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.c1(,Bibliotecon. Bras z'lia,8 (2)jul. dez. 1980

1. O SISTEMA ILS

Em 1968, o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) decidiu automati-zar os serViços da sua biblioteca, a atual Divisão de Informaçao e Documentaçao Científi· cas, DIDC.

Com esse objetivo, foi feita uma visita ao centro da EURATOM em Ispra (Itália) sobre o qual se obtivera informaçao de possuir biblioteca modelar cujas característicasセ

organizaçao eram similares às que o IPEN desejava imprimir a sua biblioteca. Tinha-se, igualmente, informação. que Ispra estaria disposta a ceder ao IPEN os programas de auto-mação desenvolvidos pelo seu Centro de Processamento de Informaçao Científica, CEnSo

De fato, os programas foram cedidos ao IPEN, mas apenas no ano de 1973 a DIOC pôde dar início aos estudos sobre a utilização dos mesmos. Dessa época em diante, as equipes da DIDC e do Centro de Processamento de Dados (CPD) do IPEN desenvolveram trabalho conjunto a fim de preservar tanto quanto possível a integridade dos programas de Ispra, adaptando-os, contudo, às exigências e características não apenas da biblioteca mas tam-bém dos pesquisadores do IPEN.

Definidas pela DIDC as alteraçOes a serem introduzidas no sistema e após uma pro-longada fase de estudos/testes, o CPD efetuou as alteraçoes necessárias nos programas

ori-o ginais e a DIDC deu início, em fevereiro de 1975, ao reprocessamento da coleçao de li-vros, coleçao sobre a qual recaíra a prioridade a ser dada aos trabalhos de reprocessamen-to.

A principal característica do Integrated Library System ILS - título original do sis-tema e que faz pleno jús ao nome - reside no fato de ser um sissis-tema integrado das rotinas da biblioteca, começando pelos procedimentos da aquisiçao, passando pt:los processos téc-nicos e finalizando com as rotinas do empréstimo.

O fLS é constituído de inúmeras sub-rotinas, entre elas uma denominada Back/og e Outra Order. A primeira é utilizada no tratamento de doaçoes e do material bibliográfico já existente no acervo e a ser reprocessado e a segunda para ser aplicada ao material ainda a ser adquirido. Decidiu-se que durante a fase de reprocessamento todo o material seria Descreve genericamente o desenvolvimento do sistema de automação utilizado pela Divisão de Informação e Documentação Científicas do Instituto de Pesquisas Energéticas

e Nucleares de São Paulo, oIntegrated Library System, sistema integrado das rotinas de

uma biblioteca, que cobre desde os procedimentos de aquisição, passando pelos proces-sos técnicos e terminando nos controles de circulação. Enumera e descreve as listas e ca-tálogos emitidos pelo sistema. Ressalta os principais problemas enfrentados pela DlDC durante as fases de implantação e operacional e as soluções postas em prática. Comenta as metas e resultados alcançados, o estádio atual de desenvolvimento do sistema e a oti-mização já em curso, resultado dos procedimentos de avaliação ora sendo feitos pela

DIDC.

CDU 025 :681.3

AUTOMAÇÃO DE SERViÇOS EM BIBLIOTECA ESPECIALIZADA: UMA REALIDADE

(2)

TEREZINE ARANTES FERRAZ

Indistintamente tratado comoBacklog e que só se utilizaria o Order uma vez vencida a fa·

se do reprocessamento da coleç:ro de livros.

O reprocessamento da coleçao de livros foi encerrado em outubro de 1978, tendo sido reprocessados mais de dez mil volumes, ou seja, toda a coleç:ro existente na época. No mês de novembro desse mesmo ano, foi introduzida a sub-rotinaOrder. Ao

che-gar o pedido de aquisição de uma obra à OlOC, preenche-se uma folha de' entrada (F.E.) com todos os dados factíveis de serem extraídos de catálogos comerciais, após o que a FE. é encaminhada ao CPO. A prImeira emissao do sistema é sempre constituída por um relatório de consistência; esse relatório é analisado por um bibliotecário que confirma o acerto dos dados introduzidos ou providencia as correçOes necessárias, quando o caso. Em seguida, o sistema prossegue obedecendo a seguinte rotina:

セ emissao de carta encomendando a obra ao publicador (Fig. I);

ao receber a obra, com a unidade bibliográfica em maos, nova F.E. é preenchIda

(A"ival); a obra é catalogada, classificada e indexada. ACDUé utilizada apenas para fins

de localizaçao da obra na estante. A indexação de assuntos é dada mediante a atribuiçao de descritores extraídos de umthesaums;

- o sistema emite novo relatório de consistência e, após confirmaçao do acerto dos dados ou efetivação das correçOes necessárias, o sistema emite os catálogos.

Durante a fase do Backog, a periodicidade da emissao dos catálogos foi semanal.

Atualmente, com oOrder (que corresponde ao crescimento vegetativo do acervo), os

catá-logos são extraídos quinzenalmente. Os catácatá-logos são cumulativos, o que equivale dizer que a segunda quinzena de um mês engloba a anterior e assim sucessivamente até o final Jo ano, quando o cumulativo anual se funde com o cumulativo anterior. Assim, tem-se ..Mm de um grande cumulativo geral, os cumulativos quinzenais (aquisições do ano). O processamento da coleçao de livros foi feito in batch. Os dados constantes das F.E. foram perfurados numaFlexowriter e em seguida gravados em fita magnética.

Atual-mente, usa-se uma unidade data entry, sendo as F.E. preenchidas pela OIDC, como antes.

As F .E. possuem campos específicos para o registro de cada informaçao. Há limite Je dígitos para cada campo, mas o suficiente para a anotação completa de várias informa· ,<Oes.

Para fins do processamento técnico, as publicaçoes são "agrupadas" por tipos. de acordo com sua natureza, daí resultando a forma como serao tratadas pelo sistema e pos-teriormente representadas nos vários catálogos. Assim, tem-se o tipo "M", "MS", "Opus". "PS", "p". "T", "A" etc. usados para designar respectivamente Monografias, Séries Mo-nográficas, Obras em vários volumes, Séries Periódicas, Periódicos. Teses. Analíticas etc. A introduçao no sistema /LS é feita unitariamente, volume por volume (exemplares en-tram uma única vez). O sistema estabeleceu seu próprio conjunto de regras de· cataloga-Çao descritiva, tendo a OIOC acrescentado aquelas exigidas pelo desenvolvimentl} do sistema. O Código Anglo-AmerIcano é adotado para as entradas de autores individuais e corporativos.

Em termos de formas de aquisiçao, há previsao para várias modalidades, por exem-plo. "Sing", "Subs", "Memb", "Free ,. etc., significando respectivamente. Pedido avulso. i\sslllatura. Anuidade. Grátis etc. A partir do momento em que a DlOC preenche a F.E.

I)rdcr. o sistema emite carta ao fornecedor encomendando. a obra e. concomitantemente.

a lista dos livros em processo de aquisiçao (por título e fornecedor); posteriormente, o SIS-tema emite a lista dos livros recebidos. onde consta.lllclUSIVe, o nome do solicitante para fins de notificaçao. Nos casos em que o prazo prefixado do recebimento da unidade

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AUTOMAÇÃO DE SERVIÇOS EM BIBLIOTECA ESPECIALIZADA

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Bibliotecon. Brasilia, 8 (2)jul. dez. 1980

bliográfica é ultrapassado, o sistema emite a carta reclamaçao.

Vale a pena notar a variedade de listagens fornecidas pelo sistema e a segurança que o

ILS

dá ao bibliotecário, mantendo-o permanentemente informado mediante consulta a essas várias listagens da fase em que se encontra a aquisiçao de um determinado título e as providências decorrentes. Além dessas listas, o sistema /LS emite outras com finalidade es· tatística e, finalmente, os catálogos em forma de livro, a saber:

1) Catálogo de Autor e Título: é a principal fonte de consulta dos usuários.

orde-nado numa única ordem alfabética de autor e título, contendo as seguintes informaçOes:

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autor, título, imprenta, colação, número de chamada, notas catalográficas etc. O asterisco colocado à esquerda da referéncia denota o elemento que rege a alfabetaçlro (Fig. 2);

2) Catálogo de Assuntos: ordenado alfabeticamente de acordo com as 61 grandes

categorias de assuntos constantes do INIS Charts (Iセ hierarquia); sob estas, ainda em or-dem alfabética, aparecem os descritores extraídos do Thesaurus INIS

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hierarquia). Dentro das hierarquias, os livros são ordenados em ordem decrescente de data. Ao final de cada referência, aparecem todos os descritores sob os quais aquela unidade bibliográfica foi indexada;

3) IÍldice de Assuntos: ordenado alfabéticamente pelos descritores. Tanto no

Catá-logo de Assuntos como no fndice de Assuntos, recorre-se a artifícios tipográficos para se destacar as hierarquias: 1'J. hierarquia, caixa alta, negrito; 2'J. hierarquia, caixa alta e 3'J. hierarquia caixa alta e baixa

4)Catálogo de Conferências: esse catálogo consta de trés partes: a) Taulos: por

tí-tulo do evento; b)Data: pela data de realizaç:lo do evento e c) Local: cidade onde o even-to se realizou. Nos trés catálogos as informações s:lo completas. Esses catálogos são de particular interesse para o usuário, vista a freqüência com que tais eventos se realizam na área nuclear;

5)Catálogo de Séries Monográficas: ordenado alfabeticamente pelo título da série e

dentro desta, ordem crescente do número dos volumes;

6)Catálogo de Autores Corporativos: autores corporativos e sob estes, ordem

alfa-;,étlca dos títulos das obras publicadas pela entidade:

7)Catálogo Topográfico: ordenado de acordo com a classificaç:lo CDU;

8)Lista de livros em processo de aquisição: em ordem alfabética de título;

9)Lista de documentos recebidos: lista de publicações recém adquiridas, em ordem

de classificaç:lo;

10)Catálogo de Publicações Periódicas: contém todos os dados bibliográficos,

inclu-sive transcrição da coleçlro. Ordenado alfabéticamente (Fig. 3);

11) Lista de informaçoo especial para assuntos especificos: esta lista, baseada nos

perfis dos usuários, divulga informação sobre publicações recém chegadas.

Ainda com referéncia ao processamento técnico, o sistema emite, em formulário contínuo e juntamente com a emissão dos catálogos, a etiqueta auto-adesiva a ser coloca-da na lombacoloca-da de cacoloca-da unicoloca-dade bibliográfica processacoloca-da.

Relativamente à circulaç:lO (Loan) , o sistema /LS permite o registro e controle de todas as atividades do empréstimo. Tratando-se dessa rotina, a introduçlro dos dados é fei-ta mediante digifei-taçlro em terminal insfei-talado no Balc:lo de Empréstimo.

O Loan compreende onze operações fundamentais, a saber:

Temp: empréstimo temporário (IS dias) Ovnt: empréstimo over night

Perm: empréstimo renovável a cada ano

Caep: cancelamento de empréstimo permanente Reno: renovaçlro

Deve: devoluçlro Resv: reserva

Care: cancelamento de reserva List: lista de livros emprestados Recl: reclamaçlro de livros atrasados

O Loan permite ainda efetuar correções nos dados dos arquivos dos usuários e dos

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R Bibliotecon. Brasília, 8 (2)jul. - dez. 1980

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utilizado para correç40 no arquivo dos usuários e Corl para correç40 no arquivo dos livros, Diariamente, o sistema enúte dois tipos de listagens(List):

l - l i v r o s emprestados, ordenados de acordo com aCDU;

- livros emprestados, ordenados por consulentes.

Em ambas as listas, os livros com prazo de empréstimo vencido, são assinalados com asterisco.

Alémdaslistagens diárias s40 enútidall duas listagens semanais: - livros emprestados, ordenados de acordo com aCDU;

- livrOll emprestados, ordenados por usuários. Mensalmente, o sistema enúte duas listagens: - total de ocorrência de empréstimos; - ocorrência de empréstimos por assunto.

A listagem semestral traz a indicaç40 percentual de empréstimos por assunto, em

re-laçfo ao acervo geral. . ... .'

O terminal existente na DIOCécomposto de um teclado para digitaçã"o e de um ví-deo. À medida em que os dados são digitados, a imagem dos mesmos é projetada no ví· deo, o que permite a conferência imediata dos registros e, se necessária, a devida correção . Pode-se acessar o sistema para se saber quem está com tal livro ou se tal livro está com qual usu;írio. O sistema bloqueia o empréstimo a consulentes em falta com a DIDC . A segunda coleç40 submetida a reprocessamento pelo sistema/LS foi a de

publica-çoes periódicas; o reprocessamento dessa coleça:o foi iniciado em fins de dezembro de 1978.Para o processamento dessa coleça:o, foi percorrido um caminho em tudo semelhan· te àquele trilhado para a coleça:o de livros: fases alternadas de estudo, teste, novas tentati-vas até, fmalmente, se obter o resultado desejado, Com referência à publicaçoes periódi· cas, as alteraçoes introduzidas no sistema original foram bastante sensíveis. Tal qual acon-teceu com a coleça:o de livros, as equipes da DIDC e CPD mantiveram um suceder de reu-nioes a procura de soluçOes que satisfizessem as necessidades da DIOC.

Decidiu-se que, após introduça:o dos dados catalográficos, seriam introduzidos os dados referentes aoOrder. A idéia era que se pudesse renovar as assinaturas para 1980, em

julho de 1979, já utilizando as rotinas/LS, o que efetivamente aconteceu. As cartas

envia-dasaos fornecedores, solicitando a fatura profonna para 1980, foram a primeira decorrên-cia do programaOrder para publicaçOes periódicas.

Encerrada eS$a primeira fase, a DIDC introduziu os demais dados catalográficos; os dados referentes à transcriça:o da coleça:o, também introduzidos nessa ócasHlo, apanham .,_ desde o início da coleça:o até o ano de 1975. Essa primeira fase foi feitain batch, Paraii

introduça:o do restante da coleça:o, período de 1975 em diante, a intro'duça:o é feitaon Une. A manutença:o é on line, feita diariamente.

A periodicidade da enússão dos catálogos de publicaçOes periódicas é a mesma dos IivrOll, ou seja, quinzenal e a sistemática também é idéntica. Isso significaアセ・ os catálogos quinzenais se acumulam, resultando num cumulativo anual que, por sua vez, se incorpora

ao

do ano anterior.

, Aslistas decorrentes doOrder de publicaçOes periódicas têm as mesmas

característi-cas

das de livros.

:; . O catálogo para publicaçoes periódicas é ordenado alfabéticamente por titulo e "':.Jraz, além da transcriçao da coleça:o, o histórico da coleça:o, as notas e as renússivas. Uma ...;

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peculiaridade do sistema reside no fato de que no Catálogo de Autor e Titulo aparecem tanto os títulos de livros como, igualmente, os das revistas e publicaçoes seriadas. Tal fato constitui características interessante do sistema ILS que admite que o usuário, ao

pro-curar a biblioteca, ignora se se trata de título de livro ou revista; nessa circunstância, con-sulta oCatálogo de Autor e Título e este o remete para o catálogo especifico.

2..

PROBLEMAS OCORRIDOS DURANTE A IMPLANTAÇAO DO

SISTEMA

Como havia sido antecipado, a fase de implantaçllo do sistemaILSfoi marcada pela presença constante de inúmeros problemas para cuja soluça'o contribuiu de maneira decisi-va o espírito de equipe que predominou entre os profissionais da DlDC e do CPD, cada grupo assinúlando o máximo de informaçoes da área que lhe era menos familiar.

Um dos problemas iniciais foi a escassez de documentaçll'o descritiva/normativa re-cebida do CETIS. Tal fato obrigou as equipes do IPEN a desenvolverem normas que com-plementassem as originais.

Algooas das exigências da DIDC implicaram em alterações profundas do sistema ori-giníll. Ilustra bem essa afirmativa, a decisão de nllo se adotar 10calizaçll'0 fixa dos livros nas prateleiras - preconizada pelo CETIS - e substituí-la pelaCDU. Também a estrutura do catálogo de assunto foi alterada de forma a conseguir-se um catálogo de grandes assuntos, com três níveis de hierarquias e a conseqüente criaçll'o de um índice alfabético de assun-tos, chave do catálogo sistemático. A ordenação dos itens no catálogo topográfico (e con-seqüentemente nas estantes), obedecendo rigorosamente

ã

sucessão dos sinaisde seqüên-cias da CDU,representou outro sério problema de programaça'o, ao fmal resolvido a con-tento.

O preenchimento dos campos nas F.E. e a inter-relaçll'o entre os mesmos também constituiram problemas para os quais não se dispunha de esclarecimento prévio suficiente e cuja solução só foi encontrada a custa de inúmeros testes e sucessivas tentativas.

Conforme mencionado anteriormente, utiliza-se o Thesaurus INIS para fins de

inde-xaça-o de assuntos e aCDUpara fins de localização do material na estante. Combinar, tan-to quantan-to possível, dois instrumentan-tos de trabalho que nllo foram concebidos para serem utilizados conjuntamente, tem requerido dos bibliotecários conhecimento seguro desses instrumentos, boa base cientifica e muito sentido crítico e analítico.

Fase extremamente envolvente do sistemaILS é constituído pela análise. Por

análi-se entende-análi-se o trabalho de verificação do acerto dos dados introduzidos por ocasillo do

arder e do Backlog feito posteriormente sobre os relatórios de consistência e sobre os

próprios catálogos. Conforme já exposto, durante a fase doBacklog, a cada envio

sema-nal das F .E., estas eram gravadas em fitas magnéticas, no CPD. A cada fitá correspondia a emissllo de catálogos semanais denominados deCatálogos Suplementos (de todos os. tipoS

previstos pelo sistema). Como os suplementos são cumulativos, evidenciavam-se, por oca· sill'o da fusll'o, problemas nllo detectáveis quando da análise dos catálogos suplementos. O mesmo acontece com referência aomerge - prática feita no início do ano, quando o

catá-logo 'do ano se funde com os dos anos anteriores.

A análise é uma atividade que até hoje consome tempo apreciável dos profissionaiS da OIDC mas que, por outro lado, constitui o melhor instrumento de otimizaçlo do siste-ma de autosiste-maçll'o.

Outro aspecto que merece destaque éo do treinamento ao qual silo submetidos OS bibliotecários da OIDr. nlIo apenas no que se refereàautomaça:o, mas, sobretudo, faceàS

R.Bib/iotecon. Brasília. 8 (2)juL - dez. 1980

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,

próprias características do acervo altamente especializado da biblioteca do

!PEN.

Ao ser admitido o bibliotecário na DIOC, exise« do mesmo que

coloque

seus

nhecimentos de física, química e matemática a nívelde conclusão do

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colegial. Para alkuns é uma questfo de reciclagem,para outrosé realmente umestudonovo. Con-doida essa fase, o bibliotecário é submetidois aulas intensins

dessas

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minis-tradas por pesquisadores do próprio Instituto.

Essas

duas fases equivalem a um perlodo preparatório fmdo o qual em janeiro e

ヲ・セイ・ゥイッL

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Intro-dução à Oência e Tecnologia Nucleores, patrocinado pelo IPEN a físicos, qufmicos.

enge-nheiros, médicos, bioquímicos etc., a titulo de seJeçiO

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deadmiSSIQdeDOYOlS

pes-quisadores. Àpar dessa reciclagem "cientifica", os bibliotecários vl'o sendo treinados nu próprias técnicas doILS. Tem-se como seis a oito meses o prazo nec:essmo

pata

se alcan-çar esse objetivo.

depois de decorrido esse período,é o bibliotecário considerado em .condições de dar contribuiç:Io definitiva ao sistema

ILS.

Nessa questa-o de treinamento, convém lembrar que o PIÓpriO usuário da biblioteca

étambém submetido a cursos patrocinados pela DIDC, que visama familiarizar ofuturo

pesquisador com os serviços da biblioteca, inclusive o uso dos catálogos e da bibliografia especializada.

3. METAS ATINGIDAS

Com a implantaçll'o doILS, considera-se atingidos os objetiVQs inicialmente

preten-didos com a automaçao dos serviços da DIDC e justificados os ゥョセエゥュ・ョエッウ feitos. Os estádios já atingidos peloILS sll'o:

- automaçll'o da aquisiçll'o de livros e periódicos;

- automaçll'o dos processos técnicos de livros e periódicos; - automaçll'O das rotinas do empréstimo.

4. JUSTIFICATIVA DA AUTOMAÇAO

Quando o

ipeセ

decidiu automatizar os serviços da sua biblioteca, tal fato consti-tuiu, na verdade, parte de uma decisll'o global do Instituto em automatizar os registros e controle dos dados técnicos, científicos, administrativos e bibliográficos de toda a

Entida-de,

como medida considerada fundamental para garantir eficiência e agilizaçfo dos seus serviços e atividades. O fato do IPEN contar COm computador Rróprio com capacidade para processar todos aqueles dados (umIBM/370-155-1I),constitui elemento de signifi-cado decisivo. Outro elemento relevante, foi aquele referente ao tamanho do acervo de li-vros e periódicos da DIDC. Tratava-se de acervo relativamente pequeno (-). característica que permitiu que o mesmo fosse inteiramente reprocessado. OutraCOllillç<l'o importante, foi o fato de que o programa de automação que iria ser implantado nlIo interferia com o ' programa de crescimento do acervo, pois havia condições financeiras

Para

os dois

progra-mas correrem paralelamente.

Ainda com referência a tamanho do acervo, outro tipodeindagaçll'o é

válida:

"Com acervo dessas proporções, justifica-se a implantáÇ3'o da automaçllo?". Diria que sim, desde 'que haja reunillo das condições retromencionadas. Para se·fazer o que foi feito - mesmo "que se recorresse

ã

F7exowriters ou outros processos mecanizados - é p()SSível que, em

'termos de tempo e pessoal, talvez se obtivesse equivalente. Todavia, o aspecto mais rele-Vantes da automaç3'o reside na característica da variedade de controles, facilidade de

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セL (. ) No momento. cerca de 12 mil volumes de livros, 1600 títulos de publicações periódicas,

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AUTOMAÇÃO DE SERVIÇOS EM BIBliOTECA ESPECIALIZADA

Bibliotecon. Brasz1Ül.8 (2)juL dez. 1980

Sob o ponto de vista dos bibliotecáriosdaDlDC, o sistema de automaçlo é conside-rado adequado e correspondendo às expectativas. Todavia, tal constatação nlo impede

quea ruDC continue buscando sempre novas medidas com vistasàotimizaça'o de seus ser-viços. Exemplo dessa posiçllo é constituido pelos estudos ora sendo empreendidos visando • reformatação dos dados doCatálogo de Assuntos. Essaposição da DlDC, de otimizar

.uas

rotinas, encontra grande respaldo em característica peculiar do ILS:é um sistema concebido com tal conhecimento, esmerado, acuidade e projeçlo das necessidades futuras que aceita perfeitamente bem novas reformulaçoes, sem que estas afetem sua concepção básica.

Em termos de avaliação, cabe ainda menção ao fator custo-operacional.. Como foi dito anteriormente, havia no IPEN coincidência de determinados fatores sem os quais a automaçlIo nllo deve nunca ser contemplada. Diante dessa circunstância, o custo operacio-nal foi considerado aceitável face ao custo-benefício. Esse fim,é difícil de ser mensurado, sobretudo se se admite a idéia de que "a biblioteca pode ser considerada como um capital que silenciosamente fornece juros incalculáveis" e que, considerado o retorno, todo inves-timento feito em biblioteca se justifica.

Uma indagaçlo freqüentemente levantada por colegas que visitam a DIDC para examinar o sistemaILS,é aquela referente ao número de profissionais que se envolveram com os processos técnicos. Em termos da coleção de livros, tem-se como três o número de bibliotecários que se dedicaram exclusiva e continuadamente aoILS.Houve épocas duran-te as quais se chegou a duran-ter até seis biblioduran-tecários, em contraposição a períodos de quase paralisação do input face à rotatividade dos bibliotecários e do tempo necessário ao trei-namento de novos elementos, conforme já mencionado em outro ponto deste trabalho. Atualmente, com alguns bibliotecários que já contam com até seis anos de casa e o

restan-te da equipe pelo menos dois anos, tem-se preferido escalar e concentrar maior número de bibliotecários no setor cuja coleção esteja sendo reprocessada no momento.

Ao se cogitar 、セ automação, a questão de pessoal constitui aspecto da mais

relevan-te importância. A experiência da DIDC autoriza afirmar-se que concluido o reprocessa-mento de quase todas as coleçoes, nllo está ocorrendo a esperada redução no número de 'bibliotecários, antes estão os mesmos podendo se dedicar a procedimentos de avaliaçlIo das atividades com vistas à otimização das rotinas e, o que tem predominado, têm sido re-lotados para áreas de· atendimento público a fim de estimular e intensificar a utilizaÇãO do acervo e serviços da DIDC por parte da comunidade técnico-cienttfica do Instituto. , Finalizando, caberia ainda lembrar que a automação é como uma via de mão única:

ZセセN medida que avança, o recuo é impossível. Conforme já descrito neste trabalho, a

auto-セBュ。￧ ̄ッ dos serviçoS da DlDC foi iniciada pelo reprocessamento das coleções de livros e

pe-j:'liódicos, estendendo-se logo após ãcirculaçãO. Presentemente, a automação se estendeà

';/,:9utras coleçoes, como é o caso das coleçoes de normas técnicas, bibliografias e

levanta-セュ・ョエッウ

bibliográficos para cujo reprocessamento está sendo utilizado um programa tipo

セヲー、ゥ」・ KWIC. Da mesma forma, a Lista de Publicações Periódicas Recebidas por Compra,

Nセ・イュオエ。 e Doação está sendo emitida pelo computador, utilizando-se também o programa

GセサwjcN Cogita-se, igualmente, de se utilizar o KWIC para o processament<> da coleção de

"rtecortes de jornais, única opção que a DlDC dispoe para atender a

estudante:i\.secundaris-|セ que a procuram para se desincumbir de tarefas escolares sobre energia nuclear.

Outros aspectos da automação dos serviços prestados por uma biblioteca, por

exem-R. Bibliotecon. Brasflia. 8 (2)jul.

TEREZINA ARANTES FERRAZ

5. AVAlIAÇAO DO SISTEMA IlS

Conforme mencionado anteriormente, o reprocessamento da coleção de livros, ini. ciado em fevereiro de 1975, foi terminado em outubro de 1978. Há mais de doze meses, portanto, está-se vivendo a experil!ncia de se ver o reprocessamento dessa coleçlIo conclui-do e, pode-se afirmar, o resultaconclui-do é positivo.

Várias constatações decorrentes da automação e descritas na literatura estrangeira têm sido igualmente observadas na OIOC e confirmam numerosos aspectos positivos da automaçlIo:

- compactação de informaçoes;

- facilidade de correção ou deleçlIo de unidades em vários catálogos, simultanea. mente;

- controles de aquisiçlIo, de processos técnicos e de empréstimos mais rigorosos; - &uastísticas de empréstimo para fins de definição da política de aquisiçlIo, estabe-lecendo porcentagem entre o número de obras existentes numa classe e o número de obras emprestadas;

- realizaçlIo racional e rápida de inventários;

- melhor controle bibliográfico (o acervo pode ser constantemente revisado); - consulta simultânea dos catálogos;

- emissão de partes especiais dos catálogos;

- duplicação dos catálogos em quantas cópias forem desejadas;

- manutenção dos catálogos sempre em ordem, limpos (extraem-se emissões tantas vezes quanto se desejar);

- dispensa intercalaçllo de fichas; - elimina erros de alfabetação;

- facilidade de comparação entre os dados de várias referências (essa observaçlIoé válida tanto para leitor, como para bibliotecário; àquele descortina maior número de in-formações concentradas numa única folha e a este evidencia melhores」ッョ、ゥ￧セ・ウ de detec-tar discrepâncias);

- alteração na concepção física da própria biblioteca e dos móveis onde ficam oS catálogos (os fichários tradicionais83"0substituídos por mesas);

- há tendência do leitor em fazer consultas mais demoradas, explorando melhorOS

recursos do acervo (o leitor usualmente se senta à mesa onde estão as llstagens).

Quanto ao pesquisador do IPEN, este aceita com naturalidade a automação dos ser· viços da OIDC e suas、・」ッイイセョ」ゥ。ウN Possivelmente pelo fato de recorrer ele próprio às faci· lidades oferecidas pelo computador para a solução dos seus problemas científicos, o peso quisador nlIo questiona a aplicação da automaçlIo aos serviços da biblioteca. Um questio-nário cujo objetivo foi o de apurar as circunstâncias nas quais o pesquisador do IPEN uti-liza os serviços da DIDC e o seu grau de satisfação, continha uma pergunta específica so-bre o grau de dificuldade que o manuseio das listagens representa para o usuário. Ares' posta a essa pergunta foi negativa, predominantemente.

são de grande número e diversidade de listas e catálogos resultantes de uma única introdu-ção, ressalvada, é claro, a previslIo estabelecida por ocasião da elaboraçlIo dos programas, condiçlIo essa inteiramente válida no caso do/LS.

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fato sobejamente conhecido que a au-tomação encontra aplicação ideal no caso de tarefas repetitivas as quais, na área da biblio. teca, slIo em número significativo. O grande mérito da automação continua sendo as facili-dades que proporciona decorrentes de umaúnica introduçlIo.

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TEREZlNE ARANTES FERRAZ

General description about the development of the automated system used at the library of the Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares of São Paulo (DIDC_

IPEN) is given. Accordingly to its name, theIntegrated Library System (ILS) covers

acquisition procedures, technical processes and circulation routines. Description of book catalogues obtained is also given. Emphasis is placed on main problems felt by library staff during implantation and operational phases, specially what concerns

per-sonnel in-training to manipulateILS techniques and nuclear literature. Comments On

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