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Revista RN Econômico - Maio de 1975

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tradição

segurança

garantia

A Caderneta de Poupança Banorte

tem a tradição, segurança e garantia do

SISTEMA FINANCEIRO BANORTE.

São 32 anos de solidez e bons

serviços prestados a seus milhares de clientes,

de Norte a Sul

deste grande Brasil.

caderneta

de poupança

Banorte

Tranquilidade para o futuro

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R M s o o c r a o o

i

Dlretores-Editores

Marcos Aurélio de Sá

Marcelo Fernandes de Oliveira Gerente Financeiro

Núbia Fernandes de Oliveira Gerente Industrial Creso Barbalho Redator-Chefe Manoel Barbosa Redatores Sebastião Carvalho Gerson Luiz Arte

Manoel Araújo de Andrade

Fotos

João Garcia de Lucena Colaboradores

Alvamar Furtado Benivaldo Azevedo Cortez Pereira Dalton Melo

Domingos Gomes de Lima Edgar Montenegro Epitácio de Andrade Fabiano Veras Fernando Paiva Genário Fonseca Hélio Araujo Hênio Melo Joanilson P. Rego João de Deus Costa João Wilson M. Melo Jomar Alecrim Luiz Carlos A. Galvão Manoel Leão Filho Moacyr Duarte Ney Lopes de Souza Nivaldo Monte Otto de Brito Guerra Severino Ramos de Brito Túlio Fernandes Filho Ubiratan Galvão

R N - E C O N Ô M I C O revista mensal especializada em assuntos econô-mico-financeiros do R i o G r a n d e do Norte, é de p r o p r i e d a d e da Editora R N - E C O N Ô M I C O L t d a . C G C M F 08423279/0001. Endereço: R u a Dr. José Gonçalves, 687 — N a t a l — R N . Telefones: — 2-0706 e 2-4455. Impressa na Grá-fica R N - E C O N Ô M I C O . É permi-tida a reprodução total ou parcial de matérias, desde q u e seja citada a fonte. Preço do exemplar: — Cr$ 10,00. N ú m e r o atrasado: — C.r$ 12,00. Preço da assinatura anual: Cr$ 40,00. Assinatura p a r a outros Estados: Cr$ 50,00.

REVISTA MENSAL PARA HOMENS DE NEGÓCIOS

Ano V I — N . ° 64 — M a i o / 7 5 r j ^ w . « « a S u ^

REPORTAGENS

P E T R O L E O A m a i o r r i q u e z a d o R i o G r a n d e d o N o r t e P O L Í T I C A E C O N Ô M I C A 0 RN a i n d a p o d e e s p e r a r p e l a i n d u s t r i a t ê x t i l ? P R E V I D Ê N C I A 0 I N P S m u d a p a r a m e l h o r C O N S T R U Ç Ã O C I V I L P r e ç o s e s t a b i l i z a m m a s o m e r c a d o i m o b i l i á r i o p o d e s a t u r a r P U B L I C I D A D E U m n e g ó c i o q u e a i n d a n a o a c e r t o u o p a s s o N E G Ó C I O S 0 c o m é r c i o l i v r e i r o d e p e n d e de m a i s e s c o l a s p a r a c r e s c e r A G R I C U L T U R A F r e n t e s de T r a b a l h o — u m m e i o p r e c á r i o de l u t a r c o n t r a as s e c a s P E S Q U I S A A a g r i c u l t u r a p o t i g u a r t e m o p ç õ e s ?

SECÇÕES

H O M E N S & E M P R E S A S

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SÃO G O N Ç A L O ^ VAI CRESCER

T o m a n d o como slogan a frase "São Gonçalo vai crescer", o indus-tfial-hoteleita F i r m i n o Moura, proprietário do Hotel Saburá, está lançando dois grandes loteamentos, ambos no município de São Gon-çalo do Amarante, próximos ao complexo industrial do g r u p o UEB. São cerca de dois mil lotes de 1.000 metros quadrados, que serão ven-didos a prazo. A renda do empren-dimento Firmino pretende investir na ampliação do Hotel Samburá.

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ESQUADRIAS

C O N F I A N Ç A P A R A A FIAÇÃO S E R I D Ó

F e r n a n d o Bezerril, revendedor das esquadrias de alumínio Con-fiança para o Rio Grande do Norte e Paraíba, assinou contrato com a Fiação e Tecelagem Seridó S/A, do g r u p o UEB, para fornecimento de todas as esquadrias da área de ad-ministração dessa indústria, 110 va-lor de Cr$ 250 mil. O u t r o contrato de Cr$ 180 mil foi firmado com a Confecções Alpargatas, também para fornecimento de esquadrias Confiança.

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I N H A R É M U D A DE MAOS

O controle acionário da indús-tria de molhos e condimentos I n h a r é acaba de m u d a r mais uma vez de mãos: desta feita, assumiu o comando da empresa Benedito Marcondes Leite, que comprou a parte de Arimar França, até então maior acionista. Antes, a família Bezerra, de Santa Cruz, controlava a pequena indústria. Já está na Su-dene um projeto que prevê inves-timentos de Cr$ 8 milhões na Inharé, com o q u e será triplicada a sua atual produção.

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EMPRESA DE T R A N S P O R T E DE CARGAS E M M O S S O R Ó

Francisco Vilmar, gerente da VASP em Mossoró, acaba de abrir uma transportadora rodoviária. T r a -ta-se da T R A N S C A R , que aceitará encomendas para q u a l q u e r p o n t o do país. Possuindo inclusive cami-nhões próprios, a T R A N S C A R também atua como locadora de au-tomóveis, m a n t e n d o em Mossoró u m a frota de q u a t r o veículos novos.

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B A N O R T E T E R Á

NOVA SEDE E M N A T A L

Francisco Cordeiro Bezerra, ge-rente da B A N O R T E Crédito Imo-biliário S / A , anuncia para dentro de mais 60 dias a inauguração da nova sede desta empresa em Natal. A B A N O R T E sairá da rua João Pessoa para um grande prédio 11a avenida Rio Branco, onde até o ano passado funcionou o Banco Co-mércio e Indústria de Minas Ge-rais. Está sendo investida na refor-ma do prédio a sorefor-ma de Cr$ 700 mil. Contará a f u t u r a instalação da B A N O R T E com uma central de ar condicionado e fachada total-mente de vidro. Nelson da Matta, cliretoi-executivo da empresa, tem dedicado especial atenção a este projeto e faz questão de frisar q u e a agência cie N a t a l da B A N O R T E será a mais bela do país.

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JESSÉ F R E I R E

R E P R E S E N T A NOVAS L I N H A S DE M Á Q U I N A S

Jessé Freire Agro Comercial S/A, empresa que além de atuar no ramo de eletrodomésticos (Lojas Utilar) também m a n t é m em Natal e Mossoró revendas de máquinas e implementos agrícolas, passa a par-tir de agora a representar no Rio G r a n d e do Norte duas novas li-nhas: Perkins (motores para cami-nhões, barcos, conjuntos geradores) e Lucas-Cav (laboratórios para tes-tes de bombas injetoras). José Gon-dim, diretor da empresa, enumera as linhas já representadas pela Jessé Freire Agro Comercial:

Mas-sey Ferguson (tratores), Jacto

(pul-verizadores), Baldan (discos e im-plementos agrícolas), e Pontal (ma-terial rodante, carretas e tanques).

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L O T E A M E N T O

SAYONARA A P R O V A D O PELA P.M.N.

A prefeitura de Natal já apro-vou as plantas do Loteamento Sayo-nara, constante de 300 lotes, situa-do às margens da estrada Natal-Ponta Negra, vizinho ao Lotea-mento Cidade Jardim. A ECOC1L, proprietária do terreno a ser lotea-do, já construiu um galpão no lo-cal e deslocou um trator para rea-lizar os serviços de terraplenagem. As vendas de lotes só serão inicia-das q u a n d o toinicia-das as ruas estiverem calçadas a paralelepípedo e toda a área estiver beneficiada com água e energia elétrica.

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G U A R A R A P E S D O CEARÁ I N A U G U R A D A E M J A N E I R O

Já está marcada para janeiro de 1976 a inauguração da fábrica cea-rense das Confecções Guararapes S/A, com u m a área coberta de 23 mil metros quadrados, que ofere-cerá quase 3.000 empregos diretos à população de Fortaleza. A Fá-brica é mais ou menos do porte da de Natal e só não foi também construída no Rio Grande do Norte pela falta de incentivos ofi-ciais, (pie foram facilmente obti-dos no Ceará. A frente da Guara-rapes do Ceará está o industrial Benedito Cleiton Veras Alcântara, lioje um dos vice-presidentes do grupo comandado por Nevaldo Rocha.

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E C O C I L A U M E N T A N O V A M E N T E O C A P I T A L

A E C O C I L — Empresa de Cons-truções Civis Ltda., acaba de elevar mais uma vez o seu capital social, que passa de Cr$ 5.005.000,00 para Cr$ 15 milhões e 205 mil. Confor-me declara o engenheiro Fernando Bezerra, presidente da ECOCIL, o reforço de capital foi feito no sen-tido de habilitar a empresa a con-correr a obras de maior vulto, am-pliando-se assim a sua faixa de disputa do mercado.

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A S E R T A N E J A VAI I N I C I A R C O N S T R U Ç Ã O

R a d i r Pereira anuncia para muito breve o início da construção da maior loja de A Sertaneja em Natal, em terreno situado na esqui-na da Av. Deodoro com a rua João Pessoa. A loja ocupará cinco an-dares de um prédio de 14 pavimen-tos, e possuirá escadas rolantes e central de ar condicionado. Por outro lado, d a n d o prosseguimento à política de expansão da empresa, R a d i r já inaugurou as lojas de A Sertaneja em Pau dos Ferros e em Cuité, na Paraíba. Otimista com relação ao f u t u r o , ele comenta o gradativo aumento do volume de vendas da sua organização nos últi-mos anos e frisa que, no primeiro semestre deste ano alcançou um ín-dice de f a t u r a m e n t o sujíCrior em 35% ao do mesmo período de 1971.

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NOVA KABI

UMA PREFERÊNCIA

DE QUALIDADE

A NOVA KABI — I n d ú s t r i a s Mecânicas Kabi S/A, acaba de e n t r e g a r ã CHESF 12 unidades do P o l i - G u i n d a s t e "MULTIBEND" Mod. KPG 8 0 / 2 0 0 , que e s t ã o sendo usados na c o n s t r u ç ã o das b a r r a g e n s de Moxotõ e Sobradinho. T r a t a - s e de um equipamento v e r s á t i l , u t i l i z a d o para c o l e t a , t r a n s p o r t e , t r a n s f e r e n c i a , d e s p e j o , ou d e s c a r g a de qualquer t i p o de carga l í q u i d a , s ó l i d a ou g a s o s a , e f o i t o t a l m e n t e p r o j e t a d o e f a b r i c a d o p e l a NOVA KABI, h i 34 anos

produzindo q u a l i d a d e . 0 P o l i - G u i n d a s t e "MULTIBEND" j a vem sendo usado também p e l a CESP, LIGHT, FURNAS, SERVIX, CONSTRUTORA MENDES JÚNIOR, REDE FERROVIÁRIA DO NORDESTE, C0SIN0R, AÇONORTE, CONSTRUTORA NORBERTO ODEBRECHT, CIA. VALE DO RIO DOCE, PREFEITURAS DO RECIFE, FORTALEZA, SALVADOR, SÃO PAULO e c e n t e n a s de o u t r a s e m p r e s a s , o que demonstra sua

v e r s a t i l i d a d e e a p l i c a ç ã o .

Representante das Indústrias Mecânicas KABI

FORMAC S.A.

Rio G. do Norte-Paraíba —Pernambuco-Alagoas

(7)

O Ministro Shigeaki Ueki vê o Rio Grande do Norte como

um dos quatro Estados privilegiados com a condição

de principais produtores de petróleo do país. Os "royalties",

para Ueki, vão deixar o Rio Grande do Norte rico

O jovial Ministro Shigeak Ueki talvez em bem poucas ocasiões te-n h a se mostrado tão otimista e ite-n- in-cisivo q u a n d o de sua visita ao R i o G r a n d e do N o r t e para confirmar, em companhia do Presidente da Petrobrás, General Araken de Oli-veira, as boas novas sobre as jazi-das de petróleo em U b a r a n a e o potencial petrolífero da plataforma continental potiguar. Nas conversas

RN-ECONÔMICO

particulares com o Governador T a r -císio Maia, o Ministro chegou a fa-zer bem humoradas tiradas a res-peito da nova condição "de rico" do circunspecto administrador, en-fatizando que o Rio G r a n d e do Norte brevemente estaria receben-do "royalties" pelo petróleo, cuja produção chegará logo aos 50 mil barrfs/dia, extraídos de reservas muito superiores às de Campos, até

então consideradas fantásticas. Estranhamente, a maior notícia para a economia do Rio Grande do Norte, em todos os tempos, não teve o impacto merecido na opinião pública, talvez já confusa com tan-tas notícias a respeito, de descober-tas de petróleo. Mesmo certos seto-res mais esclarecidos mantiveram-se mais ou menos apáticos e indife-rentes.

Página 7

(8)

Q u a n d o , na realidade, há moti-vos, de sobra, para euforia. E eufo-ria q u e contaminou o até então p o n d e r a d o e reticente Ministro Ueki, cuja ênfase no anúncio cla descoberta de novas jazidas petro-líferas em U b a r a n a beirou a emo-ção, no decorrer da entrevista que concedeu no Hotel Internacional dos Reis Magos. Com voz firme, Ueki asseverou q u e as informações eram absolutamente "honestas", cer-tamente para esclarecer que não es-tava havendo exagero e nem se tra-tava de um anúncio para provocar a famosa "explosão de expectativa", expressão utilizada pelo ex-Minis-tro da Economia R o b e r t o Campos para definir um estado de espírito coletivo d i a n t e de certas notícias otimistas, em termos de realizações e sucessos econômicos do país.

A C O N F I R M A Ç Ã O DE U M A E X P E C T A T I V A

A convicção entusiasmada do Ministro tinha u m a confirmação paradoxal, mas altamente positiva, na postura tranquila do General Araken que, no seu silêncio e na expressão feliz do rosto, conferia foros de total realismo às palavrfis de Ueki. Porque, de fato, o anún-cio oficial sobre a existência de um segundo lençol petrolífero em Uba-rana precedia uma série de infor-mações extra-oficiais, já do conhe-cimento de algumas pessoas ligadas ao R i o G r a n d e do Norte e, mesmo, dos jornalistas especializados do Sul do país. H á uma semana do pro-n u pro-n c i a m e pro-n t o de Shigeaki Ueki, a revista "Veja" anunciara a euforia dos técnicos da Petrobrás q u a n t o às possibilidades do Petróleo do R i o G r a n d e do Norte, no q u e era acom-p a n h a d a acom-pelas informações dos grandes jornais do Rio e São Paulo.

Curiosamente, só a imprensa mantinha-se n u m a reserva próxima a indiferença, a p o n t o de não re-produzir essas notícias.

O D e p u t a d o Federal Ney Lopes de Souza, por exemplo, já havia re-cebido substanciais informações da Assessoria da Câmara Federal a res-peito do q u e estava sendo reservado para o R i o Grand», do Norte. E eram informações tão sensacionais q u e não chegaram a repercutir, tal-vez até por causarem incredulidade.

Porque, feitos os cálculos na p o n t a do lápis, as perspectivas da nova jazida de U b a r a n a são de pro-porcionar ao R i o G r a n d e do N o r t e nos próximos dois anos, a

quadru-Página 8

f

Shigeaki Ueki: "O KN sera um

General Araken confirma as palavras do Ministro

plicação de sua receita tributária, sem q u e o Estado tenha de realizar q u a l q u e r esforço fiscal ou de, inves-timentos. São os "royalties" de q u e falou o Ministro Ueki.

Além disso, os técnicos da Câ-mara Federal haviam informado a Ney Lopes q u e o Rio G r a n d e do N o r t e surgia como a alternativa petrolífera brasileira e, em parte, para o m u n d o . A Petrobrás já vi-n h a preocupada com as perspecti-vas baianas, onde o ouro negro po-derá deixar de j o r r a r na próxima década, caso não sejam detectadas novas jazidas importantes.

Como já é quase impossível se fazer reserva sobre assuntos de pe-tróleo no Brasil, o p r ó p r i o Minis-tro Ueki, na sua visita a Natal, n u m a conversa com o governador Tarcísio Maia, incluia o R i o Gran-de do N o r t e no chamado clube Gran-de novos ricos do petróleo do Brasil, ao lado da Bahia (ainda,), Sergipe e Alagoas.

O N D E O P E T R Ó L E O C H E G A , A R I Q U E Z A VEM A T R Á S

Jovem político, Ney Lopes per-cebera que o petróleo poderia se transformar numa bandeira de luta sua e n u m bom suporte para a car-reira política q u e sempre almejou. "O petróleo — dizia Ney, antes mesmo de ser publicada a notícia — vai significar para o Rio G r a n d e do Norte o mesmo q u e o ouro sig-nificou para a Califórnia, na histó-ria econômica dos Estados Unidos".

Não porque o parlamentar ti-vesse o dom cia clarividência. Ele tivera a sorte de ser colocado a par dos acontecimentos pela Assessoria da Câmara, cujos técnicos lhe ga-r a n t i ga-r a m a autenticidade dos dados.

E isso porque, mesmo no está-gio atual da técnica, a localização de jazidas de petróleo ainda é um jogo de sorte e, guardadas as pro-porções, semelhante a aventura do garimpeiro em busca de 01110 e dia-m a n t e no cascalho dos riachos.

N o caso da jazida de U b a r a n a , as perfurações estavam centraliza-das na formação de Açu, a primeira localizada e a primeira a provocar uma série de notícias entusiasman-tes, naquela época — há dois anos — , mas contagiantes do que atual-mente, c o n q u a n t o sem as mesmas razões de agora. Naquela época, a Petrobrás procurava evitar o entu-siasmo exagerado e estimava uma produção de, no máximo, cinco mil barris diários. Todavia, continuava fazendo fé nas potencialidades da p l a t a f o r m a continental p o t i g u a r .

E foi q u a n d o as stmdas procu-ravam delimitar a formação de Açu q u e uma delas, casualmente, perfu-rou outro bolsão. Os técnicos, logo perceberam que não se tratava de uma mesma jazida, mas de outra — e de possibididades bem mais promissoras. A descoberta acidental se dera por causa de uma falha geo-lógica, u m a mera brecha na forma-ção do solo.

Os trabalhos se concentraram, então, na nova formação, a de Ti-bau. O poço pioneiro revelou a condição de, somente ele, produzir cerca de 1.200 barris por dia.

C o n f i r m a d a a descoberta, a má-q u i n a da Petrobrás passou a se mo-vimentar. Está sendo providenciado

o deslocamento de mais cinco pla-taformas para U b a r a n a e, segundo os técnicos, pelo menos três já esta-rão f u n c i o n a n d o a partir de ja-neiro.

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A O P O R T U N I D A D E

Enfim o efeito das notícias so-bre a existência do petróleo de Uba-rana foi traumatizante. Os meios econômicos locais ainda não se re-cuperaram da surpresa e, como o petróleo é um fator completamente novo no panorama econômico do Rio Grande do Norte, não têm uma medida exata de avaliação. Pois há uma peculiariedade, no caso: o pro-gresso que o petróleo possibilitará independerá dos esforços dos em-presários locais, no entanto, serão beneficiados como, de resto, um sem n ú m e r o de pessoas q u e entra-rão no torvelinho.

A contrapartida está nas tam-bém honestas declarações do Minis-tro Ueki de que não adianta o R i o G r a n d e do N o r t e sonhar com a re-, finaria, embora não tenha definido a sua localização — de q u a l q u e r forma1,' ainda um motivo de espe-rança.

Os índices de importação de pe-tróleo pelo Brasil ainda preocupam as autoridades do país. No primeiro semestre foram as importações da

Ney Lopes: " 0 petróleo vai repre-sentar para o RN o que o ouro

representou para a Califórnia"

Petrobrás as que apresentaram au-mento mais significativo — da or-dem de 10% —, o que está spn d o justificado com a necessidade de recompor os estoques. A produção, por sua vez, vem avançando um

O petróleo baiano — se não

forem descobertas novas

jazidas — tem previsão de

esgotamento para a

década de 80.

tanto lentamente, nos últimos me-ses, sendo situada em torno de 1%, a despeito dos avanços na platafor-ma subplatafor-marina. Já o consumo cres-ceu a uma taxa aproximada de 5%.

Nesse quadro, um economista local — que ainda prefere uma po-sição reservada, face a situação ain-da não perfeitamente clara — le-vanta algumas dúvidas com respeito aos investimentos necessários para que o petróleo da plataforma con-tinental do Rio Grande do Norte jorre com todo esplendor. As opi-niões são sempre bem reservadas, porque ainda pairam no ar as dis-cussões sobre a oportunidade, ou não, dos chamados contratos de ris-cos, isto é, a admissão de capitais estrangeiros nas buscas a novas ja-zidas de petróleo em território na-cional, principalmente no mar onde o process' ">»'ito mais caro. <~>

Agricultura se faz com máquinas. j

Jessé Freire Agro—Comercial tem a

máquina certa para a sua fazenda.

JESSÉ FREIRE AGRO-COMERCIAL S/A ffiE

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GRADE N I V E L A D O R A M F 3 0

C A I X A DE F E R T I L I Z A N T E S

P U L V E R I Z A D O R A U T O M Á T I C O

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RN ainda pode esperar

pela industria têxtil?

A advertência do Ministro Reis Veloso sobre a necessidade

de restringir a aprovação de novos projetos têxteis para o Nordeste é

vista com inquietação pelos empresários potiguares do setor.

O Secretário Benivaldo Azevedo acha que, se a medida for

concretizada, o Rio Grande do Norte será o mais prejudicado.

POLÍTICA ECONÓMICA

0

Descoberta a sua vocação natu-ral — a indústria de confecções e, p o r extensão, embora que no sen-tido inverso, a de fiação e tecela-gem — o R i o G r a n d e do Norte (como de resto toda a região nor-destina) se vê na iminência de ter retraídos os incentivos oficiais ou a simples aquiescência ao floresci-m e n t o dessa atividade.

U m a advertência dó Ministro Reis Veloso, do Planejamento, feita à Sudene recentemente, se referia à necessidade de se restringir a apro-vação de novos projetos para o se-tor têxtil, no Nordeste. Como era natural, a simples advertência bas-tou para generalizar u m justificado clima de apreensão entre empresá-rios, técnicos e governadores da re-gião, principalmente p o r q u e a pro-posta do Ministro apresentava três

pontos cristalinamente contraditó-rios: 1) a região Nordeste é a maior p r o d u t o r a de algodão e, por afini-dade, a q u e pode e deve cuidar da industrialização do p r o d u t o ; 2) a medida ministerial seria tomada tendo em vista a crise determinada pela excessiva liberalidade concedi-da, oficialmente, ao setor têxtil do Centro-Sul do País, do q u e redun-dou u m a crise causada pela super-produção; 3) o I I P N D determina ou prevê a criação de u m p a r q u e têxtil nordestino, com inversões de Cr$ 6 bilhões até 1979, para uma expansão do n ú m e r o de fusos, que até 1978 deve estar em torno de 700 mil e deverá atingir os 2 milhões. Depois, há aparentes contradições nos pontos de vista dos Ministros Reis Veloso, do P l a n e j a m e n t o e R a n g e l Reis, do Interior — a q u e está ligado a Sudene.

As reais determinantes da medi-da — que, diga-se a título de tran-quilizar, continua por ora nas co-gitações — ainda estão embaçadas e, pelo menos no Rio G r a n d e do Norte, alguns empresários do setor têxtil ainda não se deram conta do que ela poderá representar, se efeti-vada, alguns até desconhecendo além

dos seus efeitos, as suas causas. Em-bora outros não se façam de roga-dos e, ao contrário de outros mais, falem com franqueza sobre a ques-tão.

Raimundo Nonato: "Se essa medida for tomada, certamente será com um

sentido preventivo e nunca corretivo".

Como o industrial Getúlio Nó-brega, do g r u p o Nóbrega Sc Dantas, q u e já tem aprovado pela Sudene o projeto da FAMOSA — Fiação de Algodão Mocó S. A. Diz ele:

— "A se impedir a implantação do p a r q u e têxtil do Nordeste, o q u e acontecerá ? Continuaremos

m a n d a n d o o nosso p r o d u t o primá-rio para fora, deixando de indus-trializá-lo, alimentando o interesse dos industriais do Sul, q u e não acre-ditavam no q u e agora já é uma realidade. O q u e acontece é q u e as nossas indústrias, p o r q u e estão se implantando agora, estão melhor aparelhadas, com m a q u i n a r i a mo-derna e, portanto, nascem com con-dições de competir em qualidade e preço. E isto deixa assombrados os industriais têxteis do Sul".

Kleber Bezerra, do G r u p o T h e o -dorico Bezerra, q u e também já tem aprovado um projeto têxtil — o da T E X I T A — C o m p a n h i a T ê x t i l T a n g a r á — leva o problema para outro aspecto:

— "A crise têxtil não é apenas brasileira, é mundial, e por isto acredito que, com o passar do tem-po, essa pretensa medida, se efeti-vada, será revista. N o Nordeste, principalmente n o R i o G r a n d e do Norte, esta é a única indústria q u e poderá se implantar, dado princi-palmente à nossa n a t u r a l condição do principal p r o d u t o r de algodão". Para R a i m u n d o N o n a t o da Cos-ta, diretor a d j u n t o da Confecções Guararapes, já considerada a ter-ceira do Brasil, o Nordeste sempre deveria ter um tratamento diferen-te, em vista mesmo do fato natural de ser u m a região de contrastes mais do que sabidos.

— "Creio que a preocupação do governo é no q u e se refere à de-m a n d a da produção" — diz ele. "Mas na hora em q u e h a j a coloca-ção para a producoloca-ção de fios e teci-dos, sem os perigos do superesto-que, tudo m u d a r á . Se essa medida fôr tomada, certamente o será com

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u m sentido preventivo e nunca cor-retivo".

SULISTAS Q U E R E M B L O Q U E A R

" O Nordeste está pagando pelos pecados sulistas". Esta frase do pre-sidente da Federação das Indústrias de Pernambuco, sr. T ú l i o B r a n d ã o de Matos, ao se referir ao assunto, tem sido a justificativa teórica para a tomada de posição dos empresá-rios que estão se propondo a cair em campo em defesa do interesse regional, antes que, de u m cômodo silêncio de sua parte, a medida da restrição chegue a se efetivar. E Kleber Bezerra é um dos que acham que os governadores da região, an-tes que seja tarde, também devem participar do escarcéu.

"Os Estados também serão gran-des prejudicados nisto t u d o " — diz ele. "Porque ao invés de receber o imposto sobre o valor do algodão industrializado, vão continuar a receber sobre o p r o d u t o b r u t o " .

E há também o aspecto social, lembra Kleber Bezerra:

"A indústria têxtil utiliza u m a razoável mão de obra e em nosso Estado, como em todo o Nordeste, a escassez de oferta de emprego cada vez mais se acentua, p o r q u e todo dia há jovens atingindo a ida-de do trabalho, sem q u e h a j a em-pregos".

— "Só teremos vantagens como produtores de algodão, na hora em q u e mandarmos para fora o pro-d u t o inpro-dustrializapro-do" — pro-diz Getú-lio Nóbrega. "E isto é o que os empresários sulistas querem blo-quear de q u a l q u e r maneira. Eles têm a seu favor, sem dúvida, o fato de não se conhecer a p r o f u n d i d a d e da crise por q u e passa h o j e o setor têxtil. Eles justificam: se há pouca demanda, não deve haver mais pro-dução. Mas q u e m é q u e pode dizer se d e n t r o de u m ano tudo n ã o es-tará mudado?"

L U T A N O S B A S T I D O R E S

Para o economistas Benivaldo Azevedo, Secretário de Indústria e Comércio do R i o G r a n d e do Norte, caso as restrições preconizadas pelo Ministro Reis Veloso venham a se tornar realidade, o nosso será o Es-tado mais prejudicado, u m a vez que se evapora a possibilidade de montarmos o nosso polo industrial

RN-ECONÔMICO

têxtil, consumidor da matéria pri-ma que produzimos da melhor qua-lidade.

Angelo Lagrotta, diretor admi-nistrativo da Fiação Borborema S. A., no entanto, acha que a me-dida não será tomada e, mesmo o sendo, não atingirá a sua empresa. Realmente, a Borborema, hoje com

15.000 fusos, está com um projeto aprovado pela Sudene, para dupli-car essa capacidade, embora q u e não através dos artigos 34/18. La-grotta ainda considera a coisa pelo

lado nreventivo, uma cautela gover-namental para evitar o recrudesci-mento da crise nascida no Centro-Sul.

Benivaldo Avezedo: "Há uma forte luta nos bastidores".

E as considerações se vão so-mando, heterogêneas e ao mesmo tempo coerentes, no instante em que se referem à defesa da vocação na-tural da região. Na realidade, não é de agora q u e a própria Sudene tem m a n o b r a d o o freio, na hora da aprovação de projetos em demasia, para u m mesmo setor, e a própria reestruturação dos sistemas de con-cessão de incentivos fiscais, tem uma série de medidas cerceativas q u e regem a regulamentação do F I N O R — F u n d o de Investimentos do Nordeste. R a i m u n d o N o n a t o da Costa é um dos que reconhecem esse ponto e Getúlio Nóbrega chega a lembrar que sequer o total de fusos preconizados pela Superinten-dência do Desenvolvimento do Nor-deste, para a região, ainda foi atin-gido. Do que se supõe q u e qual-quer medida que venha a ser to-mada o seja apenas no terreno da prevenção, embora q u e n a tenta-tiva cie consertar os erros advindos do excesso de oferta instalado no Centro-Sul.

— "Está se programando u m a

parada" — diz Kleber Bezerra — "uma tomada de posição. Talvez até para que, depois, o próprio Nordeste venha a ser beneficiado, p o r q u e não há de ser ele prejudi-cado, certamente, pois o setor têx-til é a sua vocação natural. Prin-cipalmente no R i o G r a n d e do Norte".

Kleber Bezerra: "Está se programan-do uma parada, uma tomada de

posição".

Realmente, o R i o G r a n d e do Norte hoje produz 47 mil e 900 peças de confecções diariamente, devendo até o começo de 1976 estar produzindo 188 mil. Dentro de mais alguns tempos, com o pleno fun-cionamento dos projetos de expan-são das fábricas aqui sediadas, se-remos 30% da produção nacional. A Indústria T ê x t i l Seridó, do gru-po U E B (União de Empresas Bra-sileiras) se propõe a, dentro de pouco tempo consumir algodão não apenas do R N mas também do Ceará, além de fio poliester produ-zido na Paraíba, em Pernambuco e na Bahia, devendo comercializar a sua produção para o exterior — o (pie representa inclusive divisas, em termos nacionais.

T u d o isto ocorrerá, face à ex-pectativa atual, se forem fundadas as assertivas dos entendidos em cri-ses conjunturais, como se quer seja a crise da indústria têxtil no Brasil: considerando-se que a implantação de um projeto têxtil demora um mínimo de q u a t r o anos para entrar em funcionamento, é de se esperar que, dentro desse espaço de tempo, as coisas não apenas se modifiquem mas — principalmente — melho-rem.

— " H á u m a forte luta nos bas-tidores" — diz Benivaldo Azevedo. "Mas, mesmo assim, não acredito que haverá restrições drásticas. Ha-verá, sim, u m a seleção mais

rigo-rosa". O

(12)

j INPS muda

para melhor

O INPS nunca tinha possuído uma boa imagem perante a opinião

pública, principalmente por conta do insatisfatório serviço de

assistência médica aos seus segurados. O nome da autarquia estava

sempre vinculado a desorganização, a filas insuportáveis e a

um sem número de falhas que o povo não cansava de reprovar. Hoje,

a situação começa a mudar. E, pela primeira vez, ouvem-se os

aplausos à atuação do órgão. O artífice das mudanças do INPS no

Rio Grande do Norte, o Superintendente Antônio de Moraes, explica

como o Instituto está corrigindo os erros do passado.

PREVIDÊNCIA

Antônio de Moraes: "O INPS vive uma nova realidade e m todo o país". O propósito da presidência do

I N P S de transformar o órgão radi-calmente, eliminando as distorções herdadas da sua estrutura excessiva-mente burocrática e centralizada, já começa a surtir efeitos no Rio Gran-de do Norte, pela ação rápida que a Superintendência local está impri-mindo ao seu Plano de Pronta Ação.

Em nosso Estado, o artífice das mudanças é o superintendente An-tônio de Morais, um antigo servidor previdenciáiro, que foi indicado para o cargo pelo próprio presidente do I N P S , Reinhold Stephanes, com o apoio do governador Tarcísio Maia, de quem foi companheiro durante quatro anos, no Conselho Deliberati-vo da Sudene, função que ainda ocupa, agora como representante do Ministério do Trabalho.

Em Natal, como em todas as su-perintendências do INPS, o chama-do Plano de Pronta Ação para o ano de 1 9 7 5 está tendo seguimento, através de seus objetivos globais, que servirão de base para as ações de várias linhas de atividade. Esses objetivos são, especificamente: 1) melhoria das técnicas; 2 ) amplia-ção dos serviços; 3 ) modernizaamplia-ção da administração.

Conquanto esteja havendo uma ação concomitante, englobando os três objetivos básicos, pode-se dizer

que o início do Plano foi o ato de "arrumar a casa", ou seja: dar con-dições ao próprio funcionalismo, para a dcsincumbência das novas tarefas — que não são poucas. E também dar status à Diretoria de Planejamento, setor que acompanha e avalia a execução dos programas, planos e projetos nos diversos seto-res de atividades afins, de acordo com as diretrizes fixadas pelo Minis-tério da Previdência Social.

Exteriormente, a primeira medi-da tomamedi-da foi a promoção de uma melhor imagem do Instituto, peran-te o segurado, medida inperan-tegranperan-te de uma espécie de modelo de gestão, que rege a caracteriza a atribui-ção de todos os setores e a prestaatribui-ção dos diversos serviços.

A assistência médica — o pomo das discórdias permanentes entre o I N P S c o segurado — é o setor mais evolutivo da nova ação, havendo hoje um desenvolvimento franco das diretrizes traçadas para que ele f u n -cione em moldes completamente di-versos dos anteriores.

No Rio Grande do Norte, na gestão dosuperintendente Antônio de Morais, já começou a integração na área da assistência médica, envol-vendo órgãos federais, estaduais e municipais, entidades particulares, empresas, sindicatos, etc.

— "Tudo visando a somar es-forços, para eliminar as atividades paralelas, ou órgãos esparsos que fa-zem o mesmo serviço" — diz o su-perintendente. "E ao mesmo tempo promover um certo alívio para o pró-prio pessoal, quando é o caso dele não ter condições de atender à de-manda insatisfeita".

O projeto de Assistência Médica visa, assim, o progressivo desconges-tionamento do sistema

(13)

rio, aliviando a carga de trabalho di-reto, através do credenciamento de médicos e dos convênios com entida-des diversas. Procurando também de-senvolver estudos locacionais da rede de atendimento próprio e contrata-da, de modo a melhor distribuí-la em função da demanda.

A descentralização dos serviços e a não exigência de documentação nas emergências, foram medidas de resultados altamente satisfatórios, principalmente na assistência ambu-latorial.

C O N V Ê N I O S N O R N

A filosofia do Plano de Pronta A ç ã o / 7 5 , no setor de assistência médica, começou a ser posta em prá-tica no R N com a assinatura de con-vênio com a Universidade Federal.

— "Através desse convênio" — diz Antônio de Morais — "o Insti-tuto obtém um serviço mais eficiente e de melhor qualidade, uma vez que na Universidade se encontram os médicos que ensinam a Medicina, um corpo médico tecnicamente ca-pacitado. E há também os equipa-mentos adequados a um melhor de-sempenho".

Com o Estado, foi dado o pri-meiro passo através de convênio com o Hospital da Polícia Militar.

— "O Comandante Heider No-gueira Mendes" — diz o médico Jair Nogueira, chefe do setor médico do INPS local — "logo que assu-miu o posto interessou-se e pleiteou o convênio, tratando de criar as con-dições à sua assinatura. Depois, uma comissão de classificação foi lá e não teve dúvidas em colocar o hospital na primeira categoria, em todas as especialidades — clínica médica, ci-rúrgica e obstetrícia".

Ainda com o Estado o INPS tem em andamento convênios com a Secretaria de Saúde, para presta-ção de atendimento ambulatorial. Estão em fase de identificação os postos de saúde localizados em áreas onde haja população insatisfeita. Por exemplo: a Secretaria tem um posto na Cidade da Esperança e co-mo a população daquele núcleo re-sidencial, vinculada ao INPS, tem que se deslocar para a Ribeira ou para as Rocas, para ser atendida, mais prático (para o INPS) e mais cômodo (para os segurados) será atendê-la lá mesmo.

O convênio com a Universida-de propicia o atendimento Universida-de segu-rados em todos os setores clínicos,

RN-ECONÕMICO

principalmente no atendimento de urgência.

— "O que o INPS quer é am-pliar a assistência médica, ambula-torial e hospitalar" — diz o superin-tendente Antônio de Morais. "Para isto está se utilizando dessa estraté-gia : convênios e mais credenciamen-to de médicos, nas especialidades em que a demanda excessiva justifique as contratações. E mais, o creden-ciamento de hospitais, nos lugares onde haja carência de leitos.

Quatro hospitais do interior (Canguaretama, Goianinha, São Paulo do Potengi e Pendências) es-tão para ser visitados pela comissão de classificação, para posterior agre-gação ao sistema. O mesmo ocorre com o moderno hospital de Macau, recem construído e com o Hospital Walfiedo Gurgel, em Natal, que já está classificado como de primeira categoria.

N o tocante a empresas indus-triais, o Instituto credencia uma em-presa médica, para que se encarre-gue do atendimento aos previden-ciários. A Confecções Guararapes é a primeira fábrica potiguar inte-grante desse tipo de convênio, atra-vés da Intermédica, firma especiali-zada que tem como diretor o médico Sidney Gurgel.

— "Com relação aos sindicatos, vários convênios estão em funciona-mento" j— diz o médico Jair No-gueira. AL cita: Sindicato dos Traba-lhadores na Indústria de Construção Civil, Sindicato dos empregados em estabelecimentos bancários, Sindica-to dos empregados no comércio, Sin-dicato de oficiais barbeiros, cabelerei-ros e similares, Sindicato dos empre

gados em estabelecimentos bancá-rios e no comércio de Mossoró. A caminho, o do Sindicato dos traba-lhadores nas indústrias do Estado e outros.

Nesse tipo de convênio, o INPS paga uma subvenção para ser apli-cada na assistência ambulatorial, médica e odontológica. Os emprega-dos e seus dependentes são assistiemprega-dos e podem ainda fazer uma opção: não desejando os préstimos do Sindica-to, podem procurar os postos do INPS.

I N T E R I O R

E C R E D E N C I A M E N T O S

A interiorização do INPS é uma determinação natural das mudanças institucionais e mutações básicas que se operam hoje na Previdência e Assistência Social. Hoje se tenta o que há oito anos foi uma premissa, quando da unificação dos Institutos de Previdência — e o próprio Go-verno sabe que os propósitos daquela medida não foram atingidos em sua plenitude.

Seria necessária a criação do Mi-nistério de Previdência e Assistência Social, exclusivamente voltado para o problema, para que se começasse a atingir o alto nível de prioridade que se queria atribuir à dimensão social do próprio processo de desenvolvi-mento nacional, conforme preconi-zava o Presidente Ernesto Geisel, na posse do Ministro Nascimento e Sil-va, no MPAS.

No Rio Grande do Norte a in-teriorização já é um fato: hoje há seis agências nas cidades de Mosso-ró, Macau, Areia Branca, Açu, Cur-rais Novos e Caicó. E dentro em breve estarão funcionando as de Santo Antônio, Pau dos Ferros e Santa Cruz.

Com vistas à efetivação cada vez mais realista dessa interiorização, a superintendênca local do INPS es-tá aguardando a publicação da mi-nuta do convênio que vai propiciar convênios com as Prefeituras das ci-dades onde o número de segurados exceda a capacidade de atendimento das agências dos municípios-polos, dos postos de saúde, dos sindicatos, etc. Esse atendimento será o ambu-latorial, de urgência, e para propi-ciá-lo o I N P S pagará subvenções às

Prefeituras, inicialmente para que elas se equipem ou ampliem instala-ções já existentes e depois para que mantenham os serviços.

O caso das contratações de mé-dicos (diversas especialidades),

(14)

macêuticos e odontológos, o superin-tendente explica assim:

— "De princípio, houve uma série de contratos, uma espécie de contratação precária, mediante in-formações colhidas entre o próprio pessoal do Instituto. Outro critério foi o aproveitamento de antigos ron-donistas, que ao tempo dos estágios haviam deixado a marca de sua efi-ciência, de sua dedicação. Outros mais foram contratados levando-se em conta os currículos apresentados, a boa qualificação profissional. Em todos os casos, escolhemos sempre os mais capacitados, pois outro cri-tério não poderia ser adotado, levan-do-se em conta a segurança do se-gurado".

Todo o pessoal credenciado, no entanto, dentro em breve vai se sub-meter a concurso, que o I N P S efe-tuará em todo o território nacional, por delegação do DASP. Será um concurso, para trinta e três especia-lidades e o pessoal recém admitido tem inscrição ex-ofício: caso algum médico não se submeta às provas, está automáticamente excluído, o mesmo ocorrendo na eventualidade de não conseguir bons resultados nos mesmos.

MAIS AÇÃO N O R N

O médico Jair Nogueira alinha outras atividades do INPS no Rio Grande do Norte, já em funciona-mento ou a caminho disto, a médio prazo. O Hospital Francisco Menes-cal, de Mossoró, por exemplo. Lá o I N P S já mantém um ambulatório, que será ampliado, inclusive dotado de laboratório de análises clínicas — e neste caso está sendo posta em prá-tica mais uma determinação do Pla no de Pronta Ação que reconhece haver um flagrante contraste, prin-cipalmente na área médica, entre a precisão e a velocidade necessárias para o serviço laboratorial e o tipo de atendimento posto à disposição do Instituto. O Roberto Menescal, por outro lado, embora já preencha as suas finalidades em matéria de leitos, será transformado n u m amplo ambulatório e n u m posto de aten-dimento de urgência, para funcionar 24 horas por dia, com equipe médi-ca permanente — devendo ser con-tratados outros profissionais, em di-versas especialidades.

Em Currais Novos, providências estão sendo tomadas para o funcio-namento de três ambulatórios,

liga-dos à própria agência local, sendo para isto necessária a contratação de médicos, farmacólogos e odontólo-gos.

Lembra o superintendente An-tônio de Morais que, no entanto, a ação do INPS no nosso Estado não se restringe apenas ao setor médico e diz que também seremos aquinhoa-dos com os benefícios da FUNA-J MES — Fundação Nacional de As-sistência Médico-Social, que está sendo criada a nível nacional, por iniciativa do próprio Ministério de Previdência e Assistência Social. A F U N A M E S executará a ação do Conselho de Desenvolvimento Social — CDS — órgão que coordena to-da política social do governo do pre-sidente Geisel. O Conselho tem co-mo principal instrumento de apoio o FAS — Fundo de Apoio ao Desen-volvimento — destinado a financiar a prazos longos e a juros baixos, pro-gramas c projetos de caráter social, que se enquadrem nas prioridades dos planos nacionais de desenvolvi-mento. O seu órgão gestor é a Caixa Econômica Federal e o I N P S no mo-mento está recebendo o seu regula-mento, que será enviado às empre-sas (hospitais públicos ou privados)

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(15)

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M E T R O P O L I T A N A

Com relação à aquisição do pré-dio onde f u n c i o n a a Reitoria da U F R N — que passará para o Cam-pus Universitário brevemente — diz o médico Jair Nogueira que o pro-cesso de compra já se encontra na Secretaria de Serviços Gerais e de Patrimônio do I N P S , no Rio de Ja-neiro, devendo haver definição a fa-vor da compra dentro de breves dias. Lá ( n a avenida Hermes da Fonseca) será instalada a Agência Metropoli-tana do I N P S em Natal, que funcio-na hoje no mesmo edifício da Supe-rintendência — já pequeno para a gama de serviços que os dois órgãos específicos lhes tem atribuído. De acordo com as próprias determina-ções do Plano de Pronta Ação, os setores de supervisão ( S u p e r i n t e n -dência) e de execução (agência me-tropolitana) devem ser separados, para um melhor fluxo da própria natureza de suas atribuições. No prédio adquirido à Reitoria, funcio-narão os setores de execução (buro-cracia) relacionados com as áreas de assistência médica, seguros sociais, bem estar, arrecadação e fiscaliza-ção, pessoal, patrimônio e setor fi-nanceiro.

IDOSOS,

B E N E F Í C I O S , E T C .

A assistência aos idoso — outra meta do programa de universalização da Previdência — está tendo f r a n -co desenvolvimento no R N , diz o superintendente Morais. Hoje já há

158 casos de idoso, com carnês dis-tribuídos, sendo atendidos pela rede bancária e outros 6 0 0 estão para ser enquadrados.

O sistema de crédito automático — pelo qual o aposentado ou pen-sionista pode ter seu benefício depo-sitado em conta bancária, em esta-belecimento de sua preferência — é outra medida também já desenvol-vida em nosso Estado, pela Superin-tendência local.

U m rigoroso sistema de fiscali-zação está sendo posto em prática, igualmente, para que o atendimento ao segurado seja o mais eficiente possível e os próprios médicos não

RN-ECONÔMICO

escapam desse rigor, estando obri-gados a se encontrarem nos pos-tos de ação pelo menos uma hora antes do tempo previsto para o iní-cio das atividades. As filas nos lo-cais de atendimento se acabaram, porque se estabeleceu um novo

ex-pediente para o pessoal, pelo qual os portões são abertos às seis horas c!a m a n h ã , formando-se as filas já no interior dos prédios, às portas das di-versas clínicas.

O superintendente Antônio de Morais — um pernambucano com raízes no R N , até bem pouco subse-cretário de pessoal da

Superinten-dência do I N P S em Recife — está cada vez mais empenhado a por um prática em nosso Estado todas as medidas emanadas da direção geral do órgão e consubstanciadas no Pla-no de Pronta Ação. Sem interesse, pelo menos de imediato, em que se modifique a situação de deficit fi-nanceiro, hoje flagrante no I N P S local: no mês de maio, por exem-plo, a arrecadação do Instituto no Rio G r a n d e do Norte foi de C r $ 9 . 9 5 0 0 4 4 , 2 1 para u m desembolso da ordem de C r $ 1 2 . 2 8 9 . 7 5 8 , 5 5 , referente ao pagamento de pensões, aposentadorias, auxílios e acidentes

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(16)

Preços estabilizam mas

mercado imobiliário pode saturar

CONSTRUÇÃO

A política de reajuste de pre-ços d e t e r m i n a d a pelo Governo Fe-deral, aditada à escassez de maté-rias primas e ao rush de obras pú-blicas, programadas para o final das administrações estaduais, pro-vocaram um violento a u m e n t o nos preços dos materiais de construção, no final de 1974. Esse estado de coisas, q u e se transformou n u m a quase crise do setor, ainda p e r d u r a atualmente, embora em proporções bem menores e, no entender da maioria dos empresários potiguares ligados às construções civis, hoje praticamente a situação está estabi-lizada. Cita-se, até, uma alentadora proporção de d e m a n d a bem supe-rior, hoje, do q u e em período idên-tico do ano passado — tanto na evasão dos materiais q u a n t o nos contratos de obras.

A alta nos preços dos principais materiais da indústria da constru-ção civil está minimizada — esta é a opinião generalizada das firmas construtoras e, p o r q u e não se está na espectativa de possíveis aumen-tos, já se pode programar listagem para concorrência sem o medo de ter q u e reajustar preços com as obras a meio, incorrendo em mal entendidos que, no final das con-tas, só atrasam o a n d a m e n t o dos cronogramas de trabalho.

Para o engenheiro H a r o l d o Aze-vedo, da Construtora Seridó Ltda., o a u m e n t o dos custos da constru-ção civil foram, nos dois últimos anos, t r a n q u i l a m e n t e , na base dos 150/200%, embora h o j e essa pro-porção esteja consideravelmente di-m i n u í d a . No entanto, persiste atu-almente uma desigual proporção de preços, e n t r e os materiais mais re-presentativos 110 rói das principais necessidades do setor, como o ci-mento, o ferro, o tijolo, a madeira e a brita (Vide q u a d r o ) .

N o entender de R u i Câmara, um dos diretores do Armazém Pará

Miguel Oliveira: "Os preços tem a estabilizar"

e da Casa do Construtor (madeira e ferro), hoje há mais oferta do q u e procura, e por isto os preços podem permanecer mais ou menos estabilizados. Para ele, no auge da crise (entre o u t u b r o e dezembro de 1974) vários foram os fatores que contribuíram para o aviltamento dos preços, dentre eles o transpor-te, inclusive o marítimo. N o caso específico do R N , já no início de

1975 houve as enchentes, q u e par-cialmente isolaram o Estado dos centros produtores e exportadores de materiais.

Miguel Oliveira, diretor supe-rintendente da firma Queiroz Oli-veira, uma das maiores organiza-ções do comércio de materiais de construção, no Estado, acha q u e ainda hoje se sente o reflexo da crise, mas a tendência é a situação normalizar — ou q u a n d o menos, ficar estável um período, mesmo porque, como q u a l q u e r outro setor ligado à política econômico finan-ceira do País, o da construção civil vive na expectativa das nuances do sistema.

M A N O B R A , MAS N Ã O T A N T O

Porque hoje o rush cie obras pú-blicas terminou, e os novos gover-nos estaduais estão ainda progra-m a n d o etapas de trabalho, a produ-ção de materiais está maior do que a procura — o q u e força a estabi-lização dos preços e não dá condi-ções a q u e ocorra o que Haroldo Azevedo considera uma das prin-cipais razões para a subida desen-freada de cotação de artigo^, no ano passado: a estocagem escondida de muitos materiais, que iam sen-do liberasen-dos para o consumo na proporção da falta e ao sabor das

PREÇOS DOS PRINCIPAIS MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO

Mês Cimento Ferro Brita Madeira * Tijolo (Saco) (Quilo) (m 3) (Metro

Pinho 3a.) (Milheiro)

Out./74 16,50 8,00 90,00 16,00 400,00 NOV./74 16,80 8,00 95,00 15,50 400,00 Dez./74 20,48 7,50 100,00 15,00 400,00 J a n . / 7 5 20,98 6,00 110,00 12,00 400,00 F e v . / 7 5 21,20 5,50 120,00 11,00 400,00 Mar./75 21,20 5,00 130,00 9,50 400,00

* Andiroba — em Out./74, Cr$ 1.500,00 o m 3 — E m Mar./75, Cr$ 1.200,00 Massaranduba — e m Out./74, Cr$ 1.600,00 o m 3 — E m Mar./75, Cr$ 1.400,00

(17)

remarcações sempre para mais. Mi-guel Oliveira acha q u e isto, de fato, ocorreu, embora a sua firma não tenha usado o expediente. "Sempre expusemos o que tínha-mos para vender, entregando pelo preço justo, que nos propiciasse uma margem justa de lucro, capaz de nos dar condições de reposição" — diz ele.

No entanto, no panorama geral dos preços diminuídos, um p r o d u t o atualmente escala uma ascendente tabela cie remarcações: o cimento. N o passado, q u a n d o maior era a crise, ele tinha preço mais baixo do que atualmente. Em o u t u b r o custava Cr$ 10,05 o saco. Hoje, Cr$ 21,20. O ferro, por seu turno, atingiu Cr$ 8,00 no ano passado (o quilo) estando atualmente por Cr$ 5,00. Com a brita também tem existido um incontrolável processo de aumento. De Cr$ 90,00 em ou-tubro, passou para Cr$ 130,00 em março, o metro cúbico.

De q u a l q u e r maneira, mesmo que os preços de muitos materiais, liojc, estejam liem menores do q u e no tempo da crise, e considerando-se o aumento de 150/200% de q u e fala Haroldo Azevedo, pode-se sen-tir a avassaladora corrida inflacio-nária desses preços no fato palpá-vel que q u a l q u e r construtor ou co-merciante do ramo corrobora: nos

1 \ . I

Haroldo Azevedo: "Vai ocorrer a saturação, mas enquanto isso vamos

construindo"

dias atuais, não se gasta menos de Cr$ 250/300 mil na construção de uma casa que há dois anos era le-vantada por apenas Cr$ 80/120 mil.

Apesar do (pie as perspectivas para o corrente ano são as melho-res, dizem eles. Pois, hoje em Natal todo m u n d o constrói casas para vender, da empresa ou órgão espe-cializado até o profissional liberal (pie amealha poupança e emprega no sabidamente rentável mercado imobiliário.

— "O mercado vive uma fase normal" — diz Miguel Oliveira —

"e deverá melhorar, principalmente q u a n d o se sabe, por exemplo, (pie a Caixa Econômica Federal estuda um aumento de prazos de financia-mento, o que propiciará um maior número de obras particulares".

Atualmente com cerca de 20 fir-mas construtoras, Natal é um dos mercados imobiliários mais movi-mentados da Região, guardadas as proporções. Nos quatro cantos da cidade, no bairro mais chique ou no subúrbio mais afastado, há sem-pre obras em execução, do levan-tamento de novas unidades à refor-ma de prédios antigos. Isto sem se falar nos programas oficiais de im-plantação de conjuntos residen-ciais, que em 1975 têm cronograma de trabalho dos mais intensos.

— "Vai ocorrer a saturação, evi-dentemente" — diz Haroldo Aze-vedo. "Como todo negócio, já agora a médio prazo sc espera (pie o mer-cado imobiliário sofra esse fenô-meno natural. Mas, e n q u a n t o isto, vamos construindo".

O seu ponto de vista é o de Rui Câmara, do Armazém Pará Casa do Construtor:

— "Já hoje existem em Natal muitas casas construídas, sem ter (piem compre. Isto é um mau sinal, porque a continuar esse ritmo, den-tro em breve se deixará de

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RELATORIO da diretoria

Senhores Associados,

Apraz-nos a apresentar-lhes os resultados auferi-dos em balanço pela APERN no primeiro semestre do corrente ano ao mesmo tempo que estabelecemos alguns quadros para efeito de comparação tomando por base os resultados de 30 de junho de 1974 e os ago-ra apuago-rados em 30 de junho de 1975.

Pelos números, conferidos em nossos balanços pelo BNH. conseguimos apreciável progresso em to-dos os setores de nossas atividades, num índice em constante ascensão desde 1968 quando a APERN foi fundada, valendo, contudo, destacar, entre outros da-dos. os seguintes:

1) A marca atingida em cruzeiros depositados: CrS 55.972.592,29.

2) A marca alcançada em Cadernetas: 68.602 3) O rendimento distribuído aos nossos associa-dos-depositantes CrS 15.864.424.68.

Embora os números acima mesmo dispensem comentários, por falarem por si mesmo, quajito a confiança que merecemos no meio em que atuamos, tendo como ponto de fixação o nosso endereço aqui em Natal, à Praça Padre João Maria. 78. e no ende-reço de nossa agência de Mossoró, à Praça Santos Dumont. 20.

Com efeito, considerando que em média cada família se constitui cinco pessoas temos em cada na-talense ou mossoroenseio mínimo de uma Caderneta APERN. Por essa razão mesmo é que já estamos cui-dando das instalações de uma agência no bairro do Alecrim como exigência do crescente índice de prefe-rência da população natalense para com a nossa Associação de Poupança e Empréstimo como pro-vam os números deste relatório e de balanço que se segue.

APLICAÇÃO E GARANTIA HIPOTECÁRIA

Para facilitar uma avaliação dos números

quan-QUADRO1 J U N H O / 1 9 7 4 J U N H O / 1 9 7 5 S U C R E M E N T O V a l o r d a s a p l i c a ç õ e s 65.593.375,43 97 707.272.46 49% N" d e c a s a s f i n a n c i a d a s 3.728 4.164 12% V a l o r d a s H i p o t e c a s r e c e b i d a s c o m o g a r a n -tia 129.031.466,16 193.764 976.38 50%

OBS: Dos valores acima aplicados pela APERN em financia-mento de imóveis 58% são de recursos proprios, o que nos tem valido melhores rendimentos, além de uma invejável posição de crédito junto ao BNH Assim é que dos CrS 193.764 976,38, nada menos de Cr$ 97,707.272.46 sào recursos da própria APERN.

NÚMERO DE CADERNETAS E VALORES CAPTADOS

Apresentamos o quadro seguinte (2) os números relativos às Cadernetas e os valores captados numa progressão altamente incentivadora para o trabalho que desenvolvemos com a confiança e o apoio dos nossos associados, motivando inclusive a nossa deci-são de abrirmos uma agência-filial no bairro do Ale-crim, com o objetivo de não apenas atendermos ao crescimento constante, desafogando a nossa agência-matriz. mas atendermos, também, ao bairro que mais cresce em Natal em índices tão progressistas quanto os da própria APERN.

QUADRO 2 J U N H O 75 N° d e C a d e r n e t a s V a l o r 59.986 36.625.011.86 68.602 55.972.592.29 S U C R E M E N T O 14.3

OBS: Considerando a estimativa da população natalense em 320 mil, temos aí uma média de pelo menos uma Caderneta APERN para cada família de

aos nossos associados-depositantes entre dividendos e correção monetária. Eis os números: QUADRO 3 J U N H O / 7 4 J U N H O / 7 5 I N C R E M E N T O L u c r o l í q u i d o 1.030.847,80 2.623.260,20 254% R e s e r v a s 3.460.900,30 5.303.754,03 53% R e n d i m e n t o s d i s t r i b u í d o s a o s a s s o c i a d o s 5.237.981.87 15.864.424.68 303%

OBS: Os rendimentos por último especificados já foram creditados em todas as Cadernetas de Poupan-ça dos nossos associados-depositantes.

UMA PALAVRA DE AGRADECIMENTO

Ao final deste relatório, com a apresentação do nosso balanço relativo ao 1? Semestre do corrente ano. queremos manifestar nosso melhor agradeci-mento primeiramente aos nossos associados-deposi-tantes pela confiança redobradamente manifestada, permanecendo conosco anos que já se vão em seis. da mesma forma que cada um se constitui numa espécie de "Corrente de Confiança" ao propagarem com os familiares, amigos e conhecidos os rendimen-tos auferidos e as garantias que tem para os seus depósitos na APERN.

Uma palavra que não poderia faltar queremos dirigir ao nosso quadro de funcionários, no agradeci-mento pelo zelo e competência com que tem cumpri-do suas tarefas, formancumpri-do tocumpri-dos uma família que de-sejamos seja a continuação de nossa própria e dos nossos associados-depositantes.

(19)

tiáPprmlBpaiS c a u s a s cio êxito ãa A P E K N ,

or-Vo a sev

uma

ganizanios o quadro a seguir (1) mostrando (a) os va

Jores aplicados até 30 de junho de 1974 e, a seguir, os valores até 30 de junho de 1975, c o m um incremento podemos classificar de sensacional, da m e s m a for-ma que m o s t r a m o s a segurança dos valores aplica-dos pelos (b) valores que r e c e b e m o s e m garantia, na proporção de quase dois cruzeiros para cada um cru-zeiro aplicado.

RESULTADOS FINAIS

Por último, c h e g a m o s aos resultados finais que ilustram c o m seus números e s t e relatório na medida e m que apresentamos um incremento de 254 por cen-to sobre os lucros auferidos efn junho de 1974. Com efeito, s e e s s e percentual parece espantoso, apresen-t a m o s um ouapresen-tro ainda maior e melhor: o incremenapresen-to de 303 por cento nos rendimentos que distribuímos

Alvaro Alberto Souto Filgueira Barreto Presidente do Conselho de Orientação

Fernando Antônio Barreto e Paiva Administrador Geral Olímpio Procópio de Moura Adm. de Operações e Finanças

BALANÇO GERAL ENCERRADO EM 30 DE JUNHO DE 1975.

A T I V O

DISPONÍVEL

Òaixa... «41.727,59 Depósitos em Bancos X.481.295,49

Obrigações Reajustáveis do Tesouro

Na-cional 3.280.000,00 Depósitos no Banco Nacional da

Habita-ção-FAL 5.159.153,78 10.362.176,86 REALIZÁVEL Financiamentos Imobiliários 87.415.423,49 Aplicações Diversas 8.215.610,21 Outros Créditos 2.076.238,76 97.707.272,46 IMOBILIZADO

Bens Móveis de Uso 623.823,89 Bens Inoveis de Uso 447.969,16 1.071.793,05 DESPESA PENDENTE Despesas a Apropriar... 282.170,36 Subsoma 109.423.412,73 COMPENSAÇÃO V l r s . em Garantia,Custodia ou Cobrança Recebida 193.868.176,38 Dep. de V l r s . em Garantia,Custodia ou Cobrança 680.000,00 Abertura de Crédito o Outros Direitos'

Potenciais 276.242.67 194.824.419.05 Soma 304.247.831,78 P A S S I V O PATRIMONTO SOCIAL Recursos Próprios 3.422.693,52 Resultados a Apropriar 2.172.657,81

Recursos dos Associados 55.972.592,29 61.567.943,62

EXIGÍVEL

Recursos de Terceiros . 41.245.817,41 Credores Diversos e Provisões 2.569.891,54

Outras Exlbilidades 3.268.854,01 47.084.562,96 RECEITA GERAL

Receita a Apropriar 770.906,15 Subsoma 109.423.412,73 COMPENSAÇÃO

Credores por Garantia,Custodia ou Cobran

193.868.176,38 Vlrs. em Garantia,Custodia o u Cobrança'

Entregue 680.000,00 Contrato de Crédito e Outras Obrigações 276.242.67 194.824.419.05

304.247.831,7«

11.825.239,68 DEMONSTRAÇÃO DA CONTA RECEITA E DESPESA EM 30 DE JUNHO DE 1975.

D C B I T O 1 - Órgãos Sociais,pessoal,imposto e

ou-tras despesas administrativas... 710.230,21 2 - Depreciação do Ativo Fixo,Gastos de

Organização e perdas diversas 610.646,13 3 - Comissões,Taxas,Juros,Correção e ou

tras despesas com operações passivas 10.504.363,34 4 - DISTRIBUIÇÃO DO RESULTADO LÍQUIDO

a) Fundo de Reserva 262.326,02 b) Fundo de Emergencia 131.163,01 c) Participação da Administração Exe

c u t l v a 7 131.163,01

d) Dividendos a Pagar ou Creditar... 2.200.500,00 •) Provisão p/Garantir Dividendos Fu

turos 1.350,26 Soma do DÉBITO

C R C D I T O

1 - Comissões • Taxas Ativas 301.465,54

2- Juros Ativos 3.748.687,30 3 - Correção Monetária Ativa 8.976.948,39

4 - Outras Rendas 34.261,40 5 - Rendas de Serviços.... 22.596,82 6 - Rendas Eventuais 1.364.540,54 7 - Resultados a Apropriar 103.241,99 Soma do CRÉDITO 2.726.502,30 14.551.741,98 14.551.741,98 14.551.741,98 • • • • • • • * • * * N A T A L (KJ). 30 DE JUNHO DE 1975. F E E M A N D O A . B A R R E T O P A I V A O L l M P I O PPOCÓPTO D E M O B R A F R A N C I S C O CAN1TTO D E K T D E I S O S A d m i n i s t r a d o r - G e r a l A d a . d » O p a r t f õ a a • F i n a n ç a s T « c . « « C o u t . C R C / R N N 9 9 8 «

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(20)

PUBLICIDADE

Um negocio que ainda não acertou o passo

O empresário potiguar ainda vê a publicidade como mera despesa e

não como investimento. Em Natal ainda não existem filiais de

qualquer das grandes agências de publicidade do país e são

poucas as locais que conseguem uma longa sobrevivência.

O mercado publicitário natalen-se c o n t i n u a um ilustre pomo de discrepâncias, q u e ao final de qual-quer análise demonstra estarmos ainda n u m a fase preambular, neste setor tão importante para o desen-volvimento econômico de q u a l q u e r região. Publicidade, pelo empresá-rio natalense — e norteempresá-riograndense de modo geral — ainda é enten-dida como despesa e, em esparsos casos, como um investimento q u e deve ser p r o g r a m a d o com a mesma minudência q u e os mais importan-tes setores de uma organização.

Não somos, em verdade, u m a praça de desprezível movimentação comercial e no que tange à indus-trialização já possuímos hoje em-presas em franco f u n c i o n a m e n t o — o bastante para que os seus setores publicitários agissem pelo menos q u a n t o a uma p r o p a g a n d a de pres-tígio de suas marcas — como é o caso das confecções. N o entanto, ainda hoje n e n h u m a agência de pu-blicidade de renome, do Sul do país, resolveu instalar entre nós uma su-cursal, n u m a evidência de q u e não lhe interessa a praça. E as agên-cias q u e se instalam na cidade, re-sistem d u r a n t e somente determina-do tempo, para fechar logo em se-guida, d a n d o lugar a outras q u e surgem e repetem o ciclo existen-cial. Agora mesmo, acaba de fechar a Siro Promoções, q u e detinha duas das mais importantes contas do nosso comércio varejista, das lojas A Sertaneja e da Galeria Olímpio, ambas do ramo de móveis e eletro-domésticos, sendo a primeira tam-bém do setor automobilístico. A Ser-taneja instalou um d e p a r t a m e n t o p r ó p r i o de publicidade e a Galeria O l í m p i o entregou sua conta à bis-sexta Promove — Promoções e Pu-blicidade, u m a agência de princí-pio criada para tratar dos negócios

Joacy Pedro: "A receptividade do cliente é boa".

publicitários do g r u p o Álvaro Al-berto, da qual a maior cliente é a A P E R N — Associação de Poupan-ça e Empréstimos Riograndense do Norte.

Em passado não muito distante fechou a Vesper Propaganda, de João Felipe Leite, hoje um advoga-do, q u e preferiu as questões judi-ciais ao trato com textos, lay-outs, gravações e veiculação de publici-dade. E com a morte do seu pro-prietário, praticamente desapareceu a R u i Ricardo Propaganda, q u e in-siste no b o r d e r a u x dos departamen-tos de f a t u r a m e n t o das principais emissoras, apenas com a conta da Aguardente Pitú — por razões des-conhecidas, vez q u e de outra ma-neira a agência não mais atua.

As discrepâncias do mercado pu-blicitário natalense, porém possibi-litam o surgimento de novas agên-cias, q u e vão t o m a n d o o lugar das extintas e se hoje a S.S. P r o p a g a n d a

e a D u m b o Publicidade e Promo-ções podem ser vistas como as mais antigas, persistentes e resistentes, não há que negar que duas novas organizações — a Única Propagan-da LtPropagan-da. e a E x p o Comunicações Ltda. — estão se f i r m a n d o no ter-reno, e n q u a n t o outra organização comercial, a Distribuidora de Aguar-dente C a r a n g u e j o — acaba de ins-talar também um d e p a r t a m e n t o próprio, para ter de volta, certa-mente, a percentagem de 20% q u e os veículos pagam às agências.

BOA. . . DE M E L H O R A R

O problema é, sem dúvida, de base, de desconhecimento de causa, ou de ausência de um mínimo de prestígio a um setor de fundamen-tal importância. De base, p o r q u e a grande maioria dos homens q u e hoje gerem as agências de publici-dade natalense lá chegou pela sim-ples curiosidade ou pelo fato de entrarem n u m ramo praticamente entregue às moscas. De desconheci-m e n t o p o r q u e a desconheci-maior parte dos empresários natalenses ainda enten-de a publicidaenten-de como u m a enten- des-pesa que a sua firma assume. E de desprestígio, p o r q u e quase nunca o publicista é visto ou recebido pelo empresário como o elemento que deseja colaborar com o seu empre-endimento, prestando-lhe um ser-viço, a troco de uma comissão que, n o fim das contas, não é a sua fir-ma q u e paga, pois advém do total recebido pelos veículos inseridores da p r o p a g a n d a — rádio, jornal ou televisão.

Francisco Segundo, da S. S. Pro-paganda, é u m dos que sabem — e não negam — q u e só uma mino-ria do empresamino-riado natalense tem juizo formado sobre a importância da publicidade. Diz ele:

Referências

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