DE 2016 ... 17
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS ... 19
REFERÊNCIAS ... 20
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 – Ciclo do Processo de Avalição de 2005 ... 8
Figura 2 – Ciclo do Processo de Avaliação atual ... 10
Figura 3 – Fluxo do Processo de Sensibilização ... 11
APRESENTAÇÃO
A autoavaliação institucional faz parte da história da UFSC na busca pela melhoria contínua em todos os seus processos relacionados ao ensino, à pesquisa, à extensão e à gestão. A partir de 2004, a autoavaliação passou a ser conduzida pelas orientações do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), instituído pela Lei nº 10.861/2004. Uma de suas previsões é obrigatoriedade da criação de uma Comissão Própria de Avaliação (CPA) em cada Instituição de Ensino Superior (IES).
De acordo com o art. 11 da referida Lei, a CPA é responsável pela condução dos processos de avaliação interna e pela sistematização e prestação de informes solicitados pelo Inep/MEC. Sua existência, no entanto, não deve se pautar apenas em razão de uma exigência legal. É seu dever preocupar-se fundamentalmente com a garantia da qualidade do ensino superior.
A CPA da UFSC, designada pela Portaria nº 453, de 02 de julho de 2004, atualmente está vinculada ao Gabinete da Reitoria como órgão assessor, autônomo e estratégico. Seu Regimento mais recente foi aprovado pela Resolução Normativa nº 45/CUn/2014, de 20 de novembro de 2014. Logo no ano seguinte, a Comissão passou a conduzir as avaliações de curso - antes sob coordenação da Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD).
Como coordenadora dos processos avaliativos internos, a CPA planeja anualmente uma proposta com as etapas para a realização das avaliações, sendo elaborado no ano corrente o presente Plano de Avaliação da UFSC de 2017, que tem por objetivo orientar as atividades da Comissão e trazer o detalhamento das fases de um ciclo avaliativo.
Para concretizar o planejamento realizado, é imprescindível a participação da comunidade universitária, sobretudo porque as avaliações são uma oportunidade de o público se manifestar sobre o desempenho da Universidade em relação aos mais diversos âmbitos em que atua, momento que se constitui em um modo de exercício legítimo da cidadania acadêmica.
A autoavaliação institucional e a avaliação de curso ainda permitem analisar se a UFSC está cumprindo com a missão institucional e com os propósitos estabelecidos no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), de modo que fica evidente a importância em assumir as avaliações como um recurso que permite o autoconhecimento e, consequentemente, fornece os subsídios para o planejamento e a implementação de ações comprometidas com o aperfeiçoamento da instituição.
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1. INTRODUÇÃO
O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) é constituído por três vertentes: avaliação das Instituições de Ensino Superior (IES), avaliação de cursos e avaliação do desempenho acadêmico dos estudantes (Enade); as quais são realizadas por meio da coordenação e supervisão da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (CONAES) e da operacionalização das atividades a partir do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Tais vertentes representam as avaliações externas e possuem como finalidade a busca pelo aperfeiçoamento da qualidade do ensino superior, a expansão da sua oferta, o aumento da eficácia institucional assim como da efetividade acadêmica e a promoção cada vez maior das responsabilidades sociais das IES.
Por outro lado, as Comissões Próprias de Avaliação (CPAs) são responsáveis pelas avaliações internas - a autoavaliação institucional primordialmente e, no caso da UFSC, a avaliação de curso. Ambas são também pautadas pelas orientações do Sinaes e devem considerar o perfil de cada instituição quando colocadas em prática.
Tanto as avaliações externas quanto as internas somente atingem seus objetivos quando concebidas como ferramentas de gestão e de aperfeiçoamento institucional. Ainda precisam estar vinculadas a um planejamento capaz de trazer os elementos essenciais para a realização dos processos avaliativos.
Por essas razões, o Plano de Avaliação Institucional de 2017 da UFSC, traz as seguintes etapas para o desenvolvimento dos processos avaliativos: sensibilização da comunidade universitária, concepção dos instrumentos de avaliação, coleta e sistematização de dados, análise e diagnóstico da realidade institucional, divulgação dos resultados, proposição e implantação de ações, além da meta-avaliação.
Além de conter essas fases especificadas individualmente, o Plano ainda apresenta um breve histórico sobre a avaliação na UFSC, bem como o cronograma de atividades. Com o planejamento definido, a CPA deve executar e interferir quando necessário para cada vez mais aprimorar os processos avaliativos na instituição, importantes ferramentas à gestão da Universidade.
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2. OBJETIVOS
O Plano de Avaliação Institucional de 2017 é o instrumento de planejamento das avaliações internas da UFSC em que são definidas as estratégias de execução dos processos avaliativos. O objetivo principal é buscar a excelência das práticas institucionais, isto é, das atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão universitária; por meio dos objetivos específicos elencados a seguir:
Consolidar uma cultura de avaliação, principalmente junto aos alunos da graduação e da pós-graduação, pois realizam a avaliação de curso, além da autoavaliação institucional. É importante considerar também as porcentagens de participação de cada segmento desde 2014/2;
Aprimorar o processamento dos dados coletados, em conjunto com a Superintendência de Governança Eletrônica e Tecnologia da Informação e Comunicação (SeTIC) e com parcerias externas, procedendo-se à sistematização das informações e à devolutiva dos resultados para a comunidade universitária mais rapidamente e de forma mais clara;
Identificar as ações desenvolvidas nas áreas de ensino, pesquisa, extensão e gestão e relacioná-las com a missão institucional e as metas estabelecidas no PDI;
Promover diagnósticos dos cursos e socializar os resultados com o intuito de implementar o debate aos segmentos interessados em torno de mudanças que sejam necessárias;
Propor ações com base na discussão dos resultados;
Revisar os instrumentos avaliativos semestralmente, buscando uma maior especificidade das informações coletadas para com isso verificar problemas mais pontuais;
Os instrumentos avaliativos referentes aos alunos de graduação devem ser revisados pela Câmera de Graduação, assim como deverá haver uma análise da PROPG relativa ao questionário da pós-graduação;
Inserir em 2017 nos questionários a autoavaliação do corpo docente, do discente e do corpo técnico-administrativo;
Permanecer com o mapeamento das avaliações externas e com a solicitação aos coordenadores de curso para demandar ações decorrentes de processos avaliativos;
Debater sobre a cobrança aos chefes de departamento sobre o desempenho de professores que tiveram avaliação inferior a nota 3,0;
Criação de uma secretaria ou pelo menos de uma coordenação de avaliação;
Buscar recursos para realizar campanhas de sensibilização e buscar maior proximidade com a Agecom.
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3. AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL DA UFSC: UMA BREVE RETROSPECTIVA
Desde a criação da UFSC, a autoavaliação era realizada de maneira informal nas diversas instâncias e cursos, resultando em ações isoladas. No entanto, no ano de 1993, esse processo foi institucionalizado por meio da efetivação do Projeto de Avaliação Institucional da UFSC (PAIUFSC), conforme previsto no Programa de Avaliação Institucional das Universidades Brasileiras (PAIUB).
O PAIUFSC compreendia seis subprojetos: “Programa de Formação Pedagógica dos Docentes (PFPD)”, “Informações da Instituição”, “Questionário ao Aluno”, “Questionário ao Professor”, “Questionário ao Ex-Aluno” e “Avaliação da Pós-Graduação”. Foram realizados seminários da graduação e da pós-graduação para a discussão dos subprojetos, os quais se pautaram em sensibilizar a comunidade universitária e em consolidar valores associados à preocupação com a melhoria contínua da qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão, sobretudo do ensino de graduação, que passou a ser o foco principal no decorrer do processo avaliativo.
O Projeto ainda contava com uma Avaliação Externa que focava em oferecer maior credibilidade e em dar continuidade ao processo avaliativo, sendo desenvolvida por uma comissão de avaliadores externos, sem vínculos diretos com a instituição. Em 1997, realizou-se a primeira avaliação externa no Centro de Filosofia e Ciências Humanas – CFH, em que foram avaliados os cursos, departamentos e programas de pós-graduação em Psicologia, História e Geografia.
No primeiro semestre de 2003, a avaliação de ensino de graduação passou a ser realizada pelo Sistema de Avaliação Acadêmica, sendo on-line e em três etapas: 1ª Etapa – Questionamentos sobre o horário das aulas, local, nome do professor, plano de ensino, utilização de livros na biblioteca e uso do laboratório de informática; com o intuito de realizar um diagnóstico informativo para subsidiar a tomada de decisões; 2ª Etapa – Avaliação do docente pelo discente; e 3ª Etapa – Questionários aplicados aos formandos, cujo objetivo era traçar um perfil socioeconômico, cultural e acadêmico do aluno a se formar, pois havia somente o perfil de ingresso. Após o retorno dos questionários, os dados eram analisados por curso, sendo destacadas as tendências gerais.
A partir de 2004, a autoavaliação na UFSC passou a ser dirigida pelas orientações e princípios do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Esse sistema, embora se espelhe em alguns dos princípios de avaliação do PAIUB, diferencia-se pelo caráter regulatório do processo autoavaliativo e pela definição de dez dimensões que devem ser avaliadas - recentemente organizadas em cinco eixos.
Ainda no mesmo ano, foi criada a Comissão Própria de Avaliação na UFSC pela portaria nº 453/GR/2014, de 02 de julho de 2014 e, após a concepção e aprovação do seu Regimento Interno pelo Conselho Universitário, a CPA elaborou o primeiro Programa de Autoavaliação Institucional concluído em 2005, o qual se constituiu na base para as edições seguintes de 2006 e de 2007, estabelecendo-se em seguida um lapso temporal com a ausência de um novo programa, apenas sendo elaborado novamente de 2015 em diante.
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As discussões em torno do Programa de 2005 resultaram na proposição das seguintes etapas para orientar as atividades da Comissão: sensibilização e concepção dos instrumentos de autoavaliação; validação dos instrumentos de autoavaliação, coleta de dados: consulta à comunidade e pesquisa documental, diagnóstico; socialização de resultados e meta-avaliação.
As fases estabelecidas formavam um ciclo contínuo que visava à melhoria do próprio processo avaliativo de forma a produzir mais respostas à autoavaliação, conforme indica a Figura 1. Sobre cada momento do ciclo incidiam os atores desse processo que ajudavam na sua realização para que todas as dimensões fossem contempladas, de modo que os objetivos da avaliação fossem alcançados.
Figura 1 – Ciclo do Processo de Avalição de 2005
CPA – Comissão Própria de Avaliação CSA – Comissão Setorial de Avaliação NPD – Núcleo de Processamento de Dados
CoU – Comunidade Universitária
Fonte: Plano de Auto-Avaliação de 2005.
Todo o processo foi supervisionado e efetivado pela CPA, com o apoio das Comissões Setoriais de Avaliação (CSAs) e dos Núcleos de Processamento de Dados (NPDs).
Em 2008, a Comissão passou a ter suporte administrativo da Secretaria de Planejamento (SEPLAN), transformada posteriormente na Pró-Reitoria de Planejamento e Orçamento (PROPLAN). Em 2014, o processo de autoavaliação foi submetido a uma análise por uma comissão especial para se verificar o alcance de seus objetivos definidos
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inicialmente. Desse trabalho, resultaram as propostas de alterações no regimento e na estrutura de avaliação utilizada até então. A Resolução que aprovou o novo e atual Regimento da CPA está no Anexo A.
A CPA deixou de ter suporte administrativo da PROPLAN a partir de 2014 e passou a ser vinculada diretamente à Reitoria a fim de realizar suas atividades com mais autonomia, comportando-se como um órgão assessor e estratégico.
Dentre suas funções, optou-se pela unificação do processo avaliativo na UFSC, com o objetivo de integrar a avaliação de curso realizada pela Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD) com a autoavaliação institucional já conduzida pela CPA. Para auxiliar nas atividades da Comissão, em 2015 foram criados os Núcleos de Apoio à Avaliação (NAAs) em cada centro localizado fora do campus sede da UFSC (Araranguá, Blumenau, Curitibanos e Joinville).
Atualmente, a CPA é constituída por doze membros designados pelas portarias nº 1982/2016/GR, de 29 de agosto de 2016; 2207/2016/GR, de 30 de setembro de 2016; 2598/2016/GR, de 11 de novembro de 2016, 319/2017/GR, de 06 de fevereiro de 2017 e 492/2017/GR, de 08 de março de 2017.
Sua composição abrange dois representantes docentes, dois representantes dos TAEs (campus sede), um representante discente da graduação e um da pós-graduação, um representante da sociedade civil organizada, um representante dos egressos e um representante de cada centro localizado fora do campus sede da UFSC. A gestão da Comissão é de dois anos e encerra-se em 31 de agosto de 2018, data de publicação da primeira portaria.
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4. PLANO DE AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL DE 2016
O Plano de Avaliação Institucional de 2017 é um instrumento estratégico para a realização tanto da autoavaliação institucional quanto da avaliação de curso – processos de avaliação interna na UFSC. O plano traz ações a serem desenvolvidas ao longo do ano pela CPA e pelos NAAs, com o apoio técnico de setores como a Agência de Comunicação (Agecom) e a Superintendência de Governança Eletrônica e Tecnologia da Informação e Comunicação (SeTIC).
A autoavaliação institucional envolve as dez dimensões do Sinaes determinadas pela lei nº 10.861, desde 2014 estruturadas em cinco eixos: “Planejamento e Avaliação institucional”, “Desenvolvimento Institucional”, “Políticas Acadêmicas”, “Políticas de Gestão” e “Infraestrutura Física”. Já a avaliação de curso envolve os docentes e as disciplinas por eles ministradas em um semestre. Os dois processos devem ocorrer semestral e concomitantemente assim que aberto o período de consulta à comunidade universitária. No entanto, cada um conserva suas particularidades.
Para o desenvolvimento dos processos avaliativos de 2017, as etapas basearam-se no primeiro ciclo de avaliação elaborado em 2005 (Figura 1), as quais estão representadas conforme a Figura 2:
Figura 2 – Ciclo do Processo de Avaliação atual
O processo é cíclico e contínuo, tendo em vista que todas as etapas devem ser completadas a cada final de semestre. Cada uma delas será abordada individualmente a seguir.
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4.1. Sensibilização da Comunidade Universitária
Um componente essencial para a realização das avaliações internas é a cooperação expressiva da comunidade universitária nos processos avaliativos. Para que a participação voluntária seja efetiva e confiável é preciso que os atores envolvidos tenham conhecimento da existência desses processos e da sua importância para a Universidade, o que pressupõe a disseminação de uma cultura de avaliação.
A dinâmica que traduz o processo de sensibilização traz como novidade a criação dos Núcleos de Apoio à Avaliação (NAAs), localizados nos Centros de Araranguá, Blumenau, Curitibanos e Joinville; que auxiliam nas atividades da Comissão, função antes exercida pelas comissões setoriais, hoje extintas. Desse modo, as ações são iniciadas pela CPA e procuram alcançar os diferentes segmentos da comunidade universitária, como demonstra a Figura 3:
Figura 3 – Fluxo do Processo de Sensibilização
Para o fluxo de sensibilização ser eficaz deve envolver a Agecom e a SeTIC em conjunto com a CPA no intuito de desenvolver ações que objetivam dar visibilidade aos processos avaliativos. Em 2016, foi realizada uma reunião com a Agência para definir novas ideias relativas à divulgação das avaliações, no sentido de aprimorar a utilização dos meios de comunicação, a exemplo das redes sociais, com a inserção de vídeos explicativos.
Por outro viés, há um momento em que a comunidade universitária é convidada a responder os formulários eletrônicos de coleta de dados, customizados para cada um dos seguintes segmentos: estudantes de graduação, regularmente matriculados em cursos presenciais da UFSC; estudantes de pós-graduação, regularmente matriculados em cursos presenciais da UFSC; docentes, em efetivo exercício na UFSC; servidores técnico-administrativos em educação (TAEs) em efetivo exercício na UFSC; e gestores, grupo constituído por professores e TAEs que ocupam cargo administrativo com função gratificada na UFSC.
O convite é realizado por meio de e-mail e o acesso ao questionário ocorre tanto pelo
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que demonstrou ser importante foi o contato anterior também via e-mail com os coordenadores de curso, permitindo-se que informações mais detalhadas acerca das avaliações fossem repassadas a fim de inclusive demandar uma divulgação mais incisiva e individualizada nos respectivos cursos.
A sensibilização também abrange a confecção de cartazes que são distribuídos por toda a instituição, além de chamadas nas redes sociais oficiais. Após a coleta e a sistematização dos dados, novamente é enviado e-mail a todos os segmentos, de modo a realizar a devolutiva dos resultados obtidos, informando que os relatórios elaborados a partir dos questionários encontram-se na página eletrônica da CPA.
Além disso, os resultados das avaliações de curso são divulgados em cada Centro de Ensino, especificamente nas reuniões dos Conselhos de Unidades. Os Chefes de Departamento e os Coordenadores de Curso têm acesso aos dados sobre os docentes e as disciplinas vinculados ao seu respectivo Departamento ou Curso. Os professores apenas acessam a sua avaliação individual como docente e de sua(s) disciplina(s).
Com o objetivo de trazer o feedback dos processos passados e de promover a sensibilização para processos futuros , a CPA realizou o evento intitulado “Desafios da Avaliação Institucional na UFSC”, no dia 30 de junho de 2016, com a participação sobretudo de docentes. Para o ano de 2017, o foco será a reformulação do sistema utilizado para coleta das informações, razão pela qual não há previsão inicial de evento a ser organizado.
Com base nessas ações, a CPA pretende consolidar cada vez mais a cultura de avaliação, principalmente junto aos discentes, o que envolve não somente o momento anterior ao período de consulta, mas inclusive o posterior, no sentido de trazer ao conhecimento dos alunos uma devolutiva dos resultados rápida e clara para que estejam mais conscientes dos pontos fracos e fortes relativos aos cursos e à instituição e possam contribuir com debates sobre o aperfeiçoamento da gestão acadêmica e administrativa.
4.2. Preparação dos Instrumentos de Coleta de Dados
A compreensão da avaliação como um processo dinâmico e contínuo impõe à CPA a revisão periódica dos seus instrumentos avaliativos e dos procedimentos de avaliação, de modo a ajustá-los aos diferentes contextos e situações que se apresentam no cenário da Universidade para que possibilitem a clara identificação da realidade institucional.
No segundo semestre de 2014 houve uma grande mudança na concepção dos instrumentos. Definiu-se que as questões referentes à autoavaliação institucional seriam aglutinadas devido a grande quantidade de perguntas, devendo ser inseridos descritores nas alternativas como forma de facilitar a resolução do questionário. A partir de então os instrumentos são semestralmente revisados.
Os questionários relativos a cada segmento incluem perguntas sobre os eixos do Sinaes. No entanto, para estudantes da graduação e da pós-graduação há questões que consideram ainda a avaliação dos docentes e das disciplinas, incorporadas desde o primeiro semestre de 2015.
Para o levantamento de informações complementares, são elaborados roteiros que se constituem em textos com perguntas dirigidas a setores específicos da Universidade com
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o objetivo de coletar informações importantes sobre as dimensões específicas de cada eixo. No caso da dimensão “Comunicação com a Sociedade”, por exemplo, quatro roteiros diferentes são enviados a quatro setores da instituição relacionados com esse tópico. Os roteiros devem ser revisados e encaminhados anualmente para que sejam indicadas quais ações foram implementadas durante um ano e relatadas as pendências.
A Figura 4 representa a aplicação dos questionários de maneira a demonstrar que a avaliação de cada dimensão está conectada a um ou mais segmentos da comunidade universitária. Ao selecionar duas das três dimensões do eixo “Políticas de Gestão”, nota-se que a dimensão “Organização e Gestão da Instituição” é avaliada por todos os segmentos da comunidade universitária enquanto que a dimensão “Sustentabilidade Financeira”, apenas pelos gestores, docentes e servidores técnico-administrativos. A dimensão “Responsabilidade Social da Instituição” é abordada somente a partir de roteiros, sem a inclusão do tema nos questionários.
Figura 4 – Aplicação dos instrumentos de consulta
AG – Aluno de Graduação AP – Aluno de Pós-Graduação TAE – Técnico-Administrativo em Educação
– Docente G – Gestor D – Dimensão
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É oportuno reiterar que somente a partir de 2015 a CPA passou a ser responsável pelas avaliações de curso. Mesmo nessa época, a Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD) elaborou novos questionários e submeteu à Câmara da Graduação para aprovação. A CPA supervisionou toda a movimentação e fez ajustes nos instrumentos para a inserção no sistema.
Para 2017, a CPA deverá construir uma matriz avaliativa indicando que, assim como vem ocorrendo desde 2015, a autoavaliação institucional será dividida de forma que o primeiro semestre do ano deverá abordar apenas dois dos cinco eixos do Sinaes enquanto que o segundo será referente aos três remanescentes. Quanto aos cursos, haverá questões sobre os docentes referentes a cada semestre avaliado e as disciplinas nele ministradas, além da autoavaliação discente e docente, que poderá ser incluída no segundo semestre.
Os questionários com perguntas sobre a autoavaliação institucional e os roteiros dirigidos aos setores fornecem informações para a elaboração do Relatório de Autoavaliação Institucional, documento elaborado anualmente pela CPA com a finalidade de fomentar a cultura de avaliação na instituição e de subsidiar os processos de avaliação externa. O relatório de avaliação de curso é publicado semestralmente na página da Comissão e compreende as informações identificadas na pesquisa realizada através do Collecta.
4.3. Coleta e Sistematização de Dados
Para captar as informações necessárias são utilizados os instrumentos revisados pela CPA antes de cada ciclo avaliativo, postados no sistema Collecta para um período de consulta de 30 dias ou mais. A coleta de dados é realizada por meio digital através dos sistemas da UFSC.
Os dados oriundos dos questionários aplicados têm caráter quantitativo em termos de frequência de respostas nas opções Inexistente, Insuficiente, Suficiente, Muito Boa,
Excelente, Desconheço e Não se Aplica, ou qualitativo no caso de manifestações nos
campos abertos dos formulários. Para cada alternativa foi atribuída uma nota, no caso 5, 4, 3, 2 e 1, respectivamente, restando as duas últimas opções sem nota correspondente.
Os roteiros, por sua vez, são construídos a fim de orientar os setores na elaboração de textos, os quais devem trazer informações referentes aos eixos do Sinaes e à execução de ações efetuadas durante um período.
Além de dados extraídos a partir da consulta à comunidade universitária e dos roteiros, a coleta ainda deve considerar a pesquisa documental relativa à instituição, como o estudo do PDI e o aproveitamento crítico de dados já existentes, a respeito de avaliações passadas por exemplo.
Todo o levantamento de informações precisa ser sistematizado para permitir a análise da realidade da instituição. Para isso, o sistema Collecta gera relatórios muito simples em planilhas no Excel como resultado. No entanto, o sistema será substituído ainda no ano corrente por apresentar diversas dificuldades no que tange principalmente à devolutiva dos processos avaliativos e à navegabilidade.
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Com o novo sistema, os resultados das pesquisas serão divulgados mais rapidamente e de modo claro, tendo em vista que não será necessário sistematizar as informações manualmente. O acesso aos dados pelos Chefes de Departamento, Coordenadores de Curso e docentes também será simplificado para atender da melhor maneira todos os envolvidos nos processos de avaliação.
4.4. Análise e Diagnóstico da Realidade Institucional
Um processo de avaliação deve ir além da consequente coleta e sistematização de dados. Analisar as informações obtidas permite aos gestores formar um diagnóstico sobre a realidade dos cursos e da instituição, o que contribui na definição de metas a curto, médio e longo prazo, bem como no planejamento com vistas à correção de desvios e à realização de melhorias.
Nesse sentido, o exame do que foi coletado é imprescindível para identificar pontos fracos e fortes nas áreas do ensino, da pesquisa, da extensão e da gestão universitária. Para isso, é importante a utilização do conteúdo de informações retiradas da consulta junto à comunidade, dos roteiros aos setores e da pesquisa documental, além de resultados de avaliações anteriores, oportunizando inclusive a comparação e a evolução dos dados.
E justamente para realizar o diagnóstico mais apurado com o objetivo de levantar as fragilidades e potencialidades institucionais, a CPA deve pleitear o apoio técnico de um estatístico para agregar um ponto de vista mais crítico sobre a análise dos dados. Além disso, a Comissão contará com um novo sistema de coleta e divulgação dos resultados que deverá aperfeiçoar a análise com base em um diagnóstico da realidade institucional mais apurado.
4.5. Divulgação dos Resultados
No que diz respeito à autoavaliação institucional, os resultados são divulgados à comunidade universitária no mês de março do ano seguinte, considerando-se que é preciso somar as avaliações parciais dos eixos do Sinaes de cada semestre, os resultados das avaliações de curso, os textos setoriais como resposta aos roteiros encaminhados, além da pesquisa documental; para a elaboração do Relatório de Autoavaliação Institucional, postado no sistema e-MEC obrigatoriamente. Também é publicada uma versão desse Relatório na página eletrônica da CPA.
Tendo em vista as avaliações de curso, realizadas em sua totalidade a cada final de semestre, é necessária a devolutiva dos resultados de maneira diferenciada. Para isso, a CPA trabalha em conjunto com os Centros de Ensino para divulgar as informações por cursos e departamentos relativos ao Centro visitado nas reuniões dos Conselhos de Unidades.
Coordenadores de curso têm acesso no sistema Collecta às avaliações sobre os docentes e as disciplinas ministradas sob sua supervisão. Os professores somente acessam sua avaliação individual. Os relatórios semestrais sobre todos os cursos, departamentos e centros de ensino também são postados na página da CPA e devem trazer informações mais gerais, sem especificar disciplina e docentes.
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Para auxiliar na divulgação, a Agecom promove ações como chamadas nas redes sociais oficiais, envio de e-mails e confecção de cartazes, uma vez que é essencial levar ao conhecimento dos interessados os resultados das avaliações. A socialização das informações obtidas e da análise realizada deve servir de suporte para que os diversos setores e segmentos aprofundem o debate sobre políticas, estratégias e dinâmicas institucionais.
4.6. Proposição e Implantação de Ações
Com base nas etapas anteriores, o passo seguinte para o correto desenvolvimento dos processos de avaliação interna consiste em propor ações de melhoria contínua, uma das tarefas mais importantes para concretizar o principal objetivo pretendido: buscar a excelência da Universidade em suas diversas áreas de atuação.
É importante que a indicação das ações esteja respaldada nas informações analisadas e nas discussões posteriores à socialização das mesmas, afinal um dos sentidos de se realizar as avaliações é de que o debate entorno dos resultados obtidos ofereça subsídios à tomada de decisão e ao planejamento institucional.
Por outro lado, há fatores que influenciam na execução de ações de melhoria, como a disponibilidade orçamentária. Planejar e decidir os rumos de aplicabilidade ou não de programas e políticas dentro da instituição pode e deve manter correlação com as informações extraídas nas pesquisas e, por essa razão, os gestores precisam participar expressivamente dos processos avaliativos.
4.7. Meta-avaliação
A última etapa que completa o ciclo de um processo avaliativo é chamada de meta-avaliação, pois se caracteriza na reflexão sobre todas as práticas utilizadas pela CPA para alcançar os objetivos pretendidos, bem como na análise sobre o atendimento das metas definidas no planejamento. Por consequência, a cada novo ciclo de avaliação serão considerados os acertos e os equívocos do processo anterior.
Os pontos verificados no último ciclo avaliativo que demandam maior atenção são a sensibilização da comunidade universitária e a devolutiva dos resultados. Sem que estejam bem estabelecidos, o processo poderá não atingir o seu máximo. Em contrapartida, são as questões que estão sendo mais trabalhadas em reuniões da CPA, que ocorrem em meses alternados, e em conjunto com demais setores da Universidade.
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5. CRONOGRAMA DOS PROCESSOS DE AVALIAÇÃO DE 2017
NOVEMBRO/2016
- Dia 28: Abertura do período de consulta aos discentes da graduação: três eixos do Sinaes e avaliação de curso.
JANEIRO/2017
- Dia : Abertura do período de consulta aos demais segmentos: três eixos do Sinaes e avaliação de curso para discentes da pós-graduação;.
- Roteiros encaminhados a setores da UFSC. FEVEREIRO/2017
- Dia 13: Término do prazo para resposta dos setores.
- Início da elaboração do Relatório de Autoavaliação Institucional de 2016.
MARÇO/2017
- Dia 10: Encerramento do período de consulta à comunidade universitária;
- Sistematização dos dados do processo de avaliação de 2016/2;
- Encaminhar documento sobre as atividades da CPA e demandas, com o Plano de Avaliação em anexo, à Reitoria;
- Dia 31: Postagem do Relatório de Autoavaliação Institucional no sistema e-MEC e na página da UFSC.
ABRIL/2017
- Sistematização de dados e elaboração dos relatórios de avaliação dos cursos;
- Início da divulgação dos resultados na UFSC; - Solicitação aos coordenadores de curso e chefes de departamento das ações decorrentes do processo de avaliação de curso.
MAIO/2017
- Término da divulgação dos resultados da avaliação dos cursos;
- Início do primeiro processo de avaliação de 2017.
JUNHO/2017
- Elaboração do primeiro processo de avaliação de 2017.
- Dia 26: Abertura do período de consulta aos discentes da graduação: dois eixos do Sinaes e avaliação de curso.
JULHO/2017
- Dia 10: Abertura do período de consulta aos demais segmentos: dois eixos do Sinaes e avaliação de curso para pós-graduação.
AGOSTO/2017 - Dia 11: Encerramento do período de consulta. SETEMBRO/2017 - Sistematização dos dados de 2017/1 e
elaboração dos relatórios de avaliação de curso. OUTUBRO/2017
- Início da divulgação dos resultados da avaliação de curso.
- Início do segundo processo de avaliação de 2017.
NOVEMBRO/2017
- Término da divulgação dos resultados da avaliação de curso;
- Dia 27: Abertura do período de consulta aos discentes da graduação: três eixos do Sinaes e avaliação de curso.
DEZEMBRO/2017 - Consulta à comunidade universitária JANEIRO/2018
- Dia 15: Abertura do período de consulta aos demais segmentos: três eixos do Sinaes e avaliação de curso para discentes da
pós-18 graduação;
- Roteiros encaminhados a setores da UFSC. FEVEREIRO/2018
- Dia 16: Término do prazo para resposta dos setores;
- Início da elaboração do Relatório de Autoavaliação Institucional de 2017.
MARÇO/2018
- Dia 16: Encerramento do período de consulta à comunidade universitária;
- Sistematização dos dados do processo de avaliação de 2017.2;
- Dia 31: Postagem do Relatório de Autoavaliação Institucional no sistema e-MEC e na página da UFSC.
ABRIL/2018
- Sistematização de dados e elaboração dos relatórios de avaliação de curso;
- Início da divulgação dos resultados na UFSC. MAIO/2018 - Término da divulgação dos resultados da
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6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Compreendidas como de natureza estratégica, diagnóstica e formativa, as avaliações internas - autoavaliação institucional e avaliação de curso - devem ser bem planejadas e executadas para atingir os fins a que se propõem, colaborando para a identificação e reflexão da totalidade institucional a partir de processos avaliativos contínuos que permitem o autoconhecimento, a correção de falhas e o aperfeiçoamento da IES.
Para tanto, a CPA tem como função coordenar as avaliações com o propósito de planejá-las eficientemente, de modo a produzir resultados voltados a orientar a tomada de decisão. Nesse sentido, o Plano de Avaliação Institucional de 2017 traz a definição das etapas de um ciclo avaliativo, as quais podem ser ajustadas ou mesmo revistas para que os processos de avaliação sejam otimizados na expectativa de se tornarem mais críticos e apontarem com facilidade as fragilidades e potencialidades institucionais.
A participação da comunidade universitária nas avaliações realizadas pela Comissão é imprescindível, assim como o apoio técnico da Agecom e da SeTIC, e a contribuição dos setores da Universidade. Todos somos agentes de transformação. Por isso é urgente a conscientização cada vez maior da importância dos processos avaliativos, pois representam uma forma de repensar de maneira continuada o ensino e todas as demais práticas institucionais.
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REFERÊNCIAS
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior. Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES. Roteiro de Auto-Avaliação Institucional:
orientações gerais. Brasília, 2004.
COMISSÃO PRÓPRIA DE AVALIAÇÃO. Pograma de Auto-Avaliação Institucional da
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