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PROJETO PEDAGÓGICO. Introdução

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Academic year: 2021

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ROJETO

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EDAGÓGICO

Resposta social: Creche III

O Responsável da Sala: Liliana Mesquita

Tema do Projeto: “As Minhas Primeiras Emoções” Período de vigência: Setembro de 2020 a Julho de 2021

Introdução

O Projeto Educativo da Instituição é essencial para a elaboração do projeto pedagógico de sala.

A palavra projeto deriva do latim “projectum”, do verbo “proicere”, que significa “antes de uma ação” (Sousa, 2012), ou seja, antes de uma ação é preciso planificar e depois concretizar.

Cada projeto é único, adequado às necessidades do grupo, com ritmos e estilos diferentes, e nunca similares.

Ao trabalhar com a metodologia de projeto pretende-se proporcionar, ainda que de forma lúdica, aprendizagens importantes para o desenvolvimento pleno e integral de cada criança.

Este projeto pedagógico destina-se ao grupo de crianças da Creche III, adequado às necessidades e interesses do grupo, com o objetivo de estimular aquisições significativas durante o ano letivo.

Com este projeto pretende-se despertar as primeiras emoções nas crianças, valorizando sempre as suas capacidades nos diversos domínios e transmitindo-lhes que, cada um, e à sua maneira, será sempre único e especial.

Este documento encontra-se estruturado da seguinte forma:

- caracterização do ambiente educativo, abarcando as caraterísticas gerais dos 24 meses e 36 meses; caracterização do espaço e tempo e da equipa de sala;

- contextualização e fundamentação teórica do tema;

- objetivos operacionais, as estratégias, métodos utilizados e uma sucinta descrição das atividades implementadas; bem como a metodologia de divulgação e avaliação.

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Caracterização do Ambiente Educativo

“Considera-se o ambiente educativo como o contexto facilitador do processo de desenvolvimento e aprendizagem de todas e cada uma das crianças, de desenvolvimento profissional e de relações entre os diferentes intervenientes.”

(OCEPE, 2016:6). Desta forma, apresentamos uma breve descrição da organização do ambiente educativo da sala.

Caracterização do grupo de crianças

O grupo da sala da Creche III é composto por quinze crianças, sendo duas do género feminino e doze do género masculino, com idades compreendidas entre os 24 e 36 meses. Deste grupo, frequentaram anteriormente a instituição todas as crianças; apenas uma criança do género masculino fez a adaptação na sala da creche II, e este ano letivo ingressou na creche III. A equipa pedagógica do ano anterior acompanha o grupo de crianças. Segue-se a apresentação esquemática de alguns dados das crianças:

Criança Género Idade

1 Masculino 29 meses 2 Masculino 28 meses 3 Masculino 28 meses 4 Masculino 24 meses 5 Masculino 32 meses 6 Masculino 25 meses 7 Masculino 28 meses 8 Masculino 30 meses 9 Masculino 24 meses 10 Masculino 33 meses 11 Masculino 26 meses 12 Masculino 33 meses 13 Feminino 26 meses 14 Feminino 27 meses 15 Masculino 28 meses

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Características gerais dos 24 e 36 meses

Segundo Piaget, as crianças com idades compreendidas entre os 24 e 36 meses, encontram-se no estádio de desenvolvimento Pré-Operatório. Este estádio caracteriza-se pela capacidade de representação mental e simbólica (função simbólica); pelo egocentrismo, pois a criança acha que o mundo foi criado para si e não é capaz de compreender o ponto de vista do outro; pelo animismo, onde o egocentrismo se estende aos objetos e outros seres vivos, aos quais a criança atribui intenções, pensamentos emoções e comportamentos próprios do ser humano; pelo pensamento mágico, em que a realidade é aquilo que a criança sonha e deseja, e dá explicações com base na sua imaginação, sem ter em consideração questões de lógica; nesta fase, a percepção imediata da criança é encarada como verdade absoluta, sem perceber que pode existir outros pontos de vista; responde com base na aparência.

Assim, podemos concluir que o pensamento é pré-operatório quando a criança não consegue realizar operações mentais, ainda não detém consciência de que as transformações na aparência são reversíveis.

Relativamente ao grupo, este caracteriza-se pela sua vivacidade, curiosidade, pela evolução gradual e significativa no domínio da linguagem verbal, pela autonomia quer nas refeições, quer nos hábitos de higiene e também nas capacidades motoras amplas.

De seguida, apresentam-se algumas características gerais nas diversas áreas de desenvolvimento:

Psicomotricidade: - Caminha perfeitamente; -Sobe e desce degraus sozinho; - Sobe alternado os pés;

- Chuta uma bola;

- Inicia a marcha e a corrida;

- Imita e desenha traços verticais e horizontais; - Salta com ambos os pés.

Cognitiva:

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- Desenvolve completamente a formação do objeto permanente; - A sua aprendizagem baseia-se na tentativa e no erro;

- Começa a reconhecer formas iguais; Linguagem:

- As suas expressões são compostas por de frases simples e com significado; - O seu vocabulário é dominado por nomes;

- Começa a usar pronomes possessivos, dando prioridade absoluta para mim e meu;

- Chama a si mesmo pelo nome próprio ou na terceira pessoa; - Formula juízos negativos – crise de negativismo.

Pessoal- Social:

- A base para o desenvolvimento de sociabilização encontra-se na observação e imitação de outro;

- São sensíveis à intervenção de outras crianças e de adultos;

- As tentativas de comunicação ainda tendem a ser pouco frequentes;

- Realizam o jogo paralelo acompanhado pelo conhecido monologo coletivo; - Controlo dos esfíncteres;

- Desenvolvimento da identidade sexual; - O surgimento do ciúme e mentiras.

De um modo geral, o grupo apresenta ao nível da área de desenvolvimento pessoal e social um autoconhecimento e autoconceito positivo, pois todas as crianças reconhecem o seu nome e respetiva fotografia; por exemplo quando a educadora mostra as fotografias para a respetiva criança marcar a sua presença, todos os outros chamam a criança pelo nome e apelido.

À exceção de duas crianças, todo o restante grupo identifica os pertences uns dos outros.

É um grupo que apresenta uma grande capacidade de concentração e interesse pelas atividades dinamizadas na sala. Gostam de escutar histórias, de ouvir canções, e noto que algumas das crianças acompanham o adulto durante a canção, sendo também capazes de mimar a canção (com gestos).

Demonstram autonomia durante o período da refeição, gostando de explorar a comida com as mãos, que é uma particularidade deste grupo de crianças.

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São crianças que revelam independência na seleção de brinquedos e na escolha dos pares para brincar. A partilha dos brinquedos é ainda difícil de realizar, sendo necessário que o adulto intervenha muitas vezes para solucionar os conflitos que surgem durante o dia, competência que necessita de ser estimulada no dia-a-dia.

Na área de conhecimento do mundo, o grupo é interessado, curioso, observador e com uma crescente capacidade de concentração.

Revela interesse pelos materiais que o meio envolvente tem para oferecer - por exemplo, com “a relva fazemos uma sopa deliciosa”.

Já na área de expressão e comunicação, domínio da expressão motora, o grupo apresenta uma agilidade nas capacidades motoras amplas.

Todas as crianças caminham, sobem e descem escadas com ajuda, à exceção de uma criança.

O retirar a tampa dos marcadores e voltar a colocar são algumas evidências que caraterizam o grupo a nível motor fino.

No domínio da linguagem oral, o grupo de crianças revela interesse pelas atividades de leitura, em folhear os livros e “comentar” (crianças mais velhas) as imagens do livro. Também noto que, durante as conversas em grande grupo, as crianças mais velhas (que completam três anos de idade no próximo ano) tentam manter diálogo querendo conversar sempre mais e mais.

Assim sendo, e de forma a fomentar esta competência, é importante que a comunicação seja, também, alimentada pela comunicação das experiências vividas fora do contexto escola; é assim fundamental que sejam promovidos momentos que motivem o diálogo e a partilha de vivências comuns entre as crianças, criando oportunidades de comunicação entre adulto-criança e criança-criança, em momentos informais ou mais estruturados, como por exemplo durante as refeições, atividades de sala, momentos de grande e pequeno grupo.

No que diz respeito à área de expressão e comunicação, subdomínio das artes visuais, o grupo de crianças aprecia explorar diferentes materiais e técnicas. O sorriso estampado nas suas caras quando estão a explorar os materiais comprovam o prazer e dedicação com que estão a realizar a atividade.

Já no subdomínio da dramática, o grupo mostra interesse em brincar ao “faz de conta”, em vivenciar e assumir diferentes papéis. O cantinho da casinha é um sítio propício para estimular o jogo simbólico. Demonstram interesse em assumir o papel de

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cuidador quando brincam com as bonecas, e também gostam de vivenciar o papel de adulto quando oferecem aos adultos de sala “café , chá e comida deliciosa”.

Já no que se refere ao domínio da matemática, o grupo evidencia algumas competências, tais como: construção de torres com legos; autonomia em nomear e identificar determinados objetos; autonomia em arrumar os materiais da sala nas respetivas caixas, e em empilhar brinquedos.

Caracterização da equipa

Equipa responsável pelo grupo da Creche III:

- Educadora de Infância: Liliana Mesquita - Auxiliar: Rafaela Lopes

O trabalho em equipa, a cooperação, a partilha de informação e a entreajuda, são ideais que regem a prática da equipa técnica da sala da Creche III, uma vez que, “a

participação no planeamento e avaliação de outros profissionais que trabalham com o mesmo grupo de crianças é um dos meios de garantir a coerência do currículo e de ter outros “olhares” sobre a aprendizagem das crianças.” (OCEPE,2016:18)

Caracterização do espaço

“A organização e utilização do espaço são expressão das intenções educativas e da dinâmica do grupo, sendo indispensável que o educador se interrogue sobre a sua função e finalidades educativas dos materiais de modo a planear e fundamentar as razões dessa organização.” (OCEPE, 1997:32)

Um espaço organizado, confortável, onde os materiais se encontram ao alcance das crianças permitir-lhes-á desenvolver e estimular diversas aprendizagens. Esta organização não deve ser estanque, mas sim flexível; deve-se reorganizar o espaço atendendo sempre às necessidades do grupo.

Uma vez que estamos perante um grupo de crianças com 2 anos de idade é importante delimitar espaços de trabalho e evitar zonas mortas, de modo a que o

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educador possa organizar o espaço de forma variada, estimulante e flexível para as atividades e também para responder às necessidades de afeto, descanso, alimentação e comunicação das crianças. Durante a organização da sala atendeu-se às características do grupo, bem com às suas necessidades e interesses demonstrados, aquando o período de adaptação, do presente ano letivo.

A Sala da Creche III tem uma enorme janela, pela qual as crianças facilmente alcançam o jardim exterior. É uma sala bastante arejada e iluminada com luz natural.

Possui um móvel junto da parede, o qual dispõe de caixas com uma variedade de materiais adequados e seguros.

Assim sendo, nesta sala podemos encontrar diversos espaços potenciadores de inúmeras experiências e aprendizagens. São eles:

 Área de Acolhimento – espaço confortável, utilizado para reunir as crianças aquando das conversas em grande grupo. Neste espaço iniciamos o nosso dia cantando a canção dos bons dias. Aqui ouvimos histórias, marcamos as presenças, marcamos o tempo, visualizamos imagens, etc. Este espaço contribui para o desenvolvimento da linguagem oral, da concentração, do respeito pelo outro, do saber esperar pela sua vez, do sentir-se inserido num grupo e da formação pessoal e social;

 Área dos Jogos/Construções – espaço para as crianças brincarem com legos, peças de encaixe, jogos e carrinhos. Neste cantinho as crianças podem aprimorar as habilidades motoras finas, a coordenação óculo-manual e desenvolver o raciocínio lógico-matemático;

 Área da Expressão Plástica – cantinho que possui uma mesa e diversas cadeiras. Aqui as crianças dão asas à sua criatividade e imaginação explorando diversos materiais da expressão plástica. Iniciam o desenho com as suas garatujas desordenadas e experimentam novas sensações e perceções.

 Área da Casinha - o objetivo deste espaço é estimular o jogo simbólico. Brincar ao “faz de conta”, vivenciar e assumir diversos papéis do dia-a-dia. Este é um espaço que irá permitir às crianças o desenvolvimento da linguagem oral e estimular a pronúncia correta de diversos vocábulos;

 Área da biblioteca – neste espaço, a criança poderá contactar com diversos livros e manuais escritos, que após utilização são colocados numa caixa (72horas) para depois serem novamente utilizados. Também neste sítio as

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crianças terão oportunidade de explorar os fantoches de dedo e vestir alguns adereços cénicos contactando com a linguagem cinestésica através de gestos e mímica.

A sala está organizada de forma a potenciar a autonomia, pelo que as crianças podem escolher os materiais com que brincar, pois estes encontram-se ao seu alcance e estão adequados à faixa etária. Também permite às crianças a aquisição de competências motoras aliadas às cognitivas e sociais.

Numa das paredes existe um placard onde estão afixados instrumentos de regulação do grupo, nomeadamente o mapa das presenças, plano mensal de atividades e mapa de cuidados pessoais.

Além do espaço sala, são ainda utilizados outros espaços da Instituição, tais como, Refeitório, casa de banho e jardim exterior.

Todos os espaços, materiais e equipamentos usados são higienizados segundo as orientações da DGS.

Caracterização do tempo

Educar uma criança é permitir que esta explore o mundo envolvente, transmitindo-lhe valores e limites de forma a proporcionar experiências significativas. Assim, quando falamos em educação, falámos em rotinas, que são a “base para o

equilíbrio interno”. (https://amenteemaravilhosa.com.br/importancia-rotina-para-criancas/).

As primeiras rotinas surgem no contexto familiar, devendo ser rítmicas e consistentes, pois esta sequência de acontecimentos diários ajuda a criança a ter noção do mundo que a rodeia, “tornando-o cada vez mais previsível e seguro.”

(https://amenteemaravilhosa.com.br/importancia-rotina-para-criancas/).

Definir uma rotina, desde o nascimento do bebé, permitirá à criança conhecer os seus ritmos biológicos e diminuir a ansiedade enquanto família, pois é possível conhecer melhor o choro do bebé, satisfazendo com rapidez e de forma assertiva a necessidade do latente. Este conhecimento e envolvimento na rotina diária desenvolve na criança mecanismos de autorregulação, que auxiliam a desenvolver a sua autonomia.

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Nesta linha de pensamento, foi criada uma rotina diária para o grupo, organizada de modo a responder às necessidades básicas das crianças, bem como a facultar momentos lúdicos e pedagógicos.

Rotina diária Horário (aproximadamente)

Recepção das Crianças – Sala de

Acolhimento 7H120 – 8H30

Suplemento (Fruta) 8H30 – 9H00

Acolhimento na Sala/ Higiene 9H00 – 9H30 Atividades Pedagógicas Orientadas 9H30 – 10H45

Higiene 10H45 – 11H00 Almoço 11H00 – 12H00 Sesta 12H00 – 15H00 Higiene/Atividades Lúdicas 15H00 – 15H30 Lanche 15H30 – 16H00 Atividades Lúdicas/Higiene 16H00 – 17h30

Entrega das Crianças 17H00 – 19H20

Tabela 2 – Rotina Diária

Assim, as rotinas quando consistentes promovem o desenvolvimento cognitivo, físico, emocional e social das crianças, podemos mesmo referir que são excelentes aliados na prevenção de distúrbios de comportamentos desajustados.

Contextualização do Projeto

“ O conhecimento não provém de objetos, nem da criança, mas sim das interações entre a criança e objetos.” Jean Piaget

O Projeto Pedagógico intitulado “As minhas primeiras emoções” foi pensado de forma a atender às caraterísticas gerais enquanto grupo da creche III, não esquecendo as características individuais de cada um e respeitando o ritmo de cada criança.

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“O projeto pedagógico é um processo individualizado e socializado, que visa principalmente desenvolver a autonomia/independência potencializando o desenvolvimento a aprendizagem de todos os implicados.” (Mendonça, 2002: 45)

Este projeto vai de encontro ao tema do Projeto Educativo da instituição “Emoções, Cidadania e Desenvolvimento”, que se encontra subdividido em três subtemas. Este ano, iremos explorar o subtema das emoções que se norteia pelos seguintes objetivos gerais:

1- Identificar e explorar as principais emoções e o seu impacto no desenvolvimento pessoal e social.

2- Apelar à co-responsabilização dos familiares, implicando-os nas diversas atividades desenvolvidas sobre a temática.

3- Sensibilizar para a importância da gestão e educação emocional e dotar os vários intervenientes de estratégias de ação.

Fundamentação Teórica

Com este projeto pretendemos proporcionar à criança diferentes formas de emoções, que a criança possa exprimir o que sente, que possa conhecer aprofundadamente os seus sentimentos, as suas angústias e a sua felicidade.

Uma emoção poderá ter diversos significados. Segundo Damásio 2000 “ (...) a

emoção consiste numa variação psíquica e física, desencadeada por um estímulo subjetivamente experimentada e automática e que coloca o indivíduo num estado de resposta ao estímulo(...)”.

Para Goleman, (2012) “uma emoção é espelhada como um estado de espírito provisório

que aparece devido a uma resposta biológica a uma situação e é irrealizável separar emoção da razão.” (http://meninosrabinos.pt/Faco_la/pedag_amarela_18_19.htm)

Assim sendo, subentende-se que, para Damásio a emoção encontra-se associada a um estímulo, para Moreira a emoção é uma resposta que o nosso corpo dá ao que se passa em seu redor e para Goleman a emoção não se consegue separar da razão

(http://meninosrabinos.pt/Faco_la/pedag_amarela_18_19.htm).

Desde tenra idade, enquanto família e profissional de educação temos a obrigatoriedade de abordar conceitos/temas como as emoções de uma forma básica, atendendo a faixa etária do grupo, de forma a potencializar um bom desenvolvimento

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emocional, para que, futuramente estas crianças tornem-se jovens, adultos íntegros emocionalmente, equilibrados e respeitadores.

Desta forna e no contexto Creche, a criança é um sujeito ativo na sua aprendizagem, é um ser livre para expressar as suas emoções; com este projeto, pretendemos criar estratégias para que cada criança aprenda o que está a sentir, como lidar com essa emoção e consiga gerir o seu comportamento perante determinada situação.

Escutar as crianças, fomentar o diálogo, criar um Emociómetro, cantar, jogar diversos jogos e envolver a família nas atividades deste projeto são propostas planeadas para este projeto.

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Objetivos Operacionais

De acordo com o Projeto Pedagógico traçado e as áreas que lhe estão inerentes apresenta-se, de seguida, os objetivos que se pretendem desenvolver com as crianças da sala da Creche III, durante a implementação do Projeto.

Áreas de Conteúdo Objetivos Gerais Objetivos Específicos Objetivos Operacionais Metas / Indicadores Instrumentos

Área da Expressão e Comunicação: -Domínio da Matemática Área do Conhecimento do Mundo; Área Formação Pessoal e Social; Área da Expressão e Comunicação:

- Subdomínio das Artes visuais. 1- Favorecer o processo de desenvolvimento escolar e emocional. 2 – Promover o desenvolvimento pessoal e social.

1.1- Ser capaz de identificar as cores e emoções.

2.1- Ser capaz de

verbalizar/exprimir sentimentos e/ou ideias.

1.1.1- Jogo de memória sobre as emoções – Na sala, durante a manhã em grande grupo.

(1º semestre)

2.1.1- Emociómetro – Em grande grupo, durante a manhã, na sala.

(1º semestre)

- Pelo menos 80% das crianças que participam nesta atividade devem ser capazes de identificar as emoções e as cores.

- Pelo menos 70% das crianças que participam nesta atividade devem ser capazes de verbalizar o que sentem e/ou participar no diálogo em grande grupo.

Observação direta Registos escritos Registos fotográficos Mapa de presenças Planos mensais

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Áreas de Conteúdo Objetivos Gerais Objetivos Específicos Objetivos Operacionais Metas / Indicadores Instrumentos Área da Expressão e Comunicação: - Subdomínio da música. Área do Conhecimento do Mundo Área Formação Pessoal e Social 3- Promover a socialização, a cooperação, o respeito e a solidariedade, desenvolvendo o potencial musical de cada criança.

4 - Despertar a criança para as emoções

3.1- Ser capaz de mimar a canção com gestos, cantar e verbalizar palavras presentes na música.

4.1- Ser capaz de identificar a emoção.

3.1.1- Música “Ter amigos é tão bom...” Durante a manhã, no parque exterior, em grande grupo.

(2º semestre)

4.1.1 Construir árvore dos afetos

No exterior, pela manhã, em grande grupo. (2º semestre)

- Pelo menos 90% das crianças que participem nesta atividade devem ser capazes de mimar a canção com gestos, cantar e verbalizar palavras presente na música.

- Pelo menos 80% das crianças que participem nesta atividade devem ser capazes de identificar a emoção. Observação direta Registos escritos Registos fotográficos Mapa de presenças Planos mensais

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Estratégias e Métodos

A metodologia de projeto implica intencionalidade, envolvimento significativo e empenho dos intervenientes na construção de uma visão partilhada. Implica também responsabilidade e autonomia dos intervenientes, ou seja, as crianças passam a ser agentes do seu desenvolvimento e aprendizagem. Requer autenticidade, complexidade e criatividade nas ideias que vão ser implementadas.

Nesta linha de pensamento, pretendemos com a metodologia de projeto, proporcionar às crianças novos desafios, novas explorações, novas experiências, novos modos de pensar, de agir, e de ser um SER individual, para escolher o seu caminho.

Assim, trabalhar com a metodologia de projeto exige ao “educador a

capacidade investigativa de imaginar hoje, tendo em atenção o passado, o que ele deseja para mais tarde, antecipando os desafios e mobilizando os recursos para a sua realização no tempo presente.” (Mendonça, 2002:45)

A abordagem pelo qual oriento a minha prática pedagógica baseia-se na abordagem High/Scope, em que as crianças constroem uma compreensão do mundo através do envolvimento ativo com as pessoas, materiais e ideias. Sugerindo que as crianças desde tenra idade aprendem ativamente “adquirem conhecimento,

experimentando ativamente o mundo à sua volta, escolhendo, explorando, manipulando, praticando, transformando, fazendo experiências.” (Post, Hohmann

2007:1)

Esta abordagem tem por base as teorias construtivistas de Piaget e outros psicólogos de desenvolvimento.

Plano de Atividades Sócio-pedagógicas

 Jogo de memória sobre as emoções: organizar o grupo em subgrupos de 6 elementos, apresentar o jogo às crianças e explicar como se joga. O jogo é composto por oito cartas, e cada emoção emoção está representada em duas cartas (zangado, triste, contente, nojo). Cada emoção corresponde ainda a uma cor, por exemplo vermelho - zangado. O adulto vira as duas primeiras cartas. Seguidamente pede a uma criança para virar outras duas cartas e assim

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sucessivamente até serem encontrados os pares. A criança deve identificar pelo menos 2 emoções (zangado, contente, triste, nojo).

 Emociómetro: estará numa das paredes da sala e é composto por quatro círculos; em cada círculo está representada uma emoção e essa emoção está representada por uma cor. Durante a manhã, a criança deve dizer qual a emoção que está a sentir no momento e colocar uma mola nesse círculo. Promove-se assim o diálogo sobre sobre as emoções.

 Árvore dos afetos: Na sala, será construída uma árvore em papel autocolante. Cada criança leva para casa um círculo, previamente recortado. Junto da sua família deve explorar as emoções e decorar o círculo de acordo com a emoção explorada. Utilizar uma técnica de expressão plástica a gosto.

 Canção – “Ter amigos(...)”: a atividade decorrerá na sala, pela manhã, em grande grupo. Apresentar a canção ao grupo, visualizando e ouvindo a música no computador. De seguida, mimar a canção com gestos. Cantar a canção e simultaneamente executar os gestos. No final, dialogar sobre a canção e realçar a importância de algumas palavras.

Metodologia de Divulgação do Projeto

Habitualmente, o projeto pedagógico de sala era dado a conhecer às famílias através de uma reunião de sala, em meados de outubro, onde era divulgada toda a acepção deste projeto. Atualmente, este documento será enviado aos pais por e-mail, recorrendo-se assim às tecnologias - método mais seguro, devido à situação Pandémica que estamos a vivenciar.

O projeto pedagógico encontra-se disponível no site da instituição, sendo ainda divulgado ao longo do ano letivo através das exposições de trabalhos realizados, dos registos fotográficos partilhados via facebook, das planificações mensais enviadas aos encarregados de educação via e-mail, envolvendo-os na dinâmica do projeto e em toda a açãoescolar.

“Um diálogo que facilite relações de confiança mútua permite aos pais/famílias

expor as suas opiniões, expetativas e dúvidas a ser esclarecidos sobre as opções tomadas pelo educador.” (OCEPE, 2016:21)

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Esta relação permite ao educador entender melhor os contextos familiares das crianças para ajustar a sua intervenção educativa.

Metodologia de Avaliação do Projeto

A avaliação assume um caráter formativo, servindo para registar os progressos das crianças, as suas capacidades individuais e competências, não esquecendo que a criança é o ator principal da sua aprendizagem.

Segundo Zabalza (2006), existem, no mínimo, dois tipos de análise/avaliação que devemos ter em consideração: a análise/avaliação do funcionamento do grupo no seu todo e a análise/avaliação do progresso individual da criança.

“Considerando que cada criança é única, tem os seus saberes e formas próprias de aprender, a avaliação da aprendizagem das crianças incide não só na evolução do grupo, mas também nos progressos de cada uma, sabendo que esses progressos não são lineares, nem idênticos em todas as crianças.” (OCEPE,2016:20)

Desta forma, os registos de observação (escritos e fotográficos), a avaliação dos perfis de desenvolvimento, a avaliação das atividades do projeto pedagógico e a avaliação das atividades dos planos mensais são instrumentos pedagógicos “(...)que permitem ao educador “ver” a criança sob vários ângulos e situar essa “visão” no desenvolvimento do seu processo de aprendizagem.” (OCEPE,2016:16)

Assim, a avalição é de caráter formativo e não sumativo, realçando as conquistas e evolução da criança.

Conclusão

Cuidar e educar são fatores que estão intimamente relacionados, pois estar atento ao bem-estar emocional e físico de cada criança e dar resposta às suas solicitações torna o ambiente de sala securizante, onde cada criança se sente bem e sabe que é escutada e valorizada.

Dialogar, compreender, escutar, ouvir a criança e perceber como atuar é sem dúvida muito importante, pois só assim conseguimos conquistar a confiança da criança, só assim conseguimos estar ao nível da criança, para promover o seu desenvolvimento integral e harmonioso.

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Desta forma, o papel do educador deve ser o de um facilitador e não um impositor dos meios, métodos, estratégias de todo o processo ensino-aprendizagem. A criança deve ser o ator principal em todo este processo, para que futuramente tenhamos jovens e adultos íntegros, emocionalmente equilibrados e respeitadores.

Bibliografia

VÁRIOS, (1997). Orientações Curriculares para a Educação Pré-escolar. Lisboa: Ministério da Educação

VÁRIOS, (2016). Orientações Curriculares para a Educação Pré-escolar. Lisboa: Ministério da Educação

Post, J. & Hohmann, M. (2003). Educação de bebés em infantários – cuidados e primeiras aprendizagens. Lisboa: Fundação Gulbenkian

Portugal G. (1998). Crianças, famílias e creches – uma abordagem ecológica da adaptação do bebé à creche. Porto: Porto Editora.

PORTUGAL, Gabriela (2000). Educação de Bebés em Creche- Perspetivas de Formação Teóricas e Praticas. Departamento de Ciências da Educação: Universidade de Aveiro.

PORTUGAL, Gabriela (2012). Finalidades e práticas educativas em creche: das relações, atividades e organização dos espaços ao currículo na creche. Porto: Porto Editora

Hohmann, M. & Weikart, D. P. (2007). Educar a Criança. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

ZABALZA, M. (1998): Qualidade em Educação Infantil. Porto Alegre: Artmed

Goleman, D. (2012) Inteligência Emocional Lisboa: Temas e Debates

Webgrafia

https://amenteemaravilhosa.com.br/importancia-rotina-para-criancas/ http://meninosrabinos.pt/Faco_la/pedag_amarela_18_19.htm

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 Calendarização do Plano Anual de Actividades Data: 01/10/20

O Responsável da Sala: Lliana Mesquita

Pelas Parcerias: ______________________________________ Pela Instituição: ______________________________________ Os Encarregados de Educação:

Nome da criança Rubrica Encarregado

de Educação Nome da criança

Rubrica Encarregado de

Referências

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