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Direitos Fundamentais E Cidadania

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Academic year: 2021

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ESCOLA PRÁTICA DE POLÍCIA

Curso de Formação de Agentes Direitos Fundamentais

E

Cidadania

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Objectivo n.º 8

Temas a abordar:

Os Direitos Fundamentais na Constituição Portuguesa.

Os princípios fundamentais e suas decorrências.

Preâmbulo da CRP (Breve abordagem)

Art.º 1.º (República portuguesa)

Art.º 2.º (Estado de direito democrático)

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Os Direitos Fundamentais na Constituição Portuguesa.

Preâmbulo da CRP (Breve abordagem)

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Preâmbulo da CRP (Breve abordagem)

A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista.

Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade portuguesa.

A Revolução restituiu aos Portugueses os direitos e liberdades fundamentais. No exercício destes direitos e liberdades, os legítimos representantes do povo reúnem-se para elaborar uma Constituição que corresponde às aspirações do país.

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A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de

defender a independência nacional, de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer os princípios basilares da democracia, de assegurar o primado do Estado de Direito democrático e de abrir caminho para uma sociedade socialista, no respeito da vontade do povo português, tendo em vista a construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno.

A Assembleia Constituinte, reunida na sessão plenária de 2 de Abril de 1976, aprova e decreta a seguinte Constituição da República Portuguesa:

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A Constituição da República Portuguesa de 1976 surge no momento em que Portugal acabava de sair de um regime autoritário de 48 anos e devido

a isso a CRP teve uma grande preocupação em proteger os direitos humanos.

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Partiu da ideia de direito que presidiu à Revolução de 25 de Abril de 1974, que era uma ideia liberal e

democrática, tendo-se revelado desde logo: nas proclamações; e nos primeiros actos do MFA (a

libertação dos presos políticos, o desaparecimento da censura, a instituição do 1.º Maio como feriado

obrigatório).

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Algumas características do constitucionalismo português:

Tal como na generalidade dos países da Europa

Continental, o constitucionalismo português surge por VIA REVOLUCIONÁRIA, i.e., surge não por continuidade mas por corte com o passado;

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As nossas (seis) Constituições escritas

(1822;1826;1838;1911;1933;1976) são o produto do circunstancialismo histórico do pais no momento da sua

elaboração, e o reflexo de determinados elementos políticos, económicos, sociais e culturais, cuja influência se fazia sentir na sociedade portuguesa no momento da

sua elaboração;

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A história constitucional portuguesa é feita de RUPTURAS, as Constituições surgem em ruptura com as anteriores, e acabam com novas rupturas ou com novas revoluções;

O constitucionalismo português projecta-se em toda a Ordem Jurídica, porque subordina todos os outros normativos.

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Assim, o período em que nos encontramos é o da

Democracia Social, marcando o fim de um Estado Autoritário, o fim de um interregno da linha do constitucionalismo português e representa a institucionalização de um Estado Social de Direito.

Vemos agora a importância da existência deste diploma, que se encontra no topo da hierarquia no nosso país.

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Art.º 1 (República Portuguesa)

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Artigo 1.º

(República Portuguesa)

Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária.

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O legislador constituinte optou dessa forma por adoptar uma sistematização que veio privilegiar os Direitos Fundamentais, como sobressai da alusão à sua garantia logo no Preâmbulo (“A Revolução restituiu aos Portugueses os direitos e liberdades fundamentais”).

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Esta Constituição é uma Constituição Humanista, o que não acontecia com a anterior Constituição de 1933 (A Constituição de 1933 legitimava um regime político- constitucional de contornos autoritários).

Comprovamos isso ao observarmos que os Princípios Fundamentais se consagram logo no art.º 1.º (República Portuguesa) “Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana…”

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Analisemos por partes:

República Temos que ter em mente a noção de Estado/Nação, que é representado por um Chefe de Estado (Presidente) eleito por sufrágio universal; ou seja, forma de governo em que o chefe do Estado é eleito pelos cidadãos ou seus representantes, tendo a sua chefia duração limitada;

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Soberania é um poder político, independente e supremo; é o poder do Estado para fazer leis e impô-las colectivamente; ou ainda, o conjunto dos poderes que formam uma nação politicamente organizada; recordemos que no nosso caso o Presidente da República é quem assegura a Soberania de uma nação e é quem a representa (referir os 3 elementos que representam a nação:

Presidente da República; Bandeira Nacional; Hino Nacional);

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República Soberana é um Estado/Nação inteiramente independente e representado pelo Presidente da República;

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Dignidade da Pessoa Humana assenta e baseia-se essencialmente no respeito pelos Direitos Fundamentais, pela Declaração Universal dos Direitos do Homem (DUDH - proclamada pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas a 10 de Dezembro de 1948 - fim da 2ª Guerra Mundial) ,

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Vontade Popular é uma forma plenamente consciente de uma actividade, ou até de uma inibição, precedida de reflexão e de decisão; ou ainda, a capacidade de tomar uma decisão, de poder de agir livremente, expressando-se pela forma de um desejo, uma intenção, uma determinação, uma deliberação; que por sua vez é popular, ou seja, respeitante ou pertencente ao povo.

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Sociedade Livre, Justa e Solidária Ideais lançados pela Revolução Francesa 1789 (Liberdade, Igualdade e Fraternidade).

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Art.º 2.º (Estado de direito democrático)

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Artigo 2.º

(Estado de direito democrático)

A República Portuguesa é um Estado de direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticas, no respeito e na garantia de efectivação dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependência de poderes, visando a realização da democracia económica, social e cultural e o aprofundamento da democracia participativa.

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A expressão “Estado de direito” é de origem germânica, e por sua vez corresponde à designação francesa de

“Estado constitucional”, tendo ainda na sua génese a filosofia individualista do Estado liberal.

Vai ser na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão que vamos encontrar isso delineado, ao estabelecer-se aí que só seria constitucional a ordem jurídica que assegurasse a garantia dos direitos naturais e praticasse a tripartição de poderes.

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Hoje em dia, esses direitos naturais (…) correspondem aqueles que classificamos de direitos, liberdades e garantias pessoais.

Aquela tripartição assentava assim: no poder legislativo;

no poder executivo; no poder judicial.

Estes três poderes, porém, exerciam as suas funções subordinados à supremacia de uma lei rígida: a Constituição

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Postulados ou requisitos do Estado de Direito Democrático:

A definição rigorosa e a garantia efectiva, no mínimo, dos direitos

à vida e à integridade pessoal, da liberdade física e da segurança individual, da liberdade de consciência e religião, bem como a regra da igualdade jurídica entre as pessoas;

A pluralidade de órgãos governativos, independentes ou

interdependentes quanto à subsistência, e com funções distintas, competindo, nomeadamente, ao Parlamento o primado da função legislativa;

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A reserva da função jurisdicional aos tribunais,

independentes e dotados de garantias de independência dos juízes;

O principio da constitucionalidade, com fiscalização, de preferência jurisdicional, da conformidade das leis com a Constituição;

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O principio da legalidade da Administração, (…)

A responsabilidade do Estado pelos danos causados pelos seus órgãos e agentes.

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Objectivo n.º 8

Temas a abordar:

Os Direitos Fundamentais na Constituição Portuguesa.

Os princípios fundamentais e suas decorrências.

Preâmbulo da CRP (Breve abordagem)

Art.º 1.º (República portuguesa)

Art.º 2.º (Estado de direito democrático)

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Aula leccionada por:

Jorge Certal Subcomissário

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