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Rev. Bras. Enferm. vol.47 número1

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Academic year: 2018

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RESENHA

CUNHA,

Maria Isael da.

0 bom oessor e �ua ratica.

2 ed. SAo Paulo: Papirus, 1 992. 1 82p.

Eliabeh Teixeia·

INRODUCAo

A autora trata em seu liro do Bom rofessor.

Sua o�o pela pratia docente deveu-se ao fa to de ter sido esta mesma pratia pate de sua aminhada e assim, 0 fazer do professor sempe foi u ma i�nciaJeperiAncia pessoal, ben como uma inquietayao/motiayao para uma investigacao mais intensa . Sua obra nos revela uma nova conce�o da pratica docente, pois a autora adotou como sujetos de seu estudo 21 professoes apontados por seus alunos como aqueles que melhor se desenvolvera m em seus cusos, ou seja, os bons professores que tiveram. Ela nos revela coic ivem, pensam e fazem educaao estes ons pofessores.

Sua trajet6ia como pofessor e supevisora , estudante de Cuso de Magisterio, Cuso de Pedaggia, Mestrado e Doutorado foram undamentais paa gaantir sua preocupayao om a patica dos pofessoes. Seu livro

e

un conite a relexao e nos encanta om sua simplicidade e seriedade cientifica.

A i mpotAncia e 0 significado do papel do professor sao ressaltados pela autora , e a necessidade

sentida de desvendar 0 cotidiano desses pofessores como uma forma de construyao de con­ hecimentos, pudemos constatar e oncluir.

DO ESUDO

Sua oao metdol6ga foi ela esquisa qualitativa, e deido ao inteesse elo otdiano do pofessor, a autoa se apoimou de un estudo om aater etngaio. Foam esolhidos pofessores de

J

e

gaus. Tais pofessoes foam aantados ar un gupo de alunos oncluintes de uma Inttu�o. Sueior (Cusos de Pdaggia, Agonomia, Veteinaria, Dieito, Aqutetura e Medicina) e de quato institu�o de

J gau. A6s

a sondag em om os alunos, a autoa identiiou seus sujetos, entetou-s, en omo desenoleu obsea¢es em sala de aula , laboat6rios, etc. Paa oientar sua olta e analise, onstuiu un roteio de inoma¢es a serem levantadas junto aos doentes. A anale do d isuso foi utilizada omo feamenta para trabalhar a linguagem dos infomantes.

Os Bons Professores: como sAo eles?

As aateisticas principais: con hecimento de sua materia de ensino/ha bilidade paa oganizar

suas aulas e manutenyao de rela¢es positivas: contudo, quando os alunos vebaizam 0 porqu6 da esolha do ofesor, enfaizam os asectos aetivos.

Quem sAo os Bons Professores:

A maior pate (80%) e do sexo masculino, entre

26

e

60

anos, com uma incidencia maior entre 35 e 45 anos. A maioria atua em tempo integral, possui cuso de p6s-graduaao e paticipa das associacOes de classe. Todos assinam revistas especializadas e mais de 50% ja produziu tetos/trabalhos cientificos.

As hist6rias de vida:

reconhecem ter sido inluenciados pela familia; muito cedo tiveram a ceteza da pofissao, gostam do que fazem especialmente 0 contato com os alunos e mantem uma boa interaao com a materia .

Enfenei, professora Adjunto da FEP, professora visitante da UFP, Livre Docente em Enfenagn, Mestre n Educa�o .

(2)

Inluincias principais:

de ex-pofessores; de suas h ist6rias como aluno; de outos colegas doentes; de sua experi6ncia e formayio pedag6gica recebida: Os oessoes tendem a eeir Jticas de essoas que admiram.

Vislo social dos professores:

ha uma elayio escola/sociedade; hB u n valor social na escola/educayio; a remunerayio baixa e desestimulante; na pate de ensino acho que 0 ande mal � a separa�o enre a teoia e a rJtica.

A pritica edag6gica: 0

prazer de estar em sala de aula e uma constante; gostam de estar om os alunos; se pecebem como aticuladores do processo de aprendizagem, se d izem exigentes e aloizam esta carateristica . Reonhecem que a ayio do aluno e undamental para a aprendi­ zagem; hB uma elaio afetiva entre professor e materia de ensino.

0 roediento mais usual

patirda rJica para a teoia. 0 planejamento e muito necessario; valorizam 0 seu estudo onstante e a evisAo de seu fazer na sala de aula; pocuram patir do concreto paa 0 a bstato.

Dificuldades enfentadas: questAo salaial e desvaloizayio da proissAo. Os modelos en conta­

dos nas institui�Oes (leis, regi mentos, etc.); condi¢es de trabalho, falta de formayio pedag6gica .

o onto de ita pedag6gio, a avaia�ao �

a incipal diiculdade.

Opinilo sobre como formariam professores:

gostar de ensinar, gostar de gente; dominio do onteudo, capacidade de interpreta-Io e loaliza-Io hist6ia e socialmente; 0 gosto pelo estudo.

Os Bons Professores: 0 Seu Fazer

Os procedimentos: A exposi�Ao oral com uma reocupa�ao, com 0 lima avorJel no ambiente escolar e com a paticipa�ao dos alunos.

s

habilidades: Organizaio do conteto da aula, explicitam aos alunos 0 objetivo de ensino.

Loal izam historicamente 0 conteudo, estabelecendo rela�Oes com outras areas. Habeis em incentivar a paticipayio dos alunos, em usar as indaga¢es para conduzir a aula e transferir indaga�Oes ente os alunos. Usam do refoyo ao aceto, valorizam as exeri6ncias dos alunos, usam de exemplos/situa¢es viidas, fazem rela¢eslpontes teoria-pratica .

Em menor signiicayio obsevou habilidades docentes de estimulo

a

d iverg6ncia e

a

ciativi­ dade, bem como

a

preocupayAo em instalar a duvida ente os alunos . . . pouos admitem que as oncep�Oes dos alunos possam ser diferentes das dele . . . este e un dos limites para que haja a patica de reinventar 0 conhecimento em aula. (p. 1 4S)

CONSIDERA�OES FINAlS

E

ceto que vivemos um momenta de transiyio, e os bons professoes encontram-se numa elayio dialetica entre compotamentos enraizados e desejos/sonhos de construir u ma nova escola/educaio. Mas estAo tentando, buscando, ousando.

Ha uma ideia de dever-ser, entre alunos e professores, e esta e constru ida socialmente em ada tempo, lugar, sociedade. Ha conlitos e busas de novos deer-ser: sem duvida a patir de ondi¢es dadas, concretas, do cotidiano e estudar 0 cotidiano do professor revela pratias oncretas, desvela atividades, valores, etc.

As rela�Oes positivas sAo u ma exig6ncia contudo os alunos querem

um rofessor inteletu­ almente capaz e afetivamente seguO. Verificou-se que as institui¢es nao tem claro u m projeto de ser/fazer educayAo e assim os docentes buscam construir os seus pojetos individuais.

Entre muitas das conclusOes da autora destacamos: nao temos ainda bons ofessores que etejam mais oltados a desenoler habidades nos alunos; os bons professores sentem di­ iculdade de fazer 0 aluno chegar ao conhecimento e tambem de estimular os alunos a faze em suas pr6prias pesq uisas.

Para uma ayio dialetica , transformadora , seria preciso desloca r do pofessor para 0 aluno a poduyAo do onhecimento. Seria necessario modiiar 0 paradigma que e presente h istoricamente nas conep�Oes escolares.

Referências

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