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O Suicídio, Durkheim [Fichamento completo]

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O suicídio (1897) –

O suicídio (1897) – Émile Durkheim

Émile Durkheim

DURKHEIM, Émile. O suicídio – Estudo sociológico. Zahar editores. Rio de a!eiro. "#$%.

DURKHEIM, Émile. O suicídio – Estudo sociológico. Zahar editores. Rio de a!eiro. "#$%.

INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO

Necessidde de co!s"i"uir# $or um de%i!i&'o oe"i*# o oe"o do es"udo+ De%i!i&'o oe"i* do suicídio+ De Necessidde de co!s"i"uir# $or um de%i!i&'o oe"i*# o oe"o do es"udo+ De%i!i&'o oe"i* do suicídio+ De ,ue m!eir el e*i" s e-clus.es ri"r/ris e s com$r&.es e!0!dors elimi!&'o dos suicídios de ,ue m!eir el e*i" s e-clus.es ri"r/ris e s com$r&.es e!0!dors elimi!&'o dos suicídios de !imis+ De ,ue modo el ssi!l s rel&.es do suicí

!imis+ De ,ue modo el ssi!l s rel&.es do suicídio com s %orms comu!s d co!du"dio com s %orms comu!s d co!du" & De'i!i()o o*+etia do o*+eto de

estudo-& De'i!i()o o*+etia do o*+eto de estudo- “chama-se suicídio toda morte que resulte mediata ou imediatamente de“chama-se suicídio toda morte que resulte mediata ou imediatamente de um ato positivo ou

um ato positivo ou negativo, levado a cabo pela própria vítima.”(p.14) “chama-s suicídio todo caso negativo, levado a cabo pela própria vítima.”(p.14) “chama-s suicídio todo caso de morte quede morte que resulte direta ou indiretamente de um ato positivo ou negativo, praticado pela própria vítima, sabedora de que resulte direta ou indiretamente de um ato positivo ou negativo, praticado pela própria vítima, sabedora de que devia produir esse resultado.” (p. 1!)

devia produir esse resultado.” (p. 1!) & i/!cia- reu!i)o de 'atos com0aratios- 1

& i/!cia- reu!i)o de 'atos com0aratios- 1"ó se e#plica comparando. $ma pesquisa cientí%ica só pode atingir seu"ó se e#plica comparando. $ma pesquisa cientí%ica só pode atingir seu ob&etivo se considerar %atos compar'veis, e suas probabilidades de #ito estaro na propor*o da quantidade de ob&etivo se considerar %atos compar'veis, e suas probabilidades de #ito estaro na propor*o da quantidade de %atos reunidos que possam

%atos reunidos que possam ser proveitosamente comparados.” (p.1+)ser proveitosamente comparados.” (p.1+)

Di%ere!& e!"re o suicídio co!siderdo !os i!di*íduos e como %e!2me!o cole"i*o+ 3 "- socil dos suicídios4 Di%ere!& e!"re o suicídio co!siderdo !os i!di*íduos e como %e!2me!o cole"i*o+ 3 "- socil dos suicídios4 su de%i!i&'o+ 5u co!s"6!ci e es$eci%icidde su$eriores s d mor"lidde 0erl+

su de%i!i&'o+ 5u co!s"6!ci e es$eci%icidde su$eriores s d mor"lidde 0erl+

3 "- socil dos suicídios  $ois um %e!2me!o sui 0e!eris4 el  ,ue co!s"i"ui o oe"o do $rese!"e es"udo+ 3 "- socil dos suicídios  $ois um %e!2me!o sui 0e!eris4 el  ,ue co!s"i"ui o oe"o do $rese!"e es"udo+ Di*is.es d or

Di*is.es d or

-- 2atur2ature3a e3a emi!emi!e!teme!teme!te e!te social- social- histórhistória ia 0ria0riada, da, 'ator'atores es i!dii!diiduaiiduais s e e ee!ee!tos tos 0arti0articulaculares res 40sic40sicologiologia56a56 eleme!to social- ida moral, crise do estado social, ru0tura do e7uilí*rio social, co!+u!to de suicídios dura!te eleme!to social- ida moral, crise do estado social, ru0tura do e7uilí*rio social, co!+u!to de suicídios dura!te dado es0a(o de tem0o- dados estatísticos 4sociologia5, rela()o com outros 'atos sociais

dado es0a(o de tem0o- dados estatísticos 4sociologia5, rela()o com outros 'atos sociais “ sociólogo procura as“ sociólogo procura as causas por meio das quais  possível atuar sobre o grupo, mas no sobre os indivíduos isoladamente. or causas por meio das quais  possível atuar sobre o grupo, mas no sobre os indivíduos isoladamente. or conseguinte, entre os %atores dos suicídios, os /nicos que o ocupam so os que e#ercem in%luncia sobre o conseguinte, entre os %atores dos suicídios, os /nicos que o ocupam so os que e#ercem in%luncia sobre o con&unto da sociedade. 0 ta#a de

con&unto da sociedade. 0 ta#a de suicídios  produto desses %atores.”suicídios  produto desses %atores.”. 40."#&%85. 40."#&%85

I:RO I – O5 ;3TOR<5 <=TR3>5O?I3I5

I:RO I – O5 ;3TOR<5 <=TR3>5O?I3I5

a0ítulo I – O suicídio

a0ítulo I – O suicídio e os estados 0sico09ticose os estados 0sico09ticos

 rincipais

 rincipais %atores %atores e#tra-sociais e#tra-sociais suscetíveis suscetíveis de de terem terem in%luncia in%luncia sobre sobre a a ta#a ta#a social social dos dos suicídios suicídios tendnciastendncias individuais de su%iciente generalidade, estados do meio %ísico

individuais de su%iciente generalidade, estados do meio %ísico & Duas es0:cies de 'atores

& Duas es0:cies de 'atores e;tra&sociais "5 dis0osi(<es org=!ico&0sí7e;tra&sociais "5 dis0osi(<es org=!ico&0sí7uicas e %5 uicas e %5 !ature3a do meio am*ie!te 'ísico6!ature3a do meio am*ie!te 'ísico6 Teori se0u!do  ,ul o suicídio seri co!se,u@!ci d loucur+ Dus m!eirs de demo!s"r/>l 1) o Teori se0u!do  ,ul o suicídio seri co!se,u@!ci d loucur+ Dus m!eirs de demo!s"r/>l 1) o suicídio  um mo!om!i sui 0e!eris4 A) 

suicídio  um mo!om!i sui 0e!eris4 A)  um sí!drome d loucur# !'o e!co!"r/*el em ou"rs si"u&.es4um sí!drome d loucur# !'o e!co!"r/*el em ou"rs si"u&.es4 & Recorre a teses e teorias de 0si7uiatras e 0sicólogos acerca do tema re'erido- res0o!der > 7uest)o se o suicídio : & Recorre a teses e teorias de 0si7uiatras e 0sicólogos acerca do tema re'erido- res0o!der > 7uest)o se o suicídio : 'ruto t)o&some!te de uma ma!i'esta()o 0sicótica se!do, 0orta!to, uma doe!(a i!diidual 4suicídio&loucura5 ou se 'ruto t)o&some!te de uma ma!i'esta()o 0sicótica se!do, 0orta!to, uma doe!(a i!diidual 4suicídio&loucura5 ou se 0ossui 'atores coletios6

0ossui 'atores coletios6

& ?lie!a()o me!tal, loucura, delírio, me!tes !)o s)s, 0atologia me!tal. o!ceito de mo!oma!ia- 1

& ?lie!a()o me!tal, loucura, delírio, me!tes !)o s)s, 0atologia me!tal. o!ceito de mo!oma!ia- 1  mon2mano   mon2mano   um doente su&a conscincia  per%eitamente s, e#ceto em um ponto ele apresenta uma /nica tara, e esta, um doente su&a conscincia  per%eitamente s, e#ceto em um ponto ele apresenta uma /nica tara, e esta, nitidamente localiada. or e#emplo, em certos momentos tem uma 3nsia descabida e absurda de beber, roubar nitidamente localiada. or e#emplo, em certos momentos tem uma 3nsia descabida e absurda de beber, roubar ou o%ender, mas todos os seus demais atos, como todos os seus outros pensamentos, so de rigorosa corre*o.” ou o%ender, mas todos os seus demais atos, como todos os seus outros pensamentos, so de rigorosa corre*o.” (p.5)6 “ uma pai#o e#agerada (7) uma ideia %alsa, mas de tal intensidade a ponto de obcecar o espírito e lhe (p.5)6 “ uma pai#o e#agerada (7) uma ideia %alsa, mas de tal intensidade a ponto de obcecar o espírito e lhe arrebatar toda liberdade.”6 “e#alta*o e#cessiva ou depresso e#trema ou ainda uma perverso geral. 8' arrebatar toda liberdade.”6 “e#alta*o e#cessiva ou depresso e#trema ou ainda uma perverso geral. 8' sobretudo %alta de equilíbrio e de

sobretudo %alta de equilíbrio e de coordecoordena*o no pensamento e na na*o no pensamento e na a*o.  doente raciocina, e, a*o.  doente raciocina, e, no entanto, suasno entanto, suas ideias no se encadeiam sem lacunas6 ele no se comporta de maneira absurda, mas %alta continuidade 9 sua ideias no se encadeiam sem lacunas6 ele no se comporta de maneira absurda, mas %alta continuidade 9 sua conduta.” (p. :)

conduta.” (p. :)

5er/ o suicídio um mo!om!iB N'o mis se dmi"e  e-is"@!ci de mo!om!is+ RC.es clí!ics e 5er/ o suicídio um mo!om!iB N'o mis se dmi"e  e-is"@!ci de mo!om!is+ RC.es clí!ics e $sicol0ics co!"r/ris  ess hi$"ese

$sicol0ics co!"r/ris  ess hi$"ese

5er/ o suicídio um e$isdio es$ecí%ico d loucurB Redu&'o de "odos os suicídios *es6!icos  ,u"ro "i$os+ 5er/ o suicídio um e$isdio es$ecí%ico d loucurB Redu&'o de "odos os suicídios *es6!icos  ,u"ro "i$os+ <-is"@!ci de suicídios lEcidos ,ue !'o se e!,udrm !ess c"e0ori

<-is"@!ci de suicídios lEcidos ,ue !'o se e!,udrm !ess c"e0ori & Dist@r*ios 40ertu*a(<es5 esse!ciais !o

& Dist@r*ios 40ertu*a(<es5 esse!ciais !o 'u!cio!ame!to i!telectual 4i!telig/!cia56 atiidade co!scie!te6 su*st=!cia'u!cio!ame!to i!telectual 4i!telig/!cia56 atiidade co!scie!te6 su*st=!cia meta'ísica6

meta'ísica6

& Estado 0sí7uico, 'u!(<es cere*rais, ordem das te!d/!cias, ordem das re0rese!ta(<es, se!si*ilidade 4o!tade5, & Estado 0sí7uico, 'u!(<es cere*rais, ordem das te!d/!cias, ordem das re0rese!ta(<es, se!si*ilidade 4o!tade5, e7uilí*rio me!tal, sa!idade me!tal6 es0írito huma!o-

e7uilí*rio me!tal, sa!idade me!tal6 es0írito huma!o- 'aculdades disti!tas e 'or(as destacadas6'aculdades disti!tas e 'or(as destacadas6 &

& Auicídio BC 0ai;)o aAuicídio BC 0ai;)o a!ormal- !eutrali3a !ormal- !eutrali3a i!sti!to de co!sera(i!sti!to de co!sera()o6)o6

& Rela()o !ecess9ria e!tre alie!a()o me!tal 4o0osto de sa!idade me!tal5

& Rela()o !ecess9ria e!tre alie!a()o me!tal 4o0osto de sa!idade me!tal5 e suicídio6e suicídio6

& rocedime!to metodológico- lassi'icar os suicídios cometidos 0elos loucos, 0ro0riedades esse!ciais, ti0os & rocedime!to metodológico- lassi'icar os suicídios cometidos 0elos loucos, 0ro0riedades esse!ciais, ti0os

(2)

0ri!ci0ais e eri'icar se todos os casos se a+ustam aos 7uadros !osológicos 4!osologia- termo m:dico de classi'ica()o de doe!(as56

& Fi0os e;traídos de es0ecialistas- "5 Ma!íaco, %5 Mela!cólico, 85 O*sessio, G5 Im0ulsio e autom9tico. 40. 8& 8%5

& E!tre 0sico0atas. I!estigar se a!omalias desem0e!ham 0a0el im0orta!te !a g/!ese do 'e!me!o6

<mor !'o se!do $rodu"o d loucur# $oderi o suicídio decorrer es"ri"me!"e d !eurs"e!iB RC.es $r crer ,ue o !eurs"@!ico  o "i$o $sicol0ico mis 0erl e!"re os suicids+ Res" de"ermi!r  i!%lu@!ci dess co!di&'o i!di*idul sore  "- de suicídios+ F"odo $r de"ermi!/>l i!d0s se  "- dos suicídios *ri como  "- d loucur+ Im$ossiilidde de es"elecer ,ul,uer rel&'o ,u!"o  m!eir como esses dois %e!2me!os *rim com os se-os#  reli0i'o#  idde# os $íses# o 0ru de ci*iliC&'o+ <-$lic&'o dess us@!ci de rel&.es i!de"ermi!&'o dos e%ei"os im$licdos $el !eurs"e!i

& Dist@r*io 0ro'u!do do sistema !eroso- 2euraste!ia6

& Esta*elecer rela()o e!tre co!+u!to de a!omalias me!tais de toda es0:cie com a ta;a de suicídios6

& “ suicídio, como a loucura,  mais generaliado nas cidades do que no campo.”, !)o : !ecessariame!te rela()o de causa a e'eito, 0ode!do ser coi!cid/!cia.

& ausas do suicídio ligadas estritame!te > ciili3a()o ur*a!a, gra!des ce!tros6 o!di(<es sociais6

& AEJO. Estatísticas rece!seame!toL- ?silo de loucos- o0ula()o 'emi!i!a C 0o0ula()o masculi!a6 Mais 'orte te!d/!cia > loucura !as mulheres, so*reiem melhor 7ue o homem. Ae !euro0atas e suicidas 0ossuem rela()o de causa e e'eito, as mulheres matariam&se mais 7ue os home!s. ?o co!tr9rio, eri'ica&se 7ue o suicídio : ma!i'esta()o esse!cialme!te masculi!a. “;ada se#o tem pois para o suicídio uma propenso de%inida, que chega a ser constante para cada meio social.” 40. 85

& RENIIPO. Noucura- mais 're7ue!te em +udeus6 Auicídio- me!or ta;a e!tre +udeus6

& rotesta!tes ersus católicos- Noucura 0ouco mais 're7ue!te e!tre 0rotesta!tes 4GQ"%5 e Auicídio muito mais 're7ue!te e!tre 0rotesta!tes6

& ER?PO. Fe!d/!cia aume!ta regularme!te e!tre a i!'=!cia e elhice, regride e!tre  e $ a!os ligeirame!te, a0esar de co!ti!uar duas ou tr/s e3es mais 'orte do 7ue !a :0oca de maturidade 4:0oca em 7ue a loucura se a0rese!ta com mais 're7u/!cia5. asa dos 8 a!os- 0erigo maior.

& Rela()o e!tre loucura e suicídio- 1 ode-se, com rao, a%irmar que, no geral, onde h' muitos loucos e idiotas h' tambm muitos suicídios, e inversamente. <as no h' entre as duas escalas uma correspondncia contínua que mani%este a e#istncia de um vínculo causal determinado entre as duas ordens de %en2menos.” ( 0. G"5

& ?ume!to da loucura e aume!to do suicídio- 0roa solidariedade e!tre am*osS 1 nas sociedades in%eriores, nas quais a loucura  muito rara, o suicídio, pelo contr'rio, , 9s vees, muito %requente.”

& Ao*re o !eurast/!ico- 1ra, se os con%litos de interesses e pai#=es so por demais tumultuosos e violentos para um organismo to delicado, por outro lado, ele  apropriado para des%rutar na sua plenitude as alegrias mais suaves do pensamento. "ua debilidade muscular, sua sensibilidade e#cessiva, que o tornam desa&ustado 9 a*o,  predestinam-no, em contrapartida, 9s %un*=es intelectuais que, por sua ve, e#igem órgos adequados.” 40.G%5

G*eri rel&.es mis dire"s com  "- de coolismoB ?om$r&'o com  dis"riui&'o 0eo0r/%ic dos deli"os $or emri0ueC# loucurs lcolics# do co!sumo de /lcool+ Resul"dos !e0"i*os dess com$r&'o & ?coolismo- estado 0sico09tico 0articular. I!'lu/!cia !o aume!to do í!dice de loucura, do 0au0erismo, da crimi!alidade. Fam*:m do suicídioS “0 priori, a hipótese parece pouco prov'vel. orque  nas classes mais cultas e mais abastadas que o suicídio %a mais vítimas, e no  nesses meios que o acoolismo tem os clientes mais numerosos. <as contra %atos no h' argumentos. >#aminemo-los.”

& ?!9lise do ma0a 'ra!c/s. orres0o!d/!cia e!tre a 7ua!tidade de 9lcool e a te!d/!cia de suicídio. Outros 0aíses-aume!ta&se o !íel de i!gest)o de 9lcool, 0or:m !)o se aume!ta o !@mero de suicídios6

& O2NUAPO do ?TFUNO- ;onclui-se no e#istir qualquer estado psicop'tico que mantenha com o suicídio uma rela*o regular e incontest'vel. ?o  porque uma sociedade abrigue menos ou mais neuropatas ou alcoólatras que ela ter' menos ou mais suicidas. <uito embora a degenerescncia, sob as suas di%erentes %ormas, constitua terreno psicológico eminentemente propício 9 atua*o de causas que possam determinar o homem a se matar, ela no  em si uma dessas causas. ode-se admitir que, em circunst3ncias idnticas, o degenerado se mate mais %acilmente que o indivíduo so6 mas ele no se mata necessariamente em virtude do seu estado.”

a0ítulo II – O suicídio e os estados 0sicológicos !ormais ra(a e hereditariedade

Necessidde de de%i!ir r&+ 5 $ode ser de%i!id como "i$o heredi"/rio4 ms o "ermo e!"'o d,uire se!"ido i!de"ermi!do+ Do!de  !ecessidde de mui" cu"el

& raí3es co!stitui!tes do i!diíduo6 a!omalia do sistema !eroso6 & características org=!ico&0sí7uicas6

& semelha!(a e 'ilia()o6 tra(os comu!s6 gera(<es, tro!co comum6 hereditariedade6 di'ere!(a e!tre es0:cie e ra(a6 cru3ame!tos de ariedades 4orige!s diersas5 e;iste!tes de !ossa es0:cie 4@!ica56 1? huma!idade, em e3 de

(3)

desce!der i!teirame!te de um @!ico casal, como o 7uer a tradi(<a *í*lica, teria a0arecido, ou simulta!eame!te ou 0or 'ases sucessias, em 0o!tos disti!tos do glo*o. 40. V5

& 'ilia()o ou 0are!tesco- 0ro*lem9tico6 semelha!(as heredit9rias6

Tr@s 0r!des r&s dis"i!0uids $or Forselli+ <!orme di*ersidde de $redis$osi&'o o suicídio e!"re os esl*os# cel"o>rom!os# !&.es 0erm6!ics+ Os lem'es "@m# em 0erl# um $e!dor i!"e!so# ms o $erdem %or d 3lem!h+

& Fi0os de 0oos, gru0os, da Euro0a- ra(as 4características gerais reco!hecíeis em co!+u!to56 Hi0ótese W Xeri'ica()o de dados 4rece!seame!tos, estudos a!teriores5 W?!9lise, co!clus)o6

& Ao*re a 0rete!sa rela()o e!tre o suicídio e a estatura- resultado de uma coi!cid/!cia.

3 r& s $ode ser %"or do suicídio se %or esse!cilme!"e heredi"/ri4 i!su%ici@!ci ds $ro*s  %*or dess heredi"riedde 1)  %re,u@!ci rel"i* de csos "riuí*eis  heredi"riedde  desco!hecid4 A) $ossiilidde de ou"r e-$lic&'o4 i!%lu@!ci d loucur e d imi"&'o (co!"/0ioH su0es".es e-"er!s)+ RC.es co!"r/ris  ess heredi"riedde $r"iculr 1) $or ,ue o suicídio se "r!smi"iri me!os  mulherB A)  m!eir $el ,ul o suicídio e*olui com  idde  i!co!cili/*el com ess hi$"ese

& Meca!ismo 0sicológico, dotado de auto!omia6

& Hereditariedade- determi!ismo org=!ico&0sí7uico, 0redesti!a()o6

& Sobre a mulher - 1Dir&se&9 7ue as mulheres herdam, e;atame!te como os home!s, a 0ro0e!s)o ao suicídio, mas

7ue esta : !eutrali3ada, !a maioria das e3es 0elas co!di(<es sociais 0eculiares ao se;o 'emi!i!o. 40. Y85

& Ae o suicídio est9 i!scrito !a hereditariedade, ou se a te!d/!cia : heredit9ria, ela deeria e!trar em atua()o desde os 0rimeiros a!os, mas s)o raras as cria!(as suicidas. 12)o a0e!as o suicídio : raríssimo dura!te a i!'=!cia, como a0e!as !a elhice ele chega ao a0ogeu e, !esse i!teralo, aume!ta regularme!te de idade em idade.

& o!clus)o do ca0ítulo, re'utar a hereditariedade 4ra(a5 como causa dos suicídios. 1Aem d@ida, o suicídio só : 0ossíel se a co!stitui()o das 0essoas !)o se 'urtar a ele. Mas o estado i!diidual 7ue lhe : mais 'aor9el co!siste !uma a0tid)o geral e aga, suscetíel de assumir 'ormas diersas co!'orme as circu!st=!cias, e !)o !uma te!d/!cia de'i!ida e autom9tica 4e;ceto !o caso dos 0sico0atas5. 40.Y5

a0ítulo III – O suicídio e os 'atores cósmicos

O clim !'o e-erce i!%lu@!ci l0um+

& redis0osi(<es i!diiduais  [atores cósmicos 4meio am*ie!te material5.

& Hi0ótese- eri'icar se os 'atores clima e tem0eratura 0ró0ria das esta(<es do a!o co!'iguram i!'lu/!cias suicidóge!as6

3 "em$er"ur+ :ri&.es do suicídio se0u!do s es"&.es do !o4 su 0e!erlidde+ ?omo  escol i"li! s e-$lic $el "em$er"ur+

& Fese de E!rico Morselli 4It9lia, m:dico 0si7uiatra56

?o!ce$&'o co!"es"/*el do suicídio suce!"e  ess "eori+ <-me dos %"os  i!%lu@!ci dos %rios ou clores !ormis !d $ro*4 us@!ci de rel&.es e!"re  "- dos suicídios e  "em$er"ur me!sl ou se0u!do es"&.es do !o4 o suicídio rro em 0r!de !Emero de $íses ,ue!"es+

Gi$"ese se0u!do  ,ul os $rimeiros dis ,ue!"es serim !oci*os+ I!co!cili/*el 1) com  co!"i!uidde d cur* dos suicídios em rel&'o  suid e  descid d "em$er"ur !ul4 A) com o %"o de ,ue os $rimeiros dis %rios# ,ue de*erim "er o mesmo e%ei"o# s'o i!o%e!si*os

& Feoria de [erri e Nom*roso6

N"ureC ds cuss de ,ue decorrem esss *ri&.es+ rlelismo $er%ei"o e!"re s *ri&.es me!sis do suicídio e s d dur&'o dos dis4 co!%irmdo $elo %"o de ,ue os suicídios ocorrem sore"udo de di+ RC'o desse $rlelismo dur!"e o di#  *id socil es"/ em $le! "i*idde+ <-$lic&'o co!%irmd $elo %"o de ,ue o suicídio "i!0e o m/-imo+ ?omo es" e-$lic&'o d/ co!" ds *ri&.es do suicídio se0u!do s es"&.es do !o4 $ro*s co!%irm"i*s di*erss+

3s *ri&.es me!sis do suicídio decorrem de cuss sociis

& M:todo- a!9lise de dados 7ua!titatios6 om0arar, discutir, outras teorias co!'ro!ta!do com os dados.

& 5ore  mulher 1Deemos o*serar 7ue !esse dia domi!goL a 0arcela relatia > mulher : mais eleada. Ora, : tam*:m !esse dia 7ue ela dei;a com mais 're7u/!cia a7uele i!terior em 7ue 'ica como 7ue retirada dura!te o resta!te da sema!a e em se misturar um 0ouco > ida comu!al.

& usti'icatia 0ara aria(<es me!sais ou sa3o!9rias do suicídio. Maior i!cid/!cia de +a!eiro a +ulho- ida social mais i!te!sa e !)o calor como i!'lu/!cia 0ertur*adora aos orga!ismos. o!di(<es sociais i!'luem mais 7ue o am*ie!te !atural. Di!=mica da ida social aume!ta ou dimi!ui a ta;a de suicídios.

(4)

a0ítulo IX – ? imita()o

 0 imita*o  um %en2meno da psicologia individual. $tilidade de indagar se ela e#erce alguma in%luncia sobre a ta#a social dos suicídios.

Di%ere!& e!"re  imi"&'o e */rios ou"ros %e!2me!os com os ,uis el %oi co!%u!did+ De%i!i&'o de imi"&'o

& [ator 0sicológico cu+a i!'lu/!cia :&se !ecess9ria determi!ar, deido > e;trema im0ort=!cia 7ue se lhe tem atri*uído !a g/!ese dos 'atos sociais em geral. 1Em suma, o 0rocesso 0elo 7ual imitamos os !ossos semelha!tes : tam*:m o 7ue !os sere 0ara re0rodu3ir os ruídos da !ature3a, as 'ormas das coisas, os moime!tos dos seres. 4\5 1? imita()o tem origem em certas 0ro0riedades de !ossa ida re0rese!tatia, em !ada resulta!tes de 7ual7uer i!'lu/!cia coletia. 40. $V5

& rítica aos sociólogos 7ue em0regam termos sem os de'i!ir, determi!ar ou circu!screer metodicame!te a ordem das coisas so*re as 7uais 0rete!dem 'alar. O 0ro*lema da am*iguidade. [alta de co!tor!os de'i!idos. O caso do 1i!sti!to de imita()o.

& "5 e!sar e se!tir em u!ísso!o6 a()o e rea()o dos su+eitos e!tre si- estado !oo6 a+u!tame!to6 sí!tese de estadosQorige!s di'ere!tes6 1!esse caso : 7ue eríamos melhor de 7ue ma!eira 0essoas reu!idas 0odem, 0ela i!'lu/!cia 7ue e;ercem umas so*re as outras, se tra!s'ormarem mutuame!te.. %5 2ecessidade de harmo!ia com a sociedade6 adotar ma!eiras de 0e!sar e de 'a3er ge!erali3adas6 moda, usos, 0r9ticas +urídicas e morais6 autoridade social6 costumes6 85 re0eti()o de atos6 có0ia6 1? re0eti()o 7ue dele 'a3emos determi!a automaticame!te os moime!tos 7ue o reali3am de !oo6 *oce+os, risos, choro. Maca7uea()o.

& Im0ress<es se!soriais de o*+etos e;teriores, se!sa()o W re0rese!ta(<es, co!sci/!cia6

& Ae!time!to i!diidual modelado 0or se!time!tos de outrem6 !em modelos !em có0ias, mas 1'us)o de certo !@mero de estados !o seio de um outro 7ue deles se disti!gue- estado coletio6

& Reu!i)o de 0acatos cidad)os irar um mo!stro temíel. Dirige!te i!s0ira!do multid<es. he'e : 0roduto da multid)o e !)o a causa dela. I!'lu/!cia diretora. oer()o 0ara 7ue a co!sci/!cia i!diidual adira > o0i!i)o comum. [or(a 0eculiar de 0r9ticas e cre!(as comu!s.

& 1?gir 0or res0eito ou temor da o0i!i)o alheia !)o : agir 0or imita()o 40. $$5

& o!'ormar aos costumes e modos ; maca7uea()o ma7ui!al de re0etir moime!tos istos. 1H9 e!tre essas duas ma!eiras de agir a ime!sa dist=!cia 7ue se0ara a co!duta se!sata e deli*erada do re'le;o autom9tico. ? 0rimeira tem suas ra3<es ai!da 7ue !)o e;0ressas so* +uí3os e;0lícitos. ? segu!da !)o as tem- resulta imediatame!te da sim0les is)o do ato, sem 7ual7uer outro i!termedi9rio me!tal. 40. $#5

& Imita()o e co!t9gio. Ra3<es da a()o6 12ós : 7ue somos os autores da a()o, mesmo 7ue !)o a te!hamos i!e!tado. ?ota “@ verdade que 9s vees se chamou de imita*o tudo o que no  inven*o original. ?esse sentido,  claro que quase todos os atos humanos se devem 9 imita*o porque as inven*=es propriamente ditas so raríssimas. <as, precisamente porque, no caso, a palavra imita*o designa quase tudo, nada designa de determinado. "emelhante terminologia só pode ser %onte de con%us=es.”

& De'i!i()o- 1H9 imita()o 7ua!do um ato tem 0or a!tecede!te imediato a re0rese!ta()o de um ato semelha!te, a!teriorme!te 0raticado 0or outrem, sem 7ue, e!tre essa re0rese!ta()o e a e;ecu()o se i!tercale 7ual7uer o0era()o i!telectual, e;0lícita ou im0lícita, a res0eito das características i!trí!secas do ato re0etido.

?sos !umerosos !os ,uis os suicídios se comu!icm $or co!"/0io de i!di*íduo  i!di*íduo4 dis"i!&'o e!"re os csos de co!"/0io e s e$idemis+ ?omo %ic i!l"erdo o $rolem d i!%lu@!ci $ossí*el d imi"&'o sore  "- dos suicídios

& [l9io ose'o6 Mo!taig!e6 Es7ueirol6

& Auicídios em massa, co!se!so social. E0idemia- 'ato social6 o!t9gio- Ricochetes, re0etidos, de 'atos i!diiduais.

<ss i!%lu@!ci de*e ser es"udd "r*s d dis"riui&'o 0eo0r/%ic dos suicídios+ ?ri"rios se0u!do os ,uis el $ode ser dmi"id+ 3$lic&'o desse m"odo o m$ dos suicídios %r!ceses $or circu!scri&.es# o m$ $or comu!s de 5ei!e>e">Fr!e e o m$ d <uro$ em 0erl+ Ne!hum "r&o $erce$"í*el d imi"&'o ! dis"riui&'o 0eo0r/%ic+

<-$eri@!ci  "e!"r ume!"r/ o suicídio com o !Emero de lei"ores de or!isB RC.es ,ue i!cli!m  o$i!i'o co!"r/ri+

& Morel6 aul Moreau de Fours6

RC'o $el ,ul  imi"&'o !'o e-erce e%ei"os $reci/*eis sore  "- de suicídios  ,ue !'o se "r" de um %"or ori0i!l4 $e!s re%or&  i!%lu@!ci de ou"ros %"ores

(5)

?o!se,u@!ci $r/"ic dess discuss'o !'o ce $roiir o !o"ici/rio crimi!l+ ?o!se,u@!ci "eric  imi"&'o !'o "em  e%ic/ci socil ,ue se lhe "riui+

& Escasso 'u!dame!to teórico 7ue / a imita()o como 'o!te 0ri!ci0al de toda ida coletia.

& 1De 7ue modo um i!diíduo, 7ue !ada mais : do 7ue um i!diíduo, 0oderia ter a 'or(a su'icie!te 0ara modelar a sociedade > sua imagemS 2)o 'osse o estarmos ai!da !a 'ase de re0rese!tar o mu!do social 7uase t)o grosseirame!te 7ua!to o 0rimitio re0rese!ta o mu!do 'ísico, e, co!trariame!te a toda 0ersuas)o da ci/!cia, admitirmos ai!da, 0elo me!os tacitame!te e sem disso !os darmos co!ta, 7ue os 'e!me!os sociais !)o s)o 0ro0orcio!ais >s suas causas, !em mesmo !os deteríamos dia!te de uma co!ce0()o 7ue, em*ora de sim0licidade *í*lica, ao mesmo tem0o est9 em co!tradi()o 'lagra!te com os 0ri!cí0ios 'u!dame!tais do 0e!same!to. 40. "V5 & Um 'ato social !)o : a0e!as um 'ato i!diidual 7ue se ge!erali3ou. Aociologia como ci/!cia- demo!stra()o e;0erime!tal, 0roa.

I:RO II – ?3U535 5O?I3I5 < TIO5 5O?I3I5

a0ítulo I – M:todo 0ara determi!ar as causas e os ti0os sociais

U"ilidde ,ue h*eri em clssi%icrem>se mor%olo0icme!"e os "i$os de suicídio $r recur em se0uid s sus cuss4 im$ossiilidde dess clssi%ic&'o+ O E!ico m"odo $lusí*el co!sis"e em clssi%icr os suicídios $els cuss+ or,ue esse m"odo  $re%erí*el  ,ul,uer ou"ro !um es"udo sociol0ico do suicídio & Auicídio !)o e;0licado 0or co!stitui()o org=!ico&0sí7uicas ou am*ie!te !atural, 0orta!to, 0or causas sociais, se!do assim um 'e!me!o coletio 4aria(<es geogr9'icas e 0eriódicas5.

& ]rierre de ]oismo!t

?omo che0r s cussB Ddos es""ís"icos sore s rC.es $resumids dos suicídios 1) s'o sus$ei"os4 A) !'o $ermi"em co!hecer s *erddeirs cuss+ O E!ico m"odo e%icC co!sis"e em i!d0r como  "- de suicídios *ri em %u!&'o dos di*ersos co!comi"!"es sociis

& autos +udici9rios6 relatórios estatísticos6 lea!tame!tos6 1motios su0ostos dos suicídios, categorias de motios6 & ^ag!er

& ícios, desgostos, 'racassos... i!'orma(<es sus0eitas, !)o co!stituem e;0lica(<es 0ara o 'ato.

a0ítulo II – O suicídio egoísta

O suicídio e s reli0i.es+ 30r*me!"o 0erl de*ido o $ro"es"!"ismo4 imu!idde dos c"licos e sore"udo dos udeus

& 0aíses 0urame!te católicos 4Es0a!ha, ortugal, It9lia5- casos raros6 0aíses 0rotesta!tes 4r@ssia, Aa;!ia, Di!amarca5- ta;a eleada ao m9;imo6

& Moserlli6 Ma_r6 ri!3i!g6 Nego_t6 ^ag!er6

3 imu!idde dos c"licos !'o se de*e  serem mi!ori !os $íses $ro"es"!"es# ms o seu me!or i!di*idulismo reli0ioso# $or mis %or"e i!"e0r&'o d i0re c"lic+ ?omo ess e-$lic&'o se $lic os  udeus

& 12)o a0e!as o 0u!em com castigos morais de e;trema seeridade como e!si!am 7ue, al:m&t@mulo, come(a !oa ida !a 7ual os home!s ser)o 0u!idos 0or suas a(<es 0ecami!osas, e ta!to o 0rotesta!tismo como o catolicismo arrolam e!tre elas o suicídio. 40.""$5

& Di'ere!(a esse!cial e!tre 0rotesta!tismo 4i!diidualismo religioso, culto re'ormado5 e catolicismo 4tradicio!alismo5- lire e;ame das escrituras6 1Aem d@ida, o catolicismo, 0elo sim0les 'ato de ser uma religi)o idealista, co!cede ao 0e!same!to e > re'le;)o um lugar *em mais am0lo do 7ue o 'a3 o 0oliteísmo greco&lati!o ou o mo!oteísmo +udeu. 4idem5

?om$ro*&'o dess e-$lic&'o 1) imu!idde rel"i* d I!0l"err# em rel&'o os demis $íses $ro"es"!"es# li0d  mis %or"e i!"e0r&'o d i0re !0lic!4 A) o i!di*idulismo reli0ioso *ri com o $re&o $elo ser4 or# ) o $re&o $el erudi&'o  mis $ro!u!cido !os $o*os $ro"es"!"es do ,ue !os c"licos# ) o 0os"o $el cul"url *ri como o suicídio sem$re ,ue corres$o!de  um ume!"o do i!di*idulismo reli0ioso+ De ,ue mo*o  e-ce&'o dos udeus co!%irm  lei

& 1O gosto 0elo lire e;ame das escrituras !)o 0ode des0ertar sem estar acom0a!hado 0elo gosto da cultura. ? ci/!cia, de 'ato, : o @!ico meio de 7ue dis0<e a lire re'le;)o 0ara ati!gir seus 'i!s. `ua!do cre!(as ou 0r9ticas irracio!ais 0erdem a sua autoridade, 0ara e!co!trar outras im0<e&se a0elas 0ara a co!sci/!cia esclarecida cu+a 'orma su0erior : a ci/!cia. 2o 'u!do, esses dois 0e!dores s)o um só, e resultam da mesma causa. Em geral, os home!s só as0iram a se i!struírem !a medida em 7ue s)o li*ertos do +ugo da tradi()o, 0ois, !a medida em 7ue esta : se!hora das i!telig/!cias, : e;clusiista e !)o tolera 'acilme!te uma 'or(a rial. Mas, em co!tra0artida,

(6)

0rocura&se a lu3 a 0artir do mome!to 7ue o costume o*scura!tista !)o corres0o!de mais >s !ecessidades !oas. Essa a ra3)o 0ela 7ual a 'iloso'ia, essa 'orma su0erior e si!t:tica da ci/!cia, surge 7ua!do a religi)o 0erde seu im0:rio, mas a0e!as !esse mome!to6 e emo&la, a seguir, gerar um sem&!@mero de ci/!cias 0articulares, > medida 7ue se ai dese!ole!do a !ecessidade 7ue a suscitou. 40. "%%5

& rela()o e!tre a!al'a*etosQgraus de i!stru()oQeduca()oQclasses 0ro'issio!ais e gosto 0ela culturaQci/!ciaQida i!telectual6

& 5ore  mulher 1Em segu!do lugar, imos 7ue, em todos os 0aíses do mu!do, a mulher se suicida muito me!os 7ue o homem. Ora, ela : tam*:m muito me!os i!struída. Esse!cialme!te tradicio!alista, ela rege a sua co!duta segu!do as cre!(as esta*elecidas e !)o tem gra!des !ecessidades i!telectuais. 40."%Y5

> <U3 e mulheres !e0rs 1[i!alme!te, !os Estados U!idos, as co!di(<es da e;0eri/!cia s)o 7uase i!ertidas, o 7ue a tor!a so*remodo i!strutia. ?s mulheres !egras t/m, ao 7ue 0arece, i!stru()o igual e at: su0erior > dos seus maridos. Ora, 9rios o*seradores relatam ]al_ e ]oudi!, segu!do MorselliL 7ue as mulheres !egras a0rese!tam tam*:m 'ortíssima 0redis0osi()o 0ara o suicídio, 7ue chegaria at: mesmo a ultra0assar, em certos casos, a das mulheres *ra!cas. Em certos lugares, a 0ro0or()o seria de 8V. 4idem5

> udeus- i!stru()o mais di'u!dida6 me!or !@mero de suicídios6 sede de co!hecime!to 0ara co!serarem&se com mais segura!(a, 0or serem mi!orias, co!tra ódios. 1armar&se 0ara a luta

& rotesta!tes- gosto 0ela ci/!cia aume!ta a medida 7ue dimi!ui sua 0arcel !o cm0uto geral da 0o0ula()o6

& Dese!olime!to i!telectual ; mortes olu!t9rias6 meios i!struídos C ta;a- e!'ra7uecime!to das cre!(as tradicio!ais B co!di()o de i!diidualismo moral6

?o!se,u@!cis desse c$í"ulo 1)  ci@!ci  o remdio $r o ml cuo si!"om  o ume!"o dos suicídios# ms !'o  cus dele4 A)  sociedde reli0ios $reser* o suicídio# sim$lesme!"e $or ser um sociedde %or"eme!"e i!"e0rd

& 1O homem 0rocura i!struir&se e se mata 0or7ue a sociedade religiosa de 7ue : mem*ro 0erdeu a coes)o6 mas !)o se mata 0or7ue se+a i!struído. 40."%$5

& Ode > ci/!cia6

& O 0rotesta!te cr/ ta!to em Deus e !a imortalidade da alma 7ua!to o católico.

a0ítulo III – O suicídio egoísta 4co!ti!ua()o5

Imu!idde 0erl ds $essos csds se0u!do c/lculos de Jer"illo!+ I!co!*e!ie!"es do m"odo ,ue ele "e*e de se0uir+ Necessidde de dis"i!0uir mis com$le"me!"e s i!%lu@!cis d idde e do es"do ci*il+ Kudros !os ,uis ess dis"i!&'o  %ei"+ eis ,ue disso se deduCem

& Xida da 'amília e sociedade 0olítica6

& Auicídio- deses0ero dia!te das di'iculdades da e;ist/!cia6 Aolteiros t/m me!os e!cargos e res0o!sa*ilidades 7ue casados, e!t)o, 0or 7ue suicidam&se maisS ]ertillo!6

& Fe!d/!cias 0ela idade- at: os "Y a!os 4raríssima56 "Y a!os em dia!te 4aume!to %;56 elo estado ciil-solteirosQceli*atos e c!+ugesQcasados6

& Neis- "5 Os casame!tos muito 0recoces t/m uma i!'lu/!cia agraa!te so*re os suicídios, so*retudo !o 7ue se re'ere aos home!s6 %5 ? 0artir dos % a!os, os c!+uges dos dois se;os se *e!e'iciam de um coe'icie!te de 0resera()o em rela()o aos celi*at9rios6 85 O coe'icie!te de 0resera()o dos casados em rela()o aos celi*at9rios aria com os se;os6 G5 ? iue3 dimi!ui o coe'icie!te dos c!+uges dos dois se;os, 0or:m, o mais das e3es !)o o su0rime com0letame!te.

& :ri&'o e!"re os se-os 1Diremos 0ois 7ue o se;o mais 'aorecido !o casame!to aria segu!do as sociedades e 7ue a am0litude da di'ere!(a e!tre a ta;a dos dois se;os aria 0or sua e3 segu!do a !ature3a do se;o mais 'aorecido.

<-$lic&'o desss leis+ O coe%icie!"e de $reser*&'o dos home!s csdos !'o se de*e  sele&'o m"rimo!il+ ro*s 1) rC.es a priori,A) rC.es de %"o ) e-"ríds ds *ri&.es do coe%icie!"e em di*erss iddes4 )

d desi0ul imu!idde des%ru"d $elos c2!u0es dos dois se-os+ 5er/ ess imu!idde de*id o csme!"o ou  %míliB

RC.es co!"r/ris  $rimeir hi$"ese 1) co!"rs"e e!"re o es"do es"cio!/rio d !u$cilidde e o ume!"o do suicídio4 A) %rc imu!idde dos home!s csdos sem %ilhos4 L) 0r*me!"o !s mulheres csds sem %ilhos

& Aele()o matrimo!ial- 0essoas certas 7ualidades de sa@de, 0osi()o e moralidade6 Meio dom:stico- 'amília 4c!+uges co!trato, a'i!idadesL  'ilho4a5s co!sa!gui!idadeL56

& ]ertiloo!6 Netour!eau6

& 5ore  mulher 1Xeri'ica&se 7ue, em casa idade, a 0ro0or()o das mulheres !os suicídios e!tre casados : de muito su0erior > 0ro0or()o das mo(as solteiras !os suicídios e!tre celi*at9rios. ertame!te isso !)o se dee a 7ue a mulher este+a mais e;0osta do 7ue a mo(a solteira. Mas !esse caso, se a imu!idade : t)o desigual, : 7ue a ida

(7)

'amiliar modi'ica di'ere!teme!te a co!stitui()o moral dos dois se;os. 40. "G5 Older!*urg- mulheres 'aorecidas Mulheres casadas sem 'ilhos 4G% e G8 a!os5- %%"Q"6 Mulheres solteiras 4mesma idade5- "VQ"

19 haíamos !otado 7ue, de modo geral, a mulher se *e!e'icia me!os da ida de 'amília 7ue o marido. erce*emos agora a causa disso- : 7ue, 0or si mesma, a sociedade co!+ugal 0re+udica a mulher e agraa a sua te!d/!cia ao suicídio. 4idem5

& O homem i@o- 1[alta uma e!gre!agem esse!cial e todo o meca!ismo 'ica desarra!+ado. ara resta*elecer o e7uilí*rio 0ertur*ado seria 0reciso 7ue o homem desem0e!hasse uma du0la tare'a e e;ercesse 'u!(<es 0ara as 7uais !)o est9 a0to. Eis 7ue ele 0erde ta!tas a!tage!s de 7ue des'rutaa e!7ua!to durou o casame!to. 4\5 : o desa0arecime!to da m)e e !)o da es0osaL o 7ue causa esse tra!stor!o. 40. "G85

3 %rc imu!idde demo!s"rd $elos home!s csdos sem %ilhos ser/ de*id  sele&'o co!u0lB ro* em co!"r/rio e-"ríd do 0r*me!"o ds mulheres csds sem %ilhos+ ?omo  $ersis"@!ci $rcil desse coe%icie!"e !o *iE*o sem %ilhos se e-$lic sem i!"er%er@!ci d sele&'o co!u0l+ Teori 0erl d *iu*eC & Imu!idade dos casados 4home!s em a*soluto, mulheres em 0arte5 se dee > sociedade 'amiliar e !)o > sociedade co!+ugal.

& 1De 'ato, : ideia *asta!te ge!erali3ada 7ue a i@a 'ica !uma situa()o mais crítica 7ue o i@o. I!siste&se !as di'iculdades eco!micas e morais co!tra as 7uais se dee lutar 7ua!do ela : 'or(ada a 0roer a sua 0ró0ria su*sist/!cia, e, so*retudo, >s !ecessidades de toda uma 'amília.. 40. "GV5

& Mulheres e suicídio- com0ara()o e!tre i@as, casadas e solteiras6 Estudo de Morselli6

& 12uma mesma sociedade, a te!d/!cia ao suicídio, !o estado de iue3, :, 0ara cada se;o, 'u!()o da te!d/!cia ao suicídio 7ue o mesmo se;o tem !o casame!to. 40."G5

Kudro rec$i"ul"i*o dos resul"dos $recede!"es+ É  i!%lu@!ci d %míli ,ue se de*e ,use "od  imu!idde dos home!s csdos e "od  imu!idde ds mulheres csds+ 3 imu!idde ume!" com  de!sidde d %míli# is"o # com o seu 0ru de i!"e0r&'o

& 12o seio de uma 'amília 0ouco !umerosa, os se!time!tos, as lem*ra!(as comu!s, !)o 0odem ser muito i!te!sos 0ois !)o h9 co!sci/!cias *asta!tes 0ara os i!teriori3ar e re'or(ar 0ela 0artici0a()o. 2)o se 0odem 'ormar !ela essas 'ortes tradi(<es 7ue serem de í!culos e!tre os mem*ros de um mesmo gru0o, 7ue lhes so*reiem e u!em as gera(<es sucessias e!tre si. De resto, as 'amílias 0e7ue!as s)o 'or(osame!te e'/meras, e, sem dura()o, !e!huma sociedade 0ode ser co!siste!te. 40. "VY5

O suicídio e s crises $olí"ics# !cio!is+ Re0ress'o rel e 0erl !o cso de crises $olí"ics# !cio!is+ Tl re0ress'o de*e>se  ,ue o 0ru$o# dur!"e esss c rises# d,uire mis %or"e i!"e0r&'o+

& estudo das sociedades 0olíticas. 1elhas orga!i3a(<es W reolu(<es W 1+oe!s sociedades6 omo(<es 0olíticas C!@mero de suicídios. rises eleitorais6 Decom0osi()o de sistemas social a!tigo6 omo(<es sociais e ra!des uerras o0ulares- se!time!tos coletios 40atriotismo, ': 0olíticaQ!acio!al5, i!tegra()o da sociedade mais 'orte. & am0o ; idade6

& I!diíduo 0e!a me!os em si mesmo e mais !a coisa comum 40erigo comum5.

?o!clus'o 0erl do c$í"ulo+ Rel&'o dire" e!"re o suicídio e o 0ru de i!"e0r&'o dos 0ru$os sociis# sem ,uis %orem+ ?us dess rel&'o $or,ue e em ,ue co!di&.es  sociedde  !ecess/ri o i!di*íduo+ ?omo# ,u!do el %C %l"# o suicídio ume!"+ ro*s co!%irmdors dess e-$lic&'o+ ?o!s"i"ui&'o do suicídio e0oís"+

& 1O suicídio aria !a ra3)o i!ersa do grau de i!tegra()o da sociedade religiosa, da sociedade dom:stica e da sociedade 0olítica. 40. "Y"5

& Rela()o gru0os sociais 4'i!s comu!s, 0erso!alidade coletio 'or(a coletia, i!tegra()o, autoridade, coer()o5 e i!diíduo 4'i!s 0ró0rios, 0erso!alidade,i!teresses 0articulares, regras de co!duta, i!de0e!d/!cia56 Egoísmo-a'irma()o e;cessia do eu i!diidual dia!te do eu social6 12a medida em 7ue se admite 7ue os i!diíduos s)o se!hores dos seus desti!os. 4\5 1O í!culo 7ue os liga > sua causa comum os a0ega > ida e, de resto, o alo eleado !o 7ual t/m os olhos 'i;os im0ede&os de se!tir t)o i!te!same!te os dissa*ores 0riados. or 'im, !uma sociedade coere!te e di!=mica, h9, de todos a cada um e de cada um a todos, um i!cessa!te i!terc=m*io de ideias e se!time!tos, e como 7ue uma assist/!cia moral m@tua, 7ue 'a3 com 7ue o i!diíduo, em e3 de redu3ir&se >s suas 'or(as a0e!as, 0artici0e da e!ergia coletia e e!ha !ela *uscar ale!to 7ua!do estier e;austo. 40."Y%5

& 19 se a'irmou 7ue, 0or sua co!stitui()o 0sicológica o homem !)o 0ode ier se !)o se a0egar a certo o*+eto 7ue o ultra0asse e lhe so*reia, e se deu 0or motio disso a !ecessidade 7ue teríamos de !)o desa0arecermos 0or com0leto. ?'irma&se 7ue a ida só : toler9el se emos !ela alguma ra3)o de ser, se tier uma meta 7ue a tor!e dig!a de ser iida. Ora, o i!diíduo 0or si só !)o : um 'im su'icie!te 0ara a sua atiidade. Ele : 0ou7uíssima coisa. Est9 limitado !o es0a(o al:m de estritame!te limitado !o tem0o. `ua!do, 0ois, só temos como o*+etio !ós

(8)

mesmo, !)o !os 0odemos es7uiar a essa ideia de 7ue !ossos em0e!hos est)o a'i!al desti!ados a se 0erderem !o 9cuo, 0ois 7ue a ele deemos oltar. Mas o a!i7uilame!to !os causa horror. ?ssim, !)o se 0ode ter coragem 0ara ier, isto :, 0ara agir e lutar, 0ois de todo esse sacri'ício !ada deer9 restar. Em suma, o estado de egoísmo estaria em co!tradi()o com a !ature3a huma!a e, 0or isso, seria demasiado 0rec9rio 0ara ter 0ro*a*ilidades de 0erdurar.. 40. "Y85 Ma!ute!()o da ida 'ísica- egoísta6 or:m, ideias, se!time!tos, h9*itos, !)o !utrem 7ual7uer rela()o com !ecessidades org=!icas. ?rte, moral, religi)o, credo 0olítico, ci/!cia. Aociedade BC suscita se!time!tos de em0atia e solidariedade6 cre!(as religiosas, 0olíticas, morais 7ue goer!am as co!dutas i!diiduais6

& 0. "Y" – "Y$- re'le;<es so*re a !ature3a huma!a, a rela()o i!diíduo&sociedade6

a0ítulo IX – O suicídio altruísta

O suicídio !s sociedde i!%eriores crc"erís"ics ,ue o dis"i!0uem# o$os"s s do suicídio e0oís"+ ?o!s"i"ui&'o do suicídio l"ruís" ori0"rio+ Ou"rs %orms desse "i$o

& ]artholi!6 lutarco6 `ui!to @rcio6 He!ri Marti!6 Fito Níio, :sar, Xal:rio M9;imo

& Desi!tegra()o- egoísta6 Demasiada i!tegra()o- altruísta 4 dever de, obriga*oA%acultativo, honra, estima p/blica,  pólo da conduta situado num dos grupos do qual %a parte)6 Aociedades 0rimitias- alta 're7u/!cia, o0<em&se >s

!a(<es mais ciili3adas.

& asos 're7ue!tes- "5 0essoas !o limiar da elhice ou doe!tes, %5 mulheres i@as e 85 clie!tesQseridores com a morte de seus che'es.

& Et!ogra'ias, casos de í!dios !a ?m:rica do 2orte6 hi!a, T!dia, Fi*ete, o!chi!chi!a, Ai)o, a0)o.

& Rela()o com sistemas meta'ísicos e religiosas- moldura lógica a 0r9ticas morais. Hi!duísmo, *udismo, +ai!ismo, 0a!teísmo, cristia!ismo.

O suicídio !s %or&s rmds euro$eis4 0e!erlidde do 0r*me!"o resul"!"e do ser*i&o mili"r+ É i!de$e!de!"e do celi"o4 do lcoolismo+ N'o se de*e  *ers'o $elo ser*i&o mili"r+ ro*s 1) ume!" com  dur&'o do ser*i&o4 A)  mis %or"e !os *olu!"/rios e ree!0dos4 L) !os o%iciis e suo%iciis mis ,ue !os solddos rsos+ De*e>se o es$íri"o mili"r e o l"ruísmo ,ue ele im$lic+ ro*s co!%irmdors 1)  "!"o mis %or"e ,u!"o os $o*os "@m me!or $e!dor $r o suicídio e0oís"4 A)  m/-imo o 0r*me!"o !s "ro$s de eli"e4 L) dimi!ui  medid ,ue ume!" o suicídio e0oís"

De ,ue modo os resul"dos o"idos us"i%icm o m"odo se0uido & Es7uirol, [alret6

& 1ada es0:cie de suicídio !ada mais :, 0orta!to, 7ue a 'orma e;agerada ou desiada de uma irtude. 40."$5

a0ítulo X – O suicídio a!mico

O suicídio ume!" com s crises eco!2mics+ <ss $ro0ress'o se m!"m !s crises de $ros$eridde e-em$los d rEssi# d I"/li+ 3s e-$osi&.es u!i*ersis+ O suicídio e  ri,ue C

& 1? sociedade !)o : a0e!as um o*+eto 7ue suscita, com i!te!sidade desigual, se!time!tos e atiidades dos i!diíduos. É tam*:m um 0oder 7ue os regula. H9 uma rela()o e!tre a ma!eira 0ela 7ual se e;erce essa a()o reguladora e a ta;a social dos suicídios. 40. "$$5

& 2)o : aume!to da mis:ria a causa dos suicídios6 crises de 0ros0eridade atuam so*re o suicídio e;atame!te como as cat9stro'es eco!micas6

<-$lic&'o dess rel&'o+ O homem s $ode *i*er se s sus !ecessiddes es"i*erem em hrmo!i com os meios de s"is%C@>ls4 o ,ue im$lic um limi"&'o des"es El"imos+ É  sociedde ,ue os limi"4 como ess i!%lu@!ci moderdor se e-erce !ormlme!"e+ ?omo  im$edid $els crises4 do!de os "r!s"or!os# !omi# suicídios+ ?o!%irm&'o e-"ríd ds rel&.es do suicídio com  ri,ueC 

& 2ecessidades huma!as !)o se redu3em >s !ecessidades do cor0o 4*iológicas, org=!icas, 'ísicas56 Re'le;)o media a rela()o ser huma!o&!ature3a6 1Em !e!hum sociedade essas te!d/!cias s)o satis'eitas de ma!eira igual !os di'ere!tes graus da hierar7uia social. E!treta!to, !os seus tra(os esse!ciais, a !ature3a huma!a : !itidame!te a mesma em todos os cidad)os.. 40. "#G5

& 1... !ossa se!si*ilidade : um a*ismo i!saci9el. Mas, !esse caso, se !ada ier a co!t/&la de 'ora, ela só 0ode ser, 0or si mesma, uma 'o!te de torme!tos. or7ue dese+os ilimitados s)o i!saci9eis 0or de'i!i()o e !)o : sem ra3)o 7ue a i!sacia*ilidade : co!siderada como si!al de mor*ide3. Uma e3 7ue !ada os limita, ultra0assam sem0re e i!'i!itame!te os meios de 7ue dis0<em6 !ada os 0ode a0lacar. 40. "#V5

& Xida 'ísica  Xida me!tal

& “"e o homem tem alguma praer em agir, mover-se, %aer es%or*o, sempre  preciso que ele sinta que seus es%or*os no se&am vos e que, ao caminhar, ele avance. ra, no h' avan*o quando se anda sem ob&etivo algum, ou, o que d' no mesmo, quando o alvo que se persegue  indeterminado.” (idem) “ra, que mais pode o %uturo

(9)

dar que o passado, dado que  para sempre impossível chegar a um estado em que se possa estacionar e que no ser' possível sequer apro#imar-se do ideal vislumbradoB 0ssim, quanto mais se tenha mais se querer' ter, ve que as satis%a*=es obtidas to somente estimularo as necessidades em ve de aplac'-las.” (idem) “@ preciso que as pai#=es conhe*am limites. "ó ento podero harmoniar-se com as %aculdades e assim serem satis%eitas. <as como nada e#iste no indivíduo que lhe imponha limites, estes devero necessariamente vir de alguma %or*a e#terior ao indivíduo. @ preciso que uma %or*a reguladora atue quanto 9s necessidades morais como o organismo em rela*o 9s necessidades %ísicas.  que vale dier que essa %or*a só poder ser moral. Coi o despertar da conscincia que veio romper o estado de equilíbrio no qual adormecia o animal6 só a conscincia, portanto, pode %ornecer os meios de restabelec-lo.” 40. "#Y5 5OJR< O 3< FOD<R3DOR D3 5O?I<D3D< 5OJR< O INDI:MDUO ($+ 19L – A) oderHu"oridde morl6 Hierar7uia de 'u!(<es sociais6 lasses e modo de ida6 Aitua()o, classi'ica()o social, 0osi()o6 Desigualdade- 'ortu!a heredit9ria e m:rito6 ?utoridade coletia- sacri'ícios e co!cess<es em !ome do i!teresse 0@*lico6 “"e, diem, a heran*a %osse abolida, cada um entraria na vida com os mesmos recursos, e, se a luta entre os concorrentes se travar em condi*=es de per%eita igualdade, ningum  poder' achar in&ustos os resultados. Dodos percebero espontaneamente que as coisas so como devem ser. "em d/vida, quanto mais nos apro#imarmos dessa igualdade ideal, menos necess'ria ser' a coer*o social. <as   apenas questo de grau. orque subsistir' sempre certa hereditariedade a dos dons naturais. 0 inteligncia, o gosto, o valor cientí%ico, artístico, liter'rio, industrial, a coragem, a destrea manual so %or*as que cada um de nós recebe ao nascer, como o propriet'rio nato recebe o seu capital, como o nobre, antigamente, recebia o seu título e a sua %un*o.” 40. "#$56 Ordem coletia6 ?utoridade res0eitoL

b

 iol/!cia medoL6 Fodo ser : relatio aos demais seres 7ue com0<em o u!ierso6 “ que o homem tem de característico  que o %reio a que est' su&eito no  %ísico, mas moral, isto , social. (7) >  porque a maior e melhor parte da sua vida transcende o corpo, que o homem escapa ao &ugo do corpo, mas so%re o &ugo da sociedade.” 40. "##56 Educa()o moral i!cide so*re a a()o social6 Imu!idade ao suicídio dos 0aíses 0o*res6 o*re3a B 'reio 40ara certas religi<es- alor moral5, e!si!a o homem a se co!ter, aceitar docilme!te a disci0li!a coletia6 Dese+os, am*i(<es, !ecessitam meios 0ara reali3a()o6 Ri7ue3a B 0oderes, ilus<es de i!de0e!d/!cia, me!os limita(<es, e;alta()o do i!diíduo, es0írito de re*eli)o 4imoralidade56

3 !omi ch>se "ulme!"e em es"do cr2!ico !o mu!do eco!2mico+ 5uicídios dí resul"!"es+ ?o!s"i"ui&'o do suicídio !2mico+

& oderes morais B disci0li!ari3a()o6 Religi)o e classes- “...a religio cu&a in%luncia se %aia sentir igualmente entre oper'rio e patr=es, entre pobres e ricos. ;onsolava os primeiros e os ensinava a se con%ormarem com a sua sorte ao lhes pregar que a ordem social  providencial, que o quinho de cada classe %oi determinado por Eeus, e %aendo com que esperassem de um mundo %uturo as &ustas compensa*=es pelas desigualdades e#istentes neste.  <oderava os segundo, lembrando-lhes que os interesses terrestres no so a essncia do homem, logo devem estar subordinados a outros mais elevados e que, por conseguinte, no merecem ser buscados sem comedimento.” ( 0. %"5

& oder goer!ame!tal BC !o lugar de regular a ida eco!mica se tor!a i!strume!to e seridor dela. críticas socialistas e de eco!omistas ortodo;osL6 guardi)o dos co!tratos i!diiduaisS o!ta*ilidade coletiaS I!d@stria6 “@ que o estado de crise e de anomia nela  constante e, por assim dier, normal. Ee alto a bai#o da escala, as cobi*as so acicatadas sem que saibam onde se %i#ar de%initivamente.” (7) “Dem-se sede de coisas novas, de  praeres ignorados, de sensa*=es inditas, mas que perdem todo o sabor quando des%rutados.”  40. %%56

I!satis'a()o, olhar 'i;o !o 'uturo, im0aci/!cia, i!sta*ilidade, eter!o desco!te!tame!to J Aa*edoria, 0rese!te mome!t=!eo, 'elicidade, co!te!tame!to, 0aci/!cia.

& ?tiidades i!dustriais e comerciais BC maior ta;a de suicídios6 ?gricultura BC *ai;a ta;a.

& 1 suicídio egoísta tem sua origem no %ato de que os homens no mais percebem a rao de e#istirem6 o suicídio altruísta provm de que essa rao lhes parece estar alm da própria vida6 o terceiro tipo, cu&a e#istncia acabamos de registrar, decorre de que as atividades dos homens esto desregradas e que isto os %a so%rerem.” 40. %G5

5uicídios de*idos  !omi co!u0l+ 3 *iu*eC+ O di*rcio+ rlelismo dos di*rcios e suicídios+ De*e>se  um co!s"i"ui&'o m"rimo!il ,ue "u em se!"ido co!"r/rio sore os home!s e s mulheres4 $ro*s em $oio+ <m ,ue co!sis"e ess co!s"i"ui&'o m"rimo!il+ O e!%r,uecime!"o d disci$li! m"rimo!il ,ue o di*rcio im$lic 0r*  "e!d@!ci o suicídio dos home!s# dimi!ui  ds mulheres+ RC'o desse !"0o!ismo+ ro*s co!%irmdors dess e-$lic&'o+

?o!ce$&'o do csme!"o ,ue se co!clui desse c$í"ulo

& Desorga!i3a()o da 'amília6 E;0lica()o de ]ertillo!6 “em todos os países sobre os quais temos in%orma*=es necess'rias, os suicídios de divorciados so incomparavelmente superiores em n/mero aos que as demais  parcelas da popula*o %ornecem.” 40. %$56 Muda!(a !o regime material e moral6 Mais 'ilhos W 'amília de!sa W

(10)

& 2ature3a do casame!to- “$ma regulamenta*o das rela*=es dos se#os, que se estende no apenas aos instintos %ísicos que esse trato p=e em &ogo, mas ainda aos sentimentos de toda espcie que a civilia*o aos poucos en#ertou na base dos dese&os materiais. orque o amor , entre os homens, um %ato muito mais mental do que org3nico.  que o homem procura na mulher no  to somente a satis%a*o do dese&o gensico. @ verdade que esse pendor natural %oi o germe de toda a evolu*o se#ual, mas, paulatinamente, requintou-se de sentimentos estticos e morais (...)”. 40. %"Y5 1 >ssa  a %un*o do casamento. >le regula toda essa vida dos sentimentos, e o casamento monog3mico mais do que qualquer outro, porque, ao %or*ar o homem a se unir a uma só mulher, sempre a mesma, atribui 9 necessidade de amar um ob&eto rigorosamente de%inido, e %echa o horionte.” . Mulheres e home!s so'rem de ma!eira igual o mau estado das rela(<es dom:sticas6 O diórcio, rom0ime!to do í!culo co!+ugal, 'aorece mais > mulher 7ue ao homem. ?us/!cia de diórcio !os 0aíses aume!ta casos e!tre mulheres casadas.

& Musset6

& 5ore  mulher- 1 <as essa consequncia do divórcio  peculiar ao homem6 no atinge a mulher. Ee %ato, as necessidades se#uais da mulher tm um car'ter menos mental, porque, de modo geral, a sua vida mental  menos desenvolvida. >ssas necessidades esto mais imediatamente em rela*o com as e#igncias do organismo, obedecem-lhe mais do que a ele se antecipam, e por isso encontram nele um %reio mais e%ica. or ser a mulher um ser mais instintivo que o homem, para encontrar a calma e a pa, basta-lhe obedecer os seus instintos. $m controle social to rígido como o do casamento e, sobretudo o do casamento monog3mico, no lhe  necess'rio. ra, tal disciplina, embora /til, no dei#a de ter inconvenientes. 0o %i#ar para sempre a condi*o con&ugal, impede de sair dela aconte*a o que acontecer. 0o restringir o horionte, %echa as saídas e %rusta todas as esperan*as, inclusive as legítimas. <esmo o homem so%re com essa imutabilidade, mas, para ele, o mal   amplamente compensado pelos bene%ícios obtidos por outro lado. Ee resto, os costumes lhe concedem certos  privilgios que permitem atenuar, at certo ponto, o rigor do regime. ara a mulher, pelo contr'rio, no h' compensa*o nem atenua*o. 0 monogamia , para ela, obriga*o estrita, sem atenuantes de espcie alguma, e,  por outro lado, o casamento no lhe  /til, pelo menos no mesmo grau, para limitar os seus dese&os, que so &' naturalmente limitados, e lhe ensinar a con%ormar-se com a sua sorte. <as a impede de mud'-la caso de torne intoler'vel. 0 regra  pois, para ela, um obst'culo sem grandes vantagens. or isso, tudo que a a%rou#e e abrange só pode melhorar a situa*o da mulher. >ssa a rao pela qual o divórcio a protege, e tambm por que as mulheres a ele recorrem de bom grado.” ( 0. %"$56 1 Ee modo mais geral, eis em que consiste a causa desse antagonismo dos se#os que %a com o casamento no os %avore*a de modo igual  que os seus interesses so antag2nicos6 um tem necessidade de limites e o outro de liberdade.” 40. %%5 “0dmite-se que ele Fo casamentoG tenha sido instituído em %avor do c2n&uge %eminino e para proteger a sua %raquea contra os desmandos masculinos. >m particular, a monogamia  no raro apresentada como um sacri%ício que o homem tenha %eito dos seus instintos polig3micos para aliviar e melhorar a condi*o da mulher no casamento. ?a realidade, se&am quais %orem as causas históricas que tenham determinado a imposi*o dessas restri*o,  ao homem que o casamento mais aproveita. 0 liberdade a que renunciou só podia ser para ele uma %onte de tormentos. 0 mulher no tinha as mesmas ra=es para renunciar 9 liberdade, e, quanto a isso, pode-se a%irmar que, ao submeter-se 9 mesma regra, ela  que %e um sacri%ício.” 40. %%"5

a0ítulo XI – [ormas i!diiduais dos di'ere!tes ti0os de suicídios

U"ilidde e $ossiilidde de com$le"r  clssi%ic&'o e"iol0ic $recede!"e $or um clssi%ic&'o mor%ol0ic

& Estudo dedutio b e;0eri/!cia6 ausas, características, mais gerais, ma!i'estas.

I+ ;orms %u!dme!"is ,ue ssumem s "r@s corre!"es suicid0e!s o se e!cr!rem !os i!di*íduos+ ;orms mis"s ,ue resul"m d comi!&'o desss %orms %u!dme!"is

& <elancolia “ >squivando-se do que a circunda, a conscincia volta-se para si mesma, toma-se como seu ob&eto  próprio e /nico, e assume como tare%a principal observar e analisar a si mesma. <as, por essa e#trema concentra*o, apro%unda ainda mais o abismo que a separa do resto do universo. $ma ve que a pessoa se apega de tal modo a si mesma, só pode se a%astar cada ve mais daquilo que no  ela, e con%irmar o isolamento em que vive, re%or*ando-o. ?o ser' olhando só para nós mesmos que encontraremos ra=es para nos ligarmos a outras coisas alm de nós. >m certo sentido, todo movimento  altruísta porque centrí%ugo e e#pande o ser para %ora de si mesmo. 0 re%le#o, pelo contr'rio, tem algo de pessoal e egoísta, porque só  possível na medida em que a  pessoa se liberte do ob&eto e se distancie dele para voltar-se para si mesma, e a re%le#o  tanto mais intensa quanto esse retorno  mais completo. "ó se pode agir imiscuindo-se no mundo. ara pens'-lo, ao contr'rio,    preciso no se con%undir com ele, de modo a poder contempl'-lo de %ora6 com mais %orte rao, isso se imp=e  para pensar-se a si próprio. 0quele, pois, cu&a atividade toda se converte em pensamento interior torna-se insensível a tudo o que o circunda. "e ama, no  para se dar, para se unir, em unio %ecunda, a outro ser6  para meditar sobre o seu amor. "uas pai#=es so meramente aparentes porque estreis. Eissipam-se em vs combina*=es de imagens, sem nada produir que lhes se&a e#terior. <as, por outro lado, toda vida interior e#trai de %ora a sua matria-prima. "ó podemos pensar ob&etos ou a maneira pela qual os pensamos. ?o podemos

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re%letir nossa conscincia em estado de indetermina*o pura6 sob essa %orma, ela  impens'vel. ra, a conscincia só se determina se atingida por outra coisa alm d e si mesma.” 40. %%G56 O i!'i!ito6 ? triste3a6

& Namarti!e6 Hartma!!6 [alret6 E0icuro6 Nero_6 ]rierre de ]oismo!t6 A/!eca6 .^erther.6

& Ideia J Moime!to idaL6 e!sar J ?gir6 2)o h9 rei!o a*soluto da ideia- : a morte. “$m pensamento que de tudo duvida, se no %or bastante %orte para aguentar o peso de sua ignor3ncia, arrisca-se a duvidar de si mesmo e a%undar na descren*a.” 40. %%Y56

& Egoísta i!telig/!cia re'le;ia, i!'i!ito do so!hoL6 E0icurista de0rimido, tra!7uiloL6 ?ltruísta se!time!to iole!to, atioL6 ?!mico cólera, dece0()o, ato 0assio!al, su0ere;cita()o, se!si*ilidade, i!'i!ito do dese+oL6 Estoico i!diidualistas em tudo o 7ue se re'ere ao mu!do real, s)o, 0or:m, de um altruísmo descomedido !o 7ue res0eita a esse idealL6

- “s suicidas de um ou outro tipo so%rem do que veio a se chamar de mal do in%inito.” 40. %856

II+ De*e>se i!cluir !ess clssi%ic&'o o i!s"rume!"o de mor"e escolhidoB <m ,ue ess escolh decorre de cuss sociis+ Fs esss cuss s'o i!de$e!de!"es ds ,ue de"ermi!m o suicídio+ N'o cem !o esco$o do $rese!"e es"udo+

Kudro si!"ico dos di%ere!"es "i$os de suicídios+

I:RO III – 5OJR< O 5UI?MDIO ?OFO ;<NPF<NO 5O?I3 <F Q<R3

a0ítulo I – O eleme!to social do suicídio

I+ ?o!clus.es do ,ue $recede+ ;l" de rel&.es e!"re  "- de suicídios e os %e!2me!os csmicos ou iol0icos+ Rel&.es de%i!ids com os %"os sociis+ 3 "- socil corres$o!de $ois  um "e!d@!ci cole"i* d sociedde

& o!di(<es i!diiduais- situa(<es e;teriores 4'atos diersos e co!traditórios56 ausas sociológicas6 ?o co!tr9rio de 0e!sar 7ue os 7ue mais so'rem s)o os 7ue mais se matam, os com maior 'acilidade, co!'orto e 0ros0eridade s)o os 7ue armam&se co!tra si mesmos.

&5ore  mulher 1"e a mulher se mata muito menos que o homem, isso ocorre porque ela se acha muito menos imiscuída do que ele na vida coletiva, sentindo, portanto, menos intensamente a boa ou m' in%luncia que esta e#erce.” 40. %8#5

& “@ a constitui*o moral da sociedade que determina a cada instante o contingente das mortes volunt'rias.  >#iste, pois, para cada povo, uma %or*a coletiva, de determinada energia, que impele os homens a se matarem.”

4\5 “?o  por met'%ora que se di que cada sociedade humana tem uma predisposi*o menos ou mais  pronunciada para o suicídio a e#presso est' calcada na naturea das coisas. ;ada grupo social tem realmente  por esse ato uma inclina*o coletiva que lhe  própria e da qual as inclina*=es individuais derivam, sem que  &amais a primeira proceda dessas /ltimas.” 40. %8#5 Fe!d/!cias coletias.

II+ 3 co!s"6!ci e  i!di*idulidde dess "- !'o $odem se e-$licr de ou"r m!eir+ Teori de Ku"ele" $r e-$lic/>l o homem mdio+ Re%u"&'o  re0ulridde dos ddos es""ís"icos *eri%ic>se i!clusi*e em %"os !'o $er"i!e!"es  mdi+ Necessidde de dmi"ir um %or& ou 0ru$o de %or&s cole"i*s cu i!"e!sidde  "- socil dos suicídios e-$rime

& Homem m:dio BC ti0o determi!ado 7ue a ge!eralidade dos i!diíduos re0rodu3 mais ou me!os e;atame!te e do 7ual a mi!oria te!de a se a'astar so* a i!'lu/!cia de causas 0ertur*adoras6 O homem m:dio !)o se mata, 'raca i!cli!a()o, 7uase igual a 3ero, !ula6 Auicídio : 'ato raro6

& O estatístico BC e'etua o cm0uto de todos os 'atos da mesma es0:cie 7ue se 0assam !o seio de determi!ada sociedade6

& Meio social BC ideias, cre!(as, h9*itos, te!d/!cias comu!s6

& Fem0erame!to das !a(<esL  o!stitui()o moral da sociedadeL B suicídios

& Fem0eratura, i!'lu/!cias clim9ticas, geológicas BC sa@de 0@*lica B mortalidade geral

III+ O ,ue se de*e e!"e!der $or ess %or& cole"i* "r">se de um relidde e-"erior e su$erior o i!di*íduo+ <-$osi&'o e crí"ic ds oe&.es %ei"s  ess co!ce$&'o 1) Oe&'o se0u!do  ,ul o %"o socil s se $ode "r!smi"ir medi!"e "rdi&.es i!"eri!di*iduis+ Res$os"  "- de suicídios !'o $ode se "r!smi"ir desse modo+ A) Oe&'o se0u!do  ,ul o i!di*íduo   ess@!ci rel d sociedde+ Res$os" ) como coiss m"eriis# e-"er!s o i!di*íduo# s'o eri0ids em %"os sociis e desem$e!hm !ess co!di&'o um $$el $eculir4 ) os %"os sociis ,ue !'o se oe"i*m so ess %orm "r!sce!dem cd co!sci@!ci i!di*idul+ T@m $or sus"r"o o co!u!"o %ormdo $els co!sci@!cis i!di*iduis reu!ids em sociedde+ or,ue ess co!ce$&'o !d "em de o!"ol0ic+

& Fe!d/!cias, 'or(as, 0ai;<es, coletias BC 'or(as 0eculiares 7ue domi!am as co!sci/!cias 0articulares6 & Aociologia- estudo de um mu!do ai!da desco!hecido, um sistema de realidades. 40. %G5

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& e!same!tos coletiosQi!diiduais6 “Eo mesmo modo c:lulas e 9tomosL  certo que a sociedade no encerra outras %or*as atuantes alm das %or*as dos indivíduos6 só que os indivíduos, ao se unirem, constituem um ser  psíquico de espcie nova que, por conseguinte, tem o seu modo próprio de pensar e de sentir. "em d/vida as  propriedades elementares de que resulta o %ato social esto contidas em germe nos espíritos individuais.” 40.idem56 Um todo : id/!tico 7ualitatiame!te > soma de suas 0artesS Um e'eito : o somatório das causas 7ue o e!ge!draramS Muda!(a !egada, i!e;0lic9el6 Ra3<es 7ue a0oiam a tese- "5 ? sociologia tem 0or 0riil:gio si!gular o co!hecime!to í!timo do eleme!to 7ue : a co!sci/!cia i!diidual, *em como do com0osto 7ue : a reu!i)o das co!sci/!cias, %5 0or isso, eri'ica&se clarame!te 7ue descartado o i!diidual o social !ada :.

& "5 sicologia co!tem0or=!ea e as 0ro'u!de3as da ida 0sí7uica, 0rocessos i!diretos e com0le;os6 %5 2)o *asta a*rir os olhos e olhar *em 0ara 0erce*er de 0ro!to as leis do mu!do social6

& Xida social BC re0rese!ta(<es6 Re0rese!ta(<es coletias Q Re0rese!ta(<es i!diiduais6 Aociologia : uma 0sicologia6 sicologia Aocial6 E;em0lo- Religi)o “sistema de símbolos pelos quais a sociedade toma conscincia de sim mesma.”  40.%G#5 “Dudo o que pretendemos dier quando a%irmamos a heterogeneidade do social e do individual  que as observa*=es precedentes se aplicam, no apenas 9 religio, mas ao direito, 9 moral, 9s modas, 9s institui*=es políticas, 9s pr'ticas pedagógicas etc., numa palavra, a todas as %ormas de vida coletiva.” & Estados sociais BC e;teriores 4'or(as 'ísicas5 aos i!diíduos6

& Aociedade BC I!diíduos  [atos Aociais  oisas Materiais ar7uitetura, tra!s0orte, comu!ica()o, i!strume!tos, m97ui!as, estado de t:c!ica em cada mome!to da história, lí!gua escrita, mo!ume!tos, dogmas da ':, 0receitos do direito etc.L “8' toda uma vida coletiva em permanente liberdade todas as espcies de correntes vo, vm, circulam em todas as dire*=es, cruam-se e se misturam de mil maneiras di%erentes e, precisamente porque esto em estado de perptua mobilidade, no chegam a %i#ar-se numa %orma ob&etiva.”.

& Aig!o e sig!i'icado6

& Fi0o coletio de uma sociedade Q Fi0o m:dio dos i!diíduos

& "5 o gru0o 'ormado 0elos i!diíduos associados : uma realidade de outra es0:cie em rela()o ao i!diíduo isolado6 %5 os estados coletios e;istem !o gru0o, de cu+a !ature3a deriam, a!tes de a'etarem o i!diíduo e!7ua!to tal e de !ele se orga!i3arem so* a 'orma !oa de uma e;ist/!cia 0urame!te i!terior6

& sicólogos, *iólogos, 3oólogos, sociólogos. o!ce0(<es sociológicas !)o dei;am de ter certas a!alogias com as ci/!cias mais 0ositias6

I:+ 3$lic&'o desss ideis o suicídio

& I!te!sidade > i!cli!a()o suicidóge!a- "5 a !ature3a dos i!diíduos 7ue com0<em a sociedade, %5 a ma!eira como se acham associados, isto :, a !ature3a da orga!i3a()o social, 85 os 'atos 0assageiros 7ue 0ertur*am o 'u!cio!ame!to da ida coletia sem lhe alterar a co!stitui()o a!atmica, como as crises !acio!ais, eco!micas etc.

& ?ume!to de casos e!tre a +ue!tude e a maturidade, es0ecialme!te !a elhice BC :0oca da ida em 7ue a 'or(a coletia est9 mais e!rai3ada

a0ítulo II – Rela(<es do suicídio com os demais 'e!me!os sociais

F"odo $r com$ro*r se o suicídio de*e ser clssi%icdo e!"re os %"os moris ou imoris & História da a0recia()o dos 0oos acerca do suicídio6 ra3<es 0ara tal6 sociedade atuais6

I+ <-$osi&'o his"ric ds !orms urídics ou moris em uso !s di%ere!"es socieddes de ,ue ele  oe"o# e-ce"o em $ocs de decd@!ci+ RC'o de ser dess re$ro*&'o4 el e!co!"r %u!dme!"o mis do ,ue !u!c ! co!s"i"ui&'o !orml ds socieddes moder!s+

& Aociedades crist)s- Auicídio BC 'uror dia*ólico6 sem cerim!ias 'u!er9rias6 ato de i!su*ordi!a()o e reolta6 Estado CC Religi)o6

& “ suicídio , pois, reprovado porque desrespeita esse culto pela pessoa humana sobre o qual repousa toda a nossa moralidade.” 40. %YY5

II+ Rel&.es do suicídio com s demis %orms de imorlidde+ O suicídio e os "e!"dos co!"r  $ro$riedde4 us@!ci de ,ul,uer rel&'o+ O suicídio e o homicídio4 "eori se0u!do  ,ul deri*rim mos de um mesmo es"do or06!ico>$sí,uico# ms de$e!derim de c o!di&.es sociis !"02!ics

& ?tos imorais- crimes, co!trae!(<es 0e!ais6 Aer)o as co!di(<es 0sicológicas do crime e do suicídio a mesmaS Deer9 a sociedade dei;ar 7ue certas 0essoas i!@teis e !ocias aliiem de ma!eira sim0les e eco!mica os desgastes sociais em t/&las como 0arte do todo social suicida!do&seS

& Nacassag!e, Dr. haussi!a!d6 [erri, Morselli6

III+ Discuss'o d $rimeir $r"e dess $ro$osi&'o o se-o#  idde#  "em$er"ur !'o "um do mesmo modo sore os dois %e!2me!os

Referências

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