A multidão no jardim
Felipe dos Santos Ávila*Raquel Paula Poletto**
Resumo
em poesia, bem como o primeiro a utilizar a palavra modernidade
-*
Correspondente na UFSC. **
1 INTRODUÇÃO
-lota as ruas. É esta massa de pessoas – de todas as classes sociais e que transita
o cronista da efervescente cidade. A atmosfera plena de movimento da obra de O pintor da vida moderna,
publi-homem do mundo. aquilo que denominava como o homem das multidões.
-culada ao Simbolismo. Sua obra mais conhecida,
-Em seu livro O pintor da vida moderna
-O Belo, a Moda e a felicidade,
modelos clássicos:
-Racine, que os poetae minores
-que está próximo. Para tanto, usa a moda como recurso comparativo:
História da beleza
O
-mento relativo, circunstancial, que será, se quisermos, sucessiva
-outra obra de Baudelaire, o poema O cisne Ele relembra cenas e locais:
-rente num tempo bastante curto: assim, a nova Paris demonstra
O problema de moradias para as classes menos abastadas e a
a) -b) -c) -d)
-Ainda na primeira parte de O Cisne, pode-se observar a metáfora da cidade
-portantes países europeus, conduzem ao poder uma direta con-Alemanha, os novos tories
Essa nova direita, autoritária e popular, considera ser necessário um controle direto do Estado sobre muitos setores da vida
eco-A urbanística representa um papel importante neste novo ciclo
-primeira estrofe:
É sempre igual: torreões, andaimarias, blocos,
O pintor da vida moderna, Baudelaire discorre sobre
-diária da campanha da Crimeia.
-nucioso ao descrever as cenas que observa, tornando possível ao leitor criar um
-tes, cabelos bem brilhantinados e lábios insolentes. Pondo de lado uma certa atividade de maneiras que pode ser denominada indivíduos parecia-me ser um fac-símile exato do que havia sido bon ton, doze ou dezoito meses antes. Usavam os
de partida a curiosidade
-
Poe, em seu Homem na multidão aproxima:
-do que um olhar em cada semblante, mesmo assim parecia que, no peculiar estado de espírito em que me encontrava, eu muitas
-seus olhos rolavam com vivacidade. Quando encontroados por -tavam a roupa e se apressavam. Outros, classe ainda numero-sa, mostravam-se inquietos em seus movimentos, tinham
ros-densa turba em seu redor. Quando detidas em seu caminho, tais pessoas cessavam imediatamente de murmurar, mas
redo -madas sociais, mencionando, em detalhes, seus penteados – a classe dos
-Pintor da vida moderna,
inopinadamente, arremessá-la
-traduziu textos para o francês. Em O pintor da vida moderna – inspirado pela
O homem das multidões
-O
pintor
-A uma passante
-cência e ao ruído da cidade que pulsa –,
ver o mundo e a realidade que o cerca, o homem toma consciência do amor
-de-se aí a efemeridade dos interesses, os quais podem ser descobertos
instanta
-príncipe
desposar a multidão
-eu insaciável do não--eu,
-dades, e que se diz entediado no meio da multidão,
-entre suas quatro paredes. Para ele, os letreiros esmaltados
sacadas de onde, após o trabalho, observa o ambiente. Que -dos cinzentos e ante o cinzento pano de fundo do despotismo: eis o pensamento político secreto da escritura de que faziam
Assim, o perder privacidade.
Pintor da vida mo-derna
-como
-mem criado no luxo e acostumado a ser obedecido desde a
-que vive. Esta sua vivência, no entanto, deve ser corroborada pelo arrebatamento
-Belo Brummell, um dos
-Em sua obra O pintor da vida moderna, o crítico e poeta francês utiliza
modernidade pela primeira vez. Com ela, busca para grande de-serto de homens -continuadamente
The crowd in the garden Abstract
buzz, the fashion and transience, presents his vision about the painter Constantin
REFERÊNCIAS A uma passante
Revista Zunai
História da Arquitetura Moderna
Charles Baudelaire:
Desconstruindo Paris.
ECO, Umberto. A história da beleza.
Comentando o Flâneur, de Walter Benjamin
Charles Baudelaire e a cidade de Paris.
GUYS, Constantin. Dans la rue.
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