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Relatório Social 2007

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Relatório Social 2007

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Sumário

Membros Associados do ONS Integrantes do Conselho

Conselho de Administração Conselho Fiscal

Diretoria do ONS

Mensagem do Diretor Geral Apresentação

O Operador Nacional do Sistema Elétrico

e a sua Responsabilidade Social

Energia e Responsabilidade Social Um Operador para muitos

Quem participa do ONS Premissas estratégicas 04 11 11 12 12 13 14 15 16 18 20 23

(3)

3

Responsabilidade Social do ONS

Governança e valorização de pessoas

Pesquisa de Clima Organizacional e Integração: um lugar cada vez melhor para trabalhar Desenvolvimento Gerencial: ONS investe na capacitação das gerências

Performance Organizacional, Acordo Coletivo e Promoção: valorizando os colaboradores

Avaliação de desempenho: comprometimento e responsabilidade são a marca do Operador Treinamento: ONS aposta na capacitação e atualização contínuas

Programa Construir: renovando a equipe e formando profissionais Cipa/Sipat/Saúde: de olho na saúde

Endomarketing: um ano de muita energia, diversão e arte Educação e informação

Educação: ONS reforça ações e convênios na área educacional

Eventos técnicos: operador é referência nos eventos da área de energia Internet, intranet e Siga: um ano de avanços rumo à convergência digital Comunicação: novo plano diretor traça os rumos da comunicação no ONS Biblioteca do ONS

Cultura e inclusão social

Cultura: sétima arte para crianças de todas as idades Voluntariado e inclusão social: ONS aliado à cidadania

25 26 26 29 31 33 34 36 37 39 41 41 44 46 48 49 51 51 53

(4)

Membros Associados do ONS

ACESITA

ACESITA S/A AES TIETE

Companhia de Geração de Energia Elétrica Tietê AES-SUL

AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S/A AES-Uruguaiana

AES Uruguaiana Empreendimentos Ltda. AETE

Amazônia-Eletronorte Transmissora de Energia S/A AFLUENTE

Afluente Geração e Transmissão de Energia S/A

ALBRÁS

Alumínio Brasileiro S/A ALUMAR

Alumar Consórcio de Alumínio S/A ALUNORTE

Alumina do Norte do Brasil S/A

AMPLA

Ampla Energia e Serviços S/A ANGLO AMERICAN

ANGLO American ANGLOGOLD

Anglogold Ashanti Brasil Mineração Ltda. ARTEMIS

Artemis Transmissora de Energia S/A ARUANÃ

Aruanã Energia S/A ATE

ATE Transmissora de Energia S/A ATE II

ATE II Transmissora de Energia S/A ATE III

ATE III Transmissora de Energia S/A BAESA

Energética Barra Grande S/A BELGO

BELGO Siderurgia BRASKEM

(5)

5

CAIUÁ

CAIUÁ - Serviços de Eletricidade S/A CANDONGA

Consórcio Candonga CANOAS CBA

Companhia Brasileira de Alumínio CANOAS DUKE

Canoas Duke CARAÍBA METAIS Caraíba Metais CARAMURU

Caramuru Alimentos Ltda. CARBOCLORO

Carbocloro S/A Indústrias Químicas CBA

Companhia Brasileira de Alumínio CCBE

Consórcio Capim Branco Energia CCSA

Corumbá Concessões S/A CDSA

Centrais Elétricas Cachoeira Dourada S/A

CEAL

Companhia Energética de Alagoas CEB - DIST

CEB Distribuição S/A CEB - GER

CEB Geração S/A CEC

Companhia Energética Chapecó CEEE - DIST

Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica

CEEE - GT

Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica CELB

Companhia de Eletricidade de Borborema CELESC - DIST

Centrais Elétricas de Santa Catarina S/A CELG - DIST

CELG Distribuidora S/A CELG - GER - TRANS

CELG Geração e Transmissão S/A

CELPA

Centrais Elétricas do Pará S/A CELPE

Companhia Energética de Pernambuco CELTINS

Companhia de Energia Elétrica do Estado de Tocantins

CEM

Companhia Energética Meridional CEMAR

Companhia Energética do Maranhão CEMAT

Centrais Elétricas Matogrossense S/A CEMIG - DIST

Companhia Energética de Minas Gerais CEMIG - GER - TRANS

Companhia Energética de Minas Gerais CENTROESTE

Companhia de Transmissão Centroeste de Minas

CEPISA

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CERAN

Companhia Energética Rio das Antas CESA

Castelo Energética S/A CESC

Companhia Energética Santa Clara CESP

Companhia Energética de São Paulo CFLCL

Companhia Força e Luz Cataguazes-Leopoldina CGTEE

Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica

CGTF

Térmica Endesa Fortaleza CHESF

Companhia Hidroelétrica do São Francisco CIEN

Companhia de Interconexão Energética CISA

CSN Indústria de Aços Revestidos S/A

CLFSC

Companhia Luz e Força Santa Cruz COCAL Termelétrica S/A

Cocal Termelétrica S/A COELBA

Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia

COELCE

Companhia Energética do Ceará CONSÓRCIO GUILMAN-AMORIM Consórcio UHE Guilman-Amorim CONSÓRCIO CEMIG-CEB Consórcio CEMIG-CEB CONSÓRCIO PARAIBUNA Consórcio Paraibuna COPEL - TRA

COPEL Transmissão S/A COPEL-DIST

COPEL Distribuição S/A COPEL-GER

COPEL Geração S/A COPESUL

Companhia Petroquímica do Sul COSERN

Companhia Energética do Rio Grande do Norte CPFL

Companhia Paulista de Força e Luz CPFL - PIRATININGA

Companhia Piratininga de Força e Luz Ltda.

CPFL-GER

CPFL - Geração de Energia S/A CPTE

Cachoeira Paulista

Transmissora de Energia S/A CST

Companhia Siderúrgica de Tubarão CTEEP

Companhia de

Transmissão de Energia Elétrica Paulista CVRD

Companhia Vale do Rio Doce DFESA

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7

DOW BRASIL

DOW Brasil Nordeste DSM

DSM Elastômeros do Brasil Ltda. DUKE

Duke Energy International Geração Paranapanema EATE

Empresa Amazonense de Transmissão de Energia EBE

Empresa Bandeirante de Energia S/A ECTE

Empresa Catarinense

de Transmissão de Energia S/A EEB

Empresa Elétrica Bragantina S/A EEVP

Empresa de Eletricidade Vale Paranapanema S/A EKA

EKA Bahia S/A

EL PASO RIO CLARO El Paso Rio Claro Ltda. ELEJOR

Centrais Elétricas do Rio Jordan S/A ELEKTRO

Elektro - Eletricidade e Serviços S/A ELETROBRÁS

Centrais Elétricas Brasileiras S/A ELETRONORTE

Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A ELETRONUCLEAR

Eletrobrás Termonuclear S/A ELETROSUL

Eletrosul Centrais Elétricas S/A EMAE

Empresa Metropolitana de Águas e Energia S/A ENERBRASIL

Enerbrasil - Energias Renováveis do Brasil Ltda.

ENERCAN

Campos Novos Energia S/A

ENERGEST Energest S/A ENERGIPE

Empresa Energética de Sergipe S/A ENERPEIXE

Consórcio EnerPeixe ENERSUL

Empresa Energética de Mato Grosso do Sul S/A

ENGUIA GEN BA Enguia Gen BA Ltda. ENGUIA GEN CE Enguia Gen CE Ltda. ENGUIA GEN PI Enguia Gen PI Ltda. ENTE

Empresa Norte de Transmissão de Energia S/A

EPE

Empresa Produtora de Energia Ltda. Enron América do Sul Ltda.

ERTE

Empresa Regional de Transmissão de Energia S/A

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ESCELSA

Espírito Santo Centrais Elétricas S/A ESPORA

Espora Energética Ltda. ETAU

Empresa de Transmissão do Alto Uruguai S/A ETEO

Empresa de Transmissão de Energia do Oeste Ltda.

ETEP

Empresa Paraense de Transmissão de Energia S/A

EXPANSION

Expansion Transmissão de Energia S/A FAFEN

Fafen Energia S/A FAFEN-SE

Petróleo Brasileiro S/A

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados FERBASA

Companhia de Ferro Ligas da Bahia S/A

FIBRAPLAC

Fibraplac Chapas de MDF Ltda. FUNIL

Consórcio Funil FURNAS

Furnas Centrais Elétricas S/A GERDAU AÇOMINAS

Gerdau Açominas S/A GTESA

Goiana Transmissora de Energia S/A IBIRITERMO Ibiritermo Ltda. IGARAPAVA Consórcio Igarapava INNOVA Innova S/A INTESA

Integração Transmissora de Energia S/A INVESTCO S/A - LAJEADO

Investco S/A - Lajeado IPIRANGA

Ipiranga Petroquímica S/A

ITÁ

Itá Energética S/A ITAPEBI

Itapebi Geração de Energia S/A ITIQUIRA

Itiquira Energética S/A ITUMBIARA

Itumbiara Transmissora de Energia Ltda JAURU

Consórcio Jauru LIGHT

Light - Serviços de Eletricidade S/A LIGHT - GER - TRANS

Light Energia S/A LINDE GASES Linde Gases LUMITRANS

Lumitrans Companhia Transmissora de Energia Elétrica

METROPOLITANA / ELMA Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S/A

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9

MINERAÇÃO CARAÍBA

Mineração Caraíba S/A MINERAÇÃO MARACÁ Mineração Maracá Indústria e Comércio S/A

MUNIRAH

Munirah Transmissora de Energia S/A NORTE FLUMINENSE

Usina Termelétrica Norte Fluminense S/A NOVA ERA SILICON

Nova Era Silicon S/A NOVATRANS

NovaTrans/Enelpower do Brasil Ltda. NOVELIS

Novelis NTE

Nordeste Transmissora de Energia S/A OXITENO

Oxiteno Nordeste S/A Indústria e Comércio PARAÍSO-AÇU

Paraíso-Açu Transmissora de Energia S/A PETROBRAS

Petrobras Energia PETROFLEX

Petroflex Indústria e Comércio S/A Petroquímica TRIUNFO

Petroquímica Triunfo S/A PIE-RP Termelétrica S/A PIE-RP Termelétrica S/A PORTO ESTRELA

Consórcio Porto Estrela Ltda. PORTO PRIMAVERA

Porto Primavera Transmissora de Energia Ltda.

PPE

Ponte de Pedra Energética S/A RDM

RIO Doce Manganês S/A RGE

Rio Grande Energia S/A ROSAL

Rosal Energia S/A RS Energia

Empresa de Transmissão de Energia

do Rio Grande do Sul S/A SAELPA

Sociedade Anônima de Eletrificação da Paraíba

SC ENERGIA

SC Energia - Empresa de Transmissão de Energia de Santa Catarina S/A Serra da Mesa

Serra da Mesa Transmissora de Energia Ltda.

SFE - ELETROBOLT SFE - Eletrobolt SOBRAGI

Companhia Paraibuna de Metais – Sobragi STC

Sistema de Transmissão Catarinense S/A STE

Sul Transmissora de Energia Ltda. STN

Sistema de Transmissão Nordeste TANGARÁ - GUAPORÉ

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TERMOAÇU Termoaçu S/A TERMOBAHIA Termobahia Ltda. TERMOPERNAMBUCO Termopernambuco Ltda. TERMORIO Termorio S/A TERMOCEARÁ Termoceará Ltda. TRACTEBEL

Tractebel Energia Suez S/A TRANSIRAPÉ

Companhia Transirapé de Transmissão TRANSLESTE

Companhia Transleste de Transmissão TRANSUDESTE

Companhia Transudeste de Transmissão TSN

Transmissora Sudeste Nordeste S/A UEG ARAUCÁRIA

UEG Araucária Ltda.

UIRAPURU

Uirapuru Transmissora de Energia USIMINAS

Usiminas UTE ANÁPOLIS

Usina Termelétrica de Anápolis Ltda. UTE-JF

Usina Termelétrica de Juiz de Fora S/A VENTOS DO SUL

Ventos do Sul Energia S/A VERACEL

Veracel Celulose VILA DO CONDE

Vila do Conde Transmissora de Energia Ltda.

VOTORANTIM NIQ

Votorantim Metais Níquel S/A VOTORANTIM-C

Votorantim Cimentos Ltda. WHITE MARTINS

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11

Conselho de Administração

Integrantes do Conselho

Titulares Suplentes

Carlos Augusto Leite Brandão – Eletropaulo (até 29/10/07) Leonardo Lins de Albuquerque – Light (a partir de 30/10/07)

Leonardo Lins de Albuquerque – Light (até 29/10/07) Ainda não indicado o próximo

Celso Sebastião Cerchiari – CTEEP Rafael Murolo Filho – CELG (até 07/05/07) Moacir Finotti – CELG (a partir de 08/05/07)

Elmar de Oliveira Santana – TBE Alexandre Magno Firmo Alves – CDSA

Fabio Machado Resende – Furnas Rogério Ribeiro Abreu dos Santos – NTE

Maurício Stolle Bähr – SUEZ Energy César Teodoro – DUKE

Marcelo Maia de Azevedo Correa – Neoenergia José Antonio Sorge – REDE

Mario Antonio Carneiro Cilento – Carbocloro Vânia Lucia Chaves Somavilla – CVRD

Mozart Bandeira Arnaud – CHESF Antonio Bolognesi – EMAE

Ronaldo dos Santos Custódio – Eletrosul Nelson Gravino – ARTEMIS

Edson dos Anjos Carneiro – ETEO Giovanni Giovannelli – TERNA

Ronaldo Schuck – MME Ricardo Spanier Homrich – MME

Edison Zart – CEEE (até abril/07)

Delson Luiz Martini – CEEE (a partir de maio/07)

Miguel Ximenes – CELESC (até 25/02/07)

Eduardo Carvalho Sitonio – CELESC (a partir de 26/02/07) Valter Luiz Cardeal de Souza – Eletrobrás Carlos Marcelo Cecin – CGTEE (até junho/07)

Ainda não indicado o próximo

Wilson Pinto Ferreira Júnior – CPFL Manuel Fernando Neves Bento – Escelsa

Xisto Vieira Filho – MPX Ildo Sauer – Petrobras (até agosto/07)

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Diretoria do ONS

Hermes Chipp, Diretor Geral (3) Darico Pedro Livi (1)

Luiz Eduardo Barata Ferreira (5)

Roberto José Ribeiro Gomes da Silva (4) Luiz Alberto Machado Fortunato (2)

Suplentes

José Jorge de Vasconcelos Lima – CEB Pedro José Diniz de Figueiredo – Eletronuclear Humberto Gomes de Macêdo – Patesa/Gtesa

3 2 1 5 4

Conselho Fiscal

Titulares

Rubens Ghilardi – Copel

Silvio Roberto Areco Gomes – CESP Wady Charone Junior – Eletronorte

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Mensagem do Diretor Geral

Há nove anos, o Operador Nacional do Sistema Elétrico trabalha para garantir a

segurança, a continuidade e a economicidade do suprimento de energia elétrica no país e permitir o livre acesso à rede básica. Nessa importante tarefa, atua em sintonia com a Agência Nacional de Energia Elétrica, o Ministério de Minas e Energia e os agentes do setor elétrico. Ao cumprir a sua missão institucional, o ONS também reafirma seu compromisso com o desenvolvimento e o progresso nacional.

Contudo, o Operador entende que sua contribuição com a sociedade brasileira deve ir além de cumprir suas tarefas cotidianas. Dessa maneira, realiza por meio do seu Programa de Responsabilidade Social, uma série de ações que trazem benefícios tanto para seus colaboradores quanto para a comunidade, investindo em projetos nas áreas de cultura e educação.

Esse Programa, que avança a cada ano, apóia-se em três pilares: valorização das pessoas; educação e informação; cultura e inclusão social. Há um investimento contínuo no maior ativo do ONS - seus profissionais - por meio de atividades que contribuem tanto para a capacitação, quanto para a melhoria da qualidade de vida e saúde. Ao mesmo tempo, estimula seus colaboradores a exercitarem a solidariedade, participando de atividades que beneficiam aos mais diversos atores sociais.

No último capítulo deste Balanço Social, o ONS presta uma justa homenagem a esses colaboradores, voluntários de várias instituições. Cada um, com a sua pequena, mas valiosa contribuição, não só ajuda a quem precisa como nos dá um exemplo a seguir. O Operador Nacional agradece a lição e espera, cada vez mais, contribuir para o desenvolvimento econômico de nosso país, com competência técnica e ações socialmente responsáveis.

(14)

Apresentação

Seja na tentativa de reverter catástrofes ambientais como o aquecimento global, ou seja para promover a melhoria da qualidade de vida das comunidades, cresce a cada dia a importância de uma reflexão sobre as conseqüências da ação do homem e de sua responsabilidade para com o planeta e a humanidade. Com isso, amplia-se também a demanda por organizações, empresas e governos mais preocupados com o desenvolvimento socioeconômico e ambiental da sociedade como um todo. Como não poderia estar de fora desse processo pelo papel estratégico que desempenha, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) criou, em 2004, o seu Programa de Responsabilidade Social. Tendo por objetivo reforçar as ações de valorização das pessoas e das comunidades, de incentivo à educação e à cultura e de apoio à inclusão social, a iniciativa completou, em 2007, o seu quarto ano de atividades, comemorando mais uma série de saldos positivos.

O Balanço Social 2007 oferece uma visão geral dos investimentos, projetos e resultados obtidos pelo Programa durante o ano. A publicação é dividida em duas partes. Na primeira, é delineado um perfil da organização e do seu papel no setor elétrico. Na segunda, é possível conhecer algumas ações de responsabilidade social realizadas durante o ano, distribuídas entre os capítulos Governança e Valorização de Pessoas, Educação e Informação e Cultura e Inclusão Social.

O primeiro capítulo dedica-se exclusivamente às iniciativas de promoção de um ambiente corporativo mais agradável, com os investimentos em treinamento, saúde do trabalhador, endomarketing e gestão.

Em seguida, no segmento destinado à Educação e Informação, além de destacar o novo Plano Diretor de Comunicação do Operador, são apresentadas as ações voltadas para a produção e circulação do conhecimento e ensino.

Os patrocínios às manifestações artísticas e as ações de voluntariado e de promoção da cidadania são abordados no último capítulo. Cultura e Inclusão Social encerra esse breve panorama dos trabalhos e resultados obtidos pelo ONS na busca de uma melhor qualidade de vida para seus colaboradores e para a sociedade brasileira.

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O Operador Nacional do Sistema Elétrico

e sua responsabilidade social

(16)

Energia e responsabilidade social

Da usina geradora ao consumidor final, a energia elétrica percorre longos caminhos até finalmente acender a lâmpada da sala de jantar ou ligar uma máquina em uma fábrica. Essa teia intrincada, que inclui usinas geradoras, subestações e linhas de transmissão, forma o Sistema Interligado Nacional (SIN). Operá-lo de forma integrada, com

transparência, eqüidade, neutralidade e eficiência é a complexa tarefa do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Uma importância estratégica desse nível sempre vem acompanhada de muita

responsabilidade. Neste caso, a responsabilidade de assegurar o suprimento de energia elétrica contínuo, econômico e seguro para todo o país, garantindo assim as bases para o crescimento da nação.

É fácil perceber então que, apesar das suas características predominantemente técnicas, a função do Operador carrega um importante caráter social, influenciando diretamente a economia, o meio-ambiente e a vida de todos os brasileiros. Mais que uma simples atividade operacional, o trabalho do Operador é encarado por seus colaboradores como uma tarefa de grande valor social, com impactos imediatos no bem-estar e na qualidade de vida da população.

Um dos exemplos é sua inegável importância para a garantia do crescimento econômico. Afinal, o abastecimento de energia eficiente e com custos otimizados dá sustentação para o aumento da produtividade e da competitividade das empresas instaladas no país. Da mesma forma, um planejamento estratégico de geração, transmissão e distribuição bem elaborado oferece a segurança energética necessária para atrair investimentos em novos negócios, refletindo-se na geração de empregos.

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O cuidado com os impactos ambientais também é constante vide a preocupação em integrar ao Sistema Interligado Nacional unidades geradoras de eletricidade baseadas em fontes alternativas, como biomassa e de energia eólica, menos agressivas à natureza. Além disso, os trabalhos de controle de vazões e cheias evidenciam o zelo com que o ONS realiza suas atividades, cumprindo sua missão de forma ecologicamente correta, estudando formas de evitar e reduzir impactos ao meio ambiente.

Ainda que a importância de tais ações por vezes seja difícil de ser notada pelo indivíduo comum, o valor social do Operador pode ser sentido na lâmpada acesa, no videogame ligado, na linha de montagem funcionando, e enfim, no dia-a-dia da maioria dos brasileiros. Assim, ao garantir o acesso a um serviço de energia com qualidade cada vez melhor, ao menor custo e com a máxima segurança, seu trabalho tem como objetivo final o bem comum, refletindo-se em benefícios para todos.

(18)

Um Operador para muitos

A criação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em 1998, marcou um ciclo de profundas transformações no setor elétrico brasileiro. Iniciado três anos antes, esse processo envolveu medidas legislativas e executivas cujos objetivos eram a entrada do capital privado, a modernização e o aumento da produtividade.

Instituído com a função de operar o Sistema Interligado Nacional (SIN) e administrar a rede básica de transmissão, o Operador é fiscalizado e regulamentado pela Agência Nacional de Energia Elétrica. Suas atribuições básicas incluem:

Planejamento da operação, sua

programação e o despacho centralizado da geração, otimizando assim os

sistemas eletroenergéticos interligados; Supervisão e coordenação dos centros de operação de sistemas elétricos; Supervisão e controle da operação dos sistemas eletroenergéticos nacionais interligados e as interligações internacionais; Contratação e administração dos serviços de transmissão de energia elétrica e das condições de acesso à rede básica, assim como dos serviços ancilares;

Elaboração de propostas de ampliação das instalações da rede básica de transmissão e de reforço dos sistemas existentes para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel); e

Definição de regras para a operação das instalações de transmissão da rede básica dos sistemas elétricos interligados, a serem aprovadas pela Aneel.

Em todos esses procedimentos, Operador procura utilizar os diversos recursos de geração e transmissão disponíveis, de maneira a reduzir os custos de operação, otimizar o uso dos reservatórios e diminuir os riscos de escassez energética, utilizando as fontes de produção de energia mais adequadas às condições do sistema. Dessa forma, as atividades do ONS se revertem em benefícios diretos e indiretos tanto para os agentes setoriais, sejam geradores, transmissores

ou distribuidores, como para os consumidores e toda a sociedade.

Ganham os agentes setoriais com: A otimização dos recursos de geração e a confiabilidade no uso da rede de transmissão;

A garantia do livre acesso à rede básica de transmissão para comercialização de energia; O acesso a informações fidedignas e atualizadas sobre a operação do SIN e condições futuras de atendimento; e O estabelecimento de um relacionamento técnico com o ONS, pautado pela

integridade, transparência e eqüidade. Ganham os consumidores com:

A garantia da continuidade do suprimento de energia em todo país, de acordo com padrões adequados de qualidade;

A segurança na oferta de energia elétrica produzida ao menor custo possível; e A disponibilidade de condições técnicas adequadas, que possibilitam opções de escolha de fornecedores aos consumidores livres.

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Ganha a sociedade com:

A redução dos riscos de falta de energia elétrica;

O aumento da competitividade em todas as atividades econômicas que têm a energia elétrica como insumo relevante; e O aumento da eficiência do serviço de eletricidade, que alavanca investimentos em novos negócios e, com isso, a geração de empregos.

Com uma função tão importante e

estratégica para o abastecimento energético do país, é natural que a transparência seja um dos principais valores do ONS. Ao fornecer informações claras e atualizadas aos seus associados, ao setor elétrico e à sociedade como um todo, o Operador ajuda a criar um ambiente mais seguro e confiável para empresas, governos e cidadãos e reforça o seu valor social.

Essas informações são obtidas a partir de estudos e ações permanentes promovidos pelo Operador. Um dos insumos básicos dessas iniciativas são os Procedimentos de Rede, conjunto de normas e requisitos técnicos que delimitam as responsabilidades do ONS

e dos agentes, no que se refere às atividades, insumos, produtos e prazos dos processos de operação do sistema, além de estabelecer as demais atribuições do Operador. Elaborados pelo Operador Nacional em parceria com os agentes, tais procedimentos devem ser homologados pela Aneel.

Outra fonte de dados utilizadas nesses estudos são as informações externas, oriundas das autoridades setoriais, como a Aneel e o Ministério de Minas e Energia, e dos próprios agentes, proprietários das instalações que formam o SIN.

Com base nesses insumos, o ONS empreende diversos estudos e ações agrupados em diferentes macroprocessos, todos com o intuito de assegurar a sua missão institucional. São eles:

Ampliações e reforços na Rede Básica; Avaliação das condições futuras da operação;

Resultados da operação;

Indicadores de desempenho do SIN; Histórico da operação;

Integração das instalações ao SIN; e Administração dos serviços de transmissão.

Além da transparência, outro ponto de fundamental importância para o ONS é a garantia de uma operação estável e segura do sistema. Graças a ações e procedimentos permanentes de melhoria, controle e auditoria interna dos processos técnicos e corporativos, o Operador procura manter a alta qualidade dos seus serviços. Uma das mais recentes iniciativas nesse sentido foi a criação, em 2007, da Gerência Executiva de Riscos (GER). O novo setor passou a ser o responsável pela definição de metodologias para a identificação e tratamento de possíveis problemas e ameaças potenciais à continuidade do trabalho desenvolvido, evitando que se transformem em questões maiores e prejuízos para toda a população.

(20)

Quem participa do ONS

O Operador é constituído por membros associados e por participantes. São membros associados os agentes de geração com usinas despachadas de forma centralizada, os agentes de transmissão, os agentes de distribuição integrantes do SIN, além dos agentes importadores e exportadores e os consumidores livres com ativos conectados à Rede Básica. Com a evolução do setor, o número de associados ao ONS cresceu, passando de 59 entidades iniciais para as atuais 170.

Dentre os participantes incluem-se o Ministério de Minas e Energia, como representante do Poder Concedente, e os Conselhos de Consumidores, além de geradores não despachados de forma centralizada e pequenos distribuidores (abaixo de 500 GWh/ano).

Tanto os membros associados como os participantes estão representados na estrutura de regência do Operador Nacional.

A Assembléia Geral, instância superior de decisão, conta com a representação das categorias de membros associados, além do membro indicado pelo MME, e dois

representantes dos Conselhos de Consumidores. Enquanto o Conselho de Administração é formado por 14 conselheiros titulares e seus suplentes, indicados pelas categorias produção (5), transmissão (4) e distribuição (5), além de um representante do MME e seu suplente. A Diretoria do ONS é integrada por um diretor geral e quatro diretores, eleitos pela Assembléia Geral, sendo três membros indicados pelo MME e dois pelos agentes.

(21)

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Diretoria de Administração dos Serviços de Transmissão (DAT) Tem como atribuição definir as ampliações e reforços da Rede Básica de Transmissão, buscando a melhoria da confiabilidade e a adequação da transmissão para atender às necessidades de expansão da demanda e da oferta. Inclui ainda a gestão de novas solicitações de acesso e conexão e o estabelecimento de padrões de desempenho. Esta área também engloba o desenvolvimento e a administração da transmissão, incluindo a gestão dos contratos, a contabilização e a liquidação dos encargos de

transmissão e dos serviços ancilares.

Diretoria de Planejamento e Programação da Operação (DPP) Tem sob sua responsabilidade

as atividades de planejamento e programação da operação eletroenergética, por meio da determinação dos despachos operacionais de forma centralizada. Busca a eficiência operacional do SIN, otimizando e garantindo a confiabilidade e a qualidade do serviço e reduzindo os custos para o consumidor final. Paralelamente, no âmbito interno, coordena o

desenvolvimento das providências para viabilizar o funcionamento do Mercado Atacadista de Energia.

Diretoria de Operação (DOP) Busca garantir a confiabilidade e a eficiência da operação em tempo real do SIN, operando o sistema de forma otimizada e padronizada. Esta diretoria enfatiza a melhoria contínua dos processos operacionais, investindo na evolução tecnológica e no desenvolvimento profissional e pessoal das equipes de operação. Objetiva também assegurar a transparência das ações operacionais e o tratamento equânime dos agentes, com a manutenção da segurança, da continuidade e da qualidade no suprimento de energia elétrica.

Diretoria de Assuntos Corporativos (DAC)

É responsável pelo suporte a todas as atividades do ONS. Cabe a ela administrar os recursos humanos, financeiros, patrimoniais, de tecnologia da informação e de telecomunicações. Suas ações devem estar de acordo com os novos requisitos de interatividade e interconectividade e com uma gestão moderna e eficaz, formando uma cultura própria da organização a partir das melhores práticas e das experiências dos técnicos que compõem o quadro do ONS. Diretoria Geral (DGL)

Estimula a sinergia entre todas as áreas que constituem o ONS e conduz o processo de planejamento empresarial, estabelecendo diretrizes para a utilização otimizada dos recursos econômicos, humanos e de gestão. Busca, entre outros objetivos, atingir as metas de qualidade de forma evolutiva, além de conduzir as atividades de relacionamento estratégico e de comunicação, envolvendo tanto o público interno como os agentes setoriais e, de forma mais ampliada, as entidades representativas de toda a sociedade.

(22)

Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE): Constituído no âmbito do MME e sob sua coordenação direta, com a função precípua de acompanhar e avaliar permanentemente a continuidade e a segurança do suprimento eletroenergético em todo o território.

Ministério de Minas e Energia (MME): Encarregado de formulação, do planejamento e da implementação de ações do Governo Federal no âmbito da política energética nacional.

Empresa de Pesquisa Energética (EPE):

Vinculada ao MME, a EPE realiza estudos e pesquisas que subsidiam a formulação, o planejamento e a implementação de ações do Ministério de Minas e Energia, no âmbito da política energética nacional.

Conselho Nacional de Política Energética (CNPE): Órgão de

assessoramento do Presidente da República para formulação de políticas nacionais e diretrizes de energia, visando, dentre outros, ao aproveitamento natural dos recursos energéticos do país, à revisão periódica da matriz energética e ao estabelecimento de diretrizes para programas específicos. É órgão multi-ministerial presidido pelo Ministro de Estado de Minas e Energia.

Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel): Autarquia sob regime especial, vinculada ao MME, com finalidade de regular e fiscalizar a produção, transmissão, distribuição e comercialização de energia, em conformidade com as políticas e diretrizes do Governo Federal.

Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS): Pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, sob regulação e fiscalização da ANEEL, que tem por objetivo executar as atividades de coordenação e controle da operação de geração e transmissão, no âmbito do SIN.

Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE): Pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, sob regulação e fiscalização da Aneel, com finalidade de viabilizar a comercialização de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional – SIN. Administra os contratos de compra e venda de energia elétrica, sua contabilização e liquidação.

Além de contar com uma estrutura de regência representativa e democrática, o ONS exerce papel de destaque na complexa rede de instituições e agentes envolvidos com o rumo do setor elétrico brasileiro, sendo responsável pela articulação e inter-relação entre os diferentes atores do Sistema. Entre eles, vale destacar:

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Premissas estratégicas

Missão

Operar o Sistema Interligado Nacional de forma integrada, com transparência, eqüidade e neutralidade, de modo a garantir a segurança, a continuidade e a economicidade do suprimento de energia elétrica no país.

Em 2007, foi concluída a elaboração do Planejamento Estratégico do ONS para o triênio 2007-2009. O trabalho, realizado de forma participativa, teve como frutos a revisão da Missão e Visão do Operador Nacional, bem como a definição dos seus Objetivos Estratégicos para o período.

Visão

Ser uma organização reconhecida como essencial para a segurança e a economicidade do atendimento de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional.

Objetivos estratégicos

Aumentar a segurança eletro-energética.

Responder aos desafios decorrentes do aumento da complexidade e gestão do SIN. Mostrar resultados e benefícios com indicadores técnicos e corporativos.

Ampliar atuação como gestor de rede de agentes e redes de instituições. Aperfeiçoar a gestão corporativa.

Aperfeiçoar o ambiente organizacional. Consolidar a imagem institucional.

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Valores

Neutralidade

Compromisso com ações e decisões

sempre imparciais; fundamentação técnica e tendo como prioridade o interesse coletivo.

Transparência

Compromisso com visibilidade e acesso às informações; reprodutibilidade dos resultados; clareza nas formulações e disseminação de informações.

Eqüidade

Compromisso com tratamento justo; uso eqüitativo dos recursos e disponibilidade para atender demandas.

Integração

Compromisso com espírito de conjunto, respeito à diversidade, trabalho em equipe, cooperação e coordenação.

Responsabilidade e cumprimento das normas

Compromisso com cumprimento das atribuições institucionais; atendimento às normas e Procedimentos de Rede; respeito aos padrões da Organização.

Flexibilidade

Compromisso com adaptabilidade com respeito às normas e procedimentos; disposição para a mudança; agilidade de resposta ao imprevisto ou inédito.

Visão sistêmica

Compromisso com visão abrangente da operação; entendimento da complexidade; compreensão da repercussão das ações.

Foco em Resultados

Compromisso com foco na solução e resultados; pró-atividade; capacidade de planejamento; clareza de prioridades.

Excelência técnica

Compromisso com a busca constante da qualidade e do aperfeiçoamento; aprendizagem permanente; incentivo ao autodesenvolvimento.

Excelência humana

Compromisso com a busca constante do desenvolvimento humano; exercício da cidadania; ações de responsabilidade social.

Compromisso-síntese é a valorização do Operador

Sentimento de ser parte integrante da Organização; internalização e prática dos valores; clara noção da essencialidade do ONS.

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Responsabilidade Social do ONS

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A busca por um alto padrão de qualidade técnica não depende apenas de máquinas e equipamentos de última geração. Mais do que isso, ela exige profissionais qualificados, integrados, satisfeitos e alinhados aos objetivos da organização. Consciente disso, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) desenvolve diferentes ações que visam melhorar a gestão de pessoal e aprofundar o bom relacionamento com seus colaboradores, contribuindo para a formação de equipes dinâmicas e altamente capacitadas. Conheça a seguir algumas das iniciativas na área de valorização de pessoas desenvolvidas pelo ONS em 2007.

Pesquisa de Clima Organizacional e Integração

Um lugar cada vez melhor

para trabalhar

A Pesquisa Melhor Ambiente 2007,

realizada em parceria com o Great Place to

Work® Institute, mostrou um crescimento na avaliação positiva do ambiente de trabalho entre os colaboradores do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Em média, 74% dos entrevistados consideraram a organização um excelente lugar para trabalhar, número que representa um aumento de dez pontos percentuais em relação à primeira pesquisa, realizada em 2005. Com isso, o ONS fica a apenas 13 pontos da média das cem melhores empresas para se trabalhar.

“De um modo geral, o resultado foi positivo, pois cada ponto é mais uma vitória. Mas precisamos olhar com muita atenção para o que ainda falta a fim de nos equipararmos às melhores empresas do mercado.”

Angela Bessa, assessora da Diretoria de Assuntos Corporativos (DAC)

A principal diferença com relação à edição anterior ocorreu na metodologia de pesquisa, que passou a ser por amostragem. No total, 307 dos 400 funcionários sorteados responderam ao questionário, cujo objetivo era verificar se os planos de ação, elaborados a partir dos pontos de melhoria indicados na primeira fase, estão atendendo às expectativas. Para isso, os colaboradores avaliaram o ONS (Visão ONS) e a própria área em que trabalha (Visão da Área) nos quesitos Credibilidade, Respeito, Imparcialidade, Orgulho e Camaradagem.

Na avaliação do ONS, o indicador positivo que mais cresceu foi Camaradagem, considerada excelente por 70% dos entrevistados, crescimento de sete pontos percentuais em relação a 2005. Em seguida, vem o item Orgulho, cuja avaliação positiva subiu de 73% para 79%. Na Visão da Área, as posições se invertem. O maior

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crescimento foi observado em Orgulho, com um aumento de 77% para 83%. Já o quesito Camaradagem apresentou o segundo melhor desempenho, ampliando de 73% para 78%.

Para discutir os resultados consolidados, foram selecionados aleatoriamente 42 funcionários e nove líderes de diversas diretorias. Reunidos em seis grupos focais formados por engenheiros, analistas de tecnologia da informação, analistas econômico-financeiros, 10 20 30 40 50 60 70 80 61 Visão ONS 2005 Visão ONS 2007 Visão Área 2005 Visão Área 2007 100 Melhores 2006 66 71 74 81 0 10 20 30 40 50 60 70 80 61 Visão ONS 2005 Visão ONS 2007 Visão Área 2005 Visão Área 2007 100 Melhores 2006 66 71 74 81 0

operadores, operadores supervisores e gestores, os colaboradores detalharam e desenvolveram as percepções e pontos levantados pelos empregados.

Dentre os aspectos positivos apontados pela enquete, vale destacar a melhor compreensão do Modelo de Gestão do ONS, cujo índice subiu de 54%, em 2005, para 68%. A crença na utilização positiva dos resultados da pesquisa pela Diretoria do Operador também cresceu, passando de 68% para 79%.

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Um dos fatores que contribuem para a boa avaliação do ambiente de trabalho da organização é a integração entre os empregados. Garantir essa coesão entre as equipes é especialmente importante durante o ingresso de novos colaboradores. Para isso, o ONS conta com o Programa Integração, que tem como objetivo facilitar a ambientação dos novos profissionais e a assimilação da cultura organizacional, apresentando uma visão global dos processos internos e da atuação do Operador no setor elétrico como um todo.

As atividades do Programa em 2007 foram iniciadas já em janeiro, quando os 65 novos contratados do ano anterior receberam as boas-vindas ao Operador, com uma série de palestras realizadas no Escritório Central e transmitidas por videoconferência para Brasília, Recife e Florianópolis. O diretor geral do ONS, Hermes Chipp, apresentou um panorama do trabalho do ONS e de seus benefícios para a sociedade brasileira, seu papel no contexto do setor elétrico, sua estrutura, governança corporativa, relacionamentos com os agentes e com o governo, a importância das linhas de transmissão e da transferência de energia entre as regiões.

Três meses depois, foi promovido um novo ciclo de palestras, além de visitas técnicas ao Subsistema Lajes, da Light, localizado no município de Piraí, e ao Centro Regional de Operação Sudeste. A iniciativa contou com a participação de 62 pessoas, sendo nove funcionários, 17 trainees de nível superior, 21 trainees operadores e 15 estagiários. O encerramento das atividades do Programa Integração ocorreu em dezembro, com as palestras destinadas a 21 empregados e trainees admitidos durante o ano. Lotados nas mais diversas áreas, eles tiveram a oportunidade de ter uma visão global do Operador, conhecendo o papel e os desafios futuros das diferentes diretorias da organização.

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Desenvolvimento Gerencial

ONS investe na capacitação das gerências

Em um mercado cada vez mais competitivo, se as empresas não contarem com líderes preparados, correm permanentemente o risco de ficar à deriva, como um barco sem timoneiro. Ciente de que o investimento na formação de lideranças é fundamental para escapar das intempéries e garantir o sucesso das suas atividades, o Operador deu continuidade às iniciativas do Programa de Desenvolvimento Gerencial (PDG), com a conclusão dos seus segundo e terceiro módulos em 2007.

“Liderança e desenvolvimento de pessoas” foi o tema do segundo módulo do PDG, realizado em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC). Durante dois dias e meio, cerca de cem gestores e seniores II de diversas localidades, áreas e diretorias do ONS se reuniram para discutir o papel dos líderes como formadores de equipes, o aproveitamento das possibilidades singulares de cada um e a ética na prática gerencial. Por meio de palestras, leituras, trabalhos em grupo e jogos, os encontros incentivaram a reflexão sobre a liderança e a cultura organizacional, o poder e a confiança na gestão. “Adotamos uma abordagem formativa e reflexiva. Buscamos a participação de todos para a construção coletiva do conhecimento, enfatizando a importância do papel da liderança no ONS frente às mudanças demandadas pelo país”, explica Angela Fleury, gerente de Projetos da Fundação Dom Cabral.

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Após a segunda etapa, o programa promoveu um módulo teórico de curta duração intitulado “Remuneração e recompensa”. Durante a palestra, ministrada em parceria com o Hay Group do Brasil, os gestores foram apresentados a conceitos e ferramentas de remuneração estratégica e meritocracia, com o objetivo de prepará-los para a condução das movimentações de cargo e salário previstas no Plano de Gestão de Cargos e Remuneração (PGCR).

Por fim, no terceiro módulo do PDG, realizado em parceria com a Fundação Dom Cabral, as atenções se voltaram para a gestão dos relacionamentos. Os participantes puderam conhecer um pouco mais sobre os conceitos e o funcionamento das redes de relacionamento internas e externas, as práticas de negociação, comunicação e feedback e as técnicas de negociação de conflito. O objetivo é promover o desenvolvimento individual e de equipe com a aplicação desse conhecimento no dia-a-dia da Organização.

“Minha avaliação no término do curso foi de que ele realmente valeu a pena, seja pelas informações, seja pelo aspecto motivacional para a aplicação do conhecimento adquirido. Esta edição do PDG representa a continuação de uma iniciativa extremamente importante no sentido de aprofundar o conhecimento dos gerentes do ONS sobre a gestão de

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Performance Organizacional, Acordo Coletivo e Promoção

Valorizando os colaboradores

Os bons resultados alcançados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico em 2007 se refletiram nas iniciativas de valorização dos colaboradores, com o avanço do Plano de Gestão de Cargos e Remuneração (PGCR), a nova edição do programa Performance Organizacional e a assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho 2007/2008. Com isso, o ONS procurou reconhecer o importante papel desempenhado pela sua equipe na realização das metas da organização.

Uma das principais ações da política de valorização do corpo funcional do Operador é o PGCR, que gerencia a promoção de mudanças de cargos e salários tendo como premissa fundamental o mérito. Realizado em parceria com a Hay Group do Brasil, o Plano cumpriu todas as etapas previstas para o ano.

Em 2007, o Plano passou por algumas modificações para tornar-se ainda mais transparente. Entre elas estão a alteração do Calendário Anual de Movimentação, programando o PGCR para após o Acordo Coletivo de Trabalho, o que permite uma maior aderência às práticas de mercado; a utilização formal da Avaliação de Desempenho como instrumento de suporte para concessão dos aumentos meritocráticos; e a redefinição e consolidação das regras de movimentação.

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Sucesso desde o seu lançamento, em abril de 2006, ele tem como objetivo recompensar os colaboradores pela superação dos principais desafios e pela concretização dos

objetivos estratégicos da organização. Dessa forma, transformou-se em um dos principais balizadores do futuro do ONS. Em 2007, houve uma redução no número de metas, que caíram de 15 para 12, sendo dez globais, referentes aos macro-objetivos da organização, e duas setoriais, definidas por diretoria, todas selecionadas a partir dos objetivos

apontados pelo Planejamento Estratégico 2007/2009. Os critérios de avaliação foram mantidos, sendo 70% referentes às metas globais e 30% às metas setoriais.

Essas mudanças trouxeram resultados positivos para a organização e para seus colaboradores na segunda edição do programa. Um dos destaques foi a superação da meta de redução das despesas gerenciáveis por todos os setores, permitindo mais economia e racionalização dos gastos do Operador. Com relação às metas globais, o resultado apurado correspondeu a uma realização de 65% do total. No caso das metas setoriais o desempenho foi diferenciado, variando de acordo com a diretoria.

Completando a seqüência de boas notícias para os colaboradores, o ONS assinou, em agosto, o Acordo Coletivo de Trabalho 2007/2008, resultado da interação amistosa entre o ONS e os sindicatos do setor.

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Avaliação de desempenho

Comprometimento e responsabilidade

são a marca do Operador

O ciclo 2007 de Avaliação de Desempenho indicou que o comprometimento e a responsabilidade são as características mais marcantes da equipe do Operador. Na média entre todas as diretorias, esse foi o quesito mais bem avaliado, obtendo conceito 4,05 em uma escala de 1 a 5. Em seguida, vieram os itens

Representação, Integração e Orientação para Excelência Técnica, com as notas 3,86, 3,84 e 3,78, respectivamente. Assim como no ano anterior, o item Desenvolvimento de Pessoas recebeu a menor avaliação, com 3,58.

Durante sete meses, um total de 682 empregados e 15 gerentes executivos passaram pela avaliação de desempenho. Ficaram de fora do processo apenas aqueles que permaneceram mais de 15 dias de licença ou que contavam com menos de 90 dias de admissão, além de estagiários e trainees recém-admitidos. Uma das novidades desse ciclo foi a ampliação do público responsável pela análise do desempenho dos gestores, que passou a agregar os colaboradores sênior e sênior II. Com isso, permitiu-se uma ampliação da visão sobre a atuação dos gerentes,

incluindo a opinião de profissionais não-gestores. Além disso, em 2007, os resultados da avaliação também passaram a ser usados como base para a concessão de promoções e gratificações especiais do Plano de Gestão de Cargos e Remuneração (PGCR). Todos foram avaliados com base em 12 fatores distribuídos nos grupos Meta e Atitude. O primeiro englobou dois itens: Conteúdo e Apresentação; e Produtividade, Recursos e Prazo. Já o segundo grupo foi formado pelos fatores Comprometimento e Responsabilidade; Integração; Flexibilidade e Adaptabilidade; Comunicação; Orientação para Excelência Técnica; Visão Sistêmica; Representação; Planejamento e Coordenação; Multiplicação do Conhecimento; e Desenvolvimento de Pessoas. Para auxiliar no processo de avaliação, os gerentes tiveram acesso a uma cartilha que explicava detalhadamente os principais conceitos e etapas do processo. Foram promovidas ainda oficinas sobre a construção de metas, com duração de oito horas,

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Treinamento

ONS aposta na capacitação e atualização contínuas

visam a unir os interesses profissionais às necessidades e aos objetivos estratégicos do Operador.

Nesses primeiros meses de atividades, foram elaborados os PDIs de 97,96% dos empregados do ONS, superando a meta de 90% estabelecida pelo Programa de Performance Organizacional. Depois de serem aprovados, os planos passaram a ser executados pelos colaboradores, que são avaliados pelos gestores. A conclusão desse primeiro ciclo do SID está prevista para setembro de 2008, com a divulgação dos resultados obtidos.

Além das inovações, o ONS também deu continuidade às ações de treinamento bem-sucedidas, como o Curso de Capacitação em Aspectos Institucionais do Setor Elétrico (Caise), MBA ministrado em parceria

com a Escola de Negócios da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro O Operador Nacional do Sistema

Elétrico tradicionalmente desenvolve diversas iniciativas para capacitação de seus profissionais, a fim de garantir um quadro de colaboradores atualizados e prontos para enfrentar os desafios corporativos. Em 2007, os esforços da política de treinamento do ONS voltaram-se principalmente para a formação e desenvolvimento de gestores e a atualização das equipes técnicas.

Um dos destaques do ano foi o lançamento do Sistema Integrado de Desenvolvimento (SID), que tem por objetivo alinhar as necessidades organizacionais e as expectativas de evolução profissional dos colaboradores. Para tanto, a iniciativa prevê uma parceria entre gestor e empregado na identificação e no planejamento das atividades de treinamento e capacitação, com a preparação de Planos de

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(PUC-Rio). Criado em 2005, seu objetivo é apresentar aos alunos aspectos relativos ao ONS e ao setor elétrico, integrados à gestão empresarial.

A terceira turma, iniciada em 2007, contou com 34 alunos, sendo 17 gestores e 17 profissionais seniores e especialistas. Outra novidade desta edição foi que o curso passou a ser alinhado ao Programa de Desenvolvimento Gerencial (PDG), outra iniciativa voltada para a capacitação de gestores promovida pela organização.

“Temos um quadro de alta qualidade técnica no ONS. Agora, precisamos buscar uma melhor capacitação na área de

gestão, aperfeiçoando os atuais gestores e preparando os possíveis sucessores.”

Hermes Chipp, diretor geral do Operador

Outro investimento importante na área é a realização de cursos e oficinas que abordam questões técnicas de relevância para o trabalho dos colaboradores do Operador. Um exemplo disso foi o curso sobre “Testes de Equipamentos e Sistemas Baseados no Padrão IEC 61850”, ministrado no Escritório Central, cujo objetivo foi

apresentar aos participantes os aspectos relativos aos sistemas de proteção, ao controle e à automação de subestações e aos equipamentos e sistemas para controle a distância e de medição.

A segurança também foi abordada no curso “Estabilidade de Tensão em Sistemas Elétricos – Análise de Segurança”,

ministrado pelo Núcleo Norte-Nordeste

(NNNE). A iniciativa foi a primeira de uma série que tratou de temas como os transitórios eletromagnéticos e a integração de centrais eólicas ao SIN.

Até mesmo a prevenção aos crimes cibernéticos não ficou de fora das

preocupações do Operador, que promoveu palestra ministrada pelo agente da Polícia Federal da Delegacia de Combate ao Crime Organizado do Rio Grande do Sul, Rogério Meirelles. O evento, realizado no Escritório Central, foi transmitido por videoconferência para todas as localidades do ONS e tinha como objetivo reforçar os cuidados com a segurança dos usuários da rede da organização.

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Programa Construir

Renovando a equipe e formando profissionais

Para manter-se entre as melhores, uma equipe deve conseguir renovar-se continuamente, promovendo o ingresso constante de novos talentos nos seus quadros, aliando experiência e novas idéias. Uma das principais iniciativas do Operador Nacional do Sistema Elétrico nesse sentido é o Programa Construir, cujo objetivo é atrair jovens com com grande potencial e oferecer capacitação técnica significativa, de maneira a formar profissionais adequadamente.

As ações do Construir são agrupadas em três iniciativas que atendem a públicos específicos. O Programa Estágio é voltado para estudantes universitários e tem duração mínima de 12 meses e máxima de 24 meses. O Trainee Operador é destinado aos profissionais de nível técnico recém-formados em Eletrotécnica. Já o Trainee Nível Superior enfatiza profissionais recém-graduados em engenharia (elétrica, mecânica ou de produção) ou informática, embora também abranja outras áreas de conhecimento. Nos casos dos programas de trainee, a duração máxima é de 24 meses e o participante deve apresentar um projeto final.

Em 2007, o Programa Trainee Operador recebeu 21 novos profissionais e totalizou 16 efetivações. Já o Programa Trainee Nível Superior concluiu o seu quinto ciclo de atividades, iniciado em 2005, e iniciou sua sexta edição, com o ingresso de 19 novos trainees. Durante o ano, foram efetivados oito profissionais de nível superior participantes da iniciativa. A injeção de sangue novo na equipe do Operador foi complementada com o ingresso de 22

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Cipa/Sipat/Saúde

De olho na saúde

Com ações que vão muito além das atividades tradicionais na área de prevenção de acidentes e promoção da saúde, o Operador Nacional do Sistema Elétrico desenvolve iniciativas para proporcionar um ambiente de trabalho agradável e saudável para seus colaboradores. Em 2007, não foi diferente. Do treinamento de brigadistas de incêndio ao apoio a provas esportivas, por exemplo, o ONS incentivou o desenvolvimento de atividades voltadas à saúde física e mental de seus empregados.

Quando o assunto é segurança no local de trabalho, o destaque fica para as atividades promovidas pelas Comissões Internas de Prevenção a Acidentes de Trabalho (Cipa). Durante o ano, foram realizados treinamentos de equipes de primeiros socorros e de combate a incêndio, a fim de garantir a rapidez e a eficiência do atendimento nos casos de acidentes.

O Centro Nacional de Operações do Sistema (CNOS) e o Centro Regional de Operação Norte/Centro-Oeste (COSR-NCO), por exemplo, ganharam 20 novos brigadistas, preparados para atuar no combate a incêndios na fase inicial. Os colaboradores voluntários passaram por um treinamento de quatro dias, onde aprenderam

como evitar a propagação do fogo, utilizar adequadamente os extintores e o sistema de hidrantes, além de receberem orientação de como agir sob tensão e em condições desfavoráveis.

Mais que prevenir acidentes, o Operador desenvolve uma série de atividades com a finalidade de assegurar o bem-estar da sua equipe. Para tanto, ele conta com o programa ONS Saúde, que realiza ações de prevenção de doenças, orientação nutricional e sessões de ginástica laboral e de Reeducação Postural Global (RPG), entre outros, atendendo a cerca de 150 colaboradores em todas as localidades. Além disso, a iniciativa inclui o reembolso da mensalidade da academia e a cessão de espaço para a realização de aulas de ioga e dança de salão, sucessos de público e crítica entre seus profissionais.

Para aqueles que têm mais fôlego, o ONS Saúde também apóia a participação dos colaboradores em provas esportivas. Um dos destaques foi a tradicional maratona de revezamento Super 40, que contou com a participação de sete mil atletas distribuídos em 700 equipes, quatro das quais formadas por empregados da organização.

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Em Recife, os representantes do Núcleo Norte-Nordeste (NNNE) e do Centro Regional de Operação Nordeste (COSR-NE) também fizeram bonito na II Corrida da Praia, que totalizou 400 participantes. Os sete funcionários do ONS, muitos deles estreantes em provas de atletismo, percorreram oito quilômetros diante da bela paisagem da praia de Boa Viagem.

Além de incentivar essas atividades, o ONS Saúde é responsável pela coordenação do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e do Programa de Prevenção de Risco Ambiental (PPRA) da organização, ambos obrigatórios por lei. Dessa forma, da prevenção à promoção da saúde, o Operador busca oferecer um ambiente de trabalho saudável aos seus colaboradores.

“Nesses minutos em que dançamos, temos a oportunidade de estreitar os relacionamentos com colegas de outras áreas, estimulando o companheirismo e a solidariedade. Além de aumentar a disposição para o trabalho, é claro.”

Kátia Maria de Menezes Pita Santos, secretária da Gerência Executiva de Administração da Transmissão (GAT) e aluna de dança de salão há mais de um ano.

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Endomarketing

Um ano de muita energia, diversão e arte

Como se pode imaginar, a tarefa de coordenar e controlar a operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica de um país de dimensões continentais como o Brasil não é nada fácil. Em meio a tantas atividades complexas e de alta responsabilidade, um pouco de descontração permite unir melhor a equipe e recuperar as forças para enfrentar as dificuldades diárias do trabalho. No ONS, essa pausa para relaxamento e enriquecimento cultural é garantida pelo Programa de Endomarketing, que oferece uma vasta gama de atividades e projetos selecionados para agradar a todos os gostos. Uma das novidades de 2007 foi a entrada do ONS nos rumos da filosofia, com a realização do curso “Caminhos do Pensamento Medieval em Tomás de Aquino”, primeiro projeto do Programa Diálogos. Com a iniciativa, os colaboradores puderam aproveitar a hora do almoço no Escritório Central para conhecer e discutir questões metafísicas que repercutem no cotidiano. As aulas foram ministradas por Carlos Nougué e Sidney Silveira, membros da Società Internazionale Tommaso D’Aquino, entre outubro e dezembro e deixaram muitos discípulos ansiosos por futuras edições.

“Essa iniciativa nos deu a oportunidade de conhecer mais sobre filosofia e, principalmente, de sistematizar o conhecimento adquirido. Já comprei vários livros sobre o assunto e estou torcendo para que o projeto tenha continuidade.”

Rômulo Martins Menezes, analista de Tecnologia da Informação.

Além de filosofia, o Programa de Endomarketing também abriu espaço para os debates sobre a preservação do meio ambiente, tema que vem ganhando importância devido aos efeitos da poluição e do aquecimento global. O projeto Consciência Ambiental promoveu três palestras e duas apresentações de filmes sobre o assunto, a fim de despertar entre os profissionais da organização a preocupação com o futuro do planeta.

Um dos palestrantes foi o jornalista do canal de televisão a cabo GloboNews e professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) André Trigueiro, conhecido pela sua atuação na área ambiental e autor do livro “Mundo Sustentável – Abrindo Espaço na Mídia para um Planeta em Transformação”. Transmitida por videoconferência para todas as localidades do Operador, a palestra foi uma verdadeira aula de preservação. Trigueiro enfatizou a importância da conscientização dos engenheiros sobre o papel da sua profissão na busca por soluções para os problemas que afetam o meio ambiente. O projeto também promoveu palestras com o doutor em Antropologia e também professor da PUC-Rio Everardo Rocha, que abordou a relação entre consumo, produção e deteriorização ambiental, e com o assistente da Diretoria de Administração dos Serviços de Transmissão João Batista Santos Silva, que falou sobre as conseqüências das mudanças climáticas. Além disso, foram realizadas exibições dos

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documentários “Surplus”, uma crítica ao consumismo dirigida por Eric Gandini, e “Uma verdade inconveniente”, de Davis Guggenheim, que mostra dados catastróficos sobre o aquecimento global apresentados pelo ex-vice-presidente americano Al Gore.

Diante de um quadro tão alarmante, a boa notícia é que a iniciativa surtiu efeito. Segundo pesquisa realizada pela Assessoria de Comunicação e Marketing (ACM) do ONS, mais de 60% dos 132 colaboradores entrevistados afirmaram que o projeto ajudou a despertar a sua consciência para os problemas ambientais. O ano de 2007 também foi marcado pela inédita reunião dos Corais do ONS do Escritório Central e de Brasília. Os dois grupos se juntaram especialmente para participar do 13º Festival Internacional de Coros (FestCoros), realizado em setembro, em Juiz de Fora, Minas Gerais. Com muita elegância e talento, os 39 integrantes fizeram cinco apresentações memoráveis, com um repertório que incluiu clássicos como “Trenzinho Caipira”, de Heitor Villa-Lobos e Ferreira Gullar, e “Baião”, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. Em Brasília, o consagrado Projeto Bem Viver manteve a agenda dos colaboradores do Centro Nacional de Operações do Sistema (CNOS) e do Centro Regional de Operação Norte/Centro-Oeste (COSR-NCO) cheia de eventos e comemorações, incentivando a integração e a convivência dos profissionais lotados na capital federal. O ano começou com a Festa Goiana, em março, com um cardápio que incluía pratos típicos, “modas de viola” e poesia.

Outras celebrações animaram os meses seguintes no planalto central, como a quarta edição da Feijoada do CNOS/COSR-NCO, a Festa Junina, a Festa Italiana e a primeira Rekantoberfest, inspirada nas festas alemãs. Verdadeiros sucessos de público, os eventos contaram com a participação, em média, de 140 colaboradores. A criançada não ficou de fora, ganhando uma programação especial de férias, que incluiu visitas à Sala de Controle, apresentação de filmes, jogos, lanches e uma animada gincana.

O clima de festa também se espalhou pelas demais localidades do Operador. Em Recife, os colaboradores organizaram uma excursão junina à Serra Negra, na região do agreste pernambucano, que terminou em um animado forró de pé-de-serra. Já em Florianópolis, o agito foi garantido pela quinta edição da Festa Julina do ONS, que reuniu cerca de 90 pessoas no Hotel Engenho Eco Park.

O Programa de Endomarketing também manteve as tradicionais atividades sociais da empresa e datas comemorativas, promovidas com o objetivo de fortalecer a relação com os colaboradores. Dentre as ações realizadas estão as celebrações do Dia Internacional da Mulher, do Dia das Mães e as festas de fim de ano, realizadas em todos os endereços do Operador. Uma das novidades de 2007 foi que, desde janeiro, os presentes oferecidos aos aniversariantes do mês passaram a ser adquiridos de entidades que realizam ações sociais comunitárias de geração de renda e educação ambiental. Com isso, o ONS une diversão, integração e responsabilidade social, presenteando os colaboradores e contribuindo para a manutenção de projetos sociais importantes.

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Condição fundamental para o progresso social, econômico e cultural da sociedade, a educação também é alvo de constantes investimentos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Seja ampliando o conhecimento do público sobre o setor elétrico ou firmando parcerias para o desenvolvimento de novas tecnologias e soluções, durante o ano de 2007, a organização promoveu diversas ações educativas voltadas para os mais diferentes segmentos sociais. Conheça algumas dessas iniciativas.

Educação e Informação

Educação

ONS reforça ações e convênios na área educacional

Como uma das principais entidades do setor elétrico brasileiro, o ONS também tem a responsabilidade de divulgar entre os diferentes segmentos da sociedade as principais questões e discussões relativas a área de energia elétrica. Nesse sentido, as ações de educação promovidas pela organização permitem uma aproximação maior com diversos públicos, ampliando o conhecimento sobre esse setor estratégico para o país. Uma das iniciativas educacionais já consagradas são as visitas técnicas e palestras, oportunidades para mostrar diretamente à sociedade a importância das atividades do Operador. A abrangência desses eventos pode ser medida pela diversidade dos visitantes, composta de estudantes universitários a investidores, delegações estrangeiras, políticos, agentes e profissionais do setor elétrico. Um exemplo do sucesso dessas ações é o aumento das visitações ao Centro Nacional de Operações do Sistema (CNOS) e ao Centro Regional de Operação Norte/Centro-Oeste (COSR-NCO), em Brasília. Confirmando a tradição de bons anfitriões, as unidades receberam, de março a outubro de 2007, 406 visitas de entidades

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externas, número 84,5% superior em relação ao mesmo período do ano anterior. Apenas em agosto, 113 pessoas passaram pelos corredores das unidades instaladas na capital federal, incluindo comitivas da Holanda e da Nigéria, profissionais do Ministério de Minas e Energia e representantes dos Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo.

A visita ao CNOS fez parte até mesmo de um curso de

formação de diplomatas promovido pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), voltado para chefes dos setores de energia das embaixadas e consulados brasileiros.

“Foi uma oportunidade para conhecer a estrutura do setor elétrico nacional, um dos principais elementos da matriz energética

brasileira.”

Embaixador Antonio José Ferreira Simões, diretor do Departamento de Energia do MRE

Como um dos órgãos de referência no setor elétrico, o ONS também estabelece parcerias com entidades estrangeiras, garantindo assim a circulação de conhecimentos e experiências na área. Foi o caso do intercâmbio com a empresa de italiana Terna e da sua subsidiária brasileira, Terna Participações, que teve como resultado uma

importante troca de informações sobre a operação de sistemas no Brasil e na Itália.

De olho nos futuros talentos, o Operador também investe nas ações de educação voltadas para estudantes do ensino médio e superior. Prova disso foi a sua participação na II Feira de Estágio e Emprego do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ), voltada para alunos do ensino técnico, e na XI Mostra PUC-Rio, destinada a universitários. Os dois eventos foram excelentes oportunidades de apresentar a um público diversificado a importância das atividades do ONS para o sistema elétrico e para a sociedade brasileira como um todo.

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Conhecendo a Operação

Muitos procedimentos e atividades realizados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico são mistérios até mesmo para alguns de seus colaboradores, que não trabalham diretamente na área de operação do sistema. Para ampliar o conhecimento dos empregados sobre as ações do ONS e promover a troca de experiências, o programa Conhecendo a Operação, vinculado ao Projeto Compartilhar, promove palestras ministradas por profissionais responsáveis por processos críticos e finalísticos nas principais áreas da organização.

Durante o ano de 2007, foram realizados seis encontros do programa, abordando temas como a história e os conceitos básicos do setor elétrico brasileiro, os procedimentos de programação, pré-operação, normatização e operação em tempo real e os planos de ampliação, reforço e planejamento da operação. “A partir dessas palestras, esperamos que as equipes de apoio e gestão fiquem mais familiarizadas com a linguagem

técnica utilizada no ONS, tenham um melhor entendimento das necessidades e demandas do Operador e estejam mais integradas”, explica Solange Valente, analista de Recursos Humanos sênior. Participaram do Programa 53 colaboradores da Diretoria Geral (DGL) e 83 da Diretoria de Assuntos Corporativos. As palestras tiveram duração média de três horas cada e foram apresentadas duas vezes para que os colaboradores de ambas as diretorias pudessem assistir. Bem recebida pelos profissionais, a iniciativa promete render resultados favoráveis para a organização.

“Achei o Programa extremamente positivo, porque permite que os colaboradores conheçam detalhes da atividade-fim do ONS. No caso da Assessoria Jurídica, o pleno entendimento das atividades desenvolvidas fornece subsídios imprescindíveis para a defesa dos interesses do Operador, tanto no âmbito administrativo como no judicial.” Vitor Sarmento de Mello, advogado sênior

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