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Rev. Bras. Hematol. Hemoter. vol.26 número3

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Academic year: 2018

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224

Rev. bras. hematol. hemoter. 2004;26(3):224 Carta ao Editor

Freqüência de doadores O com

hemolisinas em altos títulos:

experiência do Serviço de

Hemoterapia de São José dos

Campos

Frequency of high-titer hemolysins in O

blood group donors: experience of São José

dos Campos Hemotherapy Service

Carta ao editor / Letter to editor

Sr. Editor,

Em recente artigo publicado nesta revista, Gambero S1 e colaboradores analisaram seiscentos doadores com

tipo sangüíneo O e demonstraram a presença de títulos elevados de hemolisina em 12,8% destes doadores. O critério utilizado para definir tais doadores foi a presença de títulos de hemolisinas superiores a 1/100 de acordo com o método previamente descrito por Deffune et al.2

Com base no mesmo método, em um período de oito meses analisamos 6.210 doadores O do nosso servi-ço e encontramos 13,6% destes com títulos elevados de hemolisinas. Os resultados encontrados foram compará-veis àqueles descritos por Gambero et al, indicando boa reprodutibilidade e possíveis semelhanças quanto ao per-fil da população de doadores.

A literatura sobre o assunto é relativamente escas-sa e muitos trabalhos são oriundos de populações afri-canas ou melanésias.3-6 Contrariamente, alguns destes

estudos relatam freqüências bem mais altas, chegando a mais de 50% dos doadores O. A ocorrência de altos

títu-los de hemolisinas nestes estudos pode ser explicada por fatores étnicos ou ambientais, contudo experimen-tos controlados devem ser desenvolvidos a fim de expli-car as diferenças descritas.

Considerando a prática transfusional diária, em al-gumas situações torna-se necessária a transfusão de con-centrado de plaquetas não-isogrupo e a implantação da pesquisa de hemolisinas em doadores O permite evitar as reações hemolíticas decorrentes destas transfusões.

Finalmente, relatos deste tipo devem ser incentiva-dos pois colaboram com o desenvolvimento e a implanta-ção de protocolos transfusionais específicos e voltados para a realidade local.

Abstract

There are few publications about the anti-A and anti-B haemolisyns frequency rates in group O blood donors. When these antibodies are present under high titers, such donors are called "dangerous O donors". We described briefly the experience of São José dos Campos Hemotherapy Service.

Key words: Haemolisyns; anti-A; anti-B; dangerous O blood donors.

Referências Bibliográficas

1. Gambero S, Secco VNDP, Ferreira RR, et al. Freqüência de hemolisinas anti-A e anti-B em doadores do Hemocentro de Botucatu. Rev Bras Hemat Hemot 2004;26(1):28-34

2. Deffune E et al. Procedimento operacional padrão dos Labora-tórios de imuno-hematologia do doador e controle de qualida-de, rotina transfusional, hemobiologia perinatal. Hemocentro de Botucatu, Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina de Botucatu - Unesp, 2000, 201p.

3. Kulkarni AG, et al. High frequency of anti-A and anti-B haemolysins in certain ethnic groups of Nigeria. Vox Sang 1985;48(1):39-41

4. Adewuyi JO, Gwanzura C, Mvere D. Characteristics of anti-A and anti-B in black Zimbabweans. Vox Sang 1994;67(3):307-9.

5. Okafor LA, Enebe S. Anti-A and anti-B haemolysins, dangerous universal blood donors and the risk of ABO antagonism in a Nigerian community. Trop Geogr Med 1985;37(3);270-2

6. Talonu T. Potentially dangerous group O blood: incidence of anti-A and anti-B haemolysins in group O blood in Port Moresby. P N G Med J 1977 Mar;20(1):23-5

Avaliação: Editor e dois revisores externos. Conflito de interesse: não declarado

Recebido: 17/07/2004

Aceito após modificações: 20/08/2004

Correspondência para: Evandro S. Rosa Rua Antônio Sais, 425 – Centro 12210-040 – S. José dos Campos-SP

Tel.: (012) 3921-3766 / 3921-3468 – Fax: (12) 3921-3766 E-mail: [email protected]

1

Médico Hematologista – Serviço de Hemoterapia de São José dos Campos

2

Médica Hematologista – Serviço de Hemoterapia de São José dos Campos

3

Médico Hematologista – Serviço de Hemoterapia de São José dos Campos

4

Biomédica – Serviço de Hemoterapia de São José dos Campos

Evandro S. Rosa1

Djanete B. Melo2

Cláudio M. T. P. Melo3

Luciana F. Felipe4

Referências

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