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CENTRO PAULA SOUZA ETEC JOSÉ MARTIMIANO DA SILVA. Edificações. Gabriel Henrique Barbosa. Isabele Caroline da Silva. Mariana Ferraz Marcelino

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Edificações

Gabriel Henrique Barbosa

Isabele Caroline da Silva

Mariana Ferraz Marcelino

Milena Francisco Pereira

Simara Santana Costa

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

Sistema Coletor de Resíduos Trazidos pelas Águas Pluviais

Ribeirão Preto

2016

(2)

Isabele Caroline da Silva

Mariana Ferraz Marcelino

Milena Francisco Pereira

Simara Santana Costa

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

Sistema Coletor de Resíduos Trazidos pelas Águas Pluviais

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso Técnico em Edificações Integrado ao Ensino Médio da ETEC José Martimiano da Silva orientados pelos (as) professores (as) Joseane Ipolito e Denise Rosário como requisito parcial para obtenção do título de técnico em Edificações.

Ribeirão Preto

2016

(3)

Agradecemos primeiramente a Deus, que nos capacitou durante todo o processo, desde o nascimento da ideia até a apresentação e entrega do projeto.

Às nossas orientadoras Joseane Ipolito e Denise Rosário, por toda a ajuda e auxilio durante a caminhada.

Aos professores Marcelo Gaetani e Juliana Delmonico, também ao professor Fernando Domingues, que apesar de não nos acompanhar nesse ano letivo, nos preparou durante dois anos para este momento, e a todos os demais professores que nos ajudaram de alguma maneira.

Aos nossos pais que sempre estiveram conosco, nos apoiando, incentivando e dando força, e em especial ao Vanderlei Pereira, que nos ajudou com as ferramentas, e a Ana e Mario Marcelino, que nos cederam espaço para realizar o projeto.

Aos nossos amigos que nos fortaleceram e incentivaram, e em especial ao Caio Ferreto, que mesmo sem estar em nosso grupo sempre esteve ao nosso lado e nos ajudou como possível; saiba que sua amizade é muito importante para todos nós.

Por fim, agradecemos a todas as pessoas que nos acompanharam, nos ajudaram de alguma forma e torceram por nós.

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“Nunca deixe ninguém dizer que você não pode fazer alguma coisa. Se você tem um sonho, tem que correr atrás dele. As pessoas não conseguem vencer, e dizem que você não vai vencer. Se quer alguma coisa, corra atrás”.

(5)

Devido ao rápido crescimento das cidades brasileiras, incluindo Ribeirão Preto, as áreas verdes deram lugar às rodovias, avenidas, ruas, casas, prédios, comércios, sem o tempo necessário para o planejamento urbano. Isso resultou em uma enorme área impermeabilizada impedindo o escoamento das águas pluviais. O crescimento da população resultou, também, em um aumento dos resíduos das cidades, e seu descarte inadequado se tornou cada vez mais comum, provocando problemas sociais, ambientais e econômicos. Alguns destes problemas são as enchentes e inundações, causadas na maioria das vezes pelo entupimento da rede mestra de esgoto, que conduz as águas para seu destino final (Estação de Tratamento). Pensando na diminuição deste entupimento, foi feita uma proposta de um Sistema Coletor, que impede que os resíduos, e também matéria orgânica, cheguem até a rede mestra. O sistema seria feito em um material chamado PETG (PET reciclado), e com sua implantação nas bocas de lobo da cidade, além de diminuir os entupimentos e consequentemente as enchentes, facilitaria o processo de tratamento da água e problemas como danos em residências e comércios, e proliferação de doenças infecciosas seriam evitados.

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Owing to rapid growth of Brazilian cities, including Ribeirão Preto, the green areas the green areas gave way to roads, avenues, streets, houses, buildings, shops, and without the time needed for urban planning. It resulted in a huge waterproofed area, preventing the flow of rainwater. The population growth has also resulted in an increase in city solid waste, and its inadequate disposal has become increasingly common, causing social, environmental and economic problems. Some of these problems are floods and inundations, most often caused by the clogging sewer mains plugging, which leads the water to its final destination (Treatment Station). Considering the reduction of this clogging, the proposal was made for a Collector System, which prevents the waste, as well as organic matter, from reaching the sewage network. The system would be made of a material called PETG (recycled PET), and with its implantation in the street drain of the city, besides reducing clogs and consequently as floods, facilitate the process of water treatment and problems such as damages in homes and Trade, and proliferation of infectious diseases would be avoided.

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1. INTRODUÇÃO ... 9

2. URBANIZAÇÃO ... 11

2.1. Crescimento das Áreas Urbanas ... 11

2.2. Ribeirão Preto – Avenida Francisco Junqueira ... 12

3. BOCAS DE LOBO: UMA QUESTÃO SOCIO-AMBIENTAL ... 14

3.1. O que é Boca de Lobo? ... 14

3.2. Tipos de Boca de Lobo ... 15

3.3. Descarte Inadequado dos Resíduos Sólidos pela População ... 16

3.3.1. Classificação de Resíduos Sólidos ... 17

3.4. Descarte de Resíduos Sólidos nas Vias Públicas ... 20

3.4.1. Impactos no Meio Ambiente ... 22

3.4.2. Prejuízos à População ... 24

4. ESTUDO DE CASO... 26

4.1. Índice Pluviométrico: O que é e como calcular? ... 26

4.1.1.Índices Pluviométricos de Ribeirão Preto ... 27

4.2. Plantas de Boca de Lobo ... 28

5. PESQUISA DE CAMPO ... 31

5.1. Resultados e Análises ... 32

6. PROPOSTAS ... 33

6.1. Sistema Coletor de Resíduos Sólidos ... 33

6.1.1. A Ideia ... 33

6.1.2. Materiais Analisados ... 34

6.1.2.1. Chapa de PETG ... 36

6.1.3. Descrição da Confecção do Sistema Coletor ... 38

(8)

6.1.6.1. A Ideia ... 41

6.1.6.2. Execução ... 41

6.2. Padronização das Bocas de Lobo ... 47

6.3. Parceria com o Daerp ... 48

6.4. Dispositivo de Alerta ... 49

6.5. Conscientização ... 51

7. CONCLUSÃO ... 53

8. REFERÊNCIAS ... 54

APÊNDICE ... 57

APÊNDICE A – Entrevista Semi-Estruturada com Engenheiro Eduardo Greggi do Setor de Infraestrutura de Ribeirão Preto... 57

(9)

1. INTRODUÇÃO

A cidade de Ribeirão Preto, localizada no interior do estado de São Paulo, possui uma instituição de ensino administrada pelo Centro Paula Souza1,

denominada ETEC José Martimiano da Silva. Nós, Gabriel, Isabele, Mariana, Milena e Simara, estudantes desta instituição, ingressamos na mesma no ano de 2014, no Ensino Médio Integrado ao Curso Técnico de Edificações (ETIM2). Pertencemos a

um grupo classificado como grupo Sete, dentro da disciplina Planejamento e Desenvolvimento de Trabalho de Conclusão de Curso (PDTCC), na qual desenvolveremos uma monografia junto a um protótipo com o tema “Sistema Coletor de Resíduos Trazidos pelas Águas Pluviais”, visando a conclusão do curso no ano de 2016.

O tema da proposta apresentada refere-se a um problema socioambiental advindo da urbanização acelerada. Com os avanços tecnológicos e o crescimento populacional, o número de casas e comércios nas cidades aumentou, proporcionalmente, à quantidade de resíduos sólidos e áreas impermeáveis, agravando o quadro de enchentes e inundações.

Avaliando as áreas de Ribeirão Preto que mais sofrem com os impactos citados, a pesquisa será restringida à Avenida Francisco Junqueira, localizada no Subsetor Norte 1 da cidade, e terá como objetivo geral desenvolver, a partir de conhecimentos adquiridos sobre estruturas e materiais, uma solução funcional e economicamente viável.

Levantaremos e avaliaremos dados que capacitem a elaboração desse sistema, para que o mesmo colete os resíduos sólidos advindos das águas pluviais e que são fatores agravantes no entupimento das bocas de lobo. Buscaremos entrevistar responsáveis pelos órgãos legais que administram o setor de infraestrutura da cidade, visando sanar as dúvidas em relação ao funcionamento e implantação do sistema nas bocas de lobo.

1O Centro Paula Souza é uma autarquia do Governo do Estado de São Paulo, vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (SDECTI). A instituição administra Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) e Faculdades de Tecnologia (Fatecs).

Fonte: http://www.cps.sp.gov.br/quem-somos/perfil-historico/

(10)

O capítulo dois deste trabalho corresponde aos conceitos de urbanização e crescimento das áreas urbanas no Brasil, desde seu início, até os dias atuais. Também é evidenciado o processo de desenvolvimento e crescimento populacional na cidade de Ribeirão Preto, cidade em que o presente trabalho será realizado.

O terceiro capítulo busca o esclarecimento de dúvidas quanto a real definição do conceito de boca de lobo, seu funcionamento e os tipos existentes, além de buscar conscientizar a população sobre o descarte inadequado de lixo nas vias públicas, através da exposição de informações sobre os impactos decorrentes dessa prática à mesma [população] e ao meio ambiente.

O quarto capítulo faz referência aos índices pluviométricos: sua definição, como calcular e como utilizá-los; além de apresentar os índices pluviométricos de Ribeirão Preto e estudos de caso referente às cidades que apresentam padronização das dimensões das bocas de lobo.

O quinto capítulo, intitulado Pesquisa de Campo, apresenta análises e gráficos feitos a partir da coleta de dados, através de um questionário de conhecimento sobre enchentes aplicado a alunos e professores de Ribeirão Preto e região.

O sexto capítulo apresenta cinco propostas consideradas importantes pelos autores do trabalho, que se resumem no desenvolvimento do sistema coletor de resíduos trazidos pelas águas pluviais, bem como as etapas necessárias para sua confecção, padronização das bocas de lobo de Ribeirão Preto, parceria com o órgão responsável pela manutenção e limpeza das redes de água e esgoto da cidade, desenvolvimento de uma tecnologia responsável por alertar sobre o excesso de resíduos nas caixas coletoras e, por fim, uma proposta de conscientização para a população.

O sétimo capítulo apresentará uma conclusão sobre o trabalho, informações coletadas, resultados, entre outros fatores apresentados.

O oitavo e último capítulo apresenta todas as referências utilizadas ao longo do desenvolvimento desta monografia, seguido de dois apêndices, sendo o primeiro uma entrevista e o segundo, um questionário de conhecimento.

(11)

2. URBANIZAÇÃO

2.1. Crescimento das Áreas Urbanas

Desde a industrialização do Brasil, a partir da segunda metade do século XX, as cidades passaram por um intenso processo de urbanização, que ocorre quando o percentual de população nas cidades é maior do que nas áreas rurais e, consequentemente, por um crescimento urbano ascendente, que é um fenômeno decorrente da expansão física das mesmas, fenômeno, este, que se mantém constante até os dias atuais.

Segundo pesquisas desenvolvidas e divulgadas pela ONU, até 2030, mais pessoas em todas as regiões do globo terão deixado as zonas rurais. Assim, em 2050, 3

4 (três quartos) da população estarão ocupando áreas hoje encobertas por

vegetação, devastando-as para a expansão dos grandes centros urbanos.

Essa urbanização acelerada e desordenada compromete, e comprometerá ainda mais, a qualidade de vida de bilhões de pessoas que sofrem com o trânsito, processos de favelização, além da falta de empregos, alto índice de criminalidade, falta de saneamento básico de qualidade, a produção desenfreada de lixo e seu descarte inapropriado, ocasionando a poluição do ar e das águas, contribuindo à formação de enchentes.

Imagem 1: Demonstração do Processo de Crescimento Urbano.

(12)

2.2. Ribeirão Preto – Avenida Francisco Junqueira

A cidade de Ribeirão Preto, localizada no interior do estado de São Paulo, possui altos índices de crescimento populacional e desenvolvimento urbano. Esse crescimento desordenado tem ocasionado problemas na cidade, já que a mesma não está preparada para receber esse grande fluxo de pessoas.

Gráfico 1: Crescimento Populacional de Ribeirão Preto.

Gráfico desenvolvido pelos autores do projeto a partir de dados disponibilizados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Com base nos dados obtidos, é possível perceber que, do ano passado para 2016, o município de Ribeirão Preto ganhou mais de 8 mil habitantes. Em dez anos (de 2006 a 2016), o crescimento populacional foi de 20,5%. A estimativa do IBGE é de que Ribeirão atinja a marca de um milhão de habitantes em 30 anos.

Com o crescimento dinâmico da cidade, alguns pontos se desenvolvem mais do que outros, algumas vezes, devido à fins lucrativos. Esses locais acabam tornando-se “pontos estratégicos” para pessoas interessadas em instalar nos mesmos seus comércios e residências, além de instituições religiosas, de ensino, etc., gerando grande fluxo de pessoas nessas áreas. A Avenida Francisco Junqueira

0 100000 200000 300000 400000 500000 600000 700000 800000 2006 2010 2013 2015 2016 HABITANTES

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é um desses pontos estratégicos e possui córregos que acompanham todo o seu percurso. Esses córregos servem como contenção para às águas pluviais, visando prevenir a formação de enchentes. Porém, durante períodos de intensivas chuvas, há a possibilidade de transbordamento desses córregos, como já ocorrido em outros momentos. Isso se deve, entre outros fatores, pelo excesso de lixo que é descartado de maneira inapropriada pela população e que podem entupir as redes responsáveis pelo escoamento dessas águas, tanto nos córregos, quanto nas bocas de lobo.

Quando há o entupimento dessas redes e os córregos transbordam, muitas vezes, as bocas de lobo não são capazes de escoar toda essa água, dessa maneira, contribuindo para a formação de enchentes e inundações na avenida.

(14)

3. BOCAS DE LOBO: UMA QUESTÃO SOCIO-AMBIENTAL

3.1. O que é Boca de Lobo?

As bocas de lobo são dispositivos construídos em alvenaria3, em forma de

caixas coletoras, e têm por função receber as águas pluviais (advindas das chuvas) que correm pelas sarjetas, direcionando-as às redes coletoras. Elas podem ser classificadas em alguns tipos, variando de acordo com a necessidade de drenagem4.

Os projetos são, geralmente, normatizados pelos municípios e cidades, porém, as dimensões das bocas de lobo e seus tipos são determinados pela vazão de chegada definida por projeto de cálculo, conforme índice pluviométrico5 da região e período

de retorno da chuva de maior intensidade.

De acordo com trechos retirados do artigo científico Eficiência De Captação De Águas Pluviais Em Bocas-De-Lobo Com Defletores, “um sistema de drenagem urbana de águas pluviais é um serviço público que visa o conforto da população, protegendo-a contra a ação das águas que escoam pela superfície do terreno. Um elemento essencial à boa eficiência do sistema é a boca de lobo. A sua eficiência depende da capacidade de esgotamento, que é função de seu tipo, altura da água no trecho da sarjeta imediatamente à montante e dimensões. Portanto, para se avaliar a capacidade da boca de lobo é necessário conhecer as características de escoamento em conduto livre na sarjeta por meio de sua seção transversal, declividade e rugosidade e, também das superfícies do pavimento sobre o quais a água escoa”.6

3Conjunto de pedras, tijolos ou blocos, construídos com argamassa ou não. Fonte: http://www.ecivilnet.com/dicionario/o-que-e-alvenaria.html

4Escoamento de águas de terreno excessivamente úmido por meio de tubos, valas, fossos etc., instalados na superfície ou nas camadas subterrâneas.

Fonte: http://wwwo.metalica.com.br/drenagem-na-construcao-civil

5Índice pluviométrico é uma medida em milímetros, resultado do somatório da quantidade de chuvas num determinado local durante um dado período de tempo.

Fonte: http://acervo.novaescola.org.br/geografia/fundamentos/como-se-calcula-indice-pluviometrico-476502.shtml

(15)

3.2. Tipos de Boca de Lobo

As bocas de lobo podem ser classificadas em quatro tipos, que são:

Lateral: Indicada para instalação em pontos intermediários em sarjetas com pequena declividade longitudinal; quando há presença de materiais obstrutivos nas sarjetas; em vias de tráfego intenso e rápido; em montante dos cruzamentos. Modelo utilizado como base para o presente trabalho de conclusão de curso.

Com grelha: Indicada para sarjetas com limitação de depressão; quando não há materiais obstrutivos; para instalação em pontos intermediários em ruas com alta declividade longitudinal.

Combinada: Adequada para pontos baixos de ruas e pontos intermediários da sarjeta com declividade média.

Múltipla: Também recomendada para pontos baixos e para sarjetas com grandes vazões.

Imagem 2: Tipos de Boca de Lobo.

Fonte: http://infraestruturaurbana.pini.com.br/solucoes-tecnicas/8/2-bocas-de-lobo-como-planejar-o-posicionamento-das-239376-1.aspx

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3.3. Descarte Inadequado dos Resíduos Sólidos pela População

Mesmo sendo um assunto super atual e de extrema importância, não é de hoje que existem preocupações quanto às questões ambientais referentes ao descarte de lixo e resíduos sólidos no meio ambiente. Nas cidades e nos grandes centros urbanos, esta preocupação está ligada, principalmente, ao descarte inapropriado – feito pela própria população – desses resíduos sólidos nas vias públicas, e essa prática pode acarretar uma série de consequências danosas ao meio ambiente, além de diversos problemas e prejuízos à população.

Inicialmente, é importante diferenciar os termos “lixo” e “resíduo sólido” para que se possa compreender melhor o assunto, uma vez que, tecnicamente falando, possuem definições e finalidades diferentes e, muitas vezes, são classificados pelas populações das cidades como sendo a mesma coisa.

De acordo com o Dicionário Online7, a palavra lixo deriva do termo latim lix

(“cinza”), e refere-se à sujeira, imundície, coisas sem valor, ou seja, todo tipo de material não-aproveitável, derivado de materiais descartados pelas pessoas. Já os resíduos sólidos são materiais também resultantes das atividades humanas e da natureza, porém, que possuem certo grau de reutilização e reaproveitamento, através do processo de reciclagem desses resíduos, gerando, entre outros aspectos, proteção à saúde pública, derivada de uma diminuição da quantidade de resíduos descartados de forma incorreta, e economia dos recursos naturais disponíveis.

Segundo o documento disponibilizado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), divulgado no dia 27 de julho de 2014, durante a nona edição do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, das 78,6 milhões de toneladas de resíduos sólidos geradas em 2014, 29,6 milhões de toneladas foram despejadas em lixões e aterros controlados, locais considerados inadequados e que oferecem riscos à saúde e ao meio ambiente. Isto significa que 78 milhões de brasileiros ou 38,5% da população não tem acesso a serviços de tratamento e destinação adequada de resíduos. Além disso, mais de 20 milhões não contam com coleta regular de lixo, já que 10% do material gerado nas

7 Dicionário online de acesso gratuito. Fonte: http://www.dicionarioinformal.com.br/

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cidades não são coletados. Em relação à produção de lixo, o documento revela que, de 2003 a 2014, a geração de lixo no Brasil apresentou um aumento de 29%, taxa quase cinco vezes maior que o crescimento populacional no mesmo período, que foi de 6%. Ainda segundo o levantamento, apenas 58,4% desse lixo foi destinado para os aterros sanitários apropriados, enquanto o restante teve como destino os lixões e locais considerados inadequados por oferecerem riscos ao meio ambiente e à saúde pública.

Com base nas informações obtidas através do questionário aplicado aos alunos e professores da instituição de ensino Etec José Martimiano da Silva, foi possível constatar que 58% dos participantes descartam lixo e outros resíduos em locais inadequados, como é possível verificar no gráfico abaixo:

Gráfico 2: Quantidade de Pessoas que Descarta Lixo de Maneira ou em Locais Inadequados.

Fonte: Gráfico Construído a partir de Dados Obtidos com o Questionário.

3.3.1. Classificação de Resíduos Sólidos

Segundo a norma da ABNT NBR 10.004:2004 Resíduos Sólidos – Classificação, os resíduos sólidos são aqueles que:

[...] resultam de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição. Ficam

58%

42% SIM

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incluídos nesta definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos cuja particularidade tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos de água, ou exijam para isso soluções, técnica e economicamente, inviáveis em face à melhor tecnologia disponível. (NBR 10.004, 2004).

Os resíduos sólidos podem ser classificados de acordo com a sua origem, tipo de resíduo obtido ou composição química.

De acordo com a origem:

Resíduo Hospitalar: Qualquer resto proveniente de hospitais e serviços de saúde como pronto-socorro, enfermarias, laboratórios de análises clínicas e farmácias. Geralmente, é constituído de seringas, agulhas, curativos e outros materiais que podem apresentar algum tipo de contaminação por agentes patogênicos (causadores de doenças).

Resíduo Domiciliar: Gerado nas residências e sua composição é bastante variável, sendo influenciada por fatores como localização geográfica e renda familiar. Porém, nesse tipo de resíduo, podem ser encontrados restos de alimentos, resíduos sanitários (papel higiênico, por exemplo), papel, plástico, vidro, entre outros.

Resíduo Agrícola: Gerado através de atividades agropecuárias (cultivos, criações de animais, beneficiamento, processamento, etc.). Pode ser composto por embalagens de defensivos agrícolas, restos orgânicos (palhas, cascas, estrume, animais mortos, bagaços), produtos veterinários, entre outros.

Resíduo Comercial: Produzido pelo comércio em geral. A maior parte é constituída por materiais recicláveis, como papel, papelão e plástico, principalmente de embalagens.

Resíduo Industrial: Originado dos processos industriais e possui composição bastante diversificada. Uma grande quantidade desses rejeitos é considerada

(19)

perigosa. Pode ser constituído por escórias (impurezas resultantes da fundição do ferro), cinzas, lodos, óleos, plásticos, papel, borrachas, entre outros.

Entulho: Resultante da construção civil e reformas. Quase 100% destes resíduos podem ser reaproveitados, embora isso não ocorra na maioria das situações por falta de informação. Os entulhos são compostos por restos de demolição de obras (madeiras, tijolos, cimento, rebocos, metais) e solos de escavações diversas.

Resíduo Sólido Urbano: Recolhido nas vias públicas, galerias, áreas de realização de feiras e outros locais públicos, por meio de serviço municipal. Sua composição é muito variada dependendo do local e da situação onde é recolhido, mas podem conter folhas e restos de árvores, grama, animais mortos, papel, plástico, latas, garrafas restos, de alimentos, entre outros. Foco deste trabalho de conclusão de curso.

Resíduos de Portos e Aeroportos e de Terminais Rodoviários e

Ferroviários: Caracterizado como “resíduo séptico”, pois pode conter

agentes causadores de doenças trazidas de outros países. Os resíduos que não apresentam esse risco de contaminação podem ser tratados como “lixo domiciliar”.

Resíduo de Mineração: Pode ser constituído de solo removido, metais pesados, restos e lascas de pedras.

De acordo com o tipo:

Resíduo Reciclável: Papel, plástico, metal, alumínio, vidro, entre outros.

Resíduo Não Reciclável: Resíduos que não podem ser reciclados ou resíduos recicláveis contaminados; rejeito.

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De acordo com a composição química:

Orgânicos: Restos de alimentos, folhas, grama, animais mortos, esterco, papel, madeira, entre outros. Muita gente não sabe, mas alguns compostos orgânicos podem ser tóxicos, chamados de “Poluentes Orgânicos Persistentes” (POP), como aromáticos e alguns pesticidas, e “Poluentes Orgânicos Não Persistentes”, que são óleos (usados ou não), solventes de baixo peso molecular, alguns pesticidas biodegradáveis e a maioria dos detergentes.

Inorgânicos: Vidros, plásticos, borrachas, entre outros.

3.4. Descarte de Resíduos Sólidos nas Vias Públicas

O descarte de resíduos sólidos, e até mesmo de lixo comum, em áreas ou vias públicas urbanas torna-se uma das formas mais óbvias de degradação do meio ambiente, pois são, muitas vezes, difíceis de serem capturadas pelo serviço de limpeza contratado pelo poder público, causando impacto significativo sobre a estética das cidades, saúde pública e preservação do ambiente propriamente dito, entre outros fatores.

Na maioria dos casos, as pessoas descartam resíduos sólidos nas vias públicas por impulso ou comodismo, sem se preocupar com as consequências geradas e que podem atingir tanto a população, de modo geral, quanto o meio ambiente.

Grande parte da população das cidades, tal como em Ribeirão Preto, ainda não se conscientizou a respeito do problema ambiental em questão e/ou não demonstra interesse sobre o assunto, seja por falta de conhecimento e informações, pela falta de políticas e programas de conscientização ambiental ou, simplesmente, descaso. Muitas, ainda, consideram que o problema seja de inteira preocupação do poder público.

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Imagem 3: Resíduos Sólidos Descartados Numa Via Pública.

Fonte: http://wp.clicrbs.com.br/vivi/2014/11/05/multa-para-quem-sujar-as-vias-publicas/?topo=67,2,18,,,67

Com base nas informações obtidas através do questionário aplicado pelos autores do projeto, quase a metade dos participantes (46%) acredita que a responsabilidade pela prevenção de enchentes na cidade seja não só da Prefeitura, mas, também, da própria população.

Gráfico 3: Responsável pela Prevenção de Enchentes em Ribeirão Preto.

Fonte: Gráfico Construído a partir de Dados Obtidos com o Questionário. 10%

44% 46%

Responsável por Previnir as

Enchentes

Prefeitura População Ambos

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De acordo com o que é previsto pela lei Nº 12.305/10, sancionada pela Presidência da República, em 02 de agosto de 2010, esse é um problema não apenas do poder público, mas também da população. A lei, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), contém instrumentos importantes para permitir o avanço necessário ao país no enfrentamento dos principais problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo inadequado dos resíduos sólidos. Ela também assegura a prevenção e a redução na geração de resíduos, tendo como proposta a prática de hábitos de consumo sustentável por parte dos habitantes e um conjunto de instrumentos para propiciar o aumento da reciclagem e da reutilização dos resíduos sólidos (aquilo que tem valor econômico e pode ser reciclado ou reaproveitado) e a destinação ambientalmente adequada dos rejeitos (aquilo que não pode ser reciclado ou reutilizado).

Algumas cidades já contam com leis que garantem a aplicação de multas aos habitantes que forem flagrados descartando resíduos sólidos ou entulho em locais ou vias públicas. Em Ribeirão Preto, Segundo Lúcia Taveira, coordenadora do Programa de Controle de Vetores de Ribeirão Preto, “Cada descarte tem uma particularidade. O valor da multa pode chegar até R$ 11 mil. O descarte de restos de jardinagem, podas e limpeza interna de residências (com descarte em vias públicas, canteiros de avenidas e áreas públicas) também é passível de multa, podendo chegar ao mesmo valor. O munícipe ainda é responsável pela destinação final dos resíduos verdes, a exemplo dos resíduos sólidos”, completa.

3.4.1. Impactos no Meio Ambiente

É incontável a quantidade de papéis de propaganda, embalagens de bala, pontas de cigarros, entre outros tipos de lixo e resíduos sólidos, que são descartados de maneira inadequada, não só em calçadas, sarjetas e demais vias públicas (ruas, estradas), mas também em áreas verdes, margens e canais de córregos.

Nas cidades e grandes centros urbanos, quando esses resíduos são lançados nas vias públicas (locais utilizados como base para o desenvolvimento do sistema

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coletor de resíduos) tem-se uma grande poluição visual e ambiental, que gera altos custos com a limpeza. Além disso, podem ser direcionados até os bueiros e bocas de lobo, seja por ação de ventos ou através da água das chuvas, assim, criando-se outro problema ainda maior, que é o entupimento das calhas de drenagem dos bueiros e bocas de lobo.

Imagem 4: Boca de Lobo Entupida Devido ao Acúmulo de Lixo.

Fonte: http://forumzn.blogspot.com.br/2013/06/limpeza-de-boca-de-lobo-em-santana.html

Essas calhas são formadas por um tipo de cano fabricado de materiais diversos (cobre, zinco, etc.), aberto em sua parte superior e utilizado para escoar e direcionar as águas pluviais até as galerias pluviais, que são enormes redes de escoamento e que direcionam essas águas até pequenos ou grandes rios. Porém, muitas vezes, esses resíduos ficam retidos nos bueiros ou bocas de lobo, entupindo-os. Se a água não tem para onde “correr” e as redes de escoamento não dão conta do volume de água ali armazenados nos dias de chuvas, esse entupimento provoca enchentes, uma temporária elevação do nível d’água normal da drenagem.

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Em cidades em que a urbanização ocorre de forma intensa, diminuindo drasticamente os pontos de absorção da água pelo do solo (fenômeno caracterizado como impermeabilização do solo) as enchentes podem progredir para as chamadas inundações, um tipo particular de enchente, na qual a elevação do nível d’água atinge tal magnitude que as águas não se limitam à calha principal do rio, extravasando para áreas habitualmente não ocupadas pelas águas.

Além das enchentes e inundações, ainda há um último fator, que é a poluição dos rios e mananciais de abastecimento de água, devido ao lixo que consegue passar pelas galerias pluviais e chegar até lá.

3.4.2. Prejuízos à População

Segundo Rodolfo F. Alves Pena, Graduado em Geografia, “O problema das enchentes passou a ser algo comum na vida das populações de algumas cidades e, infelizmente, todo o ano é a mesma coisa: entre os meses de dezembro e fevereiro, os noticiários são tomados por problemas relacionados com a elevação dos cursos d’água e a inundação de casas e ruas, desencadeando uma série de tragédias que, quase sempre, poderia ser evitada”.

As enchentes dão espaço a condições propícias para o aparecimento de doenças e surtos epidêmicos8, uma vez que a água carrega consigo alguns

patógenos9 e pode propiciar ambiente ideal para o aparecimento de vetores10, tais

como ratos, mosquitos causadores da dengue, entre outros.

As águas das enchentes transbordam rios e carregam consigo lama, lixo e esgoto, inclusive para dentro das casas. Desta forma, algumas doenças,

8 Dois ou mais casos de uma mesma doença que ocorrem em um mesmo local, como bairros ou comunidades, aliados a hipótese de que tiveram, a mesma fonte de infecção, contaminação ou fator de risco.

Fonte: https://saudefacil.wordpress.com/2012/08/29/saiba-a-diferenca-entre-endemia-epidemia-e-surto-epidemico-3/

9 Causador ou micro-organismo específico que provoca doenças. Fonte: https://www.dicio.com.br/patogeno/

10 Ser vivo com capacidade para transmitir parasitas, bactérias ou vírus a outro ser ou organismo: o Aedes Aegypti (transmissor do vírus da dengue) é um vetor de doenças.

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geralmente, ganham forças em condições como estas. Algumas são pela ingestão de alimentos e água contaminada e outras pelo contato com a mesma. São elas:

Cólera: Pode ser transmitida pela água e alimentos contaminados, causando diarréia em razão das toxinas que a bactéria Vibrio Cholerae libera.

Dengue: Pode estar presente em casos de inundação por propiciar ambientes próprios para desova da fêmea (água parada). Causa febre alta, dores nos músculos, articulações e cabeça, além de manchas vermelhas no corpo e inchaço.

Febre Tifóide: Doença causada pela bactéria Salmonella Typhi, que transmite a doença via ingestão de água e alimentos contaminados e contato com pessoas doentes. Contém como sintomas a febre, dor de cabeça, cansaço, sono agitado, náusea, vômito, sangramentos nasais, diarréia, podendo sofrer hemorragia intestinal, caso não seja tratada.

Hepatite A e E: Causam inflamação no fígado, apresentam sintomas como febre, náuseas, fraqueza, falta de apetite, coloração amarelada na pele e olhos (icterícia), urina e fezes esbranquiçadas. A transmissão se dá por ingestão de água e alimentos contaminados, ou de uma pessoa para outra. A hepatite E está mais associada a inundações.

Leptospirose: A urina dos ratos, misturada à água das chuvas, pode transmitir a leptospirose em pessoas que entram em contato com esta via pele e/ou mucosas, e o contato é facilitado quando o indivíduo apresenta arranhões ou feridas. A bactéria Leptospira Interrogans causa dor de cabeça, febre e, em alguns casos, icterícia. Pode atingir os rins, o fígado e o baço, podendo causar a morte.

Além da contração (obtenção) de doenças graves, por meio do contato com água e objetos contaminados trazidos pelas enchentes, vírus e insetos, os habitantes das cidades vítimas desse problema ambiental ainda sofrem com diversas perdas, tais como de alimentos, roupas, móveis, automóveis, entre outros,

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tornando-se, em muitos casos, dependentes de doações até que possam se restabelecer novamente. Em alguns casos, podem, até, chegar a ficar desabrigados, dependendo do grau de intensidade das enchentes e inundações.

4. ESTUDO DE CASO

Buscando desenvolver um programa de limpeza dos sistemas instalados nas bocas de lobo de Ribeirão Preto, para a retirada dos resíduos captados pelas caixas coletoras, realizamos um estudo de caso através da análise do fluxo de chuvas na cidade, ocorridas entre os anos de 2011 e 2016.

A análise será necessária para o desenvolvimento de um cronograma de visitas a serem realizadas pelo órgão responsável pela limpeza das caixas coletoras, que ocorrerão semanalmente, quinzenalmente ou mensalmente. A quantidade de visitas a serem feitas durante determinado mês será definida de acordo com a intensidade e período de extensão das chuvas.

O estudo de caso também se estenderá a analise de plantas de bocas de lobo do Município de Alvinlândia, localizada na zona de Marília, Estado de São Paulo, uma vez que, lá, há uma padronização das mesmas, visando um embasamento para nossa proposta de padronização em Ribeirão Preto e para o desenvolvimento do protótipo de nosso sistema coletor.

4.1. Índice Pluviométrico: O que é e como calcular?

Para que o estudo de caso com base nos índices pluviométricos possa ser realizado, inicialmente, é necessário que se tenha um entendimento sobre sua definição, seu funcionamento e como são calculados.

Segundo Claudomiro Maurício da Silva, tecnologista da área de meteorologia ambiental do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), em Cachoeira Paulista (SP), “O índice pluviométrico refere-se à quantidade de chuva por metro quadrado em determinado local e em determinado período. É calculado em milímetros. Se dissermos que o índice pluviométrico de um dia, em certo local, foi de

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2 mm, significa que, se tivéssemos nesse local uma caixa aberta, com 1 metro quadrado de base, o nível da água dentro dela teria atingido 2 mm de altura naquele dia. Para chegar a esse índice, as centenas de estações meteorológicas espalhadas pelo país utilizam um aparelho conhecido como pluviômetro. Há vários modelos diferentes, mas o instrumento constitui-se, basicamente, do funil de captação e básculas que enviam sinais elétricos para uma estação meteorológica. Com base em todos os aparelhos instalados na cidade, é possível chegar à média da precipitação observada na área total. Quando escutamos que choveu 7 milímetros na cidade, por exemplo, significa que essa seria a altura média alcançada pela água a partir do chão, na área total da cidade em determinado período de tempo. Por fim, os diagnósticos que permitem afirmar que choveu mais ou menos do que o esperado para a semana ou o mês estão relacionados com gráficos elaborados com base na média de chuva em cada período.”.

4.1.1.Índices Pluviométricos de Ribeirão Preto

A tabela acima mostra a quantidade de chuvas na cidade de Ribeirão Preto, por mês, ao longo de 5 anos (2011 a 2016) e em milímetros por metro quadrado. A análise feita a partir dos dados nela disponibilizados ajudará na elaboração do

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cronograma de visitas a serem realizadas pelo Daerp até as bocas de lobo da cidade, para limpeza e manutenção das caixas coletoras.

De acordo com a tabela, é possível analisar que os anos 2011, 2013 e 2015 foram os detentores da maior quantidade de chuvas em Ribeirão Preto. Além disso, é possível perceber que de novembro a março são os períodos em que mais ocorrem chuvas na cidade. Nesse período, as visitas ocorrerão com maior frequência, visando evitar o transbordamento das caixas coletoras e entupimento dos bueiros. Já nos demais meses (abril a outubro), em que as chuvas acontecem com menor intensidade e frequência, as visitas ocorrerão com menor frequência. Todo este processo auxiliará no combate à ocorrência de enchentes e inundações em Ribeirão Preto.

4.2. Plantas de Boca de Lobo

Analisando a possibilidade da existência de uma padronização das redes de esgoto em cidades e municípios do Brasil, encontramos diversos projetos de bocas de lobos. Dentre eles, um projeto feito para o município de Alvinlândia, localizada na zona de Marília, Estado de São Paulo.

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Dentre os projetos encontrados pelos autores desta monografia, e que foram elaborados para cidades e municípios de todo o Brasil, o projeto das bocas de lobo do município de Alvinlândia foi o único que apresentou certo tipo de padronização.

Levando este fato em consideração, utilizamos esse projeto como base de nossa proposta de padronização das bocas de lobo de Ribeirão Preto, que será elaborado e enviado para a Prefeitura da cidade, para cumprimento de uma série de requisitos e burocracias necessárias para tal processo. Além disso, tomamos as dimensões da boca de lobo deste projeto como base para a elaboração do protótipo de nosso sistema coletor de resíduos. As medidas obtidas foram reproduzidas em menor escala para a execução do protótipo, e serão utilizadas em escala real durante o desenvolvimento do sistema coletor propriamente dito.

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5. PESQUISA DE CAMPO

Visando a obtenção de informações para o desenvolvimento de gráficos quantitativos sobre o conhecimento dos habitantes de Ribeirão Preto e região em relação aos fatores causadores e agravantes de enchentes na cidade, os autores do trabalho realizaram uma coleta de dados, através de um questionário de conhecimento, aplicado aos estudantes e professores da instituição de ensino Etec José Martimiano da Silva, no dia 11 de novembro de 2016.

O procedimento adotado para a coleta foi a confecção de um questionário com cinco questões fechadas, que contavam com duas ou mais opções de respostas possíveis para serem assinaladas pelos alunos participantes. Somente as questões de número 02 e 03 poderiam ter mais de uma opção assinalada, conforme critério utilizado pelos integrantes do grupo responsáveis pela elaboração do questionário, caso o aluno participante julgasse necessário.

Antes de os questionários serem preenchidos, foi realizada uma breve explicação aos participantes sobre o que se tratava o tema do trabalho de conclusão de curso, para que pudessem respondê-lo com maior facilidade e de acordo com o que foi proposto pelos integrantes do grupo presentes durante a aplicação do questionário.

O questionário não continha espaço para nome ou idade dos participantes, pois os integrantes do grupo temiam que, caso houvesse uma identificação, os mesmos poderiam sentir-se constrangidos, de modo a não responderem ao questionário de maneira sincera. Assim, desde o início da aplicação, foi explicitado que não se fazia necessária uma identificação no questionário, visando a coleta de informações verídicas. Ao todo, 123 pessoas responderam ao questionário.

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5.1. Resultados e Análises

Gráfico 4: Conhecidos de e/ou Vítimas de Enchentes em Ribeirão Preto.

Fonte: Gráfico Construído a partir de Dados Obtidos com o Questionário.

Com base nos dados obtidos, foi possível perceber que pouco mais da metade dos participantes do questionário aplicado (51%) já foi vítima de enchentes e inundações em Ribeirão Preto e/ou conhece alguém que já tenha sofrido com tais problemas. Em relação à importância da implantação de nossos sistemas nas bocas de lobo da cidade, 99% dos participantes acreditam que essa seja uma alternativa eficaz para o combate às enchentes na cidade.

Gráfico 5: Porcentagem de Pessoas que Acreditam que um Sistema de Coleta de Lixo nos Bueiros Ajudaria a Reduzir as Enchentes na Cidade.

Fonte: Gráfico Construído a partir de Dados Obtidos com o Questionário. SIM 51% NÃO 49% SIM NÃO 99% 1% SIM NÃO

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6. PROPOSTAS

Ao longo do planejamento necessário para o desenvolvimento deste trabalho, duas propostas iniciais foram levadas em consideração pelos integrantes do grupo, sendo elas: o desenvolvimento do sistema coletor de resíduos, propriamente dito (descrito no item 6.1 desta monografia), e a padronização das bocas de lobo da cidade (descrita no item 6.2 desta monografia), visando uma fabricação em série de nossas caixas coletoras e sua instalação de forma padrão.

Outras duas propostas importantes, que estão sendo levadas em consideração pelos autores do trabalho, são a parceria com o órgão responsável pela manutenção e limpeza dessas bocas de lobo na cidade (descrita no item 6.3 desta monografia) que, nesse caso, seria o Daerp (Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto), e o desenvolvimento de um dispositivo a ser implantado no sistema coletor, visando alertar sobre a ocupação dos resíduos na caixa coletora (descrito no item 6.4 desta monografia).

Como última proposta, criaremos uma campanha de conscientização aos moradores de Ribeirão Preto (descrita no item 6.5 desta monografia), juntamente aos órgãos e setores responsáveis por divulgações e propagandas na cidade, visando reduzir os índices de lixo descartado de maneira irregular nas vias públicas e que causam uma série de problemas, tais como as enchentes.

6.1. Sistema Coletor de Resíduos Sólidos

6.1.1. A Ideia

Levando em consideração os problemas ambientais causados atualmente em Ribeirão Preto pelas enchentes e inundações, e que repercutem em nossa sociedade através de catástrofes, tais como prejuízos à saúde e à economia, destruição de casas e comércios, entre outros fatores, elaboramos um sistema coletor de resíduos trazidos pelas águas pluviais, que será instalado dentro das

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bocas de lobo, implantadas nas sarjetas das vias públicas. Esse sistema terá por objetivo principal deter os resíduos sólidos que podem causar o entupimento das bocas de lobo e gerar possíveis enchentes.

Após o acúmulo de resíduos que ficam retidos dentro da caixa do sistema coletor, e que serão trazidos pelas águas das chuvas, deverá ser feita a limpeza das mesmas, que acontecerá em dias específicos, com maior frequência em épocas de chuvas de maior intensidade e em locais da cidade que possuam maior probabilidade de formação de enchentes, como na Avenida Francisco Junqueira, Avenida Nove de Julho, bairro Adelino Simioni, entre outros, e com menor frequência em épocas de estiagem11.

O processo de descarte dos resíduos contidos na caixa coletora ocorrerá de forma manual, através da ação de órgãos específicos, responsáveis pela manutenção das bocas de lobo, já que a mesma será constituída por materiais de baixa densidade, não estando tão pesada mesmo quando contiver resíduos sólidos em seu interior. Esses resíduos serão separados entre o que é orgânico (e pode ser descartado) e o que pode ser reciclado e reutilizado, buscando diminuir a quantidade de resíduos descartados de maneira inapropriada nas vias públicas. Desta forma, as águas pluviais chegarão mais limpas até as estações e locais de tratamento, devido à grande quantidade de resíduos e materiais que ficarão retidos na caixa, não podendo seguir o mesmo percurso que essas águas.

6.1.2. Materiais Analisados

Antes de iniciar a confecção do sistema coletor, realizamos uma série de pesquisas e análises sobre os possíveis materiais que poderiam constituir a caixa coletora. A partir desse estudo, os integrantes do grupo realizaram uma série de testes, para obtenção de informações sobre as propriedades dos materiais quando submersos em água por determinado período.

11 Longos períodos sem chuva (seca).

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Aços de Reuso de Obras

Inicialmente, pensamos em utilizar esse material para a execução do protótipo do sistema coletor. Porém, analisando suas propriedades de resistência e durabilidade, chegamos à conclusão de que, apesar de seu bom desempenho quanto à resistência, é um material muito corrosivo, apresentando baixa durabilidade quando em contato com a água, além de sua alta densidade, dificultando a manutenção.

Tubos de PVC

Outro material avaliado como opção foram tubos de PVC, por apresentar baixa densidade e boa durabilidade quando submerso. A partir de pesquisas, descobrimos que alguns estudantes de Salvador, Bahia, haviam desenvolvido um projeto de “bueiro inteligente” semelhante, com este material (tubo de PVC), então resolvemos tentar algo diferente, buscando assim, outro material.

Tela de Arame Ondulado de Aço

Durante a entrevista realizada com o engenheiro civil Eduardo Greggi, o mesmo mencionou o material em questão e afirmou que “já havia feito testes com o mesmo antes”, não sendo indicado para a confecção da caixa coletora, por apresentar alta densidade e ser corrosivo quando em contato com a água por longos períodos, assim perdendo sua eficiência. Então, a ideia de utilização do material foi descartada.

Chapa de Polietileno

As chapas de Polietileno são chapas de plástico de alta resistência quando em contato com água, que possuem uma superfície lisa e antiaderente (o que evita o desenvolvimento de fungos e bactérias) e têm alta resistência ao rachamento, além de ser um material rígido, porém leve, e de baixo custo. Poderia ser o material escolhido para a confecção da caixa coletora,

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porém, não encontramos o material com facilidade em nossa cidade (Ribeirão Preto, SP), sendo necessário comprá-lo em lojas especializadas fora do estado de São Paulo, o que seria inviável, pois demoraria até que este chegasse até nós, e precisávamos do material com certa urgência, para que pudéssemos dar início à construção do protótipo do sistema coletor.

Chapas de PETG

Visando o interesse em materiais semelhantes às chapas de Polietileno, durante pesquisas realizadas, encontramos um material de características e composição bem parecidas, intitulado PETG. O material também é uma espécie de plástico, fabricado em forma de chapas, que podem ser parafusadas, cortadas, dobradas a frio sem rachar ou ficarem irregulares, entre outras possibilidades, e possui maior resistência do que o Polietileno. É o material escolhido para a confecção da caixa coletora.

6.1.2.1. Chapa de PETG

As chapas de PETG possuem a vantagem de ser mais resistentes do que as chapas de Polietileno, e até mesmo do que o mais resistente acrílico (de 15 a 20 vezes mais resistente), sendo mais econômicas devido à sua alta durabilidade. Podem ser deixadas em contato direto com a água por longos períodos, sem que haja seu desgaste ou corrosão. Elas possuem, em ambos os lados, uma camada protetora (espécie de capa de plástico) que pode ser retirada facilmente a qualquer momento e que protege a chapa contra arranhões ou riscos, mantendo-a conservada por muito mais tempo. Quando essa camada protetora é retirada, apresenta excelente transparência e brilho, tornando-a muito mais bonita esteticamente. Essas placas possuem excelente flexibilidade e maleabilidade,

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facilitando seu manuseio, além de uma camada protetora UV, que proporciona resistência contra raios ultravioletas.

Imagem 5: Chapa de PETG.

Fonte: https://www.dwga.com.br/chapas/2/51

As chapas de PETG são muito resistentes a impactos e possuem boa resistência química, além de ser livres de odores. Podem ser cortadas, torneadas, serradas, coladas, perfuradas, rebitadas, parafusadas, usinadas, e dobradas a frio sem esbranquiçar ou rachar, sendo possível sua utilização para diversos trabalhos. Possuem excelentes características ópticas, cumprindo as exigências para sua aplicação, podendo substituir o vidro, amortecedores de som e abrigos em parada de ônibus.

Devido a todas essas vantagens, foi o material escolhido para a confecção do protótipo da caixa coletora e, para tal função, utilizaremos a chapa de 1 milímetro de espessura que, apesar de fina, é muito resistente. Devido à maior facilidade oferecida em seu manuseio, escolhemos a espessura de 1 milímetro para facilitar o trabalho, já que a caixa coletora do protótipo será executada através da dobragem a frio dessa chapa de PETG, pelos próprios autores do projeto. Já para as placas de

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maior espessura, como a de 3 milímetros, que será utilizada no projeto real de nosso sistema coletor, seria necessário o auxílio de um laser específico, que pudesse amolecer o material, facilitando sua dobragem. Utilizaremos placas de PETG de 3 milímetros de espessura na fabricação das caixas coletoras a serem implantadas nas bocas de lobo de Ribeirão Preto, devido a sua maior resistência e capacidade de suportar os impactos das águas pluviais direcionadas até essas bocas de lobo.

6.1.3. Descrição da Confecção do Sistema Coletor

A caixa utilizada no sistema coletor será constituída por chapas de PETG e possuirá “furos” de diâmetros específicos em toda a sua volta, que não poderão ser muito grandes, nem muito pequenos, sendo feitos com o auxílio de lasers que aquecerão essas chapas de PETG, de modo com que, ao amolecer, o material possa ser facilmente cortado, dando forma aos furos. Dessa forma, não ocorrerá a passagem desses resíduos até as redes de esgoto, pois ficarão retidos na caixa, enquanto a água escorre e segue seu percurso normalmente pelas redes mestras, até chegar às estações de tratamento da cidade. Além disso, a caixa coletora possuirá em suas laterais alças, que facilitarão sua remoção de dentro das bocas de lobo, podendo ser retiradas manualmente, caso contenha poucos resíduos e esteja leve, ou com o auxílio de máquinas e equipamentos, que possam prender ganchos nessas laterais e retirar as caixas coletoras de dentro das bocas de lobo, caso estejam muito cheias e/ou pesadas. Após ser retirada para o descarte correto dos resíduos coletados, a caixa voltará para a boca de lobo, de modo a continuar os processos de coleta. Os resíduos retirados poderão ser reciclados, descartados em aterros específicos ou transformados em adubos, dependendo da sua constituição.

6.1.4. Instalação e Funcionamento

O sistema coletor de resíduos será desenvolvido no formato de uma “caixa”, que possuirá dimensões específicas (largura, altura e profundidade) de modo a “encaixar” dentro do bueiro. O processo de sua instalação ocorrerá de forma com

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que a tampa da boca de lobo, situada sobre a calçada, seja retirada e, após o término da instalação do sistema coletor, seja novamente colocada.

Conforme forem chegando até as bocas de lobo, direcionados pelas águas pluviais, esses resíduos, automaticamente, cairão dentro da caixa coletora por meio de uma abertura superior e que portará dimensões pré-estabelecidas de acordo com a escala utilizada para o projeto (levando em consideração a não-padronização do interior dos bueiros), de modo que os resíduos não continuem no mesmo percurso da água, até a rede mestra.

Para a limpeza da caixa, realizada por um órgão específico de manutenção das redes de águas e esgoto da cidade (nesse caso, o Daerp – Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto), serão necessárias, no mínimo, quatro visitas por mês até os locais em que as caixas coletoras foram instaladas, em épocas de pouca chuva, sendo uma por semana. Já nos períodos mais extensos de chuvas, em que há maior probabilidade de ocorrência de enchentes na cidade de Ribeirão Preto, dependendo da intensidade do fluxo das águas direcionadas até as bocas de lobo, serão necessárias, pelo menos, duas visitas por semana até os esses locais, prevenindo que a caixa não transborde (em decorrência do acúmulo de resíduos dentro dela) e evitando, assim, que os bueiros entupam e causem enchentes.

6.1.5. Manutenção

Por ser constituída a partir da junção de placas de PETG, coladas com cola universal, as caixas coletoras não exigirão etapas difíceis ou ferramentas muito específicas para sua manutenção, que será realizada, também, pelo Daerp (Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto). As peças danificadas – devido a um período muito extenso de uso, por exemplo – poderão ser facilmente substituídas, sendo necessários reparos somente nos locais que sofreram algum tipo de dano. Esse reparo será feito de forma com que a caixa coletora seja retirada de dentro da boca de lobo e a parte danificada seja retirada, através de recorte feito com o auxílio de lasers, que amolecerão a caixa e facilitarão esse processo, para que, em seguida, a nova parte possa ser colada naquele mesmo local, e tudo isso é possível graças à maleabilidade que as chapas de PETG possuem. Caso seja

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necessário, uma nova caixa coletora poderá ser inserida dentro das bocas de lobo, substituindo a anterior, devido a danos mais agravantes e que possam atrapalhar o bom funcionamento de nosso sistema coletor, pois a mesma não estará colada no interior dessas bocas de lobo, somente encaixada, como já citado anteriormente.

6.1.6. Maquete

Para a representação física do tema proposto para o trabalho de conclusão de curso (sistema coletor de resíduos), executamos uma maquete – em escala reduzida – que represente uma boca de lobo implantada na sarjeta de um via pública, suas estruturas internas e externas e a implantação da caixa coletora dentro da mesma. A maquete, feita com base nas medidas obtidas no projeto de boca de lobo da cidade de Alvinlândia (descrita no item 4.2 desta monografia), porém, em menor escala, será utilizada na feira de TCC, durante as avaliações e apresentações ao público.

Imagem 6: Maquete e Protótipo do Sistema Coletor de Resíduos.

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6.1.6.1. A Ideia

Para o desenvolvimento da maquete, foi feita uma reunião entre os integrantes do grupo para a coleta de ideias sobre qual método de representação do sistema coletor seria mais viável economicamente e estruturalmente, e que pudesse ser executado de maneira a representar fielmente o projeto desenvolvido. A partir de um consenso entre todos os integrantes sobre as ideias propostas, foi decidido que seria confeccionada uma maquete em escala 1:5 em relação às medidas reais do sistema coletor, e que essa seria a melhor forma de representar o projeto proposto para o trabalho de conclusão de curso.

6.1.6.2. Execução

Para a confecção do protótipo do sistema coletor utilizado na maquete, uma série de cálculos e procedimentos foram executados. Esse protótipo foi feito a partir do modelo de sistema coletor a ser utilizado em posteriores instalações nas bocas de lobo da cidade de Ribeirão Preto, conforme desenvolvido pelos autores desta monografia.

Para o desenvolvimento do protótipo, inicialmente, os integrantes do grupo responsáveis pela execução da maquete reuniram-se para discutir qual seria a melhor maneira de criar o sistema. Foram feitas diversas anotações e desenhos, tudo registrado no diário de bordo, além do registro através de fotos. Durante a discussão, foi chegado a um consenso de que seria necessário utilizar materiais simples e que estivessem à disposição do grupo no laboratório de materiais da própria instituição de ensino em que o presente trabalho de conclusão de curso está sendo desenvolvido.

Foram feitos vários cálculos para obtenção das medidas de cada parte do protótipo, que foi realizado em menor escala em relação às medidas disponibilizadas no projeto utilizado como base. As informações e tamanhos que estavam na escala

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1:1 foram reduzidos para a escala 1:5, para que a maquete pudesse ser utilizada na feira de TCC.

Para a execução da representação de boca de lobo da maquete na escala 1:5, com base nos cálculos feitos, chegamos às seguintes medidas: 20 centímetros de altura, 13,5 centímetros de comprimento e 19,5 centímetros de largura, sendo que cada um de seus lados possuía 1,5 centímetros de espessura. Assim, reduzimos 1,5 centímetros de cada lateral da caixa coletora, para que a mesma pudesse ser encaixada facilmente dentro da boca de lobo, de modo a poder ser retirada e colocada novamente a qualquer momento.

Após a compra dos materiais necessários, as chapas de PETG foram cortadas nas medidas constituintes da caixa coletora, sendo 18,5 centímetros de altura, 12 centímetros de comprimento e 18 centímetros de largura, medidas obtidas a partir do desconto de 1,5 centímetros de espessura de cada um dos lados da boca de lobo. Em seguida, as chapas foram coladas com cola universal, dando forma à caixa.

Imagem 7: Caixa Coletora Feita com Placas de PETG.

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Para que pudesse ser mais bem observada e se mantivesse numa altura agradável durante a apresentação, foi definido que a maquete do sistema coletor seria dividida em três partes.

A primeira parte é a base e, para sua execução, utilizamos uma mesa deteriorada, disponibilizada pela instituição. A mesa foi toda reformada pelos próprios integrantes do grupo e, para isso, compramos uma chapa de madeira compensada12 e fizemos um recorte de 0,60m x 0,90m, mesma medida do tampo

retirado da mesa deteriorada e tamanho necessário para servir de suporte para o sistema. As pernas da mesa foram lixadas e pintadas com tinta óleo de cor branca, e a base de madeira compensada foi revestida com papel Contact13 preto, tanto na

parte superior, quanto na parte inferior.

Imagem 8: Reforma da Mesa Utilizada como Suporte para a Maquete.

Fonte: Acervo de Fotos dos Autores do Projeto.

12 Chapa de madeira sobreposta e colada sob forte pressão. Tem as mesmas características da madeira em relação à elasticidade e ao peso. Apresenta, porém, maior resistência e homogeneidade.

Fonte: http://www.colegiodearquitetos.com.br/dicionario/2009/02/o-que-e-compensado/

13 O Contact é um laminado de PVC autoadesivo, protegido, no verso, por papel siliconado e produzido em vários padrões de cores, texturas, estampas, etc.

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A segunda parte, situada em cima da mesa, representa o local na qual a boca de lobo estará instalada, chamado de galeria pluvial e que está localizada abaixo do asfalto. Com a mesma madeira que confeccionamos a base da mesa também fizemos as fôrmas para a boca de lobo, com as seguintes medidas: 22 centímetros de altura, 21,5 centímetros de largura e 15,5 centímetros de comprimento, considerando a espessura de 2 centímetros da chapa de madeira compensada. Ainda nessa etapa, foi feito um molde de isopor do tamanho da caixa coletora, para ser colocado dentro da fôrma da boca de lobo, assim, dando o formato de uma caixa, também, a boca de lobo feita de argamassa para a maquete. O molde de isopor serviu, também, para evitar que a argamassa fosse colocada em excesso na fôrma da boca de lobo. A argamassa foi feita a partir do traço 1:3 (uma medida de cimento para três medidas de areia). Foi colocado em uma das laterais da fôrma da boca de lobo um cano de PVC, cortado com a mesma espessura da argamassa colocada dentro da fôrma (1,5 centímetros). Isso foi feito para que, ao desenformar a boca de lobo e retirar o pedaço de cano de PVC, tivéssemos uma abertura circular nessa lateral, para que o cano que representaria a rede de esgoto pudesse ser encaixado posteriormente. Essa segunda parte da maquete também ficou com infraestrutura aparente, para representar as galerias pluviais abaixo do asfalto. Para isso, estruturamos com tijolos, que foram colocados nas extremidades de todos os lados da mesa.

Imagem 9: Representação das Galerias Pluviais da Maquete.

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Por fim, a terceira e última parte representa o asfalto, a calçada e a abertura da boca de lobo. Em cima dos tijolos da segunda parte, foi apoiada uma segunda base de madeira compensada, de mesma medida que da base da mesa e também encoberta por papel Contact preto em ambas suas superfícies por motivos estéticos e para evitar qualquer estrago na madeira por conta do contato com água, que aconteceu durante a apresentação do projeto. A base foi dividida em dois lados, no sentido de um lado representar o asfalto e o outro, a calçada. O asfalto foi feito de E.V.A. cinza e, para possuir curvatura, como em uma via pública de verdade, foi preenchido com espuma para enchimento de colchões e almofadas. A parte da calçada, assim com a boca de lobo, foi feita de argamassa no traço 1:3. Para a calçada, foi feito uma fôrma de madeira de 0,30m x 0,90m, possuindo duas divisórias, colocadas a cada 0,30m e dividindo a forma em três quadrados de 0,30m x 0,30m. Na parte do meio da calçada, foi elaborada uma abertura para a passagem da água até as redes de esgoto, representando a abertura da boca de lobo. Essa abertura foi feita com o auxílio de um pedaço de isopor no formato de semicírculo, com base reta e superfície arredondada, colocada na parte do meio da forma e encostada em sua lateral frontal para dar o formato de abertura de boca de lobo. Em cima desse isopor, foi colocada uma malha de ferro, para evitar que essa parte da calçada sofresse qualquer tipo de trinca ou rachadura, devido a possuir uma camada mais fina do que as outras duas partes, que seria na abertura para a boca de lobo. Por fim, a fôrma foi totalmente preenchida com argamassa, assim constituindo a calçada.

Quando a calçada foi colocada no outro lado da base superior de madeira (estando de um lado a rua e do outro a própria calçada), a parte do meio da calçada, na qual a abertura estava situada, foi colocada de forma a cobrir um recorte feito nessa base superior de madeira, que possui o mesmo tamanho do bueiro e que representa a abertura do mesmo. Isso foi feito para que, durante as apresentações, o público pudesse ver como a água e os resíduos cairiam dentro da boca de lobo, e para que o sistema pudesse ser retirado e encaixado, de modo a mostrar como ocorreria sua manutenção e limpeza.

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Imagem 10: Recorte na Base Superior de Madeira Compensada para Representação da Abertura da Boca de Lobo.

Fonte: Acervo de Fotos dos Autores do Projeto.

Para a apresentação na feira de TCC, foram feitos dois protótipos de caixa coletora, com os seguintes objetivos: a primeira ficou fora do sistema para que fosse observada pelo público durante as apresentações. As observações aconteceram em relação ao material utilizado na confecção (chapas de PETG), a funcionalidade da caixa e melhor visibilidade da caixa fora do sistema. Enquanto isso, a segunda caixa funcionou de verdade e em tempo real, para que o público pudesse verificar como seu funcionamento acontece. Para esta segunda caixa, foi elaborado todo um sistema que permitiu que a água proveniente das chuvas caíssem no asfalto e escoasse pela boca de lobo, levando os resíduos junto a ela. Essa água caía diretamente na caixa, enquanto a mesma impediu que resíduos sólidos seguissem o percurso da água pela rede mestra. Todo esse processo foi demonstrado em tempo real ao público presente na feira de TCC, que ocorreu na mesma instituição de ensino em que o projeto foi desenvolvido.

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Imagem 11: Protótipo do Sistema Coletor Sendo Utilizado na Feira de TCC.

Fonte: Acervo de Fotos dos Autores do Projeto.

6.2. Padronização das Bocas de Lobo

Para a realização e desenvolvimento do sistema coletor, tomamos como parâmetro as bocas de lobo utilizadas na Avenida Francisco Junqueira, localizada na cidade de Ribeirão Preto (SP), local escolhido para a implantação desse sistema.

Segundo informações concedidas aos integrantes do grupo durante entrevista realizada com o engenheiro civil Eduardo Greggi, responsável pelo Setor de Infraestrutura da cidade, as bocas de lobo existentes na cidade não possuem dimensões padronizadas, inclusive na avenida utilizada para o estudo, pois cada setor possui níveis de declividade do solo diferentes, o que faz com que suas medidas – principalmente profundidade – sejam inconstantes.

Inicialmente, propomos uma padronização e regularização dessas bocas de lobo, visando a fabricação de nossos sistemas coletores para que fossem instalados após a padronização. Porém, ainda segundo o entrevistado, "uma padronização das bocas de lobo da cidade seria um projeto de alto custo", o que não seria viável (e nem possível) no ano de realização do trabalho de conclusão de curso (2016),

Referências

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