Relatório
e Contas
2015
Annual Report
Rapport Annuel
Pioneers
in creating new payment solutions
Pionniers
dans la création de nouvelles solutions de paiement
Pioneiros
a encontrar
novas soluções
de pagamentos
A SIBS existe para tornar simples o que já foi complicado.
Por isso, hoje, quando pensa numa transação financeira
pensa sempre em algo que se faz com o mero pressionar de
um botão ou o passar de um cartão. E é para que continue
a pensar assim que, ano após ano, o Grupo SIBS inova,
estudando e desenvolvendo novas soluções que
revolucionam o sistema de pagamentos.
SIBS makes our life simple. Today, when you think of a financial transaction you always
think of a simple touch of a button or using a card. To keep it that way, year after year,
SIBS Group innovates and develops new solutions that foster payments system.
SIBS simplifie notre vie. Aujourd'hui, quand on pense à une transaction financière, on
pense naturellement en presser un bouton ou en utilisant une carte bancaire. Pour que cela continue, année après année, SIBS Groupe innove et développe de nouvelles solutions que révolutionnent le système de paiements.
Contents
Index
SIBS: Pagamentos: Relatório e Contas 2015 1
Índice
Situação Institucional ... 3 Acionistas ... 3 Órgãos Sociais ... 3 I – RELATÓRIO DE ATIVIDADE ... 5 Enquadramento de Mercado ... 7Atividade SIBS Pagamentos 2015 ... 8
Soluções de Pagamento ... 8 Análise Financeira ... 10 Ganhos operacionais ... 10 Gastos operacionais ... 11 Resultados ... 12 Ativo ... 12
Capital Próprio e Passivo ... 13
Disposições Legais ... 14
Proposta de aplicação de resultados ... 15
Perspetivas para 2016 ... 16
Considerações Finais ... 17
II – DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS ... 19
Balanço ... 21
Demonstração dos Resultados e Outro Rendimento Integral ... 22
Demonstração de Alterações no Capital Próprio ... 23
Demonstração de Fluxos de Caixa ... 24
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2015 e 2014 ... 25
III – RELATÓRIO E PARECER DO FISCAL ÚNICO ... 53
Situação Institucional
Acionistas
Capital Social
O capital social da SIBS Pagamentos é totalmente detido pela SIBS SGPS, S.A.
Órgãos Sociais
Mesa da Assembleia Geral
Presidente João Franco do Carmo
Secretário António José Bento
Conselho de Administração
Presidente Vítor Augusto Brinquete Bento
Vogais Madalena Cascais Tomé
António Henrique Sousa Dias Teixeira
Fiscal Único
Efetivo PricewaterhouseCoopers & Associados -
Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda., representada por José Manuel Henriques Bernardo
Activity Report
Rapport d’Activité
01.
Relatório
Enquadramento de Mercado
Em 08 de Junho de 2015, entrou em vigor o Regulamento Europeu (UE) 2015/751 relativo às taxas de intercâmbio aplicáveis a operações de pagamento associadas a cartões (“Multilateral Interchange Fees”), composto por 18 artigos, dos quais importa sublinhar, pelo seu impacto no Scheme MB, o seguinte:
• Impõe a prévia autorização do Estado Membro para a definição de uma Taxa de Intercâmbio diferente de 0,2% do valor da transação
• Estabelece critérios para a separação entre os sistemas de pagamento com cartões e as entidades de processamento
• Estabelece regras para a utilização de cartões multimarca de pagamento e escolha da marca de pagamento ou da aplicação de pagamento pelo utilizador • Impõe a informação descriminada do tipo de tarifas cobradas pelo Aceitante ao
Comerciante
A União Europeia pretende com este conjunto de medidas criar um espaço Europeu de Pagamentos mais competitivo como corolário da adoção da moeda única. A SIBS Pagamentos, entidade gestora do Sistema de Pagamento MB incorporou as novas regras nos seus regulamentos o que desde logo configura o Sistema de Pagamento MB como compliant com o Regulamento e preparado para os desafios concorrências que se avizinham.
SIBS: Pagamentos: Relatório e Contas 2015 8
Atividade SIBS Pagamentos 2015
A SIBS Pagamentos, instituição de pagamentos 100% participada pela SIBS, SGPS, SA, é a empresa gestora do scheme MB, reconhecido internacionalmente como um caso de sucesso e inovação.
Soluções de Pagamento
Scheme MB
No ano de 2015 o Scheme MB registou 717 milhões de operações com um valor transacionado acumulado superior a 37 mil milhões de euros.
Figura 1
Operações Scheme MB
Milhões
O mix de utilização do Scheme MB não se alterou no último ano, mantendo-se os Levantamentos como a operação mais utilizada (57%), seguida das compras (39%). Este ano, o Scheme MB passa a contabilizar também as operações MB WAY que, por se tratar do ano de lançamento, ainda tem expressão reduzida.
O número de cartões do scheme MB atingiu no final de 2015 18,6 milhões, um crescimento de 2% face ao ano anterior.
O número de terminais com aceitação do Scheme MB deu continuidade à tendência de crescimento, atingindo os 295 mil terminais, aumentando em cerca de 6% face a 2014.
2015 37.152 717 2014 36.442 709 2013 35.803 702 Número Valor
Serviços de acquiring
Os serviços de Acquiring da SIBS Pagamentos gerem a atividade de aceitação de alguns serviços na Rede MULTIBANCO bem como os schemes de cartões de sistemas de pagamentos internacionais nas redes de Caixas Automáticos.
No que respeita ao serviço de Acquiring na rede CA-MULTIBANCO, em 2015, os levantamentos com cartões not on-us em Portugal registaram um crescimento de 7% face a 2013, totalizando cerca de 17 milhões de operações, das quais cerca de 1,5 milhões de operações com DCC (Dynamic Currency Conversion), que cresceram cerca de 3% face a 2014.
Ainda em 2015, foram tomadas iniciativas com vista a disponibilizar novas soluções no mercado que deverão estender-se por 2016.
SIBS: Pagamentos: Relatório e Contas 2015 10
Análise Financeira
Ganhos operacionais
Os Ganhos operacionais ascenderam a cerca de 47,3 milhões de euros, refletindo um acréscimo de 12% face ao período homólogo.
Tabela 1 – Ganhos operacionais
A prestação de serviços da SIBS Pagamentos deriva, essencialmente, das atividades de
Scheme e Acquiring:
A atividade de scheme, que representa cerca de 4% dos ganhos totais, divide-se, entre o Scheme MB (46%) e Scheme MB SPOT (54%);
A atividade de Acquiring, com 96% da faturação total, divide-se entre o acquiring MB SPOT (43% - 20,1 milhões de euros) e o acquiring não MB em CA MB (57% - 23,4 milhões de euros). No negócio MB SPOT sobressaem os serviços de pagamentos ao Estado e portagens Via Verde, os quais tiveram, no exercício de 2015, uma faturação de 9,0 milhões de euros e 8,2 milhões de euros, respetivamente. O aumento no negócio acquiring não MB em CA resulta do acréscimo do número de levantamentos com cartões not on-us em Portugal.
2015 2014 Var. Abs. Var. %
Total 47.312 42.171 5.142 12%
Prestação de serviços 47.282 42.036 5.246 12%
Scheme 1.979 1.619 360 22%
Acquiring 45.302 40.417 4.886 12%
Outros ganhos operacionais 30 135 -104 -77%
Gastos operacionais
Os Gastos operacionais da SIBS Pagamentos totalizaram, no exercício de 2015, cerca de 35,2 milhões de euros, originando um aumento de 9% face a 2014. Este aumento está relacionado com o aumento de atividade do serviço de Acquiring.
Tabela 2 – Gastos operacionais
O montante registado em gastos operacionais resulta, essencialmente, das seguintes rubricas:
Infraestrutura tecnológica - Serviço prestado pela SIBS FPS e inclui, essencialmente, o custo com a utilização da infraestrutura tecnológica de suporte à atividade da empresa;
Comissões – Esta rubrica refere-se às comissões financeiras suportadas com a atividade de acquiring. Em 2015, estas comissões dividiram-se em comissões com a atividade de acquiring MB e acquiring não MB em CA, as quais ascenderam a 12,6 milhões de euros e 15,1 milhões de euros, respetivamente.
2015 2014 Var. Abs. Var. %
Total 35.241 32.429 2.812 9%
Serviços externos 34.565 32.109 2.455 8%
Infra-estrutura tecnológica 5.642 5.359 283 5%
Comissões 27.674 25.881 1.793 7%
Outros 1.249 869 380 44%
Gastos com o pessoal 267 234 33 14%
Depreciações e amortizações 0 0 0 0%
Provisões 392 1 391
-Outros gastos operacionais 17 84 -67 -80%
SIBS: Pagamentos: Relatório e Contas 2015 12
Resultados
O Resultado líquido do exercício da SIBS Pagamentos ascendeu a 8,8 milhões de euros. Tabela 3 – Resultados
Ativo
Em 2015, o ativo líquido aumentou 9% face a 2014. Tabela 4 – Ativos
O montante total do ativo líquido resulta, essencialmente, da rubrica de Outros ativos correntes, onde os saldos de compensação a receber dos schemes internacionais contribuem em 10,9 milhões de euros, e de 4,7 milhões de euros de fundos cedidos à SIBS SGPS, no âmbito do serviço de gestão centralizada de tesouraria que permitem uma maior rentabilidade dos excedentes de tesouraria.
2015 2014 Var. Abs. Var. %
Resultado operacional 12.071 9.742 2.329 24%
Resultados financeiros -9 24 -34 -138%
Resultado antes de impostos 12.062 9.766 2.296 24%
Imposto sobre o rendimento -3.240 -2.686 -554 -21%
Resultado líquido do exercicio 8.822 7.080 1.742 25%
Em milhares de euros
2015 2014 Var. Abs. Var. %
Total 16.586 15.223 1.363 9%
Activos não correntes 0 1 0 -43%
Clientes 501 469 32 7%
Outros activos correntes 16.085 14.753 1.332 9%
Disponibilidades 0 0 0
Capital Próprio e Passivo
Tabela 5 – Capital Próprio e Passivo
O aumento do Capital Próprio e Passivo em 1,4 milhões de euros, resulta essencialmente, do aumento do resultado líquido do exercício, no montante de 1,7 milhões de euros, da incorporação em reservas de resultados de 2014, em 0,5 milhões de euros, do decréscimo do saldo de fornecedores do Grupo SIBS em 0,4 milhões de euros, e do aumento de provisões em 0,4 milhões de euros.
2015 2014 Var. Abs. Var. %
Total 16.586 15.223 1.363 9%
Capital Próprio 11.622 9.394 2.228 24%
Capital social e reservas 2.800 2.314 486 21%
Resultado líquido 8.822 7.080 1.742 25%
Passivo 4.964 5.829 -865 -15%
Provisões 394 2 392 21341%
Fornecedores 874 1.496 -622 -42%
Outros passivos correntes 3.695 4.331 -636 -15%
SIBS: Pagamentos: Relatório e Contas 2015 14
Disposições Legais
Não existem quaisquer dívidas em mora ao Estado Português e à Segurança Social;
Não foram celebrados negócios ou operações que sejam de considerar significativos em termos económicos por quaisquer das partes envolvidas, entre a Sociedade e os membros dos seus órgãos de administração e fiscalização.
Proposta de aplicação de resultados
Nos termos do Código das Sociedades Comerciais, dos Estatutos da Empresa e da demais legislação aplicável, o Conselho de Administração propõe que o Resultado Líquido do Exercício no montante de 8.821.789 euros, o qual já inclui 6.310 euros afetos à distribuição de lucros pelos trabalhadores, tenha a seguinte aplicação:
Tabela 6 - Capital Próprio e Passivo
2015
Para resultados transitados 1.821.789
Para dividendos 7.000.000
Total 8.821.789
SIBS: Pagamentos: Relatório e Contas 2015 16
Perspetivas para 2016
O já citado Regulamento (UE) 2015/751 sendo mais do que um conjunto de artigos sobre a limitação das taxas de intercâmbio para cartões de débito e de crédito terá como efeito liquido a redistribuição de receitas e custos impactando de forma diferenciada Emitentes e Aceitantes.
A limitação das taxas de intercâmbio afetando diretamente o modelo de negócio dos Emitentes cria incentivos para que estes reajustem o seu portfolio de tipologias de cartões.
Note-se que o Scheme MB, ao contrário dos seus congéneres Sistemas de Pagamento Internacional, não contemplava até ao final de 2015, no seu portfolio, cartões adequados a importantes segmentos de mercado – Cartões Comerciais, Cartões Sectoriais e de Crédito.
Para dar resposta a este desafio foi aprovado pelo Conselho de Administração da SIBS Pagamentos a definição de requisitos normativos para estas três novas tipologias de Cartões MB, que irão enriquecer a partir de 2016 a oferta do Scheme MB para Emitentes e Aceitantes.
Dado o elevado grau de dependência da alteração tecnológica em curso no processador e prestador de serviços SIBS FPS, espera-se o desenrolar do projeto para quantificar ganhos futuros, essencialmente através de novos negócios.
Quanto ao acquiring de Sistemas de Pagamento Internacionais, a SIBS Pagamentos irá manter a sua linha de ação para disponibilizar as operações de acordo com as melhores práticas das marcas garantindo assim o melhor serviço possível.
Considerações Finais
A concretização dos objetivos operacionais da Empresa fica a dever-se á estreita colaboração com um conjunto diverso de entidades, pelo que o Conselho de Administração manifesta o seu agradecimento:
Aos Clientes e Acionistas da Empresa pela confiança demonstrada no atual contexto económico;
Aos colaboradores da SIBS Pagamentos, que, pela sua colaboração, lealdade e esforço, foram da maior importância no desenvolvimento da atividade e renovação da Empresa;
Aos Fornecedores e Parceiros de negócio pela sua cooperação, empenho e qualidade dos serviços prestados, que permite à Empresa atingir os seus objetivos estratégicos;
Aos Órgãos de Fiscalização, Supervisão e Autoridades Governamentais pelo nosso reconhecimento pelo atento acompanhamento da atividade da Empresa; e,
Às empresas do Grupo SIBS, pelo seu apoio constante através de críticas e sugestões de progressão no nível de serviço, e cujas necessidades se procura corresponder da melhor forma;
Lisboa, 20 de Abril de 2016
Financial Statements
Démonstrations Financières
02.
Demonstrações
Financeiras
Balanço
SIBS Pagamentos, S.A.Rua Soeiro Pereira Gomes, Lote 1 1649-031 Lisboa
Nº Único de Matrícula na CRCL e Pessoa Coletiva 509 776 965 Capital Social 1 400 000€
Exercícios findos em 31 de Dezembro de 2015 e 2014, em Euros
O Anexo faz parte integrante deste balanço
O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração
Sandra Bernardo
Notas
ATIVO
Ativos fixos tangíveis 3 378 661 Total ativo não corrente 378 661 Clientes 4 500.744 469.216 Outras contas a receber 5 15.837.608 14.501.894 Estado e outros entes públicos 6 212.409 250.974 Outros ativos 7 34.618 -Total ativo corrente 16.585.379 15.222.084
Total do ativo 16.585.757 15.222.745 CAPITAL PRÓPRIO
Capital 8 1.400.000 1.400.000 Prémios de emissão de ações 9 4 4 Reserva legal 9 1.400.001 913.775 Resultado líquido do exercício 9 8.821.789 7.079.968
Total do Capital Próprio 11.621.794 9.393.747 PASSIVO
Provisões 10 394.296 1.839 Total de passivos não correntes 394.296 1.839 Fornecedores 11 874.277 1.496.013 Estado e outros entes públicos 6 4.455 3.085 Outras contas a pagar 12 3.298.856 3.296.592 Outros passivos 13 392.079 1.031.469 Total de passivos correntes 4.569.667 5.827.159
Total do capital próprio e do passivo 16.585.757 15.222.745
2014 2015
SIBS: Pagamentos: Relatório e Contas 2015 22
Demonstração dos Resultados e Outro Rendimento
Integral
SIBS Pagamentos, S.A.
Rua Soeiro Pereira Gomes, Lote 1 1649-031 Lisboa
Nº Único de Matrícula na CRCL e Pessoa Coletiva 509 776 965 Capital Social 1 400 000€
Exercícios findos em 31 de Dezembro de 2015 e 2014, em Euros
O Anexo faz parte integrante desta demonstração
O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração
Sandra Bernardo
Notas 2015 2014
Prestações de serviços 14 47.281.739 42.035.766 Outros rendimentos e ganhos operacionais 15 30.411 134.817 Total de proveitos operacionais 47.312.150 42.170.583 Fornecimentos e serviços externos 16 (34.564.533) (32.109.323) Gastos com o pessoal 17 (267.262) (234.205) Depreciação e amortização de ativos fixos (gastos/reversões) 3 (283) (283) Provisões (aumentos/reversões) 10 (392.457) (1.236) Outros gastos e perdas operacionais 18 (16.659) (83.926) Total de gastos operacionais (35.241.194) (32.428.973) Resultado operacional 12.070.956 9.741.610 Juros e rendimentos similares obtidos 19 36.456 31.195 Juros e gastos similares suportados 20 (45.769) (6.750)
Resultado antes de impostos 12.061.643 9.766.055 Impostos sobre o rendimento do exercício 21 (3.239.854) (2.686.087)
Resultado líquido do exercício 8.821.789 7.079.968
Rendimento reconhecido diretamente no Capital Próprio - -Rendimento integral do exercício 8.821.789 7.079.968 6,30 5,06
Demonstração de Alterações no Capital Próprio
SIBS Pagamentos, S.A.Rua Soeiro Pereira Gomes, Lote 1 1649-031 Lisboa
Nº Único de Matrícula na CRCL e Pessoa Coletiva 509 776 965 Capital Social 1 400 000€
Exercícios findos em 31 de Dezembro de 2015 e 2014, em Euros
O Anexo faz parte integrante desta demonstração
O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração
Sandra Bernardo
Prémio Resultado
Capital emissão de Reserva líquido do Capitais
realizado ações Legal exercício próprios
Saldos em 31 de Dezembro de 2013 1.400.000 4 447.379 4.663.958 6.511.341 Aplicação de resultados do exercício
- Distribuição de dividendos - - - (4.197.562) (4.197.562)
- Incorporação de reservas - - 466.396 (466.396)
-Resultado líquido do exercício - - - 7.079.968 7.079.968 Saldos em 31 de Dezembro de 2014 1.400.000 4 913.775 7.079.968 9.393.747 Aplicação de resultados do exercício
- Distribuição de dividendos - - - (6.593.742) (6.593.742)
- Incorporação de reservas - - 486.226 (486.226)
-Resultado líquido do exercício - - - 8.821.789 8.821.789 Saldos em 31 de Dezembro de 2015 1.400.000 4 1.400.001 8.821.789 11.621.794
SIBS: Pagamentos: Relatório e Contas 2015 24
Demonstração de Fluxos de Caixa
SIBS Pagamentos, S.A.Rua Soeiro Pereira Gomes, Lote 1 1649-031 Lisboa
Nº Único de Matrícula na CRCL e Pessoa Coletiva 509 776 965 Capital Social 1 400 000€
Exercícios findos em 31 de Dezembro de 2015 e 2014, em Euros
O Anexo faz parte integrante desta demonstração
O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração
Sandra Bernardo Notas 2015 2014 Atividades operacionais Recebimentos de clientes 47.515.391 42.052.214 Pagamentos a fornecedores (36.196.113) (32.801.151) Pagamentos ao pessoal (132.707) (98.349)
Fluxos gerados pelas operações 11.186.571 9.152.714 Pagamento/recebimento do imposto sobre o rendimento (2.685.876) (1.884.895) Outros recebimentos/pagamentos relativos à atividade operacional 3.031.018 (5.828.130)
Fluxos de caixa das atividades operacionais 345.142 (7.713.025)
Fluxos das atividades operacionais (1) 11.531.713 1.439.689
Fluxos de caixa das atividades de investim ento (2) -
-Atividades de financiam ento
Recebimentos provenientes de:
Empréstimos de empresas do grupo - 2.726.678 Juros e proveitos similares 36.456 31.195 36.456 2.757.873 Pagamentos respeitantes a:
Empréstimos de empresas do grupo (4.974.426) Dividendos (6.593.743) (4.197.562)
(11.568.169) (4.197.562)
Fluxos de caixa das atividades de financiam ento (3) (11.531.713) (1.439.689) Caixa e seus equivalentes no início do exercício - - -Caixa e seus equivalentes no fim do exercício - -
-Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro
de 2015 e 2014
1. Nota Introdutória
A SIBS Pagamentos, S.A. (Sociedade ou SIBS Pagamentos) é uma sociedade anónima, com sede em Lisboa, constituída em 2011, com o objetivo principal de prestar serviços de gestão de schemes, think-tank para os sistemas de pagamento em Portugal e
acquiring em CA MULTIBANCO, tendo iniciado a sua atividade no exercício de 2011.
Esta Sociedade foi constituída no âmbito do projeto de unbundling corporativo e funcional ocorrido no Grupo SIBS, decorrente de necessidades que surgiram no quadro regulatório da SEPA (Single Euro Payments Area) e do Eurosistema, que resultaram na separação de algumas atividades de negócio que estavam concentradas na SIBS SGPS, S.A., para outras empresas do Grupo, tendo a SIBS Pagamentos sido constituída para concentrar as atividades de gestão de scheme e acquiring.
Conforme referido na Nota 8, a Sociedade é detida pela SIBS SGPS, S.A., pelo que as suas operações são influenciadas pelas decisões do Grupo onde se insere. Em 31 de Dezembro de 2015, os principais saldos e transações mantidos com entidades do Grupo SIBS são apresentados na Nota 23.
As demonstrações financeiras, para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2015, foram aprovadas pelo Conselho de Administração e autorizadas para emissão em 20 de Abril de 2016.
SIBS: Pagamentos: Relatório e Contas 2015 26
2. Bases
de
apresentação
e
principais
políticas
contabilísticas
Bases de apresentação
As demonstrações financeiras anexas são apresentadas em euros, por esta ser a moeda funcional da Sociedade.
As demonstrações financeiras anexas foram preparadas com base no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos da Sociedade, mantidos de acordo com as Normas de Contabilidade Ajustadas (NCA) em vigor em 31 de Dezembro de 2015.
As NCA correspondem em geral às Normas Internacionais de Relato Financeiro (IAS/IFRS), conforme adotadas pela União Europeia, de acordo com o Regulamento (CE) nº 1606/2002 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de Julho, transposto para o ordenamento nacional pelo Decreto-Lei nº 35/2005, de 17 de Fevereiro e pelo Aviso nº 1/2005, de 21 de Fevereiro, do Banco de Portugal, na sequência da competência que lhe foi atribuída pelo nº 1 do artigo 115 do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras, com as exceções previstas nos avisos nº1/2005, nº4/2005 e nº7/2005 do Banco de Portugal. Nos termos do Aviso nº 1/2005, existem as seguintes exceções com impacto nas demonstrações financeiras da Sociedade:
i) Os Ativos tangíveis são obrigatoriamente mantidos ao custo de aquisição, não sendo deste modo possível o registo pelo justo valor, conforme permitido pelo IAS 16 – Ativos fixos tangíveis. Como exceção, é permitido o registo de reavaliações legalmente autorizadas, caso em que as mais - valias resultantes são registadas em “Reservas de reavaliação”;
ii) Provisionamento do crédito e valores a receber – são definidos níveis mínimos de provisionamento de acordo com o disposto no Aviso nº 3/95 do Banco de Portugal.
Principais políticas contabilísticas
As políticas contabilísticas mais significativas utilizadas na preparação das demonstrações financeiras foram as seguintes:
a) Ativos fixos tangíveis (IAS 16)
Os Ativos fixos tangíveis são registados ao custo de aquisição (incluindo os custos diretamente imputáveis à compra), deduzido das amortizações e perdas por imparidade acumuladas. Os custos de reparação, manutenção e outras despesas associadas ao seu uso são reconhecidos em custos do exercício.
A amortização destes Ativos é calculada pelo método das quotas constantes, a partir do mês em que se encontram disponíveis para utilização, sendo registada numa base sistemática ao longo da vida útil do bem, estimada em função da sua utilidade esperada.
As taxas de amortização praticadas correspondem, em média, às seguintes vidas úteis estimadas:
Anos
Equipamento básico 4 a 8
Equipamento administrativo 4 a 8
b) Especialização de exercícios (IAS 18)
A SIBS Pagamentos regista as suas receitas e despesas de acordo com o princípio da especialização de exercícios, pelo qual as receitas e despesas são reconhecidas à medida que são geradas, independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas rubricas de “Outros Ativos/passivos”.
c) Imposto sobre o rendimento (IAS 12)
A SIBS Pagamentos encontra-se sujeita ao regime fiscal consignado no Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC), no Estatuto dos Benefícios Fiscais e demais legislação complementar.
Os impostos correntes são calculados com base nas taxas de imposto legalmente em vigor em Portugal, correspondendo a uma taxa de 21% acrescida de derrama de 1,5%. A Derrama Estadual é aplicável de acordo com os seguintes escalões de lucro tributável: (i) entre 1.500.000 Euros e 7.500.000 Euros aplica-se a taxa de 3%, (ii) entre 7.500.000 Euros e 35.000.000 Euros aplica-se a taxa de 5% e (iii) à parte do lucro tributável superior a 35.000.000 Euros aplica-se a taxa de 7%.
A SIBS Pagamentos e as restantes empresas do Grupo SIBS são tributadas em sede de IRC ao abrigo do regime especial de tributação de grupos de sociedades, de acordo com o artigo 69º do Código do IRC. No âmbito deste regime de tributação é a atual SIBS SGPS que apresenta uma declaração de imposto única na qual são agrupados os resultados das seguintes empresas subsidiárias: SIBS Pagamentos, SIBS FPS, SIBS Processos, SIBS Gest, SIBS Cartões, SIBS International, Processos CB e Paywatch. O valor a receber ou a pagar de IRC relativo à SIBS Pagamentos é registado no balanço como um valor a receber ou a pagar à SIBS SGPS. O imposto correspondente à atividade da Sociedade é refletido na demonstração de resultados.
O total dos impostos sobre lucros registados em resultados engloba os impostos correntes e os impostos diferidos.
O imposto corrente é calculado com base no resultado fiscal do exercício, o qual difere do resultado contabilístico devido a ajustamentos para determinação do lucro tributável resultantes de custos ou proveitos não relevantes para efeitos fiscais, ou que apenas serão considerados noutros períodos.
SIBS: Pagamentos: Relatório e Contas 2015 28
valor de balanço dos Ativos e passivos e a sua base fiscal, utilizada na determinação do lucro tributável.
Os passivos por impostos diferidos são normalmente registados para todas as diferenças temporárias tributáveis, enquanto os impostos diferidos ativos só são registados até ao montante em que seja provável a existência de lucros tributáveis futuros que permitam a utilização das correspondentes diferenças tributárias dedutíveis ou de prejuízos fiscais. Na data de cada balanço é efetuada uma reapreciação das diferenças temporárias subjacentes aos ativos por impostos diferidos no sentido de reconhecer ativos por impostos diferidos não registados anteriormente por não terem preenchido as condições para o seu registo e/ou para reduzir o montante dos impostos diferidos registados em função da expectativa atual da sua recuperação futura.
Os impostos diferidos são calculados com base nas taxas de imposto que se antecipa estarem em vigor à data da reversão das diferenças temporárias, que correspondem às taxas aprovadas ou substancialmente aprovadas na data de balanço.
Os impostos sobre o rendimento (correntes ou diferidos) são refletidos nos resultados do exercício, exceto nos casos em que as transações que os originaram tenham sido refletidas noutras rubricas de capital próprio. Nestes casos, o correspondente imposto é igualmente refletido por contrapartida de capital próprio, não afetando o resultado do exercício.
d) Caixa e seus equivalentes (IAS 7)
Na elaboração da demonstração de fluxos de caixa, são incluídos no saldo de “Caixa e seus equivalentes” a totalidade das rubricas “Depósitos bancários” e “Caixa”.
e) Clientes e outras contas a receber (IAS 39)
As contas a receber são inicialmente reconhecidas ao seu justo valor, acrescido de custos de transação diretamente atribuíveis. Na data de contratação ou de início de uma operação, o justo valor é geralmente o valor de transação. Subsequentemente as contas a receber são valorizadas ao custo amortizado, sendo apresentadas em balanço deduzidas das perdas por imparidade que lhe estejam associadas.
As perdas por imparidade são registadas com base na avaliação regular da existência de evidência objetiva de imparidade associada aos créditos de cobrança duvidosa na data do balanço. As perdas por imparidade identificadas são registadas por contrapartida de resultados, sendo subsequentemente revertidas por resultados caso se verifique uma redução do montante da perda estimada, num período posterior.
É assegurado o cumprimento dos requisitos definidos no Aviso nº 3/95 do Banco de Portugal.
f) Fornecedores e outras contas a pagar (IAS 39)
As contas a pagar são inicialmente reconhecidas ao seu justo valor, acrescido de custos de transação diretamente atribuíveis. Na data de contratação ou de início de uma operação, o justo valor é geralmente o valor de transação. Subsequentemente as contas a pagar são valorizadas ao custo amortizado.
g) Imparidade
Ativos tangíveis (IAS 36)
A SIBS Pagamentos efetua análises de imparidade dos seus ativos tangíveis sempre que ocorre algum evento ou alteração que indique que o montante pelo qual o ativo se encontra registado possa não ser recuperado. Em caso de existência de tais indícios, a SIBS Pagamentos procede ao cálculo do valor recuperável do ativo, de modo a determinar a extensão da perda por imparidade.
O valor recuperável é estimado para cada ativo individualmente ou, no caso de tal não ser possível, para a unidade geradora de fluxos de caixa à qual o ativo pertence. O valor recuperável corresponde ao maior entre o preço de venda líquido e o valor de uso do ativo. O preço de venda líquido é o montante que se obteria com a alienação do ativo numa transação entre entidades independentes e conhecedoras, deduzido dos custos diretamente atribuíveis à alienação. O valor de uso corresponde aos fluxos de caixa futuros do ativo, atualizados com base em taxas de desconto antes de imposto que reflitam o valor atual do capital e o risco específico do ativo.
Sempre que o montante pelo qual o ativo se encontra registado seja superior à sua quantia recuperável, é reconhecida uma perda por imparidade na demonstração dos resultados do exercício.
Quando uma perda por imparidade é subsequentemente revertida, o valor contabilístico do ativo é atualizado para o seu valor estimado. Contudo, a reversão da perda por imparidade só pode ser efetuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida (líquida de amortização), caso a perda por imparidade não tivesse sido registada em exercícios anteriores. A reversão das perdas por imparidade é reconhecida na demonstração dos resultados.
h) Eventos subsequentes (IAS 10)
Os eventos após a data do balanço que proporcionem informação adicional sobre condições que existiam à data do balanço são refletidos nas demonstrações financeiras da Sociedade.
Os eventos após a data do balanço que proporcionem informação sobre condições que ocorram após a data do balanço são divulgados no anexo às demonstrações financeiras,
SIBS: Pagamentos: Relatório e Contas 2015 30
i) Locações (IAS 17)
Os contratos de locação são classificados como locações financeiras se substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes à posse dos ativos forem transferidos para o locatário. Os restantes contratos de locação são classificados como locações operacionais. A classificação das locações depende da substância do contrato, independentemente da sua forma.
Os ativos adquiridos mediante contratos de locação financeira, bem como as correspondentes responsabilidades para com o locador, são contabilizados pelo método financeiro, de acordo com o plano financeiro contratual. Os juros incluídos no valor das rendas e as amortizações do ativo fixo tangível são reconhecidos na demonstração dos resultados do período a que respeitam.
Nas locações consideradas como operacionais, as rendas devidas são reconhecidas como custo na demonstração dos resultados, numa base linear durante o período do contrato de locação.
j) Rédito (IAS 18)
O rédito é o influxo bruto de benefícios económicos ocorrido durante o período proveniente do curso das atividades ordinárias da Sociedade quando esses influxos resultam em aumentos de capital próprio, que não sejam aumentos relacionados com contribuições de participantes no capital próprio.
O rédito é registado líquido de quaisquer impostos, descontos comerciais e descontos financeiros atribuídos.
O rédito é mensurado pelo justo valor da retribuição recebida ou a receber. Prestação de serviços
O rédito associado com uma transação que envolva prestação de serviços é reconhecido quando o desfecho dessa transação possa ser fiavelmente estimado, isto é, quando: (i) a quantia de rédito seja fiavelmente mensurada; (ii) seja provável que benefícios económicos associados com a transação fluam para a Sociedade; (iii) a fase de acabamento da transação à data do balanço possa ser fiavelmente mensurada; e (iv) os gastos incorridos com a transação e os gastos para concluir a transação sejam fiavelmente mensurados.
Juros
O rédito proveniente do uso de ativos da Sociedade que produzam juros é reconhecido quando: (i) seja provável que os benefícios económicos associados com a transação fluam para Empresa; (ii) a quantia do rédito possa ser fiavelmente mensurada. O rédito proveniente do uso desses ativos é reconhecido utilizando o método do juro efectivo.
k) Provisões e passivos contingentes (IAS 37)
Uma provisão é constituída quando existe uma obrigação presente (legal ou construtiva) resultante de eventos passados relativamente à qual seja provável o futuro dispêndio de recursos e este possa ser determinado com fiabilidade. O montante da provisão corresponde à melhor estimativa do valor a desembolsar para liquidar a responsabilidade na data do balanço.
Caso não seja provável o futuro dispêndio de recursos, trata-se de um passivo contingente, procedendo-se à respetiva divulgação em conformidade com os requisitos do IAS 37 – “Provisões, passivos contingentes e ativos contingentes”.
l) Estimativas contabilísticas críticas e aspetos julgamentais mais relevantes na aplicação das políticas contabilísticas
Na aplicação das políticas contabilísticas acima descritas, é necessária a realização de estimativas que afetam os montantes de ativos e passivos registados, bem como os proveitos e custos reconhecidos no decurso de cada exercício. As estimativas com maior impacto nas demonstrações financeiras da Sociedade incluem as seguintes áreas: Impostos sobre lucros
Os impostos sobre os lucros (correntes e diferidos) são determinados pela Sociedade com base nas regras definidas pelo enquadramento fiscal em vigor. No entanto, em algumas situações a legislação fiscal pode não ser suficientemente clara e objetiva e originar a existência de diferentes interpretações. Os valores registados resultam do melhor entendimento dos órgãos responsáveis da Sociedade sobre o correto enquadramento das suas operações, o qual é no entanto suscetível de ser questionado pelas Autoridades Fiscais.
Imparidade
A SIBS Pagamentos efetua análises de imparidade sempre que ocorra algum evento ou alteração que indique que o montante pelo qual o ativo se encontra registado possa não ser integralmente recuperado. Em caso de existência de indícios objetivos de imparidade, a SIBS Pagamentos procede ao cálculo do valor recuperável do ativo, de modo a determinar a extensão da perda por imparidade. Em determinadas circunstâncias, o cálculo do valor recuperável do ativo implica, para além da utilização de dados disponíveis em mercados ativos, a utilização de estimativas efetuadas pela Sociedade, nomeadamente fluxos de caixa descontados, ou avaliações efetuadas por entidades terceiras.
As estimativas foram determinadas com base na melhor informação disponível à data da preparação das demonstrações financeiras. No entanto, em períodos subsequentes, podem ocorrer situações que, não sendo previsíveis nessa data, não foram consideradas nas estimativas efetuadas. Alterações a estas estimativas, que ocorram posteriormente à data das demonstrações financeiras, são corrigidas em resultados de forma prospetiva,
SIBS: Pagamentos: Relatório e Contas 2015 32
m) Adoção de novas Normas (IAS/IFRS) ou revisão de Normas já emitidas, conforme adotadas pela União Europeia
Adoção de normas e interpretações novas, emendadas ou revistas:
Descrição Alteração Im pacto estim ado Data efetiva 1. Alterações e interpretações efetivas a 31 de dezem bro de 2015
· Melhorias às normas 2011 – 2013 Clarificações sem impacto 1 de janeiro de 2015 · IFRIC 21 – ‘Taxas ’ (“Levies”) Nova interpretação – Contabilização de
passivos por taxas sem impacto 1 de janeiro de 2015
2.Alterações efetivas em ou após 1 de fevereiro de 2015
· Melhorias às normas 2010 – 2012 Clarificações sem impacto 1 de fevereiro de 2015 · IAS 19 – Planos de benefícios definidos Contabilização das contribuições de
empregado ou outras entidades sem impacto
1 de fevereiro de 2015 · IAS 16 e IAS 38 – Métodos de cálculo de
amortização/ depreciação
Os métodos de depreciação/ amortização baseados no rédito, não são permitidos.
A aplicar quando se
tornar efetiva 1 de janeiro de 2016 · IAS 16 e IAS 41 – Agricultura: Plantas que
produzem ativos biológicos consumíveis
Plantas que apenas produzem ativos biológicos consumíveis, são incluídas no âmbito da IAS 16 e são mensuradas pelo modelo do custo ou pelo modelo da revalorização.
A aplicar quando se
tornar efetiva 1 de janeiro de 2016 · IFRS 11 – Acordos conjuntos Contabilização da aquisição de um interesse
numa operação conjunta que é um negócio
A aplicar quando se
tornar efetiva 1 de janeiro de 2016 · IAS 1 – Apresentação das demonstrações
financeiras
Revisão das divulgações no âmbito do projeto do IASB “Disclosure Initiative”
A aplicar quando se
tornar efetiva 1 de janeiro de 2016 · IAS 27 – Demonstrações financeiras
separadas
Opção de mensurar pelo método da equivalência patrimonial, nas DF’s
A aplicar quando se
tornar efetiva 1 de janeiro de 2016 · Melhorias às normas 2012 – 2014 Clarificações várias A aplicar quando se
tornar efetiva 1 de janeiro de 2016
3. Norm as e alterações efetivas, em ou após 1 de fevereiro de 2015, ainda não endossadas pela EU
· Alterações IFRS 10, 12 e IAS 28: Entidades de investimento - aplicação da isenção de consolidar
Isenção de consolidar aplicada às entidades de investimento, extensível a uma
empresa-A aplicar quando se
tornar efetiva 1 de janeiro de 2016 · IFRS 9 – Instrumentos financeiros Nova norma para o tratamento contabilístico
de instrumentos financeiros
A aplicar quando se
tornar efetiva 1 de janeiro de 2018 · IFRS 15 – Rédito de contratos com clientes Reconhecimento do rédito relacionado com a
entrega de ativos e prestação de serviços,
A aplicar quando se
3. Ativos fixos tangíveis
O movimento ocorrido nos Ativos fixos tangíveis durante o exercício de 2015 foi o seguinte:
O movimento ocorrido nos Ativos fixos tangíveis durante o exercício de 2014 foi o seguinte: Valor bruto Alienações Adições e Abates Equipamento básico 5.154 - - 5.154 Equipamento administrativo 2.341 - - 2.341 7.495 - - 7.495 2014 2015 Valor bruto Alienações Adições e Abates Equipamento básico 5.154 - - 5.154 Equipamento administrativo 2.341 - - 2.341 7.495 - - 7.495 2013 2014 Am ortizações Valor líquido Amortizações do exercício Equipamento básico 5.154 - 5.154 -Equipamento administrativo 1.680 283 1.963 378 6.834 283 7.117 378 2014 2015 2015 Am ortizações Valor líquido Amortizações do exercício Equipamento básico 5.154 - 5.154 -Equipamento administrativo 1.397 283 1.680 661 6.551 283 6.834 661 2013 2014 2014
SIBS: Pagamentos: Relatório e Contas 2015 34
4. Clientes
Em 31 de Dezembro de 2015 e 2014, esta rubrica tem a seguinte composição:
Em 31 de Dezembro de 2015 e 2014 a antiguidade dos saldos a receber na rubrica “Clientes” pode ser apresentada como se segue:
5. Outra contas a receber
Em 31 de Dezembro de 2015 e 2014, os saldos destas rubricas tinham a seguinte composição:
A rubrica “Saldos de compensação” inclui, essencialmente, montantes a receber dos
schemes internacionais no curso normal das atividades da Sociedade, decorrentes da
prestação de serviços de acquiring (Nota 14).
Em 31 de Dezembro de 2015, o saldo da rubrica “Grupo SIBS“, compreende o valor das disponibilidades da SIBS Pagamentos que foram transferidas durante o exercício para a SIBS SGPS, na sequência da implementação de um sistema centralizado de tesouraria no Grupo.
2015 2014
Clientes c/c
Nacionais 387.222 386.165 Comunitários 20.290 18.838 Empresas do Grupo (Nota 23):
SIBS FPS 68.720 47.231 SIBS SGPS 24.512 16.982 500.744 469.216 2015 2014 Até 6 meses 491.915 469.216 Mais 6 meses 8.829 -500.744 469.216 2015 2014 Outros devedores Saldos de compensação 10.898.714 14.254.631 Grupo SIBS (Nota 23) 4.677.936 -Valor a receber negócio acquiring 260.204 247.042 Outros 754 221 15.837.608 14.501.894
6. Estado e outros entes públicos
Em 31 de Dezembro de 2015 e 2014, esta rubrica tem a seguinte composição:
7. Outros ativos - correntes
Em 31 de Dezembro de 2015 e 2014, esta rubrica tem a seguinte composição:
8. Capital
A Sociedade foi constituída em 30 de Março de 2011, com um capital social no montante de 1.000.000 Euros, integralmente realizado nessa data em numerário (996.425 Euros) e em espécie (3.575 Euros), com um prémio de 4 Euros (Nota 9).
Em 21 de Abril de 2011 a Sociedade aumentou o capital em 400.000 Euros, com a emissão de 80.000 novas ações, totalmente realizadas em numerário pela acionista única. Desta forma, em 31 de Dezembro de 2012, o capital da Sociedade está representado por 280.000 ações com o valor nominal de 5 Euro cada.
Nestas datas o capital da Sociedade é integralmente detido pela SIBS SGPS S.A., sendo as suas contas consolidadas pelo método de integração global ao nível das demonstrações financeiras desta sociedade, a qual tem sede na Rua Soeiro Pereira Gomes, Lote 1, em Lisboa, local onde podem ser obtidas.
2015 2014
Estado e outros entes públicos - ativo
IVA a recuperar 212.409 250.974 212.409 250.974 Estado e outros entes públicos - passivo
Retenções na fonte 2.407 1.255 Contribuições para a Segurança Social 2.048 1.830 4.455 3.085
2015 2014
Outros ativos - correntes Acréscimos de rendimentos
Fees Trionis 34.618
-SIBS: Pagamentos: Relatório e Contas 2015 36
9. Outras rubricas de capital próprio
Em 31 de Dezembro de 2015 e 2014, as restantes rubricas de capital próprio têm a seguinte composição:
Reserva legal: De acordo com o disposto no Decreto-Lei nº 298/92 (Regime Geral das Instituições de Crédito), de 31 de Dezembro, alterado pelo Decreto-Lei nº 201/2002, de 26 de Setembro, a Sociedade deverá constituir um fundo de reserva legal até à concorrência do seu capital social ou ao somatório das reservas livres constituídas e dos resultados transitados, se superior. Para tal, é anualmente transferido para esta reserva uma fração não inferior a 10% dos lucros líquidos apurados em cada exercício, antes de cobertura de resultados transitados, até perfazer o referido montante. Esta reserva só pode ser utilizada para a cobertura de prejuízos acumulados ou para aumentar o capital.
10. Provisões
O movimento ocorrido nas provisões da Sociedade durante o exercício de 2015 foi o seguinte:
O movimento ocorrido nas provisões da Sociedade durante o exercício de 2014 foi o seguinte:
2015 2014
Ações próprias - descontos e prémios 4 4 Reserva legal 1.400.001 913.775 Resultado líquido do exercício 8.821.789 7.079.968 10.221.794 7.993.747
2014 Dotações Reposições 2015
Provisões para outros riscos e encargos:
Outros riscos e encargos 1.839 392.457 - 394.296
1.839 392.457 - 394.296
2013 Dotações Reposições 2014
Provisões para outros riscos e encargos:
Outros riscos e encargos 603 1.236 - 1.839
11. Fornecedores
Em 31 de Dezembro de 2015 e 2014, esta rubrica tem a seguinte composição:
12. Outra contas a pagar
Em 31 de Dezembro de 2015 e 2014, esta rubrica tem a seguinte composição:
Em 31 de Dezembro de 2015 e 2014, o saldo da rubrica Empresas do Grupo – IRC a pagar corresponde ao valor de imposto a pagar pela Sociedade à SIBS SGPS, S.A. resultante da aplicação do Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades (Nota 2.c)).
A diferença entre a estimativa de IRC e o montante de imposto já pago, relativa aos exercícios de 2015 e 2014, pode ser resumida como se segue:
2015 2014
Correntes
Fornecedores - conta corrente
Nacionais - 3.170 Comunitários 31.995 239.927 Fornecedores - empresas do Grupo (Nota 23)
SIBS FPS 732.368 679.488 SIBS SGPS 84.874 555.693 SIBS Gest 25.040 17.735 874.277 1.496.013 2015 2014 Correntes
Empresas do Grupo - IRC a pagar (Nota 23)
SIBS SGPS 3.239.854 2.685.876 Outros credores
Saldos de compensação 58.993 314.217 Grupo SIBS (Nota 23) - 296.490 Outros 9 9 3.298.856 3.296.592
2015 2014
Estimativa de imposto do período
Resultado do exercício (Nota 21) 3.239.854 2.686.087 Imposto já pago
Retenções na fonte - (211) IRC a pagar / (recuperar) 3.239.854 2.685.876
SIBS: Pagamentos: Relatório e Contas 2015 38
respetivos schemes internacionais, no curso normal das atividades da Sociedade, decorrentes da prestação de serviços de acquiring (Nota 5)
Em 31 de Dezembro de 2014, o saldo da rubrica “Grupo SIBS“, compreende o valor das disponibilidades da SIBS Pagamentos que foram transferidas durante o exercício pela SIBS SGPS, na sequência da implementação de um sistema centralizado de tesouraria no Grupo.
13. Outros Passivos
Em 31 de Dezembro de 2015 e 2014, esta rubrica tem a seguinte composição:
14. Prestações de serviços
Nos exercícios de 2015 e 2014, as prestações de serviços têm a seguinte composição:
2015 2014
Correntes Acréscimo de gastos
Remunerações a pagar 12.167 12.057 Fees Trionis 156.392 34.866 Grupo SIBS (Nota 23) 113.522 102.943 Custos DCC 101.189 -Custos VISA/Mastercard 3.103 46.200 Comissões interbancárias - 828.517 Outros acréscimos de custos 5.706 6.175 392.079 1.030.758 Rendimentos a reconhecer Outros - 711 - 711 392.079 1.031.469 2015 2014 Prestação de serviços . Acquiring 45.302.363 40.416.690 . Scheme 1.979.376 1.619.076 47.281.739 42.035.766
15. Outros rendimentos e ganhos operacionais
Nos exercícios de 2015 e 2014, os outros rendimentos e ganhos operacionais têm a seguinte composição:
16. Fornecimentos e serviços externos
Nos exercícios de 2015 e 2014, esta rubrica tem a seguinte composição:
No exercício de 2015 e 2014 a rubrica “Subcontratos – SIBS FPS” corresponde essencialmente aos serviços de processamento, prestados por aquela empresa do Grupo.
No exercício de 2015 e 2014 a rubrica “Comissões – tarifário interbancário” corresponde essencialmente às comissões pagas, aos bancos nacionais e aos sistemas de pagamentos internacionais, decorrentes da atividade de acquiring MB e não MB.
2015 2014
Indemnizações recebidas 711 -Correções relativas a exercícos anteriores - 52.953 711 52.953 Proveitos suplementares
Estudos e projectos 29.700 69.566 Outros Proveitos suplementares - 12.000 Outros rendimentos e ganhos operacionais
Diferença de estimativa de impostos - 198 Outros - 100 29.700 81.864 30.411 134.817 2015 2014 Subcontratos SIBS FPS 5.641.675 5.359.039 5.641.675 5.359.039 Fornecimentos e Serviços
Comissões - tarifário interbancário 27.674.038 25.881.095 Trabalhos especializados 1.212.299 842.028 Publicidade 14.175 -Aluguer de instalações e outros alugueres 7.592 7.592 Outros 13.742 19.414 28.922.858 26.750.284 34.564.533 32.109.323
SIBS: Pagamentos: Relatório e Contas 2015 40
Nos exercícios de 2015 e 2014 os honorários relativos ao Revisor Oficial de Contas foram os seguintes:
17. Gastos com o pessoal
Nos exercícios de 2015 e 2014, esta rubrica tem a seguinte composição:
Relativamente aos membros do Conselho de Administração, os mesmos auferiram, pelo exercício das suas funções em 2015 e 2014, os montantes de 59.478 Euros e 20.133 Euros, respetivamente.
Nos exercícios de 2015 e 2014, os números de efetivos, em média e no final do período, eram os seguintes:
2015 2014
Revisor Oficial de Contas
- Revisão Oficial de Contas 4.000 4.000
- Consultoria fiscal 800 800
- Outros serviços de garantias de fiabilidade 19.500 19.500 24.300 24.300
2015 2014
Remunerações dos órgãos sociais 59.478 20.133 Remunerações do pessoal 48.022 54.554 107.500 74.687 Encargos sobre remunerações 20.777 15.351 Cedência de pessoal 134.445 140.625 Seguros 2.511 2.717 Formação 1.969 765 Outras despesas com o pessoal 60 60 159.762 159.518 267.262 234.205 2015 2014 Média do período Final do período Média do período Final do período Administradores 2 2 2 2 Quadros efetivos 1 1 2 1
Quadros cedidos por empresas do Grupo 2 2 2 2
18. Outros gastos e perdas operacionais
Nos exercícios de 2015 e 2014, esta rubrica tem a seguinte composição:
19. Juros e rendimentos similares obtidos
Nos exercícios de 2015 e 2014, esta rubrica tem a seguinte composição:20. Juros e gastos similares suportados
Nos exercícios de 2015 e 2014, esta rubrica tem a seguinte composição:
2015 2014
Baixo Valor - TPA 14.879 82.343 Impostos 1.491 1.583 Outros gastos e perdas operacionais 289 -16.659 83.926
2015 2014
Juros obtidos 36.456 31.195 36.456 31.195
2015 2014
Comissões bancárias - negócio acquiring 43.652
-Juros suportados 1.589 5.797
Diferenças de câmbio desfavoráveis 111
-Outros custos e perdas financeiros 417 953
SIBS: Pagamentos: Relatório e Contas 2015 42
21. Impostos sobre o rendimento
Nos exercícios de 2015 e 2014, o custo com impostos sobre lucros reconhecidos em resultados, bem como a taxa efectiva de imposto, medida pela relação entre a dotação para impostos e o lucro do exercício antes de impostos, podem ser resumidos como se segue:
A reconciliação entre a taxa nominal e a taxa efetiva de imposto para os exercícios de 2015 e 2014, pode ser detalhada como segue:
As autoridades fiscais têm a faculdade de rever a situação fiscal da SIBS Pagamentos durante um período de quatro anos, exceto em caso de ter sido efetuado reporte de prejuízos, bem como de qualquer outra dedução ou crédito de imposto, em que o prazo de caducidade é o do exercício desse direito.
Na opinião do Conselho de Administração da SIBS Pagamentos, não é previsível qualquer liquidação adicional significativa, relativamente aos exercícios de 2012 a 2015.
2015 2014
Impostos correntes
. Do exercício 3.239.854 2.686.087 Resultados antes de impostos 12.061.643 9.766.055 Carga fiscal 26,86% 27,50%
Reconciliação da taxa de im posto Taxa Im posto Taxa Im posto
Resultado antes de impostos 12.061.643 9.766.055
Imposto apurado com base na taxa nominal 22,50% 2.713.870 24,50% 2.392.683
Derrama estadual 3,54% 427.535 3,00% 292.946
Provisões tributadas 0,73% 88.303 0,00%
-Tributação autónoma 0,09% 10.909 0,02% 2.205
Beneficios fiscais (0,01%) (828) (0,02%) (2.002)
Provisões para outros riscos e encargos 0,00% - 0,00% 303 Restituição de impostos por excesso de estimativa 0,00% - (0,00%) (48)
Outros 0,00% 65 0,00%
-Impostos sobre os lucros em resultados 26,86% 3.239.854 27,50% 2.686.087
22. Divulgações relativas a instrumentos financeiros
Políticas de gestão dos riscos financeiros inerentes à atividade
No decorrer da sua atividade a Sociedade encontra-se exposta a um conjunto de riscos financeiros, sendo os principais o risco de crédito e o risco de liquidez.
Risco de crédito
O risco de crédito é a possibilidade de perda de valor do ativo da SIBS Pagamentos em consequência do incumprimento de obrigações contratuais, por motivos de insolvência ou incapacidade de pessoas singulares ou Coletivas em honrar os seus compromissos para com a sociedade.
O risco de crédito é acompanhado numa base regular pela SIBS Pagamentos, permitindo uma identificação atempada das situações mais relevantes, que exigem uma avaliação e um acompanhamento mais cuidado. Quando são identificadas situações de incumprimento, os clientes são contactados diretamente e são realizadas diligências para que seja recuperado o valor em causa.
O risco de crédito na SIBS Pagamentos está mitigado pelo facto de grande parte da sua atividade ser efetuada com entidades que são também acionistas da Sociedade ou da SIBS SGPS, S.A. e que não apresentam históricos de incumprimento.
Risco de liquidez
O risco de liquidez traduz-se na possibilidade das fontes de financiamento, como sejam os fluxos de caixa operacionais e os fluxos de caixa obtidos de operações de desinvestimento, de linhas de crédito e de financiamento, não satisfazerem as necessidades existentes, como sejam as saídas de caixa para atividades operacionais e de financiamento, os investimentos, a remuneração dos acionistas e o reembolso de dívida.
A SIBS Pagamentos procura fazer face a este risco mantendo uma gestão adequada dos fluxos de tesouraria, que advêm quase na totalidade das suas atividades operacionais.
O Grupo SIBS implementou um sistema centralizado de gestão de tesouraria, sob responsabilidade da SIBS SGPS, o que levou à concentração, nesta última, dos respetivos excedentes de tesouraria de cada empresa.
Adicionalmente, apresenta um bom relacionamento com diversos bancos.
Risco de taxa de juro
A Sociedade considera que, face à sua atividade, a exposição ao risco de taxa de juro não tem expressão. De referir que a Sociedade aplica os seus excedentes de tesouraria em depósitos à ordem ou em aplicações financeiras de curto prazo.
SIBS: Pagamentos: Relatório e Contas 2015 44
Risco cambial
A Sociedade considera que, face à sua atividade, a exposição ao risco cambial não tem expressão.
Justo valor
No apuramento do justo valor de ativos e passivos financeiros mantidos ao custo amortizado com referência a 31 de Dezembro de 2015, a SIBS Pagamentos considera que dada a sua natureza de curto prazo, o valor de balanço constitui uma boa aproximação do justo valor.
23. Entidades relacionadas
a) Identificação das entidades relacionadas
De acordo com o IAS 24, são consideradas entidades relacionadas aquelas em que a SIBS Pagamentos ou a SIBS SGPS exercem, direta ou indiretamente, o controlo ou influência significativa sobre a sua gestão e política financeira e operacional - Empresas do Grupo e Fundo de Pensões - e as entidades que exercem influência significativa sob a gestão da Sociedade - Acionistas e Membros do Conselho de Administração da SIBS Pagamentos ou da SIBS, SGPS, S.A..
Acionista da SIBS Pagamentos, S.A:
- SIBS – SGPS, S.A.;
Empresas do Grupo SIBS (Filiais e Associadas):
- SIBS Forward Payment Solutions, S.A.; - SIBS Gest, S.A.;
- SIBS Processos – Serviços interbancários de processamento, S.A.; - SIBS Cartões - Produção e Processamento de Cartões, S.A.; - SIBS International, S.A.;
- Paywatch – Serviços Integrados de Segurança em Pagamentos, S.A.; - Processos CB, S.A.;
- Multicert – Serviços de Certificação Electrónica, S.A.;
- Via Verde Portugal – Gestão de sistemas electrónicos de cobrança, S.A..
Acionistas indiretos da SIBS Pagamentos (entidades com mais de 10% do capital da SIBS SGPS, S.A.):
- Grupo Caixa Geral de Depósitos; - Grupo BCP;
- Grupo Santander Totta; - Grupo BPI.
Membros do Conselho de Administração da SIBS Pagamentos:
- Vítor Augusto Brinquete Bento (Presidente); - Maria Madalena Cascais Mendes Tomé (Vogal); - António Henrique Sousa Dias Teixeira (Vogal).
SIBS: Pagamentos: Relatório e Contas 2015 46
Membros do Conselho de Administração da SIBS, SGPS, S.A.:
- Vitor Augusto Brinquete Bento (Presidente);
- Maria Madalena Cascais Mendes Tomé (Vice-Presidente).
- Maria João Carioca, em representação da Caixa Geral de Depósitos; - José Iglésias Soares, em representação do Banco Comercial Português; - João Baptista Leite, em representação do Banco Santander Totta; - Pedro Bissaia Barreto, em representação do Banco BPI;
- Vitor Lopes Fernandes, em representação do Novo Banco;
- João Lopes Raimundo, em representação da Caixa Económica Montepio Geral; - João Luis de Oliveira Batista (Administrador executivo);
b) Detalhe dos saldos e transações com Empresas do Grupo SIBS (Filiais e Associadas), Acionistas com mais de 10% do capital social da SIBS SGPS e Membros do Conselho de Administração.
Em 31 de Dezembro de 2015, o montante global dos ativos e passivos relativos a operações realizadas com entidades relacionadas da SIBS Pagamentos pode ser resumido da seguinte forma:
Empresas do Grupo Empresas Associadas Acionistas participação >10% Total Ativo Clientes (Nota 4)
. BANCO COMERCIAL PORTUGUÊS - - 55.059 55.059 . SIBS FPS 47.231 - - 47.231 . BANCO SANTANDER TOTTA - - 31.191 31.191 . BANCO BPI, SA - - 28.829 28.829 . CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS - - 23.127 23.127 . SIBS SGPS 16.982 - - 16.982 . BANCO PORTUGUÊS DE INVESTIMENTO - - 4.618 4.618 64.213 - 142.824 207.037 Outras contas a receber (Nota 5)
. BANCO COMERCIAL PORTUGUÊS - - 5.843.536 5.843.536 . CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS - - 3.107.284 3.107.284 - - 8.950.820 8.950.820 Total do ativo 64.213 - 9.093.644 9.157.857 Passivo Fornecedores (Nota 11) . SIBS FPS 679.488 - - 679.488 . SIBS SGPS 555.693 - - 555.693 . SIBS Gest 17.735 - - 17.735 1.252.916 - - 1.252.916 Outras contas a pagar (Nota 12)
. SIBS SGPS 2.982.366 - - 2.982.366 2.982.366 - - 2.982.366 Outros passivos - correntes (Nota 13)
. SIBS FPS 98.543 - - 98.543 . SIBS Gest 4.400 - - 4.400 102.943 - - 102.943 Total do passivo 4.338.225 - - 4.338.225
SIBS: Pagamentos: Relatório e Contas 2015 48
Em 31 de Dezembro de 2014, o montante global dos ativos e passivos relativos a operações realizadas com entidades relacionadas da SIBS Pagamentos pode ser resumido da seguinte forma:
Empresas do Grupo Empresas Associadas Acionistas participação >10% Total Ativo Clientes (Nota 4)
. BANCO COMERCIAL PORTUGUÊS - - 55.059 55.059 . SIBS FPS 47.231 - - 47.231 . BANCO SANTANDER TOTTA - - 31.191 31.191 . BANCO BPI, SA - - 28.829 28.829 . CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS - - 23.127 23.127 . SIBS SGPS 16.982 - - 16.982 . BANCO PORTUGUÊS DE INVESTIMENTO - - 4.618 4.618 64.213 - 142.824 207.037 Outras contas a receber (Nota 5)
. BANCO COMERCIAL PORTUGUÊS - - 5.843.536 5.843.536 . CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS - - 3.107.284 3.107.284 - - 8.950.820 8.950.820 Total do ativo 64.213 - 9.093.644 9.157.857 Passivo Fornecedores (Nota 11) . SIBS FPS 679.488 - - 679.488 . SIBS SGPS 555.693 - - 555.693 . SIBS Gest 17.735 - - 17.735 1.252.916 - - 1.252.916 Outras contas a pagar (Nota 12)
. SIBS SGPS 2.982.366 - - 2.982.366 2.982.366 - - 2.982.366 Outros passivos - correntes (Nota 13)
. SIBS FPS 98.543 - - 98.543 . SIBS Gest 4.400 - - 4.400 102.943 - - 102.943 Total do passivo 4.338.225 - - 4.338.225
Em 31 de Dezembro de 2015, o montante global dos custos e proveitos relativos a operações realizadas com entidades relacionadas da SIBS Pagamentos pode ser resumido da seguinte forma:
Empresas do Grupo Empresas Associadas Acionistas participação > 10% Total Custos
Fornecimentos e serviços externos (Nota 16)
. SIBS FPS 5.644.999 - - 5.644.999 . SIBS SGPS 4.938.768 - - 4.938.768 . SIBS Gest 147.496 - - 147.496 10.731.263 - - 10.731.263 Custos com pessoal (Nota 17)
. SIBS FPS 134.445 - - 134.445 134.445 - - 134.445 Outros gastos e perdas operacionais (Nota 18)
. SIBS FPS 14.879 - - 14.879 14.879 - - 14.879 Juros e gastos similares suportados (Nota 20)
. SIBS SGPS 53 - - 53 53 - - 53 Total de custos 10.880.640 - - 10.880.640 Proveitos
Prestações de serviços (Nota 14)
. VIA VERDE - 8.174.576 - 8.174.576
. BANCO COMERCIAL PORTUGUÊS - - 263.129 263.129
. CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS - - 215.463 215.463
. BANCO SANTANDER TOTTA - - 146.082 146.082
. BANCO BPI, SA - - 138.630 138.630
. BANCO PORTUGUÊS DE INVESTIMENTO - - 15.003 15.003
- 8.174.576 778.307 8.952.883 Juros e rendimentos similares obtidos (Nota 19)
. SIBS SGPS 35.931 - - 35.931 35.931 - - 35.931 Total de proveitos 35.931 8.174.576 778.307 8.988.815
SIBS: Pagamentos: Relatório e Contas 2015 50
Em 31 de Dezembro de 2014, o montante global dos custos e proveitos relativos a operações realizadas com entidades relacionadas da SIBS Pagamentos pode ser resumido da seguinte forma:
Empresas do Grupo Empresas Associadas Acionistas participação > 10% Total Custos
Fornecimentos e serviços externos (Nota 16)
. SIBS FPS 5.443.235 - - 5.443.235 . SIBS SGPS 661.709 - - 661.709 . SIBS Gest 149.411 - - 149.411 6.254.355 - - 6.254.355 Custos com pessoal (Nota 17)
. SIBS FPS 140.625 - - 140.625 140.625 - - 140.625 Juros e gastos similares suportados (Nota 20)
. SIBS SGPS 3.803 - - 3.803 . CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS - - 2.529 2.529 3.803 - 2.529 6.332 Total de custos 6.398.783 - 2.529 6.401.312 Proveitos
Prestações de serviços (Nota 14)
. VIA VERDE - 7.627.629 - 7.627.629
. BANCO COMERCIAL PORTUGUÊS - - 258.603 258.603
. CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS - - 214.453 214.453
. BANCO SANTANDER TOTTA - - 144.002 144.002
. BANCO BPI, SA - - 136.819 136.819
. BANCO PORTUGUÊS DE INVESTIMENTO - - 15.021 15.021
- 7.627.629 768.897 8.396.527 Juros e rendimentos similares obtidos (Nota 19)
. SIBS SGPS 30.333 - - 30.333 . CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS - - 863 863 30.333 - 863 31.195 Total de proveitos 30.333 7.627.629 769.760 8.427.722
24. Eventos subsequentes
Em conformidade com o artigo 2º do Aviso nº 5/2015 do Banco de Portugal, datado de 7 de dezembro, a partir de 1 de janeiro de 2016 as entidades sujeitas à supervisão do Banco de Portugal, devem elaborar as demonstrações financeiras em base individual, de acordo com as Normas Internacionais de Contabilidade (NIC), tal como adotadas, em cada momento, por Regulamento da União Europeia e respeitando a estrutura conceptual para a preparação e apresentação de demonstrações financeiras que enquadra aquelas normas, a exemplo do que já era anteriormente requerido para as demonstrações financeiras em base consolidada, quando aplicável.
No entanto, a Sociedade enquadra-se no regime transitório estabelecido no artigo 3º do referido aviso, o qual estabelece que até 31 de dezembro de 2016, as instituições financeiras de crédito elaboram as suas demonstrações financeiras, em base individual, de acordo com as normas de contabilidade que lhes eram aplicáveis em 31 de dezembro de 2015, nos termos em que vigoravam nessa data.
A Administração da Sociedade considera que a aplicação das NIC às suas demonstrações financeiras não irá originar impactos significativos.
O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração