Abril/2021 - Nº 23
Faculdade Ciências Médicas – MG comemora 70 anos formando
excelentes profissionais de saúde
LabSim ganha novo ambiente
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Hospital Universitário faz 30 anos como
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TRADIÇÃO, ENSINO
E EXCELÊNCIA
SUA QUALIFICAÇÃO
INSCRIÇÕES ABERTAS
c m m g . e d u . b r / p o s | (3 1) 3 2 4 8 - 7 2 3 0
Conheça também
o Mestrado Acadêmico
em Ciências da Saúde.
MEDICINA | ODONTOLOGIA | GESTÃO EM SAÚDE FISIOTERAPIA | FARMÁCIA | ENFERMAGEM FONOAUDIOLOGIA | PSICOLOGIA
CURSOS MULTIPROFISSIONAIS CURSOS NAS ÁREAS:
Produção: Prefácio Comunicação Tel - (31) 3292-8660 prefaciocomunicacao.com.br
Jornalista responsável: Ana Luiza Purri (MC 678987/JP) Reportagem e redação: Guilherme Barbosa (MTB/MG 12.630) Edição: Cristina Mota
Edição e Revisão final: Comunicação Feluma (Aparecida Queiroga, Cláudio Nascimento, Cyntia Andrade, Humberto Gomes, Isabela Azi, Isabela Toledo, Patrícia Bento, Roberta Reis) Fotos: Divulgação, Departamento de Comunicação
Revisão: Luciara Oliveira
Projeto gráfico: Sigla Comunicação - (31) 3245-0845
CONSELHO DIRETOR DA FELUMA
Presidente
Dr. Wagner Eduardo Ferreira Vice-presidente
Dr. José Maria Borges
Secretário-geral de Administração e Finanças Dr. Cesário da Silva Almada Lima
DIRETORIA
Superintendente-geral Flávio de Almeida Amaral
Superintendente de Planejamento e Gestão Túlio Pedrosa Gomes
CONSELHO DELIBERATIVO DA FELUMA
Antônio Vieira Machado, Evilázio Teubner Ferreira, Geraldo Magela Gomes da Cruz, Gregore Moreira de Moura, Helton Freitas, Jackson Machado Pinto, Jair Leopoldo Raso, José Celso Cunha Guerra Pinto Coelho, Marcelo Miranda e Silva, Rafael Duarte Silva, Wagner Eduardo Ferreira, Walter Antônio Prata Pace
CONSELHO FISCAL DA FELUMA
José Antonino Baia Borges, Lincoln Lopes Ferreira, Ricardo Valadares Gontijo, Gustavo Azeredo Furquim Wernek (suplente), Hudson de Araújo Couto (suplente), Luiz Wellington Pinto (suplente)
Diretor Interinstitucional da Feluma Prof. Antônio Vieira Machado
FACULDADE CIÊNCIAS MÉDICAS – MG
Diretor
Prof. José Celso Cunha Guerra Pinto Celho Vice-diretor
Prof. Rafael Duarte Silva Secretária-geral
Profª. Marlene das Mercês Ferreira Caldas
PÓS-GRADUAÇÃO CIÊNCIAS MÉDICAS – MG
Diretor-geral
Prof. Marcelo Miranda e Silva Diretora Acadêmica Ana Carolina C.L. Giulianetti
Coodenadora Acadêmica do Programa de Pós-graduação Stricto Sensu
Profª. Maria da Glória Machado
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO CIÊNCIAS MÉDICAS – MG
Diretor-geral
Dr. Antônio Carlos de Barros Martins Diretor Técnico
Dr. Glauco Sobreira Messias
TEATRO FELUMA
Curador
Dr. Jair Leopoldo Raso
COMUNICACÃO FELUMA
Tel. (31) 3248 - 7128 [email protected]
Faculdade Ciências Médicas MG: faculdadecmmg
Pós-graduação Ciências Médicas: posgraduacaocmmg
@cienciasmedicasmg @faculdadecmmg
Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais @teatrofeluma
SU
M
Á
RI
O
Palavra do Conselho DiretorTreinamentos online da Atlética Ciências Médicas - MG durante a pandemia
Trote Solidário não parou as atividades na pandemia Um ano do Teatro Feluma Os 70 anos da Faculdade Ciências Médicas - MG: emoção, homenagens e cultura
Mostra de profissões online reúne alunos e pais para evidenciar os diferenciais da Faculdade LabSim ganha casa simulada Institutos Feluma se especializam nas lives Programa Mentoring é sucesso
entre os alunos de Medicina HUCM-MG se destaca em Programa de
Desenvolvimento Hospitalar municipal Alunos aproveitam a chance de estudar no exterior com ações do setor de Relações Internacionais Setor de Pesquisa e Extensão fomenta que alunos e professores publiquem seus trabalhos Internato de Saúde Coletiva se adapta à pandemia PGCM-MG com grande experiência na gestão de residências e especialização
Os desafios do vestibular em meio à pandemia Cartão de Todos e PGCM-MG se unem para capacitar três especialidades médicas
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SUA QUALIFICAÇÃO
INSCRIÇÕES ABERTAS
c m m g . e d u . b r / p o s | (3 1) 3 2 4 8 - 7 2 3 0
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PALAVRA DO
CONSELHO DIRETOR
A Ciências Médicas começou como um sonho, um ideal. Vários idealistas da Corporação de Médicos Católicos sonharam juntos com Dom Antônio dos Santos Cabral, arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, para criar uma Faculdade de Medicina, que seria o embrião da Universidade Católica de Minas Gerais. O sonho foi se transformando em realidade com a integração de luminares da Medicina Mineira, constituindo-se assim o grupo de fundadores e o primeiro corpo docente da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais por idealistas e sonhadores, que doaram seu conhecimento e “expertise” para o sucesso da empreitada.Seguiu-se um período de muitas dificuldades para a construção da estrutura física da Faculdade, que iniciou suas atividades em uma sede provisória cedida pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte até que fosse construída sua sede definitiva na Alameda Ezequiel Dias, onde se encontra até hoje. Nesse período, os idealistas e muitos outros sonhadores, que passaram a integrar o corpo docente, doaram o seu trabalho e seus salários para garantir a sobrevivência da instituição. Um sério imprevisto ocorreu quando os alicerces do novo prédio começaram a ceder, sendo necessário reforçar a estrutura, o que demandou muitos investimentos inesperados. Porém, em meio a obras e andaimes, a Ciências Médicas nunca deixou de funcionar, destacando-se nesse período a liderança do professor Elias Murad e a dedicação do corpo docente. No final dos anos 1980, a redemocratização do Brasil, a nova Constituição Brasileira e a criação do Sistema Único de Saúde tornaram indispensável adequar a Faculdade à nova realidade. Iniciou-se então um processo de profunda reforma curricular que teve dois pilares fundamentais: a Integração Docente-assistencial e a profissionalização do corpo docente.
A integração docente-assistencial deu ênfase às quatro
áreas básicas da formação médica junto aos programas de Saúde Coletiva. O currículo passou a incluir atendimento ambulatorial, desde o primeiro ano do curso (Medicina Social e Psicologia), o Internato Rural, o Internato em Medicina de Urgência, e o Internato Metropolitano na periferia de Belo Horizonte.
Vieram então o Ambulatório Central, os ambulatórios na periferia, em convênio com a Prefeitura de Belo Horizonte, os convênios com a FHEMIG para o Internato de Medicina de Urgência no Hospital de Pronto Socorro João XXIII e o Centro Geral de Pediatria e a Maternidade Odete Valadares para os estágios de Pediatria e Obstetrícia.
Para o Internato Rural, foram realizados convênios com várias prefeituras do interior de Minas Gerais e dois hospitais de referência para o Internato Rural em Moema e Santo Antônio do Amparo. Nesses hospitais, foi criada a primeira residência médica em Medicina Geral e Comunitária do Brasil, preparando profissionais para exercer a Saúde da Família.
Em resposta a essas necessidades, a Faculdade Ciências Médicas - MG foi pioneira para implantação do Programa de Saúde da Família e dos Consórcios Intermunicipais de Saúde em Minas Gerais e no Brasil. Para dar suporte a toda essa revolução curricular, não faltaram investimentos em infraestrutura: nova biblioteca, novos laboratórios, elevadores, cantina, biotério, Técnica Operatória e Cirurgia Experimental. Acompanhando as reformas do curso de Medicina, foram reformulados os cursos de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, com a construção de ambulatórios, introdução dos estágios e do Internato Rural também para alunos desses cursos.
O segundo pilar da reforma, a profissionalização do corpo docente, contemplou as alterações de carga horária, estabelecendo os regimes de 10, 20 e 40 horas semanais para substituir gradativamente os professores horistas, com remuneração condigna, incentivando a titulação acadêmica de mestres e doutores com o correspondente adicional de salário e a realização de concursos para admissão de professores e para
Jamais o narcisismo irá apagar
a História da Ciências Médicas
professores titulares. Foram esses os primeiros passos para a instituição da carreira de magistério.
Coroando todo esse processo de renovação, profissionalização e adequação à realidade brasileira iniciado em 1988, dois anos após, em 1990, a Faculdade recebeu em comodato por 30 anos com o Governo do Estado de Minas Gerais o Hospital São José, desativado há mais de uma década.
No entanto, o que era uma “joia” para a Instituição tornou-se um desafio gigantesco, pois foi preciso montar e equipar todo o hospital: enfermarias (250 leitos), bloco cirúrgico, CTI , serviços de imagem e endoscopia, pronto-socorro, laboratórios e equipes multiprofissionais (médicos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, nutricionistas, assistente social e funcionários) somando mais de 800 colaboradores para oferecer atendimento de qualidade científica e humana para os nossos pacientes. Tudo pronto, com investimentos que endividaram a Instituição, à custa de aval pessoal dos seus diretores, inclusive envolvendo seus familiares, fomos atingidos pela implantação do Plano Real com uma medida injusta e inesperada, que foi a correção das tabelas de remuneração dos procedimentos do SUS, com redução de 30% na conversão da Unidade Real de Valor (URV) para o Real. Graças às reformas didáticas e curriculares e ao seu incontestável compromisso social, aliados à profissionalização da gestão da Feluma, em que se destacam o professor Wagner Eduardo Ferreira - Presidente e o Superintendente Geral Flávio Amaral, a Faculdade superou todas as dificuldades: criou novos cursos (Psicologia e Enfermagem), recebeu nota máxima (5) na avaliação do Ministério da Educação e Cultura com autorização para 400 vagas/ano no curso de Medicina, e ampliou o Instituto de Pós-graduação para mais de 4 mil alunos, incluindo o curso de mestrado “strictu sensu” e o curso de pós-graduação em Odontologia.
Mantendo sua tradição de pioneirismo, a Ciências Médicas abriga um dos melhores laboratórios de Simulação Realística da América Latina. E, desde 2016, introduziu, em Minas, um dos maiores avanços tecnológicos da Medicina moderna, que é a Cirurgia Robótica. Em pouco mais de quatro anos, o Instituto de Cirurgia Robótica treinou mais de 50 cirurgiões nas áreas de Cirurgia Gastroenterológica, Coloproctologia, Urologia, Ginecologia e Cirurgia Torácica, e realizou mais de 2 mil cirurgias.
Para dar suporte a tantos avanços, novos cursos e aumento de vagas, grandes investimentos em infraestrutura foram realizados, com novos ambulatórios, nova biblioteca, editora Ciências Médicas, auditório e teatro.
Esta sinopse se fez necessária para corrigir uma lacuna imperdoável de relatos que pretenderam marcar como obscuro o período de 15 anos em que muitas mudanças institucionais foram implementadas à custa de muita dedicação e sacrifício dos gestores da época, que lançaram as bases para o florescer da Faculdade.
Falou-se até em omissão e corrupção e de tentativas de correção de rumos movidas por interesses próprios, sem competência e sem respeito, pechas que jamais podem ser atribuídas aos dirigentes da Fundação, como Ludércio Rocha de Oliveira e os saudosos e dignos professores Mahrdas Salvador Nankran e Cláudio Almeida de Oliveira. Que Narciso olhe-se no espelho, recolha-se em seu casulo de vaidades e respeite a História da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais.
José Rafael Guerra Pinto Coelho
Cirurgião Geral, Ex-diretor da Faculdade Ciências Médicas – MG (1987 – 1991 / 1991 – 1995), Ex-diretor do Instituto de Cirurgia Robótica Ciências Médicas – MG (2016 – 2018) e Ex-coordenador da disciplina optativa de Cirurgia Robótica da Faculdade Ciências Médicas – MG.
EM TEMPO: HOMENAGEM ÀS DIRETORIAS DO PERÍODO 1987-1999
FELUMA
1988/1989 | Presidente: Ludércio Rocha de Oliveira 1990/1995 | Presidente: Mahrdas Salvador Nankran 1996/1999 | Presidente: Cláudio Almeida de Oliveira
Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais
1987/1991 | Diretor: José Rafael Guerra Pinto Coelho 1º Vice-diretor: Adilson Savi
2º Vice-diretor: Ajax Gonçalves Ribeiro 1991/1995 | Diretor: José Rafael Guerra Pinto Coelho 1º Vice-diretor: Adilson Savi
2º Vice-diretor: Marcelo Miranda e Silva 1995/1999 | Diretor: Adilson Savi
1º Vice-diretor: Marcelo Miranda e Silva 2º Vice-diretor: Lucas Monteiro Machado Neto
Atividades têm sido realizadas três vezes por semana durante a pandemia
TREINAMENTOS
ONLINE
A
Atlética Ciências Médicas – MG não parou suas atividades durante a pandemia. Os coordenadores agiram rápido, avaliando e colocando em prática uma forma de manter os treinamentos dos atletas, mesmo a distância. “A ideia foi promover a saúde física e mental dos alunos durante o isolamento, e as ações não ficaram restritas somente aos atletas, abrimos para toda a Faculdade”, disse a então aluna do 6º período de Medicina e coordenadora de Marketing da Atlética, Júlia Gondim Maia Reis.A ferramenta utilizada para os treinamentos funcionais online é o Zoom. Durante a execução, os
professores pedem que as pessoas deixem todas as câmeras abertas para que possam acompanhar a realização dos exercícios. E os treinos tiveram avaliação positiva. Vítor Porfírio, então aluno do 5º período de Medicina, é um dos que aprovaram a ideia e foi assíduo
nos eventos. Como praticante das modalidades de basquete, handebol e atletismo, ele considera que os exercícios contribuíram para que esteja pronto quando as competições voltarem (todas foram canceladas por causa da pandemia, permanecendo apenas os esportes que podem ser realizados online,
como xadrez e corrida por marcação de tempo). “Foi muito bom, uma forma de desestressar. Foi uma boa iniciativa da Atlética e mostra um amparo técnico que eles estão tendo com os esportistas.”
Para incentivar ainda mais a participação, a equipe organizadora realizou uma promoção: o aluno mais assíduo nos treinamentos online recebeu
um passaporte off para todos os eventos que serão
realizados pela Atlética. O ganhador do “No Foco com o Sapão” foi Vítor Correia, que participou de 19 treinos. Ao todo, foram 23 realizados. Os treinos presenciais ainda estão sem data prevista para retorno.
Atlética Ciências Médicas – MG disponibiliza
treinos remotos para toda a comunidade escolar
TROTE ADAPTADO
Ação solidária não parou durante a pandemia, com doações
contemplando instituições beneficentes
O
Trote Solidário continuou bastante ativo durante a pandemia. Como a palavra de ordem tem sido adaptação, os organizadores da ação reuniram-se e traçaram novos protocolos para mantê-lo ativo, levando em conta todas as medidas de segurança sanitária necessárias.Diante da crise do novo coronavírus, todas as instituições de caridade, parceiras da iniciativa, informaram que o volume de doações caiu consideravelmente, o que aumentou ainda mais a motivação dos alunos para participar do Trote, assim como sua importância social. A primeira mudança deu-se na entrega das doações, com a criação de pontos de coletas nas casas dos integrantes da comissão organizadora. Uma vez por mês, a Comissão Organizadora vai à sede da Fundação Sara, entidade parceira que presta assistência social a crianças e adolescentes com câncer, para fazer as doações, que são devidamente higienizadas antes de serem entregues.
F A C U L D A D E
Para incentivar doações em dinheiro, também houve ajustes no regulamento, atribuindo pontos em dobro para cada real doado, além da extensão do período de doação por todo o semestre. “A arrecadação em dinheiro é um pleito das instituições, pois possibilita que elas quitem dívidas fixas”, explicou Mariana Righi, então aluna do 7º período de Medicina e presidente do Trote Solidário. A cada 100 pontos acumulados, tanto calouros quanto veteranos recebem um certificado de responsabilidade social e o registro de 20 horas de atividades
complementares. As três pessoas que acumulam as maiores pontuações durante o ano ainda ganham brindes do Trote Solidário. Uma mudança neste novo formato de trote é a possibilidade da participação de alunos de outros períodos e outras instituições na doação de itens e o recebimento de certificado ao atingir os 100 pontos, fato que nas demais edições só era possível para calouros.
Comprovantes de doação de sangue e cadastro no banco de medula foram aceitos para pontuação no Trote Solidário Mantimentos indicados pelas instituições também valem pontos no ranking do Trote realizado pelos alunos Os materiais são separados e higienizados antes de serem doados às instituições parceiras
J
unho de 2019. Atores, produtores, diretores, dramaturgos, coreógrafos e dançarinos aguardam com grande expectativa o anúncio de uma iniciativa que promete movimentar o cenário artístico na capital mineira. Naquele mês, foi oficialmente lançado o projeto do Teatro Feluma, um espaço construído no sétimo andar da Faculdade Ciências Médicas – MG, que estava em ciclo de obras destinado a aprimorar a estrutura disponível à comunidade acadêmica, artística e à sociedade belo-horizontina. A classe artística se entusiasmou com a possibilidade de ter disponível mais um espaço cultural. Entre a apresentação do projeto e a conclusão das obras, foram apenas seis meses. No dia 6 de dezembro de 2019, estreava o primeiro espetáculo, O Palco Iluminado, com direção do professor da Faculdade e atual curador do Teatro Feluma, dramaturgo e neurocirurgião, Jair Raso. “Essa é uma das caraterísticas da Feluma: tirar do papel os projetos elaborados e torná-los concretos. É admirável que, em um tempo tão curto, tenhamos conseguido entregar uma casa de espetáculo para a cidade emum momento crucial para as artes, que vinham sendo fortemente combatidas. Felizmente, andamos na contramão desse movimento”, comemora o curador. Um ano depois de as portas terem sido abertas ao público, o balanço é positivo. Graças aos investimentos em tecnologia, a pandemia não impossibilitou que as atividades, até então previstas, fossem realizadas e transmitidas, em tempo real, por meio dos canais de comunicação da Faculdade e do Teatro. Para o Prof. Jair Raso, essa funcionalidade tem sido o grande diferencial. A estrutura moderna dos equipamentos multimídia, instalados antes da inauguração, permitiram que produtores e diretores teatrais mineiros apresentassem suas peças. Para se ter uma ideia, desde a inauguração, o Teatro Feluma sediou o I Festival Online do Teatro Feluma, com 8 espetáculos; o Festival do Sinparc, com 11 peças; a gravação do Prêmio Sinparc/Copasa, que depois foi transmitido pela Rede Minas; foi palco de atrações da 46ª Campanha de Popularização do Teatro e ainda de diversas lives científicas e 7 edições da disciplina Cátedra Lucasiana. O palco ainda abrigou uma série de lives e webinars, que contribuíram para a formação dos alunos e para
UM ANO EM CARTAZ
UM ANO EM CARTAZ
Teatro Feluma se consolida como um espaço
de fomento à cultura e à ciência
Após o espetáculo, os atores Ílvio Amaral e Maurício Canguçu, ambos caracterizados dos respectivos personagens, o autor e diretor da peça, Jair Raso, e a assistente de direção, cenário e figurino, Andrea Raso, participaram de bate-papo com a plateia
levar informação à sociedade, o evento online sobre “A Organização Mundial da Saúde (OMS) no combate à pandemia da Covid-19”, que contou com a participação de Dr. Marco Antônio de Ávila Vitória, médico do Departamento de HIV e DSTs da OMS, diretamente de Genebra. Também em novembro, a solenidade comemorativa aos 70 anos da Faculdade Ciências Médicas – MG foi realizada no Teatro em formato híbrido, ou seja, presencial (seguindo todos os protocolos de segurança) e com transmissão pelos canais web.
Emoção na volta
Após 12 meses da inauguração – período em que o acesso presencial do público à casa foi vedado em razão da pandemia – o Teatro Feluma colocou uma nova peça em cartaz no início de dezembro, quando o acesso presencial do público à casa foi liberado com algumas restrições, coroando um ano de existência: Maio, antes que você me esqueça,
com texto e direção de Jair Raso, produção da Cangaral e, no elenco, os talentosos Ílvio Amaral e Maurício Canguçu. “Usamos por dois meses o espaço de ensaios que temos aqui. É uma satisfação muito grande comemorar o primeiro ano e a reabertura com um espetáculo que eu considero um produto da casa”, comemora o diretor do espetáculo.
Todos os protocolos estabelecidos pelos órgãos sanitários competentes foram seguidos para que os espectadores tivessem a segurança necessária. “Vencemos o
inesperado e o palco permaneceu iluminado”, disse o presidente da Feluma, Dr. Wagner Eduardo Ferreira, na abertura do espetáculo. “Cumprimos a promessa que fizemos aos produtores em 2019, quando dissemos que seria um local de valorização da cultura. Afirmei que todos seriam muito bem-recebidos aqui e que o custo para os artistas mineiros realizarem seus espetáculos
se destinaria apenas à cobertura das despesas de funcionamento – e assim tem sido feito.”
Relações humanas em cena
O espetáculo que estreou na reabertura do local para eventos presenciais é ambientado justamente em um contexto semelhante ao que a sociedade vive nos dias de hoje. Em Maio, antes que você me esqueça, um
filho se vê obrigado a passar um período com o pai, diagnosticado com Alzheimer.
O texto de Jair Raso tem passagens bem-humoradas, mas sua essência dramática toca em questões delicadas como adoecimento de familiares idosos, como lidar com pacientes cuja memória se encontra fragilizada e ética no relacionamento familiar.
As apresentações, na capital mineira, marcam também a estreia nacional do espetáculo, realizado em parceria com a produtora Cangaral.
O Teatro Feluma foi palco também de debates importantes como a live com o médico da OMS, Dr. Marco Antônio de Ávila Vitória
2020: um ano com o palco iluminado
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espetáculos apresentados
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eventos científicos e acadêmicos realizados
T E A T R O F E L U M A
“Vencemos o inesperado e o
palco permaneceu iluminado.
Cumprimos a promessa que
fizemos aos produtores em 2019,
quando dissemos que seria um
local de valorização da cultura”
Dr. Wagner Eduardo Ferreira,
presidente da Feluma
E
m sua aula inaugural na Faculdade, em 1950, Dr. Lucas Machado usou a seguinte frase: “Quantas vezes nos reunimos movidos por lindos sonhos e coloridas ilusões”. Naquele momento, o fundador externava sua alegria ao receber os primeiros alunos. Até pouco tempo antes, ele não imaginava que conseguiria tirar do papel a ideia de abrir uma faculdade de Medicina e tampouco que ela se tornaria uma das mais importantes Instituições de ensino e prestação de serviços de saúde no Brasil.Enfrentar desafios e buscar soluções é uma marca na história da Faculdade. Foram as adversidades que
a tornaram madura e sólida. Ser pioneira e ousada ao tomar decisões estratégicas e ser dinâmica para formar excelentes profissionais de saúde do Brasil exige um preço. As pessoas que construíram sua trajetória tinham consciência disso, pois legaram aos sucessores um caminho para que pudessem conduzir um verdadeiro gigante do setor de educação e saúde. Estes, por sua vez, assumiram a responsabilidade e levaram adiante a missão. “Muitas das ilusões e sonhos que se pensaram lá atrás não estão perdidos, estão sendo concretizados”, afirma Dr. Wagner Eduardo Ferreira, presidente da Feluma. Para comemorar a data, foi realizado um evento à altura
C A P A
70 ANOS FORMANDO OS
70 ANOS FORMANDO OS
MELHORES PROFISSIONAIS
MELHORES PROFISSIONAIS
DE SAÚDE
DE SAÚDE
Faculdade Ciências Médicas – MG comemora sete
décadas e resgata trajetória de evolução e feitos
históricos em evento especial no Teatro Feluma
Alunos foram homenageados com o Atlas comemorativo aos 70 anos
da magnitude e tradição da Instituição, claro, dentro das medidas de segurança necessárias em tempos de pandemia. O local não poderia ser mais adequado – recém-inaugurado, é um verdadeiro presente para o meio cultural mineiro: o Teatro Feluma. Todas as medidas de segurança foram tomadas para receber autoridades das áreas de saúde e educação e dos poderes Executivo e Judiciário, além de ex-diretores, professores e alunos. “Acho que o Lucas não imaginava que iria falecer tão jovem e conduzir a Instituição por apenas 20 anos. E acredito que ele estaria feliz com o que a Faculdade se tornou”, comentou o Prof. Dr. Geraldo Magela Gomes da Cruz, ex-diretor e autor, junto a outros coautores, do Atlas 70 anos da Faculdade, lançado durante o evento.
Homenagens
A programação incluiu muitas homenagens e, sobretudo, muita emoção. Rodrigo Lasmar, professor da Residência em Ortopedia do Hospital Universitário Ciências Médicas – MG, foi o primeiro homenageado da noite em nome dos mais de 520 docentes que compõem o quadro da Faculdade. De forma simbólica, ele recebeu um jaleco personalizado e uma edição do Atlas, pois, no momento da cerimônia, se encontrava no Centro de Treinamento da Seleção Brasileira de Futebol, da qual é o médico responsável.
C A P A
Por meio de vídeo ao vivo, o médico destacou como o nome Ciências Médicas é forte não só no Brasil. “Tenho a oportunidade de estar com colegas de várias partes do mundo e sempre mostro com muito orgulho como é o trabalho que desenvolvemos aqui.”
Dr. Vinícius Barbosa, formado na turma de Medicina de 1961, foi homenageado representando os ex-alunos. Os atuais discentes também foram representados por Ana Luiza Gomes, Jéssica Feliciano, Vitória Marinho e João Guilherme Figueiredo receberam o jaleco e o Atlas.
Atlas
Uma história de peso precisa ser documentada. Por isso, o Atlas 70 anos Faculdade Ciências Médicas – MG envolveu muita pesquisa e vários coautores para que a rica trajetória da Faculdade pudesse ser contada.
São 24 capítulos e cerca de 400 páginas que detalham as adversidades, vitórias e curiosidades que envolveram a criação da Faculdade e seu desenvolvimento, bem como do setor de saúde mineiro. A publicação foi lançada, oficialmente, durante o evento e todos os convidados ganharam um exemplar. “É preciso olhar para trás para saber as marcas que estamos deixando e para onde vamos. É isso que estamos fazendo aqui, valorizando nossa Instituição para irmos adiante”, disse o Prof. Dr. Geraldo Magela Gomes da Cruz, ex-diretor da FCM-MG.
Dra. Valma Leite da Cunha, promotora da Curadoria de Fundações e Coordenadora do Centro de Apoio
Operacional ao Terceiro Setor do Ministério Público, foi homenageada com um exemplar da edição especial do Atlas comemorativo de 70 anos da Faculdade
Marcos na trajetória
da Faculdade Ciências
Médicas – MG
C A P A
1950
Fundação
Primeira turma de
Medicina formada
Biblioteca é construída
É criado e oferecido o
curso de Fisioterapia
Criação do Internato
de Saúde Coletiva
Reformulação dos
projetos pedagógicos
1956
1989
1987
1965
Mudança da sede para a
Alameda Ezequiel Dias
1964
Falecimento de
Lucas Machado
Inauguração do Centro de Memória
Inauguração do Teatro Feluma
50 anos do curso de Fisioterapia
30 anos de Saúde Coletiva (Internato Rural)
Inauguração do Ambulatório do HUCM-MG
Professor Caio Benjamin Dias
Conclusão das obras de infraestrutura da
Faculdade (Centro de Convivência dos
alunos, restaurante e hall de entrada)
Certificação ISO 9001
(com renovação anual do título)
Chegada da primeira plataforma
robótica de cirurgias de Minas Gerais,
trazida pela Feluma (Instituto Cirurgia
Robótica Ciências Médicas - MG):
um projeto inovador e pioneiro de
mudança de paradigma nas atividades
cirúrgicas em todo o estado.
Nota máxima do MEC nos cursos
de Medicina e Fisioterapia
Inauguração do Laboratório
de Habilidades e Simulação
Realística (LabSim)
Comemoração dos 70
anos da Faculdade
Criação do Núcleo de
Egressos e lançamento
do Portal de Egressos
Celebração dos 30 anos
do Hospital Universitário
como Ciências Médicas - MG:
atuação no campo de estágio
e formação de alunos e
Inauguração da Clínica
Odontológica e abertura da
pós-graduação em Odontologia.
C A P A
Criação e oferta do curso de
Enfermagem
Criação e oferta do curso de
Psicologia
2008
2015
2017
2019
2016
2018
2020
Evento online
O evento comemorativo de 70 anos da Faculdade foi transmitido online pelos canais do Teatro
e da Faculdade no YouTube. Como parte da cerimônia o artista mineiro Lô Borges, um dos fundadores do Clube da Esquina, fez um emocionante show. Acesse o QR Code e veja todos os detalhes deste momento histórico e emocionante.
F A C U L D A D E
MOSTRA DE PROFISSÕES
ATRAI ALUNOS DE
COLÉGIOS DA CAPITAL
A
nualmente, a Faculdade Ciências Médicas – MG participa do projeto Mostra de Profissões, realizado em parceria com colégios da capital. A iniciativa é uma oportunidade para evidenciar os diferenciais dos cursos oferecidos, pela Instituição, aos alunos que vão concluir o ensino médio e estão prestes a ingressar no mundo acadêmico.“Abordamos aspectos como mercado de trabalho na área, estrutura curricular, formação de competências com as quais trabalhamos e, ao final, abrimos para que os estudantes esclareçam dúvidas, o que é muito importante”, explica a professora Leila de Fátima Santos, coordenadora do curso de Enfermagem. Em 2020, para evitar aglomerações, o evento foi realizado de forma online, o que, infelizmente, não permitiu que
os estudantes fizessem visita guiada e conhecessem as dependências da Faculdade e tivessem acesso aos laboratórios disponíveis e toda a estrutura.
A alternativa encontrada trouxe, no entanto, alguns benefícios: mais alunos puderam participar e alguns pais também estiveram presentes virtualmente.
Realizado de forma virtual, evento reuniu pais e alunos de
dois colégios sobre os diferenciais da Faculdade
Maria de Lourdes Ribeiro,
psicóloga do Bernoulli
“Sou encantada por esta iniciativa.
Não se trata apenas de apresentar
os cursos. É um momento de o
aluno refletir sobre quem é hoje e
o que quer ser no futuro”
“É um momento importante para nós. Mostramos, por exemplo, que a Ciências Médicas é a única a oferecer internato para a Fisioterapia”, comentou George Sabino, então coordenador do curso.
Colégios aproveitam
A transmissão online atraiu mais de mil alunos, entre
15 e 17 anos, do Colégio Bernoulli, localizado em Belo Horizonte. “Muitos deles já estão familiarizados à rotina da Medicina pelo fato de os pais serem médicos, mas receber informações de outros profissionais da área é igualmente valioso”, explica Maria de Lourdes Ribeiro, psicóloga do Bernoulli.
O Colégio Logosófico de Belo Horizonte foi outra instituição de ensino que também participou da Mostra de forma remota. dr obot de an / F reepik
Profª. Rosana conta que a avaliação dos professores foi extremamente positiva até a pandemia – com o isolamento social, a Casa Simulada foi fechada, por questões de segurança. “É muito melhor quando uma atividade é realizada em um ambiente planejado, seguro e supervisionado, trazendo mais assimilação e compreensão dos alunos.”
Além de toda ambientação de uma casa comum, o Prof. Augusto Scalabrini Neto, coordenador-geral Didático do LabSim, explica que o espaço conta também com um espelho unidirecional, que possibilita a perfeita visão de quem está do outro lado, na sala de debriefing. “Durante a simulação do atendimento domiciliar, o docente permanece com um grupo de alunos do outro lado do espelho, praticando a observação como instrumento de aprendizagem. Ao final da simulação, nos reunimos para discutirmos o caso apresentado.”
A Casa Simulada é mais um diferencial de mercado da Faculdade Ciências Médicas – MG. O LabSim é um dos mais modernos do país, com equipamentos de ponta que asseguram ao aluno a possibilidade de vivenciar situações críticas com o monitoramento dos professores.
F A C U L D A D E
MAIS UMA INOVAÇÃO EM
PROL DO MELHOR ENSINO
LabSim ganha ambiente para
que alunos possam simular,
de forma mais fidedigna,
atendimento de saúde
domiciliar
Q
uem conheceu o Laboratório de Habilidades e Simulação Realística (LabSim) quando foi inaugurado, em 2017, percebe claramente que ele mudou e está cada vez melhor. O espaço modernizado continuamente, de acordo com as necessidades dos alunos e professores. Em 2020, ganhou mais uma novidade: a Casa Simulada, montada em um dos 12 consultórios que integram a estrutura.Sala, quarto, cozinha e banheiro foram montados no interior do LabSim para treinar os alunos de todos os cursos a darem assistência ao paciente no ambiente domiciliar. Dentro da casa simulada é possível que o aluno compreenda as Determinantes Sociais de Saúde (DSS) em que o indivíduo e sua família se encontram. O recurso permite ainda que ele preste uma assistência educativa por meio da visita domiciliar, avaliando as condições socioeconômicas e elaborando um plano assistencial individualizado ao paciente”, explica a coordenadora Pedagógica do LabSim, Profª Rosana Amaral.
O deslocamento do paciente do sofá para a cama e todo o cuidado necessário no banho de um indivíduo debilitado, entre outras ações, podem ser treinados em um ambiente controlado. Por exemplo, no banheiro, adaptado para pacientes com necessidades especiais, os alunos têm contato com técnicas para a utilização dos equipamentos, a fim de evitar quedas e garantir a segurança do indivíduo. Outro diferencial, segundo a coordenadora Administrativa do LabSim, Fernanda Paula Moreira Silva, é possibilitar que o aluno treine estratégias de educação continuada para a família, simulando a capacitação de um cuidador entre os familiares, que será responsável pelo paciente.
Professor Augusto Scalabrini Neto faz demonstração de movimentos de retirada do paciente e
atendimento, que podem ser treinados em um ambiente monitorado e propício
F A C U L D A D E
PREPARADA PARA INOVAR
Faculdade se adapta rapidamente à tendência das lives;
importantes eventos remotos foram transmitidos em 2020
A
obrigatoriedade do isolamento social impôs ao mundo corporativo a necessidade de adotar rapidamente as ferramentas onlinedisponíveis para dar sequência ao trabalho e demais compromissos. Dentre as novidades impostas pela pandemia, a digitalização da comunicação está certamente entre as alternativas mais relevantes. As lives foram as opções que emergiram com maior evidência no período, se tornando uma opção vital para a realização de eventos de entretenimento, arte, cultura e ciência.
Nesse novo contexto, a Faculdade se adaptou de forma rápida. Prof. Rafael Duarte, vice-diretor da Instituição, lembra que dispor de todos os equipamentos de mídia necessários para as transmissões online – como é caso
do Teatro Feluma –, foi fundamental. “Fizemos 44 lives nesses últimos meses”, comemora. “O Teatro se preparou para não ficar parado. Adequamos os fluxos e deu certo.” A Faculdade conseguiu operacionalizar os eventos
online, e a qualidade dos conteúdos propostos se
manteve em alto nível. Um destaque foi a transmissão realizada com o médico do Departamento de HIV, Hepatites e DSTs da OMS, Dr. Marco Antônio de Ávila Vitória, que trouxe ao público informações importantes sobre a Covid-19, com participação em vídeo direto de Genebra. “Hoje ficou provado que se todas as universidades fossem fortalecidas por entidades
públicas, poderíamos informar mais e melhor as pessoas e contribuir para que elas se sintam menos angustiadas. A educação volta a ser uma prioridade na área de saúde. Muitas pessoas vão dormir mais tranquilas com as informações repassadas aqui no dia de hoje”, observou, durante o evento remoto, o presidente da Feluma, Dr. Wagner Eduardo Ferreira.
A tradicional Cátedra Lucasiana, ministrada pelo Prof. Dr. Geraldo Magela Gomes da Cruz, também foi adaptada para o formato digital. “Um fato a destacar é que o
alto padrão dos equipamentos de mídia do Teatro nos permitiu realizar transmissões diferenciadas para o público.” Ao todo, sete Cátedras estão disponíveis no canal do YouTube da Faculdade, podendo ser acessadas quando o usuário necessitar.
Os eventos remotos incluíram ainda o lançamento do primeiro livro da editora, simpósios científicos, eventos de colação de grau de todos os cursos, além de atividades de abrangência internacional, como a live sobre Rastreamento do Câncer Gástrico, que teve como
convidado o professor Mário Diniz Ribeiro, presidente da Sociedade Europeia de Endoscopia Digestiva, que falou aos interessados diretamente de Portugal.
Acesse nosso canal no YouTube e assista a todos os eventos digitais produzidos pela Feluma e seus Institutos.
LIÇÕES PARA A VIDA
A
trajetória acadêmica e formação envolve vivências desafiantes, em que o discente precisa fazer a sua transição de aluno para o profissional. Assim, é importante oferecer suporte que estimule o desenvolvimento profissional do futuro médico.Para contribuir nessa formação, a Faculdade Ciências Médicas – MG estruturou o Programa Mentoring em 2019 e colocou em prática em 2020. O professor tutor é om médico e professor, que acompanha, orienta e estimula um jovem iniciante em sua jornada acadêmica, levando em consideração o desenvolvimento pessoal, emocional e profissional. A iniciativa já fazia parte da grade curricular para os alunos de Medicina do 1º período. “É um espaço que temos para sair um pouco do conteúdo teórico do curso e trazer as apreensões, coisas que passam pela nossa cabeça e que não conseguimos tratar em sala de aula”, conta João Vitor Levindo Coelho Novaes, então aluno do 2º período de Medicina.
O objetivo do Programa é trabalhar as emoções. Por meio de professores/tutores, há o debate de temas variados: relação médico/paciente, residência médica, Internato de Saúde Coletiva, pressões e problemas vividos na carreira, técnicas de estudo, filmes relacionados à área de saúde, literatura e outros temas pertinentes à vida do médico e do estudante de Medicina são alguns dos assuntos trazidos pelos participantes. “Para este programa, foram selecionados professores que são referências para os alunos. São profissionais com as quais eles têm mais liberdade para conversar e se abrir. Assim, os tutores conseguem se aproximar mais, ter um diálogo aberto e trabalhar três eixos principais, que são vida acadêmica, pessoal e profissional”, explica Marina da Cunha Pinto Colares, coordenadora do Núcleo de Acessibilidade e Apoio Psicopedagógico (Naap).
Com o objetivo de debater os desafios e as
expectativas da profissão, Programa Mentoring
expande atuação e contempla mais turmas
Troca franca
Os três professores atuantes no Programa Mentoring são José Mariano Sales Alves Junior, Rudolf Moreira e Sérgio Cançado. Prof. José Mariano está na faculdade há 36 anos e conta que, durante longo tempo, trabalhou com alunos do 6º ano e, recentemente, tem atuado com os novatos. “Foi uma grande novidade trabalhar com calouros, não estava tão acostumado, mas também uma alegria enorme.”
De acordo com o professor, os debates são sempre muito produtivos. Os encontros realizados remotamente por causa da pandemia e o Dr. José Mariano conta que, em um deles, o tema proposto por um vídeo de oito minutos transformou-se em um debate que se estendeu por uma hora e meia. “Eu sou aquele que fomenta. O que ofereço a eles é oportunidade para reflexão. Respondo aos questionamentos e conto como superei minhas inseguranças, como foi minha trajetória acadêmica e clínica. O interessante é que nessa jornada tive oportunidade de revisitar minha vida e minha carreira. Eles percebem o quanto estou emocionado e a troca fica ainda mais franca e transparente.”
F A C U L D A D E
“É um espaço que temos para sair
um pouco do conteúdo teórico
do curso e trazer as apreensões,
coisas que passam pela nossa
cabeça e que não conseguimos
tratar em sala de aula”
João Vitor Levindo Coelho Novaes,
aluno do 2º período de Medicina
ALTA QUALIDADE
QUE GERA SAÚDE
HUCM-MG participa de programa para desenvolver ainda mais
processos e práticas de segurança e qualidade assistencial
A
busca diária pelo aprimoramento de processos para oferecer o atendimento humanizado e a segurança ao paciente é uma meta permanente para o Hospital Universitário Ciências Médicas – MG (HUCM-MG). A equipe se mantém em processo de atualização constante, e um dos projetos em que os colaboradores estão engajados é o Programa de Desenvolvimento Hospitalar – Qualidade e Segurança do Paciente (PDH). A iniciativa é da Secretaria Municipal de Saúde e objetiva promover uma competição saudável entre vários hospitais da rede prestadora de BH, por meio da análise de indicadores e da implementação de práticas de prevenção, controle e tratativa de eventos adversos infecciosos e não infecciosos. Ao fim do processo de avaliação, a instituição vencedora receberá R$ 1 milhão em incentivos para serviços a serem executados no Hospital. “É de extrema importância que o Hospital participe e demonstre aos órgãos públicos e à sociedade a qualidade dos nossos serviços e atenda aos criteriososO projeto é composto por fases de avaliações, realizadas pelos fiscais/auditores da Secretaria Municipal de Saúde, e é um trabalho de toda a equipe, envolvendo gerências, diretoria, supervisões e todos os colaboradores. A implementação das práticas estipuladas no edital tem permitido a difusão de uma cultura de segurança do paciente e qualidade assistencial, bem como acelerado o processo de revisão e treinamento de protocolos institucionais de forma sistêmica.
AS ETAPAS DO PDH
Avaliação do Núcleo de
Segurança do Paciente
Programa de Controle de
Infecção Hospitalar
Gestão da Qualidade de
Desempenho Assistencial
H O S P I T A L
A Unidade de transplante renal do Hospital é uma das áreas de referência do Institutorequisitos. A iniciativa também estimula a multiplicação de boas práticas, no âmbito da gestão em saúde, para todos os nossos profissionais”, afirma Kehone Miranda, coordenadora da Qualidade.
A participação não só melhorou os processos e o engajamento da equipe como corroborou com a disseminação da qualidade do serviço ofertado pelo HUCM-MG. Na terceira etapa do PDH, a Instituição ficou entre os primeiros lugares na classificação enviada pela Prefeitura de Belo Horizonte. Essa etapa avalia três quesitos – Segurança do Paciente, Programa de Controle de Infecção e Gestão da Qualidade/Desempenho Assistencial. Em todas as avaliações, o HUCM-MG não perdeu sequer um ponto no tópico Gestão da Qualidade, uma evidência de que a equipe vem trabalhando para adotar todos os treinamentos e protocolos estabelecidos. “É uma responsabilidade enorme para a equipe, afinal, há muitas metas a serem seguidas, mas a equipe tem correspondido. Quando melhoramos dessa forma nossos processos, produzimos ainda mais indicadores que se destacam e temos cada vez mais condição de realizar um atendimento seguro ao paciente”, afirma Dr. Antônio Carlos de Barros Martins, diretor geral do HUCM-MG. Uma das etapas, Gestão do Cuidado Continuado, foi protelada por causa da pandemia; a Secretaria informou que a auditoria relativa a esta fase ocorrerá nos dois meses seguintes à normalização das atividades, tão logo se encerre o período de distanciamento social e os profissionais possam visitar os hospitais com plena segurança.
.
Arranjo institucional: próprios da Prefeitura de Belo Horizonte ou filantrópicos com sede na capital.
.
100% de atendimento SUS.
.
Incorporação e operacionalização da metodologia DRG-Brasil na instituição, com tempo
de uso da ferramenta de pelo menos um ano, de modo a permitir o acompanhamento da
evolução dos indicadores de desempenho.
.
Existência de contrato de gestão vigente entre a instituição hospitalar e a Secretaria Municipal
de Saúde referente à prestação dos serviços assistenciais à saúde, ou apresentação de certidões
de regularização previstas na legislação.
DRG como aliado
Quem trabalha com gestão hospitalar sabe da
importância das análises dos indicadores gerados pelas diversas metodologias disponíveis. A partir deles, é possível identificar pontos de melhoria e potencializar boas práticas executadas. Por isso, desde o início do PDH, a equipe está aprimorando as análises críticas para o indicador de média de permanência dos pacientes por unidade por meio do uso da metodologia Diagnosis Related Groups (DRG). O objetivo da ferramenta é que o paciente receba o melhor atendimento, dentro do tempo adequado. “Iniciamos a elaboração e implementação de linhas de cuidado e implantamos novos indicadores destinados ao monitoramento e adesão às práticas dos Protocolos de Segurança do Paciente e desempenho da prática clínica”, informa Kehone.
Durante as auditorias do Programa, os profissionais do HUCM foram entrevistados para que se pudesse avaliar se a execução das rotinas atendia aos Protocolos de Segurança do Paciente e de Controle de Infecção Hospitalar. Os colaboradores mostraram-se proativos ao verbalizar, executar e disseminar o conhecimento nesses temas em todas as áreas do Hospital, incluindo os departamentos administrativos. Isso mostra que o engajamento e o domínio dos protocolos é cada vez maior pela equipe.
H O S P I T A L
Critérios exigidos dos hospitais para
participação no PDH
CADA VEZ MAIS INTERNACIONAL
A
Assessoria de Relações Internacionais da Faculdade Ciências Médicas – MG adicionou duas novas instituições de ensino do exterior entre suas parcerias. São elas: o Institute for Musculoskeletal Health, da Universidade de Sidney, na Austrália, que inclusive não cessou suas atividades durante a pandemia, e a Universidade de Strasbourg e Hospitais Universitários, na França. Criado para fomentar o intercâmbio de alunos, docentes e pesquisadores no exterior, o setor iniciou suas atividades em 2018 e já mantém parceria com 14 instituições de países como França, Portugal, Inglaterra, EUA e Uruguai. “Isso se deve ao compromisso da Faculdade para com a internacionalização de suas atividades e de seus alunos, expandindo as fronteiras do ensino e pesquisa. E temos nos empenhado muito para captar novas parcerias”, comenta a assessora de Relações Internacionais, Corinne Andrée Imbs.Perto de completar três anos de
atividades, o setor de Relações
Internacionais da FCM-MG
já mantém parceria com 14
instituições estrangeiras
Ela destaca o novo convênio firmado com a
Universidade de Sidney como grande conquista, já que se trata de uma entidade reconhecida mundialmente por suas pesquisas, realizadas por mais de 60 equipes, compostas por docentes de várias especialidades em saúde. A Faculdade Ciências Médicas - MG já contava, inclusive, com uma representante no outro lado do mundo: Ana Helena Salles dos Reis, do curso de Fisioterapia, ficou em terras australianas, participando, durante um ano, de pesquisa sobre a eficácia dos tratamentos existentes para a dor lombar crônica. Mais de 30 alunos entre graduação e
pós-graduação já foram beneficiados com as parcerias internacionais, vigentes desde 2018. A previsão de algumas universidades é retomar a normalidade dos intercâmbios no segundo semestre de 2021.
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Pesquise sobre o país e a instituição onde pretende ficar.
Prepare-se para lidar com um ambiente e uma cultura
diferentes.
Não perca sua chance!
Realizar um internato ou uma especialização fora do país enriquece o currículo e favorece
a aquisição de experiência, graças ao contato com outras culturas, povos e idiomas. A
oportunidade está aberta aos alunos, mas é preciso estar atento à publicação do edital e
preencher os pré-requisitos para ser selecionado para as mobilidades durante os cursos de
graduação. Saiba mais e aproveite essa chance:
Fique atento aos canais de comunicação da Faculdade
(site, e-mail e portal do aluno). É por meio deles que são
divulgados editais, prazos e exigências. Contacte o setor de
Relações Internacionais e esclareça suas dúvidas – a equipe
está à sua disposição.
Invista no estudo do idioma do país que quer visitar. O certificado
de proficiência do idioma é obrigatório para participar dos editais
das mobilidades de graduação. Dominar a língua do país referido
é imprescindível para qualquer mobilidade internacional na
graduação e na pós-graduação.
Planeje a sua ida com, no mínimo, um ano de antecedência.
Calcule os custos e verifique o que pode ser adiantado no
Brasil, caso você se ausente por alguns meses.
Converse com professores e outros profissionais
sobre seu projeto de mobilidade, para ser assertivo
na escolha.
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DIFERENCIAL ACADÊMICO
“Pesquisa e Extensão”
incentiva e apoia
alunos na produção e
publicação de artigos
científicos
E
nriquecer o currículo durante o curso pode ser determinante para uma carreira profissional promissora. É importante que o aluno contemple na sua formação atividades extracurriculares no âmbito do ensino, pesquisa e extensão, que são pilares importantes para um profissional preparado para os desafios do futuro. Nesse contexto, a Pesquisa e Extensão da Faculdade Ciências Médicas – MG oferece à comunidade acadêmica oportunidades e serviços que possibilitam a realização dessas atividades. Além disso, os trabalhos desenvolvidos se materializam em publicações científicas que aumentam a visibilidade da Instituição, capacitam os professores no que há de mais moderno em termos de conhecimento e contribui para que o egresso seja altamente competitivo no mercado de trabalho. As publicações aumentam a visibilidade do aluno no meio acadêmico durante e depois da conclusão do curso. Por isso, a área de Pesquisa e Extensão conta com equipe bem-estruturada para instruir a todos sobre a formatação de artigos, submissão do conteúdo à avaliação e escolha da publicação. “A participação do aluno em atividades de pesquisa e extensão desenvolve habilidades como raciocínio crítico, empatia, capacidade de comunicação,trabalho em equipe, criatividade, proatividade, entre outras. Fruto desse empenho pode ser exemplificado com alunos que obtiveram sucesso em processos seletivos, até mesmo de doutorado, logo após a graduação, devido às suas publicações de grande impacto. É um grande diferencial curricular”, diz José Felipe Pinho da Silva, coordenador do setor de Pesquisa e Extensão. Caso o aluno recorra a dados para evidenciar análises numéricas em sua pesquisa, o setor conta também com um
departamento de estatística, que faz a análise e entrega o resultado já pronto para o acadêmico.
Todos os anos, três editais de iniciação científica são lançados, sendo previstos no calendário acadêmico e disponibilizados na página da Faculdade. O aluno precisa ficar atento para que possa submeter seus trabalhos ao setor e não perca a oportunidade de desenvolver projetos de relevância e ter seu conteúdo divulgado em publicações conceituadas.
O setor de Pesquisa e Extensão da Faculdade está à disposição para atender os alunos e esclarecer eventuais dúvidas. O e-mail para contato é pesquisa. [email protected].
ALINHADO ÀS NOVAS
TENDÊNCIAS E DEMANDAS
A
pós semanas de deliberação sobre um plano bem definido e seguro para os alunos, o Internato de Saúde Coletiva retomou suas atividades em maio de 2020, permitindo que os participantes pudessem voltar às cidades que precisam do serviço dos formandos. A etapa é uma das mais aguardadas pelos alunos, afinal, é o momento de colocar em prática todos os conhecimentos adquiridos em sala de aula e laboratórios, com mais autonomia e vivência na realidade.“Estabelecemos o uso de EPIs e ofertamos treinamento para esses acadêmicos que estavam indo para o campo de atuação na atenção básica. Com a mudança de perfil de atendimento, foi necessário readequar o estágio, uma vez que muitas cidades suspenderam os atendimentos especializados para mulheres, crianças e idosos”, explica o Prof. Gustavo Werneck, coordenador do Internato de Saúde Coletiva.
A Faculdade montou uma estrutura segura e completa de apoio para os alunos que viajaram. O protocolo estabeleceu que os discentes que apresentassem sintomas de Covid-19 imediatamente retornariam a Belo Horizonte para realização do teste no Hospital Universitário Ciências Médicas – MG, com os custos assumidos pela Feluma. Além disso, a decisão de ir para o interior coube espontaneamente ao próprio acadêmico, sendo que a maioria abraçou o desafio. “Foi uma ótima oportunidade de aprendizado sobre o cuidado que terão de ter em suas rotinas, como profissionais de saúde que serão de fato, em breve”, comenta o coordenador.
Mariana Trindade Tofani, então do 10º período de Medicina, confirmou que atuar no interior durante a pandemia foi uma experiência única. Ela ficou por pouco mais de dois meses em Lagoa da Prata, uma cidade relativamente grande. “É claro que o contexto de pandemia gerou impacto, porque os pacientes ficaram receosos de ir à
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Internato de Saúde Coletiva adapta formato para
a segurança dos alunos frente à Covid-19
Unidade Básica de Saúde. Infelizmente, não conseguimos fazer grupos de promoção à saúde, como é usual. Por outro lado, aprendemos sobre o manejo do paciente suspeito de Covid-19 e o funcionamento da estrutura de saúde municipal durante uma pandemia. Foi muito valioso”, conta. Durante o ano de 2020, 263 alunos de Medicina, Fisioterapia, Psicologia e Enfermagem participaram do Internato de Saúde Coletiva, sendo 181 no interior e 82 em Belo Horizonte. Alguns atuaram na linha de frente, outros fizeram monitoramento de casos já comprovadamente, positivos e alguns ficaram na retaguarda, apoiando demandas dos postos de saúde. De acordo com o Prof. Gustavo Werneck, após mais de nove meses de pandemia, os municípios já evoluíram bastante no que diz respeito aos protocolos de cuidados ofertados aos profissionais de saúde e, por isso, os alunos estão seguros nos atendimentos. “Eles contam, também, com o apoio da Faculdade na reposição dos EPIs e treinamentos que recebem.”
Prof. Gustavo Werneck, coordenador do Internato de Saúde Coletiva, dedicou-se com a equipe ao planejamento da ida dos alunos para o interior durante a pandemia
EXCELÊNCIA EM GESTÃO
PEDAGÓGICA BENEFICIA A SAÚDE
A
tradição na gestão pedagógica do ensino faz com que a Pós-graduação Ciências Médicas – MG (PGCM-MG) seja uma das mais conceituadas e procuradas por instituições de saúde que precisam implementar ensino e pesquisa em suas unidades, ou querem aprimorar as habilidades profissionais. A PGCM-MG, ao todo, possui 230 vagas para 50 especialidades; na residência, são 100 vagas para 22 especialidades; na residência multiprofissional, 25 vagas em nove especialidades e na residência uniprofissional, 25 vagas para Enfermagem Obstétrica.Além da gestão pedagógica, serviços que são
referência nacional em Cirurgia Plástica, Oftalmologia e outras especializações confiam à Pós-graduação a elaboração e apuração dos concursos promovidos para o ingresso nos hospitais parceiros – desde a produção da prova, passando por sua aplicação e correção, até a divulgação do resultado final. Carolina Giulianetti, diretora Acadêmica da Pós-graduação Ciências Médicas e responsável pelo setor que organiza os processos seletivos, explica que o trabalho é criterioso e exige muito empenho de todos os envolvidos, dado o grau de importância das instituições que recebem os novos profissionais. “Temos que elaborar e adotar instrumentos de avaliação que sejam eficientes para selecionar o profissional preparado para lidar com um mercado exigente e carente de algumas especialidades. Não podemos perder de vista, também, a segurança e a isonomia do concurso.”
De acordo com Carolina, a relação candidato/vaga cresceu no ano de 2020, a despeito da pandemia. Os concursos realizados pelas instituições hospitalares, coordenados pelo Agos, recebem inscrições de candidatos de todas as regiões do Brasil e, neste ano, não foi diferente. A situação atípica imposta pelo distanciamento social foi um desafio para a realização do concurso, cujos processos seletivos foram criteriosamente feitos de acordo com as normas de segurança sanitárias exigidas pelas autoridades e pelas Instituições parceiras.
Para o Prof. Marcelo Miranda, diretor-geral da Pós-graduação Ciências Médicas – MG, o reconhecimento
obtido pela gestão pedagógica da residência e especialização da Pós-graduação Ciências Médicas – MG é o resultado do aprimoramento das diretrizes que têm acompanhado o ensino da Faculdade nas últimas sete décadas, que se somam aos valores das Instituições hospitalares que utilizam este trabalho. “A Ciências Médicas é pioneira na gestão desses cursos. Começamos em 1976, com o Hospital Santa Casa. Sabemos da responsabilidade que envolve a formação de profissionais de saúde, pois o conhecimento que eles adquirem na residência e especialização é algo que vão carregar para a vida toda”, afirma Antônio Vieira Machado, diretor Interinstitucional da Feluma.
Pós-graduação Ciências
Médicas – MG é referência
no desenvolvimento de
metodologias de ensino para
17 hospitais
VESTIBULAR SEGURO E
ADEQUADO ÀS EXIGÊNCIAS
A
pandemia exigiu exercício de criatividade e competência para buscar alternativas seguras. Nesse sentido, a Faculdade Ciências Médicas – MG estruturou e adaptou uma série de atividades, entre elas o vestibular de Medicina do primeiro semestre/20. Pela primeira vez, a Instituição utilizou a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como processo seletivo, uma medida acertada diante da insegurança gerada pela Covid-19. Já para os cursos de Enfermagem e Fisioterapia e para o 2º semestre de Medicina, foram realizados processos seletivos usuais, nos quais adotaram-se todos os protocolos necessários à segurança de candidatos e responsáveis pela aplicação das provas. O Instituto contabilizou 1.191 inscritos no vestibular de Medicina no 2º semestre e ainda mais de 200 candidatos.Carolina Giulianetti, gestora do Agos, explica que utilizar a expertise da Instituição para a elaboração do vestibular é importante para a Faculdade por possibilitar que o concurso esteja alinhado ao que será cobrado do aluno durante a vida acadêmica. “Somos especializados em saúde, portanto, a prova que elaboramos é direcionada para testar a capacidade dos candidatos em áreas do conhecimento que serão importantes na trajetória do aluno, como biologia, química e anatomia. Assim, há um nivelamento dos estudantes.” Ela destaca a necessidade de que o teste seja rigoroso, já que a extensa carga horária, que inclui aulas práticas e teóricas, além das exigências que acompanharão toda a trajetória do futuro acadêmico, requerem candidatos com o máximo preparo possível para enfrentar o desafio.
Agos retoma elaboração
de concursos com
máxima segurança
Adaptação
Não só o processo seletivo foi adaptado durante a pandemia. Os colaboradores da Faculdade, professores e coordenadores de curso debruçaram-se sobre
um plano de retorno às atividades, baseado em estratégias de segurança. O diretor da Instituição, José Celso Guerra Pinto Coelho, destaca o empenho feito para que a tradição de formar profissionais de saúde em nível de excelência seja mantida durante a pandemia. “Possibilitamos que os alunos da Faculdade não parassem de progredir. Essa foi uma vitória importante, porque temos compromisso com a formação de cada um deles. Tenho certeza de que não há outra faculdade no Brasil com o mesmo nível de execução do projeto pedagógico, enfatiza.
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P Ó S - G R A D U A Ç Ã O
MAIS MÉDICOS
CAPACITADOS
O
final de 2020 ficou marcado pela consolidação de uma parceria que vinha se desenhando há algum tempo. A Pós--graduação Ciências Médicas e o Cartão de Todos – empresa que oferece atendimento médico a custo acessível para as classes C e D – montaram, em conjunto, um curso de Pós-graduação lato sensu em Especialidade Médica, denominado Programa Médico dos Médicos.“O modelo é chamado de ‘administração solidária’ e engloba teorias aplicáveis ao gerenciamento da empresa, em que o lucro é consequência das estratégias humanistas utilizadas. A parceria é imprescindível para o sucesso de nossa empresa e também para cumprirmos a missão de humanizar cada dia mais o atendimento e suprir a necessidade de saúde das pessoas que mais precisam”, explica o presidente do Cartão de Todos, Altair Vilar.
Novo curso em parceria
com empresa referência em
atendimento clínico oferta
especialização a médicos de
três especialidades
Geriatria, Reumatologia e Saúde Mental serão as três especialidades trabalhadas em 18 meses de curso. As aulas já foram iniciadas e contam com 93 alunos, distribuídos nas três especialidades. Para professor Marcelo Miranda, diretor-geral da Pós-graduação
O presidente da Feluma, Dr. Wagner Eduardo Ferreira, destacou a capacidade dos Institutos formarem parceria, mesmo durante a pandemia
Representantes da empresa parceira e da Pós-graduação Ciências Médicas - MG se reuniram presencialmente e via vídeoconferência no Teatro Feluma, para a realização do anúncio do novo curso
Ciências Médicas – MG, um dos diferenciais do projeto é que ele foi, inteiramente, inspirado no conceito inovador de telemedicina, que ganhou força durante a pandemia. Grande parte do curso, inclusive, será realizada de forma remota para os 120 médicos já inscritos no primeiro módulo.
Acesso a atendimento de
qualidade
Um levantamento, realizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), mostrou que apenas 66% dos médicos brasileiros possuem alguma especialidade. A maioria deles está concentrada na região Sudeste, entretanto há demanda por profissionais especialistas em outras regiões do país.
Um dos objetivos da criação do curso é justamente formar médicos que atendam à real demanda da população. “Cerca de 22% das pessoas têm planos de saúde no Brasil, ou seja, há muita gente sem essa cobertura e, assim, é preciso que os profissionais se capacitem para atender a essa parcela descoberta”, comenta o Prof. José Celso Cunha Guerra Pinto Coelho, diretor da Faculdade.
A escolha das três especialidades ofertadas, inclusive, resultou de um estudo realizado pela Pós-graduação e o Cartão para Todos, que apontou uma maior procura por essas áreas. “Foi aí que surgiu a ideia de criar um curso de especialização que viesse a suprir as demandas reprimidas em nossas clínicas”, diz Aquiles Vilar, coordenador do Programa Médico dos Médicos e vice-presidente do Cartão de Todos. As empresas integram o mesmo grupo e a rede de clínicas tem capacidade para atender 18 milhões de consultas por ano. “É a primeira vez que estamos aliando a teoria e a prática, utilizando a tecnologia de uma maneira tão inovadora”, afirma Aquiles.
O coordenador do curso da Pós-graduação, Dr. Márcio Sanches, informa que os professores estão mobilizados há meses na elaboração e no desenho pedagógico da iniciativa. Para ele, a missão desempenhada pelo Cartão de Todos, de levar acesso à saúde em larga escala, vem ao encontro das tendências evidenciadas pela pandemia, que fez crescer o uso das ferramentas de telemedicina. “O conteúdo aprimora o que já está à disposição. Outro diferencial é que a parceria com o Cartão de Todos dá oportunidade de crescimento
CARGA HORÁRIA
520 horas
NÚMERO DE ALUNOS
120
ESPECIALIDADES
Geriatria, Reumatologia e
Saúde Mental
PARTE TEÓRICA
Introdução à Telemedicina,
Bioética na Especialização,
Humanização do Atendimento,
Administração Solidária e
Administração Financeira e
Contábil
PARTE PRÁTICA
Discussão de casos clínicos,
parte orientada consultoria
online e encontro presencial
profissional aos médicos e a chance da prática de forma diferenciada e humanizada, por se tratar de um modelo de atendimento diferenciado para classes mais baixas.”
A aula inaugural contou com mesa redonda composta pelo coordenador do curso, Dr. Márcio Sanches Aquiles Vilar, vice-presidente do Cartão de Todos e coordenador do Programa Médico dos Médicos; Hércules Neves, coordenador do Instituto de Inovação e Incorporação Tecnológica da Ciências Médicas - MG; Dr. Renato Couto, professor da Pós-graduação CMMG e presidente do IAG Saúde; e Dr. Tiago Constâncio, CEO do Med Portal.
O CURSO
A Fundação Educacional Lucas Machado (Feluma) recebeu o
Prêmio Reconhecimento Cultural, na 6ª edição do Prêmio Copasa
Sinparc de Artes Cênicas, pela criação e inauguração do Teatro Feluma.
Na solenidade virtual da premiação, o presidente da Feluma, Dr. Wagner
Eduardo Ferreira, em seu depoimento se declarou emocionado e honrado
pelo reconhecimento do Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas de MG
(SINPARC).
O Teatro Feluma é um espaço para fomento das artes e o saber e tem
como vocação ser um palco múltiplo e de integração entre o teatro, a
dança, a música, a ciência, o conhecimento e a educação.
A Feluma agradece ao SINPARC pela premiação que muito honra
a Instituição e demonstra a relevância da iniciativa de abertura
do Teatro Feluma.
Foto: Rafael Motta