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A Escola Primaria, 1927, anno 11, n. 1, mar., RJ

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(1)

• • • • • • • • •

'

• •

Anno XI

- '"um.

,...

,

1

Num.

avu

.

ls

.

o 1$000

Março de

1927

• ' • • • • • • •• '

.

R

E

V

IST

A M

ENSAL

' •

Sob

a

direcção de inspectores

escola1·es

do Districto Fede1·al

• •

Director: ALFREDO C. DE F. ALVIM

ASSIGNA TURA

Redacção :

RUA 7

DE SETEMBRO,

174

Para

o Brasil -

Um

anno ...

10$000

• • • • •

SUMMflRIO:

• • • • • • •

Novas esperanças

·

• •

Os Cantigos nas es

,

colas

O

ensino no Japão

He11tete1'io

dos

Sa1ttos

Edueação Moral, Ci

vi-Lucy.

.

...

:

.

ilfestre

Escola . ... .

O. R . ...•...

• ,

,

•• •

ca e Social

..

Conselhos

Tres Palavrinhas

Blbliographia

t • J , • • • • • • • ,' • • • • ~ • •

Sebastiana

Fig11,ei1-edo

Othello Reis ... .

Otlzello Reis . ... .

Dejani1·a Roboei1

'

a • .

• • • ' •

-

'

-.

.

"'

..

'

-

'

• • • • •

Problemas

deArithn1e-tica

Educação do homem

e

de cidadão

Geog1·apbia

Língua

,

materna

"

• • • • • •

T

a1itas vezes 1zestas p1·op1·ias

.

col14:mnas e

c11zp1·eJ1e,zdedo1·,

o chefe do e.,'Cec~itivo

11izini-te11ios

alludido ao maio,·, ao mtiis p,·emente cipal dett-nos ai1ida receritemente a

imp1·es-e

mais

difficil p1·oblema

,

da instr1,cção n1i1nici- são de se,·, afína1,

n

lzomem com

q11e11i

-

se

pal

ca1·ioca, a s..e1np1·e tt1·gente questão dos pode e.01ita1·. S.

Exa.

estcl

fi1·n1eniente

deci-p,

edios escola1·es,

qi,e

ja ,,eceamos seja leva- dido a 1'ealiz..ai·,

.

1io ,!amo ad11zinist1-·ativo

do

da

nossa te11az. insistencia

á

r:011,ta de falta d

e

ensin,

_

~)

1tnia

1

boa 'fn:eÍÇJ q1tz.iii

de vb1·as

daqztel-ass1111apto f1·esco

,

palpitante.

A

verdade, po· las

q

t~

é

ficam, pe1petuan

.

do

o

.J

1iome

dos qite as

1·ém,

é

qzte neste conti1

·

z110

111a1·te.la1· apenas

emp1·ehe1ide1·am

e dessas anais notqvel se1·á seni

nos te1n 1riovído a con1

;

icção de qi

,

t

e

é

11ecessa- di,vittã a co1istrucção

de

n1t11te1·os os p,· dias para.

rio 1·epeti1

·

, 1·epeti1· senipre, qt.(,'and

o

'.;

.t

e

.

deseja escolas.. Se1·vido na Di1

~

ec!(1ria de l1ist1·z1cção

'

propaga1· ,,ma idéa.

.

·

·

·

por um m

.

oço de g1

"'

and

(

desco-1

·

·tirto e

1ue

enz

Novas

·

espe1·a1tçns nos o_ffr:·1

'

ece., bem

}tl·

boa }zo1·a tenz s11a intei ,·a confia11ça, estanzos

guei,·as, tio momento act1,al, a adniinistra

-

hoje ce1·tos e te1~zos p1·az.r1· em disso into1·t;za1·

,I>

ção municipal. Temos visto, e pessoal1ne1ite os leito1·es, de

q1t-e

alg1.1nz1 coisa,

afinal,

.

s.e

vtte

nos foi dado ouvir não só do Sn1·. J)i1·ecto1· 1·ealnie1ite fa

.

z.er.

·

,le

Inst1·iecção, 11ias

do

prop,·io P1·efeito Dr. Pra·

O

Dist1·icto Fede1·al sabe,·ti 1·eco1zhece1· ent

do Ji1,nio1·,

qu

.

e

os actz,aes gestores

do

D

ist1·icto e S.

S.

Excias. , 1·ealtz.adt1.r tão b1·ilhantes

p1·0-de

seu depa

.

rtarr,e1zto de i1ist1·iecção pôenz 1·ecil messas,

01t

ape1ias esJ·a dos

edificios,

doi.'i

• •

...

empenho

na solução dos p1·incipaes p1·oblemas g1·a1ides bem feitores,

a1·a

.

}tem

o

se1·ã~

·

que ha

tanto tempo, ve,·dadei1·os ertigmas

,

ba$l

,U,1..

I

~r

f~

a~qvis

ªU@~

lrfjjifja11,z

1

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B

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1.1L,rA

esperam

sete feliz. a bemvindo Edipo. Energico t1·iú1ttllr11

.

a r~feitos e Di1·ecto1·es.

- - - -

-

- -

- - -

-

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- - -

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1(

a

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Toda a correspondencia

d

eve ser;diri

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a

á

R

e

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acção

R.

7~Se·A-• • ' ' 1

Coll

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Registro

....

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(2)

...

__...,,

.,

.

. .

~

2

A ESCOLA PRIMARIA

Março de 1927

1

I

-

ldéas e factos

Os canticos nas Escolas

Editada pela casa Bevilacqua, do Rio, acaba de ser publicada pelo Snr.

J. B. Mello e Souza interessante col· lecção de hymnos escolare~, ~ançõ es e rondas infantis, que com JUSt~ça mere ·

ce referencia especial nesta revista, sem-pre empenhada a en_sina'r~ aos professo-re~

tu

do que lhes possa ser util <!m seu

agrado mas ard110 ministerio.

s Não está por faz-er a demonstração da· necessidade e das vantagens do can-to nas escolas e abstemo·nQs de insistir em semelhante tecla. Convém que os alumnos se habituem a · catitar. Mas que cantarão? Eis a difficuldade, o obsta-culo contra que vão fracassar frequen-temente os esforços e a boa vontade dos professores e dire~tores de escolas, tal a carencia de hymnos e can_c ões em _que a a letra, cori"ecta e express1 va, esteJa bem adaptada ao rythmo, de sorte _que as compqsições sejam franca e facilmente «canta veis».

ora

é

a letra que não diz com a musica, porque lhe falta a c?rr_espon-dencia syllabica das notas d1stinctas, ora o poema sem expressão, sem graça

ou sem grammatica. '

• •

o

ensino no Japão

(DE

UMA INFORMAÇÃO OFFICIAL)

1

SR. MINISTRO :

O sr. Ministro de Instruçção Pubti·

ca pediu a esta Legação que se lhe

en-vie os programmas de lnstrucção do

Ja-pão. Os folhetos que hoj

~

remet~o. são

os unicos que pude reunir em 1d1oma

não japonez.

Não se con,prehendem devidamente

os prograrnmas

'

de instr~c~ão se nã? se

tem presente as caracter1st1cas espectaes

de cada paiz, sua raça, sua lingua,

ex-tensão e população, tradição, etc. Afim

de completar os desejos do sr. Ministro,

envi'o as informações que seguem. as

quaes se referem especialmente á~

diffe-renças mais essenciaes com e11s1no no

Chile, e alguns pontos controversos

so-rbe o ensino.

1 -

Observações

Geraes

S

J,.uctam, pois, os professores, par-a

As seguintes

.

inf armações

referem-se ao proprio Japão,

.

expressão que

·

ex-

,

clue a Coréa annexada em

t 91

o,

for-mosa em

1894,

depois da guerra com a

China,

'

Sakalin, a parte sul, an11ex

.

ada

de-pois da guerra com a Russia, e a outras

partes da China e ex-ilhas allemãs, onde

achar composições que se prestem P· ra a memoria rythmica das creanças,

sen-. do pouqúis-sin1as "as col!ecta,?eas real-mente bem feitas, e por isto e que

dese-;jam?s c;1nsignar aqui nosso applauso ao trabal.hó do snr. Mello e Sousa, que,

'professor do Collecrio Pedro II e cheio de occttpações abs~rventes, e~ virtude de altos cargos que tem exercido n_a ad· ministração não se dedignou de brindar as escolas c'om seus poemas simples,

• •

adaptados a melodias elementa~1ss1~as, algumas conhecidas e outras 1ned1~as, destinadas á infancir es·colar.

Bem haja o illustre professor que nos acab'i de offerecer obra tão util e

tão louvavel, como são as

Cançõesda Es·

cola e do

Lar.

J / ' I J

o Japão exerce jurisdi~ção.

,

,

O Japão tem hoJe cerca de ... · · ·

57.

ooo. ooo

de habitantes.

·

Os estrangeiros attingem a

30.

ooo,

os

indigenas, ilha de

tf

okaido, não chegam

a 20.000.

·

Ha no Japão u11idade de raça e de

idioma, factores que facilitam

enorme-mente a applicação dos program~~s de

ensino, e que tem inf!uido

~

fac_1l1tado

grandemente

'

uma ortentaçao ~ntforme

na educação

nacional, especialmente

para manter o estado so.cial e moral do

paiz, objectivos essenctaes da educa~ão

japoneza.

1

.

No Japão existe differenças de

e

,ma

e

de

.

industrias entre o norte e

O

sul do

' ' • • ' • • •

A ESCOLA PRIMARIA -

Março de 1927

3

'

paiz, porém não tão accen_tuadamente,

como

no Chile, e o ensino

procu-rou adaptar-se a essas differenças,

dando-se. por exemplo, preferencia ao ensino

agricola em todas as escolas de uma

zona, e ao de mineração em outra .

Mede o Japão

382. 4: 5

kilometros

quadrados, e a percentagem de

popula-ção é de

147

habitantes por kilon1etro

quadrado. Deve-se levar

·

em

considera-ção que a ilha de Okaido, que mede ....

9.3 · J40

kilometros quadrados, ou seja

um pouco mais da quarta parte do

terri-torio do pai.z, te1n t1ma população de

2.soo.000

habitantes, e, portanto, vivem

54.500·.ooo

em

289.075

kilonietros

qua-drados o que dá uma proporção de

t 92

habitantes J)ara essa extensão de terra.

Naturalmente, annos atráz

a

população

não era tão elevada, porem sempre

muito c o n c e n t r a d a e é este um

factor de

grande

importancia para

medir as facilidades que ha no Japão

para

a

propagação e fiscalisação da

in-strucção.

Ensino Obrigatorio e Remunerado

A

instrucção prin1aria é obrigatoria.

Os outros graos do ensino são livres.

A

_

lei declara que o ensino é

gratui-to

nas escolas publicas (tanto nas

man-tida:; pelo Estado como pelas prefeitt1ras

e municipalidades), autoriza, JJorém, o

Ministro de Instrucção a permittir que se

cobre uma pequena quantia não

supe-rior a

60

sencs por mez e não i11ferior

a

10

sencs por cada alu1nno.

A' vista disso o Ministro deu

am-plamente esta autorização, e dahi se

po-der affirmar que o ensino primaria é re-

.

munerado. Ainda mais: - os livros de

estudo e outros objectos são custeados

pelos aI11mnos.

Por excepção não pagam os

alu-.

mnos muito pobres. Ha sociedades para

custear, aos que estão nessa condição,

algum material, como papel, tinta, etc.

Qualquer outro ensi110

é

remunera-do. Quando ha alumnos de provada

i11-telligencia

e

moralidade concede-se-lhes

como premio uma pequena quantia para

pagar

o

e11sino que ~ecebem.

frequentam as escolas publicas

pri-marias

·

cerca de

8.500.000

alumnos; e

os

sencs que paga cada alumno

repre-1

'

sentam alguns milhões de pesos do

Chile.

O

sen é

a

centesima parte do yen.

A libra esterlina tem

to

yens; um sen

ao typo do cambio de hoje vale

4

centa-vos, mais ou menos.

No

ensino medio

·

cada alumno paga

cerca de

4

yenes por mez; nas

universi-dades e collegios de ensino secundari

.

o

cerca de

5

yenes mensaes.

Escola

Commum

O ultimo boletim estatisco em meu

poder corresponde ao a11no de

J9 19

e

dá as seguintes cifras.

frequentaram as differentes escolas

primarias

8.104,6.39.

Os dados que

obtive no Ministerio de lnstrucção, con

firmados J)elas estatisticas das escolas

cl1ristãs, i11dicam que frequentaram

29.754

as escolas primarias fJarticulares e

2946 ·

as particttlares de i ostituição christã:

Destas cifras conclue~se que a esco1e

commum é regulamentada no Japão, e

igual conclusão demonstram os exames

dos dados estatisticos de annos

ante-•

r1 ores .

E'

digno de observar q\]e o Japão,

paiz monarchi

_

co,

tradicionalista, com

uma base moral que descança

principal-mente no mais profundo respeito ao

so-berano; o culto aos antepassados tem.

desde largos annos até o JJresente a

es-cola commum para todos os habitantes.

Ninguem se envergonha nem se sente

humilhado em frequentai-as, e ainda

m

·

ais: - geralmente todos os alumnos

vestem-se da mesma forma e

modesta-mente .

Desnecessario é dizer a importancia

que ha para um paiz, que durante os seis

annos de obrigatoriedade da instrucção,

convivem juntcJs o nobre e o plepeu, o

rico e o pobre.

Existe no Japão uma escola chama·

da «dos pares», frequentadas pelos

fi-lhos de certo nobres, n,as tambem

admittidos, naturalmente em condicções

de previo exan,e, alguns alumnos que

não pertencem

á

nobreza. Esta escola

não é nacional, nem custeada e

subve11-ciona<la pelos poderes publicos.

Man-tem-se c

·

om os recursos do thezottro

par-ticular do Imperador e dos paes dos

alum

nos.

' •

\

• •

(3)

4

4

A ESCOLA

Pl{IMARIA -

Março

ele

1927

A preparatoria, como escola prima-ria, annexa aos estabelecimentos de

en-sino media, como ha no Chile, não exis-t~ no Japão.

Ensino

moral e religioso

-

manu-tenção do espirito nacional

Todas as publicações sobre e11sino no

Japão são-accordes em áffirmar que a

educação japo11eza é anti-religiosa e

que nos collegios parti cu lares . não se

pode exigir dos alumnos, como obriga-ção para admittil-os, que frequentem as classes de religião.

E' verdade que os programrnas de

ensino nos collegios publicos prohibem dar ensino religioso, salvo nas universi-dades, e isto como uma sciencia, como

complemento da instrt1cção. E' tam

-bem certo que os collegios particulares

não podem exigir dos alumnos, como

base para admissão, que frequentem clas-ses de religião, e que embora possam ter classes com frequencia voluntaria, para gozar da totalidade dos previlegios que têm os alumnos das escolas

publi-cas, devem excluir esse ensino em

absoluto.

Não obstante , para avaliar até onde

estas prescripções se adaptam .ao

espiri-ta nacional, a manutenção da moralidade e o sentimento religioso do paiz, é tJre-ciso recordar alguns antecedentes.

A grande maioria dos japonezes

professa como religião o «Shinteismo».

Sobre ella disse o pastor protestante

H.

Kosaki, de nacionalidade jarJoneza:

-«esta é uma semi-religião, não tem

fun-dador, nem dogmas, porem reconhece

a immortalidade da alma. E' essencial noção de sua ethica a pureza do corpo e alma. E' pantheista, e neste e outros

as-pectos ~e assemelha aos cultos da

Ore-eia e de Roma antigas; guarda venera-ção a deidades envoltas em mysticas legendas. E' especialmente notavel que uma deidade feminina, a Deusa Sol,

goze da mais alta honra. Os

«shinteis-tas> ortodoxos consideram a Deusa Sol como a personificação do Sol-«She-e antSol-«She-ecSol-«She-essora da Casa ImpSol-«She-erial, Sol-«She-e o Im-perador como Soberano, que descende

do Sol e

é

sett representante.»

Outra base de religião no Japão é o culto dos antepassados; a crença de

que convivem com se.us descendentes e

que necessitam de suas preces,

recor-dações e offerendas. »

E' evidente qt1e um ensino religio-so de outras doutrinas iria contra o

•shinteismo», ou seja da semi-religião que professa a maioria dos japonezes e que, na realidade, é a official do Estado.

A constituição exclue toda declara-ção sobre religião; dá a mais ampla li-berdade de culto, mas, e por isto ao di-zer que-de facto é a official do Estado,

refiro-me a que é a da Casa Imperial; a que conta com as sympathias das auto. ridades, a que recebe dinheiro para ma-nutenção de antigos templos com mais frequencia.

Em todas. as escolas de instrucção

primaria, nas de ensino medio de toda ordem, como nas technicas, é

obrigato-rio o ensino da n1oral, baseado nos

(Jrincipios de Confucio, e especialmen-te o conjuncto de deveres para consigo

mesmo, os antepassados, e de profundo

respei.to ao tmperador; deveres para

com QS semelhantes.

Liberdade de ensino

O artigo 8º da orde11ança imperial

sobre universidades, data de 5 de

De-zembro de 1918. diz:-<<0

estabeleci-mento ou suppressão de Universidades

publicas ou privadas deverá obter

pre-viamente a autorização do Ministro

da

lnstrucção. A mesma regra se applica-rá ao caso das diversas faculdades que compõem a Universidade. O Ministro de Instrucção para dar sua approvação deve pedir a sancção do Imperador.•

O artigo 4° dispõe que as

Univer-sidades priva dás devem ser estabelecidas

de accordo com as regras do •Estado, e

entre essas figura principalmente a

ao

numero e ensino das faculdades .

Os artigos 6· e 7 · da Ordenança

dispõem que devem ser pessoas juridi·

cas, e préviamente provar que contam

com os recursos eeces~ar1os para o

funccionamento da Universidade

e que

os fundos destinados a esse fim ·

devem

ser depositados á disposição do

Minis-tro de lnstrucção.

O mesmo Ministro fixa as condiçõe$i

da admissão dos alumnos; deve

appro-var as nomeações dos professores.

E

. . ,:.·

' •

A ESCOLA

PRI1\1ARI

.

I\

-

Março

de

1927

5

por ultimo, repetindo estes conceitos, o

artigo 19° declara que as Universidades

tanto publicas como privadas estão de.

-baixo do contrai do Ministro de E:iuca-ção. Quanto aos gráos são conferid0s por cada Universidade com a sancção do mesmo funccionario.

Estas disposições demonstram que não existe no Japão a liberdade de ensino.

Dara as «Mais altas Escolas»

exis-tem disposições analogas, e a

ordenan-ça sobre estas ultimas fixa em 500,000

yenes, á parte outros requisit9s, a

quan-tidade que se deve depositar em . p ... der

do Ministerio de lnstrucção para obter a permissão de abrir um estqbelecirnento

desta classe. 1 •

Sobre o ensino medio e outros, de-vem as instituições conformar-se estri-ctamente com as ordenanças, e em

ge-ral regulam para as publicas as· mesmas

regras que para as particulares, e o con-trolou a fiscalização do Ministro não se discute.

Os programmas do ensino, os

com-pendias, o numero de annos; etc, · tud'o

está devidamente regulamentado, e como disse, deve haver uniformidade entre o ensino particular e publico. As

. excepções são contadas.

Differentes

grãos de I nstrt:Jcção

! -ENSINO PR.IMARIO

Existem tambern jardins de infancia

(kindergartons) dos quaes são publicos

253; particulares 34 e mantidos pelas

instituições christãs 303.

' 2 ·

Ensino

medio

Os alurnnos que cursarem

satisfa-ctoriamente até o

anno da escola

pri-maria podem ser admittidos nos

colle-gios de ensino medio.

Estes estabelecimentos têm por fim

dar aos alumnos urna educação geral

de mais alto gráo que a primaria; A

du-ração dos estudos é de 5 annos, e

corn-prehende:-ethica, ,litteratura japoneza e

chineza, inglez, allemão ou francez,

his-toria physica, cl1imica; ensino manual,

debuxo e g:;1 mnastica.

Alem disto, segundo a zona do paiz

se dá um ensino sttmmario sobre

econo-n1ia, comipercio , agricultura, industrias,

algum ensino musical e algumas vezes

ideas geraes sobre legislação. Desde

19 I 7 tem sido ampliada a importancia

dos estudos de physica e chimica e o cultivo do espírito ,nacional.

O numero de escolas era, em t 919,

de 256 publicas, 75 particulares e 34

ma,ntidas por instituições christãs.

e ste numero é muito reduzido e

por isso se abrem concurso para

admis-são dos alumnos. O anno em que se

admittiram mais alumnos foi em 1920.

Acceitaram-se 52599 e se apresentaram

O ensino primaria é obrigatorío nos concursos J 34. 518, quer dizer

fo-desde os seis annos de idade. Até 1918 ram eli111inados cerca de dois. terços.

era obrigatorio durante quatro annos, Estas escolas são uni~ mente para

va-mas foi ampliado para seis. rões. Dara mulheres ha escolas de

en-0 programma comprehende:-lei- sino medio cuja duração é de 4 annos

tura, escripta, arithmetica, moral, ele- com 0111 curso de economia domestica.

mentos de grammatica japoneza, histo- Seu numero é tambem muito reduzido

ria do Japão, sciencias (noções elemen- em proporção as que se apresentam em

tares de zoologia, botanica e mineral o- concursos. ·

gia), canto, algum ensinq . manual para , ·

os homens e costura para as mulheres. As altas Escolas

O numero de horas de estudo é de

30 por semana.

Terminados os seis annos de

estu-d~

obrigatorlo, é livre seguir um curso

de

dois annos que existe para

aperfei-çoar o ensino primario.

O ultimo dado estatístico indica que

em 1919 havia 25461 escolas· primarias

publicas, 144 particulares e 20 mantidas

por instituições christãs.

Poude-se obter urna traducção em

inglez da ordenanç1a destes

estabeleci-mentos e envio-a com esta informação.

O objectivo das altas escolas é

com-pletar uma elevada edt1cação commum

com especial accentuação da· moralidade

nacional. Têm dois cursos : - de

litera-tura e de sciencia. O primeiro coinpre-hende o ensino ethico, literatura chineza

• • • •

,.

' •

(4)

1

..

6

A ESCOLA PRIMARIA - Março de 1927

I

e japoneza, idiomas, historia e

geogra-sino

technico e c

_

ommercial são 11umer

o-phia, philosophia psychologica e logica. sos. São de quatro classes : entre ellas

legislação, economia

política,

mathema- ha as

.

de sericultura, selvicultura, veteri·

ticas, sciencias

naturaes

e gymnastica. naria, productos marinhos, etc.

O curso

de scie11cias

com prehe11de :

-

Os technicos têm varios gráos que

ethica, literatura

chineza

e japoneza, idio- poderiam classificar-se, uns como

esca-mas, mathe1naticas,physica, chi mica,

zoo-

las de officios (mecanicos, electricistas,

Jogia, botanica, mineralogia, economia,

\fundidores, etc.

)

;

outros chamados

sim-legislação,

debuxo,

psychologia

e

gy- plesmente technicos, são de ensino mais

n1nastica.

·

1

elevado e por ultimo são especiaes, altos

Em

qualqu

·

er

dos curs

.

os o inglez é

I

collegios technicos.

obrigatorio.

.

J

Em ~era) estas escolas têm dtras

or-E.stas

altas escolas são mt1ito redu- dens de cursos. Para frequental-as exi:

zidas e

ás

vezes existe,n

isoladas, e

outras

ge-se

no mini mo haver feito os seis

co1no preparatorias

das universidades.

annos

de ensino primario e os dois que

Para a admissão

é necessario ter

I

se pode,n fazer neste

gráo

de ins.trucção,

feito um

curso de

4

annos em uma es- terminados os seis obrigatorios.

cola de

ensino

media ou ter comf)le-

~

P~ra o outro curso basta somente ter

tado satisfactoriamente o curso prepara- os seis annos de ensino primario.

torio que têm as mesmas altas

.

escolas!

·

Estes estabelecimentos se

especiali-ou

quando,

a juizo do Mi11istro, o candi- zam de forma a dar ensino techn

,

ico sobre

·

dato tem

os conhecimentos

necessarios. todos os ramos passiveis de industrias,

De

qualquer

maneira

é

indispensavel o artes e officios. O numero dellas era em

concurso, fJOrquanto

o

numero destes

1919

de

1201

publicos

·

que poderiam se

collegios

não chega

a

I

o,

com

uma capa- chamar de menor ensino technico,

in-cidade para

receber

menos

de

oito

mil. du,strial e

commercial;

562 os de eusino

E ,n

1919

não

os havia

particttlares,

technico, com n1ercial, etc., mais

eleva-porém, infor1nam-me que ha dois; não dos, e de 2ó os especiaes de alto

en-os

·

pude comprovar.

sino.

1

Universidades

.

O destes estabelecimentos privados

A

ordenança vigente de 5 de

De-zembro de

l 918

dis1Jõe que terão as

se-guir1tes faculdades :-de Direito,

Medici-na, Engenharia, Literatura, Sciencias,

Agricultura, Economia e Commercio.

No folheto sobre

;a

Universidade de

Kiusiu encontra-se mais detidan1ente

ex-posto

o

programma de

ensino.

Chamo a atte11ção para a existencia

de f

.

aculdades como a de Agricultura e

Commercio. Existe uma Universidade

especial de Commercio, creada em

31

de

Março de

1920.

Seu programma é muito

detalhado e comprehende todos os

ra-mos possíveis relacionados com os

ne-gocios

mercantis.

·

Ensino technico e commercial

Os antecedentes que deixo expostos

manifestam que no Japão

impor-tancia a instrucçiío primaria e que o

nu-mero de escolas de humanidades

é

escas-so.

Em

troca os estabelecimentos de

en-•

era de

202

e

384

re;pectivamente.

O numero de alum11os no mesmo

anr10 foi : para os de ensino elementar

tech nico, com mercial, industrial e

agri-cola, de 8

J 2.

935;

IJ3.8l4

para osde

gráo superior e de

40. 096

para os de

mais elevada instrucção nestes ramos.

Desnec~ssario

é

dizer a força

econo-mica, a riqueza de um paiz como o

Ja-pão, que é fabril e que tenderá a ser

ainda mais, esta massa de cidadãos que

têm especial preparo.

·

A preparação do professorado

Para a preparação do corpo de

pro-fessores ha escolas normaes e altas

es-colas

·

n

·

ormaes ; as primeiras equivalem

ás normnes do Chile e as segundas ao

Instituto Pedagogico.

Ha tres estabelecimentos para

pro-fessores de ensino technico.

Outros estabelecimentos de ensino

Ha uma serie

chamadas collegios

I

!

, • •

de outras escolas

especiaes. Seu

nu-•

A ESCOLA

PRIMARIA

Março de 1927

-

7

mero era em

1919

de 52 particulares e publicos são custeados pelas differentes

13

publicos. O ensino que

·

nelles se mi- repartições administrativas em que

func-nistra é n1uito varia

'

do e cada anno se cionam.

.

especializa em uma ordem de ensino.

.

Estas

repartições administrativas

Ha

os de medicina, phar'!lacia, odonto- têm rendas proprias provenientes de

logia, musica, li11guas estran

,

geiras, leis contribuições e outros serviços. Não

é

políticas,

.

religiões.

·

.

voluntario para ellas ter ot1 não ter

esta-E' de notar que nestes collegios se belecimentos de ensi110, senão uma

pode dar ensino religioso, ()Orem como obrigação da qual n

.

ão podem

prescin-uma sciencia, dizem as instrucções mi- dir.

·

nisteriaes, na realidade tem que en-:

Contam além disto as escolas

pu-feixar-se o ensino dentro das crenças blicas com as quantias que pagam os

dos educadores. TaJvez por esta cir-

,

alumnos; com certos fundos proprios

cumstancia os particulares tenham

.

pres- provenientes de bens que lhes pertencem

tado tanto interesse, pois o numero dos e por pensões de professores

especial-collegios especiaes sobrepassa o dos mente com fundos accumulados

medi-publicos.

ante recursos estabelecidos JJelo Estado

·

.

e reunidos por ot1tros meios,

especial-Dinheiro

·

para custear a ínstrucção

mente doações.

A

Casa Imperial

é

publica

.

especialmente generosa para com ellas.

E' opinião unanime que os

profes-Na exposição anterior empreguei a sores são muito mal pagos. Um quadro

expressão

«publica»

para referir-me ás estatístico das seguintes cifras para

19t8

que não são mantidas por pessoas par-

1919

indica que nesse anno que se

dis-ticulares. Cabe

·

fazer

1

uma distincçao pendeu na manutenção das escolas pelas

entre as mantidas pelo Estado a as cus- Prefeituras, districtos, cidades, aldeias e

teadas pelas prefeituras ou municipali- vi lias

129 . 61 6,

2

57

yenes.

Nesta cifra

dades.

estão comprehendidos todos os gastos,

A

regra é que o ensino seja cus- desde o pagamento aos professores até

te ado pelas differentes jurisdicções

·

ad mi- a reparação dos edifícios.

~~~tr:!~ª~a~~id~~e

c~u~c~~o~=~~~s~s~:~

As escolas primari

'

as, que eram mais

refeituras

d

. .

1

. de 25.

000,

cons11miram desta cifras ....

P

, ora com as as municipa 1-

90. 542. 229

yenes, e nesta cifra está

dades, etc.

·

h

d.d

d

O E t d

t ·b

1 .

t

I

compre en

I

a uma somma e ... .

s a o con rt ue re at1vamen e

18 000 000

d

d'f' ·

com mu1·to pequ

A .

.

,

e

yenes para e 1 1c1os,

ena somma.

sstm,

·

t

p ,

J •

para

este anno financeiro de

1922~23

0 ma1~ ou menos, e c.

ara sa ar1os

con-Projecto de Instrucção Publica propõe su1n1ram-se pouco menos de

50. 000,000

37.

956.

724

yenes como gasto oràinario d~ yenes, e o numero de professores

e

21 • 731. 739

como extraordinario ou era de

172_,057. .

seja um total de 59 .

542 . 046

yenes . , Pre!er1 dar esta cifra para dar uma

(1. 482. 419. 961

yenes é

O

tótal

.

do pro- 1d_ea ~ais exacta,. uma vez que os

jecto).

nao sao sempre fixos.

Em

1919

eram do Estado 4 escolas

elementares, dois de surdo-mud~s, dois

Algumas conclusões e criticas

de _altas escolas normaes para homens e

dot~ para mulheres do Instituto para o

·

Para fazer uma exposição completa

ens:no de p_rofessores, duas escolas do do ensino no Japão necessita-se

escre-ens1no ~ed10, ires. altas escolas de mu-1 ver um grosso volume, e por isto me

llteres_, oito colleg1os especiaes; dezoito

I

limitei a recordar alguns pontos

caract~-espec1aes collegios technicos (onde se! risticos que podem ter imp

·

ortancia em

?

mais alto ensino);_ uma escola te- com par.ação com o systema de ensino

chn1ca e quatro techn1cas do ensino no Chile.

.

mais elementar, tres institutos para ensino

Duas são as bases fur'ldamentaes do

technico de. professores.

ensino publico: manter o espírito

nacio-Todos os demais estabelecimentos nal, o patriotismo, o respeito ás

instittti-• • • •

'

' •

(5)

'

'

8

A ESCOLA PRIMARIA -

Março de 1927

ções e enfeixai-o num rumo pratico dentro sobre as outras ra~asf; . a consid~rar 0 d o poss1ve · · 1 estrangeiro como tn er19r; a nao ser . . · h pa·

considera-. As cifras que dei sobre o numero ass1m1lave1s em nen um 12 , .

de collegios technicos agricolas e com- dos maus immigrantes · S_egundo Jssas merciaes em comparação com os de hu- mesmas criticas n~o se c.ultiva na e_

uca-manidades,

é

de per si a melhor com- 1 ção japoneza ~ent1~ento. de honestidade

JJrovação.

O

ensino moral e a declara-! commercial, ~spec1al':!1ente em

~~a~

rela-ção de principios nos mais elevados j ções com pessoas nao c~mpa rio as.·t·

estabelecimentos ·de instrucção, como formula-se tambem, ~s vezes, cri.

1-nas universidades manifestam · que é cas sobre o caracter dos Japonezes em verdadeira a 011tra base. contraste com a franqueza ~e que gozam

O

Japão está superpovoado· seu os habitantes de outros ~a1.zes · _ · · , · ' · E usar me-á sr. Ministro q11e nao terr1tor10 e pequeno e suas terras arave1s . xc • . . ,.. · '

m .

e de cultivo arrricola nãó abra11oem todo adiante conceitos sobre estas _ cr f c~s · o territorio· a; contrario careceb tambem limito-me a dizer que el)as sao edi as

' ' · J t r certa imprensa os

de materias primas, tendo em. compensa- especia men. e po · izes têm ção carvão de pedra e quedas d'agua. Estados Unidos· '.fodos os .Pª d' t

Consequentemente, tem que .ser um paiz defeitos e virtudes e não s~rta iscre ~ fabril, e por isto o e11sino technico ou no meu carg~, eJturar d~s ,1ii~~~~~Je

industrial lhe

é

indispensavel. . u'!' ~ocumen. 0 ,es tn~e a ªterminar est~ Quanto a manutenção e accentua- L1m1tar-me·e1 somen t

· · · ' · · · d · f

ç-

o com uma pergun a : - Que ção do esp1r1to nacional se tem cr1t1ca o, tn orma

.

_

.,

ossuisse um especialmente da parte de certa imprensa sorte ter13l o Japao ~e nf? P ·

da America do Norte, porquanto segundo alto sentimento nac1ona ·

dizem, trata principalmente de fomentar . d Santiago) não a igualdade, porem a superioridade (Da « Escuela A

m~:-~~~~~:-~--~----···

---~---- ---

---

---

~----

..

,

~----I • • ' •

xpe

• •

As assignaturas d' A Escola Primaria podem

ser tomadas,

em

qualquer

,

epoca, pelo preço de 10$000 por anno para

G

Districto

F

·

ederal e para os Estados.

,

.

.

Os pedidos

devem vir acompanhados da respectiva impor.

tacia e endereçados

á

Redacção d' A Escola Primaria -· Rua 7

de setembro , 17 4 - Rio de Janeiro·

.

' I • • 1r111111111111111111111111111r1111111111111111111111111111~11aa

• • \

·

·

As collecções dos annos anteriores

são vendidas na

mes-•

ma Redacção ao preço de 12$000 cada anno, ~m avulsos,

8 · • •

·

13$000

·

em volumes cartonados.

,

Os pedidos de colleçõe~ pelo

correio deverão vir acómpanhados da respectiva importancia

e

de

mais

·

1$000, para

o

registro postal.

.

'

/ I • •

.

..

'

• •

A ESCOLA PRIMARIA

-

_ Março de 1927

9

11-

11 Escola

EDUC4CÃO

M

.

ORlL.

CIVICA E

SOCIAL

Dit JOSÉ RANGt'L

'

Minha coll

eg

a

Bem aconselhada .. foi, adoptando na sua escola o bello livro do professor Ran-gel : é um trabalho consciencioso,,

pon-derado e de boa e lavada linguagem. Dentre os muitos compend'ios que explanaram o programma desta nova disciplina, exigida nos planos de evsino primario ç secundario, esse é, sem

duvi-da, excellente, pela simplicidade e pelo justo emprego das palavras, todas de cunho vernac.alo, sem torceduras de pe-ríodos, sem archaismos e sem

neologis-mos excusfl,dos.

Cada um dos pequenos capítulos ,do livro se divide naturalmente em duas

partes, uma que expõe o assumpto cla-ramente, e outra que recapitula as idéas explanadas, acostumando o alumno a ter no seu entendimento os fáctos, e não palavras vasias que, sem immediato valor,

lhe .sobrecarregariam o cerebro. 1 .

Meu só não é este parecer, pois, o trabalho do Sr. professor José Rangel foi, logo da publicação, adaptado no

Col-1 egio Jledro II .

Este livro póde ;i inda ser em

prega-do para o ensino de alta leitura, e os meninos app1icad·os l, llevem manttsear

com proveito, nas horas subcessivas, na escola e em casa.

No Maranhão, houve um compendio, nesse modo feito por Antonio Marques Ro drigues, que prestou a.o ensino muitos fructos á geração de 70 : o Livro do

.Povo .

Foi o meu gt1ia nas relações sociàes, e ainda l1oje, passados tantos annos, oiço a palavra do animado e jovem pro-fessor, o Padre Raymundo Alves da Fonseca, que o con1mentava.

. Os elementos do professor José Rangel expõem doutrina, sem arrevesa-da technologia, dessa technologia bar

bara. e pedantesca. .

Eu a felicito por ter assim presen-teado os seus alumnos, com um mimo

I

de l1onesto valor que, sern duzirá salutâ res fructos.

Fico por ordens.

duvida,

pro-• HEMETERIO DOS SANTOS.

- , ==

--~---·--,

-

-•

« Acceito q ttalquer classe, menos o

1

?

anrio~. Resoam-me ainda aos 011,·idos essas palavras tuas.

Nunca mais as pronuncies, pois darás occasião a que forn1em 11m j11izo

falso a respeito do tett Vétlor como pro-fessora. . ,

Não é nas classes complementares

-- cujos alumUOS tê1n Umét noção geral de todas as materias, 011de as faculda-, des mentaes já receberam o trabalho elos· primeiros la pidaríos, onde o habito fez a disciplina-que se revelam os edu-cadores. O trabalho

é

ahi sen1elhante ao dos professores dos collegios secun-darios e o preparo intellectual é o f .. 1ctor seguro da victoria. Já o alun1no se deixa fascinar pelas «aulas lJonitas>>, pelas prelecções que todo tnestre prepara com antecedencia, tornando-as mai.s é1grada-veis pela clareza de exposição, pelo co -nhecimento vasto do assu111 pto.

Não ha cli,ffic11ldades : o alu111uo que chega ao 6º anno não é ,:tnormal, quer estudar e pode· estudar; porque os po-bresinhos -aquelles que ·passam por va-dios, que dão trab,1 1110 á 111estra porque, entregando se a .todos os trabalhos de casa não têm te1npo d t- pegar 110s livros

-esse,;; ficam no

4?

ét11ao e s6 raré1n1ente levan1 a termo o

S

?

.

Não pe11ses que deprecio os bons 1nestres de cl:isses - co111plementé1res. Longe de mi111 tal pensamento.

E

nem

~ erá perfeitét a professora cuja compe-t encia não lhe permicompe-tcompe-ta dese~penhar-se

a contento de ttrna classe do 6° ou do

7-á nno. Diga-se ainda que essas classes exigem uma extraordi_naria resiste'ncia de trabalho porque a mestra tem de occu0

'

(6)

' •

/

10

A ESCOLA PRIMARIA

-

.

Março de 1927

-•

par-se com ella não sómente durante as não te preoccupes com o ensino. Indaga

horas de aula mas em muitas outras para nomes residencias, idades, pergunta

correcção de trabalhos escriptos e am- pelo p~pae, pela mamãe, pelos irmãos

pliação dos seus conhecimentos relati- fal -os conversar cómti~ sem,

retra~i-vos aos programmas sempre noretra~i-vos. Sen- ml:!nto, convence-os de que es muito

do, porém, estudiosa e <iedicada, dará, amiga delles- e sel-o-ãs ~m breve,

por-fatalmente, cumprimento á sua missão. que és affectuosa e ~ ~1ga. 9ue elle~

E no 1 ~ anuo ? Competencia e dedi- não tenham medo de ti e, para isso aqui

cação serão sufficientes para se ser pro- vae um consell10 muito especial: não

fessora ideal? ,grites nunca, fala sempre com suavidade,

Quem não tiver grane.e amor ás j lentamente.

crianças para comprehendel-as, para tra- Travado o conhecimento,

começa-tal-as com o carinho, o cuidado de mãe, rás a ensinar e quanto mais devagar

ca-para fazel-as considerar a escola uma · minhares então, melhor : mais depressa

continuação daquelle , mesmo lar onde cheo-arás ao fim.

todas as liber~a~es lhe são p~rmittidas- 0 E; preciso não esque,cer, n~n.c~ _que

como conseguira fazer-se estimar e fazer O que é faci\imo para nos_ e dificili~o

estimar a escola? para quem começa-seja criança ou nao . .

Quem não ti ver paciencia e tacto A' primeira difficuldade

º.

alumno

du-para modificar lentamente o caracter da vida de s~ mes~o, · de5:nima, perde o

criança que lhe vem--quantas vezes! - amor ao livro e a escola.- .

de um lar onde é a. unica soberana, E é isso que é -preciso evitar a todo

onde suas vontades são ordens, onde o transe, seja dirr.,inuindo ~s no?ões -:--todos se curvam á sua omnipotcncia, quando notarmos que. a sua ~ntelligencia

como conseguirá fazel-a frequentar as não _abrange tanto, se~::i. elogiando o que

aulas sem prejuízo dos outros? . soffriv~lmente pro_duz1u co1:10 ~m

tr:ba-Quem não encontrar em si a ener- lho optimo. Ven~ido o pr1me1ro pa,so, gia pãra se fazer obedecei" a um simples está desbravado o terreno. Le~do e

olhar, gesto, pedido ou ordem - sem escrevendo algumas J?hrases, a criança

o-ritos, se111 castigos, como conseguirá convence-se que de s1 depende o resto ; ~anter em di~ciplina, já não digo nas ent'h~siasma-se e conse~ue nas serµana_s horas communs de aula mas ante uma seguintes, dez vezes mais do que nas pri-visita-esses quarenta alumnos pequeni- meiras.

nos, inconscientes da responsabilidade E' muito prcivavel que os res_ultados

da professora? . do 1? anuo de pratica não te satisfaçam

. Qu!'!m não proceder com mu1t? me- mas se no anno imn1ediato praticares de

thodo _éomo poderá lançar a primeira luz novo, os resultados serão muito di

ver-em quarenta cerebros inc_ultos, vencendo sos.

a maior difficuldade : ensinar a ler? ~ O qtte é i111presci11,divel é que aban·

E os anormaes? E o.retardados? 1 dones . de uma \'CZ para sempre essa

Ah, minha querida S ... ! Quanta l suggestãode que não tensgeito para a

professora

l

iisti

nc

ta

.

naufragaria ahi, onde classe de analphabetos: és affectuosa, és

não lhe serviria de taboa de salvação o disciplinadora., tens amor aos

pequeni-seu talento ! . nos, és dedicada ao e11sino-serás,

por-Foi, creio, avaliando todos e,sses es- tanto, tão boa professor;i. no 1° anno

collios, que pronunciasté a phrase com como no 6° e no 7º. Falta-te a pratica ;

que inicio a minha carta ; mas não tens dando bons resultados nas classes

com-o direitcom-o de recqsar ao teu nome os !ou- plementares, não te dispensam das

1nes-ros da classe dos analphabetos. Deves mas· as tuas directoras. Mas foi

justa.-experimentar, ou por outra-praticar. mente ' para impedir essa eterna perma·

Encontrarás, estou certa, muita difficul- nencia no 5°, 6º e 17º annos que o nosso

dade da primeira vez ; não te deixes, ex-director Dr. Carneiro Leão

determi-porém, abater pelo desanimo: és d~di- nou que, apresentando , turma a exame

cada-has de vencer ! . final, 2 adjunta .deveria, no anno

se-,

Em1lrega os primeiros' dias em

tra-1 gu1inte;.. dirigir analpha?etoi~.:

var conhecimento com os teu'S alnmnos; Nao faças com a d1recçao dessa tur- ,

• ' • • •

...

• •

A ESCOLA PRIMARIA

-

Março

1

de 1927

11

1 ••

ma o que as crianças fazem, e?I geral, com o gil ó : -«Não gosto», dizem. E

nunca o provaram ...

Quero-te uma verdadeira mestra, mi-nha ~miga, e, como tal, habilitada a

tomar conta de qualquer turma-do 1°

ao

7

?

anuo-com os , melhores

resulta-dos.

Pratíca e dir-me-ás, depois, se não é mais doce ainda ser, na escola, a feliz

substituta da mãezinha· querida que· se

deixou saudoso do que

à

.

mestra-amada,

sim, mas simplesmente a mestra-das

cl asses complementares. Um abraco da tua ~ •

Lucv.

' '

Tres Palavrinhas

ANHANGA- Responden(}.o aqui

á consulta· que me dirige amavel

corres-pondente, direi que tem tocla razão o erudito professor a quem se refere. A palavra foi divulgada como oxytona e lá está no Gonçalves Dias :

A

nhang

á

_

me v

e

d

a

va sonhai·.

.

Mas segundo o testemunhe

autor1-zadíssimo de Baptista Caetano,

Indios

do B1

·

asil,

é

anhanga

)paroxytono) que

deveríamos dizer.

E' vocabulo tupi, que significa

alma

do

.

mal, d

e

n

i

o

ni

o,

bastante espalhatio em

allusões e referencias literarias indianis-tas e usado como nome proprio. A um grupo de aviões do exercito nacional,

lembro-me de que deram 'seus

condu-ctores, não faz muito, o nóme de

Es-quadrilha dos A1

i

l

,

a

rt

g

á

s.

Ha tambem va·

rios logares com essa denominação: bas· te lembrar, a dois passos d'o Districto Federal, nas linha da Leopoldina

Rail-way, a

Pa1

·

ada A1ihang

á

,

logo depois

da estação de

Rosai

·

io.

O que não creio é que se possa

le-var a bom exito a empresa de

restitui-ção da pronuucia. Deveríamos dizer

Anl1anga,

miLs dizemos e havemos de

di-zer

Anl1ang

á

.

RECOBRADO~ Pergunta-me al-guem, que se assigna módéstamente

Projesso1· da 1

·

oça,

o sentido da palavra

re-'c

ob1·ado,

que se acha no retrato do Conde

dos Arcos, em Rebello <;la Silva,

Contos

• •

e lend

a

s,

ao descrever a

Ultima corrida d

e

tou,·o

s

em Salvate1·1

·

a.

Em verdade, não se adapta ao vo- ·

cabulo ahi empregado o sentido do part.

pass. do verbo

1

·e

cob1

·

a1·,

qite mencion~m

os diccionarios.

.A. explicação

é

facil: a palavra deve

ser

req

i

1

e

b1

·a

d

o

e não

recob1·lJdo.

Sabe o

prezado consulente como são frequentes

casos da mesm ~l natureza entre os bons

escriptores fOrtugueze8, A pronuncia

corrente das vogaes em Portugal, tão diversa da pronuncia brasileira, é que induz em erro os que escrevem.

O texto é o seguinte: «As faces

.

,

.

eram tal vez pallidas de mais, porem ani-madas de grande expressão, e o fulgor das pupillas negras fuzilava tão vivo, e por vezes tão reco brado que se tornava irresisti vel. »

Ponha o a111avel leitor

requebrado

em

vez de

1·e

c

obrado

e estará o sentido claro.·

Tenha, porém, o cuidado de não acredi·

tàr cégamente, quanto a

1

'e

q

ue

l:;ra1·, 1

·e

-q1

,

t

e

b1

ado,

tão s6 no_ qu_e diz.º Candido d~

Fio-ueiredo. Este diccionar1sta, como e sabido, foi de lan1enta vel infelicidade

nas definições.

Para

1

·

eq

t

teb1

·

a1·

dá apenas: <Mover

languidamente, lascivamente; florear

(o conto) com requebros; saracotear-se,

derrengar-se.» ,

Veja-se agora o conspícuo Moraes :

«Reqttebra1· 1.i

.

ma dama,

dizer lhe finezas e

amores, galanteando. 'l'orcer, inclinar,

dar um geito namorado ou lascivo.»

Ouan to a

1·eq1,

e

b1

·

ados,

o

lhos 1

·

e

qu

e

b1

'

a-dos

e

-;eq

i

t

e

b1·os,

consulte o referido

Mo-raes e se convencerá de que, no texto, quiz o grande romancista indicar gue o fulgor dos olhos do conde fuzilava tão amoroso, tão convidativo, tão seductor,

que se tornava irresistível.» ••

COALTAR - Palavra ingleza,

for-mada de

coai

'

carvão e.

tar,

.

alcatrão ou

.

..

pixe, é neologismo acce1to em quasi /

to-das as linguas contempo~aneas, ?n~e o introduziram a industria e principal• mente a medicina. Quem não conhece

0

Coaltar,

applicado a varia!! de~ma~oses,

como desinfectante, descongest1onan te_ e

seccativo principal~ente na emulsao

'

. d

?

denominada

coalta1· saponina o.

.O · que. interessa a esta secção,

• • ' • .,. '

(7)

'

• l

12

A ESCOLA

,

PRIMARIA

-Março de 1927

nada propensa· á pharmacia, é apenas o lingua patria, versado con1 rétra compe- .

vocabulo. Qual a sua exacta pronuncia? tencia.

O unico diccionarista de nossa lín-gua, que o consigna, é Figueiredo, mas ,

.

.

da-lhe a forma coitar, que parece indicar

ANTENOR ' NASCENTES--Método p1·ático de

Análise g1·arnatical, 3~ edição.

a prosodia usual em Portugal. Esta é a

1nais proxima da ·ingleza; no Brasil, po- · A nova edição, que ora sae dos pré-rém, o que é corrente é dizer-s·e co-al-t' ar; los, da obrinha do eminente professor não sei se do outro lado do Atlantico do Collegio Pedro II, muito melhorada,

será realmente mais .divulgada a pronun- ' não necessita de ertcomios, já vantajos,a.

cia dada por Figueiredo, ou se se tratará mente prodigados pelos professores que

de erro na compilação. a empregam. Esta secção, que não é

Em francez ha hesitação, ouvindo- de critica,. visa principalmente noticiar o

se colta1· e co-al-tar, segundo o testen1u- apparecimento dos bons livros, sobretu- ,

nho fidedigno de l)armsteter. do para os que, exercendo nos Esta::lo'<

Mestre-Escola

IPfW IJt:nz«?J?W\

BIBLIOGRAPHIA

stta actividade, não podem percorrer os

mostruarios das grandes livrarias ·da

Capital ou de São Paulo, principaes cen-tros productores. Aqui fica ,i 'pois, con·

signad<1; a apparição desta 3~ edição,

in-dispensavel aos estudiosos da língua

por-MARIO BARRETO - At1·avéz. do Diccio11a1·io tugueza.

e da Gra1nmaticti '

O.

R.

1.

, ..

,

...

São os livros de linguagem, corri EZEQUIEL DE MoRAES LEME - Elet1ientos

raras excepções, massud9_s e penosos de . de Cosrnog1·aphia e Geographia Geral.

ler. Dão ao leitoi:, quasi sempre, acon- ,

vieção de q11e nada ou quasi nada sabe Nova edição, a quarta e111 breve lapso

. e de que os conhecimentos em tal ran10 de tempo, acaba de ser pt1blicada pelá da sabedoria. são exclusivamente reserva- Companhia Melhoramentos de São Paulo, dos a um escol dimin11tissimo. . desta bem organizada obra _didactica do Não assim as obras com que nos tem , illustrado. professor da Escola Normal da

brindado. o Sr. Mario Barreto, ao qual capital paulista. ·

fazem justiça quantos se occ11pam da cul- . : O livro é

7

scripto com lot1vavel

es-tura nacional, attribuindo-lhe posição de p1r1to pedagog1co, . dosada a materia

se-primeira plana. gundo convém, e presta-se

vantaiosa-, A que ora nos vem ás 'mãos', mal mente para _texto de aula na

Escol~.Nor-sahida dos prélos, é mais uma preciosa mal, Collegio . Pedro II e cursos seriados

contribuição do esforçado e erudito pro- em geral, bem com~ p,tra os que, extra-fessor para a obra enormemente louva- n~os

ªº~ ~

studos re!=' ula:e~ ~os _

program-vel de tornar facil o conhecimento dá Jin- mas .officiaes, deseJam 1n1c1ar-se no co-gua portugueza. Não cabe aqui enum~~ nh€c1m.ento ( dos phenot'nenos da Terra·

rar os assumptos tão .superiqrmente ver- e do Ceo ·

sados pelo Autor, mas apenas indicar aos O.

R.

leitores o apparecimento do livro, que

será d~ grande utilidade aos professores.

·

·

-

-

-"'-

- - - - ~

~ - -

-

-Trata-se de collectanea de respostas a

grand~ numero de consultas dirigidas ·ao At::ttor, e anteriorril'ente publicadas · na

Revista . de Philologia Po1·tugiiez.a, de São

Paulo. / •

Problemas de Arithmetica

1

ANNO J • •

I ~Laura tem tantas bonecas quantas

E'

o sexto volume em que o abali,

j

faces tem O .cubo. Quantas são?

zado mestre ventila questões assim

sug-geridas pelos ,leitores, constituindo com

I

RESPOSTA : 6

· suas respostas um verdadeir<J, curso de ,II -Lili encontrou 3 cubos com as

fa-• ' 1

'

1 I 1 ' • • I r • ' • • • •

A ESCOLA

PRIMARIA

Março

de 1927

13

'

' '

ces pintadas de verde, amarello e lll-Um terreno rectangular tem de SU· ·

Q t f

t

m pinta superficie 768.m2 O comprimento é

azul. ua ro aces es ava I> - de 48 m. Dividido em dois lotes

das de verde, 10 de amarello.

Quantas foram pintadas de a:,;ul ? igt1aes que conservam toct·o o

com-Faces dos .3 cuboR : 6X3. 18 primento, qual a largura de cada um? Faces pintadas à.e verde e ama- Superfície de ca~a lote: i68~2+2=384m2

rello: 4 + 10 = 14 · Largura, co~hec1do o comprimento que

.1 •

Faces pintadas de azul~ 18-14=4 . é de 48m : 384m2+48m =8m

' - f '

---

' . r. • • • 5· ANNO ANNo·· , l "o ,) I - Medindo as arestas · de 3

iguaes, Cecy encontrou · 2,m 16.

Ouan to mede cada aresta ?

cubos I -Um triangulo tem 10, m2 50 de

su-perfície e 3m de . altura. Qual a_base?

..., .

N°. de arestas dos 3 cubos: 12X3=36

Comprimento de cada uma : 2,111 16+36=

· o,m 06

---'

II- Lili contou as faces de uma porção de cubos : Encóntrou 6 pintadas de azul, 3 de rosa, 10 de vermelho e

. 5 de verde. Quantos eram os

cubos ? ·

Total de faces contadas: 6+3+10+5=

=24 ,

~um t ros de cubos. sabendo-se que cada um tem 6 faces:· 24+6=4

,.

'

-'

4° ANNO

I -Uma varanda de 4m de

comprimen-to por 1, m 50 de larg. foi la dr.

ilha-da com mosaicos quadrados de

o,m 08 de lado. Quantos ladrilhos foram precisos ?

Superfície a ladrilhar: ·4m X l,m 50=6m2 Superfície de

um

·

ladrilho: (0,111 08)2 =

· =O,m OS XO,m 08=0.m2 006'f

Ladrilhos necessarios: 6m2 +O, m20064=

=937; 5, isto é, 938.

-II-Achar a largura de um campo re-ctangular que mede o,»ª907 5 de su-perfície e 82,m 5 de largura.

Superfície do campo em metros quadra,

dos: o,nª9075=0,Hm:! 907Sm2-907Sm2

Largt1ra: 907Sm2 : s2m 5=11om

'

Base de um rectangulo que tivesse 10,m250 de superfície e 3,m de altura:

10,m2S0+3=3,m 5

Conve·rtendo um rectang·ulo de 3,m 5 .

de base e 3m de altura, ·em tríangulo que conserve essa altura, a base será duas

vezes maior, isto é, 3,ni5X2=7m •

-•

II -Os 10 cubos com que Cecy brinca superpostos, formariam uma colu-mna de o,n, 4 de altura. , Qualovolu-me ,de cada cubo ? •

-•

Altura de um_cubo, desde que 10 , me-dem .o,n1 4 :

o,m

4+10=0,m 04

Volume :·(o,n• 04)3 =0, 1113000640

' - - i .

III-Uma caixa medindo internamente o,m 25 de comprimento por o,m 18

de largura e c.,m 1 de altura foi for-rada _de pellucia em toda a parte interna. Importando em $600 o dm2

dessa pellucia, qual o gasto, saben· do-se que houve uma sob'ra de o,m2024?

Superficie da tampa e do fundo e portanto, da pellucia que se gastará

para forral-as :

(om 2sxo,m 18) 2=0m20450X2=0,m2o9

Perímetro: (O,m 25+0,m

18) 2=

=O,m 43X2=0,m 86.

Superficie lateral a forrar: o,m 86XO,m 1=8,m20860

Pellucia necessaria: o,m209+0,m20860=

=O,m2 2760

Pellucia comprada: 0,11122760+o,m2024=

=O m2J0=30dm2 . ·

Gasto, send10 o custo de 1 dm2 $600 :

$600X30=18$000

'

.

Referências

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