Tiago Oviedo Frosi
Tiago Oviedo Frosi
Mestre em Ciências do Movimento Humano - U Mestre em Ciências do Movimento Humano - UFRGSFRGS Especialista em Psicologia Transpessoal -Especialista em Psicologia Transpessoal - Unipaz-SulUnipaz-Sul Bacharel em Educação Física - UFRGS - CREF 016973-G/RS Bacharel em Educação Física - UFRGS - CREF 016973-G/RS Presidente Shinjigenkan Institute Brazil Presidente Shinjigenkan Institute Brazil World Karate Federation - Karate Trainer - BRAV0039 World Karate Federation - Karate Trainer - BRAV0039
Japan Karate Shoto
Japan Karate Shotorenmei member -renmei member -038589038589
C U R S O D E E X T E N S A O E M
C U R S O D E E X T E N S A O E M
K R TE DO
K R TE DO
S Sw w w . s h i n j i g e n k a n . c o m . b r
w w w . s h i n j i g e n k a n . c o m . b r
w w w . f a c e b o o k . c o m / S h i n j i g e n k a n
w w w . f a c e b o o k . c o m / S h i n j i g e n k a n
Frosi, Tiago Oviedo Frosi, Tiago Oviedo
Curso de Extensão em Karate-Do UFRGS / Tiago Oviedo Frosi; Porto Curso de Extensão em Karate-Do UFRGS / Tiago Oviedo Frosi; Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2014.
Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2014.
1. Karate-Do 2. Artes Marciais
1. Karate-Do 2. Artes Marciais – – Técnicas Técnicas – – Karate-Do 3. Artes Marciais Karate-Do 3. Artes Marciais – –
Técnicas
Técnicas – – Okinawa Kobu-Do 4. Artes Marciais Okinawa Kobu-Do 4. Artes Marciais – – História História – – Karate-Do 5. Karate-Do 5. Esportes de Combate I. Título.
Esportes de Combate I. Título.
C U R S O D E E X T E N S A O E M
C U R S O D E E X T E N S A O E M
S SK R TE DO
K R TE DO
C U R S O D E E X T E N S A O E M
C U R S O D E E X T E N S A O E M
KARATE-DO
KARATE-DO
S SEste polígrafo foi desenvolvido com o objetivo de potencializar as ações de extensão
relativas à modalidade
Karate-Dōocorridas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Tratando-se de uma disciplina de luta formulada sob matrizes culturais orientais e tratada
pelos seus idealizadores como um caminho de vida, o
Karate-Dōse mostrou uma forma
interessante de desenvolver um programa que integrasse práticas para a saúde integral, para
o desenvolvimento das diferentes dimensões do viver.
O objetivo do projeto de extensão em
Karate-Dōé difundir junto à comunidade
acadêmica da UFRGS as práticas esportivas e culturais que envolvem a modalidade,
oportunizando vivências nas técnicas de combate, competição esportiva, defesa pessoal,
exercícios respiratórios e de meditação, além de conhecimentos sobre a história, filosofia e
espiritualidade dos povos orientais que contribuíram para a formulação das bases do
Caminho das Mãos do Vazio.
A realização do projeto justifica-se por proporcionar a integração dos estudantes
através do esporte, reunindo alunos de diversos cursos da Universidade, ampliando também
a possibilidade de experienciar o
Karate-Dōque é temática de disciplinas dos cursos de
licenciatura e bacharelado em Educação Física na UFRGS.
O programa de atividades foi elaborado levando em consideração aspectos
importantes do processo de individuação a que os participantes são estimulados (GOSWAMI,
2008a, 2008b; POZATTI, 2007; 2003; BLÓISE, 2000; JUNG, 1954) e aspectos do processo
educacional e de alcance da autonomia (MORIN, 2005; FREIRE, 1996). Para isso somamos ao
conteúdo tradicional do
Karate-Dō(
kihon,
katae
kumite) algumas práticas do Karate de
Okinawa (
tanren,
tui-te), da Yoga Japonesa (
shinshin-toitsu-dō), dos exercícios bioenergéticos
chineses (
qi-gong) e algumas estratégias modernas de condicionamento e preparo físico.
O
Shōtōkan¹
Karate-Dōfoi disseminado pelos esforços do mestre Gichin Funakoshi, o
fundador do estilo. Este levou a arte para o Japão e posteriormente seus alunos o difundiram
pelo mundo. Outros nomes importantes são Masatoshi Nakayama (presidente da Japan
Karata Association - JKA - até sua morte), Tetsuhiko Asai (braço direito de Nakayama
senseique depois fundou a Japan Karate Shotorenmei - JKS) e Sadamu Uriu (que trouxe o
Shōtōkanpara o Brasil).
O
Karate-Dō –Caminho das Mãos do Vazio
–é uma disciplina de desenvolvimento
pessoal através de práticas de luta, originada em Okinawa, antigamente a principal ilha do
arquipélago de
Ryūkyū,localizado entre a China e o Japão. Okinawa, atualmente uma
prefeitura do Japão, era um reino independente e vassalo da China no século XIV, o período
em que surgia o
Karate-Dō.Osu!!!
Tiago Oviedo Frosi
Porto Alegre, 10 de abril de 2012
Turma de Karate da ESEF UFRGS 2013
¹ [松濤館] – ‘Academia deShōtō’ (Funakoshi), ou‘Academia das Ondas dePinheiros’.
INTRODUÇÃO KARATE-DŌ
KARATE-GI
SHŌTŌKAN NO OBI
DŌJŌ
REISHIKI
SHŌTŌKAN NO NIJU KUN
SHŌTŌKAN NO DOJO KUN OSU NO SEISHIN HŌKŌ KIAI KIME KIHON TACHI KŌGEKI KASHO TE-WAZA KERI-WAZA KATA DE KARATE-DŌ TAIKYOKU SHODAN TAIKYOKU NIDAN TAIKYOKU SANDAN JO NO KATA HEIAN SHODAN HEIAN NIDAN HEIAN SANDAN HEIAN YONDAN HEIAN GODAN TEKKI SHODAN KUMITE DE KARATE-DŌ
PREPARAÇÃO FÍSICA E MEDTAÇÃO COMPETIÇÃO
NOTAS DE TREINAMENTO MÃOS DO VAZIO
O Karate-Dō (空手道) – Caminho das Mãos do Vazio – é uma disciplina de desenvolvimento pessoal através de práticas de luta, originada em Okinawa, antigamente a principal ilha do arquipélago de
Ryūkyū, localizado entre a China e o Japão. Okinawa, atualmente uma prefeitura japonesa, era um reino independente e vassalo da China no século XIV, o período em que surgia o Karate-Dō (NAKAZATO et al, 2005). Nos primórdios, essa disciplina chamava-se Te/Ti (手) (mão, ou mão de Okinawa), e veio a denominar-se Tōde /Toudi ( 唐手) (em Uchināguchi , o idioma de Okinawa) ou Karate ( 唐手) (em japonês)
após os contatos com as artes marciais chinesas, em especial oQuan Fa.
Karate, até o final do século XIX, significava “Mãos dos Tang/Chinesa” e veio a ser chamado
Karate-Dō (空手道) no início da década de 1920, quando o mestre Gichin Funakoshi introduziu a disciplina no Japão continental, alterando seu nome, seus objetivos e sua metodologia de ensino através do contato com trabalhos de outros mestres como Jigoro Kano e Morihei Ueshiba e, também, considerando aspectos históricos e culturais da sociedade japonesa no período.
Passados de geração em geração, de professor para aluno, os Kata (形/ 型) (exercícios formais)
foram a principal forma de manutenção das tradições e técnicas do Karate-Dō. Essa relação hierárquica do professor (sensei ) e aluno (deshi ) era a base do ensino das artes marciais de Okinawa e do Japão no
período feudal. Os Kata constituem-se de sequências pré-determinadas de técnicas que simulam um combate contra vários adversários.
Posteriormente surgiram as outras formas de treinamento chamadas de Fundamentos (Kihon) e Kumite (Luta) para complementar a metodologia tradicional de Okinawa que era feita através dos Kata com armas (o que hoje chamamos de Kobudo), dos Kata das técnicas desarmadas e do Tanren-ho (exercícios complementares de enrijecimento corporal). E muitas escolas praticam-se também muitas e variadas formas de preparação física e meditação, oriundos das tradições ancestrais ou das pesquisas modernas da ciência.
Tiago Frosi com outros atletas da Seleção Brasileira de Karate Shotokan e
Shihan Sadamu Uriu, no 3º Campeonato Mundial JKS. (Tokyo/Japão, 2013)
Karate-Dō é uma arte marcial criada e desenvolvida pelos aldeões e guerreiros de Okinawa, uma ilha ao sul do Japão. Na época era um reino independente que tinha muitas relações comerciais e culturais com a China. Okinawa passou a fazer parte do Império Japonês depois de 1600, quando os samurais conseguiram controlar a ilha depois de inúmeras tentativas mal sucedidas nos confrontos com os guerreiros locais.
A palavra Karate-Dō significa “Caminho das Mãos do Vazio”, e é formada pelos ideogramas 空
(Kara = vazio), 手 (Te = Mão),道 (Dō = Caminho). O significado do nome está relacionado ao conceito dos 5 elementos da cosmologia budista, onde o Vazio, o quinto elemento, representa a unidade e o equilíbrio, a essência fundamental da existência. Karate-Dō é, portanto a via espiritual de integração da mente, corpo e espírito, através das técnicas desenvolvidas pelos guerreiros oquinauenses.
O Karate surgiu provavelmente no século XIII, através de uma prática de defesa pessoal de Okinawa chamada unicamente de Te/Ti (手 = Mão).
Com o passar dos séculos e a intensificação das relações com a China, as técnicas das artes marciais chinesas foram incorporadas ao Karate, e a arte primitiva passou a ser chamada de Tō-de (唐手
= Mãos Chinesas). Após um longo período, quando os mestres oquinauenses passam a ensinar no Japão, há uma nova transformação nos objetivos, características, métodos de treinamento e etiquetas, quando o nomeKarate-Dō (空手道) é adotado, principalmente para ser aceito pela sociedade japonesa.
O mestre que levou o Karate de Okinawa para o Japão foi o sensei Gichin Funakoshi (imagem acima). Funakoshi defendia um Karate-Dō único, unificado, onde não existiam estilos nem competições, onde o desenvolvimento integral do ser humano fosse o objetivo, por isso nunca chegou a criar um nome para seu estilo. Muitos anos depois que estava no Japão seus alunos começaram a chamar o estilo de
Shōtōkan (松濤館 = Escola deShōtō).Shōtōera o apelido de sensei Funakoshi.
Masatoshi Nakayama (detalhe), Uriu (vermelho) e Nakayama (amarelo) em curso para o exército.
O Shōtōkan rapidamente se tornou o estilo mais praticado no país e estava presente em clubes em quase todas as universidades. Anos mais tarde, na década de 1960, após a morte de sensei Funakoshi, o sensei Masatoshi Nakayama (foto acima), um dos seus principais alunos, promove as primeiras competições e envia alunos para a Europa e outros países a fim de disseminar oKarate-Dō pelo mundo.
O Karate-Dō chegou ao Brasil junto com os imigrantes japoneses que fugiam da 2ª Guerra Mundial e se instalaram principalmente em São Paulo e Santos. Entre eles estavam Mitsusuke Harada, Seiichi Akamine, Juichi Sagara, Sadamu Uriu, Yasutaka Tanaka, Tetsuma Higashino, Hiroyasu Inoki, Yoshihide Shinzato entre outros.
No Rio Grande do Sul, os introdutores dos principais estilos foram Luis Tazuke Watanabe No Rio Grande do Sul, os introdutores dos principais estilos foram Luis Tazuke Watanabe ((ShōtōkanShōtōkan), Takeo Suzuki (), Takeo Suzuki (WadōWadō-r -r yūyū) e Akira Taniguchi () e Akira Taniguchi (GōjūGōjū--ryūryū). É dito que Watanabe sensei aprendeu). É dito que Watanabe sensei aprendeu com os professores Taketo Okuda (SP), Yasutaka Tanaka e Sadamu Uriu (RJ), e veio para Porto Alegre em com os professores Taketo Okuda (SP), Yasutaka Tanaka e Sadamu Uriu (RJ), e veio para Porto Alegre em 1970, dois anos antes de sagrar-se o primeiro brasileiro campeão mundial de Karate (no Mundial de 1972 1970, dois anos antes de sagrar-se o primeiro brasileiro campeão mundial de Karate (no Mundial de 1972 em Paris). A Federação Gaúcha de Karate foi fundada em 1988 por um grupo de professores, entre os em Paris). A Federação Gaúcha de Karate foi fundada em 1988 por um grupo de professores, entre os quais estavam: Eudes de Araújo, Ademar Pires Brandolff, Cilon Trindade Goulart, Nelson D'Avila quais estavam: Eudes de Araújo, Ademar Pires Brandolff, Cilon Trindade Goulart, Nelson D'Avila Guimarães, Fernando Anton
Guimarães, Fernando Antonio Freitas Malheiros Filho, io Freitas Malheiros Filho, José Eduardo FauquJosé Eduardo Fauque De Mattei e De Mattei e Arthur Xavier e Arthur Xavier dede Oliveira Filho. Esse grande grupo depois s
Oliveira Filho. Esse grande grupo depois se dissolveu em três organizações principais: a Federação Gaúchae dissolveu em três organizações principais: a Federação Gaúcha de Karate, vinculada à WKF, a Federação Rio-grandense de Karate-Do Tradicional, vinculada à ITKF e JKA, de Karate, vinculada à WKF, a Federação Rio-grandense de Karate-Do Tradicional, vinculada à ITKF e JKA, e a Federação de Karate Shotokan do Rio Grande do Sul,
e a Federação de Karate Shotokan do Rio Grande do Sul, vinculada á JKS. Tetsuhiko Asai, fundadovinculada á JKS. Tetsuhiko Asai, fundador da JKS,r da JKS, esteve no Brasil várias vezes, assim como Masatoshi Nakayama, sempre sob responsabilidade do mestre esteve no Brasil várias vezes, assim como Masatoshi Nakayama, sempre sob responsabilidade do mestre Sadamu Uriu, presidente de honra da CBKS. Recentemente esteve no Brasil também o mestre Masao Sadamu Uriu, presidente de honra da CBKS. Recentemente esteve no Brasil também o mestre Masao Kagawa, técnico da Seleção Japonesa de Karate e líder mundial da JKS, também a convite da JKS Brasil. Kagawa, técnico da Seleção Japonesa de Karate e líder mundial da JKS, também a convite da JKS Brasil.
Esquerda: Tanaka Shihan (azul), Watanabe sensei (vermelho) e
Esquerda: Tanaka Shihan (azul), Watanabe sensei (vermelho) e Uriu Shihan (amarelo).Uriu Shihan (amarelo). Direita: Tetsuhiko Asai (Esq) e Sadamu Uriu (Dir).
Direita: Tetsuhiko Asai (Esq) e Sadamu Uriu (Dir).
Da Esquerda para Direita: Keigo
Da Esquerda para Direita: Keigo Abe, Tetsuhiko Asai, Masao Kagawa, Kosho Kanayama, Pemag Abe, Tetsuhiko Asai, Masao Kagawa, Kosho Kanayama, Pemag Pemba e MikioPemba e Mikio Yahara.
Yahara.
Foto da Direita: Masao Kagawa com Takato, Sugino e Arimoto, campeões mundiais de kata 2012. Foto da Direita: Masao Kagawa com Takato, Sugino e Arimoto, campeões mundiais de kata 2012.
Entre os séculos XIII e XIV, no arquipélago de
Entre os séculos XIII e XIV, no arquipélago de
RyukyuRyukyu – –cuja ilha principal era Okinawa, os
cuja ilha principal era Okinawa, os
pioneiros do Tode foram os
pioneiros do Tode foram os
HeiminHeimin(camponeses). Neste período, utilizavam-se de técnicas
(camponeses). Neste período, utilizavam-se de técnicas
rudimentares (a qual chamavam apenas de
rudimentares (a qual chamavam apenas de
TTee) para se defenderem da classe guerreira de
) para se defenderem da classe guerreira de
Okinawa, os
Okinawa, os
PeichinPeichin. A partir do século XVII, os
. A partir do século XVII, os
PeichinPeichinse apropriam da técnica do
se apropriam da técnica do
TTeedando a ela
dando a ela
o nome de
o nome de
To-deTo-de..
A partir do século XV, a classe guerreira de Okinawa, os
A partir do século XV, a classe guerreira de Okinawa, os
peichin, peichin,resolvem
resolvem
aprimorar suas técnicas de luta para conter as revoltas camponesas daquele período. É possível
aprimorar suas técnicas de luta para conter as revoltas camponesas daquele período. É possível
dizer, pois, que foram os membros da casta de guerreiros de Okinawa que realizaram o
dizer, pois, que foram os membros da casta de guerreiros de Okinawa que realizaram o
desenvolvimento do que viria a se chamar d
desenvolvimento do que viria a se chamar dee
Karate-doKarate-do..
Um nome importante na história do
Um nome importante na história do
TodeTodefoi Ryosho Tobe que escreveu as Notas de
foi Ryosho Tobe que escreveu as Notas de
Oshima. Nestas notas, Tobe transcreveu o
Oshima. Nestas notas, Tobe transcreveu o
KushankuKushankue
e o
o
KumiaijutsuKumiaijutsu, técnicas as quais deram
, técnicas as quais deram
origem aos
origem aos
KatasKatasmodernos (
modernos (
Kushanku, KosokunKushanku, Kosokunou
ou
KankuKanku). Com isso, deixou um dos poucos
). Com isso, deixou um dos poucos
registros das práticas dos pioneiros da arte da
registros das práticas dos pioneiros da arte da
“Mão“Mão Chinesa”Chinesa”: Kanga Sakugawa, Kung Sian Chun,
: Kanga Sakugawa, Kung Sian Chun,
Chatan Yara e Kishin Teruya.
Chatan Yara e Kishin Teruya.
Foi no século XIX o início do treino de grandes mestres que levariam o
Foi no século XIX o início do treino de grandes mestres que levariam o
TodeTodemoderno
moderno ao Japão Continental. Até então, o
ao Japão Continental. Até então, o
TodeTodeera passado secretamente para um
era passado secretamente para um
primogênito (
primogênito (
Ishi-soden)Ishi-soden). Sanga Sakugawa, Sokon Matsumura e outros aprimoraram o
. Sanga Sakugawa, Sokon Matsumura e outros aprimoraram o
TTeea partir
a partir
do conhecimento de
do conhecimento de
Wu-shuWu-shu(técnicas de guerra) que trouxeram da China, formulando assim o
(técnicas de guerra) que trouxeram da China, formulando assim o
TodeTode
. Em especial, o
. Em especial, o
TodeTodefoi praticado em três cidades de
foi praticado em três cidades de Okinawa: Shuri, Naha e Tomari aonde,
Okinawa: Shuri, Naha e Tomari aonde,
então
então
, ,desenvolver
desenvolveram-se as lin
am-se as linhas
has
Shuri-te, Naha-teShuri-te, Naha-teee
Tomari-teTomari-te..
Com a proibição do
Com a proibição do
Isshi-soden,Isshi-soden,Anko Itosu formulou os
Anko Itosu formulou os
“Dez“DezArtigos sobre o
Artigos sobre o
Tode
Tode””
introduzindo o
introduzindo o
“Karate“Karate primitivo”primitivo”no sistema educacional da época, possibilitando o
no sistema educacional da época, possibilitando o
ensino dessa arte nas escolas de Okinawa. Tempos depois, após a visita do Imperador Hirohito à
ensino dessa arte nas escolas de Okinawa. Tempos depois, após a visita do Imperador Hirohito à
Okinawa, surge a o
Okinawa, surge a oportunidade de apresentar o T
portunidade de apresentar o Tode no
ode no Japão continental (na I Exibição
Japão continental (na I Exibição Atlétic
Atléticaa
Nacional de 1921). Gichin Funakoshi, o qual recebera educação nos clássicos chineses (
Nacional de 1921). Gichin Funakoshi, o qual recebera educação nos clássicos chineses (
Daikyo,Daikyo, ChukyoChukyo
ee
ShokyoShokyo) e uma educação formal que incluía a etiqueta japonesa, foi o escolhido para
) e uma educação formal que incluía a etiqueta japonesa, foi o escolhido para
levar o
levar o
TodeTodeao Japão. Esse acontecimento deu início à transição das
ao Japão. Esse acontecimento deu início à transição das
“Mãos“Mãos Chinesas”Chinesas”para o
para o
“Caminho
“Caminho
das Mãos do
das Mãos do
Vazio”Vazio”..
OS
OS
PIONEIROS DO
PIONEIROS DO
TODE/KARA
TODE/KARA
TE
TE
(MÃ
Mestre Asai iniciou seus estudos de Karate quando ingressou na universidade Takushoku,
Mestre Asai iniciou seus estudos de Karate quando ingressou na universidade Takushoku,
tendo como professor o Mestre Masatoshi Nakayama. Em 1958 ele consegue a graduar-se e
tendo como professor o Mestre Masatoshi Nakayama. Em 1958 ele consegue a graduar-se e
ingressa no curso de instrutores (Kenshusei) e em 1961, Asai sensei torna-se campeão de kata e
ingressa no curso de instrutores (Kenshusei) e em 1961, Asai sensei torna-se campeão de kata e
kumite (grande campeão, coisa que só 5 pessoas conseguiram na história da competição) no
kumite (grande campeão, coisa que só 5 pessoas conseguiram na história da competição) no
Japão.
Japão.
Determinado a difundir o Karate pelo mundo, Mestre Asai decide ir para Taiwan, país
Determinado a difundir o Karate pelo mundo, Mestre Asai decide ir para Taiwan, país
aonde o Karate não era bem-vindo. Teve que enfrentar diversos desafios para estabelecer sua
aonde o Karate não era bem-vindo. Teve que enfrentar diversos desafios para estabelecer sua
técnica, porém sem nunca ferir gravemente seus oponentes. Um dia, foi convidado para jantar
técnica, porém sem nunca ferir gravemente seus oponentes. Um dia, foi convidado para jantar
na casa do Sr. Lin, grande mestre do estilo da Garça Branca em Taiwan. Após derrotar este
na casa do Sr. Lin, grande mestre do estilo da Garça Branca em Taiwan. Após derrotar este
mestre, Mestre Asai pode ensinar sua arte para os estudantes de Kung-fu. Com o tempo, seu
mestre, Mestre Asai pode ensinar sua arte para os estudantes de Kung-fu. Com o tempo, seu
reconhecimento aumentou na ilha, aonde fora agraciado por toda a comunidade de Artes
reconhecimento aumentou na ilha, aonde fora agraciado por toda a comunidade de Artes
Marciais de Taiwan. Quando retorna ao Japão, torna-se diretor técnico da JKA. No ano de 2000,
Marciais de Taiwan. Quando retorna ao Japão, torna-se diretor técnico da JKA. No ano de 2000,
após a morte de sensei Nakayama e cisão da JKA, cria a organização Japan Karate Shoto-Renmei
após a morte de sensei Nakayama e cisão da JKA, cria a organização Japan Karate Shoto-Renmei
no Japão.
no Japão.
Talvez o grande legado do Mestre Asai seja o seu método de treinamento, aonde buscou
Talvez o grande legado do Mestre Asai seja o seu método de treinamento, aonde buscou
suavizar articulações, ligamentos e músculos para se chegar ao que ele chamava de
suavizar articulações, ligamentos e músculos para se chegar ao que ele chamava de
“Chicote“Chicotedas
das
Sete
Sete
Articulações”,Articulações”,os pontos vitais (Kyusho) e o Tenketsu Jutsu, técnica a qual o praticante visa
os pontos vitais (Kyusho) e o Tenketsu Jutsu, técnica a qual o praticante visa
atac
atacar os
ar os pontos vitais de seu adversário.
pontos vitais de seu adversário.
Mestre Asai acreditava que o Karate deveria ser realizado por todos os seres humanos,
Mestre Asai acreditava que o Karate deveria ser realizado por todos os seres humanos,
inclusive por aqueles desprovidos de mobilidade física. Pensando nisso, criou dez kata exclusivos
inclusive por aqueles desprovidos de mobilidade física. Pensando nisso, criou dez kata exclusivos
para cadeirantes ou mesmo para pessoas idosas, elevando o nível do Karate a uma prática ainda
para cadeirantes ou mesmo para pessoas idosas, elevando o nível do Karate a uma prática ainda
mais integrativa e inclusiva.
mais integrativa e inclusiva.
BREVE HISTÓRICO DO SHIHAN
BREVE HISTÓRICO DO SHIHAN
TETSUHIKO ASAI
TETSUHIKO ASAI
Nasce, em 20 de setembro de 1929, no Japão, na cidade de Fukuoka-Ken, o Shihan
Sadamu Uriu. Em 1945, Sadamu Uriu ingressa na Escola de Formação de Pilotos da Marinha
Japonesa, porém o fim da guerra o impediu de se ser enviado à frente de batalha.
Em 1951, Sadamu Uriu ingressa na Universidade Takushoku, em Tóquio aonde se forma
em Economia e inicia seu treinamento em Karate. Naquela época, seu professor foi o famoso
Mestre Masatoshi Nakayama, o qual fora o principal discípulo do Mestre Gichin Funakoshi,
fundador do estilo Shotokan de Karate. Sensei Uriu gradua-se em Karate pela NKK/JKA (Nihon
Karate Kyokai, que depois passou a ser conhecida como Japan Karate Association). No mesmo
dojo do sensei Uriu, treinavam outros três importantes mestres que por sua vez acabaram vindo
para o Brasil: Higashino, Tanaka e Sagara.
Em 1962, Sadamu Uriu decide se mudar para o Rio de Janeiro para lecionar Karate no
bairro de Botafogo e abre a academia Kobukan. No ano de 1963, dois tenentes assistem a um
treino de Sadamu Uriu e impressionam-se com sua técnica e o convidam para fazer
demonstrações no Batalhão de Infantaria-Paraquedista (BIP), aonde divulga o seu trabalho e
acaba, por convite do próprio BIP, a dar aulas de Karate por 15 anos.
Em 1964, monta a academia Shidokan, na Usina-RJ e entre os anos de 1973 e 1985
leciona Karate na Universidade Gama Filho. Nas décadas de 60, 70 e 80 o Karate no Rio de
Janeiro ganha muita repercussão tendo como ponto-chave o primeiro Campeonato Carioca de
Karate. Em 1978, Mestre Uriu trás para o Brasil o Mestre Tetsuhiko Asai. Na década de 80-90
ganha diversos títulos conseguindo o terceiro lugar no Mundial da África do Sul. Em 1994,
preocupado com a dispersão de adeptos do Karate, cria a Confederação Brasileira de Karate
Shotokan (CBKS), buscando alinhar-se com a escola do mestre Tetsuhiko Asai.
Infelizmente, no ano de 1998, Mestre Uriu sofre um gravíssimo acidente de carro no
estado de Rondônia, chegando a correr risco de vida e de ficar paraplégico. Após nove cirurgias,
Mestre Uriu encara longos meses de fisioterapia e, em 1999, volta a praticar e ensinar Karate.
Hoje em dia, a CBKS realiza Campeonatos Brasileiros ao longo de todo o território
nacional, tendo sempre a presença do Mestre Sadamu Uriu, contribuindo significativamente
para a formação dos alunos. Atualmente, ele leciona Karate na academia NKK (na Rua Félix da
Cunha 65, bairro da Tijuca, estado do Rio de Janeiro).
BREVE HISTÓRICO DO SHIHAN
SADAMU URIU
KARATE-GI
O uniforme de Karate
O Karate-gi (uniforme de Karate-Dō) foi instituído depois da introdução da arte no Japão, que se deu em 1921. Foi adaptado a partir do uniforme de Judō, uniforme este que todas as formas de Budō
(artes marciais japonesas) tiveram de adotar como padrão de uniforme após a instauração da Dai Nippon Butokukai no final do século XIX. Como outros Dō-gi (uniformes dos Caminhos), o Karate-gi ajuda a
padronizar todos os membros de um Dōjō e mesmo de toda a arte, nos lembrando como é tênue a fronteira entre a essência de cada um, mesmo que tenhamos aparências físicas, estágios de consciência e origens culturais diferentes. Em outros períodos históricos tanto em Okinawa quanto no Japão foram usados outros tipos de uniformes para se praticar artes marciais.
O uniforme de Karate-Dō é formado de 4 peças. Estas são: Uwagi (casaco), Shitabaki/Zubon
SHŌTŌKAN NO OBI
As faixas usadas no
Shōtōkan
Para marcar os diferentes estágios atingidos pelo praticante de Karate-Dō são realizados exames de faixa, onde o candidato apresenta as técnicas e conhecimentos específicos de cada graduação. O Exame consiste da execução do Kihon (fundamentos), do Kumite (luta, que evolui das formas combinadas até a livre) e o Kata (exercício formal).
A superação de cada etapa é representada por uma faixa correspondente que com sua cor representa os diferentes estágios. Todo praticante inicia com a faixa branca, que representa o “vazio de
conhecimento”, a inocência e inexperiência. Logo, com o treinamento, o praticante passa por um estágio extremamente vibrante, de energia e vigor, onde as cores das faixas são “quentes” (amarelo, vermelho e laranja), caracterizando esta etapa psicológica. Depois deste estágio inicial, o praticante vai sedimentar o conhecimento e buscar a interiorização, vai iniciar o processo de abandono da forma artificial ( ji ), para
atingir a forma na sua essência (ri ). Nesta etapa há um amadurecimento do indivíduo, tanto técnico quanto comportamental, caracterizado pelas faixas de cores “frias” (verde, roxo e marrom). Por fim, o praticante vai demonstrar que consegue integrar as diferentes possibilidades de ser, dominando as características do guerreiro (através do seu foco, da concentração e da habilidade de lutar), do mestre (mostrando-se sábio, auxiliando os praticantes menos experientes e cultivando a não violência), do curador (sabendo cuidar de si, do seu corpo e da sua integridade, e sabendo reconhecer a existência do outro, respeitando a integridade do outro, através do auto controle, criando a consciência de proteger a todas as coisas), e do visionário (aprendendo a confiar na sua intuição, a ser sensível, a respeitar as diferentes visões de mundo e pontos de vista). Quando atinge este estágio de amadurecimento, o praticante está apto a candidatar-se ao exame de graduação para faixas-pretas (Dan).
As faixas, portanto, não representam apenas o crescimento técnico, mas também o crescimento psicológico e moral de todo praticante de Karate-Dō. O Karate-Dō é uma prática que visa o desenvolvimento integral do ser humano.
TORA NO MAKI
O símbolo do tigre branco no Shōtōkan
Para falar deste tema é necessário introduzir o tema dos arquétipos universais, os padrões psíquicos presentes no Inconsciente Coletivo, que influenciam nossos padrões de pensamento e comportamento. Os arquétipos são ligados a símbolos, pois seus padrões estão presentes em todas as épocas históricas nas infinitas culturas. Como vamos explorar o arquétipo do Guerreiro, vale pensar sobre: todas as culturas, desde os primórdios apresentam a figura do guerreiro, do mestre, do mago, do curador, do visionário, etc, cada uma adicionando seus próprios traços. Na psicologia, os arquétipos são explorados para equilibrar e ajudar no desenvolvimento da consciência humana, atingindo a saúde mental e a criatividade. Percebemos aí a grande força e poder presente em cada arquétipo.
Algumas informações são extremamente difundidas na internet, muitas delas sem o tratamento adequado dos dados. Pensando no que o símbolo do Shotokan representa, muitos autores atribuem a pintura do tigre à Hoan Kosugi, um artista japonês que seria membro de um dos grupos que solicitou à Funakoshi que permanecesse no país ensinando após a demonstração na I Semana Atlética nacional. O famoso Tora-no-Maki (tigre no círculo) é usado ostensivamente como referência ao estilo de Gichin Funakoshi, tendo sido a capa de seu primeiro livro (provavelmente Rentan Goshin Karate Jutsu). A informação difundida é que Kosugi teria pintado o símbolo para representar força e coragem, dois aspectos fundamentais do Karate-Dō. Ora, força e coragem que Platão chamou de arquétipos, são padrões mentais/emocionais. Mas o que há de evidência histórica nisto? Provavelmente a coisa não é tão simples.
Sabemos que o símbolo do Judô, representa o espelho, uma das três joias do Xintoísmo, e que os símbolos do Aikidô: o círculo, o triângulo e o quadrado, representam as três joias do Xintoísmo (o espelho
–círculo-, a espada -triângulo- e a gema -quadrado-). O pensamento místico, do desenvolvimento espiritual através das vias ascéticas e meditativas, permeava o pensamento dos mestres orientais no período. Sabemos também que Funakoshi teve relações de amizade com Kano e Ueshiba. Há uma diferença, porém: Funakoshi não era japonês e, portanto, pouca influência do Xintô, o culto indígena japonês, deve ter tido. Suas concepções budistas iam em outra direção simbólica. Como é clara a ligação
entre o Karate-Dō e os estilos marciais chineses internos, especialmente o do grou, ou garça branca, é importante pensarmos sobre possíveis conexões entre o pensamento dos guerreiros que tinham como caminho o Karate-Dōe os sistemas filosófico-religiosos chineses.
TORA NO MAKI
O símbolo do tigre branco no Shōtōkan
Quanto a isso, em finais de 2009, tivemos a felicidade de obter um denso material sobre o budismo e vários sistemas religiosos do professor Mark Schumacher. Entre estes, havia muitas referências aos cinco animais sagrados guardiães das direções cardeais e das constelações do firmamento: Genbu (a
tartaruga negra – elemento terra/água), Seiryu (o dragão azul – elemento água/madeira), Byakko (o tigre branco – elemento vento/metal), Suzaku (o pavão vermelho – elemento fogo) e Ryou-ou(o dragão amarelo, ou rei dragão – elemento éter/terra). Ora, o elemento vento ou metal, das coisas lineares e que tem direcionamento, que remetem à nossa capacidade do pensamento, estão conectados aos arquétipos psicológicos do mensageiro, guerreiro e do líder. Por acaso ou não, portanto, Funakoshi teria utilizado o arquétipo taoista do caminho do Guerreiro para dar identidade ao seu estilo, ao Karate-Dō. O relevo taoista acima, do século VI a.C. parece não deixar dúvida quanto à conexão da imagem do Tora-no-Maki com o Byakko taoista, ambos representando o caminho do guerreiro, o norte, o vento ou metal, os pensamentos, o uso correto do poder, o posicionamento, a capacidade de estar presente e os diferentes significados ligados a este símbolo.
DŌJŌ
O Lugar do Caminho
É exatamente a ideia de aperfeiçoamento (miyabi ), ou clareza mental, que é o primeiro critério de organização das pessoas num Dōjō para o ritual de saudações, ou seja a “ordem por graduação”. Em primeira instância lembramos essa organização tradicional dos praticantes num Dōjō: enquanto que em artes voltadas a um aspecto militarizado, como a maioria das artes chinesas, os praticantes se organizam em fileiras atrás do professor (da mesma forma que os soldados se organizam nos pelotões) em um ambiente que reflete a matriz cultural japonesa a organização se dá em uma espécie de círculo, ou espiral.
O sensei fica numa extremidade (no leste, na direção principal, ou shomen), onde fica o kamiza
(local elevado); os alunos adiantados ficam ao lado, ou no jōseki , o assento superior, localizado no sul; os praticantes novatos, por ordem de graduação vão se colocando na direção oeste, de frente para o
shomen, no shimoza, até ocupar o espaço da direção norte, denominado shimozeki . Como pode uma prática que difere tanto do modelo militar e da educação liberal tradicional ter sido distorcida produzindo o Karate que vemos hoje? A principal razão é o esquecimento da etiqueta básica doBudō e da valorização da cultura japonesa durante a prática do Karate-Dō . Essa espiral, portanto, que começa no norte e vai crescendo até o leste, reflete a ideia de que quanto mais se percorre o Do, o Caminho, mais se eleva psico-espiritualmente e é essa experiência de vida que conta em primeiro lugar. Depois, entre as pessoas de mesma graduação, se conta o segundo critério para a organização, que é o critério do “nascimento no
Karate-Dō ”, ou seja, entre os faixas roxas presentes, por exemplo, sentará mais perto dos faias marrons aquele que entrou antes noDōjō , e portanto é mais antigo na arte.
Equipamentos de Hojo-Undo:
Niri-gami
: jarro pesado de barro. Serve como exercício para fortalecer agarrões, membros
inferiores e tronco.
Makiwara
: poste de madeira flexível e resistente aonde se realizam as técnicas de Karate
(ataques). Fortalece mãos e cotovelos.
Chi-shi
: peso de cimento ou pedra fixado a um cabo. Nele, trabalham-se os membros superiores
do corpo.
Suna-bako
: caixa ou jarro com areia aonde se executam golpes de mão aberta.
Tetsu-guetta
: sandália de ferro usada para treinar os membros inferiores, especialmente
keri-waza.Makiage-kigu
: a ferramenta consiste em uma corda, uma bastão curto e um pedaço de pedra ou
madeira na ponta da corda. Ajuda a fortalecer antebraços, punhos e dedos.
Tetsu-arei
: halteres simples de ferro. Servem para trabalhar membros superiores, peitoral e
costas.
Kongoken
: grande pedaço de ferro em forma de um
“ ‘U’ fechado”. Com ele, exercitam-se os
músculos superiores do corpo.
Ishi-sachi
: pedaços de concreto quadriculares. Importante para o treino de membros superiores
e ombros.
Tan
: barra sólida de ferro pesada. Com o decorrer do treino, o praticante de Karate utiliza-se de
Tan maiores e mais pesados. É utilizado para massagear a coluna e na realização de
lançamentos.
Take-maki
: feixe cilíndrico de bambus. Usado para o treinamento de golpes com mão de lança
(
nukite).
Sunatawara
: típico saco de areia. Utilizado para técnicas de chute.
Adornos:
Kamidana ou Butsuden
–oratórios de origem xintó ou budista que passam a ideia de que o Dojo
é um local sagrado, assim como aquilo que ali é feito.
Quadros
–remetem aos Dai Shihan (grandes mestres) da linhagem da escola ou estilo ao qual se
presta reverência antes e depois das práticas.
Bandeiras
–remetem ao país/estado ou organização e reforçam a identidade do grupo.
ELEMENTOS DO
DŌJŌ
Armas:
Dojos que oferecem a prática do Okinawa Kobudo costumam ter em algum local armas usadas
nessa prática. Entre elas estão: Bo/Kon, Nunchaku, Tonfa, Kama, Sai, Eku, Kuwa, entre outras.
Alguns Dojos costumam ter também algumas armas do Kobudo japonês, entre elas: Bokken, Bo,
Jo, Tanto, Shinai
ELEMENTOS DO
DŌJŌ
REISHIKI
TO
SŪJI
Etiqueta e Numeração
Em Karate há uma forma correta de sentar e levantar (Saza-uki), bem como de fazer todo o ritual de saudações. Para as saudações na posição sentado (seiza), ou seja, o Za-rei, devemos inclinar a cabeça até próximo ao tatami. Nesta parte da aula os homens sentam com os joelhos afastados a três punhos de distância e com as mãos sobre as coxas. As mulheres, por sua vez, sentam com joelhos unidos e mãos sobre estes.
Todos os membros de um Dōjō são devem ajudar-se a crescer mutuamente, e conviver como uma família. Essas pessoas são designadas pelos seguintes termos/títulos:
1)Kōhai : é o aluno mais novo, recém iniciado no Karate. Deve respeitar profundamente os mais antigos e observá-los no treinamento; 2) Deshi : é o aluno comum. Sua fase de ‘novidade’ passou e seu grande objetivo é atingir altos níveis de concentração no treino, observando as instruções do sensei ,
permanecendo sempre atento às atitudes dos senpai e auxiliando os kohai no tempo livre; 3) Senpai : é o
aluno mais antigo. Deve sempre que possível auxiliar os mais novos (kōhai ) durante os treinamentos (mas nunca de forma impertinente), mantendo espírito de respeito e disciplina exemplares, pois são observados pelos novatos; 4) Yūdansha: São os alunos faixas-pretas. Na ausência do sensei devem guiar
os treinamentos, e sendo senpai devem auxiliar os mais novos sempre que possível; 5) Sensei : O
professor. É o responsável pela transmissão dos conhecimentos dentro do Dōjō e soberano do local. Não existe autoridade superior ao sensei dentro do Dōjō, na antiguidade, mesmo o Imperador devia respeitar esta premissa; 6) Shihan: É um notável professor de alta graduação e responsável por grandes
contribuições ao Karate em sua carreira. Geralmente possuem muitos alunos com o status de sensei ; 7)
Ō-Sensei , Soke, Sosai , Kancho, Dōshu: (Grão-Mestre, Fundador, Presidente Fundador, Diretor, Líder do Caminho) Nomenclaturas usadas para designar os fundadores que tem seus retratos dispostos nokamiza. No Karate estes mestres exemplares costumam ser Gichin Funakoshi (Shōtōkan), Chojun Miyagi (Gōjū
-ryū), Kenwa Mabuni (Shitō-ryū), Hironori Otsuka (Wadō-ryū) ou Masutatsu Oyama (Kyokushinkaikan). Durante os treinamentos toda a nomenclatura utilizada é oriunda do idioma japonês, senod as principais as expressões de resposta e os numerais:
Kanji: 有り難う御座います
Rōmaji:Arigatō Gozaimasu Tradução: muito obrigado
Kanji: 御免なさい
Rōmaji: Gomen Nasai Tradução: desculpe-me
Kanji: お願いします
Rōmaji: Onegai Shimasu
Tradução: por favor (ensine-me)
Kanji: 押忍
Rōmaji: Osu
Tradução: Esforçar-me-ei/ Sim senhor!
Hiragana: はい Rōmaji: Hai Tradução: sim Hiragana:いいえ Rōmaji: Iie Tradução: não Nº Kanji: Rōmaji: 1 一 Ichi 2 二 Ni 3 三 San 4 四 Shi (Yon) 5 五 Go 6 六 Roku 7 七 Shichi (Nana) 8 八 Hachi 9 九 Kyu 10 十 Jū
FUNAKOSHI GICHIN KAISO GA KAITA
SHŌTŌKAN NO NIJŪKUN
Os vinte preceitos do
Shōtōkan
escritos pelo fundador Funakoshi Gichin
一、空手道は礼にはじまりり、礼に終ることを忘れるな。
HITOTSU -KARATEDŌ WA REI NI HAJIMARI, REI NI OWARU KOTO O WASURERU NA.
(1) Importante, não se esqueça que o Karate-
dōdeve iniciar com saudação e terminar com
saudação.
一、空手に先手なし。
HITOTSU - KARATE NI SENTE NASHI.
(2) Importante, no Karate não existe ataque preemptivo (atacar primeiro).
一、空手は義の輔け。
HITOTSU - KARATE WA GI NO TASUKE.
(3) Importante, o Karate é um assistente da justiça.
一、先ず自己を知れ、而して他を知れ 。
HITOTSU - MAZU JIKO O SHIRE, SHIKOSHITE TA O SHIRE
(4) Importante, conheça a si próprio antes de conhecer os outros.
一、技術より心術 。
HITOTSU - GIJUTSU YORI SHINJUTSU.
(5) Importante, o espírito é mais importante do que a técnica.
一、心は放たん事を要す 。
HITOTSU - KOKORO WA HANATAN KOTO WO YOSU.
(6) Importante, o espírito deve ser livre.
一、禍は懈怠に生ず 。
HITOTSU -WAZAWAI WA GETAI NI SHŌZU.
(7) Importante, os infortúnios nascem com a negligência.
一、道場のみの空手と思うな 。
HITOTSU -DŌJŌ NO MI NO KARATE TO OMOUNA.
(8) Importante, o Karate não se limita apenas ao dojo.
一、空手の修業は一生である 。
HITOTSU -KARATE NO SHŪGYŌ WA ISSHŌ DE ARU
(9) Importante, o aprendizado do Karate deve ser perseguido durante toda a vida.
一、凡ゆるものを空手化せよ其処に妙味あり 。
HITOTSU - ARAIYURU MONO WO KARATEKA SEYO SOKO NI MYOMI ARI
FUNAKOSHI GICHIN KAISO GA KAITA
SHŌTŌKAN NO NIJŪKUN
Os vinte preceitos do
Shōtōkan
escritos pelo fundador Funakoshi Gichin
一、空手は湯の如し絶えず熱度を与えざれば元の水に還る 。
HITOTSU - KARATE WA YU NO GOTOSHI TAEZU NETSUDO WO ATAEZAREBA MOTO NO MIZU NI KA ERU
(11) Importante, o Karate é como a água quente, se não receber calor constantemente torna-se
água fria.
一、勝つ考は持つな負けぬ考は必要 。
HITOTSU -KATSU KANGAE WA MOTSU NA MAKENU KANGAE WA HITSUYŌ.
(12) Importante, não pense em vencer, é necessário pensar em não ser vencido.
一、敵に因って轉化せよ 。
HITOTSU - TEKI NI YOTTE TENKA SEYO.
(13) Importante, mude de atitude conforme o adversário.
一、戦は虚実の操縦如何に在り 。
HITOTSU -TATAKAI WA KYOJITSU NO SŌJU IKAN NI ARI.
(14) Importante, a luta depende do manejo dos pontos fracos (
虚KYO) e fortes (
実JITSU).
一、人の手足を剣と思う。
HITOTSU - HITO NO TEASHI WO KEN TO OMOU.
(15) Importante, imagine as mãos e os pés das pessoas como espadas.
一、男子門を出づれば百万の敵あり 。
HITOTSU - DANSHIMON WO IZUREBA HYAKUMAN NO TEKI ARI.
(16) Importante, para cada homem que sai do seu portão, existem milhões de adversários.
一、構は初心者に後は自然体 。
HITOTSU - KAMAE WA SHOSHINSHA NI ATO WA SHIZENTAI.
(17) Importante, as posturas (praticadas) são para principiantes, mas depois (com a evolução)
tornam-se naturais.
一、形は正しく、実戦は別物 。
HITOTSU - KATA WA TADASHIKU, JISSEN WA BETSUMONO.
(18) Importante, pratique os Kata corretamente, o combate real é um caso especial.
一、力の強弱体の伸縮技の緩急を忘るな 。
HITOTSU -CHIKARA NO KYŌJAKUTAI NO SHINSHUKUGI NO KANKYŪ WO WASURUNA.
(19) Importante, não se esqueça de aplicar corretamente: alta e baixa intensidade de força;
expansão e contração corporal; técnicas lentas e rápidas.
一、常に思念工夫せよ 。
HITOTSU - TSUNE NI SHINEN KUFU SEYO.
SHŌTŌKAN NO DŌJŌKUN
O Dōjōkun [ 道場訓] - Instruções do local do Caminho - do estilo Shōtōkan é uma sequência de axiomas desenvolvida por Takagi Masatomo sensei, na época (década de 1950 ou 60) era o Secretário Geral da Nihon Karate Kyokai (Japan Karate Association - JKA). O assunto é muito vasto e controverso, e praticamente todas as versões do Dōjōkun postadas na internet são traduções que invalidam a compreensão desses axiomas. O Dōjōkun são as instruções, as diretivas padrão de determinados estilos de artes marciais deixadas pelos seus respectivos mestres como um guia de comportamento dos seus praticantes.No ocidente, o Dōjōkun mais conhecido, que é o do estilo Shōtōkan, foi “simplificado” para cinco palavras: CARÁTER, SINCERIDADE, ESFORÇO, ETIQUETA e CONTROLE... Isto é um erro, porque em japonês também existem estas palavras: JINKAKU [人格], SEI-I [ 誠意], DORYOKU [努力], REIGI [ 礼儀] e JISHUKU [ 自粛]... porém, oDōjōkun correto apresenta frases com significado sólido, por isso esta simplificação não
é "muito bem-vinda" nos círculos tradicionais.
一、人格完成に努める事。 一、誠の道を守る事。 一、努力の精神を養う事。
一、礼儀を重んずる事。 一、血気の勇を戒むる事。
Shōtōkan noDōjōkun
Hitotsu, jinkaku kansei ni tsutomeru koto. Hitotsu, makoto no michi o mamoru koto. Hitotsu, doryoku no seishin o yashinau koto.
Hitotsu, reigi o omonzuru koto. Hitotsu, kekki no yū o imashimuru koto.
As instruções doDōjō Shōtōkan.
Importante, esforçar-se para desenvolver o caráter. Importante, defender o caminho da verdade.
Importante, nutrir o espírito de esforço.
Importante, considerar importante a etiqueta (respeito acima de tudo). Importante, proibir o ímpeto violento (conter o espírito de agressão).
OSU NO SEISHIN
押忍の精神
O comportamento opressor não deve ser confundido com a rispidez moderada usada por inúmeros professores de Caminhos “Dō”. Há certos comportamentos rígidos que tem a ver com a ideia de
“Compaixão Raivosa” oriunda do budismo. A compaixão raivosa é uma das cinco formas de compaixão (acolhimento com ternura, propiciar meios, despertar a coragem, impedir a negatividade e amor) segundo essa tradição, e sua forma é exemplificada pela metáfora da mãe que ralha com o filho pequeno que estava a ponto de puxar o cabo de uma panela sobre o fogão com cozido quente. A mãe, nessa situação, fala agressivamente com a criança, mas sua intenção é protegê-la das queimaduras, impedindo um acontecimento negativo.
Por essa razão, muitos Dōjō expõe um quadro com os ideogramas 押忍の精神 – espírito do Osu. Osu remete à ideia de que nos esforçaremos a cada instante mesmo sob o pesado treinamento e o
“clima” de luta que paira no Dōjō. Também os militares japoneses (especialmente da Marinha) usavam o
Osu como saudação, para honrar seu compromisso com o “espírito guerreiro” e se manterem focados no objetivo delineado. Além disso é uma saudação que se tornou corrente entre grupos de jovens japoneses (especialmente do sexo masculino) com o intuito de reforçar a “masculinidade”.
Obviamente nossa realidade não é a mesma do Japão, mas devemos estar atentos e ter amor próprio. A atitude descortês de muitos professores não é apropriada a um professor de Karate-Dō, e é preciso haver um equilíbrio entre autoridade e cortesia constantes. Muitas vezes confundimos a atitude de homens que acham que o Dōjō é uma extensão de suas experiências no exército ou ainda assistindo a filmes de guerreiros espartanos ou da idade média como sendo o comportamento adequado ao
“Guerreiro Samurai”, e isso está muito longe da realidade.
Karate-Dō deve ser alicerçado em respeito, e ele começa, sem sombra de dúvida, no exemplo dado pelo Sensei o tempo todo, respeito é algo que precisa transparecer, emanar das atitudes do professor. O desenvolvimento do caráter no Karate-Dō, que está gravado no Dōjō kun (os axiomas que definem as“regras do Dōjō”), é um elemento básico que não deve estar só num quadro da parede, deve estar nas pessoas. Como nos lembra a antropóloga americana Angeles Arrien (em O Caminho Quádruplo), o Guerreiro é aquele arquétipo (tema, símbolo, do grego "modelo antigo") cujas atitudes e a disciplina estão alinhadas com suas palavras, ações e valores. A cortesia e o respeito precisam estar presentes em todos no espaço de prática, e outras formas de comportamento são distorções do que se espera da etiqueta japonesa. O comportamento dos alunos também se distorce bastante por aqui. Afinal, já que pagamos o professor que faça nossas vontades! É o que muitos jovens tem pensado. Na verdade temos de ficar alertas a coisas simples como as decisões do professor sobre nosso avanço, e o exame de graduação é um bom exemplo. Nos esforçamos no treino para que o professor, reconhecendo que somos competentes, nos autorize a fazer o exame de graduação, sem nunca pedir pra fazer isso! Muitas dessas atitudes básicas não são seguidas pelos alunos da geração atual, devemos estar atentos ao espírito do
H
H
Ō
Ō
K
K
Ō
Ō
Direções
Direções
Jōdan
Jōdan – – nível alto nível alto
(( pronúncia: diô dan pronúncia: diô dan))
Vai do topo da cabeça até a base do pescoço no ser Vai do topo da cabeça até a base do pescoço no ser humano.
humano.
Chudan
Chudan – – nível médio nível médio
(( pronúncia: tiú dan pronúncia: tiú dan))
Vai da base do pescoço até a cintura abdominal no ser Vai da base do pescoço até a cintura abdominal no ser humano.
humano.
Gedan
Gedan – – nível baixo nível baixo
(( pronúncia: gue dan pronúncia: gue dan)) Vai da base da cintura
Vai da base da cintura abdominal até a sola dos pés noabdominal até a sola dos pés no ser humano. ser humano.
Mae
-Mae -
前
前
Hidari
-Hidari -
左
左
Migi
-Migi -
右
右
Ushirō
Ushirō
-
-
後ろ
後ろ
Naname
Naname
Naname
Naname
Mae-Mae -frentefrente
(( pronúncia: máê pronúncia: máê)) Migi
Migi– – direita /direita / YokoYoko– – laterallateral
(( pronúncia: miguí pronúncia: miguí//iôcoiôco)) Hidari
Hidari – – esquerda / esquerda /YokoYoko – – laterallateral
(( pronúncia: hidárí pronúncia: hidárí//iôcoiôco))
Ushirō
Ushirō – – atrás atrás
(( pronúncia pronúncia : uxirô: uxirô))
Naname
Naname – – diagonal diagonal
KIAI
KIAI
O conceito de
O conceito de
Kiai Kiai-
- 氣合
氣合
Kiai
Kiai não deve ser traduzido como não deve ser traduzido como “união“união dos dosespíritos”espíritos” e nem e nem “grito“grito do do espírito”espírito” ou ou “espírito“espírito em em forma de
forma degrito”grito”..Kiai Kiai [ [ 氣合 氣合] pode ser feito sem som, e assemelha-se à ideia chinesa de] pode ser feito sem som, e assemelha-se à ideia chinesa de““FajinFajin””. A . A traduçãotradução mais próxima desta expressão seria "focalizar a energia vital" [
mais próxima desta expressão seria "focalizar a energia vital" [ 氣 氣==ki ki // 合 合==ai ai ], a ideia é conduzir o efeito], a ideia é conduzir o efeito do movimento da energia emocional/vital para o adversário ou o alvo, através da concentração desse do movimento da energia emocional/vital para o adversário ou o alvo, através da concentração desse efeito num único ponto, no instante exato do
efeito num único ponto, no instante exato do kimekime [uso [uso correto da potência muscular, que será explicadocorreto da potência muscular, que será explicado
adiante]. Além disso,
adiante]. Além disso,ki ki não pode ser materializado, pois não é energia da mesma natureza que a energia não pode ser materializado, pois não é energia da mesma natureza que a energia descrita na física. Energia
descrita na física. Energia é matéria. Portanto quando falamos emé matéria. Portanto quando falamos emKi Ki , que é algo que pertence ao domínio, que é algo que pertence ao domínio de
de potentia potentia (o nível de possibilidades descrito por Werner Heisenberg), ao sutil, e não ao domínio físico, (o nível de possibilidades descrito por Werner Heisenberg), ao sutil, e não ao domínio físico, imanente, falamos de algo que está além
imanente, falamos de algo que está além da experiência objetiva e externa.da experiência objetiva e externa. Vale lembrar também que
Vale lembrar também que Awazu Awazu é outra palavra [ é outra palavra [ 合う 合う], não é sinônimo exato para], não é sinônimo exato para Ai Ai . União, na. União, na
cultura japonesa, como a ideia de unir mente e corpo por exemplo, como na
cultura japonesa, como a ideia de unir mente e corpo por exemplo, como na yogayoga, é expresso pelo, é expresso pelo
conceito "
conceito "toitsutoitsu" " [[統一統一], literalmente "tornar uno". União no sentido de "centrado" ou "inteiro" é], literalmente "tornar uno". União no sentido de "centrado" ou "inteiro" é
expresso pelo conceito de "
expresso pelo conceito de "musubi musubi " " [[ 結び 結び]. O espírito, na cultura japonesa, tem pelo menos três]. O espírito, na cultura japonesa, tem pelo menos três representações:
representações: tamashii tamashii 魂 - alma],[[ 魂 - alma], konpakukonpaku 魂魄 - mônada] e[[ 魂魄 - mônada] e kokorokokoro [[心心 - consciência/coração]. - consciência/coração].
Existe ainda a ideia de espírito, não como algo "espiritual", mas no sentido de "estado de ânimo", e pra Existe ainda a ideia de espírito, não como algo "espiritual", mas no sentido de "estado de ânimo", e pra essa expressão o conceito japonês é o de
essa expressão o conceito japonês é o de seishinseishin [ [ 精神 精神], como quando dizemos "hoje vou usar o espírito], como quando dizemos "hoje vou usar o espírito
guerreiro" [
guerreiro" [bushi no seishinbushi no seishin].].
O conceito de energia vital, Ki
-O conceito de energia vital, Ki - 氣
氣
Ki
Ki é explicado como o movimento do denso (matéria) para o sutil ( é explicado como o movimento do denso (matéria) para o sutil ( potentia potentia) e sua grafia) e sua grafia
tradicional mais conhecida é uma imagem do
tradicional mais conhecida é uma imagem do vapor (vapor ( 气 气) subindo do arroz () subindo do arroz (米米) enquanto cozinha, ou seja,) enquanto cozinha, ou seja, o movimento entre o denso (arroz, material) e o sutil (vapor, transcendente), então
o movimento entre o denso (arroz, material) e o sutil (vapor, transcendente), então ki ki é algo que está é algo que está
entre a matéria e o
entre a matéria e o espírito, não é o espírito em si, mas o movimento entre eles.espírito, não é o espírito em si, mas o movimento entre eles. Por tudo isso
Por tudo isso Kiai Kiai não pode ser "união dos espíritos". Simplesmente é comum entre os não pode ser "união dos espíritos". Simplesmente é comum entre os professores de artes marciais pegar um conceito popularizado como esses aqui comentados e ao darem professores de artes marciais pegar um conceito popularizado como esses aqui comentados e ao darem uma olhadinha nos
uma olhadinha nos kanji kanji , distorcerem os conceitos para algo que , distorcerem os conceitos para algo que apoia a ideia apoia a ideia errada compartilhada peloerrada compartilhada pelo
senso comum. senso comum.
KIME
KIME
O conceito de
O conceito de
KimeKime-
- 決め
決め
Kime
Kime é muitas vezes tratado como é muitas vezes tratado como “potência”,“potência”, a capacidade de nosso corpo gerar contração a capacidade de nosso corpo gerar contração muscular, e com isso força, num pequeno espaço de tempo.
muscular, e com isso força, num pequeno espaço de tempo. KimeKime, em, em Karate-Karate-DōDō, porém, é algo mais, porém, é algo mais complexo, e apresentarei aqui a fala do grande atleta e professor Luca Valdesi, da Itália, com quem complexo, e apresentarei aqui a fala do grande atleta e professor Luca Valdesi, da Itália, com quem treinei no início de 2011.
treinei no início de 2011.
Explica Valdesi sensei que o Kime é uma forma particular de usarmos a força. É a capacidade de Explica Valdesi sensei que o Kime é uma forma particular de usarmos a força. É a capacidade de focalizarmos nossa ação, e realizarmos a máxima contração muscular possível, com todo nosso corpo, no focalizarmos nossa ação, e realizarmos a máxima contração muscular possível, com todo nosso corpo, no menor instante possível, e coincidindo com o momento em que a técnica está em sua
menor instante possível, e coincidindo com o momento em que a técnica está em sua “posição“posição final”,final”, ou ou de arremate, de conclusão. Seria como compararmos nosso soco com uma arrancada de um carro. Para de arremate, de conclusão. Seria como compararmos nosso soco com uma arrancada de um carro. Para socar, nosso corpo precisa estar relaxado, senão já está gastando energia que poderia ser usada na socar, nosso corpo precisa estar relaxado, senão já está gastando energia que poderia ser usada na contração máxima do final, então arremetemos contra um alvo com toda velocidade possível, mas sem contração máxima do final, então arremetemos contra um alvo com toda velocidade possível, mas sem tensões desnecessárias. Então quando a mão que soca chega à posição final, de impacto contra um alvo, tensões desnecessárias. Então quando a mão que soca chega à posição final, de impacto contra um alvo, aí sim ocorre o
aí sim ocorre o KimeKime, ou seja, a contração máxima de todos os grupos musculares no menor instante, ou seja, a contração máxima de todos os grupos musculares no menor instante
possível, transferindo o máximo dano ao adversário. A comparação com a arrancada de
possível, transferindo o máximo dano ao adversário. A comparação com a arrancada de um carro seria um carro seria dede que é como quando vemos um carro arrancar com toda velocidade ao abrir o sinal (início do soco) mas que é como quando vemos um carro arrancar com toda velocidade ao abrir o sinal (início do soco) mas frear bruscamente com tudo que pode para não
frear bruscamente com tudo que pode para não bater em um muro logo depois (bater em um muro logo depois (KimeKime).).
Valdesi sensei também chamou atenção de que podemos pensar um pouco também na ideia de Valdesi sensei também chamou atenção de que podemos pensar um pouco também na ideia de
““ki ki ”,”, onde meu corpo permanece equilibrado e imóvel, quando o soco é bem executado com Kime, e onde meu corpo permanece equilibrado e imóvel, quando o soco é bem executado com Kime, e paramos após nosso punho entrar um pouco na superfície do corpo do adversário, mas a força paramos após nosso punho entrar um pouco na superfície do corpo do adversário, mas a força empregada e a energia intrínseca (
empregada e a energia intrínseca (Ki Ki ) seguem sendo transferidos para o ) seguem sendo transferidos para o corpo do adversário, causando ocorpo do adversário, causando o maior dano possível.
maior dano possível.
No link abaixo, Valdesi sensei executa um bom
No link abaixo, Valdesi sensei executa um bom katakata com a demonstração perfeita do ótimo uso com a demonstração perfeita do ótimo uso
do
Os exercícios fundamentais, ou Kihon, têm como objetivo ajudar o karate-ka a aprender as
técnicas básicas e a controlar o próprio corpo. É dito que somente com o trabalho de Gichin Funakoshi, após sua ida ao Japão, que houve a separação do treinamento do Karate-Do nos seus três pilares fundamentais: Kihon, Kata e Kumite. Antes de 1920, portanto, praticava-se apenas os Kata. Atualmente
pratica-se na JKS vários exercícios de Kihon que ajudam a desenvolver as habilidades necessárias aos Koten-gata (kata antigos) além doKihon básico que já se praticava no padrão JKA.
Sendo assim, a execução dos Kihon trabalha as habilidades de técnicas de mãos (Te-waza), que compreendem socos (tsuki ), defesas (uke), e golpes indiretos (uchi ), além das técnicas de chute ( Keri-waza) que compreendem os ataques com os pés (soku), pernas (ashi ) e joelhos (hiza). Há também as
técnicas combinadas ou consecutivas (Renzoku-waza), que compreendem sequências que misturam socos e chutes, rasteiras e chutes, socos e golpes, etc. Outras técnicas menos comuns são as rasteiras, ou técnicas de desequilíbrio (Kuzushi-waza/Nage-waza), chutes saltando (Tobi-geri ) e torções.
KIHON
TACHI
Posturas/Bases
Postura natural (Shizen Tai - 自然体)
Base: Hachinoji-dachi (base em forma de 8 [hachi] - 八字立)
*é a postura usada para iniciar todas as práticas em Karate-Do, desde o Kihon, ao Kata e ao Kumite. Deixamos a ponta dos pés abrirem até que não sintamos tensões nos membros inferiores.
Postura para saudações
Base: Musubi-dachi (base unida [calcanhares unidos] - 結立)
*é a postura usada para todas as saudações em pé, onde junta-se os calcanhares e mantém-se a abertura da ponta dos pés no mesmo ângulo que fazemos o Hachinoji-dachi.
Postura para exercício dos socos montado (Sono-ba-tsuki) Base: Kiba-dachi (base de cavaleiro - 騎馬立)
*é uma postura intermediária, com os pés voltados para frente (a faca dos pés [sokuto] deve estar alinhada para frente) e o peso no centro da base, distribuindo a carga igualmente para os dois membros inferiores.
Postura ofensiva
Base: Zenkutsu-dachi (base avançada - 前屈立)
*é uma base com o peso concentrado no membro inferior dianteiro, usada principalmente para atacar e contra-atacar. Os pés devem estar voltados para a frente, sendo que a faca do pé dianteiro deve ficar alinhada à frente. O membro inferior dianteiro deve receber 60% do peso e, consequentemente, 40% do peso ficará no membro inferior traseiro.
Em todas essas posturas deve-se manter o peso corporal distribuído pelos nove pontos da sola do pé: a sola dos cinco dedos (1 a 5), a bola grande do pé (6) e a bola menor do pé (7) que formam a ponteira do pé (chusoku/koshi), a faca do pé (8 - sokuto) e o calcanhar (9 - kakato).
Base: Nekoashi-dachi (base do gato - 貓足立)
*é a postura usada para concentrar a pressão da base na perna traseira para depois expandir e usar essa pressão nos ataques. O peso é concentrado na perna traseira,
TACHI
Posturas/Bases
que recebe 90% dessa carga. O pé dianteiro recebe apenas 10% do peso e fica apoiado apenas nos pontos 1 a 7 (sola dos dedos e ponteira do pé). É importante manter os joelhos voltados para frente, usando a força interna das coxas.
Postura defensiva
Base: Kokutsu-dachi (base recuada - 後屈立)
*é uma base com o peso concentrado no membro inferior traseiro, usada principalmente para defender e esquivar recuando. Os pés devem estar perpendiculares, sendo que a faca dos pés devem ficar alinhadas em 90°. O membro inferior traseiro deve receber 70% do peso e, consequentemente, 30% do peso ficará no membro inferior dianteiro.
Base: Heisoku-dachi (base de pés paralelos unidos - 閉足立)
*é uma base com o peso distribuído igualmente entre os pés, usada em alguns kata para golpes à curta distância. Os pés devem estar voltados para frente.
Base: Heiko-dachi (base de pés paralelos - 平行立)
*é uma base com o peso distribuído igualmente entre os pés, usado em alguns kata para posições de guarda (kamae). Os pés devem estar voltados para frente.
*ao avançar, cuidado para não oscilar a altura das bases.
TACHI
Posturas/Bases
Base: Hangetsu-dachi (base da grande meia lua - 半月立)
*é uma postura intermediária, usada para ataques e defesas, cuja característica é concentrar a força na parte medial (interna) das coxas e pernas. A distribuição de peso é a mesma do Zenkutsu-dachi e o pé dianteiro fica voltado para dentro, no ângulo inverso do Hachinoji-dachi.
Base: Sanchin-dachi (base da pequena meia lua/três lutas - 三戦立) *é uma postura com características idênticas ao Hangetsu-dachi, porém com uma curta distância entre o pé dianteiro e traseiro. É uma postura usada à curtas distâncias e a distribuição do peso é a mesma entre os dois pés.
Postura de Sumô
Base: Shiko-dachi (base quadrada - 四股立)
*é uma base com características semelhantes ao Kiba-dachi, porém os joelhos ficam voltados para os lados e não para frente, como no caso da base de cavaleiro. O peso é distribuído entre os dois membros inferiores igualmente e os pés seguem apontando na mesma direção que os joelhos.
Postura Imóvel
Base: Fudo-dachi (base imóvel - 不動立)
*é uma base com o peso também distribuído igualmente entre os membros inferiores, usada em Kata avançados. Os pés devem estar voltados na mesma direção e os dois joelhos ficam flexionados. Base: Kosa-dachi (base de pernas cruzadas - 交差立)
*é uma base com o peso concentrado no membro inferior dianteiro, usada para atacar a curtas distâncias. Os pés devem estar voltados para a frente, porém levemente nas diagonais. O joelho do membro inferior traseiro deve tocar a face medial (interna) do membro inferior traseiro. O pé traseiro fica a quase um pé de distância do pé dianteiro.
K
Ō
GEKI KASHO
P
artes do corpo usadas como armas
TE-WAZA
Técnicas de Mão
Jodan Age-uke (defesa ascendente ao nível alto - 上け受)
*Os bloqueios são as técnicas de desvio ou aparo aplicadas contra técnicas ofensivas. Uke são, portanto, elementos defensivos fundamentais da estratégia no
Karate-Do. Com raras exceções, porém, os
Uke são, ao mesmo tempo, batidas. O
objetivo dos bloqueios é, também, atacar um ponto chave do braço ou perna que o adversário usa para atacar, diminuindo sua capacidade de combate.
Soto-uke (defesa de fora para dentro - 外受)
*A mão sai dum ponto mais alto do que a linha que coincide com a cabeça, para que o bíceps braquial mais relaxado ajude na supinação da articulação radio-ulnar e aumente a potência do bloqueio.
Uchi-uke (defesa de dentro para fora - 内受)
*A mão sai dum ponto abaixo do ombro do outro lado, com a palma da mão voltada para baixo, para que o movimento de supinação da articulação radio-ulnar seja o mais amplo possível e aumente a potência do bloqueio. Uke é um termo genérico para defesas ou bloqueios e pode ser executado usando-se várias posições de mão e perna como arma, sempre pensando no efeito de “desviar pela tangente” criado pelo movimento da articulação radio-ulnar.
Shuto-uke (defesa com a mão em espada - 刀手受)
*A mão sai dum ponto mais alto do que a linha que coincide com a cabeça, para que o bíceps braquial mais relaxado ajude na supinação da articulação radio-ulnar e aumente a potência do bloqueio.