Nome:
Pág
in
a
1
QUESTÕES COM BASE NOS INFORMATIVOS DO TST
@CONCURSEIROESTUPIDO
Informativos do TST utilizados nestas questões:
1. Informativo 131 do TST – ano de 2016
2. Informativo 144 do TST – ano de 2016
3. Informativo 145 do TST – ano de 2016
4. Informativo 146 do TST – ano de 2016
5. Informativo 147 do TST – ano de 2016
6. Informativo 148 do TST – ano de 2016
7. Informativo 149 do TST – ano de 2016
8. Informativo 150 do TST – ano de 2016
9. Informativo 151 do TST – ano de 2017
10. Informativo 152 do TST – ano de 2017
11. Informativo 153 do TST – ano de 2017
12. Informativo 154 do TST – ano de 2017
13. Informativo 155 do TST – ano de 2017
14. Informativo 156 do TST – ano de 2017
15. Informativo 157 do TST – ano de 2017
16. Informativo 158 do TST – ano de 2017
17. Informativo 159 do TST – ano de 2017
18. Informativo 160 do TST – ano de 2017
19. Informativo 161 do TST – ano de 2017
20. Informativo 162 do TST – ano de 2017
21. Informativo 30 do TST - Execução – ano de 2017
Pág
in
a
2
Sumário
QUESTÕES – VERDADEIRO OU FALSO ... 3
GABARITO ... 5
INFORMATIVOS TRATADOS NAS QUESTÕES ... 10
Nome:
Pág
in
a
3
QUESTÕES – VERDADEIRO OU FALSO
#1
É indevido o pagamento do adicional de insalubridade quando a prova pericial
evidenciar que houve neutralização do agente ruído por meio do regular
fornecimento e utilização de equipamento de proteção individual (EPI).
#2
A suspensão do contrato de trabalho em virtude de gozo de auxílio-doença não
impede a dispensa por justa causa, ainda que a prática do ato faltoso imputado ao
trabalhador tenha sido anterior ao afastamento.
#3
A utilização de chuveiros sem portas, somente com divisórias, no vestiário de
empresa do ramo alimentício (para a adoção do procedimento de higienização e
descontaminação denominado barreira sanitária) justifica a condenação do
empregador ao pagamento de indenização por dano moral.
#4
Segundo o TST, não é válida cláusula de instrumento coletivo que preveja desconto
obrigatório de contribuição assistencial de empregado não sindicalizado, ainda que a
ele seja garantido o direito de oposição.
#5
Configura cerceamento de defesa o indeferimento do pedido de produção de prova
testemunhal na audiência de prosseguimento, quando a parte, previamente
notificada para indicar as provas que pretende produzir, comparece à audiência
inaugural e não apresenta o rol de testemunhas.
#6
Os dois intervalos de dez minutos cada, concedidos como pausa para o café,
integram o intervalo intrajornada de uma hora.
#7
Constitui óbice ao reconhecimento da rescisão indireta do contrato de trabalho a
ausência de imediatidade entre a ocorrência da conduta patronal faltosa e a
propositura da reclamação pelo empregado.
Pág
in
a
4
#8
Aplica-se a prescrição total à pretensão de diferenças na hipótese em que o
reclamante, ao retornar ao trabalho após afastamento por auxílio-doença, teve o seu
salário reduzido sob o argumento de que não teria mais condições físicas para
exercer sua antiga função.
Nome:
Pág
in
a
5
GABARITO
#1
VERDADEIRO
#19
#37
#2
VERDADEIRO
#20
#38
#3
VERDADEIRO
#21
#39
#4
VERDADEIRO
#22
#40
#5
FALSO
#23
#41
#6
FALSO
#24
#42
#7
FALSO
#25
#43
#8
FALSO
#26
#44
#9
#27
#45
#10
#28
#46
#11
#29
#47
#12
#30
#48
#13
#31
#49
#14
#32
#50
#15
#33
#16
#34
#17
#35
#18
#36
Pág
in
a
6
#1
É indevido o pagamento do adicional de insalubridade quando a prova pericial
evidenciar que houve neutralização do agente ruído por meio do regular
fornecimento e utilização de equipamento de proteção individual (EPI).
VERDADEIRO
Fundamento: Informativo 149 do TST.
É indevido o pagamento do adicional de insalubridade quando a prova pericial
evidenciar que houve neutralização do agente ruído por meio do regular
fornecimento e utilização de equipamento de proteção individual (EPI). Inteligência
da Súmula 80 do TST e do art. 191, II da CLT. (...) Ademais, não obstante, seja
possível ao julgador valer-se de outros meios de prova para formar o seu
convencimento (art. 436 do CPC de 1973), não se pode concluir pela existência de
insalubridade quando não há nos autos qualquer outro elemento de prova que
infirme o laudo pericial que comprovou a neutralização do agente insalubre mediante
o uso do EPI. (...)
Súmula 80 do TST
INSALUBRIDADE (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003
A eliminação da insalubridade mediante fornecimento de aparelhos protetores
aprovados pelo órgão competente do Poder Executivo exclui a percepção do respectivo
adicional.
Art. 191 da CLT - A eliminação ou a neutralização da insalubridade ocorrerá: (Redação
dada pela Lei nº 6.514, de 22.12.1977)
II - com a utilização de equipamentos de proteção individual ao trabalhador, que diminuam a
intensidade do agente agressivo a limites de tolerância. (Incluído pela Lei nº 6.514, de
22.12.1977)
CESPE já cobrou em 2017.
#2
A suspensão do contrato de trabalho em virtude de gozo de auxílio-doença não
impede a dispensa por justa causa, ainda que a prática do ato faltoso imputado ao
trabalhador tenha sido anterior ao afastamento.
VERDADEIRO
Fundamento: Informativo 150 do TST.
(...) Conquanto o recebimento de auxílio-doença constitua causa de suspensão do
contrato de trabalho, ainda prevalecem, nesse período, os princípios norteadores da
relação de emprego, a exemplo da lealdade, boa fé, confiança recíproca,
honestidade, etc. Assim, estando comprovado o justo motivo, a suspensão do
contrato de trabalho não tem o condão de impedir o direito potestativo do
empregador de pôr fim ao pacto laboral de imediato. A quebra de confiança
compromete um importante pilar da contratação, sendo irrelevante o momento em
que ocorreram os fatos ensejadores da demissão. (...)
Nome:
Pág
in
a
7
#3
A utilização de chuveiros sem portas, somente com divisórias, no vestiário de
empresa do ramo alimentício (para a adoção do procedimento de higienização e
descontaminação denominado barreira sanitária) justifica a condenação do
empregador ao pagamento de indenização por dano moral.
VERDADEIRO
Fundamento: Informativo 150 do TST.
Embora a adoção do procedimento de higienização e descontaminação denominado
barreira sanitária, por si só, não configure dano moral, a exposição desnecessária
da nudez dos empregados é situação vexatória e humilhante que justifica a
condenação do empregador ao pagamento de indenização por dano moral.
#4
Segundo o TST, não é válida cláusula de instrumento coletivo que preveja desconto
obrigatório de contribuição assistencial de empregado não sindicalizado, ainda que a
ele seja garantido o direito de oposição.
VERDADEIRO
Fundamento: Informativo 147 do TST.
(...) não é válida cláusula de instrumento coletivo que prevê desconto obrigatório de
contribuição assistencial de empregado não sindicalizado, ainda que a ele seja
garantido o direito de oposição. (...)
OJ-SDC-17 do TST
CONTRIBUIÇÕES PARA ENTIDADES SINDICAIS. INCONSTITUCIONALIDADE DE
SUA EXTENSÃO A NÃO ASSOCIADOS (mantida) DEJT divulgado em 25.08.2014
As cláusulas coletivas que estabeleçam contribuição em favor de entidade sindical, a
qualquer título, obrigando trabalhadores não sindicalizados, são ofensivas ao direito de
livre associação e sindicalização, constitucionalmente assegurado, e, portanto, nulas,
sendo passíveis de devolução, por via própria, os respectivos valores eventualmente
descontados.
Art. 545 da CLT - Os empregadores ficam obrigados a descontar na folha de pagamento
dos seus empregados, desde que por eles devidamente autorizados, as contribuições
devidas ao Sindicato, quando por este notificados, salvo quanto à contribuição sindical, cujo
desconto independe dessas formalidades. (Redação dada pelo Decreto-lei nº 925, de
10.10.1969)
Parágrafo único - O recolhimento à entidade sindical beneficiária do importe descontado
deverá ser feito até o décimo dia subsequente ao do desconto, sob pena de juros de mora
no valor de 10% (dez por cento) sobre o montante retido, sem prejuízo da multa prevista no
art. 553 e das cominações penais relativas à apropriação indébita. (Incluído pelo Decreto-lei
nº 925, de 10.10.1969)
Pág
in
a
8
Já caiu: CESPE/2017 – Procurador Municipal de Fortaleza
#5
Configura cerceamento de defesa o indeferimento do pedido de produção de prova
testemunhal na audiência de prosseguimento, quando a parte, previamente
notificada para indicar as provas que pretende produzir, comparece à audiência
inaugural e não apresenta o rol de testemunhas.
FALSO
Fundamento: Informativo 151 do TST
Não configura o cerceamento de defesa. (...) Embora, no processo do trabalho, não
haja obrigação de a parte requerer o arrolamento de testemunhas (arts. 825 e 845
da CLT), no caso, o fato de haver determinação judicial expressa no sentido de que
o reclamado indicasse todas as provas que pretendia produzir no feito, quando da
audiência inaugural, afastou a pretendida nulidade processual por cerceamento do
direito de defesa. (...)
Art. 825 da CLT - As testemunhas comparecerão a audiência independentemente de
notificação ou intimação.
Parágrafo único - As que não comparecerem serão intimadas, ex officio ou a requerimento
da parte, ficando sujeitas a condução coercitiva, além das penalidades do art. 730, caso,
sem motivo justificado, não atendam à intimação.
Art. 845 da CLT - O reclamante e o reclamado comparecerão à audiência acompanhados
das suas testemunhas, apresentando, nessa ocasião, as demais provas.
#6
Os dois intervalos de dez minutos cada, concedidos como pausa para o café,
integram o intervalo intrajornada de uma hora.
FALSO
Fundamento: Informativo 151 do TST.
Os dois intervalos de dez minuto cada, concedido como pausa para o café, não
integram o intervalo intrajornada de uma hora e, sendo acrescido ao final da
jornada, configuram tempo à disposição do empregador. Incidência da Súmula 118
do TST. (...)
Súmula 118 do TST
JORNADA DE TRABALHO. HORAS EXTRAS (mantida) -Res. 121/2003, DJ 19, 20 e
21.11.2003
Os intervalos concedidos pelo empregador na jornada de trabalho, não previstos em
lei, representam tempo à disposição da empresa, remunerados como serviço
extraordinário, se acrescidos ao final da jornada.
Nome:
Pág
in
a
9
#7
Constitui óbice ao reconhecimento da rescisão indireta do contrato de trabalho a
ausência de imediatidade entre a ocorrência da conduta patronal faltosa e a
propositura da reclamação pelo empregado.
FALSO
Fundamento: Informativo 152 do TST.
NÃO constitui óbice ao reconhecimento da rescisão indireta do contrato de
trabalho a ausência de imediatidade entre a ocorrência da conduta patronal faltosa e
a propositura da reclamação pelo empregado, diante do desequilíbrio econômico
entre as partes e a necessidade de manutenção do contrato de emprego, fator
preponderante para a subsistência do trabalhador e de sua família. No caso, o
descumprimento reiterado das obrigações trabalhistas pelo empregador (não
pagamento de adicionais, horas extras e intervalos) caracteriza a hipótese de falta
grave empresarial tipificada no art. 483, d, da CLT, de modo a autorizar a rescisão
indireta do contrato de trabalho, com ônus rescisórios para a empresa (...)
Art. 483 da CLT- O empregado poderá considerar rescindido o contrato e pleitear a devida
indenização quando:
d) não cumprir o empregador as obrigações do contrato;
#8
Aplica-se a prescrição total à pretensão de diferenças na hipótese em que o
reclamante, ao retornar ao trabalho após afastamento por auxílio-doença, teve o seu
salário reduzido sob o argumento de que não teria mais condições físicas para
exercer sua antiga função.
FALSO
Fundamento: Informativo 152 do TST.
Aplica-se a PRESCRIÇÃO PARCIAL, pois a proteção ao salário está consagrada no
art. 7º, VI, da CF e também nos arts. 444 e 468 da CLT, referentes à irredutibilidade
salarial e à inalterabilidade contratual lesiva. Assim, incide a parte final da Súmula
294 do TST, pois a cada mês se renova a violação da norma constitucional e da CLT
(...)
Súmula 294 do TST
PRESCRIÇÃO. ALTERAÇÃO CONTRATUAL. TRABALHADOR URBANO (mantida) -
Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003
Tratando-se de ação que envolva pedido de prestações sucessivas decorrente de alteração
do pactuado, a prescrição é total, exceto quando o direito à parcela esteja também
Pág
in
a
10
INFORMATIVOS TRATADOS NAS QUESTÕES
#1
Informativo 149 do TST
Adicional de insalubridade. Pagamento indevido. Uso de equipamento de proteção individual (EPI). Neutralização do agente ruído. Súmula nº 80 do TST e art. 191, II, da CLT.
É indevido o pagamento do adicional de insalubridade quando a prova pericial evidenciar que houve neutralização do agente ruído por meio do regular fornecimento e utilização de equipamento de proteção individual (EPI). Inteligência da Súmula nº 80 do TST e do art. 191, II, da CLT. No caso, a decisão recorrida - louvando-se da ratio decidendi emanada do ARE 664335/STF, com repercussão geral reconhecida - estabeleceu que, com relação ao ruído, os danos à saúde do trabalhador vão além da perda auditiva, razão pela qual o uso de EPI não neutraliza totalmente os malefícios causados. Ocorre que o aludido precedente não guarda relação com a hipótese em apreço, pois naquela ocasião a Suprema Corte entendeu que a mera declaração unilateral do empregador, no sentido de que há eficácia do EPI, não descaracteriza o tempo de serviço especial para aposentadoria, ao passo que, in casu, há um laudo pericial atestando a neutralização do agente nocivo em face do fornecimento do equipamento de proteção individual. Ademais, não obstante seja possível ao julgador valer-se de outros meios de prova para formar o seu convencimento (art. 436 do CPC de 1973), não se pode concluir pela existência de insalubridade quando não há nos autos qualquer outro elemento de prova que infirme o laudo pericial que comprovou a neutralização do agente insalubre mediante o uso do EPI. Sob esses fundamentos, a SBDI-I decidiu, por unanimidade, conhecer do recurso de embargos por contrariedade à Súmula nº 80 do TST, e, no mérito, dar-lhe provimento para excluir da condenação o pagamento do adicional de insalubridade, restabelecendo a sentença, no tópico. TST-E-RR-1691900-85.2009.5.09.0008, SBDI-I, rel. Min. Caputo Bastos, 10.11.2016
#2
Informativo 150 do TST
Auxílio-doença. Suspensão do contrato de trabalho. Falta praticada em período anterior à suspensão. Demissão por justa causa. Possibilidade.
A suspensão do contrato de trabalho em virtude de gozo de auxílio-doença não impede a dispensa por justa causa, ainda que a prática do ato faltoso imputado ao trabalhador tenha sido anterior ao afastamento. Conquanto o recebimento de auxílio-doença constitua causa de suspensão do contrato de trabalho, ainda prevalecem, nesse período, os princípios norteadores da relação de emprego, a exemplo da lealdade, boa fé, confiança recíproca, honestidade, etc. Assim, estando comprovado o justo motivo, a suspensão do contrato de trabalho não tem o condão de impedir o direito potestativo do empregador de pôr fim ao pacto laboral de imediato. A quebra de confiança compromete um importante pilar da contratação, sendo irrelevante o momento em que ocorreram os fatos ensejadores da demissão. Sob esses fundamentos, a SBDI-I, por unanimidade, conheceu do recurso de embargos por divergência jurisprudencial, e, no mérito, por maioria, deu-lhe provimento para restabelecer o acórdão do Regional, no particular. Vencidos os Ministros Lelio Bentes Corrêa, relator, e Aloysio Corrêa da Veiga. TST-E-ED-RR-20300-40.2008.5.01.0263, SBDI-I, rel. Min. Lelio Bentes Corrêa, red. p/ acórdão Min. Renato de Lacerda Paiva, 1º.12.2016
Nome:
Pág
in
a
11
#3 Informativo 150 do TSTDano Moral. Empresa do ramo alimentício. Barreira sanitária. Ausência de portas nos chuveiros do vestiário. Extrapolamento dos limites fixados pelas normas editadas pelo Ministério da Agricultura. Exposição do empregado à situação vexatória e humilhante. Indenização devida.
A utilização de chuveiros sem portas, somente com divisórias, no vestiário de empresa do ramo alimentício, desborda das exigências contidas nas normas administrativas de natureza sanitária, de ordem pública e caráter cogente, com vistas a resguardar à saúde pública, editadas pelo Ministério da Agricultura. Assim, embora a adoção do procedimento de higienização e descontaminação denominado barreira sanitária, por si só, não configure dano moral, a exposição desnecessária da nudez dos empregados é situação vexatória e humilhante que justifica a condenação do empregador ao pagamento de indenização por dano moral. Sob esse fundamento, a SBDI-I, por unanimidade, conheceu dos embargos, por divergência jurisprudencial, e, no mérito, por maioria, negou-lhes provimento. Vencido o Ministro Aloysio Corrêa da Veiga. TST-E-ARR-10037 91.2013.5.18.0103, SBDI-I, rel. Min. João Oreste Dalazen, 1º.12.2016
#4
Informativo 147 do TST
Contribuição assistencial. Desconto obrigatório. Empregados não filiados ao sindicato. Direito de oposição. Nulidade da cláusula de instrumento coletivo. Art. 545 da CLT. Precedente Normativo nº 119. Orientação Jurisprudencial nº 17 da SDC.
Nos termos da Orientação Jurisprudencial nº 17 da SDC e do Precedente Normativo nº 119, não é válida cláusula de instrumento coletivo que prevê desconto obrigatório de contribuição assistencial de empregado não sindicalizado, ainda que a ele seja garantido o direito de oposição. A previsão de oposição ao desconto não tem o condão de convalidar a cláusula coletiva, pois, a teor do art. 545 da CLT, os descontos salariais em favor do sindicato de classe estão condicionados à expressa autorização do empregado. Sob esses fundamentos, a SBDI-I, por unanimidade, conheceu dos embargos, por divergência jurisprudencial, e, no mérito, por maioria, negou-lhes provimento. Vencidos os Ministros José Roberto Freire Pimenta, Augusto César Leite de Carvalho e Hugo Carlos Scheuermann. TST-E-ED-RR-135400-05.2005.5.05.0015, SBDI-I, rel. Min. Dora Maria da Costa, 13.10.2016
#5
Informativo 151 do TST
Notificação prévia para indicação de provas na audiência inaugural. Ausência de apresentação do rol de testemunhas. Indeferimento do pedido de produção de prova testemunhal na audiência de prosseguimento. Cerceamento de defesa. Não configuração.
Não configura cerceamento de defesa o indeferimento do pedido de produção de prova testemunhal na audiência de prosseguimento, quando a parte, previamente notificada para indicar as provas que pretende produzir, comparece à audiência inaugural e não apresenta o rol de testemunhas. Embora, no processo do trabalho, não haja obrigação de a parte requerer o arrolamento de testemunhas (arts. 825 e 845 da CLT), no caso, o fato de haver determinação judicial expressa no sentido de que o reclamado indicasse todas as provas que pretendia produzir no feito, quando da audiência inaugural, afastou a pretendida nulidade processual por cerceamento do direito de defesa. Sob esse fundamento, a SBDI-I, por maioria, conheceu dos embargos, por divergência jurisprudencial, vencidos os Ministros José Roberto Freire Pimenta, relator, Antonio José de Barros Levenhagen, Lelio Bentes Corrêa, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho e Delaíde Miranda Arantes, e, no mérito, por unanimidade, negou-lhes provimento, mantendo incólume a decisão turmária mediante a qual não se conheceu do recurso de revista do reclamado. TST-E-ED-RR-50200-44.2003.5.08.0006, SBDI-I, rel. Min. José Roberto Freire Pimenta, 15.12.2016
Pág
in
a
12
#6 Informativo 151 do TSTHoras extras. Concessão de dois períodos de intervalo para café. Acréscimo ao final da jornada. Tempo à disposição do empregador. Aplicação da Súmula nº 118 do TST.
Os dois intervalos de dez minutos cada, concedidos como pausa para café, não integram o intervalo intrajornada de uma hora e, sendo acrescidos ao final da jornada, configuram tempo à disposição do empregador. Incidência da Súmula nº 118 do TST. Na espécie, o empregado cumpria jornada de 6:00h às 15:20h, de segunda a sexta, com uma hora de intervalo para almoço e duas pausas de dez minutos. Assim, a SBDI-I, por unanimidade, conheceu do recurso de embargos, por divergência jurisprudencial, e, no mérito, deu-lhe provimento para restabelecer o acórdão do Regional, o qual manteve a sentença que reconheceu o direito ao cômputo dos dois intervalos para café na jornada de trabalho, sob o fundamento de que as pausas não previstas em lei representam tempo à disposição e devem ser acrescidas à jornada para serem consideradas na contagem das horas extras, a teor da Súmula n° 118 do TST. TST-E-ED-RR-2034-49.2012.5.15.0077, SBDI-I, rel. Min. Hugo Carlos Scheuermann, 2.2.2017
#7
Informativo 152 do TST
Rescisão indireta. Caracterização. Art. 483 da CLT. Princípio da imediatidade. Inaplicabilidade. Necessidade de manutenção do contrato de emprego por parte do empregado.
Não constitui óbice ao reconhecimento da rescisão indireta do contrato de trabalho a ausência de imediatidade entre a ocorrência da conduta patronal faltosa e a propositura da reclamação pelo empregado, diante do desequilíbrio econômico entre as partes e a necessidade de manutenção do contrato de emprego, fator preponderante para a subsistência do trabalhador e de sua família. No caso, o descumprimento reiterado das obrigações trabalhistas pelo empregador (não pagamento de adicionais, horas extras e intervalos) caracteriza a hipótese de falta grave empresarial tipificada no art. 483, “d”, da CLT, de modo a autorizar a rescisão indireta do contrato de trabalho, com ônus rescisórios para a empresa. Sob esses fundamentos, a SBDI-I, por unanimidade, conheceu dos embargos por contrariedade à Súmula nº 126 do TST e, no mérito, deu-lhes provimento para reconhecer a rescisão indireta do contrato de trabalho e, por corolário, acrescer à condenação o pagamento das verbas rescisórias correlatas. TST-E-RR-1044 36.2014.5.03.0105, SBDI-I, rel. Min. Walmir Oliveira da Costa, 9.2.2017
#8
Informativo 152 do TST
Redução salarial. Diferenças. Violação do art. 7º, VI, da CF e dos arts. 444 e 468 da CLT. Prescrição Parcial. Parte final da Súmula nº 294 do TST.
Aplica-se a prescrição parcial à pretensão de diferenças salariais na hipótese em que o reclamante, ao retornar ao trabalho após afastamento por auxílio-doença, teve seu salário reduzido sob o argumento de que não teria mais condições físicas para exercer sua antiga função. A proteção ao salário está consagrada no art. 7º, VI, da CF e também nos arts. 444 e 468 da CLT, referentes à irredutibilidade salarial e à inalterabilidade contratual lesiva. Assim, incide a parte final da Súmula nº 294 do TST, pois a cada mês se renova a violação da norma constitucional e da CLT. Sob esses fundamentos, a SBDI-I, por maioria, conheceu dos embargos por divergência jurisprudencial, e, no mérito, deu-lhes provimento para aplicar a prescrição parcial à pretensão de diferenças salariais decorrentes da redução salarial e determinar o retorno dos autos à Vara do Trabalho de origem para que analise esse pedido, como entender de direito. Vencidos os Ministros João Oreste Dalazen, Brito Pereira, Renato de Lacerda Paiva, Márcio Eurico Vitral Amaro e Walmir Oliveira da Costa.