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Yamaha - Corrosão

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Academic year: 2021

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Texto

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Corrosão

Corrosão

MOTOR DE POPA

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INTRODUÇÃO

INTRODUÇÃO

Este texto de treinamento YTA-Bronze foi produzido de modo a fornecer um treinamento Este texto de treinamento YTA-Bronze foi produzido de modo a fornecer um treinamento passo-a-passo para os técnicos de serviços náuticos Yamaha de acordo com o sistema de qualificação a-passo para os técnicos de serviços náuticos Yamaha de acordo com o sistema de qualificação YTA.

YTA.

Esta seção proporciona as informações necessárias como conhecimento básico a respeito do

Esta seção proporciona as informações necessárias como conhecimento básico a respeito do motormotor

de popa especificamente para a Categoria Bronze. de popa especificamente para a Categoria Bronze.

Além disso, este texto, produzido com base em um CD-ROM CAI (Instruções com Auxílio de Além disso, este texto, produzido com base em um CD-ROM CAI (Instruções com Auxílio de Computa-dor), possibilita que

dor), possibilita que você aprenda efetivamente através do uso do CD-ROM CAI.você aprenda efetivamente através do uso do CD-ROM CAI.

Departamento de Serviços Departamento de Serviços ME Company ME Company Yamaha Motor do Brasil Ltda. Yamaha Motor do Brasil Ltda.

O QUE APRENDEMOS NO

O QUE APRENDEMOS NO

VOLUME

VOLUME

INTRODUÇÃO

INTRODUÇÃO

Neste Volume aprenderemos a respeito da Neste Volume aprenderemos a respeito da corrosão que ocorre nos metais, incluindo a corrosão que ocorre nos metais, incluindo a corrosão elétrica. Aprenderemos corrosão elétrica. Aprenderemos extensiva-mente a respeito do mecanismo de corrosão e mente a respeito do mecanismo de corrosão e os meios para sua prevenção.

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CAPÍTULO 1

CORROSÃO E CORROSÃO

ELÉTRICA

INTRODUÇÃO ... 1-1 O QUE APRENDEMOS NO CAPÍTULO 1 ... 1-1 CORROSÃO AO NOSSO REDOR ... 1-1 CORROSÃO AO NOSSO REDOR ... 1-1 PRINCIPAIS CAUSAS DA CORROSÃO ... 1-2 OXIGÊNIO ... 1-2 UMIDADE DO AR ... 1-2 AÇÃO ELÉTRICA ... 1-2 DEFINIÇÃO DE CORROSÃO ... 1-3 DEFINIÇÃO DE CORROSÃO ... 1-3 DEFINIÇÃO DE CORROSÃO ELÉTRICA... 1-3 CORROSÃO RELACIONADA AO AMBIENTE MARINHO ... 1-3 CORROSÃO EM NAVIOS ... 1-3 CORROSÃO EM MOTORES DE POPA ... 1-4 PERDAS DEVIDO À CORROSÃO ... 1-6

CAPÍTULO 2

MECANISMO DA CORROSÃO

ELÉTRICA

INTRODUÇÃO ... 2-1 O QUE APRENDEMOS NO CAPÍTULO 2 ... 2-1 FENÔMENOS OBSERVADOS EM MAIS DE UM METAL ... 2-1 CONEXÃO DE DOIS METAIS EM

ÁGUA DO MAR... 2-1

PRINCIPAIS CAUSAS DA

ACELERAÇÃO DA CORROSÃO ... 2-8 CAUSAS DEVIDAS AO MATERIAL

METÁLICO ... 2-8 CAUSAS EXTERNAS ... 2-8

CAPÍTULO 3

MEIOS PARA CONTROLE

DA CORROSÃO

INTRODUÇÃO ... 3-1 O QUE APRENDEMOS NO CAPÍTULO 3 ... 3-1 COBERTURA DA SUPERFÍCIE ... 3-1 PINTURA ... 3-1 GALVANIZAÇÃO... 3-1 PROTEÇÃO ELÉTRICA CONTRA

CORROSÃO ... 3-2 MÉTODO DA CORRENTE IMPOSTA .. 3-2 MÉTODO DO ANODO DE SACRIFÍCIO .. 3-2 MATERIAIS RESISTENTES À

CORROSÃO ... 3-3 AÇO INOXIDÁVEL ... 3-3 ALUMÍNIO ... 3-3 COBRE E LIGAS DE COBRE ... 3-3

CAPÍTULO 4

PROTEÇÃO DO BARCO E

MOTOR DE POPA CONTRA

CORROSÃO

INTRODUÇÃO ... 4-1 O QUE APRENDEMOS NO

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CAPÍTULO 1 - CORROSÃO E CORROSÃO ELÉTRICA

INTRODUÇÃO

O QUE APRENDEMOS NO CAPÍTULO 1

Neste Capítulo aprenderemos a respeito dos fenômenos e efeitos da corrosão e corrosão elétrica ao nosso redor.

CORROSÃO AO NOSSO REDOR

CORROSÃO AO NOSSO REDOR

Dos metais ao nosso redor o ferro, especial-mente, com certeza será corroído se for dei-xado desprotegido. Vamos observar que tipos de corrosão existem realmente. Vamos tomar nota das condições e cores de uma superfície corroída.

Oxidação no aço

inoxidável Zinabre no cobre

Ferrugem se propaga para a totalidade. Oxidação aparece próxima à superfície da água. Oxidação preta no ferro

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CAPÍTULO 1 - CORROSÃO E CORROSÃO ELÉTRICA

PRINCIPAIS CAUSAS DA

CORROSÃO

OXIGÊNIO

O oxigênio é indispensável para a corrosão. Uma porção de metal afetada se combina com o oxigênio (= é oxidada) e se transforma em uma substância diferente.

No caso do ferro, ele se associa com o oxigê-nio e é transformado em óxido de ferro. O metal assim transformado pode se tornar quebradi-ço, perdendo sua resistência mecânica original como metal.

UMIDADE DO AR

A água geralmente é indispensável para o pro-gresso da corrosão. Essa água também está contida no ar na forma de vapor, de modo que a água certamente existe em todo lugar, ex-ceto em uma área completamente árida como um deserto, etc. Especialmente, a água con-tendo sal, como a que existe no litoral, acelera a corrosão porque os íons migram ativamente nessa água, o que requer atenção especial.

AÇÃO ELÉTRICA

Se um parafuso de ferro for instalado em uma chapa de aço inoxidável em água salgada, a corrosão será acelerada no parafuso. Por outro lado, se um parafuso de ferro for instalado em uma chapa plástica, a corrosão não progredirá muito no parafuso de ferro. Isso ocorre porque a corrente elétrica flui entre o ferro e o aço ino-xidável, resultando na corrosão acelerada. O próximo Capítulo fornece uma descrição

de-Oxigênio Prego Atmosfera Falha Umidade do ar Água do mar Inox Plástico Ferro Elétron

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CAPÍTULO 1 - CORROSÃO E CORROSÃO ELÉTRICA

DEFINIÇÃO DE CORROSÃO

DEFINIÇÃO DE CORROSÃO

Corrosão indica os fenômenos nos quais não somente os metais, mas também outras ma-térias, são química e eletricamente transfor-mados, tornando-se quebradiços, e assim por diante. Estes fenômenos incluem a ferrugem no ferro e a erosão que se forma nos hélices dos motores de popa.

DEFINIÇÃO DE CORROSÃO ELÉTRICA

Corrosão elétrica, uma das formas de corro-são, se refere ao fenômeno que é causado pela migração de elétrons. A corrosão elétri-ca de um metal, cujo meelétri-canismo é explielétri-cado em detalhe no próximo Capítulo, é encontrada facilmente no mundo náutico devido ao conta-to constante com a água do mar, que contém muito eletrólito.

Corrosão

Eletricamente Quimicamente Fisicamente Corrosão elétrica Oxidação preta

Ferrugem Zinabre

etc. Erosão

Água do mar Eixo do hélice de

aço inoxidável Hélice de alumínio

CORROSÃO RELACIONADA AO

AMBIENTE MARINHO

CORROSÃO EM NAVIOS

Um barco consiste de metais de diversos ma-teriais, os quais são utilizados em ambientes complexos. Para evitar a corrosão, estes ma-teriais são escolhidos cuidadosamente e pas-sam por uma variedade de tratamentos físicos e químicos, mas é impossível eliminar comple-tamente as variedades de corrosão.

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CAPÍTULO 1 - CORROSÃO E CORROSÃO ELÉTRICA

CORROSÃO EM MOTORES DE POPA

Da mesma maneira que um barco, o motor de popa também é composto de diversos metais. Mas ele também é intensamente afetado pela temperatura e pressão e, assim, desenvolve ti-pos de corrosão diferentes daqueles que ocor-rem no barco.

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CAPÍTULO 1 - CORROSÃO E CORROSÃO ELÉTRICA

1) CORROSÃO MECÂNICA

A superfície da pá do hélice pode falhar por causa do impacto da explosão devido à mu-dança de pressão ou à implosão das bolhas causada pela cavitação. Este fenômeno é cha-mado de “erosão”, a qual constitui outro tipo de corrosão.

PERDAS DEVIDO À CORROSÃO

À medida que a corrosão se alastra, o metal muda sua propriedade, tornando-se quebradi-ço, o que facilita seu rompimento. Tais perdas físicas são universais. Assim, é importante en-tender muito bem as propriedades da corrosão e tentar impedir que ocorram perdas econômi-cas. Formação de bolhas Compressão de bolhas Explosão de bolhas

Superfície do hélice marcada pela erosão

Superfície de hélice marcada por erosão

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CAPÍTULO 2 - MECANISMO DA CORROSÃO ELÉTRICA

INTRODUÇÃO

O QUE APRENDEMOS NO CAPÍTULO 2

Este Capítulo descreve o mecanismo da corro-são elétrica. Aprenderemos em detalhe a res-peito dos meios pelos quais a corrosão elétrica ocorre e o que acontece ao metal durante o processo de corrosão.

FENÔMENOS OBSERVADOS EM

MAIS DE UM METAL

CONEXÃO DE DOIS METAIS EM ÁGUA

DO MAR

Se duas chapas de metais diferentes (cobre e zinco) forem colocadas em água do mar e conectadas uma à outra por um fio, uma cor-rente elétrica fluirá a partir de uma (zinco) para a outra (cobre), e começarão a surgir bolhas a partir da chapa de cobre.

Durante este processo, os elétrons do zinco positivo que migraram para o cobre se asso-ciam com os íons de hidrogênio na água do mar e geram bolhas de gás hidrogênio. Por outro lado, este processo consome o zinco de acordo com a quantidade de elétrons do zinco que migraram para o cobre.

Mergulhe chapas de metais diferentes em água do mar.

Se os metais imersos forem conectados com um fio, uma corrente elétrica fluirá através do fio.

(11)

CAPÍTULO 2 - MECANISMO DA CORROSÃO ELÉTRICA

CÉLULA VOLTAICA

A célula voltaica utiliza o fenômeno no qual a imersão de dois metais diferentes em um ele-trólito faz com que os elétrons migrem de um metal para o outro, dessa maneira gerando uma corrente elétrica.

Eletrólito

Eletrólito

Uma bacia é preenchida apenas com eletrólito.

Os íons de hidrogênio e os íons de ácido sulfúrico se misturam.

Eletrólito Mergulhe as chapas de

cobre e zinco no eletrólito.

Eletrólito Os íons positivos se libertam da

chapa de zinco.

Eletrólito Conecte ambas as

cha-pas com um fio elétrico (e lâmpada).

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CAPÍTULO 2 - MECANISMO DA CORROSÃO ELÉTRICA

Eletrólito

Os elétrons negativos da chapa de cobre e os íons de hidrogênio se unem e se transformam em moléculas de hidrogênio, e flutuam na forma de uma bolha.

EXPLICAÇÃO QUÍMICA

Será fornecida uma explicação em relação a cada eletrodo sobre o que realmente aconte-ceu no experimento no qual dois metais dife-rentes foram conectados um ao outro.

2) REAÇÃO CATÓDICA

Reação catódica é a ação de íons de hidro-gênio no eletrólito recebendo elétrons do outro metal e se associando com eles, e assim pro-duzindo gás hidrogênio. As ações anódicas e catódicas sempre ocorrem em pares.

1) REAÇÃO ANÓDICA

Reação anódica se refere à ação de retirada de elétrons do metal. Ação anódica em proces-so significa que elétrons estão sendo retirados do metal e que o metal envolvido está sendo erodido e dissolvido rapidamente.

Eletrólito

Reação catódica Reação anódica Os íons positivos são retirados da chapa de zinco. Os elétrons

nega-tivos fluem para a chapa de cobre.

A chapa de zinco começa a ser erodi-da e dissolvierodi-da. Os elétrons fluem

do zinco para a chapa de cobre.

Os elétrons se associam com os íons de hidrogênio no eletrólito, gerando bolhas de gás hidrogênio.

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CAPÍTULO 2 - MECANISMO DA CORROSÃO ELÉTRICA

DIFERENÇA DE POTENCIAL ENTRE

METAIS

Os elétrons migram de um metal para o outro na solução por causa da diferença de poten-cial entre os metais. Por exemplo, se chapas de cobre e de zinco forem conectadas uma à outra, o cobre com um valor de potencial es-pontâneo mais elevado constitui a polaridade positiva, enquanto o zinco, com um valor me-nos elevado, representa a polaridade negativa, fazendo com que os elétrons migrem do zinco para o cobre.

1) FATORES DE POTENCIAIS

Algumas estruturas atômicas metálicas tendem a ser carregadas positivamente, enquanto ou-tras tendem a ser carregadas negativamente, dependendo de suas estruturas. Os elétrons livres (negativos) saltam facilmente do metal com forte tendência a se tornar eletropositivo, enquanto o metal com forte tendência a se tor-nar eletronegativo incorpora facilmente os elé-trons livres.

Platina Ouro Aço inoxidável ( 18Cr-8Ni-3Mo) Bronze (cobre e (Sn6~10%)) Cobre Latão (cobre e zinco) Aço inoxidável (13Cr) Estanho Chumbo Aço e ferro fundido Alumínio Zinco Magnésio Metal precioso Metal de base Autopotencial

Substância que tende a ser negativa

Núcleo +29

Elétron Próton Substância que tende a ser positiva

Elétron livre Elétron livre Elétron Próton Núcleo +30

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CAPÍTULO 2 - MECANISMO DA CORROSÃO ELÉTRICA

FENÔMENOS EM UM ÚNICO

METAL

COLOCAÇÃO DE UM ÚNICO METAL NA

ÁGUA

Se um metal for imerso em um eletrólito con-dutor de eletricidade como a água do mar, a corrosão se alastrará por si mesma. Exami-nado rapidamente, todo o metal parece estar corroído, mas na realidade ocorre uma reação simultânea entre um anodo e um catodo por uma extensão muito pequena.

Mergulhe um metal (zinco) em um eletrólito condutor de eletricidade (p.ex. ácido sulfúrico).

Mergulhe um metal (zinco) em um eletrólito condutor de eletricidade (p.ex. ácido sulfúrico).

As reações entre anodo e catodo ocorrem simultaneamente, fazendo com que o gás hidrogênio forme bolhas.

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CAPÍTULO 2 - MECANISMO DA CORROSÃO ELÉTRICA

MANIPULAÇÃO ARTIFICIAL

CORROSÃO ACELERADA

Se uma corrente elétrica fluir entre dois metais diferentes quando eles estão imersos e conec-tados em um eletrólito, o que acontecerá se uma corrente com a mesma direção for aplica-da a estes metais conectados? O resultado é que a corrosão será acelerada no metal com a polaridade negativa.

Quando cobre e zinco são conectados com um fio, as bolhas se formam a partir do cobre.

Se uma pilha for instalada entre o cobre e o zinco com a polaridade na mesma direção, as bolhas se formarão mais rapidamente.

PREVENÇÃO DA CORROSÃO POR

ELETRICIDADE

Agora, deixe a corrente elétrica fluir na direção oposta. Isso irá desacelerar a corrosão porque impede que os elétrons migrem a partir do pólo negativo.

Quando cobre e zinco são conectados com um fio, bolhas se formam a partir do cobre.

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CAPÍTULO 2 - MECANISMO DA CORROSÃO ELÉTRICA

Conecte um fio entre o alumínio e o inox.

USO DA DIFERENÇA DE POTENCIAL

PARA PROTEÇÃO CONTRA

CORRO-SÃO

Desta vez, um par de chapas de alumínio e inox e um par de chapas de alumínio e zinco, conectados individualmente um ao outro, são imersos em um eletrólito. O resultado é que o alumínio conectado ao inox é corroído, en-quanto o alumínio conectado ao zinco perma-nece imune à corrosão, sendo o zinco corroído em seu lugar. Isto demonstra um experimen-to no qual se utiliza a diferença de potencial (= vulnerabilidade à corrosão) entre dois me-tais diferentes. Assim, isto significa que, a fim de proteger um metal particular contra a cor-rosão, é melhor conectá-lo a outro metal mais suscetível à corrosão.

O alumínio atua como o pólo negativo e o inox como o pólo positivo, com a resultante corrosão no alumínio.

Conecte um fio elétrico para o par de alumínio e zinco.

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CAPÍTULO 2 - MECANISMO DA CORROSÃO ELÉTRICA

PRINCIPAIS CAUSAS DA ACELERAÇÃO

DA CORROSÃO

Pode ocorrer que as mesmas peças do mesmo barco sejam corroídas em um grau diferente, dependendo de onde elas estejam localizadas. Esta diferença no grau de corrosão depende das diferenças no ambiente que circunda estas peças, e não das próprias peças. Estas dife-renças ambientais envolvem a diferença entre água do mar e água doce, diferença na inten-sidade de alcalinidade ou acidez da água que flui ou não, diferenças de temperatura da água, e muitos outros fatores.

CAUSAS DEVIDAS AO MATERIAL

METÁLICO

Alguns metais originalmente se combinam fa-cilmente com o oxigênio enquanto outros, como os metais nobres, não o fazem em seu estado natural. Alguns outros metais até mesmo au-mentam sua resistência à corrosão quando são combinados com substâncias diferentes. A corrosão se acelera em uma superfície me-tálica áspera porque a película protetora da su-perfície é facilmente rompida.

Ambiente (causas externas)

Temperatura Material

Fácil

oxidação oxidaçãoDifícil

pH dissolvidoOxigênio Vazão

Propriedades do próprio metal

Mudanças artificiais

feitas nas propriedades Estado da superfície

Metais nobres de difícil oxidação Aço inoxidável

com alta resistência à oxidação.

Falhas ou fissuras  na superfície tendem a desenvolver oxidação

facilmente.

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CAPÍTULO 2 - MECANISMO DA CORROSÃO ELÉTRICA

3) Temperatura

A corrosão avança com o aumento da tempe-ratura.

2) Vazão

Os íons dissolvidos na água estão limitados a uma determinada quantidade. Mais corrente elétrica fluirá se a reação for forçada por um fluxo de água, etc.

1) pH

A corrosão progride para um grau diferente de acordo com as propriedades da solução com a qual o metal está em contato. A alcalinidade ou acidez (pH) em estado líquido está entre tais propriedades.

Grau de corrosão

O grau de corrosão é grande tanto em uma condição ácida como alcalina. O grau de corrosão é maior na condição ácida.

pH Ácido Neutralidade Grau de corrosão Vazão Grau de corrosão Temperatura Água aberta para a atmosfera

Água em galeria de água vedada A B C B1 C1 Alcalino

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CAPÍTULO 3 - MEIOS PARA CONTROLE DA CORROSÃO

INTRODUÇÃO

O QUE APRENDEMOS NO CAPÍTULO 3

Aprenderemos a respeito de diversos meios de proteção contra a corrosão. Por exemplo, o que causa a corrosão em um único metal são o oxi-gênio e a água. E as causas para a corrosão em dois metais diferentes incluem:

1) Eletrólito

2) Dois tipos diferentes de metais 3) Condução elétrica entre os metais

A corrosão pode ser controlada eliminando-se uma destas causas.

RECOBRIMENTO DA SUPERFÍCIE

PINTURA

A maneira mais popular de se evitar a corrosão consiste em recobrir a superfície metálica para interromper o fornecimento de oxigênio. Alguns tipos de tintas possuem partículas de zinco in-cluídas para proporcionar maiores proprieda-des anticorrosivas e aproprieda-desão.

GALVANIZAÇÃO

A galvanização consiste em recobrir um metal com uma película fina de outro metal diferente. Suas finalidades incluem o embelezamento e a proteção anticorrosão da superfície metáli-ca. A corrosão pode ser evitada por meio do uso de um metal altamente anticorrosivo para a galvanização.

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cor-CAPÍTULO 3 - MEIOS PARA CONTROLE DA CORROSÃO

PROTEÇÃO ELÉTRICA CONTRA

A CORROSÃO

MÉTODO DA CORRENTE IMPOSTA

A corrosão é um mecanismo pelo qual as pro-priedades de um metal se transformam como resultado da passagem do fluxo de uma cor-rente elétrica. Conforme explicado no Capítulo 2 na seção “Prevenção da corrosão por eletri-cidade”, a corrosão no metal pode ser retarda-da forçando-se uma corrente elétrica a fluir em sentido oposto ao qual fluiria normalmente en-tre os dois metais. Este efeito é utilizado para proteção anticorrosiva em um metal e é referi-do como um métoreferi-do com utilização de fonte de energia externa.

Conecte uma pilha aos metais com o pólo negativo ligado ao cobre (Cu) e o pólo positivo ao zinco (Zn).

Os elétrons que fluem do zinco (Zn) para o cobre (Cu) são obstruídos pelos elétrons provenientes da pilha.

MÉTODO DO ANODO DE SACRIFÍCIO

O método do anodo de sacrifício é um meio de se utilizar a diferença de potencial entre os dois metais e não uma fonte de energia ex-terna para a proteção contra corrosão. Con-forme explicado no Capítulo 2 na seção “Uso da diferença de potencial para proteção contra corrosão”, o metal-alvo é colocado em contato com outro metal mais vulnerável à corrosão, dessa maneira fazendo com que o alvo atue como o pólo positivo. O metal que atua como o pólo positivo não perde elétrons e, assim, a corrosão não se alastra. Mas se o metal sacri-ficado como pólo negativo for completamente dissolvido, perderá a eficácia para a proteção

Utilizando um fio condutor, conecte o metal-alvo (Al) a outro metal (Zn) mais vulnerável à corrosão.

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CAPÍTULO 3 - MEIOS PARA CONTROLE DA CORROSÃO

MATERIAIS RESISTENTES À

CORROSÃO

AÇO INOXIDÁVEL

O aço inoxidável é uma liga de ferro, cromo, níquel e outros. Ele apresenta uma resistência muito forte à corrosão porque forma pronta-mente uma película passiva, um tipo de óxido sobre sua superfície. No entanto, é necessá-rio observar que, no caso deste aço inoxidável ser danificado em sua superfície, a corrosão se alastrará mais rápido do que a formação da película, com a oxidação resultante se desen-volvendo no aço. Além disso, o aço inoxidável é corroído em contato com o ferro porque o ferro atua como o pólo negativo.

COBRE E LIGAS DE COBRE

O cobre é conhecido como um metal de muita resistência mecânica desde a Antiguidade. En-tretanto, a presença de oxigênio suficiente con-tribui para a aceleração da corrosão no cobre. Por outro lado, se ele for mantido em uma condi-ção estável com a oxidacondi-ção recobrindo a super-fície, a corrosão irá desacelerar com a própria

ALUMÍNIO

O alumínio também possui a propriedade de formar uma película de óxido sobre a superfície e o alumínio puro possui excelente resistência à corrosão. Entretanto, uma película de óxido muito fina (20 angstrom) é corroída, dependen-do dependen-do ambiente ao qual é exposta. Para supe-rar tal problema, a superfície é tratada com um revestimento de oxidação anódica.

Além disso, como o alumínio é um metal muito macio, ele é misturado com cobre ou magné-sio para formar uma liga chamada duralumínio, a qual apresenta maior resistência mecânica que o alumínio. Película passiva Aço inoxidável Cobre Latão

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CAPÍTULO 4 - PROTEÇÃO DO BARCO E MOTOR DE POPA

CONTRA CORROSÃO

INTRODUÇÃO

O QUE APRENDEMOS NO CAPÍTULO 4

Neste Capítulo aprenderemos a respeito das maneiras de se proteger o barco e o motor de popa contra a corrosão.

PROTEÇÃO CONTRA CORROSÃO

EM BARCOS

ANODO

O anodo é uma peça instalada para proteger o hélice roscado e o metal no fundo do bar-co bar-contra a bar-corrosão. Normalmente, o zinbar-co é utilizado para este anodo. O zinco atua como o pólo negativo pelo método do anodo de sa-crifício e protege o hélice e o eixo contra a cor-rosão.

PROTEÇÃO DO MOTOR DE POPA

CONTRA CORROSÃO

INSTALAÇÃO DE ANODO

O anodo no motor de popa executa a mesma função que no barco. O zinco é eletricamente unido ao metal-alvo e consumido em sacrifício para a proteção contra a corrosão. No motor de popa, o motor é resfriado pela água do mar; assim, o anodo é instalado não somente no hélice, mas também ao redor do motor e na galeria de água de refrigeração.

Após

(23)

CAPÍTULO 4 - PROTEÇÃO DO BARCO E MOTOR DE POPA

CONTRA CORROSÃO

PINTURA PROTETORA CONTRA

CORROSÃO

Muitos dos procedimentos de pintura aplicados nos motores de popa Yamaha passam por qua-tro processos.

1) Recobrimento protetor contra corrosão do material de base de alumínio.

2) Pintura anticorrosiva (tratamento primário). 3) Pintura de acabamento.

4) Envernizamento.

Estes quatro processos intensificam os efeitos anticorrosão sobre o metal de base.

Pintura de acabamento Envernizamento Pintura anticorrosiva (tratamento primário) Desengraxe da superfície metálica Recobrimento protetor contra corrosão

ANODO DA GALERIA DE

REFRIGERAÇÃO

Para a refrigeração de um motor de popa, a água do mar ou doce é admitida do exterior para re-frigerar o motor e, em seguida, é descarregada. A galeria de água de refrigeração é construída de alumínio ou aço inoxidável, de modo que um anodo é instalado no interior da galeria.

Se houver qualquer água do mar, etc. rema-nescente no interior do motor quando ele esti-ver desligado, este anodo tenderá a acelerar a corrosão na parede da galeria. Assim, depois que o motor for operado, assegure-se lavar a galeria de refrigeração com água doce de modo a não permitir que o eletrólito (água salgada) permaneça em seu interior. Além disso, verifi-que periodicamente o anodo na galeria de água de refrigeração quanto à redução excessiva de tamanho e substitua-o conforme necessário.

LIMPEZA DA GALERIA DE ÁGUA

A maioria dos motores de popa Yamaha é equi-pada com um dispositivo de lavagem interna capaz de limpar a galeria de água de

refrige-Saída do escape Bomba de água Entrada de água Água admitida Água descarre-gada Anodo

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