• Nenhum resultado encontrado

Princípios Fundamentais para a Cidadania

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Princípios Fundamentais para a Cidadania"

Copied!
7
0
0

Texto

(1)

Princípios Fundamentais para a Cidadania

Claudio Carrara1

A primeira reflexão que podemos fazer sobre o tema “Princípios fundamentais para Cidadania” parte de duas premissas: a primeira é que nós vivemos em uma sociedade e a segunda é a tensão ao primado.

Se fizermos uma reflexão, o que é a sociedade? O que é nossa sociedade? Um conjunto de sócios. O que significa essa sociedade que nós temos, que funda um município, que funda um estado, que funda um país, que funda a humanidade?

Significa que nós temos uma conexão, ou seja, aquilo que eu faço afeta o que o outro vive, faz ou pensa. Esse dado inicial já nos coloca em um contexto no qual nós não somos formados como entes isolados ou únicos, passamos pelo outro, aprendemos a vida pelo outro, que no início é a mãe, mas que depois é um conjunto de experiências e contatos que nós temos na nossa existência; que nos faz.

Dentro desse contexto, o que nos diferencia dos demais seres do nosso planeta, animais ou plantas? É que nós temos uma capacidade de nos relacionar, o homem é um ente multirelacional, ou seja, diferente de um animal que tem poucas relações, nós, pessoas, temos capacidade de nos relacionarmos com um infinito de situações, de pessoas, e essa é uma grande característica e capacidade do ser humano.

Um segundo dado é que o homem é um ser inteligente. O que é inteligência? Às vezes há muita dificuldade de se chegar à essência do que é um conceito, do que é uma palavra. Ainda mais difícil quando essa palavra foi pensada pelos pais da nossa língua, dois mil, dois mil e quinhentos, três mil anos atrás, na antiga Grécia, torna difícil interpretar o que eles quiseram expressar. Hoje, uma das nossas dificuldades é que aquilo que dizemos ou pensamos sobre um contexto, sobre um conceito, sobre uma palavra, não é aquilo que nos foi dado inicialmente. Por exemplo, a palavra inteligência. Geralmente fazemos a relação do que seria “inteligente” com uma pessoa com alta capacidade de raciocínio, rapidez, memória. Porém inteligência é um conceito que vem de intus legere actionem, ou seja, intus: dentro; a capacidade de eu ler dentro daquilo que está acontecendo, dentro da ação. Não tem nada a ver com memória, com raciocínio, velocidade, QI, essas são outras faculdades.

A faculdade da inteligência é aquela do conseguir, à medida que as coisas acontecem e nos tocam, entender o que está acontecendo, o que está causando aquela situação, aquela ação, no momento em que ela está acontecendo. Isso é inteligência, e o homem é dotado de inteligência, é capaz de tocar e compreender a lógica do motivo, ou seja, o que está acontecendo por trás daquele fenômeno.

1 Mestre em Administração pela UNISINOS; Especialista em Psicologia com abordagem em Ontopsicologia

pela Universidade Estatal de São Petersburgo (Rússia); Graduado em Administração pela UFRGS; Sócio-fundador do Grupo Meta.

(2)

Portanto, se o homem é inteligente, por que quer estar em sociedade? Por que queremos estar juntos? Porque é conveniente para nós. Conveniente significa que me interessa estar com o outro porque eu ganho alguma coisa. Interessa-me estar naquele contexto porque ele é útil para minha vida. Interessa-me conviver com aquele grupo de amigos, com aquele grupo de empresários, com aquele grupo de músicos, porque eu tenho um ganho. Vamos entender ganho de uma forma bem positiva, porque conveniente significa que é uma relação de conveniência para todas as partes. Da mesma forma que o outro é conveniente para mim, eu tenho que ser conveniente para o outro.

Ou seja, o que eu ganho e o que eu entrego naquela relação? Porque nem todas as relações são convenientes, nem todos os ambientes são convenientes, nem todas as pessoas são convenientes. Existem momentos que são e momentos que não são. E isso nos dá a responsabilidade de escolher o que é conveniente para nós, o que é bom para nós na relação social com os outros.

Portanto, o outro não é um perigo, e sim uma conveniência à minha individualidade, porque eu me torno a partir do outro. Se eu convivo com pessoas mais inteligentes que eu, eu aprendo. Se eu convivo com pessoas medíocres, eu reduzo. Por quê? Porque é por meio do outro que eu colho a mim, por meio daquilo que eu me espelho no outro, eu colho a minha realidade. Essa é a premissa para iniciar o nosso tema: nós vivemos em sociedade, somos sócios, dependemos, passamos pelo outro, e isso é uma coisa boa. Como é que os gregos viam a sociedade? Os gregos viam a sociedade como um bem existencial.

A segunda premissa é: nós, como somos feitos pela natureza, temos uma tensão ao primado. O que significa? Significa que desde o momento em que nascemos, somos movidos para sermos primeiros, queremos ser primeiros, queremos ganhar, queremos ser os melhores, queremos ter protagonismo. É um instinto primário!

Instinto primário significa algo que já vem na nossa constituição natural, que nós somos feitos com essa característica, ou seja, movidos para sermos protagonistas e bons, para obter reconhecimento, gratificação, realização, felicidade etc. O problema começa a nascer porque não sabemos como sermos protagonistas, nem em que, nem o porquê. E se nós erramos essa resposta, se nós escolhemos o objeto errado de satisfação daquela tensão, o resultado é que ao invés de uma realização, de um crescimento, de uma satisfação de um instinto, nós nos frustramos.

Cada um de nós nasceu com uma parte comum entre os seres humanos, que é igual. Porém nascemos também com uma originalidade, com um temperamento, possuímos uma essência, um projeto, uma característica, uma forma que é própria de cada um, que não é igual. Quanto mais encontramos esse endereço de realização, mais ficamos diferentes e originais. Quanto mais nos afastamos desse endereço de realização, desse projeto, dessa forma, desse temperamento, mais igual, mais padrão, mais empacotados ficamos. E então vemos as pessoas que fazem as mesmas coisas, pensam da mesma forma, falam do mesmo jeito, comem a mesma comida, ouvem a mesma música.

(3)

De certa forma estamos vivendo esse efeito, de nos tornarmos iguais, iguais em nível global. Então, quanto mais realizamos essa tensão ao primado, ou seja, essa informação que nos move para sermos mais, nos tornar mais específicos, mais diferentes, com mais identidade, com mais marca pessoal. Assim, aquilo que fazemos tem sentido, tem valor, deixa algo para a vida, para a sociedade, para a história. Quanto mais nos afastamos desse endereço de realização, nos tornamos “mais um”, uma parte da massa.

Então, qual é o problema que estamos nos colocando neste Congresso? É que nós, como sociedade – já que a sociedade somos nós que fazemos, porque somos sócios desse negócio chamado sociedade, chamado vida, somos nós que fazemos as instituições – preparamos e esperamos o igual, o padrão! O diferente não é entendido, não é compreendido. Reforçamos a formação do homem-massa, esse é o problema.

Feitas essas duas premissas, rapidamente vejamos alguns resultados, duas disfunções que nós estamos vivendo, em ritmo cada vez mais acelerado e em escala global.

O primeiro resultado é o consumismo. O consumismo é uma doença que vivemos hoje, no qual somos educados e preparados para ser objeto de consumo, ou seja, o nosso papel nessa sociedade é consumir, somos parte do mercado e o mercado de consumo, onde aquilo que consumimos excede o que precisamos. É uma informação que diz, por exemplo: “Se você entrar naquela rede social e postar determinada coisa, você é o ‘cara’!”.

Então, a sociedade monta essa armadilha de uma forma que entramos na engrenagem para consumir, e isso faz um enorme mercado.

O resultado de uma sociedade consumista é aquele de uma civilização na qual os sujeitos se dedicam aos objetos de uso comum, mantendo-se instrumentalizados por esse último, ou seja, consumimos o padrão que nos dão para consumir. Aquela música, aquela roupa, aquela comida. Por outro lado, jornais, televisão, redes sociais repetem, reforçam esse ciclo. E por isso a ambição de crescimento é perdida. Na realidade cada um programa a si mesmo para ser o maior consumidor, mas também para ser consumido com maior prestígio.

O que acontece quando entramos nesse jogo? Nós nos tornamos objetos desses produtos e desses mercados que consumimos, seja ele de informação ou do que for, e evidencia-se o conceito de consumismo da personalidade. Aquilo que deveria ser mais para mim, aquele fenômeno que colocamos antes, aquilo que deveria ser mais marca pessoal, individual, própria, diferenciada, passa a ser um padrão, um standard e consumimos a própria personalidade por meio de um estereótipo, ou seja, mediante um modelo me reconheço. E acabamos perseguindo aquele modelo. Essa é uma situação muito séria, muito grave, que é presente, que é global.

Outra situação que, de certa forma, nós começamos a abrir nesse Congresso, diz respeito à juventude, ou seja, nós formamos uma sociedade cujo resultado é o nosso jovem. Não se trata de retirar a responsabilidade de um jovem, mas trazer a responsabilidade do adulto nessa situação, porque foi ele quem plantou as premissas para aquilo que vivemos hoje.

(4)

Essa juventude, que o Professor Meneghetti descreve como juventude do iPod2, talvez

seria iPhone hoje, ou do enlatado, possui três carências básicas: a primeira carência é falta de autonomia econômica, o jovem não sabe se manter, não sabe fazer dinheiro, não sabe trabalhar, depende da ajuda familiar; a segunda é a falta de autonomia de existência, ou seja, não sabe porque vive, não sabe o que faz aqui, não tem sentido de vida; e a terceira é a falta de autonomia afetiva, na qual se tem a dependência de um polo afetivo, e se esse polo não está presente, o jovem não segue. No início é um adulto-mãe e depois ele substitui aquela relação pela esposa, pelo amigo... Ele não tem uma autonomia afetiva, ele não sabe se mover, não sabe se posicionar de forma autônoma, sozinho; sempre depende de um terceiro.

Essa juventude é renegada ao ticket, isto é, ao padrão do que considera um valor de referência, um comportamento de um grupo que é sempre imaginado e idealizado, mas concretamente não existe. De modo parasitário, essa juventude pretende e exige consideração, apoio e a evidência por parte da sociedade, e então começamos a manter uma classe social, um pedaço grande da população, que deveria começar a retribuir para a sociedade e está tendo que ser mantida, sustentada, porque não tem autonomia, não tem condições de se manter sozinha. Então essa juventude ambiciona consideração, apoio e evidência sem mérito.

Vivemos em uma lógica em que o fundamental é o foco nos direitos e o dever deve ser totalmente dos pais, dos educadores, do Estado, de tudo que é o mundo adulto. Essas crianças, assim que entram na idade adulta, acabam sempre em comportamento deficiente, esquizofrênico, inconsistente, porque não foram formadas, não foram informadas de uma lógica básica que funciona, e quando se confrontam com a realidade da vida, não conseguem dar resposta, não são resposta. Parece pesada essa frase, mas são larvas adultas de uma sociedade que não soube impor a fatal práxis do dever3, ou seja, para possuir um direito, é necessário primeiro entender

que precisamos entregar alguma coisa. Não é ao contrário, não é primeiro receber, e depois entregar.

Nós já recebemos por primeiro um dom, que é a vida. Recebemos esse dom quando nascemos. A partir do momento que temos esse dom, que é a vida, que é a nossa inteligência, nós é que temos que saber como desenvolver essa vida, por meio da lógica do dever. Então a esses jovens falta a completa consciência do que é a responsabilidade e, sobretudo, são carentes do conceito de reciprocidade, isso é, se eu devo ser amado, eu tenho que amar; se eu devo ter, eu tenho que também dar.

Existe uma lógica que não é apenas social, mas se pensarmos em como a natureza funciona, também se tem esse raciocínio. Quando pensamos em uma árvore, ela também produz fruto, retira substâncias da terra, consome oxigênio, ou seja, metaboliza os elementos do ambiente, mas também produz o fruto.

Qual é a causa da situação que vivemos em esfera global? Como é que nós chegamos até aqui? É o hiperassistencialismo. Lá por meados dos anos 70, os adultos, que de uma certa

2 Cf. MENEGHETTI, A. Os jovens e a ética ôntica. op. cit. (www.ontopsicologia.com.br) 3 Cf. MENEGHETTI, A. Os jovens e a ética ôntica. op. cit. (www.ontopsicologia.com.br).

(5)

forma tiveram dificuldades, tiveram que se empenhar, tiveram que trabalhar, tiveram uma infância difícil, mas normal, de criança que tem que ajudar aos pais, enfim, esses pais (estou falando de 40 anos atrás) começaram a inverter a lógica e, em vez de formar o filho na mesma pedagogia (de uma certa forma deixar o filho ter as suas dificuldades), eles foram assistindo-o com facilidades, ou seja, facilitaram tudo, não permitindo que ele tivesse que enfrentar as próprias dificuldades – eu vou lá e assisto, eu hiperassisto. Esse hiperassistencialismo, primeiro em esfera familiar, funciona também como uma tentativa de primado desse adulto que faz competição com outros adultos através do seu filho, ou seja, a melhor mochila, a melhor roupa, o melhor tênis, o melhor iPhone. Então existe uma lógica um pouco perversa de, na qual por intermédio dos nossos filhos, fazermos competição com outros adultos.

A segunda causa é a ênfase descompensada dos direitos, ou seja, nós estamos impondo, por meio de leis, de programas, de informação, um desbalanceamento entre direito e dever, e essa balança está pesando na sociedade, porque alguém tem que pagar a conta. Não cabe aqui fazermos julgamento de programas governamentais, pois nosso simpósio não é político, porém o que nós temos que ter presentes como sócios dessa empresa chamada Brasil, chamada planeta Terra, é que tudo tem uma lógica de equilíbrio, se eu não equilibro a conta, no final do mês o que eu tenho? Prejuízo.

Vai faltar dinheiro, vai faltar condição, e nós estamos, talvez, ainda na Revolução Francesa, um movimento que colocou em foco os direitos do cidadão. Não é um problema, isso é bom, porém tem que ter um equilíbrio, tem-se que olhar também os deveres, porque senão pagamos a conta, e essa conta pagamos com uma sociedade violenta. Então, de certa forma, nós plantamos a realidade que vivenciamos hoje, nós, adultos, plantamos essa situação e acobertamos essa situação.

Esse fato, no fundo, foi feito em boa fé, com amor. Os adultos talvez quiseram ajudá-los, favorecê-los ao máximo, subtraindo as dificuldades e os sacrifícios, talvez para acelerar o crescimento deles e para subtrair aqueles motivos que eles mesmos recordavam com dor e também com frustração do próprio passado, portanto o objetivo inicial talvez não fosse mal intencionado, porém o resultado não é bom. Então, o que nós temos que fazer, que é o objetivo desse Congresso, é nos darmos conta que essa situação é presente, é atual, está piorando, e que nós somos responsáveis por começar o processo de mudança. Primeiro cada um por si, primeiro cada um de forma responsável na sua microesfera, depois envolvemos tudo aquilo que é contexto jurídico, contexto social, contexto político, contexto econômico, mas nós temos que assumir a nossa responsabilidade e é o que nós estamos fazendo aqui, trazendo esse tema hoje. Como é que se resolve tudo isso? Para não cairmos na armadilha do esquecimento e poder fixar alguns conceitos, vamos trabalhar com um princípio só, que é o tema do nosso Congresso: Protagonismo Responsável.

Antes de falar em protagonismo, o tema fundamental é Responsabilidade. Quando falamos em dever, responsabilidade parece algo ruim, difícil, ou seja, é trabalho. Mas não, responsabilidade na sua origem etimológica é uma capacidade que temos de responder. Antes

(6)

de ser um dever, é uma capacidade que temos em responder. Se pegarmos a palavra “responder” e dividir em duas, a primeira parte é res, a segunda parte é pondere. Res é tudo o que está acontecendo na nossa vida aqui e agora, tudo: a pessoa com quem estamos falando, a situação que está nos impactando, o contexto econômico, a nossa empresa, o negócio que vamos fechar, a decisão que vamos tomar, tudo é a res. Tudo aquilo que se coloca na nossa frente aqui e agora. O que nós temos que fazer com isso? Nós temos que, momento a momento, ponderar “o que está acontecendo comigo agora”. Como eu pondero, como eu avalio, como eu julgo, como eu decido com base naquilo que está acontecendo aqui e agora?

Então, dentro desse conceito, qual é nossa primeira responsabilidade? A nossa primeira responsabilidade é com a nossa existência, não adianta pensarmos que a sociedade está com problema, que o jovem tem problema, que o mundo não está bom... A primeira responsabilidade, se nós queremos ser função social, se queremos ser agentes de mudança, protagonistas, é nos fazer conforme nós somos em projeto de natureza. Em Ontopsicologia, o Professor Meneghetti individuou o conceito de alma, de inteligência, chamou de Em Si ôntico, ou seja, aquilo que nós somos por essência e que é ativo, é agente, é presente.

Esse Em Si ôntico nos dá a condição de a cada situação, a cada momento, nos posicionar de forma vencedora, de forma otimal, ou seja, dada uma situação, qual é a melhor posição? Eu tenho só dois caminhos, posso tomar várias posições, mas eu colho a partir da minha responsabilidade dois resultados: ou eu me posiciono de forma útil e funcional para esse meu projeto, para minha inteligência, e colho crescimento, ou seja, aquilo que eu faço, que eu decido é bom para mim, ou eu colho o resultado de regressão, faço as escolhas erradas, tomo os caminhos errados. Isso vale para o macro e para o micro, vale para uma escolha de curso, para qualquer escolha difícil que formos fazer e que vai definir o caminho da nossa vida – o que eu vou fazer depois daqui? O que eu vou fazer no final de semana? A que programa vou assistir? Qual música eu vou ouvir? Com quais amigos eu vou estar? – porque todas essas situações que vivemos nos fazem, nos constroem.

Essa é a nossa responsabilidade e essa responsabilidade não pode ser terceirizada, não tem como ser terceirizada. Escolher momento a momento qual é a melhor situação para mim, onde é que eu quero me colocar, onde quero estar, qual curso eu vou fazer, quais estudos eu vou fazer. Por exemplo, a decisão de vocês em estar em um sábado a tarde discutindo pedagogia é uma decisão de responsabilidade.

Se escolhemos bem, se escolhemos certo, nós crescemos, evoluímos, temos mais inteligência, mais relacionamento, temos esses resultados. Se nós escolhemos errado, nós regredimos e perdemos tempo, porque o ativo que não recuperamos é o tempo; eu recupero dinheiro, recupero o relacionamento, mas o tempo que eu tenho é limitado, não volta.

Dessa responsabilidade nasce a capacidade de sermos protagonistas. Protagonismo, então, é uma forma de servir ou devolver à sociedade o nosso melhor, ou seja, a partir do momento que eu sou responsável com a minha vida, eu consigo entregar para a sociedade algo de valor, caso contrário eu não entrego. Se a minha vida não é conforme ao meu projeto, eu não

(7)

tenho como entregar para a sociedade algo de valor. Por quê? Porque eu vou compensar uma frustração. Entretanto, é natural que aqueles que desenvolvem de forma responsável sua própria vida, devolvam para a sociedade em valor, porque também isso é uma forma de crescimento e de protagonismo. Ou seja, os melhores não consomem a sociedade, mas ajudam a melhorar com mais serviço, cultura, arte, ciência e mais função humanista.

Então, concluindo, nós, nesse Congresso, estamos trazendo algumas evidências de um resultado. Tudo o que vocês estão vendo aqui4, este local, estes prédios, esta Faculdade

[Antonio Meneghetti Faculdade], estas pessoas, estes alunos, são resultado de um método, da aplicação de um método e isso é uma grande fortuna, porque nós estamos fazendo uma proposta de refundação da sociedade, na qual temos uma resposta concreta de método científico que dá resultado, nós não estamos só acusando, mas estamos dizendo: tem um caminho de solução, e ele não é mágico, ele é muito racional, ele é baseado no trabalho, ele é baseado na responsabilidade, responsabilidade primeira de se fazer a si mesmo.

E então nos perguntamos: como fazemos isso? Esse método se chama Ontopsicologia, que não é uma ideologia, não é uma crença, não é uma filosofia, é um método muito prático que funciona, e a evidência de que funciona é o que estamos vendo aqui.

4 Centro Internacional de Arte e Cultura Recanto Maestro. Campus da Antonio Meneghetti Faculdade, Restinga

Referências

Documentos relacionados

Planear a Adaptação das Florestas e Agricultura de Mértola às Alterações Climáticas até 2100.. André Vizinho, Maria Bastidas, Patrícia Santos, Adriana Silva, Pedro Pinho,

III - certificado de ensino fundamental completo com ensino profissionalizante incompleto ou curso técnico incompleto, somando ao RSC-TAE III equivalerá ao nível de graduação;.. IV

IV - persistindo a irregularidade , a Administração deverá adotar as medidas necessárias à rescisão dos contratos em execução, nos autos dos processos administrativos

- Remover as pastilhas usadas e retornar todo o parafuso de regulagem em seguida montar uma pastilha nova do lado da roda, empurrando com a mão a pinça no sentido do cilindro de

Na se¸ c˜ ao 4 descrevemos o m´ etodo de corre¸ c˜ ao das trajet´ orias proposto por Xu et al., e em seguida, na se¸c˜ ao 5, definimos o problema e sua corre¸ c˜ ao atrav´ es

Local de realização da avaliação: Centro de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação - EAPE , endereço : SGAS 907 - Brasília/DF. Estamos à disposição

Com o estudo anterior (AMARAL, 2009) sobre a evolução da infografia no meio, surgiram dúvidas a respeito de alguns exemplos pesquisados. Percebemos que a fronteira

Os candidatos reclassificados deverão cumprir os mesmos procedimentos estabelecidos nos subitens 5.1.1, 5.1.1.1, e 5.1.2 deste Edital, no período de 15 e 16 de junho de 2021,