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30% dos brasileiros endividados resolveriam suas dívidas com menos de R$ 500

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30% dos brasileiros endividados resolveriam

suas dívidas com menos de R$ 500

30% dos brasileiros endividados resolveriam suas dívidas com menos de R$ 500

A plataforma de serviços financeiros Guiabolso divulgou pesquisa na qual revela o perfil do consumidor com nome sujo no Brasil. De acordo com a pesquisa, cerca de 30% dos

brasileiros endividados resolveriam suas dívidas com menos de R$ 500,00.

Segundo a pesquisa, três em cada 10 pessoas com o nome negativado, poderiam voltar ao azul pagando até R$ 500. Esse é o valor que seria necessário para que grande parte dos brasileiros pudessem sair do vermelho. Fugir das dívidas mais caras é uma das primeiras recomendações para limpar o nome, segundo o Guiabolso. Cartão de crédito e cheque especial são um dos grandes vilões.

Fonte: GuiaBolso, novembro/2018

O levantamento mostrou também que as mulheres estão mais negativadas, ou seja, cerca de 26,02% das mulheres pesquisadas estão no vermelho, ante 22,22% no grupo de

homens. Sob o ponto de vista dos valores das dívidas, a pesquisa mostrou que para as dívidas abaixo de R$ 2 mil, a porcentagem de mulheres negativadas é maior do que a dos homens. A lógica se inverte para valores acima de dois mil reais.

Além dessas informações, a pesquisa capturou também a relação entre dívidas e a idade dos consumidores. As pessoas com mais idade são mais propensas a assumir mais obrigações. Considerando as dívidas cujo montante é de até R$ 500, cerca de 40,4% do

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total de entrevistados, com até 17 anos, tinham dívidas até R$ 500, entre 18 e 25 anos esse percentual cai para 35,5%, já para os consumidores entre 26 e 35 anos, esse percentual alcançou 28,8%, para aqueles com idade entre 36 e 49 anos o percentual foi de 23%.

Considerando as dívidas cujo valores estão entre R$ 500 a R$ 1000, cerca de 12,3% do total de entrevistados e com idade até 17 anos, mencionaram possuir dívidas entre esses valores, já para aqueles entre 18 e 25 anos, 18,8% disseram possuir dívidas nesse

intervalo de valores, esse percentual cai para 15,4% quando se trata de consumidores entre 26 e 35 anos, e cerca de 12,5% com idades entre 36 e 49 anos informaram ter dívidas nesses valores.

Cerca de 37,5% do total de entrevistados que tinham idade acima de 50 anos mencionaram possuir dívidas acima de R$ 5000, esse percentual foi de 31,5% para

aqueles com idade entre 36 e 49 anos, e de 21,7% para os consumidores com idade entre 26 e 35 anos.

A pesquisa do Guiabolso identificou também os estados onde estão os mais negativados. Entre os estados, a melhor situação encontrada foi em Brasília, com porcentual de negativados 3,5 pontos, abaixo da média do Brasil (23,6% estavam com o nome no vermelho). São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais e Santa Catarina também

apresentaram números abaixo do volume de endividados do país. Porém, os estados do Acre, Amapá e Roraima, além do Mato Grosso do Sul, apresentaram quase 38% de negativados. A pesquisa consultou 309.831 usuários do aplicativo Guiabolso em todo o Brasil.

O GuiaBolso pertence ao Guiabolso Finanças Correspondente Bancário e Serviços Ltda. Atua como correspondente e faz intermediação no processo de contratação de

empréstimos pessoais junto às instituições financeiras parceiras.

http://issuu.com/fecomerciose

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condição de endividamento

Cartão de crédito e crédito pessoal são os principais vilões das contas de casa

O número de famílias aracajuanas em condição de endividamento, isto é, aquelas que possuem algum compromisso para pagar com prazo corrente, aumentou no segundo mês de 2018, de acordo com a Pesquisa de Endividamento e Intenção de Consumo (PEIC), realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), analisada pelo Departamento de Economia da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Sergipe (Fecomércio). Segundo a pesquisa, o percentual cresceu 1% em relação a janeiro deste ano, fechando o mês com 67,8% de famílias da capital sergipana com algum tipo de dívida, totalizando 132.020 famílias nessa condição.

A pesquisa identificou que todos os indicadores medidos apresentaram elevação.

Atualmente em Aracaju, existem 60.895 famílias endividadas que possuem algum tipo de conta em atraso, o número é 3,8% maior que em janeiro, que apresentou 53.569 famílias com alguma conta atrasada. Além disso, o número de famílias em condição de

inadimplência, que não terão condição de pagar as dívidas, atingiu o patamar de 27.809, também apresentando crescimento em relação a janeiro.

Não adianta contestar que o principal método de comprometimento de renda das famílias de Aracaju é o cartão de crédito. O dinheiro de plástico é o responsável por 81,8% das dívidas, seguido pelo crédito pessoal com 34,6%, crédito consignado que atingiu 14,5%, carnês, financiamento de carro e imobiliário, juntamente com outras dívidas, perfazem o total de endividamento das famílias da capital sergipana.

Laércio Oliveira, presidente da Fecomércio, reiterou que ter dívidas não significa estar inadimplente, pois as dívidas são necessárias para a construção da qualidade de vida familiar. “Ter uma dívida não é necessariamente ruim, ruim é não conseguir pagar pelo compromisso. As condições atuais da economia em nosso estado, em especial em relação ao desemprego, têm implicado no adiamento de pagamento de dívidas, provocando assim a condição de muitos trabalhadores estarem inadimplentes. À medida que as condições da

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economia melhorem, espera-se a retomada sustentada do consumo e do pagamento das dívidas atrasadas. Por ora, o índice de inadimplência ainda está alto em Aracaju”.

O comprometimento da renda das famílias aracajuanas com o pagamento de seus compromissos está dividido em três faixas. 32,8% das famílias estão em condição de pouco endividamento, pois têm menos de 10% da renda comprometida com dívidas. As famílias que possuem entre 11 e 50% da renda comprometida com dívidas foram 43,2% do total de entrevistados, o que compromete o consumo das famílias. Já as famílias com mais da metade da renda comprometida com dívidas totalizam 23,8%.

Cresce o número de empresas negativadas no

nordeste em 2017

Um estudo do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em conjunto com a

Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), revelou que o número de empresas inadimplentes no país creseu 5,35% em 2017. O Indicador de Inadimplência de Pessoas Jurídicas SPC Brasil e CNDL, também mostrou que as empresas da região Sudeste e do segmento de Serviços, lideraram o crescimento do número de devedores.

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estados da federação, além do Distrito Federal. O Indicador de Inadimplência de Pessoas Jurídicas é composto de dois indicadores: Indicador 1 – pessoas jurídicas inadimplentes na base do SPC Brasil e Indicador 2 – Dívidas em atraso na base do SPC Brasil, Pessoa

Jurídica.

Segundo o estudo, o número de empresas inadimplentes vem crescendo anualmente, em 2015 a alta foi de 11,9% em relação ao ano de 2014, em 2016 o Indicador cresceu 5,01% e em 2017 a alta foi de 5,35%.

O que os dados revelaram sobre a situação das empresas na região Nordeste. Em 2017, o número de pessoas jurídicas negativadas na região Nordeste cresceu 2,61% em

comparação com 2016. O número de dívidas registradas em nome de pessoas jurídicas na região Nordeste cresceu 1,78% em 2017. Nesse quesito, a média nacional foi de 3,64%.

O estudo mostrou que o setor credor que registrou o maior crescimento das pendências devidas por outras empresas no Nordeste foi a Agricultura, com variação de 11,63% na comparação com o ano anterior. A Indústria apresentou a segunda maior variação, com um aumento de 4,48%. Em seguida aparece o Comércio, registrando 2,82%. Já o número de pendências de empresas com o setor de Serviços teve crescimento de 1,91%. Em termos de participação, a maior parte do total de dívidas tem como setor credor os Serviços (60,40%), seguido do Comércio, com 21,20% do total de dívidas. A Indústria por sua vez concentra 15,92% das dívidas.

O estudo mostrou de forma clara que a crise da economia nos últimos anos trouxe dificuldades para as empresas, a fetando a capacidade das mesmas honrarem seus pagamentos. Para o SPC Brasil, os efeitos da crise ainda está presente na economia, mas há sinais de retomada. Para 2018, espera-se que os negócios se recuperem e a

inadimplência desacelere.

Fonte: Indicador de Inadimplência de Pessoas Jurídicas SPC Brasil e CNDL, jan/2018. Elaboração: Fecomércio-SE.

Taxa de emissão de passaporte poderá ser usada somente para manutenção desse serviço

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Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei Complementar 409/17, do deputado Carlos Henrique Gaguim (Pode-TO), que obriga o uso dos recursos arrecadados com taxa de expedição de passaporte (R$ 257,25) para custear atividades ligadas à produção desse documento. O texto inclui a destinação na Lei Complementar 89/97, que trata do Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-fim da Polícia Federal (Funapol). Em junho de 2017, a Polícia Federal (PF) interrompeu a emissão de passaporte sob a alegação de falta de recursos. “Não podemos admitir no futuro a repetição de tal situação”, diz Gaguim.

No meio de julho, o Congresso aprovou proposta para destinar R$ 102 milhões para garantir o serviço até o fim de 2017. A PF faz, em média, 8 mil atendimentos por dia de pessoas que requisitam passaporte. Os recursos arrecadados deveriam financiar as emissões, mas foram contingenciados para cumprimento da meta fiscal. “Diversas pessoas tiveram um injustificável prejuízo com o cancelamento forçado de diárias em hotéis, de bilhetes aéreos, entre outras situações”, afirma Gaguim.

Tramitação

O projeto será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania; e pelo Plenário.

Íntegra da Proposta: PLP-409/2017

Fonte: Câmara Notícias, 09.02.2018

Projeto proíbe ‘negativar’ consumidor sem aviso prévio

A inclusão de nomes e dados de consumidores em fichas cadastrais e similares, em especial os cadastros negativos de crédito, deverá ser notificada com antecedência

mínima de 15 dias, determina o Projeto de Lei do Senado (PLS) nº 25/2018, que aguarda a apresentação de emendas na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC).

O autor do projeto, senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), chama a atenção para os problemas envolvendo a “negativação” de consumidores, que muitas vezes só ficam sabendo que seu nome ou seu CPF foi lançado em cadastro de maus devedores quando vão tentar contratar financiamento ou operação de crédito. “É uma situação injusta, porque o consumidor não pode sequer se defender, e muitas vezes a cobrança que gerou o cadastro negativo era indevida. É preciso, ao menos, que o comprador seja notificado antes da inclusão, para que possa tomar alguma providência”, justifica o senador. A

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proposta de Flexa Ribeiro altera a Lei nº 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor), determinando a prévia notificação das pessoas “negativadas” para que tenham tempo hábil para tomar as devidas providências. A decisão da CTFC é terminativa: se o texto for aprovado no colegiado e não houver recurso para votação em Plenário, seguirá para a análise da Câmara dos Deputados.

Fonte: CNC/Renalegis, 16.02.2018

Confira a pauta econômica prioritária do governo federal

O governo federal apresentou uma pauta com 15 propostas para serem votadas neste ano pelo Congresso. A intenção é melhorar os indicadores econômicos. Confira as propostas:

Reforma do PIS/Cofins – Simplificação tributária. (O projeto ainda deve ser enviado ao Congresso.)

Autonomia do Banco Central. (O projeto ainda deve ser enviado ao Congresso.) Nova lei de licitações (PL 6814/17)

Nova lei de finanças públicas (PLP 295/16)

Regulamentação do teto remuneratório (PL 6726/16) Desestatização da Eletrobras (PL 9463/18)

Lei de regulamentação das agências reguladoras (PL 6621/16) Depósito voluntário no Banco Central (PL 9248/17)

Redução da desoneração da folha (PL 8456/17)

Programa de recuperação e melhoria empresarial das estatais (PL 9215/17) Cadastro positivo (PLP 441/17)

Duplicada eletrônica (PL 9327/17) Distrato (PL 1220/15)

Atualização da Lei Geral de Telecomunicações (PLC 79/16, já aprovado pela Câmara, em tramitação no Senado)

Extinção do Fundo Soberano. (O projeto ainda deve ser enviado ao Congresso.)

Fonte: Câmara Notícias, 20.02.2018

Proposta regulamenta rescisão de contrato de compra de imóveis na planta

A Câmara dos Deputados analisa regras para o distrato de imóveis comprados na planta – quando o comprador desiste do negócio antes do pagamento integral do imóvel. O Projeto

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de Lei 1220/15, do deputado Celso Russomanno (PRB-SP), estabelece que a empresa tem direito de ficar com 10% do valor pago pelo imóvel a título de taxa de corretagem e terá 30 dias para devolver, com correção e juros, o restante do valor pago pelo comprador.

A empresa perderá esse direito se a rescisão for motivada por culpa inexcusável da incorporadora. Já no caso de inadimplência, a incorporadora terá o direito de descontar os valores devidos do montante a ser devolvido após o distrato. A proposta dá ainda ao consumidor o direito de desistir do negócio a qualquer tempo, inclusive se já estiver morando no imóvel. Neste caso, a incorporadora poderá reter eventuais prejuízos existentes durante o usufruto do imóvel. Se o imóvel for financiado por instituições financeiras, o comprador poderá requerer a devolução proporcional da quantia paga ao incorporador e à instituição financeira.

A jurisprudência atual determina que a empresa é proibida de reter todos os pagamentos já feitos pelo comprador ou devolver valores ínfimos. Russomano afirma que o valor definido na proposta – o direito de a incorporadora ficar com 10% do valor do imóvel pelo negócio – foi sugerido pelo Ministério Público.

Tramitação

A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Defesa do Consumidor e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da Proposta: PL-1220/2015.

Fonte: Câmara Notícias, 09.02.2018

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87% dos sergipanos começaram o ano

endividados

O ano de 2016 começou com um peso maior no orçamento das famílias sergipanas. De acordo com a Pesquisa de Endividamento, Intenção de Consumo e Confiança do

Consumidor, realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Sergipe (Fecomércio-SE), o número de sergipanos que admitiram estar com dívidas comprometendo o orçamento familiar em 2016, chegou a 87,1%, em janeiro.

Do total de endividados, 30,5% das famílias em todas as faixas salariais, admitiram estar com muitas dívidas comprometendo o orçamento de suas casas. Sendo que 26,9% se enquadram no patamar de renda mensal de até dois salários mínimos, 30,3% possuem renda familiar de dois a dez salários mínimos por mês e 32,1% das famílias que tem sua renda composta por mais de dez salários mínimos mensais.

O percentual das famílias que admitiram estar com volume intermediário de dívidas, compõe a maior parcela do total de endividados em Sergipe, 33,4%. Do total, 40,3% estão na faixa salarial de até dois salários mínimos mensais. 34,1% se enquadram na faixa de renda média, até dez salários e 17% das famílias com maior volume de renda mensal pesquisadas, declararam estar com nível médio de dívidas.

As famílias que têm pouca parte de sua renda mensal comprometida com dívidas são de 23,2% do total dos endividados de Sergipe. 21,3% recebem até dois salários mínimos mensais, 23,1% se encontram na faixa intermediária e 28,3% perfazem as famílias mais abastadas, com renda superior a 10 salários mínimos. O total percentual das famílias entrevistadas que negaram possuir qualquer dívida chegou ao volume de 12,2% e os que não souberam responder fecham o total famílias pesquisadas, com 0,7%. Foram ouvidos 1

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mil representantes de famílias residentes no estado de Sergipe.

Contas em atraso

Dentre as famílias que assumiram ter algum tipo de dívidas, 33,4% declararam que estão com algum tipo de conta em atraso. 52,9% disseram não ter contas atrasadas e 0,8% não souberam responder se há alguma conta atrasada em casa. 12,2% negaram ter dívidas e 0,7% não responderam ao questionário aplicado pela Fecomércio.

Das famílias mais pobres, com renda mensal de até dois salários mínimos, 40,7%

admitiram estar com contas atrasada em suas casas. O número baixa para 34,4% na faixa renda das famílias com até 10 salários mínimos mensais e diminui para 24,5% nas famílias com renda mais elevada, com mais de 10 salários mínimos por mês. 12,2% afirmaram que não possuem dívidas.

Vilão

O principal vilão que compromete a renda mensal das famílias sergipanas é o cartão de crédito. Do total de pesquisados, 67,1% informaram que suas maiores dívidas são com operadoras de cartões. 7,2% declararam possuir dívidas com bancos e financeiras por meio de operações de crédito pessoal; 6,7% informaram que devem a bancos por

financiamentos automotivos; 5,9% possuem dívidas com bancos por operações de crédito consignado; 4,8% informaram que estão comprometidos com o pagamento de carnês diversos; 3% assumiram ter dívidas com bancos, por meio do cheque especial; 2,9% disseram ter dívidas com financiamento habitacional e 1,2% informaram dívidas de ordem de cheques pré-datados. 11,7% das famílias sergipanas pesquisadas afirmaram possuir dívidas de outros tipos, não especificadas, e 4,4% não souberam responder ou não responderam ao questionamento.

Tempo de atraso

O tempo médio de atraso das dívidas das famílias sergipanas, em todas as faixas salariais analisadas, é de 59,5 dias. A classe de renda mais baixa tem o maior período de atraso, com 63,7 dias, a classe média está com o período em 59,5 dias e as famílias de classe mais alta, possui tempo médio de dívidas em atraso de 52,6 dias. O tempo médio de comprometimento com as dívidas das famílias é de 6,7 meses. Para as famílias com renda de até dois salários mínimos, o período é de sete meses de comprometimento. Na classe média, o período cai para a média de 6,7 meses com parte da renda dedicada a

pagamento de dívidas. Entre as famílias de classe mais alta, o tempo é maior, perfazendo 7,7 meses de período médio para quitação de dívidas.

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O momento enfrentado pela população, com a economia instável tem feito os

consumidores recuarem nas compras. No entanto, fica evidenciado o alto percentual de famílias endividadas e comprometimento de parte significativa da renda para o

pagamento das mesmas, motivos que demonstram ainda mais a retração no poder de compra e estabilidade nos índices de contas em atraso e inadimplência. O presidente da Fecomércio, Laércio Oliveira, lamentou o momento difícil da economia, que influencia no crescimento do desemprego e, consequentemente, no aumento das dívidas das famílias.

“O endividamento das famílias é preocupante. Há dois anos não tínhamos um cenário tão difícil para as famílias de Sergipe. Hoje o desemprego está presente em vários lares da família sergipana, a inflação está diminuindo o poder de compra da população,

provocando redução de consumo e priorização de pagamentos de dívidas. Quando o cenário econômico está ruim para as famílias e estas deixam de consumir, o círculo

virtuoso da economia deixa de existir ou se reduz, e a recessão ocupa o espaço, é isso que está acontecendo”, disse Laércio Oliveira.

Renda comprometida

A parcela média da renda das famílias que admitiram estar com dívidas para honrar em Sergipe é de 39,8%. O comprometimento de até 10% da renda para dívidas é de 3,99%, entre as famílias pesquisadas. O número sobe para 17,77% quando o valor da renda comprometida aumenta para o volume percentual entre 11 a 30%. Aumenta ainda mais para 19,25% das famílias pesquisadas, quando a parcela comprometida se situa entre 31 e 50% do total da renda. Entretanto, o número que preocupa é que a grande maioria das famílias, 45,44% estão com mais de 50% de seu orçamento dedicado apenas para o pagamento das dívidas adquiridas. 13,55% não souberam informar ou não responderam o questionamento feito pela Fecomércio.

O momento enfrentado pela população, com a economia instável tem feito os

consumidores recuarem nas compras. No entanto, fica evidenciado o alto percentual de famílias endividadas e comprometimento de parte significativa da renda para o

pagamento das mesmas, motivos que demonstram ainda mais a retração no poder de compra e estabilidade nos índices de contas em atraso e inadimplência.

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