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1
Num.
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o 1$000
Março de
1927
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IST
A M
ENSAL
' •Sob
a
direcção de inspectores
escola1·es
do Districto Fede1·al
• •
Director: ALFREDO C. DE F. ALVIM
ASSIGNA TURA
Redacção :
RUA 7
DE SETEMBRO,
174
Para
o Brasil -
Um
anno ...
10$000
• • • • •
SUMMflRIO:
• • • • • • • •Novas esperanças
·
• •Os Cantigos nas es
,
colas
O
ensino no Japão
He11tete1'io
dos
Sa1ttos
Edueação Moral, Ci
vi-Lucy.
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...
:
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ilfestre
Escola . ... .
O. R . ...•...
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Conselhos
•Tres Palavrinhas
Blbliographia
t • J , • • • • • • • ,' • • • • • ~ • •Sebastiana
Fig11,ei1-edo
Othello Reis ... .
•Otlzello Reis . ... .
Dejani1·a Roboei1
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• • • • •Problemas
deArithn1e-tica
Educação do homem
e
de cidadão
Geog1·apbia
Língua
,materna
"
• • • • • •T
a1itas vezes 1zestas p1·op1·ias
.
col14:mnas e
c11zp1·eJ1e,zdedo1·,
o chefe do e.,'Cec~itivo
11izini-te11ios
alludido ao maio,·, ao mtiis p,·emente cipal dett-nos ai1ida receritemente a
imp1·es-e
mais
difficil p1·oblema
,
da instr1,cção n1i1nici- são de se,·, afína1,
n
lzomem com
q11e11i
-
se
pal
ca1·ioca, a s..e1np1·e tt1·gente questão dos pode e.01ita1·. S.
Exa.
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fi1·n1eniente
deci-p,
edios escola1·es,
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ja ,,eceamos seja leva- dido a 1'ealiz..ai·,
.
1io ,!amo ad11zinist1-·ativo
do
da
nossa te11az. insistencia
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111a1·te.la1· apenas
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e dessas anais notqvel se1·á seni
nos te1n 1riovído a con1
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11ecessa- di,vittã a co1istrucção
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boa }zo1·a tenz s11a intei ,·a confia11ça, estanzos
guei,·as, tio momento act1,al, a adniinistra
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hoje ce1·tos e te1~zos p1·az.r1· em disso into1·t;za1·
,I>ção municipal. Temos visto, e pessoal1ne1ite os leito1·es, de
q1t-e
alg1.1nz1 coisa,
afinal,
.
s.e
vtte
nos foi dado ouvir não só do Sn1·. J)i1·ecto1· 1·ealnie1ite fa
.
z.er.
·
,le
Inst1·iecção, 11ias
do
prop,·io P1·efeito Dr. Pra·
O
Dist1·icto Fede1·al sabe,·ti 1·eco1zhece1· ent
do Ji1,nio1·,
qu
.
e
os actz,aes gestores
do
D
ist1·icto e S.
S.
Excias. , 1·ealtz.adt1.r tão b1·ilhantes
p1·0-de
seu depa
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rtarr,e1zto de i1ist1·iecção pôenz 1·ecil messas,
01tape1ias esJ·a dos
edificios,
doi.'i
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•
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...
empenho
na solução dos p1·incipaes p1·oblemas g1·a1ides bem feitores,
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A ESCOLA PRIMARIA
Março de 1927
•
•
1
I
-
ldéas e factos
•
•
Os canticos nas Escolas
Editada pela casa Bevilacqua, do Rio, acaba de ser publicada pelo Snr.
J. B. Mello e Souza interessante col· lecção de hymnos escolare~, ~ançõ es e rondas infantis, que com JUSt~ça mere ·
ce referencia especial nesta revista, sem-pre empenhada a en_sina'r~ aos professo-re~
tu
do que lhes possa ser util <!m seuagrado mas ard110 ministerio.
s Não está por faz-er a demonstração da· necessidade e das vantagens do can-to nas escolas e abstemo·nQs de insistir em semelhante tecla. Convém que os alumnos se habituem a · catitar. Mas que cantarão? Eis a difficuldade, o obsta-culo contra que vão fracassar frequen-temente os esforços e a boa vontade dos professores e dire~tores de escolas, tal a carencia de hymnos e can_c ões em _que a a letra, cori"ecta e express1 va, esteJa bem adaptada ao rythmo, de sorte _que as compqsições sejam franca e facilmente «canta veis».
ora
é
a letra que não diz com a musica, porque lhe falta a c?rr_espon-dencia syllabica das notas d1stinctas, ora o poema sem expressão, sem graçaou sem grammatica. '
•
• •
•
o
ensino no Japão
(DE
UMA INFORMAÇÃO OFFICIAL)1
SR. MINISTRO :
O sr. Ministro de Instruçção Pubti·
ca pediu a esta Legação que se lhe
en-vie os programmas de lnstrucção do
Ja-pão. Os folhetos que hoj
~remet~o. são
os unicos que pude reunir em 1d1oma
não japonez.
Não se con,prehendem devidamente
os prograrnmas
'
de instr~c~ão se nã? se
tem presente as caracter1st1cas espectaes
de cada paiz, sua raça, sua lingua,
ex-tensão e população, tradição, etc. Afim
de completar os desejos do sr. Ministro,
envi'o as informações que seguem. as
quaes se referem especialmente á~
diffe-renças mais essenciaes com e11s1no no
Chile, e alguns pontos controversos
so-rbe o ensino.
1 -
Observações
Geraes
S
J,.uctam, pois, os professores, par-aAs seguintes
.
inf armações
referem-se ao proprio Japão,
.
expressão que
·
ex-
,
clue a Coréa annexada em
t 91o,
for-mosa em
1894,depois da guerra com a
China,
'
Sakalin, a parte sul, an11ex
.
ada
de-pois da guerra com a Russia, e a outras
partes da China e ex-ilhas allemãs, onde
•
achar composições que se prestem P· ra a memoria rythmica das creanças,
sen-. do pouqúis-sin1as "as col!ecta,?eas real-mente bem feitas, e por isto e que
dese-;jam?s c;1nsignar aqui nosso applauso ao trabal.hó do snr. Mello e Sousa, que,
'professor do Collecrio Pedro II e cheio de occttpações abs~rventes, e~ virtude de altos cargos que tem exercido n_a ad· ministração não se dedignou de brindar as escolas c'om seus poemas simples,
• •
adaptados a melodias elementa~1ss1~as, algumas conhecidas e outras 1ned1~as, destinadas á infancir es·colar.
Bem haja o illustre professor que nos acab'i de offerecer obra tão util e
tão louvavel, como são as
Cançõesda Es·
cola e do
Lar.
• J / ' I Jo Japão exerce jurisdi~ção.
,
,
O Japão tem hoJe cerca de ... · · ·
57.
ooo. ooo
de habitantes.
·
Os estrangeiros attingem a
30.ooo,
os
indigenas, ilha de
tf
okaido, não chegam
a 20.000.
·
Ha no Japão u11idade de raça e de
idioma, factores que facilitam
enorme-mente a applicação dos program~~s de
ensino, e que tem inf!uido
~fac_1l1tado
grandemente
'
uma ortentaçao ~ntforme
na educação
nacional, especialmente
para manter o estado so.cial e moral do
paiz, objectivos essenctaes da educa~ão
japoneza.
1
.
No Japão existe differenças de
e
,ma
e
de
.
industrias entre o norte e
Osul do
' ' • • ' • • •
A ESCOLA PRIMARIA -
Março de 1927
3
'
paiz, porém não tão accen_tuadamente,
como
no Chile, e o ensino
procu-rou adaptar-se a essas differenças,
dando-se. por exemplo, preferencia ao ensino
agricola em todas as escolas de uma
zona, e ao de mineração em outra .
Mede o Japão
382. 4: 5kilometros
quadrados, e a percentagem de
popula-ção é de
147habitantes por kilon1etro
quadrado. Deve-se levar
·
em
considera-ção que a ilha de Okaido, que mede ....
9.3 · J40
kilometros quadrados, ou seja
um pouco mais da quarta parte do
terri-torio do pai.z, te1n t1ma população de
2.soo.000
habitantes, e, portanto, vivem
54.500·.ooo
em
289.075kilonietros
qua-drados o que dá uma proporção de
t 92habitantes J)ara essa extensão de terra.
Naturalmente, annos atráz
apopulação
não era tão elevada, porem sempre
muito c o n c e n t r a d a e é este um
factor de
grande
importancia para
medir as facilidades que ha no Japão
para
apropagação e fiscalisação da
in-strucção.
•
Ensino Obrigatorio e Remunerado
A
instrucção prin1aria é obrigatoria.
Os outros graos do ensino são livres.
A
_
lei declara que o ensino é
gratui-to
nas escolas publicas (tanto nas
man-tida:; pelo Estado como pelas prefeitt1ras
e municipalidades), autoriza, JJorém, o
Ministro de Instrucção a permittir que se
cobre uma pequena quantia não
supe-rior a
60sencs por mez e não i11ferior
a
10sencs por cada alu1nno.
A' vista disso o Ministro deu
am-plamente esta autorização, e dahi se
po-der affirmar que o ensino primaria é re-
.
munerado. Ainda mais: - os livros de
estudo e outros objectos são custeados
pelos aI11mnos.
Por excepção não pagam os
alu-.
mnos muito pobres. Ha sociedades para
custear, aos que estão nessa condição,
algum material, como papel, tinta, etc.
Qualquer outro ensi110
éremunera-do. Quando ha alumnos de provada
i11-telligencia
e
moralidade concede-se-lhes
como premio uma pequena quantia para
pagar
oe11sino que ~ecebem.
frequentam as escolas publicas
pri-marias
·
cerca de
8.500.000alumnos; e
os
sencs que paga cada alumno
repre-1
'
•
sentam alguns milhões de pesos do
Chile.
O
sen é
acentesima parte do yen.
A libra esterlina tem
to
yens; um sen
ao typo do cambio de hoje vale
4centa-vos, mais ou menos.
No
ensino medio
·
cada alumno paga
cerca de
4yenes por mez; nas
universi-dades e collegios de ensino secundari
.
o
cerca de
5yenes mensaes.
Escola
Commum
O ultimo boletim estatisco em meu
poder corresponde ao a11no de
J9 19e
dá as seguintes cifras.
frequentaram as differentes escolas
primarias
8.104,6.39.Os dados que
obtive no Ministerio de lnstrucção, con
firmados J)elas estatisticas das escolas
cl1ristãs, i11dicam que frequentaram
29.754as escolas primarias fJarticulares e
2946 ·as particttlares de i ostituição christã:
Destas cifras conclue~se que a esco1e
commum é regulamentada no Japão, e
igual conclusão demonstram os exames
dos dados estatisticos de annos
ante-•
r1 ores .
E'
digno de observar q\]e o Japão,
paiz monarchi
_
co,
tradicionalista, com
uma base moral que descança
principal-mente no mais profundo respeito ao
so-berano; o culto aos antepassados tem.
desde largos annos até o JJresente a
es-cola commum para todos os habitantes.
Ninguem se envergonha nem se sente
humilhado em frequentai-as, e ainda
m
·
ais: - geralmente todos os alumnos
vestem-se da mesma forma e
modesta-mente .
Desnecessario é dizer a importancia
que ha para um paiz, que durante os seis
annos de obrigatoriedade da instrucção,
convivem juntcJs o nobre e o plepeu, o
rico e o pobre.
Existe no Japão uma escola chama·
da «dos pares», frequentadas pelos
fi-lhos de certo nobres, n,as tambem
admittidos, naturalmente em condicções
de previo exan,e, alguns alumnos que
não pertencem
ánobreza. Esta escola
não é nacional, nem custeada e
subve11-ciona<la pelos poderes publicos.
Man-tem-se c
·
om os recursos do thezottro
par-ticular do Imperador e dos paes dos
alum
nos.
' •\
• •4
•
•
•
4
••
A ESCOLA
Pl{IMARIA -
Março
ele
1927
A preparatoria, como escola prima-ria, annexa aos estabelecimentos de
en-sino media, como ha no Chile, não exis-t~ no Japão.
Ensino
moral e religioso
-
manu-tenção do espirito nacional
Todas as publicações sobre e11sino no
Japão são-accordes em áffirmar que a
educação japo11eza é anti-religiosa e
que nos collegios parti cu lares . não se
pode exigir dos alumnos, como obriga-ção para admittil-os, que frequentem as classes de religião.
E' verdade que os programrnas de
ensino nos collegios publicos prohibem dar ensino religioso, salvo nas universi-dades, e isto como uma sciencia, como
complemento da instrt1cção. E' tam
-bem certo que os collegios particulares
não podem exigir dos alumnos, como
base para admissão, que frequentem clas-ses de religião, e que embora possam ter classes com frequencia voluntaria, para gozar da totalidade dos previlegios que têm os alumnos das escolas
publi-cas, devem excluir esse ensino em
absoluto.
Não obstante , para avaliar até onde
estas prescripções se adaptam .ao
espiri-ta nacional, a manutenção da moralidade e o sentimento religioso do paiz, é tJre-ciso recordar alguns antecedentes.
A grande maioria dos japonezes
professa como religião o «Shinteismo».
Sobre ella disse o pastor protestante
H.
Kosaki, de nacionalidade jarJoneza:
-«esta é uma semi-religião, não tem
fun-dador, nem dogmas, porem reconhece
a immortalidade da alma. E' essencial noção de sua ethica a pureza do corpo e alma. E' pantheista, e neste e outros
as-pectos ~e assemelha aos cultos da
Ore-eia e de Roma antigas; guarda venera-ção a deidades envoltas em mysticas legendas. E' especialmente notavel que uma deidade feminina, a Deusa Sol,
goze da mais alta honra. Os
«shinteis-tas> ortodoxos consideram a Deusa Sol como a personificação do Sol-«She-e antSol-«She-ecSol-«She-essora da Casa ImpSol-«She-erial, Sol-«She-e o Im-perador como Soberano, que descende
do Sol e
é
sett representante.»Outra base de religião no Japão é o culto dos antepassados; a crença de
que convivem com se.us descendentes e
que necessitam de suas preces,
recor-dações e offerendas. »
E' evidente qt1e um ensino religio-so de outras doutrinas iria contra o
•shinteismo», ou seja da semi-religião que professa a maioria dos japonezes e que, na realidade, é a official do Estado.
A constituição exclue toda declara-ção sobre religião; dá a mais ampla li-berdade de culto, mas, e por isto ao di-zer que-de facto é a official do Estado,
refiro-me a que é a da Casa Imperial; a que conta com as sympathias das auto. ridades, a que recebe dinheiro para ma-nutenção de antigos templos com mais frequencia.
Em todas. as escolas de instrucção
primaria, nas de ensino medio de toda ordem, como nas technicas, é
obrigato-rio o ensino da n1oral, baseado nos
(Jrincipios de Confucio, e especialmen-te o conjuncto de deveres para consigo
mesmo, os antepassados, e de profundo
respei.to ao tmperador; deveres para
com QS semelhantes.
•
Liberdade de ensino
O artigo 8º da orde11ança imperial
sobre universidades, data de 5 de
De-zembro de 1918. diz:-<<0
estabeleci-mento ou suppressão de Universidades
publicas ou privadas deverá obter
pre-viamente a autorização do Ministro
da
lnstrucção. A mesma regra se applica-rá ao caso das diversas faculdades que compõem a Universidade. O Ministro de Instrucção para dar sua approvação deve pedir a sancção do Imperador.•
O artigo 4° dispõe que as
Univer-sidades priva dás devem ser estabelecidas
de accordo com as regras do •Estado, e
entre essas figura principalmente a
ao
numero e ensino das faculdades .
Os artigos 6· e 7 · da Ordenança
dispõem que devem ser pessoas juridi·
cas, e préviamente provar que contam
•
com os recursos eeces~ar1os para o
funccionamento da Universidade
e que
os fundos destinados a esse fim ·
devem
ser depositados á disposição do
Minis-tro de lnstrucção.
O mesmo Ministro fixa as condiçõe$i
da admissão dos alumnos; deve
appro-var as nomeações dos professores.
E
. . ,:.·
' •
A ESCOLA
PRI1\1ARI
.
I\
-
Março
de1927
5
por ultimo, repetindo estes conceitos, o
artigo 19° declara que as Universidades
tanto publicas como privadas estão de.
-baixo do contrai do Ministro de E:iuca-ção. Quanto aos gráos são conferid0s por cada Universidade com a sancção do mesmo funccionario.
Estas disposições demonstram que não existe no Japão a liberdade de ensino.
Dara as «Mais altas Escolas»
exis-tem disposições analogas, e a
ordenan-ça sobre estas ultimas fixa em 500,000
yenes, á parte outros requisit9s, a
quan-tidade que se deve depositar em . p ... der
do Ministerio de lnstrucção para obter a permissão de abrir um estqbelecirnento
desta classe. 1 •
Sobre o ensino medio e outros, de-vem as instituições conformar-se estri-ctamente com as ordenanças, e em
ge-ral regulam para as publicas as· mesmas
regras que para as particulares, e o con-trolou a fiscalização do Ministro não se discute.
Os programmas do ensino, os
com-pendias, o numero de annos; etc, · tud'o
está devidamente regulamentado, e como disse, deve haver uniformidade entre o ensino particular e publico. As
. excepções são contadas.
Differentes
grãos de I nstrt:Jcção
! -ENSINO PR.IMARIO
Existem tambern jardins de infancia
(kindergartons) dos quaes são publicos
253; particulares 34 e mantidos pelas
instituições christãs 303.
' 2 ·
Ensino
medioOs alurnnos que cursarem
satisfa-ctoriamente até o
s·
anno da escolapri-maria podem ser admittidos nos
colle-gios de ensino medio.
Estes estabelecimentos têm por fim
dar aos alumnos urna educação geral
de mais alto gráo que a primaria; A
du-ração dos estudos é de 5 annos, e
corn-prehende:-ethica, ,litteratura japoneza e
chineza, inglez, allemão ou francez,
his-toria physica, cl1imica; ensino manual,
debuxo e g:;1 mnastica.
Alem disto, segundo a zona do paiz
se dá um ensino sttmmario sobre
econo-n1ia, comipercio , agricultura, industrias,
algum ensino musical e algumas vezes
ideas geraes sobre legislação. Desde
19 I 7 tem sido ampliada a importancia
dos estudos de physica e chimica e o cultivo do espírito ,nacional.
O numero de escolas era, em t 919,
de 256 publicas, 75 particulares e 34
ma,ntidas por instituições christãs.
e ste numero é muito reduzido e
por isso se abrem concurso para
admis-são dos alumnos. O anno em que se
admittiram mais alumnos foi em 1920.
Acceitaram-se 52599 e se apresentaram
O ensino primaria é obrigatorío nos concursos J 34. 518, quer dizer
fo-desde os seis annos de idade. Até 1918 ram eli111inados cerca de dois. terços.
era obrigatorio durante quatro annos, Estas escolas são uni~ mente para
va-mas foi ampliado para seis. rões. Dara mulheres ha escolas de
en-0 programma comprehende:-lei- sino medio cuja duração é de 4 annos
tura, escripta, arithmetica, moral, ele- com 0111 curso de economia domestica.
mentos de grammatica japoneza, histo- Seu numero é tambem muito reduzido
ria do Japão, sciencias (noções elemen- em proporção as que se apresentam em
tares de zoologia, botanica e mineral o- concursos. ·
gia), canto, algum ensinq . manual para , ·
os homens e costura para as mulheres. As altas Escolas
O numero de horas de estudo é de
30 por semana.
Terminados os seis annos de
estu-d~
obrigatorlo, é livre seguir um cursode
dois annos que existe paraaperfei-çoar o ensino primario.
O ultimo dado estatístico indica que
em 1919 havia 25461 escolas· primarias
publicas, 144 particulares e 20 mantidas
por instituições christãs.
•
Poude-se obter urna traducção em
inglez da ordenanç1a destes
estabeleci-mentos e envio-a com esta informação.
O objectivo das altas escolas é
com-pletar uma elevada edt1cação commum
com especial accentuação da· moralidade
nacional. Têm dois cursos : - de
litera-tura e de sciencia. O primeiro coinpre-hende o ensino ethico, literatura chineza
• • • •
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' •1
•
•
..
6
A ESCOLA PRIMARIA - Março de 1927
I
e japoneza, idiomas, historia e
geogra-sino
technico e c
_
ommercial são 11umer
o-phia, philosophia psychologica e logica. sos. São de quatro classes : entre ellas
legislação, economia
política,
mathema- ha as
.
de sericultura, selvicultura, veteri·
ticas, sciencias
naturaes
e gymnastica. naria, productos marinhos, etc.
O curso
de scie11cias
com prehe11de :
-
Os technicos têm varios gráos que
ethica, literatura
chineza
e japoneza, idio- poderiam classificar-se, uns como
esca-mas, mathe1naticas,physica, chi mica,
zoo-
las de officios (mecanicos, electricistas,
Jogia, botanica, mineralogia, economia,
\fundidores, etc.
)
;
outros chamados
sim-legislação,
debuxo,
psychologia
e
gy- plesmente technicos, são de ensino mais
n1nastica.
·
1elevado e por ultimo são especiaes, altos
Em
qualqu
·
er
dos curs
.
os o inglez é
I
collegios technicos.
obrigatorio.
.
JEm ~era) estas escolas têm dtras
or-E.stas
altas escolas são mt1ito redu- dens de cursos. Para frequental-as exi:
zidas e
ás
vezes existe,n
isoladas, e
outras
ge-se
no mini mo haver feito os seis
co1no preparatorias
das universidades.
annos
de ensino primario e os dois que
Para a admissão
é necessario ter
I
se pode,n fazer neste
gráo
de ins.trucção,
feito um
curso de
4annos em uma es- terminados os seis obrigatorios.
cola de
ensino
media ou ter comf)le-
~P~ra o outro curso basta somente ter
tado satisfactoriamente o curso prepara- os seis annos de ensino primario.
torio que têm as mesmas altas
.
escolas!
·
Estes estabelecimentos se
especiali-ou
quando,
a juizo do Mi11istro, o candi- zam de forma a dar ensino techn
,
ico sobre
·
dato tem
os conhecimentos
necessarios. todos os ramos passiveis de industrias,
De
qualquer
maneira
é
indispensavel o artes e officios. O numero dellas era em
concurso, fJOrquanto
o
numero destes
1919de
1201publicos
·
que poderiam se
collegios
não chega
a
Io,
com
uma capa- chamar de menor ensino technico,
in-cidade para
receber
menos
de
oito
mil. du,strial e
commercial;
562 os de eusino
E ,n
1919não
os havia
particttlares,
technico, com n1ercial, etc., mais
eleva-porém, infor1nam-me que ha dois; não dos, e de 2ó os especiaes de alto
en-os
·
pude comprovar.
sino.
1Universidades
.
O destes estabelecimentos privados
A
ordenança vigente de 5 de
De-zembro de
l 918dis1Jõe que terão as
se-guir1tes faculdades :-de Direito,
Medici-na, Engenharia, Literatura, Sciencias,
Agricultura, Economia e Commercio.
No folheto sobre
;a
Universidade de
Kiusiu encontra-se mais detidan1ente
ex-posto
o
programma de
ensino.
Chamo a atte11ção para a existencia
de f
.
aculdades como a de Agricultura e
Commercio. Existe uma Universidade
especial de Commercio, creada em
31de
Março de
1920.Seu programma é muito
detalhado e comprehende todos os
ra-mos possíveis relacionados com os
ne-gocios
mercantis.
·
Ensino technico e commercial
•
Os antecedentes que deixo expostos
manifestam que no Japão
dá
impor-tancia a instrucçiío primaria e que o
nu-mero de escolas de humanidades
éescas-so.
Em
troca os estabelecimentos de
en-••
•
era de
202e
384re;pectivamente.
O numero de alum11os no mesmo
anr10 foi : para os de ensino elementar
tech nico, com mercial, industrial e
agri-cola, de 8
J 2.935;
IJ3.8l4para osde
gráo superior e de
40. 096para os de
mais elevada instrucção nestes ramos.
Desnec~ssario
édizer a força
econo-mica, a riqueza de um paiz como o
Ja-pão, que é fabril e que tenderá a ser
ainda mais, esta massa de cidadãos que
têm especial preparo.
·
•
A preparação do professorado
Para a preparação do corpo de
pro-fessores ha escolas normaes e altas
es-colas
·
n
·
ormaes ; as primeiras equivalem
ás normnes do Chile e as segundas ao
Instituto Pedagogico.
Ha tres estabelecimentos para
pro-fessores de ensino technico.
Outros estabelecimentos de ensino
Ha uma serie
chamadas collegios
I
!
, • •de outras escolas
especiaes. Seu
nu-•
•
A ESCOLA
PRIMARIA
Março de 1927
-
7
mero era em
1919de 52 particulares e publicos são custeados pelas differentes
13
publicos. O ensino que
·
nelles se mi- repartições administrativas em que
func-nistra é n1uito varia
'
do e cada anno se cionam.
.
especializa em uma ordem de ensino.
.
Estas
repartições administrativas
Ha
os de medicina, phar'!lacia, odonto- têm rendas proprias provenientes de
logia, musica, li11guas estran
,
geiras, leis contribuições e outros serviços. Não
épolíticas,
.
religiões.
·
.
voluntario para ellas ter ot1 não ter
esta-E' de notar que nestes collegios se belecimentos de ensi110, senão uma
pode dar ensino religioso, ()Orem como obrigação da qual n
.
ão podem
prescin-uma sciencia, dizem as instrucções mi- dir.
·
nisteriaes, na realidade tem que en-:
Contam além disto as escolas
pu-feixar-se o ensino dentro das crenças blicas com as quantias que pagam os
dos educadores. TaJvez por esta cir-
,
alumnos; com certos fundos proprios
cumstancia os particulares tenham
.
pres- provenientes de bens que lhes pertencem
tado tanto interesse, pois o numero dos e por pensões de professores
especial-collegios especiaes sobrepassa o dos mente com fundos accumulados
medi-publicos.
ante recursos estabelecidos JJelo Estado
·
.
e reunidos por ot1tros meios,
especial-Dinheiro
·
para custear a ínstrucção
mente doações.
A
Casa Imperial
é
publica
.
especialmente generosa para com ellas.
E' opinião unanime que os
profes-Na exposição anterior empreguei a sores são muito mal pagos. Um quadro
expressão
«publica»
para referir-me ás estatístico das seguintes cifras para
19t8que não são mantidas por pessoas par-
1919indica que nesse anno que se
dis-ticulares. Cabe
·
fazer
1uma distincçao pendeu na manutenção das escolas pelas
entre as mantidas pelo Estado a as cus- Prefeituras, districtos, cidades, aldeias e
teadas pelas prefeituras ou municipali- vi lias
129 . 61 6,2
57yenes.
Nesta cifra
dades.
estão comprehendidos todos os gastos,
A
regra é que o ensino seja cus- desde o pagamento aos professores até
te ado pelas differentes jurisdicções
·
ad mi- a reparação dos edifícios.
~~~tr:!~ª~a~~id~~e
c~u~c~~o~=~~~s~s~:~
As escolas primari
'
as, que eram mais
refeituras
d
. .
1
. de 25.
000,cons11miram desta cifras ....
P
, ora com as as municipa 1-
90. 542. 229yenes, e nesta cifra está
dades, etc.
·
h
d.d
d
O E t d
t ·b
1 .
t
Icompre en
Ia uma somma e ... .
s a o con rt ue re at1vamen e
18 000 000d
d'f' ·
com mu1·to pequ
A .
.
,
e
yenes para e 1 1c1os,
ena somma.
sstm,
·
t
p ,
J •para
este anno financeiro de
1922~23•0 ma1~ ou menos, e c.
ara sa ar1os
con-Projecto de Instrucção Publica propõe su1n1ram-se pouco menos de
50. 000,00037.
956.
724yenes como gasto oràinario d~ yenes, e o numero de professores
e
21 • 731. 739como extraordinario ou era de
172_,057. .seja um total de 59 .
542 . 046yenes . , Pre!er1 dar esta cifra para dar uma
(1. 482. 419. 961
yenes é
Otótal
.
do pro- 1d_ea ~ais exacta,. uma vez que os
jecto).
nao sao sempre fixos.
Em
1919eram do Estado 4 escolas
elementares, dois de surdo-mud~s, dois
Algumas conclusões e criticas
de _altas escolas normaes para homens e
dot~ para mulheres do Instituto para o
·
Para fazer uma exposição completa
ens:no de p_rofessores, duas escolas do do ensino no Japão necessita-se
escre-ens1no ~ed10, ires. altas escolas de mu-1 ver um grosso volume, e por isto me
llteres_, oito colleg1os especiaes; dezoito
Ilimitei a recordar alguns pontos
caract~-espec1aes collegios technicos (onde se! risticos que podem ter imp
·
ortancia em
dá
?
mais alto ensino);_ uma escola te- com par.ação com o systema de ensino
chn1ca e quatro techn1cas do ensino no Chile.
.
mais elementar, tres institutos para ensino
Duas são as bases fur'ldamentaes do
technico de. professores.
ensino publico: manter o espírito
nacio-Todos os demais estabelecimentos nal, o patriotismo, o respeito ás
instittti-• • • •
'
' •'
•
•
•
'
8
A ESCOLA PRIMARIA -
Março de 1927
ções e enfeixai-o num rumo pratico dentro sobre as outras ra~asf; . a consid~rar 0 d o poss1ve · · 1 estrangeiro como tn er19r; a nao ser . . · h pa·
considera-. As cifras que dei sobre o numero ass1m1lave1s em nen um 12 , .
de collegios technicos agricolas e com- dos maus immigrantes · S_egundo Jssas merciaes em comparação com os de hu- mesmas criticas n~o se c.ultiva na e_
uca-manidades,
é
de per si a melhor com- 1 ção japoneza ~ent1~ento. de honestidadeJJrovação.
O
ensino moral e a declara-! commercial, ~spec1al':!1ente em~~a~
rela-ção de principios nos mais elevados j ções com pessoas nao c~mpa rio as.·t·estabelecimentos ·de instrucção, como formula-se tambem, ~s vezes, cri.
1-nas universidades manifestam · que é cas sobre o caracter dos Japonezes em verdadeira a 011tra base. contraste com a franqueza ~e que gozam
O
Japão está superpovoado· seu os habitantes de outros ~a1.zes · _ · · , · ' · E usar me-á sr. Ministro q11e nao terr1tor10 e pequeno e suas terras arave1s . xc • . . ,.. · 'm .
e de cultivo arrricola nãó abra11oem todo adiante conceitos sobre estas _ cr f c~s · o territorio· a; contrario careceb tambem limito-me a dizer que el)as sao edi as
' ' · J t r certa imprensa os
de materias primas, tendo em. compensa- especia men. e po · izes têm ção carvão de pedra e quedas d'agua. Estados Unidos· '.fodos os .Pª d' t
Consequentemente, tem que .ser um paiz defeitos e virtudes e não s~rta iscre ~ fabril, e por isto o e11sino technico ou no meu carg~, eJturar d~s ,1ii~~~~~Je
industrial lhe
é
indispensavel. . u'!' ~ocumen. 0 ,es tn~e a ªterminar est~ Quanto a manutenção e accentua- L1m1tar-me·e1 somen t· · · ' · · · d · f
ç-
o com uma pergun a : - Que ção do esp1r1to nacional se tem cr1t1ca o, tn orma.ª
.
_
.,
ossuisse um especialmente da parte de certa imprensa sorte ter13l o Japao ~e nf? P ·da America do Norte, porquanto segundo alto sentimento nac1ona ·
dizem, trata principalmente de fomentar . d Santiago) não a igualdade, porem a superioridade (Da « Escuela A
m~:-~~~~~:-~--~----···
---~---- ---
---
---
~----
..
, ~----I • • ' •xpe
• •As assignaturas d' A Escola Primaria podem
ser tomadas,
em
qualquer
,
epoca, pelo preço de 10$000 por anno para
GDistricto
F
·
ederal e para os Estados.
,
.
.
Os pedidos
devem vir acompanhados da respectiva impor.
tacia e endereçados
á
Redacção d' A Escola Primaria -· Rua 7
de setembro , 17 4 - Rio de Janeiro·
.
• • ' I • • 1r111111111111111111111111111r1111111111111111111111111111~11aa
•
• • \·
·
As collecções dos annos anteriores
são vendidas na
mes-•
ma Redacção ao preço de 12$000 cada anno, ~m avulsos,
8 · • •·
13$000
·
em volumes cartonados.
,
Os pedidos de colleçõe~ pelo
correio deverão vir acómpanhados da respectiva importancia
e
de
mais
·
1$000, para
o
registro postal.
.
•
'
/ I • •.
..
'•
• •A ESCOLA PRIMARIA
-
_ Março de 1927
9
•
11-
11 Escola
EDUC4CÃO
•M
.
ORlL.
•CIVICA E
SOCIAL
Dit JOSÉ RANGt'L
'
Minha coll
eg
a
Bem aconselhada .. foi, adoptando na sua escola o bello livro do professor Ran-gel : é um trabalho consciencioso,,
pon-derado e de boa e lavada linguagem. Dentre os muitos compend'ios que explanaram o programma desta nova disciplina, exigida nos planos de evsino primario ç secundario, esse é, sem
duvi-da, excellente, pela simplicidade e pelo justo emprego das palavras, todas de cunho vernac.alo, sem torceduras de pe-ríodos, sem archaismos e sem
neologis-mos excusfl,dos.
Cada um dos pequenos capítulos ,do livro se divide naturalmente em duas
partes, uma que expõe o assumpto cla-ramente, e outra que recapitula as idéas explanadas, acostumando o alumno a ter no seu entendimento os fáctos, e não palavras vasias que, sem immediato valor,
lhe .sobrecarregariam o cerebro. 1 .
Meu só não é este parecer, pois, o trabalho do Sr. professor José Rangel foi, logo da publicação, adaptado no
Col-1 egio Jledro II .
Este livro póde ;i inda ser em
prega-do para o ensino de alta leitura, e os meninos app1icad·os l, llevem manttsear
com proveito, nas horas subcessivas, na escola e em casa.
No Maranhão, houve um compendio, nesse modo feito por Antonio Marques Ro drigues, que prestou a.o ensino muitos fructos á geração de 70 : o Livro do
.Povo .
Foi o meu gt1ia nas relações sociàes, e ainda l1oje, passados tantos annos, oiço a palavra do animado e jovem pro-fessor, o Padre Raymundo Alves da Fonseca, que o con1mentava.
. Os elementos do professor José Rangel expõem doutrina, sem arrevesa-da technologia, dessa technologia bar
bara. e pedantesca. .
Eu a felicito por ter assim presen-teado os seus alumnos, com um mimo
I
•
de l1onesto valor que, sern duzirá salutâ res fructos.
Fico por ordens.
•
duvida,
pro-• HEMETERIO DOS SANTOS.
- , ==
--~---·--,
-
-•
•
« Acceito q ttalquer classe, menos o
1
?
anrio~. Resoam-me ainda aos 011,·idos essas palavras tuas.Nunca mais as pronuncies, pois darás occasião a que forn1em 11m j11izo
•
falso a respeito do tett Vétlor como pro-fessora. . ,
Não é nas classes complementares
-- cujos alumUOS tê1n Umét noção geral de todas as materias, 011de as faculda-, des mentaes já receberam o trabalho elos· primeiros la pidaríos, onde o habito fez a disciplina-que se revelam os edu-cadores. O trabalho
é
ahi sen1elhante ao dos professores dos collegios secun-darios e o preparo intellectual é o f .. 1ctor seguro da victoria. Já o alun1no se deixa fascinar pelas «aulas lJonitas>>, pelas prelecções que todo tnestre prepara com antecedencia, tornando-as mai.s é1grada-veis pela clareza de exposição, pelo co -nhecimento vasto do assu111 pto.Não ha cli,ffic11ldades : o alu111uo que chega ao 6º anno não é ,:tnormal, quer estudar e pode· estudar; porque os po-bresinhos -aquelles que ·passam por va-dios, que dão trab,1 1110 á 111estra porque, entregando se a .todos os trabalhos de casa não têm te1npo d t- pegar 110s livros
-esse,;; ficam no
4?
ét11ao e s6 raré1n1ente levan1 a termo oS
?
.
Não pe11ses que deprecio os bons 1nestres de cl:isses - co111plementé1res. Longe de mi111 tal pensamento.
E
nem~ erá perfeitét a professora cuja compe-t encia não lhe permicompe-tcompe-ta dese~penhar-se
a contento de ttrna classe do 6° ou do
7-á nno. Diga-se ainda que essas classes exigem uma extraordi_naria resiste'ncia de trabalho porque a mestra tem de occu0
' •
•
•
' • •
/
10
A ESCOLA PRIMARIA
-
.
Março de 1927
-•
par-se com ella não sómente durante as não te preoccupes com o ensino. Indaga
horas de aula mas em muitas outras para nomes residencias, idades, pergunta
correcção de trabalhos escriptos e am- pelo p~pae, pela mamãe, pelos irmãos
pliação dos seus conhecimentos relati- fal -os conversar cómti~ sem,
retra~i-vos aos programmas sempre noretra~i-vos. Sen- ml:!nto, convence-os de que es muito
do, porém, estudiosa e <iedicada, dará, amiga delles- e sel-o-ãs ~m breve,
por-fatalmente, cumprimento á sua missão. que és affectuosa e ~ ~1ga. 9ue elle~
E no 1 ~ anuo ? Competencia e dedi- não tenham medo de ti e, para isso aqui
cação serão sufficientes para se ser pro- vae um consell10 muito especial: não
fessora ideal? ,grites nunca, fala sempre com suavidade,
Quem não tiver grane.e amor ás j lentamente.
crianças para comprehendel-as, para tra- Travado o conhecimento,
começa-tal-as com o carinho, o cuidado de mãe, rás a ensinar e quanto mais devagar
ca-para fazel-as considerar a escola uma · minhares então, melhor : mais depressa
continuação daquelle , mesmo lar onde cheo-arás ao fim.
todas as liber~a~es lhe são p~rmittidas- 0 E; preciso não esque,cer, n~n.c~ _que
como conseguira fazer-se estimar e fazer O que é faci\imo para nos_ e dificili~o
estimar a escola? para quem começa-seja criança ou nao . .
Quem não ti ver paciencia e tacto A' primeira difficuldade
º.
alumnodu-para modificar lentamente o caracter da vida de s~ mes~o, · de5:nima, perde o
criança que lhe vem--quantas vezes! - amor ao livro e a escola.- .
de um lar onde é a. unica soberana, E é isso que é -preciso evitar a todo
onde suas vontades são ordens, onde o transe, seja dirr.,inuindo ~s no?ões -:--todos se curvam á sua omnipotcncia, quando notarmos que. a sua ~ntelligencia
como conseguirá fazel-a frequentar as não _abrange tanto, se~::i. elogiando o que
aulas sem prejuízo dos outros? . soffriv~lmente pro_duz1u co1:10 ~m
tr:ba-Quem não encontrar em si a ener- lho optimo. Ven~ido o pr1me1ro pa,so, gia pãra se fazer obedecei" a um simples está desbravado o terreno. Le~do e
olhar, gesto, pedido ou ordem - sem escrevendo algumas J?hrases, a criança
o-ritos, se111 castigos, como conseguirá convence-se que de s1 depende o resto ; ~anter em di~ciplina, já não digo nas ent'h~siasma-se e conse~ue nas serµana_s horas communs de aula mas ante uma seguintes, dez vezes mais do que nas pri-visita-esses quarenta alumnos pequeni- meiras.
nos, inconscientes da responsabilidade E' muito prcivavel que os res_ultados
da professora? . do 1? anuo de pratica não te satisfaçam
. Qu!'!m não proceder com mu1t? me- mas se no anno imn1ediato praticares de
thodo _éomo poderá lançar a primeira luz novo, os resultados serão muito di
ver-em quarenta cerebros inc_ultos, vencendo sos.
a maior difficuldade : ensinar a ler? ~ O qtte é i111presci11,divel é que aban·
E os anormaes? E o.retardados? 1 dones . de uma \'CZ para sempre essa
Ah, minha querida S ... ! Quanta l suggestãode que não tensgeito para a
professora
l
iisti
nc
ta
.
naufragaria ahi, onde classe de analphabetos: és affectuosa, ésnão lhe serviria de taboa de salvação o disciplinadora., tens amor aos
pequeni-seu talento ! . nos, és dedicada ao e11sino-serás,
por-Foi, creio, avaliando todos e,sses es- tanto, tão boa professor;i. no 1° anno
collios, que pronunciasté a phrase com como no 6° e no 7º. Falta-te a pratica ;
que inicio a minha carta ; mas não tens dando bons resultados nas classes
com-o direitcom-o de recqsar ao teu nome os !ou- plementares, não te dispensam das
1nes-ros da classe dos analphabetos. Deves mas· as tuas directoras. Mas foi
justa.-experimentar, ou por outra-praticar. mente ' para impedir essa eterna perma·
Encontrarás, estou certa, muita difficul- nencia no 5°, 6º e 17º annos que o nosso
dade da primeira vez ; não te deixes, ex-director Dr. Carneiro Leão
determi-porém, abater pelo desanimo: és d~di- nou que, apresentando , turma a exame
cada-has de vencer ! . final, 2 adjunta .deveria, no anno
se-,
Em1lrega os primeiros' dias em
tra-1 gu1inte;.. dirigir analpha?etoi~.:
var conhecimento com os teu'S alnmnos; Nao faças com a d1recçao dessa tur- ,
• ' • • •
...
• •A ESCOLA PRIMARIA
-
Março
1de 1927
•11
1 ••
ma o que as crianças fazem, e?I geral, com o gil ó : -«Não gosto», dizem. E
nunca o provaram ...
Quero-te uma verdadeira mestra, mi-nha ~miga, e, como tal, habilitada a
tomar conta de qualquer turma-do 1°
ao
7
?
anuo-com os , melhoresresulta-dos.
Pratíca e dir-me-ás, depois, se não é mais doce ainda ser, na escola, a feliz
substituta da mãezinha· querida que· se
deixou saudoso do que
à
.
mestra-amada,sim, mas simplesmente a mestra-das
cl asses complementares. Um abraco da tua ~ •
Lucv.
' 'Tres Palavrinhas
•ANHANGA- Responden(}.o aqui
á consulta· que me dirige amavel
corres-pondente, direi que tem tocla razão o erudito professor a quem se refere. A palavra foi divulgada como oxytona e lá está no Gonçalves Dias :
A
nhang
á
_
me v
e
d
a
va sonhai·.
.
Mas segundo o testemunhe
autor1-zadíssimo de Baptista Caetano,
Indios
do B1
·
asil,
éanhanga
)paroxytono) quedeveríamos dizer.
E' vocabulo tupi, que significa
alma
do
.
mal, d
e
n
i
o
ni
o,
bastante espalhatio emallusões e referencias literarias indianis-tas e usado como nome proprio. A um grupo de aviões do exercito nacional,
lembro-me de que deram 'seus
condu-ctores, não faz muito, o nóme de
Es-quadrilha dos A1
i
l
,
a
rt
g
á
s.
Ha tambem va·rios logares com essa denominação: bas· te lembrar, a dois passos d'o Districto Federal, nas linha da Leopoldina
Rail-way, a
Pa1
·
ada A1ihang
á
,
logo depoisda estação de
Rosai
·
io.
O que não creio é que se possa
le-var a bom exito a empresa de
restitui-ção da pronuucia. Deveríamos dizer
Anl1anga,
miLs dizemos e havemos dedi-zer
Anl1ang
á
.
RECOBRADO~ Pergunta-me al-guem, que se assigna módéstamente
Projesso1· da 1
·
oça,
o sentido da palavrare-'c
ob1·ado,
que se acha no retrato do Condedos Arcos, em Rebello <;la Silva,
Contos
• •
•
e lend
a
s,
ao descrever aUltima corrida d
e
tou,·o
s
em Salvate1·1
·
a.
Em verdade, não se adapta ao vo- ·
cabulo ahi empregado o sentido do part.
pass. do verbo
1
·e
cob1
·
a1·,
qite mencion~mos diccionarios.
.A. explicação
é
facil: a palavra deveser
req
i
1
e
b1
·a
d
o
e nãorecob1·lJdo.
Sabe oprezado consulente como são frequentes
casos da mesm ~l natureza entre os bons
escriptores fOrtugueze8, A pronuncia
corrente das vogaes em Portugal, tão diversa da pronuncia brasileira, é que induz em erro os que escrevem.
O texto é o seguinte: «As faces
.
,
.
eram tal vez pallidas de mais, porem ani-madas de grande expressão, e o fulgor das pupillas negras fuzilava tão vivo, e por vezes tão reco brado que se tornava irresisti vel. »
Ponha o a111avel leitor
requebrado
emvez de
1·e
c
obrado
e estará o sentido claro.·Tenha, porém, o cuidado de não acredi·
tàr cégamente, quanto a
1
'e
q
ue
l:;ra1·, 1
·e
-q1
,
t
e
b1
•
ado,
tão s6 no_ qu_e diz.º Candido d~Fio-ueiredo. Este diccionar1sta, como e sabido, foi de lan1enta vel infelicidade
nas definições.
Para
1
·
eq
t
teb1
·
a1·
dá apenas: <Moverlanguidamente, lascivamente; florear
(o conto) com requebros; saracotear-se,
derrengar-se.» ,
Veja-se agora o conspícuo Moraes :
«Reqttebra1· 1.i
.
ma dama,
dizer lhe finezas eamores, galanteando. 'l'orcer, inclinar,
dar um geito namorado ou lascivo.»
Ouan to a
1·eq1,
e
b1
·
ados,
o
lhos 1
·
e
qu
e
b1
'
a-dos
e-;eq
i
t
e
b1·os,
consulte o referidoMo-raes e se convencerá de que, no texto, quiz o grande romancista indicar gue o fulgor dos olhos do conde fuzilava tão amoroso, tão convidativo, tão seductor,
que se tornava irresistível.» ••
COALTAR - Palavra ingleza,
for-mada de
coai
'
carvão e.tar,
.
alcatrão ou.
..
pixe, é neologismo acce1to em quasi /
to-das as linguas contempo~aneas, ?n~e o introduziram a industria e principal• mente a medicina. Quem não conhece
0
Coaltar,
applicado a varia!! de~ma~oses,como desinfectante, descongest1onan te_ e
seccativo principal~ente na emulsao
'
. d
?denominada
coalta1· saponina o.
.O · que. interessa a esta secção,
• • ' • .,. '
•
'
• l
12
•A ESCOLA
,
PRIMARIA
-Março de 1927
nada propensa· á pharmacia, é apenas o lingua patria, versado con1 rétra compe- .
vocabulo. Qual a sua exacta pronuncia? tencia.
O unico diccionarista de nossa lín-gua, que o consigna, é Figueiredo, mas ,
.
.
da-lhe a forma coitar, que parece indicar
ANTENOR ' NASCENTES--Método p1·ático de
Análise g1·arnatical, 3~ edição.
a prosodia usual em Portugal. Esta é a
1nais proxima da ·ingleza; no Brasil, po- · A nova edição, que ora sae dos pré-rém, o que é corrente é dizer-s·e co-al-t' ar; los, da obrinha do eminente professor não sei se do outro lado do Atlantico do Collegio Pedro II, muito melhorada,
será realmente mais .divulgada a pronun- ' não necessita de ertcomios, já vantajos,a.
cia dada por Figueiredo, ou se se tratará mente prodigados pelos professores que
de erro na compilação. a empregam. Esta secção, que não é
Em francez ha hesitação, ouvindo- de critica,. visa principalmente noticiar o
se colta1· e co-al-tar, segundo o testen1u- apparecimento dos bons livros, sobretu- ,
nho fidedigno de l)armsteter. do para os que, exercendo nos Esta::lo'<
Mestre-Escola
•
IPfW IJt:nz«?J?W\
•
BIBLIOGRAPHIA
stta actividade, não podem percorrer os
mostruarios das grandes livrarias ·da
Capital ou de São Paulo, principaes cen-tros productores. Aqui fica ,i 'pois, con·
signad<1; a apparição desta 3~ edição,
in-dispensavel aos estudiosos da língua
por-MARIO BARRETO - At1·avéz. do Diccio11a1·io tugueza.
e da Gra1nmaticti '
O.
R.
1.
, ..
,
...São os livros de linguagem, corri EZEQUIEL DE MoRAES LEME - Elet1ientos
raras excepções, massud9_s e penosos de . de Cosrnog1·aphia e Geographia Geral.
ler. Dão ao leitoi:, quasi sempre, acon- ,
vieção de q11e nada ou quasi nada sabe Nova edição, a quarta e111 breve lapso
. e de que os conhecimentos em tal ran10 de tempo, acaba de ser pt1blicada pelá da sabedoria. são exclusivamente reserva- Companhia Melhoramentos de São Paulo, dos a um escol dimin11tissimo. . desta bem organizada obra _didactica do Não assim as obras com que nos tem , illustrado. professor da Escola Normal da
brindado. o Sr. Mario Barreto, ao qual capital paulista. ·
fazem justiça quantos se occ11pam da cul- . : O livro é
7
scripto com lot1vaveles-tura nacional, attribuindo-lhe posição de p1r1to pedagog1co, . dosada a materia
se-primeira plana. gundo convém, e presta-se
vantaiosa-, A que ora nos vem ás 'mãos', mal mente para _texto de aula na
Escol~.Nor-sahida dos prélos, é mais uma preciosa mal, Collegio . Pedro II e cursos seriados
contribuição do esforçado e erudito pro- em geral, bem com~ p,tra os que, extra-fessor para a obra enormemente louva- n~os
ªº~ ~
studos re!=' ula:e~ ~os _program-vel de tornar facil o conhecimento dá Jin- mas .officiaes, deseJam 1n1c1ar-se no co-gua portugueza. Não cabe aqui enum~~ nh€c1m.ento ( dos phenot'nenos da Terra·
rar os assumptos tão .superiqrmente ver- e do Ceo ·
sados pelo Autor, mas apenas indicar aos O.
R.
leitores o apparecimento do livro, que
será d~ grande utilidade aos professores.
·
·
-
-
-"'-
- - - - ~
~ - -
-
-Trata-se de collectanea de respostas a
grand~ numero de consultas dirigidas ·ao At::ttor, e anteriorril'ente publicadas · na
Revista . de Philologia Po1·tugiiez.a, de São
Paulo. / •
Problemas de Arithmetica
12°
ANNO J • •I ~Laura tem tantas bonecas quantas
E'
o sexto volume em que o abali,j
faces tem O .cubo. Quantas são?zado mestre ventila questões assim
sug-geridas pelos ,leitores, constituindo com
I
RESPOSTA : 6· suas respostas um verdadeir<J, curso de ,II -Lili encontrou 3 cubos com as
fa-• ' 1
'
1 I 1 ' • • I r • ' • • • •A ESCOLA
PRIMARIA
Março
de 1927
13
'
' '
ces pintadas de verde, amarello e lll-Um terreno rectangular tem de SU· ·
Q t f
t
m pinta superficie 768.m2 O comprimento éazul. ua ro aces es ava I> - de 48 m. Dividido em dois lotes
das de verde, 10 de amarello.
Quantas foram pintadas de a:,;ul ? igt1aes que conservam toct·o o
com-Faces dos .3 cuboR : 6X3. 18 primento, qual a largura de cada um? Faces pintadas à.e verde e ama- Superfície de ca~a lote: i68~2+2=384m2
rello: 4 + 10 = 14 · Largura, co~hec1do o comprimento que
.1 •
Faces pintadas de azul~ 18-14=4 . é de 48m : 384m2+48m =8m
' - f '
---
' . • r. • • • 5· ANNO ANNo·· , l "o ,) I - Medindo as arestas · de 3iguaes, Cecy encontrou · 2,m 16.
Ouan to mede cada aresta ?
cubos I -Um triangulo tem 10, m2 50 de
su-perfície e 3m de . altura. Qual a_base?
..., .
N°. de arestas dos 3 cubos: 12X3=36
Comprimento de cada uma : 2,111 16+36=
· o,m 06
•
•
---'
II- Lili contou as faces de uma porção de cubos : Encóntrou 6 pintadas de azul, 3 de rosa, 10 de vermelho e
. 5 de verde. Quantos eram os
cubos ? ·
Total de faces contadas: 6+3+10+5=
=24 ,
~um t ros de cubos. sabendo-se que cada um tem 6 faces:· 24+6=4
,.
'
-'
4° ANNO
I -Uma varanda de 4m de
comprimen-to por 1, m 50 de larg. foi la dr.
ilha-da com mosaicos quadrados de
o,m 08 de lado. Quantos ladrilhos foram precisos ?
Superfície a ladrilhar: ·4m X l,m 50=6m2 Superfície de
um
·
ladrilho: (0,111 08)2 =· =O,m OS XO,m 08=0.m2 006'f
Ladrilhos necessarios: 6m2 +O, m20064=
=937; 5, isto é, 938.
-II-Achar a largura de um campo re-ctangular que mede o,»ª907 5 de su-perfície e 82,m 5 de largura.
Superfície do campo em metros quadra,
dos: o,nª9075=0,Hm:! 907Sm2-907Sm2
Largt1ra: 907Sm2 : s2m 5=11om
'
Base de um rectangulo que tivesse 10,m250 de superfície e 3,m de altura:
10,m2S0+3=3,m 5
Conve·rtendo um rectang·ulo de 3,m 5 .
de base e 3m de altura, ·em tríangulo que conserve essa altura, a base será duas
vezes maior, isto é, 3,ni5X2=7m •
-•
II -Os 10 cubos com que Cecy brinca superpostos, formariam uma colu-mna de o,n, 4 de altura. , Qualovolu-me ,de cada cubo ? •
-•
Altura de um_cubo, desde que 10 , me-dem .o,n1 4 :
o,m
4+10=0,m 04Volume :·(o,n• 04)3 =0, 1113000640
' - - i .
III-Uma caixa medindo internamente o,m 25 de comprimento por o,m 18
de largura e c.,m 1 de altura foi for-rada _de pellucia em toda a parte interna. Importando em $600 o dm2
dessa pellucia, qual o gasto, saben· do-se que houve uma sob'ra de o,m2024?
Superficie da tampa e do fundo e portanto, da pellucia que se gastará
para forral-as :
(om 2sxo,m 18) 2=0m20450X2=0,m2o9
Perímetro: (O,m 25+0,m
18) 2=
=O,m 43X2=0,m 86.
Superficie lateral a forrar: o,m 86XO,m 1=8,m20860
Pellucia necessaria: o,m209+0,m20860=
=O,m2 2760
Pellucia comprada: 0,11122760+o,m2024=
=O m2J0=30dm2 . ·
Gasto, send10 o custo de 1 dm2 $600 :
$600X30=18$000
'
.
•