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A multidão no jardim

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Academic year: 2021

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A multidão no jardim

Felipe dos Santos Ávila*

Raquel Paula Poletto**

Resumo

em poesia, bem como o primeiro a utilizar a palavra modernidade

-*

Correspondente na UFSC. **

(2)

1 INTRODUÇÃO

-lota as ruas. É esta massa de pessoas – de todas as classes sociais e que transita

o cronista da efervescente cidade. A atmosfera plena de movimento da obra de O pintor da vida moderna,

publi-homem do mundo. aquilo que denominava como o homem das multidões.

-culada ao Simbolismo. Sua obra mais conhecida,

-Em seu livro O pintor da vida moderna

-O Belo, a Moda e a felicidade,

modelos clássicos:

-Racine, que os poetae minores

(3)

-que está próximo. Para tanto, usa a moda como recurso comparativo:

História da beleza

O

-mento relativo, circunstancial, que será, se quisermos, sucessiva

(4)

-outra obra de Baudelaire, o poema O cisne Ele relembra cenas e locais:

-rente num tempo bastante curto: assim, a nova Paris demonstra

O problema de moradias para as classes menos abastadas e a

(5)

a) -b) -c) -d)

-Ainda na primeira parte de O Cisne, pode-se observar a metáfora da cidade

-portantes países europeus, conduzem ao poder uma direta con-Alemanha, os novos tories

(6)

Essa nova direita, autoritária e popular, considera ser necessário um controle direto do Estado sobre muitos setores da vida

eco-A urbanística representa um papel importante neste novo ciclo

-primeira estrofe:

É sempre igual: torreões, andaimarias, blocos,

O pintor da vida moderna, Baudelaire discorre sobre

-diária da campanha da Crimeia.

-nucioso ao descrever as cenas que observa, tornando possível ao leitor criar um

(7)

-tes, cabelos bem brilhantinados e lábios insolentes. Pondo de lado uma certa atividade de maneiras que pode ser denominada indivíduos parecia-me ser um fac-símile exato do que havia sido bon ton, doze ou dezoito meses antes. Usavam os

de partida a curiosidade

-        

(8)

Poe, em seu Homem na multidão aproxima:

-do que um olhar em cada semblante, mesmo assim parecia que, no peculiar estado de espírito em que me encontrava, eu muitas

-seus olhos rolavam com vivacidade. Quando encontroados por -tavam a roupa e se apressavam. Outros, classe ainda numero-sa, mostravam-se inquietos em seus movimentos, tinham

ros-densa turba em seu redor. Quando detidas em seu caminho, tais pessoas cessavam imediatamente de murmurar, mas

redo -madas sociais, mencionando, em detalhes, seus penteados – a classe dos

(9)

-Pintor da vida moderna,

(10)

inopinadamente, arremessá-la

-traduziu textos para o francês. Em O pintor da vida moderna – inspirado pela

O homem das multidões

(11)

-O

pintor

-A uma passante

-cência e ao ruído da cidade que pulsa –,

ver o mundo e a realidade que o cerca, o homem toma consciência do amor

-de-se aí a efemeridade dos interesses, os quais podem ser descobertos

instanta

-príncipe

desposar a multidão

-eu insaciável do não--eu,

(12)

-dades, e que se diz entediado no meio da multidão,

-entre suas quatro paredes. Para ele, os letreiros esmaltados

sacadas de onde, após o trabalho, observa o ambiente. Que -dos cinzentos e ante o cinzento pano de fundo do despotismo: eis o pensamento político secreto da escritura de que faziam

Assim, o perder privacidade.

Pintor da vida mo-derna

-como

-mem criado no luxo e acostumado a ser obedecido desde a

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-que vive. Esta sua vivência, no entanto, deve ser corroborada pelo arrebatamento

-Belo Brummell, um dos

-Em sua obra O pintor da vida moderna, o crítico e poeta francês utiliza

modernidade pela primeira vez. Com ela, busca para grande de-serto de homens -continuadamente

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The crowd in the garden Abstract

buzz, the fashion and transience, presents his vision about the painter Constantin

REFERÊNCIAS A uma passante

Revista Zunai

(15)

História da Arquitetura Moderna

Charles Baudelaire:

Desconstruindo Paris.

ECO, Umberto. A história da beleza.

Comentando o Flâneur, de Walter Benjamin

Charles Baudelaire e a cidade de Paris.

GUYS, Constantin. Dans la rue.

>

(16)

Literatura Ocidental I.

Português Palavra e Arte.

Os melhores contos de Edgar Allan Poe.

Referências

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