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Entre Margens 12_Professor

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Academic year: 2021

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Texto

(1)

12

Caderno

do Professor

Entre Margens

Português

12.

o

Ano

Olga Magalhães · Fernanda Costa

Colaboração Conceição Pires Décimo Segundo Ano

(2)
(3)

ÍNDICE

Proposta de planificação anual ...4

Fichas de trabalho – compreensão oral Ficha de trabalho 1 ... 15 Ficha de trabalho 2 ... 16 Ficha de trabalho 3 ... 17 Ficha de trabalho 4 ... 18 Ficha de trabalho 5 ... 20 Ficha de trabalho 6 ... 22

Resolução das fichas de trabalho – compreensão oral ... .23

Transcrição de registos áudio “O eterno solitário” [biografia de Fernando Pessoa], in Filhos da Nação, Luís de Camões, Fernando Pessoa e Eça de Queirós, QuidNovi, 2010 ... .29

“O aniversário de Álvaro de Campos”, em Sinais, de Fernando Alves, TSF, 15 de outubro de 2010 ... .30 “Autobiografia de José Saramago”, Fundação José Saramago ... .31 Entrevista a José Saramago, em Pessoal… e Transmissível, de Carlos Vaz Marques, TSF, 7 de novembro de 2005 ... .34 Fichas de avaliação Ficha de avaliação 1... 39 Ficha de avaliação 2... 43 Ficha de avaliação 3... 48 Ficha de avaliação 4... 53

Propostas de resolução das fichas de avaliação... .58

Começar pelo fim Preparação para o Exame Nacional [Guia do Professor]... .61

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Diagnóstico de competências essenciais [4 x 90 min]

Apresentação Objetivos da disciplina

Distribuição dos conteúdos pelos três períodos letivos Critérios de avaliação

Contrato de leitura + fichas de leitura

90 min Pág. Documento de partida 90 min + 90 min + 90 min Começar pelo fim – Preparação para o Exame Nacional (oferta ao aluno)

15 Teste diagnóstico

Atividades de reforço:

Fichas Informativas do manual e do Caderno de Atividades n.º 4 (Funções sintáticas) e n.º 5 (Frase complexa)

1

Fernando Pessoa – ortónimo e heterónimos [24 x 90 min] Pág. Documento de partida Leitura Expressão escrita Expressão oralCompreensão/ Funcionamento da língua Tempo

22 Fernando Pessoa O eterno solitário [texto expositivo] pesquisa orientada e redação de curriculum vitae exercício de escuta ativa com

V/F 90 min

Atividades de reforço

Ficha Informativa do manual n.º 11 (Curriculum vitae)

25 Fernando Pessoa Temáticas estruturantes do ortónimo [texto informativo] exercício de completamento 45 min 26 Fernando Pessoa Contexto político-social [texto informativo] exercício de

escolha múltipla 45 min

28 Fernando Pessoa (ortónimo) Autopsicografia [poema] Isto [poema] atividades de pré­ ­leitura – consulta de dicionário e debate itens de construção (resposta curta) comentário orientado síntese recursos estilísticos atos ilocutórios marcadores discursivos 90 min 32 33 Fernando Pessoa (ortónimo) Ó sino da minha aldeia [poema] Língua portuguesa [texto expositivo] atividade de pré­ ­leitura (teoria do fingimento) itens de construção (resposta curta) escolha múltipla recursos estilísticos noções de versificação classes de palavras funções sintáticas coesão textual 90 min

Primeiro período

(14 semanas)

(5)

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Pág. Documento de partida Leitura Expressão escrita Expressão oralCompreensão/ Funcionamento da língua Tempo

34

Fernando Pessoa

(ortónimo)

Não sei, ama, onde era [poema] atividade de pré­ ­leitura (relação texto/imagem) itens de construção (resposta curta) tempos e modos verbais valor da pontuação funções sintáticas frase complexa (exercício de escolha múltipla) 45 min 36 Fernando Pessoa (ortónimo) Quando as crianças brincam [poema] atividades de pré­leitura itens de construção (resposta curta) escolha múltipla marcadores discursivos tempos verbais 45 min 37 39 Fernando Pessoa (ortónimo)

Não sei se é sonho, se realidade [poema] ou Boiam leves, desatentos [poema] atividades de pré­leitura análise através de tópicos de leitura descrição síntese 45 min 40 43 46 Fernando Pessoa (ortónimo) Ela canta, pobre

ceifeira [poema] ou O menino da sua mãe [poema] ou Liberdade [poema] atividades de pré­ ­leitura (relação título/imagem) itens de construção (resposta curta) comentário texto narrativo leitura em voz alta exposição oral recursos estilísticos noções de versificação campo lexical recursos estilísticos tempos verbais 45 min Atividades globais

Modernismo [texto informativo] (pág. 48)

Síntese das características da poesia de Fernando Pessoa (ortónimo) (pág. 50)

Ficha de autoavaliação

Em exame – Fernando Pessoa (ortónimo) (pág. 51) + correção

45 min + 45 min

Atividades complementares

Consulta de sítios da Internet O CD áudio da turma (pág. 42) 54 Fernando Pessoa O fenómeno heteronímico [carta a Adolfo Casais Monteiro] análise orientada por questões prévias 45 min

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Pág. Documento de partida Leitura Expressão escrita Expressão oralCompreensão/ Funcionamento da língua Tempo 61 Alberto Caeiro – uma

arte de ser [ensaio]

Caeiro visto por Ricardo Reis [texto de apreciação crítica] interpretação a partir de palavras­chave 45 min 62 Alberto Caeiro Poema I de O Guardador de Rebanhos [poema] atividades de pré­ ­leitura (sinonímia/ campo lexical) itens de construção (resposta curta) recursos estilísticos articuladores discursivos tempos e modos verbais coesão textual 45 min 64 Alberto Caeiro Poema IX de O Guardador de Rebanhos [poema] atividades de pré­ ­leitura (consulta de dicionário) itens de construção (resposta curta) texto argumentativo orientado interpretação de cartoon comentário de anúncio publicitário 90 min 66 Alberto Caeiro Por um Portugal verde [texto de opinião]

escolha múltipla frase complexa funções sintáticas 45 min

68 Alberto Caeiro Poema X de O Guardador de Rebanhos [poema] atividades de pré­ ­leitura (relação intertextual) itens de construção (resposta curta) análise comparativa de poemas texto argumentativo orientado comentário de anúncio publicitário 45 min 70 Alberto Caeiro Poema II de O Guardador de Rebanhos [poema] atividades de pré­ ­leitura (debate) itens de construção (resposta curta) tempos verbais coesão textual classes de palavras atos ilocutórios 45 min 72 73 Alberto Caeiro Poema XXXIV de O Guardador de Rebanhos [poema] ou Poema XX de O Guardador de Rebanhos [poema] atividades de pré­ ­leitura (relação texto/imagem) itens de construção (resposta curta)

redação de retrato comentário de BD

45 min

Atividades globais

Síntese das características da poesia de Alberto Caeiro (pág. 75)

Ficha de autoavaliação

Em exame – Alberto Caeiro (pág. 76) + correção

45 min + 45 min

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Pág. Documento de partida Leitura Expressão escrita Expressão oralCompreensão/ Funcionamento da língua Tempo

81

83

Ricardo Reis

Ricardo Reis – uma arte de viver [ensaio]

Epicurismo e estoicismo [texto informativo] exercício de V/F 45 min 85 Ricardo Reis

Segue o teu destino

[poema] atividades de pré­ ­leitura (verbete de dicionário) itens de construção (resposta curta) análise comparativa de poemas 45 min 87 Ricardo Reis

Mestre, são plácidas

[poema] atividades de pré­leitura itens de construção (resposta curta) tempos verbais polissemia frase complexa funções sintáticas 90 min 90 Crono e Caronte [texto informativo] exercício de escolha múltipla frase complexa funções sintáticas valor modal 92 Ricardo Reis Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio [poema] atividades de pré­ ­leitura (consulta de glossário) itens de construção (resposta curta) análise comparativa de poemas recursos estilísticos valor expressivo da pontuação 90 min 95 97 98 Ricardo Reis

As rosas amo dos jardins de Adónis

[poema]

ou

Não consentem os deuses mais que a vida [poema]

ou

Não tenhas nada nas mãos [poema] atividades de pré ­leitura (sinonímia; relação texto/imagem) itens de construção (resposta curta) organização de frases comentário recursos estilísticos

funções sintáticas 90 min

Atividades globais

Síntese das características da poesia de Ricardo Reis (pág. 99)

Ficha de autoavaliação

Em exame – Ricardo Reis (pág. 100) + correção

45 min + 45 min

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Pág. Documento de partida Leitura Expressão escrita Expressão oralCompreensão/ Funcionamento da língua Tempo

105

106

Álvaro de Campos

Álvaro de Campos – uma arte de sentir

[prefácio] Futurismo [texto informativo] exercício de completamento síntese a partir de tópicos comentário / interpretação de pinturas futuristas 90 min 108 Álvaro de Campos Ode triunfal [poema] atividades de pré­leitura itens de construção (resposta curta) audição de poema lido / comentário leitura em voz alta debate recursos estilísticos pontuação noções de versificação 90 min 113 Álvaro de Campos Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir [poema] ou atividades de pré­leitura itens de construção (resposta curta) família de palavras 90 min 115 Lisbon revisited [poema] atividades de pré ­leitura (relação texto/imagem) itens de construção (resposta curta) recursos estilísticos frase complexa funções sintáticas 117 121 119 120 Álvaro de Campos Aniversário [poema] Todas as cartas de amor são [poema]

Aniversário de Álvaro de Campos [crónica radiofónica] Meia-idade [crónica] atividades de pré ­leitura (antecipação de sentidos; interpretação de imagens) itens de construção (resposta curta) estrutura argumentativa síntese exercício de escolha múltipla recursos estilísticos pontuação marcadores discursivos atos ilocutórios 90 min Atividades globais

Síntese das características da poesia de Álvaro de Campos (pág. 125) Página de diário (pág. 122)

Visionamento orientado da curta­metragem Dia Triunfal (pág. 123) [Ficha de trabalho 1 – compreensão oral] Ficha de autoavaliação

Em exame – Álvaro de Campos (pág. 126) + correção + 45 min45 min

Ficha de avaliação 1 (Caderno do Professor – pág. 39) + correção 90 min + 45 min ou

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Segundo período

(12 semanas)

2

Os Lusíadas, Luís de Camões e Mensagem, Fernando Pessoa [12 x 90 min] Pág. Documento

de partida Leitura Expressão escrita

Compreensão/ Expressão oral Funcionamento da língua Tempo 132 134 136 Texto lírico Texto épico Texto épico-lírico [textos informativos] Os Lusíadas: uma obra aberta [ensaio]

Os Lusíadas – Visão global [esquema] análise orientada por tópicos exercício de V/F marcadores discursivos 90 min 137 Os Lusíadas (As reflexões do poeta)

Canto I (est. 105­106) atividades de pré­ ­leitura (relação texto/imagem) itens de construção (resposta curta) recursos estilísticos pontuação 45 min 138 Os Lusíadas (As reflexões do poeta)

Canto V (est. 92­98) atividades de pré­ ­leitura (pesquisa) organização de frases itens de construção (resposta curta) síntese marcadores discursivos 140 141 Os Lusíadas (As reflexões do poeta)

Canto VI (est. 95­99) Canto VII (est. 78­82) atividades de pré­leitura itens de construção (resposta curta) marcadores discursivos funções sintáticas classes de palavras 90 min 143 145 Os Lusíadas (As reflexões do poeta)

Canto VIII (est. 96­99) Canto IX (est. 92­95) atividades de pré­ ­leitura (antecipação de sentidos) exercício de correspondência itens de construção (resposta curta) exercício de complemento recursos estilísticos coesão e coerência 90 min 147 D'Os Lusíadas à Mensagem [ensaio] redação de síntese a partir de esquema elaboração de um esquema textual análise de imagem de anúncio publicitário 90 min

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Pág. Documento de partida Leitura Expressão escrita Compreensão/ Expressão oral Funcionamento da língua Tempo 150 Mitos e heróis [ensaio] atividades de pré­ ­leitura (verbete de dicionário; exposição oral) exercício de escolha múltipla

exposição oral classes de palavras funções sintáticas frase complexa 45 min 153 154 155 Mensagem – Visão global [esquema] Mensagem O dos Castelos OsLusíadas

Excerto do Canto III

atividades de pré­ ­leitura (relação texto/imagem) itens de construção

(resposta curta)

relação intertextual exposição oral

45 min 156 157 159 163 158 160 Mensagem Ulisses D. Dinis ou D. Sebastião, Rei de Portugal ou O Infante OsLusíadas

Excerto do Canto III Excerto do Canto I atividades de pré­ ­leitura (pesquisa) itens de construção [resposta curta] relação intertextual recursos estilísticos classes de palavras 45 min texto expositivo­ ­argumentativo 45 min 164 165 Mensagem Horizonte OsLusíadas Excerto do Canto IX atividades de pré ­leitura (antecipação de sentidos) itens de construção (resposta curta) relação intertextual 45 min 168 Mensagem O Mostrengo atividades de pré ­leitura (antecipação de sentidos) itens de construção (resposta curta) texto expositivo­ ­argumentativo 45 min 45 min 170 171 172 Mensagem Mar Português OsLusíadas Excerto do Canto IV Mensagem O Quinto Império atividades de pré­leitura itens de construção (resposta curta) relação intertextual texto expositivo­ ­argumentativo síntese recursos estilísticos 45 min 45 min +

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Pág. Documento de partida Leitura Expressão escrita Expressão oralCompreensão/ Funcionamento da língua Tempo

174 175 Mensagem Nevoeiro Os Lusíadas Excerto do Canto X atividades de pré ­leitura (antecipação de sentidos) itens de construção (resposta curta) relação intertextual texto expositivo­ ­argumentativo exposição oral (com guião) recursos estilísticos 45 min Atividades globais

Síntese do estudo de Os Lusíadas e Mensagem (pág. 176)

Escrita/Oralidade (pág. 175): apresentação oral da análise de um poema de Mensagem

Ficha de autoavaliação

Em exame – Os Lusíadas e Mensagem (pág. 177) + correção + 45 min45 min

Ficha de avaliação 2 (Caderno do Professor – pág. 43) + correção 90 min + 45 min

3

Felizmente Há Luar!, Luís de Sttau Monteiro [12 x 90 min]

Pág. Documento de partida Leitura Expressão escrita Expressão oralCompreensão/ Funcionamento da língua Tempo

182 O tempo da história Vêm aí os franceses! e Amigos de Peniche [textos informativos] exercício de V/F 45 min 184 185 187 O tempo da escrita Um Estado policial [texto expositivo]

“Éramos detidos por darmos beijos na boca…” [entrevista] Sem comentários [cartoon] itens de construção (resposta curta) análise orientada por tópicos itens de construção (resposta curta) interpretação de cartoon 90 min 188 189 As canções de resistência [texto informativo]

A morte saiu à rua

[letra de canção] itens de construção (resposta curta) itens de construção (resposta curta) exercício de escolha múltipla pesquisa e divulgação na aula audição de canções 90 min 190 190 191

Parva que sou

[canção]

Quem disse que já não se fazem hinos?

[texto de opinião] Cartoon exercício de V/F itens de construção (resposta curta) comentário de cartoon 90 min

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Pág. Documento de partida Leitura Expressão escrita Expressão oralCompreensão/ Funcionamento da língua Tempo

192 193 Felizmente Há Luar! Verificação de leitura Excerto do Ato I [texto dramático] itens de construção (resposta curta) exercício de V/F exercício de escolha múltipla itens de construção (resposta curta) síntese características do

texto dramático 90 min

197 197 Felizmente Há Luar! Aferição de leitura Excerto do Ato I [texto dramático] exercício de escolha múltipla itens de construção (resposta curta) 90 min 202 205 Felizmente Há Luar! Aferição de leitura Excerto do Ato I [texto dramático] itens de correspondência itens de construção (resposta curta) exercício de escolha múltipla caracterização de personagens (redação de retrato) 90 min 208 Fim do Ato I (gravação) exercício de escuta ativa (Ficha de trabalho 2 –

compreensão oral) 90 min

208 210 Felizmente Há Luar! Aferição de leitura Excerto do Ato II [texto dramático] itens de completamento e V/F itens de construção (resposta curta) caracterização de personagens (redação de retrato) texto expositivo­ ­argumentativo 90 min 232 Fim do Ato II (gravação) exercício de escuta ativa (Ficha de trabalho 3 – compreensão oral) 90 min Atividades globais Os símbolos (pág. 214) O paralelismo histórico – 1817/1961 (pág. 215) Dramatização um julgamento (pág. 216)

Visionamento de excerto do documentário O meu coração ficará no Porto (pág. 216) [Ficha de trabalho 4 – compreensão oral] Em síntese (pág. 217)

Ficha de autoavaliação

Em exame – Felizmente Há Luar! (pág. 219) + correção + 45 min45 min

Ficha de avaliação 3 (Caderno do Professor – pág. 48) + correção 90 min + 45 min

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Terceiro período

(7 semanas)

4

Memorial do Convento, José Saramago [14 x 90 min]

Pág. Documento

de partida Leitura Expressão escrita

Compreensão/ Expressão oral Funcionamento da língua Tempo 234 Memorial do Convento

Sequências narrativas orientação por

questões­chave da leitura integral da obra 226 Autobiografia de José Saramago [autobiografia] ficha de trabalho 5 – compreensão oral exercício de escuta ativa com V/F 45 min 228 Entrevista radiofónica a José Saramago ficha de trabalho 6 – compreensão oral exercício de

escuta ativa 45 min

228 Duas mulheres [crónica] itens de construção (resposta curta) modos de relato de discurso 45 min 230 232 Memorial do Convento [texto expositivo] Memorial do Convento Verificação de leitura itens de construção (resposta curta) exercício de V/F e escolha múltipla 90 min 236 238 Memorial do Convento Elementos paratextuais 1. O narrador itens de construção (resposta curta) análise de excertos selecionados análise de capas e da contracapa da obra categorias da narrativa: o narrador 45 min 241 Memorial do Convento 2. A ação O convento itens de construção (resposta curta) intertexto com Os Lusíadas a simbologia do convento comentário recursos estilísticos categorias da narrativa: a ação 45 min

244 Memorial do Convento A passarola itens de construção

(resposta curta) a simbologia da passarola categorias da narrativa: a ação 45 min 247 249 Memorial do Convento 3. As personagens D. João V e

D. Maria Ana Josefa Revolução [cartoon] itens de construção (resposta curta) caracterização de personagens análise crítica de cartoon categorias da narrativa: as personagens frase complexa pontuação 90 min

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Pág. Documento de partida Leitura Expressão escrita Expressão oralCompreensão/ Funcionamento da língua Tempo

250 Memorial do Convento Baltasar Sete­Sóis e Blimunda Sete­Luas itens de construção (resposta curta) simbologia dos apelidos das personagens caracterização de personagens categorias da narrativa: as personagens 90 min 253 Memorial do Convento Análise comparativa de dois excertos itens de construção (resposta curta) categorias da narrativa: as personagens linguagem e estilo de José Saramago 90 min

255 Memorial do Convento Padre Bartolomeu

Lourenço de Gusmão itens de construção (resposta curta) caracterização de personagens categorias da narrativa: as personagens classes de palavras 90 min 258 Memorial do Convento

Domenico Scarlatti itens de construção (resposta curta) caracterização de personagens texto expositivo ­ ­argumentativo audição e comentário de uma sonata categorias da narrativa: as personagens 90 min 260 Memorial do Convento O povo – personagem coletiva itens de construção (resposta curta) comentário categorias da narrativa: as personagens recursos estilísticos 45 min 263 Memorial do Convento 4. O tempo análise de quadro/esquema categorias da narrativa: o tempo 45 min 264 Memorial do Convento 5. O espaço físico análise comparativa texto expositivo ­ ­argumentativo 45 min 266 Memorial do Convento 6. A sátira e a crítica

social análise orientada por tópicos 90 min

Atividades globais

José e Pilar e Viagens – visualização de trailers e análise de capa de DVD (pág. 227) Linguagem e estilo de José Saramago (pág. 269)

Ficha de autoavaliação

Em exame – Memorial do Convento (pág. 272) + correção + 45 min45 min

Ficha de avaliação 4 (Caderno do Professor – pág. 53) + correção 90 min + 45 min

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Dia Triunfal

Fernando Pessoa, Bernardo Soares*, Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro encontram-se no café Martinho da Arcada. Observa a conversa entre eles e responde às questões que se seguem, selecio-nando as respostas corretas. *Semi-heterónimo.de.Fernando.Pessoa,.ajudante.de.guarda-livros.na.cidade.de.Lisboa.e.autor.do.Livro do Desassossego. 1. Identifica a personagem de Fernando Pessoa e as dos seus heterónimos, estabelecendo as correspon-dências corretas, de acordo com o que é retratado no filme. (pág. 123 do manual) 2. Dos adjetivos que se seguem, escolhe aqueles que melhor caracterizam Bernardo Soares, baseando-te no seu comportamento e nas suas intervenções:

a. tímido c. desajeitado e. indeciso g. inseguro

b. confiante d. exaltado f. prestável h. estranho 3. Os cinco escritores estão reunidos para: a. fundarem uma revista literária. b. decidirem qual a melhor forma de chamarem a atenção do público para aquilo que escrevem. 4. Álvaro de Campos propõe que: a. apareçam ao público como uma única pessoa com múltiplas personalidades. b. daí em diante, passem a escrever todos juntos, pois só assim conseguirão o sucesso que desejam alcançar. 5. Perante a proposta de Campos, a atitude de Ricardo Reis é de: a. aceitação sem reservas, porque os fins justificam os meios. b. hesitação, porque não se sente preparado para renunciar à sua existência real. 6.Para decidir qual dos cinco irá dar corpo à “personagem”, a. tiram à sorte. b. votam. 7. A sorte decide que quem vai representar os cinco será “escolhido” entre: a. Fernando Pessoa e Álvaro de Campos. b. Fernando Pessoa e Ricardo Reis.

A curta-metragem que viste é uma ficção que sugere uma explicação para o aparecimento dos heterónimos de Fernando Pessoa.

Imagina tu, agora, uma outra história que pudesse ter estado na origem deste fenómeno heteronímico.

a. Fernando Pessoa 1. A trabalhar no seu consultório médico.

b. Ricardo Reis 2. À mesa no café, sozinho, a fumar, usando óculos redondos. c. Alberto Caeiro 3. Surge, mais tarde, já no café.

d. Álvaro de Campos 4. Na rua, com revistas e jornais na mão e um boné na cabeça. e. Bernardo Soares 5. Sentado, pensativo, numa sala com grandes máquinas.

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Felizmente Há Luar!

(Fim do Ato I)

1. Ouve, com atenção, o final do Ato I de Felizmente Há Luar!, para completares a ficha de trabalho.

(pág. 208 do manual)

Personagens em cena Caracterização feita pelo autor .(pág..13.da.obra) “Um provocador em vias de promoção” “Dois denunciantes que honraram a classe”

“Três conscienciosos governadores do Reino”

Primeiro momento À procura do “chefe da conspiração” Qual é o “estado em que se

encontra o Reino”?

De que tem medo o Principal Sousa?

Que ordem dá Beresford aos delatores?

O que é, para D. Miguel, “um Portugal próspero e feliz”?

Comentário “Quero o país inteiro a cantar em coro.” (D. Miguel)

Segundo momento Encontrado o “chefe da conspiração” Qual é o nome que Vicente e

Corvo trazem, quando regressam da rua?

Como caracteriza D. Miguel o “chefe da revolta”?

Terceiro momento Preparativos para a ação Que medidas preconiza

D. Miguel para “criar um ambiente de receio”?

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Felizmente Há Luar!

(Fim do Ato II)

1. Ouve, com atenção, o final do Ato II de Felizmente Há Luar!, para completares a ficha de trabalho.

(pág. 214 do manual)

Comentário “Há homens que obrigam todos os outros a reverem-se por dentro…” (Sousa Falcão)

Primeiro momento Matilde e Sousa Falcão Como estão vestidos?

Matilde Sousa Falcão Opinião de Matilde

sobre Sousa Falcão Opinião de Sousa Falcão sobre si próprio

Segundo momento Matilde

Matilde despede-se de Gomes Freire

Expressões utilizadas por Matilde para se dirigir a Gomes Freire

Justificação para ter vestido a saia verde

Significado

do som dos tambores

da fogueira

do luar

Explicitação do sentido de frases-chave “É por mim que estou de luto,

Matilde!” (Sousa Falcão)

“Julguei que isto era o fim e afinal é o princípio.” (Matilde) “Felizmente – felizmente há luar!” (Matilde) EMAR12CP-02

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O meu coração ficará no Porto

Vê, com atenção, o excerto do documentário O meu coração ficará no Porto, que constitui uma homena-gem a Humberto Delgado, o “General Sem Medo”.

1. Durante o primeiro visionamento, toma notas para completar as grelhas que se seguem.

(pág. 216 do manual) Introdução O golpe militar liderado pelo General Gomes da Costa deu-se em o objetivo era

teve como consequência o novo regime dura

Durante o Estado Novo, Salazar criou aboliu deixou o país Após a Segunda Grande Guerra passaram a existir ganhavam sempre os elementos da oposição acabavam geralmente Em 1958 realizaram-se

Salazar propõe como candidato o partido comunista estava na este partido apoia

surge também um candidato militar da oposição chamado

Humberto Delgado

lança a candidatura a partir da cidade

consegue congregar

14 de maio de 1958

é o início do fim do

Humberto Delgado ficará para sempre conhecido como

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2. Vê uma segunda vez o documentário e completa a informação em falta.

Após a introdução

Datas

Grande manifestação.

A oposição não consegue organizar-se para a disputa de eleições.

Eleições para a Presidência da República. Humberto Delgado é assassinado.

Nomes

Filha de Humberto Delgado – “Era um homem alegre e

bem-disposto, punha toda a gente a trabalhar”.

Participante da candidatura de Humberto Delgado – “Ele

sabia que na luta que travava estava a jogar a vida.”

Historiador – refere a suspensão do artigo 8.º da Constituição.

Mandatário da candidatura de Arlindo Vicente – “…havia

um regime de terror e de medo…”

Um manifestante que foge à polícia.

Menor de 15 anos, tipógrafo – detido na manifestação por carregar uma bandeira e dar “vivas” a Humberto Delgado. Solteiro, 30 anos, engraxador – detido na manifestação por vender fotos do General Humberto Delgado.

Toma posse como Presidente da República Portuguesa. É demitido das Forças Armadas e forçado ao exílio.

Locais

Humberto Delgado afirma “Obviamente, demito-o.” Primeiro ato da campanha de Humberto Delgado, após apresentação em Lisboa.

Milhares de manifestantes aguardam a chegada de Hum-berto Delgado.

Local onde Humberto Delgado esteve exilado. Local onde Humberto Delgado foi assassinado.

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Autobiografia de José Saramago

1. Ouve um excerto da autobiografia de José Saramago e reconstitui a sua vida e a obra, completando as três grelhas que se seguem.

(pág. 226 do manual)

Nascimento a. Lugar, província

b. Localização relativamente à capital

c. Nome do pai

d. Nome da mãe

e. Nome com que foi registado

f. Origem do apelido Saramago

g. Data do registo do nascimento

h. Data real do nascimento

Vida: os primeiros tempos a. Acontecimento ocorrido em 1924

b. Profissão exercida pelo pai a partir dessa data

c. Acontecimento familiar trágico

d. Alterações ocorridas com 13-14 anos

e. Número de anos em que frequentou a escola primária

f. Número de anos em que frequentou o liceu

g. Cargo para que foi eleito aos 12 anos

h. Nova escola frequentada

i. Ofício aprendido

j. Duas disciplinas estudadas

k. Local de trabalho

l. Local frequentado nos períodos noturnos

m. Acontecimento ocorrido em 1944

n. Segunda atividade exercida

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Vida: a partir de finais dos anos quarenta Localização

temporal

FACTOS RELEVANTES

(Vida pessoal / Atividades exercidas / Locais onde exerceu as atividades / Atividade literária / Prémios)

1947 Nascimento .

Publica , a que inicialmente chamara A Viúva.

1949 Fica desempregado por motivos políticos.

Encontra nova ocupação .

Final dos anos 50 Trabalha na editora “ ”, como responsável pela . 1955 -1981 Dedica algum tempo livre a .

1967-1968 Mais uma ocupação paralela: .

1966 Publica Os Poemas Possíveis, uma coletânea de .

1970 Publica , outra coletânea de poemas.

Divorcia-se de Ilda Reis. Inicia uma relação com a escritora . 1971 Publica Deste Mundo e do Outro (recolha de durante dois anos, como de um ). Deixa a editora. Trabalha e como editorialista no

Diário de Notícias.

1973 Publica (recolha de crónicas de imprensa). 1974 Publica As Opiniões que o DL teve (recolha de editoriais).

1975 (abril) Passa a exercer o cargo de do jornal . 1975 (novembro) Encontrando-se desempregado, decide .

1976 Instala-se em Lavre, no .

1978 Publica Objeto Quase, uma coletânea de .

1979 Publica A Noite, uma .

1982 Publica (romance).

1984 Publica (romance).

1986 Publica (romance). Conhece Pilar del Río.

1987 Publica A Segunda Vida de Francisco de Assis ( ). 1988 Casa com Pilar del Río.

1989 Publica A História do Cerco de Lisboa (romance).

1991 Publica O Evangelho Segundo Jesus Cristo, vetado pelo Governo português ao ,

com o argumento de que o livro era .

1993 Muda-se, com a mulher, para , nas Canárias.

Inicia a escrita de um : Cadernos de Lanzarote.

1995 Publica (romance).

Recebe o Prémio .

1997 Publica Todos os Nomes (romance) e O Conto da Ilha Desconhecida.

1998 Recebe o Prémio .

de 1998 a 2006 Publica 8 obras: Folhas Políticas, A Caverna, A Maior Flor do Mundo, O Homem Duplicado, Ensaio sobre a Lucidez, Don Giovanni ou o Dissoluto Absolvido, As Intermitências da Morte, As Pequenas Memórias.

2007 Nasce a , em Lisboa.

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Entrevista a José Saramago

1. Ouve o excerto da entrevista que Carlos Vaz Marques fez, em 2005, a José Saramago. Toma notas, na coluna da direita, em função das orientações da coluna da esquerda.

(pág. 228 do manual)

Orientações de escuta Notas

Idade do escritor

Posição de Saramago em relação à imortalidade

O que se diz na contracapa do “novo” romance de Saramago Título do romance que serve de pretexto à entrevista

Personagem principal do romance

Ideia-chave de que parte o romance

Significado de ICAR

Razão pela qual a Igreja não sobreviveria se não existisse morte

Orientações de escuta Notas

Dois adjetivos que caracterizam a morte

Aspeto clássico com que a morte aparece aos “moribundos de olhar penetrante”

Aspeto com que a morte terá aparecido ao escritor Marcel Proust O verdadeiro aspeto da morte, segundo o narrador

Razão pela qual Deus não se torna visível aos olhos dos seres humanos

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FICHA DE TRABALHO 1 Pág. 15

FICHA DE TRABALHO 2 Pág. 16

1. a. 2.; b. 1.; c. 4.; d. 5.; e. 3.; 2. a., c., e., f., g., h.; 3. b.; 4. a.; 5. b.; 6. a.; 7. b.

Personagens em cena Caracterização feita pelo autor (pág. 13 da obra)

Vicente “Um provocador em vias de promoção”

Morais Sarmento

“Dois denunciantes que honraram a classe”

Andrade Corvo Beresford

“Três conscienciosos governadores do Reino”

Principal Sousa D. Miguel de Forjaz

Primeiro momento

À procura do “chefe da conspiração” Qual é o “estado em que se

encontra o Reino”?

Grande agitação: “ […] basta um grito na rua para que as labaredas alastrem

de norte a sul…” (Corvo); “E para que o sangue corra nas ruas.” (Vicente)

De que tem medo o Principal

Sousa? Que a revolta popular se concretize e que o povo se vingue. Que ordem dá Beresford aos

delatores?

Que lhe tragam “os chefes” da conspiração a qualquer preço: “Comprem

quem for preciso, vendam a alma ao diabo, mas tragam-me os nomes dos chefes…”

O que é, para D. Miguel, “um Portugal próspero e feliz”?

É um Portugal em que a separação de classes sociais é clara: “[…] com um

povo simples, bom e confiante, que viva lavrando e defendendo a terra, com os olhos postos no Senhor.”, “uma nobreza orgulhosa” e “um clero” “cons-cientes da sua missão, integrados na estrutura tradicional do Reino…”

Segundo momento

Encontrado o “chefe da conspiração” Qual é o nome que Vicente e

Corvo trazem, quando

regressam da rua? O do general Gomes Freire d’Andrade. Como caracteriza D. Miguel o

“chefe da revolta”?

“[…] é lúcido, é inteligente, é idolatrado pelo povo, é um soldado brilhante, é grão-mestre da Maçonaria e é, senhores, um estrangeirado…”

Terceiro momento

Preparativos para a ação Que medidas preconiza

D. Miguel para “criar um ambiente de receio”?

“[…] Há que pôr os frades, por esse país fora, a bramar dos púlpitos contra os inimigos de Deus. Há que procurar em cada regimento um oficial que se preste a dizer aos soldados que a Pátria se encontra ameaçada pelos inimi-gos de dentro. Há que fazer tocar os tambores […]”; “Quero os sinos das aldeias a tocar a rebate […]”

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FICHA DE TRABALHO 3 Pág. 17 Primeiro momento

Matilde e Sousa Falcão Como estão vestidos?

Matilde “vesti a minha saia verde”

Sousa Falcão “de luto”

Opinião de Matilde

sobre Sousa Falcão “É o melhor dos amigos […]” Opinião de Sousa Falcão

sobre si próprio

Sousa Falcão considera que não é um bom amigo por não ter estado ao lado de Gomes Freire “na primeira linha”; afirma odiar-se a si próprio, acusa-se de falta de coragem e de “cobardia”.

Segundo momento

Matilde

Matilde despede-se de Gomes Freire

Expressões utilizadas por Matilde para se dirigir a Gomes Freire

“meu amor”, “minha vida”, “meu homem”, “amor da

minha vida”

Justificação para ter vestido a saia verde

Matilde veste a saia verde que Gomes Freire lhe comprou em Paris, em sinal de esperança e do amor que sente pelo

“seu homem” (“Ele ainda está vivo […]”).

Significado

do som dos

tambores Desta vez tocarão “em honra” de Gomes Freire.

da fogueira A fogueira simboliza os ideais revolucionários que

“incen-diarão” o país.

do luar A luz do luar sobrepõe-se à escuridão da noite (opressão) e fará brilhar a verdade, indicando o caminho a seguir.

Explicitação do sentido de frases-chave

“É por mim que estou de luto, Matilde!”

(Sousa Falcão)

Sousa Falcão está de luto por si próprio porque considera que não foi corajoso como deveria ter sido. Gomes Freire morre na realidade, Sousa Falcão sente-se morto por dentro.

“Julguei que isto era o fim e afinal é o princípio.”

(Matilde)

A morte do general Gomes Freire é o princípio de uma nova era: o povo despertará à luz do seu exemplo e dará novo rumo ao Reino.

“Felizmente – felizmente há luar!”

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EMAR12CP © Porto Editora fotocopiáv el FICHA DE TRABALHO 4 Pág. 18 Introdução O golpe militar liderado pelo General Gomes da Costa deu-se em 28 de maio de 1926

o objetivo era derrubar a República

teve como consequência a instauração de uma ditadura

o novo regime dura 48 anos

Durante o Estado Novo, Salazar

criou a polícia política

aboliu as liberdades e garantias

deixou o país pobre e amordaçado

Após a Segunda Grande Guerra

passaram a existir simulacros de eleições ganhavam sempre os candidatos de Salazar os elementos da oposição acabavam geralmente presos

Em 1958

realizaram-se eleições para a Presidência da República

Salazar propõe como candidato Américo Tomás o partido comunista estava na clandestinidade este partido apoia Arlindo Vicente surge também um candidato militar da oposição

chamado Humberto Delgado

Humberto Delgado

lança a candidatura a partir da cidade do Porto

consegue congregar o apoio da oposição 14 de maio

de 1958

é o início do fim do Estado Novo

Humberto Delgado ficará para sempre conhecido como o “General Sem Medo”

Após a introdução

Datas

1958 Grande manifestação.

1949-1951 A oposição não consegue organizar-se para a disputa de eleições.

8 de junho de 1958 Eleições para a Presidência da República.

13 de fevereiro de 1963 Humberto Delgado é assassinado.

Nomes

Iva Delgado Filha de Humberto Delgado – “Era um homem alegre e bem-disposto, punha toda a gente a trabalhar”.

Coelho dos Santos Participante da candidatura de Humberto Delgado – “Ele sabia que na luta que travava estava a jogar a vida.” Jorge Alves Historiador – refere a suspensão do artigo 8.º da Constituição.

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FICHA DE TRABALHO 5 Pág. 20 Nascimento

a. Lugar, província Azinhaga, Ribatejo

b. Localização relativamente à capital Cerca de cem quilómetros a nordeste de Lisboa

c. Nome do pai José de Sousa

d. Nome da mãe Maria da Piedade

e. Nome com que foi registado José de Sousa Saramago

f. Origem do apelido Saramago Nome de uma planta espontânea cujas folhas serviam de

alimento às famílias pobres

g. Data do registo do nascimento 18 de novembro de 1922

h. Data real do nascimento 16 de novembro de 1922

Após a introdução (cont.)

Nomes

(cont.)

Augusto Azevedo Um manifestante que foge à polícia.

Manuel Eduardo Ferreira Menor de 15 anos, tipógrafo – detido na manifestação por carregar uma bandeira e dar “vivas” a Humberto Delgado. José Fernandes Martins Solteiro, 30 anos, engraxador – detido na manifestação por vender fotos do General Humberto Delgado. Américo Tomás Toma posse como Presidente da República Portuguesa.

Humberto Delgado É demitido das Forças Armadas e forçado ao exílio.

Locais

Café Chave d’Ouro Humberto Delgado afirma “Obviamente, demito-o.”

Porto Primeiro ato da campanha de Humberto Delgado, após apresentação em Lisboa. Estação de S. Bento, Porto Milhares de manifestantes aguardam a chegada de Humberto

Delgado.

Estação de Santa Apolónia, Lisboa

Brasil Local onde Humberto Delgado esteve exilado.

Badajoz Local onde Humberto Delgado foi assassinado.

Vida: os primeiros tempos

a. Acontecimento ocorrido em 1924 Mudança da família para Lisboa.

b. Profissão exercida pelo pai a partir dessa data Polícia de segurança pública.

c. Acontecimento familiar trágico Morte do irmão Francisco.

d. Alterações ocorridas com 13-14 anos A família passa a viver, pela primeira vez,

numa casa própria.

e. Número de anos em que frequentou a escola primária Três anos.

f. Número de anos em que frequentou o liceu Dois anos.

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Vida: os primeiros tempos (cont.)

h. Nova escola frequentada Escola de ensino profissional.

i. Ofício aprendido Serralheiro mecânico.

j. Duas disciplinas estudadas Francês e Literatura.

k. Local de trabalho Oficina de reparação de automóveis.

l. Local frequentado nos períodos noturnos Uma biblioteca pública de Lisboa.

m. Acontecimento ocorrido em 1944 Casamento.

n. Segunda atividade exercida Empregado administrativo num organismo da Segurança Social.

o. Nome da mulher Ilda Reis.

Vida: a partir de finais dos anos quarenta

Localização temporal

FACTOS RELEVANTES

(Vida pessoal / Atividades exercidas / Locais onde exerceu as atividades / Atividade literária / Prémios)

1947 Nascimento da filha, Violante; Publica Terra do Pecado, a que inicialmente chamara A Viúva. 1949 Fica desempregado por motivos políticos. Encontra nova ocupação numa empresa

metalúrgica.

Final dos anos 50 Trabalha na editora “Estúdios Cor”, como responsável pela produção. 1955 -1981 Dedica algum tempo livre a trabalhos de tradução.

1967-1968 Mais uma ocupação paralela: crítico literário.

1966 Publica Os Poemas Possíveis, uma coletânea de poemas. 1970 Publica Provavelmente Alegria, outra coletânea de poemas.

Divorcia-se de Ilda Reis. Inicia uma relação com a escritora Isabel da Nóbrega. 1971

Publica Deste Mundo e do Outro (recolha de crónicas de imprensa). Deixa a editora. Trabalha durante dois anos como coordenador de um suplemento cultural e como editorialista no Diário de Notícias.

1973 Publica A Bagagem do Viajante (recolha de crónicas de imprensa). 1974 Publica As Opiniões que o DL teve (recolha de editoriais).

1975 (abril) Passa a exercer o cargo de diretor adjunto do jornal Diário de Notícias. 1975 (novembro) Encontrando-se desempregado, decide dedicar-se inteiramente à literatura.

1976 Instala-se em Lavre, no Alentejo.

1978 Publica Objeto Quase, uma coletânea de contos. 1979 Publica A Noite, uma peça de teatro.

1982 Publica O Memorial do Convento (romance). 1984 Publica O Ano da Morte de Ricardo Reis (romance).

1986 Publica A Jangada de Pedra (romance). Conhece Pilar del Río. 1987 Publica A Segunda Vida de Francisco de Assis (peça de teatro). 1988 Casa com Pilar del Río.

1989 Publica A História do Cerco de Lisboa (romance).

1991 Publica O Evangelho Segundo Jesus Cristo, vetado pelo Governo português ao Prémio Literário Europeu, com o argumento de que o livro era ofensivo para os católicos.

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Nota: Em 2009, José Saramago publica o seu último romance: Caim. Morre em 18 de junho de 2010. Postuma-mente, foi publicado o romance Claraboia (2011), cuja redação o escritor terminou em janeiro de 1953.

Vida: a partir de finais dos anos quarenta (cont.)

Localização temporal

FACTOS RELEVANTES

(Vida pessoal / Atividades exercidas / Locais onde exerceu as atividades / Atividade literária / Prémios)

1993 Muda-se, com a mulher, para Lanzarote, nas Canárias. Inicia a escrita de um diário: Cadernos de Lanzarote.

1995 Publica Ensaio sobre a Cegueira (romance). Recebe o Prémio Camões. 1997 Publica Todos os Nomes (romance) e O Conto da Ilha Desconhecida. 1998 Recebe o Prémio Nobel da Literatura.

de 1998 a 2006

Publica 8 obras: Folhas Políticas, A Caverna, A Maior Flor do Mundo, O Homem Duplicado,

Ensaio sobre a Lucidez, Don Giovanni ou o Dissoluto Absolvido, As Intermitências da Morte, As Pequenas Memórias.

2007 Nasce a Fundação José Saramago, em Lisboa. 2008 Publica A Viagem do Elefante (romance).

FICHA DE TRABALHO 6 Pág. 22

Orientações de escuta Notas

Idade do escritor 82 anos (quase 83). Posição de Saramago em relação à

imortalidade José Saramago não acredita em nenhum tipo de imortalidade. O que se diz na contracapa do “novo”

romance de Saramago

“Saberemos cada vez menos o que é o ser humano.” (Livro das Previsões)

Título do romance que serve de

pretexto à entrevista As Intermitências da Morte. Personagem principal do romance A morte.

Ideia-chave de que parte o romance A morte deixa de matar.

Significado de ICAR Igreja Católica Apostólica Romana. Razão pela qual a Igreja não

sobreviveria se não existisse morte

“se não houvesse morte […] a Igreja não teria nenhuma probabilidade de sobreviver […] porque nós teríamos já, na terra, […] aquilo que a Igreja se cansa a prometer-nos […]: a vida eterna.”

Orientações de escuta Notas

Dois adjetivos que caracterizam a morte “discreta” e “invisível”

Aspeto clássico com que a morte aparece aos

“moribundos de olhar penetrante” “um fantasma envolto em panos brancos” Aspeto com que a morte terá aparecido ao escritor

Marcel Proust “na figura de uma mulher gorda vestida de preto” O verdadeiro aspeto da morte, segundo o narrador “a morte é um esqueleto embrulhado num lençol”

Razão pela qual Deus não se torna visível aos olhos

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EMAR12CP © Porto Editora fotocopiáv el SEA 1 (pág. 22 do manual) O eterno solitário

13 de junho de 1888 podia ter sido mais um dia de Santo António. Mas não foi.

Nesta data nasce, em Lisboa, o filho de Joaquim Pessoa e Maria Nogueira. Os pais dão-lhe o nome de Fernando António, homenageando assim o santo. […]

Joaquim morre quando o filho tem só cinco anos. Maria volta a casar com um diplomata e muda-se com a família para Durban, na África do Sul. Criado no meio de gente crescida e sem amigos da sua idade, Fernando Pessoa inventa companheiros de brincadeira. O primeiro é Chevalier de Pas, a quem mais tarde se junta Alexander Search. São estes amigos imaginários o ponto de par-tida para os heterónimos, personagens que funcionam como autores de algu-mas das suas poesias. Em África, o inglês torna-se a sua língua de estudos e depois de escrita. Devora os clássicos e ganha mesmo um prémio […] com um dos seus textos. Aos 17 anos deixa a mãe e os irmãos em África e regressa a Portugal. Vem viver com a avó e duas tias. Ainda estuda Letras na Universi-dade de Lisboa, mas, para desgosto da família, não tarda a desistir.

Com a morte da avó, Fernando ganha uma pequena herança, graças à qual funda uma tipografia. […] o negócio acaba por falir. Torna-se, então, tradutor e correspondente comercial. Assim continuaria até ao fim dos seus dias.

O rei e o príncipe herdeiro são mortos, a 1 de fevereiro de 1908, mas Pessoa não se envolve na política. Mesmo assim, o seu amor pela pátria desperta. Quer mudar as coisas, fazer uma revolução…

Esse desejo passa-o para o papel em Mensagem, uma das suas mais impor-tantes obras. Em 44 poemas, Fernando homenageia os feitos dos portugueses ao longo da História e deseja que estes se repitam. Mensagem é publicado em 1934, um ano antes da sua morte. Aliás, é o único livro de poesia de Fernando Pessoa a ser editado em vida, à exceção dos poemas em inglês.

A República é instaurada em 1910. […] Pessoa conhece, então, muitos escritores esperançados nesta mudança. Torna-se amigo, sobretudo, de Mário de Sá-Carneiro, que, vivendo em França, lhe conta as novidades daquele país onde tudo acontece primeiro.

Em 1914, o poeta cria os seus mais famosos heterónimos. É preciso não confundi-los com pseudónimos, que são nomes usados pelos escritores para assinar os seus livros. Os heterónimos são, sim, personagens com vida própria. Eles têm data de nascimento e morte, profissão, […] aventuras e desventuras. Conhecem-se muitos e muitos heterónimos de Fernando Pessoa, mas aqueles mais falados são Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos: três homens com vidas e estilos de escrita completamente diferentes.

Fernando é um dos fundadores da Orpheu, revista trimestral que em 1915 quer mostrar uma nova poesia. A acompanhar Pessoa estão o seu amigo Sá-Carneiro, Almada Negreiros e o heterónimo Álvaro de Campos. O primeiro

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SEA 1

(pág. 119 do manual)

número deixa as pessoas escandalizadas, mas esgota num abrir e fechar de olhos. Quer a sorte que a revista não dure muito. […]

Em 1916, Fernando Pessoa tem outro desgosto: a morte do padrasto. A mãe e o resto da família vêm então viver com ele para a Rua Coelho da Rocha, em Lisboa, local onde hoje está a Casa Fernando Pessoa. […]

Mesmo muito dedicado à poesia, Fernando ainda tem tempo para se apai-xonar. […] Tem uma paixão confessa – Ofélia Queirós – com a qual mantém uma relação muitas vezes distante, se bem que intensa. Ele tem 31 anos, ela apenas 19, quando se conhecem. […]

Da sua carreira faz parte a famosa frase “Primeiro estranha-se e depois entranha-se”, que nada mais é do que um slogan para um anúncio da Coca--Cola que nunca chegou a ser usado porque o Governo acabou por proibir a venda da bebida.

A astrologia faz também parte das suas paixões. Graças a ela cria Raphael Baldaya, outro heterónimo responsável por um livro sobre o tema.

Fernando Pessoa despede-se da vida a 30 de novembro de 1935. Cinquenta anos mais tarde, os seus restos mortais são trasladados para o Mosteiro dos Jerónimos, onde repousam ao lado de outro enorme poeta: Luís de Camões.

in Filhos da Nação, Luís de Camões, Fernando Pessoa e Eça de Queirós, QuidNovi, 2010 (adaptado e com supressões)

O aniversário de Álvaro de Campos

Álvaro de Campos faz hoje anos. Parece que o tempo não passou por ele. Continua alto, magro, cara rapada, cabelo liso, como Pessoa o fez nascer em Tavira num outro 15 de outubro, há 120 anos.

Pessoa quis que ele fosse engenheiro naval por Glasgow e nele inscreveu toda a emoção que a si mesmo não deu nem à sua vida.

Os amigos juntam-se, celebrando o seu aniversário hoje e amanhã no pri-meiro encontro internacional sobre Álvaro de Campos, no hotel Porta Nova, em Tavira. É um nome apropriado – Porta Nova – para celebrar o dia de anos daquele que sempre esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta.

As inscrições são a 20 euros e isso inclui jantar, já esta noite, talvez não ainda um menu com mais legumes e doses mais pequenas como os jornais contam que estabelece um documento de compromisso, nem sequer moti-vado pela austeridade, mas pelos rigores de uma dieta mais cuidada.

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos, dirá ele, era a mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos, o apara-dor com muitas coisas (doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado, refrigerantes, leites achocolatados, iogurtes líquidos, ananás em calda, marga-rina vegetal, feijão encarnado em lata, conservas, óleos alimentares), o IVA para os bens alimentares de primeira necessidade, Sr. Engenheiro, salta para 23%.

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SEA 4

(pág. 226 do manual)

Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes… até as rosas na florista são deixadas… ganham espinhos. Mas é a comida que leva a maior facada no orçamento familiar, Sr. Engenheiro…

Come chocolates, pequena. Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.

Mas a situação impõe um sangue-frio muito grande, Sr. Engenheiro. O que há em mim é sobretudo cansaço. Coitado do Álvaro de Campos, com quem ninguém se importa, coitado dele que tem tanta pena de si mesmo.

Muito gostaria de poder estar consigo à mesa hoje em Tavira, Sr. Enge-nheiro Álvaro de Campos, para o ouvir recordar aquele dia no restaurante fora do espaço e do tempo, aquele dia em que lhe serviram – lembra-se? – o amor como dobrada fria. O amor talvez seja ainda taxado com um imposto extraordinário, como as pensões douradas. Não será o caso da sua, Sr. Enge-nheiro Álvaro de Campos, bem o sei, vadio e pedinte a valer, no sentido tras-lado, como é evidente. Coitado do Álvaro de Campos com quem ninguém se importa! Não diga isso, Sr. Engenheiro. E muitos parabéns!

Estou cansado, é claro. Feliz aniversário!

Sinais, Fernando Alves, TSF, 15 de outubro de 2010

Autobiografia de José Saramago

Nasci numa família de camponeses sem terra, em Azinhaga, uma pequena povoação situada na província do Ribatejo, na margem direita do rio Almonda, a uns cem quilómetros a nordeste de Lisboa. Meus pais chamavam-se José de Sousa e Maria da Piedade. José de Sousa teria sido também o meu nome se o funcionário do Registo Civil, por sua própria iniciativa, não lhe tivesse acres-centado a alcunha por que a família de meu pai era conhecida na aldeia: Sara-mago. (Cabe esclarecer que saramago é uma planta herbácea espontânea, cujas folhas, naqueles tempos, em épocas de carência, serviam como alimento na cozinha dos pobres). Só aos sete anos, quando tive de apresentar na escola primária um documento de identificação, é que se veio a saber que o meu nome completo era José de Sousa Saramago... Não foi este, porém, o único problema de identidade com que fui fadado no berço. Embora tivesse vindo ao mundo no dia 16 de novembro de 1922, os meus documentos oficiais referem que nasci dois dias depois, a 18: foi graças a esta pequena fraude que a família escapou ao pagamento da multa por falta de declaração do nascimento no prazo legal. Talvez por ter participado na Grande Guerra, em França, como soldado de artilharia, e conhecido outros ambientes, diferentes do viver da aldeia, meu pai decidiu, em 1924, deixar o trabalho do campo e trasladar-se com a família para Lisboa, onde começou a exercer a profissão de polícia de segurança pública, para a qual não se exigiam mais “habilitações literárias” (expressão comum então...) que ler, escrever e contar. Poucos meses depois de

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nos termos instalado na capital, morreria meu irmão Francisco, que era dois anos mais velho do que eu. Embora as condições em que vivíamos tivessem melhorado um pouco com a mudança, nunca viríamos a conhecer verdadeiro desafogo económico. Já eu tinha 13 ou 14 anos quando passámos, enfim, a viver numa casa (pequeníssima) só para nós: até aí sempre tínhamos habitado em partes de casa, com outras famílias. Durante todo este tempo, e até à maio-ridade, foram muitos, e frequentemente prolongados, os períodos em que vivi na aldeia com os meus avós maternos, Jerónimo Melrinho e Josefa Caixinha.

Fui bom aluno na escola primária: na segunda classe já escrevia sem erros de ortografia, e a terceira e quarta classes foram feitas em um só ano. Transitei depois para o liceu, onde permaneci dois anos, com notas excelentes no pri-meiro, bastante menos boas no segundo, mas estimado por colegas e professo-res, ao ponto de ser eleito (tinha então 12 anos...) tesoureiro da associação académica...

Entretanto, meus pais haviam chegado à conclusão de que, por falta de meios, não poderiam continuar a manter-me no liceu. A única alternativa que se apresentava seria entrar para uma escola de ensino profissional, e assim se fez: durante cinco anos aprendi o ofício de serralheiro mecânico. O mais sur-preendente era que o plano de estudos da escola, naquele tempo, embora obviamente orientado para formações profissionais técnicas, incluía, além do Francês, uma disciplina de Literatura. Como não tinha livros em casa (livros meus, comprados por mim, ainda que com dinheiro emprestado por um amigo, só os pude ter aos 19 anos), foram os livros escolares de Português, pelo seu carácter “antológico”, que me abriram as portas para a fruição literá-ria: ainda hoje posso recitar poesias aprendidas naquela época distante. Ter-minado o curso, trabalhei durante cerca de dois anos como serralheiro mecâ-nico numa oficina de reparação de automóveis. Também por essas alturas tinha começado a frequentar, nos períodos noturnos de funcionamento, uma biblioteca pública de Lisboa. E foi aí, sem ajudas nem conselhos, apenas guiado pela curiosidade e pela vontade de aprender, que o meu gosto pela leitura se desenvolveu e apurou.

Quando casei, em 1944, já tinha mudado de atividade, passara a trabalhar num organismo de Segurança Social como empregado administrativo. Minha mulher, Ilda Reis, então datilógrafa nos Caminhos de Ferro, viria a ser, muitos anos mais tarde, um dos mais importantes gravadores portugueses. Faleceria em 1998. Em 1947, ano do nascimento da minha única filha, Violante, publi-quei o primeiro livro, um romance que intitulei A Viúva, mas que por conve-niências editoriais viria a sair com o nome de Terra do Pecado. […]

Por motivos políticos, fiquei desempregado em 1949, mas, graças à boa vontade de um meu antigo professor do tempo da escola técnica, pude encon-trar ocupação na empresa metalúrgica de que ele era administrador. No final dos anos 50 passei a trabalhar numa editora, Estúdios Cor, como responsável pela produção, regressando assim, mas não como autor, ao mundo das letras

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que tinha deixado anos antes. Essa nova atividade permitiu-me conhecer e criar relações de amizade com alguns dos mais importantes escritores portu-gueses de então. Para melhorar o orçamento familiar, mas também por gosto, comecei, a partir de 1955, a dedicar uma parte do tempo livre a trabalhos de tradução, atividade que se prolongaria até 1981 […]. Outra ocupação paralela, entre maio de 1967 e novembro de 1968, foi a de crítico literário. Entretanto, em 1966, publicara Os Poemas Possíveis, uma coletânea poética que marcou o meu regresso à literatura. A esse livro seguiu-se, em 1970, outra coletânea de poemas, Provavelmente Alegria, e logo, em 1971 e 1973 respetivamente, sob os títulos Deste Mundo e do Outro e A Bagagem do Viajante, duas recolhas de crónicas publicadas na imprensa, que a crítica tem considerado essenciais à completa compreensão do meu trabalho posterior. Tendo-me divorciado em 1970, iniciei uma relação de convivência, que duraria até 1986, com a escritora portuguesa Isabel da Nóbrega.

Deixei a editora no final de 1971, trabalhei durante os dois anos seguintes no vespertino Diário de Lisboa como coordenador de um suplemento cultural e como editorialista. Publicados em 1974 sob o título As Opiniões que o DL teve, esses textos representam uma “leitura” bastante precisa dos últimos tem-pos da ditadura que viria a ser derrubada em abril daquele ano.

Em abril de 1975 passei a exercer as funções de diretor adjunto do matu-tino Diário de Notícias, cargo que desempenhei até novembro desse ano […].

Sem emprego uma vez mais e, ponderadas as circunstâncias da situação política que então se vivia, sem a menor possibilidade de o encontrar, tomei a decisão de me dedicar inteiramente à literatura: já era hora de saber o que poderia realmente valer como escritor. No princípio de 1976, instalei-me por algumas semanas em Lavre, uma povoação rural da província do Alentejo. Foi esse período de estudo, observação e registo de informações que veio a dar origem, em 1980, ao romance Levantado do Chão, em que nasce o modo de narrar que caracteriza a minha ficção novelesca. Entretanto, em 1978, havia publicado uma coletânea de contos, Objeto Quase, em 1979, a peça de teatro A Noite, a que se seguiu, poucos meses antes da publicação de Levantado do Chão, nova obra teatral, Que Farei com este Livro?. Com exceção de uma outra peça de teatro, intitulada A Segunda Vida de Francisco de Assis e publicada em 1987, a década de 80 foi inteiramente dedicada ao romance: Memorial do Con-vento, 1982, O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1984, A Jangada de Pedra, 1986, História do Cerco de Lisboa, 1989. Em 1986 conheci a jornalista espanhola Pilar del Río. Casámo-nos em 1988.

Em consequência da censura exercida pelo Governo português sobre o romance O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991), vetando a sua apresentação ao Prémio Literário Europeu sob pretexto de que o livro era ofensivo para os católicos, transferimos, minha mulher e eu, em fevereiro de 1993, a nossa resi-dência para a ilha de Lanzarote, no arquipélago de Canárias. […] Em 1993, iniciei a escrita de um diário, Cadernos de Lanzarote, de que estão publicados

Referências

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