Engenharia de Produção
Planejamento Estratégico 2021 – 2024
Versão Final
Dezembro de 2020
Prof. Michel José Anzanello, PhD. (Vice-coordenador) Comissão coordenadora do PPGEP/UFRGS
Profa. Ana Margarita Larrañaga Prof. Fernando Gonçalves Amaral Prof. Tarcísio Abreu Saurim
O Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGEP/UFRGS) busca desenvolver, de forma equilibrada e com excelência, atividades de ensino, pesquisa e extensão no campo da Engenharia de Produção em geral e, mais especificamente, nas áreas de concentração de Sistemas de Produção, Sistemas de Qualidade e Sistemas de Transporte. Essas áreas de concentração englobam pesquisas centradas nas linhas de Gerência e Estratégias de Produção, Ergonomia e Segurança, Gestão da Qualidade e Serviços, Qualidade e Desenvolvimento de Produtos e Processos e Transportes e Logística, as quais constituem as linhas de pesquisa do PPGEP. Através dessas áreas e linhas, o PPGEP/UFRGS desenvolve sua atuação regional e nacional como programa de referência da área na região sul do país, assim como também se projeta internacionalmente, a partir da sua forte atuação em pesquisas de vanguarda e estratégias de colaboração com universidades de referência em diferentes lugares do mundo.
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção Av. Osvaldo Aranha 99 - Sala LOPP 508 - 5º andar, Centro 90035190 - Porto Alegre, RS - Brasil
Telefone: (51) 3308-3491
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Sumário
1. Apresentação... 2
2. Estrutura do PPGEP/UFRGS ... 3
2.1. Áreas e linhas de pesquisa ... 3
2.2. Laboratórios e grupos de pesquisa ... 4
3. Histórico do desenvolvimento do Planejamento Estratégico ... 5
4. Processo de desenvolvimento do Planejamento Estratégico ... 6
5. Foco de Atuação, Missão e Visão do PPGEP/UFRGS ... 8
6. Análise do contexto e da estrutura do programa ... 9
6.1. Forças ... 9
6.2. Fraquezas ... 13
6.3. Oportunidades ... 14
6.4. Ameaças ... 16
7. Iniciativas do PPGEP/UFRGS ... 17
7.1. Objetivos específicos a serem alcançados ... 18
7.2. Metas e ações do PPGEP/UFRGS ... 18
9. Alinhamento com outras esferas institucionais ... 20
9.1. Alinhamento com o Plano de Desenvolvimento Institucional da UFRGS ... 20
9.2. Alinhamento com o Documento de Área das Engenharias III - CAPES ... 21
Referências ... 22
1. Apresentação
O Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGEP/UFRGS) iniciou atuando no mestrado acadêmico em 1991. Em 1998, o curso de doutorado do PPGEP foi aprovado junto à CAPES. Na última década, o PPGEP/UFRGS estabeleceu uma estratégia para sua consolidação nacional e internacional, como centro de referência multidisciplinar nas principais áreas da Engenharia de Produção. Os resultados se tornaram evidentes através do crescimento consistente do PPGEP/UFRGS no sistema de avaliação da CAPES, no qual o programa sempre se manteve no estrato de maior ranqueamento dos programas de Engenharia de Produção dentro da grande área das ENGENHARIAS III. Assim sendo, o PPGEP/UFRGS obteve conceito CAPES 5 desde o início da sua avaliação, em 1998, até 2013, quando se tornou um dos programas líderes da área de Engenharia de Produção com conceito CAPES 6 e, em 2017, conceito CAPES 7. Em 2018, o planejamento estratégico do programa foi revisto, contando com o envolvimento de docentes, representantes discentes e representantes técnicos- administrativos. A revisão do planejamento estratégico considerou o fato do programa ter alcançado o objetivo primário de se tornar referência nacional na área (CAPES 7), sendo necessário desdobrar suas estratégias para a expansão nacional e internacional. O presente documento apresenta a nova versão do planejamento estratégico definido em 2018, a qual foi revista em 2019 e 2020, a fim de contemplar tanto as expectativas do PPGEP/UFRGS para o novo quadriênio como também as expectativas da coordenação de área das Engenharias III da CAPES no novo sistema de avaliação. A presente versão do planejamento estratégico passou por ajustes finais durante o ano de 2020, visando definir uma estratégia sólida para o quadriênio 2021-2024, baseada nas conquistas já obtidas pelo Programa e nos novos desafios que este deverá enfrentar.
A missão do programa, nesta versão aprimorada do planejamento estratégico, passou a enfatizar aspectos relacionados a atividades empreendedoras que resultem na formação de mestres e doutores capazes de gerar valor com sua formação, tanto na academia como no mercado. Também enfatiza aspectos relacionados à sustentabilidade (tanto empresarial como social) e prioriza o impacto gerado pelo programa e seus egressos na sociedade. Esse novo enfoque da missão busca refletir algo que já acontecia na prática do PPGEP/UFRGS, mas que ainda não estava estabelecido como um aspecto formal do Programa. O novo enfoque busca ainda alinhar o PPGEP/UFRGS com os objetivos da própria universidade, a qual tem sido destaque nos últimos 8 anos como a melhor universidade federal do país na avaliação do Ministério da Educação do Governo Federal, tendo como propósito ser referência acadêmica na sociedade da região Sul do Brasil.
O PPGEP/UFRGS continua com uma missão multidisciplinar, visando contribuir para todas as principais áreas da Engenharia de Produção do país, enfatizando ainda a qualidade e relevância da pesquisa internacional. Alinhada a tais aspectos, a visão do programa passou a enfatizar ações voltadas à inserção internacional, além de focar na manutenção do programa como referência nacional. O PPGEP/UFRGS tem atuado fortemente no desenvolvimento destas frentes. Durante o triênio 2013-2015, o PPGEP/UFRGS intensificou missões internacionais de docentes, incentivando o estreitamento de laços com universidades de excelência no exterior. Com a consolidação dessa etapa, no último quadriênio o PPGEP/UFRGS focou seus esforços no aumento de atividades discentes no exterior e no incremento da presença de pesquisadores internacionais no PPGEP. Essas ações serão reforçadas no presente planejamento para o futuro.
Coordenação PPGEP/UFRGS
2. Estrutura do PPGEP/UFRGS
2.1. Áreas e linhas de pesquisa
O PPGEP/UFRGS é dividido em três principais áreas de concentração que atuam de forma conjunta e que se desdobram em cinco grandes linhas de pesquisa, como se destaca na Figura 1.
Figura 1 – Áreas de concentração e linhas de pesquisa do PPGEP/UFRGS
Gerência e Estratégias de Produção. Foca na análise de sistemas produtivos, tanto nas áreas industriais como em setores de serviços, considerando a implementação de estratégias de produção, a utilização de técnicas de planejamento e controle da produção, a utilização de ferramentas de otimização e modelagem de processos produtivos, a implementação de sistemas enxutos, as estratégias de adoção de tecnologias de informação, tecnologias digitais e de automação para a eficiência produtiva e a avaliação de custos e investimentos em ambientes produtivos.
Ergonomia e Segurança. Considera as questões ergonômicas (ou fatores humanos) relativas ao processo de trabalho, incluindo a organização do trabalho, questões de saúde e segurança e questões ambientais, produtos e espaço de trabalho. Também considera aspectos cognitivos do comportamento humano, incluindo a capacidade de resiliência e a dinâmica de sistemas complexos.
Gestão da Qualidade e Serviços. Aborda o gerenciamento da qualidade de sistemas produtivos e das organizações, contemplando planejamento estratégico, modelos de excelência em gestão, garantia da qualidade, gestão ambiental e gestão do conhecimento. Considera também modelos de gestão organizacional e a qualidade da informação nos processos de gestão apoiando-se, para tanto, em sistemas de informação.
Transportes e Logística. Contempla a análise dos transportes e dos sistemas logísticos. Aborda temas como gerenciamento da cadeia de suprimentos, operações logísticas internas e externas, infraestrutura de transportes, segurança viária e roteirização, dentre outros.
Qualidade e Desenvolvimento de Produtos e Processos. Aborda a aplicação de técnicas de engenharia e estatística voltadas ao desenvolvimento de produtos e processos. Faz uso de controle estatístico, projeto de experimentos, técnicas multivariadas e de aprendizado de máquina e desenvolvimento integrado de produtos, dentre outras técnicas consagradas. Também considera aspectos relacionados à inovação, tais como gestão da tecnologia para a inovação de produtos e processos, criação de novos modelos de negócios, integração de produtos com serviços e aspectos relacionados ao desenvolvimento sustentável.
2.2. Laboratórios e grupos de pesquisa
Conforme se apresenta na estrutura organizacional da Figura 2, o PPGEP/UFRGS é dividido em dois laboratórios principais de pesquisa, o Laboratório de Otimização de Produtos e Processos (LOPP) e o Laboratório de Sistemas de Transportes (LATRAN). O LOPP tem por objetivo desenvolver soluções para produtos e processos, considerando uma diversa gama de setores industriais, além de aspectos organizacionais que ultrapassam a indústria, incluindo organizações sem-fins lucrativos, setores de saúde e de serviços, entre outros. O LOPP é composto por uma equipe de professores, pós-doutores, doutores, doutorandos, mestres, mestrandos e alunos de iniciação científica que atuam principalmente em temas relacionados a (i) gerência e estratégias de produção, incluindo aspectos econômicos, organizativos e estratégicos, no nível interno e da cadeia de suprimentos, além da utilização de ferramentas de otimização, (ii) ergonomia e segurança do trabalho, (iii) gestão da qualidade e de serviços, incluindo organização e gestão de processos, (iv) qualidade e desenvolvimento de produtos, incluindo aspectos experimentais, utilização de técnicas estatísticas e computacionais, desenvolvimento sustentável e gestão da inovação e da tecnologia. Por outro lado, o LASTRAN tem como objetivo solucionar problemas de transportes, desenvolvendo e utilizando modelos computacionais e processos analíticos. As equipes docente e discente do LASTRAN atuam em temas relacionados a problemas logísticos e a operações de transportes, tanto no âmbito urbano como rodoviário.
Figura 2 – Composição dos laboratórios e grupos de pesquisa do PPGEP/UFRGS
Nestes dois laboratórios de pesquisa do PPGEP/UFRGS trabalham os grupos gerais sobre otimização e de produtos e processos e de sistemas de transporte, além de grupos de pesquisa específicos em diversas áreas de atuação, tal como se apresenta no segundo quadro da Figura 2. O PPGEP/UFRGS conta ainda com três laboratórios experimentais: o Centro de Referência em Avaliação de Equipamentos, Tecnologias e Insumos Estratégicos em Saúde (CRETIES), o Laboratório de Manufatura Integrada por Computador (LMIC), e o Laboratório de Inovação e Fabricação Digital, os quais contemplam estrutura física de experimentação que suportam atividades de pesquisa e ensino multidisciplinar compartilhado com outras áreas da Escola de Engenharia da UFRGS.
3. Histórico do desenvolvimento do Planejamento Estratégico
Evolução do planejamento estratégico. O PPGEP vem aprimorando seu planejamento estratégico, o qual permitiu um crescimento progressivo no sistema de avaliação da CAPES, passando de conceito 5 para 6 e, finalmente para 7 (nota máxima) em um processo de crescimento continuado. Recentemente, o PPGEP tem trabalhado para sistematizar em um documento claro e formal seu planejamento estratégico, acessível a toda a comunidade, em consonância com os demais planos desenvolvidos e divulgados pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Para tanto, o planejamento estratégico do programa foi atualizado em 2018 e adaptado em 2019 e 2020 frente ao novo cenário de avaliação da CAPES. O processo de planejamento estratégico contou com o envolvimento de docentes, representantes discentes e representantes dos técnicos-administrativos nos diversos ciclos de discussão.
Comissão de planejamento estratégico. O processo de planejamento foi desenvolvido inicialmente pela comissão de planejamento estratégico do PPGEP/UFRGS, composta pelos professores Flávio Fogliatto (ex- coordenador do PPGEP), Alejandro Frank (atual coordenador do PPGEP), Michel Anzanello (atual vice- coordenador), José Luis Duarte Ribeiro (atual secretário de desenvolvimento tecnológico da UFRGS e antigo coordenador do PPGEP), Carla ten Caten (Vice-diretora da Escola de Engenharia) e Francisco Kliemann (Chefe do Departamento de Engenharia de Produção e Transportes da UFRGS). Além da equipe encarregada do planejamento, a comissão conta com o apoio da comissão coordenadora do PPGEP/UFRGS, composta pelos professores Fernando Amaral, Tarcísio Saurim e Ana Margarita Larrañaga.
Reuniões de planejamento. O planejamento estratégico foi discutido em diversos ciclos com os demais professores do quadro docente em encontros sistemáticos que aconteceram de 2016 a 2019, e com uma revisão final em agosto de 2020. As principais datas em que ocorreram encontros do PPGEP para discussão das estratégias a serem seguidas pelo programa foram 02/12/2016, 02/06/2017, 06/09/2017, 15/01/2018 e 24/04/2019, enquanto que a revisão final das estratégias foram discutidas em reunião de 25/08/2020.
Nessas reuniões, foram desenvolvidas as diretrizes do planejamento, realizado um diagnóstico do programa e traçadas as principais ações que o programa deveria seguir para o futuro. Além disso, o processo de autoavaliação que faz parte do planejamento estratégico foi aperfeiçoado no fórum de coordenadores da UFRGS, no segundo semestre de 2019. Nesse fórum, foi estabelecido um grupo de trabalho que contou com a participação do coordenador do PPGEP e que definiu as principais etapas orientativas para que todos os programas da UFRGS seguissem no processo de autoavaliação. Finalmente, essa estrutura de planejamento e avaliação foi revisada pela comissão e pelo corpo docente do programa em dezembro de 2019 e posteriormente passou por um novo ajuste em agosto de 2020, considerando o cenário da pandemia causada pela COVID-19 e das diretrizes finais da CAPES para a avaliação dos programas da área. A versão final do documento foi consolidada em dezembro de 2020.
Material de apoio. Para a elaboração do Planejamento Estratégico, foram utilizadas referências internas de trabalhos desenvolvidos pelos professores do departamento (Cortimiglia et al., 2015; Müller, 2013), assim como referências clássicas da literatura internacional (Porter, 2004; Osterwalder e Pigneur, 2010).
Alinhamento institucional. Instâncias institucionais ligadas ao PPGEP foram também importantes para o alinhamento do planejamento do PPGEP com o da universidade. Nesse sentido, os professores José Luis Duarte Ribeiro e Carla ten Caten participaram tanto do desenvolvimento do Plano de Desenvolvimento Institucional da UFRGS como do planejamento do PPGEP, permitindo um adequado alinhamento entre ambos os planos. Reforça-se que a Secretaria de Avaliação Institucional (SAI) da UFRGS é atualmente coordenada pela Profa. Cláudia Medianeira do Departamento de Engenharia de Produção e Transportes,
ao qual o PPGEP está vinculado, o que facilitou um íntimo alinhamento do PPGEP com as diretrizes da SAI.
Por fim, a profa. Carla ten Caten, atual vice-diretora da Escola de Engenharia, contribuiu para o alinhamento do planejamento do PPGEP com as atividades e diretrizes da Escola de Engenharia da UFRGS.
4. Processo de desenvolvimento do Planejamento Estratégico
O processo completo de planejamento estratégico do PPGEP foi definido por um ciclo de sete etapas principais, conforme apresentado na Figura 3 e detalhado a seguir.
Figura 3 – Processo de desenvolvimento do planejamento estratégico do PPGEP
1. Definição de missão e visão. Esta etapa visa definir a principal razão de existência do programa e onde o programa deseja chegar no longo prazo.
2. Diagnóstico inicial. Esta etapa serve como um dos pontos de partida para o planejamento inicial do programa, assim como para a revisão de cada quadriênio. Nela, são levantados os principais indicadores do programa que auxiliarão na avaliação da coerência da missão e visão, assim como fornecerá ferramentas para decidir sobre objetivos, metas e ações do programa. Acrescenta-se ainda a realização de um diagnóstico mediante a matriz de Forças-Fraquezas-Oportunidades-Ameaças (SWOT).
3. Ajustes da missão e visão. Esta etapa confronta o que fora definido na Etapa 1 com a realidade avaliada na Etapa 2. Caso sejam detectados desalinhamentos entre o proposto e o diagnóstico, deverão ser realizados ajustes na visão e missão. Idealmente, esta etapa de ajustes deve ocorrer apenas no longo prazo, sendo utilizada no PPGEP a referência de dois períodos quadrienais da CAPES.
4. Definição de objetivos e metas. Nesta etapa são definidos os objetivos e metas a serem alcançados a fim de contribuir para o desenvolvimento da visão do Programa. Para tanto, primeiramente são definidos os objetivos que a comissão coordenadora do PPGEP pretende desenvolver no período do quadriênio (trata-se, portanto, de uma etapa quadrienal) e são traçadas as metas qualitativas e quantitativas para cada objetivo, utilizando critérios mensuráveis sobre como será alcançado.
5. Definição de Ações. Esta etapa define o que o corpo docente e discente do PPGEP precisa fazer para atingir os objetivos e as metas. São definidas pela comissão do PPGEP as ações para cada meta, junto com os atores e responsáveis de cada ação, bem como a definição dos mecanismos de acompanhamento e avaliação das ações. Conforme apresentado na Figura 3, as ações podem ser ajustadas no ciclo de ajuste curto, de prazo anual, a partir do processo de autoavaliação anual. Isso permite rápida correção das ações para alcançar os objetivos ao final do quadriênio.
6. Validação e ajuste das ações. Esta etapa consiste na validação dos objetivos, metas e ações definidas pela comissão coordenadora junto ao quadro docente e aos representantes discentes, permitindo a realização de ajustes, quando necessários.
Autoavaliação. O processo de autoavaliação consiste em uma atividade de monitoramento e controle da execução do planejamento estratégico, a fim de permitir correções rápidas de rumo, assim como revisões profundas no longo prazo. Para isso, conforme apresentado na Figura 3, o processo de autoavaliação contempla primeiramente um ciclo de revisão anual dos indicadores e resultados alcançados, bem como um ciclo de consolidação quadrienal conjuntamente com a avaliação SWOT, que permite revisar objetivos e metas do programa para o novo quadriênio. Por fim, o processo de autoavaliação considera um ciclo de ajuste de longo prazo, que normalmente contempla dois quadriênios do programa, a fim de revisar a missão e visão do programa diante das mudanças de cenários que o Programa pode enfrentar. A etapa de autoavaliação anual é realizada pela coordenação do Programa no final de cada ano, enquanto que os resultados da autoavaliação são apresentados ao quadro docente no encerramento do ano para viabilizar uma discussão da autoavaliação e definir oportunidades de melhorias. Para a autoavaliação quadrienal, participam do processo a comissão do planejamento estratégico e a comissão coordenadora, antes de levar os resultados ao plenário do PPGEP. A Figura 4 apresenta a estrutura de informações utilizadas para o processo de autoavaliação.
Figura 4 – Fontes de informações utilizadas para o processo de autoavaliação do PPGEP/UFRGS
Conforme se destaca na Figura 4, nesta etapa é realizada uma cuidadosa análise da avaliação disponibilizada pela CAPES. Para cada dimensão da ficha de avaliação da CAPES, apontam-se os pontos fortes identificados pelo programa, tanto internamente quanto pelos avaliadores. Tal análise visa balizar
as ações a serem empreendidas ao longo dos anos seguintes com vistas à consolidação de áreas menos desenvolvidas do Programa. Além disso, a Secretaria de Avaliação Institucional da UFRGS aplica semestralmente um questionário de avaliação da qualidade de ensino em pós-graduação, cujos dados são utilizados no processo de autoavaliação do PPGEP/UFRGS para o monitoramento deste quesito. A estrutura desse questionário pode ser consultada neste link. Por fim, a autoavaliação do PPGEP utiliza o questionário de acompanhamento dos egressos, o qual busca identificar atividades nas quais os novos egressos estão inseridos, além da produção que estes obtiveram como resultado da formação no PPGEP/UFRGS. As informações fornecidas por essas três fontes são utilizadas para contrastar com a análise de forças, fraquezas, ameaças e oportunidades (avaliação SWOT), cujos resultados são descritos na Seção 6 deste documento.
5. Foco de Atuação, Missão e Visão do PPGEP/UFRGS
Seguindo o processo metodológico anteriormente descrito, foram definidos o foco de atuação do programa, a visão do programa, a missão do programa, e os valores que o programa busca disseminar no seu corpo docente e discente. A definição abaixo descrita apresenta a definição consolidada, já revisada após a análise do contexto apresentada na Seção 6.
Foco de Atuação
Nosso foco de atuação busca equilibrar a projeção internacional e a inserção nacional do Programa.
Assim, considera as principais tendências de pesquisa internacional, sem deixar de cuidar das necessidades regionais e nacionais do Brasil, mediante uma contribuição que, além de acadêmica, possa ter impacto aplicado e prático no contexto em estamos inseridos.
Visão
Nossa visão é constituir um programa com forte inserção internacional e reconhecida liderança nacional nas áreas de Engenharia de Produção e Transportes.
Missão
Nossa missão é formar pesquisadores de mestrado e doutorado apoiada nos princípios, métodos e melhores práticas da Engenharia de Produção e Transportes. Assim, oferecemos aos nossos pesquisadores as bases matemáticas, lógicas e analíticas da Engenharia para resolver problemas complexos e gerenciar operações, integrando pessoas, insumos e tecnologia, de forma inovadora e multidisciplinar, em um ambiente de negócios internacional. Preparamos nossos pesquisadores para pensar criticamente, comunicar de forma oral e escrita, trabalhar em equipe, e para serem empreendedores, gestores e pesquisadores eficazes, mantendo um aprendizado contínuo durante suas vidas profissionais. Simultaneamente, nossa missão contempla a condução de pesquisa avançada, buscando resolver problemas relacionados à indústria, às organizações e aos sistemas de transporte, contribuindo para o desenvolvimento social, ambiental e econômico da região onde atuamos.
Valores
Os principais valores que buscamos transmitir aos pesquisadores são:
- Atitude colaborativa
- Zelo pela qualidade e rigor científico - Espírito crítico, inovador e empreendedor
- Ética profissional e responsabilidade socioambiental - Disposição para aprendizagem e melhoria contínuas
6. Análise do contexto e da estrutura do programa
O planejamento estratégico do PPGEP/UFRGS contempla um diagnóstico inicial profundo mediante a análise de Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças (SWOT). A análise SWOT realizada em 2019 com a equipe docente revelou os pontos apresentados na matriz SWOT da Figura 4.O PPGEP/UFRGS optou por manter esta análise de 2019 e não revisar em 2020 visto o cenário atípico causado pela pandemia da COVID-19, que paralisou as atividades presenciais de todas as universidades brasileiras, assim como as atividades de mobilidade internacional e parte das pesquisas de campo.
Figura 4 – Matriz SWOT do PPGEP/UFRGS
6.1. Forças
a) Corpo docente coerente com a proposta e alinhado com as metas estabelecidas pela coordenação As áreas de concentração do PPGEP/UFRGS (e suas linhas de pesquisa e projetos, em decorrência) são abrangentes e asseguram uma formação ampla e multidisciplinar aos discentes do programa, conferindo ao egresso uma visão sistêmica das diversas frentes nas quais técnicas e ferramentais da Engenharia de Produção são passíveis de aplicação. Ressalta-se a consistente relação entre os projetos de pesquisa e as
linhas de pesquisa às quais estes estão atrelados. Da mesma forma, há coerência entre linhas, áreas de concentração e proposta do Programa. Destaca-se ainda a equilibrada distribuição dos docentes permanentes nas áreas de concentração e linhas de pesquisa. O PPGEP/UFRGS tem o cuidado de manter um equilíbrio entre as cinco linhas de pesquisa e entre as áreas de concentração. Neste aspecto, destacam-se os esforços desenvolvidos pelo PPGEP com vistas ao fortalecimento da área de concentração Sistemas de Transporte, a qual passou a contar com 4 docentes permanentes em 2018-2020 em comparação com os 2 docentes permanentes atuantes em 2017. De tal forma, endereça-se um ponto observado pelos avaliadores na avaliação quadrienal 2013-2016, quando se apontou uma maior concentração de projetos de pesquisa e docentes nas áreas de Sistemas de Qualidade e Produção.
No que diz respeito ao perfil do corpo docente do PPGEP/UFRGS e sua compatibilidade e adequação à Proposta do Programa, destaca-se o perfil multidisciplinar dos docentes e suas formações variadas, obtidas em diferentes instituições do Brasil, Europa e América do Norte. Tal formação permite o desenvolvimento de atividades de pesquisa na maioria das áreas que compõem a Engenharia de Produção, habilitando a execução de projetos complexos e que envolvam atividades multidisciplinares.
Além disso, o programa tem mantido o quadro de docentes permanentes relativamente estável nos últimos anos, mantendo um equilíbrio entre três gerações de docentes, o que permite uma transição gradual no processo de renovação do programa.
O grupo de professores é extremamente atuante em pesquisa, ensino e extensão, como atestam os indicadores de qualidade do quadro docente. Um perfil da evolução mostra que em 2017, 69,23% dos docentes permanentes eram bolsistas PQ do CNPq (sendo 55,55% destes PQ1); em 2018, 80% dos docentes permanentes possuíam bolsa PQ (sendo 50% destes PQ1); já em 2020, 81,25% dos docentes permanentes possuíam bolsa PQ (dos quais 37,5% PQ1). No que diz respeito ao índice h2 (o qual passou a ser recentemente monitorado), o mesmo passou de 8 em 2018 para 10 em 2020. Tal resultado corrobora o elevado impacto e relevância das produções intelectuais dos docentes do PPGEP/UFRGS, as quais têm aumentado seu número de citações nos anos recentes. Ressalta-se ainda que a atuação do corpo docente em atividades de ensino, tanto na graduação como na pós-graduação, é equilibrada, permitindo aos docentes levar experiências aos distintos níveis de formação acadêmica.
Atualmente, todos os professores do programa possuem vínculo institucional e a maioria atua como docente permanente somente no PPGEP/UFRGS, em regime de dedicação exclusiva. Alguns professores atuam exclusivamente no programa acadêmico; outros atuam no programa acadêmico e no programa profissional. O quadro docente do programa passou a contar com 16 docentes permanentes a partir de 2019, frente aos 13 declarados em 2017-2018, resultado não só de esforços na ampliação do número de docentes com atuação em Sistemas de Transportes, mas também no aumento de docentes focados em tópicos específicos nas áreas de Qualidade e Produção, como gestão de projetos. Tal incremento vai ao encontro das diretrizes recentes da CAPES no que diz respeito à expansão do tamanho dos programas de pós-graduação. O credenciamento de novos docentes no PPGEP está vinculado ao desempenho do professor no sistema de indicadores internos, sendo regrado pela Câmara de Pós-Graduação da UFRGS.
O processo anual de autoavaliação do PPGEP/UFRGS auxilia na definição dos critérios para a decisão sobre a solicitação de credenciamentos de docentes no PPGEP e na distribuição de recursos de pesquisa do Programa em função da produtividade do quadro, o que garante também um corpo docente orientado a resultados.
b) Quadro discente qualificado, em função dos critérios estabelecidos no regimento
O regimento do PPGEP prevê a possibilidade de elaboração de teses e dissertações no formato de artigos.
Esse regimento requer a publicação (ou aceite formal) de um artigo em periódico A1 ou A2 (ou fator de impacto equivalente) no Qualis das Engenharias III da CAPES para habilitar a defesa de doutorado. Com vistas à geração de produtos inovadores, o artigo com fins de liberação de defesa de doutorado pode ser substituído por patente internacional licenciada, patente nacional licenciada, patente internacional concedida, ou patente nacional concedida. A implementação desses requisitos e formato permitiram, primeiramente, aumentar a qualidade dos resultados gerados das teses e dissertações. Nesse sentido, resultados concretos comprovam o sucesso da exigência do programa, sendo que a produção intelectual em A1/A2 com discentes/egressos como primeiro autor aumentou, em média, 40%. Além disso, percebe- se substancial incremento no número de prêmios e reconhecimentos derivados de tais produções no quadriênio (incluindo trabalhos premiados nos principais eventos nacionais e internacionais da área).
Em função do acompanhamento contínuo das teses e dissertações, bem como da apropriada alocação de discentes aos orientadores, o PPGEP/UFRGS tem alcançado uma excelente regularidade na conclusão dos trabalhos de mestrado e doutorado. Em 2017, o programa formou 17 mestres e 12 doutores; em 2018, foram formados 31 mestres e 14 doutores; em 2019, 21 mestres e 8 doutores foram formados; e em 2020, foram formados 11 mestres e 8 doutores. Além disso, as defesas são bem distribuídas entre as linhas de pesquisa e áreas de concentração, confirmando a efetiva atuação nas cinco linhas de pesquisa.
Vale ainda ressaltar que o PPGEP/UFRGS, através do Programa de Modernização da Graduação (edital CAPES/Fulbright), tem propiciado aos mestrandos e doutorandos a oportunidade de contato com modernas e inovadoras atividades didáticas e de pesquisa desenvolvidas por universidades americanas de excelência. Isso permite aos discentes aprimorarem suas habilidades de escrita em inglês, o que se reflete na qualidade das teses e dissertações geradas pelo programa (muitas das quais escritas integralmente em inglês). Além disso, o contato com centros de excelência dos Estados Unidos permite aos discentes o desenvolvimento de habilidades docentes que depois serão relevantes não somente para aqueles que seguirem a carreira universitária, mas qualquer outra atividade que demandar exposição a público. Além disso, o programa criou recentemente uma semana de imersão dedicada aos discentes ingressantes no PPGEP/UFRGS. Tal iniciativa não só garante uma aceleração do início da pesquisa de mestrado e doutorado, mas também assegura o alinhamento dos temas com as linhas de pesquisa do programa.
No que tange à qualidade da produção intelectual de discentes e egressos, o PPGEP/UFRGS tem investido esforços para assegurar a qualidade na formação dos seus discentes através de diversas e variadas iniciativas. Como resultado, destaca-se ainda a elevada participação dos discentes/egressos nas publicações de elevado impacto (estratos A1 a B1) do PPGEP/UFRGS: no quadriênio 2017-2020, 66,5%
dos artigos contaram com a participação de discentes/egressos do PPGEP (como primeiro autor ou como coautor). Aliado a isso, a qualidade das teses e dissertações geradas no PPGEP tem sido ratificada por distinções recebidas recentemente, as quais incluem mais de 25 prêmios e reconhecimentos nacionais e internacionais.
Quanto ao impacto na sociedade através da formação, o Programa se destaca pela tradição na formação de doutores em Engenharia de Produção no Rio Grande do Sul, tendo sido o primeiro a oferecer o curso
de doutorado no estado. Neste sentido, 21 egressos de doutorado do PPGEP no quadriênio 2017-2020 assumiram posições docentes em universidades e faculdades no RS e em outros Estados.
c) Parcerias e produção internacionais, assim como forte atividade de inserção nacional
O PPGEP/UFRGS teve um forte incremento na inserção internacional no último quadriênio, através do estabelecimento de acordos formais, intercâmbios e produção conjunta com instituições de renome no exterior, conforme detalhado nas seções de intercâmbio internacional e internacionalização do relatório disponibilizado na plataforma Sucupira. Tal inserção tem se comprovado através do crescente número de missões científicas realizadas por docentes do PPGEP ao exterior, bem como pelo incremento substancial no recebimento de docentes e alunos estrangeiros no programa. Além do crescente número de publicações desenvolvidas em parceria com colaboradores estrangeiros, o PPGEP conta com diversos docentes atuando como editores em periódicos indexados importantes para a área, participando de comitês organizadores de eventos científicos consolidados e sendo agraciados com prêmios outorgados por associações nacionais e internacionais, conforme relatado na seção de visibilidade. Junto a esse plano de internacionalização, destaca-se a evolução da qualidade e quantidade da produção científica associada a esse enfoque do programa. A evolução de seis indicadores está sendo monitorada para o quadriênio 2017-2020, e suas metas têm como referência os valores registrados para o quadriênio 2013-2016. Os indicadores a seguir ressaltam as conquistas e pontos fortes alcançados no quadriênio nessa área:
- Artigos publicados em periódicos indexados na base JCR com coautores vinculados a instituições no exterior. Em 2016, 17,2% dos artigos atenderam a esse indicador; a meta estabelecida pela coordenação do PPGEP para 2020 foi de 30%, a qual foi superada ao alcançar-se 38.4%, conforme dados da plataforma SciVal;
- Citações por documento de artigos publicados em periódicos indexados na base JCR, de autoria dos docentes permanentes do PPG. Percebe-se nítida evolução no número de citações recebidas pelas produções intelectuais do quadro permanente do PPGEP: no biênio 2017-2018 foram verificadas 3103 citações, frente a 5730 citações no biênio 2019-2020 (base Scopus, 20/12/2020).
- Índice h (Scopus) dos docentes permanentes do Programa. Em 2016, estimou-se o a média índice h dos docentes do PPGEP como 7; em 2020, observou-se que o índice h2 (novo formato do índice avaliado pela CAPES) do quadro permanente passou para 10. A evolução do índice h do quadro deve-se, em parte, ao esforço do PPGEP para focar suas pesquisas em temas de fronteira, atuais e inovadores em Engenharia de produção, os quais incluem Indústria 4.0 e transformação digital, assim como aplicações de técnicas de machine learning e data mining, bem como temas avançados em sistemas de informação. Neste sentido, o PPGEP/UFRGS busca conduzir sua pesquisa e formação de material humano de maneira alinhada às tendências e problemáticas atuais, fortalecendo seu caráter vanguardista no avanço de tais tópicos.
- Projetos de pesquisa informados na base Sucupira com participação de pesquisadores vinculados a instituições no exterior. Em 2016, 3,5% dos projetos informados mencionaram a participação de pesquisadores estrangeiros; enquanto que esse percentual superou os 10% de pesquisadores vinculados a instituições no exterior em 2020;
- Percentual de doutorandos do PPG que realizam período sanduíche no exterior. Em 2016, 13,3% dos doutorandos realizaram estágio doutoral em instituições estrangeiras. Foi alcançado um percentual de 25% entre 2019-2020;
- Percentual de docentes permanentes com pós-doutorado realizado em instituições no exterior. Em 2016, 46% dos docentes permanentes do PPGEP com pós-doutorado o haviam realizado em instituições estrangeiras. Em 2020, alcançou-se o percentual de 60% dos docentes com pós-doutorado no exterior.
Percebe-se ainda notável evolução em termos do número de pesquisadores internacionais no PPGEP/UFRGS (incluindo alunos de pós-doutorado estrangeiros e pesquisadores internacionais em missão no programa). Em 2017 o PPGEP recebeu 9 pesquisadores, ao passo que no biênio 2018-2019 o número passou a 21 (apresentam-se valores do biênio 2018-2019, pois muitas atividades foram iniciadas no final de 2018 e concluídas em 2019). Cita-se ainda evolução nas missões internacionais dos pesquisadores do PPGEP: 10 em 2017, 7 em 2018 e 16 em 2019. O número de doutorados-sanduíche e missões discentes ao exterior também apresentaram incrementos: 6 em 2017, 7 em 2018 e 8 em 2019.
Tais missões estão detalhadas na seção Intercâmbios do relatório disponibilizado na plataforma Sucupira.
Em 2020, por conta da Pandemia, houve natural interrupção de tais atividades. Por fim, percebe-se nítida evolução em decorrência dos esforços do programa em fomentar publicações em periódicos de elevado nível. No biênio 2017-2018, o quadro docente permanente do PPGEP publicou 93 artigos em periódicos inseridos nos estratos A1 e A2; tal indicador passou a 116 artigos no biênio 2019-2020, totalizando 209 artigos no quadriênio publicados nos estratos A1 e A2.
6.2. Fraquezas
a) Posição geográfica distante das regiões de maior poder econômico para interação com a indústria A primeira fragilidade ou fraqueza do PPGEP/UFRGS, quando comparado com outros programas do Brasil é sua posição geográfica, distante do principal centro econômico do país (região sudeste). O estado do Rio Grande do Sul, onde o PPGEP/UFRGS se localiza, vem sofrendo com problemas fiscais nas últimas décadas, o que também tem impactado na desindustrialização e migração de empresas a outros estados mais competitivos. O PPGEP/UFRGS entende que isso pode se tornar uma fragilidade para alguns dos projetos em parceria com o setor privado. Por outro lado, entende-se que o PPGEP/UFRGS pode assumir um papel de liderança para ajudar a promover a reativação econômica da região, sendo este um dos principais desafios regionais para a UFRGS como um todo. Sua localização geográfica também permite o fortalecimento do intercâmbio com centros de pesquisa em países do Cone Sul. Por essa característica da geografia econômica, entende-se que o PPGEP/UFRGS precisa realizar esforços maiores do que programas localizados em outros estados com economias mais pujantes e competitivas, a fim de manter uma forte integração com o setor produtivo. Além disso, os problemas econômicos do Estado também refletem no financiamento público estadual para pesquisa, o qual tem diminuído consideravelmente na última década.
O PPGEP/UFRGS tem buscado reduzir o impacto da situação acima exposta mediante intensificação dos esforços voltados à inserção no setor produtivo. Um primeiro esforço diz respeito ao desenvolvimento de teses e dissertações conjuntas com o setor privado, o que visa criar uma integração e mostrar o valor e aplicabilidade das pesquisas realizadas pelo programa para as empresas, antes de viabilizar outros projetos de maior envergadura com financiamento privado. O PPGEP/UFRGS vem atingindo esse objetivo com apoio do CNPq, através do programa de Doutorado Acadêmico para a Inovação (DAI), iniciado em
2019 e cuja segunda edição foi lançado em 2020 para início em 2021. Uma segunda abordagem de mitigação desta fraqueza é a forte inserção dos docentes do PPGEP/UFRGS nas redes industriais regionais, visando criar representação do programa e, assim, pontes de aproximação com o setor produtivo. Por fim, o PPGEP/UFRGS tem também buscado mostrar seu valor na esfera nacional, principalmente no setor produtivo de grande porte, a fim de reduzir os efeitos negativos locais. Como exemplo, cita-se os projetos com a Companhia Docas do Espírito Santo – CODESA e com a Secretaria Especial de Portos do Ministério de Transportes, que transcendem o financiamento regional.
b) Região menos atrativa para missões de pesquisadores estrangeiros
O PPGEP/UFRGS está localizado na cidade de Porto Alegre, uma capital de cunho industrial e financeiro da região sul, com poucos atrativos turísticos quando comparada a outras capitais brasileiras. Além disso, a região apresenta características climáticas menos favoráveis frente a outros Estados, estando também distante de outros eixos econômicos-culturais de grande envergadura do país. Por esses motivos, entende-se que essa seja uma importante fraqueza quando se almeja um programa com forte inserção internacional, principalmente considerando a vinculação com países desenvolvidos, mediante a presença no programa de pesquisadores de renome internacional. Embora o programa tenha crescido significativamente nos indicadores de internacionalização, como apontado nas Forças do SWOT, entende- se que os esforços tenham que ser maiores a fim de atrair talentos que poderiam optar por aspectos de qualidade de vida mais atrativos em programas de outros estados.
Por outro lado, uma alternativa mitigadora desse efeito pode ser a posição geográfica estratégica do programa quando considerado o Mercosul. Nesse sentido, as diretrizes para ações futuras do PPGEP/UFRGS deveriam focar na atração de um número maior de alunos de mestrado e doutorado oriundos dos países latinos para realização de curso pleno no PPGEP/UFRGS. Nesse contexto, o curso de graduação da Engenharia de Produção da UFRGS tem focado em ações na região do Mercosul, captando diversos alunos de intercâmbio, principalmente através dos programas do denominado Grupo de Montevidéu, um conjunto de universidades da América do Sul que participam em intercâmbios. Com base nesta ação em nível de graduação, acredita-se que o PPGEP poderia promover, de forma mais contundente, ações de captação de alunos desse grupo e de outras universidades da América Latina para aumentar seu perfil de internacionalização. Ressalta-se que o PPGEP/UFRGS já vem trabalhando parcerias com a Universidade Nacional do Litoral (Santa Fé - Argentina), Universidade Nacional de Misiones (fronteira entre RS e Argentina), com o grupo de pesquisa HealMe, que congrega pesquisadores da UFSC, PUC-Chile e Universidad Austral (Argentina) e com as universidades uruguaias que formam parte do grupo de Montevidéu, a fim de captar alunos para a realização de mestrado e com potencial de continuidade em estudos de doutoramento.
6.3. Oportunidades
a) Modernização do ensino, explorando novas tecnologias e métodos de aprendizagem ativa
O PPGEP/UFRGS trabalha fortemente integrado com o curso de Graduação em Engenharia de Produção.
Esse curso possui um projeto pedagógico alinhado com as novas diretrizes curriculares para as Engenharias, posicionando-se como um dos melhores cursos de Graduação em Engenharia de Produção em universidades públicas. Em 2018, o curso de Graduação em Engenharia de Produção da UFRGS conquistou nota máxima da edição ENADE 2017, obtendo a melhor nota (4,83) entre os cursos da UFRGS avaliados naquela edição e uma das melhores notas do país na área do curso. Além disso, o curso de EP
da UFRGS foi contemplado, em 2018, no Programa de Modernização da Educação Superior na Graduação (PMG – EUA), que forma parte do Programa CAPES-CNE-Fulbright. O valor concedido ao DEPROT/UFRGS foi de R$ 2.500.000,00. O programa outorga recursos financeiros para capacitar docentes, pós- doutorandos e doutorandos vinculados ao PPGEP/UFRGS em novas práticas pedagógicas e novas composições curriculares do curso, visando sua modernização. Dessa maneira, o curso prevê um processo de modernização para os próximos 4 anos com recursos deste programa.
Entende-se que esse projeto oferece oportunidade para modernização do ensino também no nível de pós-graduação, através da exploração de novas tecnologias e métodos de aprendizagem ativa. Os docentes participantes das inovações que serão introduzidas na graduação mediante o projeto CAPES- Fulbright também atuam no PPGEP/UFRGS, podendo ser os condutores de um processo de modernização do ensino de pós-graduação. Além disso, diversos alunos de doutorado e pós-doutorado participam desse programa de modernização da graduação, contribuindo com seus aprendizados para a modernização da pós-graduação.
As coordenações do PPGEP/UFRGS e a da comissão de graduação da Engenharia de Produção têm trabalhando conjuntamente para aproveitar esses aprendizados e criar um processo único de modernização de ambos os níveis de ensino, considerando suas particularidades e necessidades individuais. Por fim, como a infraestrutura entre graduação e pós-graduação é compartilhada, as vantagens de modernização de salas e tecnológicas trarão benefícios para o ensino de pós-graduação.
b) Maior envolvimento na geração de patentes e startups derivadas de pesquisas do programa O PPGEP também vem realizando esforços no incentivo à produção técnica dos docentes e discentes, especialmente no que diz respeito à geração de patentes, softwares sem registro e aplicativos computacionais, além da geração de startups derivadas das pesquisas de mestrado e doutorado. A primeira etapa de expansão do PPGEP esteve focada no desenvolvimento científico, através de um posicionamento de impacto nacional e forte inserção internacional. Como consequência, proporcionalmente, o volume de produção técnica e geração de novos negócios tem sido menor, embora tenha se observado um incremento importante e promissor no número de depósitos de patentes, softwares sem registro e aplicativos derivados das pesquisas de cunho quantitativo realizadas no programa. Contudo, entende-se que ainda existe espaço para expansão neste tipo de resultados.
Para viabilizar tais aprimoramentos, o PPGEP tem desenvolvido diversas ações. Primeiramente, implementaram-se workshops de treinamentos sobre o processo de geração de patentes, conduzido pelo prof. José Luis Ribeiro do PPGEP e secretário da SEDETEC/UFRGS (Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico da UFRGS) durante o quadriênio 2017-2020. Esses treinamentos têm o intuito de mostrar aos alunos um caminho alternativo à geração de publicações científicas, ajudando-os a materializar suas produções neste formato alternativo. Uma segunda ação é a realização de workshops sobre empreendedorismo, que visam auxiliar os alunos na criação de startups a partir dos trabalhos desenvolvidos nas teses de doutorado. A terceira frente de ação diz respeito aos cursos de curta duração oferecidos pelo núcleo de empreendedorismo da UFRGS sobre Design Thinking, que visam fortalecer a criatividade dos pesquisadores no desenvolvimento de soluções inovadoras. Por fim, o PPGEP também desenvolveu indicadores que apontam incrementos nesta direção. Desde 2018, o Programa tem monitorado o número de empresas assessoradas por pesquisadores do PPGEP, percentual de teses e
dissertações que geraram soluções tecnológicas e número de startups e spin-offs geradas a partir do PPGEP, dentre outros aspectos relevantes.
6.4. Ameaças
a) Alterações no sistema de avaliação da CAPES
Em março de 2020, foi lançada nova ficha de avaliação de área da CAPES. Esta nova ficha trouxe importantes mudanças quando comparada com o formato anterior. Os indicadores e as ênfases foram orientados para os resultados, enquanto que a primeira focalizava principalmente no processo da pós- graduação. Nesse sentido, considerando que as mudanças que avaliam o quadriênio ocorreram quando mais da metade do quadriênio tinha já ocorrido, o impacto das mudanças no planejamento do PPGEP/UFRGS poderia ser significativo. Da mesma maneira, cenários futuros poderiam ser previstos de outras mudanças posteriores no formato de avaliação.
Embora esta seja uma ameaça real a todos os programas de pós-graduação, o PPGEP/UFRGS tem buscado atuar fortemente e com excelência em todos os principais aspectos que podem ser priorizados em um sistema renovado de avaliação da CAPES. Dessa forma, o programa busca ser abrangente, tanto na sua proposta como na sua produção e inserção, a fim de garantir uma estratégia sólida a longo prazo. O PPGEP/UFRGS tem ainda se apoiado em critérios internacionais que marcam as principais tendências para os programas no país e que permitem desenvolver no programa um perfil de características que poderão ser notórias para a visão de excelência a que o programa se propõe em contexto nacional.
Outra forma de mitigar essa ameaça é através do papel institucional que diversos professores do programa têm exercido no Brasil, participando em agências como a CAPES, CNPq, FAPERGS, e na própria esfera administrativa da UFRGS. Essa representação dos docentes permite que o programa acompanhe as principais discussões e tendências nacionais para a pós-graduação, permitindo preparar sua estrutura de forma mais gradual para mudanças importantes que possam acontecer.
b) Redução de recursos públicos para ensino e pesquisa
Os recursos públicos para ensino e pesquisa têm diminuído significativamente nos últimos anos. O acesso aos mesmos tem se tornado uma ameaça importante para as atividades da pós-graduação, incluindo as do PPGEP/UFRGS. Dentre eles, destacam-se a constante ameaça de redução de bolsas de pesquisa, assim como a redução de editais de fomento à pesquisa.
Apesar da gravidade desta ameaça, o status do PPGEP/UFRGS como programa de excelência na área tem permitido atenuar seus efeitos. No último quadriênio, o PPGEP/UFRGS obteve importantes recursos que permitirão desenvolver atividades acadêmicas no próximo período. Primeiramente, destaca-se a conquista do programa na obtenção dos recursos advindos do Programa Doutorado Acadêmico para Inovação (DAI) do CNPq, do qual o PPGEP participa através da Escola de Engenharia (EE/UFRGS), que foi contemplada com 10 bolsas totalizando R$ 1.400.000,00. O DAI é uma modalidade de ingresso nos cursos de doutorado acadêmico existentes na EE/UFRGS e visa a fortalecer a pesquisa, o empreendedorismo e a inovação por meio do envolvimento de doutorandos em projetos que atendam desafios tecnológicos, os quais são definidos pelas empresas parcerias. Três das 10 bolsas foram alocadas a doutorandos do PPGEP/UFRGS. Também destaca-se que o PPGEP foi contemplado com recursos da ordem de R$ 1 milhão por conta da aprovação de proposta ao edital 41/2017 (CAPES/PrInt – Projeto Institucional de
Internacionalização). Esse edital visa a fomentar a implementação e consolidação de ações de internacionalização, formação de redes de pesquisas internacionais e mobilidade de docentes e discentes para o exterior e do exterior para o Brasil, dentre outros objetivos. A UFRGS estruturou sua proposta em torno de 8 linhas agregadoras, sendo que o PPGEP elaborou propostas para 5 delas (contemplando aspectos de sustentabilidade, novas tecnologias, Indústria 4.0, produção de alimentos e formação de recursos humanos). Em 2019, os recursos já permitiram a realização de 3 missões de curta duração dos docentes do PPGEP a duas universidades nos EUA (Georgia Tech e University of Pittsburgh) e uma na Itália (Politecnico di Milano), bem como 2 doutorados-sanduíche (Bélgica e Itália); tais missões estão detalhadas na seção de intercâmbios do relatório disponibilizado na plataforma Sucupira. Para 2020 e 2021 foram confirmadas mais 2 missões de trabalho no exterior, custeio de 2 projetos em cooperação internacional e envio de 4 doutorandos na modalidade sanduíche ao exterior, bem como recebimento de 3 professores estrangeiros e de 1 pós-doutorando estrangeiro ao PPGEP. Essas atividades foram postergadas para 2021- 2022 por causa da pandemia da COVID-19. Outro recurso importante para o programa é o PROEX/CAPES, através do qual o PPGEP/UFRGS tem recebido uma média aproximada de R$120.000 anuais para custeio.
Com esse recurso, o PPGEP/UFRGS tem sido capaz de conduzir atividades como missões de curta duração, serviços de tradução e revisão de textos para as produções científicas e subsídios à participação em congressos para os discentes e pós-doutorandos do programa. Por fim, o Programa de Modernização da Educação Superior na Graduação (PMG – EUA), que forma parte do Programa CAPES-CNE-Fulbright, concedeu ao Departamento de Engenharia de Produção e Transportes, no qual o PPGEP/UFRGS está inserido, o valor de R$ 2.500.000,00. O programa outorga recursos financeiros para capacitar docentes, pós-doutorandos e doutorandos vinculados ao PPGEP em novas práticas pedagógicas e novas composições curriculares do curso, visando sua modernização. O curso prevê um processo de modernização para os próximos 4 anos com recursos deste programa.
Além desses recursos importantes de fontes de financiamento público, o PPGEP/UFRGS tem desenvolvido importantes projetos com o setor privado regional que permitem a obtenção de recursos extras para o sustento de atividades administrativas, reformas e manutenção e itens de custeio, entre outros.
7. Iniciativas do PPGEP/UFRGS
Para o desenvolvimento da missão do programa e o planejamento baseado na visão definida, o PPGEP/UFRGS trabalha fortemente em cinco grandes dimensões ou objetivos permanentes do programa (Figura 5): (i) Garantir a qualidade da formação discente, como aspecto central da estrutura do Programa, seguindo sua missão; (ii) Desenvolver a internacionalização das atividades do programa, como elemento diretor das ações que visam influenciar a qualidade e o impacto do trabalho realizado (visão); (iii) Incentivar a inovação e transferência tecnológica; (iv) Fortalecer a produção acadêmica visando geração de conhecimento científico, ambos como atividades resultantes das pesquisas de posicionamento internacional e da formação discente; e (v) Zelar pelo impacto social gerado pelas atividades do programa, como aspecto finalístico do desdobramento das ações de formação, de produção acadêmica e de inovação e transferência de tecnologia.
Figura 5 – Dimensões do PPGEP/UFRGS para o desenvolvimento de iniciativas
7.1. Objetivos específicos a serem alcançados
A partir da análise do cruzamento dos pontos fortes e fracos apresentados pelo PPGEP/UFRGS com as oportunidades e ameaças que o programa visualiza para o futuro, estabeleceram-se objetivos para o programa que seguem as dimensões de iniciativas descritas na Figura 5. Esses objetivos específicos são descritos a seguir.
Objetivos específicos
• Ampliar a participação de docentes permanentes com pós-doutorado realizado no exterior
• Ampliar a quantidade de projetos de pesquisa conduzidos com a participação de pesquisadores vinculados a instituições estrangeiras
• Ampliar o percentual de doutorandos do Programa que realizam período sanduíche no exterior
• Ampliar o percentual de artigos em periódicos de impacto dos discentes e docentes do programa desenvolvidos em conjunto com coautores vinculados a instituições estrangeiras
• Melhorar a qualidade dos artigos publicados por docentes e discentes do programa em periódicos de impacto
• Ampliar o depósito de patentes e registro de desenhos industriais e softwares
• Ampliar o número de empresas de base tecnológica derivadas de pesquisas do PPGEP
7.2. Metas e ações do PPGEP/UFRGS
Os objetivos específicos descritos na Seção 7.1 foram desdobrados em um plano de metas e ações para o programa, conforme descrito a seguir.
Metas e Ações
META: Ampliar o percentual de docentes permanentes com pós-doutorado realizado em instituições no exterior, superando 65% até finais de 2024.
- AÇÃO: Divulgar fortemente tal meta ao quadro docente e explorar oportunidades de estágio júnior e sênior no exterior por intermédio do PRINT-UFRGS.
RESPONSÁVEL: Prof. José Luis Duarte Ribeiro (membro do comitê coordenador do PRINT-UFRGS) INSTRUMENTO DE ACOMPANHAMENTO: Fichas de solicitação de auxílio ao PRINT, gerenciadas pela coordenação do programa.
META: Ampliar o percentual de doutorandos do Programa que realizam período sanduíche no exterior (PDSE), superando 35% até finais de 2024.
- AÇÃO: Divulgar junto ao quadro discente e explorar oportunidades de PDSE junto ao PRINT-UFRGS e junto à Fulbright.
RESPONSÁVEL: Coordenador do Programa.
INSTRUMENTO DE ACOMPANHAMENTO: Fichas de solicitação de auxílio ao PRINT, gerenciadas pela coordenação do programa.
META: Ampliar o percentual de artigos em periódicos de impacto com coautores vinculados a instituições no exterior, superando 35% até finais de 2024.
- AÇÃO: Utilizar as missões no exterior e projetos de pesquisa em parceria para fomentar a publicação de artigos em coautoria.
RESPONSÁVEL: Prof. Michel Anzanello (vice-coordenador do PPGEP)
INSTRUMENTO DE ACOMPANHAMENTO: Currículo Lattes e registros no Scopus e ORCID.
META: Ampliar o percentual de projetos de pesquisa conduzido com a participação de pesquisadores vinculados a instituições no exterior, superando 35% até finais de 2024.
- AÇÃO 1: Divulgar junto ao quadro docente e explorar oportunidades de missões no exterior junto ao PRINT-UFRGS, utilizando as missões para fomentar projetos conjuntos.
RESPONSÁVEL: Prof. José Luis Duarte Ribeiro (membro do comitê coordenador do PRINT-UFRGS) INSTRUMENTO DE ACOMPANHAMENTO: Fichas de solicitação de auxílio ao PRINT, gerenciadas pela coordenação do programa.
- AÇÃO 2: Participar de forma mais intensa nos editais de internacionalização e cooperação internacional da CAPES, CNPq e FAPERGS.
RESPONSÁVEL: Coordenador do Programa.
INSTRUMENTO DE ACOMPANHAMENTO: Acompanhamento do número de projetos de cooperação internacional com financiamento.
- AÇÃO 3: Desenvolver acordos institucionais com universidades e centros de pesquisa no exterior que se destacam em áreas de concentração do programa.
RESPONSÁVEL: Coordenador do Programa.
INSTRUMENTO DE ACOMPANHAMENTO: Acompanhamento do número de acordos por área de concentração.
META: Ampliar o depósito de patentes e registro de desenhos industriais e softwares, alcançando até 2020 a produção regular de, no mínimo, 4 depósitos ou registros por ano.
- AÇÃO: Incentivar junto ao quadro discente e docente o registro formal da produção técnica.
RESPONSÁVEL: Prof. José Luis Duarte Ribeiro (atual secretário da SEDETEC/UFRGS) INSTRUMENTO DE ACOMPANHAMENTO: Currículo Lattes e registros no INPI.
META: Melhorar a qualidade dos artigos publicados por docentes e discentes em periódicos de impacto, de forma a aumentar as citações e o fator h2, passando de 10 (valor atual) para 13.
- AÇÃO 1: Utilizar conjuntamente estágios no exterior, missões no exterior, PDSE e projetos em parceria para melhorar a qualidade dos artigos e os índices de citação.
RESPONSÁVEL: Prof. Michel Anzanello (vice-coordenador e consultor da CAPES)
INSTRUMENTO DE ACOMPANHAMENTO: CV Lattes, citações Scopus, citações Web of Science e índice h.
- AÇÃO 2: Estender para o PPGEP os resultados do projeto de modernização do ensino (financiamento CAPES / Fulbright) para aperfeiçoar a formação dos alunos e seu potencial para pesquisa e publicações.
RESPONSÁVEL: Profa. Carla ten Caten (atual vice-diretora da Escola de Engenharia)
INSTRUMENTO DE ACOMPANHAMENTO: Fichas de avaliação das disciplinas, currículo Lattes, citações Scopus, citações Web of Science e índice h.
- AÇÃO 3: Realizar workshops e seminários com pesquisadores externos focados na experiência de publicação científica me periódicos de elevado impacto em diferentes áreas do programa.
RESPONSÁVEL: Prof. Tarcísio Saurin (coordenador do projeto de internacionalização STERNA)
INSTRUMENTO DE ACOMPANHAMENTO: Acompanhamento do número de workshops realizados por ano.
META: Ampliar o número de startups derivadas de pesquisas do PPGEP, passando de ocorrência esporádica para atividade regular gerando, no mínimo, uma nova empresa de base tecnológica por ano a partir de 2020.
- AÇÃO 1: Incentivar junto ao quadro discente a matrícula na disciplina transversal de empreendedorismo.
RESPONSÁVEL: Prof. Ribeiro, atual coordenador do NIT da UFRGS e Profa. Carla, atual coordenadora da Incubadora da Escola de Engenharia.
INSTRUMENTO DE ACOMPANHAMENTO: Formulário de matrícula dos alunos.
- AÇÃO 2: Incentivar junto ao quadro discente e docente as atividades de incubação de empresas derivadas das pesquisas do programa.
RESPONSÁVEL: Prof. Ribeiro, atual coordenador do NIT da UFRGS e Profa. Carla, atual coordenadora da Incubadora da Escola de Engenharia.
INSTRUMENTO DE ACOMPANHAMENTO: Reuniões regulares da pós-graduação e relatórios da Incubadora.
8. Alinhamento com outras esferas institucionais
8.1. Alinhamento com o Plano de Desenvolvimento Institucional da UFRGS
O planejamento estratégico do PPGEP está alinhado com o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UFRGS que contempla o período de 2016 a 2026 e está disponível em formato impresso (ISBN 978-85- 9489-004-7), bem como em weblink. Considerando a complexidade da universidade e seus múltiplos interessados, o PDI da UFRGS apresenta 76 objetivos diretivos, organizados em quatro eixos: Objetivos organizacionais, Acadêmicos e Pedagógicos, relacionados à Inovação Científica e Tecnológica e relacionados ao Impacto Social. Um estudo mais detalhado do PDI da UFRGS revela uma atenção especial aos elementos que seguem (i) renovação de práticas acadêmicas e pedagógicas, (ii) inovação científica e tecnológica, (iii) inserção internacional e (iv) aperfeiçoamento da gestão universitária. Considerando o foco do PDI da UFRGS, o PPGEP/UFRGS visualizou tais elementos, especialmente nos três primeiros (renovação pedagógica, inovação e internacionalização), como eixos principais de alinhamento com o planejamento estratégico da pós-graduação. Pode-se observar que as ações enunciadas no planejamento estratégico do PPGEP estão alinhadas ao PDI da UFRGS, conforme segue:
Ações relacionadas à renovação pedagógica: Estender para a pós-graduação os resultados do projeto de modernização do ensino (financiamento CAPES / Fulbright) para aperfeiçoar a formação dos alunos e seu potencial para pesquisa e publicações.
Ações relacionadas à inovação científica e tecnológica: Incentivar, junto ao quadro discente e docente, o registro formal da produção técnica; incentivar, junto ao quadro discente, a matrícula na disciplina transversal de empreendedorismo; incentivar, junto ao quadro discente e docente, as atividades de incubação de empresas derivadas das pesquisas do programa.
Ações relacionadas à internacionalização. Divulgar e explorar, junto ao quadro docente, oportunidades de estágio júnior e sênior no exterior junto ao PRINT-UFRGS e junto a Fulbright; divulgar junto ao quadro docente e explorar oportunidades de missões no exterior junto ao PRINT-UFRGS, utilizando as missões para fomentar projetos conjuntos; participar de forma mais intensa nos editais de internacionalização e cooperação internacional do CNPq e FAPERGS; desenvolver acordos institucionais com universidades e centros de pesquisa no exterior que se destacam em áreas de concentração do programa; divulgar junto ao quadro discente e explorar oportunidades de PDSE junto ao PRINT-UFRGS; incentivar, junto ao quadro discente, matrícula em disciplinas ministradas em inglês no PPGEP e em outros programas da UFRGS ou de outras universidades (tendo em vista que muitos programas passarão a ministrar disciplinas em caráter remoto, mesmo depois do encerramento da Pandemia); utilizar as missões no exterior e projetos de pesquisa em parceria para fomentar a publicação de artigos em coautoria.
8.2. Alinhamento com o Documento de Área das Engenharias III - CAPES
Considerando as três grandes dimensões do documento de área: (i) Estruturação do Programa; (ii) Formação dos Discentes; e (iii) Impacto na sociedade, pode-se observar que as ações enunciadas no planejamento estratégico do PPGEP encontram-se alinhadas a esses eixos principais. A seguir, descreve- se como ocorre esse alinhamento:
a) Alinhamento com a Estruturação do Programa. A missão e visão do programa refletem a evolução do mesmo nos últimos ciclos de avaliação da CAPES, a disponibilidade e adequação de recursos do programa aos objetivos de ser um programa multidisciplinar, contemplando as principais áreas da Engenharia de Produção, e de ter impacto internacional com inserção nacional. Além disso, o planejamento do desenvolvimento do corpo docente, das parcerias já estabelecidas e das metas a serem ampliadas, também refletem a estrutura e alinhamento do programa aos itens do documento da área que avaliam a qualidade do programa. De forma concreta, as ações futuras para alcançar objetivos e metas refletem esse alinhamento, como as destacadas a seguir: (i) Divulgar junto ao quadro docente e explorar oportunidades de estágio júnior e sênior no exterior junto ao PRINT-UFRGS; (ii) Divulgar junto ao quadro docente e explorar oportunidades de missões no exterior junto ao PRINT-UFRGS, utilizando as missões para fomentar projetos conjuntos. Essas duas primeiras ações visam fortalecer a formação acadêmica do quadro, que reflete, por sua vez, na atualização e melhoria da qualidade do programa. Além disso, quatro ações adicionais complementam este alinhamento: (iii) Participar de forma mais intensa nos editais de internacionalização e cooperação internacional do CNPq e FAPERGS; (iv) Desenvolver acordos institucionais com universidades e centros de pesquisa no exterior que se destacam em áreas de concentração do programa; (iv) Utilizar as missões no exterior e projetos de pesquisa em parceria para fomentar a publicação de artigos em co-autoria; (v) Utilizar em conjunto estágios no exterior, missões no exterior, PDSE e projetos em parceria para melhorar a qualidade dos artigos e os índices de citações. Essas