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Caja de Ahorros de Valencia, Castellón y Alicante, Bancaja

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Caja de Ahorros de

Valencia, Castellón y

Alicante, Bancaja

Contas Anuais correspondentes ao

exercício terminado a 31 de Dezembro

de 2009, elaboradas em conformidade

com a Circular 4/2004 de 22 de

Dezembro, do Banco de Espanha e

Relatório de Gestão.

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Caja de Ahorros de Valencia,

Castellón y Alicante, Bancaja

Relatório correspondente

ao exercício anual terminado

a 31 de Dezembro de 2009

1. Introdução, bases de apresentação das contas anuais e

outra informação

1.1 Introdução

A Caja de Ahorros de Valencia, Castellón y Alicante, Bancaja (doravante, a “Caja” ou a “Entidade”) é uma entidade sujeita às normas e regulamentos das entidades bancárias em funcionamento em Espanha. A sua sede social encontra-se situada em Castellón de la Plana. Tanto na página Web oficial da Caja (www.bancaja.es) como na sua sede social (C/ Caballeros, 2) podem ser consultados os estatutos sociais e outras informações públicas sobre a Caja.

Para além das operações que leva a cabo directamente, a Caja encabeça um grupo de entidades dependentes, que se dedicam a actividades diversas e que constituem, juntamente com ela, o Grupo Caja de Ahorros de Valencia, Castellón y Alicante, Bancaja (doravante, “Grupo” ou “Grupo Bancaja”). Consequentemente, a Caja elaborou, para além das suas contas anuais individuais, as contas anuais consolidadas do Grupo que incluem, da mesma forma, as participações em negócios conjuntos e em investimentos em entidades associadas. O seu objecto social único e exclusivo é contribuir para a realização de interesses gerais através do desenvolvimento económico e social da sua zona de actuação e, para isso, os seus fins fundamentais são, entre outros, facilitar a formação e capitalização da poupança, atender às necessidades dos seus clientes através da concessão de operações de crédito e criar ou manter Obras Sociais próprias ou em colaboração.

As contas anuais da Caja do exercício de 2008 foram aprovadas pela Assembleia Geral da Caja celebrada a 25 de Março de 2009. As contas anuais da Caja correspondentes ao exercício de 2009 foram apresentadas, para aprovação, na Assembleia Geral do primeiro semestre do exercício de 2010. Apesar disso, o Concelho de Administração da Caja entende que as referidas contas anuais serão aprovadas sem alterações significativas.

1.2 Bases de apresentação das contas anuais e informação referente

ao exercício de 2008

As contas anuais da Caja do exercício de 2009 foram formuladas pelos Administradores da Caja, em reunião do seu Conselho de Administração celebrada a 25 de Fevereiro de 2010. As contas anuais da Caja são apresentadas de acordo com os modelos, critérios contabilísticos e as normas de avaliação estabelecidas na Circular 4/2004 do Banco de Espanha (doravante, a Circular), modificada pela Circular 6/2008, de 26 de Novembro, de forma a veicularem a imagem fiel do património e da situação financeira da Caja a 31 de Dezembro de 2009, dos resultados das suas operações, das variações no património líquido e dos fluxos de caixa gerados durante o exercício anual terminado na referida data. A Circular constitui a adaptação ao sector das entidades de crédito espanholas das Normas Internacionais de Informação Financeira, adoptadas pela União Europeia, através de Regulamentos Comunitários, de acordo com o Regulamento 1606/2002 do Parlamento Europeu e do seu

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Concelho, de 19 de Julho de 2002, relativo à aplicação das Normas Internacionais de Contabilidade.

Os critérios contabilísticos definidos pela Circular estão descritos na Nota 2. Não se aplicou nenhum critério diferente dos referidos e que tenha um impacto material. Da mesma forma, na elaboração das contas anuais teve-se em conta a totalidade dos princípios e das normas contabilísticas e dos critérios de avaliação de aplicação obrigatória que têm um efeito significativo nas mesmas.

As contas anuais foram preparadas a partir dos registos de contabilidade mantidos pela Caja. De acordo com a legislação vigente, a informação contida neste Relatório referente ao exercício de 2008 é apresentada exclusivamente com fins comparativos com a informação relativa ao exercício de 2009 e, como tal, não constitui as contas anuais do exercício de 2008.

1.3 Responsabilidade da informação e estimativas realizadas

A informação incluída nestas contas anuais é da responsabilidade dos Administradores da Caja.

Nas contas anuais da Caja correspondentes ao exercício de 2009 utilizaram-se ocasionalmente estimativas realizadas pelos Administradores da Caja para quantificar alguns dos activos, passivos, rendimentos, gastos e obrigações que estão registados nessas contas. Basicamente, essas estimativas referem-se a:

 Perdas por deterioração de determinados activos (ver Notas 7 a 9 e 11 a 14).

 As hipóteses utilizadas no cálculo actuarial dos passivos e das obrigações por benefícios pós emprego e de outras obrigações a longo prazo mantidas com os funcionários (ver Notas 2.13 e 36).

 A vida útil dos activos corpóreos e incorpóreos (ver Notas 13 e 14).  O justo valor de determinados activos não cotados (ver Nota 22).

Ainda que as estimativas anteriormente descritas tenham sido realizadas em função da melhor informação disponível a 31 de Dezembro de 2009, sobre os factos analisados, é possível que acontecimentos que possam ocorrer no futuro obriguem a revisões (em alta ou em baixa) nos próximos exercícios, o que seria levado a cabo, se necessário, em conformidade com o estabelecido na 19ª Norma da Circular 4/2004 do Banco de Espanha, de 22 de Dezembro.

1.4 Erros em exercícios anteriores

Na elaboração das contas anuais do exercício de 2009, em anexo, não foi detectado nenhum erro significativo que suponha a nova expressão dos montantes incluídos nas contas anuais do exercício de 2008.

1.5 Contratos de agência

Nem no fecho do exercício de 2009 nem em qualquer momento durante o mesmo, a entidade manteve em vigor “contratos de agência” na forma em que estes são contemplados no artigo 22 do Decreto Real 1245/1995, de 14 de Julho.

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1.6 Participações no capital de entidades de crédito

De acordo com o disposto no artigo 20 do Decreto Real 1245/1995, de 14 de Julho, a única participação mantida pela Caja que supera 5% do capital ou dos direitos de voto em entidades de crédito nacionais ou estrangeiras, corresponde ao Banco de Valencia S.A., com uma participação efectiva de 26,90%, principalmente através da sociedade Bancaja Inversiones S.A.

A 31 de Dezembro de 2009, não há qualquer entidade de crédito espanhola ou estrangeira, ou grupo em que esteja integrada uma entidade de crédito, que tenha uma participação igual ou superior a 5% do capital ou dos direitos de voto de qualquer uma das entidades de crédito que são sociedades dependentes da Caja.

1.7 Impacto ambiental

Tendo em conta as actividades fundamentais a que a Caja se dedica, estas não geram impacto significativo no meio ambiente. Por essa razão, nas contas anuais da Caja do exercício de 2009 não está discriminada qualquer informação relativa a essa matéria.

1.8 Objectivos, políticas e processos de gestão de capital

A Circular 3/2008 do Banco de Espanha, de 22 de Maio de 2008, para entidades de crédito, sobre a determinação e controlo dos recursos próprios mínimos, regula os recursos próprios mínimos que hão-de manter entidades de crédito espanholas, tanto individualmente como a título de grupo consolidado, e a forma como serão determinados esses recursos próprios, assim como os distintos processos de auto-avaliação do capital que as entidades devem realizar e a informação de carácter público que as mencionadas entidades devem remeter ao mercado.

Esta circular supõe o desenvolvimento final, no âmbito das entidades de crédito, da legislação sobre os recursos próprios e supervisão em base consolidada das entidades financeiras, sentenciada pela Lei 36/2007, de 16 de Novembro, que modifica a Lei 13/1985, de 25 de Maio, de coeficiente de investimento, recursos próprios e obrigações de informação dos intermediários financeiros e outras normas do sistema financeiro, e que compreende também o Decreto Real 216/2008, de 15 de Fevereiro, de recursos próprios das entidades financeiras. Esta norma termina também o processo de adaptação da norma espanhola às directivas comunitárias 2006/48/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 14 de Junho de 2006 e 2006/49/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 14 de Junho de 2006. Ambas as directivas reviram de forma profunda, no seguimento do Acordo adoptado pela Comissão de Basileia de Supervisão Bancária ("Basileia II"), os requisitos mínimos de capital exigido às entidade de crédito e aos seus grupos consolidáveis.

Os objectivos estratégicos traçados pela Direcção da Caja, em relação à gestão que realiza dos seus recursos próprios, são os seguintes:

- Cumprir, sempre, tanto a nível individual como consolidado, a norma aplicável em matéria de requisitos de recursos próprios mínimos.

- Procurar a máxima eficiência na gestão dos recursos próprios, de maneira a que, juntamente com outras variáveis de rentabilidade e risco, o consumo de recursos próprios seja considerado uma variável fundamental nas análises associadas à tomada de decisões de investimento da Caja.

- Reforçar o peso que os recursos próprios de primeira categoria têm sobre o total dos recursos próprios da Caja.

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Para cumprir estes objectivos, a Caja dispõe de uma série de políticas e processos de gestão dos recursos próprios, cujas principais directrizes são:

- A Caja dispõe de unidades, dependentes da Direcção Financeira da entidade, de acompanhamento e controlo, que analisam constantemente os níveis de cumprimento da norma do Banco de Espanha em relação aos recursos próprios, dispondo de alarmes que permitem assegurar sempre o cumprimento da norma aplicável e que as decisões tomadas pelas diferentes áreas e unidades da entidade sejam coerentes com os objectivos traçados para efeitos do cumprimento dos recursos próprios mínimos. Neste sentido, existem planos de contingências para assegurar o cumprimento dos limites estabelecidos na norma aplicável.

- No planeamento estratégico e comercial da Caja, bem como na análise e acompanhamento das operações da Caja, considera-se um factor chave na tomada de decisões, o impacto das mesmas sobre os recursos próprios computáveis da Caja e a relação consumo-rentabilidade-risco. Neste sentido, a Caja dispõe de manuais nos quais se estabelecem os parâmetros que devem servir de guia para a tomada de decisões em matéria de requisitos de recursos próprios mínimos ou que afectem os referidos requisitos.

Como tal, a Entidade considera os recursos próprios e os requisitos de recursos próprios estabelecidos pela norma anteriormente indicada como um elemento fundamental da sua gestão, que afectam as decisões de investimento da entidade, a análise da viabilidade de operações, a estratégia de distribuição de resultados por parte das filiais e de emissões por parte da Entidade e do Grupo, etc.

A Circular 3/2008 do Banco de Espanha, de 22 de Maio, estabelece os elementos que devem ser computados como recursos próprios, para efeitos do cumprimento dos requisitos mínimos estabelecidos na referida norma. Os recursos próprios para efeitos do disposto na referida norma, classificam-se nos recursos próprios básicos e de segunda categoria, e diferem dos recursos próprios calculados de acordo com o disposto na Circular 4/2004, já que consideram como tal determinadas rubricas e incorporam a obrigação de deduzir outras que não estão contempladas na mencionada Circular 4/2004.

A gestão que a Caja realiza dos seus recursos próprios adequa-se, no que a definições conceptuais diz respeito, ao disposto na Circular 3/2008 do Banco de Espanha. Neste sentido, a Caja considera como recursos próprios computáveis, os indicados na 8ª norma da Circular 3/2008 do Banco de Espanha.

Os requisitos dos recursos próprios mínimos que são estabelecidos na mencionada Circular são calculados em função da exposição da Caja ao risco de crédito e diluição (em função dos activos, compromissos e outras contas de ordem que apresentam estes riscos, atendendo aos seus montantes, características, contraparte, garantias, etc.), ao risco de contraparte e de posição e liquidação correspondente à carteira de negociação, ao risco de câmbio e da posição em ouro (em função da posição global líquida em divisas e da posição líquida em ouro) e ao risco operacional. Para além disso, a Caja está sujeita ao cumprimento dos limites da concentração de riscos estabelecidos na mencionada Circular e ao cumprimento das obrigações do Governo interno das Sociedades, auto-avaliação do capital e medição do risco da taxa de juro e às obrigações de informação pública a fornecer ao mercado, também estabelecidas na mencionada Circular. De forma a garantir o cumprimento dos objectivos anteriormente indicados, a Caja realiza uma gestão integrada destes riscos, de acordo com as políticas anteriormente indicadas.

A seguir, apresentamos de forma detalhada os recursos próprios do Grupo a 31 de Dezembro de 2009, classificados em recursos próprios básicos e de segunda categoria, estimados pela Caja, considerados como "capital para efeitos de gestão":

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Milhares de Euros

2009 2008

Recursos próprios básicos -

+ Reservas 3 247 623 3 089 901

+ Acções preferenciais 794 572 890 000

+ Resultado computável do exercício 95 101 159 096

- Menos-valias de activos financeiros disponíveis para venda (34 814) (63 793)

- Activos incorpóreos (19 960) (22 533)

- Deduções (143 677) (137 488)

3 938 845 3 915 183

Recursos próprios de segunda categoria-

+ Mais-valias instrumentos de capital disponíveis para venda - -

+ Reservas de revalorização 95 704 87 617

+ Cobertura genérica computável 238 190 522 997

+ Financiamentos subordinados 2 312 742 1 621 336

+ Fundo da Obra Social 18 540 19 562

- Deduções (143 677) (137 488)

2 521 499 2 114 024

Total dos recursos próprios 6 460 344 6 029 207

A 31 de Dezembro de 2009 e de 2008, e durante os referidos exercícios, os recursos próprios computáveis da Caja, excediam os exigidos pela referida norma.

1.9 Coeficiente de reservas mínimas

A 31 de Dezembro de 2009 e de 2008, assim como ao longo dos exercícios de 2009 e de 2008, a Caja cumpria com os mínimos exigidos deste coeficiente segundo a norma espanhola aplicável.

1.10 Fundo de Garantia de Depósitos

A Caja está integrada no Fundo de Garantia de Depósitos.

No exercício de 2009, o gasto realizado relacionado com as contribuições realizadas para este organismo ascenderam aos 9 651 milhares de euros (11 100 milhares de euros no exercício de 2008), aproximadamente, que foram registadas na epígrafe "Outros encargos de exploração" da conta de perdas e ganhos em anexo (ver Nota 35).

No terceiro artigo do Decreto-Lei Real 18/1982, de 24 de Setembro, sobre Fundos de Garantia de Depósitos em Caixas de Aforro e Cooperativas de Crédito, segundo a redacção dada pela sétima disposição adicional do Decreto-Lei Real 12/1995, de 28 de Dezembro, sobre medidas urgentes em matéria orçamental, tributária e financeira, assim como o artigo 3 do Decreto Real 2606/1996, de 20 de Dezembro, sobre os Fundos de Garantia de Depósitos de Entidades de Crédito, estabelecem as contribuições anuais das caixas de aforro para o Fundo de Garantia de Depósitos em Caixas de Aforro na base de cálculo de 2 por 1 000. Da mesma forma, autoriza-se o Ministro da Economia a reduzir essas contribuições quando o Fundo atingir um montante suficiente para o cumprimento dos seus propósitos.

Nesse sentido, a Portaria EHA/3515/2009, de 29 de Dezembro e publicada no B.O.E. [Boletim Oficial do Estado], de 31 de Dezembro de 2009, estabeleceu que o montante das contribuições das caixas de aforro para o Fundo de Garantia de Depósitos em Caixas de Aforro será aumentado até uma base de cálculo de 1 por mil, que será estimada de acordo com o previsto nos artigos 3 e 4 do Decreto Real 2606/1996, de 20 de Dezembro, sobre Fundos de Garantia de Depósitos em Entidades de Crédito. A presente Portaria entrou em vigor no dia da sua publicação no B.O.E., sendo, por isso, aplicável às contribuições que sejam pagas a

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partir da referida data (contribuições a realizar no exercício de 2010). No exercício de 2009, o montante das contribuições estava fixado numa base de cálculo de 0,4 por mil.

1.11 Informação exigida pela Lei 2/1981, de 25 de Março, da Regulação

do Mercado Hipotecário

Em conformidade com o previsto no Decreto Real 716/2009, de 24 de Abril, pelo qual se desenvolvem alguns aspectos da Lei 2/1981, de 25 de Março, de regulação do mercado hipotecário e outras normas do sistema hipotecário financeiro (“Decreto Real 716/2009) e a norma de desenvolvimento, consta-se que a 31 de Dezembro de 2009, a Caja mantém as seguintes emissões de cédulas hipotecárias:

EMISSOR Oferta pública (para investidores institucionais) Data de Desembolso Valor Nominal (milhares de Euros)

Cédulas Caja Carlet Não - 12 020

Cédulas Hipotecárias 3 Não 28/01/2008 250 000

Cédulas TDA 9 FTA Não 30/11/2007 500 000

AyT Cédulas Caja XI FTA Não 27/11/2007 350 000

Cédulas TDA 10 FTA Não 07/03/2008 500 000

AyT Cédulas Caja XVII FTA Não 31/03/2008 400 000

1ª cédulas nominativas Não 12/03/2008 20 000

Cédulas Hipotecárias 4 Não 11/04/2008 210 000

Cédulas Hipotecárias 5 Sim 19/05/2008 1 000 000

Cédulas TDA 12 FTA Não 26/06/2008 500 000

AyT Cédulas Caja XIX FTA Não 20/10/2008 400 000

Cédulas Hipotecárias 8 Não 05/11/2008 220 000

AyT Cédulas Caja XX FTA Não 24/11/2008 300 000

Cédulas TDA 13 FTA Não 05/12/2008 500 000

AyT Cédulas Caja XXI FTA Não 15/12/2008 300 000

Cédulas Hipotecárias 9 Não 29/12/2008 603 800

Cédulas Hipotecárias 10 Não 17/02/2009 463 100

Cédulas Hipotecárias 11 Não 23/02/2009 100 000

AyT Cédulas Caja XXIII FTA Não 15/06/2009 150 000

Cédulas Hipotecárias 12 Não 15/07/2009 150 000

AyT Cédulas Caja XXIV FTA Não 29/07/2009 150 000

Desta forma, de acordo com o Registro Contable Especial de Operaciones Hipotecarias [Registo Contabilístico Especial de Operações Hipotecárias], a carteira de empréstimos e créditos hipotecários da Caja, a 31 de Dezembro de 2009, é a seguinte:

 Valor nominal da totalidade da carteira de empréstimos e de créditos hipotecários pendentes: 32 447 388 milhares de euros.

 Valor nominal da totalidade da carteira de empréstimos e de créditos hipotecários elegíveis pendentes: 13 117 660 milhares de euros.

 Valor nominal dos activos de substituição, afectos a cada emissão de cédulas, e descriminação e a sua natureza: Não existem activos de substituição afectos à emissão de quaisquer Cédulas.

O montante pendente de cobrança (principal e juros adquiridos e pendentes de cobrança, registados ou não) dos créditos e empréstimos hipotecários elegíveis e o último justo valor das garantias afectas aos empréstimos e créditos (LTV):

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Milhares de Euros 2009 2008

Operações com LTV inferior a 50% 4 581 045 3 641 326

Operações com LTV entre 50% e 80% 8 290 553 6 828 025

Operações com LTV entre 80% e 100% 246 062 -

Total 13 117 660 10 469 351

A Caja não realizou qualquer emissão de obrigações hipotecárias. Os montantes da carteira de empréstimos e créditos hipotecários anteriores não incluem os empréstimos e créditos que foram cedidos através da emissão de participações hipotecárias ou certificados de transmissão de hipotecas.

O regime jurídico das cédulas hipotecárias emitidas espelha-se essencialmente na Lei 2/1981, de 25 de Março, da regulação do mercado hipotecário e no Decreto Real 716/2009, sendo valores cujo capital e juros estão especialmente assegurados, sem necessidade de inscrição de registo, por hipoteca sobre todas as que estão inscritas a favor da Bancaja (que não estejam afectos à emissão de obrigações hipotecárias nem cedidos através da emissão de participações hipotecárias ou de certificados de transmissão de hipoteca) e, se necessário, pelos activos de substituição e pelos fluxos económicos gerados pelos instrumentos financeiros derivados vinculados, se for o caso, em cada emissão. Gozam, ainda, de certas prerrogativas em caso de concurso da Caja, de acordo com o previsto na Lei Concursal 22/2003, de 9 de Julho.

As cédulas hipotecárias contêm o direito de crédito do seu possuidor perante a Caja, garantido como é indicado nos parágrafos anteriores, e incluem carácter executório para, após o seu vencimento, reclamar o pagamento ao emissor. Os possuidores dos referidos títulos têm o carácter de credores com a preferência especial assinalada no número 3 do artigo 1 923 do Código Civil perante quaisquer outros credores, no que diz respeito à totalidade dos empréstimos e dos créditos hipotecários inscritos a favor do emissor quando se refira a cédulas e em relação aos activos de substituição e aos fluxos económicos gerados pelos instrumentos financeiros derivados vinculados às emissões, caso existam. Os possuidores de cédulas, independentemente da sua data de emissão, têm a mesma prioridade sobre os empréstimos e créditos que as asseguram e, se existirem, sobre os activos de substituição e sobre os fluxos económicos gerados pelos instrumentos financeiros derivados vinculados às emissões.

Em caso de concurso, os possuidores de cédulas hipotecárias teriam o privilégio especial estabelecido no número 1 da secção 1 do artigo 90 da Lei Concursal 22/2003, de 9 de Julho. Sem prejuízo do anteriormente referido, seriam efectuados durante o concurso, de acordo com o previsto no número 7 da secção 2 do artigo 84 da Lei Concursal 22/2003, de 9 de Julho, e como créditos sobre a massa insolvente, os pagamentos correspondentes à amortização de capital e juros de cédulas hipotecárias emitidas e pendentes de amortização, à data de solicitação do concurso, até ao montante dos rendimentos recebidos pelo insolvente através de empréstimos e créditos hipotecários e, se existirem, dos activos de substituição que apoiam as cédulas e dos fluxos económicos gerados pelos instrumentos financeiros vinculados às emissões.

Se, por um desfasamento temporário, os rendimentos recebidos pelo insolvente forem insuficientes para cobrir os pagamentos mencionados no parágrafo anterior, a administração concursal deveria cobri-los através da liquidação dos activos de substituição afectos à emissão e, caso ainda não seja suficiente, deveria realizar operações de financiamento para cumprir a ordem de pagamento aos possuidores de títulos, sendo que o financiador assumiria a dívida na posição deles.

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Caso fosse necessário proceder-se de acordo com o referido no número 3 do artigo 155 da Lei Concursal 22/2003, de 9 de Junho, o pagamento a todos os titulares de cédulas emitidas pelo emissor seria efectuado pro rata, independentemente das datas de emissão dos seus títulos. Por fim, a Entidade e o seu Grupo dispõem de políticas de relação com as suas actividades no mercado hipotecário que asseguram o cumprimento da norma do mercado hipotecário aplicável.

1.12 Factos posteriores

Entre a data de fecho e a data de formulação destas contas anuais não houve nenhum acontecimento que as tivesse afectado de forma significativa.

2. Princípios e políticas de contabilidade e critérios de

avaliação aplicados

Na elaboração das contas anuais da Caja correspondentes ao exercício de 2009, aplicaram-se os seguintes princípios e políticas de contabilidade e critérios de avaliação:

2.1. Participações

2.1.1 Entidades Dependentes:

Consideram-se "entidades dependentes" aquelas sobre as quais a Caja tem poderes para exercer controlo; poderes esses que se manifestam, geralmente, mas não unicamente, pela propriedade, directa ou indirecta, de mais de 50% dos direitos de voto das entidades participadas ou, se esta percentagem for inferior ou nula, pela existência de outras circunstâncias ou acordos que outorgam o controlo à Caja.

Na Nota 12.1 são apresentadas detalhadamente as sociedades do Grupo com determinadas informações importantes sobre as mesmas. Da mesma maneira, é apresentada em detalhe a informação sobre as aquisições mais significativas de entidades dependentes que ocorreram no exercício de 2009, através das quais se adquiriu o controlo das mesmas, assim como sobre as alienações de participações no capital de entidades dependentes que ocorreram durante o exercício.

As participações em entidades do Grupo são apresentadas nestas contas anuais na epígrafe "Participações - Entidades do Grupo" do balanço e avaliadas pelo seu custo de aquisição, líquido em relação às deteriorações que, se for o caso, essas participações possam ter sofrido.

Quando, de acordo com o disposto na Circular 4/2004 do Banco de Espanha, de 22 de Dezembro, existem provas de deterioração das participações, o montante da referida deterioração é estimado como a diferença negativa entre o montante recuperável (calculado como o maior montante entre o justo valor da participação, menos os custos necessários para a sua venda; o seu valor em uso, definido como o valor actual dos fluxos de caixa que se esperam receber da participação em forma de dividendos e os correspondentes à sua alienação ou disposição por outros meios) e o seu valor contabilístico. As perdas por deterioração das participações e as recuperações das referidas perdas são registadas, com encargo ou depósito respectivamente, na epígrafe "Perdas por Deterioração dos restantes activos (líquido)" da conta de perdas e ganhos. A Caja contabilizou, na epígrafe "Perdas por deterioração dos restantes activos (líquido) - Outros activos" da conta de perdas e ganhos do exercício de 2009 em anexo, um

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montante de 122 439 milhares de euros por deterioração de participações em empresas do Grupo (ver Nota 12).

Os dividendos adquiridos no exercício por estas participações são registados na epígrafe "Rendimento de Instrumentos de Capital" da conta de perdas e ganhos.

2.1.2 Negócios conjuntos:

Um negócios conjunto é um acordo contratual em virtude do qual duas ou mais entidades, denominadas participantes, empreendem uma actividade económica que se submete a controlo conjunto, ou seja, a um acordo contratual para dividir o poder de direcção das políticas financeiras e de exploração de uma entidade, ou outra actividade económica, com a finalidade de beneficiar das suas operações, e no qual se requer consentimento unânime de todos os participantes para a tomada de decisões estratégicas, tanto de carácter financeiro como operacional.

Os activos e passivos atribuídos às operações conjuntas e os activos que se controlam conjuntamente com outros participantes apresentam-se classificados no balanço de acordo com a sua natureza específica. Da mesma forma, os rendimentos e gastos com origem em negócios conjuntos apresentam-se na conta de perdas e ganhos conforme a sua própria natureza.

Da mesma forma, também se consideram "Negócios conjuntos" as participações em entidades que, não sendo dependentes, são controladas conjuntamente por duas ou mais entidades não vinculadas entre si.

Na Nota 12.2 é apresentada a descrição das sociedades do grupo, juntamente com informação significativa sobre as mesmas. Da mesma forma, é fornecida informação detalhada sobre as aquisições mais significativas que ocorreram no exercício de 2009, de negócios conjuntos e de novas participações no capital de entidades que já tinham esta condição de negócio conjunto no início do exercício, assim como sobre as alienações de participações no capital de entidades consideradas negócios conjuntos que ocorreram durante o exercício.

As participações da Caja em entidades consideradas como "Negócios conjuntos" são apresentadas nestas contas anuais na epígrafe "Participações - Entidades multigrupo" do balanço e avaliadas pelo seu custo de aquisição, líquido em relação às deteriorações que, se for o caso, essas participações possam ter sofrido.

Quando, de acordo com o disposto na Circular 4/2004 do Banco de Espanha, de 22 de Dezembro, existem provas de deterioração das participações, o montante da referida deterioração é estimado como a diferença negativa entre o montante recuperável (calculado como o maior montante entre o justo valor da participação, menos os custos necessários para a sua venda; o seu valor em uso, definido como o valor actual dos fluxos de caixa que se esperam receber da participação em forma de dividendos e os correspondentes à sua alienação ou disposição por outros meios) e o seu valor contabilístico. As perdas por deterioração das participações e as recuperações das referidas perdas são registadas, com encargo ou depósito respectivamente, na epígrafe "Perdas por Deterioração dos restantes activos (líquido)" da conta de perdas e ganhos. Os dividendos adquiridos no exercício por estas participações são registados na epígrafe "Rendimento de Instrumentos de Capital" da conta de perdas e ganhos.

2.1.3 Entidades associadas:

Consideram-se entidades associadas aquelas sobre as quais a Caja tem o poder de exercer uma influência significativa, ainda que não constituam uma unidade de decisão

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juntamente com a Caja nem se encontrem sob controlo conjunto. Habitualmente, estes poderes manifestam-se numa participação (directa ou indirecta) igual ou superior a 20% dos direitos de voto da entidade participada.

Na Nota 12.3 é apresentada a descrição das entidades associadas, juntamente com informações importantes sobre as mesmas. Da mesma maneira, é apresentada em detalhe a informação sobre as aquisições mais significativas de entidades associadas que ocorreram no exercício de 2009, assim como sobre as alienações de participações no capital das entidades desse tipo que ocorreram durante o exercício.

As participações em entidades consideradas como “Entidades associadas” são apresentadas nestas contas anuais na epígrafe “Participações - Entidades associadas” do balaço e avaliadas pelo seu custo de aquisição, líquido em relação a deteriorações que, neste caso, essas participações possam ter sofrido.

Quando, de acordo com o disposto na Circular 4/2004 do Banco de Espanha, de 22 de Dezembro, existem provas de deterioração das participações, o montante da referida deterioração é estimado como a diferença negativa entre o montante recuperável (calculado como o maior montante entre o justo valor da participação, menos os custos necessários para a sua venda; o seu valor em uso, definido como o valor actual dos fluxos de caixa que se esperam receber da participação em forma de dividendos e os correspondentes à sua alienação ou disposição por outros meios) e o seu valor contabilístico. As perdas por deterioração das participações e as recuperações das referidas perdas são registadas, com encargo ou depósito respectivamente, na epígrafe "Perdas por Deterioração dos restantes activos (líquido)" da conta de perdas e ganhos. Os dividendos adquiridos no exercício por estas participações são registados na epígrafe "Rendimento de Instrumentos de Capital" da conta de perdas e ganhos.

Em aplicação da norma vigente, os Administradores da Caja formularam simultaneamente as contas anuais individuais do exercício de 2009, as contas anuais consolidadas do Grupo correspondentes ao referido exercício, preparadas em conformidade com as Normas Internacionais de Informação Financeira adoptadas pela União Europeia. O montante total dos activos e do património líquido consolidado do Grupo, no fecho do exercício de 2009, ascende aos 111 459 177 e aos 5 512 240 milhares de euros, respectivamente, e o lucro líquido consolidado do exercício de 2009 atribuído ao Grupo ascende aos 370 383 milhares de euros.

2.2 Instrumentos financeiros

2.2.1 Registo inicial de instrumentos financeiros

Os instrumentos financeiros são registados inicialmente no balanço quando a Caja é convertida numa parte do contrato que os origina, de acordo com as condições do referido contrato. Concretamente, os instrumentos de dívida, como os créditos e os depósitos de numerário, são registados a partir da data em que se verifica o direito legal a receber, ou a obrigação legal de pagar, a caixa. Por sua vez, os derivados financeiros, com carácter geral, são registados à data da sua contratação.

As operações de compra e venda de activos financeiros instrumentadas através de contratos convencionais, entendidos como os contratos nos quais as obrigações recíprocas das partes devem ser consumadas dentro de uma janela temporal estabelecida pelos regulamentos ou pelas convenções do mercado e que não podem ser liquidadas por diferenças, tais como os contratos das bolsas de valores ou as compras e vendas a prazo de divisas, são registadas desde a data na qual os benefícios, riscos, direitos e deveres inerentes a todos os proprietários sejam da parte compradora que, dependendo do tipo de activo financeiro comprado ou vendido, possa ser a data de

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contratação ou a data de liquidação ou entrega. Em particular, as operações realizadas no mercado de câmbios são registadas na data da liquidação; as operações realizadas com instrumentos de capital negociados em mercados secundários de valores espanhóis são registados na data de contratação e as operações realizadas com instrumentos de dívida negociados em mercados secundários de valores espanhóis registam-se na data de liquidação.

2.2.2 Redução dos instrumentos financeiros

Um activo financeiro dá baixa do balanço quando ocorre alguma das seguintes circunstâncias:

 Os direitos contratuais sobre os fluxos de caixa que geraram expiraram;

 Transfere-se o activo financeiro e transmitem-se substancialmente os riscos e benefícios do activo financeiro ou, ainda que não tenha existido transmissão ou retenção substancial destes, transmite-se o controlo do activo financeiro (ver Nota 2.7).

Por sua vez, dá-se baixa no balanço de um passivo financeiro quando se extinguiram as obrigações por ele geradas ou quando é readquirido por parte da Caja, quer com a intenção de o recolocar novamente, quer com a intenção de o cancelar.

2.2.3 Justo valor e custo amortizado dos instrumentos financeiros

No reconhecimento inicial no balanço, todos os instrumentos financeiros são registados pelo seu justo valor que, salvo prova em contrário, é o preço da transacção. Depois da contabilização inicial, numa determinada data, entende-se por justo valor de um instrumento financeiro, o montante pelo qual poderia ser comprado ou vendido, nessa data, entre as duas partes, devidamente informadas, numa transacção realizada em condições de independência mútua. A referência mais objectiva e habitual do justo valor de um instrumento financeiro é o preço que se pagaria por ele num mercado organizado, transparente e profundo ("preço de cotação" ou "preço de mercado").

Quando não existe preço de mercado para um determinado instrumento financeiro, recorre-se, para estimar o seu justo valor, ao estabelecido em transacções recentes de instrumentos análogos e, à falta delas, a modelos de avaliação suficientemente contrastados pela comunidade financeira internacional; tendo-se em consideração as particularidades específicas do instrumento a avaliar e, muito especialmente, os diferentes tipos de riscos que o instrumento tem associados. A maioria dos instrumentos financeiros, excepto os derivados OTC, está avaliada de acordo com cotações de mercados activos.

O justo valor dos derivados financeiros negociados em mercados organizados, transparentes e profundos, incluídos nas carteiras de negociação é assimilado à sua cotação diária e se, por razões excepcionais, não se puder estabelecer a sua cotação numa dada data, recorre-se a métodos similares aos utilizados para avaliar os derivados não negociados em mercados organizados.

O justo valor dos derivados não negociados em mercados organizados ou negociados em mercados organizados pouco profundos ou transparentes é assimilado à soma dos fluxos de caixa futuros com origem no instrumento, descontados à data da avaliação ("valor actual" ou "fecho teórico"); sendo utilizados no processo de avaliação, métodos reconhecidos pelos mercados financeiros: "valor actual líquido" (VAL), modelos de determinação de preços de opções, etc.

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Apesar do anteriormente exposto, para determinados activos e passivos financeiros, o critério de reconhecimento no balanço é o do custo amortizado. Este critério aplica-se aos activos financeiros incluídos na carteira de "Investimentos a crédito" e "Carteira de investimento a vencimento" e, no que diz respeito aos passivos financeiros, os registados como "Passivos financeiros ao custo amortizado".

Entende-se por custo amortizado o custo de aquisição de um activo ou passivo financeiro corrigido (para mais ou para menos, conforme o caso) pelos reembolsos do principal e dos juros e, mais ou menos, segundo o caso, a parte imputada na conta de perdas e ganhos, através da utilização do método de taxa de juro efectiva, da diferença entre o montante inicial e o valor de reembolso dos referidos instrumentos financeiros. No caso dos activos financeiro, o custo amortizado inclui, ainda, as correcções ao seu valor, motivadas pela deterioração que experimentaram.

A taxa de juro efectiva é a taxa de actualização que iguala exactamente o valor inicial de um instrumento financeiro à totalidade dos seus fluxos de caixa, estimados por todos os conceitos ao longo da sua vida remanescente. Para os instrumentos financeiros a taxa de juro fixa, a taxa de juro efectiva coincide com a taxa de juro contratual estabelecida no momento da sua aquisição, ajustada, neste caso, pelas comissões e pelos custos de transacção que, de acordo com o disposto na Circular 4/2004 do Banco de Espanha, de 22 de Dezembro, devem ser incluídas no cálculo da referida taxa de juro efectiva. Nos instrumentos financeiros a taxa de juro variável, a taxa de juro efectiva é estimada de maneira análoga às operações de taxa de juro fixa, sendo recalculada em cada data de revisão da taxa de juro contratual da operação, atendendo às variações que os fluxos de caixa futuros tenham sofrido.

Parte dos activos e passivos financeiros contidos nestes capítulos estão incluídos em algumas das micro-coberturas geridas pela Caja e, portanto, figuram no balanço ao seu justo valor correspondente ao risco coberto.

Uma parte importante dos restantes activos e de alguns passivos é a taxa variável com revisão anual da taxa de juro aplicável, pelo que o justo valor destes activos, como consequência exclusiva dos movimentos das taxas de juro de mercado, não será significativamente diferente da registada no balanço.

Os restantes activos e passivos são a taxa fixa; destes, uma parte significativa tem um vencimento residual inferior a um ano e, portanto, como ocorre no parágrafo anterior, o seu justo valor, como consequência exclusiva de movimentos nas taxas de juro de mercado, não é significativamente diferente do registado no balanço.

Os montantes dos activos e passivos que não se incluem nos parágrafos anteriores, ou seja, os que possuem taxa fixa com vencimento residual superior a 1 ano e não são cobertos, são pouco significativos em relação ao total de cada capítulo pelo que o Grupo considera que o seu justo valor, como consequência exclusiva dos movimentos das taxas de juro do mercado, não será significativamente diferente do registado no balanço. Sobre o justo valor dos activos classificados na "Carteira de Investimento a Vencimento" e no "Activo corpóreo" é feita menção na Nota 22.

2.2.4 Classificação e avaliação dos activos e passivos financeiros

Os instrumentos financeiros são classificados, no balanço da Caja, de acordo com as categorias que se apresentam relacionadas a seguir:

 Activos e passivos financeiros ao justo valor com variações em perdas e ganhos: nesta categoria são integrados os instrumentos financeiros classificados como carteira de negociação, assim como outros activos e passivos classificados ao justo valor com variações em perdas e ganhos:

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• Consideram-se activos financeiros incluídos na "Carteira de negociação" aqueles que são adquiridos com a intenção de realização a curto prazo ou que fazem parte de uma carteira de instrumentos financeiros identificados e geridos conjuntamente, para a qual há provas de actuações recentes para obter ganhos a curto prazo, e os instrumentos derivados que não tenham sido designados como instrumentos de cobertura, incluindo aqueles segregados de instrumentos financeiros híbridos, em aplicação do disposto na circular 4/2004 do Banco de Espanha, de 22 de Dezembro.

• Consideram-se passivos financeiros incluídos na "Carteira de negociação" aqueles que se emitiram com intenção de serem readquiridos num futuro próximo ou fazem parte de uma carteira de instrumentos financeiros identificados ou geridos conjuntamente, para a qual há provas de acções recentes para obter ganhos a curto prazo; as posições curtas quanto ao valor fruto de vendas de activos adquiridos temporariamente com acordo de reaquisição não opcional ou de valores recebidos em empréstimo e os instrumentos derivados que não tenham sido designados como instrumentos de cobertura, incluindo aqueles segregados de instrumentos financeiros híbridos em aplicação do disposto na Circular 4/2004 do Banco de Espanha, de 22 de Dezembro.

• Consideram-se outros activos/passivos financeiros ao justo valor com variações em perdas e ganhos aqueles activos/passivos financeiros designados como tal desde o seu reconhecimento inicial, cujo justo valor pode ser estimado de maneira fiável e que cumprem algumas das seguintes condições:

- No caso de instrumentos financeiros híbridos em relação aos quais seja obrigatório separar o derivado ou derivados implícitos do instrumento financeiro principal, em relação aos quais não seja possível realizar uma estimativa fiável ao justo valor do derivado ou derivados implícitos.

- No caso de instrumentos financeiros híbridos em relação aos quais seja obrigatório segregar o derivado ou derivados implícitos, optou-se por classificar, desde o seu reconhecimento inicial, o instrumento financeiro híbrido no seu conjunto, nesta categoria, cumprindo-se para tal as condições estabelecidas na norma em vigor, de que o derivado ou derivados implícitos modificam de maneira significativa os fluxos de caixa que o instrumento financeiro principal tivesse tido, se tivesse sido considerado de maneira independente do derivado ou derivados implícitos, e de que exista obrigação de separar contabilisticamente o derivado ou derivados implícitos do instrumento financeiro principal.

- Quando, ao classificar um activo/passivo financeiro nesta categoria se obtiver informação mais relevante, devido a serem eliminadas ou significativamente reduzidas as inconsistências no reconhecimento ou avaliação (também denominadas assimetrias contabilísticas) que surgiriam na avaliação de activos ou passivos ou pelo reconhecimento dos seus ganhos ou perdas com diferentes critérios.

- Quando, ao classificar um activo/passivo financeiro nesta categoria se obtiver informação mais relevante, devido a existir um grupo de activos/passivos financeiros, e se forem geridos e o seu rendimento for avaliado com base no seu justo valor, de acordo com uma estratégia de gestão de risco ou de investimento documentada e seja facilitada informação do referido grupo também sobre a base do justo valor ao pessoal chave da direcção da Caja.

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Os instrumentos financeiros classificados como ao justo valor com variações em perdas e ganhos avaliam-se inicialmente ao seu justo valor, registando-se posteriormente as variações ocorridas no referido justo valor com contrapartida no capítulo "Resultados de Operações Financeiras - Carteira de Negociação" da conta de perdas e ganhos, com excepção das variações no referido valor devido aos rendimentos adquiridos de instrumentos financeiros diferentes dos derivados de negociação, que se registam nas epígrafes "Juros e Rendimentos Assimilados", "Juros e Encargos Assimilados" ou "Rendimento de Instrumentos de capital" da referida conta de perdas e ganhos, tendo em conta a sua natureza. Os rendimentos dos instrumentos de dívida incluídos nesta categoria calculam-se aplicando o método da taxa de juro efectiva.

Apesar do anteriormente referido, os derivados financeiros que têm como activo subjacente instrumentos de capital cujo justo valor não pode ser determinado de forma suficientemente objectiva e se liquidam através da entrega dos mesmos, aparecem avaliados nas presentes contas anuais pelo seu custo.

 Carteira de investimento a vencimento: nesta categoria são incluídos valores representativos de dívida negociados em mercados organizados, com vencimento fixo e fluxos de caixa de montante determinado ou determinável que a Caja mantém, desde o início e em qualquer data posterior, com intenção e com a capacidade financeira de os manter até ao seu vencimento.

Os valores representativos de dívida incluídos nesta categoria são inicialmente avaliados ao seu justo valor, ajustado pelo montante dos custos de transacção que sejam directamente atribuíveis à aquisição do activo financeiro, os quais serão imputados à conta de perdas e ganhos através de aplicação do método da taxa de juro efectiva definida na Circular 4/2004 do Banco de Espanha, de 22 de Dezembro. Posteriormente são avaliados ao seu custo amortizado, calculado através da aplicação da taxa de juro efectiva dos mesmos.

Os juros adquiridos por estes valores, calculados através da aplicação do método da taxa de juro efectiva, são registados no capítulo "Juros e Rendimentos Assimilados" da conta de perdas e ganhos. As diferenças de câmbio dos valores denominados numa moeda diferente do euro incluídas nesta carteira são registadas de acordo com o disposto na Nota 2.4. As possíveis perdas por deterioração sofridas por estes valores são registadas de acordo com o disposto na Nota 2.9.

 Investimentos a crédito: Nesta categoria são incluídos os valores representativos de dívida não cotados, o financiamento concedido a terceiros com origem nas actividades típicas de crédito e empréstimo realizados pela Caja e as dívidas contraídas com ela, pelos compradores de bens e pelos utilizadores dos serviços que presta. Também são incluídos nesta categoria os montantes a cobrar pelas operações de arrendamento financeiro nas quais a Caja actua como arrendatário.

Os activos financeiros incluídos nesta categoria são avaliados inicialmente pelo seu justo valor, ajustado pelo montante das comissões e dos custos de transacção que sejam directamente atribuíveis à aquisição do activo financeiro, e que, de acordo com o disposto na Circular 4/2004 do Banco de Espanha, de 22 de Dezembro, devam ser imputadas à conta de perdas e ganhos através da aplicação do método da taxa de juro efectiva até ao seu vencimento. Após a sua aquisição, os activos incluídos nesta categoria são avaliados ao seu custo amortizado.

Os activos adquiridos com desconto contabilizam-se pelo montante desembolsado e pela diferença entre o seu valor de reembolso, e o referido montante desembolsado é reconhecido como rendimento financeiro, em conformidade com as taxas de juro efectivas durante o período que resta até ao seu vencimento.

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Em termos gerais, é intenção da Caja manter os empréstimos e créditos que tem concedidos até ao seu vencimento final, razão pela qual os mesmos se apresentam no balanço ao seu custo amortizado.

Os juros adquiridos por estes valores, calculados através da aplicação do método da taxa de juro efectiva, são registados no capítulo "Juros e Rendimentos Assimilados" da conta de perdas e ganhos. As diferenças de câmbio dos valores denominados numa moeda diferente do euro incluídas nesta carteira são registadas de acordo com o disposto na Nota 2.4. As possíveis perdas por deterioração sofridas por estes valores são registadas de acordo com o disposto na Nota 2.9. Os instrumentos de dívida incluídos em operações de cobertura de justo valor são registados de acordo com o disposto na Nota 2.3.

 Activos financeiros disponíveis para venda: Nesta categoria são incluídos os valores propriedade da Caja de representativos de dívida não classificados como investimento a vencimento, como investimentos a crédito, ou ao justo valor com variações em perdas e ganhos, e os instrumentos de capital propriedade da Caja correspondentes a entidades que não sejam do Grupo, negócios conjuntos ou associadas e que não tenham sido classificados ao justo valor com variações em perdas e ganhos.

Os instrumentos incluídos nesta categoria são avaliados inicialmente ao seu justo valor, ajustado pelo montante dos custos de transacção que sejam directamente atribuíveis à aquisição do activo financeiro, os quais serão imputados à conta de perdas e ganhos através da aplicação do método da taxa de juro efectiva, definida na Circular 4/2004 do Banco de Espanha, de 22 de Dezembro até ao seu vencimento, excepto se os activos financeiros não tiverem vencimento fixo, caso em que serão imputados à conta de perdas e ganhos quando ocorrer a sua deterioração ou ocorrer a sua baixa do balanço. Após a sua aquisição, os activos financeiros incluídos nesta categoria são avaliados ao seu justo valor.

Apesar do anterior, os instrumentos de capital cujo justo valor não possa ser determinado de forma suficientemente objectiva aparecem avaliados nestas contas anuais pelo seu custo, líquido das possíveis deteriorações do seu valor, calculados de acordo com os critérios explicados na Nota 2.9.

As variações que ocorrerem no justo valor dos activos financeiros classificados como disponíveis para venda correspondentes aos seus juros ou dividendos adquiridos, são registados com contrapartida no capítulo "Juros e Rendimentos Assimilados" (calculados mediante a aplicação do método da taxa de juro efectiva) e na epígrafe "Rendimento de Instrumentos de capital" da conta de perdas e ganhos, respectivamente. As perdas por deterioração que estes instrumentos possam sofrer, contabilizam-se de acordo com o disposto na nota 2.9. As diferenças de câmbio dos activos financeiros denominados numa moeda diferente do euro são registados de acordo com o disposto na Nota 2.4. As variações ocorridas no justo valor dos activos financeiros, incluídos nesta categoria, cobertos em operações de cobertura ao justo valor são avaliados de acordo com o disposto na Nota 2.3.

As restantes variações que ocorram no justo valor dos activos financeiros classificados como disponíveis para venda a partir do momento da sua aquisição são contabilizados com contrapartida no património líquido da Caja na epígrafe "Património Líquido – Acertos por avaliação - Activos financeiros disponíveis para venda", líquidos do efeito fiscal, até ao momento em que ocorre a baixa do activo financeiro, momento em que o saldo registado na referida epígrafe é registado na conta de perdas e ganhos na epígrafe "Resultados de Operações Financeiras (líquido)".

 Passivos financeiros ao custo amortizado: nesta categoria de instrumentos financeiros incluem-se aqueles passivos financeiros que não foram incluídos em nenhuma das categorias anteriores.

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Os passivos financeiros incluídos nesta categoria são avaliados inicialmente ao seu justo valor, ajustado pelo montante dos custos de transacção que sejam directamente atribuíveis à emissão ou contratação do passivo financeiro, os quais serão imputados à conta de perdas e ganhos através de aplicação do método da taxa de juro efectiva definida na Circular 4/2004 do Banco de Espanha, de 22 de Dezembro, até ao seu vencimento. Posteriormente são avaliados ao seu custo amortizado, calculado através da aplicação do método da taxa de juro efectiva definida na Circular 4/2004 do Banco de Espanha.

Os juros adquiridos por estes valores, calculados através da aplicação do método da taxa de juro efectiva, são registados no capítulo "Juros e Encargos Assimilados" da conta de perdas e ganhos. As diferenças de câmbio dos valores denominados numa moeda diferente do euro incluídas nesta carteira são registadas de acordo com o disposto na Nota 2.4. Os passivos financeiros, incluídos nesta categoria, em operações de cobertura de justo valor são registados de acordo com o disposto na Nota 2.3. Apesar do anteriormente referido, os instrumentos financeiros que devem ser considerados como activos não correntes em venda, de acordo com a Norma 34 da Circular 4/2004 do Banco de Espanha, de 22 de Dezembro, apresentam-se registados nas contas anuais de acordo com os critérios explicados na Nota 2.19.

2.2.5 Reclassificação entre carteiras de instrumentos financeiros

As reclassificações entre carteiras de instrumentos financeiros realizam-se exclusivamente, se for o caso, de acordo com os seguintes pressupostos:

a) A menos que se verifiquem as circunstâncias excepcionais indicadas na letra d) seguinte, os instrumentos financeiros classificados como "Ao justo valor com variações em perdas e ganhos" não podem ser reclassificados nem dentro nem fora desta categoria de instrumentos financeiros, uma vez adquiridos, emitidos ou assumidos: b) Se um activo financeiro, como consequência de uma variação na intenção ou na

capacidade financeira deixa de ser classificado na carteira de investimento a vencimento, a categoria é reclassificada como «Activos financeiros disponíveis para venda". Neste caso, será aplicado o mesmo tratamento à totalidade dos instrumentos financeiros classificados na carteira de investimento a vencimento, excepto se a referida reclassificação se encontrar nas hipóteses permitidas pela norma aplicável (vendas muito próximas do vencimento, ou uma vez cobrada praticamente a totalidade do principal do activo financeiro, etc.).

Durante o exercício de 2009 não se realizou qualquer venda não permitida pela norma aplicável de activos financeiros classificados como carteira de investimentos a vencimento.

c) Como consequência de uma alteração na intenção ou na capacidade financeira da Caja ou, uma vez decorridos os dois exercícios de penalização estabelecidos pela norma aplicável para a hipótese de venda de activos financeiros classificados na carteira de investimento a vencimento, os activos financeiros (instrumentos de dívida) incluídos na categoria de "activos financeiros disponíveis para venda" poderão ser reclassificados para a «Carteira de investimento a vencimento". Neste caso, o justo valor destes instrumentos financeiros à data da transferência passa a ser convertido no seu novo custo amortizado e a diferença entre este montante e o seu valor de reembolso é imputado à conta de perdas e ganhos, aplicando o método da taxa de juro efectiva durante a vida residual do instrumento.

Durante o exercício de 2009 não se realizou nenhuma reclassificação como as descritas no parágrafo anterior. A alteração no saldo da epígrafe carteira de

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investimento a vencimento, durante o exercício de 2009, deve-se exclusivamente à amortização dos títulos que alcançaram o seu vencimento.

d) Um activo financeiro que não seja um instrumento financeiro derivado poderá ser classificado fora da carteira de negociação, se deixar de ser mantido com o objectivo da sua venda ou recompra a curto prazo, sempre que ocorra alguma das seguintes circunstâncias:

a. Em circunstâncias raras e excepcionais, salvo se se tratarem de activos susceptíveis de serem incluídos na categoria de investimentos a crédito. Para esse efeito, as circunstâncias raras e excepcionais são aquelas que surgem de uma ocorrência particular, que não é usual e é altamente improvável que se volte a repetir num futuro próximo.

b. Quando a entidade tiver a intenção e a capacidade financeira para manter o activo financeiro num futuro previsível ou até ao seu vencimento, sempre que no seu reconhecimento inicial tiver cumprido com a definição de investimento a crédito. Ao ocorrerem estas situações, a reclassificação do activo é realizada ao seu justo valor no dia da reclassificação, sem reverter os resultados e considerando este valor como o seu custo amortizado. Os activos reclassificados desta maneira nunca são reclassificados novamente na categoria de "carteira de negociação".

Durante o exercício de 2009 não se realizou nenhuma reclassificação de activos financeiros incluídos na carteira de negociação.

2.3 Coberturas contabilísticas e mitigação de riscos

A Caja utiliza derivados financeiros como parte da sua estratégia para diminuir a sua exposição aos riscos das taxas de juro e da taxa de câmbio da moeda estrangeira, entre outros. Quando estas operações cumprem determinados requisitos, estabelecidos nas Normas 31 ou 32 da Circular 4/2004 do Banco de Espanha, de 22 de Dezembro, as referidas operações são consideradas como operações de "cobertura".

Quando a Caja designa uma operação como sendo de cobertura, fá-lo a partir do momento inicial das operações ou dos instrumentos incluídos na referida cobertura, documentando a referida operação de cobertura de maneira adequada. Na documentação destas operações de cobertura são adequadamente identificados o instrumento ou instrumentos cobertos e o instrumento ou instrumentos de cobertura, para além da natureza do risco que se pretende cobrir, assim como os critérios ou métodos seguidos pela Caja para avaliar a eficácia da cobertura ao longo de toda a duração da mesma, dependendo do risco que se pretende cobrir.

A Caja só considera como operações de cobertura, aquelas que são consideradas altamente eficazes ao longo de toda a duração das mesmas. Uma cobertura é considerada altamente eficaz se durante o prazo previsto de duração da mesma, as variações que ocorrerem no justo valor ou nos fluxos de caixa atribuídos ao risco coberto na operação de cobertura do instrumento ou dos instrumentos financeiros cobertos forem compensados praticamente na totalidade, pelas variações no justo valor ou nos fluxos de caixa, conforme o caso, do instrumento ou dos instrumentos de cobertura.

Para medir a efectividade das operações de cobertura definidas como tal, a Caja analisa se, desde o início e até ao final do prazo definido para a operação de cobertura, se pode esperar que seja provável que as variações no justo valor ou nos fluxos de caixa da rubrica coberta que sejam atribuíveis ao risco coberto sejam compensados quase completamente pelas variações no justo valor ou nos fluxos de caixa, conforme o caso, do instrumento ou instrumentos de cobertura e que, retrospectivamente, os resultados da cobertura tenham

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oscilado dentro de um intervalo de variação de oitenta a cento e vinte e cinco por cento relativamente ao resultado da rubrica coberta.

As operações de cobertura realizadas pela Caja classificam-se nas seguintes categorias:  Coberturas ao justo valor: cobrem a exposição à variação no justo valor dos activos e

passivos financeiros ou de compromissos executados ainda não reconhecidos, ou de uma porção identificada dos referidos activos, passivos ou compromissos definitivos, atribuível a um risco em particular e sempre que afectem a conta de perdas e ganhos.

 Coberturas de fluxos de caixa: cobrem a variação dos fluxos de caixa que se atribui a um risco particular associado a um activo ou passivo financeiro ou uma transacção prevista altamente provável, sempre que possa afectar a conta de perdas e ganhos.

No que se refere especificamente aos instrumentos financeiros designados como rubricas cobertas e de cobertura contabilística, as diferenças de avaliação registam-se segundo os seguintes critérios:

 Nas coberturas de justo valor, as diferenças produzidas tanto nos elementos de cobertura como nos elementos cobertos, no que se refere ao tipo de risco coberto, reconhecem-se directamente na conta de perdas e ganhos.

 Nas coberturas dos fluxos de caixa, as diferenças de avaliação que surgem na parte da cobertura eficaz dos elementos de cobertura são registadas provisoriamente na epígrafe do património líquido "Acertos por Avaliação - Coberturas de fluxos de caixa". Os instrumentos financeiros cobertos neste tipo de operações de cobertura são registados de acordo com os critérios explicados na Nota 2.2 sem qualquer alteração aos mesmos, pelo facto de terem sido considerados como os instrumentos cobertos.

Nas coberturas de fluxos de caixa, com carácter geral, as diferenças de avaliação dos instrumentos de cobertura, na parte eficaz da cobertura, não se reconhecem como resultados na conta de perdas e ganhos até que as perdas ou ganhos do elementos coberto sejam registados nos resultados. Se a cobertura corresponder a uma transacção prevista altamente provável de terminar no reconhecimento de um activo ou passivo não financeiro, esta será registada como parte do custo de aquisição ou emissão quando o activo for adquirido ou assumido.

As diferenças na avaliação do instrumento de cobertura correspondentes à parte ineficiente das operações de coberturas dos fluxos de caixa são registadas directamente no capítulo "Resultados de Operações Financeiras (líquido)" da conta de perdas e ganhos.

A Caja interrompe a contabilização das operações de cobertura como tal, quando o instrumento de cobertura vence ou é vendido, quando a operação de cobertura deixa de cumprir os requisitos para ser considerada como tal, ou quando se procede à revogação da consideração de cobertura da operação.

Quando, de acordo com o disposto no parágrafo anterior, ocorrer a interrupção da operação de cobertura ao justo valor, no caso de rubricas cobertas avaliadas ao custo amortizado, os acertos no seu valor realizados devido à aplicação da contabilidade de coberturas acima descritas, são imputados à conta de resultados até ao vencimento dos instrumentos cobertos, aplicando a taxa de juro efectiva recalculada na data de interrupção da referida operação de cobertura.

Por outro lado, se ocorrer a interrupção de uma operação de cobertura dos fluxos de caixa, o resultado acumulado do instrumento de cobertura registado na epígrafe "Património líquido - Acertos por Avaliação - Cobertura dos fluxos de caixa" do património líquido do balanço permanecerá registado na referida epígrafe até que a transacção prevista coberta ocorra, momento no qual se imputará à conta de perdas e ganhos, ou corrigirá o custo de aquisição

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do activo ou passivo a registar, se a rubrica coberta for uma transacção prevista que culmine com o registo de um activo ou passivo financeiro.

Os derivados implícitos noutros instrumentos financeiros ou noutros contratos, registam-se separadamente como derivados quando os seus riscos e características não estão directamente relacionados com os do instrumento ou contrato principal, e sempre que se possa dar um justo valor fiável ao derivado implícito considerado de forma independente. O reconhecimento do benefício pela distribuição de produtos derivados a clientes não se realiza no momento inicial mas é periodizado de maneira linear até ao vencimento da operação.

A Caja possui determinados instrumentos financeiros derivados, com a finalidade de mitigar determinados riscos inerentes à sua actividade, que não cumprem as condições para serem considerados como operações de cobertura. Em particular, a Caja tem contratadas determinadas operações de permutas financeiras de taxa de juros (IRS) através das quais é coberto o risco de juro das operações com as quais estão relacionadas. Estes instrumentos derivados são contabilizados pela Caja como derivados de negociação.

Para além das operações de cobertura anteriormente descritas, a Caja realiza operações de cobertura de um determinado número de activos financeiros (ou passivos financeiros) que fazem parte do conjunto de instrumentos da carteira mas que não são instrumentos concretos.

Nas coberturas de justo valor do risco da taxa de juros de um determinado montante de activos ou passivos financeiros, os ganhos ou perdas que surgem ao avaliar os instrumentos de cobertura são directamente reconhecidos na conta consolidada de perdas e ganhos, na epígrafe “Resultado das operações financeiras (líquido)”, enquanto os ganhos ou perdas devido a alterações no justo valor do montante coberto, no respeitante ao risco coberto, são reconhecidas na conta consolidada de perdas e ganhos utilizando como contrapartida as epígrafes “Acertos a activos financeiros por macro-coberturas de justo valor” ou “Acertos a passivos financeiros por macro-coberturas de justo valor”, se aplicável.

2.4 Operações em moeda estrangeira

2.4.1. Moeda funcional:

A moeda funcional da Caja é o euro. Consequentemente, todos os saldos e transacções denominados em moedas diferentes do euro são considerados denominados em "moeda estrangeira".

A discriminação, a 31 de Dezembro de 2009 e de 2008, do seu valor de troca em milhares de euros dos principais saldos do activo e passivo do balanço mantidos em moeda estrangeira, atendendo à natureza das rubricas que os integram e às divisas mais significativas nas quais se encontram denominados é a seguinte:

Referências

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