Analistas:
Altair Maurílio Pereira *
[email protected]
55 11 2178 4279
Caio Lombardi
[email protected]
55 11 2178 4225
André Sonnervig
[email protected]
55 11 2178 5318
Renda Fixa Macro Overview
A semana transcorreu com um foco claro nos acontecimentos que
se passavam em Chipre. Parece estranho, quase absurdo, que uma
pequena ilha, cuja PIB é aproximadamente 10X menor que o PIB do
Estado de São Paulo, tenha capacidade de trazer tantas
repercussões para os mercados globais.
O cerne do problema passa
pela possibilidade do abandono do euro por aquele país. Na verdade, o
sistema bancário de Chipre era extremamente alavancado (com
consentimento das autoridades europeias ou não é outra questão) com
depósitos sobre o PIB de mais de 400%. É, mais uma vez, a repetição
dos excessos financeiros que vimos na Grécia, Irlanda, Espanha, etc.
Dívida demais, propiciada pela alavancagem excessiva, nunca acaba
bem. È cedo para dizer, mas o mínimo que pode acontecer é um longo
feriado bancário, confisco de depósitos (sob o nome de imposto),
controle de capitais e restrições às transações em dinheiro por algum
tempo. Interessante são as comparações com o que aconteceu com a
Argentina em 2000/2001 e no Plano Collor em 1990. Diga-se que as
comparações não são nem um pouco descabidas diante do dilema
imposto por uma corrida bancária clássica. No Brasil o impacto maior foi
na cotação do dólar, o que tende ser temporário, caso as autoridades
europeias, de fato, partam para as medidas desagradáveis e
impopulares, mas que minimamente preservem o sistema financeiro
daquela ilha. Cremos, porém, que estamos no começo da resolução dos
problemas é não no fim. A questão que se coloca e se os mercados
entenderão como um episódio isolado. Há uma grande tentação da
mídia global em conduzir esse assunto dessa forma e com esse
significado.
Entendemos que os eventos em Chipre são mais uma
manifestação da necessidade de alterações na arquitetura do
funcionamento do UE caso queria manter o euro da forma que
conhecemos.
Dalton Gardimam –
[email protected]
0,0%
1,0%
2,0%
3,0%
4,0%
5,0%
dez-11
fev-12
abr-12
jun-12
ago-12
out-12
dez-12
fev-13
PréxDI 360 (Deflacionado pela expectativa do IPCA)
Renda Fixa
BBI Fixed Income Research
Sexta-feira, 22 de Março de 2013
S
e
m
Conteúdo
Evolução de Taxas e Ativos
Página
02
Mercado de Dívida Corporativa
03
Análise Setorial e Corporativa
04
Emissões Corporativas no Mercado Externo
08
Rentabilidade de Emissões Externas
09
Ratings
10
Indicativo de Debêntures
11
R
E
N
D
A
F
IX
A
Análise Setorial e Corporativa
Magnesita: resultados 4T12 – Desempenho desfavorável da
indústria siderúrgica, principal cliente da empresa,
especialmente
do
mercado
americano
continuou
impactando
desfavoravelmente
os
indicadores
da
Magnesita. Queda da receita líquida, do Ebitda e maior
volume de recursos destinados a investimentos no
trimestre elevaram marginalmente a dívida líquida e a
alavancagem financeira. Perspectivas desafiadoras para
vendas e geração operacional de caixa em 2013. Mantemos
nosso entendimento da ausência de oportunidade para
ganho no curto prazo nos bonds da Magnesita dada a
expressiva valorização do papel e o novo aumento da
alavancagem financeira no trimestre.
Em nosso comentário
corporativo analisamos os resultados do 4T12 da Magnesita
divulgados na última sexta-feira. Avaliamos as perspectivas para
o ano de 2013, a posição de liquidez da Companhia, e o
potencial de ganhos para os bondholders após a divulgação do
resultado do quarto trimestre do ano tendo em vista os preços e
os yields dos papéis da Companhia negociados no mercado
secundário de dívida internacional.
O comportamento do mercado siderúrgico mundial no 4T12
praticamente manteve a mesma trajetória do terceiro trimestre
do ano, e o mercado norte-americano (segundo maior mercado
de vendas para a Magnesita) se retraiu em relação ao primeiro
semestre do ano.
O difícil mercado siderúrgico no quarto trimestre e no ano de
2012 na maioria dos mercados de refratários reduziu as vendas
da Companhia. No 4T12 as vendas de refratários atingiram 250
mil t. com queda de 1,0% em relação ao 3T12. O quadro de
vendas desfavorável limitou o crescimento da receita da
Magnesita. A receita líquida total da Magnesita no 4T12 subiu
apenas 0,5%, atingindo R$ 611,1 milhões. O lucro bruto recuou
2,8% sobre o realizado no 3T12 (ver mais detalhes do resultado
na pág. 05).
O aumento do investimento, embora módico, e a marginal
redução do Ebitda no período contribuíram para o avanço do
indicador de alavancagem financeira da Companhia. A
Magnesita encerrou o ano de 2012 com uma dívida líquida de
R$ 1.058 milhões e praticamente manteve o patamar do final do
3T12 (R$ 1.074 milhões). A dívida líquida/Ebitda avançou de
2,76x no 3T12 para 2,94x no 4T12. O aumento do
endividamento no ano foi devido a redução de 15,8% do Ebitda,
ao efeito cambial desfavorável e aos investimentos realizados.
Continuamos cautelosos com o desempenho da Magnesita no
curto prazo devido a perspectiva para o mercado siderúrgico.
Entendemos também que o benefício do aumento da geração
operacional de caixa em consequência da produção da primeira
fase do projeto de Brumado demorará um tempo maior para
acontecer,
retardando
a
redução
da
alavancagem.
Considerando esse contexto e a expressiva valorização dos
bonds (gráficos na página 06) desde o mês de maio passado,
não identificamos no momento oportunidades de ganho no curto
prazo.
(Ver comentário na íntegra a partir da pág. 04).
Curva DI Futuro – BM&F
Dólar Spot – BM&F
6,5 7,0 7,5 8,0 8,5 9,0abr-13 ago-13 dez-13 abr-14 ago-14 dez-14 abr-15
Depósito Interbancário 1 Dia em % - BM&F
22/3/2013 15/3/2013 28/12/2012 29/9/2012 1,50 1,55 1,60 1,65 1,70 1,75 1,80 1,85 1,90 1,95 2,00 2,05 2,10 2,15
dez-10 fev-11 abr-11 jun-11 ago-11out-11 dez-11 fev-12 abr-12 jun-12 ago-12 out-12 dez-12 fev-13
►O mercado de juros nessa semana foi influenciado pelo câmbio, no qual o
real superou o dólar em R$ 2,00 no mercado de balcão. Um dólar mais alto
pode trazer pressão adicional para a inflação, o que fez as taxas dos juros
futuros subirem, em especial entre os vencimentos mais longos, onde os
investidores estrangeiros detém maior posição. Por outro lado, o IPCA-15
divulgado nessa sexta feira foi de 0,49% e ficou abaixo da previsão do
mercado, o que contrabalanceou em parte esse efeito cambial desfavorável
sobre a precificação dos juros. Neste contexto, a curva de juros recuou na
semana.
► A retirada de dólares do mercado brasileiro pelos investidores estrangeiros
sustentou a valorização do dólar ante o real na semana e colaborou para o
Ibovespa atingir o menor nível do ano. Após altas consecutivas, o dólar superou o
patamar dos R$ 2,00 e registrou a maior cotação desde 25 de janeiro. A
insatisfação dos investidores com as frequentes intervenções do governo no
mercado e a maior atratividade de outras economias especialmente a do México
fez com que houvesse um fluxo de saída do dólar. Na semana a moeda
americana encerrou cotada a R$ 2,01 com alta de 1,24% frente a última sexta
feira.
WTI Crude Oil
CRB Commodity Price Index
75 80 85 90 95 100 105 110 115
jan-11 mar-11 mai-11 jul-11 set-11nov-11 jan-12 mar-12 mai-12 jul-12 set-12 nov-12 jan-13 mar-13 265
290 315 340 365
jan-11 abr-11 jun-11 set-11 nov-11 jan-12 abr-12 jun-12 set-12 nov-12 fev-13
► Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile
Exchange (Nymex) recuaram na semana diante da preocupação de que a crise
no Chipre afete o restante da Europa, prejudicando a demanda do continente
por petróleo. Outro motivo do preço ser pressionado para baixo é em virtude do
patamar elevado no estoque de petróleo, alinhado a fraca demanda nos EUA
que é maior consumidor de petróleo do mundo. O petróleo WTI (gráfico acima)
fechou a semana cotada a US$ 93,86 com queda de -1,1% frente à semana
anterior, enquanto que a cotação do petróleo Brent, negociado na bolsa de
Londres, encerrou cotado em US$ 107,7, com queda de -2,2% em uma
semana.
► Os congestionamentos nos portos brasileiros diante da maior necessidade de
escoamento da colheita de soja impactaram os preços futuros da commodity nas
bolsas pelo mundo. Os contratos futuros de soja para maio fecharam em alta de
1,75% nessa semana. O alastramento da crise no Chipre e o possível impacto na
economia de toda a Europa também refletiram no mercado de commodities com a
busca de mais segurança com o aumento da demanda pelo ouro, que atingiu o
maior patamar em três semanas, com uma alta de 2,5% desde o começo de
março. O CRB encerrou a semana com queda de 0,59% em relação a semana
passada.
Ativos
Taxas
11/03 a 15/03 a
R$ Milhões 15/03/2013 22/03/2013 Var.
Títulos Públicos Leilão Tradicional 9.605 6.755
LTN 3.292 5.770 LFT 5.678 NTN-F 985 NTN-B 636 CETIP Estoque1 2.752.552 2.756.525 3.973 CDB 582.381 584.375 1.994 CDI 587.246 583.821 -3.426 Cotas de Fundos 1.070.743 1.074.388 3.645 Debêntures 512.182 513.942 1.760 04/03 a 08/03 11/03 a 15/03
Poupança SBPE Captação Líquida 2.420 -871 n/a
Jan. 13 Fev. 13
BM&F Vol. Negociado # 2.831.995 4.315.901 1.483.906
DI Futuro 1.810.734 3.389.663 1.578.929
FRA 266.286 246.699 -19.587
Câmbio Futuro 671.343 597.075 -74.267
Ibovespa Futuro 83.633 82.464 -1.169
¹ Posição na quinta-feira # Principais Ativos
Proj. 2013(1)
Nacional Semana Mês Ano
SELIC 0,14% 0,44% 8,00%
Inflação IPCA N.A. ² +0,49% 6,20%
BRL/USD (BACEN) 1,91% 1,88% R$ 2,20
CDB - Custo Captação % R$ Milhões 180 dias 180 dias 360 dias
Pequenos 10 104,0 a 108,0 - -Médios 50 - 106,0 a 110,0 -Grandes c/ liquidez 50 - - 90,0 a 100,2 Grandes s/ liquidez 50 - - 93,0 a 102,0 Internacional 15/03/2013 22/03/2013 Var. (bps) CDS BR 5Y (bps) 130,7 140,9 10
10Y US Treasury Genérico (YTM) 2,0 1,9 -11
Libor 6 Meses 0,4 0,4 1
SWAP PRE x DI 8,0 7,9 -4
¹ Projeção Bradesco Corretora Research - Final do Ano ² IPCA-15 - Março
Fonte: STN, Abecip, BMF, Cetip, Bloomberg, Mercado
► Nesta semana o Tesouro Nacional realizou leilão de três títulos tanto
pré-fixados como pós (LTN e NTN-F), sendo que a taxa média das LTNs foi 8,70%,
frente a 8,60% na semana anterior. A desconfiança com o Brasil levou os
investidores a exigirem taxas mais elevadas na aquisição dos títulos. Entre os
ativos cetipados, os destaques foram à alta no estoque de Cotas de Fundos,
que totaliza R$ 1,074 trilhão, com alta de R$ 3,6 bilhões frente à semana
anterior, e a terceira queda consecutiva do estoque de CDI, acumulando perda
de R$ 25,7 bilhões em 21 dias. A poupança apresentou saída líquida de R$871
milhões entre os dias 11/03 e 15/03.
► Os preços dos títulos do Tesouro americano subiram na semana levando a
queda do yield do título de 10 anos em 6 pontos base. Os investidores mostraram
aversão ao risco ao aumentarem a demanda por segurança com os Treasuries
em virtude dos temores relacionados à crise no Chipre. As incertezas que rondam
o mercado europeu também impactaram de forma a elevarem o risco dos países
da América Latina. Em paralelo, a Moody´s rebaixou a nota de crédito de longo
prazo da Caixa econômica Federal e BNDES contribuindo para o aumento do
risco Brasil. O CDS brasileiro subiu 10 pontos base na semana.
Mercado de Dívida Corporativa
Nesta semana, até o fechamento deste relatório, o pipeline de emissões no mercado corporativo doméstico de
Renda Fixa (CVM/ANBID) registrou a entrada de uma nova operação para análise sob o regime instrução CVM
nº 400. A Comgás está emitindo R$ 400,0 milhões em duas séries com prazos de até oito anos. Sob o regime
instrução CVM nº 476 não foi registrado nenhuma nova operação.
O mercado corporativo e de título soberano brasileiro, até o fechamento deste relatório precificou uma nova
operação no mercado internacional nesta semana. A Cosan emitiu R$ 350,0 milhões a um yield de 8,8%, com
vencimento em 2018. Ver emissões mais recentes nos quadros abaixo.
Emissão de Debênture e NP em Análise – CVM
Emissor
Valor
R$ Milhões
Série / NP
Prazo
(anos)
Venc.
Rating
1ª Série
8,0
15/4/2020
2ª Série
5,0
15/4/2018
1ª Série
7,0
15/10/2020
2ª Série
7,0
15/10/2020
3ª Série
10,0
15/4/2023
1ª Série
3,0
15/1/2016
2ª Série
5,0
15/1/2018
1ª Série
6,0
15/10/2018
2ª Série
10,0
15/10/2022
#Bookbuilding
N/A = Não Aplicável, N/D = Não Disponível, *Bookbuilding
Fonte: CVM / ANBID
Amortização
a partir de
Taxa #
IPCA + 6,3%
IPCA + 6,0%
N/D
Final
Centrais Elétricas Brasileiras
2.000,0
Fitch A+(bra)
Brookfield
Final
CDI + 1,25%
2 anuais de 50%, a partir de 2017
IPCA + 6,1%
300,0
Rodovias das Colinas
850,0
13 semestrais de 7,7%, a partir de 2014
CDI + 3,0%
N/D
7 anuais de 14,3%, a partir de 2014
IPCA + 7,5%
3 anuais de 33%, a partir de 2021
IPCA + 8,0%
Comgás
400,0
3 anuais de 33%, a partir de 2018
CDI + 0,85%
Moody's Baa3
Final
NTN-B 18 + 0,6%
Últimas Emissões Precificadas/Registradas
Emissor
Valor
R$ Milhões
Série
Prazo
(anos)
Venc.
Taxa Final
Registro na
CVM
Rating
410,8
1ª Série
5,0
15/2/2018
CDI + 0,69%
7/3/2013
1.095,5
2ª Série
8,0
15/2/2021
IPCA + 4,7%
7/3/2013
653,3
3ª Série
12,0
15/2/2025
IPCA + 5,1%
7/3/2013
324,0
1ª Série
7,0
15/4/2020
CDI + 2,25%
25/2/2013
367,0
2ª Série
7,0
15/4/2020
IPCA + 5,4%
25/2/2013
400,0
1ª Série
7,0
15/2/2020
CDI + 0,82%
22/2/2013
50,0
2ª Série
8,0
15/2/2021
IPCA + 4,31%
22/2/2013
424,6
1ª Série
5,0
15/1/2018
CDI + 0,75%
20/2/2013
395,2
2ª Série
7,0
15/1/2020
IPCA + 4,5%
20/2/2013
180,0
3ª Série
10,0
15/1/2023
IPCA + 4,75%
20/2/2013
380,0
1ª Série
IPCA + 5,8%
370,0
2ª Série
IPCA + 6,05%
Desenvix
100,0
Série Única
4,0
12/12/2016
CDI + 2,80%
14/12/2012
Moodys Baa1.br
61,4
1ª Série
5,0
15/9/2017
CDI + 1,40%
24/10/2012
232,6
2ª Série
7,0
15/9/2019
IPCA + 6,00%
24/10/2012
665,0
1ª Série
5,0
15/10/2017
CDI + 0,78%
23/10/2012
793,0
2ª Série
8,0
15/10/2020
IPCA + 4,85%
23/10/2012
702,0
3ª Série
12,0
15/10/2024
IPCA + 5,10%
23/10/2012
80,7
1ª Série
5,0
15/10/2017
CDI + 2,3%
22/10/2012
391,8
2ª Série
5,0
15/10/2017
IPCA + 8,2%
22/10/2012
Eletropaulo
750,0
Série Única
6,0
9/10/2018
CDI + 1,24%
18/10/2012
Fitch
BBB-240,0
1ª Série
6,0
15/10/2018
CDI + 0,79%
18/10/2012
160,0
2ª Série
7,0
15/10/2019
IPCA + 5,00%
18/10/2012
400,0
3ª Série
10,0
15/10/2022
IPCA + 5,35%
18/10/2012
Emissor
Prazo
(anos)
Venc.
Amortização
do Book
YTM
YTM Atual
do Book
Data
Rating
Cosan
5,0
14/3/2018
Final
8,8%
8,7%
19/3/2013
Moody's Ba2e
Santander
3,0
18/3/2016
Final
8,0%
7,6%
11/3/2013
Fitch BBB
Cosan
10,0
14/3/2023
Final
5,0%
4,9%
7/2/2013
Moody's Ba2
Cosan
5,0
14/3/2018
Final
9,5%
-
7/2/2013
Moody's Ba2e
Gol
10,0
12/2/2023
Final
11,0%
11,1%
7/2/2013
N/A
JBS
10,0
5/2/2023
Final
6,2%
6,1%
29/1/2013
S&P BB
Banco do Brasil
Perpétuo
Call 2024
Final
6,3%
6,4%
24/1/2013
S&P BB
Minerva
10,0
31/1/2023
Final
7,8%
6,7%
17/1/2013
Moody's B1
Tonon Bioenergia
7,0
24/1/2020
Final
9,3%
8,9%
16/1/2013
Fitch Be
Marfrig
4,0
24/7/2017
Final
9,9%
9,5%
16/1/2013
Moody's B2
BTG Pactual
7,0
16/1/2020
Final
4,0%
4,5%
9/1/2013
Moody's Baa3e
Banrisul
10,0
2/2/2022
Final
6,0%
5,9%
26/11/2012
Moody's Ba1
Cielo
10,0
16/11/2022
Final
3,9%
4,3%
9/11/2012
Fitch BBB+
Itau Unibanco
11,0
13/5/2023
Final
5,1%
4,8%
5/11/2012
Fitch BBBe
QGOG Constellation
7,0
9/11/2019
Final
6,3%
5,3%
5/11/2012
Fitch
BB-USJ Açúcar e Álcool
7,0
9/11/2019
Final
9,5%
7,2%
2/11/2012
Fitch
BB-Samarco
10,0
1/11/2022
Final
4,1%
4,4%
26/10/2012
S&P BBB
Caixa Economica Federal
10,0
7/11/2022
Final
3,5%
4,0%
26/10/2012
Moody's Baa1e
Caixa Economica Federal
5,0
6/11/2017
Final
2,4%
2,9%
26/10/2012
Moody's Baa1
Odebrecht
30,0
26/6/2042
Final
5,9%
-
24/10/2012
Moody's Baa3e
BR Malls
Perpétuo
Call 2016
-
7,8%
-
21/10/2012
Moody's Ba1e
Rodopa
5,0
11/10/2017
Final
12,5%
9,3%
11/10/2012
S&P
B-OAS
7,0
10/19/2019
Final
8,3%
-
10/12/2012
S&P
BB-Banco do Brasil
10,0
10/10/2022
Final
3,9%
4,2%
2/10/2012
S&P BBB
N/A = Não Aplicável, N/D = Não Disponível YTM: Yield To Maturity
Fonte: IFR = ifrmarkets; SND = Sistema Nacional de Debêntures; Bloomberg
BRL 350,0
Cemig
Final
Moody's Aa1.br
S&P brAA
4 anuais de 25%, a partir de 2022
Triângulo do Sol Auto-Estradas
7 anuais, a partir de 2014
300,0
275,0
2 anuais, a partir de 2016
500,0
700,0
1.870,0
850,0
600,0
875,0
S&P
BrAA-3 anuais, a partir de 2017
Taesa
3 anuais de 33%, a partir de 2016
Ecorodovias
3 anuais de 33%, a partir de 2016
S&P brAA+
3 anuais de 33%, a partir de 2018
Fitch AAA(bra)
Triunfo
3 anuais, a partir de 2015
Fitch A+(bra)
3 anuais, a partir de 2018
4 anuais, a partir de 2021
3 anuais, a partir de 2015
Moody's A1.br
Fitch AA+(bra)
1.000,0
1.000,0
1.000,0
275,0
2.000,0
100,0
450,0
500,0
1.925,0
500,0
BRL 500,0
500,0
Valor
US$ Milhões
750,0
200,0
175,0
No Exterior (Empresas Brasileiras)
5 semestrais, a partir de 2014
12,0
Amortização do principal
Algar Telecom
Final
3 anuais de 33%, a partir de 2020
Cart - Conc. Auto Raposo Tavares
10 anuais, a partir de 2015
21/12/2012
No Brasil
15/12/2024
2 anuais de 50%, a partir de 2019
Final
Sabesp
3 anuais de 33%, a partir de 2016
S&P brAA+
2 anuais de 50%, a partir de 2019
3 anuais de 33%, a partir de 2021
Iguatemi
Análise Setorial e Corporativa
Magnesita: resultados 4T12 – Desempenho desfavorável da indústria siderúrgica, principal cliente da
empresa, especialmente do mercado americano continuou impactando desfavoravelmente os indicadores da
Magnesita. Queda da receita líquida, do Ebitda e maior volume de recursos destinados a investimentos no
trimestre elevaram marginalmente a dívida líquida e a alavancagem financeira. Perspectivas desafiadoras para
vendas e geração operacional de caixa em 2013. Mantemos nosso entendimento da ausência de oportunidade
para ganho no curto prazo nos bonds da Magnesita dado a expressiva valorização do papel e o novo aumento
da alavancagem financeira no trimestre.
Em nosso comentário corporativo desta semana analisamos os resultados do quarto trimestre da Magnesita,
divulgado na última sexta-feira, dentro do contexto do ainda difícil mercado siderúrgico. As vendas de produtos
refratários da Magnesita são diretamente ligadas ao comportamento do setor siderúrgico e da produção de aço, que
tem apresentado redução de produção sendo que atualmente a capacidade de instalada global apresenta excesso de
capacidade. As vendas da Companhia recuaram no quarto trimestre em relação ao terceiro trimestre de 2012.
Examinamos a evolução dos principais indicadores operacionais da Magnesita, financeiros e o efeito desses
indicadores no fluxo de caixa e nos resultados da Companhia. Avaliamos as perspectivas para o ano de 2013 para a
posição de liquidez da Companhia, e o potencial de ganhos para os bondholders após a divulgação do resultado do
quarto trimestre do ano tendo em vista os preços e os yields dos papéis da Companhia negociados no mercado
secundário de dívida internacional.
O comportamento do mercado siderúrgico mundial no 4T12 praticamente manteve a mesma trajetória do
terceiro trimestre do ano, e o mercado norte-americano (segundo maior mercado de vendas para a Magnesita)
se retraindo em relação ao primeiro semestre do ano. A produção global (62 países) de aço no 4T12, de acordo
dom a World Steel Association somou 368,4 milhões de t. com queda de 2,0% em relação ao 3T12. A China, maior
consumidor e produtor mundial produziu 174,2 milhões de t; -2,3% sobre o trimestre anterior. Em 2012 a produção de
aço global atingiu 1.548 milhões de t., com alta de 1,2% em relação ao mesmo período de 2011.
A produção de aço da América do Norte bloco, que representou 22% da receita da Magnesita no 4T12, e do bloco da
Europa (27 economias) que representou 18%, no trimestre recuaram 2,6% e 2,0%, respectivamente. O mercado
norte americano que se manteve como o segundo bloco comercial mais relevante na receita da Magnesita a produção
siderúrgica recuou 5,1% em relação ao 3T12. O bom desempenho da produção de aço do primeiro semestre de 2012
do mercado americano arrefeceu no segundo semestre restringindo as perspectivas para o mercado de refratários. A
produção de aço no Brasil no 4T12 somou 8,6 milhões de t. (8,7 milhões de t. no 3T12). No ano de 2012 o total
produzido atingiu 34,7 milhões de t; recuando 1,4% em relação ao ano de 2011.
O difícil mercado siderúrgico no quarto trimestre e no ano de 2012 na maioria dos mercados de refratários
reduziu as vendas da Companhia. No 4T12 as vendas de refratários atingiram 250 mil t. com queda de 1,0% em
relação ao 3T12 (252,5 mil t.) e queda de 8,0% comparativamente ao 4T11. A queda no trimestre reflete a queda de
vendas em diferentes mercados, especialmente na América do Norte. A insegurança nos vários mercados
permaneceu no trimestre, atingindo o segmento de soluções refratárias com as perspectivas de crescimento não
animadoras do setor siderúrgico, condição essa que não deve mudar substancialmente neste ano (ver comentário das
perspectivas mais a frente).
A queda dos volumes de refratários vendidos para o segmento siderúrgico, de 223,8 mil t. no 3T12 para de 217,2 mil t.
no 4T12 foi em parte compensada pela maior venda para o segmento industrial. As vendas para o segmento subiram
de 28,6 mil t. no 3T12 para 32,8 mil t. no 4T12 com o melhor desempenho nos principais mercados, a exceção do
Europeu em que a demanda caiu diante da queda da produção industrial naquele mercado. O volume de produtos
minerais vendidos pela Magnesita no 4T12 somou 123,4 mil t. com retração de 27,1% em relação ao 3T12
basicamente em razão do menor volume de sinter vendido tendo em vista a decisão estratégica da administração da
Companhia em manter sinter em estoque diante do sazonalmente preço baixo para o minério no período.
Esse quadro de mercado de vendas desfavorável limitou o crescimento da receita da Magnesita. A receita
líquida total da Magnesita no 4T12 subiu 0,5% atingindo R$ 611,1 milhões (R$ 608,1 milhões no 3T12 e R$ 638
milhões no 2T12). A queda na receita líquida do segmento de soluções refratárias no trimestre foi de 0,2% enquanto
que o crescimento da receita líquida do segmento de minerais industriais atingiu 32,8% para R$ 40,3 milhões. A
receita do segmento de serviço recuou 13,6% no 4T12 somando R$ 36,9 milhões (R$ 42,7 milhões no 3T12)
basicamente em razão do menor volume de trabalhos esporádicos no período.
O aumento de 6,2% da receita líquida total no ano de 2012 apesar da redução dos volumes vendidos de solução
refratária (88,7% da receita líquida total) reflete basicamente o resultado do efeito da desvalorização do real em
relação ao dólar no período. A cotação R$/USD ao final de 2012 era de R$ 2,04 e a cotação R$/€ era de R$ 2,69, com
valorização de 8,9% e 10,7%, respectivamente. No quarto trimestre do ano a variação do dólar menor foi menor
(+0,6%) praticamente mantendo o resultado financeiro da Companhia. Ver evolução dos volumes vendidos dos três
segmentos de produtos da Magnesita no quadro de indicadores operacionais na página 07.
A menor queda dos custos e o aumento das despesas operacionais no 4T12 levou a queda do Ebitda e da
margem Ebitda no período. O lucro bruto recuou 2,8% sobre o realizado no 3T12 em razão do menor volume
vendido. Essa redução da margem bruta ocorreu basicamente pela retração da margem do segmento de soluções
refratárias, tanto para a divisão de refratários (segmentos siderúrgico e industrial) como para o segmento minerais
industriais. O crescimento das despesas administrativas no 4T12 foi devido à parcela realizada do plano de stock
option e das despesas com consultoria (fusões e aquisições). Os aumentos das despesas administrativas
contribuíram para a queda de 1,8% do Ebitda da Companhia para R$ 82,7 milhões (R$ 84,3 milhões no 3T12). A
margem Ebitda da Companhia no quarto trimestre foi de 13,5% (13,9% no 3T12), com ligeira redução.
A Magnesita aumentou o investimento no quarto trimestre do ano destinando a maior parte para manutenção
do parque produtivo. O investimento total no período somou R$ 72,8 milhões, R$ 11,1 milhões acima dos R$ 61,7
milhões do trimestre anterior (R$ 62,4 milhões), e totalizando R$ 257,3 milhões (R$ 126,3 em projetos de expansão)
no ano de 2012. No quarto trimestre R$ 43,8 milhões dos investimentos foram direcionados basicamente em
manutenção. Em projetos de expansão e aumento de produtividade foram direcionados R$ 25,3 milhões e o restante
de R$ 8,3 milhões em projetos de mineração.
O forno HW4, em Brumado, está em plena operação e a estratégia da Magnesita é utilizar essa unidade nas
operações de refratários da América do Sul, reduzindo o custo de aquisição de matéria prima, em reais, ao mesmo
tempo em que processa e vende o produto em dólar. O projeto da mina de grafite (fase 1 de 40 mil t./ano) na cidade
de Almanara, no estado de Minas Gerais, ainda continua em processo de avaliação. Nesta quinta-feira (21/03/2012)
foi anunciada pela Companhia a obtenção da Licença Ambiental de Instalação (“LI”) do projeto. O projeto deverá
passar pelas fases do estudo geológico, do desenho do projeto industrial e da avaliação de rentabilidade final, o que
deverá demorar alguns meses. A Magnesita possui trinta e três novos projetos voltados para o segmento mineral que
estão em fase de discussão de viabilidade econômica. A expectativa de investimento para todos os projetos da
Companhia em 2013 é em torno de R$ 100,0 milhões (não assumindo investimento no projeto de Grafite), abaixo,
portanto do realizado neste ano, aliviando o fluxo de caixa da Magnesita.
O aumento do investimento realizado no 4T12 em relação ao terceiro trimestre do ano, embora módico, e a
marginal redução do Ebitda no período contribuíram para o avanço do indicador de alavancagem financeira
da Companhia. A Magnesita encerrou o ano de 2012 com uma dívida líquida de R$ 1.058 milhões e praticamente
manteve o mesmo patamar do final do 3T12 (R$ 1.074 milhões), com aumento da posição em caixa em R$ 52,3
milhões, para R$ 819,9 milhões. O indicador dívida líquida/Ebitda dos últimos dozes meses avançou de 2,76x ao final
de Setembro para 2,94x do final de Dezembro/2012. O aumento do endividamento da Companhia durante o ano de
2012, conforme mostrado no gráfico abaixo, foi devido à redução de 15,8% do Ebitda no ano, ao efeito cambial
desfavorável sobre a dívida em dólar e aos investimentos realizados, comentado acima, que foram direcionados
especialmente para a conclusão do projeto Brumado.
3,0 x 2,9 x
2,8 x
2,1 x 2,1 x 2,1 x
2,2 x 2,3 x
2,5 x
2,8x
2,9x
0,0 x
0,5 x
1,0 x
1,5 x
2,0 x
2,5 x
3,0 x
3,5 x
200
250
300
350
400
450
500
550
2T10 3T10 4T10 1T11 2T11 3T11 4T11 1T12 2T12 3T12 4T12
Evolução Ebitda e Alavancagem
Ebitda 12 Meses (R$ Milhões)
Dívida Líquida/EBITDA
A dívida bruta de R$ 1.878 milhões ao final do 4T12 (R$ 1.842 milhões ao final do 3T12) subiu 2,0% no trimestre.
Dessa dívida, 81,4% é em linhas expostas a variação cambial. Dessa dívida total, os bonds emitidos no mercado de
internacional ao final do 4T12 representavam 57,4%. O cronograma de amortização da dívida até o final de 2015
soma apenas 17,3% do total (ver cronograma de amortização na página 07).
O cenário no curto prazo para o desempenho da Companhia não se alteram em relação ao nosso último
comentário. As perspectivas para vendas da Magnesita continuam abaixo do desejado vis a vis a situação atual para
os vários mercados destinado da Companhia. Continuamos acreditando que a mudança do cenário para a Companhia
e para as indústrias do setor ainda dependerá da atividade econômica na China, maior produtor de aço, indústria que
dita o desempenho para a indústria de refratários. O comportamento dos preços de vendas também não se mostra
positivas e a Companhia espera no máximo manter a condição de preço real, sem conquistar margens adicionais
neste ano.
Como fazemos periodicamente em nosso trabalho de acompanhamento dos resultados da Magnesita,
analisamos a evolução dos bonds da Companhia no mercado secundário internacional de bonds. Nesta
quarta-feira, o Yield to Maturity (YTM) do MAGGBZ 7
7/8
emitido em 25/10/2010 (vencimento em 30/03/2020 com call
option em 04/4/2015 a 103,32 do valor de face) era negociado a 5,95%, com queda de 32 pontos em relação à
30/11/2012. Desde o início de 2012 a queda é de 180 pontos. O MAGGBZ 8
5/8
perpétuo era precificado a um yield de
8,0%, com queda de 24 pontos desde o final de Novembro. Desde a divulgação dos resultados do quarto trimestre, os
yields dos bonds MAGGBZ 7
7/8
e do
MAGGBZ 8
5/8
praticamente se mantiveram estáveis.
Continuamos mantendo nossa cautela em relação ao desempenho da Companhia no curto prazo tendo em vista a
difícil perspectiva para mercado siderúrgico. Entendemos também que o aumento da geração operacional de caixa em
consequência da produção da primeira fase do projeto de Brumado demorará um tempo maior, retardando a
estratégia da Companhia de reduzir a alavancagem financeira abaixo de 2,5x. A alavancagem se acelerou no 4T12 e
as perspectivas para o ano de 2013 não são animadoras.
Considerando esse contexto e a expressiva valorização do papel desde o mês de maio passado, conforme
demonstrado no gráfico abaixo, não identificamos no momento oportunidades de ganho no curto prazo. Mantemos
nossa indicação de que de que a posição long nos bonds da Companhia (held to maturity) pode proporcionar maior
rentabilidade ao investidor em relação a outras oportunidades de investimentos. Destacamos novamente a evolução
dos preços e yields e o comportamento dos spreads dos bonds de vencimento em 2020 sobre a curva soberana.
Evolução do preço e do yield do
MAGGBZ 7
7/8
5,5
6
6,5
7
7,5
8
8,5
9
9,5
85
90
95
100
105
110
115
120
abr-11
jul-11
out-11
jan-12
abr-12
jul-12
out-12
jan-13
Price
Yield
G-Spreads dos Bonds Perpétuos
BRPRSA 9 10/29/49 GSHPBR 10 11/29/49 BANBRA 8 1/2 10/29/49 BANBRA 9 1/4 10/31/49 CSNABZ 7 09/29/49 BRASKM 7 3/8 10/29/49 MAGGBZ 8 5/8 04/29/49 GLOPAR 6 1/4 07/29/49 ODBR 7 1/2 09/29/49 BANBRA 6.25 PERP
200
300
400
500
600
700
800
900
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
G
-S
p
re
a
d
Duration
Na sequência, listamos os principais indicadores de ativo, resultado, cobertura e o cronograma da dívida
financeira da Magnesita.
Principais Números
Indicadores Operacionais
Produto
1T10
2T10
3T10
4T10
2010
1T11
2T11
3T11
4T11
2011
1T12
2T12
3T12
4T12
4T12/4T11
4T12/3T12
Mil Toneladas
Soluções Refratárias
258
259
256
264
1.037
278
294
263
272
1.107
275
283
252
250
-8,0%
-1,0%
Minerals
170
371
181
161
882
130
146
172
226
674
229
213
169
123
-45,4%
-27,1%
Serviços (R$ Milhões)
31
45
41
43
159
45
37
37
34
153
31
37
43
37
7,7%
-13,6%
Resultado e Posição de Ativo – Consolidado - R$ Milhões
Indicadores de Crédito e Amortização de Dívida - R$ Milhões
Resultado
1T12
2T12
3T12
4T12
Rec. Líquida
607
638
608
611
L. Bruto
182
202
186
180
EBITDA
88
105
84
83
L. Líquido
28
37
11
0
Margem Bruta %
29,9%
31,6%
30,5%
29,5%
Margem EBITDA %
14,4%
16,5%
13,9%
13,5%
Margem Líquida %
4,7%
5,8%
1,8%
0,0%
Posição de Liquidez (R$ Milhões)
31/12/12
Dívida Bruta
1.878
Curto Prazo
128
Longo Prazo
1.750
Caixa + Aplicação Financeira
820
Dívida Líquida
1.058
Índices de Cobertura
Div.Líq./ EBITDA *
2T10
3,0 x
3T10
2,9 x
4T10
2,8 x
1T11
2,1 x
2T11
2,1 x
3T11
2,1 x
4T11
2,2 x
1T12
2,3 x
2T12
2,8 x
3T12
2,9 x
4T12
* EBITDA Últimos 12 Meses
Posição Patrimonial
1T12
2T12
3T12
4T12
Ativo Circulante + LP
2.093
2.320
2.280
2.273
. Caixa e Aplicação Financeira
669
813
768
820
. Contas a Receber
509
538
521
516
. Estoques
581
595
633
654
Ativo Permanente
3.133
3.273
3.401
3.411
Passivo Circulante + LP
2.547
2.815
2.814
2.872
. Dívida Total
1.637
1.873
1.842
1.878
. Fornecedor
298
314
319
359
. Impostos e Encargos
100
94
96
95
Patrimônio Líquido
2.678
2.779
2.867
2.811
Ativo Total
5.226
5.594
5.681
5.683
Dívida CP / Dívida Total
0,05 x
0,05 x
0,07 x
0,07 x
Dívida Líquida / Pat. Líquido
0,36 x
0,38 x
0,37 x
0,38 x
Pat. Líquido / Ativo Total
0,51 x
0,50 x
0,50 x
0,49 x
Cronograma de Amortização
R$ Milhões
% Por Ano
Curto Prazo
128
7%
2013
16
1%
2014
101
5%
2015
79
4%
Após 2015
1.554
83%
US$ Milhões
Montante
250,0
400,0
Emissão
1T12
1T2010
Venc. Final
Perpétuo
2020
Juros
Semestral
Semestral
Principal
Call 04/2017
Final
Cupom
8,625%
7,875%
Bonds
Emissões Corporativas no Mercado Externo
Principais Bonds de empresas brasileiras negociados no mercado externo em Dólar em 22/03/2013
Bond
Empresa
Estoque
Setor
Opção
Cupom
Data de
Emissão
Vencimento Preço Duration YTW Z-spread
Rating
Composto
Variação
Preço (%) 3M
BRFSBZ 7 1/4 01/28/20 BFF INTERNATIONAL LTD 750 Alimentos e Bebidas CALLABLE 7,3 28/1/2010 28/1/2020 118,5 5,5 4,1 276,6 Baa3 -0,98% BRFSBZ 5 7/8 06/06/22 BRF - BRASIL FOODS SA 750 Alimentos e Bebidas CALLABLE 5,9 6/6/2012 6/6/2022 111,5 7,1 4,3 253,9 Baa3 2,23% JBSSBZ 8 1/4 01/29/18 JBS FINANCE II LIMITED 900 Alimentos e Bebidas CALLABLE 8,3 29/7/2010 29/1/2018 109,6 1,7 4,9 446,6 Ba3 6,86% JBSSBZ 8 1/4 02/01/20 JBS USA LLC/JBS USA FINA 700 Alimentos e Bebidas CALLABLE 8,3 30/1/2012 1/2/2020 109,3 3,3 6,0 530,4 Ba3 8,81% JBSSBZ 7 1/4 06/01/21 JBS USA LLC/JBS USA FINA 650 Alimentos e Bebidas CALLABLE 7,3 27/5/2011 1/6/2021 105,0 4,9 6,3 506,4 Ba3 10,87% JBSSBZ 6 1/4 02/05/23 ESAL GMBH 500 Alimentos e Bebidas CALLABLE 6,3 5/2/2013 5/2/2023 101,3 6,1 6,0 448,6 B2 3,38% MRFGBZ 8 3/8 05/09/18 MARFRIG HOLDING EUROPE B 734 Alimentos e Bebidas AT MATURITY 8,4 9/5/2011 9/5/2018 93,9 3,9 9,9 897,4 B2 15,98% MRFGBZ 9 7/8 07/24/17 MARFRIG HOLDING EUROPE B 600 Alimentos e Bebidas CALLABLE 9,9 24/1/2013 24/7/2017 101,0 3,4 9,6 880,3 B1 -1,62% MRFGBZ 9 1/2 05/04/20 MARFRIG OVERSEAS LTD 500 Alimentos e Bebidas CALLABLE 9,5 4/5/2010 4/5/2020 97,8 4,9 9,9 858,4 B1 17,83% MINERV 12 1/4 02/10/22 MINERVA LUXEMBOURG SA 130 Alimentos e Bebidas CALLABLE 12,3 10/2/2012 10/2/2022 125,6 3,2 6,1 545,7 - 7,93% MINERV 7 3/4 01/31/23 MINERVA LUXEMBOURG SA 850 Alimentos e Bebidas CALLABLE 7,8 31/1/2013 31/1/2023 107,7 5,8 6,5 495,0 - 3,68% ELEBRA 7 3/4 11/30/15 CENT ELET BRASILEIRAS SA 300 Elétricas AT MATURITY 7,8 30/11/2005 30/11/2015 114,7 2,4 2,1 157,4 Ba2 -1,57% ELEBRA 6 7/8 07/30/19 CENT ELET BRASILEIRAS SA 1000 Elétricas AT MATURITY 6,9 30/7/2009 30/7/2019 114,9 5,2 4,2 292,6 Ca -3,50% ELEBRA 5 3/4 10/27/21 CENT ELET BRASILEIRAS SA 1750 Elétricas AT MATURITY 5,8 27/10/2011 27/10/2021 107,2 6,7 4,7 300,9 Baa1 -3,26% BANBRA 4 1/2 01/22/15 BANCO DO BRASIL (CAYMAN) 950 Financeiras AT MATURITY 4,5 22/1/2010 22/1/2015 104,4 1,7 2,0 160,1 Baa1 -1,08% BANBRA 6 01/22/20 BANCO DO BRASIL (CAYMAN) 500 Financeiras AT MATURITY 6,0 22/1/2010 22/1/2020 115,2 5,6 3,5 211,5 Baa1 -2,87% BANBRA 5 7/8 01/26/22 BANCO DO BRASIL (CAYMAN) 1500 Financeiras AT MATURITY 5,9 26/5/2011 26/1/2022 107,8 6,9 4,8 303,3 - -0,15% BANBRA 5 7/8 01/19/23 BANCO DO BRASIL (CAYMAN) 750 Financeiras AT MATURITY 5,9 19/6/2012 19/1/2023 108,0 7,4 4,8 294,4 - -0,09% BANBRA 6 1/4 12/29/49 BANCO DO BRASIL (CAYMAN) 2000 Financeiras PERP/CALL 6,3 31/1/2013 PERP 98,8 7,8 6,4 436,2 Baa3 -1,90% BANSAF 6 3/4 01/27/21 BANCO SAFRA S.A.(CAYMAN) 500 Financeiras AT MATURITY 6,8 27/1/2011 27/1/2021 114,6 6,1 4,5 296,3 Baa3 2,56% BANVOR 5 1/4 02/11/16 BANCO VOTORANTIM 1250 Financeiras AT MATURITY 5,3 11/2/2011 11/2/2016 106,7 2,7 2,8 228,5 B1 1,05% BANVOR 7 3/8 01/21/20 BANCO VOTORANTIM 1150 Financeiras AT MATURITY 7,4 20/1/2010 21/1/2020 112,8 5,4 5,1 378,4 B1 -0,72% BCOABC 7 7/8 04/08/20 BANCO ABC-BRASIL SA 400 Financeiras AT MATURITY 7,9 8/4/2010 8/4/2020 112,5 5,3 5,7 431,2 B1 4,50% BNDES 6.369 06/16/18 BANCO NAC DE DESEN ECONO 1000 Financeiras AT MATURITY 6,4 4/6/2008 16/6/2018 117,0 4,5 2,8 184,0 B2 -3,11% BNDES 6 1/2 06/10/19 BANCO NAC DE DESEN ECONO 1000 Financeiras AT MATURITY 6,5 10/6/2009 10/6/2019 119,0 5,1 3,1 188,1 Baa1 -4,03% BNDES 5 1/2 07/12/20 BANCO NAC DE DESEN ECONO 1000 Financeiras AT MATURITY 5,5 12/1/2010 12/7/2020 114,0 6,0 3,3 184,9 Baa1 -4,60% BRADES 4 1/8 05/16/16 BANCO BRADESCO (CAYMAN) 500 Financeiras AT MATURITY 4,1 16/5/2011 16/5/2016 105,4 2,9 2,3 176,4 Baa2 -0,40% BRADES 4 1/2 01/12/17 BANCO BRADESCO (CAYMAN) 800 Financeiras AT MATURITY 4,5 12/1/2012 12/1/2017 107,3 3,5 2,5 179,1 Baa2 0,85% BRADES 6 3/4 09/29/19 BANCO BRADESCO (CAYMAN) 750 Financeiras AT MATURITY 6,8 29/9/2009 29/9/2019 114,5 5,2 4,2 289,1 Ba1 -0,91% BRADES 5.9 01/16/21 BANCO BRADESCO (CAYMAN) 1600 Financeiras AT MATURITY 5,9 16/8/2010 16/1/2021 108,4 6,2 4,6 305,0 Baa3 0,12% BRADES 5 3/4 03/01/22 BANCO BRADESCO (CAYMAN) 1100 Financeiras AT MATURITY 5,8 1/3/2012 1/3/2022 107,5 7,0 4,7 295,3 Baa1 0,01% BRSRBZ 7 3/8 02/02/22 BANCO EST RIO GRANDE SUL 775 Financeiras AT MATURITY 7,4 2/2/2012 2/2/2022 109,6 6,5 6,0 424,9 WR -1,24% BTGPBZ 4 7/8 07/08/16 BANCO BTG PACTUAL/CAYMAN 500 Financeiras CALLABLE 4,9 8/7/2011 8/7/2016 105,2 3,0 3,2 262,2 WR 0,51% BVMFBZ 5 1/2 07/16/20 BM&FBOVESPA SA 612 Financeiras CALLABLE 5,5 16/7/2010 16/7/2020 111,1 6,0 3,7 227,0 WR -2,47% DAYCOV 6 1/4 01/28/16 BANCO DAYCOVAL SA 300 Financeiras AT MATURITY 6,3 28/1/2011 28/1/2016 105,0 2,6 4,4 383,9 Baa3 0,33% HSBC 4 05/11/16 HSBC BANK BRASIL SA 500 Financeiras AT MATURITY 4,0 11/5/2011 11/5/2016 104,8 2,9 2,4 183,2 Baa3 1,69% NORBRA 3 5/8 11/09/15 BANCO DO NORDESTE BRASIL 300 Financeiras AT MATURITY 3,6 9/11/2010 9/11/2015 103,0 2,5 2,4 194,4 Baa1 0,12% NORBRA 4 3/8 05/03/19 BANCO DO NORDESTE BRASIL 300 Financeiras AT MATURITY 4,4 3/5/2012 3/5/2019 103,2 5,2 3,8 256,1 Baa1 -0,11% SANBBZ 4 1/2 04/06/15 BANCO SANTANDER BRASIL 850 Financeiras AT MATURITY 4,5 6/4/2010 6/4/2015 104,0 1,9 2,5 204,7 - 1,16% SANBBZ 4 1/4 01/14/16 BANCO SANTANDER BRASIL 850 Financeiras AT MATURITY 4,3 14/1/2011 14/1/2016 104,5 2,6 2,6 207,1 Ba1 1,84% SANBBZ 4 5/8 02/13/17 BANCO SANTANDER BRASIL 1350 Financeiras AT MATURITY 4,6 13/2/2012 13/2/2017 105,8 3,5 3,0 231,6 Ba1 2,60% CIELBZ 3 3/4 11/16/22 CIELO SA/CIELO USA INC 875 Financeiras AT MATURITY 3,8 16/11/2012 16/11/2022 95,6 7,9 4,3 238,1 Ba1 -3,57% ITAU 5 1/8 05/13/23 ITAU UNIBANCO HLDG SA/KY 1870 Financeiras AT MATURITY 5,1 13/11/2012 13/5/2023 102,9 7,7 4,8 280,5 Ba1 1,66% CAIXBR 2 3/8 11/06/17 CAIXA ECONOMICA FEDERAL 1000 Financeiras AT MATURITY 2,4 5/11/2012 6/11/2017 97,7 4,3 2,9 201,9 Ba1 -2,13% CAIXBR 3 1/2 11/07/22 CAIXA ECONOMICA FEDERAL 500 Financeiras AT MATURITY 3,5 5/11/2012 7/11/2022 96,3 7,9 4,0 203,6 - -4,87% BANBRA 3 7/8 10/10/22 BANCO DO BRASIL (CAYMAN) 1925 Financeiras AT MATURITY 3,9 10/10/2012 10/10/2022 97,4 7,7 4,2 230,4 - -2,73% BTGPBZ 5 3/4 09/28/22 BANCO BTG PACTUAL/CAYMAN 800 Financeiras AT MATURITY 5,8 28/9/2012 28/9/2022 100,5 7,1 5,7 383,9 NR -0,39% ITAU 5 1/2 08/06/22 ITAU UNIBANCO HLDG SA/KY 1375 Financeiras AT MATURITY 5,5 6/8/2012 6/8/2022 104,2 7,3 4,9 309,3 Ba2 0,17% CSNABZ 6 7/8 09/21/19 CSN ISLANDS XI CORP 750 Mineração e Aço AT MATURITY 6,9 21/9/2009 21/9/2019 111,6 5,3 4,8 348,6 - -1,37% CSNABZ 6 1/2 07/21/20 CSN RESOURCES SA 1200 Mineração e Aço CALLABLE 6,5 21/7/2010 21/7/2020 107,6 5,8 5,2 377,5 - -2,13% CSNABZ 7 09/29/49 CSN ISLANDS XII 1000 Mineração e Aço PERP/CALL 7,0 23/9/2010 PERP 101,7 2,3 6,3 580,2 Baa3 0,31% GGBRBZ 7 1/4 10/20/17 GTL TRADE FINANCE INC 1500 Mineração e Aço AT MATURITY 7,3 22/10/2007 20/10/2017 114,2 3,8 3,8 299,1 Baa3 -2,21% GGBRBZ 7 01/20/20 GERDAU HOLDINGS INC 1250 Mineração e Aço AT MATURITY 7,0 24/11/2009 20/1/2020 114,2 5,4 4,5 320,0 Baa3 -1,88% GGBRBZ 5 3/4 01/30/21 GERDAU TRADE INC 1250 Mineração e Aço AT MATURITY 5,8 1/10/2010 30/1/2021 106,6 6,3 4,7 315,6 Baa3 -2,55% USIM 8 1/4 06/14/16 COSIPA COMMERCIAL LTD 200 Mineração e Aço AT MATURITY 8,3 14/6/2006 14/6/2016 113,4 2,8 3,8 320,2 Baa3 4,19% USIM 7 1/4 01/18/18 USIMINAS COMMERCIAL LTD 400 Mineração e Aço CALLABLE 7,3 18/1/2008 18/1/2018 111,4 4,0 4,6 368,5 Baa3 3,45% SAMMIN 4 1/8 11/01/22 SAMARCO MINERACAO SA 1000 Mineração e Aço CALLABLE 4,1 31/10/2012 1/11/2022 97,5 7,7 4,4 253,8 Caa3 -2,59% VALEBZ 5 5/8 09/11/42 VALE SA 1500 Mineração e Aço CALLABLE 5,6 11/9/2012 11/9/2042 99,8 14,3 5,6 283,8 B1 -1,53% HYPEBZ 6 1/2 04/20/21 HYPERMARCAS SA 750 Outros CALLABLE 6,5 20/4/2011 20/4/2021 108,5 2,7 4,5 396,6 - 3,01% BRASKM 7 1/4 06/05/18 BRASKEM FINANCE LTD 500 Petroquímicas CALLABLE 7,3 5/6/2008 5/6/2018 115,2 4,3 4,0 299,5 Ba1 -1,03% BRASKM 7 05/07/20 BRASKEM FINANCE LTD 750 Petroquímicas CALLABLE 7,0 7/5/2010 7/5/2020 113,2 5,6 4,8 338,5 Ba1 -2,48% BRASKM 5 3/4 04/15/21 BRASKEM FINANCE LTD 1000 Petroquímicas CALLABLE 5,8 15/4/2011 15/4/2021 105,6 6,3 4,9 328,9 Ba2 -1,15% BRASKM 5 3/8 05/02/22 BRASKEM FINANCE LTD 500 Petroquímicas CALLABLE 5,4 2/5/2012 2/5/2022 103,8 7,0 4,8 304,9 Ba1 -0,70% BRASKM 7 1/8 07/22/41 BRASKEM AMERICA FINANCE 750 Petroquímicas CALLABLE 7,1 22/7/2011 22/7/2041 103,3 12,1 6,9 417,7 Ba3 -3,64% BRASKM 7 3/8 10/29/49 BRASKEM FINANCE LTD 700 Petroquímicas PERP/CALL 7,4 4/10/2010 PERP 104,1 2,3 5,6 516,1 Ba3 -1,38% MAGGBZ 7 7/8 03/30/20 REARDEN G HOLDINGS EINS 400 Mineração e Aço CALLABLE 7,9 30/3/2010 30/3/2020 110,6 1,8 4,2 380,7 Baa3 0,11% MAGGBZ 8 5/8 04/29/49 MAGNESITA FINANCE LTD 250 Mineração e Aço PERP/CALL 8,6 5/4/2012 PERP 106,6 3,3 6,7 601,3 Baa3 2,26% OGXPBZ 8 1/2 06/01/18 OGX AUSTRIA GMBH 2563 Óleo e Gás CALLABLE 8,5 3/6/2011 1/6/2018 77,6 3,7 14,8 1387,5 Baa2 -14,83% OGXPBZ 8 3/8 04/01/22 OGX AUSTRIA GMBH 1063 Óleo e Gás CALLABLE 8,4 30/3/2012 1/4/2022 75,0 5,4 13,2 1155,5 - -14,78% QGOGCO 6 1/4 11/09/19 QGOG CONSTELLATION SA 700 Óleo e Gás CALLABLE 6,3 9/11/2012 9/11/2019 105,3 4,6 5,2 406,7 Baa2 5,20% FIBRBZ 7 1/2 05/04/20 FIBRIA OVERSEAS FINANCE 1356 Papel e Celulose CALLABLE 7,5 4/5/2010 4/5/2020 112,0 1,9 3,3 283,2 Baa3 1,24% FIBRBZ 6 3/4 03/03/21 FIBRIA OVERSEAS FINANCE 750 Papel e Celulose CALLABLE 6,8 3/3/2011 3/3/2021 111,3 2,7 3,7 322,0 Baa3 3,41% SUZANO 5 7/8 01/23/21 SUZANO TRADING LTD 650 Papel e Celulose CALLABLE 5,9 23/9/2010 23/1/2021 104,1 6,2 5,2 365,9 - 3,54% BRMLBZ 8 1/2 01/29/49 BR MALLS INTL FINANCE 405 Shoppings PERP/CALL 8,5 21/1/2011 PERP 109,1 2,5 5,0 451,9 B3 -1,05% CSANBZ 7 02/01/17 RAIZEN ENERGY FINANCE 400 Açúcar Etanol e Energia CALLABLE 7,0 26/1/2007 1/2/2017 114,2 3,4 3,0 235,4 B3 -0,97% OIBRBZ 5 3/4 02/10/22 OI SA 1500 Telecomunicações CALLABLE 5,8 10/2/2012 10/2/2022 105,1 6,9 5,0 328,0 Baa3 -0,48% OIBRBZ 5 1/2 10/23/20 TELEMAR NORTE LESTE SA 1787 Telecomunicações CALLABLE 5,5 15/9/2010 23/10/2020 105,0 6,1 4,7 318,2 - -0,71% GOL 9 1/4 07/20/20 GOL FINANCE 300 Transporte CALLABLE 9,3 20/7/2010 20/7/2020 97,5 5,1 9,7 834,0 Baa3 5,54% GOL 8 3/4 04/29/49 GOL FINANCE 200 Transporte PERP/CALL 8,8 5/4/2006 PERP 77,2 8,5 11,4 903,8 - 9,32% TAM 9 1/2 01/29/20 TAM CAPITAL 2 INC 300 Transporte CALLABLE 9,5 29/10/2009 29/1/2020 112,0 1,7 5,1 465,9 - 0,13% TAM 8 3/8 06/03/21 TAM CAPITAL 3 INC 500 Transporte CALLABLE 8,4 3/6/2011 3/6/2021 111,8 2,7 5,5 495,6 Baa3 2,41% ODBR 5 1/8 06/26/22 ODEBRECHT FINANCE LTD 600 Construção CALLABLE 5,1 26/6/2012 26/6/2022 105,8 7,3 4,4 252,3 Baa1 -0,61% ODBR 6 04/05/23 ODEBRECHT FINANCE LTD 729 Construção CALLABLE 6,0 5/4/2011 5/4/2023 112,8 7,5 4,4 248,0 B1 1,09% ODBR 7 1/8 06/26/42 ODEBRECHT FINANCE LTD 850 Construção CALLABLE 7,1 26/6/2012 26/6/2042 114,7 13,0 6,0 330,6 Ba2 2,58% ODBR 7 1/2 09/29/49 ODEBRECHT FINANCE LTD 750 Construção PERP/CALL 7,5 14/9/2010 PERP 106,7 2,2 4,6 412,7 WR 0,04% ODEBRE 6.35 06/30/21 ODEBRECHT DRILL VIII/IX 1425 Construção CALL/SINK 6,4 18/11/2010 30/6/2021 110,8 5,8 4,6 312,7 WR -1,91% OASCBZ 8 1/4 10/19/19 OAS INVESTMENTS GMBH 500 Construção CALLABLE 8,3 19/10/2012 19/10/2019 107,3 4,3 6,7 560,7 WR 4,30% OSXBBZ 9 1/4 03/20/15 OSX 3 LEASING BV 500 Transporte CALLABLE 9,3 20/3/2012 20/3/2015 100,0 1,7 9,6 882,6 - -4,59% SCHAHN 5 7/8 09/25/22 SCHAHIN II FINAN CO SPV 750 Outros CALL/SINK 5,9 28/3/2012 25/9/2022 104,9 7,3 5,2 332,4 Baa2 -0,28% VOTORA 6 5/8 09/25/19 VOTO-VOTORANTIM O/S TRAD 1000 Construção CALLABLE 6,6 25/9/2009 25/9/2019 115,5 5,4 3,9 260,8 Baa2 0,09% VOTORA 7 3/4 06/24/20 VOTORANTIM OVERSEAS IV 400 Construção CALLABLE 7,8 24/6/2005 24/6/2020 120,8 5,6 4,4 293,5 Baa2 0,21% VOTORA 6 3/4 04/05/21 VOTO-VOTORANTIM LTD 750 Construção CALLABLE 6,8 5/4/2010 5/4/2021 116,4 6,2 4,3 271,7 Baa2 -0,09% VOTORA 7 1/4 04/05/41 VOTORANTIM CIMENTOS SA 1250 Construção CALLABLE 7,3 5/4/2011 5/4/2041 110,1 12,2 6,5 376,4 Baa2 1,31% VALEBZ 4 5/8 09/15/20 VALE OVERSEAS LIMITED 1.000 Mineração e Aço CALLABLE 4,6 15/9/2010 15/9/2020 105,9 6,3 3,7 219,4 A3 -0,77% VALEBZ 4 3/8 01/11/22 VALE OVERSEAS LIMITED 2.250 Mineração e Aço CALLABLE 4,4 11/1/2012 11/1/2022 102,8 7,2 4,0 221,3 A3 -1,62% VALEBZ 7.2 09/15/32 VALE INCO LTD 400 Mineração e Aço CALLABLE 7,2 23/9/2002 15/9/2032 123,8 11,3 5,2 265,3 A3 3,70% VALEBZ 8 1/4 01/17/34 VALE OVERSEAS LIMITED 800 Mineração e Aço AT MATURITY 8,3 15/1/2004 17/1/2034 129,3 11,0 5,8 322,5 A3 -0,34% VALEBZ 6 7/8 11/21/36 VALE OVERSEAS LIMITED 2.500 Mineração e Aço CALLABLE 6,9 21/11/2006 21/11/2036 114,7 12,1 5,7 305,6 Ba2 -1,23% VALEBZ 6 7/8 11/10/39 VALE OVERSEAS LIMITED 1.750 Mineração e Aço CALLABLE 6,9 10/11/2009 10/11/2039 115,5 12,8 5,7 300,8 Baa3 -1,22% PETBRA 5 7/8 03/01/18 PETROBRAS INTL FIN CO 1.750 Óleo e Gás CALLABLE 5,9 1/11/2007 1/3/2018 112,2 4,3 3,2 223,8 Baa2 -1,45% PETBRA 8 3/8 12/10/18 PETROBRAS INTL FIN CO 577 Óleo e Gás AT MATURITY 8,4 10/12/2003 10/12/2018 124,7 4,6 3,5 245,0 Baa2 -1,96% PETBRA 7 7/8 03/15/19 PETROBRAS INTL FIN CO 2.750 Óleo e Gás CALLABLE 7,9 11/2/2009 15/3/2019 122,1 4,9 3,7 254,9 Baa2 -2,87% PETBRA 5 3/4 01/20/20 PETROBRAS INTL FIN CO 2.500 Óleo e Gás CALLABLE 5,8 30/10/2009 20/1/2020 110,5 5,6 4,0 261,2 Baa2 -2,87% PETBRA 5 3/8 01/27/21 PETROBRAS INTL FIN CO 5.250 Óleo e Gás CALLABLE 5,4 27/1/2011 27/1/2021 108,3 6,4 4,1 254,3 Baa2 -3,47% PETBRA 6 7/8 01/20/40 PETROBRAS INTL FIN CO 1.500 Óleo e Gás CALLABLE 6,9 30/10/2009 20/1/2040 115,5 13,0 5,7 300,5 Baa2 -7,96% PETBRA 6 3/4 01/27/41 PETROBRAS INTL FIN CO 2.250 Óleo e Gás CALLABLE 6,8 27/1/2011 27/1/2041 114,2 13,3 5,7 297,6 Baa2 -8,28% EMBRBZ 6 3/8 01/24/17 EMBRAER OVERSEAS LTD 376 Transporte CALLABLE 6,4 18/5/2007 24/1/2017 113,2 3,4 2,7 204,0 Baa2 -0,25% EMBRBZ 6 3/8 01/15/20 EMBRAER OVERSEAS LTD 500 Transporte CALLABLE 6,4 8/10/2009 15/1/2020 116,0 5,5 3,7 233,7 Baa2 1,06% EMBRBZ 5.15 06/15/22 EMPRESA BRAS DE AERONAU 500 Transporte CALLABLE 5,2 15/6/2012 15/6/2022 109,4 7,3 3,9 210,3 Baa2 1,55% BNDES 6.369 06/16/18 BANCO NAC DE DESEN ECONO 1.000 Financeira AT MATURITY 6,4 4/6/2008 16/6/2018 117,0 4,5 2,8 184,0 Baa2 -3,11% BNDES 6 1/2 06/10/19 BANCO NAC DE DESEN ECONO 1.000 Financeira AT MATURITY 6,5 10/6/2009 10/6/2019 119,0 5,1 3,1 188,1 Baa2 -4,03% BNDES 5 1/2 07/12/20 BANCO NAC DE DESEN ECONO 1.000 Financeira AT MATURITY 5,5 12/1/2010 12/7/2020 114,0 6,0 3,3 184,9 Baa2 -4,60%
Indicativo de Rentabilidade de Emissões Externas
Yields x Duration
Apresentamos nesta seção o quadro dos principais bonds (sovereign e corporativos) negociados atualmente no
mercado externo. Os gráficos apresentam os yields (fonte: Bloomberg, em 22/03/2013) segmentados por rating: BBB,
BBB-, BBB+, BB, B e os Sovereign Bonds.
VALEBZ 5 5/8 09/15/19 VALEBZ 4 3/8 01/11/22 VALEBZ 8 1/4 01/17/34 VALEBZ 6 7/8 11/10/39 ITAU 10 1/2 11/23/15 VALEBZ 6 1/4 01/11/16 VALEBZ 6 1/4 01/23/17 0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 7,0 8,0 0 2 4 6 8 10 12 14Y
ie
ld
t
o
W
o
rs
t
%
Duration
BBB+
BANBRA 4 1/2 01/22/15 BANBRA 6 01/22/20 BNDES 6 1/2 06/10/19 BNDES 5 1/2 07/12/20 BRADES 0 05/16/14 BRADES 4 1/8 05/16/16 BRADES 6 3/4 09/29/19 BRADES 5.9 01/16/21 BRADES 5 3/4 03/01/22 HSBC 4 05/11/16 NORBRA 4 3/8 05/03/19 SANBBZ 4 1/2 04/06/15 SANBBZ 4 5/8 02/13/17 VOTORA 6 5/8 09/25/19 PETBRA 6 1/8 10/06/16 PETBRA 8 3/8 12/10/18 PETBRA 5 3/8 01/27/21 CAIXBR 2 3/8 11/06/17 CAIXBR 3 1/2 11/07/22 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 5,0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9Y
ie
ld
t
o
W
o
rs
t
%
Duration
BBB
BRASKM 7 05/07/20 BRASKM 5 3/4 04/15/21 BRASKM 7 3/8 10/29/49 CSANBZ 7 02/01/17 OIBRBZ 5 3/4 02/10/22 BRFSBZ 7 1/4 01/28/20 BTGPBZ 4 7/8 07/08/16 GGBRBZ 7 01/20/20 GGBRBZ 5 3/4 01/30/21 ODBR 5 1/8 06/26/22 OIBRBZ 9 3/4 09/15/16 SCHAHN 5 7/8 09/25/22 BANSAF 10 1/4 08/08/16 CEEB 11 3/4 04/27/16 2 3 4 5 6 7 8 9 10 2 3 4 5 6 7 8 9Y
ie
ld
t
o
W
o
rs
t
%
Duration
BBB-ELEBRA 6 7/8 07/30/19 ELEBRA 5 3/4 10/27/21 CSNABZ 9 3/4 12/16/13 CSNABZ 10 01/15/15 CSNABZ 6 1/2 07/21/20 CSNABZ 7 09/29/49 SBSPBZ 6 1/4 12/16/20 JBSSBZ 10 1/2 08/04/16 JBSSBZ 8 1/4 02/01/20 HYPEBZ 6 1/2 04/20/21 MAGGBZ 7 7/8 03/30/20 SUZANO 5 7/8 01/23/21 TAM 9 1/2 01/29/20 FIBRBZ 7 1/2 05/04/20 BTGPBZ 5 3/4 09/28/22 USJACU 9 7/8 11/09/19 1 2 3 4 5 6 7 8 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
Y
ie
ld
t
o
W
o
rs
t
%
Duration
BB+ / BB /
BB-OASCBZ 8 1/4 10/19/19 MINERV 7 3/4 01/31/23 GOL 8 3/4 04/29/49 GVOBR 10 1/2 01/28/18 GVOBR 11 3/4 02/09/22 GOL 7 1/2 04/03/17 GOL 10 3/4 02/12/23 MRFGBZ 9 5/8 11/16/16 MRFGBZ 8 3/8 05/09/18MRFGBZ 9 1/2 05/04/20 BCOBMG 9.15 01/15/16 OGXPBZ 8 3/8 04/01/22 CIMTUP 9 3/4 05/11/18 MRFGBZ 9 7/8 07/24/17 OSXBBZ 9 1/4 03/20/15 6 7 8 9 10 11 12 13 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10Y
ie
ld
t
o
W
o
rs
t
%
Duration
B- / B / B+
BCOBMG 9.95 11/05/19 BCOBMG 8 7/8 08/05/20 LUPABZ 9 7/8 07/29/49 REDEM 11 1/8 04/29/49 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 2 3 4 5 6 7 8 9 10Y
ie
ld
t
o
W
o
rs
t
%
Duration
CCC- / C+
Ratings Corporativos
Mudança de Rating - Período 15/03/2013 a 22/03/2013
Atual
Anterior
Outlook
Bertin
22/03/2013
Moody's
Dívida Sênior s/ Garantia
Ba3
B1
22/03/2013
Moody's
Estável
JBS
22/03/2013
Moody's
Dívida Sênior s/ Garantia
Ba3
B1
22/03/2013
Moody's
Rating Corporativo LP
Ba3
B1
22/03/2013
Moody's
Estável
BR Properties
21/03/2013
Fitch
Estável
21/03/2013
Fitch
Default ML LP
BB
BB-
21/03/2013
Fitch Nacional
Nacional LP
AA-(bra)
A(bra)
21/03/2013
Fitch
Default ME LP
BB
BB-
21/03/2013
Fitch
Dívida Sênior s/ Garantia
BB
BB-
Caixa Economica Federal
21/03/2013
Moody's
Força Financeira Bancária
D
D+
21/03/2013
Moody's
Dívida Sênior s/ Garantia
Baa2
Baa1
21/03/2013
Moody's
Depósitos Bancários ML LP
Baa2
A3
Estável
21/03/2013
Moody's
Positivo
BNDES
20/03/2013
Moody's
Positivo
20/03/2013
Moody's
Rating ML
Baa2
A3
20/03/2013
Moody's
Dívida ME LP
Baa2
Baa1
BNDES Participacões
20/03/2013
Moody's
Dívida Sênior s/ Garantia
Baa2
A3
20/03/2013
Moody's
Rating LP
Baa2
20/03/2013
Moody's
Rating ML
Baa2
A3
20/03/2013
Moody's
Positivo
Fibria Celulose
15/03/2013
S&P
Estável
15/03/2013
S&P
Crédito ML LP
BB+
BB
15/03/2013
S&P
Crédito ME LP
BB+
BB
Fonte: Bloomberg
Empresa
Data
Agência
Escala
Indicativo de Taxas de Debêntures
Taxas e Prazos das Debêntures no Mercado
Apresentamos nesta seção o quadro das principais emissões de debêntures que estão atualmente no mercado. Os
gráficos apresentam os preços indicativos (informados pelas instituições financeiras contribuidoras e apuradas pela
ANDIMA) classificados por indexador (DI, IGPM e IPCA) e o respectivo duration (Fonte: ANDIMA - dados em
22/03/2013). Adicionalmente, comparamos o preço indicativo das emissões em DI com o equivalente em % do DI e DI
+ spread.
BRML21 TRAC12 TNLE25 CCRD25 AVIA21 CEAR22 CVIA21 BNDP24 CMTR22 HYPE33 TAES21 ALLG28 AMLP43 BRML22 BRTO29 BNDP36 BNDS35 CBAN11 CBAN21 CMTR33 JHSP13 UNDA22 VIAN21 CMTR232,0%
3,0%
4,0%
5,0%
6,0%
7,0%
8,0%
0,5
1,5
2,5
3,5
4,5
5,5
6,5
IP
C
A
+
%
Duration
Debêntures indexadas pelo IPCA + %
ANHB11 ANHB21 ECOV31 SUZB13 ECOV21
5,0%
5,6%
6,2%
6,8%
7,4%
8,0%
8,6%
9,2%
9,8%
10,4%
0,0
0,5
1,0
1,5
2,0
2,5
3,0
IG
P
M
+
%
Duration
Debêntures indexadas pelo IGPM
ALLG15 ALLG16 AMPL33 BESA11 CVRD27 LRNE14 SBSPA5 TNLE15 ABNB11 GEPA11 MRVE11 VIAN11 BISA12 BISA13 GFSA18 IGTA12
0,0%
0,5%
1,0%
1,5%
2,0%
2,5%
3,0%
0,0
0,5
1,0
1,5
2,0
2,5
3,0
D
I +
%
Duration
Debêntures indexadas CDI + %
ALLG15 ALLG16 AMPL33 BESA11 CVRD27 LRNE14 TNLE15 ABNB11 GEPA11 MRVE11 VIAN11 BISA12 BISA13 GFSA18 HYPE23 SBSPA5
100%
105%
110%
115%
120%
125%
130%
135%
140%
0,0
0,5
1,0
1,5
2,0
2,5
3,0
3,5
E
m
%
d
o
D
I
Duration
Debêntures indexadas em % do CDI
BPAR23 BPAR23 VOES14 CROD12 CCHOA6 VIVO24 CEPE14 ESCE12 ANHB14 IGTA11 NATU14 MILS11 CCHOA2 ITAP13 ITSA11 LAME13 LORT15 LORTA4 AMLP14 LAME26
102%
104%
106%
108%
110%
112%
114%
0,0
0,5
1,0
1,5
2,0
2,5
3,0
3,5
4,0
E
m
%
d
o
D
I
Duration
Debêntures indexadas % do CDI
BPAR23 BPAR23 VOES14 CROD12 CCHOA6 VIVO24 CEPE14 ESCE12 ANHB14 IGTA11 NATU14 MILS11 CCHOA2 ITAP13 ITSA11 LAME13 LORT15 LORTA4 AMLP14 LAME26