333,
.
...\ 11 ....
\f
/ I \\1 H [Ni
...
...
... LE A ....
...
...
. ... ... I LL s O-X'M
L± 1;Ii;' ''$.-K
E
rri N/I i ri ri I
SEM1NARIO LEG ISLATIVO
REGULAMENTO ...
.......
....N9 va
UDaaLQLQ
CAPITULO I
Da Realizaçao e dos Objetivos Art. 12 - 0 Serninário Legislativo Reforma Agrária em Minas Gerais, a ser prornovido pelos Poderes Legislativo e Executivo do Estado de Minas Gerais, sera' realizado no Pa/ado da Inconfidência, nos dias 2,3,4 e 5 de setembro de 1996.
Art. 20 Serninário tern por objetivos:
I - discutir os temas relacionados corn a reforma agrária que sejam t de interesse para a sociedade, municIpios, Estado e União;
II— coiher subsidios e oferecer propostas para as açöes legislativas e executivas relacionadas aos temas debatidos, em especial as que vi- sem a elaboraçao do Piano Estadual de Reforma Agrária, previsto no art.
247, § 3, I, da Constituição Estadual.
Parágrafo ünico - 0 resultado dos trabaihos será formalizado em documento final, observado o disposto neste Regulamento.
3
CAPITULO ii Da Organizaçäo
Art. 32 Para a realização do Seminário, serão convidados representantes de entidades c/v/s e de órgãos püblicos afetos aos temas a serem discutidos.
Art. 42 Compete aos representantes das entidades c/v/s e dos órgãos püblicos:
I - relacionar as entidades a serem convidadas;
H - selecionar os temas para os debates;
III - indicar os conferencistas;
IV - indicar os coordenadores dos grupos de trabalho;
V - eleger os membros da Comissão de Representaçâo;
VI - executar outras tarefas necessárias a realizaçâo do Seminário.
CAPITULO Ill...... ...
Da Comissäo de Representação
Art. 5 - A Cornissão de Representação, composta pelas entidades CPT FAEMG, FE TA EMG, INCRA, MST PUCe UFLa e pela Assessor/a Especial do Governador do Estado para a Reforma Agrár/a, tern as seguintes atribuiçOes:
I - propor aos representantes das entidades civis e dos Orgãos püblicos as açöes previstas nos incisos I, It, III e IV do artigo anterior;
4
II— supervisionar a elaboraçao da sIntese dos relatários dos grupos de trabaiho;
III - supervisionar a sisternatizaçào do documento final;
IV - resolver, juntarnente corn o representante do Poder Legislativo, os casos ornissos neste Regularnento;
V - acornpanhar e avaliar junto a ALEMG e a Assessoria Especial do Governador do Estado para a Reforma Agrária a implernentaçâo das o propostas contidas no docurnento final.
CAPITULO lv Da Participaçao e da Inscrição
Art. 6 - As incriçôes serão gratuftas e poderão ser institucionais ou individuals, ficando assegurado aos inscritos o direito de participar dos grupos de trabaiho e das sessöes plenárias.
§ 1 - As inscriçöes serão efetuadas na Secretaria de Cornunicação Institucional da Assembléla Legislativa do Estado de Minas Gerais, no perlodo de 19 a 26 de agosto, pessoalmente, pelo fax 290-7811, ou pelo telefone 290-7714.
§ 2 - As entidades deverâo encarninhar, por escrito, as inscriçöes institucionais.
§ 39 - A opção pelo grupo de trabaiho, lirnitada a urn grupo por dia, deverá ser feita no ato de inscriçâo.
§ 4Q - Sera' conferido certificado aos participantes corn frequência de, no mInirno, quatro sessäes plenárias.
5
CAPITULO V Das Sessães
Art. 72—As reuniöes que integram o Seminário Legislativo Reforma Agrária em Minas Gerais são as seguintes:
- Sessâo Plenária de Abertura, no dia 2/9/96, as 1 9h3Omin;
II - Sessães Plenárias, constituldas de painéls, a serem realizadas no dia 3/9/96, das 8 horas as 12 horas, e das 1 9h3Omin as 22 horas, e no dia 4/9/96, das 8 horas as 12 horas;
Ill - Sessöes de Grupos de Trabaiho a serem realizadas nos dias 3 e 4/9/96, das 14 horas as 18 horas;
IV - Sessão Plenária Final, as 8 horas, no dia 5/9/96.
CAPITULO VI... ...
... . ..
...
.Do Temário dos Trabaihos
Art. A sessão plenária de abertura terá por tema a PolItica Nacional de Reforma Agraria.
Art. 92 Os painéis a serem realizados no Seminário tratarão dos seguintes temas:
a) A Reforma Agrária e o Atual Modelo de Dsenvolvimento b) PolItica Estadual de Reforma Agrária
c) Legislação Agrária, Terras Püblicas e Devolutas d) Assentamentos: Modelos e Resultados e) PolItica Agricola e Agricultura Familiar
6
H'
Art. 10— Os sete grupos de trabaiho do Seminário terão como temas e subtemas:
I - REFORMA AGRARIA: DESA F/OS E OBSTACULOS
a) Papel do Judiciário
b) Recursos e fontes de financiamento do Programa Estadual de Reforma Agrária
C) Probiemas da legisiaçao d) Geração de emprego e renda
II— REFORMA AGRA AlA E MEIO AMBIENTE
a) Impactos ambientais dos projetos de assentamento b) Agroecologia
c) Sustentabilidade dos projetos de assentamento
III - GESTAO DA POLITICA ESTADUAL DE REFORMA AGRARIA
a) Poiltica estadual de reforma agrária
b) Gestão participativa do Piano Estadual de Reforma Agrária IV - LEGITIMA(AO DE TERRA S E AçAO DISCRIMINATOR/A
a) Proposta de Emenda a Constituição - PEC ng 18 b) Legislacâo estadual
c) Açao discriminatória
d) Destinação das areas de ref lorestamento
V— PROJETOS DE COL 0NIzAçA0 E DESEN VOL V/MEN TO RURAL
a) Avaliação dos Projetos Jalba, Jequitinhonha e outros 7
Vi- INS TRUMENTOS DE POLITICA AGRICOLA PARA Os ASSENTAMENTOS E AGRICULTURA FAMILIAR
a) Crédito
b) Assistência técnica c) ComercaIizaçâo d) Pesquisa e) PRONAF
d) Associativismo e Cooperativismo e) Geração de emprego e renda
VII - POLITICAS SOCIAIS PARA OS ASSENTAMENTOS E A AGRJCULTURA FAMILIAR
a) Infra-estrutura
• b) Educação
c) Saüde
• d) Geração de emprego e renda
§ 1 9 Durante as discussöes dos grupos, serão admitidos outros subtemas, desde que relacionados aos temas definidos.
§ 2 - A participação nos grupos de trabaiho tern caráter facultativo.
pi.1..I.Ji..,O.tvniif... ..
.Da Dinâmica das Sessöes
Art. 11 - A sessão de abertura terá a seguinte dinâmica:
1—abertura peto Presidente da Assembtéia Legistahva do Estado de Minas Gerais;
Ii - exposição do tema petos conferencistas, conforme programa anexo;
IV - debate, por urn per(odo rnInirno de 30 (trinta) minutos, corn o pUbtico participante.
8
Art. 12-Os painéis terão a seguinte dinârnica:
- exposição do tema pelos conferencistas e debatedores, confor- me programa anexo;
II - debate, por urn perIodo rnInimo de 30 (trinta) minutos, corn o pUblico participante.
Art. 13 - Os grupos de trabaiho terão urn coordenador, indicado pelas entidades participantes durante as reuniôes preparatórias do Seminário Legislativo, e urn relator, escoihido pelos integrantes de cada grupo de trabalho.
• Art. 14- As entidades participantes deverão encaminhar
• a ALEMG, ate o dia 19 de agosto, propostas relativas aos grupos de trabaTho.
Art. 15- Compete ao coordenador do grupo de trabatho:
I - consoUdar, ate o dia 28 de agosto, em urn ünico documento, de forma sintética, as propostas previamente apresentadas pelas entidades organizadoras do Seminário;
II - apresentar ao grupo, para discussão, o documento previsto no item anterior;
Ill - coordenar as discussöes do grupo de trabalho;
IV - redigir, em conjunto corn o relator e corn os assessores da As- sembléia, o relatório das conclusôes do grupo, a ser apresentado na Sessão Plenária Final.
V - apresentar, na Plenária Final, o retatOrio de seu grupo de trabalho.
Art. 16 - As sessöes dos grupos de trabaiho terão seguinte dinâmica:
I - escolha do relator do grupo de trabalho;
9
Il — breve exposição da sIntese dos trabaihos, previamente elabora- da pelo coordenador;
III - debate corn os participantes do grupo, mediado pelo coordenador;
IV - apresentação, pelo coordenador, do relatOrio contendo as con- clusöes do grupo de trabaiho.
Paragrafo ünico - Serão adrnitidas novas propostas, desde que subscri- tas por representante de urna instituição ou por 10 participantes individuals.
Art. 17 - A Sessão Plenária Final obedecerá a seguinte dinâmica:
I - abertura dos trabalhos pelo Presidente, corn esclarecirnentos sobre a dinárnica da sessão;
II— apresentaçao, pelos coordenadores, ern ate 5 rninutos, das prin- cipals conclusöes dos grupos de trabalho;
III - leitura e apresentação de destaques ao documento consolidado a partir dos relatOrios dos grupos de trabalho;
IV - debate corn o püblico participante do Serninário sobre o con- teUdo do docurnento consolidado;
V - aprovação do documento final, salvo destaques e propostas pre- vistas no § 1 11 deste artigo.
§ 1 - Sornente serão admitidas propostas que visem alterar a reda- ção ou fundir propostas constantes dos relatOrios dos grupos de trabalho, se estiverern subscritas por representante de instituicão ou por 10 (dez) participantes individuais.
§ 2 —0 docurnento final deverá conternplar:
- as propostas que não foram objeto de destaque (propostas consensuais);
II— as propostas destacadas e subscritas pelos participantes que as apóiarn.
10
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Secretaria de Cornunicaçao Social
Cpocks l
Ceificodos
Peg ttifcs
Cctf&
INFORMAçôEs UTEIS
Papa faciIifa sta decacao, voca deve Ascu set crackc d fodo o evo.
No iv(cio dos pIevras, apv'esevi-e o c'ack6 Ckis ecpciovsas pa-c see cah6ado e corrtpova sa fcia.
O ceackc,k Jeveea see dvovido ao fia1 do semin6eio s
eecepcionis+cls vas sadas do Ptcuio.
o ce-tificado de paicJpac8o no Sekn&-io Le9 islafivo Refoia A em Mirtas ois se eviado peJo coreio, pos+o'evtte, a qL4em cop'ovav 75% de f'e.qC&vcia (4 sess6es pIevt&ias de copar'eciPnen+o).
L6,005 cp4e, pay-a a cop-ovaç8o de sa frec &vca, a eklfeeea CIO se" cy-ackt ao fival d0 evevfo.
,A0 final de coda pai,'ei, se es vado tn espaco pact deba-e
AS podei.8o Seefeifas Poe escv-ifo e +ees s rcepcoisfas OL4 oaIer-e. Caso sta p cvtfa nao seja
espodda, te ay-eos evviay- a respos+a poste'io-rtevfe.
O sal8o de ck, ao lctJo do P!-tp-io, no adar SE, es+a f4vtciofr1ado diy-ap+e +odo o eve+o
Os 6artkeiy-os es+8o ocalizados nos ada,-es f&reo e SE (p-6xiwto ao PIe&-io)
Os feleforte.s pbIicos se ertcortfp-avy no sa[8o de ck, adar SE (póio ao PIe&-o)
Bcu4e os
1*1*
A!irrtei'vi-cç&o Veja, VIOmckpct avso, a Iocalizaç8o de y-esfa aif-es e
Sevço de Caso ecessife de t6xi, você pode pe-to ro portfo de fci I ocalizado nci 'ta Dias Adoro, ao lctclo da A1-_EM'2
Se for' descAa pefeecia, pode- solici+ay- fi afav&s dos se-fes felefoes: LAyta<j - 418-2233 - Live Taxi - 421-3434 - Coopefaxi - 421-2424
s p o v e s As Ikas c1ie ct+enJem a AssebLéJa LesIafiva s&o as se9(rt+s:
Lha 1203
COI±VOS Lka 1805
Lka 1001
LkaSCO1/5CQ2
( A9odece0s a siia attcipocao eoscoocaios disposico papa ofas ifoiacSes ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Secretaria de Comunicaçao Institucional T8-eo, solo 7 (k11 isf)-ofvo)
teL: 290-7330 T: 293-7311
IF"d1 j r-i rc Semjnário Le gislativo
Vfl9YY •
Lon LM Me
ONO
CUE C)cbd
ONOUVYIfl
LU
LLJ
1
U0VWOI91O iW
\ \ I
noi ianni -
fILvJrdvj •?J
013d OflO .f
(1
2
c-
CD - C3 a)
C3 C:3CD cm
CD w
4-
=
CIOa)
U
<ci)
U
—c,cD
CL- U
a)
CD .2
2E
Ln ta-
z Is
cm
CL-
CS H
-oa U 0
t
j)U
oilmill 0 161 i
_____ IIII
MM
ANun
AN
ONO
cm --co
cL 4-
T9E
cDE
Cr- CD
3c
azocD1) c1, Cl
c c
CD cD
Q) ) 2c .E
—c
D c
-LJDc c. c
2 i)
(I) a
C
C34=19••a)•• - _ H2. • 2 C).21Q) c
CCIL
c. - C. 2 -.-.-.
2 CC) -
E _
all EmC) C) '.- CD - - - CC) C) -. - C)ZE
I = - 5 _ = S - S - 5C)I5I5EC)))-KXE - = __ 5
5-= Q—tca
3- 2 E E C3 -F 2 2= - -
0 LAJ CA 7,
2C)5 C)2C)2CD
• 2c_. C) cS Q LI) cliz C) CD E C) _ CDCD C)•
' on w co 5-2 2 t4p lip cm.S CD C) C) CD
0-DC -DC)Eaa)C)Lei 'C32CDa)Ca5a)C)5LA C-0 C3
)D C) 2 EC)C)C)L a)CC.555
C) U.) .2 2 . C).. C.5 • C) Cl- LD C) LI) C C) LI) 5 LI) C- L) L.) C.)
7,1 U o ----,
Lift
E
rm
N,'I Ii-i ci
€rci
IGRUPOS DE TRABALHQ
;-
Abortura T PollticaNacional do Roforma Agrária 1 - ReformaAgrório: Dosafios o Obstóulos
- Eduotdo Brondüo de tzeredo - Governador do [stado de Minas Gerais ' papel do Judk,Orio
- Depulodo Agoslinho PotrUs - Presidente do Assembldju Legislativa do Minos Gerais • recursos e fontes do finonciomeoto do progromo de Reforma AgrOrio - João Batista dos Mores Gob - Assessor Especial do Governador de Minos Gerais pore a Reforms Agrdria • problemos do legislgao
- Rout Delens Jungmann - Ministro £xiroordinOrio de Politico Fundidrio • geroçao de emprego e rendo
- Antonio Ernesto de Salvo - Presidente do ConfederoçOo Nacional do Agriculturo - (NA Coonadoro Prof. Lêda Benevello de Castro - Centro de Estudos Rurois do FAFICH (LJFMG) - Francisco Uth000 A. Filho - Presidentedo(ovlleroçOoNociorol dos TrobolhodoresdoAgdulturo—(OW1AG
- Dom Luciono Mendes de Almeido - Arcebispo de Moriono
2 • .
]
-I r *. "
Z
-
[nm Bohoenberger - Movimento dos Trobolhodores Rurois Sem-Terro - MST - CoordenoçJo Nodonol T Reformia AmbiontoJ j r-, . - 1• impoctos ombientors dos proletos de ossentomeoto
TJ ij ); 1. ogroecologio
Painol I — Roforma Agrório o o Atual Modolo do Dosenvolvimonto • snstentobilrdode dos proletos
—Coordenodor: Prof. RobsooAmAncio— Depwt.deAdmmoictroçAoeEconomiodoUfto—LovroMG -- Jose (orbs (orvolho - Secoetorio de [stodo do Meio Ambiente e Deseovolvimento Susteotovel de Minor Gerois
- Jose Ely do Veigo - Professor do Focoldode de Economro e Administroçoo do liSP
— Roberto Simoes - Drretor-Secretorio do FAEMG
3 - Gestflo do Politico Estoduol do Roformo Agrário - Sdrgmo (cite - Professor de pvis-groduoçOo em Deserrvolvioreoto, Agriculturo e Sociedode (UFRRJ)
gestaoporti(rpatioa do Plano Estaduol do Reformo Agronio Paine) 2 — Politico Estaduol do Roformo Agrdrio - Coordenodor: Prof. Rudd Ricci - PU(/MG e Newton Porno - FINP
- Joan Batista dos Mores Gain— Assessor [special do Goveroodor do Minas Gerais porno Rebororo Agrorro - — -
— Mono Antonio Costa Nogueiro - Diretoro do Politico Agrdrmn do FETAEMG 4— logitimaçBo do Jonas o AçUo Discriminatória - Armando Vieiro Miranda - Movimerto dos Iroboihodores Ruins Sem-Terro - MST - (oordeooçOo [stodool -
- • Projeto de Emendo a Constntunçao - PEC 0018
- Melchior Augusta do Mob - Sopenrotendente do IN(RIVMG . begisloçoo estoduol - Mono Ramos Vibebo - Consultor do Centro Nocionol de Pesqoiso do MilAn e Sorgo do EMBRAPA • oçOo discniminotOrio
_________ • destmnoçOo dos óreos do relborestomonto
— Coordenodor: Or. Vicente Colicchio - Auditor-Gerol do Estodo do Minos Gerais
Paine) 3 - (ogisbaçBo Agrória, Torras POblicas o Dovobutas --- ---
- Ivan SebostnOo Borboso Afonso - Procorodor Regional do IN(R4/MG z ---- -
- Milton Heino —Assessor Junidico do Federoçoo dos Trobolbodoresdo Agnicoltoro de GoiOs— FETAEG 5— Pfoietos do Colonizgdo o Dosonvo!virnonto Rural - AntOnio Mario (beet Mom - Assessor JurIdico do RURAI.MINAS • ovolmoçOo dos projotos JaIbo, Jequitinhooho e ootros - José Edgar Peon Amonim Pereira - Procurodor-Gerol do MunicIpia do Bela Horizonte - (oordenodor: Prof. Mauro Barges - (ED[PLAR/IJFMG
- Paine) 4 — Assontomontos: Model os e Resultados 6 Flinstrumentos de Politico Agricola pona as Assontamentos o Agriculturo Familiar - ioOo Pedro Stedile - Movimento dos Trobalhodones Runais Soon-lenin - MST - (oordenaçoo Nacional • crddito
- Mania tnnntOnnio Costa Nogooiro - Diretono do Politico AgrOnia do F[TAEMG • ossistOncio tdcoico - Rosanne Gabuppo Fernandes Félio - Onienntadona do Pnojoto e Assenntameoto do IN(RA/MG connerciolmzoçOo
- Aboizio rootmnni ValOnio - Pnesideore do RURALMINAS • pesqonso
_______________________ _____ ______ • PROW
ossocnotivismo 0 cooporotivismo
Paine) 5 — Politico Agricola o Agrftultura Familiar . geroçoo do emprego e rondo -
- - Coordenodor: Prof. Ed-gar Abencor — Deport. do Admnnnstroçoo e Economna do UFLu - LooroMG
- Anlnodo Porto - Mnonstno do Agnicubtora e do Abasiecinnnento - . --
- Alysson Paulinelli - SeuetOnio do Estado do Agnicobtona, PecoOnia e Abostecimento de Minas Gerais
- Jean Marc van Denweid - Dinetor do A.ssossoria e Senviços a Pnoletos do Agnicultuna Alternation - AS-PTA 7 — Politicos Sociois pora as Assontomontos_o a Agnicultura Familiar - Eduardo Magolbnoes Ribeino — Prof. do DepodaoieolodeAdministroçOoeErvnooviada UFLo — LovnoVMG
infra-estruturo - Jorocn Moneina Sooto - Dnretor do Politico Agricola do F[TAEMG
. eeiococoo - Oilman Viano Rodninues - Presidente do FAEMG .
MEi:i —
o Presidente da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais, Deputado Agostinho Patrás, e a Governador do Estado de Minas Gerais,
PR.OGRAMA
r h
\J
L_LJJ ^J
\Lf LJUU if JLJ\2/
IUL^
2-A
A,N (D Ej 1"i
IMPRESSO
Remetente:
Secretaria de Comunicaçäo Institucional Rua Rodrigues Catdas, 30— Santo Agostinho CEP: 30190-921 - Belo Horizonte - MG
AM - OS051A op IOJ8P8J OPOP!SJOA! U fl • wn - (s!oin t sopnis op oiiuo)) s IOJ89 SOO!W op DJOpOj opop!sJoAu fl • Olin - SOJA Di Op DIOPOI o PDP!SJ0A! O 11 • )flJ - SDJO SOU!W op o)!1910] opDp!sJoAufl DPJIUUOI • S! OJO SDU Op0DIS3 op o5usni op ounqi • W/SO4J0) op ou0 00n °!'°I° )°S • oiuow !)olsDqv Op odpiuo DJIDIOJ)OS 10)09 0P5000pJ00) 0400W0!000 I1 °P °P°15] °P 0 !J 01o5)OS • I8A91UOSSOS OILJOW!AI0000SOU 0 oiuoqwp MW op OD4S] op °I J°IOJ)OS • oiuowpoisoqy o D!Jpo)od oJohIo) iJ6v op opois op DJOIOJ)OS SDA900JOIIV S0!60l0O)O1 op • V)NI o !JpJtv owJoo 0 ot5ozioOO) op l°°°P°N 0401950 oqwpJoiu op opo • sioJo9 SDO op opois • SVNIW1Vt9t - op J019!W 01)901 OflO0i DJO opopuo • 9wBo - Siojo SDO op opois op soo9olodoo) sop op5oz1oc6i0 • - oJ!OLw Opof o5Opuoi • 9W3VJ]i - S!01o9 5001w op 0p045] op WohIfl)IJOV• ISW - 0JIO-W0s 50POOOWIAOW
Do sornpoqoqoq sop 0 p50JOpOi • 9WIvI - D09 soo !w op opoisi OP oJnlnJOy °p otwOpoi • 9IWVJ] - s! o(o9 sou op opois op 01J90)Odoby osobsoj op 050111W] • 0]IVW] - OJ0 0050040] 0 wwaj Op(J9IS!SSV op OsoJdw3. 11) - 0(101 op lojolsoj OpsslWo) • 089) - 1501 8 op sods!8 501 IMPON OOJOOJUO) • VOWV - oluo1qwp oow op 000100 ap 0J00I O05ODOSS9
:ofo4v
SIVY21D SVN1W J'V3 VJUyWDV VJ'V80tE3M, OALLV7SIDJ7 OJUyNIJJS
v4!Jv/9 •18a7 VIquIdss VP 01PUdkJ OU '966[dp oiqwjas dp ç V j dJ) -1V2?/fldJ V
Sl-VddD ..VVUIJ4I Wd VU PJX V VWJOJag,, 0471V/SlXd7 OlJpUiluç OP JVthJ1JJVd V 07-VpMUO3 a/i JdZVJd o uIj 'opaiaz v a/i OVpUVJg OpJVflp'/ JOJflO(7
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MLNAS GERMS 1 REFORMA AGRARIA EM MINAS GERAIS-SEMINARIO LEGISLATIVO PROPOSTAS APRESENTADAS PARA DISCUSSAO NO GRUPO DE TRABALHO 1-REFORMA AGRARIA: DESAFIOS E OBSTACULOS
Coordenadora: Profa. Leda M.B.Castro/UFMG B.H., 28108196 NOTA INTRODUTORIA:
Tendo em vista o temário mais amplo e geral deste Grupo de Trabaiho e o teor dos documentos de avaliação e propostas encaminhados pelas entidades da sociedade civil para discussão neste Seminário Legislativo, esta Coordenadora optou por organizar as propostas originárias de vários documentos e entidades mantendo as especificidades dos textos (autores e justificativas) e autores.
A organização temática e das propostas não seguiram exciusivamente os temas previstos para este grupo em função tanto da diversidade de posiçôes e argurnentos apresentados, corno da sobreposiçao de temas corn os de outros grupos.
Por isto, o presente documento nao pôde ser sintético, embora seja sistemático e representativo.
a) Pa pel do Judiciário:
Texto Apresentado: "Justiça para o Campo".
As entidades abaixo indicadas apresentaram a reprodução de urn texto assinado pelo advogado Marcello Lavenère Machado, intitulado: "Justiça para o Campo". 0 texto faa urna avaliaçao crltica do Poder Judiciário no pals e apresenta urn conjunto de propostas gerais para mud.anças na Justiça brasileira.
A coordenadora entendeu que as entidades que assinam o envio deste docurnento para o grupo de trabaiho queriam usa'-Io para deixar explicitada sua posição corn relação aos obstáculos colocados pela Justiça para a realização da Reforma Agrária. Assirn sendo, a coordenadora formulou propostas corn base no texto citado e as subrnete aos rnembros do grupo.
Entidades Proponentes:
FETAEMG, CPT, Rede de Tecnobogia, Cáritas, Centros de Tecnologias Alternativas, CUT, Instituto Marista de Solidariedade, dM1, MST.
PROPOSTAS:
Os participantes do Serninário Legislativo sobre Reforma Agrãria em Minas Gerais:
a. 1. Expressam sua crltica a atuação do Poder Judiciário do Brasil corn relação as causas de interesse popular, especialmente nas questôes ligadas a violência no campo e a reforma agrária.
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERMS 2
a.2. Expressam seu apoio as propostas de dernocratizaçao da Justiça em termos do seu funciomento intemo e em termos do seu acesso a maioria da populaçao brasileira.
Entre essas propostas, destacam:
a.2. 1. "Funcionamento de urn órgão de controle da atividade administrativa do Poder Judiciário. que venha a ser integrado também representantes da sociedade civil";
a.2.2. "Criaçao de escolas de aperfeiçoamento dejuizes e prornotores";
a.2.3. "SimplificaçAo das formalidades processuais";
a.2.4. "Reduçao do nümero de recursos";
a.2.5. "Barateamento das despesasjudiciais";
a.2.6. "Implantaçao de defensoria püblica eficiente para assegurar advogado ãqueles que nao Os podem pagar";
a.2.7. "Adoçao de critérios mais adequados para a promoçAo de juIzes tais como o nümero de processo julgados e a qualidade das sentenças";
a.2.8. "Fim da vitaliciedade nos tribunais intermediários e superiores, de tal sorte que nao se estimule no magistrado, urn sentimento de propriedade sobre a vaga que ocupa";
a.2.9. "Defesa da independéncia dos juIzes de primeira instância, aqueles que estão mais rentes a vida".
JUSTIFICATIVAS:
"0 mito da neutralidade, pelo qual o Poder Judiciário nao deveria ter qualquer envolvimento politico, provocou na verdade, seu aiheamento do sofrimento do povo, sua mdiferença em relaçAo aos conflitos sociais e seu descomprometimento corn as injustiças sociais"( ... ) "A concepção predominante nos cursos de Direito reduz o fenômeno jurIdico a urn conteüdo meramente legalista e formal, sacrificando-se os ideais de justiça, equidade, igualdade na idolatria pela lei. Por estas duas vias, a neutralidade e o positivismo, o Poder Judiciário veio cair na armadilha das instãncias dominantes, funcionando corn frequéncia, como mecanismo de controle social, de produção , reproduçAo e defesa de uma "ordem juridica" mais consagradora de desigualdes do que de liberdades.
Tais desvios são detectáveis, especialmente na area dos conflitos fundiários, em que o direito de propriedade, o poder econômico e politico, o prestIgio social de urn lado, contra a posse, a ocupação, a pobreza, a exclusão social, do outro, compöem uma lide desigual".
b) Recursos e Fontes de Financiamento do Programa Estadual de Reforma Arária
b. 1. Recursos de Fontes Federals:
As entidades abaixo indicadas apresentaram urn docurnento sobre situação das "Areas Declaradas de Interesse Social para Fins de Reforma Agrária"
em Minas Gerais, nos anos de 1995 e 1996 e uma avaliaçao sobre os recursos
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MThAS GERAIS 3
orçamentãrios do Governo Federal/INCRA para o pals e para o Estado. Ao final do trecho, transcrevem o teor de urn documento assinado em 28 de junho de 1996, entre a Diretoria de Assentamento do INCRA/BSB, a Superintendencia Regional do INCRA-MG, a FETAEMG e representantes de 20 projetos de assentamento.
A coordenadora entendeu que os pontos transcritos sumarizam as avaliaçöes e reivindicaçöes das entidades quanto aos recursos federais para a Reforma Agrária em Minas Gerais.
Entidades Proponentes:
FETAEMG, CPT, Rede de Tecnologia, Cáritas, Centros de Tecnologias Alternativas, CUT, Instituto Marista de Solidariedade, CIMI, MST.
PROPOSTAS:
Os participantes do Seminário Legislativo sobre Reforma Agrária em Minas Gerais reconhecem:
b. 1.1. "Que no Orçamento previsto para este ano de 1996, o montante de R$2.500.000100 para implanção de infra-estrutura, e R$1.000.000,00 para serviços, e rigorosamente insuficiente para permitir uma meihor qualidade na continuidade do processo de implantação dos P.A's".
b.1.2. "Que o montante de R$12.000.000,00 estimado pela Superintendencia do INCRA-MG a partir de reivindicaçao das entidades ligadas a Reforma Agrária, ampliariam as possibilidades do processo de implantaçao dos P.A's".
b. 1.3. "Que a estimativa de R$18.000.000,00 apresentada pela FETAEMG, seria o montante que efetivamente viria atender as necessidades básicas e criar as condiçöes para urn salto de qualidade no processo de impalnatação dos Projetos de Assentamento da Reforma Agrária em Minas Gerais".
JUSTIFICATIVAS:
0 documento informa que 43,7% em 1995 e 56,0% em 1996, dos recursos repassados para o INCRA foram em TDA's. Em 1996, R$266,8 milhöes foram acrescentados ao orçamento exciusivamente para pagamento de sentenças judiciais.
Este valor dana, segundo o documento para assentar 8.892 fanillias (ao custo de R$30.000,00 por famIlia). Para a rubrica "Implantação e Consolidaçao de Projetos de Assentamento" são destinados em 1996, urn valor global de R$108,654 milhöes. "Além do mais, dos R$3,6 bilhôes solicitados pelo INCRA para o Orçamento de 1996, o Ministério do Planejamento incluiu apenas R$1,4 bilhão no Projeto de Lei Orçamentária. Segurarnente os cortes foram feitos nas atividades fun, pois gastos de custeio e pessoal não podem sec eliminados corn a mesma facilidade".
Em Minas Gerais, ha 37 areas corn P.A's em implantação. E entre 95-96, mais 23 areas foram decretadas de interesse social para fins de reforma agrária.
Dessas, apenas 5 imóveis estão corn imissão na posse. Dos demais, 5 tiverern contestação judicial e 13 continuavam sern imissão na posse. Foi tambérn
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS 4 repassada ao INCRA, pelo Govemo do Estado, a area denominada 'Fazenda do Ministério", em Governador Valadares. A estimativa de assentamento para as novas areas é de 995 fainIlias. Esses dados sugerem uma pressão ampliada por novos recursos para apoio implantaçao dos projetos de assentamento, nos próximos anos.
b.2. Recursos de Fontes Estadnais:
No documento para os Grupos de Trabaiho n°s 3 e 4, no sub-tItulo: "B) Açöes de apoio aos assentamentos e a agricultura familiar" as entidades abaixo indicadas fLzeram proposta especifica sobre fonte de recursos estaduais para a reforma agrária.
Entidades Proponentes:
FETAEMG, CPT, Rede de Tecnologia, Cáritas, Centros de Tecnologias Altemativas, CUT, Instituto Marista de Solidariedade, CIMI, MST.
PROPOSTA
Os participantes do Seminário Legislativo sobre Reforma Agrária em Minas Gerais propöem:
b.2.1. "A destinaçao de 4% do total do Orçamento Estadual a partir de 1997, para a agricultura, destinando-se urn quarto destes recursos para o Fundo Estadual de Desenvolvimento Rural-FUNDERTJR"
JUSTIFICAT1VA:
"0 Governo do Estado dispôe de urn importante instrumento que the permite apoiar as areas de assentamento e a agricultura familiar, que é o FIJNDERUR-Fundo Estadual de Desenvolvimento Rural criado pelo atual governo emjaneiro de 1995 e ainda não implementado. Este flindo tern sua origem na Lei de PolItica Estadual de Desenvolvimento Agricola (Lei n° 11 .405 de 29/01/94) que foi urn dos principais resultados do Seminário Minas Terra, também realizado pela Assembléia Legislativa, em 1993".
b.3. Recursos para as areas indigenas em Minas Gerais:
As entidades abaixo indicadas apresentaram o docurnento intitulado:
"Questao Indigena em Minas Gerais e Reforma Agrária" corn urn conjunto de propostas e reivindicaçôes sobre as terras e naçöes indIgenas em Minas Gerais.
Duas delas tratam especificamente dos recursos necessários a atuação pUblica nesta questAo e urna se liga ao reassentamento de posseiros ocupantes de terras indIgenas.
Entidades Proponentes:
FETAEMG, CPT, Rede de Tecnologia, Cáritas, Centros de Tecnologias Alternativas, CUT, Instituto Marista de Solidariedade, dM1, MST.
PROPOSTAS:
ASSEMBLEIA LEGISLATVA DO ESTADO DE MINAS GERMS 5 Os participantes do Seminário Legislativo sobre Reforma Agrãria em Minas Gerais propôem:
b.3.1. 'Financiarnento Para garantia das atividades de produçao familiar dos grupos indIgenas de Minas Gerais".
b.3.2. "Garantia de recursos Para a execução dos trabaihos da CEAI (Comissão Executiva Estadual da QuestAo JndIgena em Minas Gerais), conforme estabelece o art. 30 do Decreto n° 23.806, que institui a Comissão".
b.3.3. "0 reassentamento dos pequenos posseiros que estão nas areas Krenak e Maxacali, uma vez que o Estado titulou-os, permitindo a ocupação ilegal das terras indIgenas".
JUSTIFICATJVA:
"Em Minas Gerais existem cinco povos indIgenas [que] perfazem urn total de 7.200 pessoas e suas aldeias localizam-se no Vale do São Francisco (Xacriabá), Vale do Rio Doce (Krenak), Vale do Ago (Pataxó), Vale do Jequitinhonha (Pankararu) e Vale do Mucuri (Maxacali).
Para estes e todos os povos indIgenas do Brasil a terra é o seu bern maior e a sua garantia, a maior luta. A terra Para os indios não e somente fator de produção, mas tambdrn tern urn profundo significado cultural, religioso e politico."
C) Problemas da Legislaçao:
c. 1. Projeto de Lei que altera a LC n° 76/93 (Rito Sunthrio):
As entidades abaixo indicadas apresentararn longo texto intitulado:
"Avaliaçao Prelirninar Sobre o Projeto de Lei que Altera a LC 76/93 e do Acordo corn a Bancada Ruralista para Alteraçao da Lei Agrária" sobre o processo de votação, na Cârnara Federal do projeto que altera o Rito Surnáriô Para a desapropriaçao de terras Para fins de reforma agrária.
A coordenadora entendeu que as entidades que assinam o docurnento querem deixar explicitada sua posição corn relação ao projeto votado na Câmara e ao acordo feito entre o Governo Federal e a chamada "bancada ruralista". Assim sendo, formulou propostas corn base no docurnento citado e as submete aos membros do grupo.
Entidades Proponentes:
FETAEMG, CPT, Rede de Tecnologia, Cáritas, Centros de Teenologias Alternativas, CUT, Instituto Marista de Solidthiedade, CIMI, MST.
PROPOSTAS:
Os participantes do Seminário Legislativo sobre Reforma Agrária em Minas Gerais:
c.1.1. Expressam seu apoio ao substitutivo do relator Deputado José Luiz Clerot (PMDBIPB) ao projetos que alteram a Lei Complementar n° 76/93, por entender que ele agiliza a legislação processual corn relaçAo a desapropriaçao de terras Para fins de reforrna agrária.
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERMS 6 JTJSTIFICATIVA:
o substitutivo Clerot aos projetos que alteram a Lei Complementar no
76/93, avança a legislaçao processual da desapropriação de terras sobretudo nos seguintes pontos:
a) "Estabelece a comprovação pelo INCRA, do depósito em dinheiro e do lançamento dos TDA's para as indenizaçôes, já na petição inicial da ação de desapropriação";
b) "Determina o despacho do juiz garantindo a imissão na posse pela União, imediatamente após o ajuizamento da ação, ou no prazo máximo de 48 horas";
c) "Estabelece o prazo improrrogável de 3 dias para o cartório efetuar o registro cia terra em nome cia União";
d) "Possibilita conciliaçao após a citação do expropriando para contestar a ação".
c. 1.2. Expressam seu repüdio ao acordo feito entre as lideranças do governo federal na Câmara e a chamada "bancada niralista" para a votação em regime de urgéncia de projeto de lei que altera a Lei Agrária (n° 8.629/93) em troca cia aprovação do subtitutivo Clerot. Este projeto de lei contém dispositivos que obstaculizam ainda mais a realizaçào cia reforma agrária, anulando quaisquer ganhos obtidos corn a agilizaçao processual do Rito Surnário, representando forte retrocesso nos ma.rcos legais pós-Constituiçao de 1988.
JUSTIFICATIVA:
Os principais pontos de obstaculizaçao e retrocesso para a reforma agrária, presentes no projeto proposto pelo deputado Odelmo Ledo, cia "bancada ruralista"
são os seguintes:
a) "Reforça as posssibilidades de defesa do proprietário ainda na fase admirnstrativa da desapropriaçao, criando obstáculos a emissao dos decretos de desapropriação" por meio dos seguintes mecanismos contemplados no projeto":
"-estabelecimento de prazo de sete dias após a notificação do proprietário, para a realizaçao de vistoria, o que permite que o mesmo se a.rticule para dificultar o trabalho, o que pode ser feito inclusive corn obtenção de liminar na justiça";
"-possibilidade de a CNA e a CONTAG indicarem representantes técnicos para acompanhar a vistoria. Isto obrigaria o movimento sindical dos trabaihadores rurais a desempenhar urn papel que nao é o seu, e dadas as dificuldades de realização, levar o movimento a legitimar urn processo sem qualquer interferência real no rnesrno";
"-instituição, na fase administrativa, da obrigação cia comunicação do laudo ao proprietário, que teria prazo de 15 dias para apresentar sua impugnação ao resultado cia vistoria, abrindo a possibilidade de novas vistorias ou mesmo de açöes judiciais que paralizariam ou inviabilizariam a continuidade do processo de
desapropriaçao";
-"alteração do Cadastro de Irnóveis Rurais de modo a indicar a classificação do imóvel como pequena, media ou grande propriedade e apenas e obrigatoriarnente, os graus de utilizaçao e de eficiência na exploraçao. Isto implicará na eliminação de outras informaçoes do cadastro servindo para impedir a
ASSEMBLEIA LEGISLATrVA DO ESTADO DE MPAS GERMS 7 realizaçao ate mesmo das vistorias pois servirá de porova administrativa de que o imóvel nao pode ser desapropriado"
b) Torna lei a mais antiga reivindicaçao dos ruralistas, que é a de proibir a desapropriaçao de terras ocupadas". A proposta é considerada urn "absurdo politico e juridico" pois "inviabilizaria a soluçAo dos conflitos e, provavelmente paralizaria a Reforma Agrária, que so tern caminhado pela permanente pressAo dos trabaihadores". "Apesar da restrição de sua aplicaçao somente as terras
"produtivas", os outros paragrafos do projeto auxiliam os proprietarios a "provar"
a produtividade de suas terras".
c.2. Decreto Federal n° 1775/96 que altera a demarcaçao das terras indIgenas no Brasil e Portaria n° 317/93 que reunifica area Maxakali
As entidades abaixo relacionadas propuseram no documento intitulado
"Questao IndIgena em Minas Gerais e a Reforma Agrária", açöes a serem tomadas pelos poderes püblicos estaduais, corn relaçao a alteraçao de legislaçao e aplicação de norma federal.
Entidades Proponentes:
FETAEMG, CPT, Rede de Tecnologia, Cáritas, Centros de Tecnologias Alternativas, CUT, Instituto Marista de Solidariedade, CIMI, MST.
PROPOSTAS:
Os participantes do Serninário Legislativo sobre Reforma Agrária em Minas Gerais propöem:
c.2. 1. "Que o Governo Estadual se posicione pela revogaçAo do Decreto no 1775/96, que altera os critérios Para a demarcaçao das terras indigenas no Brasil";
c.2.2. "Que o Governo Estadual se posicione pela imediata homologaçao da Portaria n° 317/93 do Ministério da Justiça, que reunifica o territOrio Maxakali e retirada urgente dos invasores".
JUSTIFICATIVA:
"A terra Para os indios não é sp,emte fator de )produção, mas também tern urn profundo significado cultural, religioso e politico. E fundamental, portanto, que a Reforma Agrária contemple também a Demarcaçao das Terras Indigenas, corn a garantia, pelo Poder POblico da permanência dos Indios em condiçoes dignas de vida".
c.3- A propriedade da terra nos projetos de assentaniento
A coordenadora entende esta proposta como de alteraçao da legislaçao federal sobre reforma agrária (Lei Agrària 8.629/93).
I.'
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERMS 8 Entidade Proponente: Associaçao Mineira de Defesa do Ambiente (AMDA)
PROPOSTA:
Os participantes do Semrnário Legislativo sobre Reforma Agrária em Minas Gerais propôem:
c.3.1. "Alteraçao na Iegislaçao vigente no sentido de "condicionar a propriedade da terra em projetos de assentamento, a real aptidao do assentado. Ate que isto seja comprovado, a terra seria concessão do Estado".
JUSTIFICATIVA:
Esta proposta "evitaria situaçöes comuns de venda e abandono de lotes em curto espaço de tempo. Urn exemplo tIpico é o caso da JaIba, onde, segundo estudos da Fundaçao João Pinheiro, já existem propriedade de 400 h. Resultante da venda par parte dos colonos, que abandonaram a terra após o desmatamento".
c.4- Alteraçao na legislaçao e normas inferiores relativas a conceituação da funçao social da propnedade em relaçao ao ambiente:
Duas entidades apresentaram propostas semeihantes, de alteração da Iegislaçao e normas vigentes, na direçAo de ampliar práticas conservacionistas dos
• proprietários de terra-ou seja, manter cobertura forestal nativa em areas outras além da reserva legal e das areas de proteção perrnanerite. As dua.s entidades propöern a retirada daquelas areas dos cálculos que levem a classificação das terras como "iniprodutivas".
A coordenadora entende que estas propostas implicam na alteração da legislaçao federal sobre reforma agrária (Lei Agrária 8.629/93, arts. 6°, 9° e 10°).
Tendo em vista as formulaçoes diferentes das entidades para a rnesma proposta geral, ambas são transcritas a seguir.
Entidades Proponentes: Associação Mineira de Defesa do Ambiente (AMDA) e Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA).
PROPOSTA DA AMDA:
Os participantes do Seminário Legislativo sobre Reforma Agrária em Minas Gerais propöem:
c.4.1. "Alteração no conceito de "terras improdutivas" ora usado pelo INCRA a partir da legislação vigente, no sentido de excluir do conceito "as terras cobertas por floresta nativas."
JTJSTIFICATIVA:
"E lamentável e indigno que diante da ameaça que paira sobre a biodiversidade do planeta, diante da situação forestal de Minas, o INCRA e os movimentos que lutam pela reforma agraria ainda considerem como improdutivas, terras cobertas por florestas nativas. Somente a reproduçao de conceitos extremamente capitalistas como par exemplo, a infinitude dos recursos naturais ou
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MLNAS GERMS 9 o imediatismo econômico, e do conceito antropocéntrico de que o ser hurnano tern direito "natural" de ocupar todos os espaços disponiveis pode justificar tal atitude".
"Reafirmamos nossa posicão de irrestrita defesa da reforma agrária, enquanto necessidade social, mas também de absoluta oposição a que continue ser mais urn instrumento de degradação ambiental. Os 'sem terra', conforme demonstrou pesquisa da Foiha de São Paulo, tern em sua maioria, as mesmas expectalivas de coutras camadas da sociedade, ou seja: carregam a mesma cultura capitalista, consunlista, antropocentrista".
PROPOSTAS DA SEMA:
Os participantes do Seminário Legislativo sobre Reforma Agrária em Minas Gerais propöern alteraçao na legislação vigente no sentido de:
c.4.2. "Que as areas cobertas corn florestas nativas conservadas pelos proprietários rurais, fora das areas de preservação permanente e de reserva legal, sejam incluIda.s na Declaração para Cadastro de Imovel Rural-DP, acrescentando item especIfico no quadro 09-Distribuição das Areas do Imóvel";
c.4.3. "Que na legislaçao e normas inferiores pertinentes sejam feitas as alteraçöes necessãrias quanto ao cálculo do Imposto Territorial Rural-ITR, bern como quanto a conceituação do uso social da propriedade";
c.4.4. "Que essa alteraçôes incluam dispositivos que permitam incorporar o que dispuser a legislação estadual no que couber e sornar ou nao contemplado nas normas federais";
c.4.5. "Ainda, sobre outras restriçöes de natureza ambiental legalmente impostas e que nao estejarn incluIdas no mencionado quadro nümero 09, atingindo, nao corno norrnas gerais, mas corno normas ou atos especificos impostos a determinado proprietário, locais ou regiôes determinadas".
JUSTIFICAT WAS:
"0 documento básico para cálculos por parte do INCRA, Grau de Utilização da Terra (GUT) e Grau de Eficiência Econômica (GEET) é a Declaração para Cadastro de Imóvel Rural-DP. Do resultado daqueles cálculos determina-se em princIpio, dependente de vistoria local, se o imóvel cumpre ou não sua função social. Em caso negativo, torna-se passIvel de ser catalogado como susceptIvel de ser declarado de interesse social para fins de reforma agrária". 0 formulario da DP contempla a "distribuição das areas do imóvel segundo suas caracterIsticas e formas de utilizaAo, cornparad.as corn a area total". ( ... )
"Entretanto, no que concerne as areas de preservação permanente e de reserva legal, o INCRA se reporta a conceituação das normas federais, nao incorporando o disposto em normas estaduais. Näo incorpora tambérn, outras formas de restrição ou proibiçao a livre exploração da propriedade ditadas pela legislação ambiental federal ou estadual, que poderão incidir sobre determinada propriedade e que não sejam especificarnente reserva legal ou area de preservação permanente"(...)
"Se houver na propriedade areas cobertas corn florestas nativas não irnplantadas, localizadas fora das areas de preservação permanente e de . reserva
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERMS 10 legal, segundo o conceito da legislaçao, é considerada como area aproveitavel e enquadarada como nao utilizada, por falta de espaço no quadro nUmero 09, bern como não contemplada na legislaçao. Isto implicará na sistemá.tica de cálculos que trarão, ao proprietário conservacionista, que mantern tais florestas independente de obrigaçao legal, major carga tributária, quanto ao Imposto Territorial Rural, de caráter progressivo pelo "mau uso da propriedade" e mais, influenciando na análise sobre o não atendimento da ftinção social da propriedade"
c.5. Politicas Ambientais e Reforma Agrária
Considerando que outras entidades apresentaram propostas sobre o terna ambiental que também envolvem alteraçao em legislaçao, e que tern sentido oposto as acima citadas, a coordenadora julgou por bern incluI-las na pauta de discussão dos participantes deste Grupo de Trabaiho. Os documentos de onde se retiraram as propostas abaixo, são os seguintes: "Desenvolviinento Rural Sustentado- Propostas para o Fortalecimento da Agricultura Familiar da Zona da Mata de Minas Gerais" e "Reforma Agrária e Meio Ambiente".
Entidade Proponentes:
Centro de Tecnologia Altemativa da Zona da Mata, FETAEMG, CPT, Rede de Tecnologia, Cáritas, Outros Centros de Tecnologias Altemativas, CUT, Instituto Marista de Solidariedade, CIMI, MST.
PROPOSTAS:
Os participantes do Seminário Legislativo sobre Reforma Agrária em Minas Gerais propöern:
c.5. 1. "Que as polIticas ambientais compatibilizem a conservação dos recursos naturais corn o desenvolvimento por meio de urna legislação que nao seja voltada exciusivamente para dizer o que nao se deve fazer, mas defmindo o que pode ser feito, orientando as ages e criando instrumentos de controle eficazes, que contern corn a participação efetiva da sociedade. A participação da sociedade organizada é também fundamental na implantação e gestão de unidades de conservação".
JUSTIFICATIVA:
"AS polIticas ambientais, quando existem4 estão desvinculadas do processo de desenvolvimento agrIcola, reduzindo-se a medidas normativas e de controle legal que isoladas, não garantem a conservação e recuperação dos recursos naturais".
c.5.2. "Rever a legislação florestal de forma a permitir o desenvolvimento e exploração dos sistemas agroflorestais ou de agrossilvicultura, considerando as seguintes medidas:
c.5.2. 1. "Garantir na legislação forestal a conceituação de Sistemas Agroflorestais- SAFs- e o reconhecimento dos mesmos como urn sisterna de produçao sustentável";
ASSEMBLEIA LEGISLATrVA DO ESTADO DE MINAS GERMS 11 c.5.2.2. "Garantir na legislaçao forestal a conceituação de populaç43es
tradicionais";
c.5.2.3. "Alterar a legislaçao no sentido de admitir a exploraçäo agricola em areas hoje consideradas de preservação permanente, desde que mediante a adoção de SAFs e em unidades de agricultura familiar";
c.5.2.4. "Alterar a legislaçao no sentido de garantir a permanéncia das populaçôes tradicionais existentes no momento da criaçao de Unidade de Conservação de proteção integral, bern corno a continuidade do uso econôrnico das areas já desmatadas desde que através de SAF's";
c.5.2.5. "Introduzir na legislaçao, mecanismos de incentivo a recuperaçäo forestal que considerern e valorizem as diferenciaçöes regionais, priorizando as propriedades corn menos de 100 ha, os assentamentos rurais e as associaçöes de pequenos produtores";
c.5.2.6. "Simplificar de imediato, os procedimentos de licenciamento para atividades agroflorestais em propriedades corn ate ioo ha".
JUSTIFICATIVAS:
"0 modelo de desenvolvimento de nossa agricultura formulado e implernentado a partir dos anos 60, corneça a entrar em colapso. A produtividade, fator preponderante das tecnologias modernas, está estagnada; a expulsào das populaçöes do campo chegou a Indices alarmantes (76% da populaçap brasileira já se encontra nas cidades); e a concentração da posse da terra é das maiores de todo o mundo". (...) "Para reverter o atual quadro em que se encontra a agricultura brasileira e em particular a de Minas Gerais, a primeira e fundamental questAo a ser resolvida é a de posse e uso da terra, através da democratizaçao do acesso dos produtores familiares aos recurosos naturais e aos meios de sobrevivéncia. A reforma agrária corn ampla, massiva e rápida distribuiçao de terra entre os que nela efetivamente trabalham constitui uma exigéncia básica para reorientar os padrôes atualmente dorninantes de exploraçao social e técnica do espaço rural." (...) "Os projetos de assentarnento de reforma agrária devern aproveitar a oportunidade para desenvolverem propostas de urna nova agricultura que privilegie o manejo dos recursos, de modo a satisfazer as necessidades humanas em transformaçao, mantendo e ao mesmo tempo meihorando, a qualidade do ambiente e conservando
Os recursos naturais"
d) Geraçâo de Emprego e Renda:
Crédito Fundiário para Agricultores Fainiiiares
A coordenadora entendeu que esta proposta caberia neste item de geração de emprego e renda pois visa meihorar as condiçöes de acesso a terra de agricultores familiares e de jovens oriundos dessas familias, que permaneceriam assim no carnpo. A proposta visa a implementação do artigo 82 e seu parágrafo ünico, da Lei Agrária de Minas Gerais (n° 11.405/94).
Entidades Proponentes: Sindicato dos Trabaihadores Rurais de Muriaé, Sindicato dos Trabaihadores Rurais de Miradouro, Sindicato dos Trabalhadores