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Modelamento e simulação de processos

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(1)

Modelamento

e simulação de

processos

4. Método de Monte Carlo Prof. Dr. André Carlos Silva

(2)

1. INTRODUÇÃO

 O Método de Monte Carlo (MMC) é um

método estatístico utilizado em simulações estocásticas com diversas aplicações em áreas como a física, matemática e biologia.

 O método de Monte Carlo tem sido utilizado

há bastante tempo como forma de obter aproximações numéricas de funções

(3)

1. INTRODUÇÃO

 Este método tipicamente envolve a geração de observações de alguma

distribuição de probabilidades e o uso da amostra obtida para aproximar a função de interesse.

 As aplicações mais comuns são em computação numérica para avaliar integrais.

(4)
(5)

1. INTRODUÇÃO

 A idéia do método é escrever a integral que se deseja calcular como um valor esperado.

 De acordo com (HAMMERSELEY,1964) o nome "Monte Carlo" surgiu durante o projeto Manhattan na Segunda Guerra Mundial.

(6)

1. INTRODUÇÃO

 No projeto e de construção da bomba atómica, Ulam, von Neumann e Fermi

consideraram a possibilidade de utilizar o método, que envolvia a simulação direta de problemas de natureza probabilística relacionados com o coeficiente de

(7)

1. INTRODUÇÃO

 Apesar de ter despertado a atenção desses

cientistas em 1948, a lógica do método já era conhecida há bastante tempo.

 Por exemplo, existe um registro de um artigo

escrito por Lord Kelvin dezenas de anos antes que já utilizava técnicas de Monte Carlo em uma discussão das equações de Boltzmann.

(8)

1. INTRODUÇÃO

 Monte Carlo é uma cidade de Mônaco, a nordeste da capital do Principado

(Monaco-Ville).

 Conhecida estância luxuosa, conhecida pelo seu glamour, celebridades que

enxameiam as revistas cor de rosa, praias e cassinos.

(9)

1. INTRODUÇÃO

 É em Monte Carlo que se situa o Circuito de Mônaco, onde ocorre o Grande

Prêmio de Mônaco de Fórmula Um.

 É palco, ainda, de competições de boxe, apresentações de moda e outros eventos de grande repercussão cultural.

(10)
(11)
(12)

1. INTRODUÇÃO

 De uma maneira geral o MMC pode ser sumarizado como:

O evento irá ocorrer com probabilidade p.

0 232-1 1.0 0.0 p ocorre Rp não ocorre R >p

(13)

2. Classes do MME

 Existem três classes de algoritmos Monte Carlo:

 Erro-Unilateral;

 Erro-Bilateral e

(14)

2.1. MME de Erro-Unilateral

 Seja P um problema e A um algoritmo aleatório, A é um algoritmo Monte Carlo de Erro-Unilateral que resolve P se, e

somente se:

 i) para toda configuração x que é solução

de P:

 ii) para toda configuração x que não é

solução de P:

2

1

SIM

x

A

prob

A

x

NÃO

1

prob

(15)

2.1. MME de Erro-Unilateral

 Ou seja, sempre que a resposta é NÃO, o algoritmo garante a certeza da resposta.  Contudo, se a resposta for SIM, o

algoritmo não garante que a resposta está correta.

(16)

2.2. MME de Erro-Bilateral

 Um algoritmo aleatório A é um algoritmo de Monte Carlo de Erro-Bilateral que

computa o problema F se existe um

número real ε, tal que para toda instância x de F:

 

 

2

1

x

F

x

A

prob

(17)

2.3. MME de Erro-Não-Limitado

 Os algoritmos de Monte Carlo de

Erro-Não-Limitado são comumente chamados de Algoritmos Monte Carlo.

 Um algoritmo aleatório A é um algoritmo de Monte Carlo se para qualquer

entrada x do problema F:

   

2

1

F

x

x

A

prob

(18)

3. Algoritmo de Metropolis

 O algoritmo de Metropolis, também

conhecido por Algoritmo de Metropolis-Hastings, foi apresentado inicialmente em 1953 num artigo de Nicholas Metropolis, Arianna Rosenbluth, Marshall Rosenbluth, Augusta Teller e Edward Teller.

 Em 1970 este algoritmo foi generalizado por W. K. Hastings.

(19)

3. Algoritmo de Metropolis

 Este é provavelmente o método de Monte

Carlo mais utilizado na Física, e tem como objetivo determinar valores esperados de propriedades do sistema simulado, através de uma média sobre uma amostra.

 O algoritmo é concebido de modo a se

obter uma amostra que siga a distribuição de Boltzmann.

(20)

3. Algoritmo de Metropolis

 Para se determinar a probabilidade de uma

dada configuração, seria necessário

conhecer a chance de ocorrência de todas as outras configurações.

 No caso de variáveis contínuas, seria

necessário uma integração da densidade de probabilidade sobre todo o espaço de

configurações, mas esse procedimento fica muito custoso quando se utiliza um número de variáveis da ordem de centenas.

(21)

3. Algoritmo de Metropolis

 A eficiência do algoritmo de Metropolis está diretamente ligada ao fato de não levar em conta a probabilidade das

configurações em si, mas sim a razão entre elas, pois a razão entre as

probabilidades de duas dadas

configurações pode ser determinada independentemente das outras.

(22)

3. Algoritmo de Metropolis

 Dadas duas configurações m e n

quaisquer, a razão entre a probabilidade da configuração m, Pm, e a

probabilidade da configuração n, Pn, pode ser escrita como:













T

k

U

U

T

k

U

T

k

U

P

P

b n m b n b m n m

exp

exp

exp

(23)

3. Algoritmo de Metropolis

 A partir dessa igualdade, o algoritmo de Metropolis pode ser implementado

através do seguinte conjunto de regras:

(a) Geração de uma configuração inicial

aleatória, ou seja, com valores aleatórios para todos os graus de liberdade do

sistema, respeitando as suas restrições. Vamos atribuir o índice m a essa

configuração, que é aceita para a amostra.

(24)

3. Algoritmo de Metropolis

 (b) Geração de uma nova

configuração-tentativa de índice n, resultado de pequenas alterações nas coordenadas da configuração

m.

(c) Se a energia da configuração n for menor

que a da configuração m, inclui-se a

configuração n na nossa amostra, e se atribui a ela o índice m a partir desse momento. Caso contrário, realizam-se os passos descritos nos subitems (c1) e (c2) abaixo:

(25)

3. Algoritmo de Metropolis

(c1) Gera-se um número aleatório entre 0 e 1; (c2) Se esse número aleatório for menor que

Pn/Pm, aceita-se na amostra a configuração

n, e se atribui a ela o índice m. Caso

contrário, o índice m permanece designando a configuração original.

(d) Repete-se os passos (b) e (c) até que

algum critério de parada seja satisfeito. Cada uma dessas repetições é dita um passo (ou iteração) de Monte Carlo (MC).

(26)
(27)

4. Exemplo 1 – π

 Neste exemplo um algoritmo de Monte Carlo simples é usado para calcular o valor de π usando uma seqüência de números aleatórios.

 Considere o quadrado colocado no plano x-y com a extremidade inferior

esquerda na origem como mostrado na figura abaixo.

(28)

4. Exemplo 1 – π

x y

r

(29)

4. Exemplo 1 – π

A área do quadrado é r2, onde r é o comprimento do seu lado.

 Um quarto de um círculo é inscrito no quadrado.

Seu raio é r e seu centro está na origem do plano x-y.

(30)

4. Exemplo 1 – π

 A área da quarta parte do círculo A é dada por:

 Pelo Método de Monte Carlo: 2

4

1

r

A

total

in

P

P

l

A

2

(31)

4. Exemplo 1 – π

Onde Pin é o número de pontos sorteados aleatoriamente que ficaram dentro da área em amarelo, e o Ptotal é o número total de pontos gerados.

 Considerando que o lado = raio = 1, temos: total in

P

P

4

(32)

4. Exemplo 1 – π

 O algoritmo de cálculo consiste então em gerar pontos P(x, y), sendo x e y [0, 1] e, de posse deste ponto verificar se

este se encontra (ou não) dentro da área do círculo.

 Lembrando que equação da circunferência é:

1

2 2 2

r

y

x

(33)
(34)
(35)

4. Exemplo 2 –

Decaimento nuclear

 Os núcleos radioativos possuem uma probabilidade p de decair em cada intervalo de tempo.

 Desta forma o processo de decaimento nuclear é um processo determinístico dado por:

(36)

4. Exemplo 2 –

Decaimento nuclear

N

1

= (1 – p) N

0

N

2

= (1 – p)

2

N

0

N

3

= (1 – p)

3

N

0

N

4

= (1 – p)

4

N

0

.

.

.

N

i

= (1 – p)

i

N

0

(37)

4. Exemplo 2 –

Decaimento nuclear

 Se agora modelarmos o processo cmo

sendo um processo estocástico podemos verificar individualmente quantos núcleos decaem em cada intervalo de tempo, da seguinte forma:

1.0

0.0 p

(38)

p=0.03 p=0.06

(39)

4. Exemplo 3 –

Partículas em uma caixa

 Uma caixa é separada em dois compartimentos.

Inicialmente todas as partículas estão no compartimento da esquerda, quando uma passagem é aberta.

(40)

4. Exemplo 3 –

Partículas em uma caixa

 A cada intervalo de tempo uma partícula é escolhida para trocar de

compartimento.

 Todas as partículas tem a mesma

(41)
(42)

4. Exemplo 3 –

Partículas em uma caixa

Sorteia-se uma das N partículas e troca a partícula de compartimento.

 Como as partículas são idênticas (indistinguíveis), temos:

1.0 0.0

esquerda/N

(43)

4. Exemplo 3 –

Partículas em uma caixa

 Para t >> 1 teremos (em média) a mesma quantidade de partículas nos dois

(44)

4. Exemplo 4 –

Caminhada aleatória

 Uma dada partícula escolherá

aleatoriamente para qual direção irá se mover.

 Tanto o tempo quanto o espaço são discretos.

(45)

4. Exemplo 4 –

Caminhada aleatória

 Caminhada aleatória em 1D

 A partícula escolherá aleatoriamente para

qual direção irá se mover (direita ou esquerda).

(46)

4. Exemplo 4 –

Caminhada aleatória

 Caminhada aleatória em 1D

 A partícula escolherá aleatoriamente para

qual direção irá se mover (direita ou esquerda).

(47)

4. Exemplo 4 –

Caminhada aleatória

 Caminhada aleatória em 1D

 A partícula escolherá aleatoriamente para

qual direção irá se mover (direita ou esquerda).

(48)

4. Exemplo 4 –

Caminhada aleatória

 Caminhada aleatória em 1D

 A partícula escolherá aleatoriamente para

qual direção irá se mover (direita ou esquerda).

(49)

4. Exemplo 4 –

Caminhada aleatória

 Caminhada aleatória em 1D

 A partícula escolherá aleatoriamente para

qual direção irá se mover (direita ou esquerda).

(50)

4. Exemplo 4 –

Caminhada aleatória

 Caminhada aleatória com tendência

Persistente – prefere se mover na mesma

direção do passo anterior.

 Probabilidade p de manter a direção.  p = ½ caminho aleatório padrão

 p = 1 movimento uniforme  p =0 vai e volta

Anti-persistente – prefere se mover direção

(51)

4. Exemplo 4 –

Caminhada aleatória

 Caminhada aleatória em 2D

 A partícula escolherá aleatoriamente para

qual direção irá se mover (cima, baixo, direita ou esquerda).

(52)

4. Exemplo 4 –

Caminhada aleatória

(53)

4. Exemplo 4 –

Caminhada aleatória

(54)

4. Exemplo 4 –

Caminhada aleatória

(55)

4. Exemplo 4 –

Caminhada aleatória

 Caminhada aleatória em 2D - Self-avoid

walker

 Ele não passa por uma posição que já

tenha sido ocupada anteriormente.

 Desta forma deve-se verificar quais são as

(56)

4. Exemplo 4 –

Caminhada aleatória

 Caminhada aleatória em 2D - Self-avoid

walker

 A simulação termina quando não existe

mais opção de movimentação.

 Esta técnica é amplamente utilizada para

(57)

4. Exemplo 4 –

Caminhada aleatória

 Caminhada aleatória em 2D - Self-avoid

walker

(58)

4. Exemplo 4 –

Caminhada aleatória

 Caminhada aleatória em 2D - Self-avoid

walker

 Existem caminhantes mais inteligentes, com

previsão de dois passos, para evitar armadilhas.

(59)

4. Exemplo 4 –

Caminhada aleatória

 Caminhada aleatória em 2D - Self-avoid

walker

 Pode-se incluir campos que interferem na

direção ou na probabilidade de

crescimento do polímero, simulando experimentos reais.

(60)

4. Exemplo 4 –

Caminhada aleatória

 Caminhada aleatória em 2D - Self-avoid

(61)

5. Integração pelo MMC

 A integração deve ocorrer em um

intervalo limitado (cálculo de uma área).  As coordenadas (x,y) dos pontos são

escolhidas aleatoriamente, sorteando-se dois números aleatórios independentes.

(62)

5. Integração pelo MMC

a b x y f(x)

 

N

n

A

dx

x

f

b a

(63)

5. Integração pelo MMC

a b x y f(x) g(x)

 

N

n

A

dx

x

g

x

f

b a

(

)

(64)

5. Integração pelo MMC

 O gráfico abaixo apresenta o resultado da integral de f(x)=1/(1+x2) no intervalo

(65)

5. Integração pelo MMC

 Como exemplo seja estimar a área ocupada por cada espécie em um coral.

1. Identificar a região de área A;

2. Escolher aleatoriamente as coordenadas

do ponto;

3. Identificar a espécie que ocupa o local e

(66)
(67)

5.1. Integração pelo MMC

em n dimensões

No caso de n dimensões, devemos escolher n

coordenadas aleatórias e verificar se o ponto está no interior da região de interesse, ou

não.

 Tomemos como exemplo uma hiperesfera

(S3), sendo esta definida como o lugar

geométrico dos pontos (x,y,z,w) do R4 que

(68)

 Introdução

 Construção de uma teoria microscópica

da transição ferromagnética;

 Modelo simples (mas não trivial);

 Interações de curto alcance numa rede

d-dimensional.

(69)

6. Modelo de Ising

Hamiltoniano de spin:

 Onde:

 σi = ±1;

 J é a constante de acoplamento entre os

spins;

 H é o campo magnético externo.

 

N i i N j i j i

H

J

1 ,

H

(70)

Interpretações:

 Spin “aponta” para cima ou para baixo;

 Ocupação de um sítio por uma partícula

do tipo A ou B, como numa liga binária do tipo AB (vizinhos iguais contribuem com

uma energia –J; vizinhos distintos, com uma energia +J);

(71)

Interpretações:

 Número de ocupação – presença ou

ausência de uma molécula numa

determinada célula de um “gás de rede”.

(72)

6. Modelo de Ising

 Resolver o modelo de Ising significa

escrever a função de partição canônica.

 Várias técnicas foram desenvolvidas para tentar resolver o modelo de Ising em 2 ou 3 dimensões.

 

N N i

N

H

T

Z

Z

H

exp

,

,

(73)

 Podemos estudar fenômenos magnéticos a partir do modelo de Ising, que

considera momentos magnéticos (spins) localizados, distribuídos em uma rede.  No caso mais simples, consideramos que

cada spin interage apenas com os seus primeiros vizinhos.

(74)

 Interações entre segundos vizinhos podem ser

incluídas no modelo, possibilitando o

aparecimento de interações competitivas, dependendo de alguns parâmetros físicos.

 O modelo de Ising pode ser estudado de

diferentes maneiras, entre elas a técnica de Monte Carlo e a aproximação de Campo médio.

(75)

 A técnica de Monte Carlo consiste em obter uma seqüência de configurações do sistema de uma maneira estocástica, que depende de números aleatórios

gerados durante a simulação.

(76)

6. Modelo de Ising

 Para uma quantidade Q, magnetização ou energia, por exemplo, o seu valor

médio é definido por:

 

 

 

    

M i c E M i c E i i i

e

e

c

Q

Q

1 1  

(77)

 Onde E(ci) a energia da n-ésima configuração.

 Como é praticamente impossível que todas as configurações sejam somadas em um sistema com muitos graus de

liberdade, então soma-se as M

configurações mais importantes numa dada temperatura.

(78)

6. Modelo de Ising

 Suponhamos que essas configurações mais importantes sejam escolhidas com uma certa probabilidade.

 Então passa a ser:

 

 

 

 

 

i M i c E i M i c E i

c

P

e

c

P

e

c

Q

Q

i i

/

/

1 1

      

(79)

 No modelo de Ising com técnica de

Monte Carlo, começa-se com uma rede de spins Si = +/- 1 dispostos

aleatoriamente.

 Escolhe-se um spin e faz-se a mudança

Si = - Si

(80)

 Se a diferença de energia entra a

configuração após a mudança e antes dela ΔE = E(-Si) – E(Si), for negativa

aceitamos essa mudança em Si.  Se ΔE > 0, aceitamos a nova

configuração com a probabilidade

exp(ΔE / kT).

(81)

 Na simulação isso é feito sorteando um número aleatório r no intervalo de 0 < r < 1 e se exp(ΔE / kT) > r também aceitamos a mudança.

Só rejeitamos se exp(ΔE / kT) < r.

(82)

6. Modelo de Ising

 É percorrida toda a rede fazendo essa mudança, após terminado, pega-se a configuração final de spins para calcular a média termodinâmica de acordo com a equação:

 

M

i

i

c

Q

M

Q

1

1

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