Direcção Geral da Educação e Cultura
EDUCAÇÃO E CULTURA
Guia dos programas e acções
Sumário
Prefácio
3Programas
Socrates 4
• Comenius: ensino escolar 8
• Erasmus : ensino superior 11
• Grundtvig : educação de adultos e outros percursos educativos 14
• Lingua 16
• Minerva : as novas tecnologias ao serviço da educação 18
• Observação e inovação 20 • Acções conjuntas 21 • Medidas de acompanhamento 22 Leonardo da Vinci 23 Juventude 29 Tempus 41 Cultura 2000 44 MEDIA Plus 47
Acções
• eLearning 51• Directiva “Televisão sem fronteiras” 52
• Netd@ys Europe 53
• 2001 : Ano Europeu das Línguas 54
• Acção Jean Monnet 55
• EUROPASS-Formação 57
• PRINCE 58
• Europe Direct 59
• Parcerias com a sociedade civil 60
• Redes e centros de informação europeia 62
• Geminação de cidades 63
• Cooperação UE/Canadá 64
• Desporto 66
• Outros serviços de interesse público fornecidos pela
Direcção Geral da Educação e Cultura 67
Prefácio
Oportunidades a aproveitar
O ano 2000 viu nascer uma nova geração de programas e acções impulsionadas pela Direcção-Geral da Educação e Cultura da Comissão Europeia, abrangendo a
educação, a formação, a juventude, a cultura, o desporto, a cidadania: temas que estão bem no centro do nosso dia-a-dia. Estão relacionados com os recursos humanos que constituem a principal riqueza da Europa. Designam-se por Socrates, Leonardo da Vinci, Juventude, Tempus, Cultura 2000 e Media, entre outros.
Estes programas e acções, embora prossigam objectivos específicos, têm numerosos pontos em comum. Apoiam a mobilidade das pessoas, a realização de
projectos-piloto, o intercâmbio de ideias e práticas. Encorajam, a todos os níveis, a cooperação europeia. Procuram a qualidade e estimulam a inovação. Dirigem-se a um vasto leque de participantes, instituições e associações. Estão abertos à participação de 31 países europeus. Apoiam-se igualmente em valores fundamentais tais como a promoção da igualdade de oportunidades, o exercício de uma cidadania activa, a aprendizagem num quadro multicultural, ou ainda, a necessidade de uma educação e de uma formação ao longo da vida.
Os programas e acções em matéria de educação e cultura funcionam como alavancas, graças às quais é concedido apoio financeiro a milhares de projectos de que
beneficiam centenas de milhares de pessoas. Constituem um formidável estímulo às iniciativas e estão na origem de muitas oportunidades concretas.
Para aproveitar todas estas oportunidades, é necessário poder aceder a tempo à informação pertinente e tomar a boa direcção.
O "Guia dos programas e acções" destina-se às escolas, universidades, centros de formação, empresas, profissionais da cultura e dos media, autoridades regionais e locais, organizações não-governamentais e, por último, aos milhares de promotores que desejam montar um projecto à escala europeia e que gostariam de saber em que condições podem contar com um subsídio comunitário. A vantagem desta obra consiste no facto de ela reunir, numa única publicação, o conjunto dos mecanismos e procedimentos de acesso aos apoios comunitários. O seu objectivo é essencialmente prático: responder em termos simples às questões que se colocam com mais
frequência, orientar o leitor para outras fontes de informação, pô-lo em contacto com os organismos competentes no seu país...
A Europa da educação e da cultura - a Europa dos cidadãos - está em marcha. É primordial que dela todos tirem pleno proveito.
Viviane Reding Membro da Comissão responsável pela Educação e Cultura
Programas
SOCRATES
Quais os objectivos?
Socrates é o programa europeu no domínio da educação. Tem por objectivo promover a dimensão europeia e melhorar a qualidade da educação através do fomento da cooperação entre os países participantes.
Este programa pretende desenvolver uma Europa do conhecimento e, deste modo, dar uma resposta mais cabal aos grandes desafios deste novo século : promoção da educação ao longo da vida, fomento do acesso de todos à educação, aquisição de qualificações e competências reconhecidas.
Concretamente, o Socrates tem cinco grandes objectivos :
• reforçar a dimensão europeia da educação a todos os níveis ;
• melhorar o conhecimento das línguas europeias ;
• promover a cooperação e a mobilidade em todos os domínios da educação ;
• fomentar a inovação na educação ;
• promover a igualdade de oportunidades em todos os sectores da educação. O programa Socrates vem complementar a acção dos Estados-Membros no pleno respeito pela responsabilidade destes relativamente ao conteúdo do ensino e à organização do sistema educativo, assim como pela sua diversidade cultural e linguística.
Quais os países participantes ? São 31 no total:
• Os 15 Estados-membros da União Europeia: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Portugal, Reino Unido, Suécia.
• Os três países da EFTA/EEE: Islândia, Liechtenstein, Noruega.
• Os 10 países associados da Europa Central e Oriental : Bulgária, Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia, Polónia, República Checa, Roménia, Eslováquia, Eslovénia.
• Chipre, Malta e, a partir de 2001, a Turquia.
Quais os beneficiários ? Socrates abrange todos os actores da comunidade educativa :
• os alunos durante o período de escolaridade obrigatória, os estudantes, as pessoas - jovens e menos jovens - que retomam a aprendizagem ;
• os professores em formação ou em actividade, o pessoal educativo, administrativo e de direcção ;
• mas também todos os actores externos envolvidos : os funcionários e decisores, as autoridades locais e regionais, as federações de pais, os parceiros sociais, as empresas, as associações e as ONG …
Qual a duração ?
Após uma primeira fase de cinco anos (1995-1999), o programa Socrates foi reconduzido por um período de sete anos (2000-2006).
Qual a base jurídica ?
Artigos 149º e 150º do Tratado CE. Decisão 253/2000/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 24/1/2000 (JO L. 28 de 3/2/2000)
Qual o orçamento ?
Socrates foi dotado de um orçamento de 1 850 milhões de euros para um período de sete anos.
Quem faz o quê ?
A execução de Socrates é da competência da Comissão Europeia (Direcção Geral da Educação e Cultura). Nessa tarefa, é assistida pelo Comité Socrates que é constituído por representantes dos Estados-Membros e presidido pela Comissão.
Além disso, foram criadas agências nacionais para o programa Socrates, que foram estabelecidas em cada um dos países participantes. Estas agências, que têm uma ligação mais directa com os cidadãos, gerem uma parte importante do programa Socrates e assumem funções importantes no domínio da informação.
Como participar ?
Os procedimentos de apresentação e selecção dos pedidos de subsídio variam
consideravelmente consoante se trate de uma acção centralizada gerida pela Comissão Europeia ou de uma acção descentralizada gerida pelas agências nacionais designadas pelos países participantes (para mais pormenores, ver adiante a descrição das
diferentes acções Socrates).
Mais informações ? Poderá :
• consultar a agência nacional Socrates do seu país : ver os endereços na página 71: http://europa.eu.int/comm/education/socrates.html
• consultar o website Socrates da Comissão Europeia: http://europa.eu.int/comm/education/socrates/nat-est.html
• recorrer ao Guia do Candidato Socrates, que fornece todos os pormenores sobre as diferentes acções, assim como a forma concreta de participar nas mesmas. Este guia, disponível em onze línguas, poderá ser descarregado a partir da Internet (ver endereço a seguir) ou obtido junto das agências nacionais.
Que tipos de acções ? Socrates comporta oito acções.
As três primeiras acções correspondem às três etapas que marcam o percurso educativo ao longo de toda a vida: escola, universidade, educação de adultos. As cinco acções seguintes são transversais.
1. Comenius : ensino escolar, 2. Erasmus : ensino superior,
3. Grundtvig : educação de adultos e outros percursos educativos, 4. Lingua : aprendizagem das línguas europeias,
5. Minerva : tecnologias da informação e da comunicação na educação, 6. Observação e inovação dos sistemas e políticas educativos,
7. Acções conjuntas com outros programas europeus, 8. Medidas de acompanhamento.
Que tipos de actividades ? O programa Socrates apoia os seguintes tipos de actividades :
• mobilidade transnacional das pessoas no domínio da educação na Europa ;
• projectos-piloto fundamentados em parcerias transnacionais, concebidos para estimular a inovação e a qualidade da educação ;
• promoção das competências linguísticas e da compreensão das diferentes culturas ;
• utilização das tecnologias da informação e da comunicação (TIC) no domínio da educação ;
• redes de cooperação transnacional que facilitam o intercâmbio de experiências e de boas práticas;
• observação e análise comparativa dos sistemas educativos e das políticas em matéria de ensino ;
• actividades que visam o intercâmbio de informações, a difusão de boas práticas e o favorecimento da inovação.
Quais as prioridades comuns ?
Cada acção prevê prioridades que podem ser permanentes ou mudar de ano para ano. Além disso, o conjunto das acções visa conferir um apoio especial às camadas desfavorecidas e promover a igualdade de oportunidades entre mulheres e homens, a integração das pessoas com deficiência e a luta contra o racismo. É dispensada uma atenção especial à aprendizagem das línguas, nomeadamente das que são menos utilizadas e ensinadas. De igual modo, é dado destaque à importância do estudo num meio multicultural como um dos fundamentos de uma cidadania europeia. As novas tecnologias da informação e da comunicação constituem outra das prioridades do programa, na medida em que servem uma pedagogia activa e contribuem para a inovação.
Alguns números De 1995 a 1999…
No que diz respeito a Erasmus :
• 2 000 universidades ficaram ligadas através de um contrato institucional ;
• foram criadas 35 redes temáticas universitárias;
• 460 000 estudantes beneficiaram de uma bolsa de mobilidade ;
• 30 000 professores beneficiaram de uma mobilidade. No que diz respeito a Comenius :
• 10 000 escolas ficaram ligadas através de uma parceria escolar ;
• 36 600 professores e directores de escolas beneficiaram da mobilidade. No que diz respeito a Lingua :
• 45 600 professores de línguas e 2 800 assistentes de línguas beneficiaram de uma mobilidade ;
• 40 000 alunos participaram num intercâmbio no quadro de projectos de aprendizagem linguística.
Acção 1
C
OMENIUS:
ENSINO ESCOLARQual o público destinatário ?
A acção Comenius visa a primeira fase da educação: desde o ensino pré-escolar ao secundário (incluindo o ensino técnico e profissional), passando pela escola primária. Abrange todos os actores da comunidade educativa - professores, pessoal educativo, alunos - procurando simultaneamente mobilizar também organismos situados fora da escola: associações de pais, ONG, autoridades locais, empresas, parceiros sociais …
Quais os objectivos ?
O objectivo de Comenius é aumentar a qualidade do ensino, reforçar a dimensão europeia no mesmo e promover a aprendizagem das línguas. A tónica também é colocada em algumas grandes ideias mestras: aprendizagem num quadro
multicultural, que constitui a base propriamente dita da cidadania europeia, apoio às camadas desfavorecidas, combate ao insucesso escolar e à exclusão.
Que tipos de actividades ? Comenius compreende três grandes vertentes.
1) Parcerias escolares
Estas são, por sua vez, de três tipos.
• Os projectos escolares permitem a estabelecimentos (no mínimo, três
estabelecimentos oriundos de três países participantes) trabalhar sobre um tema de interesse comum. Têm por objectivo associar o máximo de classes e contribuir, deste modo, para uma cooperação mais estreita, nomeadamente, entre diferentes classes e disciplinas. Uma das prioridades é o favorecimento da participação activa dos alunos e, a partir de agora, um número limitado de alunos pode deslocar-se ao estrangeiro para preparar e planear, em conjunto com os professores, o projecto europeu.
• Os projectos linguísticos envolvem dois estabelecimentos oriundos de dois países europeus. A aprendizagem de línguas estrangeiras deverá constituir nestes casos um elemento essencial dos projectos. Será dada prioridade às línguas menos divulgadas e que são actualmente menos ensinadas. Normalmente, terão como resultado um intercâmbio que será concretizado através de uma estadia num estabelecimento parceiro e por uma visita efectuada no regresso (idade mínima dos alunos: 14 anos).
• Os projectos de desenvolvimento escolar envolvem os estabelecimentos escolares (no mínimo, três estabelecimentos de três países participantes) na qualidade de instituições. Estes são convidados a partilhar as suas experiências e a fazer intercâmbios no que diz respeito aos métodos de ensino e aos modos de organização e de gestão sobre temas de interesse comum: por exemplo, a prevenção da violência escolar, a integração dos alunos de meios sociais ou culturais diferentes. Cada estabelecimento é assim abrangido nessa qualidade. 2) Formação inicial e contínua do pessoal que participa no ensino escolar
• Projectos de cooperação multilateral entre diferentes tipos de instituições, nomeadamente estabelecimentos competentes em matéria de formação inicial ou contínua de professores. Estes projectos têm por objectivo a elaboração de programas, cursos, estratégias ou materiais pedagógicos para a formação do pessoal educativo e para utilização nas aulas. Para além do contributo destes projectos para o reforço da qualidade da formação e da sua dimensão europeia, a criação de ligações entre colegas que trabalham nesse domínio no seio dos diferentes países europeus constituirá um elemento precioso.
• Bolsas individuais atribuídas a futuros professores (incluindo estágios para futuros professores de línguas), a pessoal docente em exercício de actividade e a outras categorias relacionadas com a educação formal ou informal (responsáveis pelos estabelecimentos, inspectores, conselheiros, mediadores …). Essas bolsas servirão para subsidiar a mobilidade com vista à frequência de estágios práticos em escolas ou empresas no estrangeiro, ou à participação em cursos europeus com colegas oriundos de outros países.
3) Criação das redes Comenius
As redes Comenius visam, antes de mais, criar uma sinergia entre projectos de parcerias escolares e projectos relacionados com a formação do pessoal, aumentar o seu número, mas também enriquecê-los e completá-los.
As redes Comenius são criadas sobre uma base temática de interesse comum. Constituem, antes de mais, uma plataforma que permite às pessoas e às instituições que participam na acção Comenius reforçar a sua cooperação europeia e assegurar a sua manutenção a longo prazo. Servem igualmente como centro de reflexão e um quadro de trabalho comum destinado a promover as práticas inovadoras relacionadas com o domínio temático em questão.
Que tipo de apoio financeiro ? 1) Parcerias escolares
O apoio da Comissão Europeia é constituído por duas partes :
• um montante fixo por projecto e por ano ;
• um montante variável para a mobilidade transnacional. O seu valor dependerá do número de docentes e de alunos que participam e será acrescentado ao montante fixo.
No que diz respeito ao montante fixo :
Projectos escolares : 2 000 euros para a escola coordenadora e 1 500 euros por escola parceira (por ano).
Projectos linguísticos : 1 500 a 2 000 euros para a escola coordenadora e para a escola parceira. Normalmente, o apoio financeiro é apenas concedido por um ano.
Projectos de desenvolvimento escolar : 2 000 euros para a escola coordenadora e 1500 euros para cada escola parceira (por ano).
2) Formação inicial e contínua do pessoal participante no ensino escolar
Projectos de cooperação multilateral : o apoio financeiro, concedido por um período máximo de três anos, corresponde a um valor que varia normalmente entre 20 000 e
100 000 euros por ano, cujo montante varia em função do tipo de projecto em questão.
Bolsas individuais : O subsídio varia em função da duração e do tipo da mobilidade, assim como do país visitado.
3) Redes Comenius
O apoio financeiro, que se aplica por um período máximo de três anos, corresponde a um valor que varia normalmente entre 50 000 e 150 000 euros por ano, cujo montante varia em função do tipo de projecto em questão. Poderão ser concedidos apoios que não excedem normalmente 1 000 euros por pessoa aos membros do pessoal das instituições elegíveis para a participação em visitas preparatórias ou em seminários preparatórios.
4) Visitas preparatórias
Para os projectos de cooperação multilateral relacionados com as três vertentes de Comenius, é possível obter um subsídio para visitas preparatórias com a duração máxima de uma semana. Os pedidos deverão ser feitos à agência nacional do coordenador do projecto.
Como participar ?
1. Parcerias escolares : trata-se de uma acção descentralizada, o que significa que a selecção dos pedidos, os contratos e os pagamentos são geridos pelas agências nacionais de cada país. Os pedidos deverão ser acompanhados de um « plano
Comenius ». Nesse documento, a escola deverá descrever em breves palavras as suas actividades de índole europeia e os resultados esperados da parceria escolar para o futuro desenvolvimento da escola. O mesmo procedimento é aplicado no caso de uma escola querer acolher um assistente linguístico Comenius.
2. Formação inicial e contínua do pessoal docente
• Projectos de cooperação multilateral : trata-se de uma acção centralizada. Os pedidos são apresentados à Comissão Europeia. As decisões são da competência desta.
• Bolsas individuais : trata-se de uma acção descentralizada, o que significa que os pedidos deverão ser apresentados junto da agência nacional do candidato.
3. Redes Comenius : trata-se de uma acção centralizada com um procedimento de selecção em duas etapas: apresentação de uma pré-proposta e, em caso de
pré-selecção, apresentação de uma proposta completa. Os pedidos deverão ser dirigidos à Comissão Europeia.
Acção 2
E
RASMUS:
ENSINO SUPERIORQuais os objectivos ?
Erasmus visa melhorar a qualidade do ensino superior e reforçar a sua dimensão europeia. Para alcançar tal objectivo, fomenta a cooperação transnacional entre as universidades, dá um forte impulso à mobilidade europeia dos estudantes e dos professores, e contribui para melhorar a transparência e o reconhecimento académico dos diplomas e dos estudos na Comunidade.
Como funciona ?
As universidades participantes celebram, com a Comissão, « contratos institucionais » que englobam o conjunto das actividades Erasmus aprovadas.
Quem pode participar ?
Erasmus destina-se às universidades (a quase totalidade das universidades europeias participa neste programa), mas igualmente a todos os outros tipos de estabelecimentos de ensino superior não universitário reconhecidos, assim como aos estudos
pós-universitários.
Quais os beneficiários ?
Os dois grupos principais de beneficiários do programa Erasmus são os estudantes e os professores. Mas Erasmus oferece igualmente ao pessoal administrativo das universidades a possibilidade de participarem na cooperação europeia.
Que tipos de actividades ? Mobilidade dos estudantes
Com Erasmus, os estudantes podem estudar, durante um período de 3 a 12 meses, num outro país participante. O princípio considerado é o do pleno reconhecimento, por parte do estabelecimento de origem, dos estudos realizados no estrangeiro graças, nomeadamente, ao sistema ECTS (Sistema Europeu de Transferência de Créditos), que facilita o reconhecimento académico dos períodos de estudo entre os
estabelecimentos parceiros. Assim, é necessário um acordo prévio entre as universidades em questão para partir nesse quadro.
Professores
São várias as vertentes de Erasmus que dizem directamente respeito aos professores
• Intercâmbios de professores. Erasmus atribui um apoio aos professores que dão cursos, geralmente de curta duração, integrados no programa de ensino de uma universidade parceira, num outro país europeu. Este tipo de experiência tem um impacto positivo, quer nos professores, quer nos estudantes, nomeadamente nos que não têm possibilidade de participar num intercâmbio.
• Elaboração conjunta de programas de estudos. No mínimo, três estabelecimentos (de países diferentes) partilham os seus recursos para criar um programa de
estudos, um módulo, um currículo ou um mestrado em conjunto. Isto é possível em todas as disciplinas académicas, e não apenas numa matéria europeia.
• Programas intensivos. Pode ser concedido um financiamento comunitário a universidades que organizem cursos intensivos (por exemplo, no quadro das universidades de Verão), desde que apresentem uma dimensão europeia. Estes programas, de curta duração, constituem uma opção suplementar para professores e estudantes participarem na abertura europeia, sendo um meio eficaz para
transferir os resultados da investigação para os programas de ensino dos estabelecimentos.
• Redes temáticas. Os departamentos ou faculdades de universidades, em colaboração com os centros de investigação, as associações profissionais, as associações académicas, de professores ou de estudantes podem formar, em torno de uma disciplina ou de um determinado tema, uma rede europeia, que funciona como uma ampla plataforma de análise e de discussão. A Comissão Europeia concede apoio às redes temáticas, cuja parceria seja representativa, ao nível europeu, da disciplina ou do tema em questão.
Que tipo de apoio financeiro ? Mobilidade dos estudantes :
As bolsas de mobilidade de estudantes disponibilizadas no âmbito do programa Erasmus são geridas pelas agências nacionais. O montante das bolsas depende simultaneamente da política seguida por cada agência nacional e, em particular, do número total de pedidos por parte dos estudantes em cada país. Assim, varia sensivelmente de país para país.
As bolsas Erasmus vêm juntar-se às bolsas atribuídas pelas universidades, pelas regiões ou pelos países competentes. São concebidas como sendo um contributo para as despesas suplementares que comportam os estudos no estrangeiro.
Refira-se, igualmente, que a Comissão Europeia pode financiar em parte a preparação linguística dos estudantes, antes de estes iniciarem os seus estudos no estrangeiro. Intercâmbios de professores :
As bolsas são concebidas como um contributo para os custos adicionais incorridos devido ao facto de o ensino ser ministrado no estrangeiro.
Elaboração conjunta de programas de estudos :
O apoio financeiro é concedido por um período máximo de três anos. A título de referência, em 1999/2000, o apoio médio para um projecto de elaboração de
programas de estudos ascendeu a 18 000 euros, com uma participação média de seis parceiros por projecto.
Programas intensivos :
O apoio financeiro é concedido para a criação de programas intensivos por um, dois ou três anos consecutivos, entendendo-se que em cada ano, o grupo de participantes deverá ser diferente e / ou que os temas tratados deverão ser igualmente diferentes. A título de referência, em 1999-2000, o apoio comunitário médio para um programa intensivo ascendeu a 13 000 euros, para um número médio de nove instituições participantes.
Os projectos de redes temáticas podem ser financiados por um período máximo de três anos. O nível de financiamento depende da dimensão e do alcance do projecto..
Como participar ?
As universidades apresentam o seu pedido para um contrato institucional directamente à Comissão Europeia.
Os estudantes e professores interessados na mobilidade deverão contactar o gabinete das relações internacionais da universidade à qual pertencem. As bolsas são atribuídas pela agência nacional para o programa Erasmus, normalmente através da
universidade. Para os cursos intensivos, o desenvolvimento de cursos e as redes temáticas, os financiamentos são concedidos directamente pela Comissão.
Acção 3
G
RUNDTVIG:
EDUCAÇÃO DE ADULTOS E OUTROS PERCURSOS EDUCATIVOSQuais os objectivos ?
A educação não se limita à escola. Trata-se de um processo que se exerce ao longo da vida, em qualquer idade, em qualquer lugar. Grundtvig visa a educação de adultos e os outros percursos educativos. Esta acção completa o programa Comenius (ensino escolar) e Erasmus (ensino superior), formando o terceiro elo de uma mesma cadeia educativa.
O sector da educação de adultos difere de país para país e abrange uma grande variedade de situações. Grundtvig pretende melhorar e facilitar o acesso à aprendizagem a todas as pessoas que, em qualquer idade, queiram aprender :
• quer para regressar à escola ou à universidade com vista à obtenção de novas qualificações e para encontrar trabalho com mais facilidade ;
• quer para a sua realização pessoal e social, e para o seu prazer pessoal;
• quer para a aprendizagem de uma cidadania activa e europeia. Quem pode participar ?
Grundtvig destina-se aos actores no domínio da educação de adultos, quer se trate de instituições formais (escolas, universidades, estabelecimentos de educação para adultos) ou não formais (associações, bibliotecas, museus, organizações de pais…).
Quais os beneficiários ?
Grundtvig destina-se a todas as pessoas que já ultrapassaram a idade da escolaridade obrigatória. Mais particularmente, favorece as que estão a atravessar situações sociais delicadas ou que dispõem apenas de fracos conhecimentos de base. Grundtvig
também pretende dar uma segunda oportunidade aos adultos (qualquer que seja a sua idade) excluídos do sistema escolar, ajudando-os a adquirir noções de base,
devolvendo-lhes a confiança, ou reconhecendo determinadas aptidões ou competências obtidas num meio extra-escolar …
Que tipos de actividades ?
Com Grundtvig, a Comissão Europeia apoia quatro tipos de actividades.
1. Os projectos europeus de cooperação dizem respeito às instituições e organizações de educação de adultos que queiram realizar um projecto concreto ou uma produção comum através da cooperação europeia.
Exemplo: criar sistemas de acreditação ou de validação de competências que tenham sido adquiridas nos sistemas informais de educação; ou ainda, criar novos módulos de formação e novas metodologias.
2. As parcerias educativas destinam-se a organizações de menor dimensão e permitem colaborações a uma escala mais reduzida. Favorecem de modo geral contactos e actividades conjuntos entre parceiros de diferentes países, podendo vir a dar lugar, se for caso disso e numa fase posterior, a realizações mais ambiciosas. As parcerias educativas visam, nomeadamente, a montagem de pequenos projectos comuns em torno de um tema preciso, assim como outras actividades que permitam o
intercâmbio de experiências, práticas, métodos, tais como conferências, exposições, visitas,….
3. As bolsas de mobilidade para a formação destinam-se aos formadores que decidem seguir uma formação, geralmente de uma a quatro semanas, num outro país.
Esta mobilidade abrange todas as categorias de pessoal envolvido na educação de adultos no sentido lato do termo: professores, gestores ou pessoal administrativo, conselheiros, mediadores ou outros tutores.
4. Por último, as redes Grundtvig conferem aos actores envolvidos na educação de adultos uma base duradoura de discussão e permitem difundir de forma muito
abrangente as práticas e ideias inovadoras nessa matéria. Estas redes são de dois tipos: as redes temáticas, que constituem centros de discussão sobre questões chave; e as redes de projectos, que dão às instituições que façam parte de uma parceria a possibilidade de dar continuidade, em conjunto, à sua iniciativa, permitindo a um maior número de organismos beneficiar dos resultados.
Que tipo de apoio financeiro ?
Projectos europeus de cooperação : os projectos são financiados por um máximo de três anos consecutivos. O montante do apoio pode variar consideravelmente de um projecto para outro.
Parcerias educativas : os projectos são normalmente financiados por um ou dois anos. O subsídio é constituído por uma parte fixa e por uma parte variável para as despesas de viagem fora do país.
Mobilidade para a formação : os projectos são financiados por um máximo de três anos consecutivos. O apoio financeiro varia de um projecto para outro.
Redes Grundtvig : os projectos de rede são financiados por um máximo de três anos. O apoio varia entre 50 000 e 150 000 euros por ano.
Como participar ?
Os projectos europeus de cooperação e as redes Grundtvig são financiados directamente pela Comissão Europeia.
Os apoios às parcerias educativas e a mobilidade para a formação de educadores de adultos são geridos de forma descentralizada pelas agências nacionais.
Acção 4
L
ÍNGUAQuais os objectivos ?
A promoção da aprendizagem e do ensino das línguas - as onze línguas comunitárias, mais o irlandês e o luxemburguês, assim como as línguas nacionais dos outros países participantes no programa - está presente nas diferentes acções do programa Socrates, quer se trate de Comenius, Erasmus ou Grundtvig. Lingua, por sua vez, funciona de forma transversal concentrando-se em alguns problemas chave, para fomentar a aprendizagem das línguas, ao longo da vida.
Que tipos de actividades ? A Comissão Europeia apoia duas categorias de projectos. Promoção da aprendizagem das línguas
Para fomentar a aprendizagem de uma outra língua, há que estimular essa apetência, criar informação sobre as diferentes possibilidades existentes e facilitar o acesso aos diferentes locais e modos de aprendizagem. Nesse sentido, a Comissão apoia uma série de projectos transnacionais correspondentes às etapas necessárias ao
conhecimento das línguas estrangeiras.
Tal implica, antes de mais, a sensibilização e a motivação. Por exemplo, podem ser criadas parcerias para a realização de campanhas através dos meios de comunicação. Seguidamente, a informação: onde, e de que modo, poderemos dispor de
possibilidades de aprendizagem adaptadas a tais necessidades, quais são as inovações e as boas práticas nesse domínio? Por último, como tornar mais disponível o acesso a esses recursos linguísticos ?
Criação de instrumentos
Esta segunda parte de Língua visa assegurar a presença no mercado de uma gama suficiente de instrumentos de aprendizagem de línguas. Os projectos transnacionais apoiados pela Comissão Europeia devem situar-se claramente em domínios pouco ou nada representados nesse mesmo mercado. Deverão igualmente apoiar a inovação que poderá ser, por exemplo, um novo método de aprendizagem do finlandês, a criação de um teste via Internet para medição à distância das competências em português, ou ainda a concepção de um vídeo para estudantes que estejam de partida para estudarem na Grécia …
Quais os critérios ?
Os projectos apresentados por uma ou outra destas vertentes de Língua deverão :
• ter como base uma parceria que congregue estabelecimentos / organismos de, pelo menos, três países participantes,
• traduzir-se numa verdadeira mais valia europeia.
A acção Língua visa, além disso, favorecer a aprendizagem das línguas menos utilizadas e menos ensinadas da União Europeia.
Os projectos Língua beneficiam de um apoio financeiro comunitário por um período máximo de três anos consecutivos. O nível de financiamento pode variar
consideravelmente de um projecto para outro consoante a natureza do mesmo. Como participar ?
Língua é uma acção centralizada no âmbito de Socrates. Tal significa que os projectos são apresentados à Comissão Europeia, que assegura a respectiva selecção.
Acção 5
M
INERVA:
AS NOVAS TECNOLOGIAS AO SERVIÇO DA EDUCAÇÃOQuais os objectivos ?
O sistema educativo deverá, em toda a Europa, dar resposta aos novos desafios associados à evolução da sociedade. As tecnologias da informação e da comunicação (TIC) mostram ser um instrumento essencial para responder a esses desafios e
melhorar a qualidade do ensino.
Num panorama de ensino europeu, que é simultaneamente muito rico e muito fragmentado, a acção Minerva visa facilitar o diálogo e os intercâmbios de experiências e práticas entre todos os peritos que desenvolvem a utilização das tecnologias na escola, na Universidade e nos outros locais de aprendizagem. Minerva apoia igualmente o desenvolvimento de serviços novos neste domínio, em que a dimensão humana é tão importante quanto o equipamento. Nessa perspectiva, a comparação das experiências nacionais ou regionais, o lançamento de experiências originais ao nível europeu serão essenciais para preparar a educação de amanhã.
Que tipos de actividades ?
Através de Minerva, a Comissão Europeia apoia quatro grandes tipos de actividades : 1. Actividades destinadas a compreender melhor e a apoiar a inovação. Trata-se, por exemplo, de apoiar projectos de investigação - acção, estudos orientados e análises comparativas para melhorar a compreensão do impacto das TIC e dos modelos de EAD (educação aberta e à distância) na organização do ensino e no processo de aprendizagem enquanto tal.
2. Actividades destinadas a conceber novos métodos e recursos pedagógicos, para o desenvolvimento de ambientes inovadores em matéria de aprendizagem.
3. Actividades destinadas a comunicar e a aceder aos resultados dos projectos com vista a amplificar a sua difusão e a generalizar as melhores práticas.
4. Projectos destinados à criação de redes e a favorecer o intercâmbio de ideias e de experiências relativas à utilização das TIC no domínio da educação e do ensino à distância. É incentivado o estabelecimento de colaborações entre os responsáveis pela concepção, os utilizadores e os responsáveis pelos sistemas de educação e de
formação
Quais os critérios ?
As TIC estão presentes nas diferentes acções do programa. Mas, através da acção Minerva, passam a constituir a própria essência dos projectos. As actividades
apoiadas por Minerva visam alcançar uma massa crítica e são de dimensão maior que as outras acções. Devem ter um efeito multiplicador e uma função catalisadora real ao nível europeu, assim como um forte potencial de difusão.
Além disso, a acção Minerva confere um interesse especial aos projectos 'transversais' fundamentados em parcerias que incluam actores de diferentes sectores, como o mundo escolar e universitário, a indústria da multimédia e das TIC, os editores, os ministérios, associações ou peritos exteriores à escola …
De modo geral, será dada preferência aos projectos com uma duração de um ou dois anos. Em determinados casos particulares, poderá ser concedido apoio financeiro por um período máximo de três anos.
O nível de financiamento varia grandemente de um projecto para outro. Como participar ?
Minerva é uma acção centralizada, o que significa que os projectos deverão ser apresentados à Comissão Europeia que assegura a respectiva selecção.
Acção 6
O
BSERVAÇÃO E INOVAÇÃOQuais os objectivos ?
A Europa tem uma grande pluralidade de tradições, práticas e sistemas educativos. O desafio que se coloca aos países, naturalmente inclinados a concentrar-se nas suas próprias realidades, é interessarem-se por aquilo que se faz noutros sítios. Através da observação de outros contextos educativos, o objectivo não é copiá-los
mecanicamente. Consiste, antes, em apreender a pluralidade das abordagens, o que incita a pôr em execução no seu país outras formas de fazer as coisas. Assim, a diversidade europeia passa a ser um campo fértil para a inovação e o melhoramento da qualidade da educação.
É este o objectivo da acção Observação e Inovação: criar instrumentos concretos para tirar o melhor partido de tal diversidade.
Que tipos de actividades ?
Para tal, a Comissão Europeia apoia diferentes iniciativas e operações:
• recolha de dados e criação de análises comparativas, quantitativas e qualitativas, de país para país ;
• comparação entre os sistemas e políticas de educação (designadamente, através da rede europeia Eurydice) ;
• visitas que permitam a grupos de decisores e de especialistas no domínio da educação e provenientes de diversos países, tomarem conhecimento das reformas e abordagens inovadoras dos sistemas educativos, no seio dos temas prioritários identificados pelas autoridades nacionais e pela União Europeia (Arion);
• iniciativas que visem a melhoria do reconhecimento académico dos diplomas obtidos num outro país, nomeadamente através da dinamização de uma rede (Naric) que ligue os centros nacionais no que diz respeito a tal reconhecimento
• criação de iniciativas como estudos, seminários, intercâmbios de peritos ou projectos piloto relativamente a alguns temas particularmente interessantes para dinamizar o debate em torno da política da educação como, por exemplo, a educação e o emprego, os indicadores da qualidade do ensino, a mobilidade transnacional na educação, ou debates de índole mais prospectiva relativamente à educação de amanhã.
Que tipo de apoio financeiro ?
Os projectos beneficiam de um apoio financeiro comunitário por um período de um ou vários anos.
Como participar ?
Os projectos deverão ser apresentados à Comissão Europeia, salvo no que diz respeito às visitas de estudo Arion, que deverão ser apresentadas junto das agências nacionais.
Acção 7
A
CÇÕES CONJUNTASQuais os objectivos ?
A educação é o melhor exemplo de um domínio que só poderá alcançar plenamente os seus objectivos através de uma interacção construtiva com outros domínios
associados. De entre estes últimos, refiram-se designadamente a política de formação profissional, de juventude e de investigação. É por esse motivo que o programa Socrates deverá trabalhar mais estreitamente com outros programas e acções comunitários. É precisamente esse o objectivo das acções conjuntas, que figuram explicitamente nos três programas Socrates, Leonardo da Vinci e Juventude, que visam fomentar igualmente uma abordagem integrada entre a formação, a educação e a política da juventude. Subsequentemente, essa cooperação deverá ser alargada aos sectores da cultura e do desporto, assim como a outros programas europeus, por exemplo, os que dizem respeito ao emprego e aos assuntos sociais, para abordar problemáticas tais como a luta contra a toxicodependência ou contra o racismo. Procurar-se-á a criação de sinergias com a investigação e os programas que visem a sociedade da informação.
Que tipos de actividades ?
As Acções Conjuntas serão objecto de convites à apresentação de propostas publicados no Jornal Oficial das Comunidades Europeias. Esses convites à apresentação de propostas indicam os temas prioritários, os tipos de projectos
previstos, a ajuda disponível, os critérios de elegibilidade e de selecção, assim como o procedimento e as datas limite para os pedidos.
Acção 8
M
EDIDAS DE ACOMPANHAMENTOQuais os objectivos ?
Através das medidas de acompanhamento, é concedido apoio comunitário a actividades que não se enquadram formalmente numa ou noutra das acções de Socrates mas que, apesar de tudo, têm relevância em termos da realização dos objectivos do programa.
Que tipos de actividades ? Os projectos apoiados visarão :
• sensibilizar públicos-alvo determinados ou o público em geral para o programa Socrates ou, de forma mais geral, para a importância da cooperação europeia no domínio da educação (conferências, seminários…) ;
• melhorar a execução de Socrates, designadamente através do fornecimento de formação relativa à gestão do projecto ou à resolução de dificuldades ;
• valorizar os resultados da cooperação europeia no domínio da educação, através da difusão de produtos e de processos resultantes da cooperação europeia ;
• criar sinergias transsectoriais entre as acções do programa Socrates, por exemplo, através de actividades que reunam projectos apoiados no quadro de Comenius, Erasmus, Grundtvig, Lingua, Minerva… ;
• direccionar as prioridades horizontais do programa Socrates e, nomeadamente, a promoção da igualdade de oportunidades, a educação intercultural e a luta contra o racismo.
Como participar ?
As medidas de acompanhamento são uma acção centralizada no seio de Socrates, o que significa que os projectos são seleccionados ao nível central pela Comissão Europeia.
LEONARDO DA VINCI
Quais os objectivos ?
Leonardo da Vinci é o programa de acção para a execução de uma política de formação profissional da Comunidade Europeia, que apoia e completa as acções dos Estados-Membros.
Através da cooperação transnacional, o objectivo deste programa é aumentar a qualidade, promover a inovação e a dimensão europeia dos sistemas e das práticas de formação profissional.
Mais concretamente, Leonardo da Vinci tem três objectivos principais; facilitar a inserção profissional, melhorar a qualidade das formações e o acesso às mesmas, desenvolver o contributo da formação à inovação. Assim, há que :
• reforçar as aptidões e as competências das pessoas, sobretudo dos jovens que estejam a seguir uma primeira formação profissional, qualquer que seja o seu nível. Este objectivo pode ser alcançado, nomeadamente, através de uma
formação profissional em alternância e da aprendizagem, para facilitar a inserção e a reinserção profissionais ;
• melhorar a qualidade da formação profissional contínua e da aquisição de aptidões e de competências ao longo da vida, assim como o acesso a estas, para desenvolver a capacidade de adaptação, nomeadamente para fazer face às mudanças de índole tecnológica e ao nível da organização ;
• promover e reforçar o contributo da formação profissional para o processo de inovação, para melhorar a competitividade e o espírito de empresa,
nomeadamente com vista à criação de novas possibilidades de emprego. A cooperação entre as instituições responsáveis pela formação profissional, incluindo as universidades e as empresas (nomeadamente, as PME) será especialmente incentivada.
Em todos estes diferentes objectivos, a tónica é colocada :
• na formação ao longo da vida ;
• na utilização das novas tecnologias da informação e da comunicação (TIC) ;
• na participação das PME e das empresas artesanais ;
• no apoio às pessoas mais carenciadas no mercado de trabalho, incluindo as pessoas com deficiência ;
• no princípio da igualdade de oportunidade entre homens e mulheres ;
• no reforço da parceria entre múltiplos actores, oriundos dos domínios mais diversos.
Quais os países participantes ? São 31 no total :
• Os 15 Estados-membros da União Europeia: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Portugal, Reino Unido, Suécia.
• Os 10 países associados da Europa Central e Oriental : Bulgária, Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia, Polónia, República Checa, Roménia, Eslováquia, Eslovénia.
• Chipre, Malta e, a partir de 2001, a Turquia.
Quais os beneficiários ? O programa destina-se a um público muito vasto.
Os particulares (jovens, adultos em formação inicial ou outros públicos) podem beneficiar de uma bolsa do programa mas não podem apresentar, a título individual, pedidos de financiamento para projectos.
Em compensação, Leonardo da Vinci está aberto aos organismos e sociedades, públicos e privados, que desenvolvam a sua actividade no sector da formação, ou que estejam envolvidos em questões de formação profissional, e que se encontrem
agrupados no âmbito de uma parceria internacional. Tal abrange :
• os estabelecimentos, centros e organismos de formação profissional a todos os níveis, incluindo as universidades ;
• os centros e organismos de investigação ;
• as empresas, de entre as quais as PME e o sector artesanal ;
• as organizações profissionais (incluindo as câmaras de comércio) ;
• os parceiros sociais ;
• as colectividades e organismos territoriais ;
• as associações de fins não lucrativos ;
• as organizações de voluntários e as organizações não governamentais (ONG). Qual a base jurídica ?
Artigo 150º do Tratado CE. Decisão do Conselho de 26 de Abril de 1999 (JO L 146 de 11.6.1999, p. 33).
Qual o orçamento ?
O orçamento total de Leonardo da Vinci ascende a 1,15 mil milhões de euros por um período de sete anos.
Qual a duração do programa ?
A segunda fase de Leonardo da Vinci abrange sete anos : de 2000 a 2006. Que tipo de acções ?
Estão previstos cinco tipos de medidas comunitárias, correspondentes a cinco meios de acção específicos.
1) Mobilidade : apoio a projectos transnacionais de mobilidade para pessoas em formação profissional, nomeadamente jovens, e para responsáveis pela formação. Existem três possibilidades:
• Para pessoas que estejam a seguir uma formação profissional inicial : num estabelecimento de formação profissional ou numa empresa ;
• Para estudantes : numa empresa ;
• Para jovens trabalhadores e recém licenciados : num estabelecimento de formação profissional ou numa empresa.
Estas colocações podem igualmente abranger projectos que se inscrevam no quadro dos « percursos europeus de formação profissional em alternância, de entre os quais a aprendizagem » (ver página 57), que dêem igualmente lugar à emissão de um
documento comunitário, o Europass-Formation.
b) projectos transnacionais de intercâmbio : destinam-se, por exemplo, aos formadores, aos especialistas de orientação profissional, aos tutores pedagógicos; c) visitas de estudo : destinadas aos responsáveis da formação profissional, incluindo os parceiros sociais.
2) Projectos piloto : apoio a projectos piloto transnacionais relativos ao
desenvolvimento e à difusão da inovação e da qualidade no domínio da formação profissional, incluindo apoio a acções que incidam na utilização das tecnologias da informação e da comunicação no domínio da formação. De entre os projectos piloto, é dado apoio especial a um número restrito de acções temáticas que sejam de interesse especial ao nível comunitário.
3) Competências linguísticas : apoio a projectos de promoção das competências linguísticas e culturais na formação profissional, através de dois tipos de projectos : a) projectos piloto transnacionais : dizem respeito ao material didáctico e aos métodos pedagógicos inovadores adaptados às necessidades específicas de cada sector
profissional e económico ;
b) projectos transnacionais de intercâmbio : visam, designadamente, melhorar as competências linguísticas e culturais dos formadores e tutores responsáveis pelo enquadramento pedagógico dos participantes nos programas de mobilidade.
4) Redes transnacionais : visam a compilação, a sintetização e o desenvolvimento das competências e abordagens inovadoras europeias, o melhoramento da análise e da previsão das necessidades e aptidões profissionais, assim como a difusão do trabalho produzido e dos resultados das redes e projectos na União.
5) Instrumentos de referência : comparação de dados, inquéritos e estudos e análises, observação e difusão das boas práticas, em colaboração com o Serviço de Estatística (Eurostat) e o Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional (CEDEFOP).
Qual é a duração dos projectos ?
Os projectos de mobilidade (colocações e intercâmbios) têm uma duração máxima de dois anos.
As colocações propriamente ditas desenvolvem-se ao longo de um período :
• de três semanas a nove meses, para as pessoas em formação inicial ;
• de três a doze meses, para os estudantes ;
Pelo seu lado, os intercâmbios podem durar entre uma e seis semanas. Os projectos piloto, as competências linguísticas, as redes transnacionais, os instrumentos de referência e as acções conjuntas têm, pelo seu lado, uma duração máxima de três anos.
Qual a ligação com os outros programas ?
Uma nova categoria de acções, as acções conjuntas, surgiu com a segunda fase de Leonardo da Vinci. Permitem a criação de vias de acesso designadamente com os programas Juventude e Socrates (educação).
Estas acções conjuntas podem ser executadas através de convites conjuntos à apresentação de propostas que incidam sobre temas seleccionados relativos a actividades que não sejam exclusivamente abrangidas por um só programa. Cite-se, a título de exemplo, uma escola profissional num bairro numa zona desfavorecida. Um projecto transnacional poderá ser apoiado por diferentes fontes consoante se trate da organização de colocações em empresas, estejam envolvidos animadores de jovens ou seja desenvolvido um projecto pedagógico comum.
Que tipo de apoio financeiro ?
Estão previstas modalidades financeiras específicas para cada medida.
Mobilidade : o apoio da Comissão não ultrapassa os 5 000 euros por beneficiário e por colocação / intercâmbio.
Projectos piloto : no máximo 75% das despesas admissíveis, com um limite de 200 000 euros (300 000 euros para as acções temáticas) por projecto e por ano.
Competências linguísticas : no máximo 75% das despesas admissíveis, com um limite de 200 000 euros por projecto e por ano.
Redes transnacionais : no máximo 50% das despesas admissíveis, com um limite de 150 000 euros por rede e por ano.
Instrumentos de referência : 50 a 100% das despesas elegíveis, com um limite de 200 000 euros por projecto e por ano, salvo excepção.
Acções conjuntos : até 75% das despesas admissíveis. Quem faz o quê ?
A Comissão é quem executa o Programa Leonardo da Vinci e as medidas associadas. Nos países participantes, foram criadas agências nacionais (AN) que são,
nomeadamente, responsáveis pelas tarefas de informação e de assistência junto dos potenciais promotores.
Uma parte importante da gestão é confiada aos Estados-Membros e aos outros países participantes. Na segunda fase de Leonardo da Vinci, calcula-se que cerca de 75% dos fundos passem a ser geridos ao nível nacional.
Como participar ?
Respeitando os prazos definidos nos convites à apresentação de propostas (publicados em 2000, 2002 e 2004), poderão ser apresentadas propostas anualmente. O primeiro convite tem uma validade de três anos. Os dois seguintes têm uma validade de dois anos.
As condições de admissão de uma proposta de projecto são descritas em pormenor nos guias criados para serem utilizados por potenciais promotores de projectos. Para que um projecto possa receber apoio de Leonardo da Vinci, deverão ser preenchidas, no mínimo, quatro condições :
• projecto deverá ser objecto de uma cooperação transnacional. A parceria europeia deverá ser constituída por três países participantes, dos quais um da União Europeia. Para os projectos de mobilidade e linguísticos, bastam dois países, dos quais um da União ;
• projecto deverá dar resposta a um ou mais dos objectivos referidos pelo programa e especificar a medida posta em execução ;
• projecto deverá respeitar os prazos e uma das prioridades fixadas nos convites à apresentação de propostas ;
• projecto deverá ser co-financiado por um contributo adequado por parte do promotor e dos parceiros, devendo a Comunidade cobrir apenas uma parte das despesas elegíveis.
As propostas deverão ser enviadas :
• quer, em Bruxelas, à Comissão Europeia : para as acções temáticas (categoria especial de projectos piloto), as acções conjuntas e os instrumentos de referência ;
• quer, no próprio país, à agência nacional : para as acções de mobilidade, os projectos piloto (com excepção das acções temáticas), as competências linguísticas e as redes transnacionais.
Mais informações ?
Está interessado e deseja saber mais. Deseja criar um projecto inovador no domínio da formação, apresentar um pedido de subsídio ou fazer um estágio no estrangeiro ?
• para qualquer informação geral sobre Leonardo da Vinci, poderá consultar o site Internet, no seguinte endereço :
http://europa.eu.int/comm/education/leonardo.html
• para procurar parceiros europeus, poderá consultar o seguinte site Internet: http://www.leonardodavinci.net/psd/
• para obter conselhos relativamente à criação de um projecto ou para um estágio no estrangeiro, as agências nacionais (ver lista na página 79) fornecer-lhe-ão
informações mais completas.
Além disso, o Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional (Cedefop) elabora informação sobre os programas de intercâmbio para os decisores públicos e sobre as políticas e estruturas de formação profissional nos Estados-Membros da União, assim como nos países do Espaço Económico Europeu (EEE)… http://www.cedefop.eu.int
Alguns números
No período de 5 anos (1995-1999) correspondente à primeira fase do programa, foram apoiados mais de 10 000 projectos que envolveram a participação activa de cerca de 75 000 parceiros, com um orçamento de cerca de 750 milhões de euros.
Uma parte importante do orçamento, ou seja, mais de um terço, foi consagrada à promoção da mobilidade na formação profissional. Mais de 115 000 jovens universitários, licenciados, em formação profissional inicial e no local de trabalho -puderam beneficiar de estágios em empresas. Por outro lado, mais de 11 000 formadores e tutores puderam melhorar a sua experiência profissional graças aos programas de intercâmbio.
Por último, o número de países que participaram no programa não parou de crescer ao longo destes cinco anos: 29 países puderam participar em 1999 no programa
Leonardo da Vinci contra 18 países (15 países CE e 3 países AELE/EEE) aquando da sua criação em 1995.
JUVENTUDE
Quais os objectivos ?
O programa Juventude constitui um instrumento privilegiado para promover a política de cooperação no domínio da juventude.
Destina-se a todos os jovens que não estejam integrados em qualquer estrutura de ensino e de formação. Tem por objectivo o alargamento das possibilidades oferecidas aos jovens para que estes possam descobrir a Europa e participar na sua construção enquanto cidadãos activos e responsáveis.
O programa Juventude visa contribuir para o processo educativo dos jovens, designadamente através de actividades de intercâmbio e do Serviço Voluntário Europeu, quer no âmbito da União Europeia, quer com países terceiros. Pretende favorecer o surgimento e / ou a consolidação do trabalho desenvolvido em prol da juventude ao nível local, facilitando ao mesmo tempo o acesso dos jovens
desfavorecidos às actividades do programa .
O programa Juventude funciona como um todo coerente, através do qual o jovem pode navegar de uma acção para outra com uma sequência lógica.
Quais os países participantes ? São 31 no total :
• Os 15 Estados-membros da União Europeia: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Portugal, Reino Unido, Suécia ;
• Os três países da EFTA/EEE: Islândia, Liechtenstein, Noruega ;
• Os 10 países associados da Europa Central e Oriental : Bulgária, Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia, Polónia, República Checa, Roménia, Eslováquia, Eslovénia ;
• Chipre, Malta e, a partir de 2001, a Turquia ;
Além disso, as acções 1 (Juventude para a Europa), 2 (Serviço Voluntário Europeu) e 5 (Medidas de Acompanhamento) permitem apoiar actividades com países terceiros. Por países terceiros entende-se os países « não membros do programa ». Tal inclui os países da Bacia mediterrânica, os da Comunidade de Estados Independentes
(ex-União Soviética), do Sudeste da Europa e da América Latina.
As acções 3 (Iniciativas Jovens) e 4 (Acções Conjuntas) estão reservadas aos países participantes no programa.
Quais os públicos alvo ?
O programa Juventude destina-se prioritariamente aos jovens dos 15 aos 25 anos de idade com domicílio legal num dos 15 países da União Europeia ou nos outros países participantes no programa. A acção 2 (ver adiante) o Serviço Voluntário Europeu -está, por sua vez, aberta aos jovens dos 18 aos 25 anos de idade.
Podem beneficiar de um apoio no quadro do programa :
• grupos de jovens que queiram participar num intercâmbio de jovens ou lançar uma iniciativa na sua comunidade local ;
• jovens voluntários que, após terem cumprido o serviço, queiram construir um projecto fundamentado na experiência obtida ;
• organizações de jovens ;
• animadores de jovens;
• gestores ou organizadores de projectos ;
• autoridades locais ;
• qualquer organização que desenvolva a sua actividade no sector associativo ;
• actores e responsáveis da política da juventude aos níveis local, regional, nacional e comunitário ;
• todos aqueles que, de uma forma ou doutra, estejam envolvidos nos domínios da juventude e da educação informal.
De um modo geral, os pedidos deverão ser apresentados através de organizações ou instituições. Mas poderão ser igualmente apresentados por grupos informais de jovens e, inclusivamente, por jovens a título individual.
Qual a base jurídica ?
Artigo 149º do Tratado CE. Decisão 1031/2000/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 13/4/2000 (JO L. 117 de 18/5/2000).
Qual o orçamento ? 520 milhões de euros
Qual a duração ? 7 anos (2000-2006)
Quem faz o quê ?
A Comissão é responsável pela execução do programa, isto é, pela concepção das suas grandes orientações e pela elaboração dos seus mecanismos operacionais. No entanto, Juventude é gerido de forma largamente descentralizada nos países participantes no programa, por intermédio das agências nacionais. Estas
desempenham um papel chave na realização do programa : são elas que seleccionam e apoiam os projectos.
Além disso, a Comissão Europeia gere ao seu nível projectos que, pela sua natureza, envergadura e importância, convém mais que sejam tratados à escala europeia em vez de ao nível nacional. Trata-se, por exemplo, de projectos com determinados países terceiros, de carácter excepcional ou inovador, acções de formação de grande envergadura ou campanhas de informação, estudos ou redes transnacionais.
Mais informações ?
O meio mais rápido de obter informações completas é através de uma consulta na Internet. O guia do candidato e os formulários poderão ser encontrados no seguinte endereço :
A Comissão Europeia e as agências nacionais estão igualmente disponíveis para responder a todas as perguntas. Estas últimas também dispõem geralmente de websites que são actualizados com regularidade.
Alguns números
• Desde 1988, cerca de 500 000 jovens participaram no programa Juventude para a Europa.
• Desde 1996, cerca de 5 000 jovens participaram no Serviço Voluntário Europeu.
• De 1995 a 1999, o programa Juventude colaborou em actividades de formação destinadas a 25 000 jovens trabalhadores.
Que tipo de acções ? Acção 1
J
UVENTUDE PARA AE
UROPAQuais os objectivos ?
Esta primeira acção incide em intercâmbios de grupos de jovens, dentro e fora da União Europeia. O apoio é concedido prioritariamente aos projectos multilaterais (três países, pelo menos). Os intercâmbios bilaterais destinam-se, por seu lado, a jovens com necessidades especiais e a grupos / organizações sem experiência internacional anterior.
A participação neste tipo de intercâmbios permite aos jovens conhecerem outras realidades sociais e culturais, estabelecer contactos e amizades, iniciar um processo de aprendizagem intercultural. Os intercâmbios incentivam os jovens a participar noutros projectos e, inclusivamente, a desenvolvê-los eles próprios.
Quais os critérios ?
Em princípio, os jovens que participam num intercâmbio deverão ter entre 15 e 25 anos de idade.
Qual a duração ?
Normalmente, a duração da actividade de intercâmbio propriamente dita dura entre 6 a 21 dias, excluindo as viagens.
Qual o conteúdo ?
O intercâmbio deverá abranger um objectivo e um tema dados. Deverá propor diferentes métodos, colocar a tónica na experiência educativa em geral e na
aprendizagem intercultural em particular. O intercâmbio deverá prever uma fase de preparação e de acompanhamento. Deverá, por último, comportar uma dimensão europeia clara.
Que tipo de apoio financeiro ?
Quer se trate do organismo que envia ou que acolhe, a base propriamente dita do apoio comunitário é constituída por um montante fixo (completado pela tomada a cargo de uma parte das despesas de viagem). Poderá ser concedido apoio especial para cobrir a participação de jovens com necessidades especiais. Além disso, poderá ser concedido apoio para cobrir os custos de coordenação relativos aos projectos multilaterais.
Como participar ?
De modo geral, os pedidos de subsídio para os projectos de intercâmbios bilaterais e multilaterais deverão ser enviados à agência nacional competente, junto da qual poderão ser obtidos os formulários de pedido.
Os pedidos apresentados por organizações de juventude europeias ou para projectos relativos a acontecimentos especiais ou intercâmbios itinerantes deverão ser enviados directamente à Comissão Europeia.
Os calendários de arranque dos projectos e dos prazos para os pedidos são especificados no guia do candidato.
Acção 2
S
ERVIÇOV
OLUNTÁRIOE
UROPEUQuais os objectivos ?
Esta acção oferece aos jovens dos 18 a 25 anos de idade a possibilidade de uma estadia no estrangeiro por um período de 6 a 12 meses, assim como de participarem na qualidade de voluntários num projecto local. Estes jovens adquirem novas competências, alargam os seus horizontes, descobrem um novo ambiente social e cultural. Trabalham em equipa, assumem responsabilidades e desenvolvem a sua autoconfiança.
Beneficiando de um enquadramento ao nível da preparação e do acompanhamento do projecto, os jovens conseguem aplicar concretamente a sua energia, o seu entusiasmo e a sua criatividade em actividades práticas para cuja definição eles próprios
contribuem. A entrada na vida profissional fica assim facilitada. Mas os jovens voluntários também podem - e é este o outro aspecto da acção - , graças ao seu empenhamento e às novas perspectivas que abrem a um projecto, dar um contributo importante para o desenvolvimento local.
Como funciona ?
Para que estes objectivos sejam plenamente atingidos, é necessária uma parceria sólida entre :
• / a jovem voluntário(a);
• uma organização de envio;
• e uma organização de acolhimento.
Podem participar os actores mais diversos na qualidade de organização de envio ou de acolhimento :
• associações de toda a espécie : do domínio cultural, desportivo, social, ecológico …;
• cooperativas, missões locais, comissões de moradores;
• colectividades locais, estabelecimentos públicos.
As propostas de acolhimento, apresentadas junto das agências nacionais, deverão ser objecto de validação ao nível europeu antes de poderem ser concretizadas num projecto completo.
Que tipo de apoio financeiro ?
Quer se trate do organismo de envio ou de acolhimento, o apoio comunitário tem como base um montante fixo (completado através da tomada a cargo das despesas de viagem). Poderá ser dado um apoio especial para cobrir a participação de jovens com necessidades especiais. Além disso, poderá ser dado apoio para cobrir os custos de coordenação relacionados com projectos multilaterais.
Como participar ?
Compete ao / à voluntário(a) encontrar um organismo de envio. Para ser auxiliado na sua busca, o jovem deverá dirigir-se à sua agência nacional. Os responsáveis do local de acolhimento e do organismo de envio deverão concluir um acordo ao qual o / a
jovem deverá ser associado(a), designadamente para a definição do conteúdo do projecto
Cada parceiro dirige o seu pedido de financiamento à sua agência nacional. Em determinados casos como, por exemplo, os projectos multilaterais, o pedido deverá ser enviado directamente à Comissão Europeia.
Quando deverá ser apresentado o pedido ?
Os calendários de arranque dos projectos e dos prazos para o pedido são especificados no guia do candidato.
Acção 3
I
NICIATIVAS DOSJ
OVENSQuais os objectivos ?
Com vista a fomentar a iniciativa pessoal junto dos jovens, esta acção apoia projectos criativos e inovadores que tenham por objectivo a integração social dos jovens, concebidos e postos em prática por esses mesmos jovens. Esses projectos são levados a cabo no âmbito de uma comunidade local e comportam sempre uma dimensão europeia.
Quais os grupos alvo ?
Estas iniciativas são de dois tipos, correspondentes a dois grupos alvo de jovens. a) Capital Avenir
O objectivo é ajudar os jovens voluntários que tenham participado no Serviço Voluntário Europeu a explorar melhor a experiência que adquiriram durante esse serviço. Os projectos Capital Avenir não podem exceder um ano de duração e deverão arrancar o mais tardar dois anos após concluído o Serviço Voluntário Europeu.
Há três tipos de projectos Capital Avenir :
• projectos para o arranque de uma actividade profissional;
• projectos pontuais (por exemplo, um acontecimento ou uma actividade particular);
• projectos de desenvolvimento pessoal : a ideia é fazer com que sejam
reconhecidas oficialmente as competências adquiridas pelos jovens durante o seu serviço voluntário.
b) Iniciativas de Grupo
As Iniciativas de Grupo deverão ser lançadas e executadas por um grupo de jovens (constituído, pelo menos, por quatro pessoas). As Iniciativas de Grupo destinam-se a jovens oriundos de meios culturais, geográficos, socioeconómicos menos favorecidos. Através destes projectos, os jovens deverão contribuir de uma forma inovadora para a sociedade que os rodeia, tendo em consideração o seu interesse e as suas
necessidades. Estes projectos duram entre três meses e um ano.
A selecção destes projectos toma em consideração o seu contributo para a comunidade local, a qualidade da parceria ou a sua dimensão europeia.
Que tipo de apoio financeiro ?
Capital Avenir : o apoio comunitário fundamenta-se num montante fixo, definido em função do nível de prioridade do projecto, que não pode exceder os 5 000 euros. Iniciativas de Grupo : o apoio comunitário fundamenta-se num montante fixo, definido em função do nível de prioridade do projecto, que não pode exceder os 10 000 euros, e cujo montante varia igualmente consoante o país em questão.
Como participar ?
Capital Avenir : os pedidos deverão ser apresentados de preferência junto da agência nacional do país onde o projecto irá desenvolver-se.
Iniciativas de Grupo : os pedidos deverão ser apresentados junto da agência nacional do país onde o projecto irá desenvolver-se.
Quando deverá ser apresentado o pedido
Os calendários de arranque dos projectos e dos prazos para o pedido são especificados no guia do candidato.
Anualmente é atribuído um prémio europeu para recompensar, por exemplo, os projectos artísticos (Capital Avenir ou Iniciativas de Grupo) mais inovadores, ou projectos que tenham um grande impacto na integração de jovens provenientes de diversos meios.
Acção 4
A
CÇÕES CONJUNTASQuais os objectivos ?
Existe uma ligação estreita entre os diversos domínios educativos, quer se trate da educação informal (programa Juventude), do ensino geral (programa Socrates) e profissional (programa Leonardo da Vinci). As acções conjuntas têm precisamente como objectivo fomentar a criação de projectos inovadores comuns a esses diferentes sectores.
Como participar ?
As acções conjuntas são objecto de convites à apresentação de propostas publicados no Jornal Oficial das Comunidades Europeias. Esses convites especificam os temas prioritários, os tipos de projectos, os critérios de selecção e o procedimento a seguir.