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Parque municipal Huberto Oenning: Braço do Norte, SC

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Academic year: 2021

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Trabalho apresentado a disciplina de TCC I, da 9 fase do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL

Acadêmica: Jéssica Cardozo

Orientadora: Arq. Michelle Souza Benedet, Msc.

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s/n, Rio Bonito, Braço do Norte – Santa Catarina.

CONTATO: (48) 99635-0086 ou (48) 996984576 E-MAIL: [email protected]

ORIENTADORA: Arq. Michelle Souza Benedet,

Msc.

ARQ. MICHELLE SOUZA BENEDET, MSC.

ARQ. RODRIGO NASCIMENTO

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Aos meus colegas que o curso me trouxe, que me auxiliaram e agregaram mais conhecimento, durante a realização dos diversos trabalhos em equipe.

A minha orientadora Michelle Souza Benedet, pela dedicação, passando todos os seus ensinamentos para o aprimoramento deste trabalho.

A todos os outros professores que me ensinaram no decorrer do curso e que sempre estiveram dispostos a me auxiliar a dar o máximo de mim e assim chegar a bons resultados, por todos os elogios e também criticas, que me auxiliaram a evoluir e melhorar sempre. Em especial a meus queridos professores que possuem o grande dom de ensinar.

A minha família, em especial, meus pais deram melhor para que eu pudesse realizar meu sonho de cursar este curso. Aos ensinamentos feitos ao longo de toda a vida, que me auxiliou a me transformar e ser melhor a cada dia. A minha irmã Jaqueline Cardozo, que me guiou, auxiliou e acalmou nas horas difíceis, e também a minha prima Marya Cardoso Buss, que sempre esteve disposta a me auxiliar em tudo o que precisasse.

Por fim, um agradecimento especial a Deus, pois com sua força e dedicação que conseguimos alcançar todos os objetivos da vida.

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Figura 1.01: Desenho urbano Fonte: Gazeta do povo

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sua inteligência, a arquitetura deve

ser uma fábrica de emoções.”

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SUMÁRIO

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1. INTRODUÇÃO 1.1 Apresentação 12 1.2 Problemática/justificativa 13 1.3 Objetivos 14 1.3.1 Objetivos geral 14 1.3.2 Objetivos específicos 14 1.4 Metologia 15 2. REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Eventos e turismo 18

2.2 Surgimento e definição para

espaços de exposição 19

2.3 Parque urbano 22

2.4 Lazer 24

3. REFERENCIAL PROJETUAL

3.1 Centro de exposições Agropecuárias 28 3.2 Centro Cultural de Eventos e Exposições 34 3.3 Centro Recreativo e Parque Nenagh 40

3.4 A escolha dos referenciais 44

3.5 Referenciais pontuais 45

4.2 Aspectos históricos e evolução urbana 56 4.3 Aspectos arquitetônicos e urbanísticos 59 4.4 Aspectos ambientais e paisagísticos 65

5. PROPOSTA PROJETUAL

5.1 Conceito 70

5.2 Diretrizes projetuais 70

5.3 Programa necessidades e pré-dimensionamento 71

5.4 Organograma e fluxograma 72

5.5 Zoneamento funcional 73

5.6 Materiais e sistema construtivo 74

5.7 Implantação 75

5.8 Plantas pavilhão 01 76

5.9 Plantas pavilhão 02 (existente) 77

5.10 Plantas pavilhão 03 77

5.11 Plantas auditório e restaurante 78

5.12 Croquis 78 5.13 Considerações finais 79 6. REFERÊNCIAS 7. APÊNDICES

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PROPOSTA JUNTAMENTE COM A PROBLEMÁTICA DA ÁREA. 1.1 APRESENTAÇÃO 1.2 PROBLEMÁTICA/JUSTIFICATIVA 1.3 OBJETIVOS 1.4 METODOLOGIA

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O parque de exposições é considerado um dos principais pontos turísticos da cidade, por sediar eventos como feiras, shows, rodeios, mas principalmente por resgatar a característica cultural de uma cidade rural, que possui sua economia voltada principalmente à agricultura. Segundo Lerner (2005, p. 43):

Cada cidade tem sua história, seus pontos de referência. Não me refiro somente àquelas construções que são classificadas como marcas importantes do patrimônio histórico da nação. Refiro-me, principalmente, aos locais que pertencem à memória da cidade e que pontos fundamentais da identidade, do sentimento de pertencer a uma cidade.

Nessa perspectiva, o espaço visa desenvolver um parque de exposições que supra as necessidades econômicas, turísticas e de lazer da população e visitantes. Para isto, além do centro de exposições, o parque será desenvolvido tendo em vista melhorar a qualidade de vida dos moradores do município e região.

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1.1 APRESENTAÇÃO

As edificações de uso temporário, como espaços para feiras, tem sua origem marcada pelos nômades e, mais tarde, na revolução industrial se deu início à construção de edificações hoje chamadas de pavilhões de exposições.

Neste sentido, o trabalho tem como tema a qualificação do parque de exposições em Braço do Norte, na área de intervenção conhecida por ser a localização da feira de exposições de agronegócios, FEAGRO.

A ideia surgiu a partir da necessidade de criação de uma área de lazer para a população, devido à falta de espaços públicos que possuam atividades que atraiam e proporcionem lazer às famílias. Visando valorizar a cultura e a principal fonte de economia local, o agronegócio, o projeto também atenderá a qualificação e desenvolvimento de centro de exposições para realização de feiras e eventos na cidade.

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1.2 PROBLEMÁTICA/JUSTIFICATIVA

A cidade de Braço do Norte sofre com a carência de um local adequado para realização de feiras e eventos de maiores proporções. FEAGRO, a maior feira de Gado Jersey da América Latina (DIAS, 2016), ocorre no parque de exposições Huberto Oenning, contudo o espaço necessita de melhorias para atender a este e outros eventos.

O parque de exposições possui infraestrutura inadequada, não havendo, por exemplo, pavimentação, sendo este um fator problemático em dias de eventos (figura 1.01), principalmente quando chove e as condições do espaço ficam inadequadas para a circulação dos visitantes.

Além disso, a cidade contém apenas pequenas praças que possuem espaços destinados a crianças e adolescentes, entretanto, a maioria está em condições de abandono. Não havendo assim em toda a cidade um atrativo, um espaço adequado para prática de esportes, contemplação e lazer.

Se tratando de centro de exposições e eventos, quando não há eventos, o local fica sem uso durante grandes períodos, desta forma, se vê a importância de desenvolver junto ao mesmo um parque urbano que possibilite o uso do mesmo durante todo o ano e atraia a população para este espaço público. O local apresenta fácil acesso, podendo atender a demanda.

Como já citado, a área em estudo se trata de local com grande potencial, por possuir belezas naturais em seu entorno, logo, se vê a necessidade da valorização e qualificação, desenvolvendo um ambiente para eventos/feiras e criar um parque urbano no local, dando uso diário para o lugar e proporcionando um espaço para prática de diversas atividades.

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Figura 1.01: Parque de exposições Fonte: Arquivo pessoal, 2017

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1.3 OBJETIVOS

Para o desenvolvimento deste trabalho faz-se imperativo elaborar objetivos gerais e específicos, que irão direcionar a elaboração do projeto. São estes:

1.3.1 – OBJETIVO GERAL

O trabalho de Conclusão de Curso tem como objetivo a elaboração de anteprojeto arquitetônico para um Centro de Exposições e eventos em Braço do Norte, juntamente com um projeto paisagístico do parque, contemplando a população com um empreendimento que atenda a cultura, lazer e eventos, como a feira Feagro Vale.

.

1.3.2 – OBJETIVO ESPECÍFICO

A fim de obter a realização do objetivo geral, foram analisados os seguintes objetivos específicos:

 Desenvolver equipamento de qualidade, com espaços amplos e que favoreçam a integração interior e exterior;  Desenvolver um espaço que possa atender novos eventos,

impulsionando a economia local e dando mais função ao espaço;

 Criar um parque de uso público na área, proporcionando a utilização diária ao local;

 Proporcionar espaços públicos que contribuam para convívio social através de um parque;

“As pessoas reúnem-se onde as coisas acontecem e

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1.4 METODOLOGIA

Para a realização do presente trabalho de conclusão de curso, será adotada a seguinte metologia:

1. Revisão teórica: nesta etapa serão estudadas informações

pertinentes ao tema proposto, em pesquisas em livros, teses e revistas. A fim de que seja possível desenvolver embasamento teórico sobre o tema.

2. Análise de referenciais projetuais: baseia-se em estudo sobre

projetos, arquitetônico e paisagístico, buscando suas qualidades e problemas, referente a itens que possam auxiliar na análise, para ter as melhores referências durante o desenvolvimento do partido.

3. Levantamento da área: a análise servirá para entender a área

de implantação do projeto e este diagnóstico ocorrerá por meio de estudo dos aspectos funcionais, históricos, arquitetônicos, urbanísticos, ambientais e paisagísticos. Para obter os levantamentos dos aspectos funcionais, será realizado estudos sobre localização, mapa de uso do solo, sistema viário, legislação, infraestrutura, locais para realização de eventos na cidade.

Referente aos aspectos históricos, será feito estudo sobre o histórico do município, expovalle e da Feagro, além de analisar cheios e vazios, público e privado, gabaritos, levantamentos das edificações existentes na área, por fim análise dos aspectos ambientais e paisagísticos, onde será feito estudos sobre o clima e a topografia da área.

4. Partido geral: empregar o conhecimento teórico obtido nas

etapas anteriores, para desenvolver ideias e conhecer o tema abordado para então criar um conceito e iniciar os estudos de implantação, layout e volumetria para a proposta usando croquis e textos.

5. Anteprojeto: desenvolvido no TCC II, representará toda a

proposta do Parque de Exposições e Eventos de Braço do norte, com desenhos técnicos, perspectivas e detalhes.

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EVENTOS, FEIRAS DE EXPOSIÇÕES, PAVILHÕES, PARQUES URBANOS E LAZER. ADEMAIS, SERÁ FEITA UMA PESQUISA HISTÓRICA REFERENTE AO SURGIMENTO E A IMPORTÂNCIA QUE ESTES USOS REPRESENTAM PARA O MUNDO E O BRASIL, BUSCANDO APROFUNDAR OS CONHECIMENTOS SOBRE A TEMÁTICA ESCOLHIDA PARA DESENVOLVER UM PROJETO

BASEADO NOS DADOS ADQUIRIDOS.

2.1 EVENTOS E TURISMO

2.2 SURGIMENTO E DEFINIÇÃO PARA ESPAÇOS DE EXPOSIÇÃO

2.3 PARQUE URBANO 2.4 LAZER

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2.1 EVENTOS E TURISMO

A história dos eventos no mundo começou a partir do período em que as pessoas começaram a se reunir, por diversos motivos, e assim nasceu a necessidade de desenvolver normas e padrões para a realização destas reuniões, surgindo assim os eventos.

Neste sentido, os eventos foram sendo relatados na história a partir do Egito Antigo, onde protocolos e rituais faziam parte da cultura dos faraós e da população, já havendo regras a serem seguidas. Contudo, um dos primeiros grandes eventos a serem realizados foi o início dos Jogos Olímpicos na Grécia no ano de 776 a.C. (ALBUQUERQUE, 2004).

Já no Brasil, somente com a vinda de D. João VI, rei de Portugal, para o Brasil que se iniciaram as realizações de eventos no país (ALBUQUERQUE, 2004).

O setor de eventos no Brasil é o terceiro motivo da vinda de turistas para o Brasil (BARRETO, 2013). Demonstrando assim importância deste setor para o país, influenciando na economia das cidades, gerando emprego e renda e mobilizando profissionais de todos os campos.

As empresas associadas à União Brasileira dos Promotores de Feiras (UBRAFE), divulgaram agenda para 2017 com 2.009 feiras. A região sul representa uma grande parcela deste número de eventos, ocupando o segundo lugar, como mostra o gráfico seguir (figura 2.01).

41% 34% 14% 7% 4% EVENTOS SUDESTE SUL NORDESTE CENTRO OESTE NORTE

O mercado de eventos brasileiro cresceu de forma expressiva nos últimos 12 anos, ampliando a sua relevância econômica. Dessa maneira, impactando diretamente no turismo brasileiro, este pode ser exercido com interesse profissional, cultural por meio de congressos, convenções, simpósio, feiras, encontros culturais, reuniões, entre outros. Esta é uma das atividades que mais cresce no mundo (HOELLER, 2004).

Para Andrade (2002, p.41):

Os eventos constituem parte significativa na composição do produto turístico, atendendo intrinsecamente às exigências de mercado em matéria de entretenimento, lazer, conhecimento, descanso e tantas outras motivações. Podem representar, quando adequadamente identificados com o espaço onde se realizam, a valorização dos conteúdos locais, tornando-os para destacada da atração. Mas podem também ser constituídos por iniciativas fundamentadas apenas num cenário de atendimento às exigências do mercado consumidor.

Figura 2.01: Gráfico mercado de eventos nas regiões brasileiras Fonte: ABEOC Brasil / SEBRAE, 2013

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O mercado de eventos no Brasil cresce por volta de 14% ao ano (BARRETO, 2013). E pela importância que o agronegócio tem proporcionado para economia nacional, podem-se classificar as feiras e exposições agropecuárias como turismo de negócios, pois se tornou relevante para economia urbana, além de estimular os meios de transportes, hospedagem e gastronomia, também auxilia aos produtores as novas tendências do setor (BARBOSA, 2005).

Percebe-se que as feiras são os termômetros do mercado, é o local onde o produtor se atualiza, moderniza e adquire mais conhecimento (BARBOSA, 2005).

As feiras também têm como objetivo pecuaristas, fazendeiros, grandes e pequenos produtores, e visam atender a população como um todo, proporcionando atividades que atraiam para os eventos.

As feiras, como é o caso da FEAGRO – VALE (figura 2.02), têm se transformado ao longo dos anos no principal evento das cidades. Além de gerarem muitos empregos, diretos ou indiretos, também apresentam novas tecnologias que contribuem para a produção da pecuária e da agricultura, atraindo assim, um grande número de visitantes locais e turistas.

Figura 2.02: Pavilhão de exposição – FEAGRO Fonte: Destaque Sul, 2016

2.2 SURGIMENTO E DEFINIÇÕES PARA ESPAÇOS DE EXPOSIÇÕES

As edificações efêmeras ou construções de usos temporários têm sua origem marcada pelos nômades, onde este tipo de construção foi fundamental para sobrevivência destes povos. Mais tarde, no período medieval, as edificações efêmeras obtiveram um novo uso, para realização de feiras e estas representavam grande importância econômica na época, sendo utilizadas como pontos de troca (MIOTTO, 2016).

O caráter transitório destas edificações, aliado à evolução tecnológica e as transformações sociais que se seguiram com a revolução industrial, foram determinantes para a criação dos pavilhões de exposição (CARVALHO, 2009).

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Nessa perspectiva, de acordo com Puente (2000, p. 12):

Durante o século XIX, as feiras locais e os mercados deram espaço para as exposições universais, uma nova forma de expor. Essas primeiras exposições conseguiram estimular o desenvolvimento econômico dos países anfitriões, incentivando a população a criar novos artefatos para apresentá-los ao público.

Puente (2000, p. 9) acrescenta que no decorrer do século XX, "os pavilhões funcionaram como laboratórios para experimentos arquitetônicos”, constituindo assim, grandes vitrines de intenções e novas técnicas.

Além disso, as feiras começaram a representar grande estímulo econômico, incentivando a ampliação e qualificação dos espaços. As exposições universais atingiram um âmbito internacional, por se tratarem de exposições de grande nível, os projetos arquitetônicos foram desenvolvidos com objetivo de desenvolver edificações imponentes, algumas destas marcaram a história e acabaram se tornando ícones da arquitetura mundial, como por exemplo, o palácio de Cristal (figura 2.03).

Figura 2.03: Palácio de Cristal – Londres, Fonte: Archdaily, 2013

Neste contexto, na atualidade, os pavilhões de exposições representam importância comercial e cultural, podendo ser considerados tão importantes quanto os itens em exposição. Uma vez que neles predominam a representação, a comunicação, a capacidade de exibir um objeto mostrando seus atributos e de fazer acontecer a comunicação entre esse objeto e o público (MONASTERIO, 2006). Neste sentido, estas edificações têm além de sua função de abrigar feiras e eventos, também possibilitam realçar as qualidades dos objetos expostos, auxiliando na sua comercialização.

A atual sociedade se caracteriza principalmente como uma sociedade consumista. Isto se deve principalmente à revolução industrial, que marcou o desenvolvimento do capitalismo. Desta maneira, uma das principais estratégias para a promoção comercial é a realização de feiras e eventos, por meio de exposições de produtos em pavilhões de exposição (REJÓN, 2003).

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Os espaços para feiras e eventos são dotados de características que possibilitam a sua utilização para a realização de variadas tipologias de eventos.

Um dos temas mais abordados no Brasil é o agronegócio e um dos propósitos é desenvolver o setor em todos os seus segmentos (figura 2.04).

Neste contexto, o agronegócio está em destaque na economia nacional, pois é responsável por 48% das exportações totais do país. Em 2016, os produtos do agronegócios atingiram saldo comercial significativo ao país, de USS 72,5 bilhões. (BARBOSA, 2005).

Figura 2.04: Agrishow, São Paulo Fonte: Agroevento, 2017

As exposições agropecuárias tornaram-se eventos de utilização e consumos urbanos sem que perdessem seu caráter fundador: são eventos com práticas e características rurais. Por sua vez, essa fusão de elementos urbanos aos rurais em seu espaço reflete a emergência da desintegração da dualidade urbano -rural. (SILVA, 2003, p.05).

No Brasil, as feiras de agronegócios possuem uma diversidade de atrativos, dentre elas, leilões, estandes com exposição de máquinas agrícolas, automóveis, empresas de melhoramento animal, vegetal, insumos e outros, além de propiciar ao público visitante entretenimentos como shows, parques, restaurantes, no qual uma parte desses são familiares de grandes ou pequenos produtores ou apenas pessoas que buscam durante os dias de feiras um lazer diferenciado, trocando a cidade, por um ambiente rural (BARBOSA, 2005).

Desta forma, as feiras de exposição movimentam a economia local e brasileira, por meio de turismo, comércio e negócios. Contudo, estes espaços necessitam de um dinamismo e eficácia, para que seja possível a realização de diversos eventos no espaço, dando uso durante período maior, não o caracterizando como um espaço ocioso.

Além disso, deve oferecer alternativas de uso para o espaço durante o ano, como por exemplo, a utilização do espaço externo como uma praça ou parque, propiciando o uso mais intenso do local e também auxiliando no desenvolvimento de um espaço de qualidade para a cidade.

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2.3 PARQUE URBANO

O início da história dos parques urbanos ocorreu com propósito paisagístico, surgindo na Inglaterra no final do século XVIII e cem anos mais tarde os parques surgiram novamente, mas como consequência da nova cidade industrial, que passou a existir com a revolução industrial do século XIX (KLIASS, 1993). As cidades estavam passando por um processo de urbanização acelerado, o que acabou acarretando em diversos problemas, como poluição e insalubridade (figura 2.05).

Figura 2.05: Cidade na revolução industrial Fonte: Diário dos extremos, 2013

Neste contexto, os parques urbanos tinham a função inicial de recreação e lazer, contudo, com o crescimento acelerado das cidades, surgiu a necessidade de espaços para diminuir os problemas das cidades, tendo assim a função de ser área verde, uma alternativa para encontrar um local saudável nas cidades.

Já no Brasil, os parques urbanos não surgem da urgência social das massas urbanas do século XIX, pois o país não apresentava as mesmas características dos países europeus, não possuindo nenhuma cidade com população ou área equivalente. Desta forma, o parque foi criado pretendendo desenvolver um cenário próximo ao que as elites brasileiras viam na Europa, principalmente na Inglaterra e França (MACEDO; SAKATA, 2003).

Ainda que o surgimento do parques urbanos tenha sido variado no curso da história, nos tempos atuais, os parques comumente surgem para atender as necessidades da população, qualificar espaços que precisam de atenção ou até mesmo, controlar processos de urbanização e a preservação ambiental.

A recuperação de áreas degradadas e conservação de áreas de preservação, é algo preponderante nas cidades e surte um impacto direto na paisagem e na utilização destes elementos naturais, auxiliando diretamente na qualidade de vida dos usuários. Além disso, a criação de uma área verde oferece uma identidade visual para o local, auxiliando no sentimento de pertencimento.

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Os parques devem estar dotados de uma diversidade de espaços e equipamentos, possibilitando distintas formas de apropriação. Havendo assim função em horários diferentes e por faixas etárias diferentes (JACOBS, 1996).

Segundo Macedo (2003, p. 13):

O papel real do parque como um espaço livre público estruturado por vegetação e dedicado ao lazer em massa. Atendem a uma grande diversidade de solicitações de lazer, tanto esportivas como culturais, não possuindo, muitas vezes, a antiga destinação voltada basicamente para o lazer contemplativo, características dos primeiros grandes parques públicos.

A sociedade atual está cada vez mais limitando a sua vida para uma esfera privada, em casas privadas, em computadores privados, em espaços de trabalho privados, em centros comerciais estritamente controlados e privatizados, existem assim sinais claros que a cidade e os espaços urbanos influenciam diretamente na vida das pessoas. Se contrastando com a atual realidade da população, desta forma, a chance das pessoas em usar seu tempo para interagir diretamente com seu entorno, vem se tornando uma atividade extremamente atrativa. A sociedade carece de espaços que ofereçam novos sentidos e significado ao local como lugar de encontro (GEHL, 2002).

Espaços

Públicos PrivadosEspaços

 Qualidade de Vida  Lazer  Parques × Empresas × Serviços × Administração

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Neste sentido, há a necessidade de desenvolver espaços que ofereçam atrativos diversos, possibilitando e atraindo a população, afastando-a da vida conectada apenas à esfera privada, entrando em contato com a natureza e gerando a interação de pessoas, desenvolvendo atividades ao ar livre e assim proporcionando prazer e contentamento.

“Uma boa acupuntura é ajudar a trazer gente para a rua, criar pontos de encontro e, principalmente, fazer com que cada função urbana catalise um bem encontro entre as pessoas” (LERNER, 2003, p. 47).

Desta forma, desenvolvendo espaços de qualidade, onde há funções recreativas, sociais e culturais e, principalmente, um papel estruturante na forma urbana, a boa acupuntura acontecerá, pois atrairá as pessoas para a rua, usufruindo do que a cidade possui de melhor. Também assegurando uma melhor qualidade de vida à população e visitantes, oferecendo novas formas de lazer.

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2.4 LAZER

Existem diversas definições para o lazer e uma das formas se relaciona a um conjunto de tarefas que um indivíduo possa participar de livre vontade, seja para repousar, seja para divertir-se, recrear-se e entreter-se ou, ainda, para desenvolver algo, sem obrigações profissionais, familiares ou sociais (DUMAZEDIER, 1973).

O lazer é fundamental para a vida contemporânea, sendo essencial para a vida saudável. É um tempo livre, onde a escolha pelo que fazer se dá pelo prazer e não há obrigações envolvendo os mesmos (NUNES, 2014).

A prática de atividades de lazer pode trazer vários benefícios à saúde, no combate ao estresse tanto físico quanto mental, que surge devido ao ritmo de vida acelerado da população. Desta forma, percebe-se a importância dos espaços públicos, sendo uma alternativa importante para a prática de alguma atividade, pois a qualidade de vida está intimamente ligada ao lazer.

Segundo Dahl (1971, p. 187): “lazer de que as pessoas precisam hoje não é tempo livre, mas um espírito livre; em um lugar de hobbies ou de diversão, uma sensação de graça e de paz, capaz de nos erguer acima de nossa vida tão ocupada”.

Neste viés, o lazer é um sentimento de satisfação, que é definido individualmente como prazeroso, enquanto uma atividade pode ser agradável para uma pessoa, a mesma atividade pode surtir efeito oposto em outra pessoa.

Além disso, o lazer pode ser considerado uma forma de socialização, onde é possível dialogar e fazer novas amizades, praticando uma atividade esportiva, educativa ou até mesmo uma atividade simplesmente prazerosa.

Atualmente, as cidades sofrem com o problema da falta de espaços para o lazer saudável, tais como a prática de atividades físicas, já que a falta de local físico impossibilita ou prejudica o desenvolvimento das atividades. Neste sentido, as atividades em espaços ao ar livre (figura 2.06), em contato com a natureza, ajudam a sair da rotina e são eficazes no auxílio da diminuição de estresse da vida cotidiana, sendo uma alternativa excelente para o descanso e lazer (SOUZA, 2010).

Figura 2.06: Prática de esportes - ciclismo Fonte: Comunicação – São Paulo, turismo, 2014

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Por outro lado, possui uma diversidade de formas de definir o lazer, sendo caracterizado de acordo com cada pessoa e suas preferências. Outra forma de desenvolver a prática do lazer são eventos e festas, que são uma verdadeira recreação, complemente opostas a outras formas de lazer, como o descanso e a simples contemplação (BUENO, 2008).

O turismo é outro exemplo de lazer, onde ocorre a saída da rotina, uma experiência inusitada, que pode funcionar como alternativa para o despertar da felicidade e contentamento, sendo estes resultantes da prática de lazer (STANLEY, 1978).

Sendo assim, o lazer não se limita a descanso ou prática de algum esporte,, ele pode ser vivenciado de diversas formas.

Pode ser caracterizado pelo emprego de diversas manifestações culturais, como jogos, brincadeiras, festas, passeio, viagens, esporte, dentre outras possibilidades. No qual, representam importância para o desenvolvimento de uma vida saudável.

Nessa perspectiva, a proposta visa desenvolver um parque de exposições que supra as necessidades econômicas, turísticas e de lazer da população e visitantes. Para isto, será desenvolvido um centro de exposições e eventos, que atenderá a deficiência da cidade em espaços de eventos de qualidade. Além disso, um parque, tendo em vista desenvolver um espaço que proporcione atividades de lazer, encontro e convívio, influenciando diretamente na qualidade de vida da população.

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IMPORTÂNCIA, PARA AUXILIAR NO DESENVOLVIMENTO DA PROPOSTA DE UM PARQUE DE EXPOSIÇÕES E EVENTOS. A SEGUIR OS PROJETOS:

3.1 CENTRO DE EXPOSIÇÕES AGROPECUÁRIAS, PLANALTINA - DF

3.2 CENTRO CULTURAL DE EVENTOS E EXPOSIÇÕES, NOVA FRIBURGO – RJ

3.3 CENTRO RECREATIVO E PARQUE NENAGH – IRLANDA

3.4 ESCOLHA REFERENCIAIS 3.5 REFERENCIAIS PONTUAIS

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3.1 CENTRO DE EXPOSIÇÕES AGROPECUÁRIAS – PLANALTINA - DF

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FICHA TÉCNICA

ESTÚDIO 41 ANO: 2012

STATUS: 2º LUGAR CONCURSO

LOCALIZAÇÃO: PLANALTINA, BRASÍLIA - DF

ÁREA CONSTRUÍDA: 11000m²

Figura 3.01: Implantação, adaptado pela autora Fonte: Concurso de projetos

LEGENDA

1 Parque vivencial urbano 2 Palco para show 3 Espaço para show

4 Pavilhão - exposição de animais e leilão 5 Curral

6 Exposição de máquinas agrícolas

7 Pavilhão multiuso

Figura 3.02: Área externa

Fonte: Concursos de projetos, 2012 A área externa foi

projetada com espaço destinados à ampliação de eventos como feiras (figura 3.02), possuindo assim, local para tendas. Além disso, também dispõe de espaço amplo para público quando houver shows. O centro de exposições também conta com um parque vivencial, onde há usos como uma praça de acesso, parque infantil, circuito de ginástica, mirante e sanitários.

Figura 3.03: Projeto centro de exposições Fonte: Concurso de projetos, 2012

A V E N ID A IND E P E ND Ê NC IA

RUA PERIMETRAL DA VILA N. SENHORA DE FÁTIMA

Posicionado entre o perímetro urbano de Planaltina, Distrito Federal e a Área de Preservação Ambiental do Planalto Central – próximo à Estação Ecológica de Águas Emendadas.

A proposta organiza o programa em pavilhões que conformam um espaço vazio – uma praça – conectado ao parque e à cidade através da permeabilidade de suas laterais (figura 3.01 e 3.03).

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RUA PERIMETRAL DA VILA N. SENHORA DE FÁTIMA

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3.1.1 ACESSO / CIRCULAÇÃO

O acesso principal de pedestres e veículos está distribuído ao longo da rua perimetral da Vila N. Senhora de Fátima. A área verde do parque pode receber seus

visitantes tanto a partir da Avenida

Independência quanto através da praça interna aos edifícios (figura 3.06).

As circulações dos edifícios são

predominantemente horizontais, havendo

apenas uso de escadas e um elevador de serviços. O pavilhão de exposições conta com área livre no local de leilões de gado e feiras (figura 3.04) e o restante da área é destinado a exposições de animais, com circulações para visitantes e expositores.

O bloco multiuso apresenta planta livre (figura 3.05), deste modo, possui poucos espaços divididos por usos, havendo apenas espaços no térreo destinados a stands e no pavimento superior há divisórias para os quiosques de alimentação.

Figura 3.06: Planta baixa centro de exposições, adaptado pela autora

Fonte: Archdaily, 2012 LEGENDA

Figura 3.04: Espaço para leilões | Fonte: Estúdio 41, 2012 Figura 3.05: Espaço multiuso | Fonte: Estúdio 41, 2012

Circulação Vertical Circulação Horizontal Acesso veículos Acesso pedestre Acesso serviço

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3.1.2 VOLUME / MASSA

O conjunto de edificações apresenta basicamente a forma retangular (figura 3.09), sendo caracterizados pela horizontalidade.

A torre de observação do Corpo de Bombeiros Florestal (figura 3.08) se destaca no conjunto, devido a sua altura de 22 metros, este elemento tem a função de conectar o setor de eventos e o parque. Esta edificação funciona também como mirante que pode receber acesso público. Sua altura deve-se, não só ao seu uso principal, mas também à intenção de torná-la um

ponto de referência que orienta a localização do parque. Figura 3.08: Torre de ObservaçãoFonte: Estúdio 41, 2012

Figura 3.09: Centro de exposições, adaptado pela autora Fonte: Estúdio 41, 2012

3.1.3 DEFINIÇÃO DOS ESPAÇOS

O conjunto é composto por dois pavilhões (figura 3.09), o primeiro utilizado para exposição de animais (1 pavimento) e o segundo é um espaço multiuso, utilizado para exposição, quiosques e área administrativa (2 pavimentos) e por fim dois blocos menores, sendo um palco para shows e um curral.

A articulação entre estes elementos se dá por uma praça aberta, cuja configuração estimula a entrada de pessoas e promove a interação entre o empreendimento e a cidade. Essa praça recebe o fluxo de pessoas que chega a esse lugar na cidade, funcionando como espaço de acesso e distribuição.

O local reservado para abrigar shows e parque de diversões é tratado com paisagismo, permitindo sua apropriação pela comunidade.

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LEGENDA

Palco para shows 1º pavilhão

2º pavilhão

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3.1.4 ESTRUTURA E TÉCNICAS CONSTRUTIVAS

De acordo com o arquiteto, grande parte das estruturas edificadas utiliza treliças em aço (figura 3.11) para obter vãos livres, que permitem flexibilidade na apropriação dos espaços, com menor consumo de material. Estes sistemas em aço estão associados, em alguns casos, a pilares de concreto para maior estabilidade horizontal do conjunto.

3.1.5 CONFORTO AMBIENTAL

Os edifícios possuem sistemas como captação de água da chuva e painéis fotovoltaicos para a geração de energia ou para o aquecimento de água. A praça em frente da Avenida Independência conta com equipamento tipo lâmina com jatos d’água (figura 3.12), constituindo tanto um espaço de lazer quanto um mecanismo de umidificação do ar. Essa instalação pode utilizar água da chuva acumulada em reservatórios e bombear para o sistema quando houver alguma programação de eventos no local.

Para os painéis de fechamento e esquadrias das edificações utilizou-se predominantemente sistemas de painéis em madeira treliçados vazados. Esses painéis, mesmo quando fechados, mantém constante a ventilação das áreas internas, servindo como superfícies flexíveis que podem ser deslocadas conforme o uso pretendido em determinado evento.

Figura 3.10: Centro de exposições Fonte: Estúdio 41, 2012 Figura 3.11: Estrutura Treliças em aço Fonte: Estúdio 41, 2012 Figura 3.12: Torre de Observação Fonte: Estúdio 41, 2012

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3.1.6 RELAÇÕES DO EDIFÍCIO COM O ENTORNO

O centro de exposições está localizado entre a cidade e a Área de Preservação Ambiental do Planalto Central (figura 3.13), que por sua vez protege a estação Ecológica de Águas Emendadas.

A praça conecta a cidade ao parque, havendo uma transição entre a natureza e o meio urbano. Os elementos edificados apresentam no máximo dois pavimentos, seguindo assim o seu entorno predominantemente residencial unifamiliar (figuras 3.14 e 3.15), juntamente com as praças do conjunto, não bloqueando o visual para o parque ao fundo.

Figura 3.13: Localização da proposta | Fonte: Google Earth, 2016 Terreno

do projeto

Figura 3.14: Entorno da proposta Fonte: Google Street View, 2016

Figura 3.15: Entorno da proposta Fonte: Google Street View, 2016

3.1.7 RELAÇÕES DO INTERIOR COM O EXTERIOR

Apesar de seguir a mesma linguagem, os blocos são separados, apresentando uma descontinuidade. O fator de ligação entre eles é feito pela praça que faz a comunicação entre estes espaços (figura 3.16).

Os painéis em madeira treliçados vazados, quando totalmente abertos, atribuem permeabilidade entre espaços internos e externos, possibilitando a apropriação pública do conjunto edificado.

O bloco multiuso apresenta uso de pilotis em frente à praça com jatos d’água, criando uma continuidade e ligação com a calçada e o entorno imediato.

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LEGENDA Público Semiprivado Privado 01 02 03 04 05 07 06 08 09 10 11 10 13 12 12 12 14 01 Palco

02 Espaço para shows 03 Local - parque de diversões 04 Espaço para leilões 05 Exposição de animais 06 Curral 07 Moagem 08 Exposição de máquinas agrícolas 09 Espaço Multiuso

10 Stand para exposição

11 Centro de atendimento ao turista 12 Quiosques

13 Praça de alimentação 14 Administração

Figura 3.18: Centro de exposições Fonte: Concursos de projetos, 2012

Figura 3.19: Área para leilões de animais

Fonte: Estúdio 41, 2012

Figura 3.20: Espaço multiuso Fonte: Estúdio 41, 2012

3.1.9 SIMETRIA E ASSIMETRIA / TRAÇADOS REGULADORES

Os dois pavilhões possuem equilíbrio em sua forma (figura 3.18), sendo blocos separados, contudo o uso do fechamento em sistema de madeira treliçada se repete nas duas edificações, criando uma unidade. As edificações seguem o eixo horizontal, havendo apenas o volume do mirante como elemento vertical em destaque.

Figura 3.17: Planta baixa pavimento térreo e superior | Fonte: Archdaily, 2012

3.1.8 HIERARQUIAS ESPACIAIS

O terreno apresenta grande área de acesso público, uma vez que o parque é aberto à população. Já as edificações possuem em sua maioria caráter semiprivado, pois são abertas ao público em dias de eventos, onde há exposições, eventos e shows (figuras 3.17, 3.19 e 3.20). E as áreas administrativas e espaços destinados a animais são privadas, de uso exclusivo para funcionário.

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3.2 CENTRO CULTURAL DE EVENTOS E EXPOSIÇÕES – NOVA FRIBURGO

FICHA TÉCNICA

ESTÚDIO 41

ANO: 2014

STATUS: 1º LUGAR CONCURSO

ÁREA CONSTRUÍDA:3500.00m²

LOCALIZAÇÃO: NOVA FRIBURGO - RJ

A construção será feita em um terreno da CEASA (Central de Abastecimento do Rio de Janeiro – RJ), inserido no bairro Conquista, em Nova Friburgo – RJ (G1 - Globo, 2014).

A edificação ficará inserida em um contexto rural serrano, estando fora da malha urbana da cidade, contudo privilegiado por visuais naturais resultantes da sua localização.

O edifício tem o objetivo principal de valorizar o turismo, a gastronomia e o patrimônio cultural da cidade de Nova Friburgo e do circuito serrano do Rio de Janeiro.

Para isto, o projeto contará com espaço para feiras, festivais e demais eventos realizados na região (figura 3.23 e 3.24). Além disso, será um espaço de uso frequente pelos moradores da região, promovendo convívio, pontos de parada ou contemplação das belezas naturais.

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LEGENDA 1 Praça externa 2 Centro 3 Palco 4 Estacionamento 5 Estacionamento ônibus 6 Doca – acesso serviço

Figura 3.23: Vista superior projeto Fonte: Archdaily, 2014

Figura 3.24: Projeto centro de exposições Fonte: Archdaily, 2014

Figura 3.22: Implantação centro cultural Fonte: Archdaily, 2014

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LEGENDA Circulação Vertical Circulação Horizontal Acesso veículos Acesso pedestre Acesso serviço

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Figura 3.25: Plantas baixa do térreo, primeiro, segundo e terceiro pavimento

Fonte: Archdaily, 2014

Figura 3.26: Implantação | Fonte: Archdaily, 2014

3.2.1 ACESSO / CIRCULAÇÃO

O acesso principal de pedestres e veículos está concentrado em apenas um ponto do terreno, onde se situa um pórtico de entrada. A partir da entrada, o acesso de veículos se direciona ao estacionamento e o acesso de pedestres se distribui ao longo da praça frontal, chegando assim ao centro de exposições (figura 3.26).

O acesso de carga e descarga da edificação ocorre no nível mais baixo do terreno, na lateral da edificação, próximo à área de estacionamento de ônibus. Os acessos à edificação ocorrem de forma oblíqua em relação à rua, destacando a perspectiva na fachada bem como na forma da edificação.

Por se tratar de um pavilhão de exposições, há espaços abertos em seu grande vão, dando maior permeabilidade e distribuindo assim as circulações por todo o edifício. A edificação possui quatro pavimentos, havendo assim a necessidade de circulações verticais (figura 3.25), que neste caso são feitas por meio de escadas.

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3.2.2 VOLUME / MASSA

O conjunto de edificações apresenta a forma de prisma retangular, sendo caracterizado pela horizontalidade.

O edifício possui uma volumetria de clara visualização, por estar localizado às margens de uma rodovia, tornando-se uma referência para os usuários em deslocamento.

Propõe-se a flexibilização dos ambientes internos do pavilhão de forma que possa ter várias configurações. Para isso, foram desenhados auditório e salas de reunião que permitem o recolhimento das paredes e, consequentemente, o aumento significativo das áreas expositivas.

O conjunto apresenta apenas duas volumetrias básicas no terreno (figura 3.27) e um edifício onde se concentram as atividades e um palco para apresentações.

3.2.3 DEFINIÇÃO DOS ESPAÇOS

O programa foi organizado num volume único que abriga as principais atividades culturais no nível térreo (figura 3.28). O terreno apresenta declividade e esta característica foi adotada ao projeto, sendo implantada no nível mais baixo a área de serviços e carga e descarga.

A edificação apresenta quatro pavimentos, nos dois superiores foram locados uma praça de alimentação e um restaurante, também atendendo a eventos no espaço expositivo principal. É possível usufruir dos visuais da região serrana nestes pavimentos.

Além disso, outro bloco menor foi desenvolvido para shows e apresentações e a praça em frente ao centro cultural possibilita um público grande durante os shows e apresentações. 1 2 LEGENDA Centro Cultural Palco 1

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Figura 3.27: Volume Fonte: Archaily, 2014

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3.2.4 ESTRUTURA E TÉCNICAS CONSTRUTIVAS

A estrutura da edificação consiste basicamente num corpo prismático suspenso (figura 3.29), apoiado em seis pilares, liberando todo o espaço interior de obstáculos estruturais. Este corpo é constituído por uma fachada estrutural (casca exterior) composta por treliças periféricas, estas grandes treliças suportam a estrutura interior da cobertura.

A estrutura dos espaços de apoio e auditório é independente da estrutura da cobertura e fachada, sendo proposta a utilização de tecnologia de construção em aço leve, do tipo “Light Steel Framing”.

3.2.5 CONFORTO AMBIENTAL

Nas fachadas, foi utilizado um sistema de dupla envoltória, permitindo a filtragem da luz natural e seu aproveitamento (figura 3.31).

A cobertura do espaço de exposições em sheds (figuras 3.30, 3.33) conta com um sistema automatizado de medição e regulagem da incidência solar, controlando assim as necessidades de luz interior e equilibrando a demanda de energia elétrica consumida.

Sheds com sistema automatizado de medição e regulagem de iluminação solar Estrutura do grande vão: Corpo prismático suspenso

Figura 3.29: Estrutura | Fonte: Estúdio 41, 2014

Figura 3.30: Área de exposição | Fonte: Archdaily, 2014

Figura 3.31: Acesso serviço - Doca Fonte: Archdaily, 2014

Figura 3.32: Fachada Norte Fonte: Archaily, 2014

Figura 3.33: Implantação | Fonte: Archdaily, 2014

Nascente

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3.2.7 RELAÇÕES DO INTERIOR COM O EXTERIOR

O Centro Cultural de Exposições e Eventos tem em seu programa um bloco principal e um palco para shows. A praça em frente a edificação faz a ligação entre os elementos edificados, contudo apresentam uma descontinuidade, por serem blocos separados.

O acesso principal à área de exposições se dá no nível térreo (figura 3.38), junto à fachada norte, por meio de portas pivotantes, que permitem integrar espaços internos e externos, conectando a praça de eventos externa aos ambientes cobertos do pavilhão cultural (figura 3.37).

3.2.6 RELAÇÕES DO EDIFÍCIO COM O ENTORNO

O Centro Cultural de Eventos e Exposições ficará localizado em zona rural, havendo em seu entorno apenas algumas empresas e por estar situado em área serrana, o local conta com acesso principal pela rodovia de fluxo intenso, que faz ligação entre Teresópolis e Nova Friburgo.

O entorno apresenta no máximo dois pavimentos (figuras 3.35 e 3.36), desta forma o edifício adota linguagem semelhante, possuindo três pavimentos, contudo aproveita os níveis do terreno, desenvolvendo um elemento horizontal.

Área projeto

Figura 3.34: Localização da proposta | Fonte: Google Earth, 2016

Figura 3.35: Entorno da proposta Fonte: Google Street View, 2017

Figura 3.36: Entorno da proposta Fonte: Google Street View, 2017

Figura 3.37: Permeabilidade visual interior x exterior

Fonte: Archdaily, 2014

Figura 3.38: Permeabilidade visual interior x exterior Fonte: Archdaily, 2014

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3.2.10 SIMETRIA E ASSIMETRIA / TRAÇADOS REGULADORES

O pavilhão possui equilíbrio e simetria em sua composição, sendo um bloco único (figura 3.40), utilizando do sistema de fechamento único em suas fachadas,

desenvolvendo uma unidade. A edificação segue o eixo horizontal.

3.2.8 HIERARQUIAS ESPACIAIS

O terreno apresenta caráter privado nos dias que não há eventos, devido a presença de

guarita controlando acesso.

A edificação possui em sua

maioria caráter semiprivado, pois é aberto ao público em dias de

eventos, onde há exposições,

eventos e shows (figura 3.39). As áreas de serviço, como cozinha,

administração e espaços para

reuniões são privadas, de uso exclusivo para funcionários.

LEGENDA Público Semiprivado Privado TÉRREO: 1 Doca 2 Oficina 3 Depósito 4 Vestiário 5 Ambulatório 6 Área Técnica 1º e 2º PAV.: 7 Praça de Alimentação 8 Banheiros 9 Salão de Exposição 10 Auditório 11 Bilheteria e camarins 12 Foyer 13 Sala de Reunião 3º PAV. 10 Auditório 14 Restaurante 15 Cozinha 16 Administração Figura 3.39: Planta baixa Térreo, primeiro, segundo e terceiro

pavimento | Fonte: Archdaily, 2014

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ESTAÇÃO ECOLÓGICA ÁGUAS EMENDADAS

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3.3 CENTRO RECREATIVO E PARQUE NENAGH - IRLANDA

FICHA TÉCNICA

ABK ARCHITECTS

ANO: 2015

PAISAGISMO: DELANEY PAISAGISMO

LOCALIZAÇÃO:NENAGH, CO. TIPPERARY - IRLANDA

ÁREA CONSTRUÍDA: 16000m²

O parque está localizado num sítio ilha definido pelo rio Nenagh e um canal de transbordamento (figuras 3.42 e 3.43) adjacente ao aterro da linha ferroviária de Dublin nos arredores de Nenagh.

O projeto consiste na renovação de um edifício para fazer frente ao novo parque. O parque criado possui dimensões pequenas (figura 3.41), mas o programa aproveita as características e belezas locais desenvolvendo o parque com qualidade.

Figura 3.42: Vista superior do parque Fonte: Denaley landscaping, 2015

Figura 3.43: Vista superior do parque Fonte: Denaley landscaping, 2015 Figura 3.41: Implantação parque | Fonte: Archdaily, 2016

LEGENDA 1 Playground 2 Trilha de exercícios 3 Área de skate 4 Lago 5 Estacionamento 01 6 Estacionamento 02 O local é aberto ao público, com entrada gratuita. Contudo a falta de placas ou elementos que induzam a chegada ao local, dificultam o acesso, e outro fator é a visualização bloqueada pela densa vegetação no seu entorno.

ESTACIONAMENTO 01 ESTACIONAMENTO 02 1 2 4 3

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Ponte Veículos Ponte Pedestre Estacionamento 01 Estacionamento 02

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3.3.1 COMPOSIÇÃO GERAL E TRAÇADO URBANO

A área conta com caminhos traçados a partir do edíficio implantado (figura 3.44), apresentando um caminho central e caminhos secundários contornando o parque. O mesmo apresenta um traçado geométrico em seus caminhos e desenhos orgânicos definindo locais com usos.

O parque está situado em local contornado por densa vegetação, toda a sua extensão faz parte de um elemento surpresa, pois só é possível visualizá-lo após atravessar as pontes de acesso.

3.3.2 ACESSOS E ENTRADAS

ANO+

O parque está localizado em meio à vegetação, dificultando o contato com a vizinhança. Os acessos se concentram apenas em uma área, onde estão as pontes de pedestre e veículos (figura 3.45). O acesso de pedestre se liga diretamente ao parque, contudo também estando próximo à edificação. Já o acesso de veículos se encontra na face sul do terreno, onde há vagas de estacionamento.

O acesso principal é descaracterizado, não havendo uma demarcação ou pórtico enfatizando o local. O estacionamentos ficam logo na entrada, o restante do percurso se dá a pé, havendo uma preocupação com a vegetação.

Figura 3.44: Maquete eletrônica | Fonte: Denaley landscaping, 2015

LEGENDA

Acesso pedestre Acesso veículos

Figura 3.45: Implantação parque Fonte: Archdaily, 2016

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3.3.3 CIRCULAÇÕES

O projeto demonstra a clara separação entre o pedestre e o veículo, dando prioridade aos espaços para circulação do pedestre.

Os caminhos se iniciam a partir da edificação e todo percurso é feito com acessibilidade, sem a presença de escadas, sendo um trajeto contínuo.

Os caminhos criados aproveitam o visual do local que é circundado por um lago e um canal. Os eixos traçados pelas circulações também valorizam a edificação, criando um eixo central (figura 3.46).

LEGENDA

Circulação veículos Circulação pedestres

3.3.4 INSERÇÃO URBANA

O parque está inserido no histórico condado de Tipperary, que possui apenas 5.000 mil habitantes dentro do perímetro urbano. De acordo com análise feita no Google Maps, o local está inserido em uma área predominantemente residencial (figuras 3.47, 3.48 e 3.49). Segundo análise, encontra-se uma pequena placa demonstrando onde é o acesso ao parque, dificultando a identificação do mesmo e também a chegada ao parque.

Parque

Figura 3.48: Entorno do parque Fonte: Google Street View, 2016

Figura 3.47: Localização da proposta | Fonte: Google Earth, 2016

Figura 3.49: Entorno do parque Fonte: Google Street View, 2016 Figura 3.46: Implantação parque | Fonte: Archdaily, 2016

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3.3.6 VEGETAÇÃO E MATERIAIS: JARDIM

A paisagem do parque tece várias camadas juntas para criar zonas úmidas, prados, florestas e terras altas com uma área de skate, trilha de exercícios e playground para completar a composição (figuras 3.50, 3.51 e 3.52).

A composição de pisos é intercalada entre área pavimentada e não pavimentada, desenvolvendo assim uma conexão com a natureza do seu entorno.

3.3.7 EQUIPAMENTOS E MOBILÁRIOS

Por se tratar de um parque em escala reduzida, a quantidade de equipamentos também é pequena, contudo apresenta atrações que vão desde espaço para crianças como playground, até local para prática de exercícios, atraindo assim usuários de faixas etárias diferentes.

Os equipamentos possuem linguagem própria, sendo desenvolvidos especialmente para o parque. Os mobiliários dispostos no parque (figura 3.53) são feitos de madeira e se adequam ao contexto do projeto, que possui uma linguagem que se liga com a natureza, utilizando materiais naturais.

Figura 3.50: Playground Fonte: Archdaily, 2016

Figura 3.51: Vista superior do parque Fonte: Denaley landscaping, 2015

Figura 3.52: Lago Fonte: Archaily, 2016

Figura 3.53: Mobiliários Fonte: Archdaily, 2016

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3.4 A ESCOLHA DOS

REFERENCIAIS PROJETUAIS

Os referenciais projetuais foram escolhidos para entender melhoro funcionamento destes espaços, além de características específicas utilizadas que agregarão potencialidades ao projeto.

CENTRO DE EXPOSIÇÕES

AGROPECUÁRIAS - PLANALTINA

A escolha do referencial baseia-se no programa de necessidades amplo que abrange o centro de exposição/eventos e um parque urbano. Outro fator importante é a capacidade de criar um espaço de qualidade, com a preocupação de criar ligações entre os usos propostos.

CENTRO CULTURAL DE EVENTOS E EXPOSIÇÕES – NOVA FRIBURGO

A escolha deste projeto se deve principalmente a sua composição formal simples, solucionando questões como o grande vão necessário para a área de exposição com uma forma estrutural interessante.

Outro fator importante se deve à permeabilidade que o edifício apresenta, utilizando materiais e técnicas, como portas pivotantes, que permitem esta ligação interior e exterior.

Os desníveis do terreno foram apropriados pela edificação, tirando proveito desta característica.

CENTRO RECREATIVO E PARQUE NENAGH - IRLANDA

A escolha deste referencial teve como objetivo ampliar os conhecimentos sobre parques, devido o fato de o tema do TCC possuir além do edifício de exposições, um parque, dando uso ao espaço durante o ano todo, atraindo a população para este espaço mesmo em dias sem eventos.

A escala menor do projeto também influenciou na escolha, pois auxiliará na distribuição de usos e criação do traçado do parque, pois o mesmo também possui uma escala reduzida.

Outro fator interessante deste projeto, é a valorização do elemento edificado criando assim traçados que contemplem o mesmo, contudo, também valorizando os visuais do entorno.

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3.5 REFERENCIAIS PONTUAIS

PARQUE DA JUVENTUDE – SÃO PAULO Ligação e funcionalidade entre usos, equilíbrio entre público e privado. Objetivo: Desenvolver usos que atendam toda a população, com áreas de lazer, atividades, eventos e exposições. CENTRO CULTURAL DE EVENTOS – PARATY

Uso de materiais que

permitam permeabilidade. Objetivo: Criar ligação interior e exterior, tirando proveito do visual do seu entorno.

Figura 3.54: Expo Milão 2015

Fonte: Concursos de projetos, 2015 Figura 3.55: Uso de pilotisFonte: Concursos de projetos, 2015

Figura 3.56: Centro cultural de eventos Fonte: Archdaily, 2014

Figura 3.57: Muxarabi Fonte: Archdaily, 2014

Figura 3.58: Parque da Juventude Fonte: Archdaily, 2014

Figura 3.59: Parque

Fonte: Arquivo pessoal, 2015

EXPO MILÃO - 2015

Utilização de volumes com tipo de fechamento diferenciado, mas havendo uma ligação e uso de pilotis, criando uma praça coberta. Objetivo: Ligação do parque com o edifício.

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IMPLANTAÇÃO DA PROPOSTA, FORAM LEVANTADOS INFORMAÇÕES NECESSÁRIAS PARA MELHOR ENTENDER

A ÁREA, TAIS COMO:

4.1 ASPECTO FUNCIONAL

4.2 ASPECTOS HISTÓRICOS E EVOLUÇÃO URBANA 4.3 ASPECTOS ARQUITETÔNICOS E URBANÍSTICOS 4.4 ASPECTOS AMBIENTAIS E PAISAGÍSTICOS

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4.1 ASPECTOS FUNCIONAIS

O presente item trata de aspectos que orientam a localização e o entendimento da área em estudo, como as características de uso do solo, sistema viário, infraestrutura e legislação.

4.1.1 LOCALIZAÇÃO

Figura 4.02: Mapa do Brasil Fonte: Google, adaptado pela autora, 2014

Figura 4.01: Mapa de Santa Catarina Fonte: Google, adaptado pela autora, 2012

Figura 4.03: Imagem aérea de Braço do Norte Fonte: Google Earth, 2016

Figura 4.04: Imagem aérea terreno proposta Fonte: Google Earth, 2016, adaptado pela autora O município escolhido para realizar a

intervenção é Braço do Norte, localizado no sul catarinense, a 155km da capital do estado, Florianópolis (figura 4.01 e 4.02).

A cidade está situada entre a serra e o litoral e faz parte da Região da AMUREL (Associação dos Municípios da Região de Laguna). Possui como cidades extremantes: Rio Fortuna, São Ludgero, Grão Pará, Orleans, Gravatal e Armazém.

Figura 4.05: Foto terreno proposta Fonte: Acervo pessoal, 2017

O terreno da

proposta (figura 4.04) está localizado ao norte da cidade, às margens da rodovia SC-108 que dá acesso ao município de Rio Fortuna. O mesmo fica a cerca de 4,0 Km do centro da cidade, não fazendo parte da malha urbana central. Mesmo fazendo parte do perímetro urbano do munícipio, seu entorno apresenta características rurais.

SC- Braço do norte

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A área escolhida é de posse da prefeitura, sendo um grande potencial da cidade que precisa ser mais explorado. O local encontra-se em estado de abandono, sendo melhorado apenas em dias de eventos, que ocorrem com pouca frequência, atualmente os únicos eventos que o espaço sedia são a Feagro, em junho, e shows, que ocorrem esporadicamente durante o ano. O espaço do CTG Estância do Vale ocupa o espaço em dias de rodeio. Havendo assim a necessidade de qualificar o espaço e proporcionando mais vitalidade e uso para o espaço.

Lazer edificado Outros (granjas, ranchos) Industrial

Residencial Comercial Área de intervenção

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4.1.2 USOS DO SOLO A área em análise caracteriza-se como um grande vazio

urbano (figuras 4.06 e 4.07), com características de área rural, contudo estando dentro do perímetro urbano da cidade. Há predominância de uso residencial (figura 4.08), além de áreas de serviços familiares, havendo poucos comércios locais ou indústrias próximas, o local também conta com espaços de lazer edificado, como os pavilhões da Expovale ou o centro de aeromodelismo.

Desta forma, a região analisada possui pouca variedade de equipamentos urbanos, estando estes concentrados no Centro de Braço do Norte, numa distância de aproximadamente 4,0km da área em estudo.

Figura 4.07: Entorno – Vazio urbano Fonte: Arquivo pessoal, 2017

Figura 4.08: Residência entorno área Fonte: Arquivo pessoal, 2017

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4.1.3 SISTEMA VIÁRIO

A centralidade de Braço do Norte possui um conjunto de vias coletoras, locais e arteriais e, dentre as arteriais, que distribuem o trânsito de um ponto a outro, estão a Avenida Felipe Schmidt e Rua Jorge Lacerda, vias que dão acesso ao terreno da proposta (figura 4.09). Estas se conectam às rodovias estaduais SC-370 e SC-108 que se ligam a municípios vizinhos.

Próximo a área em estudo, duas rodovias se ligam ao terreno, são estas a SC-108 (figura 4.10) e o futuro anel viário. E as restantes vias do entorno, se caracterizam como locais, se tratando de uma área de predominância residencial.

Braço do Norte possui apenas linha de ônibus intermunicipal, ligando Braço do Norte às cidades vizinhas. Desta forma, o terreno possui ligação com a linha de ônibus que passa pela SC-108.

LEGENDA

Rodovia SC – 108 Via Arterial Área de intervenção Rio Braço do Norte

SC – 108 SC – 370

Rua Jorge Lacerda Av. Felipe Schmidt

01 02 03 04 Anel viário Via Coletora

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Figura 4.10: Vias de acesso ao terreno Fonte: Arquivo pessoal, 2017

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LEGENDA

Rodovia SC – 108 (Pavimentação – Asfalto) Vias locais (Sem pavimentação)

Anel Viário Área de intervenção Conflito

Atualmente a via principal é a SC-108, contudo o local conta com projeto de nova via arterial passando bem em frente ao terreno, sendo este o futuro anel viário da cidade, que ligará as rodovias estaduais da cidade, facilitando o acesso para o mesmo.

Próximo ao terreno, atualmente a rodovia SC-108 é asfaltada e de sentido duplo. As demais vias do entorno, não possuem pavimentação e são de terra batida (figuras 4.12 e 4.13).

A área possui fluxo médio apenas na rodovia e nas restantes fluxo baixo, pois são vias locais e em áreas com baixa ocupação. Desta forma, a área apresenta conflitos apenas durante eventos, como a feira

Feagro, se concentram nos dois principais acessos (figuras 4.12 e 4.13).

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Figura 4.12: Acesso 01 Terreno Fonte: Arquivo pessoal, 2017

Figura 4.13: Acesso 02 Terreno Fonte: Arquivo pessoal, 2017

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Figura 4.11: Mapa viário entorno | Fonte: Google Earth, 2016, adaptado pela autora

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4.1.4 PLANO DIRETOR MUNICIPAL

O Plano Diretor Participativo da cidade de Braço do Norte, de junho de 2012, caracteriza a área escolhida para proposta como Área Especial Interesse Econômico – II.

Ele indica os condicionantes que limitam essa ocupação como as características do relevo e a presença de vegetação. A área possui como objetivo específico abrigar um Parque Municipal de Eventos.

Art. 102 Constituem Características atuais da Área de Especial Interesse Econômico-II:

I.Uso predominantemente rural;

II.Área passível de aproveitamento para realização de eventos, especialmente feiras, eventos e exposições;

III.Carência de infraestrutura.

De acordo com Artigo 250 se tratando de uma zona de interesse econômico, as estratégias que envolvem o desenvolvimento econômico, dentre elas o investimento dos recursos provenientes da arrecadação das atividades econômicas desenvolvidas no Município na estruturação de áreas de Especial Interesse econômico.

Outros objetivos listados no programa de dinamização da economia:

II - disponibilizar locais adequados para a realização de feiras-livres que promovam a divulgação e comercialização de produtos locais; III - compatibilizar e complementar os calendários de eventos, feiras e exposições realizados no Município de Braço do Norte, com as agendas de eventos e negócios regionais e estaduais;

De acordo com entrevista feita ao prefeito de Braço do Norte, Roberto Kuerten Marcelino, até o momento a prefeitura possui apenas estratégias para aplicar ao espaço, priorizando a sua qualificação da infraestrutura e o incentivo a novos eventos e usos para o local.

O início das obras do anel viário, bem como, a pavimentação do parque são as principais estratégias para a infraestrutura. Já em relação aos eventos, foram listados alguns eventos que o espaço sediará, como: Festa das Etnias; FEIMBRA (Feira Multisetorial de Braço do Norte e Região); Festividade Especial De Natal; Schweinfest – festa da suinocultura – cultura e economia da cidade; FEME (Festa Estadual da Melancia); Aniversário do Município; Réveillon; Carnaval e Equoterapia; além dos eventos já existentes.

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Zona De Especial Interesse Econômico II

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No Artigo 60, descreve que na Tabela de Parâmetros para Ocupação do Solo no Anexo – I, deveriam constituir os parâmetros urbanísticos, da Zona de Especial Interesse Econômico II, contudo, a zona não consta no anexo.

De acordo com a Prefeitura Municipal, os parâmetros para a área são livres, pois não estão no documento. Contudo, deve ser feito estudo de viabilidade do terreno e análise do anteprojeto.

Zona Rururbana De Expansão Industrial Zona Urbana De Ocupação Futura 4.1.5 CÓDIGO FLORESTAL

O Código Florestal Brasileiro estabelece diversos parâmetros sobre as formas de explorar o território brasileiro, determinando as áreas de preservação ambiental.

As áreas de preservação permanente têm como função preservar locais frágeis como áreas de vegetação nativa com inclinação superior a 45%, como é o caso encontrado no entorno imediato da terreno da proposta (Figuras 4.16 e 4.17). Portanto, deve haver proteção a esta área de preservação permanente.

Figura 4.16: Área de preservação Fonte: Arquivo pessoal, 2017

Figura 4.14: Zoneamento de uso e ocupação do solo | Fonte: Plano diretor, 2012

Figura 4.15: Zoneamento de uso e ocupação do solo | Fonte: Plano diretor, 2012

Figura 4.17: Área de preservação Fonte: Arquivo pessoal, 2017

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4.1.6 INFRAESTRUTURA

O terreno da proposta localiza-se em área urbana, com características rurais, com infraestrutura carente, principalmente em relação à pavimentação, além disso, em relação as demais infraestruturas do local:

• Energia elétrica: A cidade é abastecida por uma cooperativa de eletrificação, a CEBRANORTE. O terreno já possui posteamento e energia elétrica ligada na rede (figuras 4.18 e 4.19).

• Água: O abastecimento de água no munícipio é realizado pela CASAN (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento). O terreno também já possui fornecimento de água.

• Esgoto: A cidade está implantando saneamento básico, contudo ainda não atingiu 100% da rede. O terreno ainda não possui rede de saneamento e necessita de fossa e sumidouro.

• Coleta de Lixo: No bairro Uruguaia (local da proposta), a coleta é realizada pela empresa Retrans, a cada 15 dias, nas quintas-feiras.

• Transporte Coletivo: O município não conta com o serviço de transporte municipal, apenas intermunicipal, contudo, devido à proximidade da SC-108 que faz ligação com Rio Fortuna, a linha de ônibus passa nessa rodovia (figura 4.20). A empresa responsável é TCL (Transporte Capivari Ltda.), os horários Rio Fortuna/Braço do Norte são: 12h15min e Braço do Norte /Rio Fortuna: 11h40min e 17h30min.

Figura 4.18: Vista superior do terreno, posteamento de energia Fonte: Arquivo pessoal, 2017

Figura 4.19: Vista do terreno Fonte: Arquivo pessoal, 2017

Figura 4.20: SC – 108, acesso ao terreno Fonte: Arquivo pessoal, 2017

Referências

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