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DIRECÇÃO DE OBRA_Organização e controlo_ AECOPS

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J. M. MOTA CARDOSO

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AECOPS A 5 S O C 1 A Ç Ã O DE E M P R E S A S DÊ CONSTRUÇÃO C5'";-:- PÚBL CAS E S E R V I C O S J. M. MOTA CARDOSO

DIRECÇÃO DE OBRA

> ORGANIZAÇÃO E CONTROLO > 3a Edição Biblioteca AECOPS N°1 l Lisboa 2007

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Título

DIRECÇÃO DE OBRA (3a Edição) Organização e Controlo Autor

J.M. Mota Cardoso

AECOPS - Associação de Empresas de Construção. Obras Públicas e Serviços

Design e maquetização

Área Tripla Design e Publicidade, Lda Execução gráfica

Clássica Artes Gráficas

ISBN: 978-972-8197-13-1 Depósito Legal: 269710/08 Tiragem : 5 000 exemplares

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ÍNDICE ///////////////y

g

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Nota à 3

a

Edição 5

Prefácio à 2

a

Edição 7

Prefácio à 1

a

Edição 11

INTRODUÇÃO

Nota Prévia 15

Objectivo 15

Tipo de Obra Exemplificativa 16

DOCUMENTAÇÃO BÁSICA

Projecto Orçamento 19

Planeamento 31

Mapa de Produção 37

Codificação 39

ORGANIZAÇÃO DO ESTALEIRO

Generalidades 47

Mão de Obra 47

Materiais 66

Máquinas 86

Subempreitadas 101

Meios de Apoio e instalações Fixas 101

Serviços a Instalar 118

CONTROLO DOS CUSTOS

Recolha dos Elementos 121

Distribuição dos Elementos 121

Valorização dos Elementos 126

Comparação de Custos 129

EXEMPLOS SUBSIDIÁRIOS

Exemplo l 133

Exemplo 2 140

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NOTA A 3A EDIÇÃO

Esgotadas há vários anos as duas anteriores edições do livro "Direcção de Obra

— Organização e Controlo", da autoria do Eng° JoséManuel Mota Cardoso,

tomou a AECOPS conhecimento de que esta obra continua a circular profusamente, em volumes policopiados, em diversos estabelecimentos de ensino superior portugueses, sendo indicada como bibliografia recomendada em várias cadeiras dos cursos de Engenharia Civil.

Na verdade, se bem que a maior parte das empresas de construção recorra já actualmente aferramentas informáticas especialmente desenvolvidas para gestão de obras, o certo é que a utilização competente de tais programas pressupõe o conhecimento das realidades que lhe estão subjacentes. E é disso que trata este livro.

Por tal motivo, de acordo com o respectivo Autor e tendo consciência de que se trata de um trabalho publicado originalmente em 1985, ou seja, há mais de 20 anos, decidiu a AECOPS editar esta terceira edição do livro "Direcção de Obra

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PREFACIO A 2A EDIÇÃO

Torna-se desnecessário realçar o elevado interesse da obra elaborada pelo Eng° J. M. Mota Cardoso. A necessidade de fazer uma nova edição é o melhor realce. Trata-se, com efeito, de uma publicação de base no domínio da "Gestão de Obras", que constitui j á uma referência obrigatória no meio da construção no nosso país, neste domínio do conhecimento.

O livro é de leitura obrigatória quer para quadros superiores e médios de empresas de construção e gestores de empreendimentos, quer para os alunos das escolas superiores de engenharia, a nível de graduação e de pós-graduação. O interesse do tema da "Gestão de Obras" é manifesto. Este tema, que se integra no domínio da "Gestão da Construção", poderá ser susceptível de abordagem segundo duas vias:

- como área componente da "Gestão da Empresa de Construção", coincidindo ou fazendo parte da "Gestão da Produção";

- como capítulo da "Gestão do Empreendimento", de acordo com a subdivisão clássica deste em fases (Concepção, Projecto, Execução da Obra e Utilização). A publicação que se apresenta é importante como suporte de qualquer das duas abordagens. O interesse do texto, em termos de utilidade, poderá ser observado em correspondência directa com as duas vias atrás referidas: - no primeiro caso, contribuindo para a melhoria da produtividade e da organização das empresas de construção, através da melhoria do funcionamento da função e do aperfeiçoamento da inter-relação desta com as

várias outras funções da empresa;

- no segundo caso, permitindo a melhoria da relação economia/qualidade das obras, através da racionalização da execução desta e da influência exercida a montante, obrigando à elaboração de orçamentos e de projectos de comunicação à obra adequados e devidamente pormenorizados. Explicitando atrás, deforma breve, o interesse do tema e do livro, apontam--se a seguir alguns pontos relativos ao enquadramento da matéria tratada. A Gestão das Obras inclui, para além da gestão dos objectivos ou indicadores globais estabelecidos para menção das obras, e de funções ou procedimentos

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integrados diversos (planeamento e controlo, gestão do risco, gestão de contratos, gestão de recursos humanos e outros), inclui, fundamentalmente, 3 funções componentes de base:

- a Gestão dos Prazos ou Tempos; - a Gestão dos Custos e/ou Recursos; - a Gestão da Qualidade.

O livro do Eng° Mota Cardoso não só trata de modo cabal, e de uma forma simples e natural, as duas primeiras funções, como, implicitamente, ao exigir uma gestão técnica eficiente, abre caminho a uma implantação posterior da gestão da qualidade.

Saliente-se ainda, como aspecto importante, que o texto abrange todos os níveis da Gestão da Obra:

- a Gestão Estratégica; - a Gestão Táctica; - a Gestão Operacional.

Estes níveis são sobretudo tratados através de prodecimentos de planeamento e de controlo, utilizando não só os conceitos teóricos como, sobretudo, um vasto conjunto de diagramas, mapas e fichas.

Refira-se também que, ainda que o livro tenha optado por um certo modelo de Direcção ou Gestão de Obra, tal facto não o limita - poderão, com efeito serem feitas as adaptações necessárias para modelos diferentes, mais ou menos complexos

de uma forma fácil.

O Autor trata, ainda, a ligação da Gestão da Obra à organização do estaleiro e refere, deforma breve e natural, as ligações às diferentes funções da empresa envolventes - orçamentação, aprovisionamentos, "stocks" e outros.

E de salientar, finalmente, que embora não seja referida a questão da informatização, o estudo das matérias do texto é essencial para quem utilize, como hoje é corrente, "software" de gestão de obras. Os múltiplos "packages" existentes actualmente no mercado baseiam-se, todos eles, em maior ou menor grau, na teoria e prática expostas.

Apresentado o interesse do tema, e avaliado, deforma geral, o conteúdo da obra, é de salientar que o Autor é uma das poucas personalidades da prática da

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várias empresas e numerosas obras, e de uma elevada capacidade pedagógica e interesse pela divulgação dos conhecimentos e experiência adquiridos. Nos últimos anos o Autor tem exercido, em suplemento da sua intensa actividade prática, alguma actividade pedagógica, muito apreciada, através da realização de Seminários e Palestras no âmbito do Curso de Mestrado e Construção -"Tecnologia e Economia de edifícios", e de cursos de pós-graduação em "Economia e Tecnologia de Construção", no Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa.

Finalmente, fazem-se votos para que este texto possa contribuir para o aparecimento breve de um conjunto de outros textos sobre temas que nele são, implícita ou explicitamente, referidos:

- contabilidade analítica e controlo de custos; - ligação do orçamento ao planeamento de obras;

- organização de estaleiros (para diferentes tipos de dimensões das obras e das empresas);

- segurança e saúde nos estaleiros (em ligação com a Directiva da CEE em preparação);

- gestão económico-financeira de empreitadas;

- gestão de empresas de construção (para diferentes tipos e dimensões das empresas).

Artur A. Alves Bezelga

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PREFACIO A1A EDIÇÃO

O grande interesse do assunto tratado pelo Eng. J. M. Mota Cardoso e a pobreza da bibliografia em língua portuguesa sobre a matéria, justificam sobejamente a publicação do trabalho de muito mérito que temos a honra de apresentar.

A pobreza da bibliografia em língua portuguesa, quer sobre problemas de gestão geral, quer relativa à gestão dos estaleiros da construção, é facto de que qualquer estudioso facilmente se poderá dar conta. E acontece ainda que, nas escolas superiores de engenharia, ao assunto não é dado o desenvolvimento que seria de desejar. Como justificação desta afirmação bastará referir que na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, do plano de estudos do curso de engenharia civil, desta área de conhecimentos unicamente f azem parte duas disciplinas semestrais, Organização e Gestão, obrigatória, e Processos de Construção, de opção livre.

No que respeita à importância do assunto, duas vertentes principais podem ser consideradas, a relativa à economia, por um lado, e a relativa à penosidade do trabalho, incluída a sinistralidade, por outro.

Quanto à economia no campo das estruturas da engenharia civil, aceita-se hoje, pacificamente que, das três origens donde podem resultar reduções de custos, a saber, materiais, projecto e processos construtivos, só esta última pode ser, ainda, fonte de economias significativas.

As melhorias de qualidade dos materiais estruturais têm sido, efectivamente, muito lentas e materiais novos aparecem raramente.

Em relação à lentidão do processo de melhoria de qualidade dos materiais, note-se, por exemplo, que o fabrico de aço a baixo custo data de 1856 (convertidor de Bessemer) e o fabrico de cimento de qualidade de 1824-25 (data das patentes de J. Aspdin para o fabrico de cimento portland) e que desde então, os melhoramentos verificados têm sido fundamentalmente de pormenor. Relativamente a materiais novos, nos últimos cento e cinquenta anos unicamente há a registar o betão armado, que deu origem a uma verdadeira revolução no campo das estruturas de engenharia civil. A ideia de associar ao betão fios, barras ou varões de ferro e aço, com o objectivo de obter um material com novas características, data efectivamente, de meados do século passado, (barco de

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e a ideia de utilizar armaduras activas (betão pré-esforçado), embora sem sucesso nas primeiras tentativas, é contemporânea do rodar do século (Doering -1888; Koessen -1907).

Relativamente às economias ligadas à melhoria de projecto, verificaram-se progressos muito importantes no período que vai do fim do século passado até tempos recentes. Neste momento admite-se, porém, que serão muito reduzidas as economias que com esta origem poderão ser ainda obtidas. Não deixa de ser sintomático verificar, a este respeito, o facto de as atenções de grande número de investigadores ligados às estruturas se terem dirigido, de ha alguns anos a esta parte, para problemas de segurança e, mais recentemente, para problemas de fiabilidade.

É, pois, nos processos construtivos que economias significativas poderão ainda ser obtidas, quer directamente através da escolha, em cada caso, do método mais adequado à execução da obra, quer indirectamente através do aumento de produtividade.

No que se refere às condições de trabalho, facilmente se pode compreender que a conveniente organização e gestão dos estaleiros, além de conduzir a uma redução substancial da sinistralidade, tem incidência muito positiva sobre a penosidade do trabalho em geral.

Justificado o interesse da obra, façamos a seguir uma breve referência ao seu conteúdo. Trata-se duma obra eminentemente prática, recheada de exemplos de aplicação, modelos de fichas e mapas para variados fins, plantas de instalações de diversas naturezas, etc., mas em que há sempre uma justificação cuidada, embora por vezes curta, de todas as operações. Deste bem conseguido equilíbrio resulta ser esta publicação útil, quer para técnicos deformação média, quer para técnicos deformação superior.

A apresentação das matérias tratadas é feita pelo autor em ligação com o caso concreto duma obra realizada, o que tem a indiscutível vantagem de facilitar o seguimento do texto que, em abstraio, seria em muitos casos árido. Além da introdução e dos exemplos finais, o trabalho reparte-se por três grandes capítulos dedicados, sucessivamente, à documentação básica, à organização do estaleiro e ao controlo dos custos. Nestes três capítulos são tratadas, com desenvolvimento adequado, as diferentes matérias. Em particular no capítulo relativo à organização do estaleiro é dado relevo aos problemas da mão-de-obra, dos materiais e das máquinas.

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Um assunto que, por sair do âmbito do trabalho, não é expressamente tratado, é o que diz respeito às relações com a fiscalização e, em particular, ao pagamento dos trabalhos da empreitada. Não queremos, no entanto, deixar de aproveitar a oportunidade para fazer uma chamada de atenção para as vantagens que poderiam resultar do facto de serem os elementos referentes à produção elaborados de modo a poderem servir de base, nas empreitadas em regime de medição, à liquidação dos trabalhos.

Conhecidas as dificuldades e as demoras que, neste tipo de empreitadas, habitualmente se verificam no pagamento dos trabalhos, e os prejuízos que, particularmente em períodos inflacionários, dai resultam para os construtores, parece que valia a pena fazer um esforço no sentido de se poder aproveitar, da gestão do adjudicatário, o que para o efeito pudesse ser útil.

A. DE CAMPOS E MATOS

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l - INTRODUÇÃO

1.1 - NOTA PREVIA

O presente trabalho resulta de uma reflexão crítica sobre conhecimentos recolhidos e aplicados ao longo de alguns anos, os quais, naturalmente, foram complementados com o estudo e análise de bibliografia disponível. Sem pretensões de natureza científica, está orientado, no essencial, com um objectivo eminentemente prático.

1.2. - OBJECTIVO

O responsável pela execução de uma obra de construção terá de dispor de meios que lhe permitam realizar e controlar rapidamente e de forma eficaz a produção prevista para determinado momento. Daí a importância de que se reveste o estudo da organização e controlo de estaleiros, os quais devem ser entendidos como "o conjunto de pessoas, de materiais, de máquinas

e equipamentos, de instalações e de serviços, organizados e estruturados deforma a permitir a concretização do projecto com elevado nível técnico, em termos de economia, de racionalidade de processos, de prazo e de segurança".

O dimensionamento correcto dos meios relativamente ao número de unidades a executar em cada actividade, assume, assim, carácter de extrema importância; a comparação, no decurso da obra, através de processos simples e rápidos, entre os custos orçamentalmente previstos e os reais, constitui o processo mais adequado de controlo e análise de resultados, já que se traduz no aferímetro único da justeza do dimensionamento e funcionamento do estaleiro. Só assim poderão ser corrigidas e ultrapassadas, no momento oportuno, dificuldades e deficiências surgidas, evitando-se não só os resultados negativos e incumprimento de prazos - consequentemente o encarecimento da obra - mas permitindo também a percepção da viabilidade, tantas vezes possível, de melhorar um resultado positivo.

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Por outro lado, a obtenção dos custos reais, estudados com pormenor no decurso das obras, permite às empresas possuir elementos de valor extraordinário para o estudo de novos empreendimentos, o que é tanto mais importante quanto é certo que a indústria da construção tem uma natureza bem distinta das outras, especialmente na perspectiva das variações, em termos de custos, a que os materiais e a mão de obra estão sujeitos.

Uma vigilância apertada e rigorosa dos resultados económicos, ou seja dum controlo de previsões, metódico e eficaz, nomeadamente de custos, constitui o complemento obrigatório de todo o processo.

O principal objectivo deste trabalho é, precisamente, propor soluções simples que, depois de meditadas e se consideradas oportunas, permitam ao técnico a sua implementação para conseguir dar satisfação ao enunciado mas sem interferir com estruturas internas da empresa muitas vezes enraizada em métodos pouco evoluídos.

1.3 - TIPO DE OBRA EXEMPLIFICATIVA

Para uma melhor esquematização, vamos imaginar uma obra do tipo daquela que a empresa Construções Técnicas, S.A.R.L., tem vindo a projectar e construir no Porto de Leixões, embora, para facilidade de exposição, a simplifiquemos em alguns aspectos nomeadamente na sua dimensão e complexidade.

Consideremos, então, uma obra já adjudicada, que foi entregue a um responsável para a preparar e executar e que, na sua essência (Ver página 17) se resume a um troço de cais de uma doca, estruturalmente projectada em dois módulos iguais, cada um com quatro pórticos transversais, em que os pilares são estacas de grande diâmetro, sendo as duas de trás inclinadas formando cavalete e a frontal vertical, ligadas superiormente por duas vigas de secção rectangular de betão armado uma de coroamento outra de tardoz. As travessas dos pórticos estão também em parte travadas por vigotas pré-fabricadas que servem de apoio aos terraplenos superiores. No tardoz da viga longitudinal de coroamento apoia-se uma cortina de estacas prancha metálicas que irá suportar os terrenos de tardoz depois de escavados segundo um determinado talude conveniente e sobre os quais apoiarão enrocamentos de protecção dispostos também em taludes convenientes.

No pé do paramento será executada uma dragagem.

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PLANTA

CORTE A-B

CORTE C-D

(16)

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V5 ;*>

(17)

II - DOCUMENTAÇÃO BÁSICA

2.1 - PROJECTO E ORÇAMENTO

2.1.1 - Dos documentos básicos à realização de uma obra salientam-se

o projecto e o orçamento; há que, portanto, adaptar estes convenientemente

às necessidades daquela.

Consideramos que adaptar o projecto à obra é, para além da óbvia

eliminação de dúvidas, erros e omissões, decompô-lo nos seus diferentes

aspectos escritos e desenhados, definindo fases e métodos de execução,

preparando desenhos distintos de fabricação e colocação (de cofragens e de

armaduras, por exemplo), desenhando pormenores de execução, enfim, é

prepará-lo por forma a que fique perfeitamente legível e adequado às

responsabilidades e conhecimentos de quem vai executar os diferentes

trabalhos de gabinete e de campo.

E também medir ou rectificar as quantidades de trabalho a executar de

cada tarefa e elaborar memória daqueles aspectos escritos que sejam

particulares, específicos, pouco usuais ou desconhecidos.

Adaptar um orçamento à obra e transformá-lo naquilo a que chamamos

tipo ideal de orçamento e que não é mais do que aquele que resulta numa

perfeita divisão das actividades a executar e a controlar, e em que os custos

previstos dessas actividades estão convenientemente demarcados em, pelo

menos, Mão de Obra, Materiais, Máquinas e Subempreitadas. Esta divisão

é importante, já que sob o ponto de vista de execução e de controlo, as obras

estão divididas em unidades de produção, com resultados distintos, cada

uma das quais tem de ser vigiada como se de trabalhos independentes se

tratassem.

2.1.2 - Assim, e para o exemplo da obra atrás referida, vamos admitir

que, depois do estudo pormenorizado sob o ponto de vista de projecto e de

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M O Obr Mês 3 N.° X ACTIVIDADES N° 1 2 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 2.6 2.7 3 4 5 6 6.1 6,2 6.3 7 7.1 7.2 7.3 8 8.1 8.2 DESIGNAÇÃO ESCAV. P. PLAT. TRABALHO EXEC. ESTACAS MOLD, TERRENO FURACÃO E REMOÇÃO EXECUÇÃO DE ARMADURAS TRANSPORTE DE ARMADURAS COLOCAÇÃO DE ARMADURAS FABRICO DE BETÃO TRANSPORTE DE BETÃO COLOCAÇÃO DE BETÃO ESCAV. P. EXECUT. SUPERESTRUT. CRAVAÇÃO DE ESTACAS PRANCHA PREP. DE CAB. ESTACAS B, ARM. BETÃO DE LIMPEZA FABRICO TRANSPORTE COLOCAÇÃO ARMADURAS NASUPERESTRUT. CORTE E MOLDAGEM TRANSPORTE MONTAGEM COFRAGEM EM SUPERESTRUT EXECUÇÃO MONTAGEM E DESMONTAGEM Subtotais a transportar

MAPA ORÇAMENTAL ADAPTADO

Quant. 2500 800 60 60 60 800 800 800 6.000 1200 36 50 50 50 60 60 60 700 2.100 D t t t m3 m3 m3 m2 un ma m3 m3 t t m2 m2 MÃO-DE-OBRA Unitário 0,85 € 84,00 € 342,72 € 47,04 € 16,80€ 2 3 , 5 2 € 40,32 € 51,10€ 1,70 e 13,44€ 1.024, 80 € 3,36€ 1,70 € 10,00€ 477,12 € 218,40 € 1.176,00 € 67,20 € 57,1 2 € Total 2.125,00€ 67. 200, 00 € 20. 563, 20 € 2.822,40 € 1. 008,00 € 18.816,00 € 32.256, 00 € 40.880,00€ 10.200, 00 € 16.128,00 € 36.892,80 € 1 68,00 € 85,00 € 500 € 28.627,20 € 13.104, 00 € 70.560,00 € 47.040,00 € 119.952,00 € 528. 927, 60 € MATERIAIS Unitário 23,50 € 1. 626,40 € 2,10€ 0,43 € 72,50€ 1,00 € o.eoe 0,20€ 2,00 € 72,36€ 40,00€ 0,106 0,20 € 1.628,40 € 3,00 € 14,00 € 16,00 € 0,60 € Total 18, 800, 00 € 97.704,00 € 126, 00 € 25,80€ 58. 000, 00 € 800,00 € 480, 00€ 1. 200,00 € 2, 400, 00 € 2.604, 96 € 2.000,00 € 5,00€ 10,00€ 97.704,00 € 180,00€ 840,00 € 11. 200,00 € 1. 260,00 € 295. 339, 76 € MÁQUINAS Unitário 146,50 € 3,40 € 8,40 € 3,00 € 8,40 € 4,20 € 11,36 € 0,20 € 12, 00 € 221, 00 € 1,20 € 0,10€ 0,20€ 6,72 € 7,22 € 2,00 € 1,00€ 3,10€ Total 117. 200, 00 € 204,00 € 504,00 € 180,00 € 6.720,00 € 3. 360, 00 € 9.080,00€ 1.200, 00 € 14.400,00 € 7.956,00 € 60,00 € 5,00 € 10,00 € 403,20 € 433,20 € 120,00 € 700, 00 € 6. 510, 00 € 169.045,40 € SUBEMPREIT. Unitário 3,00 € Total 7. 500, 00 € 7. 500, 00 € Folha N.° 1 TOTAIS Unitário 3,85€ 254,00 € 1.974, 52 € 57,54€ 20,23€ 1 04,42 € 45,52€ 63,05€ 2,10€ 27,44 € 1 .318,16 € 44,56 € 1,90 € 10,40€ 2.112,24 € 228.62 € 1. 192,00 € 84,20€ 60,82€ Total 9.625,00 € 203.200,00 € 11 8.471 ,20 € 3.452740 € 1.213,80 € 83.536,00 € 36.416, 00 € 50.440,00 € 12. 600,00 € 32.928,00 € 47.453,76 € 2.228,00 € 95,00 € 520,00 € 126.734,40 € 13.717,20 € 71. 520, 00 € 58. 940, 00 € 127. 722, 00 € 1.000. 812, 76 €

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Obra N.° x Mês ACTIVIDADES N° 9 9.1 9.2 10 10.1 10.2 10.3 1D.4 10.5 10.6 10.7 10,6 10.9 10.10 10.11 11 12 13 14 15 DESIGNAÇÃO Subtotais transportados f. 1 BETÃO EM SUPERESTRUTURA FORNECIMENTO COLOCAÇÃO VIGOTAS PRÉ FABRICADAS PREPARAÇÃO ESTALEIRO EXECUÇÃO DE COFRAGEM CORTE E MOLDAGEM ARMADURAS MONTAGEM DE ARMADURAS COFRAGEM (MONTAG. E DESMONT,} FABRICO DE BETÃO

TRANSPORTE DE BETÃO COLOCAÇÃO DÊ BETÃO ARRUMAÇÃO DE VIGOTAS ESTALEI. TRANSP. VIGOTAS P. APLICAÇÃO POSICIONAMENTO DE VIGOTAS

ESCAV. INTERIOR ESTAC. PRANCHA

COLOCAÇÃO ENROCAMENTO

ATERRO FINAL

DRAGAGEM

ACABAMENTO

MAPA ORÇAMENTAL ADAPTADO

Quanl. 1700 1700 1 50 15 16 1.500 195 195 195 276 276 276 6.000 3.000 3.000 10,000 1 B => m3 m3 un m2 t m2" m:t un m3 t m3 m' un MAO-DE-OBRA Unitário 68,14 € 6.814,00 € 68,14 € 477,12€ 1.176,00€ 20,16 € 23,52 € 10.08€ 68,14€ 23,52€ 10,08€ 15,12* 4 , 0 3 € 11,76 € 33,600,00 € Total 528. 927, 60 € 115.838, 00 € 6. 814,00 € 3.407,00 € 7.156,80€ 1 7.640, 00€ 30. 240, 00 € 4. 586, 40 € 1.965, 60 € 13. 287, 30 € 6.491, 52 € 2, 782, 08 € 4.173,12 € 24. 180, 00 € 35.280.00 € 33.600,00 € MATERIAIS Unitário 79,20 € 6,03 € 288, 00 € 14,20€ 1,628,70€ 14,00€ 0 , 6 0 € 64,80€ 0,80 € 1,00€ 2, oo e 0,60€ 1,00€ 0,80€ 38,20 € Total 295.339, 76 € 134. 640, 00 € 10.251,00€ 288,00 € 710, ooe 24.430, 50€ 210,00€ 900, 00 € 12.636, 00 € 156,00€ 195, 00 € 552, 00 € 165, 60 € 276,00 í 4.800,00 € 114,600,00€ MÁQUINAS Unitário 30.60 € 360,00 € 1,00€ 7 , 2 0 € 7,20 € 9,00 € 4,50 € 1,80€ 4.50 € 1,804 5,40 € 3,60 € 0,20€ 900, 00 € Total 169.045,40 € 52.020,00 € 360, 00 € 50,00€ 108, 00€ 108,00€ 1. 755,00 € 877, 50 € 351, 00 € 1.242, 00 € 496, 80 € 1. 490,40 € 21. 600,00 € 600, 00 € 900,00 € SUBEMPREIT. Unitário 7,00 € 8, oo e 3,80€ Total 7. 500, 00 € 42. 000, 00 € 24. 000,00 € 38, 000, 00 € Folha N.° 2 TOTAIS Unitário 79,20€ 1 04,77 € 7.462,00 € 83,34€ 2. 113, 02 € 1. 197,20 € 20,76€ 97,32 € 15,38 € 70,94€ 30,02 € 12,48€ 21,52€ 15,43 € 50,16€ 8,00 € 3,80€ 34. 500, 00 € Total 1.000. 812, 7 6 € 134.640,00 € 178.1 09,00 € 7.462, 00€ 4. 167, 00 € 31. 695,30 € 17. 958,00 € 31.140,00€ 1 8.977,40 € 2. 999, 10 € 13.833, 30 € 8. 285, 52 € 3.444,48 € 5. 939, 52 € 92, 580, 00 € 1 50.480,00 € 24.000,00 € 38.000,00 € 34. 500, 00 €

(20)

execução, o responsávei já trabalhou o orçamento por forma a que no início do trabalho aquele se encontre dentro do esquema ideal, ou seja:

— Esteja elaborado um mapa orçamental com todas as actividades perfeitamente definidas, bem assim como as respectivas quantidades e custos unitários; estes deverão cncontrar-se subdivididos em Mão de Obra, Materiais, Máquinas e Subempreitadas (ver página 32 ). - Este mapa fornece todas as informações sobre os custos directos, isto

é, sobre "aqueles gastos e consumos que podem ser claramente aplicados a uma actividade por ser possível uma determinação real, em quantidade e valorização, de consumo de materiais, de trabalho de mão de obra e de maquinaria".

— Os custos indirectos, isto é, "aqueles que não se podem levar a uma só actividade por faltar a determinação precisa da parte consumida ou empregue em cada trabalho", estejam claramente diferenciados dos anteriores e convenientemente divididos em:

a) Encargos com o Estaleiro b) Conservação de Equipamento, c) Gastos gerais da Obra

d) Serviços administrativos da Obra e) Serviços técnicos

cada um dos quais ainda convenientemente subdivididos, por exemplo da forma indicada na páginas 23 a 26.

Para tanto, contudo, é necessário ficar o projecto devidamente conhecido e convenientemente esclarecido, com todos os seus elementos elaborados de tal forma que constituam meios de consulta precisos e claros, sem omissões ou incompatibilidades, e coerente para que modificações e ou alterações não apareçam durante a execução dos trabalhos; e, para a execução, escalonar e definir as diferentes fases de trabalho (esquematizadas nos desenhos das páginas 27 a 31), fases de trabalho estas consideradas principais e que serão, por sua vez, objecto de estudo a fim de se escalonar e definir também as diferentes sub-fases.

2.1.3 - A necessidade deste trabalhar do orçamento resulta do facto de o enviado à obra pelos Serviços Centrais de Orçamentação da empresa não estar, na generalidade dos casos, adequado, porquanto:

(21)

Obra n.° X 1 - ENCARGOS COM O ESTALEIRO

Designação 1 - Condução dos Trabalhos

Encarregados de

Arvorados/Chefe de Equipa

2 - Manobradores n/ Incluídos no fabrico

De 3 - Diversos Ferramenteiros Guardas Descargas e Arr Geral Estacas Cofragens Armaduras Escavações Tractor Normal Grua Fuchs 301 jmações Per odo (Meses) 10 2 5 5 8 Saláro (Médio) (PardasTotais

€ € € € € € € € € € 8 8 € € € € 8 3x8 2x8 € € € € € € A Transportar Total € € € € Obra n.° X ENCARGOS COM O ESTALEIRO

Designação

Transporte

4 - Máquinas não inc. no Fabrico

5 - Ferramentas

6 - Mont. e Desm. De Máquinas

7 - Instalações Inst. Sanitárias Escritórios Armazém Camaratas

Rede água, elect. e telef.

8 - EPI (Equip. Prot. Indiv.) Vestimenta de trabalho Total Total Geral Mão de Obra € € € € € € € € a € Materiais € € € € € € € b € Máquinas € € € € € € € € € c € Sub Empreitadas € € d € Total € € A €

(22)

Obra n.° X 2 - CONSERVAÇÃO DO EQUIPAMENTO Designação Chefe de Oficina 1x8 MesesxC Mecânicos 1x8 Mesesx€ Serralheiros 1x8 Mesesx€ Soldador 1x8 Mesesx€ Electricistas 1x8 MesesxC Materiais e Acessórios Equipamento de Oficina Total Geral Mão de Obra € € € € € a1 € Materiais € b1 € Máquinas € c1€ Total A1€

X/////////////// Mapa n° 3 - Custos Indirectos Conservação do Equipamento

ou, muito simplesmente e no caso extremo, indica que para realizar a obra

se prevê gastar X milhares de euros, não separando sequer os custos

directos dos indirectos;

ou afirma que prevê gastar X milhares de euros em mão de obra, Y em

materiais, Z em máquinas e um outro valor em subempreitadas;

ou apresenta as actividades um pouco mais divididas, como Escavações,

Cofragens, Armaduras, Betão e Despesas Gerais, mas sem distinguir, por

exemplo dentro da rubrica Armaduras, o Fornecimento, Corte e Moldagem,

do Transporte para o local de montagem e da sua Montagem, ou, dentro

das Despesas Gerais, as suas importantes subdivisões;

ou, para cada actividade, apresenta um custo global, não diferenciando

a mão de obra dos materiais, das máquinas e das subempreitadas;

tal impediria, desde logo, a elaboração de quaisquer cargas previsionais

em consonância com o orçamento e o estudo prévio realizado pelo

responsável correria o risco da subjectividade e da sua maior ou menor

experiência, dado não possuir meios comparativos orçamentados.

(23)

Obra n.° X 3 - GASTOS GERAIS DA OBRA

Designação 1 - Correio/Fax/Telefone 2 - Encargos das Instalações

lluminação/AVAC Limpeza/Conservação

3 - Expediente de Escrit. e Material de Desenho 4 - Seguros

De Viatura Da Obra De Equipamento

5 - Despesas com ensaios

De Betão De Material De Total Geral Parciais € € € € € a2€ Totais € € € € € A2€

'//////////////// Mapa n° 4 - Custos Indirectos: Gastos Gerais

Obra n.° X 4 - SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS DA OBRA

Designação Chefe de Serviços Escriturários Dactilógrafos Apontadores Fiel de Armazém Total Geral Período 8 8 8 3x8 8 Salário Médio e € € € € Totais Parciais € € € € € Totais A3€

(24)

5 - SERVIÇOS TÉCNICOS Designação Pessoal Permanente Engenheiro Técnico de Obra Técnico de Desenho Técnico de Topografia Técnico de Segurança Total Geral Período 0,5x10 10 6 8 8 Salário Médio € € € € € Transp. Desloc. € € € € € Obra Totais Parciais € € € € € n.° X Totais A4€

//////////////// MaPa n° 6 " Custos Indirectos: Serviços Técnicos

Por outro lado, será de toda a importância que, se por exemplo na actividade Betão, se constatar a existência de desvios em determinado elemento de custo, se possa saber se eles provêm do Fabrico, do Transporte para o local de aplicação ou da Colocação, para desse conhecimento se poder actuar racional e convenientemente. Da mesma forma, é necessário conhecer a previsão dos Custos Indirectos e, durante a obra, quais os que estão a sofrer desvios relativamente ao inicialmente previsto e porquê.

Por fim o técnico, ao proceder a este estudo, detecta possíveis erros de orçamentação ficando para eles imediatamente alertado.

2.1.4 - Daqui que insistamos na adaptação do orçamento.

Veja-se, para o exemplo que vimos apresentando, a diferença entre o orçamento inicial e o adaptado, nas páginas 32 e 20 respectivamente.

Enquanto, por exemplo, no primeiro a actividade "Vigotas pré-fabricadas" apresenta custos englobando as diferentes sub-actividades, no segundo está já convenientemente subdividida em 11 tarefas distintas, cada uma delas

apresentando as suas previsões orçamentais próprias.

(25)

//////////////// Fig. 2 "l a Fase de Execução: Escavação para plataforma de trabalho

(26)

'//////////////// Fig. 4 - 3a Fase de Execução: Escavação para execução de superestrutura

'//////////X///// f ig. 5 - 4a Fase de Execução: Cravação de estacas prancha

(27)

'//////////////// Fig. 6 - 5a Fase de Execução: Superestrutura

(28)

'//////////////// Fig. 8 - 7a Fase de Execução: Colocação de enrocamento

'//////////////// FÍQ- 9 - 8a Fase de Execução: Colocação de vigotas

(29)

'//////////////// Fig. 10 - 9a Fase de Execução: Aterro e dragagem finais

2.2 - PLANEAMENTO

2.2.1 - Necessariamente que todo o orçamento é elaborado com base num programa de trabalhos. Poderemos então afirmar que o plano de trabalhos é também um documento básico à execução da obra e ao seu controlo.

Na realidade o planeamento do trabalho, isto é, o definir a ordem e a forma como se vai executar e em que tempo, constitui uma das principais preocupações de um responsável por uma obra, para evitar interrupções, repetições, custos agravados e outras deficiências; daí o ser-lhe indispensável proceder a um estudo metódico, organizado e aprofundado aos pormenores na procura de soluções que, adoptadas, conduzam a uma execução racional dos diferentes trabalhos.

O programa que deu origem, em grande parte, ao orçamento inicial, deverá também, por conseguinte, ser convenientemente estruturado, de tal forma a que, de fácil e rápida análise, se possa dele retirar dados importantes à gestão do estaleiro e à concretização da obra.

Interessa que o plano de trabalhos esteja detalhado nas mesmas actividades consideradas no orçamento ideal, nos mostre as interligações entre as diversas actividades, a duração destas, e nos permita, em qualquer momento, saber se determinada ou determinadas actividades estão a ser realizadas no momento oportuno e programado.

(30)

co M •o S" Obra N.° x Mês ACTIVIDADES N° 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 DESIGNAÇÃO ESCAV. P. PLAT. TRABALHO EXEC. ESTACAS MOLD. TERRENO ESCAV. P. EXECUT. SUPERESTRUT. CRAVAÇÃO DE ESTACAS PRANCHA PREP. DE CAB. ESTACAS B. ARM. BETÃO DE LIMPEZA ARMADURAS NA SUPERESTRUT. COFRAGEM EM SUPERESTRUT.

BETÃO EM SUPERESTRUT. VIGOTAS PRÉ FABRICADAS ESCAV. INTERIOR ESTAC, PRANCHA COLOCAÇÃO ENROCAMENTO ATERRO FINAL DRAGAGEM

ACABAMENTO

TOTAIS CUSTOS DIRECTOS

MAPA ORÇAMENTAL Quant. 2500 800 6000 1200 36 50 60 2,100 1700 276 6.000 3.000 3.000 10.000 1

1

m3 ml m3 m2 un m3 t m2 m3 m3 t m3 un MÃO-DE-OBRA Unitário 0.85€ 0,00 € 1,70€ 13,44€ 1. 024,80 € 0,00 € 0,00€ 0,00 e 0,00 € 0,00€ 4,03 € 11,76 e 33, 600,00 € Total 2.125,00€ 514, 08 € 10, 200,00 € 16.128, 00 € 36. 892, 80 € 3,36€ 477, 12 € 0,00€ 0,00 e 8, 680, 68 € 24.1 80,00 € 35280,00 € 33.600,00 € 168.061,04 € MATERIAIS Unitário 110.409, 60 € 0,20€ 2,00 € 72,36€ 168,00€ 28.627, 20 € 0,00 € 0,00 €n 91. 588,62 € 0,80 € 38,20 € Total 1.726,936 1. 200,00 € 2.400,00 € 2.604,96 € 40,00 € 1. 628,40 € 0,00 € 0,00€ 2.014,10€ 4,800,00 € 114.600,00 € 131.014,39€ MÁQUINAS Unitário 174.655,80 € 0,20 € 12,00 € 221 ,00 € 2.000, 00 € 97. 704,00 € 0,00 € 0,00 € 40. 077,50 € 3,60 € 0,20 € 900,00 € Total 1 69,70 € 1. 200,00 € 14.400,00 € 7.956,00 € 1,20 € 6,72€ 0,00€ 0,00 € 395,20 € 21. 600,00 € 600,00 e 900,00 € 47.228,826 SUBEMPREIT. Unitário 3,00 € 7,00 e 8,00 € 3,80 € Total 7. 500,00 € 42. 000, 00 € 24, 000, 00 € 38. 000,00 € 111. 500,00 € Folha N.° TOTAIS Unitário 3,85€ 0,00 € 2 , 1 0 € 27,44€ 1.318,16€ 0,006 126. 331 ,20 € 0,00 € 0,00 € 0,00 € 15,43€ 50,16 € 8,00 € 3,80 € 34. 500, 00 € Total 9. 625,00 € 2.410,71 € 12.600,00 € 32.928,00 € 47.453,76 € 44,56 € 7, 579.872,00 € 0,00 € 0,00 € 11. 089,98 € 92. 580, 00 € 150.480,00 € 24. 000, 00 € 38, 000, 00 € 34. 500, 00 € 8.035.584,01 €

(31)

Além disso, o plano de trabalhos deve permitir dar uma resposta imediata a outras questões que surgam na mente do responsável pela obra e que fazem parte integrante das suas preocupações, nomeadamente:

- que materiais devem adquirir-se, em que quantidade e em que datas? — quais e quantos operários e máquinas são necessários nas diferentes

fases de execução?

— quais as quantidades de trabalho que devem ser realizadas por um operário, equipa ou máquina durante um dia ou vários dias? - que outros recursos de ordem técnica e administrativa deverá mobilizar

e quando, para a realização do trabalho?

- quais as actividades que só podem iniciar-se depois da conclusão das precedentes?

- quais as actividades que se podem iniciar simultaneamente com a execução de outras e, exactamente, em que fase destas se poderão processar?

— quais as folgas de início ou de conclusão das diversas actividades tendo em vista o cumprimento dos prazos contractuais?

— qual o momento em que as instalações, as obras acessórias ou os acabamentos poderão ou deverão ser iniciados?

— qual o dimensionamento a dar a essas instalações e obras? — qual o calendário de cargas de mão de obra e maquinaria? — quais os serviços a montar?

— qual o calendário de custos? - qual o cronograma financeiro? - qual o plano de recebimentos?

(32)

(t) Q.

ro rn ;D

(33)

Consideramos que a execução da obra e o seu controlo deve acompanhar o planeamento dos trabalhos nos diversos aspectos acima focados, pelo que deve ser profundamente escalpelizada por forma a permitir a elaboração correcta e sensata dum plano de trabalhos que responda às necessidades enunciadas.

Para tal não poderemos também perder de vista a data de início da obra, já que, sendo a indústria de construção profundamente influenciada pelo estado do tempo, o planeamento será diferente conforme a época do ano em que os trabalhos se vão executando.

Possuindo um Plano bem elaborado, não há mais do que dele retirar as respostas às questões levantadas, acompanhá-lo de muito perto e, embora nunca um plano de trabalhos deva ditar a um responsável a decisão que ele próprio tem de tomar, deve, no entanto, dar-lhe todos os elementos que lhe permitam conduzi-lo à decisão correcta no momento exacto. De outro modo poderia acontecer que, por exemplo, convocasse meios para uma determinada data que, por fortes razões, fora antecipada ou retardada, com todos os inconvenientes daí decorrentes e que provocariam natural desconfiança relativamente ao seu trabalho.

Daí ser indispensável estudar todas as situações de desvio, examinando--se as consequências dos atrasos ou as repercussões de avanços, para se tomarem as tais decisões: reforço ou transferência de pessoal ou equipamento, maior dispêndio de materiais auxiliares, interrupções de frentes, reformulação do plano, etc.

2.2.2 - No caso do exemplo que temos vindo a seguir foi aplicado o método conhecido pelo nome de "método P.E.R.T " (Programa Evaluation and Review Technique), o qual, aperfeiçoado pela Marinha dos Estados Unidos da América do Norte, ter-lhe-ia permitido diminuir em dois anos a execução do projecto Polaris.

Estudado que foi o projecto, definidas as tarefas a executar e as diferentes fases de trabalho, o passo seguinte para a organização necessária traduz-se no encadeamento das actividades, na concretização das dependências e no cálculo dos tempos óptimos, péssimos e médios.

E evidente que nesta fase de preparação do trabalho entra grandemente a prática e experiência do responsável e de toda a sua equipa, as quais vão ditar desde logo opções.

(34)

PLANO PERT

ACTIVIDADES

MONTAGEM DO ESTALEIRO

ESCAVAÇÃO PARA PLATAFORMA DE TRAB. EXECUÇÃO DE ESTACAS MOLD. NO TERR. M, IDEM M2

ESCAVAÇÃO P/EXEC. DA SUPERESTRT. M, IDEM M2

CRAVAÇÃO ESTACAS PRANCHA METAL. M, IDEM Mz

PREP. DAS CABEÇAS DAS ESTACAS B.A. M, IDEM M2

BETÃO DE LIMPEZA NO M, IDEM M2

CORTE E MOLD. DE FERRO P/SUPEREST. M, IDEM M2

MONTAG. DEARMAD. DASUPERESTR. M, IDEM M2

EXEC. DE COFRAGENS P/SUPERESTR. MONTAGEM DE COFRAGENS M, IDEM M2

BETONAGEM DA SUPERESTRUTURA M, IDEM M2

CURA DO BETÃO PI DESCOFRAGEM M, IDEM DE 28 DIAS M.

IDEM DE 28 DIAS M2

PREPAR. DO ESTAL. DE VIGOT. PRÉ FABRIC. EXECUÇÃO DE COFRAGENS P/VIGOTAS EXECUÇÃO DE VIGOTÃS M, IDEM M2

CURA DE 8 DIAS DO BETÃO DE VIGOTÃS M, IDEM M2

IDEM DE 28 DIAS M, IDEM M2

ESCAVAÇÃO PI ALÍVIO DA CORTINA M, IDEM M2 ENROCAMENTO DE PROTECÇÃO M, IDEM M2 COLOCAÇÃO DE VIGOTÃS M, IDEM M2 ATERRO FINAL M, IDEM M2 DRAGAGENS M, IDEMM2 ACABAMENTOS M IDEM M2 Desig. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 Dependec. 1/2, 1 2 3 4 5 5 6,7 7 8,9 9 10,11 1 13 11,13 12,14,15 1 1/215,17 1/2 16,18,22 15,18 16,19,20 20 20 21 1 17 25,26 27 27 28 27 28 23 24,33 33 34,35 29,35 30,36,37 31,38 32.39 40 41 37 38,43 Duraç. 30 15 19 19 5 5 10 10 5 5 3 3 3 3 10 10 15 10 10 1 1 3 28 28 10 5 8 8 8 8 28 28 5 5 7 7 2 2 10 10 15 15 8 8 lnicio+ cedo 0 15 30 49 68 73 73 83 83 93 88 98 30 33 91 101 30 96 110 106 120 107 107 121 30 45 50 58 58 66 58 66 135 149 140 154 147 161 163 173 183 198 149 157 lnício+ tarde 0 15 30 49 68 87 73 92 83 102 88 107 88 107 91 110 81 96 110 106 120 107 116 121 117 122 127 137 151 153 135 145 144 149 147 154 159 161 163 173 183 198 197 205 Fim+ cedo 30 30 49 68 ^ 73 78 83 93 88 98 91 101 33 36 101 111 45 106 120 107 121 110 135 149 40 50 58 66 66 74 86 94 140 154 147 161 149 164 173 183 198 213 157 165 Fim+ tarde 30 30 49 68 73 92 83 102 88 107 91 110 91 110 101 120 96 106 120 107 121 110 144 149 127 127 135 145 159 161 163 173 140 154 154 161 151 164 173 183 198 213 205 213 Marg 0 0 0 0 0 14 0 9 0 9 0 9 58 74 0 9 51 0 0 0 0 0 9 0 87 77 77 79 93 87 77 79 9 0 7 0 12 0 0 0 0 0 48 48

'//////////////// Mapa n° 8 - Plano P.E.R.T.

(35)

O resultado encontra-se no mapa da página 36a partir da análise do qual poderemos conhecer as dependências, as durações, os inícios e os fins mais cedo, os inícios e os fins mais tarde e as margens de cada actividade. Podemos verificar, por exemplo e analisando também a rede Pert representada na página 34, que a actividade Betão de limpeza do Módulo 2 só poderá iniciar-se ao dia 98, depois de concluídas as actividades Preparação

da cabeça das estacas do módulo 2 e Betão de limpeza do Módulo 1. Verificamos

também que, embora pudesse iniciar-se nesse dia, para cumprimento dos prazos estabelecidos poderia só efectivar-se no dia 107 já que constatamos uma folga de 9 dias.

Seguindo a linha mais grossa da rede, obtemos o chamado caminho

inclinado, isto é, o que engloba as actividades cuja execução mais condiciona

o prazo de entrega (neste caso com folga ou margem de zero dias) e que facilita o estudo das decisões, levando, por exemplo, a reduzir os prazos à custa de certas despesas, como aquisição de novos materiais, etc., ou ao abrandamento de outras actividades não críticas se o problema puder ser resolvido com mais mão de obra ou equipamento.

2.2.3 - É evidente que a partir deste plano geral — o qual poderá ser adaptado ao cálculo em computador permitindo efectuar as correcções necessárias num curto espaço de tempo — se forjam os planos parcelares (p.e. para montagem do estaleiro) e os mensais e semanais os quais, bastante detalhados, vão permitir ser possível, mais sobre o acontecimento, não só indicar ou confirmar aos diversos departamentos em que dia ou hora têm de responder às solicitações da produção, mas também afinar a distribuição da mão de obra e da maquinaria por forma a poderem trabalhar em pleno rendimento; geralmente são esquematizados em gráficos de barras, constituindo os chamados gráficos de Gantt, e são para orientação sobretudo dos encarregados.

2.3 - MAPA DE PRODUÇÃO

2.3.1 - A partir do mapa orçamental ideial, que já possuimos, vamos elaborar o mapa de controlo de produção.

Este conforme poderemos verificar pelo extracto representado na página 38, resulta daquele pela introdução de uma coluna designada por código e pela ampliação de uma para três linhas consignadas a cada uma das actividades: a primeira que indica os custos de fabrico a preços do orçamento, a segunda

(36)

OJ 00 ai -a Obra N.° x Mês ACTIVIDADES N° 9 9 1 9.2 10 10.1 10.2 10.3 10.4 10.5 10.6 DESIGNAÇÃO BETÃO EM SUPERESTRUTURA FORNECIMENTO COLOCAÇÃO VIGOTAS PRÉ FABRICADAS PREPARAÇÃO ESTALEIRO EXECUÇÃO DE COFRAGEM

CORTE E MOLDAGEM ARMADURAS

MONTAGEM DE ARMADURAS

COFRAGEM (MONTAG. E DESMONT.)

FABRICO DE BETÃO

MAPA DE PRODUÇÃO Folh£

QUANTIDAD. PREV MENS ACUM 1

MÃO-DE-OBRA Unitário 68,14 € 6.814, 00 € 68,14€ 477,12 € 1.1 76,00 € 20,16€ 23,52 € ASS. TOTAIS MENS ACUM MATERIAIS Unitário 79,20 € 6,03€ 288, 00 € 14, 20 € 1 .628,70 € 14,00 € 0,60 € 64,80 € MENS ACUM MAQUINAS Unitário 30,60 € 360,00 € 1,00€ 7,20 € 7,20€ 9,00 € MENS ACUM SUBEMPREIT. Unitário MENS ACUM

N.° 4 TOTAIS Unitário 79, 20 € 104,77 € 7.462, 00 € 83,34 € 2, 113, 02 € 1.197,20€ 20,76 € 97,32 € MENS ACUM COD O Q. C *O QJ! O

(37)

os custos reais das actividades e a terceira os possíveis desvios positivos ou negativos; permite ainda inscrever valores mensais e acumulados e deverá também incluir todas as rubricas consideradas nos custos indirectos. Reparemos, antes de mais, que cada uma das actividades nele referidas já o foram no planeamento efectuado, havendo assim possibilidades de as controlar simultaneamente em termos de custos e de tempo, como não poderia deixar de ser.

E o preenchimento correcto deste mapa que nos vai permitir, em qualquer momento e a partir duma correlação custos reais na produção efectuada (isto é, gastos dispendidos para a realização de determinadas quantidades de trabalho das diversas actividades) e custos previsionais (ou a preços de orçamento) para as mesmas quantidades, atingir o controlo desejado por uma simples comparação entre o que se poderia ou deveria ter gasto e o que na realidade se gastou. É evidente que a única dificuldade que nos pode surgir é o preenchimento da segunda linha, ou seja, dos custos reais; a primeira, a dos custos orçamentados, facilmente se preenche multiplicando as quantidades efectuadas (Produção) pelos preços unitários de mão de obra, materiais, máquinas e subempreitadas retirados do mapa orçamental.

2.3.2 - Se tivermos toda uma máquina organizada que nos forneça, com a realidade possível, os gastos verdadeiros, as segunda e terceira linhas não terão também qualquer dificuldade.

Esta máquina, que nos vai permitir organizar o serviço de controlo, terá de recolher, agrupar, codificar e valorizar todos os elementos necessários a essa verificação. Assim aparece um dos Serviços a implantar e a organizar: o Controlo de Produção. Não é por acaso que é o primeiro Serviço explicitamente citado aqui, pois consideramos que sem Controlo não é possível executar bem.

2.4 - CODIFICAÇÃO

2.4.1 - Focamos pela primeira vez, e no item anterior as palavras código e

codificação.

A codificação é um elemento básico do controlo, pelo que necessariamente nos merece algumas considerações.

Codificar é referenciar as diferentes actividades por um processo que satisfaça, minimamente, a dois requisitos: fácil memorização e difícil confusão.

(38)

Assim, se por exemplo, agruparmos os custos indirectos numa codificação com o emprego de um só número (vestimenta de trabalho - código 14) e os directos com dois números (colocação de Betão em superestruturas - código 4.6) estamos, desde logo, facilitando a memorização e a não confusão.

Se por outro lado, todos os trabalhos da mesma zona tiverem o primeiro número igual

Execução de cofragens para superestruturas - código 4.1 Montagem de cofragens em superestruturas - código 4.2 Montagem de armaduras em superestruturas - código 4.5

e procurarmos que trabalhos do mesmo tipo, mas em zonas diferentes, tenham o segundo número igual

Colocação de armaduras em estacas - código 1.5 Montagem de armaduras em pré-fabricados - código 5.5

estamos fazendo uma modificação de fácil processamento.

2.4.2 - Após a elaboração do mapa de produção, vamos codificar as diferentes actividades tendo em linha de conta o que atrás se disse.

Para o exemplo que temos vindo a seguir poderíamos possuir uma lista de codificação da do tipo que se apresenta seguidamente.

Se conseguirmos que todos os gastos, nomeadamente os de mão de obra, de materiais, de máquinas ou de subempreitadas, sejam perfeitamente definidos nas diversas actividades que, na realidade, se executam na obra, mais não basta que codificá-los, agrupá-los e contabilizá-los.

2.4.3 - PLANO DE CODIFICAÇÃO

A. CUSTOS INDIRECTOS

1. Condução de trabalhos

2. Manobradores não incluídos no fabrico 3. Ferramenteiros, guardas e plantões 4. Cargas, descargas e arrumações

(39)

5. Máquinas não incluídas no fabrico 6. Ferramentas diversas

7. Montagem e desmontagem de máquinas 8. Montagem dos escritórios

9. Montagem dos armazéns 10. Montagem de telheiros 11. Montagem de camaratas

12. Montagem das redes de água, eléctrica e telefónica 13. Conservação das instalações

14. Vestimenta de trabalho 15. Conservação do equipamento 16. Correio, telégrafo e telefone 17. Encargos com as instalações 18. Expediente de escritório 19. Material de desenho 20. Ensaios de betão 21. Ensaios de materiais 22. Serviços administrativos 23. Serviços técnicos 24. Topografia

B - CUSTOS DIRECTOS

0 — Escavações

0.1 Escavação para plataforma de trabalho 0.2 Escavação para execução da superestrutura

0.3 Escavação para alívio da cortina de estacas prancha 1 — Estacas moldadas no terreno

1.1 Furacão 1.2 Remoção 1.3 Execução de armaduras 1.4 Transporte de armaduras 1.5 Colocação de armaduras 1.6 Transporte de betão

(40)

1.7 Colocação de betão

1.8 Corte e preparação das cabeças das estacas 2 — Cortina de estacai prancha metálicas

2.1 Descarga 2. Preparação e transporte 2.3 Cravação 2.4 Cortes e remates 3 — Betão de limpeza 3.1 Preparação do terreno 3.2 Regularização 3.3

3.4

3.5

3.6 Transporte de betão 3.7 Colocação de betão 4 — Superestruturas 4.1 Execução de cofragem

4.2 Montagem e desmontagem de cofragem 4.3 Corte e moldagem de armaduras

4.4 Transporte de armaduras 4.5 Colocação de armaduras 4.6 Transporte de betão 4.7 Colocação de betão 5 — Pré-fabricados 5.1 Execução de cofragem

5.2 Montagem e desmontagem de cofragem 5.3 Corte e moldagem de armaduras

5.4 Transporte de armaduras

(41)

5.5 Colocação de armaduras 5.6 Transporte de betão 5.7 Colocação de betão 5.8 Arrumação em estaleiro

5.9 Transporte para o local de aplicação 5.10 Posicionamento

5.11 Preparação do estaleiro de pré-fabricação 6 — Diversos 6. l Enrocamentos 6.2 Aterros finais 6.3 Dragagens 6.4 Acabamentos 7 — Fabrico de betão 7.1 Para estacas 7.2 Para diversos

7.3 Para betão de limpeza 7.4 Para superestruturas 7.5 Para pré-fabricados 8 — Máquinas

818 Máquina automática de moldar ferro 819 Idem de cortar ferro

820 Central de betonagem 822 Grua torre de 40 txm 825 Bomba de 6" 830 Grua Fuchs 301 834 Bomba de 8" 836 Grua torre de 45 txm 837 Grua Pennine

838 Máquina de cortar ferro 840 Compressor VT5

(42)

841 Serra de fita 842 Dragline Elba .

844 Rectro escavadora Ford com pá frontal 849 Grua Fuchs 400

850 Grua Andes 851 Garlopa

858 Pá carregadora CAT 933

862 Máquina para desentubamento, entubamento e furacão de estacas 863 Máquina executora de estacas Benoto EDF super

864 Compressor VT6 865 Tractor normal 866 Martelos demolidores * 867 Bombas submersíveis * 868 Máquinas de soldar * 869 Vibradores* 871 Dumper 872 Dumper 873 Dumper 874 Dumper 890 Pilão D 30 891 Mesa rotativa 892 Rollerbits 893 Tubos c/ l,10m de diâmetro

894 Guia de cravação de estacas prancha 895 Tubos tremie

910 Draga de baldes 911 Batelões* 912 Rebocador

950 Equipamento de furacão de rocha 964 Equipamentos de topografia

Algumas das máquinas, como poderemos verificar (*), foram agrupadas num só código para simplificação; na prática tal não sucede pelos motivos que veremos quando tratarmos do elemento de custo Máquinas.

(43)

2.4.4 - Estamos agora em condições de planear e organizar o nosso estaleiro entendido em toda a sua dimensão, isto é, como o conjunto de pessoas, de

materiais, de máquinas e equipamentos de instalações e de serviços necessários à execução da obra, devidamente implantados.

(44)
(45)

- ORGANIZAÇÃO DO ESTALEIRO

3.1 - GENERALIDADES

"O estaleiro deve ser planeado e organizado por forma a responder inequivocamente a todas as situações surgidas ou criadas com o desenvolvimento dos trabalhos."

"Boa organização é aquela que possibilita a utilização dos meios disponíveis da maneira mais conveniente, de acordo com a importância, os custos e os prazos estipulados para as tarefas a realizar, dispondo aqueles meios de tal forma a conseguirem-se os maiores rendimentos".

"A organização existe se facilita a determinação dos meios mais apropriados para os trabalhos em causa e a utilização intensiva dos mesmos".

"Procura-se com a organização obter a melhor disposição para as diversas instalações, equipamentos e outros meios auxiliares".

"A economia, considerando o prazo de execução e as características da obra, só é possível obter-se com organização porque só esta permite reduzir ao mínimo possível as perdas e os desperdícios de qualquer natureza". " Serão sempre sobre ele que se irão reflectir todas as virtudes ou defeitos da organização do Estaleiro".

3.2-MÃO DE OBRA

3.2.1 - Só o facto de a mão de obra representar uma percentagem sempre elevada, relativamente ao gasto total de uma obra de construção, é razão

(46)

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s l g

9 S Q

(47)

bastante para evidenciar o cuidado que deve haver no estudo das suas necessidades, ao longo das diversas fases do trabalho, e no seu controlo permanente.

Sabemos ainda que neste tipo de indústria, sobretudo devido ao carácter temporal das obras, a mão de obra é muito variada e predominantemente eventual e flutuante, logo altamente instável. O cálculo prévio de um custo em função de um salário a pagar e de um determinado rendimento resulta, geralmente, muito alterado na prática; e resulta ainda porque "todo o rendimento é muito variável quando depende essencialmente do elemento humano. Neste o factor moral é o mais importante, pois para se poder dar pleno rendimento é necessário que toda a nossa atenção esteja aplicada no trabalho e para isso necessitamos de serenidade. Esta não pode existir se nos sentirmos instáveis no emprego e inseguros relativamente ao futuro em caso de despedimento, acidente ou doença".

Por outro lado, as condições ambientais, como a estação do ano e o estado do tempo, influenciam consideravelmente o rendimento do trabalhador. Ainda a idade e até o ambiente familiar dos operários são factores importantes nos rendimentos que se obtêm.

Daí a mão de obra dever ser ainda mais cuidadosamente calculada, organizada

e controlada de uma maneira sistemática e de muito perto.

3.2.2 - De posse do orçamento e do plano de trabalhos há que determinar as cargas de mão de obra, isto é, o número e a composição das diferentes equipas necessárias à execução das várias tarefas ao ritmo planeado.

A maneira mais prática consiste em passarmos o planeamento a gráfico de barras com a indicação das eventuais folgas. Permite a sobreposição das diversas tarefas, às quais se fazem corresponder as cargas parciais respectivas retiradas do orçamento já adaptado, suas simultaneidades e desfazamentos possíveis. A adição de cargas definitivas, por colunas, dá-nos a variação das cargas ao longo do tempo, isto é, a curva da mão de obra.

Assim, para o nosso exemplo, obteríamos um gráfico de barras como o representado no Gráfico n° l, e no qual a cheio se indicava o período compreendido entre o início e o fim mais cedo de cada actividade, a tracejado a folga e a zebrado o período mais vantajoso, se pensássemos unicamente em termos de economia de mão de obra, para a execução das diversas tarefas.

(48)

SERVENTES CARPINTEIROS CONDUTORES MANOBRADORES ARMADORES DE FERRO SOLDADORES O 7 14 21 28 35 42 49 56 63 70 84 91 98 105 112 119 126 133 t40 147 154 161 168 175 182 189 196 203 210 213

'//////////////// Gráfico n° 2 - Cargas de mão-de-obra irregulares

(49)

Na realidade se aplicássemos as cargas parciais de cada actividade, isto é, as quantidades unitárias de mão de obra previstas como necessárias, ao prazo de tempo do Pert sem folgas, era inevitável a obtenção de curvas com traçado muito irregular, o que significaria ocupação e desocupação de pessoal e de equipamento, em períodos curtos, o que seria manifestamente prejudicial sob todos os aspectos e até impraticável em muitos casos.

Para obviar a estes inconvenientes e conseguir-se evitar uma curva de mão de obra como a representada no gráfico n° 2, é normal adaptar-se um dos seguintes processos:

a) actuar sobre algumas das actividades adiantando-as ou atrasando-as (por exemplo, iniciando-se as tarefas números 13 e 14, de corte e

moldagem de ferro para as superestruturas, não no dia 30 a que

corresponderia o dia 36 como o da conclusão mais cedo, mas sim somente no dia 85 por forma a termintar no dia 90, sendo assim possível utilizar esse pessoal especializado — moldadores e montadores de ferro — imediatamente nas operações seguintes de montagem de armaduras

nas superestruturas, primeira tarefa das quais é a número 15 com início

previsto para o dia 91); podemos acompanhar este exemplo pelo desenho do Gráfico n°3 ( página 52 );

b) dilatar propositadamente o tempo de execução de algumas das actividades com folga, utilizando recursos menores correspondentes (para o mesmo exemplo, supondo que seriam necessários 20 armadores de ferro e 10 serventes para executarem as armaduras nos 6 dias programados, bastariam 2 oficiais e l servente para executar a mesma quantidade de trabalho nos 60 dias que mediavam entre os dias 30 e 90);

c) aplicar simultaneamente os dois conceitos anteriores para tarefas distintas.

3.2.3 - Dissemos já que as condições previstas de início raramente se cumprem completamente. Na indústria da construção surgem variadíssimos condicionalismos que há que ter em consideração: atrasos nos fornecimentos originando dificuldades nos abastecimentos dos materiais; avarias mecânicas implicando paragens na execução dos trabalhos; mau tempo, sobretudo o fora de época, provocando paralizações mais ou menos acentuadas e até estragos nos próprios trabalhos, que há que refazer; o absentismo com todas as suas consequências, etc.

(50)

DIAS ACTIVIDADE? SUPEREST M1 IDEM M2 MONT. ARAMAD. SUPEREST. M1 IDEM M2 l l l l l l l l l l l l l l 1 l l l l l l l l l l l l l l l _

— 4

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'//////////////// Gráfico n° 3 - Plano de trabalhos (parcial) optimizado

Daí que nos pareça demasiado optimista considerar-se como aceitável a utilização do método indicado na alínea a) do item anterior, já que correr-se-ia o risco de, por qualquer das razões citadas, cairmos em situações de atraso já sem folga da mesma dimensão, o que implicaria custos não previstos.

Somos defensores da modificação intencional da duração base das actividades, beneficiando-as da quase totalidade das suas folgas, sobretudo se estas são significativas. E isto porque estamos utilizando só mão de obra prevista e estamos sempre em condições de reforçar essa mão de obra se necessário, pois existem folgas de tempo e de recursos.

3.2.4 - Vejam, então agora, como determinar as cargas de mão de obra depois de termos escolhido o gráfico mais aconselhável de programação. Para cada actividade, vamos verificar qual a quantidade e a especialidade de mão de obra prevista no orçamento, consultando a respectiva folha de

Custos de Operações, elaborada a quando do orçamento ou da sua adaptação,

como as indicadas nas páginas 53 a 56, relativas à Execução de Estacas Moldadas no terreno.

Para esta actividade retiramos os seguintes elementos:

l - Para Furacão e Remoção:

\r Manobrador de Benoto todo o período de execução.

l Condutor Manobrador de Grua Andes todo o período de execução. 6 Serventes durante todo o período de execução.

(51)

CUSTO DE OPERAÇÕES

CÓDIGO: 2 OPERAÇÃO: EXECUÇÃO DE ESTACAS 0110 MOLD NO TERR QUANT. PREVISTA: 800ml

DESIGNAÇÃO

2.1 FURACÃO E REMOÇÃO

CONSID. QUE ESTE TRABALHO SE EFECTUA EM 38 DIAS MÃO-DE-OBRA

2 MANOBRADORES (38d x 9M : SOOml) 6 SERVENTES (38d X 9h-6 : SOOml)

MÁQUINAS

APLICANDO REND. NORM. PI ESTE TIPO DE EST. E TERR. BENOTO: 046 (-e€ + d€) ANDES: 006 (-+b€ + a€) REMOÇÃO DE PRODUTOS MÁQUINAS ALUGADAS TOTAL 2.2 2.3 2.4 ARMADURAS

2.2 2.3 FORNECIMENTO E TRANSPORTE(ver folha de código 1A 2.4 COLOCAÇÃO MÃO-DE-OBRA 2 SERVENTES ( 38d x 9h-€ : SOOml) 2 SOLDADORES ( 38d x 9M : SOOml) 0.06Í1 DE CONDUTOR MANOBRADOR MATERIAIS ELÉCTRODOS: 4X € MÁQUINAS ANDES: 0,06 X (-+b€ + a€) SOLDAR: 0,07 (-+z,€ + Zj€ TOTAL M. Obra h',€ h'2€ (h',-i-h'2)€ L'€ "f h'4€ h'5€ h'€ M ate ri. i'i€ i'2€ (i'/i'2)« n'€ i'3« i'4e i'5€ i'€ Máqui. í',€ ff íf (i',+i'2)€ g'€ ífi ff j'€ Fabrico Subemp

(52)

CUSTO DE OPERAÇÕES

CÓDIGO: 2 OPERAÇÃO: 1 m3 (= 1ml) DE BETÃO EM ESTACAS QUANT. PREVISTA: 800M3

DESIGNAÇÃO

BETÃO 1 ml DE ESTACA 1m3 DE BETÃO 2.5 FABRICO MÃO-DE-OBRA 1 CONDUTOR MANOBRADOR x 38d x 9h x € : 800 m3 2 SERVENTES x 38d X 9h x € : 800m3 MATERIAIS 1 ,05 x 300 kg DE CIMENTO x € 1 , 0 5 X 1 000 m3 DE BRITA X € 1 ,05 x 0,500 m3 DE AREIA x € MÁQUINAS CENTRAL x 38d x € : 800m3 2.6 TRANSPORTE MÃO-DE-OBRA 0,9 CONDUTOR MANOBRADOR x € MÁQUINAS 0,3 DUMPER ( +g€ + f€) 2.7 COLOCAÇÃO MÃO-DE-OBRA 1 ,5 SERVENTE x € 0,2 CONDUTOR MANOBRADOR x € MATERIAIS 0,5 Kg DE MASSA MÁQUINAS 0,18LlBEHERR(+-c€ + m€ 0,08 ENTUBADORA (-+J€ + _2€) TOTAL M. Obra h'7€ h'B€ h'9€ h',0* h'ii€ h'12€ h'€ M ate ri. i',€ i'8€ >\f i'n€ i',2* i',3* i'€ Máqui. J'7« J'e« J'9€ J',o« )'€ Fabrico (h'+i'+j')€ 0 Subemp

'///////l///////! Mapa n° 11 - Custo da operação "1 m3 de betão em estacas"

(53)

CUSTO DE OPERAÇÕES

CÓDIGO: 1 A OPERAÇÃO: 1 TONELADA DE AÇO A24 EM ESTACAS QUANT. PREVISTA: 60 ton.

DESIGNAÇÃO

VAMOS CONSIDERAR OS RENDIMENTOS ACTUAIS a) EXECUÇÃO MÃO-DE-OBRA ARMADOR DE FERRO x 20h x € SERVENTE x 6h x € SOLDADOR x 6 h x € MATERIAIS VARÃO A24 11 Ton. x € ELÉCTRODOS 60 x € ARAME 4kg x € MÁQUINAS 4h SOLDAR (-+z1€ + z2€) b) TRANSPORTE MÃO-DE-OBRA 08 SERVENTE x € 14 ARMADOR DE FERRO x € MAQUINAS 3h FUCHS (K1€ + K2€ + k3€)

PREÇO/ml DE ARMADURA EM ESTACA 0,064 Ton. x (l€ + h€ + g€ ) M. Obra |lf I2€ !3€ U6 '5« '6€ ie i'€ Materi. h,€ h2€ h2€ h4€ h5€ h€ h'€ Máqui. 9l€ g2€ g€ g'€ Fabrico (H-h+g)€ <r+h'+g')€ Subemp

(54)

CUSTO DE OPERAÇÕES

CÓDIGO: 1M OPERAÇÃO: 1h DE FUNCIONAMENTO DE BENOTO SUPER N°803 QUANT. PREVISTA: 60 ton.

DESIGNAÇÃO

1. TRANSPORTE

(INCLUÍDO NOS ENCARGOS)

2. PERMANÊNCIA 54 d x p3€: (38x9h)

2. FUNCIONAMENTO

3.1 MÃO-DE-OBRA {incluída nas operações principais) 3.2 MATERIAIS

GASÓLEO: 141 X € LUBRIFICANTE: 2,5 x € MASSAS: 0,4Kg x €

DIVERSOS (Cabos, Manilhas, Estropos, Tranquetas, etc) 3.2 MÁQUINAS (SALÁRIO HORA) TOTAL M. Obra Materi. !1€ >2« '3€ !4« l€ Máqui. d1€ d2€ d€ Fabrico (i + d)€ Subemp

'//////////////// MaPa n° 13 ' Custo da operação "1 h de benoto

(55)

2 - Para execução de Armaduras:

20 horas de Armador de Ferro/tonelada 6 horas de Servente/tonelada

4 horas de Soldador/tonelada

3 - Para Transporte de Armaduras:

1,4 horas de Armador de Ferro/tonelada 0,8 horas de Servente/tonelada

3,0 horas de Condutor Manobrador de Fuchs/tonelada

4 - Para colocação de armaduras:

2 Serventes durante todo o período 2 Soldadores durante todo o período

0,06 horas de Condutor Manobrador de Grua Andes/tonelada

5 - Para Fabrico de Betão:

1 Manobrador de Central durante todo o período 2 Serventes durante todo o período

6 - Para Tranporte de Betão:

0,9 horas de Condutor Manobrador/m^

7 - Para Colocação de Betão:

l, 5 horas de Servente/m-^

0,2 horas de Condutor Manobrador de Grua/m-^

Aplicando estes às quantidades previstas, e tendo em consideração a duração das actividades números 3 e 4, obtem-se respectivamente:

(56)

2 - 60 toneladas x 20 horas = 1.200 horas de Armador de Ferro 60 toneladas x 06 horas = 360 horas de Servente

60 toneladas x 04 horas = 240 horas de Soldador Para os 38 dias, ou seja, do dia 30 ao dia 68 teremos então: 1.200 horas: 9 horas: 38 dias = 3,5 Armador de Ferro/dia

360 horas: 9 horas: 38 dias = 1.0 Serventes/dia 240 horas: 9 horas: 38 dias = 0,7 Soldadores/dia 3 - 60 t x 1,4 h 60 t x 0,8 h 60 t x 3,0 h 9 h : 38 d = 0,3 Armadores de Ferro/dia 9 h : 38 d = 0,2 Serventes/dia 9 h : 38 d = 0,5 Condutores Manobradores/dia 4 - 2,0 serventes + 2,0 Soldadores por dia

60 t x 0,06 h: 9 h: 38 d = 0,01 Condutores Manobradores/dia 5 - 1,0 Condutor Manobrador + 2,0 Serventes por dia

6 - 800 m3 x 0,9 h: 9h: 38 d = 2,1 Condutores Manobradores/dia

7 - 800 m3 x 1,5 h: 9h: 38 d = 3,5 Serventes/dia

800 m3 x 0,2 h: 9h: 38 d = 0,5 Condutores Manobradores/dia

Para o conjunto destas subactividades teríamos, portanto, a seguinte carga de mão de obra diária:

6,11 ~ 6,0 Condutores Manobradores 3,80 ~ 4,0 Armadores de Ferro 2,70 ~ 3,0 Soldadores

12,70 x 13,0 Serventes

informação que inscrevemos sob as barras do gráfico correspondentes à Execução de Estacas:

6 Cm + 4 Ac + 3 Sd + 13 St

Procedendo de igual modo para todas as restantes actividades e somando coluna a coluna (veja-se cálculo parcial na página 59) obteríamos os valores que nos permitem desenhar a curva teórica das cargas de mão de obra prevista para a execução da empreitada a qual, com pequenos ajustamentos destinados

(57)
(58)

a evitar reduções intermédias por períodos curtos de tempo, se transforma na curva real, como a indicada na página 61.

A partir dela se elaboram as cargas por especialidades como, por exemplo, as representadas na página 62 para Armadores de Ferro e Serventes.

3.2.5 - Estamos agora em condições de calcular a totalidade de mão de obra activa a fim de serem dimensionadas as instalações para pessoal, nomeadamente dormitórios, sanitários, vestiários e refeitórios.

Trataremos deste assunto mais adiante, no capítulo destinado às Instalações Fixas.

Resta-nos determinar um dado importante para os Serviços Financeiros da empresa: a previsão mensal dos custos com pessoal. Esta informação — cuja exactidão deverá ser uma preocupação do responsável pela obra pois dela poderá depender o pagamento salarial com ou sem atrasos e, consequentemente, a existência ou não de conflitos laborais — obtem-se multiplicando os custos hora de cada profissão pelo número de operários dessa mesma profissão e o seu resultado pelo número de horas previsto, em cada mês, para a realização de cada tarefa. Adicionando todos estes resultados por colunas mensais se obtém as previsões em questão.

A totalidade deverá ser, no máximo, igual ao custo acumulado previsto orçamentalmente e a partir dela, se retiram conclusões quanto à correcta determinação das cargas.

Para o caso que vimos seguindo poder-se-ia apresentar essa previsão num gráfico do tipo indicado na página 76.

3.2.6 - O responsável distribui, então, convenientemente a mão de obra necessária pelos diferentes trabalhos decompondo-a, ao mesmo tempo, em grupos homogéneos chamados equipas. Estas deverão ser tanto quanto possível homogéneas, pois está provado que na prática e com uma equipa constituída por trabalhadores com graus de rendimento muito diversos, nem a média desses rendimentos é atingida, ficando-se por valores bastante inferiores. A frente de cada uma destas equipas, com o número de componentes já anteriormente determinado, é colocado o Arvorado ou Chefe de Equipa, elemento humano da maior influência não só no comando das mesmas mas também no grau de exactidão do controlo da mão de obra. E isto porque, para além

(59)

SERVENTES 1 CARPINTEIROS 1 CONDUTORES MANOBRADORES ' 1 ARMADORES DE FERRO SOLDADORES

J U '

PEDREIROS MARÍTIMOS O 7 14 21 28 35 42 49 lê &3 70 Í4 § 1 § 8 105 1Í2 119 126 133140 147 154 161 168175 182 18*9 196 203 210 2fi — Dias

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