JI DE PIAS 8.º Ano de Escolaridade
Teste Diagnóstico
Língua Portuguesa
Ano Letivo 2011/2012 | setembro de 2011 8.º A | 8.º B
Nome: N.º: Turma: Professora: Data:
Encarregado de Educação: Data:
Avaliação por Competência
Compreensão oral
Leitura e escrita
Funcionamento da Língua
Escrita
Teste Diagnóstico de Língua Portuguesa | Página 2 de 9
GRUPO I
(Compreensão Oral)
Escuta, com atenção, o conto popular “A donzela do elmo de diamante”, de modo a resolveres os exercícios propostos. Em cada exercício, escutarás o texto duas vezes.
1. Numa primeira audição, indica se as afirmações apresentadas são verdadeiras (V) ou falsas (F), colocando uma na coluna adequada. Numa segunda audição, verifica as respostas que deste.
Afirmações V F
a) Inicialmente, o casal vivia pobre, mas feliz. b) A beleza da moça é comparada à primavera. c) Os vizinhos quiseram ajudar o casal e a filha.
d) Na nova terra, a mãe e a filha entretinham-se a trabalhar. e) O homem pensava muito na riqueza que tinha perdido. f) A mãe sabia que a beleza da filha que traria problemas. g) A mãe morreu de doença desconhecida.
h) Quando a mãe morreu, a filha desistiu de viver.
i) Em casa do dono dos campos a rapariga não queria trabalhar.
2. Ordena, de 1 a 10, as sequências de ações apresentadas, de acordo com o sentido do texto.
Sequências de ações Ordenação
O casal ficou pobre.
A mãe ficou muito preocupada porque a filha estava cada vez mais bonita. O dono dos campos deu trabalho à moça.
A rapariga foi buscar o elmo de madeira, como a mãe pediu, e vestiu-o. A mãe constipou-se e adoeceu.
O casal e a filha foram viver para o interior. A moça foi procurar trabalho.
A mãe morreu tranquila. O homem morreu de tristeza.
Teste Diagnóstico de Língua Portuguesa | Página 3 de 9
(Leitura e Escrita)
A. Lê o texto A. Em caso de necessidade, consulta o vocabulário apresentado. De seguida, responde aos itens que se lhe seguem, de acordo com as orientações que te são dadas.
TEXTO A
Livros à Solta
5 10 15 20 25OS ADEPTOS DO BOOKCROSSING QUEREM TRANSFORMAR O MUNDO. E GOSTAM TANTO DE LIVROS QUE SÃO CAPAZES DE OS LIBERTAR PARA QUE OUTROS OS RECOLHAM, LEIAM E VOLTEM A SOLTAR. É O PRAZER PARTILHADO DA LEITURA.
Se encontrar um livro à solta, recolha-o. No interior, poderá ler: «Não estou perdido. Sou um livro e vim parar às tuas mãos para que me leias e me passes a outro leitor». É este o espírito do Bookcrossing, movimento que surgiu nos EUA, em 2001, e que rapidamente cativou adeptos em todo o mundo.
Como funciona? Deixa-se um livro num espaço público, para que seja encontrado por outros, que continuarão a cadeia de leitura. Os livros estão identificados com uma etiqueta, que regista o seu percurso, e a lista de livros à solta encontra-se disponível em www.bookcrossing.com.
«É uma emoção receber uma mensagem de correio eletrónico com notícias de um livro libertado na rua, saber que encontrou novos leitores e que fez alguém feliz», diz Teresa Laranjeiro, responsável pelo sítio de apoio português. Bibliotecária em Lisboa e leitora compulsiva, descobriu o movimento há quatro anos. O primeiro adepto luso deste movimento foi registado em 2001, e Portugal é hoje o décimo país com mais membros, ultrapassando 10
mil inscrições – os EUA lideram o ranking1, com mais de 287 mil participantes.
Comunidade de apaixonados pela leitura, com a ambição de tornar o mundo numa biblioteca gigante, o Bookcrossing rege-se por três práticas: ler um livro; registá-lo, atribuindo-lhe um número de identificação e colando-lhe uma etiqueta; libertá-lo, para que seja encontrado por outra pessoa.
Por todo o mundo, existem locais estabelecidos pelos adeptos para libertar e encontrar livros. Em Portugal, estão registados 47, de Viana do Castelo a Faro, da Madeira a Coimbra. Normalmente, os livros são encontrados, mas apenas 10 a 20 por cento recebem comentários indicando o seu caminho.
Teresa Violante, Gingko, 7 de outubro de 2008 (texto adaptado)
VOCABULÁRIO
Teste Diagnóstico de Língua Portuguesa | Página 4 de 9 1. As afirmações de (A) a (G) referem-se a informações do texto.
Escreve a sequência de letras que corresponde à ordem pela qual essas informações aparecem no texto. Começa a sequência pela letra (E).
(A) Na internet, é possível consultar a lista de livros que são libertados pelos adeptos do Bookcrossing.
(B) Os EUA detêm a maior comunidade de adeptos deste movimento no mundo.
(C) Os livros são quase sempre encontrados, embora poucos contenham informações
relativamente ao percurso que fizeram.
(D) As três práticas que regem este movimento podem resumir-se em três verbos: «ler»,
«identificar» e «partilhar».
(E) O Bookcrossing é um movimento que tem como principal objetivo a partilha de livros.
(F) O movimento nasceu nos EUA, em 2001, mas conquistou adeptos um pouco por todo o
mundo.
(G) Portugal é um dos dez países do mundo com mais praticantes de Bookcrossing.
Sequência: ……….
2. Seleciona, com , para responderes a cada item (2.1. a 2.5.), a opção que permite obter a afirmação adequada ao sentido do texto.
2.1. A afirmação que melhor resume o espírito do Bookcrossing é
se um livro é caro, não o devemos perder de vista. se gostamos de livros, não os devemos estragar.
se um livro nos cativa, não o devemos guardar só para nós. se queremos uma biblioteca, não devemos emprestar livros.
2.2. Na expressão «por outros» (linha 9), a palavra «outros» deve ser entendida como
outros espaços. outros livros. outros percursos. outros leitores.
2.3. Teresa Laranjeiro é apresentada como «leitora compulsiva» (linhas 14-15), o que significa que se
trata de alguém que
obriga as outras pessoas a lerem. lê apenas em certas ocasiões. sente sempre necessidade de ler. lê somente por obrigação.
2.4. Na forma verbal «atribuindo-lhe» (linha 20), o pronome «lhe» refere-se a:
“o mundo”. “o Bookcrossing”. “um livro”.
“um número de identificação”.
2.5. Na expressão «estão registados 47» (linha 23), o número representa a quantidade de
lugares destinados a deixar e a recolher livros. adeptos portugueses do Bookcrossing.
livros encontrados pelos adeptos do movimento. países onde se pratica o Bookcrossing.
Teste Diagnóstico de Língua Portuguesa | Página 5 de 9
TEXTO B
O RAPAZ E O LIVRO
5 10 15 20 25 30―Só está contente a ler‖, dizia a mãe do rapazinho. ―Trabalho não é com ele.‖ No seu espírito, leitor e mandrião identificavam-se, via-se à distância. E estava na razão, na sua razão. Ali, um homem não pode perder tempo com leituras. E ali é que ela e o filho-pastor, já sem pai, viviam e lutavam para subsistir. Isto passava-se há coisa de catorze anos.
Quando vim para Lisboa resolvi mandar-lhe livros com a indicação ―para ler ao domingo‖. Esperava poupá-lo assim às iras familiares. Fui à estante dos ―restos‖ e fiz uma escolha que julguei criteriosa. Uns livros ―para rapazes‖ […]. Ótimo. E se lhe mandasse um bom livro? À tarde passei pela livraria e comprei um volume acabado de sair e de que eu tinha gostado muito. E mandei o embrulho para o correio.
Nada de resposta, o que era natural. Quem lhes ensinou que se deve agradecer um presente, mesmo pequeno? E o caso caiu no esquecimento.
No ano seguinte voltei à quinta pelo Natal. O rapazinho ainda por lá andava a guardar ovelhas. Veio ter comigo, todo risonho, de pelico e bordão.
―Muito obrigado pelos livros‖, disse. ―Gostei muito, então de um deles gostei mesmo muito. Já o li três vezes.‖
―Ah, sim? Então de qual?‖
―O nome não me lembro, mas era de um senhor Alves.‖ ―Alves?‖
―Alves, pois. Um livro muito bonito.‖
Devia ser qualquer livro que eu metera no embrulho e de que me esquecera. ―Era então muito bom, dizes tu?‖
―É que nunca li nada tão bonito.‖ E os olhos do rapazinho brilhavam. ―Os outros que a senhora mandou, deve haver quem goste mas eu confesso que não gostei assim muito. Agora do livro do senhor Alves… Eram histórias, sabe a senhora… Havia uma então… Ah, agora me lembro como se chama: Olhos de Água.‖
Alves Redol, pronto. O tal livro de que eu gostara muito. Senti-me de repente envergonhada pelos outros que lhe tinha mandado como quem os deita fora, muito envergonhada. É uma estupidez pensar que um rapazinho lá porque tem só a 4ª classe, lá porque guarda ovelhas no fim do mundo, não pode ter já o seu gosto e esse gosto não pode ser certo.
Lembrei-me desta história sem história, há alguns dias, durante uma conversa sobre ―teatro para o povo‖. O que deve dar-se-lhe? Havia quem perguntasse. Teatro difícil? Teatro fácil? Nem uma coisa nem outra, talvez. Teatro bom e não importa que lhe chamem bonito, é um modo de dizer.
Maria Judite de Carvalho, A Janela Fingida, Ed. Seara Nova, 1975.
1. Seleciona com , em cada item (1.1. a 1.5.), a alternativa que permite obter a afirmação adequada
ao sentido do texto.
1.1. A narradora conheceu um rapazinho…
…de Lisboa, que trabalhava, pois vivia com dificuldades.
…que vivia apenas com a mãe e trabalhava, pois vivia com dificuldades. …que era órfão de pai e era pobre, embora não trabalhasse.
1.2. O grande entretenimento do rapaz era…
…levar as ovelhas a pastar. …a leitura.
…conversar com a narradora.
1.3. A narradora decidiu enviar ao rapaz…
…uma seleção de livros para jovens que tinha em casa. …uma seleção de bons livros que adquiriu.
Teste Diagnóstico de Língua Portuguesa | Página 6 de 9 1.4. A escolha da narradora revelou-se…
…parcialmente acertada. …completamente acertada. …completamente errada.
1.5. Este episódio permitiu à narradora tirar a seguinte conclusão:
na literatura como no teatro, há que escolher obras que as pessoas entendam. as peças de teatro e os livros para o povo devem ser bonitos.
na literatura como no teatro, o importante é a qualidade.
2. Responde às perguntas que te são colocadas através de frases completas. Salvo indicação em
contrário, utiliza as tuas próprias palavras.
2.1. O rapazinho só estava contente a ler. Qual era a opinião da mãe sobre esse seu gosto pela
leitura? Porquê? ……… ……… ……… ……… ………..
2.2. Quando foi para Lisboa, a narradora decidiu enviar uns livros ao rapazinho.
2.2.1. Explica, por palavras tuas, o motivo por que os livros foram enviados com a indicação
“para ler ao domingo” (l. 5).
……… ……… ……… ……… ………..
2.2.2. Explicita o sentido da expressão «estante dos “restos”» (l. 6).
……… ……… ……… ……… ………..
2.3. Passado um ano, a narradora reencontrou o rapazinho. 2.3.1. Onde e quando ocorreu esse reencontro?
……… ………..
Teste Diagnóstico de Língua Portuguesa | Página 7 de 9 ……… ……… ……… ……… ………..
C. Lê o texto C, retirado do livro Guia do Jovem Consumidor Ecológico.
TEXTO C
Todos os rios correm para o mar, levando consigo a poluição dos campos, fábricas e cidades situadas ao longo do seu curso. Durante o verão de 1989, a poluição dos rios como o Pó em Itália levou quantidades descomunais de limos verdes e lodo viscoso para o mar Adriático, entre a Itália e a ex-Jugoslávia. Os limos, parecendo saídos de um filme de ficção científica, foram empurrados para as praias, para grande surpresa dos veraneantes.
Mas esta é apenas uma das formas de poluição dos oceanos. Também eles estão afetados pelos despejos de químicos perigosos e esgotos mal tratados e pelo lixo radioativo das indústrias nucleares, bem como pelos grandes derramamentos de petróleo que matam as aves e a vida marinha na sequência de acidentes com petroleiros. Em 1989, um petroleiro chamado Exxon Valdez encalhou numa belíssima região do Alasca. Milhões de litros de petróleo jorraram do navio, e os ventos fortes espalharam-nos por uma extensão de 2400 km. Baleias, focas, lontras, ursos polares, caribus e aves marinhas sofreram e morreram. O mesmo aconteceu aos peixes sobre os quais assentava uma grande indústria pesqueira. Serão precisos anos para limpar toda a sujidade e os custos serão astronómicos. Se fizéssemos a lista dos derramamentos de petróleo que já ocorreram, esta seria infindável.
John Elkington e Júlia Hailes, Guia do Jovem Consumidor Ecológico, Gradiva (adaptado)
Redige um texto, com um mínimo de 70 e um máximo de 100 palavras, em que resumas o texto C. O teu resumo deve referir os seguintes tópicos:
os rios enquanto veículo de poluição; fontes de poluição dos oceanos;
consequências da poluição dos oceanos.
……… ……… ……… ……… ……… ……… ……… ………
Teste Diagnóstico de Língua Portuguesa | Página 8 de 9 ……… ……… ……… ……… ……… ……… ……… ……… ……… ……… ………
GRUPO III
(Funcionamento da Língua)
1. Completa cada uma das frases seguintes com as formas adequadas dos verbos apresentados entre
parênteses, usando apenas tempos simples.
1.1. Os ecologistas lamentam que, frequentemente, os petroleiros ______________ (fazer) descargas
em alto mar.
1.2. No futuro, os ecologistas __________________ (tentar) diminuir as descargas poluentes nos
oceanos.
1.3. É possível que, antigamente, ______________ (haver) mais espécies de peixes nos oceanos. 2. Lê a frase apresentada. De seguida, resolve os exercícios propostos.
Em 1989, um petroleiro encalhou numa belíssima região do Alasca.
2.1. Transcreve os segmentos de frase que desempenham as seguintes funções sintáticas:
a) sujeito ………. b) predicado ………. c) complemento circunstancial de lugar ………. d) complemento circunstancial de tempo ……… 2.2. Indica o grau em que se encontra o adjetivo “belíssima”.
………..
2.3. Indica o modo, tempo, pessoa e número da forma verbal presente na frase.
……… ………..
2.4. A palavra “petroleiro” formou-se a partir do vocábulo “petróleo”. Como a classificas, então, quanto
ao seu processo de formação?
Teste Diagnóstico de Língua Portuguesa | Página 9 de 9 3.1. Indica o nome coletivo presente na frase. ……… 3.2. Forma um verbo a partir do nome “derrame”. ……… 3.3. Constrói uma frase em que utilizes uma palavra homófona da forma verbal “há”.
………..
4. Lê as frases A a E.
A – A poluição do ar e da água afeta todos os países do mundo.
B – Todos os rios correm para o mar e levam consigo a poluição dos campos, fábricas e cidades. C – Quando um petroleiro encalhou no Alasca, milhões de litros de petróleo jorraram do navio. D – Baleias, focas, lontras e outros animais morreram, porque o seu habitat foi afetado pelo petróleo. E – Alguns animais conseguiram sobreviver, mas a maioria morreu.
Para cada uma das alíneas abaixo apresentadas, indica a letra da frase que lhe corresponde.
Frase
a) Frase simples
b) Frase complexa em que se estabelece uma relação de coordenação adversativa c) Frase complexa em que se estabelece uma relação de coordenação copulativa d) Frase complexa em que se estabelece uma relação de subordinação causal e) Frase complexa em que se estabelece uma relação de subordinação temporal
GRUPO IV
(Escrita)
Através dos livros e dos filmes, conhecemos personagens que nunca esquecemos e que, frequentemente, passamos a considerar heróis da nossa vida. Imagina que, num belo dia, encontras uma das tuas personagens preferidas.
Escreve um texto narrativo, correto e bem estruturado, com um mínimo de 160 e um máximo de 240 palavras, em que relates esse encontro invulgar.