RELATÓRIO E CONTAS
2015
CCAM
ZONA DO PINHAL
RELATÓRIO E CONTAS EXERCÍCIO
2015
ÍNDICE
I - Enquadramento Macroeconómico 6
II -Crédito Agrícola – Evolução Recente 16
III -Caixa da Zona do Pinhal – Evolução e Resultados 24 Proposta de Distribuição de Resultados 32 IV -Estrutura e Práticas de Governo Societário 33
V - Politica de Remuneração 37
Relatório de Avaliação da Politica de Remuneração 43
VI - Demonstrações Financeiras 47
Anexo às Demonstrações Financeiras 52
VII
-
Parecer do Conselho Fiscal 87VIII -Certificação Legal das Contas 90
RELATÓRIO E CONTAS EXERCÍCIO
2015
O Conselho de Administração da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo da Zona do Pinhal, CRL, contribuinte 501292748, com sede na Praça da República, n.º 31 na Vila da Sertã, no cumprimento da obrigação de informar as autoridades, os seus associados e clientes e o público em geral, vem nos termos dos estatutos e legislação aplicável, apresentar o seu Relatório e Contas referente ao exercício de 2015.
I. ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO
ECONOMIA INTERNACIONAL
Segundo as mais recentes previsões do Fundo Monetário Internacional referidas no update do World Economic Outlook de Janeiro de 2016, a economia mundial registou um crescimento de 3,1% em 2015, representando uma desaceleração do crescimento face a 2014 que foi de 3,3%.
Relativamente às maiores economias mundiais, avançadas e emergentes, estas registaram evoluções distintas.
Entre os factores que contribuíram para esta diferenciação encontram-se a continuação de políticas monetárias acomodatícias e de uma política orçamental menos restritiva nos países desenvolvidos, assim como os desequilíbrios macroeconómicos e a instabilidade política em algumas economias exportadoras de matérias-primas, sendo de destacar os casos do Brasil e da Rússia com maior decréscimo das respectivas economias. Na China, a reorientação da política económica para um modelo mais baseado no mercado interno conduziu a uma diminuição gradual do respectivo crescimento económico, com impacto na procura mundial de matérias- primas, sendo, deste modo, ultrapassada pela Índia, que registou uma aceleração em 2015.
Por outro lado, as flutuações do preço do petróleo contribuíram também para um decréscimo acentuado nos preços das matérias-primas.
Na zona Euro, a actividade foi caracterizada pela continuação da recuperação económica, apesar do quadro de incerteza quanto à situação financeira da Grécia. Esta evolução favorável deveu-se à evolução do preço das matérias-primas e à política monetária do Banco Central Europeu, além da implementação do programa de compra de ativos financeiros pelo BCE (Expanded Asset Purchase Programme).
Na Zona Euro estima-se que o PIB cresça 1,5% em 2015, devido essencialmente ao impacto da depreciação do euro (que ocorre desde meados de 2014), à manutenção de taxas de juro baixas (fomentada pelo programa alargado de compra de activos), aos efeitos favoráveis do nível do rendimento, resultantes dos preços mais baixos dos produtos energéticos (especialmente do petróleo) e às políticas de quantitative easing aplicadas pelo BCE. A maioria dos membros da U.E.
acompanhou esta tendência de crescimento.
Em relação ao mercado laboral, verificou-se uma redução generalizada da taxa de desemprego na Zona Euro. O desemprego prosseguiu uma trajectória de recuperação ao longo dos últimos dois anos, sendo que em 2015 registou o valor de 11% (-0,6 p.p. face a 2014). Esta melhoria é explicada por factores como o impacto favorável da moderação salarial, pelas recentes reformas do mercado de trabalho, pela retoma económica e pelos recentes incentivos orçamentais. Ainda assim, é de salientar que os elevados valores de 2015 são, em grande parte, explicados pelas economias periféricas, onde se incluem países como Espanha (21,8%) e Grécia (26,8%).
De forma a combater a pressão deflaccionista, foram anunciadas várias medidas por parte do BCE, em 22 de Janeiro de 2015, de entre as quais: (i) o lançamento de um programa alargado de compra de activos, com compras mensais no valor de 60 mil milhões de euros até ao final de Setembro de 2016, ou até o Conselho do BCE considerar que se verifica um ajustamento sustentado da trajectória de inflação, compatível com o seu objectivo de obter taxas de inflação abaixo mas próximo de 2% no médio prazo; e (ii) a alteração da taxa de juro das restantes seis operações de refinanciamento de prazo alargado direccionadas (ORPA). Desta forma, a taxa de juro aplicável às futuras ORPA direccionadas será igual à taxa de juro das operações principais de refinanciamento (OPR) do Eurosistema prevalecente na data em que cada ORPA direccionada é conduzida, anulando assim o diferencial (spread) de 10 p.b. acima da taxa de juro das OPR aplicado nas duas primeiras ORPA direccionadas.
Mais recentemente, a 3 de Setembro de 2015, o Conselho do BCE decidiu que a taxa de juro aplicável às (i) operações principais de refinanciamento, (ii) facilidade permanente de cedência de liquidez e (iii) facilidade permanente de depósito permanecerão inalteradas em 0,05%, 0,30% e -
ECONOMIA NACIONAL
Após um crescimento de 0,9% em 2014, a economia portuguesa apresentou maior dinamismo que justifica a perspectiva de crescimento de 1,6% em 2015, o que reflecte um crescimento ligeiramente superior ao verificado na média da Zona Euro.
Para a aceleração da actividade em 2015 contribuiu, em maior grau, a evolução das exportações portuguesas, que aumentaram 5,3% e que beneficiaram, em grande medida, da evolução da procura externa dirigida à economia portuguesa. Este dinamismo esteve associado à recuperação económica de alguns dos principais parceiros comerciais da Zona Euro, em particular Espanha, França e Itália. As exportações para países fora da Zona Euro beneficiaram da depreciação do euro e do crescimento da procura externa oriunda de alguns parceiros comerciais relevantes, em particular o Reino Unido e os EUA.
O crescimento do consumo privado (2,7% em termos homólogos, o que compara com o crescimento de 2,1% registado em 2014) esteve associado a uma melhoria das perspectivas quanto à evolução do rendimento permanente das famílias, conjugada com um quadro de condições monetárias e financeiras favoráveis.
A taxa de desemprego cifrou-se em 11,8% em 2015, ficando 2,1 p.p. abaixo do verificado em 2014, num contexto de diminuição da população activa. Não obstante esta diminuição, a percentagem de desempregados continua historicamente elevada, agravada pela existência de um elevado nível de desemprego de longa duração.
O défice orçamental deverá atingir os 4,2% do PIB em 2015, devido, em grande medida, à resolução do Banif ocorrida no final do ano findo. Estima-se que o impacto desta medida nas contas públicas venha a ser de 2.255 milhões de euros (1.766 milhões de euros numa injecção de capital no banco e 489 milhões de euros na transferência para o Fundo de Resolução), fazendo aumentar o défice em 1,2 p.p. do PIB, sendo que, excluindo este impacto, o défice orçamental seria de 3% em 2015.
O valor de 4,2% encontra-se acima do previsto no Orçamento de Estado de 2015 para o conjunto do ano (2,7%), mas traduz uma melhoria homóloga de 0,3 p.p. decorrente de um aumento da receita superior ao da despesa.
MERCADO BANCÁRIO NACIONAL
O ano de 2015 revelou-se um ano de alguma turbulência no sistema bancário Português, com a venda do Banif e a permanência de indefinição quanto ao destino do Novo Banco.
A aquisição do Banif pelo Banco Santander Totta foi finalizada a 20 de Dezembro de 2015, pelo valor de €150 milhões. É de referir que, ainda em 2013, o Banif foi recapitalizado pelo Estado português no montante de €1.100 milhões, sendo que o plano de recapitalização incluía, adicionalmente, um aumento de capital por investidores privados de €450 milhões, o qual foi concluído em Junho de 2014. O Banif revelou não ter capacidade para reembolsar a totalidade do montante, acabando este por vencer em Dezembro de 2014. Com a venda do banco, a generalidade da actividade do Banif foi transferida para o Banco Santander Totta, tendo-se criado um regime de excepção para os activos problemáticos (transferência para um veículo de gestão
Relativamente ao Novo Banco, a situação desta instituição continua instável, sobretudo devido à indecisão do processo de privatização e à decisão do Banco de Portugal, tomada a 29 de Dezembro de 2015, de transferir a dívida sénior de institucionais do Novo Banco para o Banco Espírito Santo (BES). Em 15 de Janeiro de 2016, o Banco de Portugal relançou o processo de venda da participação do fundo de resolução do Novo Banco, em linha com o acordado entre as autoridades nacionais e a Comissão Europeia.
Evolução do mercado Nacional
Segundo a informação mais recente disponibilizada pelo Banco de Portugal (Dezembro 2015), o volume de depósitos aumentou 3,1% em Dezembro de 2015 face ao mesmo período de 2014.
Para esse crescimento contribuíram a evolução positiva de 3,8% dos depósitos de particulares (+2,3 p.p. que em 2014) e um crescimento menos acentuado nos depósitos de empresas de 0,2%
(-2,8 p.p. que em 2014).
Ao invés, o crédito bruto total registou decréscimo homólogo de 4,2% em Dezembro de 2015. A quebra foi mais significativa no crédito a empresas (-5,0%) do que no crédito a particulares (- 3,6%), ambos em termos homólogos.
De acordo com a informação divulgada pelo Banco de Portugal, entre 2014 e 2015, o crédito total reduziu 4,2% com uma quebra percentual mais expressiva (de dois dígitos) no segmento das empresas nas regiões autónomas e nos distritos de Viseu, Vila Real e Faro. Em Lisboa, o crédito a empresas caiu 2,6 mil milhões de euros, o que explica mais de 60% da quebra registada no país.
Analisando detalhadamente o crédito a particulares, verifica-se que o decréscimo deveu-se essencialmente à diminuição do crédito à habitação (-3,9% em 2015 face ao período homólogo) que representa 82% do total do crédito a particulares. Relativamente ao crédito vencido de clientes particulares, esse situou-se nos 4,2%, agravado, principalmente, pelo crédito a outros fins que, ainda assim, tem vindo a perder peso no agregado de crédito.
No caso do crédito a empresas, o decréscimo de 5,0% deveu-se principalmente à redução do crédito a empresas do sector da construção, indústrias extractivas e saúde e apoio social. Apenas nos sectores da agricultura e pescas e dos transportes e armazenagem foi possível verificar um aumento do crédito concedido (5,3% e 7,0%, respectivamente).
Relativamente ao crédito vencido a empresas, este situou-se nos 15,4%, sendo que os sectores com maior incumprimento continuam a ser a construção, as actividades imobiliárias e o comércio, que mantêm elevada representatividade no total do crédito a empresas.
MERCADOS FINANCEIROS
No ano de 2015 a atenção dos investidores esteve centrada, fundamentalmente, na actividade dos Bancos Centrais, na situação de incerteza quanto à evolução da Grécia, no progresso das economias emergentes e na cotação das commodities. Em Portugal, o ano ficou marcado pelas eleições legislativas, pela incerteza em relação à formação do novo Governo, pelas perdas geradas com a queda do Banco Espírito Santo, e, por fim, pela resolução do Banif com a alienação da sua actividade e abertura do processo de investigação sobre o auxílio estatal concedido em 2013.
Na Europa, o 1º semestre de 2015 ficou marcado pelo anúncio do início do programa de Quantitative Easing por parte do BCE, programa criado com o propósito de aumentar os níveis de inflação na Zona Euro, e pelo processo negocial tenso entre a Grécia e a Troika (BCE, CE e FMI) quanto à aplicação de reformas na economia, o que conduziu a um aumento da incerteza entre os investidores e, consequentemente, a um aumento da volatilidade nos mercados accionistas e de dívida pública.
Na China, no final do 1º trimestre, o People Bank of China (PBOC), por forma a dinamizar a economia, cortou as taxas de juro e baixou as taxas de remuneração dos depósitos em 0,25 p.p.
O 2º trimestre iniciou-se com a decisão por parte da Reserva Federal Americana em manter a política monetária inalterada, conservando o intervalo objectivo das taxas dos “fed funds” em 0%
– 0,25%.
Do lado da Zona Euro, o trimestre ficou marcado pela passagem da taxa Euribor a 3 meses para terreno negativo (-0,001%) resultante da política seguida pelo BCE.
No mercado accionista começou também a verificar-se a queda do mercado chinês, com o índice Shanghai Composite a desvalorizar 11% só no mês de Junho. Este crash ocorreu após uma corrida às acções, com os chineses a recorrerem a crédito para colocarem na bolsa. Como tal, o Banco Central chinês reduziu por duas vezes (uma em Maio e outra em Junho) a taxa de juro de referência e a taxa de depósitos em 0,25 p.p..
No 3º trimestre assistiu-se a uma grande volatilidade no mercado accionista. Como as desvalorizações registadas pelas acções chinesas indiciavam que as medidas de Pequim não estavam a aliviar os receios dos investidores, o regulador chinês e o PBOC avançaram com medidas expansionistas adicionais, principalmente (i) a proibição de venda de acções por investidores com posições qualificadas, (ii) a desvalorização do “yuan” em 1,9% e (iii) a redução das taxas de juro e de depósito em 0,25 p.p. Estas medidas alertaram os investidores para o abrandamento da segunda maior economia do mundo contagiando os índices europeus e norte- americanos e também as commodities.
Em termos de política monetária, tanto o BCE como a Reserva Federal mantiveram as suas políticas inalteradas nas reuniões de Setembro.
Na Zona Euro, o BCE tomou medidas adicionais na sua reunião de Dezembro, em particular: (i) corte da taxa de juro dos depósitos em 10 p.b. para -0,30%, mantendo a taxa de juro de referência e a taxa de cedência de liquidez inalteradas; (ii) alargamento do programa de compra de activos até, pelo menos, Março de 2017 (iiI) reinvestimento dos juros obtidos com os activos comprados e (iv) inclusão da dívida dos governos regionais e das administrações locais no âmbito das aquisições de dívida do BCE.
Por sua vez, nos EUA, a Reserva Federal subiu a taxa de juro de referência pela primeira vez desde 2006, passando o intervalo de variação da taxa dos fed funds a estar entre 0,25%-0,50%, justificada com a melhoria significativa das condições do mercado de trabalho (taxa de desemprego foi de 5% em Dezembro) e a estimativa de subida da inflação no médio prazo.
Na China, o Banco Central cortou as taxas de juro dos empréstimos à banca e a taxa de juro dos depósitos dos bancos no Banco Central, tendo ainda sido diminuídos os requisitos de reservas de capital dos bancos em 50 p.b. e injectados 150 mil milhões de “yuan” na economia com o objectivo de elevar o nível de liquidez da banca chinesa.
O ano em análise fica também marcado por uma certa instabilidade política em função da dispersão de votos pelos vários partidos nas eleições de Portugal e Espanha, criando incerteza no processo de formação de Governo nesses países.
No mercado das commodities, o destaque vai claramente para o petróleo, cuja cotação desvalorizou cerca de 18% no 4º trimestre e 31% ao longo de 2015, graças ao excesso de oferta existente no mercado e ao aumento dos conflitos entre os países produtores. Em relação aos produtos agrícolas, a queda foi de cerca de 2,4% no último trimestre e de 12% no ano.
A evolução do preço das matérias-primas teve também um impacto directo nos níveis de inflação dos principais países, a saber: (i) nos EUA a taxa YoY foi de 0,5% no mês de Novembro, enquanto que a taxa core foi de 1,4%; e (ii) na Zona Euro, segundo o Eurostat, a taxa YoY foi de 0,1% em Dezembro, o mesmo valor registado em Outubro e a taxa de inflação core mensal caiu inesperadamente 0,2 p.b. para 0,9%.
Em termos cambiais, no 4º trimestre, assistiu-se a uma apreciação de 2,8% do USD face ao EUR, com o EUR/USD a fechar o ano nos 1,086. No acumulado do ano, o EUR perdeu 10,2% face ao USD.
Principais focos em 2016:
A evolução das economias emergentes constitui o grande foco de análise em 2016. Para além da desaceleração da economia chinesa, a situação nestes países encontra-se ainda penalizada pelo início da subida das taxas de juro nos EUA, pela depreciação ocorrida nas respectivas moedas, e pela acentuada queda dos preços das matérias-primas. Um enfraquecimento mais acentuado do que o esperado da procura interna na China poderá afectar a confiança nos mercados financeiros e, dessa forma, comprometer as perspectivas de muitas outras economias, tanto emergentes como avançadas. A evolução dos mercados estará assim dependente da resposta dos Bancos
Factores como os conflitos no Médio Oriente, actos terroristas e a consequente variação do preço do petróleo serão também fundamentais para a evolução dos mercados no ano de 2016.
Em Portugal, a execução orçamental e a decisão da DBRS, única agência que coloca o rating de Portugal no nível investment grade e como tal possibilitando a aquisição de dívida pública por parte do Banco Central Europeu, assumem carácter decisivo quanto à situação política e económico-financeira do país em 2016.
Principais riscos e incertezas
O ano de 2016 será mais um ano marcado pela regulamentação e diversas exigências impostas ao sector financeiro, tanto para a banca europeia, através do Banco Central Europeu (BCE), como para a banca nacional por intermédio do Banco de Portugal (BdP).
No início de 2016, o Banco Central Europeu divulgou as cinco prioridades em matéria de supervisão das instituições financeiras europeias, que se centrarão (i) no risco associado ao modelo de negócio e à rendibilidade, (ii) no risco de crédito, (iii) na adequação dos fundos próprios, (iv) na governação do risco e qualidade de dados e (v) nos novos requisitos de liquidez, sendo certo que serão realizadas diversas iniciativas de supervisão para cada uma das prioridades elencadas e, em alguns casos, a implementação de algumas medidas estender-se-á por mais de um ano, exigindo dedicação e orçamento acrescidos.
Para além dos dois reguladores acima mencionados, as instituições de crédito e as sociedades financeiras estão também abrangidas pela regulamentação emitida pelas autoridades reguladoras do mercado de capitais e das actividades de investimento (e.g. ESMA , CMVM), estando neste âmbito abrangidas por novos requisitos e regulamentos, em implementação nacional e em consulta, o que naturalmente inclui o Grupo Crédito Agrícola.
II. CRÉDITO AGRÍCOLA: EVOLUÇÃO RECENTE
Análise Financeira do SICAM (Negócio Bancário do Grupo CA)
Após 3 anos de depressão económica em Portugal, entre 2011 e 2013, o ano de 2015 veio confirmar a fase de recuperação e crescimento iniciada em 2014, sendo que em 2015 o crescimento do PIB foi de 1,6%. Para 2016 e 2017, o Banco de Portugal prevê um crescimento de 1,7% e 1,8% respectivamente.
Apesar do aumento em 2015 da procura interna, assistiu-se a uma redução do nível de alavancagem das famílias e das empresas não financeiras e consequente redução do crédito em 4,2%, sendo nas famílias de -3,6% e nas empresas de -5,0%.
O Crédito Agrícola apresentou no final de Dezembro um aumento do resultado líquido em 2015 do negócio bancário (SICAM) de 32 milhões de euros face a 2014 (56,5 milhões de euros vs. 24,5 milhões de euros), para o qual contribuiu o aumento do crédito bruto em 3,5%.
Apesar do resultado líquido do SICAM ser significativamente superior ao do ano anterior, o produto bancário registou, em sentido inverso, uma quebra de 9,3%. Esta quebra resulta sobretudo de uma redução significativa dos resultados de activos financeiros disponíveis para venda, justificado pela redução das mais-valias, que em 2014 alcançaram 169,1 milhões de euros e em 2015 somente 99,3 milhões de euros, o que representa um decréscimo de 41%. Este efeito foi parcialmente compensado através do aumento dos outros resultados de exploração em 334%, em resultado da alienação da participação financeira das Caixas Associadas no capital da CA Vida e da CA Seguros, no âmbito da constituição de uma holding seguradora (CA SeP), operação que resultou no registo de uma mais-valia de 19,8 milhões de euros que será anulada em termos consolidados nas contas do Grupo.
A margem financeira do SICAM sofreu uma quebra de 1,2%, passando de 248 milhões de euros em 2014 para 245 milhões de euros em 2015. Esta quebra resulta essencialmente:
i. Do efeito preço negativo da redução de spreads na concessão / renovação de crédito a empresas;
ii. Do efeito volume resultante do acréscimo de depósitos de clientes, não compensada pela redução das taxas de remuneração dos novos depósitos e das renovações;
iii. Da pressão sobre as margens resultantes das reduzidas taxas indexantes do crédito (Euribor), em particular, no que se refere ao crédito com maturidades longas; e iv. Da redução dos proveitos com juros da carteira de títulos.
Globalmente, mesmo com a descida da margem financeira em 1,2% e do produto bancário em 9,3%, o resultado líquido aumentou 131%, passando de 24,5 milhões de euros, para 56,5 milhões de euros, resultante fundamentalmente de dois factores: (i) da mais-valia criada com a venda das acções da CA vida e CA seguros à nova holding e (ii) da redução de 200,5 milhões de euros para 126,7 milhões de euros (-36,8%) das provisões e imparidades do exercício.
Quanto aos custos de estrutura verificou-se um ligeiro aumento de 0,1% (363 mil euros). Este agravamento justifica-se pelo aumento dos custos com o pessoal em 1,5 milhões de euros (+0,9%). Esta subida contudo foi atenuada com uma quebra ligeira nos gastos gerais administrativos (-0,1%), fruto das negociações centralizadas de contratos e da estratégia de contenção dos custos já iniciada no ano anterior e pela redução das amortizações em 7,2%.
Nas contas provisórias de 2015, é possível verificar que foram constituídas provisões e imparidades líquidas no valor de 127 milhões de euros, o que representa uma redução de 73 milhões de euros face a 2014. Em relação ao rácio de cobertura do crédito vencido registou-se um aumento, passando de 124,7% em 2014 para 130,8% em 2015, prosseguindo o Crédito Agrícola com uma gestão sã e prudente no que respeita a esta matéria.
Relativamente à estrutura de balanço, registou-se uma redução de 1,6% no activo total do SICAM que passou de 13.267 milhões de euros em 2014 para 13.057 milhões de euros em 2015. Em 2015 apesar do aumento do crédito a clientes de 3,5% (282 milhões de euros), este não foi suficiente para compensar a redução no valor das aplicações em títulos de 12,4% (-529 milhões de euros
O crédito a clientes consolidado aumentou 3,5% com o crédito a empresas a subir 8,9% e o crédito a particulares a reduzir 2,6% face a 2014. Em termos líquidos, o crédito aumentou 3,4%, o que representa um aumento de 246 milhões de euros, que inclui um reforço de imparidade de 36,4 milhões de euros (4,3%).
É importante mencionar a evolução ligeira do rácio de transformação que, em 2015 face a 2014, alcançou um crescimento de 0,1 p.p. que se traduziu num aumento de 68,8% para 68,9%. Este nível do rácio de transformação é justificado pelo facto do montante dos recursos de clientes ser significativamente superior ao valor do crédito a clientes, mantendo o Crédito Agrícola num nível de transformação dos depósitos bastante abaixo do praticado pela restante banca em Portugal.
Outros Factos Relevantes
Nos últimos 3 anos a marca CA assumiu um papel relevante junto dos consumidores, pois conseguiu demonstrar os valores e as iniciativas que esta instituição
desenvolve junto da sociedade. O reconhecimento perante os portugueses tem sido evidente, e ficou patente nos resultados obtidos não só pelo estudo promovido pela Aximage em 2014, que revelou que o Crédito Agrícola é o segundo banco em quem os portugueses mais confiam, mas também pelo prémio de 5 Estrelas recebido em 2015 e que classificou o Crédito Agrícola na categoria do “Atendimento ao Cliente” como a instituição mais bem classificada.
O Crédito Agrícola tem participado e desenvolvido acções de promoção junto de empresas, donde se destacam:
• O ciclo de seminários sobre o tema empreendedorismo, enquadrado na 2ª edição do
“Prémio Empreendedorismo e Inovação”, acentuando o posicionamento de grupo financeiro que aposta e reconhece o tecido empresarial português;
• O workshop “Cooperar para Exportar” dirigido a empresários e produtores do sector hortofrutícola;
• A homenagem às 193 empresas clientes CA (mais 105 empresas face ao ano anterior) com o estatuto de PME Líder e PME Excelência em 2014, realizada pelo segundo ano consecutivo, num evento que sublinha o contributo das Empresas, Clientes do Grupo, para a competitividade e crescimento da economia portuguesa;
• O concurso de Vinhos do Crédito Agrícola, que decorreu pelo segundo ano consecutivo, realizado juntamente com a Associação dos Escanções de Portugal, destinado a Produtores e Cooperativas de todas as regiões vitivinícolas do país. As cerimónias de entrega de prémios decorreram na FIL, em Lisboa, no “Portugal Agro” e na “Alimentaria & Horexpo Lisboa 2015”;
• A associação à Academia do Centro de Frutologia Compal, pela 4ª vez consecutiva, tendo, em 2015, sido desenvolvida uma acção de formação e apoio à instalação frutícola destinada a empreendedores agrícolas que se pretendem instalar, aumentar ou reconverter a sua exploração agrícola.
Quanto ao reconhecimento público em 2015, o Crédito Agrícola foi galardoado com seis distinções em diversas áreas: banca, seguros e fundos de investimento. O Banco foi considerado, pela revista britânica The Banker, no seu estudo “Top 1000 World Banks”, o terceiro mais sólido a operar em Portugal e o primeiro de capitais exclusivamente nacionais.
A CA Seguros, a seguradora não vida do Grupo Crédito Agrícola, foi eleita, pela quinta vez, a Melhor Seguradora Não Vida do seu segmento. Esta distinção resulta de um estudo realizado pela
O Fundo de Investimento Mobiliário Aberto de Obrigações CA Rendimento, gerido pela Crédito Agrícola Gest – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, S.A. (CA Gest), foi distinguido com o prémio “Gestão Nacional de Organismos de Investimento Colectivo”, na categoria “Fundos de Obrigações de Taxa Indexada”.
Em 2015, o serviço Balcão 24 terminou com 249 balcões em funcionamento, o que representa um crescimento de 6% face a 2014 (236 balcões). É ainda de salientar a evolução semestral do volume de transacções realizadas no serviço Balcão 24, que registou um crescimento de 6% face a igual período de 2014.
No ano 2015, registou-se um aumento do parque de ATM do Crédito Agrícola de 2,2%, passando de 1.465 máquinas em 2014 para 1.497 em 2015, contrariando a tendência de decréscimo verificada no mercado (-2,1% face a 2014) e permitindo um reforço da quota de mercado em 0,5 p.p. O número de transacções em ATM do Crédito Agrícola subiu 3% em 2015.
A instalação de terminais de pagamento automático (TPA) continuou a registar uma evolução positiva, verificando-se um aumento do número de equipamentos (+10,5% face a 2014) e do número de transacções efectuadas (+24,5% face a 2014). O serviço Rede CA & Companhia continua a consolidar a sua posição, tendo apresentado em 2015 um crescimento de 33,5%, estando instalado em 49% dos terminais de pagamento automático do Crédito Agrícola.
Durante o ano de 2015 verificou-se um aumento da carteira global de cartões de pagamento, sendo que a carteira de cartões de pagamento a débito cresceu 10,4% e a carteira de cartões de pagamento a crédito aumentou 2,6%. Esta evolução originou um crescimento da quota de mercado do Crédito Agrícola de 0,7 p.p. nos cartões de débito e 0,4 p.p. nos cartões de crédito. À semelhança do crescimento da carteira de cartões, o ano 2015 evidenciou igualmente um aumento do número de transacções com cartões (+8,1%), assim como, um aumento do volume de transacções em valor (+6,3%).
No âmbito da estratégia de estabelecimento de parcerias com entidades do segmento institucional, o Crédito Agrícola celebrou um protocolo de parceria com a Associação Portuguesa de Imprensa no final de 2015, aproveitando igualmente para assinar um protocolo comercial que permite aos colaboradores dos 400 órgãos de comunicação social associados aceder à oferta do Crédito Agrícola em condições favoráveis.
Ainda ao nível da assessoria de imprensa, foram realizadas diversas acções juntos dos meios de comunicação social, de âmbito nacional e regional, bem como a realização de entrevistas individuais concedidas pelo Presidente do CAE da Caixa Central em diversos meios de comunicação.
Quanto ao nível de comunicação externa foram realizadas 2 novas macro-campanhas:
• “Planos você já tem, só precisa do Banco certo”, que teve por objectivo promover as soluções de crédito pessoal disponibilizadas pelo CA; e
• “CA Destino”, que desafiou os jovens a poupar de modo a habilitarem-se a ganhar passagens áreas duplas para a Europa.
O Crédito Agrícola começou a sua pegada nas redes sociais da melhor forma, iniciando a sua presença no Facebook, Instagram e Youtube, com o objectivo de aproximar o Grupo ao target
Em 2015 registaram-se 19.192.755 visitas ao site institucional do Grupo Crédito Agrícola (+28%
face a 2014), o que representa uma média de 1.599.396 visitas/mês realizadas por 5.499.609 visitantes únicos.
Em 2009, o Crédito Agrícola integrou no seu Plano de Meios de Comunicação, o patrocínio a um programa televisivo inovador, denominado “1 Minuto de Economia”. Tratando-se de um programa sobre a actualidade financeira com um formato diferenciador transmitido diariamente no canal SIC, permitido impactar mais de 1.300.000 telespectadores, alavancando assim a notoriedade da marca CA.
Em 2015 o Grupo Crédito Agrícola manteve a sua política de continuidade estratégica de patrocínios a alguns desportistas, modalidades e eventos, como:
• Teresa Almeida, Campeã do Mundo de Bodyboard em 2014;
• Mário Patrão, Campeão Nacional de TT e da classe “Maratona” no Rali Dakar 2016, em motociclismo;
• João Ruivo, Vice-Campeão Nacional de Rali na Categoria I;
• Alcobaça Club de Ciclismo, com destaque para o Ciclista Pedro Lopes por ter alcançado o título de Campeão Nacional de Contra- relógio, na categoria de cadetes;
• 33ª Volta ao Alentejo em Bicicleta;
• Entre outros eventos e atletas.
A longo do ano o Crédito Agrícola marcou presença em diversas feiras e eventos, entre as quais, o Salão Imobiliário de Portugal (SIL), Salão Internacional do Sector Alimentar e Bebidas (SISAB), PORTUGAL AGRO, Fruit Logistica e Fruit Attraction e Festa dos Santos Populares em Paris.
III. CAIXA DA ZONA DO PINHAL – EVOLUÇÃO E RESULTADOS
Evolução do Balanço e Resultados
Enquadramento
A evolução da actividade da Caixa da Zona do Pinhal, como é normal, foi também condicionada pelos principais factores de constrangimento referidos nos primeiros capítulos, nomeadamente, no enquadramento macroeconómico e evolução do mercado bancário.
A CCAM, no exercício de 2015, também manteve o desenvolvimento da sua actividade, de um modo geral, alinhado com a evolução do Grupo Crédito Agrícola (SICAM) caracterizada no capítulo anterior, tanto nos aspectos de constrangimento e de influência negativa, como nas situações destacadas como positivas.
Movimento Associativo
No ano de 2015 manteve-se a tendência positiva na evolução do registo no número de Associados, reiniciada em 2014, após um período de 8 anos de evoluções negativas sucessivas que registaram uma variação de 7.230 sócios em 31/12/2005 para 6.992 em 31/12/2013 (-238), tendo sido já recuperado o total da variação negativa ocorrida entre 2005 e 2013.
O movimento do número de Associados no ano de 2015, foi o seguinte: - Sócios admitidos durante o ano 252; - Sócios demitidos a seu pedido 89. Fixando-se o número total de Sócios, em 31/12/2015, em 7.298.
Todos os pedidos de demissão foram aceites pelo Conselho de Administração Executivo e reembolsados os respectivos títulos de capital pelo seu valor nominal. Por sua vez, o mesmo número de títulos que foram reembolsados aos sócios demissionários, foi subscrito pela própria CCAM, com recurso à Reserva Especial, nos termos da deliberação da Assembleia Geral, na reunião de 27 de Março de 2008, não tendo, assim, existido qualquer variação negativa no capital social, durante o ano.
Evolução do Activo
O Activo Liquido, em 31 de Dezembro de 2015, no total de 189,6 milhões de euros, que compara com 178 milhões de euros em 31/12/2014 regista uma evolução de 11,6 milhões de euros (6.1%), variação verificada principalmente nas aplicações a prazo na Caixa Central + 11,8 milhões de euros (16.5%) e no crédito a clientes +1,3 milhões de euros (1,5%).
Por sua vez a rubrica com maior redução verificou-se nos investimentos detidos até à maturidade referente ao reembolso de 2 milhões de euros (-66,7%) de dívida pública portuguesa.
Val or % Valor % Caixas e Disponibilidades em Bancos Centrais 1.329.199 1.136.743 1.239.342 -192.456 -14,5% 102.599 9,0%
Disponibilidades em outras instituições de crédito 2.209.116 1.602.916 1.917.453 -606.201 -27,4% 314.538 19,6%
Ati vos financei ros detidos para negociação 0 0 0 0 0,0% 0 0,0%
Outros Ativos financeiros JV através resultados 0 0 0 0 0,0% 0 0,0%
Ati vos financei ros disponiveis para venda 1.543.321 0 272.227 -1.543.321 -100,0% 272.227 0,0%
Aplicações em Instituições de Crédito 73.757.260 71.701.612 83.529.526 -2.055.648 -2,8% 11.827.914 16,5%
Crédito a clientes 91.425.483 88.442.069 89.780.898 -2.983.414 -3,3% 1.338.829 1,5%
Investimentos detidos até à maturidade 3.011.626 3.020.589 1.005.966 8.963 0,3% -2.014.623 -66,7%
Ati vos com acordo de recompra 0 0 0 0 0,0% 0 0,0%
Derivados de cobertura 0 0 0 0 0,0% 0 0,0%
Ati vos não correntes detidos para venda 1.350.274 1.394.164 1.279.894 43.890 3,3% -114.270 -8,2%
Propriedades de investimento 0 0 0 0 0,0% 0 0,0%
Outros Ativos tangíveis 3.450.382 3.355.486 3.242.521 -94.895 -2,8% -112.965 -3,4%
Ati vos intangíveis 0 0 0 0 0,0% 0 0,0%
Invest.em filiai s, associadas e empreend.conj. 3.429.796 4.950.296 4.950.296 1.520.500 44,3% 0 0,0%
Ati vos por impostos correntes 285.906 0 28.738 -285.906 -100,0% 28.738 0,0%
Ati vos por impostos diferidos 1.369.904 1.354.170 1.408.671 -15.734 -1,1% 54.501 4,0%
Outros Ativos 890.429 996.312 944.966 105.884 11,9% -51.346 -5,2%
TOTAL 184.052.695 177.954.357 189.600.499 -6.098.338 -3,3% 11.646.142 6,1%
ATIVO dez-13 dez-14 dez-15
Variação Dez.2013/Dez.2014
Variação Dez.2014/Dez.2015
O activo líquido apresenta uma composição conforme o gráfico seguinte, onde a estrutura comparativa entre 2014 e 2015 regista uma descida de 49% para 47% no crédito a clientes e uma subida de 40% para 44% nas aplicações na Caixa Central.
47%
44%
4%
2%
2%
1%
Crédito a Clientes Aplic. Na C.Central Acivos Tang.e Invest Disponibilidades Out.Activos Invest.até Mat.
O crédito a clientes aumentou 1,3 milhões de euros, a que corresponde uma evolução positiva de 1,5% no ano,
O rácio de crédito vencido sofreu um pequeno agravamento, dos 5,44% registado em 2014 para 5,53% em 31 de Dezembro de 2015, aumento de 170 mil euros que no entanto foi acompanhado pelo também aumento das provisões em 148 mil euros.
O rácio de cobertura das provisões para crédito vencido e para crédito de cobrança duvidosa sobre o total do crédito vencido, mantem-se na ordem dos 125%, idêntico ao que se verificou em 2014, onde a descida registada é irrelevante.
CRÉDITO A CLIENTES
Empresas e Administrações Publicas 38.225.207 39.323.748 1.098.540 2,9%
Particulares 48.697.274 48.719.990 22.716 0,0%
Habitação 34.386.475 35.517.365 1.130.890 3,3%
Consumo 5.136.698 5.218.803 82.105 1,6%
Outras Finalidades 9.174.101 7.983.822 -1.190.279 -13,0%
Crédito ao exterior 886.606 1.128.357 241.751 27,3%
Juros de Crédito a Clientes 184.103 156.296 -27.807 -15,1%
Outras Receitas com Rendimento Diferido -217.653 -236.684 -19.031 8,7%
Papel Comercial 2.000.000 2.000.000 0 100,0%
(1) 89.775.537 91.091.706 1.316.169 1,5%
CRÉDITO VENCIDO
Empresas e administrações públicas 2.908.876 3.050.448 141.571 4,9%
Particulares 2.206.624 2.238.417 31.793 1,4%
Habitação 670.602 731.462 60.860 9,1%
Consumo 159.293 149.233 -10.060 -6,3%
Outras Finalidades 1.376.729 1.357.722 -19.007 -1,4%
Devedores e outras aplicações 0 0 0 0,0%
Crédito ao exterior 0 0 0 0,0%
Juros vencidos a regularizar e despesas de crédito 50.744 47.927 -2.816 -5,6%
(2) 5.166.244 5.336.792 170.548 3,3%
PROVISÕES
Provisões para cobrança duvidosa -2.361.193 -2.041.379 319.814 -13,5%
Provisão-Créd.cobrança duvidosa-Créd.interno-Av.3/95 -141.047 -62.129 78.918 -56,0%
Provisão-Créd.cobrança duvidosa-Créd.interno-Extraodinário -2.220.147 -1.979.250 240.896 -10,9%
Provisões para crédito vencido -4.138.518 -4.606.221 -467.703 11,3%
Provisões-Crédito interno vencido-Aviso 3/95 -4.004.589 -4.524.347 -519.758 13,0%
Provisões-Crédito interno vencido-Extraodinário -113.140 -56.570 56.570 -50,0%
Provisões-Crédito interno vencido-Juros vencidos -267 -229 38 -14,1%
Devedores e outras aplicações -20.522 -25.074 -4.552 -100,0%
(3) -6.499.711 -6.647.600 -147.888 2,3%
Total (1+2+3) 88.442.069 89.780.898 1.338.829 1,5%
Total crédito 94.941.781 96.428.498 1.486.717 1,57%
Rácio de crédito vencido 5,44% 5,53% 0,09%
Rácio de provisões sobre o crédito vencido 125,81% 124,56% -1,25%
Crédito Sobre Clientes
Descrição dez-14 dez-15 Var. (valor) Var. (%)
Capital % Habitação Consumo Out.finalidades Total (2) %
Classe I (< 3M) 3.694 0,12% 103 2.553 1.005 3.661 0,16% 7.355 0,14%
Classe II (3M-6M) 4.774 0,16% 63.348 2.122 7.219 72.689 3,25% 77.463 1,46%
Classes III (6M-9M) 36.432 1,19% 4.211 5.268 73 9.552 0,43% 45.985 0,87%
Classes IV (9M-12M) 101.823 3,34% 76.501 4.414 127.237 208.153 9,30% 309.976 5,86%
Classes V (12M-15M) 0 0,00% 0 0 116.872 116.872 5,22% 116.872 2,21%
Classes VI (15M-18M) 95.072 3,12% 0 0 68.982 68.982 3,08% 164.055 3,10%
Classes VII (18M-24M) 167.774 5,50% 127.836 747 19.532 148.114 6,62% 315.888 5,97%
Classes VIII (24M-30M) 103.294 3,39% 203.923 93.831 101.750 399.503 17,85% 502.798 9,51%
Classes IX (30M-36M) 575.207 18,86% 2.563 6.448 130.255 139.267 6,22% 714.473 13,51%
Classes X (36M-48M) 1.792.723 58,77% 79.628 18.212 296.338 394.178 17,61% 2.186.901 41,35%
Classes XI (48M-60M) 84.741 2,78% 173.350 650 180.960 354.960 15,86% 439.701 8,31%
Classes XII (> 60M) 84.914 2,78% 0 14.989 307.497 322.486 14,41% 407.399 7,70%
TOTAL 3.050.448 100,0% 731.462 149.233 1.357.722 2.238.417 100,0% 5.288.865 100,0%
CRÉDITO VENCIDO Empresas e Adm. Públicas (1) Particulares (2) TOTAL
(1) + (2) %
Os Activos não Correntes Detidos para Venda, corresponde ao valor de aquisição dos imóveis obtidos através de processos de recuperação de crédito, no exercício de 2015 registou-se a entrada de 3 imóveis e a saída de 2, no valor total de 177.230 euros nas aquisições e de 227.000 euros nas alienações.
Dezembro Dezembro
2014 2015
Imóveis 1.659.494 1.609.724 -49.770 -3,0%
Imóveis por recuperação de crédito - Detidos para venda 1.659.494 1.609.724 -49.770 -3,0%
Imparidade -265.331 -329.831 -64.500 24,3%
Imóveis - por recuperação crédito - Prov. por imp. acumulada -265.331 -329.831 -64.500 24,3%
Total 1.394.164 1.279.894 -114.270 -8,2%
Ativos não correntes detidos para venda
Descrição Var. (valor) Var. (%)
Em Outros Activos Tangíveis Liquido (Imobilizado Corpóreo liquido de amortizações), no exercício de 2015, registou-se um decréscimo de -3,4%, verificado pela diferença entre o valor das amortizações do exercício, de 138 mil euros e o valor da variação das aquisições de 42 mil euros e abate de 17 mil.
Dezembro Dezembro Var. (valor) Var. (%)
2014 2015
Outros Ativos Tangíveis 6.660.553 6.685.907 25.354 0,4%
Imovéis 4.303.389 4.303.389 0 0,0%
Equipamentos 2.357.163 2.382.517 25.354 1,1%
Amortizações Corpóreas - Ativos Tangiveis 3.305.066 3.443.386 138.319 4,2%
Imovéis 1.164.476 1.237.614 73.138 6,3%
Equipamentos 2.140.590 2.205.772 65.182 3,0%
Total 3.355.486 3.242.521 -112.965 -3,4%
Descrição
Outros Ativos Tangíveis
Dezembro Dezembro Var. (valor) Var. (%)
2014 2015
Outros Activos Intangíveis 206.122 0 -206.122 -100,0%
Software 199.702 0 -199.702 -100,0%
6.420 0 -6.420 -100,0%
Amortizações Corpóreas - Activos Tangiveis 206.122 0 -206.122 -100,0%
Software 199.702 0 -199.702 -100,0%
Outros Activos Intangíveis 6.420 0 -6.420 -100,0%
Total 0,00 0,00 0,00 0,0%
Outros Activos Intangíveis
Descrição
Dezembro Dezembro Var. (Valor) Var. (%)
2014 2015
Acções 16.331 16.331 0 0,0%
CA- Informática 16.272 16.272 0 0,0%
CA - seguros 59 59 0 0,0%
Outras Participações 4.933.965 4.933.965 0 0,0%
Fenacam 50 50 0 0,2%
CCCAM 4.933.915 4.933.915 0 0,0%
Total 4.950.296 4.950.296 0 0,0%
Investimentos em Filiais e Empreendimentos Conjuntos
Descrição
No que respeita às restantes rubricas do Activo não existem factos dignos de menção especial, pelo que remetemos para as correspondentes notas do anexo às demonstrações financeiras, onde está expressa informação detalhada e a evolução de cada rubrica.
Evolução do Passivo
Val or % Valor %
Recursos de outras instituições de crédito 9.383.198 313.306 6.562.777 -9.069.891 -96,7% 6.249.470 1994,7%
Recursos de cli entes e outros empréstimos 153.130.281 154.913.636 159.545.251 1.783.355 1,2% 4.631.615 3,0%
Responsabilidades representadas por títulos 0 0 0 0 0,0% 0 0,0%
Passivos financeiros associados a Ativos transf. 0 0 0 0 0,0% 0 0,0%
Derivados de cobertura 0 0 0 0 0,0% 0 0,0%
Passivos não correntes deti dos para venda 0 0 0 0 0,0% 0 0,0%
Provisões 817.656 813.850 832.690 -3.806 -0,5% 18.840 2,3%
Passivos por impostos correntes 0 315.944 0 315.944 0,0% -315.944 -100,0%
Passivos por impostos diferidos 1.683 1.382 1.334 -302 -17,9% -48 -3,4%
Instrumentos representativos de capital 0 0 0 0 0,0% 0 0,0%
Outros passivos subordinados 0 0 0 0 0,0% 0 0,0%
Outros passivos 1.150.618 1.176.292 1.277.782 25.674 2,2% 101.490 8,6%
TOTAL 164.483.436 157.534.411 168.219.834 -6.949.025 -4,2% 10.685.424 6,8%
Variação Dez.2014/Dez.2015
PASSIVO dez-13 dez-14 dez-15
Variação Dez.2013/Dez.2014
O total do Passivo, em 31/12/2015, no montante de 168,2 milhões de euros, comparado com o montante de 157,5 milhões de euros em 31/12/2014, reflecte uma evolução de 6,8%, centrada no aumento dos recursos de outras I.C. 6,2 milhões de euros e de clientes 4,6 milhões de euros.
Os recursos de outras Instituições de crédito corresponde a depósitos do produto TLTRO da Caixa Central.
Os recursos de clientes, constituídos pela carteira de depósitos, atingiram o montante de 159,5 milhões no final deste ano de 2015 que comparado com os 154,9 milhões de euros em 2014, registam um aumento de 4,6 milhões de euros a que corresponde a evolução positiva de 3% .
Dezembro Dezembro
2014 2015
Depósito à Ordem 38.928.754 45.126.836 6.198.082 15,9%
Depósito a Prazo e Poupança 115.167.698 113.847.409 -1.320.288 -1,1%
Depósito a Prazo 92.116.543 89.933.735 -2.182.808 -2,4%
Poupança 23.051.155 23.913.674 862.519 3,7%
Outros recursos de clientes 5.299 8.549 3.250 61,3%
Juros de recursos de clientes 811.886 562.456 -249.429 -30,7%
Total 154.913.636 159.545.251 4.631.615 3,0%
Recursos de Clientes
Descrição Var. (Valor) Var. (%)
Dezembro Dezembro
2014 2015 31-12-2014 31-12-2015
Depósito à Ordem 38.928.754 45.126.836 25,13% 28,28% 12,56%
Depósito a Prazo e Poupança 115.167.698 113.847.409 74,34% 71,36% -4,02%
Depósito a Prazo 92.116.543 89.933.735 59,46% 56,37% -5,20%
Poupança 23.051.155 23.913.674 14,88% 14,99% 0,73%
Outros recursos de clientes 5.299 8.549 0,00% 0,01% 56,65%
Juros de recursos de clientes 811.886 562.456 0,52% 0,35% -32,73%
Total 154.913.636 159.545.251 100% 100% 3,0%
Recursos de Clientes
Var. (%) Descrição
Peso na Estrutura de depósitos
A rubrica de Outros Passivos é decomposta em 31 de Dezembro de 2015 de acordo com os valores apresentados no quadro seguinte:
Dezembro Dezembro
2014 2015
Recursos diversos 139.468 135.177 -4.291 -3,1%
Sector público administrativo 120.097 110.903 -9.194 -7,7%
Cobranças por conta de terceiros 2.546 2.618 72 2,8%
Credores diversos 102.801 171.933 69.133 67,2%
Contribuições para outros sistemas de saúde 6.812 6.852 40 0,6%
Outros encargos a pagar 531.360 571.828 40.468 7,6%
De garantias prestadas e outros passivos eventuais 7.849 7.535 -314 -4,0%
De compromissos irrevogáveis assumidos perante terc 3.481 3.500 19 0,6%
Outras contas de regularização 261.879 267.436 5.558 2,1%
Total 1.176.292 1.277.782 101.490 8,6%
Outros passivos
Descrição Var. (Valor) Var. (%)
Capitais Próprios
O valor dos capitais próprios em 31 de Dezembro de 2015 é de 21,4 milhões de euros, conforme
Val or % Valor %
Capital 12.075.105 12.215.150 12.364.420 140.045 1,2% 149.270 1,2%
Prémios Emissão 0 0 0 0 0,0% 0 0,0%
Outros instrumentos de capital 0 0 0 0 0,0% 0 0,0%
Reservas de reavaliação 225.614 353.313 266.372 127.699 56,6% -86.941 -24,6%
Outras reservas e resultados transitados 6.853.092 7.210.707 7.797.665 357.615 5,2% 586.957 8,1%
Lucro do exercício 415.449 640.777 952.208 225.328 54,2% 311.432 48,6%
Dividendos antecipados 0 0 0 0,0% 0 0,0%
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO 19.569.259 20.419.947 21.380.665 850.688 4,3% 960.718 4,7%
CAPITAL PRÓPRIO dez-13 dez-14 dez-15
Variação Dez.2013/Dez.2014
Variação Dez.2014/Dez.2015
Nas demonstrações financeiras inseridas neste relatório, o mapa de demonstração de alterações no capital próprio discrimina pormenorizadamente as alterações efectuadas, durante o exercício, nas diversas rúbricas que compõem o capital próprio.
Resultado do Exercício
O agravamento das descidas nas taxas de juro Euribor que ocorreu de forma progressiva e continua durante o ano, taxas estas que na esmagadora maioria dos contratos de crédito figuram como indexante, contribuiu para uma quebra acentuada de -690 mil euros nas receitas de juros nas operações activas.
Por sua vez os encargos com os juros de operações passivas apenas reduziram 496 mil euros, tendo assim a margem financeira sofrido, no exercício de 2015, uma quebra de 194 mil euros, correspondente a uma variação de -4,7% em relação a 2014.
Para além da redução da margem financeira, o produto bancário regista ainda quebras noutras contas de exploração, regredindo 295.802 euros (-5,1%) em relação ao ano anterior.
Ao invés da diminuição do produto bancário, os custos com o pessoal sofreram um aumento de 45.628 euros (+2.3%) que para além das promoções obrigatórias em 2015 é ainda explicado pelo regresso, em Novembro de 2014, de um administrador executivo ao quadro de empregados da CCAM e da passagem de um membro do Conselho Geral e de Supervisão para o Conselho de Administração Executivo.
CUSTOS COM O PESSOAL Ano 2014 Ano 2015 Variação valor Var.%
Orgão de Gestão e fiscalização 160.009 151.350 - 8.659 -5,41%
Remuneração de empregados 1.366.264 1.429.443 63.179 4,62%
Encargos sociais obrigatórios 413.248 405.631 - 7.617 -1,84%
Outros custos com pessoal - formação 10.126 8.852 - 1.274 -12,58%
Total 1.949.648 1.995.276 45.628 2,34%
Também os gastos gerais administrativos aumentaram 103.507 euros (+7.3%), onde o agravamento de custos mais significativo é registado nas sub-rúbricas de conservação e reparação, contencioso e notariado, segurança e vigilância e comunicações.